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TEXTO LUIZA GIANESELLA, DA REDAÇÃO ILUSTRAÇÃO RAWPIXEL/ FREEPIK

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empreendedorismo tem ocupado muitas manchetes e, mais recentemente, tem sido visto como uma possibilidade de afetar positivamente a realidade através dos chamados negócios sociais — nos quais a ideia é melhorar ou facilitar a vida de um número amplo de pessoas de maneira financeiramente sustentável, sem depender de doações ou editais. É claro que, se esses negócios começam a substituir serviços básicos, o empreendedorismo social pode acabar virando uma forma de privatizar tudo — até aquilo que nunca deveria se

DE JOV EM PRA JOV EM

REFLEXÕES SOBRE EMPATIA E EMPODERAMENTO NO EMPREENDEDORISMO SOCIAL

transformar em produto ou serviço. No entanto, quando se voltam à resolução de problemas mais específicos, os negócios sociais têm potencial para oferecer soluções ágeis, inovadoras e adequadas aos seus contextos — muitas vezes, inclusive, em colaboração com o próprio poder público. Muitas empresas inovadoras utilizam uma metodologia conhecida como Design Thinking, que coloca a usuária ou usuário no centro dos processos para garantir que o problema a ser resolvido venha sempre antes da solução. Mais do que ser alguém que tem uma ideia genial, um(a) empreendedor(a) precisa compreender profundamente as necessidades da(o) usuária(o) antes de começar a pensar em possíveis soluções. Não à toa, a primeira fase de um processo de design thinking é a Empatia: colocar-se no lugar da(o) outra(o) para ver a realidade com seus olhos. Embora essa etapa do processo seja importantíssima, passamos apenas rapidamente por ela durante a

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Revista Viração • Ano 16 • Edição 114

oficina Chama Na Solução, que facilitei no início de dezembro (parte da iniciativa Geração Que Transforma, do UNICEF, implementada no Brasil pela Viração), porque a usuária ou o usuário potencial das soluções propostas pelos jovens praticamente coincidia com as empreendedoras e os empreendedores presentes – jovens de 14 a 24 anos, de diferentes regiões do país, que ao longo de 5 dias de oficina propuseram soluções para problemas que elas(es) mesmas(os) sentiam na pele. Nove equipes colocaram a mão na massa e as ideias em circulação para co-criar seus projetos e cinco delas foram selecionadas para receber um capital-semente de R$4mil e mentoria continuada para tirar suas ideias do papel. Gelson da Silva, 20 anos, morador do bairro de Campo Grande (Rio de Janeiro), foi um dos participantes da oficina e integra o CIJoga, uma das iniciativas selecionadas. Para ele, é central que a própria juventude possa propor soluções para os seus problemas. E ele dá a dica: “Se quiserem achar saídas que já estão sendo pensadas há tempos, tragam os jovens para o centro da elaboração da solução, pois assim conseguirão alternativas cabíveis e efetivas, construídas em

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Revista Viração - Edição 114 - Jan/Jun 2019  

Na Edição 114 falamos com e sobre as diversas juventudes do Brasil e do mundo. Quer descobrir o que mobiliza, empolga e angustia essa galera...

Revista Viração - Edição 114 - Jan/Jun 2019  

Na Edição 114 falamos com e sobre as diversas juventudes do Brasil e do mundo. Quer descobrir o que mobiliza, empolga e angustia essa galera...

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