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Dr. Bactéria

Acessibilidade

Conselho do Idoso

Direito

Cães podem transmitir 12 doenças

Sua casa sem 16 armadilhas

Certificado para cidades 28 que se adequarem

Conheça o Estatuto 31 do Idoso

Pensando no futuro

MARÇO 2013

ANO 1

EDIÇÃO N° 2

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

PAIXÃO POR VIVER

Idade não é obstáculo para aposentado que já pedalou 70 mil quilômetros

Fapesp

Revista será instrumento para valorização dos aposentados experientes

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INDICE

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SAÚDE A saúde começa pela boca SAÚDE Tratamentos para depressão SAÚDE O que é afasia? DR. BACTÉRIA Não leve vermes para passear ESTÉTICA Hábitos bons para a pele ACESSIBILIDADE Ruas e casas adaptadas QUALIDADE DE VIDA De bicicleta na terceira idade FAPESP Boas vindas à Experientes ASSOCIAÇÃO FORTE Araraquara e Santo André: evolução constante Turismo Serra Negra é para todos INFRAESTRUTURA Selo São Paulo amigo do Idoso ECONOMIA Idosos no mercado de trabalho DIREITOS Estatuto que defende o idoso BELEZA Renovando cabelos e pele ENTRETENIMENTO Habilidade para ter acessibilidade

Conselho Editorial Alexandre Toniolo Marlon Alexandre Dutra Justo Diretor de Planejamento Guilherme Toniolo Diretor Financeiro e Administrativo Margareth Ferrari Diretor de Publicidade Beto Galassi Diagramação Maira Belasco Ilustração Fernando Laz Jornalista Responsável Paulo Darcie MTB 00-000 Tiragem 50.000 exemplares Distribuição 54 associações e entidades (pág. 35) Circulação Estado de São Paulo Câmara Federal Senado 24 Ministérios Presidência da República Impressão Grafilar

Presidente FAPESP Antonio Alves da Silva Vice-Presidente José Carlos da Cruz Prates Diretor de Comunicação Social Adonias Cesário de Souza Secretário Geral José Goulart da Silva 2º Secretária Mercedes Lopes Mendes Tesoureiro Octaviano Pereira Santos 2º Tesoureiro Felicio Pereira Barbosa Diretor Adjunto Ana Maria Martins Diretor de Assuntos Jurídicos Osmar de Jesus Fernando Diretor Adjunto Valdemar Venâncio Diretor de Relações Sindicais e Movimentos Sociais Jair Diniz Martins Diretor Adjunto Juraci Goes Diretor de Patrimônio Antero Ferreira Lima Diretor Adjunto Jaime da Silva Cortez Diretor Previdência Social Jandir Teixeira Diretor Adjunto Nelson Gonçalves Diretor de Eventos Rupert Martins Silva Diretor Adjunto Lydia Roque Diretor de Cultura e Lazer Eva Narciso Miguel Diretor Adjunto Norma Lopes Golçalves Conselho Fiscal Titular José Veiga de Oliveira, Laércio Carolino e José Nunes Conselheiros Suplentes José Roberto Scarpari e Ramios Pereira do Nascimento

Correspondência Rua 24 de Maio, 250 • 11° andar • República São Paulo • CEP: 01041-000 (11) 3362-9393 - 32216064 federacaofapesp@terra.com.br comercial alexandre@revistaexperientes.com.br (11) 9 5028.9064 | (11) 9 7379.5816

www.revistaexperientes.com.br facebook.com/revistaexperientes A revista Experientes não se responsabiliza pelo conteúdo dos artigos assinados ou pelas opniões emitidas pelos entrevistados, fontes e dos anúncios publicitários


SAÚDE

Paulo Zupelari Gonçalves CRO 99.397 Formado pela USP/Bauru é Cirurgião-Dentista da área de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial

Conheça bem sua própria boca O primeiro de uma série de artigos a respeito do assunto trata dos cuidados básicos com os lábios

Os lábios são as únicas mucosas que ficam expostas ao sol, portanto devem ser hidratadas

Lábios

cuidados básicos para mantê-los saudáveis • Usar hidratante específico • Usar protetor solar labial • Usar chapéus para evitar a incidência direta de raios de sol

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S

e digitarmos no campo de busca do Google as palavras “a saúde começa...”, notaremos que automaticamente a resposta será “... pela boca”. Este dado curioso reflete a quantidade expressiva de trabalhos sérios, publicações de diversos grupos de pesquisa pelo mundo que relacionam a saúde bucal ao bom funcionamento de todo o corpo. Em função desta relação, começaremos hoje uma série de artigos a respeito de saúde bucal e dos principais cuidados necessários para prevenção de doenças relacionadas. Falar sobre boca significa falar também a respeito de todas as estruturas que a formam, como a pele que a circunda, lábios, mucosa interna dos lábios, mucosa da bochecha e sua junção com os ossos maxila e mandíbula, estes próprios ossos, as amigdalas, a úvula (estrutura que vemos pendurada na garganta), a língua, o céu da boca, as gengivas e, finalmente, os dentes. Nosso foco, hoje, será nos lábios. Os lábios são compostos por pele e uma semimucosa na região externa e por mucosa na região interna. Eles têm um complexo sistema de músculos que trabalham na fonação, deglutição e nas expressões faciais. Lábios saudáveis não devem ter lesões ou feridas, não devem ser duros quando tocados nem ter nódulos ou crescimentos; sua coloração deve ser constante. A porção externa dos lábios é a única mucosa (ou semimucosa) do corpo humano que fica exposta à radiação solar. Por não produzir muco nem saliva, é uma área que facilmente se desidrata. Por isso, a proteção desta região com cremes hidratantes e filtros solares específicos para lábios são extremamente bem vindas, assim como o uso de chapéus e bonés que reduzem a incidência direta dos raios solares. Feridas sangrantes que não cicatrizam merecem atenção especial, pois podem ser indicativos de processos cancerígenos. Além de consultas periódicas, que devem ser feitas ao menos uma vez ao ano, qualquer possível alteração observada deve ser imediatamente relatada e submetida à consulta do seu Cirurgião-Dentista. Se conhecer melhor e fazer o seu autoexame mensalmente certamente irá contribuir a levar uma vida mais saudável.


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(*) Protesistas – fonte: Sinergia 2010.

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SAÚDE

Carlos Augusto Hueb CRM 138.776 Médico Psiquiatra

Depressão

REALIDADE QUE TEM CURA A doença é comum entre idosos e os sintomas podem estar “escondidos”

O

envelhecimento da população, fenômeno antes restrito a países desenvolvidos, hoje é uma realidade em muitos países em desenvolvimento. No Brasil, de acordo com o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010 a população idosa já tem mais de 20 milhões de pessoas, o que equivale a 11% do total de brasileiros. Isso também pode ser sinal de que muita gente ainda pode vir a sofrer com a depressão, já que trata-se do transtorno mental mais comum nessa faixa etária. E é preciso, portanto, estar atento aos sintomas para não deixar que isso comprometa a qualidade de vida na velhice. O crescimento da população de terceira idade traz consigo o aumento da incidência de diversos problemas de saúde ligados a essa faixa etária. Todos os profissionais de saúde – inclusive os de saúde mental – devem estar preparados para atender a esse perfil de paciente, pois é um grupo que deve aumentar bastante nos próximos anos. Mas muitas vezes as doenças mentais nos idosos são negligenciadas, o que, sem dúvida, quer dizer uma grande carga de sofrimento. Isso pode acontecer já que, quando se pensa em depressão, o primeiro sintoma que invariavelmente vem à mente é a tristeza. No entanto, os idosos com esse transtorno nem sempre apresentam a tristeza como a característica predominante.

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DIAGNÓSTICO Ao avaliar a depressão nesse grupo, é importante procurar outras características: irritabilidade ou raiva, dores sem causas aparentes, déficit de memória sem outras indicações de dificuldades cognitivas, diminuição do prazer nas atividades habituais, preocupações crescentes e falta de cuidados pessoais. O idoso com o transtorno também pode se sentir incapaz de fazer coisas que antes eram de seu interesse, além de diminuir consideravelmente seu nível de atividades. O profissional de saúde mental, ainda, deve levar em conta condições “subsindrômicas”, ou seja: durante a avaliação de pacientes, não deve ignorar sintomas que aparecem com frequência ou duração menores do que os especificados nos sistemas de classificação para poder configurar o diagnóstico de transtorno depressivo.

TRATAMENTO No que diz respeito ao tratamento de pacientes com depressão, ele deve ser orientado para vários objetivos. A princípio, é preciso garantir a segurança da pessoa e excluir outras causas orgânicas tratáveis. Além disso, é necessário iniciar um plano terapêutico que vise não só tratar os sintomas imediatos, mas também contribuir para a qualidade de vida do paciente no futuro: acontecimentos estressantes, por exemplo, estão ligados às recaídas, portanto o tratamento precisa tentar reduzir o número e a gravidade desses fatos. Apesar de existirem tratamentos eficazes contra a depressão, muitos pacientes não os recebem de forma adequada, e grande parte ainda resiste à ideia de passar por uma intervenção psiquiátrica. Os medicamentos antidepressivos são tratamentos de primeira linha quando um transtorno maior é diagnosticado. Há, porém, um número razoável de pacientes que não se beneficiam da medicação, ou não aceitam o procedimento. Uma saída, nesses casos, pode ser a indicação de um tratamento psicoterápico, como a Terapia Cognitivo-Comportamental. Ela é eficaz no tratamento agudo da depressão e pode ser uma alternativa viável aos antidepressivos, pois mostra ter efeito duradouro, que previne o paciente contra recaídas e recorrência.


SAÚDE

Dra. Magali de Lourdes Caldana Professora do depto. de Fonoaudiologia da FOB/USP Elen Caroline Franco Fonoaudióloga e Doutoranda em Saúde Coletiva pela FOB/USP

Para entender a Afasia

A

afasia é uma alteração de linguagem oral ou escrita. O paciente que sofre com ela pode ter alteradas suas capacidades de se expressar e de compreender o que outras pessoas expressam. Essa perda pode ser referente tanto às mensagens escritas quanto às orais. A origem da afasia está em uma lesão cerebral – geralmente do lado esquerdo do cérebro – que pode ser decorrência de diversos acontecimentos, como um traumatismo craneoencefálico, um acidente vascular cerebral (ou AVC, popularmente conhecido como derrame), tumores cerebrais, aneurismas ou doenças degenerativas como o mal de Alzheimer. A causa mais comum, no entanto, é o AVC, e nesses casos o quadro afásico pode se instalar repentinamente. De maneira simplificada, a afasia pode ser classificada em três diferentes tipos, dependendo de que parte do cérebro foi lesionada e do grau da lesão. Um dos tipos é a afasia de recepção, em que a pessoa apresenta dificuldade em entender o que outro está falando.

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A segunda variedade é a de expressão, que traz ao paciente dificuldades para transmitir a mensagem que deseja. O terceiro tipo, o mais grave, pode envolver tanto a compreensão quanto a expressão, geralmente é decorrente de lesões mais extensas. É importante destacar que as lesões que levam à afasia não comprometem a capacidade cognitiva das pessoas, portanto o afásico sabe exatamente o que quer dizer – apenas não consegue transmitir o conteúdo por meio da fala ou escrita. Por se tratar de uma alteração de linguagem, o fonoaudiólogo é o profissional competente para conduzir a reabilitação de pacientes afásicos. Muitos locais realizam o atendimento de forma gratuita, como acontece em grande parte das universidades que têm curso de fonoaudiologia, onde o atendimento é feito por alunos e professores. O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível, e é muito importante que a família participe de todo o processo terapêutico, dando continuidade ao processo no ambiente familiar, para que o resultado seja mais satisfatório.


Você sabia que: Cerca de 9,8 milhões de brasileiros possuem deficiência auditiva. Desses, 2,6 milhões de brasileiros sofreram perda auditiva e 7,2 milhões apresentam dificuldades para ouvir. Sofrem de perda auditiva aproximadamente 31% das pessoas com mais de 65 anos e cerca de 40% a 50% com mais de 75 anos.

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HIGIENE

Roberto M. Figueiredo, o Dr. Bactéria da Rede Record

UM PASSEIO SEGURO

As doenças transmitidas por cães e como evitá-las

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assear com cães de estimação é uma atividade prazerosa, quase uma terapia tanto para o dono quanto para o bichinho. Para o animal, além de um momento de diversão, é hora de cuidar da saúde, o que inclui fazer suas necessidades. No entanto, ainda há quem ignore preceitos da boa higiene e não leve saquinhos plásticos para recolher as fezes de seus animais, o que facilita a transmissão de doenças. A principal causa delas é a falta de informação. Vamos conhecer as mais comuns:

Larva migrans cutânea

Conhecida como bicho geográfico, trata-se da migração de larvas do gênero Ancylostom para a pele no contato com areia, terra ou grama contaminada por fezes de cães. Ocorre principalmente em praias, escolas, parquinhos ou gramados. As larvas perfuram e se deslocam sem rumo sob a pele, abrindo nela túneis microscópicos, que parecem caminhos ou desenhos de um mapa. Causa coceira, que fica mais intensa à noite.

Larva migrans visceral (toxocaríase)

É a infecção por ovos com larva de helmintos do gênero Toxocara canis. Normal em crianças, que colocam na boca a mão suja com ovos. Na maioria das vezes, é assintomática ou tem sintomas não específicos (dor abdominal e tosse seca), mas pode levar à falta de ar e ao aumento do fígado. Outra forma da doença,

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mais rara, acontece quando as larvas atacam o globo ocular, o que pode levar à cegueira.

Leptospirose

A bactéria (leptospira) é transmitida por urina de ratos e cães. Ela chega ao organismo pelas mucosas, ferimentos na pele ou ingestão de água contaminada. Pode ser confundida com gripe e hepatite, pois tem sintomas parecidos: dor de cabeça, dor muscular, febre alta, mal-estar. O que a diferencia é a coloração amarelada que a pele assume, alterações na cor da urina, que fica mais escura e fortes dores na atata da perna.

Criptococose

É causada pela aspiração do fungo Cryptococcus neoformans, transmitido por cães, gatos e principalmente pombos. Pode causar meningite, doença que pode levar à morte. Atinge, ainda, os pulmões causando tosse, febre, dispneia, suor intenso e emagrecimento.

Giardíase

causada por um protozoário em sua forma de cisto (quando forma uma parede protetora). O cisto é ingerido junto com água, alimentos contaminados ou pelo contato com fezes de animais ou humanos infectados. Os sintomas são diarreias frequentes, vômitos, desidratação, fraqueza e dores abdominais, que podem piorar se não tratados.


CUIDADOS BÁSICOS Manter a higiene do animal Visitar frequentemente um veterinário Recolher as fezes dos animais com sacos plásticos Lavar as mãos após os passeios

Para evitar doenças, é preciso informação e medidas simples

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ESTÉTICA

Dr. Freitas Junior Biomédico Estéta - CRBM 20.000

pele de mocinha Especialista em estética fala a respeito dos procedimentos e hábitos que ajudam a manter a pele saudável A revista Experientes conversou com a Dra. Naia Siqueira, Biomédica especialista em Biomedicina Estética, responsável técnica da clínica Soft Skin de Goiânia, referência em estética facial e corporal na região Centro Oeste. Ela falou como sobre os cuidados básicos para se manter a beleza ao longo dos anos, especialmente na terceira idade. RE - O que faz a pele envelhecer? Dra. Naia - O processo de envelhecimento da pele acontece não só por causa da atuação de elementos ambientais, mas também do envelhecimento de outros órgãos e de doenças cutâneas e sistêmicas. Trata-se, na verdade, de um conjunto de alterações caracterizado também pela desordem no ajuste térmico, causado pela debilidade das terminações nervoso-sensitivas, pela diminuição do diâmetro dos vasos capilares na derme e pela esclerose dos vasos maiores. Essas mudanças têm efeitos perceptíveis, como a pele se mais fina, sensível e a demora para curar feridas. A pele fica mais vulnerável aos danos causados pelos raios solares, menos elástica, complacente e acaba perdendo tônus, o que gera rugas. RE - E quais são as consequências do envelhecimento? Dra. Naia - Além da aparência, as consequências da idade, especialmente na composição corporal, também têm implicações na função físicas e na saúde. A pele fica mais flácida por falta de tônus muscular e da diminuição da produção de colágeno. É natural que ela clareie e perca pelos, em função da redução da melanina, proteína responsável pela pigmentação da pele.

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RE - Quais os principais cuidados que se deve ter com a pele? Dra. Naia - O uso de bloqueadores solares é indispensável, porém a hidratação tem papel importantíssimo. As células da epiderme são compostas por 70% de água. O mesmo vale para o corpo como um todo: a água pode representar até 70% do peso total de uma pessoa. Esta quantidade diminui com o decorrer do tempo e, aos 60 anos, este índice pode cair para 40%. RE - E porque é tão importante hidratar-se? Dra. Naia - O organismo elimina diariamente cerca de um litro e meio de água, tanto de forma perceptiva (como urina e suor) ou imperceptível (pela fala e respiração). Por isso é preciso ingerir, no mínimo, dois litros de água por dia. Quando a quantidade de água nas células se encontra em nível abaixo do normal, a pele resseca e as toxinas não são eliminadas como deveriam ser. Cremes hidratantes não repõem a água, eles apenas ajudam a manter o líquido já existente na pele. RE - Que consequências a má hidratação traz para tratamentos estéticos? Dra. Naia - Na verdade, o sucesso de qualquer protocolo estético está relacionado ao consumo ideal de água. A carência dela compromete tratamentos de gordura localizada, celulite, flacidez, acne, rachaduras e ressecamento da pele. No caso da flacidez, por exemplo, o que acontece é que a derme – camada da pele onde se encontram as fibras, o colágeno e a elastina – apresenta composição em gel, e este tecido precisa de água para manter-se firme.


RE - Mesmo pessoas que retêm muito líquido precisam tomar água? Dra. Naia - Sim, pois o organismo que retém líquido também retém toxinas. Massagens e drenagens linfáticas são opções para o problema da retenção, mas é dever dos profissionais de estética conscientizar seus clientes a respeito de hidratação. RE - O que se pode fazer em casa para melhorar a aparência da pele? Dra. Naia - Uma sugestão é criar o hábito de higienizar diariamente a pele, com um bom creme de limpeza, seguido de um tônico à base de colágeno, ureia e elastina, além de creme hidratante com filtro solar. A limpeza também é essencial à noite, para remover resquícios de sujeira. Nessa hora sugiro que se aplique outra vez o tônico, para a reposição do material que o corpo já não produz em quantidade suficiente. RE - Que tratamentos podem adiar ou substituir as cirurgias plásticas? Dra. Naia - Há vários. Hoje a radiofrequência (conhecida pela sigla RF) é um dos melhores tratamentos contra flacidez e para a suavização das marcas de expressão, pois reestrutura as fibras de colágenos rompidas e estimulam a produção de novas fibras, suavizando as marcas de expressão e ajudando no tônus da pele. Outros tratamentos que combinam os peelings químicos e o dermaroller também são eficazes contra as marcas de expressão, manchas e para o rejuvenescimento. Se o paciente estiver disposto a investir mais, pode optar pelas as aplicações de plasma rico em plaquetas (PRP) ou de ácido hialurônico, vitamina C e DMAE.

Dra. Naia explica que a hidratação é fundamental para uma pele boa

RE - A quem se deve recorrer para saber qual o tratamento estético mais indicado para cada caso? Dra. Naia - Como existe uma gama deles no mercado – uns mais invasivos e outros menos – o ideal é procurar um especialista em estética e discutir seu caso. Vale lembrar que cada paciente é único e deve ser atendido com tal: nem sempre o que sua amiga fez é o indicado pra você. É preciso escutar os profissionais e escolher com consciência e sem exageros. O papel dos profissionais da estética é brindar sua felicidade com a pele mais saudável possível., e o bom senso para o que é uma pele boa não é necessariamente ausência de rugas, mas sim espírito jovem e a sensação de bem estar”.

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ACESSIBILIDADE

IR

Cristiano Guirado

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VIR Acessibilidade significa ter autonomia e segurança no dia a dia; e tanto cidades quanto casas precisam estar preparadas

C

omo seria a cidade 100% acessível para os idosos? E como seria a casa que dê a todas as pessoas a condição de se deslocar e usufruir todo o seu espaço? Com a maior atenção que o tema vem recebendo nos últimos tempos dentro e fora do Brasil, algumas conquistas já foram alcançadas, mas o país ainda tem muito trabalho para fazer. Nas cidades a questão mais importante parece ser justamente a mais difícil de ser resolvida: a condição das calçadas. Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a calçada segura deve ter superfície firme, regular, estável e antiderrapante. Mas basta uma rápida caminhada pelas ruas de praticamente qualquer cidade brasileira para constatar que a realidade ainda é bem distante do que deveria ser: buracos, pisos destruídos, superfícies escorregadias e

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sem guia para cegos são muito mais comuns do que boas calçadas. Alguns itens, no entanto, estão mais difundidos. Duas ferramentas de segurança já são amplamente instaladas e utilizadas em diversos municípios brasileiros: as guias rebaixadas em esquinas e as passagens elevadas nas travessias das ruas, (aquele novo “modelo” mais alto de faixas de pedestres). Um setor que mostra avanços é o dos transportes coletivos. As empresas têm garantido o atendimento aos idosos colocando à disposição ônibus que, além de contarem com assentos reservados, possibilitam o embarque e desembarque sem os degraus. Mas, como cuidar bem do idoso em casa, que


sem obs tá culos em geral é o lugar onde ele mais fica? As regras são basicamente as mesmas: a eliminação de obstáculos e a instalação de piso plano e antiderrapante. O interior das casas ainda merecem algumas atenções especiais. Um dos lugares mais perigosos é o banheiro, onde acontece a maioria dos acidentes. Para idosos que têm mais dificuldade de locomoção, os vasos sanitários devem ter altura entre 42 e 45 centímetros e precisam de barras de apoio nas paredes, que vão facilitar o uso. Também é aconselhado o uso de barras de apoio e assentos nos boxes dos chuveiros.

Medidas importantes para garantir a segurança em casa

• Coloque corrimãos nos corredores e outros locais da casa por onde o idoso costuma transitar. • Ilumine bem todos os ambientes. Verifique se os interruptores são fáceis de serem acionados, caso contrário, troque-os. • Adapte as cadeiras. Todas devem ter braços laterais de apoio e encosto. • Proteja extremidades pontudas dos móveis. • Deixe sempre uma luz acesa durante a noite, de preferência a do corredor ou a do banheiro. • Tenha sempre ao lado do telefone uma lista com os números úteis para casos de emergência. Ela deve ser bem identificada, com letras grandes.

Sanitários na altura certa e com barras de apoio e cadeira de banho: itens indispensáveis no banheiro do idoso

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QUALIDADE DE VIDA

70 mil

Aos 69 anos e com uma marca de fazer inveja a muitos jovens, Geraldo Augusto da Silva espera chegar aos 100 mil quilômetros em 2015

quilômetros

V

em de Lençóis Paulista, região de Bauru, a história de um idoso que pode e deve servir de inspiração para todos que buscam fórmulas para a maior qualidade de vida na velhice. Geraldo Augusto da Silva, hoje com 69 anos, trocou o futebol pelas pedaladas há sete anos, quando se aposentou do cargo de diretor de escola. Foi o início de sua relação com a bicicleta, que só se intensificou com o passar dos anos. “Pedalei recreativamente por dois anos, mas o pessoal falava que eu montava uma sucata. No dia 22 de janeiro de 2007 eu comprei uma bicicleta melhor e resolvi começar a registrar a quilometragem”, conta, em entrevista concedida à

Geraldo trocou o futebol pela pedalada e nunca mais parou


revista Experientes. “Lembro-me da data porque exatamente no dia 22 de janeiro de 2013 eu completei 70 mil quilômetros pedalados. Uma marca que conquistei com muito apoio dos meus amigos”, acrescenta ele orgulhoso de seu feito. A relação de Geraldo com a “magrela” foi esquentando aos poucos. “Eu não esperava tanto. Virou mania. Sempre ficava com vontade de pedalar mais, alcançar distâncias maiores”, diz. Ele promete e garante que vai pedalar enquanto tiver condições. “E eu ando em um ritmo forte”, brinca. E é nesse ritmo que ele espera alcançar a marca de 100 mil quilômetros, o que calcula

que deva acontecer dentro de dois anos e meio. Os reflexos da nova mania em sua qualidade de vida, Geraldo garante, foram enormes. “É algo que vai muito além da prática de um exercício físico, que por si já é bom. É uma sensação que só conhece quem pedala grandes distâncias. É um momento para refletir, observar a paisagem...”, diz. Ele observa, ainda, que por conta da bicicleta, passou a incorporar outros hábitos mais saudáveis. “Antes eu comia, e hoje me alimento. A boa alimentação é fundamental para o melhor funcionamento do organismo, é aliada do bem-estar e da longevidade”, finaliza.

Grupo ‘Vai Idoso’ nasceu para valorizar a vida

Grupo de idosos se reúne para passeios no final de tarde

Geraldo Augusto da Silva credita boa parte de seus índices pessoais ao apoio dos amigos de pedaladas. Entre eles, outros membros da terceira idade. Entre as paisagens de final de tarde nasceu o “Vai Idoso”, um grupo de 12 a 15 pessoas que se reúne para mostrar como a bicicleta pode ser um instrumento de qualidade de vida na velhice. “A nossa inspiração para formar esse grupo foi justamente a valorização da vida”, conta Geraldo. “É um nome de duplo sentido, sugere

movimento e ação ao idoso, e também sugere o cuidado pessoal. Eu sou ‘Vai Idoso’ e vaidoso também”, brinca. Estudioso do uso disciplinado da bicicleta em prol do bem-estar e da qualidade de vida, ele revela a vontade de desenvolver projetos em parceria com o poder público. “Não digo exemplo, mas que essa história que o grupo está construindo sirva de inspiração para que outras pessoas, em outros lugares, também encontrem na bicicleta o instrumento para uma vida mais saudável”, concluiu.

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COMUNICAÇÃO

Presidente da Fapesp dá boas vindas à

revista Experientes Revista será ferramenta essencial na reivindicação dos direitos da categoria e em prol da qualidade de vida do idoso

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primeira edição da revista Experientes, uma publicação dedicada exclusivamente à terceira idade, causou grande repercussão entre as lideranças que apoiam a causa do aposentado e defendem a dignidade do idoso em todo país. Entre eles o presidente da Fapesp (Federação dos Aposentados e Pensionistas do Estado de São Paulo), Antonio Alves, que comentou o lançamento da revista, no final de janeiro. Para ele, a Experientes será um instrumento em defesa da categoria. Antonio Alves destaca o alcance que a revista terá em várias regiões do estado de São Paulo. “É uma ferramenta da maior importância, que chegará a 50 mil pontos, entre lares, escritórios, clínicas, salões de beleza, associações de classe e outros lugares. Já é sucesso absoluto”, diz ele. Segundo os cálculos da Fapesp, publicação tem potencial para levar informações a mais de um milhão de pessoas. Ele também avalia a revista como uma importante fonte de conhecimento e de informações que podem melhorar a qualidade de vida do idoso. “Sua linha editorial cobre várias frentes, temos informações sobre saúde, medicamentos e prevenções, comportamento, turismo, alimentação”, diz ele. A Experientes vai, ainda, contar a cada mês um pouco

da história e das ações inclusivas implantadas por associações de aposentados em diferentes cidades do Estado e outras regiões do Brasil.

Direitos e economia

Alves afirma que a Experientes é fruto da constante busca dos aposentados e idosos pelos seus direitos, assunto que terá também grande destaque nas páginas do veículo. Segundo ele, é essencial que a revista cumpra esse papel, já que a Constituição Federal de 1988, que em tese foi um grande avanço nas questões do direito à aposentadoria e a um envelhecimento digno e saudável, teve poucas de suas promessas postas em prática, enquanto a maioria mal saiu do papel. “Tudo isso foi verdade somente em 1988. No ano seguinte começaram a surgir decretos lei, medidas provisórias, propostas de emendas”, avalia. “Das mais das 50 emendas constitucionais que desfiguraram a nossa Constituição, todas retiraram direitos adquiridos. Nenhum benefício foi acrescentado”. Neste cenário, ter um veículo de comunicação que tenha compromisso com a categoria anima Antonio Alves. “Vai ser muito forte, muito importante. Vai nos unir ainda mais e nos fortalecer na luta pela justiça social que nos foi tirada. A principal causa da revista é a defesa da Constituição Federal”.

“É uma ferramenta da maior importância, que chegará a 50 mil pontos, entre lares, escritórios, clínicas salões de beleza, associações de classe e outros lugares. Já é sucesso absoluto”

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Sra. Lydia Roque, da União dos Aposentados, pensionista e Idosos de Guarulhos. Lydia é Diretora de Eventos da FAPESP

Na pauta das principais reivindicações a serem discutidas e defendidas pelos representantes dos aposentados está o fim da Desvinculação das Receitas da União (DRU) sobre a Seguridade Social. Na prática, ela desobriga o Governo Federal de “carimbar” parte do orçamento, que pode ser desviada de seu destino previsto para ser usada com qualquer outra finalidade. Também serão questionados assuntos polêmicos e de extremo interesse, como o Fator Previdenciário, fórmula adotada para calcular valores de aposentadorias por tempo de servi-

ço, que leva em conta a idade e a expectativa de sobrevida do trabalhador, mas que acaba achatando os valores das aposentadorias, a estrutura e o funcionamento da Receita Federal do Brasil (Super Receita). A defasagem das aposentadorias também vai estar na pauta “Eles tiraram o índice do salário mínimo como índice de correção dos nossos salários”, lembra Alves” A Lei Magna do nosso país fala também que o salário do aposentado não pode perder o poder de compra. Erra então quem afirma que não ocorreu redução de valor”.

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ARAQUARA

Quatro anos de evolução Presidente da AAPA comemora aumento no número de associados em seu mandato, que se encerra em abril

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poucos dias do final de seu mandato como presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas de Araraquara (AAPA), Laércio Carolino relembra os passos importantes que a entidade deu nos últimos quatro anos, inclusive em um dos pontos que considerava prioridade, que era o aumento no número de associados. “Foi um trabalho mais concentrado e eu diria que foi a grande conquista deste mandato. Foi no corpo a corpo mesmo, buscando fortalecer a associação”, conta. Laércio conta que um dos marcos da evolução da AAPA foi um ato organizado pela FAPESP (Federação dos Aposentados e Pensionistas do Estado de São Paulo) em Araraquara. A ação chamou a atenção da categoria na cidade. “Daquele dia em diante, evoluímos muito”, avalia. Atualmente a entidade tem mais de 1,5 mil associados. Desses, pelo menos mil são contribuintes. Ele avalia que o aposentado de Araraquara tem um nível elevado de vencimentos e de estrutura profissional e familiar. “A maioria dos aposentados da cidade é formada por antigos trabalhadores da indústria. Muitos são pessoas que vieram de fora, de cidades maiores e indústrias de maior porte para trabalhar aqui”, explica. Para Carolino, como aumento do número de associados, foi possível diversificar e melhorar o atendimento. “Hoje temos convênios com diversas categorias profissionais às quais os aposentados precisam ter acesso para conseguir uma maior qualidade de vida, como médicos, dentistas e fisioterapeutas”, ressaltou. A assembleia da AAPA para lançamento de candidaturas está marcada para o dia 15 de março e Carolino deve se apresentar como candidato. A posse da nova diretoria, que vai gerenciar a entidade pelos próximos quatro anos, será em abril.

Benefícios que a AAPA oferece ao associado Convênios particulares com: • Farmácias, óticas, clínicas médicas, funerária, clínicas odontológicas e de fisioterapia • Na sede administrativa, na Rua Gonçalves Dias número 10-59, Centro, um cabeleireiro atende aos associados. • Colônia de Férias na Praia Grande • A associação também realiza uma ação social: a entrega de 10 cestas básicas para famílias carentes da cidade experientes

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Ao final de quatro anos de mandato de Carolino, AAPA cresceu e diversificou serviços


SANTO ANDRÉ

Trabalho constante Liderança do ABC paulista destaca crescimento, mas garante: “nunca vamos dizer que está pronto, sempre podemos melhorar”

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18 quilômetros de São Paulo, capital do Estado, Santo André ocupa o segundo lugar em quantidade de aposentados na lista das grandes cidades paulistas. Calcula-se que quase 15% dos aproximadamente 675 mil habitantes são aposentados. Uma consequência disso é o crescimento da estrutura e qualidade de representação da classe no município. Em entrevista à revista Experientes, o diretor presidente da Associação dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas da Região do Grande ABC, Etevaldo Santiago de Araújo, destacou a constante evolução da entidade que hoje chega a ter em seus quadros, cerca de 9 mil filiados. Entre esse corpo de filiados, os metalúrgicos são maioria, até pela prevalência econômica do setor em Santo André e nas cidades do Grande ABC. No entanto, a entidade é eclética e tem um pouco de tudo em seus quadros. “E temos muita gente que veio do interior em busca de trabalho na indústria. São metalúrgicos aposentados, mas que trabalharam no campo em suas cidades e aprenderam a profissão aqui”, observa o diretor presidente. Etevaldo Santiago de Araújo separa o trabalho da entidade em duas frentes, a reivindicação dos direitos e o atendimento ao associado. “Estamos em constante trabalho político, reivindicando nossos direitos. Participamos de todas as ações e manifestações convocadas pela Cobap

(Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos) e pela Fapesp (Federação dos Aposentados do Estado de São Paulo)”, afirmou. Araújo ressalta ainda o atendimento prestado ao associado por mais de uma dezena de profissionais, entre advogados, dentistas, médicos, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas e cabeleireiros. “Além da luta política, temos nosso lado social. Hoje prestamos um importante serviço para o associado, até pela negligência do Governo Federal, que não atende os idosos da forma que eles precisam”, completa. Qualidade que, segundo ele, serve de inspiração para o trabalho da categoria em outras cidades do interior paulista. “Constantemente nossa associação é visitada por representantes de outras cidades, que vem conhecer e estudar nosso trabalho do ponto de vista social, para colher modelos e ideias para serem implantadas em outras regiões. Atingimos um patamar significativo na qualidade deste trabalho”, diz. Ainda durante a entrevista à revista Experientes, perguntado se estava satisfeito o trabalho, Etevaldo é taxativo. “100% não. Estou sim, muito satisfeito com a evolução que temos conseguido, dia, após dia. Estou muito satisfeito com o trabalho da nossa diretoria, da nossa equipe e dos nossos funcionários. Mas, constantemente estamos buscando melhorar”, explica. “Não é nossa intenção algum dia dizer que esse trabalho está pronto. Sempre pode evoluir”, finaliza.

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TURISMO

Aconchego e clima romântico

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erra Negra é um dos destinos turísticos mais procurados no Estado de São Paulo e consegue acolher todo o tipo de visitante. Ela tem o título de “Estância Hidromineral”, atrai com seu clima agradável de montanha, desde famílias com crianças, em busca de contato direto com a natureza dos parques e sítios, ecoturistas e adeptos dos esportes radicais atrás de cachoeiras e adrenalina e, por fim, casais que lá encontram romantismo e sossego cercados por montanhas. Localizada 157 quilômetros ao norte da capital, a 1.300 metros de altitude na Serra da Mantiqueira, a cidade é uma das integrantes do chamado Circuito das Águas Paulista, ao lado de vizinhas como Socorro, Amparo, Lindóia e Monte Alegre do Sul. Uma de suas principais atrações é a qualidade e a abundância de águas minerais, que nascem de diversas fontes em vários pontos da cidade (como no Parque Santo Agostinho e Parque São Luiz). As fontes são acessíveis ao público e são sinalizadas com placas indicando suas características e benefícios para a saúde. O destino tem uma ótima estrutura hoteleira e costuma ser mais procurado durante o inverno, quando ganha o charme do frio, com temperaturas que chegam aos 5º C, e o comércio de malhas e artigos de couro está em alta. Além das águas e das compras, a maioria das opções é

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relacionada ao turismo rural, como passeios de cavalo, charrete, trenzinho e um teleférico que leva ao Cristo Redentor. Passar dias reclusos no campo, percorrendo a rota de queijos e vinhos, tomar um banho de cachoeira e andar a cavalo são opções de lazer que estão acessíveis não só para quem se hospeda nos hotéis fazenda da cidade. É possível conciliar passeios como esses com compras no centro comercial e ainda aproveitar de seu circuito de bares, cafés e restaurantes.

História

No início do século 18, colonizadores procuravam terras para se instalar nos locais cortados pelos caminhos que ligavam o litoral à região das minas de Goiás. Como o acesso a estas terras era difícil por causa das montanhas, o povoamento só veio a acontecer no século 19. Serra Negra foi fundada, então, em 23 de setembro de 1828, e tem esse nome porque a cor verde escura era muito característica da vegetação dali e se tornou a referência para os que circulavam pela região. Serra Negra se tornou município em 24 de março de 1859. Seus maiores atrativos, as fontes de águas minerais, foram descobertas por Luiz Rielli em 1928. Nas décadas seguintes, ganharam fama e começaram a ser exploradas comercialmente.


aliado a belezas naturais

EVENTOS A cidade conta com um calendário de eventos bem cheio, com opções para todos os gostos. Uma delas é o Coreto Paulista, festival que promove apresentações de bandas sinfônicas e de coreto. No mês de julho é a vez do Festival de Inverno com diversas atrações culturais, incluindo shows musicais, teatro e exposições em diversos pontos da cidade. Para os mais radicais, uma opção é o Adventure in Serra, com encontros e passeios de jeeps e motos. Para quem procura por novos sabores, a dica é o Degusta Café, em que cafeicultores da região expõem e fazem degustação de seus produtos. Por fim, em setembro, Serra Negra promove sua Festa do Peão de Boiadeiro e um desfile de cavaleiros. Portal Serra Negra www.portalserranegra.com.br Serra Negra Viva www.serranegraviva.com.br Associação dos Hotéis de Serra Negra www.ashores.com.br Turismo Serra Negra www.serranegra.com.br Circuito das Águas Paulista www.circuitodasaguaspaulista.sp.gov.br

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INFRAESTRUTURA

Rumo à adequação Programa “São Paulo Amigo do Idoso” certifica cidades que se esforçarem para suprir as necessidades dos mais velhos

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população brasileira nunca teve tantos idosos. Hoje o Brasil tem, segundo os dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 7,4% de pessoas com mais de 65 anos, enquanto em 2000 esse índice era de 2,7%. E, como a tendência é de que essa parcela continue a crescer, o que parece um simples dado estatístico tem consequências significativas no modo como as cidades se desenvolvem: elas não podem apenas evoluir pensando apenas no bem estar dos mais novos. É preciso que as necessidades dos idosos sejam contempladas no planejamento das cidades. No Estado de São Paulo, um programa de inclusão e adaptação das cidades para a vida na terceira idade começa a tomar forma. Trata-se do “Programa São Paulo Amigo do Idoso”, coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, que pretende incentivar a inclusão do idoso por meio de ações que envolvem poderes públicos e a sociedade. Ele é baseado no conceito conhecido como “Envelhecimento Ativo” da Organização Mundial de Saúde (OMS), que visa proporcionar independência, participação, assistência, autorrealização e dignidade ao idoso, o que significa oferecer à ele a chance de conviver em sociedade, o direito de opinar e ser ouvido, circular com facilidade, consumir arte e cultura, se relacionar, e ter saúde física e mental. O programa se apoia em uma certificação para municípios que desenvolvam ações dentro dos pilares do envelhecimento ativo. São quatro selos obtidos com a comprovação do cumprimento de metas (veja quadro abaixo) Desde maio de 2012 os municípios paulistas podem entrar no processo de obtenção dos selos. As adesões ao plano preveem repasses para a construção de equipamentos para o idoso (requisitos para a obtenção do segundo selo), sendo que a construção de cada Centro Dia para o Idoso prevê investimento de R$500 mil e cada Centro de Convivência do Idoso, R$250 mil. A Secretaria de Desenvolvimento Social vem fechando acordos regionais que incluem várias cidades vizinhas. Regiões como a de Piracicaba, Botucatu, Marília, Araraquara e Presidente Prudente foram incluídas em fevereiro. Em março, a região de Sorocaba teve 13 municípios incluídos no programa, e outros e 27 municípios da região de Bauru também entraram. Seguindo sua proposta de batalhar pelos direitos e respeito ao idoso, a Revista Experientes se propõe a acompanhar o andamento das ações nas cidades que já estão no programa, mostrando tanto o que está sendo feito de bom rumo à qualidade de vida na terceira idade, quanto apontando o que ainda está para ser feito. Confira mais informações nos próximos números.

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etapas 1º Adesão ao programa Após a assinatura do Termo de Adesão, o Município ganha uma identificação chamada Adesão, que demonstra que ele aderiu ao Programa São Paulo Amigo do Idoso e está disposto a realizar as ações propostas para receber o Selo de Município Amigo do Idoso. Essa identificação é apresentada a seguir: 2º Realização de ações obrigatórias para receber o Selo Inicial. São elas: • Criar o Conselho Municipal do Idoso • Diagnósticos das políticas voltadas ao idoso • Diagnósticos com os idosos • Incluir ações pró-idosos nos planos municipais de saúde e de assistência social • Adequar a cobertura vacinal • Ações de promoção de saúde e prevenção de quedas • Garantir a acessibilidade 3º Cumprir três ações obrigatórias e três eletivas (escolhidas entre 30 opções) para receber o Selo Intermediário. As obrigatórias são: • Cadastrar idosos no CadÚnico • Cadastro nas Unidades Básicas de Saúde • Qualificar funcionários envolvidos no transporte público 4º Cumprir uma ação eletiva (das 30 propostas) e uma obrigatória • Realizar diagnóstico com idosos do município


INFRAESTRUTURA

Ações eletivas 1

Criar o fundo Municipal do Idoso

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Integrar atendimento dos serviços do SUS e do SUAS para o idoso (Centro de Convivência, Centro DIA e Instituições de Longa Permanência de Idosos - ILPIs)

2

Garantir assento ao idoso nos Conselhos Municipais de Saúde e Assistência Social

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Implantar ações de Segurança Alimentar voltada para o idoso

3

Formalizar parcerias com 2° e 3° Setores voltadas para ações com idosos

18

Implantar ações focadas na prevenção, identificação e proteção da violência contra idosos

4

Desenvolver ações para ampliar a cobertura dos idosos que têm direito ao Benefício de Prestação Continuada - BPC

19

Implantar serviço(s) de acolhimento e tratamento das denúncias referentes à violação de direitos do idoso

5

Implantar projetos em espaços públicos existentes em desconformidade com a NBR 9050

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Implementar políticas e ações para diminuição do índice de analfabetismo local em idosos

6

Implantar repúblicas para idosos independentes

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Desenvolver plano de educação continuada para requalificação profissional do idoso

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Implantar política de concessão de crédito para reformas residenciais

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Promover cursos de capacitações que estimulem o papel de educador do idoso

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Prover o serviço de fornecimento de projeto-padrão de HIS (Habitação de Interesse Social) concebido de acordo com o desenho universal

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Implementar programas pedagógicos interdisciplinares com o tema envelhecimento humano

9

Elaborar/Adaptar o Código de Obras às Normas da ABNT e ao Desenho Universal

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estimular ações voluntárias para atuar em projetos com idosos

10

Elaborar/Adaptar o Código de Postura Municipais às Normas da ABNT e ao Desenho Universal

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Estimular a meia-entrada nos pontos turísticos do Município

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Promover capacitações de profissionais de saúde para o conhecimento geriátrico gerontológico

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Implantar projeto de monitoria para os idosos em pontos culturais e turísticos

12

Realizar ações de saúde ocular e auditiva para os idosos

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Implantar ações culturais para os equipamentos de acolhimento institucional voltados para o idoso

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Realizar fiscalização das instituições de Longa Permanência de Idosos - ILPIs pela vigilância sanitária e ampliar o grau de adequação

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Implantar projeto de resgate da história oral sobre a criação dos bairros e/ou do Município

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Realizar ações de saúde bucal para idosos

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Implantar projeto para facilitar o acesso e participação do idoso em atividades culturais

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Realizar atendimento domiciliar para idosos dependentes

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Implantar ações de incentivo à recolocação e manutenção do trabalhador que envelhece no mercado de trabalho

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ECONOMIA

Ainda é hora de trabalhar O brasileiro está vivendo mais continua ativo por mais tempo

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hegar à terceira idade não significa que é preciso deixar tudo o que se fazia antes para se dedicar a envelhecer. Cada vez mais pessoas alcançam os 60 anos muito dispostas e com pique de sobra para continuar trabalhando por anos a fio. Essa tendência é comprovada por dados da Síntese de Indicadores Sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostram que o número de idosos potencialmente ativos – aqueles considerados aptos para o mercado de trabalho – aumentou consideravelmente entre 2001 e 2012. Nesse período, o total de idosos com 60 anos ou mais no país passou de 15,5 milhões para 23,5 milhões, um pouco mais de um quinto da população, e a quantidade de pessoas com mais de 60 anos que de fato estão no mercado de trabalho cresceu 65% desde 2000: de 3,3 milhões no ano 2000 para 5,4 milhões em 2010. No ano seguinte, mais de 400 mil idosos foram contratados com carteira assinada. A disposição dos brasileiros para trabalhar por mais tempo mesmo depois de se aposentar reflete na participação deste grupo na engrenagem econômico brasileira, que aumentou expressivamente, de 9% para 12,1% em dez anos. Vários motivos podem explicar esse fenômeno. O aumento de dois anos na expectativa de vida (de 73 para 75 anos na última década), os avanços tecnológicos e da medicina que conseguem proporcionar melhor qualidade de vida após os sessenta anos sugerem que a vida após a aposentadoria pode ser mais longa e saudável, portanto torna-se mais fácil continuar na ativa. No entanto, também por causa da maior longevidade, é preciso estar mais atento ao orçamento familiar, já que mais atividade significa gastos maiores e por mais tempo. Abaixo você encontra algumas dicas para ter controle de sua vida financeira.

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Mais de 5 milhões de idosos trabalham com carteira assinada

VOCÊ NO COMANDO • Cuidado para não perder o controle caso peça empréstimos consignados (aqueles que são descontados diretamente do salário ou aposentadoria) • Antes de entrar em financiamentos e parcelamentos, faça uma avaliação cuidadosa para não comprometer seu orçamento com parcelas maiores do que pode pagar • Não é só o tamanho da parcela que importa. É preciso ler com atenção os contratos, pois eles devem informar o valor total a ser pago, juros cobrados e outras condições do financiamento • Não assine procurações para pessoas que não sejam de sua total confiança • Desconfie de ofertas muito vantajosas. Quando preços e facilidades de contratação são muito diferentes, algo pode estar errado


Jorge Alexandre Langona

DIREITOS

OAB-SP 249.180

Leis que trabalham a favor O Estatuto do Idoso assegura os direitos da terceira idade em diversos âmbitos

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Estatuto do Idoso representa um avanço nas conquistas de direitos justamente de uma parcela da sociedade que necessita de atenção e de cuidados especiais. A legislação deixa claro que é obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso os direitos mais amplos como à vida, à saúde, à alimentação e à educação. Além disso, o estatuto assegura o direito à cultura, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, e à convivência familiar e comunitária. Quando algum desses direitos não é respeita-

do, é importante que seja formalizada uma denúncia nos órgãos especializados no atendimento ao idoso. Em São Paulo isso pode ser feito na Delegacia Especializada de Proteção ao Idoso, no Núcleo de Atenção ao Idoso (NAI), na Promotoria do Idoso e nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), presente em quase todos os municípios. A Defensoria Pública do Estado de São Paulo e a Ordem dos Advogados do Brasil também têm canais específicos para orientar idosos. Vamos conhecer melhor algumas dessas conquistas:

SAÚDE

• O idoso tem atendimento preferencial imediato e individualizado no Sistema Único de Saúde (SUS). • A distribuição de remédios para idosos, principalmente os de uso continuado (para casos de hipertensão, diabetes etc.), deve ser gratuita, assim como a de próteses e órteses. • Os planos de saúde não podem reajustar mensalidades seguindo critério de idade. • O idoso internado ou em observação sempre tem direito a acompanhante, por tempo determinado pelo médico responsável.

de detenção e multa. • Qualquer pessoa que se aproprie ou desvie bens, cartão bancário ou de crédito, pensão ou outra forma de rendimento do idoso é passível de pena de prisão e multa. • Idosos têm prioridade na tramitação de processos judiciais e administrativos, em todas as instâncias. • Idosos têm prioridade no recebimento da restituição do Imposto de Renda de Pessoa Física. • Nos estacionamentos públicos e privados, 5% das vagas estão reservadas para idosos, e devem ser posicionadas de forma a garantir a comodidade.

TRANSPORTES

LAZER

•Os maiores de 65 anos têm direito a transporte coletivo público gratuito. A carteira de identidade serve como comprovante. • Os veículos de transporte coletivo devem ter 10% dos assentos reservados para os idosos. • Nos transportes coletivos interestaduais, duas vagas gratuitas em cada veículo são reservadas para idosos com renda igual ou inferior a dois salários mínimos. Se houver mais idosos nessas condições, eles devem ter 50% de desconto.

• Todo idoso tem direito a 50% de desconto em atividades de cultura, esporte, lazer e entretenimento.

CIDADANIA

HABITAÇÃO

• Famílias que abandonem o idoso em hospitais e casas de saúde, sem dar atenção às suas necessidades básicas, podem ser condenadas a penas

TRABALHO

• É proibida a discriminação por idade e a fixação de limite máximo de idade na contratação de empregados. • O primeiro critério de desempate em concurso público é o da idade, com preferência para os mais velhos.

•É obrigatória a reserva de 3% das unidades residenciais para os idosos nos programas habitacionais públicos ou subsidiados por recursos públicos.

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BELEZA

Cabelo e make up Geise Barbosa BIOMEDICINA ESTÉTICA Dr. Freitas Junior - CRBM 20.000

Cabelo e pele renovados Tratamentos como o peeling e luzes dão aspecto mais jovem

Os cabelos, antes sem corte, ganharam aspecto mais jovial com o novo corte e com luzes

Iza antes da transformação

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dona de casa Maria Luiza Barbosa dos Santos não chegou necessariamente à terceira idade, mas, aos 47 anos, já sente sinais de que a idade está avançando, e acha seus efeitos “injustos para as mulheres”. Iza foi nossa modelo para essa edição, passando por vários procedimentos estéticos capilares, faciais e corporais. O objetivo foi resolver as principais queixas da modelo: a respeito de sua pele, sentia que estava ressecada e sem brilho, as rugas em volta dos olhos começavam a aparecer, junto de flacidez e manchas. O cabelo parecia sem brilho e o corte, para ela, já não estava legal. Começamos pelos tratamentos faciais, uma etapa que durou três semana: foram feitos três peelings de cristal para renovação completa das células. Esse tipo de peeling é um dos procedimentos mais modernos e procurados, inclusive fora do país. Na terceira semana finalizamos o tratamento com o peeling de Jessner, uma esfoliação suave que combate as rugas e estimula a troca da pele. Em seguida, Iza passou por uma grande transformação nos cabelos. Retocamos as raízes para cobrir os fios brancos com a cor castanho claro e, em seguida, aplicamos uma técnica muito procurada, que é a iluminação de fios, mais conhecida como luzes. Com ela, algumas regiões do cabelo são clareadas, para deixar o rosto com um aspecto mais leve. Uma dica para aquelas que já estão passando dos 40 anos é evitar o visual com cabelos de uma só cor e optar por mechas finas de coloração diferente. Assim, cria-se um efeito “tom sobre tom”, dando profundidade e movimento aos fios. Para finalizar a sessão no salão de beleza, aplicamos uma hidratação de ouro nos fios e então a modelo ficou pronta para a próxima etapa. Nela, Iza passou por “um dia de rainha” no spa, primeiro com uma sessão de descanso na hidromassagem com direito a sais de banho – perfeitos para mandar embora a tensão – e pétalas de rosa. Depois disso, passou por uma sessão de massagem relaxante. Voltando ao salão de beleza, finalizamos o cabelo com um corte desconectado, que esta em alta nos salões e dá um ar mais jovem. As unhas foram feitas e também receberam um tratamento com selante, para promover uma bela hidratação com redução de volume de até 30%. Para finalizar, fizemos um make up especial, utilizando produtos indicados para peles maduras.


ENTRETENIMENTO “Acessibilidade para todos” Pelo menos é isso que pregam, podemos acreditar mais em “Habilidade para ter acessibilidade”. A vida neste país é um eterno pagar, pagar impostos, taxas e mais taxas, uma contribuição constante. Contribuir com a ladainha das promessas, um fardo pesado para os trabalhadores. Até que algo aconteça, temos que ter habilidade para sair de casa e encarar calçadas com guias irregulares, cidades atrasadas sem ciclovias, ruas esburacadas, etc... Posso ficar horas escrevendo linhas intermináveis sobre o que passamos para obter acessibilidade, se para quem contribui não é fácil, é de ficar indignado, imaginem quem contribuiu a vida toda esperando a tal “acessibilidade para todos”...

DICA DO MÊS Há pesquisas que dizem que as chances de se desenvolver Alzheimer diminuem quando se põe o cérebro para funcionar, e que jogos como xadrez e palavras cruzadas colaboram com isso. Outras frentes alegam que não há provas científicas de que isso seja verdade. Seja como for, manter o cérebro ativo é sempre uma boa pedida. experientes

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Entidades filiadas à FAPESP SINDAPFER | Sindicato dos Aposentados, Pensionistas, Ferroviários e demais Categorias do Estado de São Paulo (11) 3229.8295 / 3228.0271 sindap@bighost.com.br UAPO | União dos Aposentados e Pensionistas de Osasco (11) 3682.9895 uapo@terra.com.br Associação dos Trabalhadores Aposentados nas Indústrias Químicas do ABCD (11) 4433.5835 / 4432.3624 aposentados@quimicosabc.org.br Associação dos Aposentados e Pensionistas de Mauá (11) 4513.2271 apmaua@yahoo.com.br Associação dos Trabalhadores têxteis Aposentados de São Paulo (11) 3313.4011 / 3313.3679 texteis@uol.com.br Associação dos Aposentados e Pensionistas da SABESP (11) 3372.1000 / Fax: 3372.1099 aapsabesp@uol.com.br Associação dos Aposentados Idosos de São Carlos e Região (16) 3411.2189 apaisc.sc@gmail.com Associação dos Aposentados e Pensionistas de Araraquara (16) 3335-2452 assoc.apa@bol.com.br Associação dos Aposentados e Pensionistas de Sorocaba (15) 3211.3554 / 3233.4867 apenso.sorocaba@gmail.com ADMAP – Associação Democrática dos Metalúrgicos Aposentados e Pensionistas de São José dos Campos e Região (12) 3922.1341 / 3923.8298 admapsjc@ig.com.br Associação dos Aposentados e Pensionistas de Mogi das Cruzes (11) 4727.5157 / 4794.5806 uapemc@hotmail.com Associação dos Aposentados e Pensionistas de Jundiaí e Região (11) 4583.1190 / 4583.1193 aapjr@aapjr.org.br Associação dos Aposentados e Pensionistas de Salto (11) 4028.0112 / 4029.8639 Associação dos Aposentados e Pensionistas de Piracicaba e Região “Eclética” (19) 3447.3447/ 3447.3440 aposentadospira@terra.com.br União dos Aposentados e Pensionistas de Transporte Coletivo de São Paulo

(11) 2921.5747 / 2976.7492 uniaodosaposentados@terra.com.br

Monte Alto e Região (16) 3242.6925 aposentadosmontealto@gmail.com

Departamento de Aposentados e Assuntos de Aposentadoria STU – Sindicato dos Trabalhadores da UNICAMP (19) 3289.4242 / 3521-7691 stu@stu.org.br

FENIX – Movimento dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas de São Paulo (11) 3258.6514 / 3256.9370 fenixassociacao@terra.com.br

Associação dos Aposentados e Pensionistas de Catanduva (17) 3523.1148 associacaocatanduva@bol.com.br

Associação dos Aposentados e Pensionistas de Araras (19) 3541.8068 aapas@terra.com.br

Associação dos Aposentados e Pensionistas de Matão e Região (16) 3384.1139 / 3386.1433 aapmr@uol.com.br

Associação dos Aposentados e Pensionistas do Setor da Alimentação de Catanduva e Região (17) 3531.0404 jccprates@hotmail.com

SINTAEMA – Sindicato dos Trabalhadores de Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo – Política Social (11) 3329.2500 / 3329.2509 aposentados.sintaema@terra.com.br Associação dos Aposentados de Taquaritinga (16) 3253.1224 associacao.aposentadospensionistas@hotmail.com Associação dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas da Região do Grande ABCDMRPRGS (11) 4992.4702 / 4427.8977 secretaria@associacaoabc.com.br Associação dos Pensionistas Aposentados de Itanhaém (13) 3422.2114 apaire@terra.com.br Associação dos Aposentados e Pensionistas de Presidente Epitácio (18) 3281.1233 aappesaopaulo@yahoo.com.br União dos Aposentados e Pensionistas de Embu e Região (11) 4782.1541 / 4149.0477 União dos Aposentados, Pensionistas de Guarulhos (11) 2087-7788 / 2443-4563 uniaodosaposentadosguarulhos@ hotmail.com Associação dos Aposentados e Pensionistas de Ribeirão Preto (16) 3636.6914 / 3612.7852 aapirt@yahoo.com.br Associação Regional dos Aposentados e Pensionistas de São José do Rio Preto (17) 3235.3688 arap-riopreto@bol.com.br Sindicato de Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de Bauru, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso (14) 3223.6642 / 3223.6532 sinferrobru@uol.com.br Associação dos Aposentados, Pensionistas e Idosos de

SAAP – Secretária de Assuntos de Aposentados e Pensionistas – SINTIUS – SANTOS (13) 3226.3200 (ramal 3215) silviosivoca@hotmail.com APJR – Associação dos Aposentados e Pensionistas de Jaú e Região (14) 3601.6870 | www.aapjau.com.br ass.aposentados@uol.com.br Associação dos Trabalhadores Metalúrgicos Aposentados e Pensionistas de Piracicaba (19) 3433.9845 assaposent@terra.com.br Associação dos Aposentados, Pensionistas e Idosos de Birigui e Alta Noroeste (18) 3641.2701 | aapiban@hotmail.com

Associação dos Aposentados e Pensionistas de São José dos Campos (12) 3942.2930 | aapsjc@hotmail.com Associação dos Aposentados e Pensionistas de Várzea Paulista (11) 4606.2414 | aapiclp@hotmail.com

Associação Regional dos Aposentados Pensionistas pela Previdência Social Rio Claro – ARAPS (19) 3533.8787 arapsrioclaro@uol.com.br Associação dos Aposentados, Pensionistas e Idosos e Lençóis Paulista (14) 3264.1393 contato@aposentadoslp.com.br

Associação dos Aposentados de Campo Limpo Paulista (11) 4039.4109 duarteaapi@hotmail.com

Associação dos Aposentados e Pensionistas de Porto Ferreira (19) 3585.6600 slaniza1@yahoo.com.br

Associação dos Aposentados de Caraguatatuba (12) 3883.2418 / 3883-2174 caragua.aapc@gmail.com Associação dos Aposentados e Pensionistas da Região de Garça (14) 3471.1188 | aaprg@spacnet.com.br

Associação dos Aposentados, Pensionistas e Idosos de Ribeirão Bonito e Região (16) 3344.1194

Associação Aposentados de Votorantim (15) 3353.8080 assessoria@apevo.com.br

Associação dos Metalúrgicos Aposentados de Sorocaba e Região (15) 3334.5404 / 3031.4271 amasosor@yahoo.com.br

Associação dos Aposentados e Pensionistas de Penápolis (18) 3652.8555 / 3652.5446 aposentadospenapolis@hotmail.com

Associação Eclética de Aposentados e Pensionistas de Mogi Guaçu (19) 3841.8841 / 3861.7755 a.ecletica@ig.com.br

AAPIAR – Associação Aposentados, Pensionistas e Idosos de Andradina e Região (18) 3723.7557 / 3722.8616

Associação dos Aposentados e Pensionistas de Tupã e Região (14) 3441.5050 aaptrtupa@cabonnet.com.br

AAPINHOR – Associação dos Aposentados, Pensionistas e Idosos de Novo Horizonte e Região (17) 3542.4127 agallindo@itelefonica.com.br AAPV – Associação dos Aposentados e Pensionistas de Valinhos (19) 3849.2656 / 3871.0092 aapv@ig.com.br

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