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(LE) E o Aeroporto Diomício Freitas, em Forquilhinha? Há possibilidades de melhorias? (Colombo) Estamos com obras em andamento no Aeroporto Diomício Freitas com prazo para encerrar em julho de 2012. Com investimento de R$ 3,5 milhões por parte da SDR (Secretaria de Desenvolvimento Regional), estão sendo corrigidas depressões nas laterais da pista; reformado o terminal de passageiros e já foi concluída a reforma no pátio de manobras, o que agora possibilita o pouso de aeronaves de grande porte. A Infraero renovou o contrato com o Governo do Estado para continuar administrando o aeroporto. Atualmente, o Diomício Freitas oferece dois voos diários de ida e volta para Joinville e São Paulo e um voo aos sábados para Porto Alegre, através da empresa Trip. Já foram iniciados também contatos para que a Cia Aérea Azul também possa operar no local. (LE) O que pode ser feito pelo Porto de Imbituba para que ele atraia mais demanda? (Colombo) O porto de Imbituba possui grande capacidade de crescimento, além de estar estrategicamente localizado no “epicentro” do Mercosul. Estamos cientes a alíquota do ICMS em transações de produtos importados entre Estados, e que isso pode prejudicar a moviprévia com as tradings instaladas em Santa Catarina e uma grande reunião com todos os afetados, portos, municípios e empresas, para discutirmos como contornar os prejuízos impostos por essa medida do Governo Federal. Nossa ideia inicial é compensar com melhorias de infraestrutura, tornando ainda mais atrativo utilizar nossos portos. O porto de Santos tem uma espera de 12 dias para descarregar, a um custo de R$ 50 mil por dia parado. Nossos portos permitem descarregar as cargas logo na chegada e já abastecer com contêineres cheios de produtos para exportação. Vamos ampliar essas qualidades.

duplicação da BR 101? (Colombo) Infelizmente, o único poder Estadual nessa questão é a cobrança. E ela nem sempre gera os resultados esperados. A máquina federal é muito burocratizada, algo que estamos tentando evitar aqui no Estado. Vamos continuar fazendo nosso papel: cobrando e mais o nosso Estado. Também tenho certeza que a bancada catarinense pressiona muito por melhorias para o Estado, por essas nossas obras imprescindíveis, mas continuamos vendo absurdos essa demora na duplicação da BR-101 Sul. (LE) O que Criciúma precisa para garantir mais desenvolvimento nos quesitos social e econômico? (Colombo) Baseada em sua tradição na indústria cerâmica e carbonífera, Criciúma é um grande polo de inovação em materiais. O setor de construção também acompanha o esforço de inovação na região. Para crescer ainda mais, a cidade precisa focar em sua vocação, construir novas frentes que podem ser suas tradições no futuro com outros setores que já estão presentes na economia da região. Por exemplo, o setor químico e de polímeros, que complementam o ambiente econômico da região. Criciúma terá um polo de inovação através do projeto Inova@SC e acho que esse é um bom caminho, mas o formato do polo ainda não está da região, esperamos conseguir colocar uma dinâmica de crescimento com alta tecnologia na região e em todo o Estado, com os outros 11 polos que vamos implantar.

(LE) Algumas rodovias estaduais que ligam municípios no Extremo Sul ainda não são pavimentadas. Com relação a elas, o que há de projetos e prazos? (Colombo) A prioridade neste ano é a recuperação de 2.500 quilômetros da malha rodoviária catarinense. É pavimentadas no nosso plano de desenvolvimento da infraestrutura catarinense. Precisamos estudar quais seriam as obras mais necessárias. (LE) O que o governo do Estado está fazendo para que o governo federal agilize projetos de importância estrutural para o Sul, como a conclusão da

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