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Giuliano De Luca l Imbituba A concessão de 70 anos da Companhia Docas do Brasil na exploração em dezembro de 2012 e tudo leva a crer que o porto deverá tomar novos rumos. Essa disputa para ver quem administra o Porto pelas próximas décadas deve acontecer entre iniciativa privada, município, Estado ou a própria União. A transição ainda não tem data exata, mas em 2013 o novo

a região, mas também pode ser uma ameaça”, diz o presidente. De acordo com Gilberto Barreto, o Porto tem que ser um instrumento não para gerar grandes lucros, mas para impulsionar o desenvolvimento da região. “Hoje o Sul de Santa Catarina é pobre porque nunca teve um porto público voltado ao desenvolvimento. Recentemente é que foram abertos novos mercados”, garante. “As limitações de qualquer porto di-

onde ele está inserido”. Para Gilberto Barreto, a transição de administração é o evento mais importante do Sul de Santa Catarina nos últimos 70 anos. Por isso, a importância de lideranças de todos os segmentos da sociedade organizada acompanharem o processo. “O governo precisa ter cautela e as associações comerciais precisam acompanhar isso”, avalia.

A atual administração do Porto explica a importância e as possibilidades desse processo. “O município não deve ser (o novo administrador). As reais possibilidades são do Estado, da União ou da iniciativa privada”, explica o presidente do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) do Porto de Imbituba, Gilberto Barreto. “Sou a favor da manutenção da administração pela iniciativa privada”, opina Barreto. Para ele, o Porto de Imbituba pode ser a redenção da região Sul catarinense, mas também pode ser um problema caso não seja bem administrado. “O Porto de Imbituba pode ser uma oportunidade para 16

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