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CRICIÚMA - SC - N°34

Sozinhos vamos mais rápido, mas unidos chegaremos mais longe.

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Editorial Hoje, a nossa indústria representa 15%

A batalha continua Em nome dos meus colegas de diretoria da gestão passada e desta que se renova, do nosso Conselho Superior e dos associados da ACIC, em especial aos jovens e mulheres, eu quero mais uma vez eu possa estar à frente desta nobre e importante

Diante destes números é imposdestes países, onde a indústria e o empresário não foram demonizados, chegam ao Brasil manu-

A Acic tem trabalhado incansavelmente para garantir

esta que acaba de ser empossada, tem se empenhado forte-

o Porto de Imbituba, se debatendo para buscar cargas e arma-

No início deste ano, recebemos a missão de comandar ser feitas com muita, mas muita rapidez, sob pena da falta de contamos também com a parceria da Fiesc para duplicarmos a balhamos internamente na ACIC, gerando novas receitas, quitando os pagamentos do centro empresarial e fazendo novos Para 2012, a ACIC dá início ao projeto do novo auditório e

A ACIC tem tido, ao longo dos seus 68 anos, o papel de coEnquanto isso, o Rio Grande do Sul está com a sua BR 101 papel tem sido de alertar, cobrar e participar das tratativas para que o Sul de Santa Catarina seja um dos protagonistas do creseste mico quem paga frente aos turistas e novos investidores é riqueza, que garante receitas ao poder público, postos de trabalho e uma renda que permite aos nossos funcionários dar um Mas por um período de tempo, recente até, ter uma empretes como a abusiva carga tributária, a falta de estrutura para

Há poucos incentivos, falta de áreas, burocracia e barreiras

chamado perda de competitividade, que consome tudo a sua

você, empresário, este guerreiro, este mágico, este maestro que

Em 1980 o parque industrial brasileiro era maior que o da

Olvacir José Bez Fontana, Presidente da ACIC p r e s i d e n t e @ a c i cr i . c o m . b r

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Anúncio Hotel

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Sumário

Entrevista exclusiva

Porto

Governador Raimundo Colombo fala das necessidades do Sul e das obras em andamento.

Docas do Brasil deve deixar Porto de Imbituba após 70 anos no comando da administração. Páginas 15 a 18

Páginas 10 e 11

Sul Metal & Mineração

Obras estruturantes Saiba como estão projetos e obras de interesse do Sul do Estado.

Página 25

Páginas 8 e 9

Do básico ao fashion

Via Rápida

Páginas 26 a 27

Páginas 12 e13

La Moda

Ponte em Laguna

Empresa redireciona foco e amplia fatia no mercado de luxo.

Páginas 28 a 29

Página 14

Etiquetas

Aeroporto Jaguaruna ser realidade.

amarelo para o setor. Páginas 21 a 23

Páginas 30 a 31

Porcelanato

Prêmio ACIC de Inovação Empresas destaque participam

mercados pelo mundo. Página 24

Diretoria 2012-2013 Presidente Olvacir José Bez Fontana Vice-presidentes César Smielewski - 1º Secretário Cide Damiani - 2º Secretário Iraide Piovesan - 1º Tesoureiro Venício Neves Pereira - 2º Tesoureiro

Delir João Milanez Denizard Ferrão Ribeiro Diomicio Vidal Donato Zanatta Eduardo Zini Bertoli Flávio Spillere Junior Gilmar Menegon Hélcio Ramos de Jesus

Página 34

Julio César M. Wessler Lenir Dal Sasso Schambeck Luiz José Damázio Maria Julita Volpato Gomes Marli Maria Aguiar Rui Inocêncio Tito Lívio De Assis Góes Valcir José Zanette

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Imbituba Metalúrgica italiana deve investir gerar 600 empregos diretos. Página 19 e 20

Ceusa

Shopping das Nações

da cerâmica catarinense.

Empreendimento promete mudar

Página 35

Teleférico em Criciúma Projeto da prefeitura não causou

Páginas 44 a 47

Recursos humanos

Página 36 Páginas 48 e 49

Auditoria planejou estão sendo executadas. Página 37

Turismo no inverno realidades opostas no setor. Páginas 50 a 53

Posse da ACIC Kurotel Páginas 38 e 39

Meta Treinamentos

Páginas 56 a 58

Design Satc sua marca? Páginas 60 a 61

Páginas 40 e 41

Desindustrialização Páginas 42 e 43

Joice Quadros Página 62

Expediente: A revista Liderança Empresarial é uma publicação da ACIC - Associação Empresarial de Criciúma Edição I Giuliano De Luca Editoração I Novo Texto Comunicação e Divulgação - Suamy Fujita Fotos I Novo Texto Comunicação e Divulgação Reportagens Metal Mineração Colaboradores I Suzi Nascimento. Contatos I 48 3461 0900 - ACIC I acicri@acicri.com.br I novotexto@agencianovotexto.com.br Vendas I Vilma Martinhago - 48 3461-0903

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Estamos de olho

das principais obras estruturantes necessĂĄrias para o Sul do alavancar o desenvolvimento social e econĂ´mico da regiĂŁo e

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Duplicação da BR 101 Sul O Dnit entregou ‘o caso’ à presidência da República, que agora decide o andamento da obra. Autoridades divergem de acesso ao bairro Campo D’água. Uma frente parlamentar foi criada para acompanhar o desenvolvimento da obra. A presidente Dilma Rousseff anunciou a liberação para início das obras da ponte em Laguna, considerada gargalo para a conclusão da duplicação.

Asfaltamento da BR 285 O início do processo licitatório foi prometido pela setembro. O anúncio foi feito pelo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, durante a Marcha dos Prefeitos a Brasília, em 15 de maio, em Brasília. São 30 Km entre os municípios de São José dos Ausesntes (RS) e Timbé do Sul (SC).

Aeroporto Regional Sul Está em fase de conclusão e a expectativa do governo do Estado é de que esteja em funcionamento no início de agosto deste ano. Foi inaugurado em dezembro de 2010, mas nunca recebeu voos. Faltam as obras de acabamento, a instalação de todos os equipamentos e a criação de um modelo de gestão para administração. Além disso, é necessária a conclusão da rodovia que liga o aeroporto à BR 101. Um trevo ainda precisa ser feito e boa parte da estrada precisa receber a última camada asfáltica.

Via Rápida de Criciúma A obra foi anunciada em 31 de maio pelo governador Raimundo Colombo. Os envelopes das propostas da licitação serão abertos em 1º de agosto. A conclusão deve levar três anos.

Anel Viário de Criciúma O edital para o terceiro trecho entre Vila Zuleima e São Simão foi publicado. O período agora é da licitação, que deve terminar no início de agosto. A obra deve iniciar em seguida, e o prazo de execução é de 18 meses.

Dragagem do Porto de Imbituba As propostas para a dragagem dos cais, bacia de evolução e canal de aceso já foram abertas. Das sete empresas participantes, três foram reprovadas nas questões técnicas, mas entraram com recurso. Não há previsão para julgamento do recurso. Depois de julgados, a licitação entra na fase de valores. A obra permitirá ao Porto receber navios carregados com até 6,4 mil contêineres (hoje recebe com até 2 mil). O investimento previsto é de R$ 48,8 milhões.

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E o Sul, como vai? estão acontecendo, mas não no ritmo que o Sul do Estado precisa. A Revista Liderança Empresarial tem buscado atender as necessidades da região e informar com credibiliNessa edição, a Liderança Empresarial apresenta uma entrevista exclusiva com o governador do Estado,

(Liderança Empresarial) O senhor acabou de liberar o penúltimo trecho do anel do contorno viário. Há possibilidade de liberar o último trecho ainda neste mandato? (Colombo) Não posso dar muitos detalhes porque posso estragar algumas grandes novidades que estão por vir. Vamos apenas dizer que essa obra é prioridade para o Estado, que tem em seu vice-governador, meu amigo Eduardo Moreira, um grande defensor dos interesses do Sul. Vocês podem esperar boas notícias para breve sobre os dois assuntos. (LE) O que muda para a cidade de Criciúma e para a região Sul com o Anel do Contorno Viário? (Colombo) O Anel de Contorno Viário é uma das obras mais necessárias para Criciúma e região porque vai retirar o trânsito pesado do centro de Criciúma, vindo, principalmente dos municípios vizinhos e da serra catarinense. Além disso, é um novo eixo de desenvolvimento, já que abre espaço para instalação de novas empresas ao longo da via pavimentada e já pode ser comprovada nos trechos concluídos. Até o momento foram concluídos mais de 25 quilômetros da obra. O movimento de veículos já é intenso e inúmeras empresas já estão instaladas ao longo da rodovia. (LE) Sobre o Aeroporto Regional de Jaguaruna. Quando há previsão para início das atividades? Quando isso acontecer, o que melhora para o empresário e para o cidadão? (Colombo) Estamos trabalhando com o início das atividades já no segundo semestre deste ano. O aeroporto melhorará muito o dia a dia de ambos. Jaguaruna será o maior aeroporto da região Sul do Brasil em termos de comprimento de pista, com 2,5 mil metros. Será uma importante ligação com São Paulo e as outras capitais do Sul do país. Com certeza vai criar um grande corredor de desenvolvimento, que terá potencial para crescer por muitos anos. Esse aeroporto é uma parte muito importante da nossa estratégia para melhorar a infraestrutura aeroviária do Estado. Será, como pretendemos fazer também com o de Correia Pinto na Serra, uma referência regional.

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(LE) E o Aeroporto Diomício Freitas, em Forquilhinha? Há possibilidades de melhorias? (Colombo) Estamos com obras em andamento no Aeroporto Diomício Freitas com prazo para encerrar em julho de 2012. Com investimento de R$ 3,5 milhões por parte da SDR (Secretaria de Desenvolvimento Regional), estão sendo corrigidas depressões nas laterais da pista; reformado o terminal de passageiros e já foi concluída a reforma no pátio de manobras, o que agora possibilita o pouso de aeronaves de grande porte. A Infraero renovou o contrato com o Governo do Estado para continuar administrando o aeroporto. Atualmente, o Diomício Freitas oferece dois voos diários de ida e volta para Joinville e São Paulo e um voo aos sábados para Porto Alegre, através da empresa Trip. Já foram iniciados também contatos para que a Cia Aérea Azul também possa operar no local. (LE) O que pode ser feito pelo Porto de Imbituba para que ele atraia mais demanda? (Colombo) O porto de Imbituba possui grande capacidade de crescimento, além de estar estrategicamente localizado no “epicentro” do Mercosul. Estamos cientes a alíquota do ICMS em transações de produtos importados entre Estados, e que isso pode prejudicar a moviprévia com as tradings instaladas em Santa Catarina e uma grande reunião com todos os afetados, portos, municípios e empresas, para discutirmos como contornar os prejuízos impostos por essa medida do Governo Federal. Nossa ideia inicial é compensar com melhorias de infraestrutura, tornando ainda mais atrativo utilizar nossos portos. O porto de Santos tem uma espera de 12 dias para descarregar, a um custo de R$ 50 mil por dia parado. Nossos portos permitem descarregar as cargas logo na chegada e já abastecer com contêineres cheios de produtos para exportação. Vamos ampliar essas qualidades.

duplicação da BR 101? (Colombo) Infelizmente, o único poder Estadual nessa questão é a cobrança. E ela nem sempre gera os resultados esperados. A máquina federal é muito burocratizada, algo que estamos tentando evitar aqui no Estado. Vamos continuar fazendo nosso papel: cobrando e mais o nosso Estado. Também tenho certeza que a bancada catarinense pressiona muito por melhorias para o Estado, por essas nossas obras imprescindíveis, mas continuamos vendo absurdos essa demora na duplicação da BR-101 Sul. (LE) O que Criciúma precisa para garantir mais desenvolvimento nos quesitos social e econômico? (Colombo) Baseada em sua tradição na indústria cerâmica e carbonífera, Criciúma é um grande polo de inovação em materiais. O setor de construção também acompanha o esforço de inovação na região. Para crescer ainda mais, a cidade precisa focar em sua vocação, construir novas frentes que podem ser suas tradições no futuro com outros setores que já estão presentes na economia da região. Por exemplo, o setor químico e de polímeros, que complementam o ambiente econômico da região. Criciúma terá um polo de inovação através do projeto Inova@SC e acho que esse é um bom caminho, mas o formato do polo ainda não está da região, esperamos conseguir colocar uma dinâmica de crescimento com alta tecnologia na região e em todo o Estado, com os outros 11 polos que vamos implantar.

(LE) Algumas rodovias estaduais que ligam municípios no Extremo Sul ainda não são pavimentadas. Com relação a elas, o que há de projetos e prazos? (Colombo) A prioridade neste ano é a recuperação de 2.500 quilômetros da malha rodoviária catarinense. É pavimentadas no nosso plano de desenvolvimento da infraestrutura catarinense. Precisamos estudar quais seriam as obras mais necessárias. (LE) O que o governo do Estado está fazendo para que o governo federal agilize projetos de importância estrutural para o Sul, como a conclusão da

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Via Rápida para Criciúma

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Giuliano De Luca l Criciúma O governador Raimundo Colombo e o vice Eduardo Pinho Moreira estiveram em Criciúma no dia 31 de maio para anunciar o início do processo de licitação da Via Rápida, obra que vai ligar o Centro de Criciúma à BR 101, passando pelo município de Içara. A licitação deverá ter a participação de empreiteiras de todo o Brasil e do exterior. Os envelopes com as propostas serão abertos em 1º de agosto. O investimento previsto com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) é de R$ 107 milhões. A obra terá 10,4 quilômetros e deve ser concluída em três anos, com previsão de receber 22 mil veículos por dia. Todos os projetos e licenças ambientais já foram aprovados. De acordo com o presidente do Deinfra, Paulo Meller, 80% das desapropriações foram feitas e indenizadas. O restante deve ser feito ainda neste ano. “O projeto é bastante complexo e prevê a quadruplicação das pistas sem necessitar de novas desapropriações”, destaca. Para o presidente da Acic e idealizador do projeto na época em que

era secretário de Estado de Planejamento, Olvacir Fontana, a Via Rápida é de suma importância para desafogar o trânsito na SC 444, principal ligação de Criciúma à rodovia federal. Entretanto, ele cita outros benefícios para a região Sul, como uma nova área de desenvolvimento para Criciúma e Içara. “Será um espaço que poderá abrigar novas empresas e gerar emprego e renda à população”, frisou. O secretário estadual de Infraestrutura, Valdir Cobalchini, destacou que este é um momento marcante para toda a região Sul. A mesma opinião tem o prefeito Clésio Salvaro, que colocou a Via Rápida entre as obras mais importantes da história de Criciúma, ao lado da BR 101, da barragem do Rio São Bento, do esgotamento sanitário e do Anel de Contorno Viário. “Criciúma e a região Sul vão se beanunciada”, destacou o Eduardo Pinho Moreira. Já o governador destacou a importância de Criciúma no desenvolvimento de Santa Catarina. “Criciúma é muito importante para o Estado e o governo precisa retribuir”, pontuou. “Destaco aqui o empenho de todos para a execução desse projeto”.

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Ponte em Laguna Giuliano De Luca l Criciúma Ordem de serviço foi assinada em Laguna pela presidente, que se comprometeu com a duplicação das rodovias federais 470 e 280 e com a construção do túnel do Morro dos Cavalos, em Palhoça. A presidenta Dilma Rousseff pôs catarinense e deu aval para um im-

portante passo rumo a conclusão da duplicação da BR 101 Sul. Em 21 de maio, ela esteve em Laguna na cerimônia de assinatura da ordem de serviço das obras de construção da ponte sobre a Lagoa do Imaruí, um dos principais gargalos para a conclusão da duplicação da 101. Dilma abordou os problemas econômicos enfrentados pela Europa e disse que o Brasil criou um conjunto

de armas para enfrentar as crises exà crise econômica internacional gerando empregos e investindo em infraestrutura. “Me perguntaram outro dia se a gente estava preparado para o que puder acontecer na Europa. Eu posso assegurar a vocês, nós estamos 100% preparados, 200% preparados, 300% preparados (…) Nós vamos resistir à crise criando emprego, investindo em infraestrutura”. A presidenta reiterou o compromisso do governo com o crescimento do país e citou o investimento de R$ 500 milhões do governo federal na construção da ponte sobre a Lagoa do Imaruí como forma de melhorar a infraestrutura e gerar emprego e renda. A expectativa é de que a obra gere 1,5 mil empregos diretos e 5 mil indiretos. Dilma disse ainda que o governo vai investir, em Santa Catarina, na duplicação das rodovias BR 470 e BR 280 e na construção do túnel do Morro dos Cavalos.

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Uma nova chance para o Sul

do Porto de Imbituba ĂŠ considerada pelo Conselho de Autoridade PortuĂĄria como o evento mais importante do Sul de Santa Catarina nos Ăşltimos 70 anos

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Giuliano De Luca l Imbituba A concessão de 70 anos da Companhia Docas do Brasil na exploração em dezembro de 2012 e tudo leva a crer que o porto deverá tomar novos rumos. Essa disputa para ver quem administra o Porto pelas próximas décadas deve acontecer entre iniciativa privada, município, Estado ou a própria União. A transição ainda não tem data exata, mas em 2013 o novo

a região, mas também pode ser uma ameaça”, diz o presidente. De acordo com Gilberto Barreto, o Porto tem que ser um instrumento não para gerar grandes lucros, mas para impulsionar o desenvolvimento da região. “Hoje o Sul de Santa Catarina é pobre porque nunca teve um porto público voltado ao desenvolvimento. Recentemente é que foram abertos novos mercados”, garante. “As limitações de qualquer porto di-

onde ele está inserido”. Para Gilberto Barreto, a transição de administração é o evento mais importante do Sul de Santa Catarina nos últimos 70 anos. Por isso, a importância de lideranças de todos os segmentos da sociedade organizada acompanharem o processo. “O governo precisa ter cautela e as associações comerciais precisam acompanhar isso”, avalia.

A atual administração do Porto explica a importância e as possibilidades desse processo. “O município não deve ser (o novo administrador). As reais possibilidades são do Estado, da União ou da iniciativa privada”, explica o presidente do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) do Porto de Imbituba, Gilberto Barreto. “Sou a favor da manutenção da administração pela iniciativa privada”, opina Barreto. Para ele, o Porto de Imbituba pode ser a redenção da região Sul catarinense, mas também pode ser um problema caso não seja bem administrado. “O Porto de Imbituba pode ser uma oportunidade para 16

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Crescimento à vista A reunião de abril do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) do Porto de Imbituba colocou em debate temas como a importância do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ), na movimentação de cargas no Porto bém a transição da administração do zembro deste ano. O Presidente do CAP informou aos conselheiros as novidades sobre o PDZ, evidenciando a oportunidade da participação do grupo nas próximas etapas do projeto. “Estamos fornecendo as informações que a Unisul precisa para elaborar a primeira fase do PDZ. Já tivemos reuniões com os arquitetos e urbanistas para os primeiros esboços do Porto e de seu entorno. A partir de agora, quando o projeto estiver sendo

Para Barreto, o PDZ é a melhor maneira de planejar o crescimento da cidade e do Porto, de maneira organizada e sustentável. “Os grandes navios porta contêineres dependem da dragagem. Cada mil contêineres geram cerca de 50 empregos na cadeia produtiva (do Porto à indústria) e a projeção para os próximos anos é atingir um milhão postos de trabalho. Para isso, é preciso ter infraestrutura, não apenas no Porpara atender as cargas e garantir que a atividade portuária não perturbe o meio ambiente e as comunidades no seu entorno”, explica. De acordo com Barreto, a dragagem é um dos avanços que vão garantir o desenvolvimento do Porto de Imbituba para os próximos anos. “Teremos a capacidade de atender navios

que transportam seis mil contêineres. Toda a frota de navios do mundo está mudando para esse tipo de embarcação ou até mesmo para aqueles que transportam 15 mil contêineres. Hoje, perdemos clientes porque só atracam navios de dois mil contêineres no Porto de Imbituba. Isso porque a dragagem ainda não foi feita”. Quando estiver pronta a dragagem, a profundidade de calado passará dos atuais 10,8 metros para 15 metros. Serão retirados 550 milhões de metros cúbicos de materiais. A obra deve iniciar em meados do segundo semestre 2013. Para Gilberto, é importante também o periódico investimento na construção de terminais, hoje, segundo ele, já congestionados. Para cada novo terminal, o investimento gira entre R$ 300 milhões e R$ 400 milhões.

Informações gerais – 2011 Volume de movimentação por tonelagem Movimentações de janeiro a dezembro de 2011: dos últimos 23 anos). Total de navios atracados: 192 . Principais cargas: Importação

Exportação

privada. A empresa Royal Transportes e Serviços Ltda. tem o controle acionário da Companhia Docas de Imbituba.

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Saiba mais

so, através de dois acessos pavimentados, um ao norte e outro ao sul, está conectado à BR-101, uma das mais importantes rodovias do país, permitindo o deslocamento acessível a todas milhas marítimas do Porto de Santos e 322 milhas marítimas

nea, que interligará Imbituba aos demais portos catarinenses

MOVIMENTAÇÃO CARGA (t)

OBS: Movimentação 2012 - Acumulado Fev/2012.

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Imbituba Milena Nandi l Imbituba Após negociações e muita especulação, o local para a instalação de

te deve ser o destino da metalúrgica em Santa Catarina. Até o fechamento desta edição, a multinacional ainum acordo, no entanto, o pronunciamento é esperado até no máximo, meados de maio. Isso porque a empresa teria pressa para iniciar a sua instalação em território catarinense, e pretende iniciar as atividades ainda no primeiro trimestre de 2013. A italiana está entre as dez maiores metalúrgicas do mundo em tecnologia na construção de estruturas de precisão. Entre as principais obras executadas pela Cimolai, está o estádio olímpico de Varsóvia, na Polônia, o estádio olímpico de Atenas, na Grécia, o estádio olímpico

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de Johanesburgo, na África do Sul, além das obras do metrô de Nova lai deve gerar 600 empregos diretos, e cogita-se que o investimento nesta fábrica seja em princípio de aproximadamente R$ 70 milhões. A capacidade produtiva deve ser de cerca de 30 mil toneladas/ano de estruturas metálicas leves e pesadas. Conforme o prefeito de Imbituba, José Roberto Martins, o Beto, o empreendimento deve ser instalado em

pode oferecer é baseado na Lei de Incentivos Fiscais e também uma

um terreno de cerca de 200 mil metros quadrados, próximo à BR-101, pertencente a Santos Brasil, empresa que administra o Terminal de Contêineres do Porto de Imbituba. “Eles estão adquirindo um terreno da Santos Brasil às margens da BR-101, no distrito industrial localizado na área retroportuária”, comenta. Um dos atrativos para a escolha de Imbituba, além da disponibilidade imediata de um terreno, foi a proximidade do porto para distribuição dos produtos para o mercado brasileiro, da América Latina e Áfrimunicípio não realizará benfeitorias na área, por se tratar de um terreno privado. “O que a prefeitura pode oferecer é baseado na Lei de Incentivos Fiscais e também uma segurança industrial”, diz. Para Beto, a instalação de uma empresa deste porte será importante para a economia do município. 63 19

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Negociações Entre 30 de janeiro e 11 de fevereiro deste ano, uma comitiva formada por deputados catarinenses e pelo o secretário de Desenvolvimento Econômico e Sustentável de Santa Catarina, Paulo Bornhausen, esteve na Itália e na China, para negociar a vinda de empresas para o Estado. A Cimolai demonstrou interesse e assinou um protocolo de intenções para

se. Inicialmente, Tubarão foi o município cotado para receber a empresa, que se instalaria em uma área na divisa da cidade com Capivari de Baixo, que está sendo negociada com a Tractebel Energia – o local é utilizado como depósito de rejeitos pela termelétrica.

O plano de ação para a recuperação do terreno para a construção de um condomínio industrial de 90 te, conforme a prefeitura de Tubarão, em 2015 – os primeiros 15 hectares devem ser entregues em apenas março de 2013 e por isso a desistência da Cimolai, que tem pressa em iniciar as atividades na nova unidade.

Metalúrgica disputada por várias cidades Outros municípios da região Sul do Estado demonstraram interesse úma é um dos que estaria no “páreo”, da por representantes do poder municipal. Outro município seria Turvo. No entanto, um dos requisitos da multinacional na hora da escolha do local é a proximidade com um porto, para facilitar o escoamento da produção – por se tratar de estruturas

pesadas, a empresa quer evitar longos deslocamentos por rodovias. Capivari de Baixo também manifestou interesse. Segundo o prefeito Luiz Carlos Brunel Alves, não houve uma conversa com representantes da metalúrgica, mas foi repassado o interesse para o deputado Manoel Mota, um dos integrantes da comitiva catarinense e que participou das negociações da vinda da Cimolai para Santa Catarina,

assim como para outros deputados. “Temos grandes áreas disponíveis e estamos muito bem localizados, às margens da BR-101 e próximos ao Porto de Imbituba e da ferrovia. Estamos interessados em trazer novos empreendimentos para o município, e uma fábrica como a Cimolai seria excelente, pois ela gera muitos empregos, renda e irá colaborar grandemente com movimentação da econo-

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Aeroporto Regional Sul

Promessa ĂŠ para o inĂ­cio de agosto

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Giuliano De Luca l Imbituba A construção do Aeroporto Regional Sul, em Jaguaruna, obra de suma importância para alavancar e dar suporte ao desenvolvimento do Sul do Estado. Entretanto, inaugurado em 27 de dezembro de 2010, há 17 meses, na gestão do então governador Leonel Arcângelo Pavan, nunca recebeu um voo sequer. Em entrevista à equipe da Revista Liderança Empresarial, o govero governo trabalha para que no segundo semestre deste ano o empreendimento esteja em pleno funcionamento. “Estamos trabalhando com previsão

de início das atividades já no segundo semestre deste ano”, diz o governador. Quem visita o local, porém, percebe que para que isso aconteça as obras devem ter um ritmo mais acelerado. Ainda há muito a ser feito para que esse antigo sonho regional se torne realidade. Vacas na pista no lugar dos aviões, espaços vazios e depredados no lugar de empresas aéreas e lanchonetes, latas vazias no chão, sujeira e muita coisa inacabada no lugar de equipamentos. Vidraças quebradas e equipamentos enferrujados (os poucos instalados, como uma esteira) foi o que a equipe da Revista Liderança Empresarial viu Para reverter esse quadro e tentar

lizar a obra, o presidente da Acic, Olvacir Bez Fontana, viajou no início de maio a Florianópolis, onde conversou com o secretário Estadual de Infraestrutura, Valdir Vital Cobalchini, que veio ao Sul de Santa Catarina e anunciou a inauguração para agosto deste ano. A lentidão começa antes mesmo de chegar à obra já inaugurada. A rodovia que liga a BR 101 ao Aeroporto ainda não está concluída. O investimento de R$ 18,27 milhões (R$ 15,84 do Dnit e R$ 2,43 do governo do Estado) é para ligar o trevo de acesso ao município de Sangão, na BR 101, ao aeroporto, mas parte da pista ainda necessita receber a última camada asfáltica e o trevo pouco antes do Aeroporto ainda precisa ser construído. Chegando no complexo, constatase a falta de infraestrutura no estacionamento, como ajardinamento, meioOs 136 degraus que levam ao topo da Torre de Controle não possuem corrimão e a subida é arriscada, até mesmo para os poucos operários que trabalham no local. O fosso do elevador está pronto, mas nem sinal de instalação da máquina. A instalação elétrica ainda está por ser terminada. A parte térrea do prédio é a mais avançada, mas os desgastes do tempo já dão sinais da demora na conclusão. Vidros quebrados e a esteira de bagagem enferrujada e exposta ao tempo são alguns dos indícios de descuido no zelo pelo patrimônio. No pátio em frente, onde deve

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acontecer o embarque e desembarque de passageiros, o piso está pronto, mas obras complementares ainda não saíram do papel, como instalação de luminárias, canteiros e acesso de passageiros. Para o coordenador da Comissão do Aeroporto Regional de Jaguaruna e vice-presidente da Acit (Associação Empresarial de Tubarão), Murilo Bortoluzzi, a declaração de Raimundo Colombo de que o aeroporto começa

a funcionar ainda este ano é positiva e vai atender a demanda da região. “É bom saber que o governador está engajado e comprometido com o aeroporto”, frisa. Ainda segundo ele, hoje há uma

pronta. “Mas estamos acompanhando

e sabemos que está em fase de conclusão. Agora inicia a instalação de todos e institui-se um do modelo de gestão para a administração do aeroporto”, explica.

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Terceira edição da Sul Metal & Mineração acontece de 26 a 29 de junho em Criciúma O maior evento do Sul do Brasil na área de metalmecânica, mineração e construção civil promete movimentar R$ 90 milhões em negócios, o dobro do número gerado na edição de 2010. Essa é a expectativa do presidente do evento e do Sindimetal, Guido José Búrigo. “Temos grandes nomes como empresas âncoras. A rodada de negócios será um sucesso”, espera. A Feira Sul Metal e Mineração 2012 acontece de 26 a 29 de junho, sempre das 16 às 22 horas, no Pavilhão de Exposições José Ijair Conti, em Criciúma, contando também com a participação de micros e pequenas empresas. Para Fabiola Taraskevicius, coordenadora do evento, essa é a grande oportunidade para empresas dos setores mostrarem o que têm de melhor. “Esta é a hora de mostrar qualidade e diferencial. Todos estarão focados em um mesmo objetivo, e novas parcerias deverão ser formadas”. A Feira também terá palestras sobre inovações a programação no quadro ao lado. Os visitantes do evento também pradores, representantes, engenheiros, gerentes, diretores e executivos dos setores metalmecânico, mineração e construção. Para manter o foco e sucesso da Feira, há necessidade de cadastramento online para os visitantes, individual e gratuito, no site www. sulmetalmineracao.com.br. A entrada para menores de 16 anos é proibida. A III Feira Sul Metal & Mineração e I Feira Nacional de Equipamentos e Tecnologia para a Construção contará

com 200 expositores regionais, estaduais e nacionais. Desses, vinte espaços são destinados a micro e pequenas empresas, que contaram com o subsídio do Sebrae SC para participar. O evento acontece de dois em dois anos. A cidade, localizada a 190 km de Florianópolis e 300 km de Porto Alegre, é um ótimo destino para o turismo de negócios, com toda a infraestrutura necessária, como rede hoteleira e gastronômica, Aeroporto Diomício Freitas (Forquilhinha), e pavilhão de 8 mil metros quadrados de área de exposição.

Rodada de negócios Um dos atrativos da Sul Metal e Mineração 2012 é a Rodada de Negócios para expositores e potenciais compradores da Feira. Entre as vantagens da rodada estão a oportunidade de realização rápida de negócios conhecimento de mercados potenciais, troca de informações, possibilidade de contato direto com grandes empresas e redes e aumento do volume de vendas. Segundo a organização do evento, a expectativa é de cerca de dez compradores e mais de 150 oportunidades de negócios. Para participar, os expositores da inscrição. Será efetuado cruzamento da oferta e demanda e geração de uma nidos. “Pequenas e micro empresas terão a oportunidade de mostrar seus serviços e produtos a grandes empresas. Essa é uma grande oportunidade para

pradores e fornecedores terão entre 20 e 30 minutos para o encaminhamento das negociações e possível fechamento do negócio. Segundo Spyros Diamantaras, gerente do Sebrae, o empresas compradoras, chamadas de de vendedores e produtos que necessitam. “A rodada é um instrumento de aproximação. O fechamento do negócio pode acabar acontecendo sim, mas muitas empresas veem em busca de novos fornecedores para ampliar suas possibilidades de compra. A responsabilidade maior é do pequeno e micro empresário, que precisa mostrar sua competência e qualidade dos produtos e serviços”.

Programação: Dia 26

Dia 27

Dia 28 te", com Paulo Silva Sobrinho, coordenador

rolamentos", de responsabilidade de Marcelo

Dia 29

tos”, comenta Fabiola Taraskevicius. Na rodada, os encontros entre com25

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Damyller redireciona marca para atrair público que consome moda e tendência

Do básico ao fashion Milena Nandi l São Bento Baixo Com 33 anos de fundação, 100 lojas – a última inaugurada em 24 de abril, em Porto Alegre – previsão de abertura de 15 novas lojas e mais de 2 mil funcionários, a Damyller projetou seu nome não só no mercado de confecção, mas no segmento fashion do negócio. Mesclando peças básicas e fashion em suas coleções, a marca conquistou um público jovem e “antenado,” que compra

mais que roupa: consome moda e tendência. A empresa administra tudo: desde a compra da matéria-prima, passando pela produção, distribuição, até a venda ao consumidor final, em suas lojas próprias. Hoje, as peças da marca estampam editoriais de revistas de moda com circulação nacional. Mas para ser alçada ao segmento fashion, a empresa, tradicional na confecção de jeans, redirecionou o seu foco. Damylla Damiani, consultora de Moda da Damyller, explica que em 2004, a empresa sentiu maior necessidade de fazer o redirecionamento da marca para alcançar melhor o público que consome moda e

tendência e se posicionar neste mercado tão competitivo. “A empresa buscou se profissionalizar mais em todos os sentidos. E isso resultou na criação de produtos mais conceituais, além da revitalização da marca com renovação da logomarca e inclusão de conceito de moda mais fortalecido nas campanhas. As fotos passaram a ser feitas por fotógrafos e stylings renomados”, conta. Mesmo com o redirecionamento, a Damyller não trabalha com a ideia de ter criado um novo conceito para seus produtos. “A marca sempre buscou o melhor para os seus clientes, então acreditamos que um novo conceito não seria a melhor análise. E a prova deste trabalho intenso é a conquista de mercado”, considera. “Hoje a Damyller está presente em todos os estados do país sendo que o cliente identifica uma loja Damyller de Norte a Sul do Brasil devido ao padrão de qualidade e atendimento”, complementa.

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O departamento de Criação da empresa não para. Integrantes dele viajam constantemente para buscar inspiração, captar conceitos para a coleção. Pesquisas voltadas para tecnologia, softwares, maquinários e novidades para as lojas também fazem parte do investimento da empresa. “O público da marca é muito ávido por moda e para atendê-lo a Damyller preocupa-se em pesquisar, criar e produzir peças dentro das tendências”, comenta a consultora de Moda. Sentir a real necessidade do cliente é, segundo Damylla, um dos pontos importantes observados pela marca. Ela explica que, como a empresa administra todo o processo de produção e trabalha com lojas próprias, consegue obter mais rapidamente uma resposta do cliente. “Desta maneira é possível saber com mais agilidade o que o consumidor quer, quais são os produtos elogiados ou até mesmo os que precisam ser melhorados. Procuramos sempre entender como o cliente vai vestir e se sentir dentro de um jeans Damyller”, afirma. Levar em consideração a diversidade de corpos também auxilia na conquista do público. “É neste ponto que fazemos a diferença, oferecen-

do modelagens que dificilmente são encontradas no mercado. É o caso dos ganchos das calças femininas. Oferecermos cinco alturas de ganchos que vão do G1 ao G5. O G1 é o super baixo e o G5, o mais alto de todos. Dessa maneira conseguimos satisfazer nossas clientes que procuram o jeans ideal para o seu tipo de corpo. No masculino são três alturas de gancho”, conta.

O público-alvo da Damyller é um grupo formado por pessoas que gosta de moda e de internet. Tanto é que a marca mantém um forte e aberto canal de comunicação via redes sociais como Twitter e Facebook, além de site e blog. “A Damyller investe em mídias nacionais, até mesmo porque está presente em todo Brasil. Nelas, buscamos vender a imagem da marca, uma marca consolidada no mercado”, afirma Renata Damiani, consultora de Marketing da Damyller. “As mídias sociais e nossas assessorias de imprensa são importantes em nossa comunicação”, complementa.

O soberano jeans o seu carro-chefe. E ao que tudo inditinuaremos olhando para o jeans com muito carinho. Em cima disso,

em março deste ano, a marca lançou posta por tecidos mais nobres com

sempre atentos ao desejo do cliente

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La Moda

redireciona foco e cresce com

Milena Nandi l Criciúma A La Moda nasceu em Nova Veneza para atender o público infanto-juvenil. Mas cresceu com o seu consumidor e hoje faz moda voltada para mulheres de 19 aos 25 anos, com apelo fashion e direcionada mais para a noite. A empresa assina a grife Lança Perfume, e tem investido em ações para estar no cobiçado e competitivo mercado de luxo. Bruno Olivo, diretor presidente da La Moda, afirma que a empresa redirecionou o foco em 2006, com a marca Lança Perfume. “Houve um reposicionamento da atuação da empresa, alterando também o seu público-alvo, do infanto-juvenil para o feminino jovem-adulto. Essa mudança também ocorreu porque a empresa passou a apresentar uma

nova proposta de estilo e conceito, voltados ao novo formato de consumidor da marca”, conta. Consumidor este formado por mulheres que segundo Olivo, buscam valorizar seus atributos com produtos inovadores e um apelo mais noturno. A Lança Perfume tem consumidoras em todo o Brasil, que adquirem as peças nos mais de 1,4 mil pontos de venda, entre lojas multimarcas e monomarcas. “Estudos de mercado indicavam uma necessidade latente de supervalorização da feminilidade entre as mulheres jovens. Ser e se sentir bonita e atraente ainda era algo incipiente e a La Moda, através do lançamento da marca Lança Perfume, conseguiu perceber um nicho no mercado de

moda e investiu esforços e recursos nesta mudança”, comenta o diretor presidente. Com a mudança de foco, a La Moda alcançou resultados positivos. Conforme Olivo, a empresa tem crescido nos últimos seis anos e se destacado no mercado nacional da moda. “Estamos competindo com os grandes e influenciando o mercado de luxo no Brasil”, comemora. E para alcançar este resultado, a La Moda tem investido bastante. Olivo conta que a marca possui uma coordenadora de estilo, que orienta todo o trabalho, e a criação é desenvolvida em cima de pesquisas feitas através de viagens internacionais e assinatura de sites conceituados de design e moda.

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Plano de mídia engloba revistas internacionais Segundo Olivo, a Lança Perfume procura antecipar as tendências do mercado de consumo e comportamento, trabalhando com originalidade e uma identidade forte de marca e produto. “Deste modo, a marca traz a inovação necessária para apresentar coleções surpreendentes aos seus clientes”. O diretor presidente da empresa comenta que pela grife ser nacional é necessário manter uma estratégia de comunicação alinhada com a qualidade dos produtos. E para este alinhamento ocorrer, além de estar na rede mundial, com inserções nas redes sociais, a Lança Perfume possui planos de mídia em revistas conceituadas como Vogue, Elle, Harpers Bazzar e de grande abrangência como Caras, Quem e Nova. “A marca investe em modelos internacionais e grandes cenários para as suas campanhas conceituais, reforçando assim o caráter de luxo acessível que é a essência da nossa identidade”, diz.

Mudança de endereço

A empresa nasceu há 26 anos, em Nova Veneza. Segundo o diretor presidente da indústria de confecção, devido ao crescimento das vendas, houve a necessidade da empresa expandir sua capacidade produtiva. Assim, em 2008 foi iniciado o projeto de construção das novas instalações da fábrica. Em fevereiro

de 2012 houve a migração da matriz, até então em Nova Veneza, para o Complexo La Moda, localizado no Distrito de Rio Maina, em Criciúma, com 10 mil metros quadrados. “O novo local permite oferecer melhores condições para os nossos colaboradores, com um agradável restaurante, confortáveis vestiários,

espaço de convivência, loja exclusiva para colaboradores e lanchonete com cardápio saudável, e nos possibilitará continuar crescendo e criando produtos encantadores para as nossas clientes por muitos anos”, comenta Olivo. A empresa gera 400 empregos diretos e 1,2 mil indiretos. 29

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Reação em cadeia Milena Nandi l Criciúma O setor de confecção brasileiro tem atravessado problemas nos últimos anos. A concorrência com produtos importados – especialmente os chineses – tem tirado o sono de alguns empresários, que têm buscado saídas para a situação, como o reposicionamento da marca e a produção de peças diferenciadas e com maior valor agregado. Esse é apenas algum dos problemas, que têm acendido o sinal

Problemas no setor

de alerta – e vermelho, em alguns caafetando todos os envolvidos na cadeia, inclusive os fabricantes de tags e etiquetas. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior sobre a importação brasileira de etiquetas, demonstram um crescimento na compra destes produtos. Conforme os dados, em 2008, o volume de etiquetas e emblemas de matérias têxteis importados pelo Brasil foi de 51.361 quilos, o que corresponde a mais de US$ 1,2 milhão. Já em 2009, a importação aumentou para 60.437 quilos e o valor pago foi menor (US$ 1,1 milhão). A in da segundo o levantamento do Ministério do Desenvolvimento, em 2010, houve um salto na compra de etiquetas e emblemas de outros países. Foram 123.188 quilos,

equivalendo a US$ 1,4 milhão. No ano passado, houve uma queda nas importações, e o volume anual passou para 119.888 quilos (US$ 1,3 milhão). Entre 2010 e 2011 houve uma sensível queda no preço do quilo da etiqueta importada. A maior queda no preço houve no comparativo entre 2009 e 2010. O quilo em 2010 esteve R$ 7,69 mais barato que no ano anterior. No primeiro trimestre de 2012, o país importou 28.603 quilos de etiquetas e emblemas, o que resultou em um desembolso de US$ 317,6 mil. Segundo nota técnica da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) nos últimos anos houve um aumento na importação de etiquetas com a redução do preço médio, e por isso, a atividade vem sofrendo direta e indiretamente o impacto das importações. Outro ponto salientado pela Abit é o aumento das importações de roupas prontas. “Com isso, o segmento de etiquetas está perdendo clientes (confeccionistas) que produziam a roupa e encomendavam as etiquetas”, conclui.

Newcolor cresce nas adversidades A presidente da Newcolor Etiquetas, de Criciúma, Rosa Maria do Canto, lembra que o mercado têxtil brasileiro vem atravessando um momento difícil, que tem afetado também as demais indústrias que fornecem materiais para o

setor de confecção. Boa parte do problema tem nacionalidade chinesa, mas segundo Rosa, o país não é o único responsável. “Não gosto de atribuir o momento apenas à China. Eles tomaram uma fatia do mercado. As grandes

empresas compram da China, mas as quantidades menores negociam com fabricantes de etiquetas nacionais. Isso para terem o produto mais rápido, já que não podem esperar 90, 120 dias pelos contêineres”, comenta.

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de médio e pequeno porte não importam etiquetas chinesas. E é justamente neste cliente que as fabricantes estão focando sua atenção, ao oferecer produtos feitos com criatividade e um valor agregado um pouco menor, porém, de qualidade – para competir com os baixos preços praticados pelos chineses. “É complicado querer competir com a China. Nossa carga tributária é muito elevada”. A concorrência interna também tem crescido. Segundo a presidente da Newcolor – empresa que faturou cerca de R$ 11 milhões em 2011,

rado – nos últimos anos, o número de fábricas de etiquetas aumentou. “Há sete anos tínhamos quatro fabricantes. Hoje temos várias empresas de “fundo de quintal”, que empregam três, quatro pessoas, e chegam ao mercado com um produto até 40% mais barato. São empresas que não trabalham por muito tempo, mas atrapalham quem está no mercado”, revela. Há algum tempo, as etiquetas da Newcolor estão em roupas de marcas como Morena Rosa, Damyller, Index, Frilley, Handara, Fórum, Planet Girls, Oppnus, Patogê, Dviller e Feranda. Mas nos últimos meses, a

empresa tem fornecido produtos para novos parceiros – grandes do segmento de fast fashion (moda rápida), como Zara, Renner e C&A. “Estamos buscando alternativas. Gosto muito da frase que diz que enquanto muitos choram, há quem venda lenços”, comenta. Mas a expectativa é que 2012 seja diferente, um ano de recuperação. No comparativo entre janeiro de 2011 e 2012, a marca teve um crescimento de vendas de 12%. A empresa aumentou o número de representantes comerciais e pretende expandir a marca no mercado paulista – hoje comercializa com 12 estados brasileiros.

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Porcelanato: Milena Nandi l Criciúma Quando se fala em revestimento cerâmico produzido no Sul de Santa Catarina, logo vem à mente o porcelanato. Com o revestimento, empresas da região ingressaram no mercado de produtos de alto valor agregado e destinados a uma camada da população com poder aquisitivo maior. A Unesc, em parceria com o Senai de Criciúma, trouxe o doutor e pesquisador do Instituto de Ciências e Tecnologia dos Materiais Cerâmicos, de Faenza, na Itália, e membro do quadro editorial de veículos de comunicação internacionais da área cerâmica, Michele Dondi, para falar sobre o produto, duma de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais (PPGCEM), realizado em março na universidade. Segundo Dondi, que abordou o tema “Microestrutura e evolução de fase du-

rante a sinterização do porcelanato: efeito sobre o desempenho técnico”, ele é o produto de maior conteúdo tecnológico no setor de revestimentos cerâmicos. O pesquisador explica que o porcelanato é um produto compacto, quase sem porosidade, que tem propriedades mecânicas, tribológicas e funcionais excelentes, além de características estéticas excepcionais. “Não há nada similar no setor da construção. Para alcançar todas estas propriedades é necessário dispor de maquinário e know how que representam o top da tecnologia cerâmica”, analisou. Ele comentou que no Brasil a produção do porcelanato é concentrada basicamente na cidade de Criciúma, o que dá à indústria de Santa Catarina a liderança tecnológica no setor cerâmico brasileiro. Dondi disse ainda que o porcelanato tem grande importância, seja do ponto de vista econômico, seja como “produto de ponta” da indústria cerâ-

mica para atrair o interesse dos projetistas e dos arquitetos em relação a outros materiais de construção. “A indústria cerâmica italiana, que produz essencialmente porcelanato, consegue vender este produto a preços mais altos e ainda tem a liderança no mercado global das exportações”, comentou o pesquisador. “Os produtos de Santa Catarina são vistos como de alta qualidade, provavelmente os mais próximos às características do porcelanato italiano e europeu”, complementou.

A tendência é inovar Conforme o pesquisador italiano, no mundo, a fabricação de revestimentos cerâmicos já superou os 10 bilhões de metros quadrados e segue aumentando a uma taxa de 300 milhões de metros quadrados por ano. “O porcelanato é sem dúvida o produto que está ganhando mais quotas de mercado”, comentou.

O setor cerâmico é um dos que mais emprega tecnologia em seus produtos. Segundo Dondi, no Brasil, mesmo que a tecnologia ainda não seja a mesma que a dos maiores produtores mundiais, ela chegou antes que em outros países. “O Brasil tem produtos de qualidade e mais próximos dos feitos na Europa”.

Em se tratando de inovação no setor, a maior novidade dos últimos anos, conforme o pesquisador, foi a introdução da decoração digital. Ele explica que a técnica está se espalhando rapidamente em todo o mundo e abrindo novas possibilidades ao design de revestimentos cerâmicos.

Concorrência interna e externa Os chineses são concorrentes dos brasileiros em muitos setores. E no cerâmico, também fazem as empresas tria cerâmica da China possui a mesma tecnologia que a brasileira e europeia, e por isso, pode fazer produtos de qualidade como qualquer outro país. No entanto, o foco dos chineses ainda tem sido produtos baratos, onde, segundo o pesquisador italiano, o fator preponderante é o preço, o que

pode ter trazido prejuízos à qualidade dos produtos. E o que fazer para vencer a concorrência externa? A resposta de Dondi é: empresas mais fortes – se unindo em forma de redes para conseguir competir. “Parece que o principal parceiro da China é o brasileiro, que está brigando entre si. Em Santa Catarina, por exemplo, as empresas devem fazer um esforço conjunto, pois todos estão no mesmo barco”, comentou.

Já no caso do Brasil, o polo cerâmico de Santa Gertrudes – que há anos se destacava pela produção de produtos mais baratos, e que não fazia concorrência direta ao porcelanato do Sul catarinense – vem crescendo. “Santa Gertrudes é um fenômeno tecnológico. Produz revestimentos com rapidez, custo baixo e de qualidade. As cerâmicas de lá não param e já mou.

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Ceusa lança

revestimento 3D e amplia

Urussanga inova com tecnologia tridimensional

Já ouviu falar sobre a tecnologia 3D, não é mesmo? Pois agora você pode aplicar o efeito tridimensional também na decoração de sua casa, escritório, fachada da empresa e muitos outros ambientes. A Ceusa Revestimentos Cerâmicos lança no um produto patenteado e exclusivo no Brasil, que depende do ângulo de visão do observador e sugere uma

lançamento mundial que utiliza a tecnologia Full HD, 100% digital, em alta resolução e qualidade fotoCeusa em que o consumidor pode personalizar o ambiente de acordo com a própria necessidade e de modo único. Ou seja, o cliente pode criar um design optando pela imagem, tamanho e superfície dos revestimentos cerâmicos.

De acordo com a designer da Ceusa, Marcele Casagrande Brunel, siva que cria efeito de transição de imagens, conforme o movimento e o ângulo de visão. Este efeito provêm da união de cortes milimétricos em imagens sequenciais ou não, impressas sobre relevo acentuado com ângulo especial, que permitem o efeito tridimensional (3D)”, explica a designer.

Ampliação dos Negócios Segundo o gerente nacional de Revendas, Rafael Rubensam, o lanCeusa o direito exclusivo dessa técnica no Brasil, pois trata-se de um produto -

produtos em excelência e inovadores, Dom Cabral, considerada a 5ª melhor escola de negócios do mundo, de acor-

2011 e nosso principal objetivo para -

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Teleférico em Criciúma

Alguém vai nesse bonde? Giuliano De Luca l Criciúma O projeto para a construção do Bondinho Teleférico em Criciúma parece não ter agradado muitos investidores. O município ofereceu área para exploração do atrativo turístico, mas o edital para entrega das propostas já foi prorrogado pela segunda vez. A administração continua à espera da criação de um consórcio que se interesse pelo investimento, que tem o objetivo de desenvolver o turismo no municícidades catarinenses. O presidente da Comissão Municipal de Licitações, Luiz Selva, explica que na cidade há interesse, mas nada foi concretizado. “Sei que temos interessados, mas nada O edital de abertura da concorrência pública que dá início ao processo licitatório para a concessão do projeto Bondinho Teleférico, que vai ligar o Parque Natural Morro do Céu, no bairro Ceará, ao Parque das Nações

Cincinato Naspolini, na Próspera, foi assinado pelo prefeito Clésio Salvaro em 28 de fevereiro, mas a abertura dos

do, atendimento comercial, lavatórios, banheiros, bilheteria, recepção e escadas, além do rebaixamento de redes de alta tensão próximas. O alto investimento parece não ter animado os investidores, que participam da licitação na modalidade melhor técnica. Os detalhes do projeto que pretende alavancar a indústria do turismo na cidade foram apresentados pelos arquitetos da secretaria do sistema de Infraestrutura, Planejamento e Mo-

bilidade Urbana, André De Lucca e André Laitano. Eles e o prefeito Clésio Salvaro acompanharam a visita de integrantes das empresas Teleféricos Brasil e Parque Unipraias, de Balneário Camboriú, que estiveram na cidade e visitaram o Morro do Céu e o Parque das Nações. Mesmo com a demora na apresentação das intenções por parte dos empresários, o prefeito acredita que o teleférico é uma forma de explorar o imenso potencial que a cidade possui. “Vai ser como foi com o quiosque da Praça do Congresso e o da Nereu Ramos. Nós temos a ideia e algum empresário abraça e colabora com a construção de uma nova Criciúma”, explica o prefeito. Salvaro acredita que o projeto do Bondinho Teleférico vai coroar a cidade com a indústria que mais tem crescido nos últimos anos e que não polui. “Temos o parque, a mina de visitação, museus e outros atrativos que podem garantir a vinda de turistas”, disse ele.

no percurso até 300 pessoas por hora. O projeto foi elaborado pelos engenheiros da prefeitura, que viajaram para Nova Trento e Balneário Camboriú, cidades catarinenses que já possuem este tipo de entretenimento. Antes de qualquer liberação de execução do projeto, caso ocorra, a empresa vencedora da licitação deverá aprovar todo e qualquer tipo de construção junto a uma comissão especial que será criada.

Compõem a equipe da Comissão Especial de Avaliação das Propostas Técnicas, representantes do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Associação Comercial e Industrial de Criciúma (ACIC), Conselho Regional de Engenharia (CREA) e Agronomia, Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), Câmara de Vereadores, Fundação de Meio Ambiente de Criciúma (Famcri), Governo de Criciúma e Câmara de Diretores Lojistas (CDL).

de abril foi transferida para 16 de abril e agora para 31 de maio. A prefeitura estuda se vai ampliar mais uma vez o prazo. A concessão de 20 anos para explorar o teleférico tem como obrigações ao investidor a instalação dos bondes e construção de infraestrutura como

O projeto O investimento na obra que promete mudar o cenário local será executado com recursos privados. De acordo com o arquiteto André De Lucca, o projeto vai contar com duas estações; uma para a base e outra para o retorno, totalizando 1,2 mil metros Parque das Nações e a outra no Morro do Céu. Serão duas gôndolas com três cabines que cabem seis pessoas cada por viagem. Poderão ser transportadas 36 8

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Quer ter certeza? Faça auditoria! Giuliano De Luca l Criciúma O planejamento é parte primordial para o bom desempenho de uma empresa, seja em que ramo de atividade for. Planejar é o início de uma ação concreta futura, que obrigatoriamente deve ser executada pensando na melhoria do desempenho do empreendimento. Muitos defendem a ideia de que o bom planejamento é a chave do sucesso. Pode até ser, desde que ele seja efetivamente executado. Como o empreendedor pode saber se suas ações, planejadas no início da gestão, estão sendo implementadas? Há vários métodos, mas, sem dúvida, toria nada mais é que uma ferramenta efetivamente posto em prática e atingiu os resultados esperados. Quem explica melhor sobre esse Gilberto Andrade, diretor presidente da BRTÜV, unidade brasileira da empresa alemã TÜV Nord com mais de 150 anos de atuação e profunda conhecedora do mercado brasileiro que acaba de formar novos auditores em curso de Auditor Líder realizado na Associação Empresarial de Criciúma

mês de março e credenciou os alunos a auditar nas mais diferentes empresas

empresas, além das sociedades anôni-

as declarações do sistema de gerenciamento da qualidade, implantado e mantido pela empresa. É um processo

como a ISO 9001, por exemplo. Mas os mercados cada vez mais exigentes

planejamento e o executado”, conta.

qualidade, implantado e mantido pela

executado

De acordo com Gilberto Andrade, atualmente existem diferentes tipos de auditoria que abrangem todos os setores de uma empresa. “Temos a audi-

cem anos, mas temos outros modelos mais recentes, que surgiram com a necessidade das empresas, como a auditoria ambiental, a auditoria de qualidade e a auditoria de saúde e segurança”, explica. Cada uma obedece a regras senvolvidas nesses segmentos estão sendo efetivamente executadas. Há alguns anos, as auditorias eram exclusividade de médias e grandes

empresas começassem a buscar esse tipo de instrumento para aperfeiçoar sua gestão. “Hoje, não somente as médias e grandes, mas também algumas pequenas empresas que atuam em certos nichos de mercado necessitam de auditorias, ou por exigência dos clientes ou por atuar em mercados sopermanente com tendência de crescimento”, diz Gilberto Andrade. Isso tem atraído cada vez mais a que buscam aperfeiçoamento, de gestores da qualidade ou mesmo de pessoas interessadas em ter uma carreira como auditor em algum órgão de cerprocura em Criciúma, atraindo participantes da região e também de outros Estados e até mesmo de fora do País. “Esse curso é voltado a pessoas que um bom nível de experiência. Não depende apenas da boa vontade do aluno, mas de ele conseguir suprimir as exigências do curso”, explica.

Uma academia para um RH nota 10 A BRTÜV tem mais de 3,5 mil clientes em todo o país e atua em

Entre suas Unidades de Negócio está a Academia BRTÜV, que é direcionada ao desenvolvimento das competências e do desenvolvimento contínuo do capital humano das empresas. “Apresentamos a estrutura de competências e o treinamento a partir da implantação da ISO 10015, que é uma

norma de diretrizes para treinamento, alinhada com as demais normas de sistemas de gestão. “É um apoio para a empresa, tendo como base as suas reais necessidades”. O objetivo da Academia BRTÜV não restringe-se apenas a auxiliar as empresas a estrude treinamento, mas também prover os treinamentos apontados, seja nas modalidades presencial ou de ensino a distância, contando para isso com os

na BRTUV e também empresas e instituições parceiras. Como parte deste esforço, a BRpara promover cursos e eventos a partir do segundo trimestre de 2012. Os interessados podem entrar em contato com o auditor e gerente da Academia BRTÜV Luis Emílio Athanásio, pelo telefone (48) 9917 4401 ou email eathanasio@tuv-nord.com. 37

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Meta Treinamento Corporativo

Giuliano De Luca l Criciúma A Meta Treinamento Corporativo surgiu há seis anos em Criciúma e já é uma das maiores empresas do Brasil quando se trata de Treinamento Experiencial ao Ar Livre (TEAL). Em pouco tempo, os clientes foram se multiplicando em estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. A Meta é uma empresa regulamentada que segue os fundamentos da criadora do TEAL, a Dinsmore Associates, podendo asdo treinamento com essa titulação que tanto valoriza os curriculuns dos De acordo com o empresário Rodrigo Goulart, um dos responsáveis pelos treinamentos, há uma grande

diferença entre treinamento experiencial e treinamentos bastante comuns hoje oferecidos no mercado atual. “Um é para o bem estar. O nosso é extremamente ligado ao ambiente corporativo”, explica. As práticas são até parecidas com as utilizadas em outros treinamentos, como jangadas, trilhas na mata e outras dinâmicas de grupo. Entretanto, cada uma delas remete a um objetivo a ser alcançado pelo próprio

tes de oferecermos os treinamentos, pesquisamos as carências e problemas, como falta de comunicação, falta de comprometimento com as funções, etc”. A partir desses dados é que começam a ser programadas as 10 horas de atividades do treinamento.

para ser debatido. “A pessoa não esquece mais do que aprendeu porque está diretamente envolvida no processo de aprendizagem. É como andar de bicicleta”, faz a analogia. O treinamento é voltado para as reais necessidades da empresa. “An-

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O método foi criado por Paul Campbel Dinsmore, um ex-militar americano após a Segunda Guerra Mundial. Inserido no Brasil no final da década de 90, achou um mercado bastante interessante, com empresas em expansão e necessitando gerenciar seus funcionários e lideranças. “Hoje estamos entre as 14 empresas do país que pode oferecer o TEAL. Com matriz em Criciúma e outras duas equipes em São Paulo”, conta o empresário. Alguns dos clientes são Petrobras, GM e Fiat. Em Santa Catarina, onde estão os principais clientes, destacam-se Cristal Embalagens, Librelato, Grupo Jugasa, Empresas Rio Deserto, Sicoob Credija, Coopersulca, Colorminas, MDS, entre outras. “Temos trabalhado por indicação. Os executivos e empresários percebem os resultados positivos do treinamento e indicam a outras corporações”, conta Rodrigo, que no próximo mês viaja para Paraná e Rio Grande do Norte para promover o treinamento. A empresa e o método A Meta 41

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"Estrutura tributária Seminário sobre a Desindustrialização realizado pela Federação das Indústrias levantou assuntos importantes e discutiu soluções para o rumo da indústria brasileira

Preocupados com o rumo que a indústria brasileira vem tomando nos últimos anos, a Federação da Indústria e Comércio (FIESC) realizou em março o Seminário sobre a Desindustrialização. O evento que ocorreu na sede da FIESC em Florianópolis contou com a participação de lideranças empresariais, políticas e educacionais, que puderam discutir e apresentar dados que esboçam o xos no mercado doméstico e na desindustrialização, bem como a estrutura industrial brasileira e de Santa Catarina. O ex-presidente do BNDES e exministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros, levantou uma das questões mais imporbutária da indústria, com a economia aberta, vai destruir a indústria brasileira. “Posso falar isso de peito aberSão Paulo, com 350 funcionários, e vai fechar porque não tem condições de competir”, complementou o também palestrante. Referindo-se ao passado, o economista relata que a reforma tri-

butária era uma abstração. “Hoje é uma questão de sobrevivência. rante 25 anos. Só se resolveu quando de sobrevivência. Aí, a sociedade resolveu se mexer. Agora, é uma questão de sobrevivência da indústria a reforma tributária”, enfatizou, destacando que esse deve ser o foco central da cobrança das lideranças empresariais. Com a abertura comercial no início dos anos 1990, as condições de competitividade da economia brasileira foram piorando. “A indústria foi o setor que mais sofreu porque o segmento mais protegido da economia sempre foi a parte industrial”, relatou. Barros detalhou que ainda que a economia esteja aberta, a estrutura tributária segue a dos tempos da economia fechada. Quando o Brasil começou a concorrer com outros países, percebeu que os custos eram maiores. Ele citou a energia elétrica que chega a custar quatro vezes mais que nos países concorrentes. “Então não pode ter a estrutura tributária que nós temos em uma série de insumos da indústria”, disse ele.

A respeito da taxa de câmbio, o presidente da FIESC, Glauco José Côrte, alertou que produzir neste câmbio é mais uma gota num copo de água que já estava cheio. “Encheram o copo com carga tributária muito elevada, juros elevados, custos de logística exagerados que nós temos a nossa competitividade em relação aos nossos principais concorrentes que não têm os mesmos custos”, declarou. “Hoje, produzir no Brasil que encarecem a produção é a carga tributária cada vez mais elevada”, complementou. Para o economista e professor da UFSC, Silvio Ferraz Cário, desindustrialização é a perda de participação relativa da indústria na formação do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. “Em nível nacional, há uma trajetória descendente dessa participação da indústria. No ano passado, o setor chegou em torno de 1958, quando era esse o percentual de participação. Nos anos 1980, o setor chegou a 38%. Há um processo

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cadente da participação da indústria no PIB. Mas é preciso considerar que é uma desindustrialização relativa e não absoluta, ou seja, nem todos ele. Cário, que coordena um grupo de pesquisa sobre economia industrial,

co. Então, nós temos que caminhar na defesa da indústria”, declarou ele, lembrando que o Brasil não está num estágio de desenvolvimento como os países europeus, ainda que em crise neste momento. Pra reverter a situação, Cário defende que a participação do Estado por meio de regimes de incentivo,

comercial é primordial. “Mas o mais importante é criar um ambiente político e econômico favorável porque o Estado estimula, mas quem vai executar é o setor empresarial. E o no futuro para que ocorram os investimentos”, ressaltou ele.

que geram a desindustrialização está na substituição de peças nacionais pelas importadas na fabricação do produto. Ainda que relativo, mas a indústria está perdendo participação na construção da riqueza nacional. O professor alerta que isso é um problema, pois, nos países em desenvolvimento a indústria tem um papel muito importante. Diferentemente dos países desenvolvidos onde o setor de serviços é o grande responsável pela geração de renda. Ainda que a indústria caia, a renda cresce por causa do setor terciário. “Aqui, a indústria cai e o serviço não responde no mesmo sentido. Falar em desindustrialização na Europa é fácil porque lá a renda per capta é de US$ 25 mil. Agora, falar em desindustrialização no Brasil, com renda per capta de US$ 4,5 mil é muito problemáti43

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Depois do parque, Giuliano De Luca l Criciúma Criciúma comemora a chegada dos Shopping das Nações, o novo grande investimento que vai gerar empregos e riquezas e que promete abocanhar consumidores de 30 municípios da região. O Shopping é um mega investimento que deve movimentar R$ 200 milhões no município. A previsão é de R$ 150 milhões sejam usados para deixar o shopping pronto outros R$ 50 milhões para mobiliário e equipamentos. Os números foram esmiuçados na apresentação do projeto, que aconteceu no dia 17 de abril, no Salão Ouro Negro, da Prefeitura de Criciúma. Empresários do setor de constru-

ção, corretores imobiliários e investidores participaram do evento, além de autoridades políticas e lideranças empresariais. O investimento da Wal Empreendimentos e da Suporte Empresarial e deve gerar 2 mil empregos diretos e outros 4 mil indiretos. Na obra, que começa em cerca de quatro de 2014, serão mais 1,5 mil empregos diretos. O presidente do empreendimento e diretor da Wal Empreendimentos, Sérgio Roberto Waldrich, apresentou o Shopping das Nações e destacou que uma imensa pesquisa foi feita para garantir que o empreendimento fosse viabilizado em Criciúma. Segundo ele, lo-

calização e um mercado consumidor a explorar são alguns dos elementos positivos na instalação do shopping, que será o maior da região Sul do Estado. “Observamos que Criciúma merece esse investimento, pois tem uma economia pujante, famílias com renda per capita relativamente alta (R$ 14.927 – segundo pesquisa apresentada) e renda média familiar que passa dos R$ 3,2 mil”. Com isso, a administração do empreendimento espera conseguir parte dos 600 mil consumidores em potencial da região, além de outros aproximadamente 1 milhão de turistas que visitam o Sul de Santa Catarina”, ressaltou Waldrich. O empreendimento será entre a Rodovia Jorge Elias De Luca com a Rodovia SC 444, no limite entre Criciúma e Içara, no bairro Próspera. “Queremos toda a região”, pontuou Sérgio. Para o outro investidor, vice-presidente da obra e diretor da Suporte Empresarial, Giancarlo Tomelin, Criciúma é uma cidade próspera e de imenso valor pautado nos colonizadores que tornaram a indústria e o comércio fortes. Para o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, o Shopping das Nações representa um investimento sem precedenem nome dos 200 mil criciumenses, agradeço a vocês (empreendedores)”, frisou Salvaro. Emprego, renda e uma mudança comportamental foram pontos destacamos pelo prefeito.

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De acordo com as lideranças, essa mudança de comportamento será resão, alimentação e compras em 85 mil metros de área construída. Desse total, 28,3 mil serão para os empresários, que terão 5 lojas âncoras (grandes redes varejistas), 4 semiâncoras, 170 lojas satélites, 15 megalojas, praça de alimentação com 1,2 mil lugares, 6 salas de cinema (3 em 3D) e estacionamento para 1.665 veículos. “Criciúma está crescendo e oportunidades para empresários são necessárias”, disse o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Criciúma, Zalmir Casagrande. O presidente da Acic, Olvacir Bez Fontana, esteve no evento para ressaltar o apoio da entidade empresarial a novos investimentos. O conceito arquitetônico do shopping é voltado à integração das nações que colonizaram o município, especialmente espanhóis, poloneses, árabes, italianos, portugueses, africanos e alemães. O objetivo é deixá-lo parecido com as ruas, mas com o conforto de um shopping moderno e dinâmico. O arquiteto Manoel Dória, da Dória Lopes Fiuza Arquitetos Associados, responsável pela obra, destaca que a obra será ampla, mas que garante proximidade. Ainda segundo ele, o Shopping das nações é sustentável em vários aspectos, incluindo o econômico e o ambiental. Serão aproveitados o vento, a luminosidade do dia e as águas das chuvas.

Parceiros -

oito milhões de metros quadrados e 51 shopping centers projetados em todo o país e também no exterior. marketing que serviram de base para o Shopping Center das Nações. dora capaz de garantir agilidade nos processos e estimular o empresário local.

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Power Center Uma gama de serviços em um grande espaço coberto cheio de conforto, segurança e praticidade, voltado para a experiência agradável de lazer e gastronomia. Esse é o conceito do Power Center, modelo americano de centro comercial, que estará em cartaz no Shopping Center das Nações. O mix que facilita a vida do consumidor dispõe de lojas, lazer, entretenimento,

cultura e serviço, permitindo otimizar o tempo dos clientes. Serão pelo menos cinco âncoras nos segmentos de confecções, artigos para o lar, artigos diversos, home center e hipermercado. A previsão é de 170 lojas satélite, alameda de serviços, praça de alimentação com 1,2 mil lugares e 23 operações entre restaurantes e lanchonetes, seis salas de cinema – sendo pelo me-

nos três delas com tecnologia 3D. O Shopping das Nações será o maior de Criciúma, com 85 mil metros quadrados de área construída. Hoje, o maior shopping da cidade tem 16,5 mil metros quadrados. O estacionamento do Shopping das Nações prevê o oferecimento de

da construção, receberá uma extensa pista atlética, que será aberta à comunidade no mesmo horário de funcionamento do shopping. A pista sinalizada e própria para caminhadas, corridas e também passeios de bicicleta, atenderá principal-

mente os moradores do bairro Próspera, onde estará alocado o Shopping das Nações, no Norte de Criciúma, re-

cobertas.

Estimulante Estimular o bem estar que a atividade física promove também será um dos focos do Shopping das Nações. Além de uma moderna academia com cerca de 2 mil metros quadrados e localizada em um dos acessos externos do shopping, o perímetro do entorno

e mesmo moradores de outras regiões, já que o shopping é vizinho do Terminal Rodoviário do Bairro Próspera.

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Sustentabilidade O Shopping Center das Nações foi projetado para unir desenvolvimento sustentável com crescimento econômico. Para ajudar a preservar o meio ambiente, construção e manutenção serão conduzidas de acordo com os preceitos da moderna governança ambiental.

O Shopping Center das Nações contará com tecnologia avançada para tornar-se um centro comercial verde. O projeto prevê otimização de energia, com extensa utilização de ventilação e luz naturais. O sistema de climatização contará com aparelhos de ar-

controladores que permitem maior economia. A preocupação com a preservação dos recursos hídricos incluirá a captação da água da chuva, evitando assim o desperdício, além da construção de

Criciúma, uma das cidades do Estado com mais povos representados. São italianos, alemães, poloneses, portugueses, espanhóis, árabes e africanos. Tal aspecto é tão importante para a cidade que o principal evento típico de Criciúma é a Festa das Etnias, que destaca os costumes e hábitos dos

imigrantes que colonizaram a região. Foram os traços de todos esses povos que inspiraram o projeto do Shopping Center das Nações. Para tanto, os painéis Guerra e Paz, de Cândido Portinari, artista que tanto pintou a diversidade e riqueza do povo brasileiro, serviram de inspiração para o projeto do shopping.

Riqueza étnica O Shopping das Nações recebeu este nome em homenagem à riqueza e à diversidade das etnias que colonizaram a região onde está inserido. Cada detalhe do projeto foi idealizado para que o novo espaço seja um equipamento moderno, humanizado e com forte traço das etnias que compõem a região metropolitana de

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Recursos Humanos Suzi Nascimento l Criciúma Atendendo aos anseios dos proregião, que sentiram a necessidade de se aproximarem para troca de experiências, além da busca de alternativas de sua área nas empresas, foi criada em 2011 em Criciúma uma regional da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH). A associação já está em plena atuação com diversas atividades para contribuir com os Um dos primeiros movimentos para a concretização da iniciativa aconteceu em 19 de setembro de 2011, quando reuniram-se os gesto-

res de várias empresas da região de Criciúma para conhecer melhor o trabalho da ABRH. Após esse primeiro contato, era aprovado o estatuto em assembleia no dia 17 de outubro. Não demorou para que fosse diretoria da Regional de Criciúma. No dia 9 de novembro, era instalada, com posse da diretoria para a gestão 2011-2012, durante evento na Associação da Imbralit, em Criciúma. A posse foi marcada pela palestra da educadora, pesquisadora e escritora Dulce Magalhães, que falou sobre o

da: presidente - Sirlei Tamanini (Mafferson); vice-presidente - Stelamaris

Giassi de Moraes (Canguru); Diretoria de Comunicação e Eventos - Luciane Briguente (Dominio Sistemas); Diretoria de Educação - André Pais Topanotti (Farben); Diretoria Administrativa e Financeira - Renato Alves da Silva (Anjo Química); Diretoria de Expansão - Leandro da Silva Medeiros (Betha Sistemas); Diretoria de Projetos Sociais - Micheline Maria Toazza (Ceusa); Diretoria de Relações do Trabalho - Wagner Zaccaron (Eliane). Já o Conselho Fiscal é formado por: Edmilson Zanatta (Farben); Jovilde Parizzotto (Sesi Regional Sul); Rafael Rocha (La Moda); Greissi Boaroli (Simec); Amanda Barato (Carbonífera Catarinense) e Ivanize Bez Batti (Librelato).

Trabalho voluntário marca atuação da ABRH Segundo a presidente da ABRH Criciúma, Sirlei Tamanini, a atuação da diretoria está focada em “fazer com que a ABRH crie raízes na região, desenvolvendo trabalhos e políticas voltados para a sustentabilidade da nossa regional”. Tamanini salienta que aos poucos está sendo divulgada a ideologia da ABRH, com eventos voltados à necessidade de desenvolvimento das em-

RH”. O conselheiro e empresário Edmilson Zanatta, da empresa Farben, diz que “a vinda de uma regional da ABRH para Criciúma e região é importante para o desenvolvimento sustentável de nossas organizações e merece nosso apoio e incentivo”. Zanatta reitera que a equipe que compõe a diretoria chegou com pensamento de gente grande,

A Regional Criciúma atende aos municípios da região da Amrec e Amesc, sendo a sétima do Estado, juntamente com os municípios de Brusque, Florianópolis, Itajaí, Joinville, Blumenau e Jaraguá do Sul. Já no Brasil, a associação existe há quatro décadas, contando com 23 seccionais e 15 mil associados. Seu objetivo é disseminar o conhecimento do mundo do trabalho para desenvolver

trabalho sério no qual acreditamos e estamos concentrando nossos esforços”, acrescenta. Prova disso é o trabalho voluntário da diretoria, que “precisa ser reforçado com o apoio e adesão das

nido, buscando incentivar as melhores práticas nas empresas sobre gestão de pessoas, promovendo vários eventos com grandes palestrantes de renome regional, nacional e internacional.

na melhoria da condição social, política e econômica do país. Para isso, procura promover ações que estimulem a inclusão social no cenário das relações do trabalho.

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Eventos já promovidos pela ABRH Criciúma

dora e escritora Dulce Magalhães, na Asso15 de fevereiro de 2012 - Palestra RH Inovador – Mudando Paradigmas na Gestão de

Vantagens aos associados Participação em cursos, palestras, workshops, congressos e em vários outros eventos; eventos gratuitos ou com preços subsidiados; amplo networking na área de Gestão de Pessoas; visitas técnicas a empresas; consultas a fornecedores de produtos e serviços para a área de RH; participação e recebimento de pesquisas de indicadores de RH; descontos nos eventos de todo sistema ABRH (CONARH, CONCARH, Fórum de Dirigentes de RH, Prêmio Ser Humano e recebimento da revista Melhor.

Contatos e como se associar cases vencedores do prêmio Ser Humano

Empresas, pessoas físicas e estudantes podem se associar. Os interessados devem encaminhar e-mail para criciuma@abrhsc.org.br, solicitando formulário (48) 8416-4746, das 13h30 às 18 horas.

formance e Comprometimento muito além

17 e 18 de maio - Congresso Catarinense de

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TURISMO NO INVERNO

Congelado em Lauro Müller Poucos investimentos dos setores público e privado são entraves para a consolidação do turismo de inverno em alguns municípios do Sul catarinense. Por outro lado, resultados e dão esperança ao setor em outras cidades.

Giuliano De Luca l Regional Alguns municípios da região Sul de Santa Catarina possuem excelente potencial de exploração do turismo de inverno. Especialmente aqueles que têm a Serra Geral como pano de Um exemplo de avanço no turismo da região é Nova Veneza, que tem abocanhado turistas de várias parte do país e do mundo. Mas apesar de agraciados pelas belezas naturais e contemplados com a cultura preservada dos imigrantes, o turismo ainda engatinha em determinadas cidades. Lauro Müller é exemplo de poten-

cial ainda a ser explorado. No pé da Serra do Rio do Rastro, há aproximadamente 50 quilômetros de Criciúma, a cidade ainda não possui um hotel sequer para acomodar o turista, de acordo com a administração municipal. Hoje a estrutura de hospedagem conta apenas com duas pousadas, instaladas no interior. Uma terceira pousada, a e promete melhorar um pouco esse cenário. Além das belezas da Serra do Rio do Rastro, o turista pode fazer visitas a grutas e a igrejas. De acordo com a administração, 90% dos turistas são da própria região. Os outros 10% são divididos igualmente entre brasileiros de

outras regiões e estados e estrangeiros. Para a temporada 2012, o município prevê apenas a urbanização e manutenção das praças e espaços públicos. Para os próximos anos, a Secretaria Municipal de Turismo espera a construção de mais pousadas rurais. “A cada ano que passa, nossas pousadas aumentam a ocupação. Em poucos anos, esperamos que o turismo se torne uma das grandes fontes de renda para o município”, explica o secretário em exercício de Turismo, Marcio Luiz Rosa. Para ele, o principal empecilho para o turismo continua sendo o acesso. “É preciso arrumar e consertar nossas estradas estaduais”, explica.

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Aquecido e aquecendo em Nova Veneza Em Nova Veneza a situação é outra. A Capital Catarinense da Culinária Italiana tem um projeto arrojado para o setor turístico e colhe resultados em uma parreira que se estende cada vez mais. A cidade recebe milhares de turistas de várias regiões do país e também do exterior. De acordo com a secretária de Cultura, Esporte e Turismo, Susan Bortoluzzi Brogni, cerca de 60% veem da região Sul do Brasil, o que engloba todo o estado, além de Rio Grande do Sul e Paraná, 30% de estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Goiás e Espírito Santo. Dez por cento chegam do exterior, a ampla maioria da Itália. A cidade dispõe de diversos atrativos turísticos para um city tour completo. Quando o turista chega à cidade, a operadora de turismo apresenta um roteiro de visitação que pode englobar o turismo cultural, gastronômico e religioso, além do ecoturismo e de aventura. Na parte histórico/culcomo As Casas de Pedra, tombadas nacionalmente pelo Instituto do Patri-

mônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), gôndola, igrejas e museus. No setor gastronômico, podem saborear em belos restaurantes e cantinas da tradicional galinha com polenta até o café colonial, além de embutidos e derivados. Sem faltar os biscoitinhos, pães e complementos. Acompanhados de condutores de turismo, os visitantes conhecem a cultura do povo, sua história, além de manter contato com a natureza e apreciar as belezas naturais que entornam a cidade. As pousadas, hotéis e hospedarias familiares dão conforto para que os turistas permaneçam na cidade em média por dois dias. Como o inventário de atrativos turísticos é extenso, os visitantes podem permanecer na cidade durante uma semana. Nesse período, conseguem apreciar tudo o que Nova Veneza pode oferecer. O turismo é dividido durante todo o ano, mas o ponto alto é o inverno. O município prepara a tradicional Festa da Gastronomia Típica Italiana, um dos maiores eventos gastronômicos e

culturais da região Sul. Nele, visitantes de todas as regiões e estados veem à cidade para conhecer um pouco mais das raízes dos mais de 90% de descendentes de italianos. Com a exposição que a cidade ganhou em rede nacional e internacional com a veiculação da história e cultura em programas como Fantástico e Mais Você, de Ana Maria Braga, o crescimento chegou a 60% no setor turístico. Um exemplo é a procura expressiva de reservas em hotéis da cidade e região para a Festa da Gastronomia Típica Italiana, que neste ano acontece de 15 a 17 de junho. O turismo movimenta toda a rede gastronômica e hoteleira da cidade, trazendo benefícios à população, cooperativas de produtos coloniais, famílias produtoras, e agrega valores às pessoas capacitadas em condução local. Os hotéis recebem turistas todos te é no mês de junho, para a Festa da Gastronomia Italiana. Para este ano, toda a rede hoteleira está lotada. A administração, atenta, já encaminhou turistas para Criciúma e região.

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Novos empreendimentos Para suprir essa demanda, um novo empreendimento de hospedagem será o Hotel Bormon, uma junção dos sobrenomes Bortolotto e Mondardo. A inauguração será no início do mês de junho. A nova instalação contará com 28 apartamentos luxo, além de 4 suítes, sala de jogos, campo de futebol, sala de convenções e restaurante. Sua construção é entrada da cidade e sua localização proporciona aos hóspedes a sensação de calmaria das matas, bem como, uma bela vista da região. É um empreendimento ecológico que conta com a captação da água da chuva, com sistema de aquecimento solar e a gás, economizador de energia atra-

vés de cartões magnético e duchas econômicas. O investimento é comandado por Nirlan Luiz Bortolotto, conhecido por Tito. A gastronomia também cresce em ritmo acelerado. A cidade vai ganhar dois novos empreendimentos

carta de vinhos nacionais e importados. Já a comida italiana será a aposta do outro restaurante, com previ-

do Chico, da família Ghellere, acaba de ser inaugurada, com um ambiente que conta com uma galetteria: galeto ao primo canto com acompanhamentos e pizzaria ao forno à lenha.

ano. Uma paixão herdada do pai, os irmãos Fernando e José Vinícius Mondardo Bongiolo irão apresentar uma nova proposta no ramo gastronômico, com iguarias da culinária da Itália. Após residir 10 anos fora do Brasil, entre Londres e cidades da Itália,

ao lado da praça da gôndola, na rua Nicolau Pederneiras, foi totalmente restaurada preservando os aspectos originais. O espaço também possui uma adega climatizada com ampla

nalizante durante dois anos na Westmister Kingsaway College. Também teve a oportunidade de trabalhar em um dos maiores restaurantes italianos, o Gastro Pub.

Passeios Outros setores também estão aquecidos, como conta a sóciaproprietária da Operadora Trilhas e Montanhas, Franciele Zuchinali. A operadora de turismo disponibiliza a subida dos tropeiros como um chamariz turístico. “O percurso, que leva de 4 a 6 horas, dependendo do condicionamento, é uma

aventura de trilha e acampamento com saída de Nova Veneza até Bom Jardim da Serra. São 1,2 mil metros de altitude, num trajeto de dez quilômetros”. Os turistas sobem pela trilha dos antigos tropeiros que desciam a Serra com gado, ovelhas e queijos para venda ou troca no comér-

cio da cidade. A trilha apresenta em determinados pontos estradas feitas pelos tropeiros. Também podem ser feitos passeios a cavalo ou mulas para vivenciar a história. O projeto conta com o apoio do Grupo Voluntário de Busca e Salvamento (GVBS) e do Corpo Bombeiros.

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A festa dentro da festa Colonizada por imigrantes italianos, a cidade de Nova Veneza herdou costumes e tradições que são cultivados através de gerações por seus habitantes. Além da Gôndola original da Itália instalada na praça Humberto Bortoluzzi, que simboliza sua ligação com o país coirmão, o município passou a realizar em seus festejos comemorativos a emancipação e colonização o Carnevale di Venezia. Este evento acontecerá no dia 16 de junho, durante a Festa da Gastronomia Típica Italiana, e é o mais famoso do gênero fora da Itália, o qual conserva as mesmas características do carnaval italiano. O Carnevale começou como um baile de máscaras para a Melhor Idade e o evento ganhou a graça do povo e, hoje, já é uma marca da italianidade neoveneziana. O mistério envolve os participantes de várias regiões do Estado e país e traz a Nova Veneza o charme e a autenticidade de uma das mais conhecidas festas populares do mundo. Ano passado, ganhou uma grande exposição para o Brasil e o mundo. Para esta edição, a concentração continua na praça Humberto Bortoluzzi (local que está sendo

revitalizado) durante duas horas, onde turistas podem fotografar com os personagens. Logo após, os mascarados partem para a concentração alas da nobreza, contemporânea e Commedia dell arte. Os trajes caracterizados por arlequins, colombinas, bufões e bobos da corte, bem como, luxuosos vestes contemporâneos e de época, fascinam o público pela beleza e mistério. O carnaval é aberto ao público e conta com a participação de espectadores, que apreciam todas as classes do carnaval, que são a nobreza, os trajes contemporâneos e os mascarados que usam apenas a tradicional capa. O cortejo termina dentro do Palazzo Delle Acque (Palácio das Águas). Todos dançam ao som de músicas italianas. A cidade dispõe de um grupo de artesãs do Projeto Arte de Veneza que confeccionam máscaras para venda. Toda semana, elas reúnemse para a produção. Sem perder a identidade das produzidas na Itália, as máscaras ganham um pequeno toque brasileiro. Quem chega para o evento, também pode alugar capas ou trajes para vivenciar o Carnaval.

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O direito trabalhista da empresa: horas extras

Giovani Duarte Oliveira

especialista em processo civil

O artigo 62 da Consolidação das Leis Trabalhistas diz que a empresa não tem obrigação de pagar horas extras para: “I. Os empregados que exercem atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho, devendo tal condição ser anotada na Carteira de Trabalho e no registro de empregados; “II – os gerentes, assim considerados os exercentes de cargos de gestão, aos quais se equiparam, para efeito do disposto neste artigo, os diretores e chefes de departamento ou filial”.

E para que a empresa esteja guarnecida de seus direitos trabalhistas, necessário observar o que diz a lei. Os colaboradores que exercem atividade laborativa externa – que não é compatível com a fixação e controle de horário – devem ter em sua carteira de trabalho e em sua ficha de registro empregado, uma observação de que a função exercida não tem seu horário controlado de acordo com o art. 62. Essas observações devem ser seguidas para que não haja qualquer dúvida, tanto da em-

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presa, quanto do colaborador, e efetivamente que isso ocorra na prática, pois não é a simples descrição na CTPS e na ficha de registro que elidirá a obrigação, já que o que ocorre na prática será preponderante. A empresa não poderá realizar nenhuma forma de fiscalização do horário de trabalho. E mesmo que a organização não realize um controle direto de horas, por outro lado tem conhecimento dos horários através de avaliação de tickets de pedágio, horário de emissão de pedidos, chegadas ao destino, número de visitas com horário previamente definido, ou e-mail, o faz por linhas indiretas, que acabam por demonstrar o efetivo horário trabalhado e se o colaborador não demonstra isso acaba sendo cobrado de alguma maneira. Assim, todo o tipo de monitoramento do horário, mesmo que seja para outros fins e objetivos, que não o efetivo controle de horas trabalhadas, mas que permite fazer a fiscalização, obriga a empresa ao pagamento. No caso de gerentes que efetivamen-

te exercem a função de gestores, diretores e chefes, que se a empresa não realiza controle de horário, tendo em vista que exercem cargo de gestão e de confiança na empresa, igualmente não há obrigação de pagamento de horas extras. Importante destacar que não é apenas o título de diretor ou de gerente que por si é suficiente para a não obrigatoriedade do pagamento da verba extraordinária, mas a verdadeira essência da execução das autonomias conferidas pelo exercício dessas funções. O gerente e diretor (para serem considerados como tais) precisam ter poderes para admissão e dispensa de colaboradores, assim como de tomada de decisão inerentes ao exercício do cargo de gestão. Um diretor ou gerente que não tem poderes para contratar e dispensar um colaborador, efetivamente não exerce a gestão na sua plenitude, devendo a empresa observar essa situação com cautela. Assim, se a empresa observa o que diz a legislação pode se precaver evitando o desenvolvimento de passivos trabalhistas desnecessários.

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Relax

Kurotel – Centro Médico de Longevidade e Spa, no Rio Grande do Sul, tem atraído cada vez mais empresários e executivos do Sul de Santa Catarina

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O corre-corre dos dias atuais, a velocidade das informações, as tomadas rápidas de decisões são algumas das situações que qualquer executivo tem de enfrentar. Em meio a todo esse frisson, muitos empresários e lideranças deixam de cuidar da própria saúde. Outros sabem que saúde e bem estar podem garantir mais qualidade de vida, além de gerar melhores resultados no ambiente corporativo. Foi para atender também esse público que nasceu em Gramado, no Rio Grande do Sul, o Kurotel – Centro Médico de Longevidade e Spa. O espaço tem conquistado cada vez mais empresários e executivos da região Sul de Santa Catarina. O foco em executivos fez com que o Kurotel criasse o plano empresarial. “É um dispositivo que o Kurotel desenvolveu para atender os executivos de empresas que buscam um melhor desempenho para sua equipe, proporcionando saúde e bem estar a seus funcionários”, explica a gerente de Vendas do Kurotel, Márcia Vallim Candiago. “O objetivo do nosso Plano Em-

bem estar são mais assertivos, produzem mais e demonstram uma apurada visão empresarial. Estudos da Organização Mundial da Saúde apontam que executivos que cuidam da saúde preventivamente apresentam aumento

da memorização em 67,63%. Também aumenta a facilidade nas tomadas de decisões (em 94,20%) e o senso de responsabilidade (em 78,40%)”, argumenta. Para esta modalidade, as empresas contratam planos para no mínimo dez executivos por ano. Eles podem ir ao local juntos ou separadamente. Cada executivo é analisado por uma equipe interdisciplinar, composta tas, nutricionistas e educadores físicos. Depois, é criado um plano personalizado para que ele atinja seu objetivo. Além disso, o executivo participa de uma série de atividades físicas e relaxantes. “Por trabalharmos com a personalização, mais de um plano poderá ser executado pelo executivo. Eles se complementam. Muitos executivos buscam planos para controlar o estresse, perder peso e parar de fumar, e o Kurotel tem o conhecimento para lidar com essas

concentração em 75,57% e aumento

que reservam tempo para cuidar de seu

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O Kurotel é o lugar ideal para todas as pessoas que buscam saúde, longevidade e qualidade de vida. “Trabalhamos com a prevenção. Nossa experiência mostra que resultados são nítidos a curto, médio e longo prazos. Consideramos, por exemplo, que o importante não é a quantidade de quilos que se perdem em uma semana, e sim toda a reeducação alimentar e mudanças de hábitos que as pessoas estarão adquirindo aqui. O plano empresarial faz com que o executivo cuide de si, da família e da empresa”, diz. O executivo recebe uma agenda diária repleta de atividades, desde atividades físicas, como aulas na piscina e aulas de danças, até atividades de conhecimento, como palestras e fóruns. Além do mais, o Kurotel conta uma série de opcionais na sua clínica e no seu Spa. “Nossos clientes veem para o Kurotel em busca de prevenção e manutenção da saúde, além de buscar bem estar. Com essas vindas, os empresários perceberam que se seu quadro de executivos passasse pela mesma experiência teria um aumento de produtividade, elevando índices. Assim, o Kurotel criou o Plano Empresarial, em parceria com grandes empresas,

em busca do mesmo objetivo: a saúde e a qualidade de vida”. O Kurotel disponibiliza um auditório e algumas salas que podem ser usadas para reuniões, caso necessário. Além disso, oferece toda a comodidade necessária, como internet e fax, para que os executivos possam fazer alguma atividade empresarial no período. Mas o empresário não precisa se desligar da família para passar um período no local. “Os executivos podem trazer acompanhantes. Além dos apartamentos, também contamos com dois chalés muito bem equipados, onde podem ser acomodadas famílias com crianças”, frisa Márcia. O plano Antitabagismo, por exemplo, permite ao executivo adquirir hábitos saudáveis e o leva a ter o controle sobre agentes que interferem na saúde e na qualidade de vida. Estudos apontam que apenas 6% dos fumantes conseguem largar o

sional. No Kurotel, 60% dos clientes que iniciaram o plano Antitabagismo abandonaram o fumo no médio prazo, ou seja, até seis meses após o tratamento.

Localização

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O coaching A coach Richeli Sachetti, Instrutora Licenciada da Sociedade Brasileira de Coaching® – o maior centro de referência e escola de cotrabalho focado num plano de resultados seguro e mensurável.” No ano de 1500, o termo coach surgiu e era atribuído àquele que conduzia uma carruagem para o transporte de pessoas imporprogramas de mudanças - leva pessoas a um novo estágio de suas vidas. A prática é relativamente recente no Brasil, porém cada vez mais empresas têm buscado nela uma forma

cias de seu coach, comprove os resultados que ele já obteve, queira saber quais clientes ela já Atualmente líderes procuram a Formação em Coaching pela SBC® na ACIC para aplicar com suas equipes o conhecimento formalmente e no dia a dia diante das situações para acentuar suas práticas em busca da superação de resultados, do engajamento e desenvolvimentos das equipes, do equilíbrio emocional e social. A ACIC é parceira exclusiva da Instrutora Licenciada da Sociedade Brasileira de Coaching da Região Sul do Brasil em Criciúma. E

nais. O coaching é um processo com início, de curto, médio e longo prazo, seja para a conquista de novas competências e ideias ou do reconhecimento e superação de fragilidades. O processo é dinâmico, realizado através de reuniões periódicas (semanais ou quinzenais). Envolve metodologia, ferramentas e o cliente concretizar suas metas. Ao trabalhar de forma individual ou em pequenos grupos, esse trabalho intensivo potencializa o resultado num espaço relativamente curto de tempo, media de 6 a 10 reuniões.

Richeli Sachetti Licenciada da Sociedade Brasileira de Coaching®

“O coaching irá clarear os objetivos que realmente provocarão efeitos impactantes e positivos em nossas vidas. Passamos a procurar atividades que nos levarão a estes objetivos. Mantemos o foco na ação do que é importante para a construção de uma vida plena!”, diz Richeli Sachetti. Conheça as datas da nova turma que inicia em julho/20012 da Formação pela SBC® na ACIC no site www.acicri.com.br ou converse com a Instrutora Licenciada Richeli Sachetti , cel. |48| 9911 4772, email: coach@ richelisachetti.com.br.

processo precisa trabalhar de forma clara e coesa as estratégias para atingir os objetivos de seus clientes e para isto precisa ser um especialista com formação em um centro de estudo respeitado mundialmente que ofereça garantias de uma prática tado não irá acontecer, podendo até provocar graves problemas na vida

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ua empresa está há quanto tempo no mercado? Você sabe dizer quanto sua marca vale? E se dividirmos esse valor em duas partes, o tangível e o intangível, você sabe mensurar qual o valor intangível da sua marca? Quando pergunto sobre o valor intangível, questiono sobre a aceitação da sua marca no mercado, seu índice de credibilidade com seus consumidores, sua divulgação e comunicação de marca, seja por propaganda, ponto de venda ou merchandising, e como esse cliente recebe positivamente seu produto. O intangível está atrelado à emoção, está ligado ao significado da marca, em frações complexas de serem mensuradas. É um caminho longo a ser trilhado e construído. Essa construção do valor da marca baseia-se na criação, na manutenção e na contínua atualização e inovação daquilo que você apresenta

para seu consumidor, seja produto ou serviço. David Ogilvy, sócio-fundador do grupo de comunicação Ogilvy, comenta que “marca é a soma intangível dos atributos de um produto. Isso envolve seu nome, sua embalagem e preço, sua história, reputação e maneira como ela é promovida”. Para o empresário, a marca é também definida pelas impressões dos consumidores sobre as pessoas que as usam, assim como pela própria experiência pessoal. Um exemplo clássico de valor de mercado é a Coca-Cola, que segundo a empresa de consultoria BrandFinance, em um estudo que envolveu até dados da Bolsa de Valores, apresentou que a Coca-Cola possui US$164 bilhões de dólares em seu valor, sendo que o tangível (móveis, máquinas, investimentos) abrange apenas seis bilhões e o intangível, corresponde a 96%. Um valor surpreendente.

por Diego Piovesan Medeiros Coordenador do curso de Design Gráfico da Faculdade Satc diego.medeiros@portalsatc.com diagramação: Laboratório de Orientação em Design lod@portalsatc.com

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Mas como mensurar esse valor? Alguns estudos dentro da área do marketing e da própria gestão de design, como o Brand-equity podem identificar o grau de satisfação e de valor junto ao consumidor. Brand-equity é a resultante de todas as qualidades e atributos relacionados a uma marca. É necessário entender o poder que ela possui para convencer um consumidor a escolhê-la em meio a uma concorrência, ou seja, tudo de tangível e intangível que uma marca possui, que contribua para o crescimento e lucratividade. O Brand-equity tem como base a memória do consumidor a partir do conhecimento de uma marca. Esse conhecimento envolve dois componentes: reconhecimento e imagem de marca. O reconhecimento é a lembrança que o consumidor tem de uma marca. Já a imagem é formada pelas associações que são feitas na sua mente ao lembrar da marca. Uma pesquisa que acontece anualmente em território nacional, também com foco regional, é o TOP OF MIND, onde a pesquisa lança uma pergunta bem objetiva. “Qual a primeira marca que lhe vem à cabeça?”. Hoje, em nossa região, várias marcas conquistam prêmios consecutivos de lembrança pelo consumidor. Isso só agrega a seu valor intangível e seu valor no mercado. Essa conquista de reconhecimento também precisa ser fruto de um ótimo trabalho interno, pois as primeiras pessoas a se apaixonarem pela marca devem ser os funcionários que nela trabalham. Uma equipe apaixonada transpassa esse sentimento para seus produtos e serviços.

senvolvida. A marca possui personalidade. Ela pode ser excitante, sincera, competente, sofisticada, rude e agradável. Essa personalidade é forjada por meio de várias ações que envolvem a comunicação, o comportamental e o próprio Branding, ou seja, sua gestão de marca. Agora eu pergunto, qual é a personalidade da sua marca? É válido destacar que o sucesso que sua marca procura, se relaciona a uma alta percepção de valor. Nós valorizamos tudo o que desejamos, não importa se isso é um produto ou serviço e quanto maior é esse desejo, maior é o valor. A marca por si só, é um ativo intangível, um bem imaterial da sua empresa. Entender o quanto essa marca deve ser gerida, pode diferenciar das demais do mercado, tendo em vista o quanto hábitos sociais mudam, evoluções tecnológicas acontecem, e a própria concorrência se renova a cada dia. Experimentação, reputação, crença, confiança e história formam os valores intangíveis. Quando sua marca estabelecer um valor afetivo, criar crenças, tornar-se símbolo em seu segmento e na confiança dos consumidores ao longo de sua trajetória, aí sim, sua marca terá gerado muita riqueza intangível.

Pense em quantas marcas estão associadas a sua vida e as suas lembranças

Mas como a sua marca pode se fixar na cabeça do seu consumidor? Pense em quantas marcas estão associadas a sua vida, a suas lembranças. De alguma forma elas atingiram suas emoções e ficaram dentro da sua memória. Isso move o valor intangível. Dentro de um mercado altamente competitivo, grande parte de nossas decisões de compra são feitas por impulso, de forma irracional e instintiva. Em muitos casos, compramos marcas na qual nos relacionamos emocionalmente, o que influencia nesse valor intangível. Gilberto Strunck, autor e pesquisador da área de Design, aborda que cada marca é como uma pessoa que teve sua personalidade própria cuidadosamente criada e de-

Indicação de livros The Brand Gap Marty Neumeier

Como criar identidades visuais para marcas de sucesso Gilberto Strunck

Lovemarks Kevin Roberts

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Mercado.Sul

Opiniões Informações Entrevistas Análises

Por Joice Quadros joice.q@terra.com.br

 Um dia ouvi o presidente da ACIC, Olvacir Fontana, dizer que se a nossa região discutisse assuntos de desenvolvimento como fala de futebol, nossa realidade seria outra bem melhor. Passei, então, a prestar mais atenção nos assuntos que rolam pela mídia todos os dias. Disparado, em primeiro lugar, está o Criciúma Esporte Clube. Todos os dias, em vários horários se fala nele nas emissoras de rádio, na TV ele é tema diário, além dos textos e colunistas nos jornais impressos . Em segundo lugar vem empatados a previsão do Tempo, as colunas políticas, as colunas sociais e o noticiário policial. Em terceiro, bem atrás, alguns temas eventuais de desenvolvimento regional. Ah, ia me esquecendo do ria entender bem esta história do sobe e desce das bolsas de valores e o que isto tem a ver com seu dia a dia. De um publicitário, torcedor doente do Tigre, ouvi esta semana que seu time do coração mais atrapalha do que ajuda em nosso desenvolvimento, também de tanto que se fala nele. Só nele.

 A deputada e secretária de Estado da Justiça e Cidadania, Ada Faraco De Luca, saiu satisfeita do encontro com a presidente Dilma Roussef na segunda-feira (21) onde foi assinada a Ordem de Serviços da ponte estaiada, que recebeu o nome de Anita Garibaldi, sobre o Canal de Laranjeiras, em Laguna, base eleitoral da deputada. “É uma obra importante que vai facilitar o trânsito no Sul e muito aguardada por todos os catarinenses. É um orgulho a presidente vir à Santa Catarina e reconhecer a importância da obra e ainda anunciar que dará uma solução para os outros gargalos da BR-101 Sul como túnel do Morro dos Cavalos, além das duplicações da BR-470, entre Indaial e Navegantes, e BR-280, entre São Francisco do Sul e Jaraguá do Sul”, disse Ada De Luca.

Disseram “ Na terra de Anita Garibaldi, outra mulher escreve a nossa história”. Governador Raimundo Colombo, comemorando a visita da presidente Dilma Rousseff a Santa Catarina, dia 21 de maio, anunciando as obras da tão aguardada Ponte Anita Garibaldi, em Laguna.

Outros gargalos A ponte estaiada de Laguna é uma grande conquista e merece toda a nossa comemoração, mas não podemos esquecer outros gargalos da BR 101, como o Morro do Formigão, a Ponte de Tubarão e o Morro dos Cavalos. A avaliação é do engenheiro Rodoviário Ricardo Saporiti, contratado pela Fiesc para fazer estudos técnicos de acompanhamento das obras da 101 e que causou frisson no meio político ainda no governo do presidente Lula, quando disse que a conclusão da BR não aconteceria antes de 2016. Continua com a mesma opinião.

Baixa a conta! Não é novidade que a atividade econômica está patinando. O último sinal foi a redução do IPI para carros. Agora, além da redução dos custos da energia elétrica para o setor produtivo, o governo estuda também quais encargos podem ser retirados das contas de telefone.

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