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MARGARET K. McElderry LIVROS Uma marca da Simon & Schuster Children Divisão Publishing 1230 Avenue of the Americas, New York, New York 10020 www.SimonandSchuster.com Este livro é uma obra de ficção. Todas as referências a eventos históricos, pessoas reais, ou locais reais são usados ficticiamente. Outros nomes, personagens, lugares e incidentes são produtos da imaginação do autor, e qualquer semelhança com fatos reais ou localidades ou pessoas, vivas ou mortas, é mera coincidência. Copyright © 2011 por Cassandra Claire LLC Todos os direitos reservados, incluindo o direito de reprodução no todo ou em parte sob qualquer forma. MARGARET K. McElderry LIVROS é uma marca da Simon & Schuster, Inc. A Simon & Schuster Speakers Bureau pode trazer autores para o evento ao vivo. Para mais informações ou para reservar um evento, entre em contato com a Simon & Schuster Speakers Bureau em 1-866-248-3049 ou visite o nosso site em www.simonspeakers.com. Design de livros por Mike Rosamilia O texto deste livro é definido em Dolly. Fabricado nos Estados Unidos da América 2 4 6 8 10 9 7 5 3 1 Catalogação-na-Dados Clare, Cassandra. Clockwork Prince / Cassandra Clare.-1 ed. p. cm - (Infernal Devices,. bk 2). Resumo: Como o Conselho tenta retirar Charlotte de seu poder, 16 anos, órfão metamorfo Tessa cinza trabalha com o Londres Caçadores de Sombras para encontrar o Magister e destruir seu exército relógio, aprender o segredo da sua própria identidade ao investigar seu passado. ISBN 978-1-4169-7588-5 (capa dura) ISBN 978-1-4424-3134-8 (e-book) [1. Supernatural-Ficção. 2. Demonologia-Ficção. 3. Órfãos-Ficção. 4. Sociedades secretasFicção. 5. Identidade-Ficção. 6. Londres (Inglaterra) -História do século 19-Ficção. 7. Grã-Bretanha-História-Victoria, 1837-1901-Ficção.] I. Título. PZ7.C5265Cp 2011 [Fic]-DC23 2011017869


Para Elka Khalepa ta kala


"Eu gostaria que você soubesse que é o último sonho da minha alma.. . . Desde que eu te conheci, eu tenho sido incomodado por um remorso que pensava nunca ter novamente, tenho ouvido sussurros de vozes antigas me impulsionando a seguir em frente, que eu achava que estavam em silêncio para sempre. Eu tinha idéias informes de lutar de novo, começar de novo, sacudir a preguiça e sensualidade, e lutar fora da luta e abandonado. Um sonho, todo um sonho, que acaba em nada. . . . " - Charles Dickens, Um Conto de Duas Cidades


PRÓLOGO - A Morta Banida

O nevoeiro era espesso, abafando o som e a visão. De onde se encontrava, Will Herondale podia ver a rua, lisa, molhada e preta com tanta chuva, e ele podia ouvir as vozes dos mortos. Nem todos os Caçadores de Sombras podiam ouvir fantasmas, a menos que os fantasmas escolhecem serem ouvidos, mas Will era um daqueles que podia. Quando ele se aproximou do velho cemitério, suas vozes se elevaram em um triste coro - lamentos e súplicas, gritos e grunhidos. Este não era um cemitério pacífico, mas Will sabia disso, não era a sua primeira visita ao Cemitério Cruz dos Ossos perto de London Bridge. Ele fez o melhor para bloquear os ruídos, encolhendo os ombros de modo que seu colarinho tapasse seus ouvidos, cabeça baixa, uma névoa fina de chuva umedecendo seu cabelo preto. Ele estava na metade da entrada para o cemitério: um par de portões de ferro fixado em um muro alto de pedra, embora, qualquer mundano que passasse por lá não veria nada, mas sim um pedaço de terreno vazio, parte de uma construção. Enquanto Will se aproximava dos portões, uma coisa não mundana se materializou no nevoeiro: um grande batedor de bronze em forma de uma mão, com os dedos ossudos e esqueléticos. Com uma careta, Will estendeu uma de suas próprias mãos enluvadas e levantou o batedor, bateu - uma, duas, três vezes, e um barulho oco retumbante atravessou a noite. Além da névoa, portões se erqueram como vapor saindo do solo, ocultando o brilho dos ossos contra o chão áspero. Lentamente, a névoa começou a crescer, assumindo um estranho brilho azul. Will colocou suas mãos nas grades do portão, o frio do metal passou através de suas luvas, em seu osso, e ele estremeceu. Foi mais do que um frio comum. Quando os fantasmas se levantam, puxam a energia ao seu arredor, privando o ar em torno deles de calor. Os cabelos na parte de trás do pescoço de Will se arrepiaram e se levantaram como a névoa, que se formava lentamente na forma de uma velha senhora, com um vestido esfarrapado de avental branco, e ligeiramente com a cabeça inclinada. - Oi Mol, disse Will. - Você está particurlamente bonita está noite, se assim posso dizer. O fantasma levantou a cabeça. A velha Molly era um espírito forte, um dos mais fortes que já havia encontrado. Mesmo com o luar passando atraves das nuvens, ela dificilmente parecia transparente. Seu corpo era sólido, com o cabelo espesso torcido sobre um ombro em uma cor amarelo - acinzentado, suas ásperas mãos eram vermelhas e estavam apoiadas nos quadris. Apenas seus olhos eram ocos, gêmeas chamas azuis cintilando em suas profundezas. - William Herondale, disse ela. - Você voltou cedo? Ela foi para o portão com o movimento peculiar de deslizamento dos fantasmas. Seus pés estavam descalços e sujos, apesar do fato de que eles nunca tocaram o chão. Will se apoiou contra a porta. - Você sabe, eu senti falta do seu lindo rosto. Ela sorriu com seus olhos cintilando, e ele teve um vislumbre do crânio sob a pele semitransparente. Acima, as nuvens haviam se fechado outra vez bloqueando a lua. À toa, Will se perguntou o que a velha Molly havia feito para está enterrada aqui, longe de solo sagrado.


A maioria das vozes chorosas dos mortos pertencia a prostitutas, suicídios, e natimortos - os mortos marginalizados que não poderia ser enterrado em um terreno sagrado. Embora, Molly tenha conseguido tornar a situação bastante rentável para si mesma, talvez seja por isso que ela não se importava. Ela riu. - O que você quer, então, jovem Caçador de Sombra? Malphas Venen? Eu tenho a garra de um demônio Morax, polida e com o veneno na ponta totalmente invisível. - Não, disse Will. - Não é disso que eu preciso. Eu quero pó de demônio Foraii, moído fino. Molly virou a cabeça para o lado e cuspiu um fogo azul. - Agora me diga o que um bom jovem como você deseja para possuir esse tipo de coisa? Will apenas suspirou interiormente, os protestos de Molly faziam parte do processo de negociação. Magnus já havia enviado Will diversas vezes a procura da velha Mol, uma vez levou velas negras fedorentas que ficaram com o cheiro preso em sua pele como o alcatrão, depois os ossos de uma criança natimorta, e uma vez mais atras de um saco de olhos de fadas que pingou sangue em sua camisa. Pó do demônio Foraii soava agradável em comparação. - Você acha que eu sou uma tola. - Molly continuou. - Esta é uma armadilha, não é? -Você Nephilim vem me pegar vendendo esse tipo de coisa, por nada que vão pegar a velha Mol. - Você já está morta. Will fez o que podia para não parecer irritado. - Eu não sei o que você acredita que a Clave possa fazer com você agora. - Bobagem. Seus olhos vazios inflamado. - As prisões dos Irmãos do Silêncio, sob a terra, podem ser para “velhos vivos ou mortos- você sabe Caçador de Sombras. Will levantou as mãos. - Sem truques, velha. Certamente você já deve ter ouvido os rumores sobre a execução de feiticeiros. A Clave tem outras coisas em sua mente do que rastrear fantasmas que fazem tráfego de pós de demônio e sangue de fadas. Ele se inclinou para frente. - Eu vou pagar-lhe bem. Ele retirou um saco de cambraia do bolso e balançou-o no ar. - Isso por acaso, não é o tilintar de moedas chocalhando juntas. - Algo se encaixa nessa descrição, Mol. Um olhar ansioso passou em seu rosto morto, ela estava suficiente tentada a pegar o saco dele. Ela abriu a palma da mão cheia de anéis de ouro – incluindo um anel de casamento preso com um nó na parte superior. A velha Mol, como muitos fantasmas, sempre tinha um talismã, acreditavam que para não perder pedaços de seu passado, coisa que permitiria que ela morresse deixando a terra que definitivamente a matém ainda presa no mundo do vivos. E no caso dela, era o seu anel de casamento. Era uma crença, Magnus tinha dito isso a Will, ele parecia um anel antigo, que tinha sido enterrado debaixo do lodoso Tâmisa. Mas no momento Mol pegaria qualquer saco de anéis na esperança de que eles fossem dela. Ela olhou e guardou os anéis de volta na bolsa, que desapareceram em algum lugar de sua roupa de fantasma, e em seguida, entregou-lhe um saquinho dobrado de pó em troca. Ele colocou-o no bolso do casaco, e logo após isso, ela começou a brilhar como os fantasmas fazem, e começou a desaparecer. -Espera ai, Mol. Isso não é tudo o que eu vim fazer aqui está noite.


A velha ficou entre a ganância e a impaciência no esforço de permanecer visível. Finalmente, ela resmungou. - Muito bem. O que mais você quer? Will hesitou. Esse não foi o pedido de Magnus, mas sim algo que ele queria saber. - A poção do amor. A velha Mol gritou com um riso. - Poção do amor? Para Will Herondale? - Não é costume meu recusar pagamento, mas qualquer homem que se pareça com você, não terá necessidade de poções do amor, e isso é um fato. - Não, disse Will, com um desespero em sua voz. - Eu estava pensando se realmente, existe algo que pode colocar um fim na existência do amor. - Uma anti - poção? Mol ainda soava divertida. - Eu estava pensando em algo mais parecido com indiferença? Tolerância? Ela fez um barulho de ronco, surpreendentemente humano para um fantasma. - Eu devo lhe dizer Nephilim, que você não precisa de minha ajuda para fazer uma pobre menina se desapaixonar de você! E com isso ela desapareceu, girando para longe nas brumas entre os túmulos. Will ficou olhando para ela, e suspirou. - Não é para ela, ele disse em voz baixa, embora não houvesse ninguém para ouvi-lo. - É para mim! E saindo, ele inclinou a cabeça passando pelo portão de ferro frio.


Capítulo 1 - A Câmara do Conselho “Acima, o teto do salão imponente Um arco alto elevado, E os anjos subindo e descendo Com troca de presente.” -Alfred, Lord Tennyson, "Palácio das Artes"

- Oh, sim. Ele realmente se parece exatamente como eu imaginava, Tessa disse, e virou-se para sorrir para o rapaz que estava ao seu lado. Ele ajudou-a sobre uma poça, e sua mão descansou educadamente em seu braço, logo acima da dobra do cotovelo. James Carstairs sorriu para ela, elegante em seu terno escuro, seu cabelo prata era chicoteado pelo vento. Sua outra mão repousava sobre a bengala jade, e se a grande multidão de pessoas em torno de deles pensou que era estranho que alguém tão jovem precisasse de uma bengala, ou que notasse como era incomum seu tom de pele ou suas características, eles não param para olhar. - Vou contar isso como uma bênção, disse Jem. - Eu estava começando a me preocupar, você sabe, que tudo o que você encontrasse em Londres estivesse se encaminhando para ser uma decepção. Um desapontamento. O irmão de Tessa, Nate, já havia prometido a ela tudo em Londres, um novo começo, um lugar maravilhoso para se viver, uma cidade de grandes edifícios e parques lindos. O que Tessa tinha encontrado em lugar foi terror, traição e perigo além de qualquer coisa que ela pudesse ter imaginado. E ainda. . . - Nem tudo tem sido. Ela sorriu para Jem. - Fico feliz em ouvir isso. Seu tom era sério, não provocando. Ela desviou o olhar para um grande edifício que se erguia diante deles. A Catedral Westminster. A Abadia, com o seu estilo gótico tinha excelentes espirais praticamente quase tocando o céu. O sol já tinha feito o seu melhor para lutar por atraves das nuvens, e a abadia foi banhada de um fraco sol. - Ela está onde realmente está? Ela perguntou quando Jem a puxou para frente, em direção à entrada da abadia. - Parece que sim. . . - Mundano? - Eu queria dizer lotado. A Abadia foi aberta aos turistas, e grupos deles invadiam dentro e fora das portas enormes, agarrados por guias em suas mãos. Um grupo de turistas americanos, mulheres de meia idade em roupas fora de moda, murmurando em tom que fez Tessa ter brevemente saudades de casa, passou por eles enquanto subiam as escadas, correndo atrás de um professor que estava oferecendo uma visita guiada à Abadia. Jem e Tessa saíram sem esforços por trás deles. O interior da abadia cheirava a pedra fria e metal. Tessa olhou para cima e ao redor, maravilhando-se com o tamanho do lugar. Ele fez o Instituto parece uma igreja de vila.


- Observe a tríplice divisão do teto. Um guia passou a explicar como as capelas menores eram alinhadas nos corredores orientais e ocidentais da abadia. Havia um silêncio sobre o lugar, mesmo que tivesse serviços acontecendo. Tessa deixou Jem levá-la para o lado oriental da igreja, ela percebeu que estava passando por cima de pedras esculpidas com datas e nomes. Ela sabia que os famosos reis, rainhas, soldados e poetas foram enterrados na Abadia de Westminster, mas ela ainda não tinha esperado que um dia estivesse em pé em cima deles. Ela e Jem desaceleraram, finalmente, no canto sudeste da igreja. A luz do dia aquosa era vertida através da janela circular. -Eu sei que estamos com pressa para chegar à reunião do Conselho, disse Jem, mas queria que você visse isso. Ele fez um gesto em torno deles. - Canto dos Poetas. Tessa tinha lido a respeito do lugar, é claro, onde os grandes escritores da Inglaterra foram enterrados. Não era uma tumba de pedra cinzenta de Chaucer, mas eram lápides altas e nomes familiares: Edmund Spenser, oh! e Samuel Johnson, ela suspirou, e Coleridge, e Robert Burns, e Shakespeare. - Ele não está realmente enterrado aqui, disse Jem rapidamente. - É apenas um monumento. Como Milton. -Oh, eu sei, mas... Ela olhou para ele, e sentiu-se corar. - Eu não posso explicar isso. É como estar entre amigos, estar entre esses nomes. Bobo, eu sei. . . - Não bobo em tudo. Ela sorriu para ele. - Como é que você sabe exatamente o que eu gostaria de ver? - Como eu não poderia? disse. - Quando eu penso em você, e você não está lá, eu vejo você em minha mente sempre com um livro na mão. Ele olhou para longe quando ele disse isso, mas não antes que ela pegasse o leve rubor em suas bochechas. Ele era tão pálido, ele nunca poderia esconder mesmo o menor blush, ela pensou e ficou surpresa como o pensamento carinhoso. Ela tinha aprendido a gostar muito de Jem na quinzena anterior; Will cuidadosamente vinha evitando encontrar com ela, Charlotte e Henry estavam envolvidos em questões da Clave, conselho, o funcionamento do Instituto e até Jessamine parecia preocupada. Mas Jem estava sempre lá. Ele parecia tomar o seu papel como seu guia de Londres a sério. Eles tinham ido do Hyde Park aos Jardins de Kew, a Galeria Nacional e ao Museu Britânico, a Torre de Londres e Portão de traidores. Eles foram ver as vacas serem ordenhadas no parque St. James, e os vendedores de frutas e vegetais vendendo suas mercadorias em Covent Garden. Eles assistiram à vela de barcos no Tamisa e tinham comido coisas chamadas "Doorstops", que soou horrível, mas acabou por ser manteiga, açúcar e pão. E, com os dias passando, Tessa sentiu se desenrolar lentamente da infelicidade sobre Nate e Will, e a perda de sua antiga vida, como uma flor saindo do solo congelado. Ela havia encontrado ainda motivo para rir. E ela tinha que agradecer a Jem por isso. - Você é um bom amigo, exclamou ela. E quando, para sua surpresa, ele não disse nada, ela disse: - Pelo menos, eu espero que nós sejamos bons amigos. Você pensa assim, não é, Jem? Ele se virou para olhar para ela, mas antes que ele pudesse responder, uma voz sepulcral das sombras começou a falar.


"Mortalidade", eis o medo! Que mudança de carne temos aqui: Pense em quantos ossos reais Dormem dentro desses montes de pedras." Uma forma escura saiu de entre dois monumentos. Quando Tessa piscou surpresa, Jem disse, em um tom de diversão. -Will. Decidiu nos agraciar com a sua presença, afinal? - Eu nunca disse que não viria. Wil se moveu para frente das janelas, e a luz dos vitrais caiu sobre ele, iluminando seu rosto. Mesmo agora, Tessa não conseguia olhar para ele sem sentir um aperto no peito, uma batedeira dolorosa de seu coração. Cabelo preto, olhos azuis, maçãs do rosto graciosa, escuros e grossos cílios, boca cheia, ele era tão alto e musculoso. Ela teve que encolher as mãos para não toca-ló. Ela sabia como ele era - Ferro, com os músculos rígidos, e suas mãos, quando segurou a parte de trás de sua cabeça, finas e flexíveis, mas grosseira com calos. . . Ela levou sua mente longe das memórias. Memórias que não eram boas, quando se sabia a verdade do presente. Will era tão bonito, mas ele não era dela, ele não era de ninguém. Alguma coisa nele estava quebrada, e através desta ruptura vinha-se derramado uma crueldade cega, a necessidade de machucar e afastar as pessoas. - Você está atrasado para a reunião do Conselho, disse Jem, bem-humorado. Ele foi o único que não percebeu o olhar de malícia que saia de Will. - Eu tinha uma missão, disse Will. Tessa de perto pode ver que ele parecia cansado. Seus olhos estavam vermelhos, com sombras sob eles quase roxo. Suas roupas pareciam amassadas, como se tivesse dormido com elas, e seu cabelo precisava de um corte. Mas isso não tem nada a ver com você, ela disse a si mesma severamente, olhando longe das ondas suaves escuras dos cabelos que se enrolavam nos ouvidos e na parte de trás do pescoço de Will. Não importa o que você pensa, de como ele vive ou como ele prefere gastar seu tempo. Ele faz isso muito bem. E você não é exatamente a pessoa que irá cobrar isso dele. - Eu queria mostrar o canto dos poetas para Tessa, disse Jem. - Pensei que ela iria gostar. Ele falou de uma maneira tão simples e clara, que ninguém poderia duvidar dele ou imaginar que ele não dissesse a verdade. Em face de seu simples desejo de agradar, mesmo Will não pareceu ser capaz de pensar em algo desagradável a dizer, ele apenas deu de ombros, e seguiu na frente deles em um ritmo rápido através da abadia. Havia um jardim quadrado cercado pelas paredes do mosteiro, e as pessoas estavam andando ao redor das bordas da mesma, murmurando em voz baixa como se ainda estivessem na igreja. Nenhum deles tomou conhecimento de Tessa e de seus companheiros enquando eles se aproximaram de um conjunto de portas de carvalho duplas definidas em uma das paredes. Will, depois de olhar em volta, pegou sua estela do bolso e desenhou com a ponta na entrada ao lado da madeira. Uma luz azul ilununou-se na porta e logo em seguida ela abriu -se. Will entrou, Jem e Tessa seguindo logo atrás. A porta era pesada, e fechou com um estrondo retumbante atrás de Tessa, quase prendendo suas saias; ela as puxou apenas no tempo, e deu um passo para trás rapidamente, virando-se no que era uma quase escuridão de breu.


- Jem? Uma luz brilhou, era Will, segurando sua pedra de luz. Eles estavam em uma sala de pedra que era ligada por um grande teto abobado. O chão parecia de tijolo, e havia um altar em uma extremidade do quarto. - Estamos na Câmara Pyx, disse ele. - Utilizada para ser um tesouro. Caixas de ouro e prata ao longo de todas as paredes. - O tesouro dos Caçadores de Sombras? Tessa ficou completamente perplexa. - Não, o tesouro real britânico, por isso, as paredes espessas e portas, disse Jem. - Mas nós caçadores de sombras sempre tivemos acesso. Ele sorriu para a expressão dela. - Monarquias, através dos séculos têm ajudado os Nephilim, em segredo, para manter seus reinos a salvo de demônios. -Não na América, disse Tessa com espírito. - Nós não temos uma monarquia. - Vocês têm uma filial do governo que lida com Nephilim, não tenha medo, disse Will, cruzando o chão até o altar. - Ele costumava ser o Departamento de Guerra, mas agora há um ramo chamado de Departamento de Justiça. As palavras foram cortadas à medida que o altar mudou de lado, com um gemido, revelando um buraco escuro e vazio por trás dele. Tessa podia ver piscar uma fraca luz no meio das sombras. Will se abaixou para o buraco, sua pedra da luz iluminando a escuridão. Quando Tessa seguiu, ela se encontrou em um corredor de pedra longo e descendente. A pedra das paredes, pisos e tetos eram a mesma coisa, dando a impressão de que a passagem tinha sido lavrada diretamente através da rocha, embora fosse suave, em vez de bruto. A cada pouco metro tinha uma pedra de luz queimando em um candeeiro em forma de uma mão humana, com seus dedos segurando uma tocha clareando as paredes. O altar se fechou atrás deles, e eles partiram. Conforme andavam, a passagem começou a se fazer mais inclinada e acentuada para baixo. A tocha acessa com um azul-verde brilhoso, iluminavam esculturas nas rochas, o mesmo motivo, repetido várias vezes, de um anjo em ascensão em um lago ardente, levando uma espada em uma mão e um copo na outra. Por fim, eles encontraram-se diante de duas portas grande de prata. E Tessa percebeu antes de ter a visão bloqueada que cada porta foi esculpida com um design diferente, e continha o nome Cs. Jem apontou para eles. - Eles defendem a Clave: eles são o Conselho, Aliança e o Consul, disse ele, antes que ela pudesse perguntar. - O Cônsul. Ele é o chefe da Clave? Como uma espécie de rei? - Não é bem como um monarca de costume, disse Will. - Ele foi eleito, como o presidente ou o primeiro-ministro. - E o Conselho? - Você vai vê-los em breve. Então Will empurrou as portas abertas. A Boca de Tessa se abriu, e ela fechou-a rapidamente, mas não antes que ela pegasse um olhar divertido de Jem, de pé ao seu lado direito. O salão diante deles é um dos maiores que já tinha visto com um enorme espaço abobado, cujo teto estava pintado com um padrão de estrelas e constelações. O grande lustre em forma de um anjo segurando tochas ardentes pendia do ponto mais alto da cúpula. O resto do salão foi criado como um anfiteatro, com longos bancos de curvas. Will, Jem e Tessa estavam de pé no topo de uma linha de escadas que atravessava o centro do aposento, onde tinha três salões cheio de pessoas. Indo mais


abaixo na parte inferior via-se uma plataforma elevada, e na plataforma tinha várias cadeiras de espaldar que eram altas e de madeira, e que possuiam uma aparência desconfortável. Em uma delas estava sentada Charlotte; ao seu lado Henry, olhando com os olhos arregalados e nervosos. Charlotte parecia sábia e calma com as mãos no colo, só alguém que a conhecia bem teria visto a tensão nos ombros e na forma de sua boca. Antes deles, em uma espécie de púlpito, ainda mais amplo e mais longo que o púlpito habitual, estava um homem alto, com cabelos longos e uma espessa barba, seus ombros eram largos, e ele usava longas vestes pretas sobre suas roupas como um juiz, as mangas brilhavam com runas desenhadas no tecido. Ao lado dele, em uma cadeira baixa, estava sentado um homem mais velho, o cabelo castanho e com listras cinza, com o rosto bem barbeado, mas afundado em linhas de expressão. Seu manto era azul escuro, e usava jóias que brilhavam em seus dedos quando ele moveu a mão. Tessa o reconheceu: o gelo na voz, o gelo dos olhos, era o Inquisidor Whitelaw que interrogava testemunhas em nome da Clave. - Sr. Herondale, disse o homem loiro, olhando para Will, e sua boca se curvou em um sorriso. - Como um tipo como você, se junta a nós. Sem mencionar no Sr. Carstairs também. - Senhorita Gray, Tessa disse antes que ele pudesse terminar. - Senhorita Theresa Gray de Nova York. Um murmúrio correu em torno da sala, como o som de uma onda recuando. Ela sentiu Will, ao lado dela, tenso, e Jem sem respirar como se fosse falar. Interrompendo o Cônsul, ela pensou ter ouvido alguém dizer. Assim, este é o Cônsul Wayland, o diretor da Clave. Olhando ao redor da sala, ela viu alguns rostos conhecidos, Benedict Lightwood, impetuoso, e com seu ar rígido, e seu filho, de cabelos despenteados Gabriel Lightwood, olhando friamente para frente. Os escuros olhos de Lilian Highsmith. A aparência amigável de George Penhallow, e até mesmo a formidável tia de Charlotte, Callida, com os cabelos de grossas ondas cinzentas presos em sua cabeça. Havia muitos outros rostos, bem como, aqueles que não conhecia. Era como olhar para figuras em um livro destinado a informá-lo sobre todos os povos do mundo. Havia uma loira Viking - olhando os Caçadores de Sombras, e um homem de pele mais escura que parecia como um califa das histórias de As Mil e Uma Noites, e uma linda mulher indiana de sari cortado com runas de prata... Ela sentou-se ao lado de outra mulher, que tinha virado a cabeça e estava olhando para eles. Ela usava um vestido de seda elegante, e seu rosto era como o de Jem's a mesma característica delicada e bela, as mesmas curvas nos seus olhos e maçãs do rosto, embora seu cabelo e seus os olhos não fossem de prata, os dela eram escuros. -Bem-vindo, então, Srta. Tessa Gray de Nova York, disse o cônsul, parecendo divertido. - Nós apreciamos que tenha se juntado a nós hoje. Eu entendo e sei que você já tenha respondido várias perguntas para o Enclave de Londres. Mas eu espero que você esteja disposta há responder um pouco mais. Através da distância que os separava, os olhos de Tessa encontraram os de Charlotte. Eu deveria? Charlotte baixou a cabeça com um assentimento quase imperceptível... Por favor. Tessa encolheu os ombros. - Se isso é o que deseja, certamente. - Aproxime-se da bancada do Conselho, então, disse o cônsul, e Tessa percebeu que ele deveria está falando do longo banco estreito de madeira, que estava diante do púlpito. - E seus amigos cavalheiros podem acompanhá-la, acrescentou.


Will murmurou algo baixinho, mas tão baixinho que mesmo Tessa não pode ouvi-lo; Will ficou à sua esquerda e à sua direita Jem, Tessa foi descendo as escadas para o banco diantes do púlpito. Ela ficou atrás, hesitante. Ela estava perto o suficiente para ver que o cônsul tinha amigáveis olhos azuis, muito diferentes do Inquisidor, que eram de um cinza sombrio e tempestuoso, como um mar de chuva. - Inquisitor Whitelaw, disse o cônsul para o homem de olhos cinzentos, a Espada Mortal, por favor. O Inquisidor ficou de pé, e de suas vestes tirou uma lâmina maciça. Tessa reconheceu instantaneamente. Era longa e de um prata fosco, seu cabo esculpido na forma de asas abertas. Era à espada do Codex, a que o Anjo Raziel tinha saido do lago, e dado a Jonathan o primeiro de todos os Caçadores de Sombras. - Maellartach, ele disse, dando a Espada seu nome. O cônsul, tendo a espada, parecia estar se divertindo de novo. - Você tem estudado, disse ele. - Qual de vocês a tem ensinando? William? James? - Tessa pega as coisas por conta própria, senhor, o sotaque de Will saiu brando e alegre, em desacordo com a sensação desagradável na sala. - Ela é muito curiosa. - Mais uma razão para que ela não estivesse aqui. Tessa não precisou se virar; ela soube de quem era a voz. Benedict Lightwood. - Este é o Grande Conselho. Nós não trazemos transformadores a este lugar. Sua voz era ríspida. - A Espada Mortal não pode ser usada para fazê-la dizer a verdade, ela não é uma Caçadora de Sombras. Qual é a utilidade dela aqui? - Paciência, Benedict. O Cônsul Wayland faz um movimento com a Espada levemente, como se não pesasse nada. Seu olhar sobre Tessa era mais pesado. Ela sentiu como se ele estivesse procurando algo em seu rosto, lendo o medo em seus olhos. - Nós não vamos te machucar, pequena bruxa, disse ele. - Os acordos nos proibem. - Não me chame de bruxa, Tessa disse. - Não tenho marca de bruxa. Foi estranho, ter que dizer isso de novo, mas quando ela foi questionada antes, sempre tinha sido por membros da Clave e não, pelo o cônsul. Ele era um homem alto, de ombros largos, transmitindo uma sensação de poder e autoridade. Só esse tipo de poder e autoridade que Benedict Lightwood ressentido queria reinvindicar de Charlotte. - Então, o que você é?, Perguntou ele. - Ela não sabe. O tom do inquisidor foi seco. - Nem os Irmãos do Silêncio. - Ela está autorizada a sentar-se, disse o cônsul. - E a depor, mas seu testemunho será contado apenas como a metade, diante da versão de um Caçador de Sombras. Ele virou-se aos Branwells. - Enquanto isso, Henry, você está dispensado de qualquer questionamento agora. Charlotte, por favor, permaneça. Tessa engoliu seu ressentimento e foi sentar na primeira fila de assentos, onde foi acompanhado por um Henry, cujo cabelo ruivo grudava-se descontroladamente na cabeça. Jessamine estava lá, em um vestido de um pálido marrom, parecendo aborrecida e irritada. Tessa sentou-se ao lado dela, com Will e Jem em seu outro lado. Jem foi diretamente para seu lado, e como os assentos era estreitos, ela pode sentir o calor de seu ombro contra o dela.


No início, o Conselho procedeu como todas as outras reuniões do Enclave. Charlotte foi convidada a dar suas lembranças da noite, quando o Enclave atacou a fortaleza do vampiro De Quincey, matando-o e os seus seguidores que tinham estado presente, enquanto o irmão de Tessa, Nate, havia traído sua confiança e permitiu que o Magistrado, Axel Mortmain, entrasse no Instituto, onde ele havia assassinado dois servos e quase raptado Tessa. Quando Tessa foi chamada, ela disse as mesmas coisas que tinha dito antes, que ela não sabia onde estava Nate, que ela não tinha suspeitado dele, que ela não sabia nada de seus poderes até que as Irmãs Sombrias a tivessem ensinado, e que ela sempre tinha pensado que seus pais eram humanos. - Richard e Elizabeth Gray foram totalmente investigados, disse o Inquisidor. - Não há nenhuma evidência que possa sugerir que eles não sejam humanos. O menino, o irmão é humano também. Poderia muito bem ser como Mortmain insinuou, o pai da menina seria um demônio, mas se assim for, há a questão da marca do bruxo faltando. - Isso é o mais curioso de tudo, sobre ela, incluindo este poder que tem, disse o cônsul, olhando para Tessa com olhos que eram azul-claros. - Você não tem idéia do que seja os seus limites ou o que você pode fazer? Você já foi testada com algum item que pertence a Mortmain? Para ver se você pode acessar suas memórias ou pensamentos? - Sim, eu tentei - Com um botão que ele deixou para trás. Deveria ter funcionado. - Mas? Ela balançou a cabeça. - Eu não consegui fazer. Não havia conexão com ele suficiente para que eu conseguisse me transformar. - Conveniente, murmurou Benedict, quase baixo demais para ser ouvido, mas Tessa ouviu, e corou. O cônsul indicou que ela poderia tomar seu lugar novamente. Ela olhou para o rosto de Benedict Lightwood, seus lábios estavam comprimidos em uma linha fina, furioso. Ela perguntou o que ela poderia ter dito para irritá-lo. - E ninguém conseguiu achar nem um fio de cabelo escondido de Mortmain, Srta Gray. . . nada que tenha ficado dele no Santuário, o cônsul continuou quando Tessa tomou seu lugar. O Inquisidor virou alguns dos papéis que estavam empilhados no púlpito. - Suas casas foram revistadas e esvaziadas e nada foi encontrado dentro de todos os seus pertences. Seus armazéns foram pesquisados e tivemos o mesmo resultado. Até mesmo nosso amigo da Scotland Yard investigou. O homem desapareceu. Literalmente, como diz o nosso jovem amigo William Herondale. Will sorriu brilhantemente como se elogiado, apesar de Tessa, ter visto a malícia sob o seu sorriso, como um corte fino do fio de uma navalha. - Minha sugestão, disse o cônsul, é que Charlotte e Henry Branwell sejam fiscalizados, e que os próximos três meses suas ações oficiais realizada em nome da Clave, sejam obrigadas a passar por mim para uma aprovação anteriormente " - Meu senhor cônsul. Uma voz firme, clara falou da multidão. Cabeças giraram, olhando; Tessa teve a sensação de que alguém, interrompendo o Cônsul não acontecesse muito frequentemente. - Se eu pudesse falar.


As sobrancelhas do cônsul subiram. - Benedict Lightwood, disse ele. - Você teve a sua chance de falar antes, durante os depoimentos. - Eu não tive argumentos com os depoimentos dados, disse Benedict Lightwood. Seu perfil, agudo parecia ainda mais nítido com a luz da pedra enfeitiçada. - Eu discordo de sua sentença. O cônsul se inclinou sobre o púbito. Ele era um homem grande, de pescoço grosso e grande peito, e suas mãos grandes olharam como se pudesse agarrar a garganta Benedict facilmente com um único movimento. Tessa desejou que ele o fizesse. Pelo que ela conhecia de Benedict Lightwood, ela não gostava dele. - E por que isso? - Eu acho que você deixou sua longa amizade com a família Fairchild cegar as deficiências de Charlotte como chefe do Instituto, disse Benedict. Um som audivel de murmurios foram ouvidos na sala. - Os erros cometidos na noite de cinco de Julho fizeram mais do que envergonhar a Clave e nós fazer perder a caixa Pyxis. Foi danificado o nosso relacionamento com os Feiticeiros em Londres por inutilmente atacarmos De Quincy. - Já houve uma série de queixas apresentadas por Reparações, rugiu o Cônsul. - Mas eles serão tratados como a Lei aprouver. Reparações não é realmente a sua preocupação, Benedict . - E, Benedict continuou, levantando a voz, - O pior de tudo, ela deixou um perigoso criminoso com planos de prejudicar e destruir os Caçadores de Sombras, e não temos idéia de onde ele possa estar. Também não é a nossa responsabilidade de encontrar ele onde quer que ele esteja, e sim, encima dos ombros daqueles que perderam ele! Sua voz se levantou. Na verdade, toda a sala estava em alvoroço; Charlotte parecia desanimada, Henry confuso, e Will furioso. O cônsul, cujos olhos tinham escurecido alarmante quando Benedict tinha mencionado a amizade familiar que ele teve com a família de Charlotte, Tessa percebeu - permaneceu em silêncio quando o barulho cessou. Então ele disse: - Sua hostilidade contra o líder de seu Enclave não lhe dá crédito, Benedict . - Minhas desculpas, Consul. Eu não acredito na manutenção de Charlotte Branwell como o chefe do Instituto, pois todos sabem que o envolvimento de Henry Branwell é nominal, no máximo, está nos melhores interesses da Clave. Eu acredito que uma mulher não possa comandar um instituto, as mulheres não pensam com lógica e discrição, mas com as emoções do coração. Eu não tenho nenhuma dúvida de que Charlotte é uma mulher boa e decente, mas um homem não teria sido enganado por um espião frágil como Natanael Gray. - Eu estava enganado. Will saltou de pé e virou-se, com os olhos brilhando. - Nós todos estávamos. O que você está fazendo são insinuações sobre mim, Jem e Henry, Sr. Lightwood? - Você e Jem são crianças, disse Benedict cortante. - E Henry nunca olha acima de sua mesa de trabalho. Will começou a subir sobre a parte traseira de sua cadeira; Jem puxou-o de volta em seu assento com força, assobiando baixinho. Jessamine bateu as mãos, os olhos castanhos brilhantes. - Isto está finalmente emocionante, exclamou ela. Tessa olhou para ela com desgosto. - Está ouvindo isso? Ele está insultando Charlotte!, Ela sussurrou, mas Jessamine deu com a mão, com um gesto de desdem.


- E quem você sugere para comandar o Instituto? O cônsul exigiu de Benedict, sua voz cheia de sarcasmo. - Você, talvez? Benedict abriu as mãos amplas como auto - depreciativa. - Se você diz cônsul. . . Antes que ele pudesse terminar de falar, três outras figuras que o havia apoiado por conta própria; duas delas Tessa reconheceu como membros do Enclave de Londres, embora ela não soubesse seus nomes, o terceiro foi Lilian Highsmith. Benedict sorriu. Todo mundo estava olhando para ele agora, e ao lado dele seu filho Gabriel o mais jovem, estava olhando para seu pai com ilegíveis olhos verdes. Seus dedos magros agarraram a parte de trás da cadeira em frente a ele. - Três a apoiar a minha reivindicação, disse Benedict. - Isso é o que a lei exige para contestar formalmente Charlotte Branwell do o cargo de chefe do Enclave de Londres. Charlotte deu um pequeno suspiro, mas ficou imóvel em seu assento, recusando-se a se virar. Jem ainda tinha Will agarrado pelo pulso. E Jessamine continuou a olhar como se estivesse assistindo a um jogo emocionante. - Não, disse o cônsul. - Você não pode impedir-me de solicitar. - Benedict, você desafiou a minha nomeação de Charlotte no momento em que a fiz. Você sempre quis o Instituto. Agora, quando o Enclave precisa trabalhar em conjunto mais do que nunca, você deseja trazer divisão e contenção para os trabalhos do Conselho. - A mudança nem sempre é realizada de forma pacífica, mas isso não o torna desvantajoso. Meu desafio está de pé. Benedict segurou as mãos uns dos outros. O cônsul bateu os dedos sobre o púlpito. Ao lado dele estava o inquisidor, com seus olhos frios. Finalmente, o cônsul disse: - Você sugere Benedict, que a responsabilidade de encontrar Mortmain deva ser colocada sobre os ombros daqueles que você diz terem o "perdido". Você concordaria, creio eu, que encontrar Mortmain é a nossa prioridade? Benedict assentiu secamente. - Então, a minha proposta é esta: Vamos deixar Charlotte e Henry Branwell encarregados da investigação sobre o paradeiro do Mortmain. Se, no final de duas semanas não localizarem ele, ou pelo menos alguma evidência forte apontando para sua localização, então o desafio pode seguir adiante. Charlotte disparou para frente em seu assento. - Encontrar Mortmain?, Disse. - Sozinhos, apenas Henry e eu com nenhuma ajuda do resto do Enclave? Os olhos do cônsul quando descançaram nela não foram amigáveis, mas também não eram inteiramente de perdão. - Você pode convocar outros membros da Clave se você tiver alguma necessidade específica, e, claro, os Irmãos do Silêncio e irmãs de ferro estão à sua disposição, disse ele. Mas, para a investigação, sim, é para você realizar por conta própria. - Eu não gosto disso, reclamou Lilian Highsmith. - Você está transformando a busca de um louco em um jogo de poder. - Você deseja retirar seu apoio a Benedict, então?, Perguntou o cônsul. - Seu desafio será encerrado e não haveria necessidade dos Branwells em provar a si mesmos nada. Lilian abriu a boca e, em seguida, com um olhar para Benedict, a fechou. Ela balançou a cabeça.


- Acabamos de perder nossos servos, disse Charlotte com voz tensa. - Sem eles. - Servos novos serão fornecidos a você, como é padrão, disse o cônsul. - O irmão do seu falecido servo Thomas, Cyrill , está viajando para Brighton e deve chegar à sua casa, e do Instituto de Dublin virá a sua segunda cozinheira. Ambos são bem treinados no combate, que, devo dizer, Charlotte, é tão bom quanto o seu. - Tanto Thomas e Agatha foram treinados, protestou Henry. - Mas você tem vários em sua casa que não são, disse Benedict. - Não é só a Srta Lovelace que está terrivelmente em sua má formação, mas a sua arrumadeira Sophie, e a sua transformadora. Ele apontou para Tessa. - Bem, já que parecem determinados em fazer-lhe uma adição permanente para o seu agregado familiar, dificilmente irão se machucar, tanto ela como a empregada – se tivesse sido treinadas nos fundamentos da defesa. Tessa olhou de lado para Jem com espanto. - Ele quis dizer a mim? Jem assentiu. Sua expressão era sombria. - Eu não posso - eu vou cortar o meu próprio pé! - Se você vai cortar o pé de alguém, corte o de Benedict, Will murmurou. - Você vai ficar bem, Tessa. Não é nada que você não possa fazer, Jem começou, mas o resto de suas palavras foram abafada por Benedict. - Na verdade, disse Benedict, uma vez que vocês dois estarão tão ocupado investigando o paradeiro de Mortmain, eu de sugerir que eu te empreste meus filhos - Gabriel e Gideon, que retorna da Espanha esta noite, como treinadores. Ambos são excelentes lutadores e poderiam usar essa experiência em ensino. - Pai! Gabriel protestou. Ele olhou horrorizado; claramente este não era algo que Benedict havia discutido com ele com antecedência. - Nós podemos treinar nossos próprios servos, Charlotte estalou, mas o cônsul balançou a cabeça para ela. - Benedict Lightwood está lhe oferecendo um presente generoso. Aceite – o. Charlotte estava com o rosto vermelho. Depois de um longo momento, ela abaixou a cabeça, reconhecendo as palavras do cônsul. Tessa se sentiu tonta. Ela iria ser treinada? Treinada para lutar, para atirar facas e brandir uma espada? É claro, uma de suas heroínas favoritas sempre tinha sido Capitola em The Hidden Hand, que podia lutar, assim como um homem e se vestia como um deles. Mas isso não quer dizer que queria ser como ela. - Muito bem, disse o cônsul. - Esta sessão do Conselho terminou, e voltaremos aqui, no mesmo local, dentro de quinze dias. Estão todos dispensados. Claro, todo mundo não partiu imediatamente. Houve um súbito clamor de vozes quando as pessoas começaram a se levantar de seus assentos e conversar avidamente com os seus vizinhos. Charlotte ficou sentada; Henry ao seu lado parecia que ele queria desesperadamente dizer algo reconfortante, mas não conseguia pensar em nada. Sua mão pairou incerta sobre o ombro de sua esposa. Will estava olhando através da sala para Gabriel Lightwood, que olhou friamente em sua direção. Lentamente, Charlotte se levantou. Henry colocou sua mão nas costas dela agora, murmurando algo. Jessamine já estava de pé, girando seu vestido novo e seu guarda-sol. Henry tinha substituído o antigo que havia sido destruído na batalha com os autômatos de Mortmain. Tessa rapidamente se levantou e juntamente com os demais se encaminhou até o corredor central da sala do Conselho. Tessa ouvia as pessoas sussurando ao seu lado, mas


somente pedaços de palavras como: “Charlotte”, “Benedict “, “nunca encontrar o Magistrado”, “Duas Semanas”, “Desafio o Cônsul “,” "Mortmain", "Enclave", "humilhante". Charlotte andava com as costas retas, o rosto vermelho, e olhando para frente, como se ela não pudesse ouvir as fofocas. Will estava prestes retaliar em direção aos fofoqueiros para fazer um pouco de justiça, mas Jem já o tinha sobre um aperto firme na parte de trás do seu casaco de parabatai. Tessa refletiu que ser Jem naquela hora, era como ser o proprietário de um cachorro puro-sangue que gostasse de morder seus convidados. Você tinha que manter uma mão em sua coleira constantemente. Jessamine simplesmente olhava entediada. Ela não estava muito interessada no que o Enclave pensava dela, ou de qualquer um deles. No momento em que chegaram as portas da sala do Conselho, estavam quase correndo. Charlotte fez uma pausa para deixar que o resto do grupo se aproximasse. A maioria do público estava fluindo para a esquerda, de onde Tessa, Jem, e Will tinham vindo, mas Charlotte virou à direita, marcharam vários passos no corredor, girou em torno de um canto, e parou abruptamente. - Charlotte? Henry, foi em direção a ela, ele parecia preocupado. - Querida Sem aviso Charlotte chutou a parede, o mais forte que podia. Como a parede era de pedra, esta fez pouco dano, embora Charlotte soltasse um grito baixo. - Oh, meu, disse Jessamine, girando a sombrinha. - Se eu pudesse fazer uma sugestão, disse Will. - Cerca de vinte passos atrás de nós, na sala do Conselho, está Benedict. Se eu fosse você eu gostaria de voltar lá e tentar Chutá-lo, eu recomendo visando para cima e um pouco para a esquerda. - Charlotte. A voz profunda e grave foi instantaneamente reconhecível. Charlotte virou-se, seus olhos castanhos se arregalaram. Era o cônsul. As runas apareciam em destaque na fio de prata na bainha e nas mangas de seu manto e brilhavam enquanto ele se dirigia para o pequeno grupo do Instituto, com seu olhar sobre Charlotte. Com uma mão contra a parede, ela não se moveu... - Charlotte, o Cônsul Wayland disse novamente: - você sabe o que o seu pai sempre disse sobre a perca de seu temperamento. - Ele disse isso. Ele também disse que deveria ter tido um filho, respondeu Charlotte amargamente. - Se ele tivesse, e eu fosse um homem, você teria me tratado como você fez? Henry colocou a mão no ombro da esposa, murmurando alguma coisa, mas ela negouo. Seus grandes olhos castanhos, feridos estavam na Consul. - E como eu tratei você? Perguntou ele. - Como se eu fosse uma criança, uma menina que precisava de uma lição. - Charlotte, eu sou o único que a nomeou como chefe do Instituto e do Enclave. O Cônsul pareceu exasperado. - Fiz isso não só porque eu gostava de Granville Fairchild e por que ele desejava que sua filha sucedesse seu comando do instituto, mas porque achei que você é capaz de realizar bem o trabalho. " - Você nomeou Henry, também, disse ela. - E você mesmo nos disse quando nós nomeou, que o Enclave aceitaria um casal como seu líder mais facilmente do que com uma mulher sozinha. - Bem, parabéns, Charlotte. Eu não acho que todos os membros do Enclave de Londres achem que estão sob a liderança de Henry.


- É verdade, disse Henry, olhando para seus sapatos. - Todos sabem que eu sou um pouco inútil. É minha culpa tudo isso acontecer, Consul - Não é, disse o Consul Wayland. - É uma combinação de uma complacência generalizada por parte da Clave, má sorte e mau momento, e algumas más decisões de sua parte, Charlotte. Sim, eu estou te responsabilizando por elas. - Então você concorda com Benedict! Charlotte chorou. - Benedict Lightwood é um canalha e um hipócrita, disse o Cônsul, cansado. - Todo mundo sabe disso. Mas ele é politicamente poderoso, e é melhor aplacá-lo com esse show do que seria de antagonizar-lo ainda mais por ignorá-lo. - Um Show? É disso que você chama? Charlotte exigiu amargamente. - Você me colocou em uma tarefa impossível. - Porque eu vos dei a tarefa de localizar o Magistrado, disse o Consul Wayland. - O homem que invadiu o Instituto, matou seus servos, tomou a sua Pyxis, e os planos para construir um exército de monstros automatos para destruir a todos nós, em suma, um homem que deve ser parado. Como chefe do Enclave, Charlotte, pará-lo é a sua tarefa. Se você considerar impossível, então talvez você deva se perguntar por que você quer o trabalho em primeiro lugar.


Capítulo 2 - Reparações Então compartilhe tua dor, permita que o alivie desta tristeza; Ah, mais de compartilhá-lo! Dá-me toda tua tristeza. - Alexander Pope, "Eloisa para Abelardo"

A luz enfeitiçada que iluminava a Grande Biblioteca parecia estar piscando baixo, como uma vela minguando sem ter força, embora Tessa soubesse que era apenas sua imaginação. Luz enfeitiçada, ao contrário de fogo ou gás, nunca parece desaparecer ou queimar. Seus olhos, por outro lado, estavam começando a se cansar, e ao olhar para seus companheiros, ela não era a única. Eles estavam todos reunidos em torno de uma das mesas compridas, Charlotte, na sua cabeça, Henry na direita de Tessa. Will e Jem mais a baixo, um ao lado do outro; Jessamine tinha se retirado para o fim da mesa, separada dos outros. A superfície da mesa foi coberta com vários papéis de todos os tipos, velhos artigos de jornais, livros e folhas de pergaminho coberto com escrita fina. Havia várias histórias e genealogias de famíliares diferentes de Mortmain, de autômatos, infindáveis livros de magias de convocação e ligação, e cada pedaço de pesquisas sobre o Clube Pandemonium que os Irmãos do Silêncio conseguiram raspar de seus arquivos. Tessa tinha sido encarregada com a tarefa de ler os artigos de jornal, à procura de histórias sobre Mortmain e sua companhia de navegação, e seus olhos estavam começando a embaçar, as palavras dançavam nas páginas. Ela ficou aliviada quando Jessamine finalmente quebrou o silêncio, afastando o livro que ela estava lendo – As Engrenagens da Feitiçaria e disse: - Charlotte, eu acho que estamos perdendo nosso tempo. Charlotte olhou com uma expressão de dor. - Jessamine, não há necessidade de você permanecer aqui se não quiser. Devo dizer, eu duvido que qualquer um de nós estivesse esperando a sua ajuda neste assunto, e uma vez que você nunca mais se aplicou aos seus estudos, você não pode ajudar, mas me pergunto se você sabe mesmo o que é que você está procurando. Poderia dizer um feitiço de convocação se eu definir dois para você? Tessa não pode deixar de ser surpreendida. Charlotte raramente foi tão grossa com qualquer um deles. - Eu quero ajudar, Jessie disse de mau humor. - Aquelas coisas mecânicas de Mortmain quase me mataram. Eu quero que ele seja pego e punido. - Não, você não quer. Will, desenrolou um pergaminho tão velho que crepitava, olhou para baixo, para os símbolos em preto na página. - Você quer que o irmão de Tessa seja apanhado e punido, por fazer você pensar que ele estava apaixonado por você enquando ele não estava. Jessamine corou. - Eu não. Quer dizer, eu não fiz. Quero dizer- ugh! Charlotte, Will está sendo irritante. - E o sol surgiu no leste, disse Jem, para ninguém em particular.


- Eu não quero ser jogada para fora do Instituto, se não puder encontrar o Magistrado, Jessamine continuou. - É tão difícil de entender? - Você não vai ser jogada para fora do Instituto. Charlotte é que vai. Tenho certeza que os Lightwoods vão deixar você ficar. E Benedict tem dois filhos casadoiros. Você deveria ficar feliz, disse Will. Jessamine fez uma careta. - Caçadores de Sombras. Como se quisesse me casar com um deles. - Jessamine, você é um deles. Antes que Jessamine pudesse responder, a porta da biblioteca se abriu e Sophie entrou, abaixando a cabeça com sua touca branca. Ela falou baixinho para Charlotte, que se levantou rápido. - O irmão Enoque está aqui, disse Charlotte ao grupo reunido. - Eu preciso falar com ele. Will, Jessamine, tentem não se matar enquanto eu estiver fora. - Henry você poderia... A voz dela sumiu. Henry estava olhando para baixo em um livro - Al-Jazari de O conhecimento de engenhosos dispositivos mecânicos não prestando atenção para qualquer outra coisa. Charlotte levantou as mãos, e deixou o quarto com Sophie. No momento em que a porta se fechou atrás de Charlotte, Jessamine lançou um olhar venenoso para Will. - Se você acha que eu não tenho experiência para ajudar, então por que ela está aqui? Ela indicou Tessa. - Eu não quero ser rude, mas você acha que ela pode dizer um feitiço de uma convocação? Ele olhou para Tessa. - Bem, e você pode? E pra que o assunto Will, você presta tão pouca atenção às aulas, você poderia dizer um feitiço de uma receita de suflê? Will recostou-se na cadeira e disse com ar sonhador. - Eu sou louco, mas sei onde fica o norte e o noroeste; - Quando ao vento que vem do sul eu sei caçar como um falcão. - Jessamine, Tessa gentilmente se ofereceu para ajudar, e precisamos de todos os olhos que puder ajudar agora, disse Jem severamente. - Will, pare de citar Hamlet. Henry. . . Ele limpou a garganta. - "HENRY ". Henry olhou para cima, piscando. - Sim, querida? Ele piscou de novo, olhando ao redor. - Onde está a Charlotte? - Ela foi falar com os Irmãos do Silêncio, disse Jem, que não pareceu ficar de mau humor por ter sido enganado por Henry com sua esposa. - Quanto a isso, eu tenho... que concordar com Jessamine . - E o sol nasce no oeste, disse Will, que aparentemente tinha ouvido o comentário anterior de Jem. - Mas por quê? Tessa exigia. - Não podemos desistir agora. Seria como entregar o Instituto para esse terrível Benedict Lightwood. - Eu não estou sugerindo que nós não façamos nada, você entende. Mas estamos tentando decifrar o que Mortmain vai fazer. Estamos tentando prever o futuro, em vez de tentar compreender o passado. - Sabemos o passado de Mortmain, e seus planos. Will acenou com a mão na direção dos jornais.


- Nascido em Devon, foi reparador de um navio, tornou-se um rico comerciante, tem se envolvido em magia negra, e agora planeja dominar o mundo com o seu enorme exército de criaturas mecânicas. Uma história atípica para um jovem determinado. - Eu acho que ele nunca disse nada sobre governar o mundo, interrompeu Tessa. - Só o Império Britânico. - Admiravelmente literal, disse Will. - Meu ponto é, nós sabemos de onde Mortmain veio. É nossa culpa que dificilmente não seja muito interessante. . . Sua voz sumiu. "Ah." - Ah, o quê? Jessamine exigiu olhando de Will para Jem de forma polémica. - Digo, que a maneira como vocês dois parecem ler a mente um do outro me dá arrepios "Ah", disse Will. - Jem estava pensando, e eu tenderia a concordar, a história da vida de Mortmain, é simplesmente, uma lengalenga. Algumas mentiras, algumas verdades, mas muito provavelmente não há nada aqui que vai nos ajudar. Estas são apenas histórias que ele produziu para dar aos jornais algo para se noticiar a respeito dele. Além disso, não me importo quantos navios ele possui; queremos saber onde ele aprendeu magia negra, e de quem. - E motivo dele odiar Caçadores de Sombras, disse Tessa. Os olhos azuis de Will deslizaram preguiçosamente em sua direção. - É ódio? Disse. - Eu achava que era uma simples ganância de dominação. Com a gente fora do caminho, e um exército mecânico ao seu lado, ele poderia tomar o poder, como ele queria. Tessa balançou a cabeça. - Não, é mais do que isso. É difícil de explicar, mas ele odeia os Nephilim. É algo muito pessoal para ele. E tem algo a ver com esse mecanismo. É - é como se ele desejasse uma recompensa por algum mal ou por ter machucado ele. - Reparações, disse Jem muito de repente pousando a caneta que estava segurando. Will olhou para ele, perplexo. - Este é um jogo? Nós apenas deixamos escapar uma palavra qualquer que vem a seguir na nossa mente? Nesse caso a minha a genuphobia. - Significa um medo irracional de joelhos. - Qual é a palavra perfeita para um medo razoável de idiotas chatos? Perguntou Jessamine. - A seção de Reparação dos arquivos, disse Jem, ignorando os dois. O cônsul mencionou ontem, e ele está na minha cabeça desde então. Nós não olhamos lá. - Reparações, perguntou Tessa. - Quando um feiticeiro, ou um mundano, alega que um Caçador de Sombras tem quebrado a lei em suas relações com eles, o feiticeiro faz uma reclamação através de reparações. Haverá um julgamento, e será concedido algum tipo de pagamento, com base em se podem provar ou não o seu caso. - Bem, parece um pouco bobo, ir olhar lá, disse Will. - Não é como se Mortmain fosse apresentar uma queixa contra os caçadores de sombra através de um canal oficial. “Um Caçador de Sombras muito chateado, disse que todos iriam morrem quando ele quisesse. Exijo recompensa. Por favor, envie cheque para A. Mortmain, 18 Kensington Road.” - Chega de chacota, disse Jem. - Talvez ele não tenha sempre odiado os Caçadores de Sombras. Talvez houvesse um momento em que ele fez tentativa de ganhar compensação através do sistema oficial e ele falhou. Qual é o mal em perguntar? A pior coisa que poderia


acontecer é não encontrar nada do que precisamos. Ele levantou-se, empurrando seus cabelo prateado para as costas. - Eu estou indo lá fora para tentar pegar Charlotte antes que o Irmão Enoch saia e não veja os papeis, quero que ela peça para os Irmãos do Silêncio, verificar os arquivos. Tessa levantou-se. Ela não gostava da idéia de ser deixada sozinha na biblioteca com Will e Jessamine, que voltaram a brigar. Claro que Henry estava lá, mas ele parecia estar tirando um cochilo delicado sobre uma pilha de livros, e não parecia ter um tampão no melhor dos casos. Ficar em torno de Will estava desconfortável na maioria dos casos, apenas com Jem não era insuportável. De alguma forma, Jem foi capaz de reduzir gradualmente as diferenças ao ponto de torná-lo quase humano. - Eu vou com você, Jem, disse ela. - Há – há algo que eu querio falar com Charlotte de qualquer maneira. Jem parecia surpreso, mas satisfeito; Will olhou de um para o outro e empurrou sua cadeira para trás. - Nós estivemos entre estes livros antigos mofandos durante dias, ele anunciou. - Meus belos olhos estão cansados, e eu tenho cortes de papel. Vê? Ele abriu os dedos da mão. - Eu estou indo dá uma volta. Tessa não se conteve. - Talvez você pudesse usar um iratze para cuidar deles. Ele olhou para ela. Seus olhos eram belos. - Sempre e sempre atenciosa Tessa. Ele a olhava com um brilho. - Meu único desejo é servir. Jem colocou a mão no ombro dela, sua voz preocupada. - Tessa, Will. Eu não acho... Mas Will tinha ido embora, pegando seu casaco e batendo a porta em seu caminho para fora da biblioteca, com força suficiente para fazer a moldura da porta vibrar. Jessamine recostou-se na cadeira, estreitando seus olhos castanhos. - Que interessante. As mãos de Tessa tremiam quando ela colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha. Ela odiava o efeito que Will tinha sobre ela. Odiava. Ela sabia melhor. Ela sabia o que ele pensava dela. Que ela não era nada, não valia nada. E ainda um simples olhar dele poderia faze-lá tremer com ódio mesclado a saudade. Ele era como um veneno em seu sangue, mas Jem era o único antídoto. Somente com ele se sentia em terreno firme. - Vem. Jem tomou seu braço levemente. Um cavalheiro normalmente não toca uma mulher em público, mas aqui no Instituto dos Caçadores de Sombras eram mais familiarizados uns com os outros do que os mundanos externos. Quando ela se virou para olhar para ele, ele sorriu para ela. Jem colocou toda a força de si mesmo em cada sorriso, de modo que ele parecia estar sorrindo com os olhos, o coração, todo o seu ser. - Vamos encontrar Charlotte. - E o que é que eu vou fazer enquanto vocês se forem? Jessamine disse irritada quando eles fizeram o seu caminho até a porta. Jem olhou por cima do ombro. - Você sempre pode acordar Henry. Parece que ele está comendo papel no sono de novo, e você sabe como Charlotte odeia isso. - Ah, se preocupar, disse Jessamine com um suspiro exasperado. - Por que eu sempre tenho as tarefas dos bobos?


- Porque você não quer ter as graves, disse Jem, soando tão exasperado que Tessa nunca tinha o ouvido falar antes. Nenhum deles notou o olhar gelado que ela atirou neles quando deixaram a biblioteca para trás e seguiram pelo corredor. ********** - Sr. Bane estão aguardando sua chegada, senhor, disse o lacaio, e se afastou para deixar-ló entrar. O nome do lacaio era Archer ou Walker, ou algo assim, veio ao pensamento que ele foi um dos subjugados humanos de Camille. Como todos os escravizados à vontade de um vampiro, ele tinha uma aparência doentia, com a pele pálida e cabelos finos, pegajosos. Ele parecia tão feliz de ver Will como convidado para jantar, que poderia ser a mesma coisa de ver uma lesma rastejando para fora da sua alface. No momento que entrou na casa, o cheiro o atingiu. Era o cheiro de magia negra, como o enxofre misturado com o Tâmisa em um dia quente. Will enrugou seu nariz. O criado olhou para ele com mais ódio ainda. - Sr. Bane está na sala de estar. Sua voz indicou que não havia nenhuma chance de que ele acompanharia Will até lá. - Devo levar o seu casaco? - Isso não será necessário. Ainda com o casaco, Will seguiu o cheiro de magia no corredor. Intensificou-se quando ele se aproximava da porta da sala de visitas, que foi bem fechada. Filamentos de fumaça subiam para fora a partir da abertura por baixo da porta. Will deu um profundo suspiro no ar azedo, e empurrou a porta aberta. O interior da sala parecia peculiarmente nua. Depois de um momento Will percebeu que isso era porque Magnus tinha tirado toda madeira dos pesados móveis, até mesmo o piano, e empurrou-a contra as paredes. Um gasolier ornamentado pendurado no teto, mas a luz do quarto era fornecida por dezenas de velas pretas grossas dispostas em círculo no centro da sala. Magnus estava ao lado do círculo, um livro aberto em suas mãos, sua antiquada gravata estava solta, e seu cabelo preto levantou-se descontroladamente em seu rosto, como se carregado com eletricidade. Ele olhou para cima quando Will entrou, e sorriu. - Bem a tempo, ele gritou. - Eu realmente acho que podemos tê-lo nesta rodada. Will encontrou Thammuz, um demônio menor da oitava dimensão. Thammuz conhece Will, ele foi o mais novo Caçador de Sombras do País de Gales, não foi? - Eu vou arrancar seus olhos, sussurrou a criatura sentada no centro do círculo em chamas. Era, certamente, um demônio, não mais de três metros de altura, com pele azul pálida, três olhos ardentes de um carvão negro, e longas garras vermelho sangue nos oito dedos de suas mãos. - Eu vou rasgar a pele de seu rosto. - Não seja rude, Thammuz, disse Magnus, e apesar de seu tom de brincadeira, o círculo de velas que ardia, de repente, brilhou para cima, fazendo com que o demônio se encolhesse em si mesmo com um grito. - Will tem dúvidas. Você vai respondê-las. Will balançou a cabeça. - Eu não sei, Magnus, disse ele. - Ele não parece ser o caminho certo para mim.


- Você disse que ele era azul. Esse é azul. - Ele é azul, Will reconheceu, aproximando-se do círculo de fogo. - Mas o demônio que eu preciso, bem, ele era realmente um azul cobalto. Essa é mais. . . caramujo. " - Do que você me chamou? O demônio rugiu com raiva. - Chegue um pouco mais perto, Caçador de Sombras, e deixe-me banquetear-se com o seu fígado! Eu vou rasgá-lo e partir seu corpo enquanto você grita. Will se virou para Magnus. - Ele não parece correcto. A voz é diferente. E o número de olhos. - Você tem certeza? - Eu estou absolutamente certo, disse Will com uma voz que não admitia contradição. - Não é algo - que eu pudesse - esquecer. Magnus suspirou e virou-se para o demônio. "Thammuz” e disse a ele, lendo em voz alta o livro. - Eu conjurei –te , pelo poder do sino, do livro e da vela, e pelos grandes nomes de Sammael e Abbadon e Moloch, fale a verdade. Alguma vez você já encontrou o Caçador de Sombras Will Herondale antes deste dia, ou qualquer um de seu sangue ou linhagem? - Eu não sei, disse o demônio petulância. - Os seres humanos são todos parecidos para mim. A voz de Magnus levantou-se, afiada e comandante. - Responda-me! - Ah, muito bem. Não, eu nunca o vi antes na minha vida. Eu me lembraria . Ele olhou como se tivesse bom gosto. O demônio sorriu, mostrando os dentes. - Eu nem sequer vim a este mundo, ah, cem anos, talvez mais. Eu nunca consigo lembrar a diferença entre Cento e um mil. De qualquer forma, a última vez que estive aqui, todo mundo estava vivendo em cabanas de barro e comendo insetos. Então, eu duvido que ele esteja por perto, ele apontou um dedo de muitas juntas a Will, - a menos que os habitantes da terra viva muito mais tempo do que eu fui levado a acreditar. Magnus revirou os olhos. - Você só está determinado a não ser de alguma ajuda em tudo, não é? O demônio deu de ombros, um gesto peculiarmente humano. - Você me obrigou a dizer a verdade. Eu disse a ele. - Bem, então, você já ouviu falar de um demônio como o que estou descrevendo? Will interrompeu com um tom de desespero em sua voz. - Azul escuro, com um tipo de voz rouca, como lixa, e ele tinha uma cauda longa farpada. O demônio olhou com uma expressão de tédio. - Você tem alguma idéia de quantos tipos de demônios existem no mundo, Nephilim? Centenas e centenas de milhões de pessoas. A grande cidade demônio do Pandemonium faz seu olhar de Londres como uma aldeia. Demônios de todas as formas e tamanhos e cores. Alguns podem mudar sua aparência à vontade . - Oh, fique quieto, então, se você não vai ser de alguma utilidade, Magnus disse, e fechou o livro. Instantaneamente as velas se apagaram, e o demônio foi desaparecendo, com um grito assustado, deixando para trás apenas um punhado de mau-cheiro e fumaça. O bruxo se virou para Will. - Eu tinha tanta certeza de que eu tinha encontrado o certo desta vez. - Não é culpa sua. Will se atirou em um dos divãs empurrados contra a parede. Ele estava quente e frio ao mesmo tempo, seus nervos formigando com uma decepção que ele


desejava esquecer sem muito sucesso. Ele tirou as luvas inquieto e empurrou-as nos bolsos do casaco ainda abotoado. - Você está tentando. Thammuz estava certo. Eu não devo ir em frente. - Eu presumo... Magnus disse calmamente, que você me disse tudo que lembrava. Você abriu uma Pyxis e libertou um demônio. É amaldiçoado. Você quer que eu descubra o demônio para ver se ele vai remover a maldição. E isso é tudo que você pode me dizer? - É tudo que eu posso dizer, disse Will. Eu sei que é difícil realizar o que estou pedindo. É como encontrar uma agulha em - Deus, nem mesmo um palheiro. Uma agulha em uma torre cheia de outras agulhas. - Mergulhe a mão em uma torre de agulhas, disse Magnus, e é provável que mal se corte. Você tem certeza que é isso que você quer? - Estou certo de que a alternativa é pior, disse Will, olhando para o lugar enegrecido no chão, onde o demônio havia se agachado. Ele estava exausto. A energia da runa que ele tinha se dado naquela manhã antes de sair para a reunião do Conselho já tinha passado desde meio-dia, e sua cabeça latejava. - Eu tive cinco anos para viver com ele. A ideia de viver com ele me assusta mais do que a idéia da morte. - Você é um Caçador de Sombras, você não tem medo da morte. - Claro que tenho, disse Will. Todo mundo tem medo da morte. Podemos nascer anjos, mas não temos o conhecimento da morte mais do que você. Magnus aproximou-se dele e sentou-se ao lado oposto do divã. Seus verdes olhos brilhavam como os de um gato na escuridão. - Você não sabe que há apenas esquecimento após a morte. - Você não sabe, não é? Jem acredita que vamos todos renascer, que a vida é uma roda. Nós morremos, viramos pó, nós renascemos como merecemos renascer, com base em nossas ações neste mundo. Will olhou para suas unhas roídas. - Eu provavelmente renascerei como uma lesma. - A Roda da Transmigração, disse Magnus. Seus lábios se contraíram em um sorriso. - Bem, pense dessa forma. Você deve ter feito alguma coisa na sua vida passada, para renascer como é Nephilim. - Oh, sim, disse Will, em um tom morto. - Eu tenho muita sorte. Ele inclinou a cabeça para trás contra o divã, exausto. - Acho que você vai precisar de mais... ingredientes? Acho que a velha Mol dos Ossos de Cruz está ficando doente da minha visão. - Eu tenho outras conexões, disse Magnus, claramente com pena dele. - E eu preciso fazer mais pesquisas antes. Se você pudesse me dizer a natureza da maldição. - Não. Will sentou-se. - Eu não posso. Eu te disse antes, eu tomei um grande risco, mesmo em dizer de sua existência. Se eu lhe disser mais - Então o que? Deixe-me adivinhar. Você não sabe, mas você tem certeza de que seria ruim. - Não comece a me fazer pensar que contar para você tenha sido erro. - Isso tem algo a ver com Tessa, não é? Nos últimos cinco anos, treinou-se bem para não mostrar a emoção da surpresa, carinho, esperança, alegria. Ele tinha quase certeza que sua expressão não mudasse, mas ele ouviu a tensão em sua voz quando ele disse


- Tessa? - Já se passaram cinco anos, disse Magnus. Mas de alguma forma você conseguiu todo esse tempo, e não disse a ninguém. O desespero levou você a mim, no meio da noite, em uma tempestade? O que mudou no Instituto? Não consigo pensar em uma única coisa bastante bonita, com grandes olhos cinza. Will se levantou de forma tão abrupta, que ele quase derrubou o divã. - Há outras coisas, disse ele, lutando para manter a voz calma. - Jem está morrendo. Magnus olhou para ele, com um fresco olhar. - Ele está morrendo a cada ano, disse ele. - Nenhuma maldição lançada sobre você poderia causar ou reparar sua condição. Will percebeu que suas mãos tremiam, ele apertou os punhos. - Você não entende. - Eu sei que ele é seu parabatai, disse Magnus. - Eu sei que sua morte será uma grande perda para você. Mas o que eu não sei ... - Você sabe o que você precisa saber. Will sentiu frio, embora o quarto estivesse quente e ele ainda estava de casaco. Eu posso pagar-lhe mais, se ele vai fazer você parar de me fazer perguntas. Magnus colocou os pés em cima do divã. - Nada vai me fazer parar de fazer perguntas, disse ele. - Mas eu vou fazer o meu melhor para respeitar a sua reticência. Alívio soltou as mãos de Will. - Então, você ainda vai me ajudar. - Eu ainda vou te ajudar. Magnus colocou as mãos atrás da cabeça e recostou-se, olhando para Will por baixo dos olhos. - Ainda que eu pudesse ajudá-lo melhor se você me disse a verdade, vou fazer o que posso. Você me interessa estranhamente, Will Herondale. Will deu de ombros. Quando você planeja tentar novamente? Magnus bocejou. - Provavelmente este fim de semana. Vou enviar-lhe uma mensagem sábado, se houver. . . Desenvolvimentos. Desenvolvimentos. Maldição. Verdade. Jem. Morrendo. Tessa. Tessa, Tessa, Tessa. O nome dela tocou na mente de Will, como o badalar de um sino, ele se perguntou se algum outro nome na terra teve como ressonância inescapável a ele. Ela não poderia ter recebido um nome terrível, ela poderia se chamar Mildred. Ele não podia se imaginar ficar acordado à noite, olhando para o teto enquanto vozes invisíveis sussurravam "Mildred" em seus ouvidos. Mas Tessa? - Obrigado, disse ele abruptamente. Ele foi embora se sentindo muito frio e muito quente, e estava abafado no quarto, ainda com cheiro de cera de vela queimada. - Eu vou andando e espero o seu contato, então. - Sim, faça isso, disse Magnus, e ele fechou os olhos. Will não poderia dizer se ele estava realmente dormindo ou simplesmente à espera que Will saisse, de qualquer forma, foi claramente o sinal que Will esperava para partir. Will, não muito sem alívio, foi.


Sophie estava a caminho do quarto da Srta Jessamine, para varrer as cinzas e limpar a grade da lareira, quando ouviu vozes na sala. Em seu antigo local de trabalho tinha sido ensinado a "dar espaço" para virar e olhar para as paredes, enquanto seus empregadores passavam, e fazer o seu melhor para assemelhar-se a uma peça de mobiliário, algo inanimado que eles poderiam ignorar. Ela ficou chocada em vir para o Instituto para descobrir que as coisas não eram gerenciadas dessa forma aqui. Primeiro, uma casa tão grande para ter tão poucos servos a surpreendeu. Ela não tinha percebido na primeira vez que os Caçadores de Sombras eram muitos por si mesmos e uma família de boa educação, pois iniciaravam os seus próprios fogos, arrumavam suas próprias compras, mantinham os quartos assim como a área de treinamento e sala de armas limpas e arrumadas. Ela ficou chocada com a familiaridade com que Agatha e Thomas eram tratados por seus empregadores, não percebendo que seus servos tinham vindo de famílias que tinham servido Caçadores de Sombras de gerações, ou que eles tinham sua própria magia. Ela própria tinha vindo de uma família pobre, e que tinha sido chamado de "estúpida" e levado um tapa muitas vezes. Ela começou a trabalhar primeiro como empregada domésticaela não tinha conhecimento da mobília delicada ou prata real, ou porcelana fina que você poderia ver na a escuridão do chá através dos lados, mas ela tinha aprendido, e quando se tornou claro que ela ia ser muito bonita, ela tinha sido promovida a limpeza do salão. Ela foi colocada ali para que a familia olhasse para algo bonito e, portanto, seu salário começou a cair a cada ano que ela tinha envelhecido, desde dezoito anos. Tinha sido um alívio, vindo trabalhar no Instituto, onde ninguém ligava se ela tinha quase 20, ou exigiu que ela olhasse para as paredes, ou se importava se ela falasse antes do que foi falado, que ela quase tinha esquecido a mutilação de seu rosto bonito nas mãos de seu último empregador. Ela ainda evitava olhar-se no espelho, se pudesse, mas o horror terrível havia desaparecido. Jessamine zombou dela pela longa cicatriz que desfigurou seu rosto, mas os outros pareciam não notar, a salvar por Will, que, ocasionalmente, disse algo desagradável, mas de uma quase maneira superficial, como se fosse esperado dele, mas seu coração não estava nele. Mas isso era tudo antes que ela caisse de amor por Jem. Ela reconheceu a voz dele quando que ele chegou ao fundo do corredor, cheio de riso, e respondendo-lhe estava a Srta Tessa. Sophie sentiu uma estranha pressão contra o peito. Ciúme. Desprezava-se por isso, mas não poderia ser interrompido. Senhorita Tessa sempre foi gentil com ela, e havia uma enorme vulnerabilidade em seus grandes olhos cinza - tal necessidade para um amigo que era impossível não gostar dela. E, agora, a forma como Mestre Jem olhava para ela. . . Tessa nem parece notar. Não. Sophie simplesmente não podia suportar encontrar os dois no corredor, com Jem olhando para Tessa do jeito que ele tinha olhado ultimamente. Segurando a vassoura, a escova e o balde contra seu peito, Sophie abriu a porta mais próxima e se abaixou dentro, fechando a maior parte do caminho atrás dela. Era como a maioria dos quartos do Instituto, um quarto não utilizado, só para visitas de Caçadores de Sombras. Ela limpava os quartos uma vez por quinzena ou assim, a menos que alguém estivesse usando-os, caso contrário, ficava intacto. Este está empoeirado; pó dançava na luz das janelas, e Sophie lutou contra a vontade de espirrar quando ela pressionou seu olho para a fresta na porta.


Ela tinha razão. Jem e Tessa estavam vindo em sua direção pelo corredor. Eles pareciam totalmente concentrados um com o outro. Jem parecia está carregando algum tecido escuro dobrado e Tessa estava rindo de alguma coisa que ele tinha dito. Ela estava olhando um pouco para baixo e para longe dele, e ele estava olhando para ela, à forma como ele faz quando não sabe que está sendo observado. Ele tinha aquele olhar em seu rosto, aquele olhar que ele geralmente tem apenas quando está tocando violino, como se ele estivesse completamente apanhado e em transe. Seu coração ferido. Ele era tão bonito. Ela sempre pensou assim. A maioria das pessoas acha que Will é bonito, mas ela sempre pensou que Jem era mil vezes mais bonito. Ele tinha o olhar etéreo dos anjos em pinturas, e embora soubesse que a cor prateada dos cabelos e da pele fosse resultado do remédio que ele toma para a sua doença, ela não podia deixar de encontrá-lo adorável. E ele era firme, suave e gentil. O pensamento de suas mãos em seu cabelo, acariciando-o em volta de seu rosto, à fez se sentir confortada, enquanto que normalmente o pensamento de um homem, mesmo um menino, tocando-a fazia sentir-se vulnerável e doente. Ele tinha as mãos mais cuidadosas, lindamente construídas. . . . - Eu não posso acreditar que eles estão vindo amanhã, Tessa estava dizendo, voltando o olhar para Jem. - Eu me sinto como se Sofia e eu estivessemos sendo atiradas para satisfazer Benedict Lightwood, como se fosse um cachorro com seu osso. Ele realmente não se importa se estamos treinadas ou não. Ele só quer que os seus filhos incomodem Charlotte na casa dela. - Isso é verdade, reconheceu Jem. - Mas por que não aproveitar o treinamento quando é oferecido? É por isso que Charlotte está tentando encorajar Jessamine a participar. Quanto a você, dado o seu talento, eu deveria dizer que Mortmain não é mais uma ameaça, haverá outros atraídos pelo seu poder. Pode fazer bem para você aprender a combate-lós. As mão de Tessa foram para o colar de anjo em sua garganta, um gesto habitual, Sophie suspeitava que ela não estivesse mesmo ciente disso. - Eu sei o que Jessie vai dizer. Ela vai dizer que a única coisa que ela precisa de ajuda e para rechaçar pretendentes bonitos. - Não, ela talvez não prefira ajudar a eliminar os pouco atraentes? - Não, se eles são mundanos. Tessa sorriu. - Ela prefere um mundano feio a um Caçador de Sombras bonito em qualquer dia. - Isso me põe bem fora da corrida, não é?, Disse Jem com desgosto, e Tessa riu de novo. - É muito ruim, disse ela. - Alguém tão bonita quanto Jessamine deveria ter vários pretendentes, mas ela está tão determinada em não querer um Caçador de Sombras. - Você é muito mais bonita, disse Jem. Tessa olhou para ele com surpresa, a coloração nas bochechas. Sophie sentiu o toque de ciúme em seu peito novamente, embora ela concordasse com Jem. Jasmim era tradicionalmente bonita, uma Vênus, mas sua expressão habitual de leite estraga seus encantos. Tessa, no entanto, tinha um apelo quente, com seu rico cabelo escuro, e olhos cinzentos da cor do mar, que cresceu em você o tempo que você conhecia. Havia inteligência em seu rosto, e humor, coisa que Jessamine não tem, ou pelo menos não era exibidos. Jem parou em frente à porta da Srta Jessamine, e bateu. Quando não houve resposta, ele deu de ombros, abaixou-se e colocou uma pilha de roupas escuras - em frente da porta. - Ela nunca vai usá-lo. A face de Tessa fez covinhas.


Jem se endireitou. - Ela nunca concordou em lutar. Ainda mais com essas roupas. Ele começou a descer o corredor novamente, Tessa ao lado dele. - Eu não sei o que Charlotte poderia ter tanto para falar com o irmão Enoque com tanta frequencia. Ele me dá horrores, disse ela. - Ah, eu não sei. Eu prefiro pensar que, quando estão em casa, os Irmãos do Silêncio são como nós. Pregar peças na Cidade do Silêncio, fazendo torrado com queijo. - Eu espero que eles joguem charadas. Jem começou a rir, e então eles viraram na esquina fora de vista. Sophie caiu contra a moldura da porta. Ela não achava que poderia fazer Jem ri assim nunca, ela acha que ninguém nunca conseguiu, com exceção de Will. Você tinha que conhecer alguém muito bem para fazê-los rir assim. Ela o amara por tanto tempo. Como é que ela não sabia nada dele? Com um suspiro de resignação ela estava pronta para partir de seu esconderijo quando a porta do quarto da senhorita Jessamine se abriu. Sophie se encolheu na penumbra. A senhorita Jessamine estava vestida com uma capa de veludo longa de viagem que escondia a maior parte de seu corpo, do pescoço até os pés. Seu cabelo estava preso firmemente por trás de sua cabeça, e ela carregava um chapéu de cavalheiro em uma mão. Sophie congelou surpresa, Jessamine olhou para baixo, viu o embrulho a seus pés, e fez uma careta. Ela chutou rapidamente em direção ao quarto que Sophie estava, e ela teve uma rápida visão de seu pé que parecia estar vestido com um bota de homem e fechou a porta silenciosamente atrás dela. Olhando para cima e para baixo no corredor, ela colocou o chapéu em sua cabeça, deixou cair o queixo em baixo da capa, e escapuliu-se pelas sombras, deixando Sophie olhando, assombrada para ela.


Capítulo 3 - A morte injustificável Ai de mim! Eles tinham sido amigos na juventude; Mas sussurrando línguas podem envenenar verdade; E constância na vida reinos acima; E a vida é espinhosa, e juventude é vã; E para ser irado com alguém que amamos Porventura trabalhar como loucura no cérebro. -Samuel Taylor Coleridge, "Christabel"

Após o café da manhã no dia seguinte, Charlotte instruíu Tessa e Sophie para voltar aos seus quartos, vestir-se com suas roupas recém-adquiridos e encontrar Jem na sala de treinamento, para esperar os irmãos Lightwood. Jessamine não apareceu para o café da manhã, alegando dor de cabeça, e Will, da mesma forma, estava longe de ser encontrado. Tessa suspeitava que ele estivesse escondido, em uma tentativa de evitar ser forçado a ser educado por Gabriel Lightwood e seu irmão. Ela só poderia, em parte, colocar a culpa nele. De volta em seu quarto, pegando o corredor, ela sentiu uma vibração em seu estômago, que era muito diferente de tudo que ela já tinha sentido antes. Sophie não estava lá para ajudá-la com as roupas novas. Parte do treinamento, é claro, consistia em ser capaz de vestir - se e de se familiarizar com o equipamento: sapatos de sola plana, um par de calças soltas de material preto e grosso, e uma túnica longa que atingiu quase até os joelhos e cinto. Eram as mesmas roupas que ela tinha visto Charlotte lutar antes, e já tinha visto ilustrada no Codex, ela tinha achado tão estranhas, mas o ato de realmente usá-los foi ainda mais estranho. Se a tia Harriet a visse agora, Tessa pensou, ela provavelmente teria desmaiado. Ela viu Sophie, ao pé dos degraus que levavam até o quarto de treinamento do Instituto. Nem ela nem a outra menina trocaram uma palavra, apenas incentivando sorrisos. Depois de um momento Tessa foi a primeira a subir os degraus, um vão estreito de madeira com um corrimão tão velho que a madeira tinha começado a se dividir. Era estranho, Tessa pensou, subindo um lance de escadas, não ter que se preocuparem em puxar suas saias ou tropeçar na bainha. Embora seu corpo estivesse completamente coberto, sentiu particularmente nua em sua roupa de treinamento. Ajudou ter Sophie com ela, obviamente, igualmente desconfortável em sua própria roupa de Caçadora de Sombras. Quando chegaram ao topo das escadas, Sophie abriu a porta e elas fizeram o caminho até a sala de treinamento em silêncio. Eles estavão, obviamente, no alto do Instituto, em uma sala adjacente ao sótão, Tessa pensou, é quase o dobro do tamanho. O chão era de madeira envernizada com vários padrões desenhada aqui e ali, em tinta preta - círculos e quadrados, algumas delas numerada. Uma Corda, longa e flexível pendurada nas vigas, meio invisível nas sombras. Tochas de pedras enfeitiçadas queimavam ao longo das paredes, intercaladas com armas penduradas - bastões e eixos e todos os tipos de objetos de aparência mortal. - Ugh, disse Sophie, olhando para eles com um arrepio.


- Eles não são assim tão horríveis? - Eu reconheço alguns do Codex, disse Tessa, apontando. - Aquela ali é uma espada, e aquele e um florete, e ali uma lança de esgrima, e aquela que parece necessitar de duas mãos para segurá-la é uma claymore, eu acho. - Chega, veio uma voz, muito desconcertante, de cima de suas cabeças. - Aquilo é a espada de um carrasco. É usada principalmente para decapitações. Você pode dizer, porque ela não tem uma ponta afiada. Sophie deu um gritinho de surpresa e se apoiou em uma das cordas penduradas começando a se balançar até a forma escura aparecer sobre suas cabeças. Era Jem, descendo pela corda com a agilidade graciosa de um pássaro. Ele caiu levemente na frente delas, e sorriu. - Minhas desculpas. Eu não tive a intenção de assustá-las. Ele estava vestido com o mesmo trage de equipamento, bem como, embora em vez de uma túnica ele vestisse uma camisa que atingiu apenas a cintura. Um cordão de couro via-se pendurado em seu peito, e o cabo de uma espada saía de trás de um ombro. A escuridão da roupa fez sua pele parecer ainda mais pálida, com os cabelos e os olhos mais prata do que nunca. - Sim, você deu, disse Tessa com um sorriso. - Mas está tudo bem. Eu estava começando a me preocupar se Sophie e eu iriamos ser deixadas aqui para treinar uma com a outra. - Oh, os Lightwoods virão, disse Jem. - Eles estão simplesmente atrasados um pouco. Eles não têm que querer, é só o que o pai deles deseja. - Eu gostaria que você fosse o nosso treinador, Tessa disse impulsivamente. Jem olhou surpreso. - Eu não posso, eu não terminei meu próprio treinamento ainda. Mas seus olhos se encontraram, e em um momento sem palavras ou comunicação, Tessa ouviu o que ele realmente queria dizer: Eu não estou bem o suficiente com freqüência para treiná-las de forma confiável. Sua garganta doía, de repente, e ela fechou os olhos para Jem, esperando que ele pudesse ler neles sua simpatia silenciosa. Ela não queria desviar o olhar, e acabou se perguntando se a maneira que ela havia prendido o cabelo para trás, cuidadosamente em um coque, se havia alguns fios soltos e se ela estaria terrível. Não que isso importasse, claro. Era apenas Jem, diante dela, depois de tudo. - Nós não vamos passar por um curso completo de formação, vamos? Sophie disse, sua voz preocupada quebrando os pensamentos de Tessa. - O Conselho só disse que precisavamos saber como nos defender um pouco. . . . Jem desviou o olhar de Tessa, a conexão quebrando com um estalo. - Não há nada a temer, Sophie, disse ele em sua voz suave. - E você vai se divertir com isso, e é sempre útil para uma menina bonita ser capaz de afastar as atenções indesejadas de cavalheiros. O rosto de Sophie apertou, a cicatriz em seu rosto lívido destacando-se vermelha como se tivesse sido pintada lá. - Não é divertido, disse ela. - Não é agradável. Jem olhou assustado. - Sophie, eu não estava... A porta da sala de treinamento abriu. Tessa se virou quando Gabriel Lightwood entrou na sala, seguido por um rapaz que ela não conhecia. Onde Gabriel era magro e de cabelo escuro, o outro rapaz era musculoso, com cabelo cor de areia grossa. Ambos estavam vestidos com roupas de luta, com um olhar escuro e luvas cravejada de metais entre os dedos. Cada um


usava uma pulseira de prata ao redor de cada pulso e facas na bainha, Tessa sabia que tinha o mesmo padrão elaborado de branco das runas tecidas em suas mangas. Era evidente não apenas pela semelhança de suas roupas, mas da forma de seus rostos e o verde pálido e luminoso dos olhos que eles eram familiares, de modo que Tessa não ficou surpresa quando Gabriel disse, de forma abrupta: - Bem, estamos aqui como dissemos que estariamos. James, eu suponho que você se lembre de meu irmão, Gideon. Srta Gray, Srta Collins. - Prazer em conhecê-la, Gideon murmurou, não encontrando seus olhos com o dela. O mau humor parecia fazer parte da família, Tessa pensou, lembrando que Will havia dito que ao lado de seu irmão, Gabriel parecia um amor. - Não se preocupe. Will não está aqui, disse a Jem a Gabriel, que estava olhando ao redor da sala. Gabriel franziu o cenho, mas Jem já tinha virado para Gideão. - Quando você voltou de Madrid? Ele perguntou educadamente. - Meu pai me chamou de volta para casa há pouco tempo. O tom de Gideão era neutro. - Negócios de família. - Eu espero que esteje tudo por lá. - Tudo bem, obrigado, James, disse Gabriel, sem seu tom cortante. - Agora, antes de começarmos o treinamento de hoje, há duas pessoas que vocês provavelmente devem conhecer. - Ele virou a cabeça e gritou: Sr. Tanner, Srta Daly! Por favor, venha para cá. Ouviu - se passos, e dois desconhecidos entraram, com as mesmas roupas de luta. Ambos usavam roupas de criados. Um deles era uma jovem que era a própria definição de "ossuda", seus ossos pareciam grandes demais para o seu corpo, estranhamente magros. Seu cabelo era de um vermelho brilhante, puxado para trás em um coque sob um chapéu modesto. Suas mãos estavam visivelmente vermelhas. Tessa achou que ela tinha cerca de 20 anos. Ao seu lado estava um homem jovem, com cabelo castanho escuro encaracolado, alto e musculoso. Sophie deu um suspiro para dentro. Ela havia ficado pálida. - Thomas... O jovem parecia terrivelmente estranho. - Eu sou irmão de Thomas, Senhorita - Cyril. Cyril Tanner. - Estes são os servos substitutos do Conselho que foram solicitados, disse Gabriel. "Cyril Tanner e Bridget Daly”. O cônsul pediu-nos para traze-lós de Kings Cross até aqui, e naturalmente, fomos obrigados. Cyril vai substituir Thomas, e Bridget irá substituir a sua cozinheira, Agatha. - Ambos foram treinados com Caçadores de Sombras nas famílias que viviam, e foram bastante recomendados. Manchas vermelhas começaram a queimar no rosto de Sophie. Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, Jem disse rapidamente: - Ninguém pode substituir Agatha ou Thomas para nós, Gabriel. - Eles eram amigos, bem como servos. Ele acenou com a cabeça em direção a Bridget e Cyril. - Sem querer ofender. Bridget apenas piscou os olhos castanhos. - Não me ofendi, disse Cyril. Até mesmo a voz dele era como a de Thomas, assustadoramente identica. - Thomas era meu irmão. Ninguém pode substituí-lo para mim, também.


Um silêncio constrangedor caiu sobre a sala. Gideon se inclinou para trás contra uma das paredes, com os braços cruzados, uma pequena carranca em seu rosto. Ele tinha uma boa aparência, como seu irmão, Tessa pensou, mas a carranca o estragava. - Muito bem, disse Gabriel, finalmente, cortando o silêncio. - Charlotte pediu para que a gente os apresentasse a vocês. Jem, você se incomoda em levá-los de volta a Biblioteca, Charlotte está esperando com instruções. - Assim, nenhum deles precisa de qualquer formação extra? Jem disse. - Já que você vai esta treinando Tessa e Sophie poderia incluir, Bridget ou Cyril. - Como disse o cônsul, eles foram bastante treinados em suas residências anteriores, disse Gideon. - Gostaria de uma demonstração? - Eu não acho que seja necessário, Jem disse. Gabriel sorriu. - Vamos, Carstairs. As meninas bem poderiam ver que um mundano pode lutar quase como um Caçador de Sombras, com o tipo certo de instrução. Cyril? Ele andou até a parede, selecionou duas espadas longas, e jogou um para Cyril, que o apanhou no ar com folga e avançou em direção ao centro da sala, onde um círculo foi pintado no assoalho. - Nós já sabemos disso, murmurou Sophie, em voz baixa, o suficiente para que só Tessa ouvisse. - Thomas e Agatha ambos foram treinados. - Gabriel está apenas tentando irritá-lo, disse Tessa, também em um sussurro. - Não deixe que ele veja que o incomoda. Sophie mordeu com força sua mandíbula quando Gabriel e Cyril se encontraram no centro da sala, brandindo suas espadas. Tessa teve de admitir que havia algo muito bonito nisso, a forma como eles circularam um ao outro, brandindo lâminas através do ar, um borrão de preto e prata. Os sons do toque de metal com metal, a forma como eles se moviam, tão rápido que a sua visão mal conseguia acompanhar. E, no entanto, Gabriel era melhor, seus movimentos eram claros, mesmo para olhos destreinados. Seus reflexos eram mais rápidos, seus movimentos mais graciosos. Não era uma luta justa para Cyril, seu cabelo colado na testa de suor, estava claramente dando tudo o que tinha, enquanto Gabriel estava simplesmente marcando o tempo. No final, quando Gabriel rapidamente desarmou Cyril com um simples movimento de seu pulso, enviando espada do outro garoto chacoalhando para o chão, Tessa não pode deixar de sentir indignada em nome de Cyril. Um humano não poderia ser melhor que um Caçador de Sombras. Não era esse o ponto? A ponta da lâmina de Gabriel descansou a uma polegada da garganta de Cyril. Cyril levantou as mãos em sinal de rendição, um sorriso, muito parecido com sorriso fácil de seu irmão, se espalhanva por todo o rosto. - Eu me rendo. Houve um borrão de movimento. Gabriel gritou e caiu, deslizando a espada de sua mão. Seu corpo bateu no chão, de joelhos, sua boca aberta. Era Bridget, que deslizou por trás dele e disparou contra ele enquanto ninguém estava olhando. Agora ela retirou uma pequena adaga do seu peito, de dentro de seu sutiã e segurou-a contra sua garganta. Gabriel olhou para ela por um momento, atordoado, piscando os olhos verdes. Então, ele começou a rir. Tessa gostou dele mais nesses momentos do que ela nunca viu antes. Não que isso tivesse muito a dizer.


- Muito impressionante, balbuciou uma voz familiar da porta. Tessa se virou. Viu Will, olhando, como sua tia teria dito, como se tivesse sido arrastado para trás através de uma coberta. Sua camisa estava rasgada, seu cabelo estava despenteado, e seus olhos azuis eram aros vermelho. Ele abaixou-se, e pegou a espada que caiu de Gabriel, e nivelou-o em direção a Bridget com uma expressão divertida. - Mas ela sabe cozinhar? Bridget ficou de pé, com as bochechas vermelha. Ela estava olhando para Will como as meninas sempre fazia um pouco boquiaberta, como se ela não conseguisse acreditar na visão que se materializou na frente dela. Tessa queria dizer a ela que Will parecia melhor quando estava menos sujo, que sua beleza fascinate era tão perigosa quanto ser fascinado por um pedaço de lâmina afiada de aço, perigoso e imprudente. Mas esse era o ponto? Ela iria aprender isso em breve. - Eu sou uma boa cozinheira, senhor, disse ela com um sotaque melodioso irlandês. Meus empregadores anteriores não tinham reclamações. - Senhor, você é irlandesa, disse Will. - Você pode fazer alguma coisa que não leve batata neles? Tivemos uma cozinheira irlandesa uma vez quando eu era um menino. Torta de batata, creme de batata, batata com molho de batata. . Bridget olhou perplexa. Enquanto isso, de alguma forma, Jem tinha atravessado a sala e agarrou o braço de Will. - Charlotte quer ver Cyril e Bridget na sala de estar. Vamos mostrar-lhes onde é? Will vacilou. Ele estava olhando para Tessa agora. Ela engoliu contra sua garganta seca. Ele olhou como se houvesse algo que ele queria dizer a ela. Gabriel, olhando entre eles, sorriu. Os olhos de Will se escureceram, e ele se virou, guiado pela mão de Jem em direção à escada, e saiu. Depois de um momento Bridget e Cyril seguiram. Quando Tessa virou-se para o centro da sala, ela viu que Gabriel tinha tomado uma das lâminas, e entregou-a a seu irmão. - Agora, ele disse. - É hora de iniciar o treinamento, não é, senhoras? Gideon levantou a lâmina. “Esta es la idea más estúpida que nuestro padre ha tenido ", disse ele. "NUNCA". Sophie e Tessa trocaram um olhar. Tessa não tinha certeza exatamente o que Gideon tinha dito, mas "ESTUPIDA" soava bastante familiar. E este estava se encaminhando para ser um longo dia.

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Eles passaram as próximas horas tentando se equilibrar e realizando exercícios de bloqueio. Gabriel ficou responsável pelo treinamento de Tessa, enquanto Gideão foi designado para Sophie. Tessa não podia ter certeza, mas sintia que Gabriel a tinha escolhido para irritar Will de alguma forma, se Will iria se importar com isso, ela não sabia. Ele não era um mau professor, na verdade, era bastante paciente, disposto a ensinar a forma correta de segurar uma arma, e quando ela deixava cair algo, ele ia lá ensinar novamente como impunhar com mais força, ele até mesmo elogiava quando ela fazia da forma correta. Ela estava muito


concentrada para perceber como era Gideon em seu treinamento com Sophie, embora Tessa o escutasse murmurando em espanhol várias vezes. No momento em que o treinamento acabou Tessa foi tomar um banho e colocar o vestido para o jantar, ela estava morrendo de fome de uma forma bastante grosseira. Felizmente, apesar dos temores de Will, Bridget sabia cozinhar, e muito bem. Ela serviu um assado quente com legumes e um sobremessa de torta com creme, para Henry, Will, Tessa, Jem após o jantar. Jessamine ainda estava em seu quarto, com dor de cabeça, e Charlotte tinha ido para a Cidade dos Ossos olhar diretamente ela mesma os arquivos de Reparações. Era estranho, vê Sophie e Cyril entrando e saindo da sala de jantar, com pratos de comida. Cyril cortava o assado assim como Thomas faria e Sophie ajudando-o silenciosamente. Tessa não podia deixar de pensar quão difícil deveria ser para Sophie, cujos companheiros mais próximos no Instituto sendo Agatha e Thomas, não mais estavam lá, Tessa tentou chamar a atenção da garota, mas Sophie desviou o olhar. Tessa lembrou-se do olhar no rosto de Sophie a última vez que Jem esteve doente, a forma como ela havia torcido seu gorro na mão, implorando por notícias dele. Tessa tinha medo de falar com Sophie sobre isso, e agora sabia que nunca poderia. Romances entre mundanos e Caçadores de Sombras são proibidos, lembrou-se que a mãe de Will era uma mundana e que seu pai tinha sido forçado a deixar os Caçadores de Sombras para estar com ela. Ele deve ter amado muito ela para está disposto a fazer tal ato, e Tessa nunca teve a sensação de que Jem gostasse de Sophie dessa maneira. E depois havia a questão de sua doença. . . . - Tessa, Jem disse em voz baixa. Você está bem? Você parece está a um milhão de milhas de distância. Ela sorriu para ele. - Só estou cansada. Não estou acostumada ao treinamento, é somente isso. E era a verdade. Seus braços estavam doloridos de segurar a espada de treino pesado, ela e Sophie tinham feito pouco além de aprender a equilibrar e exercícios de bloqueio, as pernas doíam muito. - Há uma pomada dos Irmãos do Silêncio, para os músculos doloridos. Bata na porta do meu quarto antes de ir dormir, e eu vou te dá. Tessa corou ligeiramente, em seguida, perguntou-se por que ela havia corado. Os Caçadores de Sombras tinham suas formas estranhas. Ela tinha estado no quarto de Jem antes, mesmo as sós com ele, mesmo sozinha estando de camisola, e nenhum mal entendido tinha sido feito da parte dele. Tudo o que ele estava fazendo agora era oferecer a ela um pouco de medicina, e ela ainda podia sentir o aumento do rubor em seu rosto, e ele parecia perceber, quando ele mesmo corou, a cor muito visível contra sua pele pálida. Tessa desviou o olhar rapidamente e pegou Will olhando para os dois, com seus olhos azuis escuro. Apenas Henry, catando ervilhas em torno de seu prato com um garfo, parecia alheio. - Muito obrigada, disse ela. - Eu vou. Charlotte entrou no sala, o cabelo escuro escapando das prisilhas em um turbilhão de ondas, com um rolo de papel longo que segurava em suas mãos. - Eu encontrei-o!, Ela gritou. Ela caiu sem fôlego no assento ao lado de Henry, seu rosto normalmente pálido estava rosado com esforço. Ela sorriu para Jem. - Você foi muito bem – por ter pensado nos arquivos das Reparações, e eu encontrei algo depois de apenas algumas horas de procura.


- Deixe-me ver, disse Will, soltando o garfo. Ele tinha comido apenas um pouco de sua comida, Tessa não pôde deixar de notar. O anel com o desenho do pássaro brilhou em seus dedos quando ele estendeu a mão para o rolo que estava na mão de Charlotte. Ela golpeou a mão dele, bem-humorada. - Não. Iremos todos olhar para eles, ao mesmo tempo. Foi idéia de Jem, de qualquer maneira, não foi? Will franziu a testa, mas não disse nada; Charlotte abriu o rolo sobre a mesa, empurrando para o lado xícaras e pratos vazios, as pessoas se aglomeraram ao redor dela, olhando para o documento. O papel era realmente um pergaminho grosso, com tinta vermelha escura, como a cor das runas sobre as vestes dos Irmãos do Silêncio. A letra era em Inglês, mas apertada e cheia de abreviaturas; Tessa não fazia nem idéia do que estava olhando. Jem se inclinou para perto, seu braço encostou-se nela, lendo sobre o seu ombro. Sua expressão era pensativa. Ela virou a cabeça para ele, uma mecha de seu cabelo pálido fez cócegas em seu rosto. - O que ele diz? Ela sussurrou. - É um pedido de recompensa, disse Will, ignorando o fato de que ela dirigiu sua pergunta a Jem. - Enviado ao Instituto York em 1825 no nome de Axel Hollingworth Mortmain, buscando reparações pela morte injustificada de seus pais, John Thaddeus e Anne Evelyn Shade, quase uma década antes. - John Thaddeus Shade, disse Tessa. - JTS, as iniciais no relógio do Mortmain. Mas se ele era o seu filho, por que ele não tem o mesmo sobrenome? - “Os Shades eram bruxos, disse Jem, lendo mais abaixo na página. - Ambos. Ele não poderia ter sido seu filho de sangue, deve ter sido adotado, e deixá-lo manter seu nome mundano. Acontece, de vez em quando. Os olhos dele foram para Tessa, e depois desviados dela, ela perguntou se ele estava se lembrando da conversa na sala de música sobre o fato de que os bruxos não podiam ter filhos. - Ele disse que começou a aprender sobre as artes das trevas durante suas viagens, falou Charlotte. - Mas se os seus pais eram bruxos. - Os pais adoptivos, disse Will. Agore sei com certeza quais Feiticeiros exatamente ele sabia contactar para aprender as artes mais escuras. - Morte Injustificável, Tessa disse em uma voz baixa. - O que isso significa, exatamente? - Isso significa, que ele acredita que os Caçadores de Sombra mataram seus pais sem eles tenham quebrado nenhuma lei, disse Charlotte. - Qual lei eles teriam quebrado? Charlotte franziu o cenho. - Ele diz algo aqui sobre relações não naturais e ilegais com os demônios, que poderia ser qualquer coisa e que foi acusado de criar uma arma que poderia destruir os Caçadores de Sombras. A sentença foi à morte. Isso foi antes de os Acordos, porém, você deve se lembrar. Caçadores de Sombras podiam matar feiticeiros na mera suspeita de irregularidade. Isso é provavelmente porque não há nada mais substantivo ou detalhado na papelada que temos. Mortmain entrou com pedido de recompensa através do Instituto de York, sob a égide da Aloysius Starkweather. Ele não estava pedindo dinheiro, mas sim que os Caçadores de Sombras culpados fossem julgados e punidos. Mas o julgamento foi recusado aqui em Londres, alegando que não se tinha dúvida de que os Shades fossem culpados. E isso é realmente tudo


o que há. Isto é simplesmente um pedaço do evento, não temos maiores detalhes e acredito que tenha mais informação no Instituto York. Charlotte afastou o cabelo úmido da testa. - E ainda. Isso explicaria porque Mortmain têm ódio de Caçadores de Sombras. Você estava certa, Tessa. É pessoal. - E isso nos dá um ponto de partida. O Instituto York , disse Henry, olhando de cima de seu prato. - Os Starkweathers foram responsaveis por executá-lo, não é? Eles devem ter várias cartas e papéis. - Aloysius Starkweather tem 89 anos, disse Charlotte. Ele deveria ser um jovem quando os Shades foram mortos. Ele pode lembrar-se de algo do que aconteceu. Ela suspirou. - É melhor eu enviar-lhe uma mensagem. – Oh, querido. Isso vai ser difícil. - Por que será querida? Henry andou em seu caminho, suave e ausente. - Ele e meu pai eram amigos há muito tempo, mas depois eles tiveram um desentendimento, alguma coisa terrível, há séculos, eles nunca se falaram novamente. - O que dizia aquele poema? Will disse, com uma xícara vazia girando em torno de seus dedos, levantando - se em linha reta e declamando: "Cada um falou palavras de desprezo alto, E a melhor insultou o seu coração - irmão " - Oh, pelo Anjo, Will, fique quieto, disse Charlotte, de pé. - Eu tenho que ir e escrever uma carta para Aloysius Starkweather cheia remorso e suplicante. Eu não preciso de você para me distrair. E, juntando as saias, ela saiu correndo da sala. - Ela não tem apreciação para as artes, Will murmurou, deixando sua xícara de chá na mesa. Ele olhou para cima, e Tessa percebeu que ele estava olhando para ela. Ela sabia do poema, é claro. Foi Coleridge, um de seus favoritos. Não havia nada mais a falar, bem como, sobre o amor, a morte e loucura, mas ela não podia pensar nisso, não agora, com os olhos azuis de Will sobre os dela. - E, claro, Charlotte não comeu nem um pouco de jantar, disse Henry, levantando-se. - Eu vou ver se Bridget pode fazer um prato de frango frio. E para o resto de vocês. Ele parou por um momento, como se ele estivesse prestes a dar-lhes uma ordem de enviá-los para a cama, ou talvez, de volta para a biblioteca para fazer mais pesquisas, mas o momento passou e um olhar de perplexidade atravessou seu rosto. - Maldição, eu não consigo me lembrar o que eu ia dizer, ele anunciou, e desapareceu na cozinha. *********** No momento em que Henry saiu, Will e Jem começaram uma discussão séria a respeito das reparações, feiticeiros, acordos, convênios e leis que deixaram Tessa de cabeça girando. Silenciosamente ela se levantou e saiu da mesa, fazendo o seu caminho para a biblioteca. Apesar de seu tamanho imenso, e o fato de que quase nenhum dos livros que forravam as paredes estava em Inglês, aquele era seu lugar favorito no Instituto.


Havia algo sobre o cheiro dos livros, o cheiro de tinta e de papel e couro, a poeira que se forma na biblioteca, que parecia se comportar de forma diferente do pó em qualquer outra sala, à luz das pedras enfeitiçadas, estabelecendo-se como o pólen através das superfícies polidas de mesas de grande comprimento. Coroinha, o gato estava dormindo em uma estante de livros alta, sua cauda enrolada acima de sua cabeça; Tessa deu-lhe um amplo espaço enquanto se movia em direção à pequena seção de poesia ao longo da parede inferior do lado direito. Coroinha era adorado por Jem, mas era conhecido por morder as pessoas, sem nenhum aviso. Ela encontrou o livro que estava procurando e se ajoelhou ao lado da estante, sacudindo até que encontrou a página certa, era a cena em que um velho homem "Christabel" compreende que a garota em pé diante dele, é a filha de um homem que em outra época foi seu melhor amigo, e que hoje é seu inimigo mais odiado, e que ele nunca poderá esquecer.

Ai de mim! eles tinham sido amigos na juventude; Mas sussurrando línguas podem envenenar verdade; E constância na vida reinos acima; E a vida é espinhosa, e juventude é vã; E para ser irado com alguém que amamos, Porventura trabalhar como loucura no cérebro. ... Cada falou palavras de desprezo alta E insultar melhor o irmão do seu coração: Eles se separaram-nunca se encontrar novamente! A voz que veio sobre sua cabeça era tão leve quanto era arrastada - instantaneamente familiar. - Verificando a precisão de minha citação? O livro escorregou das mãos de Tessa e caiu no chão. Ela levantou-se e viu, congelada, como Will se curvava para pegá-lo, e estendeu-o para ela, em sua forma de polidez extrema. - Eu garanto a você, ele disse a ela, minha recordação é perfeita. Então é meu, ela pensou. Esta foi a primeira vez que ela estava sozinha com ele nas últimas semanas. Após a cena terrível no telhado quando ele tinha insinuado que ele pensou que ela era um pouco melhor do que uma prostituta, e uma estéril sem mencionar. Eles nunca voltaram a mencinar nada a respeito novamente. Eles estavam, agiam como se tudo estivesse normal, educados um com o outro no instituto, nunca sozinhos. De alguma forma, quando eles estavam com outras pessoas, ela era capaz de empurrá-lo para o fundo de sua mente, podia esquecer. Mas, confrontada frente a frente com Will, e apenas Will - lindo como sempre, com a gola da camisa aberta mostrando as marcas pretas entrelaçandas na sua clavícula e subindo na pele branca de sua garganta, com a luz das pedras enfeitiçadas olhando para os angulos elegantes de seu rosto - A sua memória se envergonhava, e ela sentiu uma raiva se levantar em sua garganta, sufocando suas palavras. Ele olhou para sua mão, ainda segurando o pequeno volume de capa de couro verde. - Você vai pegar o livro de Coleridge da minha mão, ou vai apenas ficar ai para sempre parada nesta posição bastante tola?


Tessa silenciosamente estendeu a mão e pegou o livro dele. - Se você deseja usar a biblioteca, disse ela, preparando-se para partir... Você pode ficar. Eu encontrei o que eu estava procurando, e já está tarde. - Tessa, disse ele, estendendo a mão para detê-la. Ela olhou para ele, desejando que pudesse pedir-lhe para voltar a chamá-la de Srta Gray, mas do jeito que ele disse seu nome, fez com que ele tremesse, sentindo algo apertado em sua caixa torácica, tornando-a sem fôlego. Ela desejou que ele não utilizasse seu nome de batismo, mas sabia o quão ridículo seria fazer essa solicitação. Seria certamente estragar todo o seu trabalho de ser indiferente a ele. - Sim, ela perguntou. Havia uma melancolia em sua expressão quando ele olhou para ela. E era tudo o que podia fazer para não olhar. Will, melancólico? Ele teve que ser teatral. - Nada. Eu. Ele sacudiu a cabeça, uma mecha de cabelo escuro caiu sobre a testa, e ele empurrou-o para fora de seus olhos, impaciente. - Nada, disse ele novamente. - A primeira vez que eu mostrei a biblioteca, você me disse que o seu livro favorito era The Wide, Wide World. Achei que você poderia querer saber que eu. . . o li . Ele abaixou a cabeça, seus olhos azuis olhando para ela através daqueles escuro e grossos cílios, ela se perguntou quantas vezes ele tinha conseguido tudo o que ele queria apenas fazendo isso. Ela usou sua voz educada e distante. - E por que você acha que eu gostaria de saber? - Nem um pouco? disse Will. Pois bem, ele é trágico e sentimental. - Bem, gosto não se discute, Tessa disse docemente, sabendo que ele estava a tentar incitá-la, e recusando-se a morder a isca. - O que é um prazer para uma pessoa é veneno para outra, você não concorda? Era sua imaginação, ou ele parecia desapontado? - Você tem alguma outra recomendação de leitura americana para me dá? - Por que você iria querer uma quando desprezar meu gosto? Eu acho que você deveria aceitar que estamos muito distantes em matéria de material de leitura, como estamos em tantas coisas, procure suas recomendações em outros lugares, Sr. Herondale. Ela mordeu a língua tão logo as palavras saíram de sua boca. E ela sabia que tinha ido longe demais. E, de fato Will estava surpreso com ela, como uma aranha saltando para uma mosca especialmente saborosa. - Sr. Herondale? Ele exigiu. - Tessa, pensei. . . ? - Você pensou o que? Seu tom era glacial. - Que nós poderiamos pelo menos falar sobre os livros. - Nós fizemos, disse ela. - Você insultou o meu gosto. E você deveria saber que The Wide, Wide World não é meu livro favorito. É simplesmente uma história que eu gostava, como The Hidden Hand, ou talvez você deva sugerir algo para mim, para que eu possa julgar o seu gosto. Seria o justo. Will pulou para cima da mesa mais próxima e sentou-se, balançando as pernas, obviamente dando a pergunta algum pensamento. - O Castelo de Otranto. - Não é aquele livro que o filho do herói é esmagado até a morte por um capacete gigante que cai do céu? E você disse que Um Conto de Duas Cidades foi bobo!, disse Tessa, que teria morrido ao invés de admitir que ela tinha lido Otranto e adorado.


- Um Conto de Duas Cidades, ecoou Will. - Eu li de novo, você sabe, porque nós tínhamos conversado sobre isso. Você estava certa. Ele não é bobo em tudo. - Não? - Não, ele disse. - Há muito desespero nele. Ela encontrou seu olhar. Seus olhos eram azuis como um lago, ela se sentiu como se estivesse caindo em si. - Desespero? - Constantemente ele disse: Não há futuro para Sydney, está lá, com ou sem amor? Ele sabe que não pode salvar-se sem Lucie, mas a deixando perto dele, ele iria degradar-la. Ela balançou a cabeça. - Não se lembra o que ele disse para Lucie? Se fosse possível... Que você poderia fazer voltar o amor ao homem que você vê, antes dele destruir a si mesmo, desperdiçado, bêbado, uma pobre criatura de uso indevido, como sabe que sou - ele teria sido consciente deste dia e hora, de sua felicidade, ele não lhe traria miséria, tristeza, arrependimento, praga para você, desgraça para te puxar junto com ele. Uma fuligem caiu na lareira, enviando uma chuva de faíscas e assustando os dois e silenciando Will; o coração de Tessa saltou, e ela desviou os olhos para longe de Will. Estúpida, disse a si mesma com raiva. Tão estúpida. Lembrou-se de como ele a tratava, as coisas que ele tinha dito, e agora ela sentia seus joelhos quase virar geléia com a queda de uma linha de Dickens. - Bem, disse ela. - Você certamente já memorizou muita coisa. Isso foi impressionante. Will puxou o pescoço de sua camisa, revelando a curva graciosa de sua clavícula. Ele levou um momento para perceber que estava mostrando a ela uma marca de uns poucos centímetros acima do coração. - Mnemosyne, disse ele. – Uma iratze da memória. Ela é permanente. Tessa desviou o olhar rapidamente. - É tarde. Eu devo ir me deitar estou exausta. Ela passou por ele e foi em direção a porta. Ela se perguntou se ele estaria magoado, então empurrou o pensamento de sua mente. Este era Will, vivido, bem humorado, e encantador, ele era veneno para ela, para qualquer um. - Vathek, disse ele, deslizando para fora da mesa. Ela parou na porta e percebeu que ela ainda estava segurando o livro the Coleridge, mas depois decidiu que ela poderia muito bem levá-lo. Seria um agradável desvio do Codex. - O que significa isso? - Vathek, ele disse de novo. - Por William Beckford. Se você encontrou Otranto a seu gosto. Ela ficou pensando como ele adivinhou que ela leu Otrano, ela nem mesmo adimitiu ter lido ou gostado. - Eu acho que você vai gostar. - Oh, ela disse. - Bem. Obrigado. Eu vou me lembrar disso. Ele não respondeu, ele ainda estava de pé, onde ela o havia deixado, perto da mesa. Ele estava olhando para o chão, seu cabelo escuro escondendo seu rosto. Seu coração ficou um pouco amolecido, e antes que ela pudesse se conter, ela disse: - Boa noite, Will. Ele olhou para cima.


- Boa noite, Tessa. Ele parecia melancólico novamente, mas não tão sombrio como estava antes. Ele estendeu a mão para Coroinha, que dormira durante sua conversa inteira ao som do cripitar na lareira, e ainda estava estendido na estante de livros com as patas no ar. - Will, Tessa começou, mas já era tarde demais. Coroinha fez um barulho uivando ao ser acordado, e atacou com suas garras. Will começou a jurar. Tessa saiu incapaz de esconder o menor dos sorrisos.


Capitulo 4 - A VIAGEM A amizade é um espírito em dois corpos. -Meng-tzu Charlotte bateu o papel na sua mesa com uma exclamação de raiva. - Aloysius Starkweather é teimoso, hipócrita, obstinado, degenerarado. Ela parou, claramente lutando pelo controle de seu temperamento. Tessa nunca tinha visto a boca de Charlotte tão firmemente colocada em uma linha dura. - Você gostaria de um dicionário de sinônimos? Will perguntou. Ele estava deitado em uma das poltronas de asa - caida perto da lareira na sala de estudos, as botas sobre a poltrona. Elas estavam cobertas de lama, agora, mas nem por isso tirou os pés do divã. Normalmente Charlotte teria falado alguma coisa para ele, mas devido a carta de Aloysius que havia recebido pela manhã, ela tinha chamado todos eles para a sala para discutir, e isso parecia ter absorvido toda a sua atenção. - Você parece ter ficado sem palavras. - E ele é realmente degenerado? Jem perguntou com uma voz tranquila das profundezas da poltrona do outro lado. - Eu quero dizer, o velho rabugento tem quase noventa anos e certamente já teve desvios no passado. - Eu não sei, disse Will. - Você ficaria surpreso com o que alguns dos antigos companheiros na Taverna Diabo fizeram. - Você sabe que ninguém nunca chegará a surpreender-nos, Will, disse Jessamine, que estava deitada na espreguiçadeira, com um pano úmido sobre a testa. Ela ainda não tinha superado sua dor de cabeça. - Querida, disse Henry ansiosamente, chegando a torno da mesa onde sua esposa estava sentada. - Está tudo bem com você? Você parece um pouco corada. Ele não estava errado. Manchas vermelhas de raiva irromperam sobre o rosto de Charlotte e garganta. - Eu acho que é encantador, disse Will. - Eu ouvi dizer que bolinhas de ruge é a última palavra em moda nesta temporada. Henry deu um tapinha no ombro de Charlotte ansiosamente. - Gostaria de um pano frio? O que posso fazer para ajudar? - Você pode montar até Yorkshire e cortar a cabeça do velho bode fora. Charlotte soou rebelde. - Não vai tornar as coisas um pouco estranha com a Clave, perguntou Henry. - Eles não são geralmente muito receptivos sobre, você sabe decapitações e coisas parecidas. - Oh!, Disse Charlotte em desespero. - É tudo culpa minha, não é? Eu não sei por que eu pensei que poderia conquistá-lo. O homem é um pesadelo. - O que ele disse exatamente?, Disse Will. - Na carta, eu quero dizer. - Ele se recusa a me ver, ou Henry, disse Charlotte. - Ele diz que nunca vai perdoar a minha família pelo que o meu pai fez. Meu pai. . . Ela suspirou. - Ele era um homem difícil. Absolutamente fiel à lei, e os Starkweathers sempre interpretaram a lei de uma forma mais solta. Meu pai achava que eles viviam como selvagens lá no norte, como selvagens, e ele não tinha vergonha de dizer isso. Eu não sei mais o que ele fez, mas o velho Aloysius parece pessoalmente insultado. Sem mencionar que ele também disse que se eu realmente me


importava com o que ele pensava sobre qualquer coisa, deveria tê-lo convidado para a última reunião do Conselho. Como se eu fosse a responsável por esse tipo de coisa! - Por que ele não foi convidado? Perguntou Jem. - Ele está muito velho, e não devia está comandando ainda o instituto. Ele simplesmente se recusa a renunciar, e o Cônsul Wayland não irá fazer isso por ele, acredito que o Cônsul não irá convidá-lo para o Conselho de qualquer forma. Acho que ele espera que Aloysius um dia assuma a dica ou simplesmente morra de velhice. - Mas o pai de Aloysius viveu por cento e quatro anos. Poderíamos esperar por mais 15 anos. Charlotte balançou a cabeça em desespero. - Bem, se ele não irá vê-lá ou a Henry, você não pode enviar outra pessoa? Perguntou Jessamine em uma voz entediada. - Você é a comandante do Instituto, os membros do Enclave devem fazer o que você diz. - Mas muitos deles estão do lado de Benedict, disse Charlotte. - Eles querem ver - me falhar. Eu só não sei em quem posso confiar. - Você pode confiar em nós, disse Will. - Mande-me. E a Jem. - E eu? Disse Jessamine indignada. - E você? Você realmente não quer ir, não é? Jessamine levantou um canto do pano úmido para fora de seus olhos. - Você poderia pegar um trem fedorento e maçante até Yorkshire? Não, claro que não. Eu só queria dizer que Charlotte pode confiar em mim. - Eu posso confiar em você, Jessie, mas você não está claramente bem o suficiente para ir. O que é lamentável, uma vez que Aloysius sempre teve um fraco por um rosto bonito. - Ainda mais uma razão para que eu devesse ir, disse Will. - Will, Jem. . . Charlotte mordeu o lábio. - Vocês têm certeza? O Conselho não ficou satisfeito com as ações independentes que vocês tomoram em matéria da Sra. Dark . - Bem, eles deveriam está. Matamos um perigoso demônio! Will protestou. - E nós salvos Coroinha, disse Jem. - De alguma forma eu duvido que conte a nosso favor, disse Will. - Esse gato me mordeu três vezes naquela noite. - Isso provavelmente não conta a seu favor, disse Tessa. - Ou Jem, pelo menos. Will fez uma careta para ela, mas não parecia zangado, era o tipo de cara que ele poderia ter feito para Jem como se outro garoto estivesse insultado ele. Talvez eles realmente pudessem ser civilizados um com o outro, Tessa pensou. Ele tinha sido muito gentil com ela na biblioteca na noite de anteontem. - Parece uma insensatez, disse Charlotte. As manchas vermelhas na pele dela estavam começando a desaparecer, mas ela parecia infeliz. - Ele não irá dizer nada se sabe que eu os mandei. - Charlotte, Tessa disse, há um caminho que poderia fazê-lo nos dizer. Charlotte olhou para ela, perplexa. - Tessa, o que você - Ela parou de falar, então, viu uma luz em seus olhos. - Oh, eu vejo. Tessa, que é uma excelente idéia. - Oh, o quê? Exigiu Jessamine. - Que idéia? - Se eu tivesse algo dele, disse Tessa, e fosse dado a mim, eu poderia usá-lo para me transformar nele. E talvez acessar suas memórias. Eu poderia dizer o que ele lembra sobre Mortmain e os Shades, alguma coisa.


- Então, você vai com a gente para Yorkshire, disse Jem. De repente, todos os olhos na sala estavam em Tessa. Completamente assustado, por um momento ela não disse nada. - Ela não precisa nos acompanhar, disse Will. - Nós podemos pegar um objeto e trazêlo de volta para ela aqui. - Mas Tessa disse antes que ela precisa usar algo que tenha fortes associações com a pessoa, disse Jem. - Se o que pegamos for insuficiente. - Ela também disse que poderia usar um pedaço de unha, ou um fio de cabelo. - Então você está sugerindo em pegar um trem até York, encontrar um homem 90 anos de idade, e saltar sobre ele, arrancando seu cabelo? Tenho certeza que a Clave gostará disso. - Eles só dizem que ele é louco, disse Jessamine. - Mas já que eles já pensam assim, então qual é a diferença, realmente? - Tessa decidi, disse Charlotte. - É o seu poder que vamos usar, e deve ser a sua decisão. - Você disse que ia pegar um trem? Tessa perguntou, olhando para Jem. Ele acenou com a cabeça, seu olhar prata dançando. - O grande Great Northern levará todo o dia até Kings Cross, disse ele. - É apenas uma questão de horas. - Então, eu vou, disse Tessa. - Eu nunca estive em um trem. Will ergueu as mãos. - É isso? Você está indo porque você nunca esteve em um trem antes? - Sim, ela disse, sabendo o quanto seu comportamento calmo o deixou louco. - Eu gostaria de andar em um, muito. - Os trens são grandes coisas sujas que solta fumaça, disse Will. - Você não vai gostar. Tessa não se comoveu. - Eu não sei se eu gosto até que eu tente, eu vou! - Eu nunca tinha nadado nu no Tâmisa, mas eu sei que eu não iria gostar. - Mas acho que não como entretenimento para os turistas, disse Tessa, e ela viu Jem abaixar a cabeça para esconder o flash rápido de seu sorriso. - De qualquer forma, não é assunto. Eu gostaria de ir, e eu vou. Quando é que vamos sair? Will revirou os olhos, mas Jem ainda estava sorrindo. - Amanhã de manhã. Dessa forma, nós vamos chegar bem antes do anoitecer. - Eu vou ter que enviar a Aloysius uma mensagem dizendo para esperar por vocês, disse Charlotte, pegando sua pena. Ela fez uma pausa, e olhou para todos eles. - Esta é uma idéia terrível? Eu, eu sinto como se eu não tivesse certeza. Tessa olhou para ela, preocupada - vendo Charlotte duvidar de seus próprios instintos, sentiu ódio por Benedict Lightwood e seus companheiros. Henry colocou a mão suavemente no ombro de sua esposa. - É a única alternativa boa, querida Charlotte, ele disse. - E não fazer nada, eu acho, vai ficar no nada. Além disso, o que poderia dar errado? - Oh, pelo Anjo, eu queria que você não tivesse dito isso, respondeu Charlotte com fervor, mas ela se inclinou sobre o papel e começou a escrever. Naquela tarde, Tessa e Sophie tiveram a segunda sessão de treinamento com os Lightwoods. Tendo mudado para sua roupa de luta, Tessa saiu de seu quarto para encontrar Sophie esperando por ela no corredor. Ela estava vestida para treinar, seu cabelo amarrado habilmente por trás de sua cabeça, e uma expressão sombria em seu rosto.


- Sophie, o que é?" Tessa perguntou, andando ao lado da outra menina. - Você está completamente assustada. - Bem, se você quer saber. . . Sophie baixou a voz. "É Bridget." - Bridget? a jovem irlandesa tinha sido quase invisível na cozinha desde que ela chegou, ao contrário de Cyril, que tinha sido visto aqui e ali na casa, dava recados, como Sophie. A última memória que Tessa teve de Bridget era dela sentada em cima de Gabriel Lightwood com uma faca. Deixou-se debruçar sobre ele agradavelmente por um momento. - O que ela fez? - Ela só. . . Sophie soltou um suspiro tempestuoso. - Ela não é muito amável. Agatha era minha amiga, mas Bridget tem uma maneira de falar, entre nós servos, você sabe, normalmente, mas Bridget simplesmente não responde. Cyril é amigável o suficiente, mas Bridget apenas mantém a si mesma na cozinha, cantando as musicas irlandeses terrível dela. Eu aposto que ela está cantando uma agora. Eles estavam passando não muito longe da porta da copa; Sophie fez um gesto para Tessa para segui-la, e juntas elas se arrastaram perto e olharam para dentro. A copa é muito grande, com portas que dão para a cozinha e despensa. O aparador foi empilhado com comida para o jantar, peixe e legumes, recentemente limpos e preparados. Bridget estava na pia, com o cabelo em pé em torno de sua cabeça em selvagens cachos vermelhos, crespos pela umidade da água. Ela estava cantando também, Sophie estava certa sobre isso. A voz dela sobressaia sobre o som da água, e estava alto e doce. "Oh, seu pai a levou para baixo da escada, Sua mãe penteou o cabelo amarelo. Sua irmã Ann levou para a cruz, E seu irmão João colocou sobre seu cavalo. 'Agora você é alto e eu sou baixo, Dê-me um beijo antes de vós ir. Ela se inclinou para lhe dar um beijo, Ele deu-lhe uma ferida profunda e não perder. E com uma faca afiada como um dardo, Seu irmão esfaqueou o coração. " O rosto de Nate brilhou na frente dos olhos de Tessa, e ela estremeceu. Sophie pareceu notar. - Isso é tudo o que ela canta, ela sussurrou. - Assassinato e traição. Sangue e dor. É horrível. Felizmente a voz de Sophie cobriu o fim da canção. Bridget começou a secar os pratos e uma nova música ainda mais melancolia do que o primeiro. "Por que sua espada não para de pingar sangue, Edward, Edward? Por que sua espada não para de pingar sangue? E por que tão triste sois vós? "


- Chega. Sophie se virou e começou a correr pelo corredor; Tessa seguido. - Você vê o que eu quis dizer, então? Ela é tão terrivelmente mórbida, e é horrível partilhar o quarto com ela. Ela nunca diz uma palavra, de manhã ou à noite, apenas gemidos. - Você dividi o quarto com ela? Tessa estava atônita. - Mas o Instituto tem tantos quartos. - Para visitas dos Caçadores de Sombras, disse Sophie. - Não para os funcionários. Ela falou o assunto com naturalidade, como se nunca teria ocorrido a sua pergunta ou reclamar sobre o fato de que dezenas de quartos grandes estavam vazios enquanto ela dividia o quarto com Bridget, cantora de baladas assassinas. - Eu poderia falar com Charlotte, Tessa começou. - Oh, não. Por favor, não faça. Elas chegaram à porta da sala de treinamento. Sophie virou-se para ela, angústiada. - Eu não quero que ela pense que eu reclamo sobre os outros servos. Eu realmente não quero, senhorita Tessa. Tessa estava prestes a garantir a outra menina que ela não iria dizer nada a Charlotte se era isso que realmente queria Sophie, quando ouviu uma voz ser levantada do outro lado da porta da sala de estudos. Gesticulou para Sophie para ficar quieta, ela se inclinou e ouviu. As vozes eram muito claramente os irmãos Lightwood. Ela reconheceu a de Gideão, com tons mais ásperos quando ele disse: - Haverá um momento de acerto de contas, Gabriel. Você pode depender dele. O que importa é onde nós estamos quando se trata. Gabriel respondeu com sua voz tensa. - Nós vamos ficar com o Pai, é claro. Onde mais? Houve uma pausa. - Você não sabe tudo sobre ele, Gabriel. Você não sabe tudo o que ele tem feito. - Eu sei que somos Lightwoods e que ele é o nosso pai. Eu sei que ele esperava ser nomeado chefe do Instituto quando Granville Fairchild morreu. - Talvez o cônsul saiba mais sobre ele do que você tenha idéia. E mais sobre Charlotte Branwell. Ela não é a idiota que você acha que ela é. - Sério? A voz de Gabriel era um sorriso de escárnio. - Deixar que venhamos aqui treinar suas preciosas meninas, isso por acaso não faz dela uma tola? Ela deveria ter assumiu que estariamos espionando para o nosso pai? Sophie e Tessa se olharam com olhos grandes. - Ela concordou com ele, porque o cônsul forçou. E, além disso, estamos sendo vigiados, escoltado para esta sala, e escoltado para fora. E a Senhorita Collins e Srta Gray não sabem de mais nada de importante. Você diria que necessidade há de nossa presença aqui realmente? Houve um silêncio através do qual Tessa quase podia ouvir Gabriel murmurando. Por fim, ele disse: - Se você despreza tanto o nosso Pai, por que você voltou da Espanha? Gideão respondeu, parecendo exasperado. - Eu vim de volta por você. Sophie e Tessa tinham se encostado-se à porta, orelhas pressionado na madeira. Naquele momento, a porta cedeu e se abriu. Elas se endireitaram apressadamente, Tessa esperando que nenhuma evidência de sua espionagem fosse vista em seus rostos.


Gabriel e Gideon estavam em uma mancha de luz no centro da sala, de frente um com o outro. Tessa notou algo que ela não tinha notado antes: Gabriel, apesar de ser o irmão mais novo, era mais alto do que Gideon alguns centímetros. Gideão era mais musculoso, mais amplo através dos ombros. Ele passou a mão pelo cabelo cor de areia, balançando a cabeça bruscamente para as meninas quando elas apareceram na porta. - Bom dia. Gabriel Lightwood atravessou a sala para encontrá-las. Ele realmente era muito alto, Tessa pensou, esticando o pescoço para olhar para ele. Como uma garota alta, ela não costumava encontrar-se curvando a cabeça para trás para olhar para os homens, embora ambos Will e Jem fossem mais alto do que ela. - A Srta Lovelace ainda lamentavelmente ausente? Ele perguntou sem se preocupar em recebê-las. Seu rosto estava calmo, o único sinal de sua agitação antes era um pulso martelando debaixo de uma runa em cima de sua garganta. - Ela continua a ter dor de cabeça, disse Tessa, seguindo-o na sala de treinamento. Não sei quanto tempo ela vai ficar indisposta. - Até que estas sessões de treinamento terminem, eu suspeito, disse Gideon, tão secamente que Tessa ficou surpresa quando Sophie riu. Sophie imediatamente compos suas características de novo, mas não antes de Gideon lhe dá um olhar de surpresa quase apreciativo, como se ele não estivesse acostumado a ter alguém rindo de suas piadas. Com um suspiro, Gabriel alcançou e pegou duas longas espadas de seus coldres na parede. Ele entregou uma a Tessa. - Hoje, começou ele, - Começamos trabalhando em duplas e com bloqueio. . .

****** Como de costume, Tessa ficou acordada muito tempo durante a noite antes de o sono vir. Ela havia tendo pesadelos frequentes com Mortmain, seus frios olhos cinzentos, e sua voz mais fria dizendo que ele a tinha feito, e que não existia nenhuma Tessa Gray. Ela chegou a ficar cara a cara com ele, o homem que procuravam, e ainda assim ela realmente não sabia o que ele queria dela. Para casar com ela, mas por quê? Para reivindicar seu poder, mas para quê? O pensamento de seus frios olhos lagartos sobre ela a fez tremer, o pensamento de que ele poderia ter tido algo com o seu nascimento foi ainda pior. Ela achava que ninguém, nem mesmo Jem com sua maravilhosa compreensão - entendia muito bem sua necessidade de saber o que ela era, ou o medo de que ela tinha de ser uma espécie de monstro. Um medo que a acordou no meio da noite, deixando-a ofegante e arranhando sua própria pele, como se ela pudesse descascá-la para revelar uma pele de diabo por baixo. Só então ela ouviu um barulho em sua porta, e uma batida contra ela. Depois de um momento de pausa, ela deslizou para fora da cama. Ela abriu a porta para encontrar um corredor vazio, o som fraco de música de violino vindo do quarto de Jem, do outro lado do corredor. Aos seus pés tinha um livro verde pequeno. Ela o pegou e olhou para as palavras estampadas em dourado na capa: Vathek, por William Beckford. Ela fechou a porta e levou o livro até a sua cama, sentando-se para que ela pudesse examinar. Will deve ter deixado para ela. Obviamente, não poderia ter sido mais ninguém.


Mas por quê? Por que essas estranhas, pequenas gentilezas, a conversa sobre livros, e a frieza no resto do tempo? Ela abriu o livro na página de título. Will tinha rabiscado uma nota para ela lá, não apenas uma nota, na verdade. Um poema. Para Tessa Gray, por ocasião de ser dada Uma cópia do Vathek para ler: Califa Vathek e sua horda escura Estão destinados para o inferno, você não vai ficar entediada! Sua fé em mim será restaurada A menos que esse símbolo que você encontra inconveniente Seja o meu presente de pobre por você ter me ignorado. -Will Tessa começou a rir, e depois colocou a mão sobre sua boca. Will era sempre capaz de fazer-lá rir, mesmo quando ela não queria, mesmo quando ela sabia que abrir seu coração para ele mesmo uma polegada era como receber uma pitada de alguma droga mortal viciante. Ela deixou cair à cópia do Vathek, com o poema deliberadamente terrível de Will, em sua mesa de cabeceira e rolou em cima da cama, enterrando seu rosto nas almofadas. Ela ainda podia ouvir a música do violino de Jem, docemente triste, vagando por baixo de sua porta. Tão duro quanto podia, ela tentou empurrar os pensamentos de Will para fora de sua mente, e de fato, quando ela adormeceu e sonhou, por nenhuma vez, teve alguma aparição. Choveu o dia seguinte, e apesar de seu guarda - chuva Tessa podia sentir o chapéu que ela tinha pego emprestado de início a Jessamine, cair como um pássaro alagado em volta de seus ouvidos, ela, Jem, Will, e Cyrill, carregaram sua bagagem ao interior da estação de Kings Cross. Através das nuvens de chuva cinzenta ela estava consciente apenas de um edifício alto e imponente, uma torre de relógio grande de frente. Ela foi coberta com um catavento que mostrou que o vento estava soprando do norte, e não suavemente, salpicando gotas de chuva fria em seu rosto. No interior, a estação era um caos: as pessoas correndo de cá para lá, rapazes com jornal apregoando suas mercadorias, homens caminhando acima e abaixo com placas amarrada ao peito vendendo sanduíche, anunciando tônico capilar e sabão. Um menino com uma jaqueta Norfolk correu para lá e para cá, sua mãe em perseguição. Com uma palavra de Jem, Will desapareceu imediatamente para a multidão. - Ele não nos deixou, não é? Disse Tessa, lutando com seu guarda-chuva, que se recusava a fechar. - Deixe-me fazer isso. Habilmente Jem se aproximou e sacudiu o mecanismo, o guardachuva foi fechado com uma pressão decidida. Empurrando seu cabelo úmido longe de seus olhos, Tessa sorriu para ele, exatamente quando Will voltou com um carregador ofendido – olhando aliviado quando Cyrill partiu com ele carregando a bagagem para apressar-se, o trem não iria esperar o dia todo. Will viu o carregador olhar para a bengala de Jem, e de volta para ele. Seus olhos azuis se estreitaram. - Ele vai esperar por nós, disse Will com um sorriso mortal.


O carregador olhou confuso, mas disse "Sir" em um tom decididamente e menos agressivo, e começou a levá-los em direção à plataforma de embarque. Gente – tanta gente - Falou Tessa, como se em sua frente tivesse uma multidão, agarrando Jem com uma mão e o chapéu de Jessamine com a outra. Ao longe, no final da estação, onde os trilhos estavão visiveis, ela podia ver o céu cinzento de aço, sujo de fuligem. Jem a ajudou a encontrar seu compartimento; havia muito agito com a bagagem, e Will ia derrubando o carregador no meio de gritos e assobios enquanto o trem se preparava para partir. A porta se fechou atrás deles, assim que o trem começou a andar, com o vapor correndo e passado pelas janelas em desvios brancos, rodas batendo alegremente. - Você não trouxe nada para ler na viagem?, perguntou Will, estabelecendo-se no banco oposto ao de Tessa; Jem estava ao seu lado, à bengala inclinando-se contra a parede. Ela pensou na cópia de Vathek e em seu poema, mas ela havia deixado no Instituto para evitar a tentação, como quando você deixa guardada uma caixa de doce longe de vista quando não deseja engordar. - Não, ela disse. - Eu não encontrei nada que eu particularmente gostaria de ler recentemente. Will apertou a mandíbula, mas ele não disse nada. - Há sempre algo tão emocionante com o início de uma jornada, você não acha? Tessa virou o rosto para a janela, mas ela só podia ver fumaça e fuligem, e uma chuva cinzenta, Londres era uma sombra escura na névoa. - Não, disse Will quando ele sentou-se e puxou o chapéu sobre os olhos. Tessa manteve o rosto contra o vidro quando a cinza de Londres começou a ficar para trás deles, e com ela a chuva. Logo eles estavam correndo através de campos verdes pontilhadas com ovelhas brancas, aqui e ali, o ponto de uma torre de vila à distância. O céu tinha se transformado de aço para um pano úmido, de um nebuloso azul e pequenas nuvens negras. Tessa assistia a tudo com fascinação. - Você nunca esteve no campo antes, perguntou Jem, embora, ao contrário de Will, sua pergunta teve o sabor de curiosidade real. Tessa balançou a cabeça. - Eu não me lembro de ter deixando Nova York, a não ser para ir para Coney Island, e não é realmente o campo. Suponho que passei por alguns quando eu vim de Southampton com as Irmãs das Sombrias, mas estava escuro, e mantiveram as cortinas das janelas fechadas. Ela tirou o chapéu, que estava pingando água, e colocou-o no banco entre eles para secar. - Mas eu sinto como se eu tivesse visto isso antes. Em livros. Ficava imaginando ver Thornfield Hall subindo além das árvores, ou Wuthering Heights no cume de um penhasco rochoso. - Wuthering Heights é em Yorkshire, disse Will, debaixo de seu chapéu, e nós estamos longe de Yorkshire ainda. Nós nem sequer chegamos a Grantham. E não há nada impressionante em Yorkshire. Colinas e vales, montanhas, como temos no País de Gales. - Você sente falta de Gales? Tessa perguntou. Ela não sabia por que ela fez isso, ela sabia que Will não gostava de falar sobre o seu passado era como picar um cão com uma cauda ferida, mas ela não conseguiu evitar. Will encolheu os ombros levemente. - O que há para perder? Ovinos e cantar, disse ele. E a linguagem é ridícula. “Fe hoffwn i fod mor feddw, fyddai ddim yn cofio fy enw.” - O que significa isso?


- Significa: “Quero ficar tão bêbado que não me lembre o meu nome próprio" muito útil. - Você não parece muito patriota, observou Tessa. - Você não estava exatamente recordando as montanhas? - Patrióta? Will olhou presunçoso. - Eu vou dizer o que é patriota, disse ele. - Em honra da minha cidade natal, eu tenho o dragão de Gales tatuado no meu ... - Você está com um temperamento encantador, não é, William? Interrompeu Jem, apesar de não haver rispidez em sua voz. Ainda assim, tendo observado os dois juntos depois de algum tempo e separados, Tessa sabia que significava alguma coisa quando eles se chamavam uns aos outros por seus nomes completos, e não pela forma abreviadas. - Lembre-se, Starkweather tem um problema com Charlotte, por isso, se está é a forma que você vai agir. - Eu prometo que vou encantar o diabo, disse Will, sentando-se e reajustando seu chapéu esmagado. - Vou encantá-lo com tanta força que quando for feito, ele será deixado deitado inerte no chão, tentando se lembrar de seu próprio nome. - O homem de tem 89 anos, murmurou Jem. - Ele pode muito bem ter um problema de qualquer maneira. - Eu suponho que você está armazenando todo o seu encanto agora? Tessa perguntou. - Não quer perder nada com a gente? - É exatamente isso. Disse Will parecendo satisfeito. - E não é com Charlotte que Starkweathers tem problemas, Jem. É com o pai dela. - Pecados dos pais, disse Jem. - Eles não estão inclinados a gostar de qualquer Fairchild, ou qualquer um associado com eles. Charlotte não iria mesmo deixar Henry vir a cavalo . - Isso é porque cada vez que se deixa Henry fora de casa por conta própria, acaba com um risco de um incidente internacional, disse Will. - Mas, sim, para responder à sua pergunta não feita, eu entendo Charlotte, e agradeço a confiança que ela depositou em nós, e eu pretendo me comportar. Eu não quero ver Benedict Lightwood e seus filhos hediondos responsáveis do Instituto mais do que qualquer outra pessoa. - Eles não são hediondos, disse Tessa. Will piscou para ela. - O que? - Gideon e Gabriel, disse Tessa. - Eles são realmente bons, não horríveis em tudo. - Eu falei, disse Will em tom sepulcral, - Das profundezas veio – o preto interior de suas almas. Tessa bufou. - E qual é a cor que você acha que é as profundezas de sua alma, Will Herondale ? - Malva, disse Will. Tessa olhou para Jem pedindo ajuda, mas ele apenas sorriu. - Talvez devêssemos discutir a estratégia, disse ele. - Starkweather odeia Charlotte, mas sabe que ela nos enviou. Então, como iremos fazer com que esse verme caia em suas boas graças? - Tessa pode utilizar seus encantos femininos, disse Will. - Charlotte disse que ele tem uma queda por meninas bonitas. - Como Charlotte explicou a minha presença? Tessa perguntou, percebendo tardiamente que ela deveria ter perguntado isso antes.


- Ela não disse, ela só deu os nossos nomes. Ela foi “curta ", disse Will. - Eu acho que cabe a nós inventar uma história plausível. - Não posso dizer que sou uma Caçadora de Sombras, ele vai saber imediatamente que eu não sou. Não há marcas. - E não têm marca de bruxo. Ele vai pensar que ela é uma mundana, disse Jem. - Ela poderia mudar, mas... Will olhou especulativamente. Embora Tessa soubesse que não significava nada, realmente, ela ainda sentia seu olhar sobre ela como a escova de um dedo pela parte de trás do seu pescoço, fazendo-a estremecer. Ela se forçou a voltar o seu olhar com frieza. - Talvez pudéssemos dizer que ela é uma tia louca solteira que insiste em nos acompanhar em todos os lugares. - Minha tia ou a sua? Jem perguntou. - Sim, ela não é realmente parecida com qualquer um de nós, não é? Talvez se ela fosse uma menina que se apaixonou loucamente por mim e persiste em seguir-me onde quer que eu vá. - Meu talento é mudar de forma, Will, não mentir, disse Tessa, e Jem riu alto. Will olhou para ele. - Ela tira o melhor de você, Will, disse Jem. - Acontece, às vezes, não é? Talvez eu devesse apresentar Tessa como minha noiva. Nós podemos dizer ao louco Aloysius que a sua Ascensão está em andamento. - Ascensão? Tessa não se lembrava de nada do termo do Codex. Jem disse: - Quando um Caçador de Sombras deseja se casar com um mundano. - Mas eu pensei que era proibido? Tessa perguntou enquanto o trem deslizava em um túnel. Estava escuro de repente em seu compartimento, embora não estivesse sentindo, no entanto, Will estava olhando para ela, e tremeu pensando que seu olhar estava nela de alguma forma. - É. A menos que a Taça Mortal seja usada para transformar esse mundano em um Caçador de Sombras. Não é um resultado comum, mas acontece. Se o Caçador de Sombras solicita a Clave uma Ascensão para seu parceiro, a Clave é obrigada a considerá-lo por pelo menos três meses. Enquanto isso, os mundanos embarcam em um curso de estudo para aprender sobre a cultura das Sombras. Jem teve a voz abafada pelo apito de trem, a locomotiva saiu do túnel. Tessa olhou para Will, mas ele estava olhando fixamente para fora da janela, sem olhar para ela. Ela deve ter imaginado. - Não é uma má idéia, eu acho, disse Tessa. - Eu sei um monte de coisas, mas eu ainda estou quase terminando todo o Codex. - Parece razoável você venha comigo, disse Jem. - Como é possível Ascender, você pode querer saber sobre outros Institutos do que ao de Londres. Ele se virou para Will. - O que você acha? - Parece uma idéia boa como qualquer outra. Will ainda estava olhando para fora da janela, o campo tinha crescido menos verde, mais gritante. Não tinha aldeias visíveis, apenas faixas longas de grama cinza-verde e afloramentos de rocha negra. - Quantos institutos existem, que não aquele em Londres? Tessa perguntou. Jem começou assinalando em suas mãos.


- Na Grã-Bretanha? Londres, York, um em Cornwall perto de Tintagel e um em Cardiff, e um em Edimburgo. Eles são pequenos, no entanto, fazem relatório para o Instituto de Londres, que por sua vez, faz relatórios para Idris. - Gideon Lightwood disse que ele estava em um Instituto, em Madrid. O que ele fazia naquela terra? - Intercambio o mais provável, disse Will. - Assim que terminar a nossa formação, com 18, disse Jem, como se Will não tivesse falado, somos encorajados a viajar, para passar o tempo em outros institutos, para experimentar de outras culturas de Caçadores de Sombras em novos lugares. Há sempre diferentes técnicas, truques de locais a serem aprendidas. Gideão foi afastado por apenas alguns meses. Se Benedict o chamou de volta tão cedo, ele deve pensar que a aquisição do Instituto está assegurada. Jem parecia perturbado. - Mas ele está errado, disse Tessa com firmeza, e quando o olhar conturbado não deixou os olhos cinzentos de Jem, ela disse outra coisa para mudar de assunto. - Onde está o Instituto em Nova York? - Nós não temos memorizado todos os seus endereços, Tessa. Havia algo na voz de Will, uma corrente perigosa. Jem olhou para ele de forma estreita, e disse: - Está tudo bem? Will pegou seu chapéu e colocou-o no assento ao lado dele. Ele olhou para os dois firmemente por um momento, em seu nível de olhar. Ele era bonito de se ver como sempre, pensou Tessa, mas há algo cinza sobre ele, quase desapareceu. Para alguém que muitas vezes parecia queimar brilhantemente, a luz que batia nele parecia exausto agora, como se tivesse sido rolado como uma pedra colina abaixo. - Foi muita bebida noite passada, disse ele finalmente. Realmente, por que você se incomoda, Will? Você não percebe que nós dois sabemos que você está mentindo? Tessa quase disse, mas uma olhada para Jem a deteve. Seu olhar para Will era considerado e estava preocupado, muito preocupado de fato, embora Tessa sabia que não acreditava que Will tivesse bebido, mais do que ela falava. Mas... - Bem, foi tudo o que ele disse - se houvesse uma Runa da Sobriedade. - Sim. Will olhou de volta para ele, e a tensão em sua expressão relaxou um pouco. - Se pudesse voltar a discutir o seu plano, James. É uma boa, salve uma coisa. Ele se inclinou para frente. - Se ela se destina a ser dus prometida, Tessa vai precisar de um anel. - Eu tinha pensado nisso, disse Jem, Tessa se surpreendeu, imaginou que ele tivesse vindo com essa idéia Ascendente no local. Ele enfiou a mão no bolso do colete e tirou um anel de prata, que ele estendeu a Tessa na palma da mão. Aquile não era diferente do anel de prata que Will frequentemente usava, embora o de Will tivesse o desenho de pássaros em vôo, este tinha uma gravura cuidadosa de ameias em torno de uma torre de castelo. - O anel da família Carstairs, disse. - Se você quiser. . . Ela o pegou dele e colocou-o em seu dedo anelar esquerdo, onde magicamente pareceu caber. Ela sentia como se devesse dizer algo como: É amável, Obrigado, mas é claro que isso não era uma proposta, ou até mesmo um presente. Foi simplesmente um plano. - Charlotte não usa um anel de casamento, ela disse. - Eu não tinha percebido que Caçadores de Sombras não usam.


- Nós não, disse Will. - É costume dar a uma menina o seu anel de família quando você noiva, mas a cerimônia de casamento real envolve troca de runas em vez de anéis. Uma no braço, e uma sobre o coração. - Põe-me com selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço: porque o amor é forte como a morte; ciúme é cruel como a sepultura, disse Jem. "Canção Salomão ". - O ciúme é cruel como a sepultura? Tessa levantou as sobrancelhas. - Isso não é. . . muito romântico. - As suas brasas são brasas de fogo, que tem uma chama mais veemente, disse Will, arqueando as sobrancelhas para cima. - Eu sempre pensei que as mulheres encontraram a idéia de ciúme romântico. Homens, lutando por você. . . - Bem, não há túmulos em cerimônias de casamento mundanas, disse Tessa. - Apesar de sua capacidade de citar a Bíblia ser impressionante. Melhor que o da minha tia Harriet . - Você ouviu isso, James? Ela só nos comparou a sua tia Harriet. Jem, como sempre, estava sereno. - Temos de ser em termos familiares com todos os textos religiosos, disse ele. - Para nós, eles são manuais de instrução. - Então você memorizou a todos na escola? Ela percebeu que não tinha visto nem Will nem Jem em seus estudos, pois ela estava no Instituto. - Ou em vez disso, quando você estava sendo tutelado? - Sim, embora Charlotte deixasse cair um pouco sua tutoria nos últimos tempos, como você pode imaginar, disse Will. - Se você não tem um tutor, é educado em Idris - isto é, até atingir 18. Que será em breve, felizmente, para nós dois. - Qual de vocês é mais velho? - Jem, disse Will, e - Eu sou, disse Jem, ao mesmo tempo. Eles riram em uníssono, e Will acrescentou: Só por três meses, no entanto. - Eu sabia que você ia se sentir compelido a apontar isso, disse Jem com um sorriso. Tessa olhou de um para o outro. Não poderia haver dois meninos que pareciam mais diferentes, ou que tiveram mais disposições diferentes. - É isso o que significa ser parabatai? Disse. - Terminando a frase um do outro e similares? Porque não há muito sobre ele no Codex. Will e Jem olharam um para o outro. Will deu de ombros primeiro, casualmente. - É um pouco difícil de explicar, disse ele arrogantemente. - Se você não tem essa experiência - Eu quis dizer, Tessa disse, - Se é possível lê a mente um do outro ou saber o gosto? Jem fez um barulho cuspindo. Will abriu os olhos azuis arregalados. - Lê a mente um do outro? Horrores, não. - Então, qual é o ponto? Você jura proteger o outro, eu entendo isso, mas todos os Caçadores de Sombras não precisam fazer isso um para o outro? - É mais do que isso, disse Jem, que parou cuspindo e falou sombriamente. - A idéia de parabatai vem de um velho conto, a história de Jônatas e Davi. - E ele veio para passar. . . que a alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi, e Jônatas o amou com sua própria alma. . . . Jônatas e Davi fizeram alianças, porque o amava como à sua própria alma. - Eram dois guerreiros, e suas almas foram unidas no Céu, e foi Jonathan o Caçador de Sombras que teve a idéia de parabatai, e codificado a cerimônia na lei. - Mas ele não só tem que ser dois homens. Ele pode ser um homem e uma mulher, ou duas mulheres?


- É claro. Jem assentiu. - Você tem apenas 18 anos para encontrar e escolher um parabatai. Uma vez que você é mais velho do que isso, o ritual não é mais aberto para você. E não é apenas uma questão de prometer proteger uns aos outros. Você deve estar diante do Conselho e jura fixar a sua vida a do seu parabatai. Para ir para onde eles for, para ser enterrado onde ele será enterrado. Se houvesse uma flecha em direção a Will, eu estaria obrigado por juramento a entrar na frente e intervir. - Que conveniente, disse Will. - E ele, claro, é obrigado a fazer o mesmo para mim, disse Jem. - Tudo o que ele fizer do contrário, quebra o juramento, ou a lei. Ele olhou duro para Will, que sorriu e olhou para fora da janela. - Bondade, disse Tessa. - Isso é tudo muito emocionante, mas eu não vejo exatamente como ele confere quaisquer vantagens. - Nem todo mundo tem um parabatai, disse Jem. - Muito poucos de nós, na verdade, encontram uma em seu tempo. Mas aqueles que podem aproveitar a força de seu parabatai na batalha. Uma runa colocada em você por seu parabatai é sempre mais potente do que a que você colocou sobre si mesmo ou outra Caçador colocar em você. E há algumas runas que podemos utilizar um no outro, porque sendo desenhado por seu parabatai o nosso poder dobra. - Mas e se você decidir que não quer ser parabatai de alguém? Tessa perguntou curiosamente. -O ritual pode ser quebrado? - Querido Deus, mulher, disse Will. - Há alguma pergunta que você não quer saber a resposta? - Eu não vejo o mal em lhe dizer. Jem dobrou as mãos em cima de sua bengala. Quanto mais ela saiba, melhor ela vai ser capaz de fingir que planeja Ascender. Ele virou-se para Tessa. - O ritual não pode ser quebrado, salvo em algumas situações. Se um de nós se tornar um feiticeiro ou um mundano, em seguida, a ligação é cortada. E, claro, se um de nós morrer, o outro seria livre. Mas não para escolher outro parabatai. O Caçador de Sombras só tem uma única chance de ritual. - É como estar casado, não é, disse Tessa placidamente, - na Igreja Católica. Como Henrique VIII, ele tinha que criar uma nova religião apenas para que ele pudesse escapar de seus votos. - Até que a morte nos separe, disse Will, seu olhar ainda fixo no campo passando fora da janela. - Bem, Não será necessário criar uma nova religião apenas para se livrar de mim, disse Jem. -Ele vai ficar livre em breve. Will olhou mais acentuadamente, mas foi Tessa quem falou. - Não diga isso, ela advertiu Jem. - A cura ainda pode ser encontrada. Eu não vejo qualquer razão a abandonar toda a esperança. Ela quase se encolheu sobre o olhar que Will inclinou sobre ela: azul, ardente, e furioso. Jem pareceu não notar como ele respondeu, com calma e sem afetação. - Eu não abandonei a esperança, disse ele. - Eu só espero coisas diferentes do que você, Tessa Gray. Horas se passaram depois disso, horas em que Tessa cochilou, com a cabeça apoiada contra a mão, o som surdo das rodas do trem no sinuoso caminho para os seus sonhos. Ela


acordou, com Jem sacudindo-a gentilmente pelos ombros, o apito do trem de sopro, e o guarda a gritar o nome da estação York. Numa enxurrada de bolsas e chapéus e carregadores, desceram para a plataforma. Nem de longe tão lotados como Kings Cross, o teto era coberto por um impressionante arco de ferro com o teto de vidro, através da qual podia ser vislumbrado o céu cinza-escuro. A plataforma se estendia até onde os olhos podiam ver; Tessa, Jem, e Will estavam o mais próximo do corpo principal da estação, onde um grande relógio ferroviário proclamou ser seis horas. Eles estavam mais ao norte agora, e o céu já tinha começado a escurecer com o crepúsculo. Eles tinham acabado de se reunir debaixo de um dos relógios quando um homem saiu das sombras. Tessa mal conteve o susto diante a visão. Ele estava fortemente camuflado, usando um chapéu oleado de aparência preta e botas como um velho marinheiro. Sua barba era longa e branca, de seus olhos culminaram espessas sobrancelhas brancas. Ele estendeu a mão e colocou a mão no ombro de Will. - Nephilim, ele disse, sua voz rouca e grossa acentuados. - É você? - Querido Deus, disse Will, pondo a mão sobre o seu coração em um gesto teatral. - É o Velho Marinheiro, que veio pegar nós três. - Eu sou a pessoa de Aloysius Starkweather. Você é aquele que estou procurando ou não? Ah've não temos a noite toda para ficar aqui. - A nomeação é importante? Will perguntou. - Nós não vamos proclamar. - O que meu amigo louco quer dizer, disse Jem, é que nós realmente somos caçadores de Sombras do Instituto de Londres. Charlotte Branwell nos enviou. E você é. . . ? - Gottshall, o homem disse rispidamente. - Minha família está servindo os Caçadores de Sombras do Instituto de York há quase três séculos. Eu posso ver através do glamour dos jovens. Guardar para si ele acrescentou, e voltou seus olhos em Tessa. - Se há algum glamour, este está na menina, e faz tempo que não vejo algo assim em Summat. - Ela é uma mundana, uma Ascendente, Jem disse rapidamente. - Vai ser minha esposa. Ele pegou a mão de Tessa protetoramente, e posicionou de modo que Gottshall podia ver o anel em seu dedo. - O Conselho considera que seria benéfico para ela ver outro Instituto, além de Londres. - Será que o Sr. Starkweather sabe alguma coisa sobre isso? Gottshall perguntou seus olhos negros ansiosos abaixo da borda de seu chapéu. - Depende do que a Sra. Branwell disse a ele, disse Jem. - Bem, eu espero que ela lhe tenha dito algo, pelo amor de Deus, disse o velho criado, erguendo as sobrancelhas. - Se há um homem no mundo que odeia mais surpresas é Aloysius Starkweather, Ah've ainda para atender mundanos. Perdoe-me, senhora. Eles estavam acostumados com esse tipo de subterfúgio, pensou ela, e ela não estava. Ela tinha desempenhado papeis antes, mas nunca como ela mesma, jamais usando seu próprio rosto e não outra pessoa. Por algum motivo a idéia de mentir sem uma falsa imagem para se esconder atrás aterrorizava. Ela só podia esperar que Gottshall estivesse exagerando, mas algo no brilho em seus olhos quando ele a olhava, talvez, lhe dizia que ele não estava.


Capitulo 5 - MÁSCARAS DO PASSADO Mas as coisas más, em vestes de tristeza, Assaltado estado elevado do monarca; (Ah, vamos lamentar, pois nunca amanhã Deve amanhecer com ele desolado!)


E em volta de sua casa a glória Que corou e floresceu, É mas a história de um dim-lembrada Do tempo velho sepultado. -Edgar Allan Poe, "O Palácio Assombrado" Tessa mal percebeu o interior da estação quando eles seguiram o servo de Starkweather, através do hall de entrada completamente lotada. Agitação, as pessoas esbarravam nela, o cheiro de fumaça de carvão e alimentos cozinhando, a entrada para a empresa da estação Great Northern Railway e da York e North Midland . Logo eles estavam do lado de fora da estação, debaixo de um céu nublado, ameaçando chuva. Um grande hotel ergueu-se contra o crepuscular céu no extremo da estação; Gottshall correu para encontar com uma carruagem com o desenho de quatro Cs do Clave pintados na porta, esperando perto da entrada. Depois de instalar a bagagem e entrar dentro dela, a carruagem foi indo em direção a linha Tanner para se juntar ao fluxo de tráfego. Will ficou em silêncio a maior parte do caminho, tamborilando os dedos magros no joelho de suas calças -pretas, os olhos azuis distante e pensativo. Foi Jem quebrou o silêncio, inclinando-se para Tessa e abrindo as cortinas da carrugem. Ele apontou lhe mostrando - o cemitério, onde as vítimas de uma epidemia de cólera tinham sido enterradas, e das antigas muralhas da cidade cinza levantando-se na frente deles, com as pontas no topo como o padrão em seu anel. Quando eles estavam dentro, as ruas estreitaram. Era como Londres, Tessa pensou, mas em escala reduzida, até mesmo as lojas que estavam passando- o açougueiro, o comerciante de tecidos – eram menores. Os pedestres, a maioria homens, estavão apressados, com queixos colados em seus colarinhos para bloquear a chuva que começou a cair, não tão elegantemente vestidos, eles pareciam de outro “País”, como os agricultores que vieram em Manhattan, certa vez, reconhecível pela vermelhidão de suas mãos grandes e de seus rostos, a pele resistente, queimada de sol. O carro balançava em uma rua estreita até sair em uma praça enorme, Tessa respirou. Diante deles apareceu uma magnífica catedral, com seu estilo gótico, com torres perfurando o céu cinzento com São Sebastião preso através de flechas. Uma torre de calcário maciço estava na estrutura, e ao longo do edifício tinha nichos de estátuas esculpidas, cada uma diferente. - É aqui o Instituto? Deus, é muito maior do que Londres. Will riu. "Às vezes, uma igreja é apenas uma igreja, Tess". - Está é York Minster, disse Jem. - Orgulho da cidade. Não um Instituto. O Instituto fica em Goodramgate Street. - Suas palavras foram confirmadas quando a carruagem virou para longe da catedral, mais a baixo em Deangate, e sobre a pista estreita pavimentada de Goodramgate, de onde chocalhou e avistou-se um pequeno portão de ferro entre dois edifícios Tudor inclinados. Quando saíram do outro lado do portão, Tessa viu Will ri. O que se via diante deles era uma agradável igreja, cercado por paredes e grama lisa, mas não tinha nenhuma da grandeza de York Minster. Quando Gottshall veio para abrir a porta do carro e ajudar Tessa a descer, ela viu atraves do aumentou da chuva que umedecia a grama, lápides ocasionais, como se alguém tivesse a intenção de começar um cemitério aqui e tinha perdido o interesse no meio do processo.


O céu estava quase negro, agora, estava prateado aqui e ali com nuvens quase transparente à luz das estrelas. Atrás dela, ouviu a voz familiar de Will e Jem murmurem, à sua frente, as portas da igreja estavam abertas, e através delas podia ver velas tremeluzentes. Ela sentiu-se subitamente sem corpo, como se fosse um fantasma de Tessa, assombrando este lugar estranho tão longe da vida que conhecera em Nova York. Ela estremeceu, e não apenas por causa do frio. Ela sentiu o toque de uma mão contra seu braço, e a respiração quente agitou seu cabelo. Ela sabia quem era sem se virar. - Vamos, minha noiva? Jem disse baixinho em seu ouvido. Ela podia sentir o riso dele, vibrando através de seus ossos, comunicando-se com ela. Ela quase sorriu. - Vamos entrar juntos no covil do leão. Ela colocou a mão em seu braço. Eles fizeram o seu caminho até os degraus da igreja, ela olhou para o alto, e viu Will olhando em volta, aparentemente sem prestar atenção quando Gottshall bateu-lhe no ombro, dizendo algo em seu ouvido. Seus olhos se encontraram, mas ela olhou rapidamente para longe; o olhar de Will a deixava confusa na parte do tempo, na menor das hipóteses vertiginosa. O interior da igreja era pequena e escura em comparação com instituto de Londres. Bancos escuros com a idade corriam ao longo das paredes, e acima deles velas e não luzes enfeitiçadas queimavam em suportes de ferro enegrecido. Na frente da igreja, tinha uma verdadeira cascata de velas acesas, e lá estava um velho homem todo vestido de preto, um Caçador de Sombras. Seu cabelo e barba eram grossas e cinza, destacando-se descontroladamente ao redor de sua cabeça, seus olhos cinza-preto sob as sobrancelhas enormes, sua pele apresentando as marcas da idade. Tessa sabia que ele tinha quase 90, mas ele ainda continuava firme, seu peito, era grande como a espessura de um tronco de uma árvore. - Jovem Herondale, não é?, Ele falou quando Will avançou para apresentar-se. - Meiomundano, meio-Galês, e as piores características de ambos, eu escultei falar. Will sorriu educadamente. - Diolch. Starkweather se eriçou. - Língua Mongrel, ele murmurou, e voltou seu olhar para Jem. - James Carstairs, disse ele. - Veio de outro Instituto. Eu queria que todos fossem para o inferno. Que arrogancia daquela menina, Charlotte Fairchild, me impor à presença não deseja de vocês. Ele tinha um pouco do sotaque de Yorkshire que seu servo tinha, embora muito mais tênue, ainda, a maneira como ele pronuncia "eu" fez soar um pouco como "Ah". - Nunca precisei de ninguém daquela família antes. - Eu consegui durante todo esse tempo dirigi o instituto sem a ajudar do pai dela, e posso fazer isso agora. Seus olhos brilhantes quando pousou sobre Tessa e então, ele parou abruptamente, com a boca aberta, como se tivesse levado um tapa no rosto no meio da frase. Tessa olhou para Jem, ele parecia tão assustado quanto ela no silêncio repentino de Starkweather. Mas aproveitando a ruptura, Will começou. - Este é Tessa Gray, senhor, disse ele. - Ela é uma menina mundana, mas ela é a noiva do Carstairs aqui, e é uma ascendente. - Um mundano, você disse? Exigiu Starkweather, os olhos arregalados.


- Uma Ascendente, disse Will em sua mais suave voz, de seda. - Ela tem sido uma amiga fiel ao Instituto, em Londres, e esperamos recebê-la em nossas fileiras em breve. - Um mundano, o velho repetiu, e parou em um ataque de tosse. - Bem, os tempos mudaram, suponho que então - Seus olhos ignoraram o rosto de Tessa novamente, e ele virouse para Gottshall, que estava esperando mortificado entre as bagagens. - Chame Cedric e Andrew para ajudar a levar os pertences dos hóspedes até seus quartos, disse ele. - E diga a Ellen para instruir Cook para colocar três lugares extra para o jantar hoje à noite. Talvez eu tenha esquecido de lembrá-la que teríamos convidados. O servo ficou boquiaberto com o seu mestre antes de concordar; Tessa não podia culpá-lo. Ficou claro que Starkweather tinha a intenção de mandá-los embora e mudou de idéia no último momento. Ela olhou para Jem, que parecia tão confuso quanto ela se sentia, apenas Will, com seus olhos azuis arregalados e rosto tão inocente como o de um menino de coro, parecia como se não estivesse esperado mais nada. - Bem, venha, então, disse Starkweather bruscamente sem olhar para Tessa. - Vocês não precisam ficar aí. Siga-me e eu lhe mostrarei os seus quartos.

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- Pelo Anjo, disse Will, raspando o garfo na meleca castanha em seu prato. - O que é isso? Tessa tinha que admitir, era difícil dizer. Os Servos de Starkweat - eram homens e mulheres idosos e tinham uma governanta com cara azeda que fez o que foi mandado colocando três lugares extras para a ceia, que consistiu de um guisado, escuro e irregular que veio em uma terrina de prata trazido por uma mulher em um vestido preto e chapeu branco, curvada e velha, que Tessa teve que se conter para impedir-se de da um pulo para ajudá-la com o serviço. Quando a mulher foi, se arrastando, ela deixou Jem, Tessa, e Will sozinhos na sala de jantar olhando um para o outro de cada lado da mesa. Um lugar havia sido definido para Starkweather, certamente, mas ele não apareceu. Tessa teve de admitir que, se fosse ele, ela não estaria correndo para comer o guisado esquisito. Um pesadado cozido com legumes e carne, que não era ainda mais apetitosa na penumbra da sala de jantar. Apenas umas velas acesas bem espassadas, o papel de parede era castanho escuro, o espelho sobre a lareira apagada manchado e descolorido. Tessa se sentiu terrivelmente desconfortável em seu vestido de noite, um duro tafetá azul emprestado de Jessamine que Sophie reformou, que deixava uma cor de contusão a luz insalubre. Ainda assim, foi um comportamento muito peculiar para um anfitrião, ser tão insistente para reunir a eles no jantar e, em seguida, para não aparecer. Um servo tão frágil e antigo como aquele que tinha trazido o guisado levou Tessa para o seu quarto, uma grande caverna escura cheia de móveis esculpidos e pesados. Ele também estava mal iluminado, como se Starkweather estivesse tentando poupar dinheiro em óleo ou velas, embora, tanto quanto Tessa sabia, não custa nada à luz enfeitiçada. Talvez ele simplesmente aprecie o escuro. Ela tinha encontrado o seu quarto frio, escuro, e mais do que um pouco sinistro. O fogo baixo queimando na lareira tinha feito pouco para aquecer o ambiente. Em ambos os lados da lareira foi esculpido um raio irregulares. O mesmo símbolo estava no jarro branco


cheio de água fria que Tessa tinha usado para lavar as mãos e face. Ela secou rapidamente, perguntando por que ela não conseguia se lembrar do símbolo no Codex. Isso deve significar algo importante. O conjunto do Instituto de Londres foi decorado com símbolos da Clave, com o Anjo subindo do lago, ou o Cs simbolo do Conselho, Aliança, Clave, e Consul. Pesados retratos antigos estavam por toda parte, como bem em seu quarto, nos corredores, alinhandos a escadaria. Depois de colocar seu vestido de noite e ouvir o sino do jantar, Tessa desceu as escada, encontrando uma grande escultura. Ela deu uma parada para apreciar o retrato de uma menina muito jovem, com cabelos longos, justo, vestida no vestido de uma criança à moda antiga, uma fita enorme aparecendo em sua cabeça pequena. Seu rosto era magro, pálido e doente, mas seus olhos estavam brilhantes, a única coisa brilhante neste lugar escuro, Tessa tinha pensado. - Adele Starkweather, veio uma voz ao seu lado, lendo o cartaz no quadro do retrato. "1842." Ela virou-se para olhar para Will, que estava com os pés afastados, as mãos atrás das costas, olhando para o retrato e franzindo a testa. - O que foi? Você olha como se você não gosta dela, o que é dificil fazer. Ela deve ser a filha-neta do Starkweather, eu acho. Will tinha balançado a cabeça, olhando para o retrato de Tessa. - Sem dúvida. Este lugar é decorado como uma casa de família. É claro, houve Starkweathers no Instituto York por gerações futuras. Você viu os raios em vários lugares? Tessa assentiu. - Esse é o símbolo da família Starkweather. Há tanto dos Starkweathers aqui como há da Clave. É um mau jeito de se comportar, como se eles fossem o dono de um lugar como este. Uma pessoa não pode herdar um Instituto. O guardião de um Instituto é nomeado pelo cônsul. O lugar em si pertence à Clave. - Os pais de Charlotte comandavam o Instituto de Londres antes dela. - Entendo em parte o pávio curto dos Lightwood quanto à sucessão do Instituto, respondeu Will. - Institutos não se destinam necessariamente a ficar em famílias. Mas o cônsul não teria dado a Charlotte o cargo se ele não achasse que ela era a pessoa certa para ele. E é apenas uma geração. Este - Ele abriu os braços como se para abranger tudo – os retratos, os raios, o estranho e solitário Aloysius Starkweather, tudo isso. Bem, não acho estranho ele pensar ter o direito de nos expulsar do lugar. - Louco de pedra, minha tia teria dito. Vamos descer para jantar? Em uma rara demonstração de gentileza, Will tinha oferecido seu braço. Tessa não olhou para ele quando fez o gesto. Will vestido para o jantar era bonito o suficiente para tirar o fôlego, e ela teve a sensação de que perdia todo seu juízo. Jem já estava a espera na sala de jantar quando eles chegaram, e Tessa acomodou-se ao lado dele para aguardar seu hospedeiro. Seu lugar tinha sido definido, o prato cheio de cozido, até mesmo o seu copo de vinho estava cheio de um vinho vermelho escuro, mas não havia nenhum sinal dele. Foi Will que deu de ombros primeiro e começou a comer, embora ele logo olhasse com cara de arrependimento. - O que é isso? Continuou ele, espetando um objeto feio no garfo e elevá-la ao nível dos olhos. - Isso. . . esta. . . coisa? - Pasto? Jem sugeriu.


- Pasto das plantações que saiu do jardim de Satanás, disse Will. Ele olhou em volta. Eu suponho que não há um cão que eu poderia alimentar por aqui. - Não parece ter nenhum animal de estimação Jem - amava todos os animais, até mesmo o inglorioso e mal-humorado Coroinha. - Provavelmente todos morreram envenenados com pasto, disse Will. - Oh, querido, disse Tessa, infelizmente, colocou o garfo para baixo. - E eu estava com tanta fome também. - Há sempre os pãezinhos do jantar, disse Will, apontando para uma cesta coberta. Embora devo avisá-la, eles são tão duros como pedras. Você pode usá-los para matar besouros, se algum incomodar você no meio da noite. Tessa fez uma careta e tomou um gole de seu vinho. Era tão azedo como vinagre. Will pegou seu garfo e começou alegremente, na forma do livro Edward Lear’s Book of Nonsense: "Era uma vez uma moça de Nova York Que se encontrou com fome em York. Mas o pão era como rochas, Os pastinagas em forma "_ - Você não pode rimar 'York' com 'York, interrompeu Tessa. - É trapaça. - Ela tem razão, você sabe, disse Jem, seus dedos delicados tocando a base de sua taça de vinho. - Especialmente com 'York' sendo assim, obviamente, a correta-escolha. - Boa noite. A sombra desmedida de Aloysius Stark - surgiu de repente na porta; Tessa se perguntou com embaraço quanto tempo ele estava ali. - Sr. Herondale, Sr. Carstairs, Srta, ah.... - Gray, disse Tessa. "Theresa Gray." - De fato. Starkweather não preocupou em se desculpar, apenas sentou-se pesadamente na cabeceira da mesa. Ele estava carregando uma caixa, quadrada e plana, do tipo que banqueiros usavam para manter os documentos, e ele colocou ao lado de seu prato. Com um flash de emoção Tessa viu que tinha um ano marcado sobre ele -1825- e ainda melhor, três conjuntos de iniciais. JTS, AES, AHM. - Sem dúvida, jovem senhorita você terá o prazer de saber que eu me adiantei as suas solicitações e procurei nos arquivos durante todo o dia e metade da noite. Starkweather começou em um tom injuriado. Tessa levou um momento para entender que nesse caso, "jovem senhorita" significava Charlotte. - É sorte, sua, que meu pai nunca jogou nada fora. E no momento em que vi os jornais, eu me lembrei. Ele bateu na mesa. - Oitenta e nove anos, e nunca esqueço uma coisa. Diga ao velho Wayland a respeito disso quando ele falar da minha substituição. - Nós certamente diremos senhor, disse Jem, seus olhos dançando. Starkweather tomou um gole generoso de seu vinho e fez uma careta. - Pelo Anjo, Isto é nojento. Ele colocou o copo na mesa e começou a puxar papéis da caixa. - O que temos aqui é um pedido de Reparações em nome dos dois bruxos. John e Anne Shade.. Um casal. - Agora, aqui está uma coisa um pouco estranha, o velho continuou. - O pedido foi feito por seu filho, Axel Hollingworth Mortmain, 22 anos de idade. Agora, como eu não sei, pois os feiticeiros são estéreis.


Will se mexeu desconfortavelmente na cadeira, com os olhos oblíquos longe de Tessa. - Ele foi adotado, disse Jem. - Não deveria ser permitido isso, disse Starkweather, tomando outro gole de vinho que tinha pronunciado nojento. Suas bochechas estavam começando a se avermelhar. - É como dar a uma criança humana para se amamentar com lobos. Antes dos Acordos. - Se há alguma pista de seu paradeiro, disse Jem, gentilmente tentando desviar a conversa de volta para sua pista. - Nós temos muito pouco tempo. - Muito bem, muito bem, retrucou Starkweather. - Há pouca informação sobre o seu precioso Mortmain aqui. Tem mais informações sobre os pais dele. Pareceu suspeito quando foi descoberto que o bruxo, John Shade, estava na posse do Livro Branco. Um livro completamente poderoso, vocês sabem, desapareceu da biblioteca do Instituto de Londres em circunstâncias suspeitas por volta de 1752. O livro é especializado em feitiços de amarração -ligação e de desligamento da alma do corpo, ou desvinculação, como o caso. Foi identificado que o bruxo estava tentando animar as coisas. Ele foi encontrado desenterrando cadáveres ou comprando-os com os estudantes de medicina e substituindo as partes mais danificadas com mecanismos. Em seguida, tentou trazê-los para vida. Necromancia - é contra a lei. E nós não tinhamos os Acordos naqueles dias. Um grupo da Enclave pegou ambos os bruxos . - E a criança? Disse Will. - Mortmain? - Não encotramos nem sinal do cabelo dele, disse Starkweather. - Nós procuramos, mas nada. Assumimos que ele estava morto, até que se tornou atrevido como você, por favor, exigindo reparações. Em seu endereço – - No endereço dele? Will exigiu. Essa informação não tinha sido incluída no livro que tinham sido visto no Instituto. - Em Londres? - Não. Bem aqui em Yorkshire. Starkweather bateu a página com um dedo enrugado. Ravenscar Manor. Um monte grande velho ao norte daqui. Está abandonado, agora, eu acho que, por décadas. Agora que penso nisso, não consigo entender como deixamos passar isso. Não é o lugar onde os Shades viviam. - Ainda assim, disse Jem. - É um ponto de partida excelente para nós ir à procura. Se ele foi abandonado desde a sua locação, pode haver coisas que ele deixou para trás. Em verdade, ele pode muito bem ainda estar usando o lugar. - Eu acho. Starkweather soou sem entusiasmo sobre o negócio todo. - A maioria dos pertences dos “Shades” foi levada para despojos. - Espólios, Tessa ecoou fracamente. Lembrou-se do termo do Codex. Qualquer coisa que um Caçador de Sombras tira de um feiticeiro que tinha sido pego infringindo a lei lhe pertencia. Aqueles eram os despojos de guerra. Ela olhou através da mesa para Jem e Will; os olhos suaves de Jem descansando nela com preocupação, Will com seus olhos azuis assombrados que prendiam todos os seus segredos. Será que ela realmente pertence a uma raça de criaturas que estava em guerra com a de Jem e Will? - Espólios, Starkweather retumbou. Ele tinha devorado o vinho e começou com o copo intocado de Will. - Isso lhe interessa garota? Temos uma boa coleção aqui no Instituto. Coloca a coleção de Londres na vergonha, ou assim me disseram. Ele levantou-se, quase derrubando sua cadeira. - Venha. Eu vou mostrá-las a você, e dizer-lhe o resto deste conto, embora não há muito mais a contar. Tessa olhou rapidamente para Will e Jem buscando uma sugestão, mas eles já estavam em seus pés, seguindo o velho para fora da sala. Starkweather falou enquanto eles andavam,


sua voz flutuando por sobre o ombro, fazendo com que o resto deles se apressar para combinar com seus passos largos. - Nunca pensei muito nesse negócio de Reparações, ele disse, enquanto eles passaram outro mal iluminado corredor de pedra interminavelmente e longo. - Os feiticeiros são arrogantes, pensam que eles têm o direito de tirar algo de nós. Todo o trabalho que fazemos e não, obrigado, apenas mãos estendidas para mais, mais, mais. Você não acha isso, senhores? - Bastardos todos eles, disse Will, que era como se sua mente estivesse a milhares de quilômetros de distância. Jem olhou para ele de lado. - Absolutamente! Starkweather falou, claramente satisfeito. - Não é que se deve usar esse tipo de linguagem na frente de uma senhora, é claro. Como eu estava dizendo, este Mortmain foi protestar contra a morte de Anne Shade, e o marido da mulher disse que ela não tinha nada a ver com projetos dele, não sabia sobre eles, afirmou. Sua morte foi imerecida. Queria um julgamento dos culpados do que ele chamou de "assassinato", e os pertences de seus pais de volta. - Foi o livro Branco o que ele pediu? Jem perguntou. - Eu sei que é um crime para um bruxo possuir tal volume. . . - Foi. Foi recuperado e colocado no Instituto de Londres na biblioteca, onde sem dúvida permanece imóvel. Certamente, ninguém ia dar para ele. Tessa fez um cálculo mental rápido em sua cabeça. Se ele tinha 89 agora, Starkweather teria tido 26, no momento da morte dos Shades. - Você estava lá? Seus olhos vermelhos dançaram sobre ela, ela percebeu que, mesmo agora, um pouco bêbado, ele não parecia querer olhar para ela também diretamente. - Eu estava onde? - Você disse que um grupo do Enclave foi enviado para lidar com as Shades. Você estava entre eles? Ele hesitou, então deu de ombros. - Sim, ele disse seu espessamento sotaque de Yorkshire por um momento mais forte. – Demoramos um pouco para chegar. Eles não eram preparados. Nem um pouco. Eu me lembro deles caidos em seu prórpio sangue. A primeira vez que vi bruxos mortos, fiquei surpreso que sangraram vermelho. Eu poderia jurar seria de uma outra cor, azul ou verde ou algo assim. Ele deu de ombros. - Nós tiramos as capas deles fora, como peles fora de um tigre. Foi-me dado a guarda deles, ou mais corretamente, para meu pai. Glória, glória. Aqueles eram os dias. Ele sorriu como um crânio, e Tessa pensou na câmara de Barba Azul onde guardava os restos das esposas que ele tinha matado. Ela se sentiu muito quente e fria ao mesmo tempo. - Mortmain nunca teve uma chance, disse ela calmamente. - Com a apresentação de sua queixa. Ele nunca ia conseguir suas reparações. - Claro que não! Starkweather latiu. - Péssimo tudo isso - alegando que a esposa não estava envolvida. Que mulher não conhece a profundidade do negócio de seu marido? Além disso, ele não era mesmo seu filho de sangue, não poderia ter sido. Provavelmente mais um animal de estimação para eles do que qualquer outra coisa. Eu aposto que o Pai teria o usado como peças para reposição. Ele estava melhor sem eles. Ele deveria ter nos agradecido, não pedindo um julgamento.


O velho parou quando ele chegou a uma pesada porta no final do corredor e colocou seu ombro sobre ela, sorrindo para eles de baixo das sobrancelhas saliente. - Já foi ao Palácio de Cristal? Bem, este é ainda melhor. A sala estava cheia de armários e portas de vidro, e sobre cada gabinete foi montado uma lâmpada de luz enfeitiçada, iluminando o conteúdo dentro. Tessa viu Will endurecer, e Jem chegar perto dela, sua mão apertando o braço dela em um aperto gentil. - Não, ele começou, mas ela já tinha entrado, e estava olhando para o conteúdo dos armários. Despojos. Um medalhão de ouro, aberto e uma foto antiga de uma criança rindo. O medalhão estava salpicado de sangue seco. Atrás dela Starkweather foi falando sobre a retirada das balas de prata para fora dos corpos de recém-lobisomens mortos e derretendo-as para reformular. Havia um prato cheio das tais balas, de fato, em um dos armários, enchendo uma tigela de sangue. Conjuntos de dentes de vampiro, e filas e filas deles. O que parecia ser folhas de gaze ou tecido delicado, pressionado sob vidro. Somente em uma inspeção mais próxima Tessa pode percebe que eram as asas de fadas. Um duende, como a que ela viu com Jessamine no Hyde Park, flutuando de olhos abertos em um frasco grande de líquido conservante. E os restos de bruxos. Mãos em garras mumificadas, como a da Sra. Black. Um crânio despojado, totalmente aberto, de aparência humana só que tinha presas em vez de dentes. Frascos de lamas com aparência de sangue. Starkweather começou a falar de bruxo, especialmente quando um bruxo tinha uma "marca", ele poderia ser vendido no mercado. Tessa sentiu-se tonta e quente, os olhos ardendo. Tessa virou-se, com as mãos tremendo. Jem e Will olhando para Starkweather com expressões muda de horror, o velho estava segurando outro troféu de caça - uma cabeça de aparência humana montado em um suporte. A pele tinha encolhido e ficado branca, atraído de volta contra os ossos. Chifres em espiral sem carne se projetavam do alto de seu crânio. - Este foi eu mesmo que matei, disse ele. - Você não acreditaria na luta que ele me colocou. Ouvindo isso de Starkweather, Tessa sentiu de repente faltar o ar e começar a flutuar. Escuridão tomou conta dela, e depois havia os braços em volta ela, e a voz de Jem. Palavras flutuavam por ela em pedaços irregulares. - Minha noiva, nunca tinha visto isso antes, ela não consegue ainda vê muito sangue que fica em uma posição muito delicada. Tessa queria se soltar de Jem, queria correr para Starkweather e atacar o velho, mas ela sabia que ia estragar tudo, se ela fizesse isso. Ela cerrou os olhos e apertou o rosto contra o peito de Jem, sentindo o ar entrar. Ele cheirava a sabão e madeira de sândalo. Em seguida, houve outra mão sobre ela, puxando-a longe de Jem. Servas de Starkweather. Ela ouviu Starkweather dizendo-lhes para levá-la para cima e ajudá-la a deitar na cama. Ela abriu os olhos para ver o rosto conturbado Jem quando ele olhou atrás dela, até que a porta do quarto de despojos fechasse entre eles.

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Tessa demorou muito tempo para adormecer, naquela noite, e quando o fez, ela teve um pesadelo. No sonho, ela estava algemada à cama de bronze na casa das Irmãs Sombrias. . . Luz cinza fina atravessava as janelas. A porta se abriu e a Sra. Dark entrou, seguida por sua irmã, que não tinha cabeça, só o osso branco de sua coluna vertebral saindo de seu pescoço cortado irregularmente. - Aqui está ela, a princesa, muito bonita, disse a Sra. Dark, batendo palmas. - Basta pensar o que vamos ganhar com cada parte de seu corpo. Cem por cada mãozinha branca, e mil para o par de olhos. Teríamos mais se eles fossem azuis, claro, mas não se pode ter tudo. Ela riu, e a cama começou a girar quando Tessa gritou e golpeou na escuridão. Uma Face apareceu sobre ela: Mortmain, seu estreito rosto em diversão. - E eles dizem que o valor de uma boa mulher é muito acima de rubis, disse ele. - O que me diz do valor de um bruxo? - Coloque-a em uma gaiola, eu digo, e deixe que os groundlings olhem para ela de tostões, disse Nate, e de repente as grades de uma gaiola surgiram em torno dela e ele estava rindo dela, do outro lado, com o rosto muito torcido em desprezo. Henry também estava lá, balançando a cabeça. - Eu não vejo, disse ele, - Como isso possa ser o coração dela. Ainda assim, é uma curiosidade, não é? - Ele abriu a mão, e havia algo vermelho e carnudo na palma da mão, pulsando e pulando como um peixe fora da água, sentindo falta de ar. - Veja como ele está dividido em duas partes iguais . - Tess, uma voz veio, com urgência, em seu ouvido. - Tess, você está sonhando. Acorde... Acorde - mãos estavam em seus ombros, sacudindo-a, seus olhos voaram aberto, e ela estava ofegante em seu cinza e mal iluminado quarto no Instituto York. Os lençois estavam emaranhados ao redor dela, e sua camisola presa nas costas com o suor. Sentia a pele como se estivesse queimando. Ela ainda viu as Irmãs Sombrias, viu Nate rindo dela, Henry dissecando seu coração. - Foi um sonho, ela disse. - Foi tão real, tão absolutamente real. Ela rompeu. - Will, ela sussurrou. Ele ainda usava suas roupas de jantar, apesar de está amassada, seu cabelo preto enrolado, como se ele tivesse caído no sono sem ir para a cama. Suas mãos permaneceram em seus ombros, aquecendo sua pele fria através do material de sua camisola. - O que você sonhou? Disse. Seu tom era calmo e normal, como se não houvesse nada de anormal com ela acordar e encontrá-lo sentado na borda de sua cama. Ela estremeceu com a lembrança. - Eu sonhei que estava sendo desmontada, que pedaços de mim estavam sendo colocados em exposição para Caçadores de Sombras rir. - Tess. Ele tocou seu cabelo delicadamente, empurrando as mechas emaranhadas atrás das orelhas. Ela se sentiu puxada para ele, como limalhas de ferro de um ímã. Seus braços doíam para ir ao redor dele, com a cabeça para descansar na curva de seu ombro. - Deus amaldiçou o diabo Starkweather por mostrar-lhe o que ele fez, mas você deve saber que ele não é mais assim. Os Acordos proibiram despojos. Foi apenas um sonho. Mas não, ela pensou. Este é o sonho. Seus olhos se ajustaram ao escuro, o cinza-claro na sala fez seus olhos um brilho quase sobrenatural azul, como um gato. Quando ela respirou


trêmula, seus pulmões pareciam cheios com o cheiro de Will, de sal, trem , fumaça e chuva, e ela se perguntou se ele tinha saido, andando pelas ruas de York, como ele faz em Londres. - Onde você estava? Ela sussurrou. - Você cheira como a noite. Ele retrocedeu. Como de costume. Ele tocou seu rosto com calor, os dedos calejados. - Você pode dormir agora? Nós iremos levantar cedo amanhã. Starkweather vai nos emprestar seu carro para que possamos investigar Ravenscar Manor. Você, claro, é bem-vinda a permanecer aqui. Você não precisa acompanhar-nos. Ela estremeceu. - Ficar aqui sem vocês? Neste lugar, grande e sombrio? Eu preferiria não fazer. - Tess. Sua voz era tão gentil. - Isso deve ter sido um pesadelo, de ter tomado o espírito fora de você assim. Normalmente, você não tem medo de nada. - Foi horrível. Até mesmo Henry estava no meu sonho. Ele estava desmontando o meu coração como se fosse um relógio. - Bem, isso resolve as coisas, disse Will. - Pura fantasia. Como se Henry fosse um perigo para alguém, exceto a si mesmo. Quando ela não sorriu, ele acrescentou, ferozmente. - Eu nunca deixaria ninguém tocar em um único fio de cabelo da sua cabeça. Você sabe disso, não é, Tess? Seus olhares se prenderam. Ela pensou na onda que parecia pegar ela sempre que estava perto de Will, de como ela se sentia atraída perto dele, pensou na força que parecia fora de seu controle, no sótão, no telhado do Instituto. Como se sentisse a força, ele se inclinou para ela agora. Parecia natural, tão certo como a respiração, levantar a cabeça, para encontrar seus lábios com os dela. Ela sentiu sua exalação suave contra sua boca; alívio, como se um grande peso tivesse sido tirado dele. Suas mãos subiram para tocar seu rosto. Mesmo quando seus olhos se fecharam, ela ouviu sua voz em sua cabeça, de novo, espontaneamente: Não há futuro para um Caçador de Sombras que fique com um feiticeiro. Ela virou o rosto rapidamente, e seus lábios roçaram sua bochecha, em vez de sua boca. Ele recuou, e ela viu seus olhos azuis abertos, assustado e machucados. - Não, ela disse. - Não, posso mais, Will. Ela deixou cair sua voz. - Você deixou isso muito claro, disse ela, que tipo de uso você tem para mim. Você acha que eu sou um brinquedo para seus divertimentos. - Você não deveria ter vindo aqui, não é apropriado. Ele deixou cair às mãos. - Você chamou. - Não você. Ele ficou em silêncio, exceto sua respiração irregular. - Você se arrepende do que você me disse naquela noite no telhado, Will? Na noite do funeral de Thomas e Agatha? Foi à primeira vez que eles faziam referência ao incidente, uma vez que tinha acontecido. - Você pode me dizer que você não quis dizer o que disse? Ele abaixou a cabeça, seu cabelo caiu para frente, escondendo o rosto. Ela apertou suas mãos em punhos em seus lados para se impedir de alcançar e empurrando-o de volta. - Não, ele disse, muito baixo. - Não, o Anjo que me perdoe, eu não posso dizer isso. Tessa retirou-se, enrolando em si mesma, transformando o rosto. - Por favor, vá embora, Will. - Tessa. - Por favor.


Houve um longo silêncio. Ele levantou-se da a cama que rangia debaixo dele quando se moveu. Ela ouviu seus passos sobre as tábuas do chão, e depois a porta do quarto fechando atrás dele. Como se o som tivesse sido uma corda que segurava seu pé, ela caiu para trás contra os travesseiros. Ela olhou para o teto muito tempo, lutando em vão contra as perguntas que enchiam sua mente. O que Will fez, entrando no seu quarto assim? Por que ele havia mostrado a ela tal doçura quando ela sabia que ele a desprezava? E por que, quando soube que ele era a pior coisa do mundo para ela, mandando-lo embora parecesse um erro tão terrível? ******** A manhã seguinte amanheceu inesperadamente azul e bonita, um bálsamo para a dor de cabeça de Tessa e um corpo exausto. Depois de arrastar-se da cama, onde ela passou a maior parte da noite rolando e pensando, ela vestiu-se, incapaz de suportar a idéia da assistência de uma das antigas servas cegas de Starkweather. Após fechar os botões do casaco, ela viu-se no espelho do quarto, ele estava velho e manchado. Havia meias-luas de sombra sob os olhos, como se tivessem sido manchada com giz. Will e Jem já estavão reunidos na sala para um pequeno café da manhã, meia-torrada queimada, chá fraco, geléia e manteiga. Pelo tempo Tessa percebeu, que Jem já tinha comido, e Will estava ocupada cortando algo em tiras finas e formando pictogramas rudes fora do prato. - O que você supõe que isso seria? Jem perguntou curiosamente. - Parece quase como um.. Ele olhou para cima, viu Tessa, e rompeu com um sorriso. - Bom dia. - Bom dia. Ela deslizou para o banco ao lado de Will, ele olhou para ela, assim que ela se sentou, mas não havia nada em seus olhos ou a expressão que indicasse que ele se lembrava do que se passara entre eles na noite anterior. Jem olhou para ela com preocupação. - Tessa, como está se sentindo? Depois da noite da ontem. Ele parou em seguida, levantando a voz. - Bom dia, Sr.Starkweather, disse ele apressadamente, empurrando o ombro de Will rígido para que Will deixasse cair o garfo, e os pedaços de torradas quando deslizou seu prato. Sr. Starkweather, que entrou na sala, ainda envolto no manto escuro que usara na noite anterior, olhou-o malignamente. - A carruagem está esperando por vocês no pátio, disse ele, sua dicção cortado tão apertado como nunca. - É melhor vocês cortarem um pedaço de tempo se quiserem voltar antes da hora do jantar, eu vou precisar do carro esta noite. Eu disse a Gottshall para deixá-los na estação quando voltarem, não haverá necessidade de continuarem aqui. Confio que irá encontrar tudo o que você precisa. Não era uma pergunta. Jem assentiu. - Sim, senhor. Você tem sido muito agradável. Starkweat varreu com seus olhos Tessa novamente, uma última vez, antes dele se virá e sair da sala, batendo a capa atrás dele. Tessa não pode tirar a imagem de um grande pássaro preto, um abutre com presas, talvez, fora de sua mente. Pensou nos troféus cheios de "despojos", e estremeceu.


- Come rapidamente Tessa, antes que ele mude de idéia sobre o carro: Will aconselhou, mas Tessa balançou a cabeça. - Eu não estou com fome. - Pelo menos tomar chá. Will derramou para ela, tinha leite de cabra e açúcar, ele era muito mais doce do que Tessa teria gostado, mas era tão raro um gesto assim de Will, mesmo que fosse apenas para apressá-la, que ela bebeu de qualquer maneira, e deu algumas mordidas na torrada. Os meninos foram pegar os seus casacos e a bagagem, a capa de viagem de Tessa, chapéu e luvas foram localizados e eles logo se encontraram na frente do Instituto de York, piscando na luz do sol aguado. Starkweather tinha sido tão bom quanto sua palavra. Seu carro estava lá, esperando por eles, os quatro Cs da Clave pintado através da porta. O velho cocheiro com a longa barba branca e cabelo já estava no banco do motorista, fumando um charuto, ele jogou de lado quando viu os três, e afundou mais na cadeira, os olhos negros brilhando por debaixo de suas pálpebras caídas. - Sangrento inferno, é o Ancient Mariner, disse Will, embora ele parecesse mais entretido do que qualquer outra coisa. Ele entrou no transporte e ajudou Tessa após ele; Jem foi o último, fechando a porta atrás dele e se inclinando para fora da janela para chamar o cocheiro para dirigir. Tessa, estabelecendo-se no lado de Will no banco estreito, sentiu o ombro escovar o dele, ele se esticou imediatamente, e afastou-se, mordendo o lábio. Era como se a noite passada nunca tivesse acontecido e ele estava de volta a se comportar como se fosse veneno. O carro começou a se mover com um movimento que quase atirou Tessa em cima de Will, mas ela se aproximou contra a janela e ficou lá. Os três ficaram em silêncio enquanto a carruagem ia seguindo a estrada, de paralelepípedos de Stonegate Street, em um sinal de uma publicidade do Star Inn Velha. Depois de terem passado os muros, a cidade deu lugar rapidamente ao campo. A paisagem não era gentil e evolutivo, mas dura e ameaçadora. Colinas verdes pontilhadas com cinza varrido em penhascos de rocha escura. Longas filas de paredes de pedra destinadas a manter ovinos, atravessando o verde, aqui e lá estava pontilhado de casa solitária e ocasional. O céu parecia uma imensidão de azul, escovado com os cursos de longas nuvens cinzentas. Tessa não poderia ter dito quanto tempo eles estavam viajando quando a chaminé de pedra de uma grande casa senhorial surgiu à distância. Jem enfiou a cabeça para fora da janela e chamou o motorista, o carro chegou a parar de andar. - Mas nós não estamos lá ainda, disse Tessa, intrigada. - Se isso é Ravenscar Manor. - Nós não podemos apenas andar até a porta da frente; é sensível, Tess, disse Will quando Jem saltou para fora do carro e chegou a ajudar Tessa descer. Suas botas afundaram no chão molhado e enlameado, Will desceu ao seu lado. - Precisamos dar uma olhada no lugar. Usar o dispositivo de Henry para registrar presença demoníaca. Certifique-se de que não estamos caminhando para uma armadilha. - O dispositivo de Henry realmente funciona? Tessa levantou a saia para mantê-los fora da lama quando os três começaram a descer a estrada. Olhando para trás, ela viu que o cocheiro aparentemente já estava dormindo, recostando-se no banco do motorista, com o chapéu inclinado para frente sobre o seu rosto. Tudo ao seu redor no campo era uma colcha


de retalhos de cinza e verde - colinas pontudas; seus lados com buracos de cinza de xisto; grama de ovelhas - cortada plana, e aqui há bosques de árvores retorcidas, entrelaçadas. Havia uma beleza triste nisso tudo, mas Tessa estremeceu com a idéia de viver aqui, tão longe de nada. Jem, vendo-a tremer, deu um sorriso de lado. - Moça da cidade. Tessa riu. - Eu estava pensando o quão estranho seria crescer em um lugar como este, longe de qualquer civilização. - Onde eu cresci não era tão diferente daqui, disse Will inesperadamente, surpreendendo os dois. - Não é tão solitário como você poderia pensar. No campo, você pode ter certeza, as pessoas visitam uns aos outro como um grande negócio. Eles só têm uma maior distância a percorrer do que, em Londres. E uma vez que eles vão, muitas vezes fazem uma longa estadia. Afinal, por que fazer a viagem só para ficar uma noite ou duas? Nós muitas vezes temos convidados em casa que permanecem por semanas. Tessa arregalou os olhos para Will silenciosamente. Era tão raro que ele se referisse a qualquer coisa a respeito de sua infância que ela às vezes pensava nele como alguém sem passado. Jem parecia estar fazendo a mesma coisa, mas ele se recuperou primeiro. - Eu partilho da opinião de Tessa. Eu nunca poderia me imaginar crescendo assim, do que em uma cidade. Eu não sei como eu conseguiria dormir à noite, sem saber que outras mil almas sonhadoras estariam ao meu redor. - Com a sujeira em toda parte, e todos respirando no pescoço um do outro, rebateu Will. - Quando cheguei a Londres, eu estava tão cansado de está cercado por tanta gente, que foi com grande dificuldade que eu não peguei o sujeito mais próximo que cruzou o meu caminho, e cometesse atos violentos contra ele. - Alguns podem dizer que você ainda tem esse problema, disse Tessa, mas Will apenas riu, um som curto, quase surpreso de diversão e depois parou, olhando para frente deles para Ravenscar Manor. Jem assobiou e Tessa percebeu por que ela tinha sido capaz de ver apenas os topos das chaminés antes. A mansão foi construída no centro de um profundo declive entre três colinas, seus lados oblíquos subiram sobre ela, embalando-a como se fosse na palma de uma mão. Tessa, Jem, e Will estavam posicionados na ponta de um dos morros, olhando para a mansão. O prédio era muito grande, uma pilha grande de pedra cinza que deu a impressão de que tinha estado lá por séculos. Uma grande unidade circular curvada na frente das portas dianteiras enormes. Nada sobre o local sugeria abandono ou nenhuma erva daninha crescia sobre a unidade ou os caminhos que levaram às dependências de pedra, e nenhum vidro estava ausente nas janelas gradeadas. - Alguém está vivendo aqui, disse Jem, repetindo pensamentos de Tessa. Ele começou a descer o morro. A grama aqui era maior, quase na altura da sua cintura. - Talvez se. Ele parou quando o chocalho de rodas tornou-se audível, por um momento, Tessa pensou ser o cocheiro vindo atrás deles, mas não, este era um barrulho diferente de uma carruagem que entrou pelo portão e começou a ir em direção à mansão. Jem agachou-se imediatamente na grama, e Will e Tessa cairam ao lado dele. Eles observaram o carro parar diante da mansão, e o motorista saltou para abrir a porta da carruagem.


Uma jovem saiu 14 ou 15 anos de idade, Tessa imaginou que ela não tinha idade suficiente ainda para prender o cabelo para cima, e por isso, uma cortina de seda preta caia ao seu redor. Ela usava um vestido azul, simples, mas elegante. Ela acenou para o motorista, e então, quando ela começou a subir os degraus senhoriais, ela fez uma pausa- parou e olhou na direção de onde Jem, Will, e Tessa estavam agachados, quase como se ela pudesse vê-los, embora Tessa tinha certeza de que eles estavam bem escondido pela grama. A distância era grande demais para Tessa ver as suas características, realmente, apenas o pálido oval do seu rosto abaixo do cabelo escuro. Ela estava prestes a perguntar a Jem se ele tinha um telescópio com ele, quando Will fez um barulho, um barulho que ela nunca tinha ouvido alguém fazer antes, um suspiro, doente terrível, como se o ar tivesse sido perfurado fora dele por um golpe tremendo. Mas não foi apenas um suspiro, ela percebeu. Era uma palavra, e não apenas uma palavra, um nome, e não apenas um nome, mas um que ela tinha ouvido Will dizer antes. - Cecily.

Capitulo 6 - EM SILÊNCIO SELADO O coração humano tem tesouros escondidos, Em segredo, em silêncio selado; Os pensamentos, as esperanças, os sonhos, os prazeres,


Cujos encantos foram quebrados se revelou -Charlotte Brontë, "Solace Noite"

A porta da casa se e a menina desapareceu lá dentro. Will se retirou para o lado da mãnsão cabaleando. Ele estava com cor cinza doentia, como as cinzas de um fogo morto. - Cecily, disse ele novamente. Sua voz tinha admiração e horror. - Quem diabos é Cecily? Tessa ficou de pé, passou a mão para tirar a grama do vestido. - Will. Jem já estava do lado de Will, a mão no ombro do amigo. - Will, você deve falar com a gente. Você olha como se você tivesse visto um fantasma. Will arrastou um longo suspiro. - Cecily. - Sim, você já disse isso, disse Tessa. Ela ouviu a nitidez em sua própria voz, e suavizou com um esforço. Foi indelicado falar assim a alguém tão obviamente perturbado, mesmo quando ele insiste em olhar para o espaço e murmurando "Cecily" em intervalos. Isso pouco importava; Will pareceu não ter ouvido. - Minha irmã, disse ele. - Cecily. Ela foi - Cristo, ela tinha nove anos quando eu saí. - Sua irmã, disse Jem, e Tessa sentiu um afrouxamento de algo apertado em torno de seu coração, e se amaldiçoou internamente por isso. O que importava se Cecily era irmã de Will ou por alguém que ele estava apaixonado? Não tinha nada a ver com ela. Will começou a descer a colina, não à procura de um caminho, apenas vagando cegamente entre as urzes e tojo. Depois de um momento Jem foi atrás dele, agarrando-se a sua manga. - Will, não. Will tentou puxar seu braço. - Se Cecily está lá, então o resto deles, minha família, eles devem estar lá também. Tessa correu para alcançá-los, estremecendo enquanto ela quase virou um tornozelo em uma pedra solta. - Mas isso não faz qualquer sentido que sua família esteja aqui, Will. Esta era a casa de Mortmain. Starkweather disse. Viu nos jornais. - Eu sei que, Will deu meia volta - falou. - Cecily poderia estar visitando alguém aqui. Will deu a ela um olhar incrédulo. - No meio de Yorkshire, sozinha? E essa é a nossa carruagem. Eu reconheci. Não há transporte diferentes em carruagens. Não, a minha família está aqui de alguma forma. Eles foram arrastados para este negócio sangrento e eu - eu tenho que avisá-los. - Ele começou a descer a colina novamente. - Will, Jem gritou, e foi atrás dele, agarrando-se a parte de trás do seu casaco; Will girou e empurrou Jem, não é muito difícil; Tessa ouviu Jem dizer algo para Will, dele ter se impedido todos esses anos para não desperdiçá-lo agora, e então tudo ficou borrado, Will jurando, e Jem puxando-o para trás, Will escorregou no chão molhado, e ambos foram juntos, em um emaranhado de braços e pernas, até bater em uma grande rocha, Jem segurando Will contra o chão, o cotovelo contra na garganta do outro. - Saia de cima de mim. Will o empurrou. - Você não entende. Sua família está morta.


- Will. Jem levantou o amigo pela camisa e o sacudiu. - Eu não entendo. E a menos que você queira que sua família fique morta também, você vai me ouvir. Will ficou muito quieto. Com a voz embargada, ele disse: - James, você não pode - Eu nunca... - Olha. Jem levantou a mão que não estava segurando a camisa de Will, e apontou. -Olhe. Apenas veja. Tessa olhou para onde ele estava apontando, e sentiu o congelamento em seu interior. Eles estavam quase na metade da colina acima da casa senhorial, e lá, acima deles, de pé, como uma espécie de sentinela na crista no topo do morro, viu um autômato. Ela soube imediatamente o que era apesar de não olhar muito os autômatos que Mortmain tinha enviado contra eles antes. Aqueles eram feitos mais parecidos com um ser humano. Este era um homem alto, esguio, uma criatura de metal, com longas pernas articuladas, um torso grande metálico e braços. Ele estava totalmente imóvel, sem mover-se, de alguma forma, mais assustador por sua quietude e silêncio. Tessa não podia nem dizer se ele estava observando-os. Pareceu está olhando em direção a eles, mas se tinha, suas feições eram inexpressivas, mas sua boca; dentes de metal brilhavam dentro. Pareceu - não ter olhos. Tessa sufocou o grito subindo em sua garganta. Era um autômato. Ela havia enfrentado eles antes. Ela não iria gritar. Will, apoio em seu cotovelo, estava olhando. - Pelo Anjo. - Essa coisa está nos seguindo, eu tenho certeza disso, disse Jem, em voz baixa e urgente. - Eu vi um flash de metal antes, de uma carruagem, mas eu não tinha certeza. Agora eu tenho. Se você continuar assim, você corre o risco de levar essa coisa para a porta da sua família. - Eu vejo, disse Will. O tom meio histérico tinha desaparecido de sua voz. - Eu não vou chegar perto da casa. Deixe-me. Jem hesitou. - Eu juro pelo nome de Raziel, Will falou entre os dentes. - Agora me deixe! Jem rolou para longe e se levantou; Will saltou, empurrando Jem para o lado, e, sem um olhar para Tessa, saiu correndo, não para a casa, mas para longe dela, em direção à criatura mecânica no cume. Jem cambaleou por um momento, de boca aberta, xingou e correu atrás dele. - Jem! Tessa chorou. Mas ele estava quase fora do alcance da voz, correndo atrá de Will. O autômato havia desaparecido de vista. Tessa disse um termo grosseiro, subiu as saias, e correu atrás deles. Não era fácil, subir uma colina úmida de Yorkshire em saias pesadas, com as anaguás sendo rasgadas. Praticar em roupas de treinamento tinha dado a Tessa uma nova apreciação do por que os homens se moviam tão rapidamente e de forma limpa, e poderia correr tão rápido. O material do vestido pesava uma tonelada, os saltos sobre as botas preso em rochas quando ela correu, e seu colete a deixou desconfortavelmente com falta de ar. No momento em que ela chegou ao topo da montanha, ela levou apenas um tempo para ver Jem, muito à frente dela, desaparecer em um bosque escuro de árvores. Ela olhou em volta freneticamente, mas não podia ver nem a estrada, nem o transporte de Starkweathers. Com o coração acelerado, ela correu atrás dele. O bosque era grande, se espalhando ao longo da cordilheira. No momento que Tessa desviou para dentro do meio das árvores, a luz desapareceu, galhos de árvores grossas se


entrelaçavam acima bloqueando o sol. Sentindo-se como a Branca de Neve fugindo para a floresta, ela olhou ao redor impotente, esperando por um sinal de que os meninos tenhamquebrado ramos, folhas pisadas – mas ela só conseguiu pegar o brilho de uma luz contra o metal, quando um autômato saiu do espaço escuro entre duas árvores e se lançou sobre ela. Ela gritou, saltando para longe, e prontamente tropeçou em suas saias. Ela caiu para trás, batendo dolorosamente na terra lamacenta. A criatura esticou um de seus braços longos em sua direção. Ela rolou para o lado desviando do braço de metal. Havia um pedaço de árvore caída perto dela, ela agarrou com seus dedos, fechando bem forte em torno dele, e bateu no braço da criatura quando ele se virou para ela. Ela brandiu o galho, concentrando-se nas lições de luta e bloqueio que ela aprendeu com Gabriel. Mas era apenas um galho. O autômato tinha braço de metal e simplismente cortou o galho ao meio. A extremidade do braço se abriu numa garra de metal multi-dedos e estendeu a mão para sua garganta. Mas antes que pudesse tocá-la, Tessa sentiu uma violenta vibração contra sua clavícula. Seu anjo. Ela ficou congelada quando a criatura sacudiu a garra, um de seus "dedos" vazando líquido preto. Um momento depois, ele deu um gemido agudo e caiu para trás, uma inundação de mais líquido negro derramando do buraco que havia sido cortado através de seu peito. Tessa sentou-se e olhou. Will estava com uma espada na mão, seu cabo manchado de preto. Ele estava com a cabeça descoberta, seu cabelo espesso e escuro despenteado com pedaços de folhas e grama. Jem estava ao lado dele, uma pedra de luz enfeitiçada em chamas através de seus dedos. Tessa assistiu, Will cortar com a espada novamente o autômato quase pela metade. Ele caiu no chão lamacento. Seu interior estava uma bagunça feia, horrivelmente biológica com aparência de tubos e fios. Jem olhou para cima. Seu olhar encontrou Tessa. Seus olhos eram como prata e espelhos. Will, apesar de ter salvado ela, não pareceu notar que ela estava lá em todo caso, ele apenas deu um chute selvagem com o pé na criatura de metal. Sua bota tocou contra o metal. - Diga-nos, disse ele com os dentes cerrados. - O que você está fazendo aqui? Por que você está nos seguindo? A boca do autômato estava aberta. Sua voz quando falava soava como o zumbido e moagem de máquinas com defeito. - Eu. . . sou. . . um. .. aviso. . . do Magistrado . - Um aviso para quem? Para a família na mansão? Diga-me. Will olhou como se estivesse indo chutar a criatura de novo! Jem colocou a mão em seu ombro. - Ele não sente dor, Will, ele disse em voz baixa. - E ele diz que tem uma mensagem. Deixe-a entregá-lo. - Uma advertência. . . para você, Will Herondale. . . e para todos os Nephilim. . . A voz da criatura quase falhando, O Magistrado diz. . . você deve cessar a sua investigação. Passado. . . é passado. Deixe Mortmain enterrado, ou sua família pagará o preço. Não se atreva avisar eles. Se o fizer, eles serão destruídos. Jem estava olhando para Will, ele ainda estava cinza-pálido, mas suas bochechas estavam queimando com raiva. - Como Mortmain trouxe minha família para cá? Ele os ameaçou? O que ele fez? A criatura zumbiu e clicou, em seguida, começou a falar novamente. - Eu. . . sou. . . um. . . aviso. . . a partir de. . .


Will rosnou como um animal e começou a corta-ló com a espada. Tessa lembrou Jessamine, no Hyde Park, rasgando uma criatura das fadas em fitas com a sombrinha delicada. Will cortou o autômato até que ficou um pouco mais do que fitas de metal; Jem, jogando os braços em volta de seu amigo e puxando-o para trás do corpo, finalmente parou. - Will, disse ele. - Will, é suficiente. Ele olhou para cima, e os dois seguiram o seu olhar. Na distância, através das árvores, outras formas apareceram, mais autômatos, como este. - Temos que ir, disse Jem. - Se queremos atraí-los para fora, longe de sua família, temos que sair. Will hesitou. - Will, você sabe que não pode chegar perto deles, Jem disse desesperadamente. - Eles não possuem nada mais, eles não têm mais a lei. Se nós trouxermos perigo para eles, a Clave não vai ajudá-los de qualquer maneira. Eles não são mais Caçadores de Sombras. Will. Lentamente, Will baixou o braço para o lado dele. Ele se levantou com um dos braços de Jem ainda ao redor de seus ombros, olhando para a pilha de sucata de metal em seus pés. Líquido negro escorria da lâmina da espada que pendia em sua mão, e queimou a grama abaixo. Tessa exalou. Ela não tinha percebido que ela estava segurando a respiração até aquele momento. Will deve ter ouvido, pois ele levantou a cabeça em sua direção e seu olhar encontrou o dela através da clareira. Algo que a fez desviar o olhar. Angústia tão crua estava em seus os olhos. ******** No final, eles esconderam os restos do autômato destruído tão rapidamente quanto possível, enterrá-los na terra macia debaixo de um tronco podre. Tessa ajudou o melhor que pôde, prejudicada por suas saias. Até o final de que suas mãos estavam tão pretas de sujeira e lama, como as de Will e Jem. Nenhum deles falou, eles trabalharam em um silêncio assustador. Quando eles terminaram, Will abriu o caminho para fora do bosque, guiado pela luz enfeitiçada de Jem. Eles saíram do bosque quase na estrada, onde a carruagem de Starkweather estava esperando, Gottshall cochilando no assento do condutor como se apenas alguns momentos se passaram desde que eles sairam. Se a aparição deles imundos, sujos de lama e com folhas nos cabelos surpreendeu o velho, ele não demostrou, nem perguntou se eles tinham encontrado o que vierão procurar. Ele apenas resmungou um “Olá” e esperou eles subirem na carruagem antes de sinalizar para os cavalos com um clique de sua língua para se virar e começar a longa viagem de volta para York. As cortinas dentro do carro foram fechadas de volta, o céu estava carregado de nuvens enegrecidas, ao longo do horizonte. - Vai chover, Jem disse, empurrando o cabelo úmido prateado de seus olhos. Will não disse nada. Ele estava olhando para fora da janela. Seus olhos eram da cor do mar do Ártico à noite. - Cecily, disse Tessa com uma voz muito mais suave do que ela estava acostumada a usar com Will estes dias. Ele parecia tão miserável, sombrio e austero como os mouros que estavam de passagem. - Sua irmã, ela se parece com você.


Will permaneceu em silêncio. Tessa, sentada ao lado de Jem no banco duro, tremeu um pouco. Suas roupas estavam úmidas da terra molhada, e o interior da carruagem estava frio. Jem se abaixou e, encontrou um tapete um pouco irregular, e colocou sobre ambos. Ela podia sentir o calor que irradiava de seu corpo, como se ele estivesse febril, e lutou contra o desejo de aproximar-se dele para se aquecer. - Você está com frio, Will, ela perguntou, mas ele só balançou a cabeça, os olhos ainda olhando, sem ver, a paisagem que passava. Ela olhou para Jem em desespero. Jem falou, sua voz clara e direta. - Will, disse ele. - Eu pensei. . . Eu pensei que a sua irmã estava morta. Will tirou seu olhar da janela e olhou para os dois. Quando ele sorriu, era medonho. - Minha irmã está morta, disse ele. E isso foi tudo o que ele disse. Eles foram o resto do caminho de volta para a cidade de York, em silêncio.

********

Tendo dormido mal na noite anterior, Tessa caia dentro e fora de um cochilo intermitente que durou até chegarem à estação de trem de York. Em uma névoa ela saiu da carruagem e seguiram os outros para a plataforma de Londres, eles estavam atrasados para pegar o trem, e quase o perderam. Jem manteve a porta aberta para ela e Will, quando ambos tropeçaram nos degraus e no compartimento atrás dele. Mais tarde, ela iria se lembrar do jeito que ele olhou, pendurado na porta, sem chapéu, chamando a ambos, olhando pela janela do trem quando enquanto ele se afastava, vendo Gottshall de pé na plataforma a cuidar deles com seus inquietantes olhos escuros, o chapéu puxado para baixo. E todo o resto foi um borrão. Não houve conversa desta vez quando o trem soprou o seu caminho através do campo cada vez mais obscurecido por nuvens, só silêncio. Tessa descansou o queixo na palma da mão, segurando a cabeça contra o vidro duro da janela. Colinas verdes voaram e pequenas cidades e vilas, cada uma com sua própria pequena estação, o nome escrito em vermelho. Torres de igreja subiam à distância, as cidades vinham e iam, e Tessa ficou ciente de Jem sussurrando para Will, em Latin, pensou - "Me specta, me specta”, e Will não respondeu. Mais tarde, ela estava ciente de que Jem havia deixado o compartimento, e ela olhou para Will através do espaço pequeno entre eles. O sol tinha começado a descer, e ele emprestou uma luz rosado a sua pele, retirando o olhar vazio em seus olhos. - Will, disse ela suavemente, sonolenta. - Na última noite, você foi gentil comigo, gostaria de dizer. “Obrigada.” O brilho de seus olhos azuis penetrou nela. - Não houve noite passada, disse ele através de seus dentes. Com isso, ela sentou-se em linha reta, quase acordada. Oh, realmente? Nós apenas fomos direito de um tarde até a manhã seguinte? Como é estranho que ninguém mais observou isso. Eu deveria pensar que foi algum tipo de milagre, de um dia sem noite.


- Não me testa, Tessa. As mãos de Will estavam apertada sobre seus joelhos, suas unhas, meias-luas de sujeira sob elas, cavando o tecido de sua calças. - Sua irmã está viva, disse ela, sabendo perfeitamente bem que estava a provocá-lo. – Você não deveria está feliz? Ele empalideceu. - Tessa, ele começou, e se inclinou para frente, como se ele fosse golpear a janela e quebrá-la, sacudi-la pelas ombros, mas o que ele queria era mantê-la como se ele nunca pudesse deixá-la. Foi tudo uma grande confusão, não foi? Em seguida, Jem abriu a porta do compartimento e entrou, carregando um pano úmido. Ele olhou de Will para Tessa e ergueu as sobrancelhas prateadas. - Um milagre, disse ele. - Você conseguiu que ele falasse. - Só brigar comigo, na verdade, disse Tessa. Will tinha voltado a olhar para fora da janela e não olhou para nenhum deles, quando eles falaram. - É um começo, disse Jem, e ele sentou-se ao lado dela. - Aqui. Me suas mãos. Surpresa, Tessa estendeu as mãos para ele e ficou horrorizada. Elas estavam sujas, as unhas rachada e quebrada com grossas meia-luas de sujeira onde ela arranhou a terra em Yorkshire. Havia até mesmo um arranhão sangrento através de seus dedos, mas ela não se lembrava de ter conseguido. Isso não são mãos de uma senhora. Ela pensou nas perfeitas unhas de Jessamine brancas e rosa. - Jessie ficaria horrorizada, disse ela tristemente. - Ela me disse que eu tinha mãos de faxineira. - E qual é a desonrosa a respeito disso? Disse Jem equanto ele gentilmente limpava a sujeira de seus dedos. - Eu vi você correr atrás de nós, e lutar com uma criatura autômato. Jessamine não sabe até agora que não há honra sem sangue e sujeira, e ela nunca saberá. Ela se sentiu bem com o pano frio em seus dedos. Ela olhou para Jem, que estava concentrado em sua tarefa, seus cílios em uma franja de prata baixo. - Obrigada, ela disse. - Eu duvido que eu fosse de alguma ajuda em tudo, e, provavelmente, sim um obstáculo, mas agradeço a todos do mesmo jeito. Ele sorriu para ela, o sol saindo de trás das nuvens. É por isso que estamos treinando você, não é? Ela baixou a voz. - Você tem alguma idéia do que poderia ter acontecido? Por que a família de Will estaria vivendo em uma casa que pertenceu Mortmain? Jem olhou para Will, que ainda estava olhando amargamente pela janela. Eles haviam entrado em Londres, e os edifícios cinzentos estavam começando a se levantar em torno deles em ambos os lados. O olhar de Jem para Will era um tipo de olhar amoroso, um olhar familiar, e Tessa percebeu que, embora os imaginassem como irmãos, ela sempre imaginou Will como o mais velho, o zelador, e Jem como o mais novo, a realidade era muito mais complicado do que isso. - Eu não, ele disse, embora isso me faça pensar que o jogo que Mortmain está jogando seja longo. De alguma forma ele sabia exatamente onde nossas investigações nos levaria, e ele arranjou este encontro, para nos chocar tanto quanto possível. Ele quer nos lembrar de quem é que tem o poder. Tessa estremeceu.


- Eu não sei o que ele quer de mim, Jem, disse ela, em voz baixa. -Quando ele me disse que me fez, foi como se ele estivesse dizendo que ele poderia me desfazer tão facilmente. O braço quente de Jem tocou o dela. - Você não pode ser desfeita, disse ele tão baixinho. E Mortmain subestima você. Eu vi como você usou o galho contra o autômato . - Não foi o suficiente. Se não fosse por meu anjo, Tessa tocou o pingente em sua garganta. - O autômato não tinha recuado. Outro mistério que eu não entendo. Ele me protegeu antes, e desta vez, mas em outras situações se encontra adormecido. É tanto um mistério como o meu talento. - O que, felizmente, você não precisa usar para se transformar em Starkweather. Ele parecia bastante feliz em nos da os arquivos dos Shade. - Graças a Deus, disse Tessa. - Eu não estava aguentando olhar para ele. Ele parece um homem desagradável e amargo. Mas se algum dia acaba por ser necessário... Ela tirou algo do bolso e ergueu-o, algo que brilhava na penumbra da carruagem. - Um botão, disse ela com ar satisfeito. - Ele caiu de sua jaqueta, esta manhã, e eu peguei. Jem sorriu. - Muito inteligente Tessa. Eu sabia que seria um prazer lhe trazer conosco. Ele rompeu com uma tosse. Tessa olhou para ele em alarme, e até mesmo Will foi despertado de seu desânimo em silêncio, voltando a olhar para Jem com os olhos apertados. Jem tossiu de novo, sua mão apertando a boca dele, mas quando ele levantou, não havia sangue visível. Tessa viu Will relaxar os ombros. - Apenas poeira na minha garganta, Jem os acalmou. Ele não parecia doente, mas muito cansado, apesar de sua exaustão só serviu para apontar a delicadeza de suas características. Sua beleza não é como a de Will em cores ferozes e fogo reprimido, mas tinha sua própria perfeição silenciada, a beleza de neve quando cai de um céu cinza-prata. - O seu anel! Ela começou de repente, enquanto se lembrava que ela ainda estava usando. Ela colocou o botão de volta em seu bolso, em seguida, estendeu a mão para tirar o anel Carstairs de sua mão. - Eu tinha a intenção devolver a você mais cedo, disse ela, colocando o circulo prateado na palma da mão. - Eu esqueci. . . Ele fechou os dedos em torno dela. Apesar dos pensamentos dele com um céu de neve e cinza, sua mão estava surpreendentemente quente. - Está tudo bem, disse ele em uma voz baixa. - Eu gosto da maneira como ele fica em você. Ela sentiu o rosto quente. Antes que ela pudesse responder, o apito do trem soou. Vozes gritaram que haviam chegado a Londres, estação de Kings Cross. O trem começou a diminuir quando a plataforma surgiu à vista. O burburinho da estação subiu em seus os ouvidos de um assalto, Tessa, junto com o som do trem parando. Jem disse algo, mas suas palavras se perderam no meio do ruído, que soou como um aviso, mas Will já estava de pé, com a mão para alcançar o trinco da porta do compartimento. Ele girou-a e saltou para fora e desceu. Se ele não fosse um Caçador de Sombras, Tessa pensou, ele teria caído, e mal, mas ele simplesmente caiu levemente em seus pés e começou a correr, empurrando em seu caminho os carregadores aglomerados, os passageiros que iam viajar para


o norte para passar o fim de semana com suas bagagens, seus cães de caça em coleiras, os meninos vendendo jornais e todo o tipo de tráfego humano da estação Grand. Jem ao seu lado, alcançou a porta, mas ele se virou e olhou para Tessa, e ela viu uma expressão em seu rosto, uma expressão que disse que ele percebeu a fuga de Will, e que ela não poderia ir atrás dele. Com outro longo olhar para ela, ele trancou a porta e afundou no banco em frente a ela, quando o trem parou. - Mas Will, ela começou. - Ele vai ficar bem, disse Jem com convicção. - Você sabe como ele é. Às vezes, ele só quer ficar sozinho. E eu duvido que ele deseje tomar parte contando as experiências de hoje para Charlotte e os outros. - Quando ela não moveu os olhos do seu, ele repetiu, suavemente. - Will pode cuidar de si mesmo, Tessa. Ela pensou no olhar sombrio nos olhos de Will quando ele tinha falado com ela, mais gritante do que os mouros de Yorkshire que tinha acabado de sair atrás deles. Ela esperava que Jem estivesse certo.

Capitulo 7 - A MALDIÇÃO


Maldição de órfão iria arrastar para o inferno Um espírito do alto; Mas, oh! Mais horrível do que É a maldição no olho de um homem morto! Sete dias, sete noites, eu vi que maldição, E eu ainda não podia morrer. -Samuel Taylor Coleridge, "Rime Of The Ancient Mariner"

Magnus ouviu o som da abertura da porta da frente e seguiu o barulho de vozes, e pensou imediatamente, Will. E então achou graça que ele tivesse pensado. O menino Caçador de Sombras tornou-se como se fosse um parente chato, pensou enquanto virava a página de seu livro, Lucian’s Dialogues of the Gods; Camille ficaria furiosa se ele deixasse orelhas em seu volume, alguém cujos hábitos conhecia bem, mas não poderia mudar. Ele era alguém cuja presença poderia reconhecer pelo som de suas botas no corredor. Alguém que se sabia que podia discutir com O Criado, quando ele tinha dado ordens de dizer a todos que ele não estava em casa. A porta da sala se abriu, e Will estava no limite, parecendo meio- triunfante e meio -miserável e isso era uma façanha. - Eu sabia que você estava aqui, anunciou quando Magnus endireitou-se no sofá, balançando suas botas no chão. - Agora, diga que você não deu ordem para isso aqui, esse morcego não me deixar entrar? Ele indicou Archer, o subjulgado de Camille e lacaio temporário de Magnus, que estava de fato escondido ao lado de Will. Seu rosto estava definido em um olhar de desaprovação, mas nessa altura ele tinha sempre uma aparência de desaprovação. - Diga a ele que você quer me ver. Magnus deixou o livro em cima da mesa ao lado dele. - Mas talvez eu não queira ver você, disse ele razoavelmente. - Eu disse a Archer para não deixar ninguém entrar, até mesmo você. - Ele me ameaçou, disse Archer em seu assobio com uma voz não muito humana. - Eu vou dizer a minha ama. - Faça isso, disse Will, mas seus olhos estavam sobre Magnus, azuis e ansiosos. - Por favor. Eu tenho que falar com você. Deixe o garoto, Magnus pensou. Depois de um dia exaustivo limpando com feitiço a memória bloqueada de um membro da família Penhallow, ele queria apenas descansar. Ele tinha parado de esperar Camille, ou suas mensagens, ele deveria ir embora, mas ele ainda preferia este espaço a outros, esta sala, onde seu toque pessoal parecia se agarrar às rosas no papel de parede, o perfume fraco que tinha nas cortinas. Ele desejou passar aqui está noite com fogo, um copo de vinho, um livro, e ser deixado estritamente sozinho. Mas agora aqui com Will Herondale, sua expressão em uma mistura de dor e desespero, querendo a ajuda de Magnus. Ele realmente precisava fazer algo sobre esse


impulso irritante e coração mole de auxiliar os desesperados, Magnus pensou. Isso é culpa de sua fraqueza com olhos azuis. - Muito bem, disse ele com um suspiro martirizado. - Você pode ficar e falar comigo. Mas vou avisando, eu não vou convocar nenhum demônio. Não antes de eu ter a minha ceia. A menos que tenha aparecido algum tipo de prova difícil. . . - Não. Will disse ansiosamente, fechando a porta na cara de Archer. Ele olhou em volta e trancou-a dando uma boa olhada, e depois caminhou para o fogo. Ele estava com frio. A pouca visibilidade da janela não bloqueada por cortinas mostrou a praça fora escurecendo no crepúsculo escuro, deixando um barulho do outro lado da calçada por um vento que vinha. Will retirou as luvas, colocou-os sobre a lareira, e estendeu as mãos para as chamas. - Eu não quero que você convoque um demônio. - Huh. Magnus colocou suas botas em cima da mesa de jacarandá pequena diante do sofá, outro gesto que teria enfurecido Camille, se ela estivesse lá. - É uma boa notícia, eu suponho. - Eu quero que você me envie para lá. Para o reino dos demônios. Magnus engasgou. - Você quer que eu faça o quê? O perfil de Will era negro contra o fogo bruxuleante. - Criar um portal para o mundo dos demônios e me enviar para lá. Você pode fazer isso, ou você não pode? - Isso é magia negra, disse Magnus. - Não é necromancia, mas... - Ninguém precisa saber. - Realmente. O tom de Magnus era ácido. - Estas coisas têm uma maneira acabar. E se a Clave descobrir que eu enviei um dos seus, ainda mais um dos seus jovens promissores, para ser usado por demônios em outra dimensão. - A Clave não me considera promissor. A voz de Will era fria. - Eu não sou promissor. Eu não sou nada, nem vou ser nunca. Não sem a sua ajuda. - Estou começando a me perguntar se você foi enviado para me testar, Will Herondale. Will deu uma dura risada. - Por Deus? - A Clave. Que pode também ser Deus. Talvez eles simplesmente queiram descobrir se eu estou disposto a quebrar a lei. Will se virou e olhou para ele. - Eu sou honesto, disse ele. - Isto não é algum tipo de teste. Eu não posso continuar assim, convocando os demônios ao acaso, sem saber qual é o correto, esperança sem fim, decepção sem fim. Cada dia amanhece mais negro e negro, e eu vou perdê-la para sempre se você... - Perder-la? A mente de Magnus ficou presa na palavra, ele sentou-se em linha reta, estreitando os olhos. - Isto é sobre Tessa. Eu sabia que era. Will, liberou várias cores na palidez de seu rosto. - Não é só ela. - Mas você a ama. Will olhou para ele. - Claro que sim, disse ele finalmente. - Eu tinha chegado a pensar que nunca iria amar alguém, mas eu a amo. - E está maldição, suponho que tire sua capacidade de amar? Porque isso é um absurdo, eu nunca ouvi algo assim. Jem é seu parabatai. Eu vi você com ele. Você o ama, não é?


- Jem é o meu grande pecado, disse Will. - Não fale comigo sobre Jem. - Não falar com você sobre Jem, não falar com você sobre Tessa. Você quer que eu abra um portal para você entrar no mundo dos demônios, e você não vai falar comigo ou me dizer o por quê? Eu não vou fazer isso, Will. Magnus cruzou os braços sobre o peito. Will descansou a mão sobre a lareira. Ele estava muito quieto, as chamas que mostram os contornos dele, o perfil claro bonito, a graça da sua esbelta e longas mãos. - Eu vi minha família hoje, disse ele, se alterando rapidamente. - Minha irmã. Eu vi minha irmã mais nova. Cecily. Eu sabia onde eles moravam, mas eu nunca pensei que eu iria vê-los novamente. Eles não podem ficar perto de mim. - Por quê? Magnus fez sua voz suave, ele sentiu que estava à beira de alguma coisa, algum tipo de avanço, com isso, era estranho, irritante, danificado, despedaçado menino. - O que eles fizeram que foi tão terrível? - O que eles fizeram? A voz de Will aumentou. - O que eles fizeram? Nada. É de mim. Eu sou veneno. Envenenei-os. Enveneno qualquer um que me ama. - Will. - Eu menti para você, Will disse, virando-se de repente para longe do fogo. - Chocante Magnus murmurou, mas Will foi embora, entrando em suas memórias, que era talvez o melhor. Ele tinha começado a andar, arrastando suas botas ao longo do lindo tapete persa que Camille amava. - Você sabe o que eu lhe disse. Eu estava na biblioteca da casa dos meus pais, no País de Gales. Era um dia de chuva, eu estava entediado, passando pelas coias antigas de meu pai. Ele mantinha algumas coisas de sua antiga vida como um Caçador de Sombras, coisas que ele não queria, por sentimento suponho, desistir. Uma estela antiga, embora eu não sabia o que era na época, e uma pequena caixa, em uma gaveta falsa de sua mesa. Eu suponho que ele assumiu que seria o suficiente para manter-nos fora de vista, mas nada é suficiente para impedir a entrada de crianças curiosas. Claro que a primeira coisa que fiz ao encontrar a caixa foi abrir. Uma névoa saiu como uma explosão, formando quase que instantaneamente em um demônio vivo. No momento que eu vi a criatura, eu comecei a gritar. Eu tinha apenas 12. Eu nunca tinha visto nada igual. Enormes, mortal, todos os dentes irregulares e cauda farpado e eu não tinha nada. Nenhuma arma. Quando ela gritou, eu caí no tapete. A coisa estava pairando sobre mim assobiando. Então, minha irmã entrou dentro . - Cecily? - Ella. Minha irmã mais velha. Ela tinha algo brilhando em sua mão. Eu sei o que é agora, uma lâmina serafim. Eu não tinha idéia então. Eu gritei para ela sair, mas ela se colocou entre a criatura e eu. Ela não teve absolutamente nenhum medo, minha irmã. Ela nunca teve. Ela não tinha medo de subir na árvore mais alta, de montar um cavalo selvagem, e ela não tinha medo ali, na biblioteca. Ela disse para a coisa para sair. Ele estava pairando ali como um grande e feio inseto. Ela disse: - Eu vou banir você. Então ele riu. Sério. Magnus sentiu uma agitação estranha por ambos, piedade e simpatia para a menina, ela não sabia nada sobre demônios, sua convocação ou o seu desterro, ainda de pé sua terra independentemente. - Ele riu, e virou com sua cauda, derrubando-a no chão. Em seguida, ele fixou os olhos em mim. Era todo vermelho. Ele disse:


- É seu pai que deveria me destruir, mas como ele não está aqui, você vai ter que fazer. Eu estava tão chocado, tudo o que eu podia fazer era olhar. Ella foi rastejando sobre o tapete, agarranda na lâmina serafim caída. - Eu amaldiçôo você, ele disse. - Todos os que amam você vai morrer. O amor será a sua destruição. Pode levar algum tempo, pode levar anos, mas qualquer um que olhe para você com amor vai morrer do mesmo, a menos que você retire-se deles para sempre. E vou começar com ela. Ele rosnou em direção dela, e desapareceu. Magnus estava fascinado. - E ela caiu morta? - Não. Will ainda estava andando. Ele tirou o casaco, pendurou-o sobre uma cadeira. Seu cabelo comprido negro começou a enrolar com o calor vindo de seu corpo, misturando-se com o calor do fogo, ele ficou preso na parte de trás do seu pescoço. - Ela ficou ilesa. Ela me levou em seus braços. Ela me confortou. Ela me disse que as palavras do demônio não significavam nada. Ela admitiu que tivesse lido alguns dos livros proibidos na biblioteca, e foi assim que ela sabia o que era uma lâmina serafim fazia, e como usá-la, e que a única coisa que eu tinha aberto foi uma caixa chamada de caixa de Pyxis, embora ela não pudesse imaginar por que meu pai teria mantido uma. Ela me fez prometer não tocar em nada dos meus pais novamente, a menos que ela estivesse lá, e então ela me levou para a cama, e começou a ler enquanto eu caí dormindo. Eu estava exausto com o choque de tudo isso, eu acho. Lembro-me de ouvir o seu murmúrio para minha mãe, algo sobre como eu tinha passado mal enquanto estava fora, alguma febre infantil. Até aquele momento eu estava gostando do barulho que estava sendo feito sobre mim, e que o demônio começava a parecer uma memória bastante emocionante. Lembro-me do planejamento de como dizer a Cecily sobre isso, sem admitir, é claro, que Ella me salvou quando eu tinha gritado como uma criança. - Você era uma criança, Magnus observou. - Eu era velho o suficiente, disse Will. - Idade suficiente para saber o que ele quis dizer quando foi acordado na manhã seguinte por minha mãe urrando de dor. Ela estava na sala com minha irmã morta em sua cama. Eles fizeram o seu melhor para me manter fora, mas eu vi o que eu precisava ver. Ela inchou, como se algo tivesse apodrecido la de dentro. Ela não mais se parecia com a minha irmã. Ela não parecia mais humana. "Eu sabia o que tinha acontecido, mesmo se eles não o fizeram. "Todos os que amam você vai morrer. E vou começar com ela. "Foi a minha maldição. Eu sabia que eu tinha que ficar longe deles, de toda a minha família antes de trazer o mesmo horror sobre eles. Deixei aquela noite, seguindo a estrada para Londres ". Magnus abriu a boca, depois fechou de novo. Por uma vez, ele não sabia o que dizer. - Então, você vê, disse Will, minha maldição não pode ser chamada sem sentido. Eu já vi isso antes. E desde aquele dia tenho lutado para ter certeza de que isso nunca aconteça com mais ninguém na minha vida. Você consegue imaginar isso? Você pode? Ele passou as mãos pelos cabelos negros, deixando os fios emaranhados cair de volta em seus olhos. - Nunca deixar alguém perto de você. Fazendo com que todos que poderiam te ama, te odeiem. Deixei minha família à distância, para que eles pudessem esquecer-se de mim. Cada dia tenho de mostrar crueldade com aqueles que eu escolhi para fazer parte da minha casa, para que não deixe se sentir muito carinho por mim.


- Tessa. . . Magnus de repente ficou sério lembrando – o rosto da menina de olhos cinzentos que olhou para Will, como se fosse um novo sol nascente no horizonte. - Você acha que ela não te ama?" - Acho que não. Tenho sido ruim o bastante para ela. Will falou com sua voz soando desgraça e miséria e auto-aversão tudo combinado. - Eu acho que houve um momento em que ela quase - Eu pensei que ela estava morta, você vê, e mostrei a ela, eu que ela visse o que eu sentia. Eu acho que ela poderia ter retornado meus sentimentos. Mas eu esmaguei tão brutalmente quanto eu poderia. Eu imagino que ela simplesmente me odeia agora. - E Jem, disse Magnus, temendo a resposta, sabendo que. - Jem está morrendo de qualquer maneira, disse Will com a voz embargada. - Jem é o que eu me permiti. Digo a mim mesmo, se ele morrer, não é culpa minha. Ele está morrendo de qualquer maneira. A morte de Ella, pelo menos, foi rápida. Talvez através de mim ele pudesse ter uma boa morte. Ele olhou-se miseravelmente, se juntando a Magnus e fechando os olhos. - Ninguém pode viver sem nada, ele sussurrou. - Jem é tudo que tenho. - Você deveria ter dito a ele, disse Magnus. - Ele teria escolhido ser o seu parabatai de qualquer maneira, mesmo sabendo dos riscos. - Eu não posso sobrecarregá-lo com esse conhecimento! Ele iria manter isso em segredo, se eu pedir a ele, mas seria uma dor ele saber disso, e da dor que eu faço com os outros apenas iria machucá-lo mais. No entanto, se eu fosse contar a Charlotte, dizer a Henry e o resto, que o meu comportamento é uma farsa, que cada coisa cruel que eu disse a eles é uma mentira, que eu vagueio pelas ruas só para dar a impressão que eu tenho saído para beber e me prostituir, quando na realidade, eu não tenho vontade de fazer, então eu tenho deixado eles afastados. - E, assim, você nunca disse a ninguém dessa maldição? Ninguém além de mim mesmo, desde que você tinha 12 anos de idade? - Eu não podia, disse Will. Como eu poderia ter certeza de que não constituiriam apego a mim, uma vez que eles sabiam a verdade? Uma história como essa poderia gerar pena, e pena poderia tornar-se anexo, e então. . . Magnus levantou suas sobrancelhas. - Você não está preocupado comigo? - Que você possa me amar? Will parecia genuinamente surpreso. - Não, por que você odeia Nephilim, não é? E, além disso, eu imagino que vocês bruxos tem maneiras de se proteger contra emoções indesejadas. Mas para aqueles que, como Charlotte e Henry, se soubessem que a pessoa que eu apresentei a eles é falsa, se eles soubessem do meu coração verdadeiro.. . eles poderiam querer cuidar de mim. - E então eles iriam morrer, disse Magnus.

***** Charlotte levantou o rosto lentamente de suas mãos. - E você não tem absolutamente nenhuma idéia de onde ele está? Ela perguntou pela terceira vez. - Will simplesmente se foi? A voz de "Charlotte" era um sussuro. Jem estava


tentando acalmar a situação. Eles estavam na sala, com o papel de parede de flores e trepadeiras. Sophie estava perto do fogo, usando o poker para persuadir mais chamas do carvão. Henry estava sentado atrás da mesa, brincando com um conjunto de instrumentos de cobre; Jessamine estava na chaise, e Charlotte estava em uma poltrona perto do fogo. Tessa e Jem estavam um pouco próximos lado a lado no sofá, o que fez Tessa sintir particularmente como um convidado. Ela estava cheia de sanduíches que Bridget havia trazido em uma bandeja, e chá, seu calor lentamente descongelando seu interior. - Não é como se isso fosse incomum. Quando é que nós sabemos aonde ele vai à noite? - Mas desta vez é diferente. Ele viu sua família, ou sua irmã, pelo menos. Oh, pobre Will. A voz de Charlotte saiu com ansiedade. - Eu pensei que talvez ele finalmente tivesse começado a esquecê-los. . . - Ninguém se esquece de sua família, disse Jessamine bruscamente. Ela sentou-se na espreguiçadeira com um cavalete de aquarela e papéis apoiado ante ela, que recentemente havia tomado a decisão, que ela tinha ficado para trás na busca das artes virginal, e havia começado a pintura, o corte de silhuetas, pressionando flores, e jogar na espineta na sala de música, embora Will dissesse com a voz cantando que o desenho parecia uma Igreja, quando ele estava em um particularmente aclamado humor. - Bem, não, claro que não, disse Charlotte às pressas, mas talvez não para viver com a memória constantemente, como uma espécie de peso terrível em você. - Como vc sabe que Will não ligou durante todos esses dias? Disse Jessamine. - De qualquer forma, ele não parece se preocupa com sua família, ou em primeiro lugar, ele nunca os teria deixado. Tessa deu um pequeno suspiro. - Como você pode dizer isso? Você não sabe por que ele os deixou. Você não viu o rosto dele em Ravenscar Manor. - Ravenscar Manor. Charlotte estava olhando cegamente na lareira. - De todos os lugares que eu pensei que iriam. . . - Pish e Tosh, disse Jessamine, olhando com raiva para Tessa. - Pelo menos a sua família está viva. Além disso, eu aposto que ele não estava triste em tudo, eu aposto que ele estava fingindo. Ele sempre está. Tessa olhou para Jem, mas ele estava olhando para Charlotte, e seu olhar era tão duro como uma moeda de prata. - O que você quer dizer, disse ele, - De todos os lugares que você pensou que iriam? Você sabia que a família de Will tinha se mudado? Charlotte começou, e suspirou. - Jem. . . - É importante, Charlotte. Charlotte olhou para a lata sobre a mesa que sustentava suas gotas de limão favoritas. - Depois que os pais de Will vinheram aqui para vê-lo, quando ele tinha doze anos, e ele mandou-os embora. . . Pedi-lhe para falar com eles, só por um momento, mas ele não quis. Eu tentei fazê-lo entender que, se ele os deixasse, então ele nunca poderia vê-los novamente, e eu nunca poderia dar-lhes notícias deles. Ele pegou minha mão, e disse: - Por favor, só me prometa que vai me dizer se eles morrerem, Charlotte. Prometa-me. Ela olhou para baixo, seus dedos grudados no vestido. - Foi um pedido tão estranho para um menino fazer. - Eu - eu tive que dizer que sim.


- Então você está cuidando do bem - estar da família de Will? Jem perguntou. - Contratei Ragnor para fazê-lo, disse Charlotte. - Durante os três primeiros anos. No quarto ano retornou dizendo que os Herondales tinham se mudado. Edmund Herondale - que é o pai de Will, havia perdido sua casa no jogo. Isso foi tudo que Ragnor foi capaz de apurar. Os Herondales foram forçados a sair. Ele não conseguiu encontrar nenhum traço mais deles. - Você já disse a Will? Tessa falou. - Não. Charlotte balançou a cabeça. - Ele me fez prometer para lhe dizer somente se morressem, isso era tudo. Por que acrescentar a sua infelicidade os conhecimentos que tinham perdido sua casa? Ele nunca mencionou. Eu tinha esperança que crescendo ele poderia ter esquecido. - Ele nunca se esqueceu. Havia uma força nas palavras de Jem, que parou o movimento nervoso dos dedos de Charlotte. - Eu não deveria ter feito isso, disse Charlotte. - Eu nunca deveria ter feito essa promessa. Foi uma violação da Lei. - Quando Will realmente quer algo, disse Jem e ficou em silêncio um momento e disse: - Quando sente algo, ele pode quebrar seu coração. Houve um silêncio. Charlotte estava com os lábios apertados, o olhar desconfiado e brilhante. - Ele disse alguma coisa sobre onde ele ia quando saiu? - Não, disse Tessa. - Nós chegamos, e ele escapuliu, desculpe, se levantou e correu, corrigiu-se, se alertando pelo fato de que ela estava usando gíria americana. - Escapuliu, disse Jem. - Eu gosto disso. Faz parecer que ele deixou uma nuvem de poeira girando em seu rastro. Ele não disse nada, não, apenas deu umas cotoveladas pelo seu caminho através da multidão e foi embora. Quase derrubou Cyril vindo nos encontrar. - Nada disso faz qualquer sentido, Charlotte gemeu. - Por que diabos a família de Will estaria morando em uma casa que pertencia a Mortmain? E em Yorkshire de todos os lugares? Este não é o lugar onde eu pensei que esta estrada levaria. Procuramos Mortmain e encontramos os Shades; buscamos por ele de novo e encontramos a família de Will. Ele nos cerca, como ouroboros amaldiçoados que é seu símbolo. - Você pediu para Ragnor olhar pelo o bem - estar da família de Will, antes, disse Jem. - Você pode fazer isso de novo? Se Mortmain de alguma forma está envolvido com eles. . .por qualquer motivo. . . - Sim, sim, claro, disse Charlotte. - Eu vou escrever para ele imediatamente. - Há uma parte dessa história que eu não entendo, disse Tessa. - A demanda de reparações foi arquivada em 1825, e a idade do queixoso foi feita com 22. Se ele tinha 22, na época, ele estaria com 75 agora, e ele não parece tão velho. Talvez 40. . . - Há muitas maneiras, Charlotte disse lentamente, para os mundanos que se interessam em magia negra prolongar suas vidas. Apenas o tipo de feitiço, a propósito, que se pode encontrar no livro Branco. É por isso que a posse do Livro por alguém que não é da Clave é considerado um crime. - Todos os negócios que o jornal diz a respeito de Mortmain herdar uma companhia de navegação de seu pai, Jem disse. - Você acha que ele fez o truque do vampiro? - O truque vampiro? Ecoou Tessa, tentando em vão se lembrar uma coisa a partir do Codex. - É uma maneira que os vampiros têm de manter seu dinheiro ao longo do tempo, disse Charlotte. - Quando eles permanecem muito tempo em um lugar, tempo suficiente para


que as pessoas começem a perceber que eles nunca envelhecem, eles fingem a própria morte e deixam sua herança a um filho a muito perdido ou sobrinho. Voila – o sobrinho mostra-se ter uma estranha semelhança com o pai ou o tio, mas ele está ali e ele recebe o dinheiro. E eles vão assim por gerações às vezes. Mortmain poderia facilmente ter deixado a empresa para se disfarçar de que ele não foi o envelhecendo. - Então, ele fingiu ser seu próprio filho, disse Tessa. - O que também teria dado a ele uma razão para ser visto mudando a direção da empresa para voltar à Grã-Bretanha e começar interessando-se em mecanismos, esse tipo de coisa. - E é provavelmente por isso também que ele saiu da casa em Yorkshire, disse Henry. - Embora isso não explica por que está sendo habitada pela família de Will, ponderou Jem. - Ou onde Will está, acrescentou Tessa. - Ou onde Mortmain está, colocou Jessamine, como uma espécie de alegria escura. - Apenas nove dias a mais, Charlotte. Charlotte colocou a cabeça para trás em suas mãos. - Tessa, disse ela, - Eu odeio pedir isso a você, mas, afinal você foi enviado para Yorkshire, e nós não temos nada a não ser pedra sobre pedra. Você ainda tem o botão do casaco de Starkweather? Sem palavras Tessa retirou o botão do bolso. Era redondo, pérola e prata, estranhamente frio em sua mão. - Você quer que eu mude para ele? - Tessa, Jem disse rapidamente. - Se você não quer fazer isso, Charlotte nunca exigiria. - Eu sei, disse Tessa. - Mas eu ofereci, e eu não vou voltar atrás na minha palavra. - Obrigada, Tessa. Charlotte parecia aliviada. - Temos de saber se há algo que ele está escondendo de nós, se ele estava mentindo para você sobre qualquer parte do negócio. Seu envolvimento no que aconteceu com as Shades. . . Henry fez uma careta. - Vai ser um dia negro quando você não puder confiar em seus companheiros Caçadores de Sombras, Lottie. - Já é um dia negro, Henry querido, Charlotte respondeu sem olhar para ele. **********

- Você não vai me ajudar, então, disse Will com uma voz plana. Usando magia, Magnus tinha construído o fogo na grelha. No brilho das chamas pulando, o bruxo podia ver mais dos detalhes do cabelo escuro de Will enrolando-o de perto a nuca, as maçãs do rosto delicada e a forte mandíbula, a sombra de seus cílios. Magnus lembrou - se de alguém, as lembrança fizeram cócegas na parte de trás de sua mente, recusando-se a ficar clara. Depois de tantos anos, era difícil às vezes escolher memórias individuais, mesmo daqueles que você tinha amado. Ele não conseguia mais se lembrar do rosto de sua mãe, embora ele soubesse que ela tinha olhos iguais aos dele, uma mistura de seu avô e sua avó holandesa e indonésia. - Se a sua definição de "ajuda" envolve deixar você ir para o reino dos demônios como um rato em um poço cheio de serpentes, então não, eu não vou ajudá-lo, disse Magnus. - Isso é loucura, você sabe. Vá para casa. Dormir. E curar essa bebedeira. - Eu não estou bêbado.


- Você pode muito bem está. Magnus passou as duas mãos pelo seu cabelo espesso e pensou, de repente, e irracionalmente, em Camille. E ficou satisfeito. Aqui nesta sala, com Will, ele tinha ficado quase duas horas sem pensar nela. Progresso. - Você acha que você é a única pessoa que já perdeu alguém? Will torceu o rosto. - Não faça parecer assim. Como uma espécie comum de dor. Não é assim. Dizem que o tempo cura todas as feridas, mas que pressupõe a fonte do sofrimento é finito. Fim. Esta é uma ferida fresca todos os dias. - Sim, disse Magnus, recostando-se contra as almofadas. - Isso é o problema das maldições, não é. - Seria uma coisa se eu tivesse sido amaldiçoado de forma que todos que eu amava iriam morrer, disse Will. - Eu poderia me impedir de amar. Para manter os outros cuidando de mim, é um procedimento estranho e cansativo. Ele parecia exausto, Magnus pensou, e dramático como só a idade de 17 anos de idade poderia ser. Ele também duvidou da verdade da declaração de Will de que ele poderia ter se mantido longe de amar, mas entendi por que o rapaz gostaria de dizer tal história. - Eu tenho que fazer o papel de outra pessoa durante todo o dia, a cada dia-amargo e vicioso e cruel. - Eu gosto de você dessa maneira. E não me diga que você não gosta de si mesmo pelo menos um pouco, jogando o diabo, Will Herondale. - Eles dizem que corre em nosso sangue, esse tipo de humor amargo, disse Will, olhando para as chamas. - Ella tinha. Assim como Cecília. Eu nunca pensei que eu tivesse até sabe que precisava disso. Tenho aprendido boas lições de como ser detestável ao longo de todos estes anos. Mas me sinto perdido. Ele tateou as palavras. - Eu me sinto diminuído, partes de mim espiralando para dentro da escuridão, o que é bom e honesto e verdadeiro estou a tanto tempo segurando essa parte dentro de mim, que estou com medo de perdê-lo totalmente. – E se ninguém liga para você em tudo, você ainda realmente existe? Ele disse isso tão suavemente que Magnus teve que se esforçar para ouvi-lo. - O que era isso? - Nada. Algo que eu li em algum lugar uma vez. Will se virou para ele. - Você estaria me fazendo uma misericórdia, me mandando para o reino dos demônios. Eu poderia encontrar o que eu estou procurando. É a minha chance e só, pois a minha vida não vale nada para mim de qualquer maneira. - Fácil o suficiente dizer isso quando se tem 17, disse Magnus, com pouco de frieza. - Você está amando e acha que é tudo o que há no mundo. Mas o mundo é maior do que você, Will, e pode ter necessidade de ti. Você é um Caçador de Sombras. Você serve uma causa maior. Sua vida não é sua para jogar fora. - Então, nada é meu, disse Will, e se afastou da lareira, cambaleando um pouco, como se ele realmente estivesse bêbado. - Se a minha vida não é minha própria vida. - Quem disse que é devido à felicidade? Magnus disse suavemente, e em sua mente, ele viu a casa de sua infância, e sua mãe vacilar longe dele com os olhos assustados, e seu marido, que não era seu pai, queimando. - E o que temos para com os outros? - Eu te dei todas as informações, disse Will, retirando o casaco das costas da cadeira. Ele já teve o suficiente de mim, e se é isso que você tem a dizer para mim, então você também bruxo.


Ele cuspiu a última palavra como uma maldição. Lamentando sua dureza, Magnus começou a levantar-se, mas Will empurrou-o em direção a porta. Ela bateu atrás dele. Momentos depois, Magnus viu Will passar pela janela da frente, lutando com seu casaco enquanto ele andava de cabeça inclinada para baixo contra o vento. ******** Tessa estava ante sua penteadeira, envolta em seu roupão e rolando o pequeno botão para trás em sua palma. Ela pediu para ser deixada sozinha para fazer o que Charlotte tinha pedido a ela. Não foi a primeira vez que ela havia se transformado em um homem, as Irmãs das Trevas tinham obrigado a fazê-la, mais de uma vez, e ao mesmo tempo foi uma sensação estranha, não foi o que alimentou sua relutância. Foi à escuridão que tinha visto nos olhos de Starkweat, o ligeiro brilho de loucura em seu tom quando falou dos despojos que ele havia tomado. Não era uma mente que queria familiarizar-se. Eu não preciso fazer, pensou. Ela podia andar por aí e dizer-lhes que ela tinha tentado e não tinha funcionado. Mas ela sabia que mesmo que o pensamento cintilasse em sua mente, ela não poderia fazer isso. De alguma forma, ela chegou a pensar em si mesma como se estivesses presa com lealdade para com o Instituto de Caçadores de Sombras. Eles tinham protegido, mostrado sua bondade, ensinou-lhe muito da verdade de quem ela era, e eles tinham o mesmo objetivo que ela - encontrar Mortmain e destruí-lo. Ela pensou nos olhos de Jem sobre ela, firme e prata e cheio de fé. Com um profundo suspiro, ela fechou os dedos à volta do botão. A escuridão veio e a envolveu, envolvendo-a em seu silêncio frio. O som fraco do fogo crepitando na lareira, o vento contra os vidros da janela, desapareceu. Escuridão e silêncio. Ela sentiu seu corpo mudar: Sentiu sua mão grande e inchada, arfando com as dores da artrite. Suas costas doíam, sua cabeça estava pesada, seus pés estavam latejando e doloroso, e havia um gosto amargo na boca. Dentes podres, ela pensou, e sentiu-se doente, tão doente que teve de forçar sua mente de volta para a escuridão em torno dela, olhando para a luz, a conexão. Ele veio, mas não como a luz normalmente fazia, tão firme como um farol. Ele veio em fragmentos quebrados, como se estivesse assistindo a um espelho em pedaços. Cada pedaço tinha uma imagem que passava por ela, alguns a uma velocidade assustadora. Ela viu a imagem de uma criação de cavalos, uma colina escura coberta de neve, o basalto negro da sala do Conselho da Clave, uma lápide rachada. Ela se esforçou para aproveitar e se pegar em uma única imagem. Aqui era uma, uma memória: Starkweather dançando em um baile com uma mulher rindo em um vestido de cintura apertada. Tessa descartou, indo para o outra: A casa era pequena, situado nas sombras entre um morro e outro. Starkweather observava da escuridão de um bosque de árvores quando a porta da frente se abriu e saiu um homem. Mesmo na memória Tessa sentiu o coração de Starkweather começar a bater mais rapidamente. O homem era alto, e com a pele verde como um lagarto. Seu cabelo era preto. A criança que ele segurava pela mão, pelo contrário, parecia tão normal quanto uma criança pode ser quando pequena, punhos gordinho, pele - rosa. Tessa sabia o nome do homem, porque Starkweather sabia. John Shade. Shade içou a criança sobre seus ombros quando atravessou a porta da casa com uma série de criaturas de aparência estranha de metal, como a de uma criança articulalando


bonecos, mas humano em tamanho, e com a pele brilhando feito de metal. As criaturas tinham traços característicos. Embora, curiosamente, usavam roupas – brutas, macacão de operário e de fazendeiros de Yorkshire em alguns, e em outros simples vestidos de musselina. Os autômatos juntaram as mãos e começou a balançar, como se eles estivesse no país do baile. A criança riu e bateu palmas. - Olhe bem para isso, meu filho, disse o homem de pele verde. - Um dia eu vou governar o reino com a ajuda de tais seres mecânicos, e você vai ser o seu príncipe. - John, veio uma voz de dentro da casa, uma mulher inclinou-se pela janela. Ela tinha longos cabelos da cor de um céu sem nuvens. - John, venha para dentro. Alguém vai ver! E você vai assustar o garoto! - Ele não tem medo de nada, Anne. O homem riu, e colocou o menino no chão, bagunçando seu cabelo. - Meu príncipe mecânico. . . Uma onda de ódio cresceu na memória e no coração de Starkweather, tão violento que arrancou Tessa de lá, enviando-lhe através da escuridão novamente. Ela começou a perceber o que estava acontecendo. Starkweather estava ficando senil, perdendo o fio que o pensamento ligava a memória. O que ia e vinha em sua mente era aparentemente aleatório. Com esforço, ela tentou visualizar a família Shade novamente, e pegou a borda de uma breve memória de um quarto destruído, engrenagens de metal jogadas por toda a parte, o fluido negro como sangue, e o homem de pele verde e o cabelo azul da mulher deitada entre os mortos nas ruínas. Em seguida, também, se foi, e ela viu de novo e de novo, o rosto da menina do retrato na escada, a criança com o cabelo louro e a teimosa expressão, vendo-a montando um pequeno pônei, seu rosto com expressão determinada, viu seu cabelo flutuar ao vento e um mouro gritando e se contorcendo de dor enquanto uma estela ia marcando sua pele e marcas pretas manchavam sua brancura. E por último, Tessa viu seu próprio rosto, surgindo da escuridão sombria do Instituto York, e ela sentiu a onda de sua ondulação de choque através dela, a dor foi tão forte que a expulsou de seu corpo e ela voltou para o seu próprio. Houve um baque leve quando o botão caiu de sua mão e atingiu o chão. Tessa levantou a cabeça e olhou para o espelho. Ele se foi - e novamente, sentiu o gosto amargo na boca de sangue onde ela tinha mordido o lábio. Ela levantou-se, sentindo-se mal, e foi até a janela, atirando-a aberta para sentir o ar fresco da noite em sua pele suada. A noite lá fora tinha sombra pesada, havia pouco vento, e as portas pretas do Instituto parecia pairar ante ela, o seu lema de falar de mortalidade e morte. Um lampejo de movimento chamou sua atenção. Ela olhou para baixo e viu uma forma branca olhando para ela do pátio de pedra abaixo. Um rosto, torcido, mas reconhecivel. Sra. Dark. Ela suspirou e se empurrou de volta reflexivamente, fora da vista da janela. Uma onda de tontura tomou conta dela. Ela sacudiu-a ferozmente, com as mãos agarrando o peitoril, e puxou-se para frente novamente, olhando com temor - Mas o pátio estava vazio, nada se movendo dentro dele, mais sombras. Ela fechou os olhos, em seguida, abriu lentamente, e colocou a mão no anjo batendo em sua garganta. Não havia nada lá, ela disse a si mesma, apenas a sua imaginação selvagem. Dizendo a si mesma que era melhor se controlar e não sonhar acordada ou ela ia acabar tão louca como Starkweather pela idade, ela deslizou a janela fechada.


Capitulo 8 - Uma Sombra na Alma


Oh, apenas, sutil e poderoso ópio! Que, para os corações dos ricos e pobres, para as feridas que nunca cicatrizam, e para "as dores que tentarás o espírito rebelde ", fazes um bálsamo saciar; ópio eloqüente! que com a tua retórica potente stealest afastado os efeitos da ira; e para o homem culpado por uma noite dás de volta as esperanças de sua juventude, e as mãos lavadas de sangue puro. -Thomas De Quincey, Confissões de um Comedor de Ópio Inglês-

De manhã, quando Tessa desceu para o café, ela descobriu, para sua surpresa que Will não estava lá. Ela não tinha percebido que tinha esperado ele retornar durante a noite, quando se viu parada na porta, vasculhando os lugares ao redor da mesa como se de alguma forma ela acidentalmente fosse olhar para ele. Até que seu olhar pousou sobre Jem, que voltou seu olhar com uma expressão triste e preocupada, ela sabia que era verdade. Will ainda estava desaparecido. - Ah, ele vai estar de volta, pelo amor de Deus, disse Jessamine irritada, batendo a xícara no pires. - Ele sempre se arrasta para casa. Olhe para os dois. Como se tivesse perdido um cachorro favorito. Tessa olhou para Jem quase culpada, um olhar conspirador enquanto se sentava em frente a ele e pegou uma fatia de pão. Henry estava ausente; Charlotte, na cabeceira da mesa, muito claramente tentanda a não parecer nervosa e preocupada, e falhando. - É claro que ele vai, disse ela. - Will pode cuidar de si mesmo. - Você acha que ele poderia ter voltado para Yorkshire? Disse Tessa. - Para avisar a sua família? - Eu. . . Acho que não , respondeu Charlotte. - Will tem evitado sua família por anos. E ele sabe da lei. Ele sabe que não pode falar com eles. Ele sabe o que ele poderia perder. Seus olhos pousaram brevemente em Jem, que estava jogando com a colher. - Quando ele viu Cecily, na mansão, ele tentou correr para ela, Jem disse. - No calor do momento, disse Charlotte. - Mas ele voltou com você para Londres, eu estou confiante de que ele vai voltar para o Instituto também. Ele sabe que você tem esse botão, Tessa. Ele quer descobrir o que Starkweather sabe. - Muito pouco, na verdade, disse Tessa. Ela ainda se sentia culpada e triste, pois ela não tinha encontrado a informação mais útil nas memórias de Starkweat. Ela tentou explicar o que era a mente de alguém cujo cérebro era decadente, mas foi difícil encontrar as palavras, e ela lembrou-se, principalmente, do olhar de decepção no rosto de Charlotte quando ela disse que não tinha descoberto nada de útil sobre Ravenscar Manor. Ela havia dito a eles todas as memórias de Starkweat da família dos Shades, e que de fato, se suas mortes tinha sido o impulso para o desejo de Mortmain de justiça e de vingança, ele parecia como se fosse poderoso. Ela tinha mantido seu choque ao vê a si mesma: era desconcertante ainda, e parecia de alguma forma privada. - E se Will escolhe deixar a Clave para sempre? Tessa disse. - Será que ele vai voltar para sua família para protegê-los? - Não, respondeu Charlotte um pouco bruscamente. - Não. Eu não acho que ele vai fazer isso.


Ela perderia Will se ele fosse, Tessa pensou com surpresa. Will sempre foi tão desagradável de muitas fromas, mas, por vezes, Tessa esquecia o amor teimoso. Charlotte parecia sentir por todos os seus encargos. - Mas se eles estão em perigo, Tessa protestou, então ficou em silêncio quando Sophie entrou na sala carregando um pote de água quente, e leva-lo para baixo. Charlotte se iluminou com a visão dela. - Tessa, Sophie, Jessamine, disse ela. - Não quero que vocês se esqueçam, que todos vão treinar esta manhã com Gabriel e Gideão Lightwood. - Eu não posso fazer isso, disse Jessamine imediatamente. - Por que não? Eu pensei que você havia se recuperado de sua dor de cabeça. - Sim, mas eu não quero que ela volte. Jessamine levantou-se apressadamente. - Eu prefiro ajudar, Charlotte. - Eu não preciso de sua ajuda para escrever para Ragnor Fell, Jessie. Eu realmente prefiro que você aproveite o treinamento. - Mas há dezenas de respostas que se acumula na biblioteca dos feiticeiros que estão questionado sobre o paradeiro do Mortmain, Jessamine argumentou. - Eu poderia ajudá-la a classifica - las. Charlotte suspirou. - Muito bem. Ela virou-se para Tessa e Sophie. - Nesse meio tempo você não vai dizer nada para os meninos Lightwood sobre Yorkshire, ou a cerca de Will? Eu poderia fazer sem têlos no Instituto agora mesmo, mas não há nenhuma ajuda para ele. É um show de boa-fé e confiança para continuar o treinamento. Você deve se comportar em todos os sentidos como se nada estivesse errado. Vocês podem fazer isso, meninas? - É claro que podemos Sra. Branwell, disse Sophie imediatamente. Seus olhos estavam brilhantes e ela estava sorrindo. Tessa suspirou interiormente, não sabe como sinto. Sophie adorava Charlotte, e faria qualquer coisa para agradá-la. Ela também detestava Will e era improvável se preocupar com a sua ausência. Tessa olhou através da mesa para Jem. Ela sentiu um vazio no estômago, a dor de não saber onde Will estava, e perguntou se ele sentia isso também. Seu rosto normalmente expressivo ainda estava ilegível e, embora, quando ele pegou seu olhar, ele sorriu um sorriso gentil e encorajador. Jem era parabatai de Will, seu irmão de sangue, certamente se houvesse realmente algo para se preocupar onde Will estava envolvido, Jem não seria capaz de esconder- não é? Da cozinha a voz de Bridget cantava alta e doce: "Devo ir VINCULADA enquanto você fica livre Devo amar um homem que não me ama Devo ter nascido com arte tão pouco Como amar um homem que vai quebrar meu coração? " Tessa empurrou sua cadeira para trás da mesa. - Eu acho melhor ir me vestir. Tendo mudado seu vestido de dia para a roupa de luta, Tessa sentou-se na beira da cama e pegou a cópia do Vathek que Will tinha dado a ela. Ela tentou não trazer o pensamento de Will sorrindo para ela em sua mente, mas outras imagens de Will - Will inclinado sobre ela no Santuário coberto de sangue; Will olhando para ela no sol do telhado do Instituto; Will


rolando morro abaixo, em Yorkshire com Jem, salpicando-se com lama e não se importando, Will cair da mesa na sala de jantar; Will segurando-a no escuro. Will, Will, Will. Ela lançou o livro. Ele atingiu a lareira e ricocheteou, acertando no chão. Se houvesse alguma maneira de tirar Will fora da sua mente, como a raspagem da lama fora de seu sapato. Se ela soubesse onde ele estava. Preocupação fazia pior, e ela não pôde evitar se preocupar. Ela conseguia esquecer o olhar em seu rosto quando ele viu a sua irmã. Ela seguiu distraida para a sala de treinamento, felizmente, quando ela chegou à porta estava aberta e não havia ninguém lá, mas sim Sophie, segurando uma longa faca na mão e examinando-a cuidadosamente, como se ela estivesse examinando um espanador de pó para decidir se ainda havia uso para ele ou se já era tempo de joga - lo fora. Ela olhou para Tessa quando entrou no quarto. - Bem, você parece ter passado um péssimo fim de semana molhado, senhorita, disse ela com um sorriso. - Está tudo bem? Ela inclinou a cabeça para o lado, quando Tessa assentiu. - É mestre Will? Ele já ficou sumido por um ou dois dias antes. Ele estará de volta, não tenha medo. - Esse não é o tipo de coisa para se dizer, Sophie, especialmente porque eu sei que você não está preocupada com ele. - Eu prefiro não ficar, disse Sophie, mínimo detalhe... não mais. . . Tessa olhou para ela rapidamente. Ela não tinha tido uma conversa real com Sophie sobre Will desde o incidente do telhado, ela pensou, e, além disso, Sophie tinha advertido sobre ele, comparando-o a uma cobra venenosa. Antes que Tessa pudesse dizer alguma coisa em resposta, a porta se abriu e Gabriel e Gideon Lightwood entraram seguido por Jem. Ele piscou para Tessa antes de desaparecer, fechando a porta atrás de si. Gideão foi direto para Sophie. - Uma boa escolha de lâmina, ele disse, a surpresa sublinhando suas palavras. Ela corou, parecendo satisfeita. - Então, disse Gabriel, que de alguma forma conseguiu ficar atrás de Tessa sem que ela percebesse. Depois de examinar as prateleiras de armas ao longo das paredes, ele sacou uma faca e entregou a ela. - Sinta o peso da lâmina. Tessa tentou sentir o peso dela, lutando para se lembrar do que ele tinha dito a ela sobre onde e como deve equilibrar na palma da mão. - O que você acha? Gabriel perguntou. Ela olhou para ele. Dos dois meninos, ele certamente parecia mais com seu pai, com seus traços aquilinos o sombreamento fraco de arrogância em sua expressão. Sua boca fina enrolada nos cantos. - Ou você está ocupada demais se preocupando sobre o paradeiro do Herondale para praticar hoje? Tessa quase deixou cair a faca. - O que? - Ouvi você e Srta Collins falarem, quando eu estava subindo as escadas. Ele desapareceu? Não é surpreendente, considerando que eu não acho que Will Herondale tenha um sentido de responsabilidade ainda em condições de falar. Tessa levantou o queixo. - É bastante comum a ocorrência, não tem nenhum problema sobre isso , disse ela. - Will tem um espírito livre. Ele vai voltar em breve. - Espero que não, disse Gabriel. - Espero que ele esteja morto. A mão de Tessa apertou a faca.


- Você não quis dizer isso, não é? O que ele fez com sua irmã para que você tenha tanto odio dele? - Por que você não pergunta para ele? A voz de "Gabriel" era nítida. Gideão falou: - Vamos chegar à instrução, por favor, e deixar de perder tempo? Gabriel olhou para seu irmão mais velho, que estava completamente em paz com Sophie, mas obedientemente voltou sua atenção ao treinamento do dia. Eles estavam praticando como segurar lâminas hoje, e como equilibrar-los quando eles cortavam através do ar com a ponta da lâmina inclinando para frente ou deixando a alça escorregar da mão. Foi mais difícil do que parecia, e hoje Gabriel estava doente. Invejava Sophie, sendo ensinada por Gideão, que sempre foi um instrutor, cuidadoso e metódico, embora ele tivesse o hábito de escorregar para o espanhol sempre que Sophie fazia algo de errado. "Ay Dios mio", diria ele, puxando a lâmina de onde estava presa, aponta para baixo, no chão. - Vamos tentar de novo? - Levante-se em linha reta, Gabriel estava dizendo para Tessa um pouco, impaciente. - Não, em linha reta. Dessa forma. Ele demonstrou. Ela queria gritar com ele que ela, ao contrário dele, não tinha uma vida sendo ensinada a levantar e se mover; que Caçadores de Sombras eram acrobatas naturais, e ela não era nada do tipo. - Hmph, disse ela. - Eu gostaria de ver você aprender a lutar sentado e em pé, ereto mas em anáguas e um vestido! - Eu conseguiria fazer isso, disse Gideon no fundo da sala. - Oh, pelo Anjo, disse Gabriel, e ele a pegou pelos ombros, lançando em torno dela, para que ela ficasse de costas para ele. Ele colocou os braços ao redor dela, endireitando-lhe a espinha, organizando a faca na mão. Ela podia sentir sua respiração na parte de trás do seu pescoço, e ele a fez estremecer e ficar muito irritada. Se ele a estava tocando, era só porque ele presume que podia, sem pedir, e porque ele pensou que iria irritar Will. - Deixe-me ir, disse ela, em voz baixa. - Isso é parte de seu treinamento, disse Gabriel, em uma voz entediada. - Além disso, olhe para o meu irmão e Srta Collins. Ela não está reclamando. Ela olhou através da sala para Sophie, que parecia sinceramente empenhada em sua lição com Gideão. Ele estava de pé atrás dela, um braço em torno das costas, mostrando-lhe como segurar uma faca de ponta agulha. Sua mão gentilmente segurou em torno dela, e ele parecia estar falando a parte de trás do seu pescoço, onde seu cabelo escuro havia escapado de seu coque apertado e enrolado. Quando ele viu Tessa olhando eles, ele corou. Tessa ficou surpresa. Gideon Lightwood, corando! Se ele tivesse admirando Sophie? Além de sua cicatriz, que Tessa mal notou mais, ela era adorável, mas ela era uma mundana, e uma serva, e os Lightwoods eram esnobes terríveis. O interior de Tessa sentiu de repente apertado. Sophie tinha sido tratada abominavelmente por seu empregador anterior. A última coisa que ela precisava era um garoto Caçador de Sombras se aproveitando dela. Tessa olhou em volta, para dizer alguma coisa para o garoto com os braços em volta dela, e parou. Ela tinha esquecido que estava ao lado de Gabriel, não de Jem. Ela tinha sido tão acostumada a presença de Jem, a facilidade com que ela pudia conversar com ele, o conforto de sua mão em seu braço quando eles andavam, o fato de que ele era a única pessoa no mundo agora que ela sentiu que poderia dizer absolutamente tudo. Ela percebeu com surpresa que ela tinha acabado de vê-lo no café da manhã, ela sentia falta dele, como se sentisse quase como uma dor por dentro.


Ela estava tão obcecada por essa mistura de sentimentos, falta de Jem, e um sentimento de protecionismo apaixonado por Sophie, que a faca voou por vários metros, voando pela cabeça de Gideon e saltando fora da janela. Gideon olhou calmamente quando a faca caiu. Nada parecia incomodá-lo, nem mesmo a sua própria decapitação. - Gabriel, qual é o problema, exatamente? Gabriel voltou seu olhar sobre Tessa. - Ela não vai me ouvir, disse ele com desdém. - Eu não posso ensinar alguém que não vai me ouvir. - Talvez se você fosse um melhor instrutor, ela seria uma melhor ouvinte. - E talvez você teria visto a faca que vem, disse Gabriel, - se você prestasse mais atenção ao que está acontecendo em torno de você e menos para a parte de trás da cabeça da Senhorita Collins. Assim, mesmo Gabriel tinha notado, Tessa pensou, como Sophie corou. Gideon deu a seu irmão um olhar, ela, sentia que mais tarde os dois iriam conversar em casa, então se voltou para Sophie e disse algo em voz baixa, muito baixa para Tessa ouvir. - O que aconteceu com você?, Ela disse baixinho para Gabriel, e sentiu-o endurecer. - O que você quer dizer? - Você geralmente é paciente, disse ela. - Você é um bom professor, Gabriel, na maior parte do tempo, mas hoje você está irritado e impaciente e. . . Ela olhou para a mão em seu braço. - Inadequado. Ele teve a boa graça de soltá-la, olhar envergonhado de si mesmo. - Mil perdões. Eu não deveria ter tocado você assim. - Não, você não deve. E, depois de criticar a forma de Will. Ele corou ao longo de suas maçãs do rosto salientes. - Eu já pedi desculpas, Srta Gray. O que mais você quer de mim? - Uma mudança de comportamento, talvez. Uma explicação de seu desagrado de Will . - Eu te disse! Se você quiser saber por que eu não gosto dele, você pode perguntar a ele! Gabriel girou e saiu do quarto. Tessa olhou para as facas presas na parede e suspirou. - Assim termina a lição. - Tente não ser muito colocar para fora, disse Gideon, aproximando-se dela com Sophie ao seu lado. Foi muito estranho, Tessa pensou; Sophie normalmente parecia desconfortável em torno dos homens, todos os homens, com Henry era gentil. Com Will era como um gato escaldado, e com Jem, corando e vigilante, mas ao lado de Gideon ela parecia... Bem, era difícil de definir. Mas era muito peculiar. - Não é sua culpa, ele não está bem hoje, Gideon continuou. Seus olhos estavam firmes sobre Tessa. Serviu para que ela pudesse ver que eles não eram precisamente da mesma cor de seu irmão. Eles eram mais de um cinza-verde, como o oceano sob um céu nublado. - As coisas têm sido. . . difícil para nós em casa com o Pai, e Gabriel está descontando em você, ou, realmente, qualquer um que acontece de estar por perto. - Eu fico mais triste em ouvir isso. Espero que seu pai esteja bem, murmurou Tessa, rezando para que ele não tenha notado o flagrante de falsidade. - Acho que é melhor eu ir atrás do meu irmão, disse Gideon sem responder a sua pergunta. - Se eu não fizer isso, ele vai levar o carro e deixar-me encalhado. Espero tê-lo de volta para você em nossa próxima sessão, em um melhor humor. Ele curvou-se para Sophie, então Tessa.


- Miss Collins, Miss Gray. E ele foi embora, deixando as duas meninas olhando para ele em confusão de misto e surpresa. Quando a sessão de treinamento terminou felizmente, Tessa se viu correndo para mudar de volta para suas roupas comuns, e depois foi para o almoço, ansiosas para ver se Will tinha retornado. Ele não tinha. Sua cadeira, entre Jessamine e Henry, ainda estava vazia, mas havia alguém diferente na sala, alguém que fez Tessa ficar parada na entrada da sala, tentando não olhar. Um homem alto, ele se sentou perto da cabeceira da mesa, ao lado de Charlotte, e era verde. Não muito verde escuro, sua pele tinha um brilho esverdeado fraco, como a luz refletindo-se no oceano, e seu cabelo estava branco de neve. Na testa saia dois pequenos chifres elegantes. - Srta Tessa Gray, disse Charlotte, fazendo as apresentações. - Este é o mais importante Bruxo de Londres, Ragnor Fell. - Sr. Fell, Srta Gray . Após murmura que ela ficou encantada em conhece-ló, Tessa sentou-se à mesa ao lado de Jem, na diagonal de Fell, e tentou não olhar para ele com o canto do olho. Com os mesmos olhos de gato de Magnus que parecia próprios de bruxos, Fell era diferente pois tinha chifres e outra cor em sua pele. Ela não podia deixar de ficar fascinada por feiticeiros, bruxos em particular. Por que eles tinham marcas e ela não? - O que está acontecendo, então, Charlotte? Ragnor estava dizendo. - Você realmente me chamou aqui para discutir ações de feitiços ocorrendo em Yorkshire? Eu tinha a impressão de que nada de grande interesse estaria acontecendo em Yorkshire. Na verdade, eu acredito que lá em Yorkshire não existe nenhum tipo de movimentação, exceto ovelhas e mineração. - Então, você nunca soube dos Shades? Charlotte perguntou. - A população bruxa da Grã-Bretanha não é tão grande. . . - Eu sabia deles. Quando colocou um pedaço de presunto em seu prato, Tessa viu que ele tinha uma articulação extra para cada dedo. Ela pensou na Sra. Black, com suas alongadas mãos garras, e reprimiu um estremecimento. – O Shade estava um pouco louco, com a sua obsessão com máquinas e mecanismos. Sua morte foi um choque para feiticeiros. Houve rumores que ele não teria cometido um crime, e houve até mesmo algumas discussões de vingança, embora nenhuma, eu acredito, foi tomada. Charlotte se inclinou para frente. - Você se lembra de seu filho? Seu filho adotivo. - Eu sabia dele. Um casal casado de bruxo é raro. Aquele que adota uma criança humana de um orfanato é mais raro ainda. Mas eu nunca vi o menino. Os bruxos podem viver para sempre. Em um intervalo de 30, até mesmo 50 anos entre as reuniões não é incomum. É claro agora que eu sei que o menino cresceu, eu gostaria de terlo conhecido. Você acha que não há valor na tentativa de descobrir quem eram seus verdadeiros pais? - Certamente, se puder ser descoberto. Qualquer informação que podemos recolher sobre Mortmain que poderia ser útil. - Eu posso dizer que ele deu a si mesmo o nome, disse Fell. - Soa como um nome de Caçador de Sombras. É o tipo de nome com rancor contra Nephilim, e um senso de humor negro. Mort principalmente. - Mão da morte, falou Jessamine, que estava orgulhosa de seu francês.


- Ela diz isso como uma maravilha, disse Tessa. - Se a Clave tivesse dado simplesmente a Mortmain a reparação que ele queria – talvez ele não tivesse se tornado isso? E será que existe mesmo um Clube Pandemonium? - Tessa, Charlotte começou, mas Ragnor ficou em silêncio. Ele olhou divertidamente para Tessa da mesa. - Você é a transformadora, não é? Disse ele. - Magnus Bane me falou de você. Que você não possue marca, não é mesmo?. Tessa engoliu em seco e olhou diretamente em seus olhos. Eles eram diferentes de olhos humanos, comuns em seu rosto extraordinário. - Não. Nenhuma marca. Ele sorriu ao redor de seu garfo. - Eu suponho que já olhou em todos os lugares? - Eu tenho certeza que Will tentou, disse Jessamine em um tom aborrecido. Os talheres de Tessa bateram no prato. Jessamine, que esmagava suas ervilhas com o lado plano da faca, olhou para cima quando Charlotte soltou um horrorizado. - Jessamine! Jessamine encolheu os ombros. - Bem, ele é assim. Fell voltou-se para o prato com um leve sorriso no rosto. - Eu me lembro do pai de Will. As mulheres o adoravam. Elas não podiam resistir a ele. Até ele conhecer a mãe de Will, é claro. Então ele jogou tudo fora e foi viver no País de Gales só para estar com ela. - Um caso peculiar. - Ele se apaixonou, disse Jem. - Não é peculiar. - E como, disse o bruxo, ainda com o mesmo sorriso fraco. - Precipitado no caso dele é mais parecido. Todos se colocaram contra ele. Ainda assim, há sempre alguns homens que gostam – de apenas uma mulher, é só ela, ou nada. Charlotte olhou para Henry, mas ele parecia completamente perdido em pensamentos, contanto algo em seus dedos sabia Deus o que. Ele estava usando um colete-derosa e violeta, hoje, e tinha molho em sua manga. Os ombros de Charlotte cairam visivelmente, e ela suspirou. - Bem, ela disse. - Pelo que sei eles estavam muito felizes juntos. - Até que perdeu dois de seus três filhos e Edmund Herondale jogou fora tudo o que tinham, disse Fell. - Mas eu imagino que você nunca disse nada ao jovem Will sobre isso. Tessa trocou um olhar com Jem. Will disse que a irmã está morta. - Eles tiveram três filhos, então? Disse. - Will tinha duas irmãs? - Tessa. Por favor. Charlotte parecia desconfortável. - Ragnor. . . Eu nunca o contratei para invadir a privacidade dos Herondales, ou Will. Eu fiz isso porque eu tinha prometido que eu lhe diria se algum mal acontecesse à sua família. Tessa pensou em Will com 12 anos de idade, agarrado a mão de Charlotte, implorando para ser informado quando sua família morresse. Por que fugir? Pensou pela centésima vez. Por que deixa-lós para trás? Ela pensou que talvez ele não se importasse, mas claramente ele se importava. Ainda cuidava. Ela não podia parar o aperto em seu coração, quando ela se lembrava dele chamando por sua irmã. Se ele amava Cecily como ela ainda amava Nate... Mortmain fez mal à sua família, pensou. Como ele tinha feito a dela. Eles estavam unidos de uma forma peculiar, ela e Will. Se ele sabia ou não. - Seja o que for que Mortmain vem planejando, ouviu-se dizer, - Ele vem planejando isso há muito tempo. Desde antes de eu nascer, quando ele enganou ou coagiu meus pais em


me "fazer". E agora sabemos que há anos envolveu-se com a família de Will e os levou a Ravenscar Manor. Temo que somos como peças de xadrez, ele desliza sobre o tabuleiro, e o resultado do jogo já é conhecido por ele. " - Isso é o que ele quer que pensamos, Tessa, disse Jem. Mas ele é apenas um homem. E cada descoberta que fazemos sobre ele o torna mais vulnerável. Se não houvesse ameaça, ele não teria enviado autômato para nos avisar lá fora. - Ele sabia exatamente onde estaríamos. - Não há nada mais perigoso do que um homem forjado em vingança, disse Ragnor. Um homem que foi forjado nela por quase três anos, que tem alimentado a partir de uma semente, pequena e venenosa para a vida, sufocando a flor. Ele vai tentar ganhar, a menos que você acabe com ele primeiro. - Então, nós vamos acabar com ele, disse Jem breve. Foi tão forte sua ameaça que Tessa nunca tinha escutado ele falar assim antes. Tessa olhou para suas mãos. Elas estavam pálidas mais brancas do que tinha sido quando ela morava em Nova York, mas eram suas mãos, familiares, o dedo indicador um pouco mais longo do que o do meio, as meias-luas de unhas pronunciado. Eu poderia mudálos, ela pensou. Eu poderia ser nada, ninguém. Ela nunca tinha sentido mais mutável, mais fluida, ou mais perdida. - De fato. O tom de Charlotte era firme. - Ragnor, eu quero saber por que a família Herondale está nessa casa que pertencia a Mortmain - e eu os quero seguros. Quero fazer isso sem Benedict Lightwood ou o resto da audiência da Clave ficar sabendo. - Eu entendo. Você quer que eu olhe por eles o mais silenciosamente possível, ao mesmo tempo fazendo perguntas sobre Mortmain na área. Se ele é o resposanvel pela mudança deles para lá, e se tem algum propósito. Charlotte exalou. - Sim. Ragnor girou o garfo. - Isso vai sair caro. - Sim, disse Charlotte. - Eu estou preparado para pagar. Fell sorriu. - Então, eu estou preparado para suportar as ovelhas.

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O resto do almoço foi uma conversa estranha, com Jessamine destruindo sua comida sem comer, Jem muito calmo, Henry murmurando equações para si, e Charlotte e Fell finalizando os seus planos para a proteção da família de Will. Tessa aprovava a idéia, mas havia algo sobre o bruxo que a incomodava de uma forma que Magnus nunca incomodou, e ela ficou feliz quando o longo almoço terminou para que ela pudesse escapar para o quarto com uma cópia de The Tenant of Wildfell Hall. Não era o seu livro favorito das irmãs Brontë, essa honra era de Jane Eyre, e depois Wuthering Heights, com Tenant em terceiro lugar, mas ela tinha lido os outros dois tantas vezes que não havia mais surpresas entre as páginas, apenas frases tão familiares a ela que tinha se tornado como velhos amigos. O que ela realmente queria ler era Um Conto de Duas Cidades, mas Will tinha citado Sydney Carton há seus tempos suficientes de que ela estava


com medo de que pegá-lo a faria pensar nele, e fazer o peso de seu nervosismo maior. Afinal, ele nunca foi Darnay , apenas Sydney, bêbado e destruído que se dissipou. Sydney, que morreu por amor. La fora já estava escuro, e o vento estava soprando rajadas de chuva contra as vidraças, quando bateram em sua porta. Era Sophie, carregando uma carta em uma bandeja de prata. - Uma carta para você, menina. Tessa guardou o livro espantada. - Carta para mim? Sophie assentiu e se aproximou, segurando a bandeja. - Sim, mas não diz de quem é. Miss Lovelace quase pegou, mas eu consegui mantê-la longe dela, coisa curiosa. Tessa pegou o envelope. Era dirigido a ela, de fato, em uma letra desconhecida, impressa em papel de cor creme. Virou –se, e começou a abri-la, e viu o olhar de Sofia de olhos arregalados e curiosos refletidos atraves do vidro da janela. Ela se virou e sorriu para ela. - Isso é tudo, Sophie, disse ela. Foi o jeito que ela tinha lido as heroínas dispensarem os criados nas novelas, e parecia ser correto. Com um desapontamento no olhar, Sophie retirouse do quarto. Tessa desdobrou a carta e estendeu-a no colo. Querida e Sensível Miss Gray, Escrevo-lhe em nome de um amigo em comum, William Herondale. Eu sei que ele têm seu hábito de ir e vir com freqüência – do Instituto quando lhe agrada, e que, portanto, pode levar algum tempo antes que qualquer alarme seja levantado com a sua ausência. Mas eu lhe digo, como alguém que gosta e a estima, para não assumir que essa ausência seja do tipo comum. Eu o vi ontem à noite, e ele estava, para dizer no mínimo, perturbado quando deixou minha residência. Tenho motivos de preocupação para acreditar que ele poderia se machucar, e, portanto, sugiro que seu paradeiro seja localizado e sua segurança verificada. Ele é um difícil jovem de gostar, mas eu acredito que a Srta veja o bem nele, como eu, Miss Gray, e é por isso que eu humildemente escrevo está carta para a Stra. Seu servo, Magnus Bane Post Scriptum: Se eu fosse você, eu não compartilharia o conteúdo desta carta com a Sra. Branwell. É só uma sugestão. M.B. Após lê a carta de Magnus ela sentiu como se suas veias estivesse cheias de fogo, de alguma forma, Tessa sobreviveu ao resto da tarde, e jantar, bem, sem ela demonstrar qualquer sinal externo de sua angústia. Sophie levou um longo tempo agonizantemente para ajuda-lá a tirar o seu vestido, escovar seus cabelos, atiçar o fogo, e dizer-lhe fofocas do dia. (O Primo de Cyrill trabalha na casa dos Lightwoods e contou que Tatiana, a irmã de Gabriel e Gideão, poderia retornar de sua lua de mel do Continente com seu novo marido a qualquer momento. A família está em um alvoroço, quando foi espalhado boatos que ela estaria com uma indisposição desagradável.)


Tessa murmurou algo sobre como ela deve se sentir mal tendo um pai daquele jeito. A impaciência fazia a voz um coaxar, e Sophie quase saiu correndo para buscá-la uma xicara de chá de hortelã para Tessa, ela apenas insistiu que estava exausta e precisava dormir mais do que ela precisava de chá. No momento em que a porta se fechou atrás de Sophie, Tessa estava de pé, saindo de suas roupas de dormir e em um vestido, vestindo da melhor forma que poderia colocando uma jaqueta curta em cima do corpo. Depois de um olhar cauteloso para o corredor, ela saiu de seu quarto em direção ao hall que levava a porta do quarto de Jem, onde ela bateu tão silenciosamente como podia. Por um momento, nada aconteceu, e ela teve uma preocupação fugaz que ele já tinhesse ido dormir, mas depois a porta se abriu e Jem estava na porta. Ela o tinha pego se preparando para ir dormir, ele tinha tirado os sapatos e o casaco, sua camisa estava aberta no colarinho, seu cabelo uma bagunça amarrotada e a adorável cor prata. Ela queria chegar perto e alisá-lo para baixo. Ele piscou para ela. - Tessa? Sem uma palavra, ela lhe entregou a nota. Ele olhou para cima e para baixo no corredor, então fez um gesto para dentro do quarto. Ela fechou a porta atrás de si enquanto lia o rabisco de Magnus, e, novamente, antes de baixar sua mão, o papel crepitante alto na sala. - Eu sabia, disse ele. Foi a vez de Tessa piscar. - Sabia o que? - Isso não é um tipo comum de ausência. Ele sentou-se no tronco, ao pé de sua cama e enfiou os pés em seus sapatos. - Eu senti. Aqui. Ele colocou a mão sobre o peito. - Eu sabia que havia algo estranho. Eu senti isso como uma sombra em minha alma. - Você não acha que ele realmente se machucou, não é? - Machucar a si mesmo, eu não sei. Agora, colocar-se em uma situação em que ele poderia se machucar. Jem levantou-se. - Eu devo ir. - Você não quer dizer "nós"? Você não estava pensando em ir à procura de Will sem mim, não é? Ela perguntou maliciosamente, e quando ele não disse nada, ela disse: - Essa carta foi dirigida a mim, James. Eu não tinha que mostrar isso para você. Ele meio que fechou os olhos por um momento, e quando os abriu, ele estava sorrindo torto. - James, disse ele. - Normalmente só Will me chama assim. - Eu sinto muito. - Não. Não sinta. Eu gosto do som dele em seus lábios. Lábios. Havia algo estranho, delicadamente indelicado nesta palavra, como um beijo em si. Ele parecia pairar no ar entre eles, enquanto ele tanto hesitou. Mas é Jem, Tessa pensou em confusão. Jem. Não Will, que poderia fazê-la se sentir como se estivesse correndo os dedos ao longo de sua nua pele só de olhar para ela. - Você está certa, Jem disse, limpando a garganta. - Magnus não teria enviado a carta para você se ele não tivesse intenção que você seja parte da busca de Will. Talvez ele ache que o seu poder seja útil. Em ambos os casos. Ele se virou para ela, indo para seu guarda-roupa e arremessando-a aberta. - Espere por mim em seu quarto. Eu estarei lá momentaneamente. Tessa não tinha certeza se ela balançou a cabeça, ela pensou que ela tinha, e momentos depois se encontrou de volta em seu quarto, encostada na porta.


Seu rosto estava quente, como se ela tivesse estado muito perto de um fogo. Ela olhou em volta. Quando ela começou a pensar nesta sala como o quarto dela? O grande, grande espaço, com suas janelas gradeadas e velas de luz enfeitiçadas suavemente brilhantes, era tão diferente da sala pequena que ela tinha dormido em seu apartamento em Nova York, com suas marcas de cera em cima da mesa-de-cabeceira, causadas por ela permancer acordada durante a noite envolvida na leitura à luz de velas, e a cama de madeira com moldura barata com os seus cobertores finos. No inverno as janelas, mal fechadas, balançavam os quadros quando o vento soprava. Uma batida suave na porta chamou-a para fora de seu devaneio, e ela se virou, arremessando-aberta para encontrar Jem na porta. Ele estava completamente vestido em suas roupas de luta de couro de aparência dura e com casaco e calças pretas, as botas pesadas. Ele colocou um dedo sobre os lábios e fez um gesto para que ela o seguisse. Era, provavelmente, dez horas da noite, Tessa adivinhou, e a luz enfeitiçada estava queimando baixo. Eles tomaram um caminho, diferente que serpenteia através dos corredores, não era o que ela estava acostumada a tomar para chegar às portas da frente. Sua confusão foi respondida quando eles chegaram a um conjunto de porta no final de um longo corredor. Era um espaço arrendodado, e Tessa adivinhou que provavelmente estavam dentro de uma das torres góticas que se situava em cada um dos cantos do Instituto. Jem empurrou a porta e ela o segiu, ele fechou a porta firmemente atrás deles, deslizando a chave que tinha usado de volta para seu bolso. - Isto, ele disse, - é o quarto de Will. - Gracioso, disse Tessa. - Eu nunca estive aqui. Eu estava começando a imaginar que ele dormia de cabeça para baixo, como um morcego. Jem riu e passou por ela, ao longo de um bureau de madeira, começou a vasculhar o conteúdo em cima dela enquanto Tessa olhou ao redor. Seu coração estava batendo rápido, como se estivesse vendo algo que não era para ela ver, como um segredo oculto de Will. Ela disse a si mesma para não ser estúpida, que era apenas um quarto, com os mesmos móveis pesados escuros como todas as outras salas do Instituto. Era uma bagunça, o cobertor estava chutado para baixo ao pé do cama, roupas jogadas sobre as costas das cadeiras, um recipiente cheio de líquidos equilibrado precariamente no criado-mudo. E em todos os lugares tinha livros - livros sobre as mesas, livros sobre a cama, livros em pilhas no chão, livros alinhados em prateleiras ao longo das paredes. Jem vasculhou, Tessa vagou pelas prateleiras e olhou com curiosidade para os títulos. Ela não estava surpresa ao descobrir que eram quase todos de ficção e poesia. Alguns eram títulos em idiomas que não podia ler. Ela reconheceu Latin e alfabeto grego. Havia também livros de contos de fadas, as noites árabes, o trabalho de James Payn, Vigário Anthony Trollope de Bullhampton, Remédios Desperate Thomas Hardy, uma pilha de Wilkie Collins-O Magdalen Novo, A Lei e a Senhora, dois destinos, e um novo Jules Verne romance intitulado Criança do Cavern que ela se coçava para pega-lós em suas mãos. E então, lá estava ele, Um Conto de Duas Cidades. Com um sorriso triste, ela pegou para tirá-lo da prateleira. Quando ela levantou, vários rabiscos em papéis que tinham sido pressionadas entre as capas caíram ao chão. Ela ajoelhou-se para pegá-los e congelou. Ela reconheceu a letra instantaneamente. Era dela própria.


Sua garganta apertou quando ela folheou as páginas. Caro Nate, ela leu. Tentei mudar hoje, e falhei. Foi uma moeda que me deram, e eu não consegui nada com isso. Ou ela nunca foi propriedade de uma pessoa, ou o meu poder se enfraqueceu. Eu não me importaria, mas eles me chicotearam - Você já foi chicoteado antes? Não, uma pergunta boba. Claro que você não foi. Parece que estão colocando linhas de fogo sob toda a sua pele. Eu tenho vergonha de dizer que chorei, e você sabe como eu odeio chorar. . . E Querido Nate, eu pensei tanto em você hoje, eu pensei que eu ia morrer. Se você foi, não há ninguém no mundo que se importa se eu estou viva ou morta. Sinto-me dissolvendo, desaparecendo no nada, pois se não há um mundo alguém no mundo que cuide de você, você realmente existe? Estas foram às cartas que ela havia escrito ao seu irmão na Casa Sombria, não esperando que Nate fosse lê-los, não esperando que alguém fosse lê-los. Eles eram mais um diário do que letras, o único lugar onde ela poderia derramar seu horror, sua tristeza e seu medo. Ela sabia que eles tinham sido encontrados, que Charlotte tinha lido, mas o que eles estavam fazendo aqui no quarto de Will, de todos os lugares, escondida entre as páginas de um livro? - Tessa. Foi Jem. Ela virou-se rapidamente, deslizando as cartas no bolso de seu casaco. Jem estava junto à mesa, segurando uma faca de prata na mão. - Pelo Anjo, este lugar é como uma dica, eu não tinha certeza se seria capaz de encontrá-lo. Ele virou-o em suas mãos. – Will não trouxe muita coisa de casa quando ele veio para cá, mas temos isso aqui. É um punhal que seu pai lhe deu. Ele tem as marcas das aves Herondale sobre a lâmina. Deve ter um significado muito forte para ele ter guardado. Apesar das palavras de incentivo, ele estava franzindo a testa. - O que há de errado? Tessa perguntou, cruzando o quarto. - Eu encontrei outra coisa, disse ele. - Will sempre foi o único a comprar meu - meu remédio. Ele sabia que eu desprezava toda a transação, de encontrar os feiticeiros dispostos a vendê-lo, pagando pelo material. . . Seu peito subia e descia rapidamente, como se apenas falando sobre isso o enojava. - Eu lhe dava dinheiro, e ele ia. Eu encontrei uma nota, porém, da última transação. Parece que a droga não custa o que eu pensei que custasse. - Você quer dizer que Will te enganou por dinheiro? Tessa ficou surpreendida. Will podia ser terrível e cruel, ela pensou, mas ela pensou que fosse de uma crueldade de ordem mais refinado do que isso. Menos mesquinho. E fazer isso a Jem, de todas as pessoas. . . - Muito pelo contrário. Os medicamentos custam muito mais do que ele disse que eram. Ele deve ter completado a diferença de alguma forma. Ainda carrancudo, ele deslizou o punhal no cinto. - Eu o conheço melhor do que ninguém no mundo, disse com sua naturalidade. - E ainda assim, eu acho que Will tem segredos que me surpreende. Tessa pensou no seu poema na capa do livro de Dickens, e o que ela pretendia dizer a Will quando o visse novamente. - Na verdade, ela disse. - Isso não é nenhum mistério, não é? Will faria qualquer coisa por você . - Eu não tenho certeza se eu faria isso também. O tom de Jem foi irônico. - Claro que você faria, disse Tessa. - Qualquer um faria. Você é tão gentil e tão bom. Ela parou, mas os olhos de Jem já tinham alargado. Ele pareceu surpreso, como se ele não nunca tivesse escutado tal elogio, mas com certeza ele deve ter, Tessa pensou na confusão. Certamente todos que te conhece sabem a sorte que têem. Ela sentiu o rosto começar a esquentar novamente, e se amaldiçoou. O que estava acontecendo?


Um chocalho fraco veio da janela; Jem olhou depois de um momento de pausa. - Isso de ser Cyril, disse ele, e havia uma corrente, leve áspera a sua voz. - Eu-eu pedilhe para trazer a carrugam para nós. É melhor ir. Tessa assentiu, sem palavras, e seguiu-o da sala. Quando Jem e Tessa sairam do Instituto, o vento ainda estava com rajadas até o pátio, enviando folhas secas deslizando em círculos como fadas dançando. O céu estava pesado, com um nevoeiro amarelo, a lua um disco de ouro por trás dele. As palavras latinas nas portas do Instituto parecia brilharem, na luz da lua: somos pó e sombras. Cyril estava esperando com o carro, e os dois cavalos Balios e Xanthos, pareciam aliviados ao vê-los, ele ajudou Tessa a subir na carruagem, e Jem segui-la, e então foi para o banco do motorista. Tessa sentou do lado oposto ao de Jem, assistiu com fascinação quando ele tirou tanto a adaga e a estela do cinto; segurando o punhal na mão direita, ele desenhou uma runa na parte de trás da mão com a ponta de sua estela. Ele olhou para Tessa vendo todas aquelas marcas, uma onda de linhas ondulantes ilegíveis, circulando ao redor para se conectar com outro em um negro padrão. Ele olhou para sua mão por um longo momento, então fechou os olhos, o rosto ainda com intensa concentração. Assim os nervos de Tessa começaram a cantar com impaciência, seus olhos se abriram. -Brick Lane, perto de Whitechapel High Street, disse ele, meio para si mesmo, retornando o punhal e a estela ao cinto, ele se inclinou para fora da janela, e ela ouviu-o repetir as palavras para Cyril. Um momento depois Jem estava de volta ao carro, fechando a janela contra o ar frio, e eles estavam andando nas ruas de paralelepípedos. Tessa respirou fundo. Ela estava ansiosa para procurar Will todo o dia, preocupada com ele, perguntando onde ele estava, mas agora que eles estavam indo para o coração negro de Londres, tudo o que ela sentia era medo.

Capitulo 9 - MEIA-NOITE FEROZ


Noites ferozes e Amanhãs famintos, E o que ama e controle completo Todos os prazeres da carne, todas as tristezas Que desgastam a alma. -Algernon Charles Swinburne, "Dolores"

Tessa manteve a cortina do seu lado do carro aberta, com os olhos no vidro da janela, enquanto eles iam para Fleet Street em direção Ludgate Hill. A névoa amarela havia engrossado, e ela podia pouco vê as formas escuras das pessoas correndo para lá e para cá, as palavras de publicidade pintada nas laterais dos edifícios nebulosas. De vez em quando a neblina abria e ela tinha uma visão clara de algo- uma menina carregando cachos de murcha lavanda, encostada a uma parede, exausta, um moinho de faca rolando seu carro de volta para casa, cansado, um sinal de Bryant Jogos e Lúcifer Maio se aproximando de repente fora da escuridão. - Chuckaways, disse Jem. Ele estava se inclinando contra o assento em frente a ela, seus olhos brilhantes na penumbra. Ela se perguntou se ele tinha tomado um pouco da droga antes que eles deixassem o instituto, e se sim, quanto. - Perdão? Ele imitou o ato de riscar um fósforo, soprando-o para fora, e jogando o restante por cima do ombro. - Esse é o apelido delas aqui - chuckaways, porque você joga fora depois de uma utilização. É também eles as chamam de as meninas que trabalham nas fábricas de fósforos. Tessa pensou em Sophie, que poderia facilmente se uma daqueles "chuckaways," se Charlotte não a tinha encontrado. - Isso é cruel. - É uma parte cruel da cidade que estamos entrando. O East End. As favelas. Ele se sentou em sua frente. - Eu quero que você seja cuidadosa, e fique perto de mim. - Você sabe o que Will está fazendo lá? Tessa perguntou meio com medo da resposta. Eles estavam passando pelo descarregamento do navio St. Paul, assomando-se acima deles como uma lápide de um gigante de mármore reluzente. Jem balançou a cabeça. - Eu não. Eu só tenho um sentimento, uma imagem fugaz da rua-do feitiço de rastreamento. Eu vou dizer, porém, que há poucos razões inofensivas para um cavalheiro ir até lá "até a Chapel depois do anoitecer." - Ele poderia ter ido jogar. . . - Ele poderia ter, Jem concordou, soando como se ele duvidasse. - Você disse que iria sentir. Aqui. Tessa tocou-lhe sobre o coração. - Se alguma coisa tivesse acontecido com ele. É porque você é o parabatai dele? - Sim. - Portanto, ser parabatai é mais do que um juramento de um olhar pelo o outro. Há algo místico sobre isso. Jem sorriu, aquele sorriso que era como uma luz de repente, que era ligado em todos os quartos de uma casa. - Somos Nephilim. Cada parte de nossa vida tem algumas passagens místicas - é um componente no nosso nascimento, morte, casamento, tudo tem uma cerimônia. Há um


também se quiser tornar alguém seu parabatai. Primeiro você tem que perguntar a ele, é claro. Não um pequeno-compromisso. - Você perguntou a Will, Tessa adivinhou. Jem balançou a cabeça, ainda sorrindo. - Ele me pediu, disse ele. - Ou melhor, ele me disse. Nós estávamos treinando, na sala de formação, com espadas longas. Ele me perguntou e eu disse que não, que ele merecia alguém que iria viver, que poderia olhar por ele toda a sua vida. Ele apostou comigo que se ele pudesse pegar a espada de mim, e se ele conseguisse, eu teria que concordar em ser seu irmão de sangue. - E ele conseguiu pegar a espada de você? - Em nove segundos. Jem riu. – Fixou - me à parede. Ele deve ter estado a treinar sem o meu conhecimento sobre isso, porque eu nunca teria aceito se eu soubesse que ele era tão bom com uma espada longa. Jogar punhais sempre foram suas armas. Ele deu de ombros. - Nós tinhamos 13. Eles fizeram a cerimônia quando tinhamos 14. Agora já faz três anos e eu não posso imaginar não ter um parabatai. - Por que você não queria fazer isso? Tessa perguntou um pouco hesitante. - Quando ele perguntou. Jem passou a mão pelo cabelo prateado. - A cerimônia liga você, ele disse. - Isso faz você mais forte. Você tem mais força quando o outro desenha em você. Ele te torna mais consciente de onde o outro está, assim você pode trabalhar perfeitamente em conjunto em uma luta. Há runas que você pode usar, faz parte de um par é que o parabatai sem você não pode usar de outra forma. Mas. . . você pode escolher apenas uma parabatai em sua vida. Você não pode ter outro, mesmo se o primeiro morre. Eu não acho que foi uma aposta muito boa, considerando ". - Isso parece uma regra dura. Jem disse alguma coisa, em uma língua que ela não entendia. Soou como "khalepa ta kala". Ela franziu o cenho. - Isso não é Americano? - Greek, disse ele. - Ele tem dois significados. Isso significa que o que vale a pena ter-os bons, excelentes, honrado e nobre coisas, são difíceis de atingir. - Ele se inclinou para frente, mais perto dela. Ela podia sentir o cheiro doce da droga sobre ele, e o cheiro de debaixo de sua pele. - Isso significa outra coisa também. Tessa engoliu em seco. - O que é? - Isso significa que a beleza é cruel. Ela olhou para suas mãos. Finas, mãos capazes, com o corte das unhas e a cicatrizes em todos os nós dos dedos. Algum dos Nephilim não tem cicatrizes? - Estas palavras, eles têm um apelo especial para você, não é?, Ela perguntou em voz baixa. - Essas línguas mortas. Por que isso? Ele estava encostado perto o suficiente para que ela sentisse o hálito quente em seu rosto quando ele exalou. - Eu não posso ter certeza, disse ele, embora eu acho que tem algo a ver com a clareza dos mesmos. Grego, latim, sânscrito, eles contêm verdades puras, antes confusa a nossas línguas com tantas inúteis palavras. - Mas e a sua língua? Ela disse suavemente. - A que você cresceu falando? Seus lábios se contraíram.


- Eu cresci falando Inglês e mandarim, disse ele. - Meu pai falava Inglês e Chinês mal. Depois que se mudou para Xangai, foi ainda pior. O dialeto não é inteligível por alguém que fala mandarim. - Diga alguma coisa em mandarim, disse Tessa com um sorriso. Jem disse algo rapidamente, que soava como um monte de vogais e consoantes executadas juntas, sua voz subindo e descendo melodicamente: “Ni hen piao liang.” - O que você disse? - Eu disse que o seu cabelo está se desfazendo. “Aqui ", disse ele, e estendeu a mão e colocou uma onda que escapou atrás da orelha. Tessa sentiu o derramamento de sangue quente até suas bochechas, e estava feliz com a penumbra do carro. - Você tem que ter cuidado com isso, disse ele, pegando suas mãos lentamente, seus dedos demorando contra sua bochecha. - Você não quer dar a oportunidade do inimigo de te agarrar. - Oh, sim, claro. Tessa olhou rapidamente em direção à janela. A névoa amarela pesava sobre as ruas, mas ela podia ver bem suficiente. Eles estavam em uma estreita rua, embora ampla, talvez, para os padrões de Londres. O ar parecia espesso e gorduroso como pó de carvão e neblina, e as ruas estavam cheias de pessoas. Sujeitos, vestido de trapos, caidos contra as paredes de edifícios embriagados, seus olhos observando a carruagem passar como cães famintos acompanhando o progresso de um osso. Tessa viu uma mulher envolta em um xale, uma cesta de flores caídas de uma mão, um bebê dobrado em um canto do xale apoiado em seu ombro. Seus olhos estavam fechados, sua pele pálida como requeijão, parecia doente, ou morto. Crianças descalças, tão sujas quanto gatos de rua, brincavam juntas nas ruas, as mulheres encostada sobre as soleiras dos edifícios, obviamente bêbada. Os homens eram o pior de tudo, caidos contra os lados de casas, chapéus e vestidos sujos, com olhares de desesperança em seus rostos, como gravuras em lápides. - Londrinos ricos de Mayfair e Chelsea gostam de fazer passeios noturnos em lugares como estes, disse Jem, sua voz estranhamente amarga. - Eles os chamam de cortiço. - Será que eles param para ajudar de alguma forma? Eles só querem olhar para que eles possam ir para casa e conversar em sua próxima festa do chá sobre como viram a real vida dos moradores de Londres ou os Jemmy Shivering. - A maioria deles nunca sai de suas carruagens ou autocarros. - O que é um Jemmy Shivering? Jem olhou para ela com olhos de prata. - Um mendigo, congelado parcialmente, disse ele. - Alguém com probabilidade de morrer de frio. Tessa pensou no papel espesso colado sobre as rachaduras nos vidros em seu apartamento em Nova York. Mas pelo menos ela tinha um quarto, um lugar para se deitar, e tia Harriet para fazer a sopa quente ou chá durante o pequeno intervalo. Ela tinha tido sorte. O carro chegou a parar em um canto pouco atraente. Do outro lado da rua, as luzes de uma casa aberta ao público derramavam pela a rua, junto com um fluxo constante de bêbados, algumas com mulheres apoiadas em seus braços, as mulheres com vestidos coloridos, sujas e com suas bochechas altamente vermelhas. Em algum lugar, alguém estava cantando "Cruel Lizzie Vickers." Jem pegou sua mão.


- Eu não posso ocutar você dos olhares mundanos, disse ele. - Portanto, mantenha sua cabeça baixa e fique perto de mim. Tessa deu um sorriso torto, mas não pegou a mão dele. - Você já disse isso. Ele inclinou-se e sussurrou em seu ouvido. Sua respiração enviou um arrepio através de seu corpo inteiro. - É muito importante. Ele passou por ela para abrir a porta. Ele saltou para a calçada e ajudou a descer, depois dele, puxando-a rente a seu lado. Tessa olhou para cima e para baixo da rua. Havia alguns olhares indiferentes das multidões, mas os dois foram amplamente ignorados. Eles se dirigiram para uma porta estreita pintada de vermelho. Havia passos ao redor, mas ao contrário de todos os outros passos na área, eles estavam nus. Ninguém estava sentado sobre eles. Jem a levou rapidamente, puxando-a atrás dele, e bateu forte na porta. Ela foi aberta depois de um momento e uma mulher em um vestido longo vermelho, grudado com tanta força a seu corpo que os olhos de Tessa se arregalaram. Ela tinha cabelos pretos empilhados na cabeça, mantida no lugar por um par de pauzinhos de ouro. Sua pele estava muito pálida, os olhos contornados com kohl, mas um exame mais detalhado sobre Tessa percebeu que ela era branca, não estrangeira. Sua boca era um arco vermelho. Ela virou para baixo nos cantos quando seu olhar pousou sobre Jem. - Não, ela disse. - Nenhum Nephilim. Ela mudou-se para fechar a porta, mas Jem tinha levantado a bengala, a lâmina disparada a partir da base, segurando a porta aberta. - Sem problemas, ele disse. - Nós não estamos aqui pela Clave. É pessoal. Ela estreitou os olhos. - Estamos à procura de alguém, disse ele. - Um amigo. Leve-nos a ele, e não vamos incomodá-la ainda mais. Com isso, ela jogou a cabeça para trás e riu. - Eu sei quem você está procurando, disse ela. Há apenas um de sua espécie aqui. Ela virou-se da porta com um encolher de ombros de desprezo. Jem deslizou a lâmina de volta em sua caixa com um assobio, e ele abaixou-se sob a porta baixa, atraindo Tessa junto com ele. Além da porta, era um corredor estreito. Um intenso cheiro doce pendurado no ar, como o cheiro que pairava sobre a roupa de Jem, depois que ele tomava a sua droga. Sua mão apertou involuntariamente a sua. - Este é o lugar aonde Will vem para comprar o que eu preciso, ele sussurrou, inclinando a cabeça onde os seus lábios quase tocaram sua orelha. - Eu não sei por que ele estaria aqui agora. . . A mulher que abriu a porta para eles olhou por cima do ombro enquanto ela partia para o corredor. Havia uma fenda atrás de seu vestido, mostrando muito de suas pernas e uma cauda bifurcada, marcado com manchas pretas e brancas, como as escamas de uma cobra. Ela é uma bruxa, Tessa pensou com um baque surdo em seu coração. Ragnor, as Irmãs das Trevas, esta mulher, por que os bruxos sempre pareciam tão sinistro? Com a exceção de Magnus, talvez, mas ela teve a sensação de Magnus fosse uma exceção a muitas regras. O corredor se alargava, em uma grande sala, as paredes pintadas de vermelho escuro. Lâmpadas grandes, seus lados esculpidas e pintadas com arabescos delicados que lançou luz padronizada contra as paredes, pendiam do teto. Ao longo das paredes tinha varias camas, como o interior de um navio. Uma grande mesa redonda dominava o centro da sala. Nela havia sentada um grande número de homens, a sua pele com o mesmo vermelho-sangue das paredes, seu cabelo preto cortado rente a cabeça. Suas mãos terminavam em um azul-preto com garras que também tinham sido cortadas, provavelmente para permitir que mais


facilmente contar e peneirar e misturar os vários pós e misturas que eles tinham diante deles. Os pós pareciam brilhar e brilhar sob a luz da lamparina, como pulverizadas jóias. - É este um antro de ópio? Tessa sussurrou no ouvido de Jem. Seus olhos estavam limpando a sala ansiosamente. Ela podia sentir a tensão nele, um thrum sob a pele, como o coração rápido de um beija-flor. - Não. Ele parecia distraído. - Não realmente, são principalmente drogas de demônio e pós de fadas. Esses homens à mesa, eles são ifrits. Bruxos sem poderes. A mulher de vestido vermelho estava inclinada sobre o ombro de um dos ifrits. Juntos, eles olharam para cima e sobre Tessa e Jem, seus olhos demorando em Jem. Tessa não gostou do jeito que eles estavam olhando para ele. A mulher bruxa estava sorrindo, o olhar do ifrit foi calculista. A mulher endireitou-se e se balançou para eles, seus quadris movendo-se como um metrônomo sob o cetim apertado de seu vestido. - Madran diz que temos o que você quer menino de prata, disse a mulher bruxa, deixando um rastro vermelho no rosto de Jem. - Não há necessidade de fingir. Jem recuou ao seu toque. Tessa nunca tinha visto ele parece tão nervoso. - Eu disse a você, estamos aqui para encontrar um amigo, disparou ele. - Um Nephilim. Olhos azuis, cabelo preto. Sua voz se levantou. - Ta xian zai zai Na Li? Ela olhou para ele por um momento, depois sacudiu a cabeça. - Você é um tolo, disse ela. - A pouco do fen yin, e quando ele se for, você vai morrer. Lutamos para obter mais, mas ultimamente a demanda. - Poupe-nos as suas tentativas de vender sua mercadoria, disse Tessa, de repente, irritada. Ela não podia suportar o olhar no rosto de Jem, como se cada palavra fosse o corte de uma faca. Não é de admirar que Will compre os venenos para ele. - Onde está o nosso amigo? A mulher bruxa vaiou, encolheu os ombros e apontou para um dos beliches parafusados na parede. - Não. Jem paralisou quando Tessa olhou. Seus ocupantes estavam tão quietos que no início ela tinha pensado que as camas estavam vazias, mas ela percebeu agora, olhando mais de perto, que cada um estava com uma figura esparramada. Alguns ficaram de lado, braços em suspensão ao longo das bordas da cama, com as mãos espalmadas; mais estavam em suas costas, os olhos abertos, olhando para o teto ou o beliche acima deles. Sem outra palavra Jem começou a perseguir outro lado da sala, Tessa em seus calcanhares. Quando chegaram mais perto das camas, ela percebeu que nem todos os ocupantes eram humanos. Azul, violeta, vermelho e pele verde passavam; cabelo verde tão longa e rendeu como uma teia de algas escovadas inquieto contra um travesseiro sujo; dedos em garras agarrou os lados da madeira de um beliche quando alguém gemeu. Alguém estava rindo baixinho, irremediavelmente, um soar mais triste do que choro, outra voz repetida crianças rima mais e mais e mais uma vez: "Laranjas e limões Dizem os sinos de São Clemente Quando é que vocês vai me pagar? Tocar os sinos de Old Bailey Quando eu crescer rico Dizem os sinos de Shoreditch "


- Will, sussurrou Jem. Ele havia estava em um beliche no meio da parede, e inclinou-se contra ele, como suas pernas ameaçavam ceder. Deitado no beliche estava Will, meio confuso em um cobertor, escuro irregular. Ele não usava nada além de calças e uma camisa, seu cinto de armas pendurado em um cabide de prego no interior do beliche. Seus pés estavam descalços, com os olhos semicerrados, seu azul apenas ligeiramente visível sob a orla dos seus cílios escuros. Seu cabelo estava molhado com suor, colado na testa, as bochechas vermelha brilhante e febril. Seu peito subia e descia entrecortada, como se estivesse contendo o fôlego com problemas. Tessa estendeu a mão e colocou as costas da mão na testa. Estava queimando. - Jem, disse ela suavemente. - Jem, temos que tirá-lo daqui. O homem no beliche ao lado deles ainda estava cantando. Não que ele fosse um grande homem, exatamente. Seu corpo era curto e torcido, com os pés descalços terminando em cascos fendidos. "Quando será isso? Dizem os sinos de Stepney Eu não sei, Diz o grande sino de Bow " Jem ainda estava olhando para Will, imóvel. Ele parecia congelado. Seu rosto estava em uma cor desigual, branco e vermelho. - Jem! Tessa sussurrou. - Por favor. Ajude-me a levá-lo em seus pés. Quando Jem não se moveu, ela estendeu a mão, tomou Will pelo ombro e sacudiu-o. - Will. Vamos... Acorde, por favor. Ele só gemia e se afastou dela, enterrando a cabeça contra seu braço. Ele era um Caçador de Sombras, ela pensou, seis metros de ossos e músculos, muito pesado para ela levantar. A menos- Se você não me ajudar, Tessa disse para Jem, - Eu juro que eu vou me transformar em você, e eu vou levantá-lo eu mesma. E então todo mundo aqui vai saber como você fica em um vestido. Ela fixou-o com um olhar. - Você entendeu? Muito lentamente, ele levantou os olhos dela. Ele não parecia perturbado pela idéia de ser visto por ifrits em um vestido, ele nem parecia olhar para ela. Ele... Foi a primeira vez que ela conseguia se lembrar de ver aqueles olhos de prata sem luz por trás deles. - Você acha? Ele disse, e enfiou a mão na cama, ele pegou por um braço e puxando-o de lado, tendo pouco cuidado, e batendo a cabeça de Will, dura, contra o trilho do lado da cama. Will gemeu e abriu os olhos. - Deixe-me. - Ajude-me com ele, Jem disse sem olhar para Tessa e, juntos, eles levantaram Will para fora do beliche. Ele quase caiu, deslizando seu braço ao redor. Tessa conseguiu equilibrar-se enquanto Jem recuperava seu cinto de armas do prego que estava pendurado. - Diga-me que isso não é um sonho, Will sussurrou, acariciando o rosto até o seu pescoço. Tessa saltou. Ele estava quente contra sua pele. Seus lábios roçaram sua bochecha, eles eram tão suaves como ela se lembrava. - Jem, disse Tessa desesperadamente, e Jem olhou para eles, ele tinha colocado o cinto de Will sobre o seu próprio, e parecia claro que ele não tinha ouvido uma palavra que Will disse. Ele se ajoelhou para colocar Will em suas botas, depois se levantou para tirar o braço de seu parabatai. Will parecia encantado com isso.


- Ah, bom, disse ele. - Agora, estamos os três juntos. - Cale-se, disse Jem. Will riu. - Ouça, Carstairs, você não tem dinheiro com você, não é? Eu tinha, mas eu gastei tudo. - O que ele disse? Tessa ficou perplexa. - Ele quer que eu pague por suas drogas. A Voz Jem era dura. - Venha. Nós vamos leválo para o carro, e eu vou voltar com o dinheiro. Enquanto se esforçavam em direção à porta, Tessa ouviu a voz do homem atrás deles, seguindo-os, fina e tão alta como música ambientes que terminam em uma risada estridente. "Aqui vem uma vela para iluminar lhe para a cama, E aqui vem um cortador para cortar sua cabeça! "

********** Mesmo o ar de Whitechapel ser sujo, ele parecia claro e fresco após o mau cheiro do incenso enjoativo do antro de drogas das fadas. Tessa quase tropeçou ao descer as escadas. O carro ainda felizmente estava no meio-fio, e Cyrill estava deixando o assento e vindo até eles, a preocupação em seu rosto, grande e aberto. - Ele está bem, então? Disse ele, tomando o braço que estava sobre os ombros de Tessa e colocando-o sobre o seu próprio. Tessa escorregou de lado em gratidão; suas costas começaram a doer. Previsivelmente, no entanto, não gosto disso. - Deixe-me ir, disse ele com irritação súbita. - Deixe-me ir. Eu posso ficar. Jem e Cyril trocaram olhares, depois se separaram. Will cambaleou, mas permaneceu de pé. Ele levantou a cabeça, o vento frio levantando o cabelo suado de seu pescoço e testa, soprando através de seus olhos. Tessa pensou nele em cima do telhado do Instituto: Eu contemplo Londres, uma terrível maravilha humana de Deus. Ele olhou para Jem. Seus olhos estavam mais azuis do que o azul, as bochechas coradas, suas feições angelicais. Ele disse: - Você não tem que vir buscar-me como alguma criança. Eu estava tendo um tempo bastante agradável. Jem olhou de volta para ele. - Deus amaldiçoe você, ele disse, e atingiu Will em seu rosto, fazendo-o girar. Will não perdeu o equilíbrio, mas encostou-se contra a lateral do carro, com a mão no rosto. Sua boca estava sangrando. Ele olhou para Jem com espanto total. - Pegue o carro, disse Jem a Cyril, e virou-se e voltou pela porta vermelha para pagar a divida de Will, Tessa pensou. Will ainda estava olhando para ele, o sangue vermelho saindo de sua boca. - James?, Disse. - Venha, então, disse Cyril, não de maneira grosseira. Ele realmente era parecido como Thomas, Tessa pensou quando ele abriu a porta do carro e ajudou Will a entrar, e então Tessa depois dele. Ele deu a ela um lenço de seu bolso. Era quente e cheirava a água de colônia barata. Ela sorriu e agradeceu-lhe quando ele fechou a porta.


Will estava caído no canto da carruagem, os braços em torno de si, com os olhos semiaberto. O sangue havia escorrido pelo seu queixo. Ela se inclinou e apertou o lenço na boca dele, ele estendeu a mão e colocou a mão sobre a dela, segurando-a lá. - Eu fiz uma confusão de coisas, disse ele. - Estou terrivelmente, com medo, disse Tessa, tentando não notar o calor de sua mão sobre a dela. Mesmo na escuridão do carro, seus olhos estavam luminosamente azul. O que foi que Jem tinha dito, porém, sobre a beleza? A beleza é cruel. Será que as pessoas iriam perdoar as coisas que Will fez, se ele fosse feio? E tinha que ajudá-lo, no final, para ser perdoado? Porém, ela não podia ajudar, mas sintia que ele fez as coisas que fez, não porque amava a si mesmo demais, mas porque ele odiava a si mesmo. E ela não sabia por quê. Ele fechou os olhos. - Eu estou tão cansado, Tess, disse ele. - Eu só queria sonhos agradáveis por uma vez. - Essa não é a forma de obtê-los, Will, ela disse suavemente. - Você não pode comprar droga e sonhar seu caminho para fora da dor. Sua mão apertou a dela. A porta do carro abriu. Tessa afastou -se de Will apressadamente. Foi Jem, seu rosto como um trovão, ele deu um breve olhar para Will, atirou-se no assento. - Cyrill, para casa, ele chamou, e depois de um momento o carro balançou para frente na noite. Jem estendeu a mão e fechou as cortinas nas janelas. Na penumbra Tessa colocou o lenço em sua manga. Ele ainda estava úmido com o sangue de Will. Jem não disse nada por todo o caminho de volta de Whitechapel, apenas olhou friamente para frente dele com os braços cruzados enquanto Will dormia, um leve sorriso em sua face, no canto da carruagem. Tessa, através de ambos, não conseguia pensar em nada para dizer e quebrar o silêncio de Jem. Isso era completamente diferente dele -Jem, que sempre foi doce, sempre gentil, sempre otimista. Sua expressão era agora pior do que branco, suas unhas cavando o tecido de sua roupa, com os ombros rígidos e angular com raiva. No momento em que parou em frente ao Instituto, ele abriu a porta e saltou para fora. Ela ouviu-o gritar algo para Cyril sobre ajudar Will a ir para seu quarto, e então ele se afastou, aos passos, sem mais uma palavra para ela. Tessa ficou tão chocada, ela só consegui olhar suas costas um momento. Ela mudou-se para a porta da carruagem; Cyril já estava lá, dando a mão para ajudá-la. Mal tinha tocado os sapatos no chão e ela já estava lá correndo atrás de Jem, chamando seu nome, mas ele já estava dentro do Instituto. Ele havia deixado a porta aberta para ela, e ela correu depois dele, depois de apenas um olhar breve para confirmar que Will estava sendo ajudado por Cyrill. Ela se apressou a subir as escadas, deixando cair sua voz quando ela percebeu que, claro, o Instituto estava dormindo, as tochas de luz de enfeitiçada esmaecido para o menor brilho. Ela foi ao quarto de Jem primeiro e bateu, quando não houve resposta, ela foi direto a sala de música, a biblioteca, mas, não encontrando nada, ela voltou, desconsolada, para seu próprio quarto para se preparar para a cama. Pegou sua camisola, o vestido escovado e tirou, ela se arrastou entre os lençóis de sua cama e olhou para o teto. Ela foi até o chão recuperar a cópia de Will de Vathek, começou a lê o poema, mas ele não conseguiu fazê-la sorrir, e ela não conseguia se concentrar na história. Ela se assustou com seu próprio sofrimento. Jem estava zangado com Will, não com ela. Ainda assim, ela pensou, era talvez a primeira vez que ele perdeu a paciência diante sua frente. A primeira vez que ele tinha sido grosso com ela, ou não atendido com bondade para com as suas palavras, não parecia pensar nela antes de si mesmo. .


Ela tinha levado por certo, ela pensou com surpresa e vergonha, vendo a luz de velas piscando. Ela havia assumido que a sua bondade era tão natural e tão inato, ela nunca se perguntou se isso lhe custou algum esforço. Qualquer esforço para ficar entre Will e o mundo, protegendo cada um dos outros. Qualquer esforço para aceitar a perda de sua família com equanimidade. Qualquer esforço para permanecer alegre e calmo em face de sua própria morte. Um ruído de rasgar, o som de algo sendo arrancado à parte, destruindo o quarto. Tessa sentou-se. O que foi isso? Parecia ter vindo de fora de sua porta- do outro lado do corredor, Jem? Ela saltou de pé e pegou o roupão. Apressadamente o colocou, ela disparou para fora da porta e para o corredor. Ela estava correta, o barulho vinha do quarto Jem. Ela se lembrou da primeira noite em que o conheceu, a música de violino encantador que tinha derramado como água através da porta. Este ruído não soava nada como a música de Jem. Ela podia ouvir a serra de arco contra violino, ainda soava como se estivesse gritando, como uma pessoa gritando de dor horrível. Ela tanto desejava ir e sentia medo de fazê-lo; finalmente, ela pegou o botão da porta e abriu e entrou e fechando a porta rapidamente atrás dela. - Jem, ela sussurrou. As tochas de luz enfeitiçada estavam queimando baixo nas paredes. Jem sentou-se ao pé de sua cama com apenas camisa e calças, seu cabelo de prata despenteado, o violino apoiado em seu ombro. Ele estava tocando violentamente com o arco, torcendo sons terríveis de fora, tornando-o a gritar. Tessa observava uma das cordas de um violino estalando com um grito. - Jem! Ela gritou de novo, e quando ele não olhou para cima, ela atravessou a sala e puxou o arco de sua mão. - Jem, pare! Seu violino – você vai estragar tudo. Ele olhou para ela. Suas pupilas estavam enormes, a prata de seus olhos apenas um anel fino ao redor do preto. Ele estava respirando com dificuldade, a camisa aberta no pescoço, o suor se destacando em suas clavículas. Suas bochechas estavam vermelhas. O que é que isso importa?, Ele disse em uma voz tão baixa que era quase um silvo. - O que é que nada disso importa? Eu estou morrendo. Eu não vou durar uma década. Que importa se o violino vai antes que eu faça? Tessa ficou estarrecido. Ele nunca falou assim sobre a sua doença, nunca. Ele se levantou e se afastou dela, em direção à janela. Apenas um pouco de luar encontrou o seu caminho para a sala através da névoa; parecia haver formas visíveis na névoa branca pressionado contra a janela - fantasmas, sombras, rostos zombeteiros. - Você sabe que é verdade. - Nada está decidido. Sua voz tremeu. - Nada é inevitável. Uma cura. - Não há cura. Ele já não parecia com raiva, apenas conformado, o que era quase pior. Eu vou morrer, e você sabe disso, Tess. Provavelmente dentro do próximo ano. Eu estou morrendo, e eu não tenho família no mundo, e a única pessoa que eu confiava mais do que qualquer outro está me matando. - Mas, Jem, isso não é o que todos dizem. Tessa inclinou-se o arco contra o estribo e aproximou-se dele, timidamente, como se ele fosse um animal que ela estava com medo de fugir. - Ele só estava tentando escapar. Ele está fugindo de alguma coisa, algo escuro e terrível. Você sabe quem ele é, Jem. Você viu como ele estava naquela noite, depois de Cecília.


Ela ficou logo atrás dele agora, perto o suficiente para alcançar e tocar-lhe timidamente no braço, mas ela não o fez. A camisa branca estava presa à sua omoplata de tanto suor. Ela podia ver as marcas em suas costas através do tecido. Ele largou o violino quase descuidadamente e virou-se para encará-la. - Ele sabe o que isso significa para mim, disse ele. - Para vê-lo brincar, com o mesmo brinquedo que destruiu a minha vida. - Mas ele não estava pensando em você. - Eu sei disso. Seus olhos estavam quase todo preto agora. - Eu digo a mim mesmo que ele é melhor do que ele faz de si mesmo, mas, Tessa, e se ele não for? Eu sempre pensei que, se eu não tinha mais nada, eu tinha Will. Se eu tivesse alguma questão para resolver, eu sempre estava junto dele. Mas talvez eu não deva. Seu peito subia e descia tão rápido, que alarmou; ela colocou as costas da mão na testa e quase engasgou. - Você está queimando. Você precisa de repouso. Ele se encolheu para longe dela, e ela soltou sua mão, magoado. - Jem, o que é? Você não quer que eu te toque? - Não gosto disso, ele explodiu, e depois corou ainda mais do que antes. - Como o que? Ela estava confusa, honestamente, o que era um comportamento que ela poderia esperar de Will, mas não de Jem-este mistério, esta raiva. - Como se você fosse uma enfermeira e eu fosse seu paciente. Sua voz era firme, mas desigual. - Você acha que porque eu estou doente que eu não sou como ... - Você acha que eu não sei, disse ele, que quando você pegar minha mão, é só para que você possa sentir meu pulso? Você acha que eu não sei que quando você olha nos meus olhos, é só para ver o quanto do medicamento que tomei? Se eu fosse outro homem, um homem normal, eu poderia ter esperanças, presunções mesmo, eu poderia. Suas palavras pararam, ou porque sua respiração tinha acabado; ele estava ofegante, suas bochechas coradas. Ela balançou a cabeça, sentindo suas tranças agradar seu pescoço. - Esta é a febre falando, não você. Seus olhos escureceram, e ele começou a ficar longe dela. - Você não pode nem mesmo acreditar que eu poderia querer você, ele disse em metade de um sussurro. - Que eu estou vivo o suficiente, saudável o suficiente, - Não, Sem pensar, ela pegou em seu braço. Ele endureceu. - James, não é nada do que eu quis dizer. Ele fechou os dedos em torno de sua mão onde estava em seu braço. Sua mão queimando sua pele, tão quente como fogo. E então ele virou e puxou-a para ele. Eles ficaram cara-a-cara, peito a peito. Sua respiração agitou seu cabelo. Ela sentiu a febre subindo dele, como a névoa sobe do Tamisa; sentiu o bombear do sangue através de sua pele, viu com uma clareza estranha o pulso em sua garganta, a luz sobre os cachos de seu cabelo pálido contra seu pálido pescoço. Espinhos de calor correram para cima e para baixo de sua pele, desconcertante. Este era Jem – seu amigo, tão constante e confiável como um piscar de olhos. Jem não deixava sua pele em chamas ou fazia o sangue correr rápido dentro de suas veias, até que ela ficasse tonta. - Tessa, disse ele. Ela olhou para ele. Não havia nada estável ou confiável sobre sua expressão. Seus olhos eram escuros, suas bochechas coradas. Quando ela levantou o rosto, ele trouxe o seu para baixo, a boca oblíqua através dela, e ela congelou, surpresa, eles estavam se


beijando. Jem. Ela estava beijando Jem. Com Will os beijos eram todos de fogo, Jem eram como o ar puro depois de muito tempo fechada no escuro sem ar. Sua boca era suave e firme; uma de suas mãos circulou a volta de seu pescoço suavemente, guiando a boca para a dele. Com a outra mão ele segurou seu rosto, correndo o polegar suavemente em sua bochecha. Seus lábios sabor de açúcar queimado, a doçura da droga, ela adivinhou. Seu toque, seus lábios, era experimental, e ela sabia o porquê. Ao contrário de Will, ela não se importava que ele fosse inapropriado, de que ele a tocasse, beijasse, de que ele deveria se afastar. Mas ela não queria se afastar. Mesmo quando ela se perguntou que de fato era Jem que ela estava beijando, Jem fazendo sua cabeça girar, ela sentiu os braços se levantar de seu próprio corpo, curvando-se ao redor de seu pescoço, puxando-o mais perto. Ele ofegou contra sua boca. Ele deve ter achado tão certo de que ela iria afastá-lo por um momento que ficou imóvel. Suas mãos deslizavam sobre seus ombros, pedindo-lhe, com toques suaves, com um murmúrio contra seus lábios, e não para fazer uma pausa. Hesitante, ele voltou a acariciar, e depois com maior força-beijá-la novamente, cada vez com maior urgência, colocando seu rosto entre suas mãos ardentes, seus dedos finos de violinista acariciando sua pele, fazendo-a estremecer. Suas mãos se moveram para a baixa de suas costas, pressionando-a contra ele, seus pés nus escorregaram no tapete, e eles meio tropeçaram para trás sobre a cama. Seus dedos enrolados firmemente em sua camisa, Tessa chamou Jem para baixo, tomando o peso dele sobre seu corpo com a sensação de que ela estava tendo a volta de algo que havia pertencido a ela para sempre, um pouco do que ela tinha perdido, sem saber que ela estava perdendo. Jem era leve, como um pássaro e com o coração acelerado, ela passou as mãos pelo seu cabelo, e era tão suave como ela sempre tinha sonhado que seria, como seda entre os dedos. Ele não conseguia parar de correr as mãos sobre ela com admiração. Ele deslizou sua mão para baixo de seu corpo, sua respiração irregular em seu ouvido quando ele encontrou o nó de seu roupão e parou ali, com dedos trêmulos. Sua incerteza fez o coração de Tessa sentir como se estivesse em expansão dentro de seu peito, sua ternura grande o suficiente para mantê-los dentro dela. Jem queria vê-la, assim como ela queria, ela própria, Tessa Gray, com nenhuma das Mudanças sobre ela. Ela se abaixou e desfez o nó, deslizando o roupão de seus ombros para que ela fosse revelada diante dele em apenas uma camisola de cambraia branca. Ela olhou para ele, sem fôlego, sacudindo os cabelos soltos fora de seu rosto. Apoiando-se sobre ela, olhou para baixo, e disse novamente, com a voz rouca, o que tinha dito no carro antes, quando ele tinha tocado seu cabelo. - Uando Ni piao liang. - O que isso significa, ela sussurrou, e desta vez ele sorriu e disse: - Isso significa que você é linda. Eu não quiz dizer a você antes. Eu não queria que você pensasse que eu estava tomando liberdades. Ela estendeu a mão e tocou seu rosto, tão perto dela, e em seguida, a pele frágil de sua garganta, onde o sangue batia duro abaixo da superfície. Seus cílios vibraram para baixo quando ele seguiu o movimento do seu dedo com os olhos, como chuva prateada. - Levá-los, ela sussurrou. Ele se inclinou para ela, suas bocas se encontraram novamente, e o choque da sensação era tão forte, tão forte, que ela fechou os olhos contra ele como se ela podesse se


esconder na escuridão. Ele murmurou e recolheu-a contra ele. Eles rolaram de lado, com as pernas em torno como tesoura, seus corpos mudando para pressionar o outro cada vez mais perto ainda, tornou-se difícil de respirar, e ainda assim eles não podiam parar. Ela encontrou os botões de sua camisa, mas quando ela abriu os olhos, as mãos tremiam quase muito difíceis de desfazê-los. Desajeitadamente ela trabalhou, rasgando o tecido. Quando ele encolheu os ombros a camisa livre de seus ombros, ela viu que seus olhos estavam iluminandos para um prata pura novamente. Ela tinha apenas um momento para admirar, porém, ela estava maravilhada e muito ocupada no resto dele. Ele era tão magro, sem os musculos de Will, mas havia algo sobre a sua fragilidade que foi adorável, como as linhas de reposição de um poema. Mas uma camada de músculo ainda cobria seu peito, ela podia ver sombras entre as costelas. O pingente de jade que Will lhe dera estava abaixo de suas clavículas angulares. - Eu sei, disse ele, olhando para si mesmo conscientemente. - Eu não estou-Quer dizer, eu vejo. - Lindo, disse ela, e ela quis dizer isso. - Você é lindo, James Carstairs. Seus olhos se arregalaram quando ela começou a tocá-lo. Suas mãos tinham parado de tremer. Elas eram exploratórias, fascinada agora. Sua mãe possuía uma cópia muito antiga de um livro uma vez, lembraram-se, suas páginas de forma frágeis eram susceptíveis de virar pó quando você tocou, e ela se sentiu que a responsabilidade mesmo tomando cuidado era enorme agora enquanto ela escovou os dedos sobre as marcas em seu peito, através das cavidades entre as costelas e as inclinação de seu estômago, que estremeceu sob seu toque, era algo que era tão frágil como era adorável. Ele parecia não ser capaz de parar de tocá-la, também. Mãos de músico hábil passando pelos seus lados, suas pernas nuas sob sua camisola. Ele tocou-lhe como ele normalmente tocaria seu violino amado, com uma graça suave e urgente que a deixou sem fôlego. Eles pareciam compartilhar sua febre agora, seus corpos eram queimados, e seu cabelo estava molhado de suor, colado na testa e no pescoço. Tessa não se importava, queria este calor, esta perto da dor. Isso não era ela mesma, esta era uma Tessa diferente, um sonho de Tessa, que se comportam como este, e ela se lembrou do seu sonho com Jem em uma cama cercada por chamas. Ela nunca apenas sonhou que iria queimar com ele. Ela queria mais desse sentimento, mais do fogo, mas nenhum dos romances que tinham lido disse a ela o que acontecia agora. Será que ele sabia? Será que saberia, ela pensou, mas Jem, como ela, ela sentiu, estava sendo levado pelo instinto dentro de seus ossos. Os dedos deslizando para o espaço entre eles, para encontrar os botões que prendiam sua camisola fechada, ele se inclinou para beijar o ombro nu quando o tecido deslizou para o lado. Ninguém nunca tinha beijado sua pele nua lá antes, e a sensação foi tão surpreendente que ela colocou a mão para preparar-se e bateu em um travesseiro da cama, ele bateu na mesa pequena. E escutou-se um som de algo caindo. Um doce aroma súbia na escuridão, como de especiarias, encheu a sala. Jem empurrou as mãos para trás, um olhar de horror em seu rosto. Tessa sentou-se, assim, puxando a frente de sua camisola, de repente, autoconsciente. Ele estava olhando para o lado da cama, e ela seguiu sua linha de visão. A caixa que segurava suas drogas havia caído e quebrado e estava aberta. A grossa camada de pó brilhante estava no chão. Uma névoa tênue prateada parecia surgir a partir dele, levando o cheiro doce e picante. Ele a puxou, com o braço ao redor dela, mas havia medo em seu aperto agora, em vez de paixão.


- Tess, disse ele em voz baixa. - Você não pode tocar este material. O contato com sua pele seria perigoso. Mesmo respirar, Tessa, você deve ir. Ela pensou em Will, mandando-a para fora do sótão. É assim que sempre vai ser, algum garoto a beija, e depois a manda emborara como uma criada indesejada? - Eu não vou, ela explodiu. - Jem, eu posso ajudá-lo a limpar tudo. Eu sou... Sua amiga, era o que estava prestes a dizer. Mas o que eles estavam fazendo não era o que os amigos faziam. O que ela estava fazendo com ele? - Por favor, disse ele em voz baixa. Sua voz era rouca. Ela reconheceu a emoção. Foi vergonha. - Eu não quero que você me veja de joelhos, tirar do chão a droga que eu preciso para viver. Isso não é como qualquer homem quer que a garota que ele... Ele tomou um fôlego tremendo. - Sinto muito, Tessa. A garota que ele o quê? Mas ela não podia pedir, ela estava com pena, com simpatia, em choque com o que tinha acontecido. Ela se inclinou para frente e beijou sua bochecha. Ele não se moveu quando ela escorregou da cama, pegou seu roupão, e foi calmamente para fora do quarto. ****************

O corredor era o mesmo que tinha sido quando Tessa atravessou momentos –horas – minutos - antes? Com a luz enfeitiçada quase no fim. Ela entrou em seu próprio quarto e estava prestes a fechar a porta quando seu olho captou um lampejo de movimento no fim do corredor. Algum instinto a fez permanecer em seu lugar, a porta quase fechada, seu olho pressionado para pelo buraco mal aberto. O movimento era alguém andando no corredor. Um menino de cabelos claros, ela pensou por um momento, na confusão, mas ninguém viu Jessamine, Jessamine vestida com roupas de meninos. Ela usava calça e uma jaqueta de abrir e um colete, um chapéu estava em sua mão, e seu longo cabelo justo foi amarrado atrás de sua cabeça. Ela olhou para trás enquanto corria pelo corredor, como se tivesse medo de ser seguido. Alguns momentos depois, ela havia desaparecido em torno do canto, fora da vista. Tessa deslizou a porta fechada, sua mente correndo. O que na terra era aquilo? O que estava fazendo Jessamine, vagando pelo Instituto, na calada da noite, vestida como um menino? Depois de tirar o seu roupão, Tessa foi se deitar em sua cama. Ela se sentia cansada até a medula dos ossos, o tipo de cansaço que sentira na noite em que sua tia morreu como se tivesse esgotado a capacidade de seu corpo para sentir a emoção. Quando ela fechou os olhos, ela viu o rosto de Jem, e depois o de Will, sua mão na boca sangrando. Pensamentos dos dois rodaram juntos em sua cabeça até que ela adormeceu, finalmente, não tinha a certeza se ela tinha sonhando beijando um deles.


Capitulo 10 - A VIRTUDE DOS ANJOS A virtude dos anjos é que eles não podem deteriorar-se; sua falha é que eles não podem melhorar. Homem falha é que ele pode se deteriorar, e sua virtude é que ele pode melhorar. - Hassídico

- Suponho que todos já sabem, comentou Will no café da manhã, no dia seguinte, que eu fui a um antro de ópio na noite passada. Era uma manhã suave. Ela tinha amanhecido chuvosa e cinza, e dava para ouvir um barrulho por todo o Instituto, como se o céu estivesse pressionando-o. Sophie vinha e ia da cozinha com pratos fumegantes de comida, seu rosto pálido com olhar apertado e pequeno; Jessamine desceu cansada; Charlotte parecia cansada e indisposto de sua noite passada na biblioteca, e olhos de Will estavam avermelhados, o rosto machucado onde Jem tinha atingido ele. Apenas Henry, parecia ter energia ao ler o jornal com uma mão enquanto ele perfurava seus ovos com a outra. Jem foi notado, principalmente por sua ausência. Quando Tessa tinha acordado naquela manhã, ela tinha flutuado por um momento em um estado de êxtase de esquecimento, os acontecimentos da noite anterior como uma mancha escura. Então ela sentou-se, o horror absoluto caiu sobre ela como uma onda de queimadura de água quente. Será que ela tinha realmente feito todas aquelas coisas com Jem? Sua cama - as mãos nele - as drogas caidas no chão. Ela levantou as mãos e tocou o cabelo. Ele caiu livre sobre os ombros, onde Jem tinha desfeito suas tranças. Oh, Deus, pensou ela. Eu realmente fiz tudo isso, era eu. Ela apertou sua as mãos aos olhos, sentindo uma mistura irresistível de confusão, medo, felicidade e ela não podia negar que tinha sido maravilhoso à sua maneira, horror de si mesma, a humilhação terrível e total. Jem pensaria que ela tinha perdido o controle de si mesma completamente. Não é de admirar que ele não possa enfrentar o seu café da manhã. Ela mal conseguia encarar-se no espelho. - Você está me ouvindo? Will disse, novamente, claramente decepcionado com a recepção de seu anúncio. - Eu disse que fui a um antro de ópio na noite passada. Charlotte ergueu os olhos do café. Lentamente, ela dobrou o jornal, colocou sobre a mesa ao lado dela, e empurrou seus óculos de leitura para baixo de seu nariz arrebitado. - Não, ela disse. - Esse aspecto, sem dúvida glorioso de suas atividades recentes é desconhecido para nós, na verdade. - Assim, onde é que você esteve esse tempo todo? Jessamine perguntou com indiferença, colocando um cubo de açúcar na tigela e começando a mordê-lo. - Você é um viciado desesperado agora? Dizem que leva apenas uma ou duas doses . - Não era realmente um antro de ópio, Tessa protestou, antes que ela pudesse se conter. - Isso quer dizer, eles pareciam ser mais um comércio de magia de pós e coisas assim. - Então, talvez não foi ópio precisamente, disse Will, mas ainda tomei algo. viciante! , Acrescentou ele, pontuando essa última palavra com o dedo no ar.


- Oh, querida, não é um daqueles lugares que é administrado por ifrits, suspirou Charlotte. - Realmente, Will. - Exatamente um desses lugares, disse Jem, entrando na sala do pequeno-café e deslizando em uma cadeira ao lado de Charlotte - tão longe de Tessa como era possível sentarse, ela notou, com uma sensação de beliscar em seu peito. Ele não olhou para ela também. Fora de Whitechapel High Street. - E como você e Tessa sabiam disso, perguntou Jessamine, que apareceu revitalizada por ingestão de açúcar ou era a expectativa de uma fofoca boa, ou ambos. - Eu usei um feitiço de rastreamento para encontrar Will noite passada, disse Jem. - Eu estava ficando preocupado com a sua ausência. Pensei que ele poderia ter esquecido o caminho de volta para o Instituto. - Você se preocupa demais, disse Jessamine. - É bobagem. - Você está certa. Eu não vou cometer esse erro novamente, disse Jem, alcançando o prato de kedgeree. - Como se viu, Will não estava necessitado da minha assistência em tudo. Will olhou para Jem pensativo. - Pareceu-me ter acordado com o que eles chamam de carne velha de segunda-feira, disse ele, apontando para a pele machucada sob seu olho. - Alguma idéia de onde eu tirei isso? - Nenhuma. Jem serviu-se de um chá. - Ovos, disse Henry sonhador, olhando para o prato. - Eu faço amo ovos . Eu poderia comê-los todos os dias. - Havia realmente necessidade de levar Tessa com você para Whitechapel? Charlotte perguntou a Jem, deslizando seus óculos e voltando a lê o jornal. Seus olhos castanhos eram de censura. - Tessa não é feita de porcelana delicada, disse Jem. - Ela não vai quebrar. Por alguma razão esta afirmação, embora ele dissesse ainda sem olhar para ela, enviou uma avalanche de imagens através da mente de Tessa da noite, quando ela estava com Jem nas sombras de sua cama, com as mãos segurando seus ombros, suas bocas ferozes se encontrando. Não, ele não tinha tratado ela como se fosse quebrável. Uma inundação de ebulição de calor queimou seu rosto, e ela olhou para baixo rapidamente, orando para acabar o café e ela poder ir embora. - Você pode se surpreender ao saber, disse Will, que eu vi algo bastante interessante no antro de ópio. - Eu tenho certeza que você viu, disse Charlotte com aspereza. - Foi um ovo? Henry perguntou. - Feiticeiros, disse Will. - Quase todos os lobisomens. - Não há nada de interessante sobre lobisomens. Jessamine soou ofendida. Estamos nos concentrando em encontrar Mortmain agora, Will, se você não tiver esquecido, e não um antro de drogas de feiticeiros. - Eles estavam comprando yin fen, disse Will. - Baldes dele. A cabeça de Jem estalou quando ele encontrou os olhos de Will. - Eles já tinham começado a mudar de cor, disse Will. - Muitos já estavam com os cabelos e os olhos na cor prata. Até mesmo sua pele já tinha começado a trocar para prata. - Isso é muito preocupante. Charlotte franziu o cenho. - Devemos falar com Scott Woolsey tão logo este assunto de Mortmain seja esclarecido. Se houver uma questão de dependência de pós de bruxo, em sua área, ele vai querer saber sobre isso.


- Você acredita que ele já não saiba?, Disse Will, sentado em sua cadeira. Ele parecia satisfeito por ter finalmente obtido uma reação à sua notícia. - É a sua área, depois de tudo. - Sua área é a que contém a maior parte dos lobos de Londres, objetou Jem. - Ele não pode realmente controlar a todos eles. - Você realmente acha que ele não sabe nada disso, disse Will. - Se você quiser ajudar em alguma coisa na área de Scott, eu falo com ele o mais rápido possível. Charlotte inclinou a cabeça para o lado. - E por que isso? - Porque, disse Will. - Uma das ifrits disse que um lobisomem precisava de muito yin fen. Aparentemente, ele funciona em lobisomens como um estimulante. Isso é dado pelo Magistrado, pois às drogas os mantinham trabalhando a noite toda. A xícara de chá de Charlotte bateu em seu pires. - Trabalhar em quê? Will sorriu, claramente satisfeito com o efeito que ele obteve. - Eu não tenho nenhuma idéia. Foi ai que eu perdi a consciência. Eu estava tendo um sonho encantador sobre uma jovem que tinha tirado quase todas as suas roupas. . . Charlotte estava pálida. - Querido Deus, eu espero que Scott não esteja trabalhando com o Magistrado. De Quincey primeiro, agora os lobos - todos os nossos aliados. Os Acordos. . . - Tenho certeza de que tudo vai ficar bem, Charlotte, disse Henry suavemente. - Scott não parece o tipo que se envolva com Mortmain. - Talvez você devesse estar lá quando eu falar com ele, disse Charlotte. Nominalmente, você é o chefe do Instituto. - Oh, não, disse Henry com um olhar de horror. - Querida, você vai se sair melhor sem mim. Você é um gênio, realiza maravilhosamente bem as negociações, e eu não. E, além disso, a invenção que estou trabalhando agora pode quebrar o exército mecânico em pedaços, se eu tiver as formulações certas! Ele sorriu ao redor da mesa, orgulhoso. Charlotte olhou para ele por um longo momento, então empurrou sua cadeira para trás da mesa, levantou-se e caminhou para fora da sala sem dizer uma palavra. Will olhou para Henry com os olhos semicerrados. - Nada perturba seus pensamentos, não é, Henry? Henry piscou. - O que você quer dizer?" - Arquimedes, disse Jem, como sempre sabendo o que dizer apesar de não olhar para ele. - Ele estava desenhando um diagrama matemático na areia quando sua cidade foi atacada pelos romanos. Ele estava tão concentrado no que estava fazendo que ele não viu o soldado que vinha atrás dele. Suas últimas palavras foram “Não desfaça meus círculos.” - É claro que ele era já era um homem velho. - E ele provavelmente nunca foi casado, disse Will, e sorriu para Jem do outro lado da mesa. Jem não retornou o sorriso. Sem olhar para Will, ou Tessa - sem olhar para nenhum deles, ele se levantou e saiu da sala depois Charlotte. - Ah, isso preocupa, disse Jessamine. - É este um daqueles dias em que todos estão em fúria? Porque eu simplesmente não tenho energia para isso. Ela colocou a cabeça sobre os braços e fechou os olhos. Henry olhou perplexo de Will para Tessa. - O que é isso? O que eu fiz de errado? Tessa suspirou. - Nada terrível, Henry. É só que eu acho que Charlotte gostaria que você fosse com ela.


- Então, por que ela não me disse isso? Os olhos de Henry estavam tristes. Sua alegria sobre ovos e invenções parecia ter desaparecido. Talvez ele não devesse ter se casado com Charlotte, Tessa pensou, seu humor tão sombrio durante o tempo. Talvez, como Arquimedes, ele teria sido mais feliz desenhado círculos na areia. - Porque as mulheres nunca dizem o que pensam, disse Will. Seus olhos se desvaram para a cozinha, onde Bridget estava limpando os restos da refeição. Seu canto flutuava lugubremente pela a sala de jantar. "Eu temo que você tenha envenenado, o meu próprio filho bonito, Temo que tenha envenenado o meu conforto e alegria! " 'O sim, eu estou envenenado; mãe, vou morrer em breve, Há uma dor no meu coração, e eu quero dizer antes de ir. " - Eu juro que a mulher parece ter uma carreira boa cantando a morte de caçadores – ela se daria bem cantando essas baladas trágicas em torno das Seven Dials, disse Will. - Só não gosto que ela cante sobre envenenamento logo depois que comemos. Ele olhou de lado para Tessa. - Você não deveria estar trocando de roupa para o treinamento? Não deveria treinar com os lunáticos Lightwoods hoje? - Sim, esta manhã, mas eu não preciso trocar de roupa. Nós estamos apenas praticando arremesso de faca, disse Tessa, um pouco espantada de que ela tivesse a capacidade de ter uma leve e civil conversa com Will após os acontecimentos de ontem à noite. O Lenço de Cyrill, com o sangue de Will, ainda estava em sua gaveta de cômoda; lembrou-se do calor de seus lábios nos seus dedos, e correu os olhos para longe dele. - Que sorte que eu sou bom com a mão em arremesso de faca. Will se levantou e estendeu o braço para ela. - Venha, eu vou assistir o treinamento de Gideon e Gabriel. Quero fazer um pouco de loucura, esta manhã. Will estava correto. Sua presença durante a sessão de treinamento pareceu deixar Gabriel louco, pelo menos, Gideão, não pareceu se abater com tudo , mas ensinou suas instrusão de forma impassível. Will se sentou em um banco baixo de madeira que corria ao longo de uma das paredes, e comeu uma maçã, suas longas pernas esticadas ante ele, às vezes dando conselhos que Gideon ignoradava fazendo que Gabriel errasse os golpes. - Ele deve ficar aqui? Gabriel resmungou a Tessa pela segunda vez que quase o deixou cair uma faca enquanto entregava a ela. Ele colocou a mão em seu ombro, mostrando-lhe a linha de visão para o destino que ela visava - um círculo preto desenhado na parede. Ela sabia o quanto ele estava pertubado com a presença de Will. - Você não pode pedi para ele ir embora? - Agora, por que eu faria isso? Tessa perguntou razoavelmente. - Will é meu amigo, e você é alguém a quem eu não gosto muito. Ela jogou a faca. Ela errou o alvo por vários metros, atingindo abaixo na parede perto do chão. - Não, você ainda não percebeu o ponto, e o que você quer dizer, você não gosta de mim? Gabriel perguntou, entregando-lhe a faca, como se por reflexo, mas sua expressão estava muito surpresa, de fato. - Bem, disse Tessa, avistando ao longo a linha da faca, você se comporta como se não gostasse de mim. Na verdade, você se comportar como se você não gostasse de ninguém. - Eu não, disse Gabriel. - Eu só não gosto dele. Ele apontou para Will.


- Meu Deus, disse Will, e ele deu outra mordida da maçã. - É porque eu sou mais bonito do que você? - Peço que você fique quieto, Gideão chamou do outro lado da sala. - Nós estamos aqui trabalhando, não brincando como crianças pequenas, em suas discordâncias. - Pequenas? Gabriel rosnou. - Ele quebrou o meu braço. Will deu outra mordida da maçã. - Eu mal posso acreditar que você ainda esteja chateado com isso. Tessa jogou a faca. Esse lance foi melhor. Ela caiu dentro do círculo preto, se não no próprio centro. Gabriel olhou a procura de outra faca e, não vendo, soltou uma exalação de aborrecimento. - Quando vienhermos para o Instituto, disse ele, falando alto o suficiente para Will ouvir, esta sala de treinamento será muito melhor mantida e fornecida. Tessa olhou para ele com raiva. - Acha incrível que eu não gosto de você, não é? O belo rosto de Gabriel foi amassado em um olhar feio de desprezo. - Eu não vejo o que isso tem a ver com você, bruxa, o Instituto não é sua casa. Você não pertence a este lugar. Acredite em mim, você estaria melhor se a minha família comande as coisas por aqui, podíamos encontrar uso para o seu. . . Talento. Um emprego que a faria rica. Você poderia viver onde quissesse. E Charlotte poderia ir comandar o Instituto de York, onde ela iria fazer consideravelmente menos mal. Will estava sentado agora, a maçã esquecida. Gideão e Sophie tinham deixado sua pratica e estavam assistindo a cautelosa conversa – Gideon e Sophie com olhos arregalados. - Se você não notou, Will disse, - alguém já comanda o Instituto de York. - Aloysius Starkweather é um velho senil. Gabriel o dispensou com um aceno de sua mão. - E ele não tem descendente, ele não pode impedir o cônsul de nomear alguem em seu lugar. E ainda mais depois do que aconteceu com a sua neta, seu filho e nora – fazendo-eles arrumarem as malas e irem embora para Idris. Eles não vão voltar lá por amor ou por dinheiro. - O que aconteceu com a sua neta? Tessa perguntou, pensando de volta no retrato da menina de aparência doentia na escadaria do instituto de York. - Só viveu até os 10 ou mais, disse Gabriel. - Nunca foi muito saudável, pelo que eu sei, e quando eles marcarão ela pela primeira vez - Bem, ela deve ter sido treinada inadequadamente. Ela enlouqueceu, voltou-se desamparada, e morreu. O choque matou a velha mulher de Starkweather, e mandou seus filhos correndo para Idris. Ele não seria um problema grande para ser substituído por Charlotte. O Cônsul vê que ele não está tão bom, muito cansado com as velhas formas. Tessa olhou para Gabriel em descrença. Sua voz tinha mantido a sua fria indiferença quando ele contou a história dos Starkweathers, como se fosse um conto de fadas. E ela, ela não queria ter pena do velho homem com os olhos astutos e sua sala sangrenta cheia de restos de feiticeiros mortos, mas ela não podia ajudá-lo. Ela empurrou Aloysius Starkweather de sua mente. - Charlotte não vai embora desse Instituto, disse ela. - E o seu pai não vai tira-ló dela. - Ela merece que seja tirado dela. Will jogou seu pedaço de maçã para o ar, ao mesmo tempo, tirando uma faca da cintura e jogando-a. A faca e a maçã atravessaram o quarto juntos, de alguma forma


conseguindo furar a parede ao lado da cabeça de Gabriel, a faca limpa impulsionada através do núcleo da madeira. - Diga isso de novo, disse Will, - e eu vou apagar as luzes do dia para você. O Rosto de Gabriel trabalhou. - Você não tem idéia do que você está falando. Gideon deu um passo adiante, alertando em cada linha de sua postura. - Gabriel. Mas seu irmão ignorou. - Você não sabe mesmo o que o pai precioso de Charlotte fez, não é? Eu só soube disso alguns dias atrás. Meu pai finalmente nos disse. Ele protegia o Fairchild até então. - Seu pai? O tom de Will estava incrédulo. - Protegendo o Fairchild? - Ele estava nos protegendo também. As palavras de Gabriel sairam. – O irmão de minha mãe, meu tio Silas, foi um dos amigos mais próximos de Fairchild. Então meu tio Silas quebrou a lei, uma coisa pequena, uma infração e Granville Fairchild descobriu. Tudo o que importava era a Lei, não a amizade e lealdade. Ele foi direto para a Clave. A Voz de Gabriel levantou-se. - Meu tio se matou de vergonha, e minha mãe morreu de dor. Os Fairchilds não se importam com ninguém, só com si mesmos e à lei! " Por um momento, a sala ficou em silêncio, mesmo Will ficou mudo, olhando totalmente surpreso. Foi Tessa que falou: - Mas isso é culpa do pai de Charlotte. Não de Charlotte. Gabriel estava branco de raiva, seus olhos verdes destacando-se contra sua pele pálida. - Você não entende, disse ele violentamente. - Você não é uma Caçadora de Sombras. Temos orgulho do sangue. Orgulho da família. Granville Fairchild queria que o Instituto fosse para sua filha, e o cônsul fez isso acontecer. Mas, apesar de Fairchild está morto, ainda podemos tirar isso dele. Ele foi odiado, tão odiado que ninguém teria se casado com Charlotte se não tivessem pago aos Branwells dando a mão dela ao Henry. Todo mundo sabe disso. Todo mundo sabe que ele realmente não a ama. Como poderia ele ... Havia uma rachadura, como o som de um tiro de espingarda, e Gabriel ficou em silêncio. Sophie deu um tapa em seu rosto. Sua pele pálida já estava começando a avermelhar. Sophie estava olhando para ele, respirando com dificuldade, um olhar incrédulo no rosto, como se não pudesse acreditar no que tinha feito. As mãos de Gabriel apertaram o lado do seu rosto, mas ele não se mexeu. Ele não podia, Tessa sabia. Ele não podia atacar uma menina, uma menina que não era nem mesmo um dos Caçadores de Sombras ou um feiticeiro, e sim apenas um mundano. Ele olhou para o seu irmão, mas Gideon, inexpressivo, encontrou seus olhos e balançou a cabeça lentamente, com um som abafado Gabriel girou sobre os calcanhares e saiu da sala. - Sophie! Tessa exclamou, estendendo a mão para ela. - Você está bem? Mas Sophie estava olhando ansiosamente para Gideão. - Sinto muito, senhor, disse ela. - Não há desculpa, eu perdi minha cabeça, e eu... - Foi um golpe bem dado, Gideon disse calmamente. - Eu vejo que você está prestando atenção as minhas instruções. Will estava sentado no banco, seus olhos azuis animados e curiosos. - É verdade? Disse. - Essa história que Gabriel nos disse. Gideon deu de ombros. - Gabriel adora o nosso pai, disse ele. - Qualquer coisa que Benedict diz é como um pronunciamento do alto. Eu sabia que meu tio tinha se matado, mas não as circunstâncias, até


o dia seguinte que vinhemos para treiná-lás a primeira vez. Meu pai perguntou-nos como o Instituto parecia ser, e eu disse a ele que parecia em boas condições, não é diferente do Instituto, em Madrid. Na verdade, eu lhe disse que não podia ver nenhuma deficiência de que Charlotte estava fazendo um trabalho negligente. Foi quando ele nos contou essa história. - Se você não se importa de eu perguntar, disse Tessa, - o que foi que o seu tio fez? Silas? – Ele se Apaixonou por sua parabatai. Não é, na verdade, como diz Gabriel, uma infração pequena, mas sim importante. As relações amorosas entre parabatai são absolutamente proibidos. Embora mesmo feiticeiros bem treinados podem ser vítima de emoção. A Clave separou os dois, embora Silas não tenha conseguido enfrentar. É por isso que ele se matou. Minha mãe foi consumidade pela raiva e tristeza. Eu posso muito bem acreditar que seu último desejo foi que meu pai comandasse o Instituto de Fairchild. Gabriel era mais jovem do que eu quando a nossa mãe morreu, apenas cinco anos de idade, agarrando-se as saias ainda e parece-me que seus sentimentos são muito grandes, agora entendo muito bem alguns deles. Considerando eu -Eu sinto que os pecados dos pais não devem ser dado aos seus filhos. - Ou filhas, disse Will. Gideon olhou para ele e deu-lhe um sorriso torto. Peço desculpas pela atitude dele. Mesmo Will olhou um pouco surpreso. - Acredito que Gabriel nunca mais volte por aqui, é claro, disse Gideão. - Não depois disso. Sophie, cuja cor começou a voltar, empalideceu novamente. - Sra. Branwell vai ficar furiosa. Tessa acenou de volta. - Eu vou atrás dele e pedir desculpas, Sophie. Vai dar tudo certo. Ela ouviu Gideon chamar por ela, mas ela já estava correndo da sala. Ela odiava admitir, mas ela sentiu uma centelha de simpatia por Gabriel e Gideão quando contaram sua história. Perder uma mãe quando eram tão jovens que mal se podia lembrar-se dela, era algo que ela tinha familiaridade. Se alguém tivesse dito a ela que sua mãe tinha tido um desejo antes de morrer, ela não tinha certeza de que ela não teria feito tudo em seu poder para executá-lo. . . Fazendo sentido ou não. - Tessa! Ela estava no meio do corredor quando ouviu Will chamando por ela. Ela se virou e viu-o caminhando pelo corredor em sua direção, um sorriso no meio do rosto. Suas próximas palavras limparam o sorriso. - Por que você está me seguindo? Will, você não pode deixá-los sozinhos! Você deve voltar para a sala de treinamento, imediatamente. Will plantou os pés. - Por quê? Tessa levantou as mãos. - Os homens não percebem nada? Gideon tem intenções com Sophie. - Com Sophie? - Ela é uma menina muito bonita, Tessa disse. - Você é um idiota se você não notou a maneira como ele olha para ela, mas eu não quero que ele se aproveite dela. Ela já teve bastante dificuldade, em sua vida, e, além disso, se você está comigo, Gabriel não vai falar comigo. Você sabe que ele não vai. Will murmurou algo sob sua respiração e apreendeu-lhe o pulso. - Aqui. Venha comigo. O calor de sua pele contra a dela enviou uma sacudida por seu braço. Ele puxou-a para a sala e através das grandes janelas que davam para baixo do pátio. Ele soltou seu pulso a tempo dela se inclinar para frente e ver o carro dos Lightwoods chocalhar furiosamente através do pátio de pedra e sair sob os portões de ferro.


- Não, disse Will. - Gabriel foi embora de qualquer maneira, a menos que queira correr atrás do carro. E Sophie é perfeitamente sensata. Ela não vai deixar Gideon Lightwood se aproveitar dela. Além disso, ele é quase tão encantador como uma caixa de correio. Tessa, surpreendendo até mesmo a si mesma, soltou um suspiro de riso. Ela colocou a mão para cobrir a boca, mas já era tarde demais, ela já estava rindo, inclinando-se um pouco contra a janela. Will olhou para ela, seus olhos azuis interrogativo, a boca apenas começando a abrir-se em um sorriso. - Eu devo ser mais divertido do que eu pensava. O que seria tão divertido, de fato. - Eu não estou rindo de você, disse ela entre risos. - Lembrei –me do Oh! Do olhar no rosto de Gabriel quando Sophie lhe deu um tapa. Meu Deus. Ela afastou o cabelo do rosto e disse: - Eu realmente não deveria estar rindo. Metade da razão foi por você te –ló incitado. Eu deveria estar com raiva com você. - Oh, deveria, disse Will, girando para longe e caindo em uma cadeira perto do fogo, e estendendo suas longas pernas em direção às chamas. Como todos os cômodos da Inglaterra, Tessa pensou, era frio aqui, exceto em frente do fogo. Vivia quase sendo assada, cozinhando na frente e congelando nas costas, como um peru mal cozidos. - Eu deveria ter pago as drogas que eu consumi. Agora eles vão querer quebrar as minhas pernas, eu nunca deveria ter saido de lá com uma mulher e meu melhor amigo. Agora os demônios não vão me aceitar constantemente. Eu deveria... - Você deve, Tessa disse suavemente, pensar como suas atitudes afetaram Jem. Will rolou a cabeça para trás contra o couro da cadeira e olhou para ela. Ele parecia sonolento, cansado e bonito. Ele poderia ter sido um pouco Apollo Pré-Rafaelita. - Vamos ter uma conversa séria agora, Tess? Sua voz ainda tinha humor, mas era afiada, como uma lâmina afiada em ouro contra o aço. Tessa veio e sentou-se na poltrona em frente à dele. - Você não está preocupado como o que ele enfrentou por sua causa? Ele é o seu parabatai. E ele é Jem. Ele nunca passou por isso. - Talvez seja melhor que ele esteja com raiva de mim, disse Will. - Tanta paciência não pode ser bom para ninguém. - Não zombe dele. O tom de Tessa estava afiado. - Não estou brincando, Tess. - Jem é... Ele sempre foi bom para você. Ele nada mais é que bondade. Para ele ter batido ontem em você, só mostra como você pode levar até mesmo os santos a loucura. - Jem me bateu? Will tocou o rosto, olhando espantado. - Eu confesso, que me lembro muito pouco de ontem à noite. Só que vocês dois me acordaram, embora eu quissesse muito ficar dormindo. Lembro-me de Jem gritar comigo, e você me segurando. Eu sabia que era você. Você sempre tem cheiro de lavanda. Tessa ignorou isso. - Bem, Jem bateu em você. E você mereceu. - Você me parece um pouco desdenhosa – como Raziel em todas as pinturas, como se estivesse olhando para nós. Então me diga, anjo desdenhoso, o que eu fiz para merecer ser atingido no rosto por James? Tessa se lembrou das palavras, que ela e Will compartilhavam na poesia. - Você sabe, nesse ensaio de Donne, o que ele diz? - “Licença minhas mãos errantes, e deixá-los ir?” Will citou, olhando para ela.


- Eu quis dizer o ensaio sobre como nenhum homem é uma ilha. Tudo que você faz acaba tocando os outros. No entanto, você nunca pensa sobre isso. Você se comporta como se você vivesse em algum tipo de ilha Will, e nenhuma de suas ações podem ter consequências. No entanto, elas tem. - Como é que o fato deu frequentar um antro de drogas afeta Jem? Will perguntou. Eu acho que ele não tinha que ir e tirar-me de lá, mas ele fez coisas mais perigosas no passado por mim antes. Nós protegemos uns aos outros. - Não, você não, Tessa gritou de frustração. - Você acha que ele se preocupa com o perigo? E você? Toda a sua vida foi destruída por esta droga, este yin fen, e lá estava você indo comprar drogas de um bruxo – é como se não importasse mesmo, como se fosse apenas um jogo para você. Ele tem que usar isso todos os dias apenas para que ele possa viver, mas, entretanto, está matando ele. Ele odeia ser dependente disso. Ele não pode nem mesmo ir comprá-lo, sem que você faça isso. Will fez um som de protesto, mas Tessa levantou uma mão. - E então você vai até Whitechapel e joga o seu dinheiro para que essas pessoas possam fazer mais drogas para viciar pessoas com elas, como se fosse algum tipo de férias no Continente para você. O que você estava pensando? - Mas não tinha nada a ver com Jem. - Você não pensou nele, disse Tessa. - Mas talvez você devesse. Você não entende, ele acha que você fez uma paródia com o que está matando ele? E você deveria ser seu irmão. Will ficou calado. - Ele não pode pensar isso. - Ele fez, disse ela. - Ele entende que você não se importa com o que as outras pessoas pensam sobre você. Mas eu acredito que ele sempre espera que você se importasse com o que ele pensa. Com o que ele sente. Will se inclinou para frente. A luz do fogo fez padrões estranhos contra a sua pele, escurecendo o machucado em sua bochecha para o preto. - Eu ligo para o que as outras pessoas pensam, disse ele com uma intensidade surpreendente, olhando para as chamas. - É tudo o que eu penso, o que os outros pensam, o que sentem por mim, e eu com eles, é que me deixa louco. Eu queria fugir. - Você não consegue Will Herondale, se importar com que os outros pensam? Tessa tentou fazer sua voz o mais leve possível. O olhar em seu rosto a surpreendeu. O olhar não estava fechado, mas aberto, como se ele estivesse pego na metade - enredado em um pensamento que ele tanto queria compartilhar, mas não podia suportar. Este é o menino que pegou minhas cartas particulares e os escondeu em seu quarto, ela pensou, mas ela poderia pensar nisso depois. Ela tinha pensado que ficaria furiosa ao vê-lo de novo, mas ela não estava, apenas intrigada e se perguntando. Certamente ele mostrou uma curiosidade sobre o que as outras pessoas pensavam a respeito de gostar dele? Havia algo de cru em seu rosto, sua voz. - Tess, disse ele. - Isso é tudo o que eu penso. Eu nunca consegui olhar para você sem pensar sobre o que você sente sobre mim e não temer. Ele parou de falar quando a porta da sala de estudos abriu e Charlotte entrou, seguido por um homem alto, cuja cabelo loiro brilhava como um girassol na luz fraca. Will virou-se rapidamente. Tessa olhou para ele. O que ele estava dizendo? - Oh! Charlotte ficou claramente surpresa ao ver os dois. - Tessa, Will - Eu não sabia que vocês estavam aqui.


Will fechou as mãos em punhos ao seu lado, com o rosto na sombra, mas sua voz estava no nível quando ele respondeu: - Nós viemos pelo fogo. É tão frio quanto gelo no resto da casa. Tessa se levantou. - Nós estamos saindo. - Will Herondale, excelente ver que você está bem. E Tessa Gray! - O homem loiro rompeu com Charlotte e veio em direção a Tessa, radiante, como se ele a conhecesse. - A transformadora, correto? Encantado em conhecê-la. O que é uma curiosidade. Charlotte suspirou. - Sr. Scott Woolsey, este é Miss Tessa Gray. Tessa, este é o Sr. Scott Woolsey, chefe do bando de lobisomens de Londres, e um velho amigo da Clave.

*************** - Muito bem, então, disse Gideon quando a porta se fechou atrás de Tessa e Will. Voltou-se para Sophie, que de repente estava perfeitamente consciente da grandeza da sala, e quão pequena ela se sentia dentro dela. - Vamos continuar com o treino? Ele estendeu uma faca para ela, brilhando como uma varinha de prata na penumbra do quarto. Seus olhos verdes estavam firmes. Tudo sobre Gideão era bom de olhar, a sua voz, a maneira como ele a segurou. Ela lembrou que sentiu o gosto de ter os braços dele firmes ao seu redor, e estremeceu involuntariamente. Ela nunca tinha estado sozinha com ele antes, e isso assustava. - Eu não acho que devemos continuar, Sr. Lightwood, disse ela. - Eu aprecio a oferta, mas. . . Ele baixou o braço lentamente. - Você acha que eu não levo a sério o treinamento com você? - Eu acho que você está sendo muito generoso. Mas eu deveria encarar os fatos, não devia? Este treinamento nunca foi sobre mim ou Tessa. Tratava-se de seu pai e do Instituto. E agora que eu bati em seu irmão. Ela sentiu a garganta apertar. - A Sra. Branwell estará tão desapontada comigo quando souber. - Bobagem. Ele mereceu. Gideon girou a faca de prata descuidadamente sobre seu dedo e enfiou através de seu cinto. - Charlotte, provavelmente, vai dar-lhe um aumento de salário se ela souber. Sophie sacudiu a cabeça. Eles estavam apenas a alguns passos de um banco, ela sentou-se sobre ele, sentindo-se exausta. - Você não sabe nada de Charlotte. Ela nunca teria me pedido para treinar se soubesse que eu não tenho jeito. Gideon sentou-se no banco, não ao lado dela, mas do outro lado, tão distante dela como ele poderia. Sophie não podia decidir se ela estava contente com isso ou não. - Miss Collins, disse ele. Não é algo que você deveria saber. Ela entrelaçou os dedos. - O que é isso? Ele se inclinou um pouco para frente, seus ombros largos curvados. Ela podia ver as manchas de cinza em seus olhos verdes.


- Quando meu pai me chamou de volta a Madrid, ele disse, Eu não queria vir. Eu nunca tinha sido feliz em Londres. A nossa casa tem sido um lugar miserável desde que minha mãe morreu. Sophie só olhava para ele. Ela não conseguia pensar em nenhuma palavra. Ele era um Caçador de Sombras e um cavalheiro, e ainda assim ele parecia estar aliviando sua alma para ela. Mesmo Jem, com toda a bondade gentil, nunca tinha feito isso. - Quando eu ouvi sobre estas lições, achei que seria um desperdício terrível do meu tempo. Imaginei duas meninas muito bobas desinteressadas em qualquer tipo de instrução. Mas isso não descreve Miss Gray nem a si mesma. Devo dizer-lhe, eu costumava treinar jovens Caçadores de Sombras, em Madrid. E havia muito poucos deles que não têm a mesma capacidade nativa que você faz. Você é uma aluna talentosa, e é um prazer lhe ensinar. Sophie sentiu-se corar. - Você não pode estar falando sério. - Eu estou. Fiquei agradavelmente surpreendido a primeira vez que eu vim aqui, e novamente a próxima vez e no próximo. Eu não gostava daqui. Na verdade, seria justo dizer que desde a minha volta para casa, eu odiava tudo em Londres, exceto estas horas aqui, com você. - Mas você dizia o tempo todo “ay Dios mio” sempre que eu pegava o punhal. Ele sorriu. E iluminou seu rosto. Sophie olhou para ele. Ele não era bonito como Jem era, mas ele ainda era bonito, especialmente quando ele sorria. O sorriso parecia alcançar e tocar seu coração, acelerando seu ritmo. Ele é um Caçador de Sombras, ela pensou. E um cavalheiro. Isto não é a maneira de pensar sobre ele. Pare com isso. Mas ela não podia parar mais do que ela tinha sido capaz de colocar Jem fora de sua mente. Embora, onde com Jem ela se sentia segura, com Gideon sentiu uma emoção como um relâmpago que corria acima e para baixo em suas veias, chocando-a. E ainda assim ela não queria deixar ir. - Eu falo espanhol quando estou de bom humor, disse ele. – Acho que você deve saber disso a meu respeito. - Então não era por que você estava cansando da minha inépcia ou que você me queria lançar para fora pelo telhado? - Exatamente o oposto. Ele inclinou-se para ela. Seus olhos eram verde-cinza de um mar tempestuoso. - Sophie? Posso perguntar uma coisa? Ela sabia que deveria corrigi-lo, pedir-lhe para chamá-la de senhorita Collins, mas ela não o fez. - Eu, sim? - Aconteça o que acontecer com as lições, eu poderia vê-la novamente? ************** Will ficou em pé, mas Scott Woolsey ainda estava examinando Tessa, com a mão sob o queixo, estudando-a como se ela fosse algo sob vidro em uma exposição de história natural. Ele não era o que ela teria pensado que o líder de um bando de lobisomens seria semelhante. Ele, provavelmente, tinha seus vinte e poucos anos, alto magro, mas a ponto de leveza, com cabelos loiros quase até os ombros, vestidos com uma jaqueta de veludo, calças no joelho, e um lenço com estampa paisley. Um monóculo matizado obscurecida um olho verde pálido. Ele parecia um desenho que tinha visto em Punch daqueles que chamou se "estetas".


- Adorável, ele pronunciou finalmente. Charlotte, eu insisto que ela fique enquanto falamos. Que casal encantador eles fazem. Veja como seu cabelo escuro desencadeia sua pele pálida. - Obrigada, disse Tessa, sua voz atirando várias oitavas acima do normal, disse a Scott, que é muito agradável, mas não há nada entre Will e eu. Eu não sei o que você ouviu. - Nada! Declarou ele, atirando-se em uma cadeira a organizar seu cachecol em torno dele. - Nada, eu lhe asseguro, embora sua face desminta suas palavras. Vamos agora, todos nos sentarmos Não há necessidade de ser intimidado por mim. Charlotte, peça um chá. Estou seco. Tessa olhou para Charlotte, que deu de ombros, como se dissesse que não havia nada a ser feito sobre isso. Lentamente Tessa sentou-se. Will também. Ela não olhou para ele, ela não podia, com Scott Woolsey sorrindo para ambos, como se ele soubesse algo que ela não sabia. - E onde está o jovem Sr. Carstairs? Ele perguntou. - Menino adorável. Coloração tão interessante. E tão talentoso no violino. É claro, eu ouvi Garcin tocando na Ópera de Paris, e depois, bem, tudo simplesmente soa como pó de carvão raspando os tímpanos. Pena sobre sua doença. Charlotte, que tinha ido chamar Bridget, voltou e sentou-se, alisando suas saias. - De certa forma, é isso que eu queria falar com você . - Oh, não, não, não. Do nada Scott havia produzido uma caixa de charutos, que ele acenou em direção de Charlotte. Nenhuma discussão séria, por favor, até que eu tenha tomando o meu chá e fumado um cigarro. Charuto egípcio? Ele ofereceu-lhe a caixa. – Esté é o melhor disponivel. - Não, obrigado. Charlotte pareceu ligeiramente horrorizada com a idéia de fumar um charuto, na verdade, era difícil imaginar, e Tessa sentiu vontade, ao seu lado de rir silenciosamente. Scott deu de ombros e voltou para seus preparativos de fumar. A caixa de majólica era uma coisa inteligente com compartimentos para charutos, amarrados em um pacote com uma fita de seda, com buracos para bater as cinzas. Eles assistiram como o lobisomem acendeu o charuto com evidente prazer, e o cheiro doce do fumo encheu a sala. - Agora, ele disse. - Diga-me como você está, Charlotte, querida. E seu distraído marido. Ainda vagando ao redor da cripta inventando coisas para explodir? - Às vezes, disse Will, eles sequer explodem. Houve um chocalho, e Bridget chegou com uma bandeja de chá, poupando Charlotte da necessidade de responder. Ela colocou as coisas do chá sobre a mesa entre as cadeiras, olhando para trás e para frente, ansiosa. - Sinto muito, Sra. Branwell. Eu pensei que só ia ser dois para o chá. - Tudo bem, Bridget, disse Charlotte, seu tom de voz em um firme desprezo. - Eu te chamo se precisamos de mais alguma coisa. Bridget saiu com uma reverência, lançando um olhar curioso sobre o ombro para Scott Woolsey quando se foi. Ele não tomou conhecimento dela. Ele já tinha derramado leite em sua xícara de chá e estava olhando censurando sua anfitriã. - Oh, Charlotte. Ela olhou para ele em confusão. - Sim? - As pinças - as pinças de açúcar, disse Scott, infelizmente, na voz de alguém comentando algo sobre a trágica morte de um conhecido. - Eles são de prata.


- Oh! Charlotte olhou assustada. Prata, Tessa lembrou, era perigoso para os lobisomens. - Eu sinto muito. Scott suspirou. " - Está tudo bem. Felizmente, eu viajo com a minha. De outro bolso de sua jaqueta de veludo, que era abotoado sobre um colete de seda com estampa de lírios d'água que teria colocado uma das de Henrique com vergonha, ele tirou de um enrolado de seda; e revelou um conjunto de pinças de ouro e uma colher de chá. Ele colocou-os na mesa, tirou a tampa do bule, e parecia satisfeito. - Chá da Pólvora! Do Ceilão, eu presumo? - Você já tomou chá em Marrakech? Eles banham em açúcar ou mel. - Pólvora? Disse Tessa, que nunca conseguia parar de fazer perguntas, mesmo quando sabia perfeitamente que era uma má idéia. - Não há pólvora no chá, não é? Scott riu e colocou a caixa na mesa. Ele sentou-se, enquanto Charlotte, sua boca numa linha fina, servia o chá em seu copo. - Como é encantadora! Não, chamam assim porque as folhas do chá são enroladas em papelotes pequenos que se assemelham a pólvora. Charlotte disse: - Sr. Scott, quero realmente discutir o porquê deu chama-ló. - Sim, sim, eu li a sua carta. Ele suspirou. – A política de feiticeiros. Tão maçante. Eu não suponho que você deixe-me dizer-lhe sobre ter o meu retrato pintado por Alma-Tadema? Eu estava vestido como um soldado romano. - Will, disse Charlotte com firmeza. - Talvez você devesse compartilhar com o Sr. Scott o que você viu em Whitechapel na noite passada. Will que, de alguma forma, para surpresa de Tessa, obedientemente fez como disse, mantendo as observações sarcásticas a um mínimo. Scott observou-o por cima da borda de sua xícara de chá, enquanto Will falou. Seus olhos eram como um verde pálido, eles eram quase amarelo. - Desculpe, meu filho, disse ele quando Will foi falando. - Eu não vejo porque isso exige uma reunião urgente. Estamos todos cientes da existência desses Ifrit, e eu não posso estar assistindo todos os membros da minha área a cada momento. Se algum deles optar por participar no vício. . . Ele se inclinou mais perto. - Você sabe que seus olhos são quase a sombra exata de pétalas de amor perfeito? Não é bem azul, não é bem violeta. Extraordinário. Will arregalou os olhos e sorriu extraordinario. - Eu acho que foi a menção do Magistrado que preocupou Charlotte. - Ah. Scott voltou seu olhar para Charlotte. – Você está preocupado que eu esteja traindo vocês do jeito que de Quincey fez. Que eu esteja na liga do Magistrado - vamos chamálo pelo nome, não é? Mortmain, e que eu estou o deixando usar meus lobos para fazer sua guerra. - Eu tinha pensado, Charlotte disse, hesitante, - que talvez os feiticeiros de Londres se sentiram traídos pelo Instituto, depois do que aconteceu com De Quincey. - Sua morte. Scott ajustou seu monóculo. Quando ele fez, a luz brilhou ao longo da faixa de ouro que ele usava em torno de seu dedo indicador. Palavras brilharam contra isso: L' arte pour l'art. - Foi a melhor surpresa que eu tive desde que eu descobri os banhos turcos Savoy na Jermyn Street. Eu desprezava de Quincey. Detestava-o com cada fibra do meu ser.


- Bem, os Filhos da Noite e as Crianças da Noite nunca se deram bastante. - De Quincey tinha matado um lobisomem, Tessa disse de repente, suas memórias misturam com Camille, com a lembrança de um par de olhos verde-amarelo como os de Scott. - Por seu apego a Camille Belcourt. Scott Woolsey virou um olhar longo e curioso para Tessa. - Esse, disse ele, foi o meu irmão. Meu irmão mais velho. Ele era líder da matilha antes de mim, você vê, eu herdei o posto. Normalmente deve-se matar para se tornar líder do bloco. No meu caso, foi colocada em votação, e a tarefa de vingar meu irmão no nome do clã era meu. Só agora, você vê. Ele fez um gesto com a mão elegante. - Você já cuidou do de Quincey para mim. Você não tem idéia de como sou grato. Ele inclinou a cabeça para o lado. Ele morreu bem? - Ele morreu gritando. A franqueza de Charlotte assustou Tessa. - Que coisa linda de se ouvir. Scott largou a xícara de chá. - Com isso, você ganhou um favor. Eu vou lhe contar o que sei, e neste caso, não é muito. - Mortmain me procurou nos seus primeiros dias, querendo que me juntasse ao Clube Pandamonium. Eu recusei, pois De Quincey já tinha aderido sua proposta, e eu não seria parte do mesmo clube que ele. Mesmo assim, Mortmain deixou-me saber se caso eu mudasse de idéia, que haveria um lugar para mim. - Ele disse a você quais eram seus objetivos? Will interrompeu. – E o fim do clube? - A destruição de todos os Caçadores de Sombras, disse Scott. – E eu prefiro acreditar que você já sabia disso. Ele não é um clube de jardinagem. - Ele tem ódio guardado na cabeça, disse Charlotte. - Contra a Clave. Pelos Caçadores de Sombras que mataram seus pais há alguns anos. Eles eram bruxos, no estudo das artes negras. - Menos ódio, e mais de uma idéia fixa, disse Scott. - Uma obsessão. Ele viu sua gente ser eliminada, embora ele tenha fugido e voltado para a Inglaterra a fim de trabalhar seu caminho. Uma espécie, metódico de louco. O pior tipo. Ele sentou-se na cadeira e suspirou. - Chegou um novo grupo de jovens lobos, não juramentados com qualquer clã, que estão fazendo um trabalho subterrâneo e que são pagos muito bem por ele. Ele está incentivando os jovens a usar a droga e criando animosidades entre as áreas. Mas eu não sabia sobre a droga entre meu bando. - Isso vai mantê-los trabalhando para ele, noite e dia, até cairem de exaustão ou a droga mata-los, disse Will. - E não há cura para o vício a ela. Ela é mortal. O lobisomem com seus olhos verde - amarelo encontraram os seus olhos. - Este fen yin, este pó de prata, é o que o seu amigo James Carstairs é viciado, não é? E ele está vivo! - Jem ainda sobrevive porque ele é um Caçador de Sombras, e também por ele usar o mínimo possível, o mais raramente que pode. E mesmo assim, ela ainda vai matá-lo no final. A voz de Will soou mortal. – Da mesma forma seria se ele parasse de usar. - Bem, bem, disse o lobisomem despreocupadamente. – Neste caso, eu espero que o Magistrado não compre todo o material e assim não crie uma escassez. Will ficou branco. Estava claro que o pensamento não lhe tinha ocorrido. Tessa virou-se para Will, mas ele já estava de pé, movendo-se em direção à porta. Ele a fechou com um estrondo. Charlotte franziu o cenho.


- Isso foi necessário, Woolsey? Eu acho que você só apavorou ao pobre menino, e provavelmente para nada. - Não há nada de errado em ter um pouco de previsão, disse Scott. - Eu alertei meu próprio irmão, até De Quincey o matou. - De Quincey e o Magistrado são de uma espécie implacável, disse Charlotte. - Se você pudesse nos ajudar. - Toda a situação é certamente bestial, observou Scott. - Infelizmente, licantropos que não são membros do meu clã não é de minha responsabilidade. - Se você pudesse simplesmente enviar mensagens, Sr. Scott. Qualquer informação sobre onde eles estão trabalhando ou o que eles estão fazendo pode ser inestimável. A Clave ficaria grata. - Oh, a Clave, disse Scott, como se mortalmente entediado. - Muito bem. Agora, Charlotte. Vamos falar sobre você. - Ah, mas eu sou muito chata, disse Charlotte, e ela, deliberadamente, Tessa tinha certeza, virou o bule de chá. Ele bateu na mesa com um estrondo gratificante, derramando água quente. Scott saltou com um grito, lançando seu cachecol fora do caminho do perigo. Charlotte se levantou, cacarejando. - Woolsey, querido, ela disse, colocando a mão em seu braço, você foi como uma ajuda. Deixe-me mostrar-lhe a saída.


Capitulo 11 - SELVAGEM AGITAÇÃO Sua aflição tem sido a minha angústia, sim, eu codorna E perecer em seu desventurado perecer. E eu tenho procurado os highths e profundidades, o escopo De todo o universo o nosso, com a esperança desesperada Para encontrar algum consolo para sua agitação selvagem. -James Thomson, "A Cidade da Noite Terrível"

Para minha querida Sra. BranwellVocê pode está surpresa por receber uma carta minha, logo após minha partida de Londres, mas, apesar da sonolência do que o campo trás, eventos aqui continuaram em ritmo acelerado, e eu pensei que a melhor forma de mantê-la a par dos desenvolvimentos. O tempo está ótimo por aqui, permitindo-me muito tempo para explorar o campo, especialmente a área ao redor Ravenscar Manor, que é de fato um belo prédio antigo. A família Herondale parece viver sozinha lá: apenas o pai, Edmund, a mãe, e a filha mais nova, Cecily, que é têm 15 e muito parecida com seu irmão na inquietação, na forma e na aparência. E vou explicar como eu sei disso tudo em um momento. Ravenscar é perto de uma pequena aldeia. Eu me estabeleci na pousada local, o Cisne Negro, e me estabelici como um cavalheiro interessado em comprar propriedade na área. Os moradores têm sido os mais propensos a facultar informação, e quando eles não fazem um feitiço de persuasão ou dois ajudam para que eles fiquem do meu lado. Parece que os Herondales se misturam muito pouco com a sociedade local. Talvez seja devido aos boatos a respeito deles ser grande. Eles não são os donos do Solar Ravenscar, mas são, na verdade, seus guardiões, vigiando o lugar para o seu proprietário verdadeiro Axel Mortmain, claro. Mortmain parece não ser conhecido por essas pessoas, para eles, ele é um rico industrial que comprou uma casa de campo, que raramente visita. Eu não encontrei nenhuma conexão dele com os Shades, cujo legado aqui parece muito esquecido. Os próprios Herondales são uma questão de especulação curiosa. Sabe-se que eles tiveram um filho que morreu, e que Edmundo, a quem eu conheci uma vez, acabou virando um bêbado e jogador; eventualmente, ele jogou fora sua casa no País de Gales, quando então, destituído, foi oferecida a ocupação desta casa em Yorkshire por seu proprietário. Isso foi há dois anos. E tudo isso foi confirmado quando, observando à mansão há uma distância, eu fiquei assustado com a aparência de uma garota. Eu sabia quem ela era imediatamente. Eu a tinha visto entrar e sair da casa, e sua semelhança com seu irmão Will, como eu disse, são pronunciados. Ela chegou até mim de uma só vez, exigindo saber por que eu estava espionando a sua família. Ela não parecia irritada no começo, mas, em bastante esperançosa. "Será que meu irmão te mandou?", Ela perguntou. "Você tem alguma informação de meu irmão?"


Foi bastante doloroso, mas ela disse saber da Lei, e que eu poderia contar a ela somente que se o irmão dela estava bem e que ela pretendia saber se ele estava seguro. Ao passo que não disse, ela ficou com raiva e opinou que Will podia está muito melhor garantindo a segurança de sua família, retornando para eles. Ela também disse da morte de sua irmã (você sabia dessa irmã?) que acabou com seu pai, e, causou a ida de Will. Vou deixar essas informações em suas mãos. Pois ela pode causar ainda mais mal ao jovem mestre Herondale. Quando eu perguntei para ela de Mortmain, ela conversou facilmente para mim que ele é um amigo da família, disse ela, que entrou em cena para oferecer-lhes esta casa quando não tinha nada. Enquanto ela falava, comecei a ter uma noção de como Mortmain pensa. Ele sabe que é contra a Lei dos Nephilim interferir com Caçadores de Sombras que optaram por deixar a Clave, e que, portanto o solar Ravenscar seria evitado, ele sabe também que a ocupação do local pelos Herondales deixaria todos afastados dos objetos em que pertence a ele, e, portanto, não pode ser usado para rastreá-lo. E por último, ele sabe que o poder sobre os Herondales poderia se traduzir em poder sobre Will. Será que ele requerer poder sobre Will? Não agora, talvez, mas não pode ser em um momento em que ele deseje, e quando o fizer, ele vai estar à mão. Ele é um homem bem preparado, e os homens, como eles são perigosos. Se eu fosse você, e eu não sou, deveria tranquilizar mestre Will, que sua família está segura, e que eu estou olhando por eles. Evite falar com ele de Mortmain até que eu possa reunir mais informações. Tantas quantas eu posso recolher de Cecily, os Herondales não sabe onde Mortmain está. Ela disse que ele estava em Xangai, e na ocasião eles receberam correspondência de sua empresa de lá, estampado com selos peculiares. É meu entendimento, no entanto, que o Instituto de Xangai acredita que ele não estar lá. Eu disse a senhorita Herondale que seu irmão sentia falta dela, parecia o mínimo que eu poderia fazer. Ela pareceu gratificada. Vou permaner nesta área um tempo mais longo, eu acho, eu me tornei curioso para saber como as desgraças dos Herondales estão entrelaçados com os planos de Mortmain. Ainda há segredos a serem descobertos aqui debaixo da verde e tranquila zona rural de Yorkshire, e pretendo descobrir. Ragnor Fell

Charlotte leu a carta duas vezes, para guardar os seus detalhes na memória, e então, tendo dobrado a carta, lançou-a no fogo da sala de estudos. Ela se levantou cansada, encostada à lareira, observando como a chama comia o papel em linhas de preto e dourado. Ela não tinha certeza se ela ficou surpresa, ou perturbada, ou simplesmente se estava com os ossos cansados pelo conteúdo da carta. Tentar encontrar Mortmain era como alcansar uma aranha, apenas para perceber que você era impotente enredado nos fios pegajosos de sua teia. E Will, ela odiava falar disto com ele. Ela olhou para o fogo com os olhos cegos. Às vezes, ela pensava que Will tinha sido enviado a ela pelo Anjo especificamente para tentar a paciência. Ele era amargo, ele tinha uma língua como um chicote, e ele recharçou toda a tentativa de mostrar-lhe amor e carinho com veneno ou desprezo. E ainda, quando ela olhava para ele, ela via o menino que ele havia sido ha 12, enrolado no canto de seu quarto, com as mãos sobre os ouvidos quando seus pais chamavam o seu nome a abaixo, pedindo-lhe para sair, para voltar com eles.


Ela se ajoelhou ao seu lado, após os Herondales terem ido embora. Ela lembrava dele levantando o rosto pequeno, definido e branco, com aqueles olhos azuis e cílios escuros. Ele era tão bonito quanto uma menina, fino e delicado, mas em seguida, ele se jogou tão arduamente nos treinamentos dos Caçadores de Sombras, que dentro de dois anos toda a delicadeza tinha ido embora, e músculos, marcas e cicatrizes entraram em seu lugar. Ela tinha tomado sua mão, em seguida, ele a fez prometer que contaria se eles estivessem mortos. Ele tinha mordido o lábio inferior, mas ele não pareceu ter notado, e sangue cobria por seu queixo e pingou sobre a camisa. - Charlotte, você vai me dizer, não é? Você vai me dizer se alguma coisa acontecer com eles? - Will, eu não posso. - Eu sei que é a lei. Eu só quero saber se eles estão vivos. Seus olhos brilhando para ela. Charlotte, por favor. . . - Charlotte? Ela olhou por cima do fogo. Jem estava na porta da sala de estudos. Charlotte, ainda meio presa na teia do passado, piscou para ele. Quando ele chegou pela primeira vez de Xangai, o cabelo e os olhos tinham sido tão negros como tinta. Ao longo do tempo tinham sido prateados, com as drogas trabalhando seu caminho através de seu sangue, transformando-o, matando-o lentamente. - James, disse ela. - É tarde, não é? - Onze horas. Ele colocou a cabeça para o lado, estudando-a. - Você está bem? Você olha como se a sua paz de espírito tivesse quebrada. - Não, eu só... Ela fez um gesto vago. - É todo este negócio com Mortmain. - Eu tenho uma pergunta, disse Jem, movendo-se mais para dentro da sala e baixando a voz. - Não inteiramente alheios. Gabriel disse algo hoje, durante o treinamento. - Você estava lá? Ele balançou a cabeça. - Sophie me contou. Ela não gosta de carregar histórias, mas ela perturbou-se, e eu não posso culpá-la. Gabriel afirmou que seu tio havia cometido suicídio e que sua mãe tinha morrido de desgosto, porque, bem, por causa de seu pai. - Meu pai? Charlotte disse inexpressivamente. - Aparentemente, o tio de Gabriel, Silas, cometeu alguma infração de Lei, e seu pai o descobriu. Seu pai foi até a Clave. O tio se matou de vergonha, e Sra. Lightwood morreu de desgosto. Segundo Gabriel, "Os Fairchild’s não se importam com ninguém, mas somente consigo mesmos e a Lei". - E você está me dizendo isso porque. . . ? - Eu quero saber se é verdade, disse Jem. – Porque se for, talvez fosse útil comunicar ao Cônsul o real motivo de Benedict quere o Intitude, seja por vingança, e não o altruísta de vê-lo funcionar melhor. - Não é verdade. Não pode ser. Charlotte balançou a cabeça. - Silas Lightwood se matou, porque ele era apaixonado por sua parabatai, mas não porque meu pai disse isso a Clave. Só a Clave sabia do que se tratava a nota de suicídio de Silas. Na verdade, o pai de Silas perguntou ao meu pai se ele podia ajudar na escrita de uma carta elogiando Silas. Será que isso soa como um homem que meu pai culpou pela morte de seu filho? Jem escureceu os olhos. - Isso é interessante.


- Você acha que Gabriel simplesmente seria desagradável, ou você acha que seu pai mentiu para ele. Charlotte nunca terminou a frase. Jem dobrou, de repente, como se tivesse levado um soco no estômago, com um ataque de tosse tão grave que seus ombros magros tremiam. Um spray de vermelho sangue respingado a manga do casaco quando ele levantou o braço para cobrir o rosto. - Jem. Charlotte começou a avançar com os braços para fora, mas ele cambaleou de pé para longe dela, segurando sua mão, como se para afastar-la. - Eu estou bem, ele engasgou. - Eu estou bem. Ele limpou o sangue de seu rosto com a manga de seu paletó. - Por favor, Charlotte, acrescentou ele em voz derrotado enquanto ela se movia em direção a ele. - Não. Charlotte parou, seu coração dolorido. - Não há nada. - Você sabe que não há nada. Ele baixou o braço, o sangue em sua manga como uma acusação, e deu-lhe o sorriso mais doce. - Cara Charlotte, ele disse. - Você sempre foi o melhor tipo de irmã mais velha que eu poderia ter esperado. Você sabe disso, não é? Charlotte apenas olhou para ele, de boca aberta. Parecia como um adeus, ela não podia suportar a responder. Ele virou-se e fez o seu caminho para fora da sala. Ela observou-o, dizendo a si mesma que não significava nada, que este não era o pior estado que ele tinha ficado, que ele ainda tinha tempo. Ela amava Jem, como amava Will, como não podia deixar de amá-los, todos, e o pensamento de perdê-lo quebrava seu coração. Não só ela própria perdia, mas Will. Se Jem morrer, ela não podia deixar de sentir, isso iria acabar com toda a parte humana de Will quando ele se fosse. ******* Era quase meia-noite quando Will voltou para o Instituto. Tinha começado a chover sobre ele quando tinha ido até a metade de Threadneedle Street. Ele tinha se abrigado sob o toldo de Dean e Publishers e puxado o botão de sua jaqueta e pego um lenço, mas a chuva já havia chegado em sua boca- grandes gotas geladas que tinha gosto de carvão e lodo. Ele encolheu os ombros contra a picada de frio quando ele deixou o abrigo do toldo e dirigiu-se para o Instituto. Mesmo depois de anos em Londres, a chuva o fazia pensar em casa. Ele ainda se lembrava do caminho chovido no campo, no País de Gales, o gosto fresco do verde, do jeito que ele brincava deslizando em uma encosta úmida, ficando grama em seu cabelo e roupas. Ele fechou os olhos, ele podia ouvir o echo do riso da irmã em seus ouvidos. Will, você vai estragar a sua roupa; Will, a mãe ficará furiosa. . . Voce nunca vai se sentir um londrino, tenho em seu sangue a memória de grandes espaços abertos, a amplidão do céu, o ar puro. Não nestas ruas estreitas batendo-se com as pessoas, a poeira de Londres, em todos os lugares em suas roupas, uma pulverização fina em seu cabelo e abaixo a parte traseira de seu pescoço-cheiro do rio imundo. Ele tinha chegado de Fleet Street. O Bar Temple era visível através da névoa ao longe, a rua estava escorregadia com a chuva. Uma carruagem entrou em um beco entre dois prédios, as rodas espirrando água suja contra o meio-fio. Ele podia ver a torre do Instituto, à distância agora. Ele tinha certeza que já terminou o jantar, Will pensou. Tudo seria posto de lado.


Bridget estaria dormindo, ele podia ir para a cozinha e remendar uma refeição de pão, queijo e torta fria. Ele havia sentido falta de uma grande refeição ultimamente, e se ele fosse sincero consigo, só havia uma razão para isso: Ele estava evitando Tessa. Ele não quis evitá-la de fato, ele havia falhado miseravelmente, naquela tarde, acompanhando-a não só para o treinamento, mas também para a sala de estudos depois. Às vezes, ele se perguntou se fazia essas coisas apenas para se testar. Para ver se os sentimentos tinha acabado. Mas eles não tinham. Quando ele a via, ele queria estar com ela, quando estava com ela, ele sofria por não tocá-la, quando ele tocava sua mão, ele queria abraçá-la. Ele queria senti-la contra ele do jeito que ele tinha sentido no sótão. Ele queria saber o gosto de sua pele e o cheiro do seu cabelo. Ele queria fazê-la rir. Ele queria sentar e ouvi-la falar sobre livros até seus ouvidos cairem. Mas tudo isso eram coisas que ele não poderia querer, porque eram coisas que ele não poderia ter, e querer o que você não pode ter leva à miséria e à loucura. Ele tinha chegado em casa. A porta do Instituto se abriu ao seu toque, abriu para um vestíbulo cheio de bruxuleante luz de tochas. Ele pensou na onda que as drogas haviam trazido a ele na cova em Whitechapel High Street. A liberação feliz de não querer ou precisar de nada. Ele havia sonhado que estava deitado em uma colina no País de Gales com o céu alto e sobrecarga de azul, e que Tessa tinha vindo a pé até o morro para ele e se sentou ao seu lado. “- Eu amo você, ele tinha dito a ela, e a beijou, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Você me ama?” Ela sorriu para ele. “- Você vai sempre estar em primeiro lugar em meu coração”, ela havia dito. Diga- me que não é um sonho, ele sussurrou quando ela colocou os braços ao redor dele, e então ele já não sabia se estava acordado ou se estava dormindo. Ele tirou seu casaco, enquanto subia as escadas, sacudindo seu cabelo molhado. Água fria foi escorrendo nas costas de sua camisa, gelando sua coluna, fazendo-o tremer. O pacote precioso que ele tinha comprado dos ifrits estava no bolso da calça. Ele enfiou a mão dentro, tocando- o com os dedos, só para ter certeza. Os corredores estavam iluminados com as luzes enfeitiçadas, ele foi até a metade caminho quando fez uma pausa. A porta de Tessa estava logo ali, ele sabia, em frente à dela estava a de Jem. E ali, na frente de sua porta, estava Jem. Ele estava andando para “trás e para frente “, fazendo um caminho no tapete, como Charlotte teria dito. - James, disse Will, mais surpreso do que qualquer outra coisa. A cabeça Jem ergueu, e ele se afastou da porta de Tessa instantaneamente, recuando em direção a sua própria. Seu rosto ficou branco. - Acho que eu não deveria está surpreso ao encontrá-lo vagando pelos corredores nessa hora. - Eu acho que nós podemos concordar que o inverso é mais fora do personagem, disse Will. - Por que você está acordado? Você está bem? Jem lançou um último olhar para a porta de Tessa, e então virou-se para Will. - Eu ia pedir desculpas a Tessa, disse ele. - Eu acho que meu jeito de tocar violino deve ter mantido ela acordada. - Onde você esteve? Teve dificuldades com Nigel seis dedos de novo? Will sorriu, mas Jem não retornou o sorriso. - Eu tenho algo para você, na verdade. Venha, deixe-me dá em seu quarto. Eu não quero passar a noite toda de pé no corredor. Após Jem ter um momento de hesitação, deu de ombros e abriu a porta. Ele entrou, Will seguiu; e fechou a porta atrás deles quando Jem jogou-se em uma poltrona. Ele olhou para Will.


- O que é, então, ele começou, e inclinou-se fortemente convulsionando por uma tosse forte. Ela passou rapidamente, antes que Will pudesse se mover ou falar, mas quando Jem endireitou - se e roçou a palma de sua mão na sua boca, ela saiu manchada de vermelho. Ele olhou para o sangue sem expressão. Will se sentiu doente. Ele se aproximou de seu parabatai, com um lenço, que deu a Jem, e depois com o pó de prata que ele tinha comprado em Whitechapel. - Aqui, ele entrou o conteúdo a Jem se sentindo estranho. Há muito tempo ele não se sentia estranho diante de Jem, há quase 5 anos. - Voltei a Whitechapel, e comprei isso para você. Jem limpou o sangue de sua mão com o lenço de Will, pegou o pacote e olhou para o fen yin. - Eu tenho o suficiente disso, ele disse. - Por pelo menos mais um mês. Ele olhou para cima, em seguida, uma centelha súbita em seus olhos. - Será que Tessa disse. - Será que ela me disse o que? - Nada. Eu derramei um pouco do pó no outro dia. Eu consegui recuperar a maior parte. - Jem mostrou o pacote sobre a mesa ao lado dele. - Isso não era necessário. Will se sentou na poltrona, no pé da cama de Jem. Odiava que suas pernas fossem tão longas, ele sempre se sentiu como um adulto tentando se espremer por trás de uma mesa da sala de aula, mas ele ficar com os olhos no nível dos olhos de Jem. - Mortmain tem comprado um grande fornecimento de yin fen no East End, disse ele. Eu confirmei. Se o seu acabar, essa era a única fonte. . . - Então comprou para que eu não ficasse sem antes, disse Jem. - A menos que você esteja disposto a deixar-me morrer, é claro, o que seria a atitude mais sensata a se fazer. - Eu não estou disposto. Will soou afiado. - Você é meu irmão de sangue. Eu fiz um juramento de não deixar nenhum dano vir a você. - Deixando de lado juramentos, disse Jem, - e jogos de poder, algum de que isto tem a ver comigo? - Eu não sei o que dizer. - Eu tinha começado a me perguntar, se você seria capaz de deseja de poupar o sofrimento as pessoas. Will balançou ligeiramente para trás, como se Jem tivesse o empurrado. - Eu. . . Ele engoliu em seco, procurando as palavras. Fazia tanto tempo desde que ele tinha procurado palavras para ganhar perdão e não o ódio, há tanto tempo que ele havia tentado se descupar-se em qualquer coisa, mas da pior maneira, com um momento de pânico, mesmo se fosse algo que ele ainda tinha que fazer. - Eu falei com Tessa hoje, disse ele, finalmente, não percebendo que o rosto de Jem empalideceu ainda mais acentuado. - Ela me fez entender que o que eu fiz ontem à noite foi imperdoável. Embora, acrescentou apressadamente, Eu ainda espere que você me perdoe. "Pelo Anjo”, eu sou ruim nisso. Jem levantou uma sobrancelha. - Para quê? - Eu fui para o Den porque eu não conseguia parar de pensar na minha família, e eu queria, precisava parar para pensar, disse Will. - Não passou pela minha cabeça que você iria achar que eu estava fazendo uma paródia de sua doença. Acho que eu estou pedindo seu perdão pela minha falta de consideração. Sua voz caiu. - Todo mundo comete erros, Jem. - Sim, disse Jem. - Você acabou de fazer mais deles do que a maioria das pessoas.


- Eu. - Você machucou a todos, disse Jem. - Todo mundo cuja vida toca. - Não você, Will sussurrou. - Eu feri a todos, mas você. Eu nunca quis te machucar. Jem colocou as mãos para cima, pressionando as palmas das mãos contra os olhos. - Will - Você não pode nunca me perdoar, disse Will, ouvindo o pânico tingindo sua própria voz. - Eu seria. - Sozinho? Jem baixou as mãos, mas ele estava sorrindo agora, torto. - E de quem é a culpa? Ele se inclinou para trás contra o banco, seus olhos caindo de cansaço. - Eu sempre te perdoei, disse ele. Eu teria perdoado se você não pedisse desculpas. Na verdade, eu não estava esperando que você pedisse. Influência de Tessa, só posso adivinhar. - Eu não estou aqui a pedido dela. James, você é toda a família que eu tenho. A voz de Will balançou. -Eu morreria por você. Você sabe disso. Eu morreria sem você. Se não fosse por você, eu estaria morto uma centena de vezes ao longo destes últimos cinco anos. Devo-lhe tudo, e se você não pode acreditar que eu tenho empatia, talvez você possa, pelo menos, acredite que eu tenho honra, e dívida. Jem olhou realmente alarmado agora. - Will, seu discomposure é maior do que a minha raiva justificada. Meu temperamento esfriou, você sabe que eu nunca demorei muito com isso. Seu tom de voz era suave, mas algo em Will não poderia ser aliviada. - Eu fui comprar mais por que não posso suportar vê você sofrer como dor ou morrer sem, certamente não quando eu poderia ter feito algo para evitar isso. E eu fiz isso porque eu estava com medo. Se Mortmain vinhesse até nós e dissesse que ele era o único que tinha a droga que iria salvar sua vida, você deve saber que eu daria a ele o que ele quissesse de modo que eu poderia obtê-lo para você. Eu falhei com minha família antes, James. Eu não falharei com você. - Will. Jem se levantou e atravessou a sala e ajoelhou-se enfrente a Will, olhando para o rosto de seu amigo. - Você começa a me preocupar. Seu arrependimento faz-lhe crédito admirável, mas você deve saber. . . Will olhou para ele. Lembrou-se de Jem como era no dia que tinha acabado de chegar de Xangai, que tinha grandes olhos escuros em um rosto comprimido branco. Não era fácil vêlo rir até então, mas Will pôs-se a tentar. - Saber o que? - Que eu vou morrer, Jem disse. Seus olhos estavam arregalados, havia um rastro de sangue, ainda, no canto de sua boca. As sombras sob seus olhos eram quase azul. Will enfiou os dedos no pulso de Jem, amassando o material de sua camisa. Jem não estremeceu. - Você jurou ficar comigo, disse ele. - Quando fizemos nosso juramento, de parabatai. Nossas almas estão unidas. Somos uma só pessoa, James. - Somos duas pessoas, disse Jem. - Duas pessoas com um pacto. Will sabia que ele soava como uma criança, mas ele não poderia ajudá-lo. - A aliança diz que você não deve ir onde eu não posso ir com você. - Até a morte, Jem respondeu suavemente. - Essas são as palavras do juramento. Até que alguma coisa, mas a morte se aproxima de mim. Algum dia, vou ir onde ninguém pode me


seguir, e eu acho que vai ser mais cedo do que mais tarde. Alguma vez você já se perguntou por que eu concordei em ser seu parabatai? - Não há um melhor que se ofereceu? Will tentou com o humor, mas sua voz falhou como vidro. - Eu pensei que você precisava de mim, disse Jem. Há um muro que você construiu sobre si mesmo, Will, e eu nunca perguntei-lhe porquê. Mas não se deve arcar com todos os ônus sozinho. Eu pensei que você ia me deixar entrar, se eu me tornasse seu parabatai, e então você teria pelo menos alguém para se apoiar. Eu quis saber o que minha morte iria significar para você. Eu costumava temem que, seria por sua causa. Eu temia que seria deixado sozinho dentro desse muro. Mas agora. . . algo mudou. Eu não sei por quê. Mas eu sei que é verdade. - Isso é verdade? Os dedos de Will ainda estavam no pulso de Jem. - Esse muro está caindo. ************** Tessa não conseguia dormir. Ela ficou imóvel de costas, olhando para o teto. Havia uma fenda em todo o gesso que parecia às vezes, como uma nuvem e, às vezes com uma navalha, dependendo da mudança da luz de velas. O jantar tinha sido tenso. Aparentemente Gabriel disse a Charlotte que ele se recusou a voltar e participar nos treinamentos, por isso ia ser Gideon só trabalhando com ela e Sophie a partir de agora. Gabriel se recusou a dizer por que, mas estava claro que Charlotte culpou Will; Tessa viu como Charlotte olhou exausta para a perspectiva de mais um conflito com Benedict, sentiu pesada culpa por ter trazido Will com ela para o treinamento, e por ter rido de Gabriel. Não ajudou muito Jem não ter ido no jantar. Ela queria muito falar com ele hoje. Depois de ele ter evitado os olhos dela no café da manhã e não ter ido para o jantar, o pânico tinha torcido seu estômago. Ele estava horrorizado com o que tinha acontecido entre eles na noite anterior, ou pior, enojado? Talvez no seu secreto coração, ele sentiu igual a Will, que os bruxos estavam abaixo dele. Ou talvez não tinha nada a ver com o que ela era. Talvez ele estivesse simplesmente se repelido por sua libertinagem, tinha recebido seus abraços, não o empurrou, e tia Harriet sempre disse que os homens eram fracos onde o desejo estava em causa, e que as mulheres foram as que tiveram a moderação? Ela não tinha exercido muito na noite passada. Lembrou-se de ter deitado ao lado de Jem, as mãos suaves sobre ela. Ela sabia com uma honestidade dolorosa interior que se as coisas tivesse continuado, teria feito o que ele queria. Mesmo agora, pensando nisso, o seu corpo estava quente e inquieto, ela mudou de posição na cama, perfurando um dos travesseiros. Se ela tinha destruído a proximidade que ela dividia com Jem, permitindo que o que tinha acontecido na noite passada atralhasse a amizade, ela nunca se perdoaria. Ela estava prestes a enterrar o rosto no travesseiro, quando ouviu um barulho. Uma batida suave na porta. Ela congelou. Ele veio de novo, insistentemente. Jem. Suas mãos trêmulas, ela saltou da cama, correu para a porta e abriu. Na entrada viu Sophie. Ela usava seu vestido de empregada doméstica, mas a touca branca estava torta e seus cachos escuros estavam caindo soltos abaixo. Seu rosto estava


muito branco e havia uma mancha de sangue em seu colar, ela olhou horrorizada e quase doente. - Sophie. A voz de Tessa traiu surpresa. - Você está bem? Sophie olhou em volta com medo. - Posso entrar senhorita? Tessa assentiu e segurou a porta aberta para ela. Quando ambos estavam em segurança lá dentro, ela sentou-se na beira da cama, apreensão como um peso de chumbo em seu peito. Sophie ficou de pé, torcendo as mãos na frente dela. - Sophie, por favor, o que é? - É senhorita Jessamine, Sophie explodiu. - O que Jessamine fez? - Ela. . . É só para dizer que eu a vi. . . Ela parou, olhando miserável. Ela está se esvaindo nas noites, menina. - Ela tem? Eu a vi ontem à noite, no corredor, vestida como um menino e parecendo bastante furtiva. . . . Sophie pareceu aliviada. Ela não gostava de Jessamine, Tessa sabia disso muito bem, mas ela era uma empregada bem treinada, e uma empregada bem treinada não faz fofoca sobre sua senhora. - Sim, disse ela ansiosamente. Tenho notado que há dias. Sua cama às vezes não é desfeita, lama sobre os tapetes nas manhãs, quando não estavam lá na noite anterior. Eu teria dito a Sra. Branwell, mas ela esteve tão terrível, eu não podia suportar lher contar mais isso. - Então por que você está me dizendo? Tessa perguntou. Soa como se Jessamine estivesse se encontrando com um pretendente. Eu não posso dizer que aprovo o seu comportamento, mas- ela engoliu, pensando em seu próprio comportamento na noite anterior, - nenhum de nós é responsável por ela. E talvez haja alguma explicação inofensiva. . . . - Ah, mas, senhorita. Sophie mergulhou a mão no bolso de seu vestido e tirou- um cartão de cor creme preso entre seus dedos. - Hoje eu encontrei isso. No bolso de sua jaqueta de veludo. Você sabe, aquele com a faixa cru . Tessa não se preocupava com a cor da tarja. Seus olhos estavam fixos no cartão. Lentamente, ela estendeu a mão e levantou-o, pegando em sua mão. Era um convite a uma festa.

20 de julho de 1878 Sr. Benedict Lightwood Apresenta seus cumprimentos a Miss Jessamine Lovelace, e solicita a honra de seu comparecimento em um baile de máscaras dado na terça-feira seguinte, dia 27 de julho. RSVP O convite foi para dar detalhes do endereço e hora em que a festa iria começar, mas era o que estava escrito na parte de trás do convite que congelou o sangue de Tessa. Em uma letra casual, tão familiar para ela como sua, estavam rabiscadas as palavras:


Minha Jessie. Meu coração está estourando com o pensamento de vê-la amanhã à noite no "grande assunto." Por maior que seja eu não tenho olhos para nada e ninguém além de você. Use o vestido branco, querida, como você sabe que eu gosto "no brilho do cetim e brilho de pérolas", como disse o poeta. Seu e sempre, N.G. - Nate, disse Tessa entorpecida, olhando para a carta. Nate escreveu isso. E citou Tennyson. Sophie tirou o fôlego bruscamente. - Eu temia, mas eu pensei que não poderia ser. Não depois de tudo que ele fez. - Eu conheço a caligrafia do meu irmão. Voz de Tessa era sombria. - Ele está planejando encontra-lá hoje à noite no presente desta festa secreta. Sophie, onde está Jessamine? Devo falar com ela neste instante. As mãos de Sophie começaram a torcer mais rapidamente. - Veja, essa é a coisa, senhorita. - Oh, Deus, ela já foi? Nós vamos ter que falar com Charlotte. Eu não vejo outra maneira. - Ela não foi. Ela está no quarto, Sophie interrompeu. - Então, ela não sabe que você encontrou isso? Tessa bateu o cartão. Sophie engoliu visivelmente. - Eu estava com ele na minha mão, senhorita. Eu tentei esconder, mas ela já tinha visto. Ela tinha um olhar ameaçador no seu rosto quando ela veio chegando perto de mim, eu não poderia guarda-ló. Todas as sessões de treinamento que eu fiz com o Mestre Gideon, eles só assumiu e, bem ... - Bem, o quê? Sophie. - Eu atingi ela na cabeça com um espelho, disse Sophie irremediavelmente. Um daqueles prata, era bastante pesado. Ela caiu como um pedra, miss. Então eu. . . Amarrei-a na cama e eu vim falar com você. - Deixe-me ver se eu tenho isso muito correto, disse Tessa depois de uma pausa. Jessamine encontrou você com o convite na mão, assim você a golpeou na cabeça com um espelho e amarrou a sua cama? Sophie assentiu. - Bom Deus, disse Tessa. Sophie precisamos chamar alguém. Esta festa não pode continuar a ser um segredo, e Jessamine. . . - Não a Sra. Branwell, Sophie gemeu. - Ela vai mandar. Ela vai ter de... - Jem. - Não! A mão de Sophie voou para seu colar, onde a mancha de sangue de Jessamine estava, Tessa percebeu com um solavanco. - Eu não poderia suportar se ele achasse que eu poderia fazer tal coisa, ele é tão gentil. Por favor, não me faça dizer-lhe, senhorita. É claro, Tessa pensou. Sophie amava Jem. Em toda a confusão dos últimos dias, ela tinha quase esquecido. Uma onda de vergonha a inundou quando pensou na noite anterior, ela lutou de volta, e disse com determinação: - Não há ninguém então, Sophie, a quem podemos recorrer. Você pode entender isso? - Mestre Will, disse Sophie com ódio, e suspirou. Muito bem, senhorita. Acho que eu não me importo com o que ele pensa de mim. Tessa se levantou e estendeu a mão para seu roupão, e envolveu-o em torno de si mesma.


- Olhe o lado positivo, Sophie. Pelo menos Will não ficará chocado. Duvido que Jessamine seja a primeira mulher inconsciente que ele já tratou, ou que ela seja a última. Mas Tessa estava errada pelo menos uma coisa: Will ficou chocado. - Sophie fez isso? Disse ele, não a primeira vez. Eles estavam de pé ao pé da cama de Jessamine. Ela ficou olhando com ele, o peito de Jess subindo e descendo lentamente como a cena da famosa Bela Adormecida de Madame du Barry. Seu cabelo louro estava espalhado sobre o travesseiro, e uma grande e sangrenta linha saia de sua testa. Cada um de seus pulsos estava amarrado a um poste da cama. - Nossa Sophie? Tessa olhou para Sophie, que estava sentada em uma cadeira ao lado da porta. Sua cabeça estava baixa, e ela estava olhando para as mãos. Ela cuidadosamente evitou olhar para Tessa ou Will. - Sim, Tessa disse, - e pare de repetir isso. - Eu acho que ele pode está apaixonado por você, Sophie, disse Will. O pedido de casamento pode está no cartão. Sophie choramingou. - Pare com isso, Tessa irritada. - Eu acho que você está assustando a pobre moça mais do que ela já está com medo. - O que há a temer? Jessamine? Parece que Sophie ganhou a briga facilmente. Will estava tendo problemas para reprimir um sorriso. - Sophie, minha querida, não há nada para se preocupar. Há muito é o tempo que tenho vontade de bater na cabeça de Jessamin. Ninguém poderia culpá-la. - Ela tem medo que Charlotte mande-a embora, disse Tessa. - Por bater em Jessamine? Will cedeu. - Tess, se este convite é o que parece, e se Jessamine é realmente está se encontrando com o seu irmão, em segredo, ela pode está traindo a todos. Para não mencionar que, Benedict Lightwood, está fazendo coisas que ninguém sabia? Como convidar Nate? O que Sophie fez foi heróico. Charlotte vai agradecê-la. Com isso, Sophie levantou a cabeça. - Você acha? - Eu sei, disse Will. Por um momento, ele e Sophie se olharam na sala. Sophie desviou o olhar primeiro, mas se Tessa não se enganou, houve, pela primeira vez, não haver desgosto em seus olhos quando ela olhou para Will. Do cinto, Will puxou a estela. Ele sentou-se na cama ao lado de Jessamine e gentilmente afastou o cabelo dela. Tessa mordeu o lábio, restringindo o impulso de perguntar o que ele estava fazendo. Ele colocou sua estela contra a garganta de Jessamine e rapidamente desenhou duas runas. - Um iratze, disse ele, sem Tessa pedir. Isto é, um runa de cura, e uma para dormir. Isso deve mantê-la quieta, pelo menos até a manhã. Sua habilidade com um espelho de mão é admirável, Sophie, mas sua pontaria pode ser melhorada. Sophie murmurou algo sob sua respiração em resposta. A suspensão de sua antipatia de Will parecia ter acabado. - A questão, disse Will, - é o que fazer agora. - Devemos dizer a Charlotte. - Não, disse Will com firmeza. Nós não devemos. Tessa olhou para ele com espanto. - Por que não?


- Duas razões, disse Will. - Primeiro, ela teria o dever de dizer a Clave, e se Benedict Lightwood está lidando com essa gente, talvez possamos encontrar outros por lá. Mas não podem ser todos. Se a Clave é avisada, eles podem ser capazes de começar e informar a eles antes que alguém possa chegar e vê o que realmente está acontecendo. Segundo, a festa começou há uma hora. Nós não sabemos quando Nate irá chegar, procurando Jessamine, e se ele não vê-la, ele pode muito bem sair. Ele é a melhor conexão que temos com Mortmain. Não temos tempo a perder ou desperdiçar, e acordar Charlotte para lhe dizer isso vai fazer as duas coisas. - Jem, então? Algo cintilou nos olhos de Will. - Não. Não esta noite. Jem não está bem o suficiente, mas ele vai dizer que está. Depois da noite passada eu devo isso a ele, devo deixá-lo de fora dessa vez. Tessa olhou para ele rígida. - Então o que você se propõe a fazer? A boca de Will curvou-se em ambos os cantos. - Srta Gray, ele disse, - você estaria disponível a ir a um baile comigo? - Você se lembra da última festa que foi? Tessa perguntou. O sorriso de Will permaneceu. Ele tinha aquele olhar com grande intensidade que usava quando estava maquinando um plano. - Não me diga que você não está pensando a mesma coisa que eu, Tessa. Tessa suspirou. - Sim, ela disse. - Vou me transformar em Jessamine e ir em seu lugar. É o único plano que faz sentido. - Ela virou-se para Sophie. - Você sabe qual é o vestido que Nate falou? Um vestido branco de Jessamine? Sophie assentiu. - Pegue ele e deixe-o pronto para ser usado, disse Tessa. - Você vai ter que fazer o meu cabelo, igual ao da Jess, Sophie. Você está calma o suficiente? - Sim, senhora. Sophie ficou de pé e correu através do quarto para o guarda-roupa, que ela abriu. Will ainda estava olhando para Tessa, seu sorriso grande. Tessa baixou a voz. - Will, você tem noção que Mortmain poderá estar lá? O sorriso desapareceu do rosto de Will. - Você não vai chegar perto dele, caso ele esteja lá. - Você não pode me dizer o que fazer. Will franziu a testa. Tessa sentiu que ele não agiria corretamente. - Quando Capitola em The Hidden Hand se vestiu como um menino e assumiu a liderança dos Black Donald para provar sua bravura, ninguém duvidou dela. - Seu poder é impressionante, Tessa, mas você não está em posição de capturar um usuário de magia poderosa como Mortmain. Você vai deixar isso comigo, disse ele. Ela fez uma careta para ele. - E como você planeja fazer para não ser reconhecido nesta festa? Benedict conhece o seu rosto, como vai fazer Will? Ele pegou o convite de sua mão e mostrou para ela. - É um baile de máscaras. - E eu suponho que você tenha uma máscara. - De fato você supõe certo, disse Will. - Nossa última festa de Natal foi temática, e o tema foi o Carnaval de Veneza. Ele sorriu. - Diga a ela, Sophie. Sophie, que estava ocupada escovando o vestido, suspirou.


- É verdade, Srta. E você não a deixe enfrenta Mortmain ouviu? É muito perigoso. E você vai ficar o tempo todo quieta! Will olhou para Tessa com o triunfo. - Se mesmo Sophie concorda comigo, você não pode dizer não. - Eu poderia, disse Tessa rebelde, mas eu não vou. Muito bem. Você deve ficar fora do caminho de Nate enquanto eu falo com ele. Ele não é um idiota, se ele nos vê juntos, ele é bem capaz de somar dois mais dois. Fica sem sentido a partir de sua carta que ele espere Jessamine acompanhada. - Não parece ter nenhuma informação no bilhete quanto a isso, disse Will, ficando em pé, - exceto que ele pode citar a poesia Tennyson pobremente. - Sophie, em quanto tempo você pode deixar Tessa pronta? - Meia hora, disse Sophie, não olhando para cima do vestido. - Encontre-me no pátio em meia hora, então, disse Will. - Eu vou acordar Cyrill. E me preparar para fazer todos desmaiarem com a minha elegância.

**************** A noite estava fria, e Tessa estremeceu quando ela passou pelas portas do Instituto e desceu os degraus. Aqui foi onde ela se sentou, pensou ela, naquela noite que ela e Jem tinham andado a Blackfriars Bridge juntos, na noite que as criaturas mecênicas tinham atacado eles. Era uma noite clara, como está noite, apesar do dia de chuva, a lua parecia atraves de tufos dispersos de nuvem de um céu não manchado de preto. O carro estava lá, ao pé da escada, Will esperando em frente a ele. Ele olhou para cima quando as portas do Instituto se fecharam atrás dela. Por um momento eles simplesmente se olharam um para o outro. Tessa sabia o que ele estava vendo, ela tinha visto a si mesma, no espelho do quarto de Jessamine. Ela era Jessamine até o último centímetro, vestida em um vestido delicado marfim de seda. Com um pequeno movimento, revelando uma grande quantidade do decote branco de Jessamine, com uma fita de seda para enfatizar a forma de sua garganta. As mangas eram curtas, deixando os braços vulneráveis ao ar da noite. Mesmo se o decote não estivesse tão baixo, Tessa se sentia nua sem seu anjo, mas ela não poderia usá-lo: Nate iria notar. A saia, com uma cachoeira, marcando bem sua cintura delgada, seu cabelo estava preso no alto, com um colar de pérolas mantido no lugar por pinos, e uma máscara de ouro meia dominó junto ao cabelo Jessamine, linda como a perfeição. Eu estou tão delicada, ela pensou com desapego, olhando para a superfície prateada do espelho quando Sophie havia terminado com ela. Como uma princesa dos contos de fadas. Era fácil ter tais pensamentos quando a reflexão não era verdadeiramente sua. Mas Will - Will. Ele disse que deveria estar pronto para desmaiar sua elegância, e ela revirou os olhos, mas agora vestido na noite de preto e branco, ele parecia mais bonito do que ela jamais imaginava. As cores gritantes e simples trouxeram a perfeição angular de suas características. Seu cabelo escuro caiu sobre uma meia máscara negra, que enfatizou o azul dos olhos por trás dele. Ela sentiu o coração pular, e se odiava instantaneamente por isso. Ela olhou para longe dele, para Cyrill, no banco do motorista do carro. Seus olhos se estreitaram em confusão quando ele a viu, ele olhou para ela e para Will, e de volta novamente, e encolheu os ombros. Tessa perguntou o que na terra Will lhe tinha dito para não ter que


explicar o fato de que ele estava levando Jessamine a um baile de máscaras no meio da noite. Deve ter sido uma grande história. - Ah, Foi tudo o que Will disse quando ela desceu os degraus fechou os braços em torno dela mesma.. Ela esperava que poderia controlar o arrepio involuntário que ela sentia quando ele pegava sua mão. - Eu vejo agora porque seu irmão citou essa poesia execrável. Você está destinada a ser Maud, não é? - A Rainha Rosa do the rosebud garden of girls? - Você sabe, Tessa disse quando ele a ajudou a subir na carruagem, - eu não me importo com o poema de qualquer modo. Ele se balançou atrás dela e fechou a porta da carruagem. - Jessamine adora. A carruagem começou a andar nós paralelepípedos, através das portas abertas do portão. Tessa descobriu que seu coração estava batendo muito rápido. Medo de ser pega por Charlotte e Henry, disse a si mesma. Nada a ver com ficar sozinha com Will na carruagem. - Eu não sou Jessamine. Ele olhou para ela levemente. Havia algo em seus olhos, uma espécie de admiração interrogativa, ela perguntou se era simplesmente admiração de olhar Jessamine assim. - Não, ele disse. - Não, mesmo que você seja o retrato perfeito de Jessamine, eu posso ver através dela Tessa, de alguma forma, como se eu fosse raspar uma camada de tinta, eu iria vê a minha Tessa. - Eu não sou sua Tessa de qualquer jeito. A luz brilhando em seus olhos esmaecidos. - Muito bem, disse ele. - Eu suponho que você não é. O que é que gosta, sendo Jessamine, então? Você pode senti os pensamentos dela? Leia o que ela sente? Tessa engoliu em seco, e tocou a cortina de veludo do carro com a mão enluvada. Fora ela podia ver as luzes se afastando como um borrão amarelo; dois bebados estavam caídos em uma porta, inclinando-se uns contra os outros, dormindo. - Eu - eu não consigo sentir nada dela. - Bem, acho que é difícil de intrometer no cérebro de alguém se não tem cabeça para começar. Tessa fez uma careta. - Seja petulante sobre ela, se quiser, mas há algo de errado com Jessamine. A tentativa de tocar sua mente é como tentar tocar - um ninho de cobras, ou uma nuvem venenosa. Eu posso sentir um pouco de suas emoções. Uma grande quantidade de raiva, saudade e amargura. Mas eu não posso escolher os pensamentos individuais entre eles. É como tentar segurar água. - Isso é curioso. Alguma vez você já se deparou com algo como isso antes? Tessa balançou a cabeça. - Isso me preocupa. Tenho medo de Nate esperar que eu saiba alguma coisa e eu não ter a resposta certa. Will se inclinou para frente. - Em dias úmidos, o que são quase todos os dias, o seu cabelo normalmente fica escuro e começar a enrolar. Havia algo sobre a ondulação de seu cabelo nos dias úmidos que fez dor em seu coração. - Você é uma boa atriz, e você conhece seu irmão, ele disse. - Eu tenho toda a confiança em você. Ela olhou para ele com surpresa.


- Você? - E, ele continuou sem responder a sua pergunta, - no caso de algo sair errado, eu vou estar lá. Mesmo que você não me veja, Tess, eu vou estar lá. Lembre-se disso. - Tudo bem. Ela inclinou a cabeça para o lado. - Will? - Sim? - Houve uma terceira razão para você não querer acordar Charlotte e dizer-lhe o que estávamos fazendo, não tem? Ele estreitou seus olhos azuis para ela. - O que é? - Porque ainda não sabemos se isso é simplesmente um flerte tolo da parte de Jessamine, ou algo mais profundo e mais escuro. Uma verdadeira conexão com o meu irmão e Mortmain. E você sabe que se for o segundo, ele irá quebrar o coração de Charlotte. Um músculo saltou no canto de sua boca. - E o que me importa se ele faz? Se Jessamine é tola o suficiente para se deixar enganar. - Você se importa, disse Tessa. - Você não é desumano como um bloco de gelo, Will. Eu vi você com Jem - Eu vi você quando olhou para Cecília. Você tinha outra irmã, não é? Ele olhou para ela rapidamente. - O que faz você pensar que eu tenha -, eu tenho, mais de uma irmã? - Jem disse que pensou que sua irmã estava morta, disse ela. - E você disse, Minha irmã está morta. - Mas Cecily está claramente muito viva. O que me fez acreditar que você tinha outra irmã que morreu. Uma que não era Cecily. Will deixou escapar um suspiro longo e lento. - Você é inteligente. - Mas eu sou inteligente e certa, ou inteligente e errada? Will olhou como se ele estivesse feliz com a máscara que escondia sua expressão. - Ella, disse ele. – Dois anos mais velha que eu e três anos mais que Cecily. Minhas Irmãs... - E Ella. . . Will olhou para longe, mas não antes que ela visse sua dor em seus olhos. Então Ella está morta. - Do que ela gostava? Tessa perguntou, lembrando-se da gratidão que tinha sido quando Jem perguntou a ela, sobre Nate. - Ella? E Cecily que tipo de garota elas são? - Ella era protetora, disse Will. - Como uma mãe. Ela teria feito qualquer coisa por mim. E Cecily era uma criatura um pouco louca. Ela tinha apenas nove anos quando eu saí. Eu não posso dizer se ela ainda é a mesma, mas ela foi-como Cathy em Wuthering Heights. Ela não tinha medo de nada e exigia tudo. - Ela poderia lutar com um demônio e mentir como um pescador. - Havia diversão em sua voz, e admiração, e. . . amor. Ela nunca ouviu ele falar assim de ninguém, exceto, talvez, Jem. - Eu posso perguntar uma coisa, ela começou. Will suspirou. - Você sabe que vai perguntar mesmo eu dizendo sim ou não. - Você tem uma irmã mais nova, disse ela. - Então, o que exatamente você fez com a irmã de Gabriel para que ele te odeie tanto? Ele se endireitou. - Você está falando sério? - Sim, ela disse. - Eu sou obrigado a gastar uma grande parte do tempo com os Lightwoods, e Gabriel claramente despreza você. E você quebrou o braço dele. E iria aliviar a minha mente se eu soubesse o porquê. Balançando a cabeça, Will passou os dedos pelo cabelo.


- Querido Deus, disse ele. - Sua irmã, o nome dela é Tatiana, a propósito, ela foi prometida ao querido amigo de sua mãe, que era russo, ainda com doze anos, eu acho. - Doze? Tessa ficou horrorizado. Will exalou. - Vejo que você já decidiu por si mesmo o que aconteceu, disse ele. – Iria aliviar sua mente se você se lembrasse que eu também tinha 12? Tatiana, ela. . . imaginou que estava apaixonado por mim. Dessa forma que as meninas fazem. Ela me seguia e ria atrás dos pilares olhado para mim. - A gente faz coisas tolas quando se tem 12. - Foi na primeira festa de Natal do Instituto que eu participei, disse ele. - Os Lightwoods estavam lá em toda sua nobreza. Tatiana tinha fitas de prata no cabelo. Ela tinha um pequeno livro que ela carregava com ela em todos os lugares. Ela deve ter deixado cair naquela noite. Eu achei e guardei por baixo nas costas de um dos chaise longues. Era seu diário. Cheio de poemas sobre mim, a cor dos meus olhos, o casamento que teria. Ela tinha escrito “Tatiana Herondale” em todo ele. - Isso soa bastante adorável. - Eu estava na sala de estar, mas eu voltei para o salão com o diário. Elise Penhallow tinha acabado de jogar o cravo. Levantei-me ao lado dela e começei a ler o diário de Tatiana. - Oh, Will, você não fez! - Eu fiz, disse ele. - Ela tinha rimado 'William' com 'milhares', como em 'Você nunca vai saber, doce William / quantas são as milhares / maneiras em que eu amo você. Ele se interrompeu. - O que aconteceu? - Oh, Tatiana saiu correndo da sala em lágrimas, e Gabriel saltou do palco e tentou me estrangular. Gideon simplesmente ficou lá com seus braços cruzados. Você vai perceber que é tudo o que ele faz. - Eu suponho que Gabriel não conseguiu, disse Tessa. - Estrangular você, eu quero dizer. - Não antes de eu quebrar o braço dele, disse Will com prazer. - Então você sabe. É por isso que ele me odeia. Eu humilhei sua irmã em público, e ele não vai mencionar que eu o humilhei também. Ele pensou que poderia vencer-me facilmente. Eu tinha pouco treinamento formal, e eu o ouvi me chamar de “mundano” nas minhas costas. Em vez disso, eu venci – e quebrei o braço dele. Foi sem dúvida um som mais agradável do que Elise tocando o cravo. Tessa esfregou as mãos enluvadas juntos para aquecê-las, e suspirou. Ela não sabia o que pensar. Não era a história de sedução e traição que ela esperava, mas também não é show que Will contou. - Sophie diz que ela está casada agora, disse ela. - Tatiana. Ela acaba de chegar de viagem do Continente com seu novo marido. - Tenho certeza de que ela é tão chata e estúpida agora como ela era então. Will soava como se ele pudesse dormir. Ele manuseou a cortina fechada, e eles estavam na escuridão. Tessa podia ouvir sua respiração, sentir o calor dele sentado em frente a ela. Ela podia ver por que uma dama jovem nunca iria andar em um carro com um cavalheiro não relacionado a ela. Havia algo estranhamente íntimo sobre isso. Claro, ela tinha quebrado a regra para jovens senhoras adequada há muito tempo, agora. - Will, disse ela novamente. - A senhora tem outra questão.. Será que você nunca para de ter perguntas, Tess?


- Não até que obtenha todas as respostas que eu quero, disse ela. - Will, se bruxos podem ter um pai e uma mãe demônio, o que acontece se um dos pais é um Caçador de Sombras? - Um Caçador de Sombras nunca iria permitir que isso acontesse, disse Will categoricamente. - Mas no Codex diz que muitos bruxos são o resultado de - de uma violação feia, Tessa disse, sua voz pegando na palavra feia, eles podem se transformar na forma de um ente querido e completar a sedução. Jem me disse que o sangue do Caçador de Sombras é sempre dominante. O Codex diz que a prole de Caçadores de Sombras e lobisomens, ou fadas, são sempre Caçadores de Sombras. Portanto, não poderia o sangue anjo em um Caçador de Sombras anular a parte demoníaca, e produzir... - O que ele produz não é nada. Will puxou a cortina da janela. - A criança teria nascido morta. Eles sempre nascem. Natimorto quero dizer. A prole de um demônio e um pai de Sombras é a morte. - No pouco de tempo que ela tem de vida. - Por que você quer saber essas coisas? - Eu quero saber o que eu sou, disse ela. - Eu acredito que eu sou alguma. . . combinação que não foi visto antes. Parte Fadas, ou da parte. - Você já pensou em transformar-se em um dos seus pais? Will perguntou. - Sua mãe, ou seu pai? Que lhe daria acesso às suas memórias, não é? - Eu tenho pensado nisso. É claro que eu tenho. Mas não tenho nada do meu pai ou da minha mãe. Tudo o que eu tinha foi embalado na viagem e quando cheguei aqui foi descartado pelas Irmãs das Sombrias. - E o seu colar de anjo? Will perguntou. - Não era de sua mãe? Tessa balançou a cabeça. - Eu tentei. Eu-eu não consegui obter nada dele. Ele foi meu tanto tempo, eu acho, que o que tinha dela foi evaporado, como água. Os olhos de Will brilhava nas sombras. - Talvez você seja uma menina mecânica. Talvez o pai de Mortmain construíu você, e agora você busca em Mortmain o segredo de como criar um sentido perfeito da vida, quando tudo o que ele pode construir são monstruosidades hediondos. Talvez tudo que bate em seu peito seja um coração feito de metal. Tessa respirou, sentindo-se momentaneamente atordoada. Sua voz suave foi tão convincente, e ainda. - Não, ela disse rispidamente. - Você esquece, eu me lembro da minha infância. Criaturas mecânicas não mudam ou crescem. Nem explica a minha capacidade. - Eu sei, disse Will com um sorriso que brilhou branco na escuridão. Eu só queria ver se eu podia convencer você. Tessa olhou para ele com firmeza. - Eu não sou a única que não tem coração. Estava muito escuro no carro para ela contar, mas ela sentiu que ele corou, sombriamente. Antes que ele pudesse dizer qualquer coisa em resposta, as rodas deram uma parada brusca. Eles haviam chegado.


Capitulo 12 - Mascarada Então agora eu jurei a enterrar Todo o corpo esta morto de ódio, Eu me sinto tão livre e tão claro Pelo que a perda de peso morto, Que eu deveria crescer tonto, eu temo, Fantasticamente alegre; Mas que seu irmão vem, como uma praga Em minha nova esperança, para o Hall hoje à noite. -Alfred, Lord Tennyson, "Maud"

Cyril havia parado o carro do lado de fora dos portões da propriedade, sob a sombra de uma frondosa árvore de carvalho. A casa dos Lightwoods na cidade de Chiswick, nos arredores de Londres, era enorme, construída no estilo Palladian, com pilares altos e escadarias múltiplas. O brilho da lua fazia tudo ficar perolado como o interior de uma concha de ostra. As paredes da casa pareciam brilhar em prata, enquanto o portão ao redor da propriedade tinha o brilho de óleo preto. Nenhuma das luzes da casa parecia iluminá-la, o lugar estava tão escuro como breu e silenciosa, a grande propriedade se alongava até a borda de um meandro do rio Tamisa, com sua paisagem natural e deserta. Tessa começou a se perguntar se eles tinham cometido um erro em vir aqui. Quando Will deixou o carro, ajudando-a descer, sua cabeça virou e sua boca ficou em um endurecimento. - Você está sentindo o cheiro? Feitiçaria demoníaca. O mau cheiro está no ar. Tessa fez uma careta. Ela não estava sentindo cheiro de nada anormal, de fato, esta longe do centro da cidade fazia o ar parecer mais limpo do que próximo ao Instituto. Ela podia sentir o cheiro de folhas molhadas e sujeira. Ela olhou para Will, seu rosto levantado para o luar, e perguntou se ele tinha armas escondidas sob o seu lindo fraque. Suas mãos estavam envoltas em luvas brancas, sua camisa engomada imaculada. Com a máscara, ele poderia ser uma ilustração de um salteador bonito sem um centavo. Tessa mordeu o lábio. - Você tem certeza? A casa parece mortalmente tranquila. Como se ninguém estivesse em casa. Poderíamos ter errado? Ele balançou a cabeça. - Não, há mágica poderosa sendo executada aqui. Algo mais forte do que um glamour. Alguém não quer que vejamos o que está acontecendo aqui hoje. Ele olhou para o convite na mão, deu de ombros e foi até o portão. Havia um sino lá, e ele tocou-o, o ruído estridente fez os nervos de Tessa esticarem. Ela olhou para ele. Ele sorriu. - "Caelum denique, anjo", disse ele, e derreteu-se nas sombras, assim que o portão abriu. Um homem encapuzado parou diante dela. Seu primeiro pensamento foi dos Irmãos do Silêncio com suas vestes da cor de pergaminho, a figura que estava diante dela estava vestida na cor de fumaça preta. A capa escondia seu rosto completamente. Sem dizer nada, ela estendeu seu convite.


A mão que pegou o convite estava enluvada. Por um momento, sua face que estava oculta, ficou considerando o convite. Tessa não podia deixar de ficar incomodada. Em qualquer circunstância, uma jovem senhora ir assistir a uma festa sozinha, seria impróprio e um escândalo. Mas isso não era uma circunstância comum. - Bem-vinda Miss Lovelace. A voz era tão forte, que dava a impressão de algo sendo rapado sobre uma superficie áspera. A coluna de Tessa se arrepiou, e ela ficou feliz por não poder vê embaixo da capa. A figura devolveu o convite para ela e deu um passo atrás, apontando-a para dentro, ela seguiu, obrigando-se a não olhar ao redor para ver se Will a seguia. Ela foi conduzida ao redor do lado da casa, por um caminho estreito pelo jardim. Os jardins estavam em uma boa distância em torno da casa, selvagem à luz do luar. Havia um lago ornamental preto circular, com uma bancada de mármore branca ao lado, e sebes baixas, cuidadosamente cortadas, correndo ao lado. O caminho que eles estavam cuminou em uma entrada alta e estreita quase ao lado da casa. Um símbolo estranho foi esculpido na porta. Parecia mudar e mudar, enquando Tessa olhava para ele, fazendo seus olhos doem. Ela olhou quando seu companheiro encapuzado abriu a porta e gesticulou para ela entrar. Ela entrou na casa, e a porta bateu atrás dela. Ela virou-se assim que a porta foi fechada, e pensou ter visto um pequeno vislumbre da face abaixo da capa. Ela achou ter visto algo com olhos vermelhos no centro de um rosto oval e escuro, como os olhos de uma aranha. Ela inspirou quando a porta se fechou, e mergulhou na escuridão. Quando ela pegou, cegamente, a maçaneta da porta, uma luz surgiu ao seu redor. Ela estava de pé, ao pé de uma escada longa e estreita que levava para cima. Tochas acesas com a chama não-esverdeada da luz enfeitiçada corriam aos lados das escadas. No topo da escada havia uma porta. Outro símbolo foi pintado. Tessa sentiu sua boca seca. Era o Ouroboros, com o dobro de serpente. O símbolo do Clube Pandemonium. Por um momento, ela se sentiu paralisada de medo. O símbolo trouxe lembranças sombrias correndo de volta: a Casa Sombria, as Irmãs a torturá-la, tentando forçá-la a mudar; a traição de Nate. Ela perguntou o que Will tinha dito a ela antes de ter desaparecido. "Coragem", sem dúvida, ou alguma variante disso. Pensou em Jane Eyre, bravamente atacando com raiva Mr. Rochester, Catherine Earnshaw, que quando atacada por um cão selvagem "Não grite, não! ela teria desprezado a fazê-lo”, e, por último pensou em Boadicea, quando Will tinha dito que ela era mais corajosa do que qualquer homem. - É apenas uma festa, Tessa, ela disse a si mesma, e alcançou a maçaneta. Apenas uma festa. Ela nunca tinha ido a um baile antes, é claro. Ela sabia só um pouco do que esperar, e tudo isso foi a partir dos livros. Nos livros de Jane Austen os personagens iam constantemente a um baile, ou faziam uma baile, e muitas vezes uma cidade inteira parecia estar envolvida no planejamento e localização do baile. Considerando que, em outros livros, como Vanity Fair, eram cenários grandiosos para o planejamento de intrigas e conspirações. Ela sabia que teria um camarim para as senhoras, onde ela poderia deixar o xale, e uma para os homens, onde poderiam com segurança deixar os chapéus, sobretudos, e bengalas. Existiria um cartão de dança para ela, onde os nomes dos homens que haviam pedido a ela para dançar podiam ser marcados. Era rude dançar mais do que algumas danças seguidas com o mesmo cavalheiro. Deve haver um grande e lindo salão decorado de festas e uma sala menor com refresco, onde haveria bebidas geladas, sanduíches, biscoitos e bolos. . .


Mas não era bem assim. Quando a porta se fechou atrás dela, Tessa não encontrou os funcionários correndo para cumprimentá-la, para guiá-la até a sala de vestir das senhoras e a oferta para tirar o xale ou ajudá-la com um botão faltando. Em vez de ruído e música, uma luz atingiu-a como uma onda. Ela se encontrou na entrada de uma sala tão grande que era difícil de acreditar que de alguma forma se encaixava na casa dos Lightwoods. Um grande lustre de cristal pendurado no teto, foi só depois de olhar para ele por vários momentos que Tessa percebeu que tinha a forma de uma aranha, com oito "pernas" penduradas, cada um dos quais tinha uma coleção de velas maciças. As paredes, o que ela podia ver delas, era de um azul muito escuro, correndo o tempo todo do lado que dava para o rio por janelas do estilo francesas, algumas abertas para pegar a brisa para o quarto, apesar do clima frio do lado de fora, era sufocante lá entro. Além das janelas tinha curvas de varandas de pedra, olhando para uma vista da cidade. As paredes foram em grande parte obscurecida por grandes faixas de tecido brilhante, e tecidos que paira sobre as janelas se movendo na brisa leve. O tecido tinha todo o tipo de padrão, tecido em ouro, o mesmo padrão mudando de forma que havia ferido os olhos de Tessa. A sala estava cheia de pessoas. Bem, não exatamente pessoas. A maioria parecia humano suficiente. Ela viu também o branco morto dos rostos de vampiros, e alguns dos ifrits violeta e vermelho-colorido, todos vestidos no auge da moda. A maioria, embora não todos os participantes usavam máscaras - Elaboradas e engenhocas de ouro e preto, o bico das máscaras Doctor Plague com óculos pequenos, máscaras de diabo vermelho com chifres completos. Alguns eram bare-faced, porém, incluindo um grupo de mulheres cujo cabelo era tonalidades suaves de lavanda, verde e violeta. Tessa não achou que eles eram de tintas, e elas usavam o cabelo solto, como ninfas, em pinturas. Suas roupas eram escandalosamente soltas também. Eram claramente fadas, vestidas com tecidos que flui de veludo, tule e cetim. E entre os convidados humanos corriam figuras de todos os tamanhos e formas. Havia um homem, muito alto e magro para ser um homem, vestido com sobretudo e com caudas, pairando sobre uma jovem mulher com um manto verde, cujo cabelo vermelho brilhava como uma moeda de cobre. Criaturas que pareciam grandes cães percorriam entre os convidados, os olhos amarelos de largura e vigilante. Eles tinham fileiras de espinhos ao longo de suas costas, como os desenhos de animais exóticos que ela tinha visto em livros. Uma dúzia de pequenas criaturas duendes gritou e conversavam entre si em uma linguagem incompreensível. Eles pareciam estar lutando por um pouco de comida-coisas-que parecia um sapo rasgado. Tessa engoliu a bile quando presenciou aquilo. E percebeu o que não tinha visto antes. Sua mente ainda não tinha percebido junto as decorações e amaduras, mas eles estavam lá. Autômatos cobriam as paredes, em silêncio e imóvel. Eles eram humanos em sua forma, como o cocheiro que tinha pertencido às Irmãs das Trevas, e usava o uniforme da família Lightwood, cada um com um ouroboros estampados sobre seu peito esquerdo. Seus rostos estavam eram brancos e inexpressivos, como esboços de crianças que não tinham sido preenchidos. Alguém a pegou pelos ombros. Seu coração deu um grande salto de medo. Ela tinha sido descoberta! Com todos os músculos do seu corpo apertado, uma voz, familiar disse: - Eu pensei que você nunca iria chegar aqui, Jessie querida. Ela se virou e olhou para o rosto de seu irmão.


***************** A última vez que Tessa tinha visto Nate, ele estava ferido e sangrando, rosnando para ela em um corredor do Instituto, com uma faca na mão. Ele estava em uma mistura terrível de assustador, patético e horrível ao mesmo tempo. Este Nate era bem diferente. Ele sorriu para ela, Jessamine era muito menor do que ele era, era estranho não alcançar o queixo do seu irmão, mas sim o seu peito com vivos olhos azuis. Seu cabelo estava escovado e limpo, sua pele sem marcas de hematomas. Ele usava um casaco elegante e uma camisa preta que lhe dava boa aparência. Suas luvas eram brancas. Este era Nate como ele sempre sonhava em ser, rica aparência, elegante e sofisticado. Um sentimento de alegria escorria dele, menos contentamento. Tessa teve que admitir sua auto-satisfação. Ele se parecia com Eclesiásticos depois de ter matado um rato. Nate riu. - O que é isso, Jess? Você olha como se você visse um fantasma. Eu vejo. O fantasma do irmão que uma vez eu me preocupei. Tessa tentou pegar um pensamento de Jessamine, mas a mente dela estava fechada. Novamente sentiu como se ela estivesse passando as mãos por água envenenada, incapaz de compreender qualquer coisa sólida. - Um medo súbito veio sobre mim, que você não viria, ela disse. Desta vez sua risada foi suave. - E perder a chance de vê-la? Não seja uma menina tola. Ele olhou em volta, sorrindo. Os Lightwood deverão estabelecer mais bailes para impressionar o Magistrado mais vezes. Ele estendeu a mão para ela. - Dar-me a honra de favorecer-me com uma dança, Jessie? Jessie. "Não Miss Lovelace." Qualquer dúvida que Tessa tinha foi destruida após vê a forma íntima que seu irmão a chamou. Ela forçou seus lábios em um sorriso. - É claro. A orquestra – tinha uma coleção de homens pequenos de pele roxa e prateada – que tocavam uma valsa. Nate pegou a mão dela a conduzindo. Graças a Deus, Tessa pensou. Graças a Deus ela levou anos dançando com seu irmão balançando-a pela sala de estar de seu pequeno apartamento em Nova York. Ela sabia exatamente como ele dançava e como encaixar seus movimentos a ele, mesmo neste corpo menor, desconhecido. É claro que ele nunca tinha olhado para ela ternamente como está fazendo, com os lábios entreabertos. Meu Deus será que ele a beijou? Ela não tinha pensado na possibilidade. Ela ficaria doente caso ele tentasse, se ele fizer. Oh, Deus, ela orou. Que ele não tente. Ela falou rapidamente. - Eu tive uma dificuldade terrível de sair escondida esta noite do Instituto, disse ela. Isso e por pouco a miserável Sophie quase encontrou o convite. O aperto de Nate aumentou sobre ela. - Mas ela não o fez, não é? Havia uma advertência em sua voz. Tessa sentiu que ela já estava perto de uma gafe séria. Ela deu uma rápida olhada ao redor da sala - Oh, onde Will está? O que ele disse? “Mesmo se você não me veja, eu vou estar lá?” Mas ela nunca se sentiu tanto por conta própria. Com uma respiração profunda, ela jogou a cabeça em sua melhor imitação de Jessamine.


- Você me toma por uma tola? Claro que não. Bati com meu espelho em sua cabeça, e ela caiu imediatamente. Além disso, ela provavelmente nem sabe ler. - Verdadeiramente, disse Nate, relaxando visivelmente, eles poderiam ter encontrado uma empregada doméstica que convém a uma senhora. Aquela que fala francês, sabe costurar. . . - Sophie sabe costurar, Tessa disse automaticamente, e poderia ter golpeado a si mesma. - Razoavelmente, emendou, e bateu os cílios até a Nate. - E como você tem conseguido se manter desde que nos vimos? Não que eu tenha a menor idéia de quando isso poderia ter sido. - Muito bem. O Magistrado continua a favorecer-me. - Ele é sábio, Tessa respirou. - Ele reconhece um tesouro inestimável quando vê um. Nate tocou seu rosto levemente com a mão enluvada. Tessa fez tudo para não endurecer. - Tudo por você, minha querida. Minha verdadeira mina de informações. Ele se aproximou dela. - Eu vejo que você usou o vestido que eu lhe pedi para, ele sussurrou. - Desde que você descreveu como você usou ele na última festa de Natal, eu ansiava vê-lo por mim mesmo. E eu posso dizer que você deslumbra os olhos? O estômago de Tessa se revirou tentando forçar o caminho até sua garganta. Seus olhos corriam ao redor da sala de novo. Com uma guinada de reconhecimento, ela viu Gideon Lightwood, dançando com uma bela figura em seu vestido de noite, apesar de parecer rigidamente estranho. Somente seus olhos se moviam ao redor da sala. Gabriel estava vagando para lá e para cá, com um copo que parecia ser limonada na mão, os olhos brilhando de curiosidade. Ela viu-o ir até uma das meninas com o cabelo brilhando e começar uma conversa. Acabando com qualquer esperança de que os meninos não sabem o que seu pai estava fazendo, ela pensou, olhando para longe de Gabriel com irritação. E então ela viu Will. Ele estava encostado na parede à sua frente, entre duas cadeiras vazias. Apesar de sua máscara ela sentiu como se ela pudesse ver diretamente em seus olhos. Como se ele estivesse perto o suficiente para tocar. Ela meio esperou que ele olhasse divertido com a sua situação, mas ele não fez, ele parecia tenso, e furioso, e. . . - Deus, eu tenho ciúmes de qualquer outro homem que olha para você, disse Nate. Você deve ser olhada apenas por mim. Bom Senhor, Tessa pensou. Essa linha de conversa realmente funciona na maioria das mulheres? Se seu irmão tinha chegado a ela com o objetivo de pedir-lhe conselhos sobre estas pérolas, ela teria dito a ele objetiva que ele soava como um idiota. Embora talvez ela só pensasse que ele soava como um idiota, porque ele era seu irmão. E desprezível. Informações, ela pensou. Devo obter informações e, em seguida, ficar longe dele, antes que eu realmente fique doente. Ela olhou para Will novamente, mas ele já tinha ido, como se ele nunca tivesse estado lá. Ainda assim, ela acreditou nele quando disse que estaria, observando-a, mesmo que ela não o visse. Ela arranjou coragem, e disse: - Realmente, Nate? Às vezes eu temo que você me valoriza apenas pelas informações que eu posso dar a você. Por um momento ele parou e ficou imóvel, quase a empurrando para fora da dança. - Jessie! Como você pode pensar uma coisa dessas? Você sabe como eu te adoro. Ele olhou para ela em reprovação quando eles começaram a mover-se com a música novamente. É verdade que a sua conexão com os Nephilim do Instituto tem sido inestimável. Sem você nós


nunca teríamos sabido que eles estavam indo a York, por exemplo. Mas eu pensei que você soubesse que estava me ajudando porque estamos trabalhando em direção a um futuro juntos. Quando eu me tornei a mão direita do Magistrado, e querida, acho que eu vou ser capaz de prover você. Tessa riu nervosamente. - Você está certo, Nate. É só que eu fico com medo às vezes. O que faria Charlotte se descobrir que eu estava espionando para você? O que eles fariam comigo? Nate girou em torno dela facilmente. - Oh, nada, querida. Você mesmo disse, eles são covardes. Ele olhou para além dela e levantou uma sobrancelha. - Até Benedict, com seus velhos truques, disse ele. - Isso é nojento. Tessa olhou ao redor e viu Benedict Lightwood recostando-se no sofá de veludo carmesim, perto da orquestra. Ele estava sem paletó, um copo de vinho tinto em uma das mãos, com os olhos semicerrados. Esparramado sobre o peito, Tessa viu para sua surpresa, que tinha uma mulher ou pelo menos tinha a forma de uma mulher. Longo cabelo preto usado solto, um decotado vestido de veludo preto e pequenas serpentes saindo de seus olhos, sibilando. Enquando Tessa observava, uma delas lhes estendeu uma língua comprida e bifurcada e lambeu o lado do rosto de Benedict Lightwood. - Isso é um demônio, Tessa respirou, esquecendo por um momento que era Jessamine. - Não é? Felizmente Nate não pareceu achar nada de estranho sobre a questão. - Claro que é coelha boba. Isso é o que Benedict gosta. Mulheres demônio. A voz de Will ecoou nos ouvidos de Tessa, eu ficaria surpreso se algumas das visitas noturnas do velho Lightwood em certas casas de Shadwell, não o tenham deixado com um sórdido de varíola de demônio. - Oh, ugh, disse ela. - Na verdade, disse Nate. - Irônico, considerando que ele tem aparencia de um alto e poderosoroso Nephilim. Pergunto-me muitas vezes por que Mortmain favorece-o assim e quer vê-lo instalado no Instituto. Nate parecia rabugento. Tessa já tinha adivinhado, mas o conhecimento que Mortmain está atrás da determinação feroz de Benedict tomar o Instituto de Charlotte ainda se sentia como um golpe. - Eu simplesmente não consigo ver, disse ela, tentando o seu melhor para adotar comportamento levemente rabugento de Jessie, que uso terá ao Magistrado. É apenas um edifício grande e velho. . . . Nate riu com indulgência. - Não é o prédio coisa, boba. É a posição. O chefe do Instituto de Londres é um dos mais poderosos Caçadores de Sombras, na Inglaterra, e o Magistrado controlando Benedict como se ele fosse um boneco. Usando ele, ele pode destruir o Conselho de dentro, enquanto os exércitos de autômatos destroem de fora. Ele girou habilmente;. Há anos Tessa só prática dança com Nate mas dessa vez ela se manteve de cair, tão distraída que ela estava pelo choque. - Além disso, não é bem verdade que o Instituto não contém nada de valor. O acesso à Biblioteca Grande será inestimável para o Magistrado. Sem mencionar a sala de armas. . . - E Tessa. Ela apertou o cerco contra a sua voz para não tremer. - Tessa? - Sua irmã. O Magistrado ainda a quer, não é? Pela primeira vez, Nate olhou para ela com uma surpresa perplexa. - Nós já passamos por isso Jessamine, disse ele. Tessa vai ser presa por posse ilegal de artigos de magia negra, e enviada para a Cidade do Silêncio. Benedict vai trazê-la de lá e


entregá-la para o Magistrado. É tudo parte do negócio, embora o que Benedict está recebendo não está claro para mim ainda. Deve ser algo bastante significativo, ou ele não o faria por conta própria. Presa? Posse de artigos de magia negra? A cabeça de Tessa girou. As mão de Nate deslizou em torno de seu pescoço. Ele usava luvas, mas Tessa não conseguia se livrar da sensação de que algo viscoso estava tocando sua pele. - Minha Jessie, ele murmurou. - Você se comporta quase como se tivesse se esquecido de sua própria parte no presente. Você escondeu o Livro Branco no quarto da minha irmã como pedimos a você, não foi? - É - é claro que fiz. Eu só estava brincando, Nate. - Essa é minha boa menina. Ele estava se aproximando. Ele estava tentando definitivamente para beijá-la. Era muito impróprio, mas nada sobre esse lugar poderia ser considerado adequado. Em um estado de absoluto horror, Tessa balbuciou: - Nate estou me sentindo tonta, como se eu fosse desmaiar. Eu acho que é o calor. Se você pudesse me buscar uma limonada? Ele olhou para ela por um momento, sua boca apertada com aborrecimento, mas Tessa sabia que não podia recusar. Nenhum cavalheiro faria. Ele endireitou-se, limpou a garganta, e sorriu. - É claro, disse ele. - Deixe-me ajudá-la a achar um assento em primeiro lugar. Ela protestou, mas sua mão já estava em seu cotovelo, guiando-a em direção a uma das cadeiras alinhadas ao longo das paredes. Ele a sentou e desapareceu no meio da multidão. Ela observou-o, tremendo toda. Magia negra. Ela sentiu-se mal e com raiva. Ela queria dar um tapa em seu irmão, sacudi-lo até que ele dissesse a ela o resto da verdade, mas ela sabia que não podia. - Você deve ser Tessa Gray, disse uma voz suave ao seu lado. - Você tem o olhar de sua mãe. Tessa quase pulou para fora de sua pele. Ao seu lado estava uma mulher alta e magra, com cabelos soltos e comprimentos, da cor das pétalas de lavanda. Sua pele era um azul-claro, o vestido longo em uma confecção flutuante de gaze e tule. Seus pés estavam descalços, e entre os dedos dos pés tinha teias finas como de aranha, um azul mais escuro do que sua pele. As mãos de Tessa foram para o seu rosto em um repentino terror de que ela estava perdendo seu disfarce? Mas a mulher azul riu. - Eu não queria lhe deixar com medo da falta de sua ilusão. Ela ainda está em vigor. É que minha espécie pode ver através dele. Tudo isso, ela gesticulou vagamente para o cabelo loiro de Tessa, seu vestido branco e pérolas é como o vapor de uma nuvem, e você o céu além dele. Você sabia que sua mãe tinha olhos como o seu às vezes cinza e azul para os outros? Tessa encontrou sua voz. - Quem é você? - Oh, minha espécie não gosta de dar nossos nomes, mas você pode me chamar como quiser. Você pode inventar um nome lindo para mim. Sua mãe costumava chamar-me Jacinta. - A flor azul, Tessa disse fracamente. - Como você sabia quem era a minha mãe? Você não parece ser mais velha do que eu. - Depois de nossa juventude, os da minha espécie não envelhecem ou morrem. Nem você vai. Garota de sorte! Espero que apreciem o serviço feito em você. Tessa balançou a cabeça em confusão.


- Serviço? Que serviço? Você está falando de Mortmain? Você sabe o que eu sou? Você sabe o que eu sou? Tessa pensou no Codex. Uma fada? Ela adivinhou. - E você sabe o que é um mutante? Tessa balançou a cabeça. - Às vezes, confidenciou Jacinta, baixando a voz em um sussurro, quando nosso sangue de fada fica fraco, somos levados para a casa dos humanos, e lá pegamos a mais bonita e forte criança e levamos rapidamente em um piscar de olhos, e muitas vezes substituimos por um de nossos bebês que ficou doente. Enquanto isso a criança humana cresce saudável e forte em nossas terras, a família humana vai encontrar-se sobrecarregada com uma criatura moribumda que morre de medo de ferro. Dessa forma, nossa linhagem é então reforçada. - Por que se preocupar? Tessa exigiu. Por que não apenas roubar a criança humana e não deixar nada em seu lugar? Jacinta arregalou os olhos azuis escuros. - Por que, porque isso não seria justo, disse ela. E isso geraria suspeita entre os mundanos. Eles são estúpidos, mas há muitos deles. Ele não poderia saber. Eles viriam atrás de nós com ferro e tochas. Ela estremeceu. - Só um momento, disse Tessa. Você está me dizendo que eu sou uma mutante? Jacinta encheu-se de risos. - Claro que não! Que pensamento ridículo! Ela segurou as mãos no coração, quando ela riu, e Tessa viu que seus dedos, também estavam presos junto com a teia azul. De repente, ela sorriu, mostrando os dentes brilhantes. - Há um rapaz muito bonito olhando para cá, disse ela. Belo como um senhor das fadas! Eu deveria deixá-la com ele. Ela piscou, e antes que Tessa pudesse protestar, Jacinta sumiu por volta da multidão. Abalada, Tessa virou-se, esperando que o "menino bonito" fosse Nate, mas era Will, inclinando-se contra a parede ao seu lado. No momento em que seus olhos se encontraram, ele se virou e começou a examinar cuidadosamente a pista de dança. - O que essa mulher fada quer? - Eu não sei, disse Tessa, exasperada. - Para me dizer que não sou uma mutante, aparentemente. - Bem, isso é bom. Processo de eliminação. Tessa teve que admitir, Will estava fazendo um bom trabalho de alguma forma, misturando-se com as cortinas escuras atrás dele, como se ele não estivesse lá. Deve ser um talento de Caçador de Sombras. -E quais são as novidades de seu irmão? Ela agarrou as mãos, olhando para o chão enquanto falava. - Jessamine está espionando para Nate todo esse tempo. Eu não sei por quanto tempo exatamente. Ela está dizendo tudo. Ela acha que ele está apaixonado por ela. Will olhou surpreso. - Você acha que ele está apaixonado por ela? - Eu acho que Nate se preocupa apenas consigo mesmo, disse Tessa. Não é o pior, também. Benedict Lightwood está trabalhando para Mortmain. É por isso que ele está tramando obter o Instituto. Assim, o Magistrado pode te-ló. E tem a mim. Nate sabe tudo sobre ele, é claro. Ele não se importa. Tessa olhou para suas mãos novamente. As Mãos de Jessamine. Pequena e delicada em suas finas luvas brancas. Oh, Nate, pensou. Tia Harriet costumava chamá-lo o menino dos olhos azuis dela. - Eu espero que isso tenha sido antes de ele a matar, disse Will. Só então Tessa percebeu que ela tinha falado em voz alta. - E lá está ele de novo, acrescentou, em um murmurar, baixinho. Tessa olhou para a multidão e viu Nate, seu cabelo loiro como um farol,


vindo em sua direção. Em sua mão havia um copo de um líquido dourado cintilante. Ela virouse para dizer a Will ir embora, mas ele já havia desaparecido. - Limonada efervescente, disse Nate, chegando até ela e empurrando o copo em sua mão. Ela sentiu o gelo em sua pele. Ela tomou um gole, apesar de tudo, era delicioso. Nate acariciou o cabelo da testa. - Agora, você estava dizendo, disse ele. Você escondeu o livro no quarto da minha irmã. . . - Sim, como você me disse para fazer, Tessa mentiu. Ela não suspeita de nada, é claro. - Espero que não. - Nate. . . - Sim? - Você sabe o que o Magistrado pretende fazer com a sua irmã? - Eu já lhe disse, ela não é minha irmã. A voz de Nate foi cortada. - E eu não tenho ideia do que ele pretende fazer com ela, nem qualquer interesse. Meus planos são todos para mim, o nosso futuro juntos. Eu devo esperar que você fosse tão dedicada? Tessa pensou em Jessamine, sentada emburrada no quarto com os outros Caçadores de Sombras, enquanto eles folheavam jornais sobre Mortmain; Jessamine fingindo adormecer à mesa, e escutando eles discutirem os planos de Ragnor Fell. E Tessa tendo pena dela, achando que ela odiava Nate, a odiava tanto que senti como fogo em sua garganta. - Eu já lhe disse, ela não é minha irmã. Tessa deixou que seus olhos se arregalasse, e o lábio tremer. - Eu estou fazendo o melhor que posso, Nate, disse ela. Você não acredita em mim? Ela sentiu uma sensação de desmaio de triunfo ao vê-lo visivelmente derrotar seu aborrecimento. - Claro, querida. É claro. Ele examinou seu rosto. Não se sente melhor? Vamos dançar de novo? Ela segurava o copo na mão. - Ah, eu não sei. . . - É claro, Nate riu, eles dizem que um cavalheiro deve dançar apenas o primeiro conjunto ou duas com sua esposa. Tessa congelou. Era como se o tempo tivesse parado: Tudo no quarto parecia congelar junto com ela, até mesmo o sorriso no rosto de Nate. Esposa? Ele e Jessamine se casaram? - Anjo? Disse Nate, sua voz soando como se estivesse vindo de longe. Você está bem? Você está branca como uma folha. - Sr. Gray. Uma voz, com um brilho mecânico falou por trás do ombro de Nate. Ele era um dos autômatos vestido em branco que ela viu, segurando uma bandeja de prata que tinha uma folha de papel dobrada. - Uma mensagem para você. Nate ficou surpreso e arrancou o papel da bandeja; Tessa viu como ele desdobrou, lêlo, xingou, e enfiou-a no bolso do casaco. - Meu, meu, disse ele. Uma nota de si mesmo. Ele deve significar o Magistrado, Tessa pensou. - Eu sou necessário aparentemente. - Ago terrível aconteceu, mas o que você pode fazer? Ele pegou sua mão e levantou-a de pé, depois se inclinou para um beijo na bochecha. - Fale com Benedict, ele vai ter certeza que será escoltada de volta para o carro, Sra. Gray. Ele falou as duas últimas palavras em um sussurro. Tessa assentiu entorpecida.


- Boa menina, disse Nate. Então ele se virou e desapareceu no meio da multidão, seguido pelo autômato. Tessa ficou a olhar para os dois vertiginosamente. Deve ser o choque, pensou ela, mas começou a olhar todos no salão com um olhar um pouco peculiar. Era como se ela pudesse ver cada raio de luz ser deflagrado por cristais do lustre. O efeito era bonito, estranho e um pouco vertiginoso. - Tessa. Foi Will, indo sem esforço para o espaço ao lado dela. Ela se virou para olhar para ele. Ela o olhou, tendo uma visão de um efeito diferente e bonito, estranho, ela pensou, o cabelo preto e máscara, os olhos azuis e pele clara, e o rubor através de suas maçãs do rosto salientes. Foi como olhar para uma pintura. - Eu vejo que seu irmão recebeu a nota. - Ah. Tudo se encaixou. Você o enviou. - Eu fiz. Olhando satisfeito consigo mesmo, Will pegou o copo de limonada de sua mão, tomando o restante, e colocou em uma janela. Eu tinha que tirá-lo daqui. E nós provavelmente devemos seguir o exemplo, antes que ele perceba que a nota é uma falsidade e ele volte. Apesar de eu conduzi-lo até a Vauxhall; um tempo para chegar lá e voltar, por isso, é mais provável e seguro. Ele parou, e ela podia ouvir o súbito alarme em sua voz. - Tess-Tessa? É... Você está bem? - Por que você pergunta? Sua voz ecoou em seus próprios ouvidos. - Olhe. Ele estendeu a mão e pegou uma mecha de seu cabelo balançando, puxando-a para frente para que ela pudesse vê-lo. Ela olhou. Marrom escuro, não podia ser. Seu próprio cabelo. Não é mais Jessamine. - Oh, Deus. Ela colocou a mão no rosto, reconheceu as familiares da Mudança, quando aconteceu. - Quanto tempo? - Não muito. Você era Jessamine quando me sentei. Ele segurou a mão dela. -Venha. Rapidamente. Ele começou a andar em direção à saída, mas era um longo caminho através do salão de baile, e todo o corpo de Tessa estava se contorcendo e tremendo com a mudança. Ela engasgou quando mordeu seus lábios em seus dentes quando... Ela viu Will chicotear a cabeça, alarmado; sentiu-o pegá-la quando tropeçou, e meio levá-la para frente. A sala girou em torno dela. Eu não posso desmaiar. Não me deixe desmaiar. O vento de ar frio que atingiu seu rosto. Ela percebeu de longe que Will havia levado-a através de um par de portas francesas e eles estavam em um pequeno balcão de pedra, um dos muitos com vista para os jardins. Ela se afastou dele, rasgando a máscara de ouro de seu rosto, e quase caiu contra a balaustrada de pedra. Depois de fechar as portas por trás deles, Will virou-se e correu para ela, colocando a mão levemente nas costas. - Tessa? - Eu estou bem. Ela estava feliz com o corrimão de pedra em baixo de suas mãos, sua solidez e dureza inexprimivelmente tranqüilizadora. O ar frio foi diminuindo as tonturas. Olhando para baixo, para si mesma, ela podia ver que ela tinha se tornado totalmente Tessa novamente. O vestido branco era agora uma polegada cheio em alguns lugares e muito curto, e o laço tão apertado que seu decote derramava para cima e sobre o decote. Ela sabia que algumas mulheres apertavam apenas para obter este efeito, mas foi um pouco chocante ver tanto de sua própria pele em exposição. Ela olhou de soslaio para Will, feliz com o ar frio mantendo suas bochechas em chamas. - Eu só não sei o que aconteceu. Isso nunca aconteceu comigo antes, perdendo a mudança sem perceber como essa. Deve ter sido a surpresa de tudo. Eles estão casados, você


sabia que? Nate e Jessamine. Casados. Nate nunca foi o tipo de casar. E ele não a ama. Eu posso dizer. Ele não ama ninguém, mas a si mesmo. Ele nunca tem. - Tess, disse Will de novo, desta vez suavemente. Ele estava encostado na grade, também, de frente para ela. Eles estavam apenas uma distância muito pouca um do outro. Acima deles a lua nadava por entre as nuvens, um barco branco sobre um mar, ainda preto. Ela fechou a boca, consciente de que ela tinha balbuciado. - Sinto muito, disse ela suavemente, olhando para longe. Quase hesitante ele colocou a mão contra a bochecha dela, virando-a de frente para ele. Ele tirou a luva, e sua pele estava nua contra a dela. - Não há nada que se desculpar, disse ele. - Você foi brilhante lá, Tessa. Nem um passo fora do lugar. Ela sentiu seu rosto quente sob a calma dos dedos dele. - Eu fiquei impressionado. Foi este Will falando? Will, que tinha falado com ela no telhado do Instituto, como se ela fosse lixo? - Você não deixou de gostar do seu irmão, não é? Eu pude ver o seu rosto quando ele estava falando com você, e eu queria matá-lo por quebrar seu coração. Você quebrou meu coração, ela queria dizer. Em vez disso, ela disse. - Uma parte de mim sente falta dele, como, quando você perdeu a sua irmã. Apesar de eu saber o que ele é, eu sinto falta do irmão que eu pensei que eu tinha. Ele era minha única família. - O Instituto é a sua família agora. Sua voz era incrivelmente gentil. Tessa olhou para ele com espanto. Gentileza não era algo que ela teria nunca associado com Will. Mas estava ali, no toque de sua mão em seu rosto, na suavidade de sua voz, em seus olhos quando ele olhou para ela. Era o jeito que ela sempre sonhou que um menino olhasse para ela. Mas ela nunca havia sonhado alguém tão bonito como Will, não em toda a sua imaginação. Na luz do luar a curva de sua boca parecia pura e perfeita, os olhos por trás da máscara quase pretos. - Devemos voltar para dentro, disse ela, numa metade de sussurro. Ela não queria voltar para dentro. Ela queria ficar aqui, com Will dolorosamente perto, quase inclinando-se para ela. Ela podia sentir o calor que irradiava de seu corpo. Seu cabelo escuro caiu ao redor da máscara, em seus olhos, enredando-se com seus longos cílios. - Nós temos apenas um pouco de tempo. Ela deu um passo em frente e tropeçou em Will, que a pegou. Ela congelou e então seus braços se arrastaram ao seu redor, seus próprios dedos laçando atrás de seu pescoço. Seu rosto foi pressionado contra sua garganta, seu cabelo macio sob seus dedos. Ela fechou os olhos, fechando o mundo vertiginoso, a luz para além das janelas francesas, o brilho do céu. Ela queria estar aqui com Will, encapsulada neste momento, inalando o aroma limpo dele, sentindo a batida do seu coração contra o seu, tão firme e forte como o pulsar do oceano. Ela sentiu-o inalar. - Tess, disse ele. - Tess, olhe para mim. Ela levantou os olhos para ele, lentos e sem vontade, se preparou para a raiva ou frieza, mas seu olhar estava fixo no dela, seus olhos azuis escuros sombrios sob seus cílios grossos e negros, e eles estavam despojados de toda a sua distância de costume, de um frio distante. Eles eram tão transparentes como o vidro e cheio de desejo. E mais do que desejo - a ternura que nunca tinha visto neles antes, nunca tinha associado com Will Herondale. Isso,


mais do que qualquer outra coisa, parou seu protesto quando ele levantou as mãos e metodicamente começou a soltar as prisilhas de seu cabelo, um por um. Isso é loucura, pensou, quando a primeira prisilha caiu no chão. Eles deveriam estar saindo, fugindo deste lugar. Em vez disso, ela estava sem palavras, quando Will jogou os grampos de pérola de Jessamine de lado. Tomando seu próprio tempo, enrolando o cabelo escuro caindo sobre os ombros, e Will deslizou as mãos para ela. Ela ouviu-o exalar quando ele o fez, como se estivesse segurando a respiração por um mês e tinha finalmente conseguido respirar. Ela se levantou como se hipnotizada, pois ele reuniu seu cabelo em suas mãos, revestindo-o sobre um dos ombros, enrolando os cachos entre os dedos. - Minha Tessa, disse ele, e desta vez ela não lhe disse que ela não era sua. - Will, ela sussurrou enquanto ele estendia a mão e abria as elas em torno de seu pescoço. Ele tirou suas luvas, que se uniram a máscara e prisilhas de Jessie no chão de pedra da varanda. Ele tirou sua própria máscara colocando de lado, passando as mãos pelo seu cabelo úmido preto, empurrando-o para trás de sua testa. A borda inferior da máscara tinha deixado marcas em suas maçãs do rosto salientes, como cicatrizes leves, mas quando ela chegou a tocá-los, ele gentilmente pegou em suas mãos e apertou-as. - Não, ele disse. Deixe-me tocar em você primeiro. Eu queria. . . Ela não disse não. Em vez disso, ela ficou de pé, com os olhos arregalados, olhando para ele quando seus dedos traçaram seu rosto, em seguida, as maçãs do rosto, o então suavemente apesar da áspereza dos calos - esboçou a forma de sua boca como se quisesse se guardar na memória. O gesto fez seu coração gira como um pião dentro de seu peito. Seus olhos permaneceram fixos nela, tão escuros como o fundo do oceano, imaginando, aturdida com a descoberta. Ela ficou parada, quando as pontas dos dedos saíram de sua boca e arrastou um caminho para baixo em sua garganta, parando em seu pulso, escorregando para a fita de seda em seu colar e puxando um fim de tudo, suas pálpebras tremeram meio fechadas quando sua mão quente cobriu a clavícula nua. Lembrou-se uma vez, quando o navio passava por um brilhante oceano. Era como as mãos de Will, faziam o mesmo com sua pele. Ela queimou onde ele tocou, e podia sentir onde seus dedos tinham ido.. Suas mãos se moviam suavemente, mas inferior, sobre o corpete de seu vestido, seguindo as curvas de seus seios. Tessa engasgou, mesmo quando suas mãos deslizaram para segurar a cintura dela e puxá-la em direção a ele, puxando seus corpos juntos até que não tinha um milímetro de espaço entre eles. Ele se curvou para colocar sua bochecha contra a dela. Sua respiração contra sua orelha fez estremecer cada palavra deliberadamente falada. - Eu queria fazer isso, disse ele, em todos os momentos, de cada hora e de cada dia em que eu estive com você, desde o dia em que te conheci. Mas você sabia. Você deve saber. Não sabe? Ela olhou para ele, os lábios entreabertos em confusão. - Saber o que? Disse ela, e Will, com um suspiro de algo como derrota, beijou-a. Seus lábios eram suaves, tão suaves. Ele a tinha beijado antes, loucamente e desesperadamente e com gosto de sangue, mas isso era diferente. Este foi deliberado e sem pressa, como se estivesse falando com ela em silêncio, dizendo com a escova de seus lábios nos dela o que ele não podia dizer em palavras. Ele traçou lentos, beijos borboleta através de sua boca, cada medida como a batida de um coração, cada um dizendo que ela era preciosa, insubstituível, querida. Tessa não podia mais manter suas mãos em seus lados. Ela alcançou a


taça da parte de trás do seu pescoço, para enredar os dedos nas ondas escuras de seda de seu cabelo, sentir o martelar de seu pulso contra as palmas das mãos. Seu domínio sobre ela era firme quando ele explorou sua boca com a dele. Ele provou da limonada espumante, doce e formigamento. O movimento de sua língua e como ele sacudiu-a levemente em seus lábios enviaram arrepios deliciosos através de todo o seu corpo, seus ossos derreteram e seus nervos cauterizados. Ela ansiava puxá-lo contra ela, mas ele estava sendo tão gentil com ela, tão incrivelmente suave, embora ela pudesse sentir o quanto ele a queria pelo tremor de suas mãos, o martelar de seu coração contra o seu. Certamente alguém que não se importava nem um pouco não poderia se comportar com tal mansidão. Todas as peças dentro dela tinha sentido quebrado e irregular quando ela olhou para Will nestas últimas semanas começou a tricotar juntos e curar. Ela se sentia leve, como se pudesse flutuar. - Will, ela sussurrou contra sua boca. Ela o queria mais perto dela, era como uma dor, uma dor dolorosa quente que se espalhou para fora de seu estômago para acelerar seu coração e nó com as mãos em seu cabelo e definir sua pele à queima. -Will, você não precisa ser tão cuidadoso. Eu não vou desistir. - Tessa, ele gemeu contra sua boca, mas ela podia ouvir a hesitação em sua voz. Ela beliscou suavemente seus lábios, provocando-o, e sua respiração capturados. Suas mãos achatado contra a baixa de suas costas, pressionando-a para si, com seu auto-controle escorregou e sua gentileza começou a florescer em uma urgência mais exigente. Seus beijos cresceu mais e mais ainda, como se pudesse respirar o outro, consumir o outro, devoram uns aos outros . Tessa sabia que ela estava fazendo sons choramingando na parte de trás de sua garganta; que Will estava empurrando-a de volta, de volta contra a grade de uma forma que deveria ter doído, mas estranhamente não o fez; que suas mãos estavam no corpete do vestido de Jessamine, esmagando as rosas de tecido delicados. Distante Tessa ouviu a maçaneta da porta ; elas abriram, e ainda ela e Will estavam se abraçando, como se nada mais importasse. Houve um murmúrio de vozes, e alguém disse, - Eu te disse, Edith. Isso é o que acontece quando você bebe as bebidas rosa, em um tom de desaprovação. As portas fechadas novamente, e Tessa ouviu passos indo embora. Ela se separou de Will. - Oh, meu céu, disse ela, sem fôlego. Que humilhante. - Eu não me importo. Ele a puxou de volta para ele, acariciou o lado de seu pescoço, com seu rosto quente contra sua pele fria. Sua boca olhou através dela. - Tess - Você continua dizendo meu nome, ela murmurou. Ela tinha uma mão no peito, segurando-o um pouco longe, mas não tinha idéia de quanto tempo ela poderia mantê-lo lá. Seu corpo doía por ele. Tempo havia se partido e perdeu o seu significado. Havia apenas este momento, apenas a vontade. Ela nunca tinha sentido ficado embriagada, e se perguntou se isso era o que acontecia quando Nate estava bêbado. - Eu amo o seu nome. Eu amo o som dele. Ele parecia bêbado demais, sua boca na dela, enquanto falava para que ela pudesse sentir o movimento delicioso de seus lábios. Ela respirava a respiração dele, inalando-o. Seus corpos se encaixam perfeitamente, ela não pôde deixar de notar, em sapatos brancos de Jessie de cetim de salto alto, ela só tinha que inclinar a cabeça ligeiramente para trás para beijá-lo.


- Eu tenho que perguntar uma coisa. Eu tenho que saber. - Então, vocês dois, veio uma voz da porta. É uma exibição espetacular que vocês estão fazendo, se assim posso dizer. Eles saltaram uma distância. Ali, de pé na porta de Tessa, embora não conseguia lembrar o som das portas se abrindo, com um charuto entre seus dedos finos, estava Magnus Bane. ************************* - Deixe-me adivinhar, Magnus disse, exalando fumaça fazendo uma nuvem branca na forma de um coração que distorcia conforme ela se afastado de sua boca, até que já não era reconhecível. – Você bebeu da limonada. Tessa e Will, agora de pé, lado a lado, olharam um para o outro. Foi Tessa quem falou primeiro. - Eu, sim. Nate me trouxe. - Ela leva um pouco de pó mágico misturado, disse Magnus. Ele estava vestido todo de preto, sem outros ornamentos a não ser os de suas mãos. Cada dedo tinha um anel com uma pedra enorme de diferentes cores amarelo-limão citrino, jade verde, vermelho rubi, topázio azul. – A bebida reduz suas inibições e faz com que você faça coisas que você não faria normalmente, ele tossiu delicadamente, - Não faz? - Oh, disse Will. E depois: Oh! Sua voz era baixa. Ele virou-se, inclinando as mãos sobre a balaustrada. Tessa sentiu seu rosto começar a arder. - Nossa quanta quantidade de seio você tem amostra, Magnus continuou alegremente, apontando para Tessa com a ponta do charuto. - "Tout le monde sur Le Balcon”, como se diz em francês, ele acrescentou, imitando um vasto terraço que se projeta para fora de seu peito. - Especialmente, como estamos agora, na verdade, em uma varanda. - Deixe-a em paz, disse Will. Tessa não conseguia ver o rosto dele, ele estava com a cabeça para baixo. - Ela não sabia o que ele estava bebendo. Tessa cruzou os braços, percebeu que só intensificou o volume do problema dos seios, e deixou-os cair. - Este é o vestido de Jessamine, e ela é metade do meu tamanho, ela retrucou. - Eu nunca iria sair assim em circunstâncias normais. Magnus levantou suas sobrancelhas. - Mudou de volta para si mesma, não é? Quando a limonada entrou em vigor? Tessa fez uma careta. Ela se sentiu humilhada – por obscuramente ter sido pega beijando Will, para estar de pé na frente de Magnus em algo que sua tia ficaria morta por vê-la - parte dela desejava que Magnus fosse embora para que ela pudesse beijar Will novamente. - O que você está fazendo aqui mesmo? Eu poderia perguntar? Ela estalou graciosamente. - Como você sabia que estávamos aqui? - Eu tenho fontes, disse Magnus, soltando fumaça alegremente. - Eu pensei que vocês dois poderiam está em perigo. Benedict Lightwood tem reputação de perigoso. Quando eu ouvi que você estava aqui. - Nós estamos bem equipados para lidar com o perigo, disse Tessa. Magnus olhou seu seio abertamente. - Eu posso ver isso, disse ele. - Armada até os dentes, com isso, ele jogou seu charuto sobre o balcão. - Um dos subjugados humanos de Camille estava aqui e reconheceu Will. Ele


tinha uma mensagem para mim, mas se um de vocês já foi reconhecido, qual é a chance que poderia acontecer isso de novo? É hora de ir. - O que importa se formos ou não? Will disse, sua cabeça baixa, com a voz abafada. - Você me deve, Magnus disse, sua voz de aço. - Eu quero que se vão. Will se virou para ele. Tessa ficou surpreso ao ver a expressão de seu rosto. Ele parecia doente. - Eu deveria ter sabido quem é você. - Você pode escolher seus amigos, mas não seus improváveis salvadores, Magnus disse alegremente. - Vamos, então? Ou você prefere ficar e apostar na sorte? Você pode continuar com o beijo de onde você parou quando voltarem para o Instituto. Will fez uma careta. - Tire-nos daqui. Os olhos de gato de Magnus brilharam. Ele estalou os dedos, e uma chuva de faíscas azuis caiu ao redor deles repentina e surpreendente. Tessa ficou tensa, esperando eles queimarem sua pele, mas ela sentiu apenas o vento correndo e passando por seu rosto. Seu cabelo levantado como uma estranha energia crepitou através de seus nervos. Ela se ouviu suspirar e depois eles estavam de pé em um dos caminhos de pedra no jardim, perto do lago ornamental, subindo na grande mansão Lightwood, silenciosa e escura, acima deles. - Não, disse Magnus em um tom aborrecido. - Isso não foi tão difícil, foi? Will olhou para ele com nenhuma gratidão. - Magica, ele murmurou. Magnus jogou as mãos para cima. Elas ainda crepitavam com a energia azul, como um raio de calor. - E o que você acha que são suas preciosas runas são? Não é magia? - Shhh, disse Tessa. Seus ossos cansados de repente. Doía-lhe onde o espartilho esmagava suas costelas, e seus pés nos pequenos sapatos de Jessamine, estava em agonia. Parem de discutir. Acho que alguém está vindo. Todos deram uma pausa, assim que um grupo tagarela dobrou a esquina da casa. Tessa congelou. Mesmo à luz do luar nublado, ela podia ver que eles não eram humanos. Eles não eram feiticeiros, também. Era um grupo de demônios e uma figura cadavérica com buracos negros nos olhos, o outro era meio do tamanho de um homem, de pele azul, vestido com um colete e calças e com uma cauda farpada, características de lagarto e um focinho plano de cobra, e outro parecia ser uma roda giratória coberta de úmidas bocas vermelhas. Várias coisas aconteceram ao mesmo tempo. Tessa apertou a palma de sua mão contra a boca antes que ela pudesse gritar. Não havia lugar para fugir. Os demônios já tinham visto eles e tinham chegado a um ponto morto no caminho. O cheiro de podridão flutuava deles, apagando o cheiro das árvores. Magnus levantou a mão, fogo azul circulando seus dedos. Ele estava murmurando palavras em voz baixa. Ele parecia tão discomposto como Tessa teve sempre ao vê. E Will a quem Tessa esperava se jogar acima dos demônios - fez algo totalmente inesperado. Ele levantou um dedo trêmulo, apontou para o demônio de pele azul, e respirou. - Você. O demônio de pele azul piscou. Todos os demônios ficaram imoveis, olhando um para o outro. Deve ter havido algum acordo em vigor, Tessa pensou, para impedi-los de atacar os humanos na festa, mas ela não gostou da forma como as bocas molhadas vermelhas estavam lambendo os lábios.


- Er, o demônio disse, em uma voz surpreendentemente comum. - Não me lembro, ou seja, eu não acho que eu tive o prazer de conhecê-lo? - Mentiroso! Will cambaleou para frente o acusando, Tessa assistiu com espanto, ele ultrapassar os outros demônios e atirou-se encima do demônio azul. Ele soltou um grito agudo. Magnus ficou observando tudo com a boca aberta. Tessa gritou. - Will! Will!, Mas ele estava rolando mais e mais sobre a grama com a criatura de pele azul, que foi surpreendentemente ágil. Ele tinha tirado o seu colete, que se rasgou livre e jogada a longa distância, cruzou os jardins em perseguição. Tessa deu alguns passos atrás deles, mas seus pés eram uma agonia – estavam quentes. A pontapé tirou os sapatos de Jessamine, ela estava prestes a sair correndo atrás de Will quando ela percebeu que os demônios restantes estavam fazendo um barulho irritante de zumbido. Eles pareciam estar a conversar com Magnus. - Ah, bem, você sabe, disse ele, depois de ter recuperado sua compostura, e ele fez um gesto na direção de Will que tinha desaparecido em "Desacordo”. - Eles têm um problema para resolver a respeito de mulheres. O zumbido aumentou. Ficou claro que os demônios não acreditaram nele. - Dívida de jogo? Magnus sugeriu. Ele estalou os dedos, e as chamas irrompiam da palma de sua mão, banhando o jardim em um brilho gritante. - Eu sugiro que vocês não se preocupem muito com eles senhores. Festas e diversão esperam por vocês lá dentro. Ele fez um gesto em direção à porta estreita que levava para o salão de baile. - Muito mais agradável do que o que esperam por vocês aqui fora, se vocês continuarem a ficar. Isso pareceu convencê-los. Os demônios se afastaram zumbindo e resmungando, levando com eles o fedor de lixo. Tessa virou. - Depressa, temos que ir atrás deles. Magnus se abaixou e pegou os sapatos – tirando eles do caminho. Segurando-os pelas fitas de cetim ele disse: - Não tão rápido Cinderela. Will é um Caçador de Sombras. Ele corre rápido. Você nunca vai pegá-lo. - Mas você pode fazer um pouco de magia. - Magica, Magnus disse, imitando o tom enojado de Will. - Will está onde ele tem deve estar, fazendo o que ele tem que fazer. Seu propósito é matar demônios, Tessa. - Você não gosta dele? Tessa perguntou, era uma pergunta estranha, talvez, mas havia algo na maneira que Magnus olhou para Will, falou com Will, que ela não podia se meter. Para sua surpresa, Magnus levou a questão a sério. - Eu gosto dele, disse ele, - embora um pouco mais do que devia. A beleza dele tem um pouco de veneno ao seu redor, mas mesmo assim eu gosto. Ele é realmente vivo, uma das pessoas mais vivas que eu já conheci. Quando ele sente alguma coisa, é tão brilhante e nítido como um relâmpago. - Nós todos sentimos, disse Tessa, completamente surpresa. Será que, sentindo-se mais forte do que todos os outros? Mais louco do que todos os outros, talvez. - Não gosto disso, disse Magnus. - Confie em mim, eu tenho vivido um longo tempo, e eu sei. Seu olhar não era sem simpatia. - E você vai descobrir que os sentimentos se acabam, também, quanto mais tempo você vive. O mais velho bruxo que eu já conheci estava vivo há quase mil anos e me disse que não podia mais se lembrar como era sentir o amor ou o ódio. Perguntei-lhe por que ele não acabava com sua vida, e ele disse, que ainda sentia uma única


coisa, era o medo, medo do poderia existir após a morte. – “O país para onde viajamos e ninguém retorna”. - Hamlet, disse Tessa automaticamente. Ela estava tentando esquecer os pensamentos de sua própria possível imortalidade. O conceito de que era muito grande e aterrorizante para realmente abranger, e além. . . Ela pode até não ser verdade. - Nós, que somos imortais, e estamos acorrentados a esta vida por uma corrente de ouro, e não ousamos romper com isso por medo do que está para além da queda, disse Magnus. - Agora venha, e não atrapalhamos Will com seus deveres morais. Ele começou a descer o caminho, Tessa mancando rapidamente em um esforço para manter-se. - Mas ele se comportou como se ele soubesse quem é o demônio. - Provavelmente, tentou matá-lo antes, disse Magnus. - Às vezes eles fogem. - Mas como ele vai voltar para o Instituto? Tessa lamentou. - Ele é um menino inteligente. Ele vai encontrar um caminho. Estou mais preocupado com a sua volta para o Instituto antes que alguém você não está lá. Eles chegaram aos portões da frente, onde aguardava o transporte, Cyril descansando em paz no banco do motorista, com o chapéu puxado sobre seus olhos. Ela olhou com rebeldia para Magnus quando ele balançou a porta da carruagem aberta e estendeu a mão para ajudála. - Como você sabe que Will e eu não temos a permissão de Charlotte para estar aqui esta noite? - Você deveria me dá mais crédito do que isso, querida, disse ele, e sorriu de uma maneira tão contagiante que Tessa, com um suspiro, deu-lhe a mão. - Agora, ele disse, - Eu vou levar você de volta para o Instituto, de maneira que você possa me dizer tudo sobre a respeito dele.


Capitulo 13 - A ESPADA MORTAL "Tome a minha parte de um coração inconstante, Mina de um amor insignificante: Leve-o ou deixe-o como quiser, Lavo as mãos dela. " -Christina Rosetti, "Maude Clare"

- Oh, meu querido céu misericordioso! Disse Sophie, levantando-se de sua cadeira quando Tessa abriu a porta do quarto de Jessamine. - Srta Tessa, o que aconteceu? - Sophie! Shh! Tessa fez um gesto de advertência quando ela fechou a porta atrás de si. O quarto estava do jeito que ela deixou. A camisola e roupão foram cuidadosamente dobrados em uma cadeira, o espelho de prata rachado estava sobre a mesa, e Jessamine - Jessamine ainda estava profundamente inconsciente com os pulsos amarrados na cama. Sophie estava sentada em uma cadeira ao lado do guarda-roupa, tinha claramente ficado lá desde que Will e Tessa sairam, ela segurava uma escova de cabelo em uma mão. - Para bater em Jessamine, caso ela desperte novamente? Tessa perguntou com seus olhos castanhos enormes. - Mas Srta... A voz de Sophie sumiu ao encontrar o olhar de Tessa com o seu no reflexo do espelho. Tessa não podia deixar de olhar. Seu cabelo estava solto, é claro, em um emaranhado sobre os ombros, sem a presilia de pérola de Jessamine que Will lhe tirou, ela estava descalça e mancando, suas meias brancas sujas, sem as luvas, e seu vestido, obviamente, estava quase sufocando-a até a morte. - Foi muito terrível? A mente de Tessa foi repentinamente de volta para a varanda, com os braços de Will ao seu redor. Oh, Deus. Ela empurrou o pensamento para longe e olhou para Jessamine, ainda dormindo pacificamente. - Sophie, nós vamos ter que acordar Charlotte. Nós não temos escolha. Sophie olhou para ela com olhos redondos. Tessa não podia culpá-la, ela temia Charlotte. Tessa implorou a Magnus para vir com ela e ajuda -lá a dar a notícia, mas ele se recusou, alegando que se meter em dramas de Caçadores de Sombras não tinham nada a ver com ele, e que ele tinha um romance para resolver. - Srta, Sophie protestou. - Nós devemos. O mais rápido que pôde, Tessa disse a Sophie, a essência do que tinha acontecido naquela noite, deixando de fora a parte com Will na varanda. Ela não precisava saber sobre isso. - Isso está além de nós agora. Nós não podemos esconder isso por mais tempo, com medo do que Charlotte vai pensar. Sophie não fez mais som de protesto. Ela arrumou o cabelo com a escova para baixo com vaidade, levantou-se, alisou suas saias, e disse: - Eu vou buscar a Sra. Branwell, senhorita. Tessa afundou na cadeira ao lado da cama, estremecendo enquanto o vestido de Jessamine a beliscou. - Eu gostaria que você me chamasse de Tessa. -Eu sei senhorita. Sophie saiu, fechando a porta silenciosamente atrás dela. Magnus estava deitado no sofá da sala de estar ainda com as suas botas, quando ele ouviu um barulho. Ele sorriu sem mover-se ao som de Archer protestando, juntamente com os


protestos de Will. Passos se aproximava da porta. Magnus virou uma página em seu livro de poesia quando a porta se abriu, e Will entrou sendo perseguido. Ele estava quase irreconhecível. Sua roupa de noite elegante estava rasgada e cheia de lama, o casaco rasgado longitudinalmente, botas incrustadas com lama. Seu cabelo arrepiado, e seu rosto estava cheio com dezenas de arranhões, como se ele tivesse sido atacado por uma dúzia de gatos simultaneamente. - Sinto muito, senhor, disse Archer em desespero. - Ele passou por mim. - Magnus, disse Will. Ele estava sorrindo. Magnus o tinha visto sorrir antes, mas não havia alegria real agora. O rosto de Will estava transformado, de belo e frio a incandescente. Diga a ele para me deixar entrar. Magnus acenou com a mão. - Deixe-o entrar, Archer. O rosto cinzento do humano subjugado ficou torcido, e a porta bateu atrás de Will. - Magnus! Ele disse meio desconcertado, meio acuado, quando se inclinou contra a lareira. - Você não vai acreditar. - Shh, disse Magnus, seu livro ainda em aberto sobre os joelhos. Ouça esta: “Estou cansado de lágrimas e risos, E dos homens que rir e chorar Do que pode vir a seguir Para os homens que semeiam a colher: Estou cansado de dias e horas, Brotos queimados de flores estéreis, Desejos e sonhos e poderes E tudo, mas o sono. " - Trágico, disse Will, inclinando-se contra a lareira. - Sentimental e sobrestimado. - Você não sabe o que é ser imortal. Magnus jogou o livro de lado e sentou-se. - Então o que é que você quer? Will puxou a manga. Magnus engoliu um som de surpresa. O Antebraço de Will tinha um corte longo, profundo e sangrento. Sangue saia como braceletes de seu pulso e pingava por seus dedos. Embutido no corte, como um cristal na parede de uma caverna, tinha um único dente branco. - O que é Magnus começou. - Um dente de Demônio, disse Will, sua respiração um pouco curta. - Eu persegui aquele bastardo azul em toda Chiswick, mas ele conseguiu fugir, não antes de me morder. Ele deixou este dente em mim. Você pode usá-lo, certo? Para chamar o demônio? Ele pegou o dente e puxou-o livre. Ainda mais sangue jorrou e derramou-se pelo seu braço, espirrando no chão. - O tapete de Camille, Magnus protestou. - É sangue, disse Will. Ela devia ficar emocionada. - Você está bem? Magnus olhou para Will em fascínio. - Você está sangrando muito. Você não tem uma estela para resolver isso em algum lugar? A cura por runas? - Eu não me importo com as runas de cura. Eu me importo com isso. Will deixou cair o dente sangrento na mão de Magnus. - Encontre o demônio para mim. Eu sei que você pode fazer isso. Magnus olhou com uma careta de desgosto.


- Eu provavelmente posso, mas. . . A luz no rosto de Will desapareceu. - Mas? - Mas hoje não, disse Magnus. - Vai ter que esperar alguns dias. Você vai ter que ser paciente. Will ficou com a respiração irregular. - Eu não posso ser paciente. Não depois de hoje à noite. Você não entende Ele cambaleou, então se pegou com apreensão a lareira. Alarmado, Magnus levantou do sofá. - Você está bem? A cor foi indo e vindo do rosto de Will. Seu colarinho estava escuro de suor. - Eu não sei, ele engasgou. - O dente. Pode ser venenoso. . . Sua voz sumiu. Ele deslizou para frente, os olhos rolando. Com um epíteto de surpresa Magnus o segurou antes que ele pudesse bater no tapete, pegou o menino em seus braços, levou-o cuidadosamente até o sofá.

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Tessa sentou na cadeira ao lado da cama de Jessamine, massageando as costelas doloridas e suspirando. O espartilho ainda estava encomodando, e ela não tinha idéia de quando teria a chance de removê-lo, os pés doíam, e ela estava com o fundo de sua alma machucado. Vendo Nate, tinha sido como ter uma faca torcida em uma ferida fresca. Ele tinha dançado com "Jessamine", flertou com ela e tinha casualmente discutido o destino de Tessa, sua irmã, como se ela não significasse nada para ele. Supunha que isso não deveria surpreendê-la, que a causa por Nate estava perdida. Mas isso tudo dói do mesmo jeito. E Will - aqueles poucos momentos na varanda com Will tinham sido o mais confuso de sua vida. Depois da forma como Will tinha falado com ela no telhado, que tinha jurado nunca ter pensamentos românticos dele novamente. Ele não era sombriu, remoendo como Heathcliff mantinha com cuidado uma paixão secreta, ela disse a si mesma, apenas um garoto que se achava bom demais para ela. Mas a maneira como ele olhou para ela no terraço, o modo que ele alisou o seu cabelo para trás de seu rosto, percebendo o tremor fraco em suas mãos quando ele tocou-a, certamente essas coisas não poderiam ser produto de falsidade. Mas então, ela havia tocado de volta da mesma maneira. Nesse momento ela não queria nada, mas Will. Não havia sentido nada além de Will. No entanto, apenas um pouco antes na noite ela havia tocado e beijado Jem, ela sentiu que o amava, ela havia o deixado vêla como ninguém nunca tinha visto antes. E quando pensava nele agora, o pensamento de seu silêncio, esta manhã, a sua ausência do jantar, ela o perdeu de novo, com uma dor física que não poderia ser de mentira. Você poderia realmente amar duas pessoas diferentes ao mesmo tempo? Você poderia dividir o seu coração pela metade? Ou apenas o tempo com Will na varanda havia sido uma loucura induzida por drogas de bruxo? Teria sido o mesmo com outro alguém? O pensamento a atormentava como um fantasma. - Tessa. Tessa quase saltou da cadeira. A voz era quase um sussurro. Era Jessamine. Seus olhos estavam semi-abertos, a luz do fogo refletindo em suas profundezas marrons. Tessa sentou-se em linha reta.


- Jessamine. Você. . . - O que aconteceu? A cabeça de Jessamine rolou aflita de lado a lado. - Eu não me lembro. Ela tentou sentar-se e engasgou quando viu suas mãos amarradas. - Tessa! O que diabos é isso? - É para o seu próprio bem Jessamine. A voz de Tessa lançou. -Charlotte, ela tem perguntas que precisa lhe fazer. Seria muito melhor se você estivesse disposta a respondê-las. - A festa. Os olhos de Jessamine rolaram para frente e para trás, como se estivesse assistindo algo que Tessa não podia ver. - Sophie, aquela macaquinha, foi mexer nas minhas coisas. Encontrei-a com o convite em suas mãos. - Sim, o convite, disse Tessa. - De Benedict Lightwood. Onde estava reunido a Nate. - Você leu a sua nota? A cabeça de Jessamine chicoteou para o lado. - Você não sabe quão rude e imprópria é ler a correspondência privada de outra pessoa? Ela tentou sentar-se de novo, e mais uma vez caiu para trás contra os travesseiros. - De qualquer forma, ele não é um assino. Você não pode provar. - Jessamine, há pouca vantagem falar mentiras agora. Eu posso provar isso, porque eu fui para a festa, e eu falei com o meu irmão lá. Jessamine abriu a boca rosa em um O. Pela primeira vez, ela parecia notar o que Tessa estava usando. - O meu vestido, ela respirava. - Você disfarçou-se como eu? Tessa assentiu. Os olhos de Jessamine escureceram. - Inacreditavel, ela respirava. - Criatura repugnante! O que você fez para o Nate? O que você disse a ele? - Ele deixou muito claro que você estava espionando para Mortmain, disse Tessa, desejando que Sophie e Charlotte voltassem. O que na terra fazia para demorar por tanto tempo? - Que você nos traiu, informando sobre todas as nossas atividades, realizando os comandos de Mortmain . - Somos? Jessamine gritou, lutando em pé, tanto quanto as cordas permitiriam. - Você não é uma Caçador de Sombras! Você não lhes deve nenhuma lealdade! Eles não se importam com você, mais do que eles se preocupam comigo. Apenas Nate cuida de mim. - Meu irmão, Tessa disse em uma voz mal controlado, é um assassino, incapaz de sentir. Ele pode ter se casado com você, Jessamine, mas ele não te ama. Os Caçadores de Sombras ajudaram a me proteger, como eles têm feito por você. E ainda assim você abandonaos como um cão no momento que meu irmão estala os dedos. Ele vai te abandonar, se ele não te matar primeiro. - Mentirosa! Jessamine gritou. -Você não o entende. Você nunca fez! Sua alma é pura e fina. - Pura como água estagnada, disse Tessa. - Eu entendo ele melhor do que você já fez, você está cega por seu charme. Ele não se importa com você. - Mentirosa. - Eu vi nos olhos dele. Eu vi o jeito que ele olha para você. Jessamine engasgou. - Como você pode ser tão cruel? Tessa balançou a cabeça. - Você não pode vê-lo, não é? Disse ela com admiração. - Para você, é apenas um jogo, como aquelas bonecas em sua casa de bonecas, fazendo com que se beijem e se casem. Você queria um marido mundano, e Nate era bom o suficiente. Você não pode ver o que a sua traição tem custado aqueles que sempre cuidaram de você. Jessamine mostrou os dentes, nesse momento ela olhou como um animal, preso encurralado que Tessa quase se encolheu.


- Eu amo Nate, ela disse. E ele me ama. Você é a única que não entende o amor. - Oh, eu não posso decidir entre Will e Jem. O que eu devo fazer? Ela disse em voz alta, e Tessa ficou lavada com veemência. - Então, se Mortmain quer destruir os Caçadores de Sombras da GrãBretanha. Eu digo que deixem queimar. Tessa se levantou para ela, assim quando a porta atrás dela se abriu, e Charlotte entrou. Ela parecia um desenho oco com exaustão, em um vestido cinza que combinava com as sombras sob seus olhos, mas sua coluna estava ereta, com os olhos claros. Atrás dela veio Sophie com um olhar assustado, Tessa viu o porquê, por traz dela vinha uma aparição com roupas da cor de pergaminho, com o rosto escondido sob a sombra de seu capuz, e com uma lâmina mortal brilhante em sua mão. Era o Irmão Enoque, um dos irmãos do Silêncio, carregando a Espada Mortal. - Vai nos queimar? É isso o que você disse Jessamine? Disse Charlotte com uma voz dura tão diferente dela que Tessa olhou assustada. Jessamine engasgou. Seus olhos estavam fixos na lâmina na mão do irmão de Enoque. Seu punho grande foi esculpido em forma de um anjo estendido com asas. Irmão Enoque jogou a espada em direção a Jessamine, que recuou, e as cordas que ligavam seus pulsos para os postes da cama se soltaram. Suas mãos cairam inertes em seu colo. Ela olhou para eles, e, em seguida, para Charlotte. - Charlotte, Tessa é uma mentirosa. Ela é uma feiticeira. Charlotte parou ao lado da cama e olhou para Jessamine com desapego. - Isso não é o que vejo dela, Jessamine. E o que você me diz de Sophie? Ela sempre a serva mais honesta. - Ela me surpreendeu! Com um espelho! O rosto de Jessamine estava vermelho. - Porque ela descobriu isso. Charlotte pegou o convite de seu bolso, que Tessa tinha entregado a Sophie. - Você pode explicar isso! - Jessamine? - Não há nada contra a Lei de ir a uma festa. Jessamine falou meio assustada e altiva. – Benedict Lightwood é um Caçador de Sombras. - Este é a escrita Nathaniel Gray. Nunca a voz de Charlotte pareceu perder sua vantagem, Tessa pensou. Havia alguma coisa sobre o fato de que fez parecer ainda mais inexorável. - Ele é um espião, procurado pela Clave, e você tem se reunido com ele em segredo. Por que isso? Jessamine abriu um pouco a boca. Tessa esperou ela pedir desculpas, dizendo que era tudo mentira, que Sophie tinha inventado o convite, e que ela estava apenas tentando ganhar a confiança de Nate, mais em vez disso lágrimas vieram. - Eu o amo, disse ela. E ele me ama. - Então, você nos traiu com ele, disse Charlotte. - Eu não! A voz Jessamine subiu. - Tudo o que Tessa diz, não é verdade! Ela está mentindo. Ela sempre teve ciúmes de mim, e ela está mentindo! Charlotte deu a Tessa um olhar medido. - Ela está, agora. E Sofia? - Sophie me odeia, Jessamine soluçou. Isso pelo menos era verdade. - Ela deve ser posta na rua, sem referências. - Deixe de lágrimas, Jessamine. Ela nunca te fez nada. A voz Charlotte cortou os soluços de Jessamine como uma lâmina. Ela se virou para o irmão Enoque. - A verdadeira história será mais fácil o suficiente para se obter com a Espada Mortal, por favor, Irmão Enoque.


O irmão Silêncio aumentou, a Espada Mortal foi nivelada junto a Jessamine. Tessa olhou horrorizada. Ele iria torturar Jessamine em sua própria cama na frente de todos eles? Jessamine gritou. - Não! Não! Afaste ele de mim! Charlotte! Sua voz ficou com um grito de lamento terrivel, Tessa sentiu dor nos ouvidos e na cabeça. - Coloque suas mãos, Jessamine, disse Charlotte friamente. Jessamine balançou a cabeça freneticamente, seu cabelo voando justo. - Charlotte, não, disse Tessa. Não a machuque. - Não interfira no que você não entende, Tessa, disse Charlotte com uma voz cortada. Ponha as mãos para fora, Jessamine, ou ele vai ser muito mal para você. Com lágrimas escorrendo pelo seu rosto, Jessamine empurrou as mãos para frente, palmas para cima. Tessa se esticou toda. Ela sentiu-se subitamente doente e com pena, mas não tinha nada a ver com este plano. Se Jessamine tinha sido enganada por Nate, então ela também. Jessie não merecia isso. - Está tudo bem, disse uma voz suave em seu ombro. Foi Sophie. - Ele não vai machucá-la com ela. A Espada Mortal faz o Nephilim dizer a verdade. Irmão Enoque colocou a lâmina da espada Mortal nas palmas de Jessamine. Ele fez isso sem se importar, como se ele fosse mal ciente dela como uma pessoa. Ele deixou a lâmina e deu um passo atrás, até mesmo Jessamine ficou com os olhos arredondados, surpresa, a lâmina parecia equilibrar-se perfeitamente em suas mãos, totalmente imóvel. - Não é um instrumento de tortura, Jessamine, disse Charlotte, com as mãos cruzadas na frente dela. Devemos empregá-la só porque você não pode ser confiável para dizer a verdade de outra forma. Ela levantou o convite. - Este é seu, não é? Jessamine não respondeu. Ela estava olhando para o irmão Enoque, os olhos arregalados e preto com terror, seu peito subindo e descendo rápido. - Eu não posso pensar, não com aquele monstro na sala. Sua voz tremeu. A boca de Charlotte se apertou, mas ela se virou para Enoque e falou algumas palavras. Ele acenou com a cabeça, em seguida, deslizou silenciosamente do quarto. Com a porta fechada atrás dele, Charlotte disse: - Pronto. Ele está esperando no corredor. Não acho que ele vá pegar e tentar te executar, Jessamine. Jessamine assentiu. Ela parecia se inclinar, quebrando como uma boneca de brinquedo. Charlotte vibrou o convite na mão. - Isto é seu, não é? E foi enviado a você por Nathaniel Gray. Esta escrita é dele. -S -sim. A palavra parecia retirado de Jessamine contra sua vontade. - Quanto tempo você tem se encontrado com ele em segredo? Jessamine apertou sua boca, mas seus lábios tremiam. Um momento depois, uma torrente de palavras explodiu de sua boca. Seus olhos corriam em estado de choque como se ela não pudesse acreditar que ela estava falando. - Ele me mandou uma mensagem de apenas alguns dias depois de Mortmain invadir o Instituto. Ele pediu desculpas por seu comportamento em relação a mim. Ele disse que estava grato por eu ter cuidado dele e que ele não tinha sido capaz de esquecer a minha graça ou a minha beleza. - Queria ignorá-lo. Mas uma segunda carta chegou, e uma terceira. . . . Eu concordei em conhecê-lo. Saí do Instituto no meio da noite e nos encontramos em Hyde Park. Ele me beijou.


- Chega disso, disse Charlotte. - Quanto tempo demorou ele para convencê-la a nos espionar? - Ele disse que estava apenas trabalhando para Mortmain até que pudesse reunir o suficiente de uma fortuna para viver confortavelmente. Eu disse que poderiamos viver juntos com a minha fortuna, mas ele não a queria. Tinha que ser o seu dinheiro. Ele disse que não iria viver por conta de sua esposa. Isso não é nobre? - Então, por esta altura, ele já tinha proposto? - Ele propôs a segunda vez que nos encontramos. Jessamine parecia ofegante. - Ele disse que sabia que nunca teria outra mulher para ele. E ele prometeu que uma vez que ele tivesse dinheiro suficiente, eu teria a vida que eu sempre quis, que nunca iria se preocupar com dinheiro, e que nos teriamos muitos filhos. Ela fungou. - Oh, Jessamine. Charlotte que parecia quase triste. Jessamine corou. - É verdade! Ele me amava! Ele tem mais do que provado isso. Estamos casados! Foi feito propriamente em uma igreja com um ministro. - Provavelmente uma igreja não consagrada, e sim com algum lacaio vestido para se parecer com um ministro, disse Charlotte. - O que você sabe de casamentos mundanos, Jessie? Como você sabe o que é um bom casamento? Eu lhe dou minha palavra de que Nathaniel Gray não considera que você seja a sua esposa. - Ele faz, Ele faz, ele faz! Jessamine gritou e tentou se afastar da Espada. Ela estava presa às suas mãos como se tivesse sido pregada lá. Seus lamentos subiu uma oitava. - Eu sou Jessamine Gray! - Você é uma traidora da Clave. O que mais você disse a Nathaniel? - Tudo, Jessamine engasgou. - Onde você estava procurando Mortmain e que feiticeiro você tinha contactado em sua tentativa de encontrá-lo. E era por isso que ele nunca estava em qualquer lugar que você procurou. Eu avisei a ele sobre a viagem para York. É por isso que ele enviou os autômatos para a casa da família de Will. Mortmain queria aterrorizar você para cessar a busca. Ele considera que tudo isso são aborrecimentos pestilentos. Mas ele não tem medo de você. Seu peito subia para cima e para baixo. - Ele vai prevalecer sobre todos vocês. Ele sabe disso. Assim como eu. Charlotte se inclinou para frente, com as mãos nos quadris. - Mas ele não conseguiu aterrorizar-nos para cessar a procura, disse ela. - Os autômatos enviados por ele, tentaram levar Tessa, mas não conseguiram. - Eles não foram enviados para tentar levar Tessa. Ah, ele ainda planeja levá-la, mas não gosto disso, mas ainda não. Seu plano só será realizado quando ele conseguir pegar também o Instituto, ai ele irá pegar Tessa. - Quão perto disso ele está? Será que ele conseguiu abrir a Pyxis? Charlotte estalou. - Eu-eu não sei. Eu não sei nada disso. - Então, você disse tudo e Nate, ele não lhe disse nada.O que dizer de Benedict? Por que ele concordou em trabalhar de mãos dadas com Mortmain? Eu sempre soube que ele era um homem desagradável, mas trair a Clave! Jessamine balançou a cabeça. Ela estava suando, com o cabelo preso junto a face. - Mortmain possui algo que ele deseja. Eu não sei o que é. Mas sei que ele vai fazer de tudo para obtê-lo. - Incluindo entregando-me de bandeja para Mortmain, disse Tessa. Charlotte olhou para ela com surpresa enquando ela falava, e parecia prestes a interrompê-la, mas Tessa


falando adiante. - O que é isso de me acusar falsamente de posse de artigos de magia negra? Como foi que seria realizado? - O Livro da Branco, Jessamine engasgou. Eu – tirei ele do cofre da biblioteca. Escondi ele em seu quarto enquanto você tinha saído. - Onde no meu quarto? - Na tábua quase solta da lareira. Os olhos de Jessamine estavam enormes. Charlotte. . . por favor. . . Mas Charlotte era implacável. - Onde está Mortmain? Ele tem falado com Nate de seus planos para os Pyxis, com seus autômatos? - Eu - Jessamine deu um suspiro trêmulo. Seu rosto estava vermelho escuro. - Eu não posso. - Nate não teria dito a ela, disse Tessa. - Ele sabia que ela poderia ser capturada, e ele teria pensado que ela poderia dizer sob tortura e dito tudo. Ele não contaria. Jessamine deulhe um olhar venenoso. - Ele odeia você, você sabe, disse ela. - Ele diz que toda a sua vida você olhou para ele, você e sua tia com a sua moralidade boba provincial, julgando-o por tudo o que ele fez. Sempre lhe dizendo o que fazer, nunca querendo que ele chegasse na frente. Você sabe do que ele te chama? Ele... - Eu não me importo, Tessa mentiu, sua voz tremeu um pouco. Apesar de tudo, ouvir que seu irmão odiava doeu mais do que ela tinha pensado que podia. - Ele disse o que eu sou? Por que eu tenho o poder que tenho? - Ele disse que seu pai era um demônio. Os lábios de Jessamine tremeram. E que sua mãe era uma Caçadora de Sombras. ************ A porta se abriu suavemente, tão suavemente que não tinha Magnus percebido enquanto estava entrando e saindo do sono, o barulho não teria acordado ele. Ele olhou para cima. Ele estava sentado em uma poltrona perto do fogo, em seu lugar favorito no sofá. Will, estava com as mangas da camisa cheia de sangue e dormindo um sono pesado da drogado que estava curando - o enquanto dormia profundamente. O antebraço estava enfaixado até o cotovelo, ele estava com as bochechas coradas, sua cabeça apoiada em seu braço ileso. O dente que ele tinha puxado de seu braço encima da mesa ao lado dele, brilhando como marfim. A porta da sala foi aberta atrás dele. E lá, enquadrado no arco, estava Camille. Ela usava uma capa de viajem em um veludo preto que estava aberta sobre um vestido verde brilhante, que combinava com seus olhos. Seu cabelo estava preso no alto da cabeça com um pente de esmeralda, e enquanto ele a olhava, ela descalçou as luvas brancas de pelica, deliberadamente devagar, um por um, e colocou-os na mesa ao lado da porta. - Magnus, disse ela, e sua voz, como sempre, soou como sinos prateados. - Você esqueceu-se de mim? Magnus sentou-se em linha reta. A luz do fogo iluminando os cabelos brilhantes de Camille, sua pele de porcelana branca. Ela era extraordinariamente bela. - Eu não achei que iria me favorecer com a sua presença esta noite. Ela olhou para Will, dormindo no sofá. Seus lábios se curvaram para cima. - Percebo isso!


- Você não enviou qualquer mensagem. Na verdade, você me enviou nenhuma mensagem em todo esse tempo que esteve em Londres. - Você está me repreendendo, Magnus? Camille parecia divertida. Deslizando por trás do sofá, inclinou-se sobre as costas, olhando para o rosto de Will. - Will Herondale, disse ela. Ele é lindo, não é? Ele é o sua mais nova diversão? Em vez de responder, Magnus cruzou as pernas longas na frente dele. - Onde você estava? Camille se inclinou mais, se ela respirasse, teria agitado o cabelo escuro que ondulava na testa de Will. - Posso beijá-lo? - Não, disse Magnus. Onde você esteve, Camille? Toda noite eu fico aqui no seu sofá esperando ouvir seus passos no corredor, e eu me perguntava onde você poderia estar. Você pode pelo menos me dizer. Ela se endireitou, revirando os olhos. - Ah, muito bem. Eu estava em Paris, fazendo alguns vestidos com a modista. Um coisa muito necessário para as damas de Londres. Houve um longo silêncio. - Então, Você está mentindo, disse Magnus. Seus olhos se arregalaram. - Por que você diz uma coisa dessas? - Porque é a verdade. Ele pegou uma carta amassada do bolso e jogou entre eles. - Você não pode controlar um vampiro, mas você pode acompanhar o subjugado de um vampiro. Você levou Walker com você. Foi fácil o suficiente para eu segui-lo para São Petersburgo. Eu tenho informantes lá. Eles deixaram-me saber que você estava vivendo lá com um amante humano. Camille olhou, um pequeno sorriso brincando sobre sua boca. - E isso fez você está com ciúmes? - Você quer que eu esteja? - "Ça m'est égal", disse Camille, falando em francês quando ela realmente queria irritálo. – Ele não me importa, foi apenas uma destração enquanto estava na Rússia, nada mais. - E agora ele está. . . - Morto. Assim, ele dificilmente representa uma concorrência para você. Você tem que me deixar ter meus pequenos desvios, Magnus. - Caso contrário? - Caso contrário, vou ficar extremamente infeliz. - Como você se tornou infeliz com seu amante humano, e o matou? Magnus perguntou. O sente por mim é pena? Compaixão? Amor? Ou você não sente que emoção? - Eu te amo, Camille disse indignada. Você e eu, Magnus, durará para sempre, amar de tal maneira que não pode ser concebida por mortais, uma escura chama constante entre luz e escuridão. O que eles possuem é importante para você? A fidelidade é um conceito humano, com base na idéia de que estamos aqui, mas para um curto período de tempo. Você não pode exigir minha fidelidade por toda a eternidade. - Quão tolo eu sou. Eu pensei que eu podia. Eu pensei que poderia, pelo menos, esperava que não mentisse para mim. - Você está sendo ridículo, disse ela. Uma criança. Você espera que eu tenha a moral de um mundano quando eu não sou humano, e nem você. Independentemente disso, há muito pouco que você pode fazer sobre isso. Eu não vou ser ditada, certamente não por algum mestiço. Você está ligado a mim, você mesmo disse. Sua devoção simplesmente terá de sofrer minhas diversões, e então nós devemos passar vário longos momentos bastante agradáveis. Se não, vou deixá-lo. Eu não posso imaginar que você quer isso.


Havia um sorriso em sua voz enquanto falava, e estalou algo dentro de Magnus. Ele recordou a sensação de mal estar na garganta quando a carta vindo de São Petersburgo tinha chegado. E ainda assim ele esperou por seu retorno, esperando que ela tivesse uma explicação. Que ela iria pedir desculpas. Pedi-lhe para amá-la novamente. Agora que ele percebeu que não valia a pena que, para ela, nunca havia sido nada e uma névoa vermelha passou diante de seus olhos, ele parecia louco momentaneamente, pois era a única explicação para o que ele fez em seguida. - Isso não importa. Ele levantou-se a seus pés. Eu tenho Will agora. Ela abriu a boca. - Você não pode estar falando sério. Um Caçador de Sombras? - Você pode ser imortal, Camille, mas os seus sentimentos são insípidos e superficiais. Os de Will não são. Ele entende o que é amar. Magnus, tendo entregue este discurso insano com grande dignidade, atravessou a sala e sacudiu o ombro de Will. - Will. William. Acorde. Will abriu seus olhos azuis nebulosos. Ele estava deitado de costas olhando para cima, e a primeira coisa que ele viu foi o rosto de Camille quando ela se curvou sobre o dorso do sofá, olhando-o. Ele pulou de pé. - Pelo Anjo. - Oh, shush, disse Camille preguiçosamente, sorrindo apenas o suficiente para mostrar as pontas dos dentes. Eu não vou te machucar, Nephilim. Magnus arrastou Will. - A dona da casa, disse ele, - está de volta. - Eu vejo isso. Will estava vermelho, a gola da camisa escura com o suor. - Deliciosa, ele disse para ninguém em particular, e Magnus não tinha certeza se significava que ele ficou encantado ao ver Camille ou encantado com os efeitos da magia analgésica que Magnus tinha usado com ele, certamente uma possibilidade ou simplesmente incoerente. - E, portanto, Magnus disse, apertando o braço de Will com uma pressão de significado, temos que ir. Will piscou para ele. - Ir para onde? - Não se preocupe com isso agora, meu amor. Will piscou novamente. - Perdão? Ele olhou em volta, como se ele meio que esperasse vê alguém em volta. – Eu - onde está o meu casaco? - Arruinada com sangue, disse Magnus. - Archer jogou – o fora. Ele acenou para Camille. Will tem caçado demônios a noite toda. Tão corajoso. A expressão de Camille era uma mistura de espanto e aborrecimento. - Eu sou corajoso, disse Will. Ele parecia satisfeito consigo mesmo. Os tônicos analgésicos haviam ampliado suas atitudes, e seus olhos pareciam muito escuro. - Sim, você é, disse Magnus, e beijou-o. Não foi o beijo mais dramático, mas Will agitou o braço livre, como se uma abelha tinha caído em cima dele; Magnus tinha a esperança de que Camille assumisse aquilo como paixão. Quando eles se separaram, Will olhou espantado. Assim fez Camille, para esse assunto. - Agora, Magnus disse, esperando que Will lembrar que estava em dívida com ele. Temos que ir. - Mas, eu – Will virou de lado. O dente! Ele atravessou a sala, pegou-o e colocou-o no bolso do colete de Magnus. Em seguida, com um piscar para Camille que, Magnus pensava, só Deus sabia como ela iria interpretar, ele passeou fora da sala.


- Camille, Magnus começou. Ela tinha os braços cruzados sobre o peito e estava olhando para ele venenosamente. - Manter um relacinamento com os Caçadores de Sombras nas minhas costas, disse ela friamente, e ainda vêm com essa posição hipocrita. E, na minha própria casa! Realmente, Magnus. Ela apontou para a porta. - Por favor, deixe minha residência e não retornem. Magnus estava muito contente em ajudar. Alguns momentos mais tarde, ele se juntou a Will na calçada do lado de fora da casa, encolhendo os ombros no casaco - tudo que pertencia a ele no mundo agora estava em seus bolsos e os botões de fixação contra o ar frio. - Você acabou de me beijar? Will perguntou. Magnus tomou uma decisão em frações de segundo. - Não. - Eu pensei. - Desculpe, mas deveria ter falado, que os efeitos posteriores da ingestão de analgesicos magicos, podem resultar em alucinações do tipo mais bizarro. - Oh, disse Will. Que peculiar. Ele olhou de volta para casa de Camille. Magnus podia ver a janela da sala de estar, as cortinas de veludo vermelho distendida. - O que vamos fazer agora? Sobre a convocação do demônio? Temos algum lugar para ir? - Eu tenho um lugar para ir, disse Magnus, dizendo uma oração de agradecimento silencioso pela fixação de Will exclusiva no demônio convocação. - Eu tenho um amigo. E você não pode ir comigo. Você precisa voltar novamente para o Instituto. Eu vou começar a trabalhar no maldito dente demônio, logo que eu puder. E assim, mando uma mensagem para você quando eu souber de algo. Will assentiu lentamente, em seguida, olhou para o céu negro. - As estrelas, disse ele. Eu nunca as vi tão brilhantes. O vento tem soprado fora o nevoeiro, ele pensou. Magnus ouvindo aquilo, pensou na alegria do rosto de Will quando ele estava sangrando na sala de estar de Camille, segurando o dente do demônio em sua mão. - De alguma forma, eu não acho que é as estrelas que foram alteradas. **************** - Uma Caçador de Sombras? Tessa engasgou. Isso não é possível. Ela virou-se e olhou para Charlotte, cujo rosto espelhava seu próprio choque. Não é possível, não é? Will me disse que a descendência de Caçadores de Sombras e demônios são natimortos. Charlotte estava balançando a cabeça. - Não. Não, não é possível. - Mas e se Jessamine está dizendo a verdade, a voz de Tessa vacilou. - Ela tem que dizer a verdade que ela acredita, disse Charlotte. Se o seu irmão mentiu para ela, mas ela acreditava nele, ela vai falar como se fosse a verdade. - Nate nunca mentiria para mim, Jessamine cuspiu. - Se a mãe de Tessa era uma Caçadora de Sombras, disse Charlotte com frieza, então Nate também é um Caçador de Sombras. Ele tinha sangue de um verdadeiro Caçador de Sombras. Alguma vez ele mencionou isso para você? Que ele era um Caçador de Sombras? Jessamine parecia revoltado. - Nate não é um Caçador de Sombras, ela chorou. Se eu soubesse! Eu nunca teria me casado Ela parou, mordendo o lábio.


- Bem, é um ou outro Jessamine, disse Charlotte. - Ou você se casou com um Caçador de Sombras, uma ironia verdadeiramente suprema, ou, mais provavelmente, você se casou com um mentiroso que usou você e iria te descartar. Ele deveria saber que eventualmente você poderia ser pega. E o que ele acha que aconteceria com você, então? - Nada . Jessamine parecia abalada. Ele disse que você era fraca. Que você não iria me punir. Que você não poderia realmente me prejudicar. - Ele estava errado, disse Charlotte. Você é uma traidora da Clave. Igual a Benedict Lightwood. Quando o cônsul ouvir tudo isso. Jessamine riu, um som fino e quebrado. - Diga a ele, disse ela. Isso é exatamente o que Mortmain quer. Ela gaguejou. N-não perca tempo perguntando-me o porquê. Eu não sei. Mas eu sei que ele quer. Então bisbilhotar tudo que você gosta, Charlotte. Ele só vai colocá-lo em seu poder. Charlotte segurou o estribo da cama, com as mãos brancas. - Onde está Mortmain? Jessamine estremeceu, sacudindo a cabeça, seu cabelo chicoteando e para trás. - Não. . . - Onde está Mortmain? - E- ele, ela engasgou. Ele – a face Jessamine estava quase roxa, com os olhos redondos para fora de sua cabeça. Ela estava segurando a espada com tanta força que sangue jorrou em torno de seus dedos. Tessa olhou para Charlotte em horror. - Idris, Jessamine engasgou, e caiu para trás contra o travesseiro. O rosto de Charlotte congelou. - Idris? Ela repetiu. Mortmain está em Idris, a nossa pátria? As pálpebras de Jessamine tremeram. - Não. Ele não está lá. - Jessamine! Charlotte olhou como se estivesse indo para saltar sobre a menina e sacudi-la até que seus dentes batessem. - Como ele pode estar em Idris e não está? Salve-se, você, garota estúpida. Diga-nos onde ele está! - Pare! Jessamine gritou. Pare, dói. . . . Charlotte deu-lhe um olhar longo e duro. Então ela foi até a porta da sala, quando ela voltou, estava com o irmão Enoque no reboque. Ela cruzou os braços sobre o peito e indicou Jessamine com um empurrão de seu queixo. - Há algo de errado, irmão. Perguntei a ela onde estava Mortmain, ela disse Idris. Quando perguntei novamente, ela negou. Sua voz endureceu. - Jessamine! Mortmain tem violado os pupilos de Idris? Jessamine fez um som de asfixia; sua respiração ofegante dentro e fora de seu peito. - Não, ele não tem. . . . Eu juro. . . Charlotte, por favor. . . - Charlotte. Irmão Enoque falou com firmeza, suas palavras ecoando na mente de Tessa. Suficiente. Existe algum tipo de bloqueio na mente da menina, algo colocado lá por Mortmain. Ele provoca-nos com a ideia de Idris, mas ela confessa que não está lá. Estes blocos são fortes. Continuar a questionar ela dessa maneira, pode fazer seu coração falhar. Charlotte caiu para trás. - Então o que. . . - Deixe-me levá-la para a Cidade do Silêncio. Temos nossas maneiras de buscar os segredos trancados na mente, segredos, mesmo se a menina não pode ser consciente de que ela sabe. Irmão Enoque retirou a espada das mãos de Jessamine. Ela parecia mal notar. Seu olhar estava em Charlotte, os olhos arregalados e em pânico.


- A Cidade dos Ossos, ela sussurrou. - Onde metiam os mortos? Não! Eu não vou lá! Eu não posso suportar esse lugar! - Então diga-nos onde está Mortmain, disse Charlotte, sua voz como gelo. Jessamine começou a soluçar. Charlotte ignorou. Irmão Enoque levantou a menina a em seus pés; Jessamine lutou, mas o Irmão do Silencioso abraçou com mão de ferro, a outra mão sobre o punho da espada mortal. - Charlotte! Jessamine gritou lastimosamente. - Charlotte, por favor, não a cidade silenciosa! Tranque-me na cripta, dá-me ao Conselho, mas, por favor, não me envie sozinha para o cemitério! Vou morrer de medo! - Você deveria ter pensado nisso antes de você nos trair, disse Charlotte. – Irnão Enoque, pode leva-lá, por favor. Jessamine ainda estava gritando como o irmão do silêncio quando ele levantou e jogou-a sobre seu ombro. Quando Tessa olhou fixamente, com os olhos arregalados, ele saiu da sala carregando ela. Seus gritos e suspiros ecoou pelo corredor depois que a porta se fechou atrás deles e, em seguida, foram cortados de repente. - Jessamine, Tessa começou. - Ela estará muito bem. Ele, provavelmente, irá colocar uma Runa de Quietude sobre ela. Isso é tudo. Não há nada para se preocupar, disse Charlotte, e ela se sentou na borda da cama. Ela olhou para suas próprias mãos, com admiração, como se não lhe pertencesse. - Henry. . . - Devo acordá-lo para você, Sra. Branwell? Sophie perguntou gentilmente. - Ele está na cripta, trabalhando. . . . Eu não podia suportar a buscá-lo. A voz de Charlotte estava distante. Jessamine tem estado conosco desde que era uma menina. Teria sido demais para ele, muito. Ele não tem isso dentro dele de ser cruel. - Charlotte. Tessa tocou seu ombro. Charlotte, você não é cruel também. - Eu faço o que eu preciso. Não há nada para se preocupar, disse Charlotte de novo, e começou a chorar.


Ela uivou em voz alta: "Eu estou dentro do fogo. Chega sem sopro de resposta. O que é que vai tirar o meu pecado, E salve-me para eu não morrer? " -Alfred, Lord Tennyson, "Palácio das Artes"

- Jessamine, disse Henry, novamente, pelo o que deve ter sido a quinta ou sexta vez. Eu ainda não consigo acreditar. Nossa Jessamine? Toda vez que ele Capitulo 14 - Cidade do Silêncio dizia isso, Tessa notou, a boca de Charlotte crescia um pouco mais apertada. - Sim, disse ela novamente. - Jessamine. Ela estava nos espiando para relatar todos os nossos movimentos para Nate, que vem passando as informações para Mortmain. Quantas vezes vou ter que repetir? Henry piscou para ela. - Sinto muito, querida. Eu ouvi. É só que. Ele suspirou. - Eu sabia que ela estava infeliz aqui. Mas eu não achei que Jessamine nos odiasse. - Eu não acho que ela fez ou faz. Este foi Jem, que estava de pé perto do fogo na sala de visitas, com um braço em cima da lareira. Eles não tinham se reunido no café da manhã como normalmente faziam, não houve anúncio formal sobre o porquê, mas Tessa adivinhou que a idéia de café da manhã, com o lugar de Jessamine vazio, como se nada tivesse acontecido, fosse demasiado terrível para Charlotte suportar. Charlotte chorou por apenas um período curto. Na noite anterior ela tinha recuperado a compostura, ela tinha acenado para Sophie e Tessa que tentavam ajudar de alguma forma com panos frios e chá aliviar a dor dela, mas sacudindo a cabeça com firmeza e dizendo repetidamente que ela não deveira se permitir quebrar, disse que foi –se o tempo para o planejamento e estratégia. Ela tinha seguido para o guardo de Tessa, com ela e Sophie em seus calcanhares e começou a mexer no assoalho até que encontrou o pequeno livreto, como uma Bíblia da família, encadernada em couro branco e envolta em veludo. Ela colocou-o em seu bolso com uma expressão determinada, afastando as perguntas de Tessa, e subiu para seus pés. O céu lá fora nas janelas já tinha começado a iluminar com a luz fraca do amanhecer. Olhando exausta, ela tinha dito a Sophie para instruir Bridget a servir um simples café da manhã fria, no quarto de estudos, e deixar Cyril saber que os homens da família deveriam ser informados. Então, ela tinha saido. Com a ajuda de Sophie, Tessa finalmente e ficou grata quando depois de tentar lutando se livrar a sua maneira do vestido de Jessamine conseguiu tomar um banho, e colocar seu vestido amarelo que Jessamine tinha comprado para ela. Ela pensou que a cor poderia iluminar o seu humor, mas ainda se sentia abatida e cansada. Ela encontrou o mesmo olhar refletido no rosto de Jem, quando ela entrou na sala de estudos. Seus olhos estavam sombreados, e ele olhou rapidamente para longe dela. Doeu. Ele também fez pensar na noite anterior, com Will, na varanda. Mas isso tinha sido diferente, ela disse a si mesma. Que tinha sido um resultado de pó de bruxo, uma loucura temporária. Nada como o que aconteceu entre ela e Jem. - Eu não acho que ela nos odeia, disse Jem novamente, corrigindo seu uso do tempo passado. - Ela sempre foi alguém tão cheia de querer. Ela sempre foi tão desesperada.


- É minha culpa, Charlotte disse suavemente. Eu não deveria ter tentado forçar ela ser um Caçador de Sombras quando era algo que ela tão claramente desprezava. - Não. Não! Henry correu para tranquilizar sua esposa. - Você sempre foi nada mais que gentil com ela. Você fez tudo que podia. Existem alguns mecanismos que são mais ou menos quebrados que não podem ser reparados. - Jessamine não é um relógio, Henry, Charlotte disse, seu tom remoto. Tessa perguntou se ela ainda estiva com raiva de Henry por não ter ido ver Woolsey Scott com ela, ou se ela simplesmente estava zangada com o mundo. - Talvez eu devesse apenas entregar o Instituto de mão beijada a Benedict Lightwood. Esta é a segunda vez que temos um espião sob nosso teto e não sabemos nada sobre ele até que o dano significativo seja feito. Claro que sou incompetente. - De certa forma, ela não era realmente um espião, Henry começou, mas calou-se quando Charlotte deu-lhe um olhar que poderia ter derretido vidro. - Se Benedict Lightwood está trabalhando para Mortmain, ele não pode ser autorizado a ter a guarda do Instituto, disse Tessa. - Na verdade, essa festa que ele deu noite passada deve ser o suficiente para desqualificá-lo. - O problema será prová-lo, disse Jem. – Benedict vai negar tudo, e será a sua palavra contra dele, e você é uma feiticeira. - Não, há Will, disse Charlotte, e franziu a testa. - Falando nisso, onde está Will? - Ele irá achar que é mentira, disse Jem, quanto a ele ser uma testemunha, bem, todo mundo acha que Will é um lunático anual. - Ah, disse uma voz da porta, todos que estão reunidos, pensam que Will-é-umlunático - anual, é? - É bianual, disse Jem. E não, isto não é uma reunião. Os olhos de Will procuraram Tessa do outro lado da sala. - Eles sabem sobre Jessamine? Disse. Ele parecia cansado, mas não tão cansado como Tessa teria pensado, ele estava pálido, mas havia uma excitação reprimida sobre ele que era quase felicidade. Ela sentiu seu estômago com uma queda de memórias da noite anterios nas estrelas, a varanda, o beijo - varreu sobre ela. Quando ele tinha chegado em casa na noite passada? pensou. Como ele? E por que ele parece tão-animado? Ele estava horrorizado com o que tinha acontecido na a varanda entre eles na noite passada, ou ele achou que é engraçado? E, meu Deus, se ele tivesse dito a Jem? Pó de bruxo, disse-se desesperadamente. Ela não tinha sido ela mesma, agindo de sua própria vontade. Certamente Jem entenderia isso. Ela iria quebrar seu coração para machucá-lo. Se ele ainda se importava. . . - Sim, eles sabem tudo sobre Jessamine, disse ela apressadamente. Ela foi questionada com a Espada Mortal e levada para a Cidade do Silêncio, e agora vamos ter uma reunião sobre o que fazer a seguir, e é terrivelmente importante. Charlotte está muito triste. Charlotte olhou para ela, perplexa. - Bem, onde você estava, disse Tessa, quase sem fôlego de falar tão rapidamente. Ela perguntou para Will. - Aqui estou eu, disse Will, atirando-se na cadeira perto Jem. Um de seus braços havia sido enfaixado, sua manga puxada para baixo a meio sobre ele. As unhas da mão estavam com crosta de sangue seco. - Fico feliz em ouvir que Jessamine foi para a Cidade do Silêncio. Melhor lugar para ela. Qual é o próximo passo? - Essa é a reunião que nós estávamos tentando ter, disse Jem.


- Bem, quem sabe que ela está lá? Will perguntou praticamente. - Só nós, disse Charlotte, e o Irmão Enoque, mas ele concordou em não informar a Clave por mais alguns dias ou algo assim. Até decidimos o que fazer. O que me lembra Will, tenho algumas coisas para conversar com você sobre ir à festa de Benedict Lightwood sem me informar, e arrastando Tessa com você. - Não havia tempo a perder, disse Will. Até eu despertar você, e você concordar com o nosso plano, Nathaniel poderia ter ido. E você não pode dizer que foi uma idéia terrível. Nós aprendemos muito sobre Nathaniel e Benedict Lightwood. - Nathaniel Gray e Benedict Lightwood não é Mortmain. Will traçou um padrão no ar com seus dedos longos e elegantes. - Mortmain é a aranha no centro da teia, disse ele. Quanto mais aprendemos, mais sabemos o quão longe de seu alcance se estende. Antes de ontem à noite não tínhamos idéia que ele tinha qualquer ligação com Lightwood, agora sabemos que o homem é o seu fantoche. Eu digo para irmos com um relatório sobre Benedict e Jessamenie até a clave. Deixe Wayland cuidar deles. Deixe Benedict ser submetido sob a Espada Mortal. Charlotte balançou a cabeça. - Não, eu não acho que podemos fazer isso. Will inclinou a cabeça para trás. - Por que não? - Jessamine disse que era exatamente o que Mortmain queria que fizéssemos. E ela disse que, sob a influência da Espada Mortal. Ela não estava mentindo. - Mas ela poderia ter errado, disse Will. Mortmain poderia ter previsto esta circunstância e tiveram tempo de plantar com Nate o pensamento em sua cabeça para nós descobrir. - Você acha que ele teria pensado tao a frente assim? Disse Henry. - Certamente, disse Will. O homem é um estrategista. Ele é esperto. - Como eu. - Então você acha que devemos procurar a Clave, perguntou Jem. - Sangue do inferno, não, disse Will. Chegar lá e dizer a verdade? Vamos passar por tolos lá. Charlotte jogou as mãos para cima. - Mas você disse. - Eu sei o que eu disse, disse Will. - Mas você tem que olhar primeiro para as consequências. Se formos para a Clave e estivermos errados, então nós perderemos Mortmain. Ainda temos alguns dias antes do prazo terminar. Temos tempo de investigar um pouco mais antes de procurar a clave e estarmos com os pés mais seguros. - E como é que você se propõe a investigar? Tessa perguntou. Will virou a cabeça para olhar para ela. Não havia nada em seus frios olhos azuis que lembrasse o Will da noite anterior, que havia a tocado com tal ternura, que sussurrou seu nome como um segredo. - O problema com o questionamento a Jessamine é que, mesmo quando forçado a dizer a verdade, não há um limite para o seu conhecimento. Nós, no entanto, temos mais uma conexão com o Magistrado. Alguém que é provável que saiba muito mais. Como seu irmão, Nate, que ainda pensa ter Jessamine. Ele ainda confia nela. Se ela o convoca para uma reunião, então seremos capazes de capturá-lo lá. - Jessamine nunca iria concordar com isso, disse Charlotte. - Não agora. Will deu-lhe um olhar sombrio. - Está tudo uma bagunça, não é? Disse. - É claro que ela não iria. Vamos pedir a Tessa para reprisar seu estrelado papel como Jessamine, uma senhora jovem traidora da Moda.


- Isso parece perigoso, Jem disse em uma voz suave. - Para Tessa. Tessa olhou para ele rapidamente, e pegou um flash de seus olhos prateados. Foi a primeira vez que ele olhou para ela desde que ela deixou seu quarto naquela noite. Ela estava imaginando a preocupação em sua voz quando ele falou de perigo para ela, ou foi simplesmente Jem tinha preocupação para com todos? Não desejando sua morte horrível era mera gentileza, não, não o que ela esperava que ele sentisse. O que quer que seja. Deixe-o pelo menos não desprezá-la. . . . - Tessa é destemida, disse Will. - E haverá pouco perigo para ela. Vamos enviar-lhe uma nota organizando uma reunião em um lugar onde podemos cair sobre ele facilmente e imediatamente. Os Irmãos do Silêncio podem torturá-lo até que ele de as informações que precisamos. - A tortura? Disse Jem. - Este é irmão de Tessa. - Torturá-lo, disse Tessa. - Se isso é o que seja necessário. Eu dou-lhe a minha permissão. Charlotte olhou para ela, chocada. - Você não pode dizer isso. - Você disse que era uma forma de cavar através de sua mente os segredos, disse Tessa. - Pedi-lhe para não fazer isso, e você não fez. Agradeço-lhe por isso, mas eu não vou prendê-la a essa promessa. Cavar através de sua mente, se necessário. Há mais de tudo isso para mim do que existe para você, você sabe. Para você isso é a respeito do Instituto e da segurança dos Caçadores de Sombras. Eu me importo com essas coisas também, Charlotte. Mas Nate, ele está trabalhando com Mortmain. Mortmain, quer me prender e me usar, e para o que ainda não sei. Mortmain, que pode saber o que eu sou. Nate disse a Jessamine que meu pai era um demônio e minha mãe era um Caçador de Sombras. Will se endireitou. - Isso é impossível, disse ele. Caçador de Sombras e um demônio, eles não podem procriar. Eles não podem produzir descendentes vivos. - Então, talvez, isso seja uma mentira, como a mentira sobre Mortmain estar em Idris, disse Tessa. Isso não significa que Mortmain não sabe a verdade. Eu preciso saber o que eu sou. Se não for isso, acredito que ele seja a chave para saber o que ele quer de mim. Não havia tristeza nos olhos de Jem quando ele olhou para ela, com certa distância. - Muito bem, disse ele. Will, como você propõe atraí-lo para uma reunião? Você não acha que ele sabe a caligrafia de Jessamine? Não é provável que eles tenham algum sinal secreto entre eles? - Jessamine deve ser convencida, disse Will. A nos ajudar. - Por favor, não sugiram torturá-la, disse Jem, irritado. A Espada Mortal já foi usado. Ela nos contou tudo o que pode. - A Espada Mortal não nos deu os locais de reunião ou de quaisquer códigos ou nomes de animais de estimação que poderia ter usado, disse Will. Você não entende? Esta é a última chance de Jessamine. Sua última chance de cooperar. Para obter clemência da Clave. Para ser perdoada. Mesmo Charlotte mantendo o Instituto, você acha que eles vão deixar o destino de Jessamine em nossas mãos? Não, vai ser deixado para o cônsul e o inquisidor. E eles não vão ser gentis. Se ela faz isso para nós, isso poderia significar a sua vida. - Eu não estou certo de que ela se preocupa com a vida dela, disse Tessa suavemente. - Todo mundo se preocupa, disse Will. Todo mundo quer viver. Jem afastou-se dele de forma abrupta, e olhou para o fogo.


- A questão é, quem podemos enviar para convencê-la? Disse Charlotte. - Eu não posso ir. Ela me odeia e culpa-me acima de tudo. - Eu poderia ir, disse Henry, seu rosto suave perturbado. - Eu poderia, talvez, levar à razão a pobre moça, falar com ela da loucura de um amor jovem, como rapidamente desaparece em face da dura realidade da vida. - Não. O tom de Charlotte era final. - Bem, eu duvido que ela deseje me ver, disse Will. Vai ter que ser Jem. Ele é impossível de se odiar. Até mesmo o gato do diabo gosta dele. Jem expirou, ainda olhando para o fogo. - Eu vou para a Cidade do Silêncio, disse ele. Mas Tessa deve vir comigo. Tessa olhou para cima, assustada. - Oh, não, disse ela. Eu não acho que Jessamine gosta muito de mim. Ela sente que a traí, disfarçando-me terrivelmente como ela, e eu não posso dizer que a culpo. - Sim, disse Jem. Mas você é irmã de Nate. Se ela o ama como você diz que ela faz. . . Seus olhos se encontraram em toda a sala. Você conhece Nate. Você pode falar dele com autoridade. Você pode ser capaz de fazê-la acreditar em coisas que eu não posso. - Muito bem, disse Tessa. Vou tentar. Isso parecia sinalizar o fim do café da manhã; Charlotte correu fora para pedir que um carro vinhesse da Cidade do Silêncio, que era a forma como os Irmãos gostavam de fazer as coisas, ela explicou. Henry voltou para sua cripta e suas invenções, e Jem, depois de uma palavra murmurada a Tessa, passou a reunir seu chapéu e casaco. Will só permaneceu olhando para o fogo, e Tessa, viu que ele não estava se movendo, esperou até que a porta se fechou atrás e Jem e veio para ficar entre Will e as chamas. Ele levantou os olhos para ela lentamente. Ele ainda estava usando as roupas que ele tinha usando na noite anterior, apesar de sua camisa branca está manchada com sangue e havia um corte muito irregular em seu fraque. Havia um corte ao longo de sua bochecha, também, sob o olho esquerdo. - Will, disse ela. - Você está pronta para sair com Jem? - E eu vou, respondeu ela. Mas eu preciso de uma promessa de você primeiro. Seus olhos se moveram para o fogo, ela podia ver as chamas dançantes refletidos em seus olhos. - Então me diga o que é rápido. Tenho negócios importantes para fazer. Eu pretendo estar de mau humor durante toda a tarde, seguido, talvez, por uma noite de ninhada byroniano e uma noite de dissipação. - Dissipate tudo que você gosta. Eu só quero a sua garantia de que você não vai dizer a ninguém o que aconteceu entre nós ontem à noite na varanda. - Ah, foi você, disse Will, com o ar de quem acaba se lembrando de um detalhe surpreendente. - Poupe-me, ela retrucou irritada apesar de si mesma. Nós estávamos sob a influência de pós de bruxo. Não significou nada. Mesmo que eu não te culpe pelo o que aconteceu, porém você está sendo tedioso sobre isso agora. Mas não há necessidade de ninguém saber, e se você for um cavalheiro. - Mas eu não sou.


- Mas você é um Caçador de Sombras, disse venenosamente. E não há futuro para um Caçador de Sombras que se meta com bruxos. Seus olhos dançaram com o fogo. Ele disse: - Você se tornou esperta para provocar, Tess. - Então me dê sua palavra de que não vai contar a ninguém, nem mesmo a Jem, e vou embora e deixo de aborrecê-lo. - Você tem a minha palavra sobre o “Anjo", disse ele. Não era algo que eu tinha planejado para se gabar em primeiro lugar. Apesar de não entender por que você está tão interessado que alguém suspeite que você tenha perdido a sua falta de virtude. A cara de Jem atravessou seu olhar interior. - Não, ela disse. Você realmente não sabe. E com isso, ela virou-se e saiu da sala, o deixando olhando para ela em confusão.

******************* Sophie se apressou a descer o Piccadilly, a cabeça inclinada, os olhos no chão sob seus pés. Ela estava acostumada a murmúrios abafados e as ocasionais olhares quando ela saia e olhares caíam sobre a sua cicatriz, ela tinha aperfeiçoado uma maneira de andar que escondia seu rosto sob a sombra de seu chapéu. Ela não tinha vergonha da cicatriz, mas ela odiava a pena nos olhos de quem a via. Ela estava usando um dos vestidos velhos de Jessamine. Ele não estava fora de moda ainda, mas Jessamine era uma dessas meninas que não usava o mesmo vestido que ela tinha utilizado mais de três vezes, e então ela pedia para doar ou jogava ele fora. Era uma seda listrada regada em verde e branco, e tinha flores brancas e folhas verdes em seu chapéu. Tudo junto, ela pensou, ela poderia passar por uma menina de boa criação, se ela não soubesse quem era especialmente com seu trabalho, com as mãos ásperas cobertas em um par de luvas brancas de pelica. Ela viu Gideão antes que ele a visse. Ele estava encostado em um poste de luz fora do grande portão verde-claro da Fortnum & Mason. Seu coração pulou uma batida quando ela olhou para ele, tão bonito em sua roupa escura, verificando o tempo em um relógio de ouro retirado do bolso do colete por uma corrente fina. Ela parou por um momento, observando o fluxo de pessoas em torno dele, a vida movimentada de Londres rugindo em torno dele, e Gideon tão calmo como uma pedra no meio de um rio revolto. Todos os Caçadores de Sombras tinha algo calmo, dentro deles, ela pensou, essa quietude, essa aura escura que os distinguem da corrente da vida mundana. Ele olhou para cima, então, a viu, e sorriu com aquele sorriso que muda todo o seu rosto. - Miss Collins, disse ele, vindo para sua frente, ela mudou de posição para encontrá-lo. O barulho constante do tráfego da cidade parecia fraco, e foi se reuduzindo só a ela e Gideon, de frente um para o outro na rua. - Sr. Lightwood, disse ela. Seu rosto mudou, só um pouco, mas ela o viu. Viu também que ele estava segurando algo em sua mão esquerda, uma cesta de piquenique. Ela olhou para a cesta e depois para ele. - Uma das famosas cestas da Fortnum & Mason, disse ele com um sorriso de lado. Queijo Stilton, ovos de codorna, pétala de rosa ...


- Sr. Lightwood, ela disse novamente, interrompendo-o, para seu espanto. Um servo nunca interrompe um cavalheiro. - Eu tenho ficado angustiada – com peso na minha mente, você entende, como se eu não devesse vir aqui. Ai, eu finalmente decidi que eu deveria vir, apenas a dizer-lhe em seu próprio rosto que eu não posso vê-lo. Eu penso que você merecia isso, embora eu não tenha certeza disso agora. Ele olhou para ela, atordoada, e naquele momento ela viu não o Caçador de Sombras, mas um garoto comum, como Thomas ou Cyrill, segurando uma cesta de piquenique e incapaz de esconder a surpresa e mágoa em seu rosto. - Miss Collins, se há algo que eu tenha feito para ofender. - Eu não posso ver você. Isso é tudo , disse Sophie, e afastou-se, se apressando a retornar pelo caminha que ela veio. Se ela for rápida, ela poderia pegar o coletivo de volta ao lado da cidade. - Miss Collins. Por favor. Era Gideão, ao seu lado. Ele não tocou - a, mas ele estava caminhando ao lado dela, sua expressão perturbada. - Diga-me o que eu fiz. Ela balançou a cabeça em silêncio. O olhar em seu rosto, talvez tivesse sido um erro vir. Eles estavam passando na livraria Hatchards, e ela considerou entrar, certamente ele não iria segui-la, não em um lugar onde eles provavelmente seriam ouvidos. Mas, novamente, talvez ele fizesse. - Eu sei o que é, disse ele abruptamente. Will. Ele disse a você, não foi? - Do jeito que fala, soa como se você tivesse algo para me contar. - Miss Collins, eu posso explicar. Apenas venha comigo - sim. Ele virou-se e viu-a seguilo, com cautela. Eles estavam em frente à Igreja Sant James, ele a levou ao lado em uma rua estreita que preenchia a lacuna entre Piccadilly e Jermyn Street. Estava mais tranqüilo lá, embora não deserto; os pedestres que passavam, deram vários olhares curiosos para a menina da cicatriz e o menino bonito, com o rosto pálido, cuidadosamente colocando seu cesto de piquenique ao lado de seus pés. - Isto é sobre a noite passada, disse ele. A festa na casa do meu pai, em Chiswick. Eu pensei em ter visto Will. Eu me perguntei se ele iria dizer ao resto de vocês. - Você confessa, então? Que você estava lá, naquela depravada e inadequada festa? - Inadequado? Era uma visão mais do que inadequada, disse Gideon, com mais força do que ela já tinha o ouvido usar. Atrás deles, o sino da igreja soou a hora, ele parecia não ouvi-lo. - Miss Collins, tudo que posso fazer é te jura que até a noite passada eu não tinha idéia do que estava acontecendo, que hábitos destrutivos meu pai tinha se engajado. Eu estive na Espanha, este último semestre. - E ele não era assim antes? Sophie perguntou, incrédula. - Não é bem assim. É difícil de explicar. Seus olhos desviaram ficando verde-cinza tempestuoso mais do que nunca. - Meu pai sempre foi um desprezar de convenção. Para dobrar a lei, se não quebrá-lo. Ele sempre nos ensinou que esta é a forma que todo mundo faz, que todos os Caçadores de Sombras deve fazê-lo. E nós, Gabriel e eu, termos perdido a nossa mãe tão jovem, não tivemos melhor exemplo a seguir. Não foi até que eu cheguei em Madri, que eu comecei a compreender toda a extensão do meu pai. . . Incorreção. Todos não desrespeitam a Lei e dobravam as regras, e eu era tratado como se eu fosse uma criatura monstruosa por acreditar que era assim, até que eu mudei meus hábitos. Pesquisa e observação levaram-me a acreditar que tinham sido dados princípios pobres a seguir, e que


tinha sido feito com a deliberação. Eu só conseguia pensar em Gabriel e como eu poderia salvá-lo do mesmo mal entendido, ou pelo menos de não tê-lo entregue tão chocante. - E sua irmã - Miss Lightwood? Gideon balançou a cabeça. - Ela foi abrigada de tudo. Meu pai acha que as mulheres não têm nenhum negócio com os aspectos mais sombrios do mundo. Não, ele acredita que eu é que deve saber de seus envolvimentos, porque eu sou o herdeiro do espólio Lightwood. Foi por isso que o meu pai me trouxe para o evento da noite passada, em que, presumo eu, Will me viu. - Você sabia que ele estava lá? - Eu estava tão revoltado com o que vi dentro daquele quarto que eu finalmente encontrei meu caminho livre e sai para o jardim para tomar um ar fresco. O fedor dos demônios me fez náuseas. Lá fora, eu vi alguém familiarizado perseguindo um demônio azul em todo o parque com um ar de determinação. - Sr. Herondale? Gideon deu de ombros. - Eu não tinha idéia do que ele estava fazendo ali, eu sabia que ele não poderia ter sido convidado, mas não podia entender como ele tinha descoberto sobre tudo, ou se sua perseguição de demônio não estava relacionada. Eu não tinha certeza até que eu vi o olhar em seu rosto quando você me viu, apenas agora. . . A voz de Sophie se levantou afiada. - Mas você disse a seu pai, ou Gabriel? Será que eles sabem? Sobre o mestre Will? Gideon balançou a cabeça lentamente. - Eu não lhes disse nada. Eu não acho que eles estivessem na festa como Caçadores de Sombras do Instituto atrás de procurar Mortmain. - Eles estavam, disse Sophie lentamente, e encontrou seu olhar de incompreensão, quando ela disse: - Essas criaturas mecânicas na festa de seu pai de onde você acha que eles vieram?" - Eu não, eu assumi que eram brinquedos de algum tipo de demônio. - Eles só podem ter vindo de Mortmain, disse Sophie. - Você não viu seus autômatos antes, mas o Sr. Herondale e Miss Gray, viram e estavam certos que eles estavam por lá. - Mas por que meu pai teria algo a ver com Mortmain? Sophie sacudiu a cabeça. - Acho que você não deveria me fazer perguntas que não queira respostas, Sr. Lightwood. - Senhorita Collins. Seu cabelo caiu para frente sobre os olhos, ele jogou de volta com um gesto de impaciência. - Miss Collins, eu sei que tudo o que você me diz, é a verdade. De muitas formas, de todos aqueles que conheci em Londres, acho que você é a mais confiável, mais do que a minha própria família. - Isso parece-me um grande infortúnio, Sr. Lightwood, pois nós nos conhecemos apenas faz um pouco de tempo, de fato. - Espero mudar isso. Pelo menos durante um passeio a pé comigo até o parque, SophMiss Collins. Diga-me esta verdade de que você fala. Se você desejar depois disso não ter conexão comigo, eu vou respeitar os seus desejos. Peço apenas por uma hora ou mais de seu tempo. Seus olhos imploraram a ela. - Por favor? Sophie sentiu, quase contra sua vontade, uma onda de simpatia por este menino com seus olhos de mar de tempestade, que parecia tão sozinho. - Muito bem, disse ela. Eu vou ao parque com você. ***********


Um passeio de carruagem sozinha e inteira com Jem, Tessa pensou, seu estômago apertando quando ela tirou as luvas e lançou um último olhar em si mesma no espelho de seu quarto. Apenas duas noites atrás, a perspectiva tinha lançados novos e incomundo sentimentos precipitados, ela estava preocupada com Will e curisa sobre Whitechapel, e Jem tinha gentilmente distrarido os acontecimentos falando em latim e grego com seu parabatai. E agora? Agora ela sentia como se uma rede de borboletas estivesse solta em seu estômago com a perspectiva de ser trancada em um espaço tão pequeno, próximo e a sós com ele. Ela olhou para seu rosto pálido no espelho, beliscou as bochechas e mordeu os lábios para da cor a eles, e pegou seu chapéu por vaidade. Pensou em seu cabelo castanho, e ela se pegou desejando que tinhesse cachos dourados como Jessamine, e pensou - Eu poderia? Seria possível alterar apenas uma pequena parte de si mesma, dar-se o cabelo reluzente, ou talvez uma elegante cintura ou lábios mais volumosos? Ela virou-se para longe do espelho, balançando a cabeça. Como ela não tinha pensado nisso antes? E ainda assim a simples idéia parecia uma traição de a seu próprio rosto. Sua fome de saber o que ela ainda era estava queimado dentro dela, se até mesmo seus próprios recursos não eram mais os que ela tinha nascido, como ela poderia justificar essa demanda, essa necessidade de conhecer sua própria natureza? Você não sabe, não há Tessa Gray? Mortmain a disse. Se ela usar seu poder para transformar o seu olhos azul céu ou para escurecer os cílios, não seria provar que ele estava certo? Ela balançou a cabeça, tentando lançar os pensamentos longes quando ela se apressou a partir de seu quarto e descer as escadas para entrada do Instituto. Esperando no pátio, um carro preto, sem marcas de qualquer brasão de armas e conduzido por um par de cavalos que combinava com a cor da fumaça. No banco do motorista estava um Irmão do silêncio, não era o Irmão Enoque, mas outro de seus irmãos, que ela não reconheceu. Seu rosto não estava tão assustado como o do irmão Enoque, do que ela podia ver sob o capuz. Ela começou a descer as escadas assim que a porta se abriu atrás dela e Jem saiu, era frio, e ele usava um casaco cinza que fez seu cabelo e os olhos parecem mais prata do que nunca. Ele olhou para o céu igualmente cinzento, pesado com pretos gumes de nuvens, e disse: - É melhor ir para o transporte antes que comece a chover. Era uma coisa perfeitamente normal para dizer, mas Tessa foi atingida pela fala da mesma forma. Ela seguiu Jem silenciosamente para o carro e permitiu-lhe ajudá-la a entrar. Quando ele subiu atrás dela, e a porta bateu fechada atrás deles, ela notou que ele não estava carregando sua espada cana. O carro começou a avançar com uma guinada. Tessa, com a mão na janela, deu um grito. - As portas - eles bloqueiam! O carro - Hush. Jem colocou a mão em seu braço. Ela não pôde evitar um suspiro quando o transporte retumbou até os portões de ferro e passou por eles, como se tivessem sido feitas não de mais substância do que o ar. Ela sentiu a respiração sair dela em uma lufada de surpresa. - Os Irmãos do Silêncio tem uma estranha magia, disse Jem, e soltou sua mão. Nesse momento começou a chover, o céu se abrindo como uma garrafa de água quente e furada. Através das folhas de prata Tessa olhou como o transporte rolou através de pedestres como se fossem fantasmas, caiu em mais estreitas fendas entre os edifícios, abalado


por um pátio e depois um armazém, e surgiu, finalmente, no Aterro, lisa e molhada pela chuva ao lado da água levantanda cinza do Tamisa. - Oh, meu Deus, disse Tessa, e puxou a cortina fechada. Diga-me que não vamos cair no rio. Jem riu. Mesmo através de seu choque, era um som bem-vindo. - Não. Os carros da viagem até a Cidade do Silêncio é em terra, tanto quanto eu sei, embora que o curso é peculiar. É um pouco estranho durante a primeira ou segunda vez, mas você se acostuma. - Você? Ela olhou para ele diretamente. Este era o momento. Ela tinha que dizer, antes que sua amizade sofresse ainda mais. Antes que pudesse haver mais constrangimento. - Jem, disse ela. - Sim? - Eu - você deve saber que sua amizade significa muito para mim, começou ela, sem jeito. – E... Um olhar de dor atravessou seu rosto. - Por favor, não. Depois disso, Tessa só podia piscar. - O que você quer dizer? - Toda vez que você diz a palavra “amizade", isso entra em mim como uma faca, disse ele. - Sermos amigos é uma coisa bonita, Tessa, e eu não desprezo, mas tenho esperado por um longo tempo, agora que podemos ser mais do que amigos. E então eu tinha pensado após a outra noite que talvez minhas esperanças não eram em vão. Mas agora... - Agora eu arruinei tudo, ela sussurrou. - Eu sinto muito. Ele olhou para a janela, ela podia sentir que ele estava lutando contra alguma emoção forte. - Você não deveria ter que pedir desculpas por não devolver meus sentimentos. - Mas Jem. Ela estava confusa, e só conseguia pensar em levar sua dor embora, de fazê-lo se sentir menos mal. - Eu estava pedindo desculpas por meu comportamento na outra noite. Ela moveu-se para sua frente, foi indesculpável. O que você deve pensar de mim. . . Ele olhou para cima, surpreso. - Tessa, você não pode pensar que, não é? Eu é que me comportei indesculpável. Eu quase não fui capaz de olhar para você, pois, pensei o quanto você devia me desprezar. - Eu nunca poderia desprezá-lo, disse ela. - Eu nunca conheci alguém tão amável e bom como você é. Eu pensei que era você que estava desanimado comigo. Que você me desprezou. Jem parecia chocado. - Como eu poderia desprezá-la quando foi a minha própria distração que levou ao que aconteceu entre nós? Se eu não estivesse em tal estado de desespero, eu teria mostrado mais moderação. Isso significa que ele teria restrição suficiente para me parar, Tessa pensou. Ele não esperava decoro de mim. Ele assumiu que está era minha natureza. Ela olhou fixamente pela janela novamente, ou o pouco que ela podia ver. O rio era visível, barcos negros balançando na maré, a chuva misturada com o rio. - Tessa. Ele se moveu dentro da carruagem de modo que ficou sentado ao seu lado, em vez de está em frente a ela, seu rosto, ansioso e bonito perto do dela. - Eu sei que as meninas mundanas são ensinadas que é de sua responsabilidade não seduzir os homens. Que os homens são fracos e as mulheres devem contê-los. Eu lhe asseguro que os Caçadores de Sombras não são diferentes. Mas iguais. Foi nossa a escolha fazer o que fizemos. Ela olhou para ele. Ele era tão gentil, ela pensou. Ele pareceu ler os medos em seu coração e tentou dissipar-los antes que ela pudesse falar-los em voz alta.


Ela em seguida pensou em, Will. No que havia acontecido entre eles na noite anterior. Ela afastou a memória do ar frio entre eles, do calor entre seus corpos quando eles se abraçaram. Ela havia sido drogada, como ele tinha sido. Nada do que havia dito ou feito significava mais nada além de balbucio de um viciado em ópio. Não havia necessidade de dizer a ninguém, que tinha significado nada. Nada. - Diga alguma coisa, Tessa. A voz de Jem tremeu. - Eu temo que você ache que eu lamento aquela noite. Eu não. Seu polegar roçou-lhe o pulso, a pele nua entre a braçadeira de seu vestido e sua luva. - Eu só lamento que tenha sido muito breve. Eu - eu queria ter a oportunidade de cortejá-la primeiro. Para levá-la a um passei de condução, com uma dama de companhia. - Uma dama de companhia? Tessa riu pensando em si mesma. Ele continuou com determinação. - Para dizer dos meus sentimentos em primeiro lugar, antes que eu mostresse eles. Para escrever poesia para você - Você nem gosta de poesia, Tessa disse, sua voz pegando um meio sorriso de alívio. - Não. Mas você me faz querer escrever. Será que isso não conta para nada? Os lábios de Tessa se curvaram em um sorriso. Ela inclinou-se e olhou para seu rosto, tão perto dela que ela podia vê a todos os cílios prateado individuais em suas pálpebras, as cicatrizes leves e brancas em sua garganta pálida onde antes havia marcas. - Isso soa como se você tivesse praticado James Carstairs. Quantas meninas você já fez desfalecer com essa observação? - Não é apenas uma garota que eu gostaria de fazer desmaiar, disse ele. "A questão é, se ela quer não é? Ela sorriu para ele. - Ela quer. No momento seguinte, ela não sabia como tinha acontecido, ele estava beijando ela, seus lábios macios nos dela, sua mão subindo para tocar seu rosto e queixo, segurando seu rosto firme. Tessa ouviu um crique e percebeu que era o som das flores de seda em seu chapéu que estavam sendo esmagado contra o lado do carro com o seu corpo pressionado ao dela. Ela agarrou a gola de seu casaco, tanto para mantê-lo perto, quanto para não parar e cair. O carro balançou com um empurrão. Jem se afastou dela, olhando aturdida. - Não Anjo, ele disse. Talvez nós precisássemos mesmo de um acompanhante. Tessa balançou a cabeça. - Jem, eu. . . Jem ainda parecia atordoado. - Eu acho que é melhor eu sentar aqui, ele disse, e mudou-se para o assento em frente dela. Tessa olhou pela janela. Através da brecha nas cortinas ela viu que a Casa do Parlamento surgiu acima deles, torres enquadrando sombriamente contra um céu com raio. Tinha parado de chover. Ela não sabia por que tinha parado o carro, na verdade, ele rugiu para a vida, um momento depois, rolando diretamente para o que parecia um poço de sombra negra que se abriu diante deles. Ela sabia o suficiente para não ofegar de surpresa desta vez, não havia escuridão, e então saiu na grande sala de basalto negro iluminado com tochas que ela se lembrava da reunião do Conselho. O carro parou e a porta se abriu. Vários Irmãos do Silêncio estavam do outro lado. Irmão Enoque estava próximo. Dois Irmãos ao seu lado, cada um segurando uma tocha acesa. Os capuzes estavam de volta. Ambos eram cegos, apesar de apenas um, como Enoque, parecia


ter olhos ausentes, os outros tinham os olhos fechados, com runas rabiscado entre eles. Todos tinham os lábios costurados fechados. Bem-vindo novamente a Cidade do Silêncio, filha de Lilith, disse o irmão Enoque. Por um momento, Tessa queria continuar onde estava, mas ela sentiu a pressão quente da mão de Jem na dela, ajudando para que ela saísse da carruagem. Então ela pensou em Charlotte. Charlotte que era tão pequena, mas forte, que não precisava da ajuda de ninguém. Ela saiu do carro por conta própria, os saltos de suas botas tocaram no chão de basalto. - Obrigado, irmão Enoque, disse ela. - Estamos aqui para ver Jessamine Lovelace. Você poderia nos levar até ela?

As prisões da Cidade do Silêncio estavam no primeiro nível, passando o pavilhão das Língua de Estrelas. A escada escura levava para baixo. Os Irmãos do Silêncio eram os primeiros, seguidos por Jem e Tessa, que não tinha falado um com o outro, uma vez que tinha deixado o carro. No entanto, não era um silêncio constrangedor. Tessa sentiu algo sobre a grandeza do assombro da Cidade dos Ossos, com seus mausoléus e grandes arcos crescentes, que a fez sentir como se ela estivesse em um museu ou uma igreja, onde era necessário falar em voz baixa para não se propagar o som nos salões. Na parte inferior da escada tinha um corredor serpenteado em duas direções, os irmãos do silêncio viraram para a esquerda, levando Jem e Tessa quase até ao final do corredor. Enquanto desciam, eles passavam por fileiras após fileiras de pequenas câmaras, cada uma com quarto com uma porta trancada. Cada uma continha uma cama e lavatório, e nada mais. As paredes eram de pedra, e o cheiro era de água e umidade. Tessa perguntou se eles estavam sob o Tamisa, ou em algum lugar próximo da umidade. Chegando próximo ao último, os Irmãos pararam em uma porta, a segunda do salão, e o irmão Enoque tocou o cadeado. Ela se abriu, e os cadeados que seguravam a porta caiu. Vocês estão convidados a entrar, disse Enoque, recuando. Estaremos esperando por vocês lá fora. Jem colocou a mão na maçaneta da porta e hesitou, olhando para Tessa. - Talvez você devesse falar com ela por um momento a sós. De mulher para mulher. Tessa se assustou. - Você tem certeza? Você a conhece melhor do que eu. - Mas você conhece Nate, disse Jem, e seus olhos se afastaram dela por alguns instantes. Tessa tinha a sensação de que havia algo que ele não estava dizendo a ela. Foi uma sensação incomum quando se tratava de Jem, coisa que ela não tinha certeza de como reagir. - Eu logo me reunirei com você, uma vez que a situação fique mais simples. Lentamente Tessa assentiu. Irmão Enoque abriu a porta e ela entrou, vacilou um pouco, quando a pesada porta abriu para trás. Era uma sala pequena, como as outras, de pedra e com umidade. Havia um lavatório que provavelmente tinha um jarro de cerâmica de água, agora ele estava no chão em pedaços, como se alguém tivesse jogado ele com muita força contra a parede. Na cama estreita estava


Jessamine em um vestido branco liso, um áspero cobertor envolto em torno dela. Seu cabelo caído ao redor de seus ombros em serpentes entrelaçadas, e seus olhos estavam vermelhos. - Bem-vinda. Ótimo lugar para se viver, não é? Jessamine disse. Sua voz soava áspera, como se sua garganta estivesse inchada de tanto chorar. Ela olhou para Tessa, e seu lábio inferior começou a tremer. – Charlotte te enviou para me levar de volta? Tessa balançou a cabeça. - Não. - Mas, os olhos de Jessamine começaram a encher de lágrimas. - Ela não pode me deixar aqui. Posso ouvi-los, a noite toda. Ela estremeceu, puxando o cobertor mais ao seu redor. - Você pode ouvir o que? - Os mortos, disse ela. - Sussurrando de seus túmulos. Se eu ficar aqui por muito tempo, vou me juntar a eles. Eu sei disso. Tessa sentou-se na beira da cama e, cuidadosamente, tocou o cabelo de Jessamine, acariciando os levemente. - Isso não vai acontecer, disse ela, e Jessamine começou a soluçar. Sacudiu os ombros. Desamparando Tessa que olhou ao redor da sala, como se algo no quarto miserável pudesse lhe dar inspiração. - Jessamine, disse ela. - Eu trouxe uma coisa. Jessamine muito lentamente levantou o rosto. - É algo da parte de Nate? - Não, respondeu Tessa suavemente. - É algo seu. Ela enfiou a mão no bolso e tirou estendendo a mão para Jessamine. Na palma estava uma boneca pequena que ela tinha tirado de seu berço dentro da casa de boneca de Jessamine. - Bebê Jessie. Jessamine fez um "oh" com o som baixo em sua garganta, e arrancou a boneca da mão de Tessa. Ela segurou-a firmemente, contra o peito. Seus olhos derramado mais, as lágrimas fazendo trilhas de sujeira no rosto. Ela realmente estava com uma visão lamentável, Tessa pensou. Se só. . . - Jessamine, Tessa disse novamente. Ela sentia como se Jessamine fosse um animal na necessidade de carícias, e que repetir o nome dela em um tom tranquilo, de alguma forma isso iria ajudar. - Nós precisamos de sua ajuda. - Em trair Nate, Jessamine disse rápido. - Mas eu não sei de nada. Eu nem sei por que estou aqui. - Sim, você sabe. Foi Jem, entrando no quarto. Ele tinha entrado um pouco ofegante, como se tivesse sido apressado. Ele atirou um cúmplice olhar a Tessa e fechou a porta atrás de si. - Você sabe exatamente por que está aqui, Jessie. - Porque eu me apaixonei! Jessamine estalou. - Você deve saber o que é isso. Eu vejo como você olha para Tessa. Ela lançou um olhar venenoso para Tessa quando as bochechas de Tessa ficaram vermelhas. - Pelo menos Nate é humano. Jem não perdeu a compostura. - Eu não traí o Instituto por Tessa, disse ele. - Eu não menti para aqueles que cuidaram de mim desde que eu era órfão ou os coloquei em perigo. - Se você não fizesse isso, disse Jessamine, é por que você realmente não a ama. - Se ela me pedisse, disse Jem, - Eu saberia que ela não me ama de verdade. Jessamine respirou e se afastou dele, como se ele tivesse batido em seu rosto.


- Você, ela disse em uma voz abafada. - Eu sempre achei que você era bonita. Mas você é horrível. Você é toda horrível. Charlotte me torturou com a Espada Mortal até que eu falasse tudo. O que mais você poderia possivelmente querer de mim? Você já me forçou a trair o homem que eu amo. No canto da visão de Tessa, ela viu Jem revirar os olhos. Havia certa teatralidade ao desespero de Jessamine, como havia em tudo o que ela fazia, mas sob ela, sob o papel da mulher injustiçada que Jessamine lançara-se em Tessa, ela sentiu que a menina estava realmente com medo. - Eu sei que você ama Nate, disse Tessa. - E eu sei que eu não vou ser capaz de convencê-la de que ele não irá devolver o seu sentimento - Você está com ciúmes. - Jessamine, Nate não pode te amar. Há algo de errado com ele, algumas peças faltando em seu coração. Deus sabe que a minha tia e eu tentei ignorá-lo, para dizer uma a outra que ele era um menino de brincadeiras e imprudências. Mas ele assassinou a nossa tia ele te disse isso? Assassinou a mulher que criou ele, e riu para mim sobre isso mais tarde. Ele não tem empatia, capacidade para gratidão. Se você protegê-lo agora, você não vai ganhar nada com isso. - Nem é provável que você volte a vê-lo novamente, disse Jem. - Se você não nos ajudar, a Clave nunca vai deixar você ir. Vai ser você e os mortos aqui embaixo até a eternidade, se não for punida com uma maldição. - Nate disse que vocês iriam tentar me assustar, disse Jessamine em uma lasca de uma voz. - Nate disse também que a Clave e Charlotte não fariam nada para você, porque eles eram fracos, disse Tessa. - Isso não provou ser verdadeiro. Ele disse para você só o que ele tinha a dizer, para você fazer o que ele queria que você fizesse. Ele é meu irmão, e eu lhe digo, ele é uma fraude e um mentiroso. - Nós precisamos de você para escrever uma carta para ele, disse Jem. Dizer-lhe que você tem conhecimento de uma conspiração secreta dos Caçadores de Sombras contra Mortmain, e para ele ir até você esta noite. Jessamine balançou a cabeça, arrancando o cobertor áspero dela. - Eu não vou traí-lo. - Jessie, Jem disse suave; Tessa não sabia como poderia colocar Jessamine contra Nate. - Por favor. Estamos apenas pedindo para você salvar a si mesma. Enviar uma mensagem, diganos o seu ponto de encontro habitual. Isso é tudo o que pedimos. Jessamine balançou a cabeça. - Mortmain, disse ela. Mortmain ainda vai prevalecer sobre você. Em seguida, os Irmãos do Silêncio serão derrotado e Nate virá me reclamar. - Muito bem, disse Tessa. - Imagine que não aconteça. Você diz que Nate a ama. Em seguida, ele iria perdoar qualquer coisa, não é? Porque, quando um homem ama uma mulher, ele entende que ela é fraca. Que ela não pode resistir contra, por exemplo, a tortura, na forma em que ele poderia. Jessamine fez um som choramingando. - Ele entende que ela é frágil e delicada e facilmente conduzida, Tessa continuou, e gentilmente tocou o braço de Jessamine. Jessie, você vê a sua escolha. Se você não nos ajudar, a Clave vai até ele, e não será negligente com você. Se você nos ajudar, Nate vai entender. Se ele te ama. . . ele não tem nenhuma escolha. O amor significa perdão.


- Eu. . . Jessamine olhou de um deles para o outro, como um coelho assustado. – Você perdoaria Tessa, se fosse com ela? - Eu perdoaria qualquer coisa de Tessa- Jem disse gravemente. Tessa não podia ver sua expressão, ela estava enfrentando Jessamine, mas ela sentiu seu coração pular uma batida. Ela não podia olhar para Jem, com medo de que sua expressão traísse os seus sentimentos. - Jessie, por favor, disse ela em seu lugar. Jessamine ficou em silêncio por um longo tempo. Quando ela falou, finalmente, sua voz era tão fina quanto um fio. - Você vai se encontrar com ele, eu suponho disfarçada como eu. Tessa assentiu. Você deve usar roupas de meninos, disse ela. - Quando eu encontro com ele à noite, estou sempre vestida como um menino. É mais seguro para eu atravessar a rua sozinha assim. Ele vai esperar por isso. Ela olhou para cima, empurrando seu cabelo emaranhado de seu rosto. Você tem um papel e caneta? Acrescentou. - Vou escrever a nota. Ela pegou os itens proferidos a Jem e começou a rabiscar. - Eu devia ter algo em troca por isso, disse ela. - Se eles não me deixam sair... - Eles não vão, disse Jem, até que seja determinado que a informação seja boa. - Então, eles deveriam pelo menos me dar uma comida melhor. É terrível aqui. Pão apenas mingau e difícil. Tendo terminado de rabiscar a nota, ela entregou a Tessa. - As roupas de meninos que eu uso estão atrás da casa de boneca no meu quarto. Tome cuidado para movê-la, acrescentou ela, e por um momento ela era Jessamine novamente, seus olhos castanhos arrogantes. - E você deveria pegar algumas das minhas roupas. Você está usando os mesmos quatros vestidos que eu comprei para você em Junho. Esse amarelo é praticamente antigo. E se você não quer que ninguém saiba que você está beijando nas carruagens, você deve abster-se de usar um chapéu com flores facilmente esmagáveis na cabeça. As pessoas não são cegas, você sabe. - Então, deu para perceber, disse Jem com muita seriedade. E quando Tessa olhou para ele, ele sorriu, apenas para ela.


Capitulo 15 - Milhares Mais Há algo horrível em uma flor; Esta, que está na minha mão, é uma dessas. Ele entregou - lhe, não vai viver mais uma hora; Há milhares mais, você não precisa sentir falta de uma rosa. -Charlotte Mew, "Em Nunhead Cemetery"

O resto do dia no Instituto passou em um clima de grande tensão, com os Caçadores de Sombras preparados para o confronto com o Nate naquela noite. Não houve jantar formal naquela noite, só uma grande correria na preparação do vestuário; armas sendo organizadas, polidas e mapas sendo consultados, enquanto Bridget ficou cantando baladas tristes, trazendo bandejas de sanduíches e chá, para cima e para baixo pelos corredores. Se não tivesse sido por Sophie a forçado a comer um sanduiche, Tessa provavelmente não teria comido nada o dia todo, do jeito que estava com um nó na garganta, coisa que permitiria apenas algumas mordidas no sanduíche até sentir ele deslizar para baixo, e mesmo assim tinha a sensação de que ela estivesse sufocando. Eu vou ver Nate hoje à noite, pensou ela, olhando-se no espelho enquando Sophie ajoelhou-se a seus pés, calçando as botas de garoto - retiradas do tesouro escondido de Jessamine. E então eu vou traí-lo. Ela pensou na maneira de como Nate tinha ficado em seu colo no carro a saindo da casa de De Quincey, e do jeito que ele tinha gritado seu nome desesperado para ela quando o irmão Enoque tinha aparecido. Ela se perguntou quanto daquilo tinha sido um show. Pelo menos, provavelmente parte dele tinha estava verdadeiramente aterrorizado - abandonado por Mortmain, odiado por De Quincey, nas mãos de Caçadores de Sombras, e que ele não tinha motivos para confiar. Só que ela lhe havia dito que eram de confiança. E ele não se importava. Ele queria o que Mortmain estava lhe oferecendo. Mais do que ele queria a sua segurança. Mas ele não se importava com mais nada. Todos os anos, o tempo tinha tricotado eles tão juntos um do outro que ela pensava que eram inseparáveis, e isso não tinha significado nada para ele. - Você não pode chocar, senhorita, disse Sophie, levantando-se e tirando a poeira de suas mãos. - Ele- não vale... que dizer, ele não vale a pena. - Quem não vale a pena? - Seu irmão. Não era nisso que você estava pensando? Tessa olhou desconfiada. - Você pode dizer no que eu estou pensando, porque você tem visão? Sophie riu. - Senhor, não, senhorita. Posso lê-lo em seu rosto como um livro. Você sempre tem a mesma aparência quando está pensando no Mestre Nathaniel. Mas ele é um mal chapéu, senhorita, não valem os seus pensamentos. - Ele é meu irmão. - Isso não significa que você seja como ele, disse Sophie decisivamente. - Alguns apenas nascem maus, e isso é tudo que existe para ela. Alguns diabinhos perversos? Fez Tessa perguntar:


- E o que diz de Will? Você ainda acha que ele nasceu ruim? Adorável e venenoso como uma cobra, você me disse uma vez. Sophie levantou as sobrancelhas delicadamente arqueadas. - Mestre Will é um mistério, sem dúvida. Antes de que Tessa pudesse responder a porta se abriu, e Jem estava na porta. - Charlotte enviou-me para dar-lhe, ele começou, e parou olhando para Tessa. Ela olhou para si mesma. Calças, sapatos, camisa, colete, tudo em ordem. Foi, certamente, um sentimento peculiar, vestindo roupas de homens, eles estavam apertados em lugares que ela não estava acostumada a roupas sendo apertadas, e soltas em outros, e eles coçavam-mas isso não explica o olhar no rosto de Jem. - Eu. . . Jem estava todo vermelho, espalhando-se a partir de seu colar até acima de seu rosto. - Charlotte enviou-me a dizer-lhe que estamos esperando na sala de visitas, ele disse. Então ele se virou e saiu da sala às pressas. - Meu Deus, Tessa disse, perplexa. - O que foi aquilo? Sophie riu suavemente. - Bem, olhe para si mesma. Tessa olhou. Ela estava vermelha, pensou ela, o cabelo caindo solto sobre sua camisa e colete. A camisa tinha sido claramente feito proporcional a uma espécie de figura feminina em mente, uma vez que estava apertada no peito, tanto quanto Tessa temia que estivesse nela, estava tudo apertado, graças ao quadro menor de Jessie. As calças estavam apertadas, assim, como era a moda e moldagem, ajustando - se a suas pernas. Ela inclinou a cabeça para o lado. Havia algo de indecente nisso, não é mesmo? Um homem não deveria ser capaz de ver a forma da parte superior das pernas da senhora, ou tanto da curva de seus quadris. Havia algo sobre a roupa dos homens que a fez não olhar o ser masculino, mas. . . despir. - Meu Deus, disse ela. - Na verdade, disse Sophie. - Não se preocupe. Eles se encaixam melhor uma vez que você mude e, além disso. . . ele gosta de você de qualquer maneira. - Eu, você sabe, quero dizer, você acha que ele gosta de mim? - Muito, disse Sophie, soando imperturbável. - Você deveria ver o jeito que ele olha para você quando ele não acha que você está olhando. Ou olha para cima quando a porta se abre, e está sempre desapontado quando não é você. Mestre Jem, ele não é como mestre Will. Ele não pode esconder o que ele está pensando. - E você não está . . . Tessa procurou palavras. - Sophie, você não está zangada comigo? - Por que eu estaria zangada com você? Um pouco de diversão tinha saído da voz de Sofia, e agora ela parecia cuidadosamente neutra. - Eu achei que você ficaria. Eu pensei que talvez houve uma época em que você olhava para Jem com certa admiração. Isso é tudo. E eu não achei que significasse nada impróprio, Sophie. Sophie ficou em silêncio por um tempo tão longo que Tessa tinha certeza que ela estava com raiva, ou pior, terrivelmente ferida. Em vez disso, ela disse, finalmente. - Houve um tempo quando eu - quando eu o admirava. Ele era tão gentil e amável, não era igual a qualquer homem que eu tinha conhecido. E tão lindo de se ver, e a música que ele faz. Ela sacudiu a cabeça, e seus cachos escuros saltaram. - Mas ele nunca se importou comigo. Nunca uma palavra ou um gesto que ele fez, me levam a crer que ele devolveria minha admiração, embora ele nunca fosse mau.


- Sophie, Tessa disse suavemente. - Você tem sido mais do que uma serva desde que eu vim aqui. Você tem sido uma boa amiga. Eu não faria qualquer coisa que pudesse prejudicála. Sophie olhou para ela. - Você se importa com ele? - Eu acho, disse Tessa com uma lenta cautela, que me importo. - Bom. Sophie exalou. - Ele merece isso. Ser feliz. Mestre Will sempre foi à estrela qye queima mais brilhante, o único a chamar a atenção, mas Jem é uma chama constante, firme e honesto. Ele poderia fazer você feliz. - E você não faria objeção? - Objeção? Sophie balançou a cabeça. - Oh, Srta Tessa, que sou eu para você ligar no que eu penso, mas não. Eu não faria objeção. Meu carinho por ele, foi somente isso, um carinho, como se fosse um resfriado de menina, mas é somente amizade. Desejo apenas a felicidade dele e a sua. Tessa ficou surpreso. Toda a preocupação que ela tinha sobre os sentimentos de Sophie, e Sophie não se importava com nada. O que mudou desde que Sophie tinha chorado pela doença de Jem na noite do desastre? A menos. . . - Você está saindo com alguém? Cyrill, ou. . .Sophie revirou os olhos. - Oh Senhor, tenha misericórdia de todos nós. Primeiro Thomas, agora Cyril. Quando você vai parar de tentar casar-me com o mais homem disponível mais próximo? - Deve haver alguém. - Não há ninguém, Sophie disse firmemente levantando-se e virando Tessa em direção ao espelho. Aí está. Torça o seu cabelo sob o seu chapéu e você será o modelo de um cavalheiro. Tessa fez como lhe foi dito. ****************** Quando Tessa entrou na biblioteca, todos os Caçadores de Sombras do Instituto, Jem, Will, Henry, e Charlotte estavam agrupados em torno de uma mesa sobre a qual um dispositivo retangular pequeno feito de bronze era equilibrado. Henry estava gesticulando para ele animadamente, levantando a voz. - Isto, ele começou dizendo: é o que tenho venho trabalhando. Para ser usado somente nesta ocasião. Especificamente ela é calibrada para funcionar como uma arma contra os autômatos. - Mas Nate Gray não é um autômato, disse Will, sua cabeça não está realmente cheia de engrenagens, Henry. Ele é um ser humano. - Ele pode levar uma dessas criaturas com ele. Nós não sabemos se ele vai estar lá desacompanhado. Ele pode levar um dos cocheiros autômatos de Mortmain's - Eu acho que Henry está certo, disse Tessa, e todos eles se viraram para encará-la. Jem a olhava novamente, embora mais leve desta vez, e ofereceu-lhe um torto sorriso, já os olhos de Will correram para cima e para baixo de seu corpo uma vez, não tão rapidamente. Ele disse: - Você não se parece com um menino nada. Você parece uma garota com roupas de meninos. Ela não podia dizer se ele tinha aprovado, desaprovado ou estava neutro sobre o assunto.


- Eu não estou tentando enganar ninguém, mas um observador casual, ela respondeu irritada. - Nate sabe que Jessamine é uma menina. E as roupas se encaixam melhor uma vez que eu me transforme nela. - Talvez você deva fazer isso agora, disse Will. Tessa olhou para ele, em seguida, fechou os olhos. Era diferente transformar- se em alguém que tinha se transformado antes. Ela não precisava estar segurando algo deles, ou estar perto deles. Era como fechar os olhos e ir até um guarda-roupa, detectando uma roupa conhecida pelo toque, e puxando-o para fora. Ela se lembrou de Jessamine dentro de si, e deixou-a livre, envolvendo o disfarce de Jessamine em torno de si mesma, sentindo a respiração dela empurrou os pulmões com suas costelas apertadas, seu cabelo escorregou de seu toque a cair em ondas de luz de milho e seda contra o rosto dela. Ela empurrou-o de volta sob o chapéu e abriu os olhos. Eles estavam todos olhando para ela. Jem era o único a oferecer um sorriso, ela piscou na luz. - Fantástico, disse Henry. Sua mão repousava levemente sobre o objeto na mesa. Tessa ficou desconfortável com todos olhando para ela, e virou-se para ele. - O que é isso? - É uma espécie de. . . Dispositivo infernal que Henry criou, Jem disse. - Vai interromper os mecanismos internos que mantêm as criaturas autômatos em execução. - Você torce, como este - Henry imitou torcendo a metade inferior da coisa em uma direção e na metade superior em outro. - E, em seguida, irá jogá-lo. Tente colocar em um lugar onde estejam as criaturas ou em algum lugar que ele irão ficar. Ele se destina a perturbar as correntes mecânicas que percorrem o corpo da criatura, parando a chave do funcionamento. Pode fazer-lhe algum dano também, mesmo se você não for um autômato, por isso não fique com ele, uma vez que é ativado. Eu tenho só dois, então. . . " Ele entregou uma a Jem, e outro para Charlotte, que pegou e pendurou-o em seu cinto de armas sem uma palavra. - A mensagem foi enviada? Tessa perguntou. - Sim. Estamos agora apenas à espera de uma resposta do seu irmão, disse Charlotte. Desenrolando um papel sobre a superfície da mesa, para baixo a cantos com engrenagens de cobre a partir de uma pilha que Henry deve ter deixado lá. - Aqui, ela disse. - É um mapa que mostra onde Jessamine afirma que ela e Nate normalmente se encontram. É um armazém em Mincing Lane, inferior de Lower Street perto do Tamisa. Era usado como fábrica de embalagem de um comerciante de chá, até que o negócio foi à falência. - Mincing Lane, disse Jem. - Centro do comércio de chá. Também o comércio de ópio. Faz sentido Mortmain querer manter um armazém lá. - Ele passou o delgado dedo sobre o mapa, traçando os nomes das ruas próximas: Eastcheap, Gracechurch Street, Lower Thames Street, Lane St. Swithin. Embora um lugar tão estranho para Jessamine, ele disse. - Ela que sempre sonhou ser introduzida na Corte com danças e em tal glamour. Não de reuniões clandestinas em algum depósito de fuligem perto do cais. - Ela fez o que se propôs a fazer, disse Tessa. - Ela se casou com alguém que não é um Caçador de Sombras. A boca de Will se curvou em um meio sorriso. - Se o casamento fosse válido, ela seria sua irmã-de-lei. Tessa estremeceu. - Eu - Não é que eu guardo rancor de Jessamine. Mas ela merece algo melhor do que o meu irmão.


- Qualquer um merece mais do que isso. Falou Will, se aproximando debaixo da mesa e tirando um monte enrolado de tecido. Abriu-o sobre a mesa, evitando o mapa. Dentro havia várias e longas armas finas, cada uma com uma runa brilhando esculpida na lâmina. - Eu quase esqueci que tinha ganho isso de Thomas há semanas. Eles só chegou a me entregar. Bom, acredito que essas arras, possam parar um tempo essas criaturas mecanicas. - A questão é, Jem disse, levantando um das arras e examinando a lâmina, uma vez que temos Tessa no interior com Nate, como faremos para observarmos sem sermos notados? Devemos estar prontos para intervir a qualquer momento, especialmente se ele desconfiar de algo e nossas suspeitas forem confirmados. - Temos que chegar primeiro, e nos esconder, disse Will. - É o único caminho. E ouvimos para saber se Nate diz algo de útil. - Eu não gosto da idéia de Tessa sendo forçado a falar com ele sozinha, murmurou Jem. - Ela sabe muito bem tomar conta de si sozinha, eu já vi isso. Além disso, ele tem mais chances de falar livremente se pensar que é seguro. Após a captura, mesmo se os Irmãos do Silêncio explorar sua mente, Mortmain pode ter pensado em colocar bloqueios para proteger o seu conhecimento, o que pode levar tempo para descobrimos. - Eu acho que Mortmain colocou em bloqueios em Jessamine, disse Tessa. - Para o que vale a pena, eu não posso tocar seus pensamentos. - É ainda mais provável que ele tenha feito isso em Nate, disse Will. - Esse menino é tão fraco como um gatinho, disse Henry. - Ele vai nos dizer o que queremos saber. E se não, eu tenho um dispositivo. - Henry! Charlotte olhou seriamente alarmada. - Diga-me que não têm vindo a trabalhar em um dispositivo de tortura. - Nem um pouco. Eu chamo-lhe o confunde. Ele emite uma vibração que afeta diretamente o cérebro humano, tornando-o incapaz de dizer entre ficção e realidade. Henry olhou orgulhoso, pegou sua caixa. - Ele simplesmente tira tudo o que está na sua mente, sem a atenção para as conseqüências. . . Charlotte levantou uma mão de advertência. - Não agora, Henry. Se temos de utilizar o. . . Confunde em Nate Gray, vamos fazê-lo quando o trouxer aqui. No momento temos de nos concentrar em alcançar o armazém antes de Tessa. Agora sugiro Cyril leva-nos lá, então retornar para pegar Tessa. - Nate vai reconhecer o transporte do Instituto, Tessa objetou. - Quando eu vi Jessamine sair para se encontrar com Nate, ela foi decididamente a pé. Vou andar. - Você vai se perder, disse Will. - Eu não vou, disse Tessa, indicando o mapa. - É uma simples caminhada. Eu poderia virar à esquerda no Gracechurch Street, ir pela Eastcheap, e cortar a Mincing Lane. Um argumento se seguiu, com Jem, para surpresa de Tessa, do lado de Will contra a idéia de ela andar pelas ruas sozinhas. Eventualmente, foi decidido que Henry iria dirigir o carro para Mincing Lane, enquanto Tessa ia a pé, com Cyril seguindo-a uma distância discreta, para que ela não se perdesse no aglomerado da cidade suja e barulhenta. Com um encolher de ombros, ela concordou, parecia menos problemas do que discutir, e ela não se importavam com Cyril a seguindo. - E ninguém vai falar nada, disse Will, que mais uma vez estamos deixando o Instituto sem nenhum Caçador de Sombra para protegê-lo? Charlotte enrolou o mapa com um movimento do pulso.


- E qual de nós você sugere ficar em casa, então, em vez de ajudar Tessa? - Eu não disse nada sobre ninguém ficar em casa. A voz de Will caiu. - Mas Cyril estará com Tessa, Sophie é apenas metade treinada, e Bridget. . . Tessa olhou para Sophie, que estava sentada calmamente no canto da biblioteca, mas a outra menina não deu sinal de ter ouvido Will. Ao mesmo tempo a voz de Bridget estava flutuando ligeiramente da cozinha, com outra balada miserável: "Então, John tirou do bolso Uma faca longa e afiada, E é preso através do coração de seu irmão, E o sangue veio caindo. John diz a William, "Tire tua camisa, E rasgá-lo de sangue a sangue, E envolvê-la em volta do seu coração sangrando, E o sangue vai derramar mais. '" - Não Anjo, disse Charlotte, - nós vamos ter que fazer algo a respeito dela, antes que ela nós leve a loucura, não é? Antes que alguém pudesse responder, duas coisas aconteceram ao mesmo tempo: Algo bateu na janela, Tessa se surpreendeu tanto, que ela deu um passo para trás, e um barulho enorme ecoou soando através do Instituto - o som do sino de convocação. Charlotte disse algo a Will perdido no ruído da campainha e ele saiu da sala, enquanto Charlotte atravessou, deslizou a janela e abriu, e capturou algo pairando fora. Ela afastou-se da janela, agitando um pedaço de papel na mão, parecia um pouco como um pássaro branco, bordas batendo na brisa. Seu cabelo soprou sobre o rosto dela também, e Tessa se lembrou de o quanto Charlotte era jovem. - A resposta de Nate, eu acho, disse Charlotte. - Sua mensagem para Jessamine. Ela trouxe para Tessa, que rasgou o pergaminho longitudinalmente em sua ânsia de abri-lo. Tessa olhou para cima. - É da parte de Nate, ela confirmou. - Ele concordou em atender Jessie no lugar de costume no pôr do sol. Ela deu um pequeno suspiro quando percebeu que tinha conseguido ler a nota, que após a leitura a nota explodiu em chamas rápidas, sem calor, consumindo-se até que era apenas um filme de cinza negra em os dedos. - Isso dá-nos apenas um pouco de tempo, disse Henry. - Eu vou ir e dizer para Cyril deixar o transporte pronto. Ele olhou para Charlotte, como se, buscando aprovação, mas ela só assentiu sem encontrar seus olhos. Com um suspiro Henry deixou o quarto quase colidindo em Will, que estava em seu caminho de volta, seguido por uma figura em viajando de capa. Por um momento, Tessa perguntou em confusão se era um irmão do silêncio, até que o visitante tirou o capuz para trás e viu o familiar arenoso cabelo loiro e olhos verdes. - Gideon Lightwood? Disse ela, surpresa. - Não. Charlotte tirou o mapa que estava segurando em seu bolso. - O Instituto é dos Caçadores de Sombras. Sophie chegou apressadamente ao seu pé, então congelou, como se, fora da atmosfera da sala de treinamento, ela não sabia o que fazer ou dizer em frente ao irmão mais velho Lightwood.


Gideon olhou ao redor da sala. Como sempre seus olhos verdes estavam calmos, serenos. Will atrás dele, parecia queimar com energia brilhante em contraste, mesmo quando ele estava simplesmente parado. - Você me chamou? Gideon disse, e ela percebeu que, claro, olhando para ela, ele estava vendo Jessamine. - E eu estou aqui, mas não sei por que, ou para quê. - Para treinar Sophie, ostensivamente, disse Charlotte. - E também para cuidar do Instituto enquanto estivermos fora. Precisamos de um caçador Sombra de idade para está presente, e você se qualifica. Na verdade, foi Sophie, que o sugeriu. - E quanto tempo você vai ficar fora? - Duas horas, três. Não a noite toda. - Tudo bem. Gideon começou a desabotoar sua capa. Havia poeira em suas botas, e seu cabelo parecia como se tivesse enfrentado o vento frio, sem chapéu. - Meu pai disse que era uma boa prática para quando eu tomasse o lugar. Will murmurou algo baixinho que soou como "rosto ensanguentado." Ele olhou para Charlotte, que balançou a cabeça para ele minuciosamente. - Pode ser que o Instituto um dia seja seu, disse a Gideon muito suavemente. - Em qualquer caso, estamos agradecidos por sua ajuda. O Instituto é responsabilidade de todos os Caçadores de Sombras, depois de tudo. Estes são os nossos lugares de habitação, a nossa Idris longe de casa. Gideon voltou-se para Sophie. - Você está pronta para treinar? Ela assentiu com a cabeça. Eles deixaram a sala juntos em um grupo, Gideon e Sophie virarão à direita para fazer o seu caminho para a sala de treinamento e o resto deles indo para as escadas. O uivo lúgubre de Bridget agora era ainda mais alto aqui, e Tessa ouviu Gideon dizer algo a Sophie sobre isso, ela respondeu com a voz suave, mas antes de escultar o que diziam eles ficou longe demais para ela ouvir. Parecia natural ir ao lado de Jem quando desceu as escadas e através da nave da catedral. Ela estava andando perto o suficiente dele, que apesar de não falar, ela podia sentir o calor dele contra seu lado, o encontro de sua mão nua contra a dela quando eles andaram fora. O pôr do sol estava por vir. O céu tinha começado a assumir o brilho de bronze, que veio pouco antes do crepúsculo. Cyril estava esperando na escada da frente, olhando como Thomas tão parecido que doeu o coração ao olhar para ele. Ele estava carregando um punhal, longo e fino, que ele entregou a Will sem uma palavra; Will o pegou e colocou através de seu cinto. Charlotte virou-se e colocou a mão contra a bochecha de Tessa. - Vamos vê-la no armazém, disse ela. - Você vai está perfeitamente segura, Tessa. E obrigada, por fazer isso por nós. Charlotte soltou sua mão e desceu as escadas, Henry a seguiu. Jem hesitou apenas um momento, e Tessa se lembrou de uma noite como esta, quando ele correu até ela, e como uma oferta de despedida, pressionou os dedos levemente em seu pulso. - Mizpá, disse ela. Ela ouviu-o sugar a respiração. Os Caçadores de Sombras foram entrando no carro, ele virou-se e beijou-a rapidamente na bochecha, nenhum deles pareciam ter notado, mas Tessa colocou a mão no rosto quando Jem subiu no carro enquanto Henry fez o seu caminho até o banco do motorista. Os portões do Instituto se abriram, e o carro saiu em direção ao escurecimento da tarde. - Vamos, então, senhorita? Cyril perguntou. Apesar de o quanto ele se parecia com Thomas, Tessa pensou, ele tinha um comportamento menos tímido. Ele olhou ela diretamente nos olhos enquando falava, e os cantos de sua boca sempre pareciam está prestes a dobra em


um sorriso. Ela perguntou se havia sempre um irmão calmo e um irmão mais tenso, como Gabriel e Gideon. - Sim, eu acho que nós... Tessa parou de repente, um pé para descer os degraus. Era ridículo, ela sabia, e ainda assim, ela tinha tirado o seu anjo mecânico a se vestir com roupas de Jessamine. Ela não podia colocá-lo novamente. Ela não poderia usá-lo, caso contrário Nate iria reconhecê-la imediatamente, mas ela tinha a intenção de colocá-lo no bolso para dar sorte, e ela tinha esquecido. Ela hesitou agora. Era mais do que superstição tola, duas vezes agora o anjo tinha literalmente salvo a vida dela. Ela se virou. - Eu acho que me esqueci de algo. Espere por mim aqui, Cyril. Eu irei apenas um momento. A porta para o Instituto ainda estava aberta, ela voltou por ela e subiu as escadas, passando através das salas e no corredor que levava ao quarto de Jessamine, ela congelou. O corredor para o quarto de Jessamine era o mesmo que levava para a sala de treinamento. Ela tinha visto Sophie e Gideon desaparecer aqui minutos atrás. Só que não tinham desaparecido, eles ainda estava lá. A luz era fraca, e eles eram apenas sombras na penumbra, mas Tessa podia vê-los claramente: Sophie, de pé contra a parede, e Gideon apertando sua mão. Tessa deu um passo para trás, puxando seu coração dentro do peito. Nenhum deles viu. Eles pareciam completamente concentrados um no outro. Gideon inclinou-se, então, murmurando alguma coisa para Sophie, gentilmente ele afastou uma mecha de cabelo do rosto. O estômago de Tessa ficou tenso, e ela se virou e se arrastou para longe, tão silenciosamente como podia. O céu tinha virado um tom mais escuro quando ela chegou de volta nas escadas. Seu estômago estava lá, embrulhado, ele interrompeu abruptamente quando viu a expressão de Tessa. - Está tudo bem, senhorita? Você conseguiu o que você queria? Tessa pensou em Gideon movendo o cabelo de Sophie longe de seu rosto. Ela se lembrou das mãos de Will suave em sua cintura e a suavidade do beijo de Jem em sua bochecha, e sentiu como se sua mente estivesse girando. Quem era ela para dizer a Sophie para ter cuidado, mesmo em silêncio, quando ela estava tão perdida em si mesma? - Sim, ela mentiu. Eu consegui o que queria. Obrigado, Cyril.

O armazém era um edifício de pedra calcária grande rodeada por uma cerca de ferro forjado e preto. As janelas estavam bloqueadas e um cadeado mantinha fechado os portões da frente, sobre o qual um nome em preto estava escrito Mortmain e Co., e mal se podia notar com tanta ferrugem. Os Caçadores de Sombras deixaram a carruagem no meio-fio, com um feitiço sobre ela para evitar que seja roubado ou molestado por mundanos de passagem, pelo menos até que Cyril chegasse e esperasse com ele. Uma inspeção mais detalhada do cadeado mostrou a Will que tinha sido oleada recentemente e aberto; uma iratez foi feita sobre ele, então ele e outros deslizaram para dentro, fechando a porta por trás deles. Outra iratez destrancou a porta da frente, levando-os em um conjunto de escritórios. Apenas um ainda estava mobiliado, com uma mesa, uma lâmpada verde, e um sofá floral com um encosto alto esculpido.


- Sem dúvida, era onde Jessamine e Nate realizaram a maior parte de seu namoro: Will observou alegremente. Jem fez um barulho de nojo e cutucou o sofá com a bengala. Charlotte estava debruçada sobre a mesa, passando apressadamente as gavetas. - Eu não sabia que você tinha tomado uma postura anti- namoro, Will observou a Jem. - Não em princípio. O pensamento de Nate Gray tocar alguém - Jem fez uma careta. - E Jessamine tão convencida de que ele a ama. Se você pudesse ver ela, acho que até mesmo você teria pena dela, Will. - Eu não faria isso, disse Will. - Amor não correspondido é um estado ridículo, e isso faz com que as pessoas se comportem de forma ridiculamente. Ele puxou o curativo no braço como se tivesse causando dor a ele. - Charlotte? A mesa? - Nada. Ela deslizou as gavetas fechadas. - Alguns papéis que listam os preços do chá e os tempos de leilões de chá, mais nada, nada de mortos somente teias de aranha. - Que romântico, murmurou Will. Ele se escondeu atrás de Jem, que se encaminhou para o escritório adjacente, usando a bengala para varrer longe as teias de aranha. Os quartos seguintes estavam vazios, e o último aberto dava ao segundo piso do armazém. Era um grande espaço sombrio, seu teto desaparecendo na escuridão. Frágeis degrais de madeira levavam a uma galeria do segundo andar. Sacos de estopa foram escorados contra as paredes do primeiro andar, olhando para todos nas sombras, como corpos caídos. Will levantou a luz enfeitiçada em uma mão, enviando raios de luz através da sala enquanto Henry passou a investigar um dos sacos. Ele estava de volta em um momento, encolhendo os ombros. -Pedaços quebrados de folhas soltas de chá, disse ele. Mas Jem estava balançando a cabeça, olhando em volta. - Estou disposto a aceitar que este era um escritório de comércio de chá ativo neste ponto, isso está claramente fechado há anos, desde que Mortmain decidiu interessar-se em mecanismos. E ainda o piso está livre de poeira. Ele tomou o pulso de Will, orientando o feixe de luz enfeitiçada sobre o chão liso de madeira. - Não houve atividade aqui, mais do que simplesmente Jessamine e Nate reunidos em um escritório em desuso. - Há mais escritórios dessa forma, disse Henry, apontando para o final da sala. - Charlotte e eu vamos procurá-los. Will, Jem, vocês examinam o segundo andar. Era um momento raro quando Henry dava ordens; Will olhou para Jem e sorriu, e começou a fazer o seu caminho até a madeira frágil das escadas. Os passos rangeram sob a pressão, e sob o peso de Jem mais leve atrás de Will. A pedra de luz enfeitiçada na mão de Will jogou padrões afiados da luz contra a parede quando ele chegou ao degrau mais alto. Ele se viu em uma galeria, uma plataforma onde talvez troncos de chá tivessem sido armazenados ou onde encarregados ficavam observando o andar de baixo. Ela estava vazia agora, exceto por uma única figura, deitado no chão. O corpo de um homem, magro e jovem, e quando Will chegou mais perto, seu coração começou a bater loucamente, porque ele tinha visto isso antes, tinha tido essa visão antes, o corpo flácido, o cabelo de prata e roupas escuras, os olhos fechados e machucados com os cílios prata. - Will? Foi Jem, atrás dele. Ele olhou o rosto de Will, em silêncio atordoado com o corpo no chão e empurrou-o a ajoelhar-se. Ele tomou o pulso do homem enquanto Charlotte chegava ao topo da escadaria. Will olhou para ela com surpresa por um momento, seu rosto estava molhado com suor, e ela parecia um pouco doente. Jem disse: - Ele tem um pulso. Will?


Will chegou mais perto, e ajoelhou-se ao lado de seu amigo. A esta distância, era fácil ver que o homem no chão não era Jem. Ele era mais velho, e Caucasiano, ele tinha um crescimento de barba de prata no queixo e nas bochechas, e seus traços eram mais amplos e menos definidos. Os Batimentos cardíacos de Will desacelerou quando os olhos do homem se abriram. Eram discos de prata, como os de Jem. E em um momento Will o reconheceu. Ele cheirava a queima agridoce das drogas de bruxos, sentiu o calor deles em suas veias e sabia que ele tinha visto esse homem antes, e sabia onde. - Você é um lobisomem, disse ele. - Um dos packless, você compra yin fen fora das ifrits bem abaixo da Capela. Não é você? Os olhos do lobisomem percorram os dois, e se prendeu em Jem. Suas pálpebras se estreitaram, e sua mão disparou agarrando Jem pelas lapelas. - Você, ele ofegou. - Você é um de nós. – Por Favor, você tem alguma coisa com você. Jem recuou. Will segurou o lobisomem pelo pulso e puxou sua mão livre. Não foi difícil, não havia força com seus dedos paralisados. - Não toque nele. Will ouviu a própria voz como se à distância, recortado e frio. - Ele não tem nenhum do seu pó imundo. Não é uma droga para os Nephilim como ela é para você. - Will. Havia uma súplica na voz de Jem: Seja mais amável. - Você trabalha para Mortmain, disse Will. - Diga-nos o que você faz para ele. Diga-nos onde ele está. O lobisomem riu. Sangue espirrou sobre os lábios e escorreu pelo queixo. Um pouco espirrou na roupa de Jem. - Como se eu soubesse onde tá o magistrado, chiou. - Tolos sangrentos, eles estão a par de você. Nephilim inútil sangrento. Se eu tivesse forças, eu quebraria suas costelas sangrentas. - Mas você não tem, Will era implacável. E talvez nós tenhamos um pouco de fen yin. - Você não possui. - Você acha que eu não sei? Os olhos do lobisomem vagaram. Quando eu uso vejo coisas, o fen yin me faz vê uma cidade grande de torres de cristal no Céu. Outra tosse e espasmos acumularam nele. Mais sangue respingado. Ele tinha um brilho prateado, como de mercúrio. Will trocou um olhar com Jem. A cidade de cristal. Ele não podia deixar de pensar em Alicante, embora nunca tivesse estado lá. - Eu pensei que estavamos indo viver lá, mas ao invés disso trabalhavamos à noite, os dias, e usando a droga nunca nos cansavamos. Então, começamos a morrer, um por um. A droga te mata, porém não consigo viver sem ela. Vim aqui de volta para ver se talvez ainda houvesse algo escondido em algum lugar. Mas não há. Não existe nenhum lugar para ir embora. Eu estou morrendo agora. Poderia muito bem morrer em qualquer lugar. - Ele sabia o que estava fazendo quando ele lhe deu essa droga, disse Jem. - Ele sabia que iria matá-lo. Ele não merece o seu segredo. Diga-nos o que ele estava fazendo, o que ele estava mantendo você trabalhando toda a noite e dia. - Juntavamos as peças: aqueles homens de metal. Eles me davam arrepios, mas o dinheiro era bom e as drogas eram melhores . - E o que você vai fazer com uma grande quantidade de dinheiro agora, disse Jem, sua voz estranhamente amarga. - Quantas vezes ele fazia você usar? O pó de prata? - Seis, sete vezes por dia.


- Não é à toa que está se esgotando a venda da droga próximo a Capela, Will murmurou. - Mortmain está controlando a alimentação. - Você não deveria usa-lá assim, disse Jem. - Quanto mais você toma, mais rápido você morre. O lobisomem fixou seu olhar em Jem. Seus olhos estavam cheio de veias vermelhas. - E você, disse ele. – Quanto tempo mais lhe resta? Will virou a cabeça. Charlotte estava imóvel atrás dele no topo da escada, olhando. Ele levantou a mão para ela com um gesto. - Charlotte, nós podemos levá-lo para baixo, talvez os Irmãos do Silêncio podem fazer algo para ajudá-lo. Se você pudesse. Mas Charlotte, para surpresa de Will, tinha virado uma pálida sombra de verde. Ela bateu a mão sobre sua boca e correu lá embaixo. - Charlotte! Will chamou, ele não se atreveu a gritar. - Oh, diabos. Tudo bem, Jem. Você toma suas pernas, eu vou tomar os ombros. - Não há nenhuma necessidade, Will. A voz Jem era suave. - Ele está morto. Will se virou para trás. Na verdade, os olhos de prata estavam abertos, vítreo, fixado no teto, o peito deixou de subir e descer. Jem ia fechar suas pálpebras, mas Will pegou seu amigo pelo pulso. - Não. - Eu não ia dar-lhe a bênção, Will. Somente fechar os olhos. - Ele não merece isso. Ele estava trabalhando com o magistrado! Sussurro Will que já estava subindo para um grito. - Ele é como eu, disse Jem simplesmente. - Um viciado. Will olhou para ele sobre suas mãos unidas. - Ele não é como você. E você não vai morrer assim. Os lábios de Jem se separaram em surpresa. - Will. . . Ambos ouviram o som de uma porta se abrindo e uma voz chamando o nome de Jessamine. Will pegou o pulso Jem, e ambos caíram no chão, avançando para a borda da galeria para ver o que estava acontecendo no chão do armazém.


Capitulo 16 – Raiva Mortal Quando eu vi a mão cruel do Tempo defac'd O rico orgulhoso que custo o desgaste enterrado na idade; Quando algumas torres altas vêem o down-raz'd, O escravo de bronze eterno e a raiva mortal, -Shakespeare, "Soneto 64"

Era uma experiência peculiar andando pelas ruas de Londres como um menino, Tessa pensou, enquanto ela fazia seu caminho ao longo da repleta calçada de Eastcheap. Os homens que cruzaram seu caminho davam apenas um olhar, e a empurravam para as portas das casas públicas ou da próxima curva na a rua. Sendo uma menina, andar sozinha por estas ruas à noite em suas roupas finas, teria sido objeto de olhares e zombarias. Como menino ela era invisível. Ela nunca tinha percebido o que era ser invisível antes. Quão leve e livre ela sentiu ou teria sentido, se fosse como um aristocrata de A Tale of Two Cities em seu caminho para a guilhotina em um tumbrel. Ela viu Cyril apenas uma vez, deslizando entre dois prédios em toda a rua 32 Mincing Lane. Era um edifício de pedra grande, e a cerca de ferro preta que o rodeava, no crepúsculo, parecia fileiras de dentes pontiagudos negros. Desde os portões da frente pendia um cadeado, mas tinha sido deixado aberto, ela deslizou através, e em seguida para os degraus empoeirados e então para a porta da frente, que também estava desbloqueada. Dentro ela descobriu que os escritórios estavan vazios, suas janelas com vista para Mincing Lane, ainda estavam bloqueadas; uma mosca zumbiu em um animal morto. Ela lançou-se contra os vidros revestidos até que caiu, exausta, ao peitoril. Tessa estremeceu e apressou-se. Ela entrou em cada quarto e ficou tensa, à espera de ver Nate, em cada sala, mas ele não estava lá. O quarto no final tinha uma porta que se abria para o chão de um armazém. Luz azul era filtrada através das rachaduras nas janelas embaçadas. Ela olhou em volta, hesitante. - Nate, ela sussurrou. Ele saiu das sombras entre dois pilares de gesso descamado. Seu cabelo loiro brilhava à luz azulada, sob um chapéu alto de seda. Ele usava um casaco azul, calça preta e botas pretas, mas sua aparência geralmente imaculada estava desgrenhada. Seu cabelo pendia sobre seus olhos, e havia uma mancha de sujeira em seu rosto. Suas roupas estavam enrugadas como se tivesse dormido nelas. - Jessamine, disse ele, o alívio evidente em seu tom. - Minha querida. Ele abriu os braços. Ela avançou lentamente, todo o seu corpo ficou tenso. Ela não queria que Nate a tocasse, mas ela não podia ver nenhuma maneira de evitar seu abraço. Seus braços foram ao seu redor. Sua mão pegou a aba do chapéu e puxou-o livre, deixando os cachos cairem pelas costas. Ela pensou em Will puxando os grampos de seu cabelo, e seu estômago involuntariamente ficou apertado. - Eu preciso saber onde o Magistrado está, ela começou com uma voz trêmula. – É muito importante. Eu ouvi alguns dos planos dos Caçadores, você sabe. Eu sei que você não quis me dizer, mas. . . Ele empurrou o cabelo para trás, ignorando as suas palavras. - Eu vejo, disse ele, e sua voz era profunda e rouca. - Mas primeiro. Ele inclinou a cabeça com um dedo sob o queixo. - Venha me beijar, meu doce.


Tessa desejava que ele não citasse Shakespeare. Ela nunca seria capaz de ouvir aquele soneto novamente sem querer ficar doente. Cada nervo em seu corpo queria saltar gritando através de sua pele em repulsa quando ele se inclinou em direção a ela. Ela rezou para que os outros estourassem enquanto ele inclinava a cabeça dela para cima. Nate começou a rir. Com um empurrão de seu pulso, ele jogou seu chapéu para as sombras e seus dedos apertaram seu queixo, as unhas cavando em sua pele. - Desculpas por meu comportamento impetuoso, disse ele. - Eu não poderia deixar de ser curioso para ver até onde você iria para proteger seus amigos Caçadores de Sombras. . . Querida irmã. - Nate. Tessa tentou lhe dá um empurrão para trás, fora do seu alcance, mas o seu controle sobre ela era muito forte. Sua outra mão disparou como uma cobra, girando em torno dela, fixando-a contra ele com o antebraço na garganta. Sua respiração era quente contra seu ouvido. Ele cheirava azedo, como gin velho e suor. - Você realmente acha que eu não descofiaria?, Ele cuspiu. - Depois que daquela nota que me entregaram na festa de Benedict, e que acabou me levando para uma caçada a Vauxhall. Tudo fez sentido. Eu deveria saber que era você desde o início. Garotinha idiota. - Estúpido, ela sussurrou. - Eu sei sobre seus segredos, Nate. Você me contou tudo. Será que Mortmain descobriu? É por isso que parece que você não tem dormido em dias? Ele a sacudiu apertando o braço ao redor dela, fazendo-a ofegar de dor. - Você não poderia me deixar em paz. Você tinha que se meter em meus negócios. O prazer de ver-me humilhado, não é? Que tipo de irmã você é, Tessie? - Você teria me matado se tivesse a chance. Não há jogo que você pode jogar nada que você possa dizer para me fazer pensar que eu te traí, Nate. Você ganhou cada pedacinho dela. Aliando-se com Mortmain. Ele balançou a, com força suficiente para fazê-la chocalha os dentes. - Como se minhas alianças fossem de sua conta. Eu estava fazendo o bem para mim até você e seus amigos Nephilim vinheram e se intrometido. Agora, o Magistrado quer minha cabeça em um bloco. Sua culpa. Tudo culpa sua. Eu estava quase em desespero, até que eu recebi a nota ridícula de Jessamine. Eu sabia que você estava por trás dela, é claro. Todos os problemas que você deve ter passado para torturá-la para levá-la a escrever me aquela ridículo missiva. - Nós não a torturamos, Tessa disse entre dentes. Ela lutou, mas Nate apenas segurou com mais força, os botões do seu colete arranhando suas costas. - Ela quiz fazer isso. Ela queria salvar a própria pele. - Eu não acredito em você. A mão que não estava na garganta agarrou seu queixo, suas unhas cravaram, e ela gritou de dor. - Ela me ama. - Ninguém poderia te amar, Tessa cuspiu. - Você é meu irmão, eu te amei e você matou isso. Nate se inclinou para frente e rosnou: - Eu não sou seu irmão. - Muito bem, meu meio-irmão, se você gosta de tê-lo assim. - Você não é minha irmã. Nem mesmo pela metade. Ele disse as palavras com um prazer cruel. - Sua mãe e minha mãe não eram a mesma mulher. - Isso não é possível, Tessa sussurrou. - Você está mentindo. Nossa mãe era Elizabeth Gray .


- Sua mãe era Elizabeth Gray, nascida Elizabeth Moore, disse Nate. O minha era Harriet Moore. - Tia Harriet? - Ela uma vez foi noiva. Você sabia que? Depois de seus pais se casarem, ela iria casar. O homem morreu antes de o casamento poder ser realizado. Mas ela já estava grávida. Sua mãe pegou o bebê dela para poupar sua irmã da vergonha do mundo sabendo que ela tinha consumado seu casamento antes que ele tivesse ocorrido. Que ela era uma prostituta. - Sua voz era tão amarga como veneno. - Eu não sou seu irmão, e eu nunca fui. Harriet, ela nunca me disse que ela era minha mãe. Descobri a partir de cartas de sua mãe. Todos esses anos, e ela nunca disserá uma palavra. Ela tinha muita vergonha. - Você a matou, disse Tessa entorpecida. - Sua própria mãe. - Porque ela era minha mãe. Porque ela me renegou. Porque tinha vergonha de mim. Porque eu nunca vou saber quem era meu pai. Porque ela era uma prostituta. A voz de Nate estava vazia. Nate tinha sido sempre vazio. Ele nunca tinha sido nada, mas sim uma bela concha vazia, e Tessa e sua tia viam nele empatia, compaixão e fraqueza porque queriam vê-lo assim, mas ele não era dessa forma. - Por que você disse a Jessamine que minha mãe era uma Caçadora de Sombra? Tessa exigiu. - Mesmo se a tia Harriet fosse a sua mãe, ela e minha mãe fossem irmãs, Tia Harriet seria uma Caçadora de Sombras, também, e de modo que você seria um. Por que contar uma mentira tão ridícula? Ele sorriu. - Você não gostaria de saber? Seu aperto aumentou em seu pescoço, sufocando-a. Ela suspirou e pensou de repente em Gabriel, dizendo: De um chute com o pé nos joelhos, a dor é terrível. Ela chutou para trás, o calcanhar de sua bota colidindo com o joelho de Nate, fazendo um estalo maçante. Nate gritou, e caiu sobre sua perna. Ele manteve seu domínio sobre Tessa enquando ele caia, rolando para que o cotovelo preso em seu estômago levasse os dois ao chão juntos. Ela engasgou, soltaram o ar de seus pulmões, os olhos cheios de lágrimas. Ela o chutou novamente, tentando se soltar, e pegou-lhe um rude golpe no ombro, mas ele investiu contra ela, agarrando-a pelo o colete. Os botões foram arrancados em uma chuva quando ele arrastou-a junto novamente, sua outra mão agarrou seu cabelo enquanto ela batia nele, arranhando com as unhas sua bochecha. O sangue brotou imediatamente para a superfície, era uma visão selvagem e satisfatória. - Deixe-me ir, ela ofegou. - Você não pode me matar. O Magistrado me quer viva. - Viva, não é ilesa, Nate rosnou, o sangue escorrendo pelo rosto até o queixo. Ele segurou a mão amarrada em seu cabelo e arrastou-a em direção a ele; ela gritou de dor e atacou com suas botas, mas ele era ágil, esquivando-se de seus pés agitados. Ofegante, ela enviou uma chamada silenciosa: Jem, Will, Charlotte, Henry - onde estão vocês? - Quer saber onde estão seus amigos? Ele puxou seus pés, uma mão em seu cabelo, a outra na parte de trás de sua camisa. - Bem, aqui está um deles, pelo menos. Um rangido alertou Tessa para um movimento nas sombras. Nate arrastou a cabeça em torno do cabelo, sacudindo-a. - Olha, ele cuspiu. – Já era tempo que você soubesse que não terá ajuda. Tessa olhou. A única coisa que emergiu das sombras era uma gigantesca forma de uns 20 pés de altura, ela adivinhou, feito de ferro.


Parecia mover-se como um mecanismo único fluido, sem costura e quase inexpressivo. A metade inferior foi dividida em pernas, cada uma no final com um pé com pontas de metal. Seus braços eram as mesmas, terminando nas mãos de garra, e sua cabeça era oval e lisa com apenas uma boca larga irregular de dentes como uma rachadura em um ovo. Um par de chifres prateados torcido em espiral acima de sua "cabeça". Uma fina linha de fogo azul crepitava entre eles. Em suas mãos ele carregava um enorme corpo flácido, vestido com roupas de luta dos caçadores. Contra o grosso autômato gigantesco, ela parecia ainda menor do que nunca. - Charlotte! Tessa gritou. Ela redobrou suas tentativas de ficar longe de Nate, chicoteando a cabeça para o lado. Alguns de seus cabelos arrancaram-se livres caindo no chão não mais os loiros de Jessamine, manchados agora com sangue. Nate revidou batendo duro o suficiente para que ela visse estrelas, quando ela cedeu, ele a pegou em torno da garganta, pertando com os punhos sua traquéia. Nate riu. - Um protótipo, disse ele. - Abandonado pelo Magistrado. Muito grande e pesado para seus propósitos. Mas não para o meu. Ele levantou sua voz. – Jogue-a. As mãos do autômato de metal se abriram. Charlotte caiu livre e bateu no chão com um baque nauseante. Ela ficou imóvel. Desta distância Tessa não poderia dizer se seu peito subia e descia ou não. - Agora a esmague, disse Nate. Pesadamente a coisa elevou seu pé de metal. Tessa agarrou os antebraços de Nate, rasgando sua pele com as unhas. - Charlotte! Tessa ouviu sua própia gritar, mas era muito baixa para isso. Uma figura saiu correndo de trás do autômato, uma figura de preto com um cabelo ruivo ardente, com a lâmina da Misericórdia fina na mão. Henry. Sem sequer um olhar para Tessa e Nate, ele se lançou para o autômato, trazendo sua espada para baixo em um longo arco curvado. Houve um clang de metal contra metal. Faíscas voaram, e o autômato cambaleou para trás. Seu pé desceu, batendo no chão, a poucos centímetros do corpo em decúbito dorsal de Charlotte. Henry pousou, em seguida, atirou-se para a criatura de novo, cortando com sua lâmina. A lâmina foi quebrada. Por um momento, Henry simplesmente parou e olhou para ele com choque estúpido. Em seguida, a mão da criatura chicoteou para a frente e agarrou-o pelo braço. Ele gritou quando ele foi levantado e atirado com uma força incrível contra um dos pilares, ele atingiu, amassou, e caiu para no chão, onde ele ficou imóvel. Nate riu. - Essa demonstração de devoção matrimonial, disse ele. - Quem teria pensado nisso? Jessamine sempre disse que achava que Branwell não suportava sua esposa. - Você é um porco, disse Tessa, lutando em seu aperto. - O que você sabe sobre as coisas que as pessoas fazem pelos os outros? Se Jessamine estivesse queimando na morte, você não iria olhar para nada além do seu jogo de cartas. Você não se importa com nada além de si mesmo. - Fique quieta, ou eu vou soltar o autômato para você. Nate sacudiu novamente, e gritou: - Vem! Aqui. Você deve segurá-la até o Magistrado chegar. Com um ranger de engrenagens o autômato moveu a obedecer. Não era tão rápido quanto seus irmãos menores, mas seu tamanho era tal que não podia deixar Tessa sem seus


movimentos gelados com medo. E isso não era tudo. O Magistrado estava por vir. Tessa se perguntava se Nate tinha convocado ele ainda, se ele já estava em seu caminho. Mortmain. Mesmo a memória de seus olhos frios, seu sorriso gelado de controle, por sua vez, fez seu estômago doer. - Deixe-me ir, gritou ela, empurrando para longe de seu irmão. Deixe-me ir ver Charlotte. Nate a empurrou para frente com força, e ela deitou no chão, os cotovelos e os joelhos bateram com a força no chão duro de madeira. Ela engasgou e rolou para o lado, sob a sombra da galeria do segundo andar, com o autômato vindo pesadamente em sua direção. Ela gritou e saltaram da galeria acima, Will e Jem, cada um no ombro da criatura. Ele rugiu, um som como foles sendo alimentado por carvão, e cambaleou para trás, permitindo que Tessa rolasse para fora de seu caminho e lançar-se a seus pés. Ela olhou de Henry para Charlotte. Henry estava pálido e ainda caido ao lado do pilar, mas Charlotte estava deitada onde o autômato a jogou, estava em perigo iminente de ser esmagada pela máquina. Respirando fundo, Tessa atravessou a sala até Charlotte e ajoelhou-se, colocando os dedos na garganta de Charlotte, havia um pulso lá, vibrando fracamente. Colocando as mãos sob os braços de Charlotte, ela começou a arrastá-la em direção à parede, longe do centro da sala, onde o autômato estava girando e cuspindo faíscas, lutando com suas mãos para agarrar Jem e Will. Eles eram muito rápido para ele, no entanto. Tessa colocou Charlotte abaixo entre os sacos de estopa de chá e olhou através da sala, tentando determinar um caminho que poderia levá-la para Henry. Nate foi correndo para o outro, gritando e xingando a criatura mecânica, em resposta Will serrou uma de seus chifres e atirou no irmão de Tessa. Ele saltou sobre o chão, deslizando em faíscas, e Nate saltou para trás. Will riu. Jem entretanto estava agarrado no pescoço da criatura, fazendo algo que Tessa não podia ver. A criatura em si foi girando em círculos, mas tinha era projetado para alcançar e agarrar o que estava na frente dele, e seus "braços" não dobravam corretamente. Não poderia alcançar o que se agarrou a parte de trás do seu pescoço e cabeça. Tessa quase teve vontade de rir. Will e Jem eram como ratos correndo em cima e abaixo do corpo de um gato, dirigindo-o à loucura. Mas com suas laminas serafins eles não podiam fazer muito dano a criatura de metal, eles estavam infligindo poucas lesões. Suas lâminas, que ela tinha visto de cisalhamento através de ferro e aço como se fossem de papel, foram deixando amolgadelas e arranhões apenas na superfície do corpo da criatura mecânica. Nate, enquanto isso estava gritando e xingando. - Esmague-os ele gritou para o autômato. – Esmague-os, seu bastardo de metal grande! O autômato fez uma pausa, em seguida, sacudiu-se violentamente. Will escorregou, pegando no pescoço da criatura, no último momento para se manter de cair. Jem não teve tanta sorte, ele esfaqueou a frente com sua espada de cana, como se quisesse levá-lo para dentro do corpo da criatura para prender a sua queda, mas a lâmina derrapou apenas pelas costas da criatura. Jem caiu, sem graça, sua arma fez barulho, a perna dobrada debaixo dele. - James! Will gritou. Jem arrastou-se penosamente para seus pés. Ele pegou a estela em seu cinto, mas a criatura, sentindo fraqueza, já estava em cima dele, atingindo as suas mãos com garras. Jem


deu vários passos para trás e se atrapalhou pegando algo do bolso. Ela era lisa e obliqua, era o objeto metálico que Henry lhe dera na biblioteca. Ele esticou de volta a mão para jogá-lo e Nate estava atrás dele, de repente, chutando para em sua ferida, provavelmente quebrado a sua perna. Jem não faz nenhum som, mas a perna fez um barulho e ele caiu no chão pela segunda vez, o objeto rolando de sua mão. Tessa ficou de pé e correu para ele, assim como Nate fez o mesmo. Eles colidiram, seu maior peso e altura tendo-a no chão. Ela rolou quando caiu, como Gabriel tinha ensinado, para absorver o impacto, embora o choque ainda a deixou sem fôlego. Ela estendeu a mão para o dispositivo sacudindo os dedos, mas escorregou longe dela. Ela podia ouvir Will gritando seu nome, chamando-a para jogá-la para ele. Ela estendeu a mão para fora mais longe, os dedos fechando em torno do dispositivo e, em seguida, Nate agarrou por uma perna e arrastou-a de volta para ele, sem piedade. Ele é maior do que eu, ela pensou. Mais forte do que eu. Mais cruel do que eu. Mas há uma coisa que eu posso fazer e ele não pode. Ela mudou. Ela foi com a sua mente para o aperto de sua mão em seu tornozelo, onde suas peles se tocavam. E ela sentiu aquela centelha que habia entre eles, como uma vela sendo acesa dentro de um quarto escuro. Ela ouviu-o sugar em sua respiração, e então a mudança a levou, ondulando sua pele, derretendo seus ossos. Os botões na gola e punhos estalou quando ela cresceu em tamanho, convulsões debatendo através de seus membros, rasgando-lhe a perna livre do aperto de Nate. Ela rolou para longe de seu irmão, cambaleando sobre seus pés, e viu seus olhos arregalados quando ele olhou para ela. Ela era agora, com diferença das roupas, uma imagem do espelho exato de si mesmo. Ela girou sobre o autômato. Ele foi congelado, à espera de instruções, ainda agarrada à sua volta. Ele levantou a mão, e Tessa jogou o dispositivo, silenciosamente agradecendo Gabriel e Gideon pelas horas de instrução com arremesso de faca. Ele voou pelo ar em um arco perfeito, e Will pegou-o no céu. Nate estava de pé. - Tessa, ele rosnou. - O que diabos você acha que possivelmente você é. - Prendam-no! Ela gritou para o autômato, apontando para Nate. – Pegue-o! A criatura não se moveu. Tessa não podia ouvir nada além da respirar de Nate dura ao seu lado, e ao som de ranger da criatura de metal; Will havia desaparecido por trás dele e estava fazendo alguma coisa, embora não pudesse ver o que. - Tessa, você é uma tola, Nate assobiou. – Isso não funciona assim. A criatura é obediente apenas a mim. - Eu sou Nathaniel Gray! Tessa gritou para o gigante de metal. - E eu te ordeno, em nome do Magistrado a ir atrás deste homem e segurá-lo! Nate girou sobre ela. - Chega de seus jogos, você é estúpida. Suas palavras foram cortadas subitamente quando o autômato se inclinou e agarrou-o em suas garras. Ele levantou-se, até o nível de uma boca clicando e zumbido curiosa. Nate começou a gritar e continuou gritando estupidamente, seus braços batendo, quando Will terminou com tudo o que estava fazendo, ele caiu no chão em um agachamento. Ele gritou algo para Tessa, seus olhos azuis arregalados e selvagens, mas ela não podia ouvi-lo sobre o grito de seu irmão. Seu coração estava batendo contra o peito, ela sentiu a queda do cabelo


para baixo, batendo os ombros com um peso macio e pesado. Ela era ela mesma mais uma vez, o choque do que estava acontecendo grande demais para ela segurar a Mudança. Nate ainda estava gritando-a e a coisa ainda o mantinha em uma pinça terrível. Will tinha começado a correr, assim como a criatura olhando para Tessa, ergueu-se com um rugido e Will a atingiu, derrubando-a no chão e cobrindo-a com seu corpo, quando o autômato explodiu como uma estrela. A cacofonia de estourar, metal ruidoso foi incrível. Tessa tentou cobrir suas orelhas, mas o corpo de Will estava prendendo-a firmemente no chão. Seus cotovelos cavado no chão de ambos os lados de sua cabeça. Ela sentiu sua respiração na parte de trás do seu pescoço, o bater do seu coração contra sua espinha. Ela ouviu o irmão gritar, um grito gorgolejante terrível. Ela virou a cabeça, pressionando o rosto no ombro de Will quando seu corpo se sacudiu contra a dela, o chão estremeceu debaixo deles. E tudo estava acabado. Lentamente Tessa abriu os olhos. O ar estava nublado com pó de gesso, estilhaços flutuantes e estopa rasgado de sacos de chá. Enormes pedaços de metal estavam espalhados desordenadamente pelo chão, e várias das janelas tinha estourado abertas, deixando entrar a luz da noite e nevoeiro. O olhar de Tessa se lançou sobre o quarto. Ela viu Henry, embalando Charlotte, beijando seu rosto pálido quando ela olhou para ele, Jem, lutando em seus pés, estela na mão e revestimento de pó de gesso em suas roupas e cabelo, até encontrar Nate. No início, ela pensou que ele estava encostado um dos pilares. Então ela viu o vermelho espalhando manchas em sua camisa. Um pedaço irregular de metal havia passado por ele como uma lança, prendendo-o em posição vertical no pilar. Sua cabeça estava para baixo, com as mãos arranhando levemente em seu peito. - Nate, ela gritou. Will rolou para o lado, libertando-a, e ela estava de pé em segundos, correndo pelo quarto com até o irmão. Suas mãos tremiam com horror e repulsa, mas ela conseguiu fechá-los em torno da lança de metal no peito e puxou-a livre. Ela jogou-o de lado e mal conseguiu pegá-lo enquanto ele caiu para frente, seu peso repentino morto tendo-a no chão. De alguma forma, ela encontrou-se no chão, o corpo flácido de Nate estendido desajeitadamente em seu colo. Uma memória subiu em sua mente, ela agachada no chão na casa de Quincey, segurando Nate em seus braços. Ela o amava, então. - Não faça isso. A mão de Nate pegou seu pulso, suas unhas cavando em sua pele. - Mas, Nate. - Eu estou morrendo. Eu sei. - Ele tossiu um frouxo som molhado. - Você não entende? Eu falhei com o Magistrado. Ele vai me matar de qualquer maneira. E ele vai fazer devagar. Ele fez um ruído rouco e impaciente. - Deixe-o, Tessie. Eu não estou sendo nobre. Você sabe que eu não sou. Ela tomou uma respiração irregular. - Eu deveria deixar você aqui para morrer sozinho em seu próprio sangue. Isso é o que você faria se fosse comigo. - Tessie. Um fluxo de sangue derramou a partir do canto de sua boca. - O Magistrado nunca ia te machucar. - Mortmain, ela sussurrou. - Nate, onde está ele? Por favor. Diga-me onde ele está.


- Ele. Nate engasgou, soltando a respiração. Uma bolha de sangue apareceu em seus lábios. A jaqueta na mão de Tessa foi era um pano encharcado. Seus olhos se dobraram de largura, nitidamente apavorada. - Tessie. . . Eu-eu estou morrendo. Eu realmente estou morrendo. A questão ainda explodia em sua cabeça. Onde está Mortmain? Como poderia minha mãe ser um Caçador de Sombras? Se o meu pai era um demônio, como é que eu ainda estou viva, quando todos os filhos de Caçadores de Sombras e demônios nascem mortos? Mas o terror nos olhos de Nate silenciou; apesar de tudo, ela viu sua mão escorregar na sua. - Não há nada a temer, Nate. - Não para você, talvez. Você sempre foi – a boa. Eu vou queimar, Tessie. Tessie, onde está seu anjo? Ela colocou a mão no pescoço, um gesto reflexivo. - Eu não poderia usá-lo. Eu estava fingindo ser Jessamine. - Você-deve-usá-lo. Ele tossiu. Mais sangue. - Use-o sempre. Você jura? Ela balançou a cabeça. - Nate. . . Eu não posso confiar em você, Nate. - Eu sei. Sua voz era um chocalho. - Não há perdão para os tipos de coisas que eu tive que fazer. Ela apertou sua mão, os dedos escorregadios com o seu sangue. - Eu te perdôo, ela sussurrou, sem saber, ou se importar, se era verdade. Seus olhos azuis arregalaram. Seu rosto tinha ido a cor de pergaminho amarelo velho, seus lábios quase branco. - Você não sabe tudo que eu fiz Tessie. Ela se inclinou sobre ele, ansiosa. - Nate? Mas não houve resposta. O rosto dele ficou frio, os olhos arregalados, meio desfeitas em sua cabeça. Sua mão deslizou para fora dela e caiu no chão. - Nate, disse ela novamente, e colocou os dedos no local onde seu pulso devia bater em sua garganta, já sabendo o que iria encontrar. Não havia nada. Ele estava morto.

Tessa se levantou. Seu colete, calça, camisa estavam rasgados, até mesmo as pontas de seu cabelo estavam encharcadas do sangue de Nate. Ela se sentia como se tivesse dormente ou tivesse sido mergulhada em água gelada. Ela virou-se, e lentamente só agora e pela primeira vez, ela se perguntou se os outros estavam lhe observando ou escultando sua conversa com Nate. Eles não estavam sequer olhando em sua direção. Eles estavam ajoelhados - Charlotte, Jem, e Henry em um círculo em torno de uma forma escura no chão, exatamente onde ela estava antes, com Will em cima dela. - Will. Tessa tinha sonhos dela caminhando por um corredor longo e escuro em direção a algo terrível, algo que ela não podia ver, mas sabia que era terrível e mortal. Nos sonhos, a cada passo, o corredor tinha ficava mais longo estendendo-se mais na escuridão e no horror. Esse mesmo sentimento de medo e impotência e estava oprimindo, enquando ela seguia e


ficava mais perto, cada sentimento girando, até que ela se juntou ao círculo de Caçadores de Sombras de joelhos enquanto estavam olhando para Will. Ele estava deitado de lado. Seu rosto estava branco, sua respiração superficial. Jem tinha uma mão em seu ombro e estava falando com ele em voz baixa, acalmando com a voz, mas Will não deu nenhum sinal de ser capaz de ouvi-lo. O sangue estava ao seu redor, manchando o chão, e por um momento Tessa apenas olhou, incapaz de entender de onde ele tinha vindo. Então, ela se aproximou e viu a sua volta. Seu equipamento tinha sido dilacerado ao longo de toda sua espinha e omoplatas, o material grosso rasgado por estilhaços de metal que voaram com a explosão. Sua pele nadava em sangue, seu cabelo estava encharcado com ele. - Will, Tessa sussurrou. Ela se sentiu particularmente tonta, como se estivesse flutuando. Charlotte olhou para cima. - Tessa, disse ela. - Seu irmão. . . - Ele está morto, Tessa disse através de seu torpor. - Mas e Will? - Ele caiu sobre você para te proteger da explosão, disse Jem. Não havia culpa em sua voz. - Mas não havia nada a para protegê-lo. Vocês dois eram os mais próximos da explosão. Os fragmentos de metal perfuraram suas costas. Ele está perdendo sangue rapidamente. - Mas não há nada que você pode fazer? A voz de Tessa levantou-se, até mesmo quando as tonturas ameaçaram envolvê-la. E as iratez de cura? - Os iratzes? - Nós usamos uma amissio, uma iratez que retarda a perda de sangue, mas se tentarmos uma iratez de cura, sua pele vai curar sobre o metal, trazendo-os mais para dentro dos tecidos, disse Henry categoricamente. - Nós precisamos fazer com que ele vá para a enfermaria. O metal deve ser removido antes que ele possa ser curado. - Então, temos que ir. A voz de Tessa estava tremendo. - Nós devemos - Tessa, disse Jem. Ele ainda tinha a mão no ombro de Will, mas ele estava olhando para ela, os olhos arregalados. - Sabia que você está ferida? Ela fez um gesto impaciente em sua camisa. - Este não é o meu sangue. É de Nate. Agora devemos – ele deve ser carregado? Eu posso fazer algo. - Não, Jem interrompeu bruscamente o suficiente para surpreendê-la. - Não é o sangue em suas roupas. Você tem um corte em sua cabeça. Aqui. - Ele tocou sua têmpora. - Não seja ridículo, disse Tessa. - Eu estou perfeitamente bem. Ela levantou a mão para tocar sua testa e sentiu o cabelo grosso e duro com sangue, e o lado de seu rosto pegajoso com ele, antes que seus dedos tocassem a aba irregular de pele rasgada que corria a partir do canto de sua bochecha para sua têmpora. Um parafuso queimando de dor atravessou sua cabeça. Foi à gota d'água. Já fraca pela perda de sangue e tonta pelos choques repetidos, sentiu-se começar a desfalecer. Ela quase não sentiu os braços de Jem ir ao redor dela quando ela caiu na escuridão.


Capítulo 17 – Nos Sonhos Vinde a mim, nos meus sonhos, e em seguida De dia eu estarei bem novamente. Pois então a noite será mais do que pagar O desejo desesperado do dia. -Matthew Arnold, "Longing"

A consciência ia e vinha em um ritmo hipnótico, como o mar aparecendo e desaparecendo no convés de um barco em uma tempestade. Tessa sabia que ela estava em uma cama com lençóis brancos no centro de uma longa sala; que havia outras camas, todas iguais na sala, e que não havia janelas altas acima dela deixando a sombra, e então a luz do amanhecer sangrento. Ela fechou os olhos e contra ela veio as trevas novamente. Ela acordou com vozes sussurrantes, e enfrenta a pairar sobre ela, ansiosa. Charlotte, de costas com seu cabelo amarrado ordenadamente, ainda em sua roupa de Caçadora e ao lado dela o Irmão Enoque. Seu rosto cheio de cicatrizes já não era um terror. Ela podia ouvir sua voz em sua mente. - O ferimento na cabeça é superficial. - Mas ela desmaiou, disse Charlotte. Para surpresa de Tessa havia medo real em sua voz, ansiedade real. - Com um golpe na cabeça - Ela desmaiou de choques repetidos. Você me disse que seu irmão morreu em seus braços? E ela pode ter pensado que Will estivesse morto também. Você disse que ele a cobriu com seu corpo quando a explosão ocorreu. Se ele tivesse morrido, ele teria dado a vida por ela. Isso é um fardo muito para suportar. - Mas você acha que ela vai estar bem de novo? - Quando seu corpo e o espírito tiverem descansado, ela vai acordar. Eu não posso dizer quando isso vai acontecer. - Minha pobre Tessa. Charlotte tocou o rosto de Tessa levemente. Suas mãos cheiravam a sabão de limão. - Ela não tem mais ninguém no mundo agora. . . . A escuridão voltou, e Tessa caiu nela, agradecida pela trégua da luz e do pensamento. Ela envolveu-se nele como um cobertor e deixou-se flutuar como os icebergs da costa do Labrador, embalada sob o luar por uma água preta e gelada.

Um grito gutural de dor atravessou seu sonho na escuridão. Ela estava enrolada em um emaranhado mantas, e algumas camas longe dela estava Will deitado sobre seu estômago. Ela percebeu, embora em seu estado de dormência e com um choque fraco, que ele provavelmente estava nu, as mantas tinham sido reunidas em sua cintura, mas as costas e peito estavam nus. Seus braços estavam cruzados sobre os travesseiros na frente dele, com a cabeça descansando sobre eles, seu corpo estava tenso como uma corda. Sangue manchava os lençóis brancos abaixo dele. Irmão Enoque ficou em um lado de sua cama, e ao outro lado dele Jem próximo a cabeça de Will com uma expressão de ansiedade.


- Will, Jem disse urgentemente. - Will, tem certeza que você não quer outra iratez analgésica? - Não mais, falou entre os dentes. – Apenas acabe logo com isso. O irmão Enoque levantou o que parecia ser um par de pinças perversamente afiada de prata. Will engoliu em seco e enterrou a cabeça em seus braços, seu cabelo escuro surpreendente contra o branco dos lençóis. Jem estremeceu como se a dor fosse sua, quando as pinças cavou fundo nas costas de Will e seu corpo esticou na cama, os músculos enrijecendo sob a pele, o seu grito de agonia curto e abafado. Irmão Enoch recuou a ferramenta, um pedaço manchado de sangue de metal agarrado na pinça. Jem deslizou sua mão em Will. - Segure meus dedos. Ele vai ajudar na dor. Há apenas um pouco mais. - Fácil para você dizer: Will engasgou, mas o toque da mão de seu parabatai pareceu relaxar um pouco ele. Ele arqueou-se para fora da cama, com os cotovelos cavando o colchão, sua respiração vindo em ondas curtas. Tessa sabia que ela não deveria olhar, mas não podia. Ela percebeu que nunca tinha visto tanto o corpo de um menino antes, nem mesmo o de Jem. Ela encontrou-se fascinada pela forma como a massa muscular magra deslizava sob a pele lisa, o inchar de seus braços, a barriga dura e plana em convulsão enquanto respirava. As pinças brilharam novamente, e a mão de Will abateu sobre Jem, ambos os dedos agarrados. Sangue jorrou e derramou para baixo em seu lado nu. Ele não fez nenhum som, embora Jem parecia doente e pálido. Ele moveu a mão como se quisesse tocar no ombro de Will, em seguida, chamou-o de volta, mordendo o lábio. Tudo isso porque Will cobriu o meu corpo com o seu para me proteger, Tessa pensou. Como o irmão Enoque tinha dito, era um fardo para suportar, de fato.

Ela estava deitada em sua cama estreita em seu antigo quarto em New York. Através da janela ela podia ver o céu cinzento, os telhados de Manhattan. A colchas retalhos coloridos de sua tia estava na cama, e ela se agarrou a ela quando a porta se abriu e sua tia veio para dentro. Ela já deveria saber, Tessa podia ver a semelhança. Tia Harriet tinha olhos azuis, cabelos louros desbotados, mesmo a forma do seu rosto era como o de Nate. Com um sorriso, ela veio e se inclinou sobre Tessa, colocando a mão em sua testa, que era fria contra a pele quente de Tessa. - Eu sinto muito, Tessa sussurrou. - SobreNate. É minha culpa que ele esteja morto. - Hush, disse a tia. - Não é culpa sua. É dele e minha. Eu sempre me senti culpada, veja Tessa. Sabendo que eu era sua mãe, mas não fui capaz de suportar e dizer. Eu deixava fazer qualquer coisa que ele queria, até que ele foi estragado além da salvação. Se eu tivesse dito a ele que eu era realmente sua mãe, ele não teria se sentido tão traído quando descobriu a verdade, e não se voltaria contra nós. Mentiras e segredos, Tessa, eles são como um câncer na alma. Eles devoram o que é bom e deixam só destruição para trás. - Eu sinto tanto sua falta, disse Tessa. - Eu não tenho família agora. . . . Sua tia se inclinou para beijá-la na testa. - Você tem mais família do que você pensa.


- Nós quase certamente perderemos o Instituto agora, disse Charlotte. Ela não falava com o coração, mas estava distante e indiferente. Tessa estava pairando como um fantasma sobre a enfermaria, olhando para onde Charlotte ficava com Jem ao pé da cama de Tessa. Tessa podia ver-se, dormindo, seu cabelo escuro espalhado através dos travesseiros. Will dormia algumas camas mais abaixo, de costas e com ataduras, uma iratze preta nas costas de seu pescoço. Sophie, em seu chapéu branco e vestido escuro estava espanando as janelas. - Perdemos Nathaniel Gray como uma fonte, um dos nossos acabou por ser um espião, e não estamos nem perto de encontrar Mortmain do que estávamos há duas semanas. - Depois de tudo o que nós temos feito, não aprendemos? A Clave vai entender. - Eles não vão. Eles já estão no fim de suas forças e eu estou preocupada. Eu poderia muito bem marchar até a casa de Benedict Lightwood e transmitir a papelada do Instituto em seu nome. Já passar para ele. - O que Henry disse sobre tudo isso, perguntou Jem. Ele não estava mais vestido com sua roupa de Caçador, e nem foi Charlotte, ele usava uma camisa branca e uma calça marrom, e Charlotte estava em um de seu vestido escuro monótono. Quando Jem virou a mão, no entanto, Tessa viu que ele ainda estava manchado com o sangue seco de Will. Charlotte bufou de uma forma vulgar. - Oh, Henry, ela disse, parecendo exausta. - Eu acho que ele está chocado que um de seus dispositivos na verdade, atrapalhou tudo. E ele não pode suportar a vir aqui. Ele acha que a culpa é dele que Will e Tessa estejam feridos. - Sem esse dispositivo poderiamos estar todos mortos, e Tessa nas mãos do Magistrado. - Você é bem-vindo para explicar a Henry. Eu desisti da tentativa. - Charlotte. . . A voz de Jem era suave. - Eu sei o que as pessoas dizem. Eu sei que você ouviu a fofoca cruel. Mas Henry te ama. Quando ele pensou que você estava ferida lá no armazém de chá, ele quase ficou louco. Ele atirou-se contra essa máquina. - James. Charlotte bateu desajeitadamente no ombro de Jem. - Eu aprecio sua tentativa de me consolar, mas falsidades nunca fazem alguma coisa boa no fim. Eu há muito tempo aceito que Henry ama suas invenções em primeiro lugar, e eu em segund depois de tudo. - Charlotte, Jem disse cansado, mas antes que pudesse dizer outra palavra, Sophie se moveu para ficar ao lado deles, com o pano de pó na mão. - Sra. Branwell, disse ela em voz baixa. - Se eu pudesse falar com você por um momento. Charlotte olhou surpresa. - Sophie. . . - Por favor, minha senhora. Charlotte colocou a mão no ombro de Jem, e disse algo baixinho em seu ouvido, e depois acenou para Sophie. - Muito bem. Venha comigo para a sala de estar. Quando Charlotte deixou o quarto com Sophie, Tessa percebeu para sua surpresa, que Sophie na verdade era mais alta do que a patroa. A presença de Charlotte era muitas vezes esquecida tão pequena que ela era. E Sophie era tão alto quanto Tessa, como um esbelto salgueiro. Veio na mente de Tessa Gideon Lightwood pressionado Sophie contra a parede do corredor, e Tessa ficando preocupada.


Quando a porta se fechou atrás das duas mulheres, Jem se inclinou para frente, os braços cruzados sobre o pé da cama de Tessa. Ele estava olhando para ela, e sorrindo um pouco, embora torto, com as mãos soltas e o sangue seco através dos dedos e sob as unhas. - Tessa, minha Tessa, disse ele em sua voz suave, igual a embalar seu violino. - Eu sei que você pode me ouvir. O Irmão Enoch diz que você não está ferida gravemente. Eu não posso dizer que isso seja o suficiente para me confortar. É um pouco parecido quando Will assegurame que estamos apenas um pouco perdido em algum lugar. Eu sei que isso significa que Will não está vendo uma rua familiar há horas. Ele baixou a voz, tão baixo que Tessa não tinha certeza se o que ele disse em seguida era real ou parte da escuridão do sonho subindo para reclamá-la, embora ela pelejasse contra ele. - Isso nunca me importou, ele continuou. - Estar perdido, isso é. Eu sempre pensei que não poderia me perder verdadeiramente e seguia o meu próprio coração. Mas eu temo que possa estar perdido sem saber como você está. Ele fechou os olhos como se estivesse com os ossos cansados, e ela viu o quão magro suas pálpebras estavam, igual a papel vegetal e quão cansado ele olhou. - Wo ai ni, Tessa, ele sussurrou. - Wo shi bu xiang qu ni. Ela sabia, mesmo sem entender ela sabia o que as palavras significavam. Eu te amo. E eu não quero perder você. Eu não quero perder você, também, era o que ela queria dizer, mas as palavras não vieram. O cansaço levantou-se em vez disso e uma onda escura cobriu-a no silêncio.

Trevas. Estava escuro, e Tessa estava consciente primeiro de um sentimento de grande solidão e do terror. Jessamine estava na cama estreita, seu cabelo pendurado como cordas sobre os ombros. Tessa pairava sobre ela e sentiu de alguma forma, como se estivesse tocando sua mente. Ela podia sentir um grande sentimento de perda dolorosa. De alguma forma Jessamine sabia que Nate estava morto. Antes, quando Tessa tinha tentado tocar a mente da outra garota, ela encontrou resistência, mas agora ela sentia só uma tristeza crescente, como a mancha de uma gota de tinta preta espalhada pela água. Olhos castanhos de Jessie estavam abertos, olhando para a escuridão. Eu não tenho nada. As palavras eram tão clara como um sino na mente de Tessa. Eu escolhi Nate ao invés dos Caçadores de Sombras, e agora ele está morto, e Mortmain vai querer me matar também, e Charlotte me despreza. Eu apostei e perdi tudo. Enquanto Tessa observava, Jessamine estendeu a mão e tirou um pequeno cordão de seu pescoço sobre a cabeça. Na extremidade tinha um anel de ouro com uma reluzente pedra branca, um diamante. Segurando-o entre os dedos, ela começou a usar o diamante para riscar as letras na parede de pedra. JG. Jessamine Gray. Poderia ser apenas uma homenagem, mas Tessa nunca iria descobrir, enquanto Jessamine pressionava a pedra preciosa e sua mão batia contra a parede, raspando suas quebradas. Tessa não precisava tocar a mente de Jessamine para saber o que ela estava


pensando. Mesmo que o diamante não fosse real. Com um grito baixo Jessamine rolou e escondeu o rosto nos cobertores ásperas da cama. Quando Tessa acordou novamente, estava escuro. Um estrelar tênue transmitido através das altas janelas da enfermaria, e havia uma lâmpada de luz enfeitiçada acesa em cima da mesa perto de sua cama. Ao lado estava uma xícara de tisana, vapor saindo dela, e uma pequena bandeja com biscoitos. Ela levantou-se em uma posição sentada, prestes a chegar perto do copo e congelou. Will estava sentado na cama ao lado dela, vestindo uma camisa e calças soltas e um roupão preto. Sua pele estava pálida à luz das estrelas, mas mesmo a penumbra não podia lavar o azul de seus olhos. - Will, disse ela, assustada, - O que você está fazendo acordado? Você estava me vendo dormir, ela perguntou? Era uma coisa estranha para Will fazer. - Eu trouxe uma tisana, disse ele, um pouco tenso. - Mas você soou como se estivesse tendo um pesadelo. - Eu estava? Eu nem me lembro o que eu sonhei. Ela puxou as cobertas sobre si mesmas, embora a camisola modesta estivesse cobrindo ela. – Eu pensei a vida real era o pesadelo e que o sonho era onde eu poderia encontrar a paz. Will pegou a caneca e foi se sentar ao lado dela na cama. - Aqui. Beba isso. Ela pegou o copo dele obedientemente. A tisana tinha um gosto amargo, mas atraente, com casca de um limão. - O que ela faz?, Ela perguntou. - Vai acalma você, disse Will. Ela olhou para ele, o sabor do limão em sua boca. Não tinha névoa em sua visão, vendo ele, Will parecia algo saído de um sonho. - Como estão seus ferimentos? Você está com dor? Ele balançou a cabeça. - Uma vez que todo o metal foi retirado, eles foram capazes de usar um iratze em mim, disse ele. - As feridas não estão completamente curado, mas elas estão curando. Até amanhã eles serão cicatrizes. - Estou com inveja. Ela tomou outro gole de tisana. Ele estava começando a fazê-la sentir-se tonta. Ela tocou o curativo na testa. - Eu acredito que terei um bom tempo antes que possa sair daqui. - Enquanto isso, você pode desfrutar de olhar como um pirata. Ela riu, mas era instável. Will estava perto o suficiente para que ela pudesse sentir o calor que emanava de seu corpo. Ele era forno quente. - Você tem febre, ela perguntou antes que pudesse se conter. - A iratze eleva as temperaturas do nosso corpo. É parte do processo de cura. - Oh, ela disse. Tê-lo tão perto dela estava enviando arrepios pequenos através de seus nervos, mas ela se sentia muito tonta para desviar. - Eu sinto muito sobre seu irmão, ele disse suavemente, sua respiração agitando seu cabelo. - Você não precisa. Ela falou com amargura. Eu sei que você acha que ele merecia o aconteceu. Ele provavelmente mereceu.


- Minha irmã morreu. Ela morreu, e não havia nada que eu pudesse fazer sobre isso, disse ele, e havia dor em sua voz. - Eu sinto muito sobre o seu irmão. Ela olhou para ele. Seus olhos, grandes e azuis, um rosto perfeito, a boca em forma de um arco, virou para baixo nos cantos em preocupação. Preocupação com ela. Sentia a pele quente e apertada, com a cabeça leve e arejada, como se ela estivesse flutuando. - Will, ela sussurrou. - Will, eu me sinto muito estranha. Will se inclinou sobre ela para colocar a caneca em cima da mesa, e seu ombro roçou a dela. - Você quer que eu chame Charlotte? Ela balançou a cabeça. Ela estava sonhando. Ela estava quase certeza disso agora, tinha a mesma sensação de estar em seu corpo e ainda não está em nele, do mesmo jeito quando tinha sonhando com Jessamine. O conhecimento de que era um sonho a fez mais ousada. Will ainda estava inclinado para frente, com o braço alargado; ela se enrolou contra ele, a cabeça em seu ombro, fechando os olhos. Ela sentiu o empurrão com surpresa. - Eu machuquei você? Ela sussurrou, tardiamente lembrou-se de seus machucados. - Eu não me importo, disse ele fervorosamente. - Eu não me importo. Seus braços foram ao redor dela, e ele a abraçou, ela descansou sua bochecha contra a junção quente de seu pescoço e ombro. Ela ouviu o eco de seu pulso e sentiu o cheiro dele, sangue, suor, sabão e magia. Não foi igual aquela noite na varanda, fogo e desejo. Ele segurou-a com cuidado, colocando sua bochecha contra seu cabelo. Ele estava tremendo, mesmo enquanto seu peito subia e descia, até mesmo quando ele hesitante deslizou seus dedos sob seu queixo, levantando seu rosto. . . - Will, disse Tessa. Está tudo bem. Não importa o que você faz. Estamos sonhando, você sabe. - Tess? Will soou alarmado. Seus braços apertados sobre ela. Ela estava quente, macia e com tonturas. Se Will realmente fosse assim, ela pensou, não apenas em sonhos. A cama rolou sob ela como um barco à deriva no mar. Ela fechou os olhos e deixou a escuridão levá-la.

O ar da noite estava frio, o nevoeiro espesso e verde amarelado sob as piscinas intermitentes de gaslight, enquando Will fazia o seu caminho pela Estrada até o endereço que Magnus lhe havia dado em Cheyne Walk, perto do Chelsea Embankment. Will já podia sentir o cheiro familiar do lodo do rio, com a água suja e podre. Ele estava tentando manter seu coração dentro do peito para que ele não batesse tanto durante seu caminho até depois de encontrar a nota de Magnus, dobrado em uma bandeja sobre a mesa ao lado de sua cama. Ele não disse nada mais, além de um endereço rabiscado secamente: 16 Cheyne Walk. Will estava familiarizado com a caminhada na área em torno dela. Chelsea, perto do rio era um lugar muito frequentado por artistas e literatos, e as janelas das casas públicas brilhavam de cor amarela clara dando boas-vindas a quem passava. Ele tirou o casaco quando virou em um canto, percorrendo o seu caminho para o sul. Suas costas e pernas ainda doíam dos ferimentos que tinha sofrido, apesar das iratzes, ele estava dolorido, como se tivesse sido picado por dezenas de abelhas. Mas ele mal sentia. Sua mente estava cheia de possibilidades. O que tinha descoberto Magnus? Certamente ele não iria chamar Will se não houvesse razão? Seu corpo estava cheio da sensação e do cheiro de


Tessa. Seu coração e mente foi perfurado, deixando mais acentuado a memória de seus lábios sob o seu no baile, a forma como ela tinha se inclinado para ele esta noite, a sua cabeça em seu ombro, sua respiração suave contra seu pescoço, como se ela confiasse nele totalmente. Ele teria dado tudo o que tinha no mundo e tudo o que ele jamais teria, só para deitar ao seu lado na cama da enfermaria e estreita-lá e segurá-la enquanto ela dormia. Afastando os pesadelos dela e puxando para sua própria pele, mas ele teve que sair. Da maneira como ele sempre tinha que fazer. Com o jeito que ele sempre teve de negar a si mesmo o que ele queria. Mas talvez, depois desta noite. Ele tirou o pensamento para longe antes que germinasse em sua mente. Melhor não pensar nisso, melhor não esperar e se decepcionar. Ele olhou em volta. Ele estava em Cheyne Walk, agora, com as suas belas casas e suas fachadas georgianas. Ele parou em frente ao número 16. A casa era alta, com uma cerca de ferro forjado ao seu redor com uma janela bay window proeminente. Ele deslizou o portão ricamente trabalhado, estava aberto, e ele entrou fazendo o seu caminho até a porta da frente, onde ele tocou a campainha. Para sua grande surpresa a porta não foi aberta por um lacaio, mas por Woolsey Scott, seu cabelo loiro emaranhado até os ombros. Ele usava roupão verde escuro de brocado chinês sobre um par de calças escuras e um peito nu. Um monóculo de aro dourado empoleirado em um olho. Ele carregava um cachimbo na sua mão esquerda, e quando ele examinou Will, ele exalou, enviando uma nuvem de cheiro doce de fumo. - Finalmente você assumiu que está apaixonado por mim, não é? Perguntou a Will. - Eu me desfruto com essas declarações. Ele encostou-se à moldura da porta e acenou com a mão lânguida cheia de anéis. - Tudo bem, pode entrar. Somente uma vez Will ficou sem palavras. Não era uma posição que ele encontrou-se muitas vezes, mas ele foi forçado a admitir que não gostava. - Ah, deixe-o, Woolsey, disse uma voz familiar de dentro da casa - Magnus, apressando-se ao longo do corredor. Ele tinha os punhos da camisa levantados e seu cabelo era um negro emaranhado despenteado. - Eu disse que Will estaria vindo aqui. Will olhou de Magnus para Woolsey. Magnus estava descalço, assim como o lobisomem. Woolsey tinha uma corrente de ouro brilhando no pescoço. Dali pendia um pingente de Beati Bellicosi, "Bem-aventurados são os guerreiros." Debaixo tinha uma marca de pata de um lobo. Scott observou Will olhando para ele e sorriu. - Gosta do que vê?, Ele perguntou. - Woolsey, disse Magnus. - Sua nota para mim tinha algo a ver com um demônio de convocação, não é? Will perguntou, olhando para Magnus. - Esse não é um. . . chamando a meu favor, não é? Magnus balançou a cabeça. - Não. Isso não tem nada a vê de negócios. Woolsey foi gentil o suficiente para me deixar ficar com ele enquanto eu decidisse o que fazer em seguida. - Eu digo para irmos a Roma, disse Scott. - Eu adoro Roma. - Tudo bem, tudo bem, mas primeiro eu preciso usar um quarto. De preferência um com pouco ou nada dentro dele. Scott tirou o monóculo e olhou para Magnus. - E você vai fazer o que neste quarto? Seu tom era mais do que sugestivo.


- Vamos convocar o demônio Marbas, disse Magnus, piscando com um sorriso. Scott engasgou com seu cachimbo. - Acho que todos nós temos nossas idéias sobre o que constitui uma noite agradável. . . - Woolsey. Magnus passou as mãos ásperas pelo seu cabelo preto. - Eu odeio falar disso, mas você me deve. Hamburgo? 1863? Scott jogou as mãos para cima. - Ah, muito bem. Você pode utilizar o quarto do meu irmão. Ninguém usou desde que ele morreu. Aproveite. Eu vou estar na sala de desenho com uma taça de xerez e algumas xilogravuras impertinentes que eu importei da Romênia. Com isso, ele se virou e caminhou pelo corredor. Magnus gesticulou para que Will entrasse, e ele entrou com alegria, o calor da casa envolvendo-o como um cobertor. Como não havia criado, ele deslizou fora de seu casaco azul de lã e colocou-o sobre o braço enquanto Magnus observava-o com um curioso olhar. - Will, disse ele. - Vejo que você não perdeu tempo depois leu a minha nota. Eu não estava esperando você até amanhã. - Você sabe o que isto significa para mim, disse Will. - Você realmente acha que eu ia atrasar? Os olhos de Magnus procuraram seu rosto. - Você está preparado, disse ele. - Para que isso não funcione? Para que não seja o demônio correto? Para que a convocação não funcione? Por um longo momento Will não podia se mover. Ele podia ver seu próprio rosto no espelho que estava pendurado ao lado da porta. Ele ficou horrorizado quando se olhou, como se não houvesse mais nenhum muro entre o mundo e os desejos de seu próprio coração. - Não, ele disse. - Eu não estou preparado. Magnus balançou a cabeça. - Will. . . Ele suspirou. - Venha comigo. Ele virou-se, com uma graça felina e fez o seu caminho pelo corredor e subiu os degraus de madeira. Will seguiu, através da escada sombria, o corredor da escada tinha tapetes persa que abafava seus passos. Nichos definidos envolta das paredes continham estátuas de mármore polido de corpos entrelaçados. Will olhou para longe deles apressadamente, e depois de volta. Não era como se Magnus tivesse prestando atenção ao que estava fazendo Will, e ele honestamente nunca pensado que duas pessoas poderiam ficar em uma posição como essa, muito menos fazer com que pareça artística. Eles chegaram ao segundo patamar, e Magnus preencheu o corredor abrindo as portas enquando ele murmurava algo para si mesmo. Finalmente encontraremos a resposta correta, ele abriu a porta e fez um gesto para Will segui-lo. O quarto do irmão morto de Woolsey Scott estava escuro e frio, e o ar cheirava a poeira. Will automaticamente se atrapalhou para pegar uma luz enfeitiçada, mas Magnus acenou com uma mão dispensando-o, acendendo um fogo azul de seus dedos. Um incêndio rugiu de repente na lareira, iluminando o quarto. Estava mobiliado, embora tudo tivesse sido coberto com panos, a cama branca, o armário e as cômodas. Quando Magnus andou pelo quarto, rolando as mangas da camisa e gesticulando com as mãos, os móveis começaram a deslizar para trás ao centro da sala. A cama virou-se e ficou contra a parede, as cadeiras, mesas e pia voaram para os cantos da sala. Will assobiou. Magnus sorriu.


- Facilmente impressionado, disse Magnus, embora soasse um pouco sem fôlego. Ele ajoelhou-se no agora desnudados centro da sala e rapidamente desenhou um pentagrama. Em cada ponto do símbolo oculto ele rabiscou uma runa, porém nenhuma runas que ele sabia. Magnus levantou os braços e os estendeu sobre a estrela, ele começou a cantar, e abriu cortes em seus pulsos, derramando sangue para o centro do pentagrama. Will ficou tenso quando o sangue caiu no chão e começou a queimar com um estranho brilho azul. Magnus saiu do pentagrama, ainda cantando e enfiou a mão no bolso retirando o dente do demônio. Quando Will observou, Magnus jogou no centro, agora flamejante da estrela. Por um momento, nada aconteceu. Então, do coração ardente do fogo, uma forma escura começou a tomar forma. Magnus tinha parado de cantar, ele ficou de pé, com os olhos semicerrados focado no pentagrama e o que estava acontecendo dentro dele, os cortes em seus braços fecharam rapidamente. Havia pouco som na sala, apenas o crepitar do fogo e a respiração dura de Will, alta em seus ouvidos quando a forma escura cresceu em tamanho, se uniram, e, finalmente tomou uma forma sólida e reconhecível. Era o demônio azul, não mais vestido em suas roupas de noite. Seu corpo estava coberto de sobreposição de escamas azuis e uma cauda longa e amarela com um ferrão na extremidade logo atrás dele. O demônio olhou de Magnus para Will, seus olhos escarlates estreitaram. - Quem convoca o demônio Marbas? Exigiu em uma voz que soava como se suas palavras estivessem ecoando do fundo de um poço. Magnus empurrou o queixo para o pentagrama. A mensagem era clara: Este era um negócio de Will agora. Will deu um passo em frente. - Você não se lembra de mim? - Eu me lembro de você, o demônio rosnou. - Você me perseguiu através das terras da casa de campo Lightwood. Você arrancou um de meus dentes. Ele abriu a boca, mostrando a diferença. - Eu provei seu sangue. Sua voz era um assobio. - Quando eu fugir desse pentagrama, eu vou prová-lo novamente, Nephilim. - Não. Will se manteve firme. - Eu estou perguntando se você se lembra de mim. O demônio estava em silêncio. Seus olhos, dançando com o fogo, eram ilegíveis. - Há cinco anos, disse Will. - Uma caixa. A Pyxis. Abri-a e você surgiu. Nós estávamos na biblioteca do meu pai. Você atacou, mas minha irmã me defendeu com uma lâmina serafim. Você lembrar-se de mim agora? Houve um silêncio longo, longo. Magnus manteve os olhos de gato fixos no demônio. Havia uma ameaça implícita neles, uma que Will não podê ler. - Fala a verdade, Magnus disse, finalmente. - Ou ele vai te tratar mal, Marbas. A cabeça do demônio se virou para Will. - Você, ele disse relutantemente. - Você é o garoto. Filho de Edmund Herondale. Will respirou. Ele sentiu-se tonto, de repente, como se fosse desmaiar. Ele enfiou as unhas nas palmas das mãos com força, rasgando a pele, deixando a dor clarear a cabeça. - Você se lembra. - Eu tinha estava preso por 20 anos dentro daquela coisa, Marbas rosnou. – É claro que me lembro de ser libertado. Imagine se você puder idiota mortal, anos de escuridão, sem luz ou movimento e depois disso finalmente livro, e quando você olha, vê a sua frente o rosto do homem que o prendeu pairando logo acima do seu olhar.


- Eu não sou o homem que o prendeu. - Não. Esse foi o seu pai. Mas você tem a cara dele e os mesmos olhos. O demônio sorriu. - Lembro-me de sua irmã. Menina corajosa, afastando-me para longe com aquela lâmina que ela mal podia segurar. - Ela usou bem o suficiente para mantê-lo longe de nós. É por isso que nos amaldiçou. Amaldiçoou-me. Você se lembra disso? O demônio riu. - Todos os que amam você encontrará apenas a morte. O amor será a sua destruição. Pode levar algum tempo, pode levar anos, mas qualquer um que olhar para você com amor vai morrer do mesmo. E vou começar com ela. Will sentia como se estivesse respirando fogo. Seu peito todo queimando. - Sim. O demônio inclinou a cabeça para o lado. - E você me chamou para que possamos falar sobre esse evento compartilhado em nosso passado? - Eu trouxe você, seu bastardo de pele azul, para que tire a maldição de cima de mim. Minha irmã – Ella morreu naquela noite. Deixei minha família para mantê-los seguro. Já se passaram cinco anos. É o suficiente. Basta! - Não tente envolver minha piedade, mortal, disse Marbas. - Eu tenho vinte anos de tortura naquela caixa. Talvez você também deva sofrer por 20 anos. Ou 200 . Will ficou com o corpo inteiro tenso. Antes que ele pudesse atirar-se no pentagrama, Magnus disse, em um tom calmo: - Algo me soa estranho nessa história Marbas. Os olhos do demônio olharam em direção a ele. - E o que seria isso? - Um demônio ao ser retirado de uma Pyxis, geralmente está fraco, depois de ter passado fome durante o tempo que ficou preso. Muito fraco para lançar uma maldição tão sutil e forte como a que você afirma ter lançado sobre Will. O demônio sussurrou algo em uma língua que Will não conhecia um dos idiomas mais incomuns do demônio, não Cthonic ou Purgatic.. Magnus estreitou os olhos. - Mas ela morreu, disse Will. - Marbas disse que a minha irmã iria morrer, e ela o fez. Naquela noite. Os olhos de Magnus ainda estavam fixos no demônio. Algum tipo de batalha de vontades estava ocorrendo silenciosamente, deixando Will sem entendimento, finalmente Magnus disse baixinho: - Você realmente quer me desobedecer, Marbas? Você gostaria da raiva do meu pai? Marbas cuspiu uma maldição, e se virou para Will. Seu focinho se contraiu. - Ele está correto. A maldição era falsa. Sua irmã morreu porque ela foi golpeada com o meu ferrão. Ele balançava o rabo amarelado para a frente e para trás, e Will se lembrou qie Ella foi derrubada no chão por aquela cauda, a lâmina serafim quase caindo de sua mão. - Nunca houve uma maldição sobre você, Will Herondale. Nunca uma posta por mim. - Não, disse Will baixinho. Não, não é possível. Ele sentiu como se uma grande tempestade estivesse soprando através de sua cabeça, ele se lembrou da voz de Jem dizendo que a parede estava caindo, e ele imaginou uma grande muralha que cercava ele o isolando do mundo há anos, desintegrando-se e virando areia. Ele era livre e estava sozinho, e sentiu um


forte vento gelado através dele como uma faca. - Não. Sua voz tinha tomado uma nota baixa, lamentando. - Magnus. . . - Você está mentindo, Marbas? Magnus estalou. - Você jura sobre Baal que você está dizendo a verdade? - Eu juro, disse Marbas, rolando os olhos vermelhos. – Que benefício eu teria mentindo? Will deslizou em seus joelhos. Suas mãos estavam trancadas em seu estômago, como se estivessem mantendo suas entranhas de derramar para fora. Cinco anos, pensou ele. Cinco anos desperdiçados. Ele ouviu sua família gritando e batendo nas portas do Instituto e ele pedindo a Charlotte para mandá-los embora. E eles nunca souberam o porquê. Eles haviam perdido uma filha e um filho em questão de dias, e eles nunca tinham conhecido o porquê. E os outros, Henry, Charlotte, e Jem e Tessa, as coisas que ele tinha feito. Jem é o meu grande pecado. - Will está certo, disse Magnus. - Marbas, você é um bastardo de pele azul. Deveria queimar e morrer! Em algum lugar na beira da visão de Will, chamas vermelhas escuras dispararam para o teto; Marbas gritou, um grito de agonia que se acabou tão rapidamente como tinha começado. O cheiro de carne queimada de demônio encheu a sala. E ainda Will estava agachado de joelhos, com uma respiração forte para dentro e fora de seus pulmões. Oh Deus, oh Deus, oh Deus. Umas mãos suaves tocaram seus ombros. - Will, disse Magnus, e não havia humor em sua voz, somente uma bondade surpreendente. - Will, eu sinto muito. - Tudo o que eu fiz, disse Will. Seus pulmões pareciam como se ele não pudesse conseguir ar suficiente. - Toda a mentira, as pessoas que eu magoei, o abandono da minha

família e as coisas imperdoáveis que eu disse a Tessa - um desperdício. Um desperdício de sangue, e tudo por causa de uma mentira que eu fui idiota o suficiente para acreditar. - Você tinha 12 anos de idade. Sua irmã estava morta. Marbas era uma criatura astuta. Ele enganou mágicos poderosos, mentir para uma criança que não tinha conhecimento do mundo das sombras. Will olhou para suas mãos. - Minha vida inteira destruída, destruída. . . - Você tem 17 anos, disse Magnus. Você não pode ter destruído a vida que você mal viveu. E você entende o que isso significa Will? Você passou os últimos cinco anos convencido de que ninguém poderia amar você, porque se o fizessem seriam mortos. O simples fato de sua contínua sobrevivência provou sua indiferença para com você. Mas você estava errado. Charlotte, Henry, Jem - sua família. Will deu uma respiração profunda. A tempestade em sua cabeça estava vazando lentamente. - Tessa, disse ele. - Bem. Havia um toque de humor na voz de Magnus. Will percebeu que o bruxo estava ajoelhado ao lado dele. Estou na casa de um lobisomem, Will pensou, com um bruxo me


confortando, e as cinzas de um demônio morto a poucos metros de distância. Quem poderia imaginar? - Eu não posso lhe dar nenhuma garantia do que Tessa sente. Caso você não tenha notado, ela é uma menina decididamente independente. Mas você tem tanto uma chance de ganhar seu amor como qualquer homem tem Will, e não é isso o que queria? Ele deu um tapinha no ombro de Will e retirou a mão, de pé, uma sombra fina e escura aparecendo sobre Will. - Se serve de consolo, o que eu observei na varanda a outra noite, eu acredito que ela sim gosta de você.

Magnus observou Will fazer o seu caminho até a frente da casa. Quando chegaram à porta, fez uma pausa, com a mão no trinco, como se hesitando no limiar do início de uma longa e difícil jornada. A lua tinha saído de trás das nuvens e brilhou em seu cabelo espesso e escuro e na pálida de suas mãos. - Muito curioso, disse Woolsey, aparecendo atrás de Magnus na porta. As luzes quentes da casa viraram o cabelo escuro Woolsey loira em um emaranhado de ouro pálido. Ele olhou como se tivesse dormido. - Se eu não soubesse melhor, eu diria que gostava daquele menino. - Conhecer melhor em que sentido, Woolsey? Magnus perguntou, distraído ainda olhando para Will, e a luz deflagrar o Tamisa atrás dele. - Ele é Nephilim, disse Woolsey. - E você nunca cuidou deles. Quanto ele pagou para chamar Marbas para ele? - Nada, disse Magnus. Ele agora não observava nada, não o rio, nem Will, mas somente as memórias – olhos, rosto, lábios retrocedendo em sua memória, e um amor que ele não poderia colocar um nome. - Ele me fez um favor. Uma que ele nem se lembra. - Ele é muito bonito, disse Woolsey. - Para um ser humano. - Ele está muito quebrado, disse Magnus. - Como um vaso lindo que alguém quebrou. Apenas sorte e habilidade podem colocá-lo novamente do jeito que era antes. - Ou mágica. - Eu tenho feito o que posso, Magnus disse suavemente quando Will empurrou o trinco, enfim e o portão se abriu. Ele saiu para sua caminhada. - Ele não parece muito feliz, observou Woolsey. - Seja o que foi que você fez para ele. . . - No momento ele está em choque, disse Magnus. - Ele acreditava em uma coisa a cinco anos, e agora, ele percebeu que todo esse tempo tem olhado o mundo através de um mecanismo defeituoso, que todas as coisas que sacrificou em nome do que ele pensava que era bom e nobre, era apenas um grande erro, e que ele apenas feriu a quem o amava. - Bom Deus, disse Woolsey. - Tem certeza que você ajudou a ele? Will passou pela porta, e ela se fechou atrás dele. - Muita certeza, disse Magnus. - É sempre melhor viver com a verdade do que viver uma mentira. E a mentira teria mantido ele sozinho para sempre. Ele pode não ter tido quase nada por cinco anos, mas agora ele pode ter tudo. Um menino que parece que. . . - Woolsey riu.


- Apesar de que ele já tinha dado seu coração a distância, disse Magnus. - Talvez seja o melhor. O que ele precisa agora é de amor e o amor irá retornar para dentro dele. Ele não teve uma vida fácil para alguém tão jovem. Eu só espero que ela entenda. Mesmo a esta distância Magnus podia ver Will tomar uma respiração profunda, levantar os seus ombros e começar a descer a Walk. Magnus tinha bastante certeza de que ele não estava imaginando - parecia haver quase uma mola em suas costas. - Você não pode salvar todas as aves caídas, disse Woolsey, recostando-se contra a parede e cruzando os braços. - Mesmo as mais bonitas. - Uma eu vou, disse Magnus, e quando Will não estava mais dentro de sua visão, ele fechou a porta da frente.


Capítulo 18 - Até eu morrer Minha vida inteira eu learn'd amar. Esta hora a minha arte máximo eu provar E falar a minha paixão céu ou inferno? Ela não vai me dar o céu? 'Tudo bem! -Robert Browning, "One Way of Love"

- Senhorita! Tessa acordou lentamente, Sophie sacudindo seu ombro. A luz do sol estava entrando pelas janelas altas acima. Sophie estava sorrindo com seus olhos acesos. - Sra. Branwell pediu que eu lhe levasse de volta para seu quarto. Você não pode ficar aqui para sempre. - Ugh. Eu não quero! Tessa sentou-se, em seguida, fecharam os olhos, tonturas varreram através dela. - Você vai ter que me ajudar Sophie, disse ela com uma voz apologética. - Eu não sou tão forte quanto eu pareço ser. - É claro, senhora. Sophie estendeu a mão e ajudou Tessa rapidamente a se levantar da cama. Apesar de sua magreza, ela era bastante forte. Ela teria que ser, não seria ela, Tessa pensou, depois de anos de levar roupa pesada subindo e descendo escadas, levando carvão para as chamines do instituo. Tessa estremeceu um pouco quando seus pés atingiram o chão frio, e não pode deixar de olhar para ver se Will estava em sua cama na enfermaria. Ele não estava. - Will está bem? Ela perguntou enquanto Sophie a ajudou a deslizar seus pés em chinelos. - Eu acordei um pouco ontem e vi-os tirando o metal de suas costas. Parecia terrível. Sophie bufou. - Parecia ser pior do que era. Sr. Herondale mal deixou as iratezs de cura fazerem efeito. Já saiu para a noite, só o diabo sabe fazer o que. - Ele saiu? Eu poderia jurar que eu falei com ele ontem à noite. - Elas estavam no corredor agora, Sophie orientando Tessa com uma mão suave em suas costas. As imagens começaram a tomar forma na cabeça de Tessa. Imagens de Will ao luar, de si mesma dizendo-lhe que nada importava, era apenas um sonho, tinha sido não tinha? - Você deve ter sonhado com isso, menina. Eles chegaram no quarto de Tessa, e Sophie estava distraída tentando pegar na maçaneta, sem deixar cair Tessa. - Está tudo bem, Sophie. Eu posso ficar sozinha. Sophie protestou, mas Tessa insistiu com firmeza o suficiente para que Sophie deixasse a porta aberta e fosse atiçando o fogo na lareira, enquanto Tessa afundava em uma poltrona. Havia um bule de chá e um prato de sanduíches na mesa ao lado da cama, e ela ajudou- a e sentiu uma imensa gratidão. Ela não se sentiu tonta, mas ela se sentia cansada, com um cansaço que era mais espiritual do que físico. Ela lembrou do gosto amargo da tisana ela enquanto bebia, e da forma como se sentiu ao ser confortada por Will, mas tinha sido um sonho. Perguntava-se, o que mais do que ela tinha visto na noite passada tinha sido um sonho – Jem sussurrando ao pé de sua cama, Jessamine soluçando em seus cobertores na Cidade do Silêncio. . . - Eu fiquei triste de saber sobre seu irmão, senhorita. Sophie estava de joelhos perto do fogo, reacendendo as chamas e a olhando com seu rosto adorável. Sua cabeça estava virada, e Tessa não podia ver a cicatriz.


- Você não tem que dizer isso, Sophie. Eu sei que foi culpa dele, o que aconteceu com Agatha e Thomas. - Mas ele era seu irmão. A voz de Sofia era firme. - Sangue chora por sangue. Ela se inclinou mais sobre as brasas, e havia algo de bondade em sua voz, e a forma como seu cabelo enrolado, escuro e vulnerável estava contra a nuca de seu pescoço, fez que Tessa falasse: - Sophie, eu vi você com Gideão no outro dia. Sophie endureceu toda imediatamente, sem se virar para olhar para Tessa. - O que quer dizer, senhorita? - Voltei para buscar o meu colar, disse Tessa. - Meu anjo mecânico. Para me dá sorte. E eu vi você com Gideão no corredor. Ela engoliu. – Ele estavai. . . Pressionando sua mão. Como um pretendente. Houve um silêncio, durante um longo tempo, enquanto Sophie olhava para o fogo bruxuleante. Por fim, ela disse: - Você vai dizer a Sra. Branwell? Tessa recuou. - O quê? Sophie, não! Eu só queria avisá-la. A voz de Sofia era plana. - Avisar contra o quê? - Os Lightwoods. . . Tessa engoliu em seco. - Eles não são pessoas legais. Quando eu estava na sua casa com Will - Vi coisas terríveis, terríveis. - Isso é o Sr. Lightwood, não seus filhos! A nitidez na voz de Sophie fez Tessa recuar. -Eles não são como ele! - Quão diferente poderia ser? Sophie se levantou, o tilintar de poker no fogo. - Você acha que sou uma boba e que deixaria qualquer homem fazer uma paródia de mim depois de tudo o que eu passei? Afinal a Sra. Branwell não me ensinou? Gideão é um homem bom. - É uma questão de educação, Sofia! Você pode imaginá-lo indo a Benedict Lightwood e dizendo que ele quer se casar com uma mundana, ou com uma pessoa encarregada de cuidar dos Caçadores de Sombras? Você pode vê-lo fazendo isso? O rosto de Sophie torceu. - Você não sabe de nada, disse ela. - Você não sabe o que ele faria por nós. - Você quer dizer que o treinamento? Tessa estava incrédulo. - Sophie, realmente. Mas Sophie, sacudindo a cabeça, pegou a saia e saiu da sala, deixando a porta bater atrás dela.

Charlotte estava com os cotovelos sobre a mesa na sala de estudo, suspirou e enrolou seu décimo quarto pedaço de papel, e jogou-o na lareira. O fogo acendeu-se por um momento consumindo o papel, depois ficou preto e caiu em cinzas. Ela pegou sua caneta, mergulhou-a no tinteiro, e começou de novo. Eu, Charlotte Mary Branwell, filha de Nephilim, por meio deste e sobre este curso de data solicito minha demissão como diretora do Instituto de Londres, em meu nome e do meu marido, Henry Jocelyn Branwell- Charlotte?


Sua mão tremeu enviando uma mancha de tinta que se alastrou por toda a página, arruinando sua petição. Ela olhou para cima e viu Henry pairando perto da mesa, com um olhar preocupado em seu rosto fino e sardento. Ela colocou a caneta. Ela estava consciente, como sempre ficava quando Henry estava perto, a respeito de sua aparência física, se o cabelo dela estava escapando de seu coque, se seu vestido não era novo e tinha uma mancha de tinta na manga, e que seus olhos estavam cansados e inchados de tanto chorar. - O que é Henry? Henry hesitou. - Eu apenas vim... - Querida, o que você está escrevendo? Ele deu a volta na mesa, olhando por cima de seu ombro. - Charlotte! Ele pegou o papel de cima da mesa, embora a tinta houvesse manchado a carta, ele viu o suficiente do que ela havia escrito e entendido sua essência. - Renunciando ao Instituto? Como você pode? - É melhor demitir- me do que ter o Cônsul Wayland em cima de minha cabeça e me obrigar, Charlotte disse calmamente. - Você não quer dizer 'nós'? Henry pareceu magoado. - Eu deveria ter direito a pelo menos uma palavra nesta decisão? - Você nunca se interessou no Instituto antes. Por que você faria agora? Henry olhou como se ela o tivesse esbofeteado, e foi tudo o que Charlotte pode fazer para não levantar-se e colocar os braços ao redor dele e beijar seu rosto sardento. Ela lembrou-se de quando tinha caído de amor por ele, como ela tinha pensado que eles teriam filhos adoraveis, com as mãos um pouco também grande para o resto do corpo, os olhos cor de avelã, seu comportamento ansioso. Que a mente por trás daqueles olhos era tão afiada e inteligente como ele era, algo que ela sempre acreditou, mesmo quando os outros riram das excentricidades de Henry. Ela sempre pensou que seria suficiente apenas está perto dele sempre, e amá-lo se ele a amava ou não. Mas isso tinha sido antes. - Charlotte, disse ele agora. - Eu sei por que você está com raiva de mim. Seu queixo se ergueu com surpresa. Será que ele realmente tinha essa perceptiva? Apesar de sua conversa com o irmão Enoque, ela pensou que ninguém teria notado. Ela mal tinha sido capaz de pensar sobre ela mesma, muito menos como Henry reagiria quando ele soubesse. - Você? - Eu não fui com você para se encontrar com Scott Woolsey. Alívio e decepção guerreram no peito de Charlotte. - Henry, ela suspirou. Não é sobre isso. - Eu não sabia, disse ele. - Às vezes eu fico tão preso em minhas idéias. Você sempre soube mais sobre mim, Lottie. Charlotte corou. Ele raramente a chamava assim. - Eu mudaria se pudesse. De todas as pessoas no mundo, eu achava que você entendia. Você sabe que não é apenas brincadeira para mim. Você sabe que eu quero criar algo que vai tornar o mundo melhor, que vai tornar as coisas melhores para os Nephilim. Assim como você, na direção do Instituto, embora eu saiba que estou sempre em segundo lugar para você. - Em segundo lugar para mim? A voz de Charlotte subiu para um guincho incrédulo. – Que você vêm em segundo lugar para mim?


- Está tudo bem, Lottie, disse Henry com doçura incrível. - Eu sabia que quando você concordou em casar comigo, era porque precisava está casada para comandar o Instituto, que ninguém aceitaria uma mulher sozinha no cargo de diretor- Henry. Charlotte se levantou, tremendo. - Como você pode dizer essas coisas terríveis para mim? Henry olhou perplexo. - Eu pensei que era está a maneira do porque se casou. - Você acha que eu não sei por que se casou comigo? Charlotte chorou. - Você acha que eu não sei sobre o dinheiro que seu pai devia a meu pai, ou que meu pai prometeu perdoar a dívida se você se casasse comigo? Ele sempre quis ter um menino, alguém para comandar o Instituto depois dele, e se ele não poderia ter um, bem, por que não pagar para se casarem com sua filha simples, um muito teimoso garoto pobre que estivesse apenas cumprindo com o seu dever com sua família. - CHARLOTTE. Henry ficou vermelho tijolo. Ela nunca o tinha visto tão zangado. - O que diabos você está falando? Charlotte preparou-se contra a mesa. - Você sabe muito bem, disse ela. - É por isso que você se casou comigo, não é? - Você nunca disse uma palavra sobre isso para mim antes até hoje! - Por que eu? Não é nada que você não saiba. - É, na verdade. Os olhos de Henry estavam em chamas. - Eu não sei nada de nada do que meu pai devia a sua. Eu fui ao seu pai, em boa fé e perguntei-lhe se ele iria fazer-me a honra de me permitir pedir sua mão em casamento. Nunca houve qualquer discussão de dinheiro! Charlotte prendeu a respiração. Nos anos que tinham sido casados, ela nunca disse uma palavra sobre as circunstâncias do seu noivado com Henry; nunca tinha parecido uma razão, e ela nunca tinha quis ouvir qualquer gaguejo de negações de que ela sabia sobrea verdade. Não tinha seu pai dito alguma coisa sobre a proposta de Henry? Ele é um homem bom o suficiente e é melhor do que o seu pai, e você precisam de um marido, Charlotte, se você for dirigir o Instituto. Eu tenho perdoado as dívidas de seu pai, para que esse assunto seja encerrado entre nossas famílias. É claro que ele nunca tinha dito, não em tantas palavras, que era por isso que Henry pediu para se casar com ela. Ela havia assumido. . . - Você não é simples, disse Henry, seu rosto ainda em chamas. - Você é linda. E eu não pedi ao seu pai se poderia me casar com você por obrigação, fiz isso porque te amava. Eu sempre te amei. Eu sou seu marido. - Eu não acho que você queria ser, ela sussurrou. Henry estava balançando a cabeça. - Eu sei que as pessoas me chamam de excêntrico. Peculiar. Até mesmo louco. Todas essas coisas na minha mente. Mas você acha que eu sou sem personalliade - Você ainda me ama? - É claro que eu te amo! Charlotte chorou. - Isso nunca esteve em questão. - Não é assim? Você acha que eu não ouvir o que as pessoas dizem? Eles falam de mim como se eu não estivesse ali, como se eu fosse algum tipo de imbecil. Ouvi Benedict Lightwood dizer tantas vezes que você se casou comigo só para que você pudesse fingir que um homem estava comandando o Instituto. Agora foi a vez de Charlotte de estar com raiva.


- E você me criticar por pensar que você não tinha personalidade! Henry, eu nunca me casei com você por essa razão, nunca em um mil anos. Eu daria o Instituto antes que eu abandone. . . Henry estava olhando para ela, seus olhos cor de avelã, o cabelo eriçado como se ele tivesse passado suas mãos loucamente por ele tantas vezes que ele estava em perigo de puxa os pedaços. - Antes de você abandonar o que? - Antes de eu desistir de você, disse ela. - Você não sabe disso? E então ela não disse mais nada, Henry colocou os braços ao redor dela e a beijou. Beijou de tal maneira que ela não se sentia mais simples, ou consciente de seu cabelo ou a mancha de tinta no seu vestido ou nada, mas Henry, a quem ela sempre amou. Lágrimas rolaram e derramou-lhe pelo rosto, e quando ele se afastou, ele tocou seu rosto molhado admirado. - Realmente, disse ele. - Você me ama, também, Lottie? - Claro que sim. Eu não me casei com você para ter alguém com quem comandar o Instituto, Henry. Eu casei com você porque eu sabia que não me importaria o quão difícil é dirigir o instituto ou como mal a Clave me trata, se eu soubesse que o seu seria o último rosto que eu veria todas as noites antes de ir dormir. - Ela bateu de leve no ombro. - Estamos casados há anos, Henry. O que você acha que eu senti por você? Ele encolheu os ombros magros e beijou o topo de sua cabeça. - Eu pensei que você fosse gostar de mim, ele disse rispidamente. - Eu pensei que você poderia vir a amar-me com o tempo. - Isso é o que eu pensava sobre você, disse ela com admiração. - Podemos realmente ter sido tão estúpidos? - Bem, eu não estou surpreso sobre mim, disse Henry. - Mas, honestamente, Charlotte, você deveria se conhecer melhor. Ela sufocou uma risada. - Henry! Ela apertou seus braços. - Há outra coisa que eu tenho que lhe dizer, algo muito importante. A porta da sala se abriu. Era Will. Henry e Charlotte pararam para olhar para ele. Ele parecia exausto-pálido, com escuros anéis sobre os olhos, mas havia uma clareza em seu rosto que Charlotte nunca tinha visto antes, uma espécie de brilho em sua expressão. Ela se preparou para uma observação sarcástica ou observação fria, mas ao invés disso ele apenas sorriu feliz para eles. - Henry, Charlotte, disse ele. - Você não viu Tessa, não é? - É provável ela está em seu quarto, disse Charlotte, perplexa. - Aconteceu alguma coisa? Não deveria você estar descansando? Após o as contusões que você teve. Will lhe acenou a distância. - Seus iratzes são excelentes e fizeram o seu trabalho. Eu não preciso de descanso. Eu só gostaria de ver Tessa, e perguntar-lhe- Ele parou, olhando para a carta na mesa de Charlotte. Com alguns passos de suas longas pernas, ele tinha alcançado a mesa e agarrou-a, e a leu com o mesmo olhar de consternação que Henry tinha usado. - Charlotte, não, você não pode deixar o Instituto!


- A Clave vai encontrar outro lugar para você viver, disse Charlotte. - Ou você pode ficar aqui até completar dezoito anos, vivendo com os Lightwoods. - Eu não quero viver aqui sem você e o Henry. O que você acha que vai acontecer comigo quando você for? O ambiente? Will balançou o pedaço de papel até que estalou. – Eu e ainda falta a maltita sangrenta Jessamine - Bem, um pouco. E os Lightwoods vão mandar os nossos servos embora, e substituí-los por conta própria. Charlotte, você não pode deixá-lo fazer isso acontecer. Esta é a nossa casa. É a casa de Jem, a casa de Sofia. Charlotte olhou. - Will, você tem certeza que não está com febre? - Charlotte. Will colocou o papel de volta na mesa. - Eu a proíbo renunciar a sua diretoria. Você entendeu? Durante todos esses anos você fez tudo por mim como se eu fosse do seu próprio sangue, e eu nunca disse que era grato. Isso vale para você também, Henry. Mas eu sou grato, e é por isso que não vou deixar você cometer este erro. - Will, disse Charlotte. - Acabou. Temos apenas três dias para encontrar Mortmain, e nós não podemos fazer isso. Simplesmente não há tempo. - Morra Mortmain, disse Will. - E eu quero dizer que literalmente, é claro, mas também em sentido figurado. O limite de duas semanas para encontrar Mortmain exigido por Benedict Lightwood é um teste ridículo. Um teste que, como se vê, é uma fraude. Ele está trabalhando para Mortmain. Este teste foi sua tentativa de arrancar o Instituto debaixo de você. Se nós conseguirmos expor Benedict como o fantoche de Mortmain, você terá o Instituto de volta novamente, e nós podemos continuiar a procurar por ele. - Nós não temos a palavra de Jessamine de que irá expor Benedict jogando ao lado de Mortmain. - E não podemos fazer nada, disse Will com firmeza. - Vale à pena termos uma última conversa, pelo menos, você não acha? Charlotte não conseguia pensar em uma palavra a dizer. Este não era o Will que ela conhecia. Ele era firme, intenso, simples e com seus brilhantes olhos. Se o silêncio de Henry significava qualquer coisa, ele estava tão surpreso. Will assentiu como tivesse tomado um acordo. - Excelente, disse ele. - Eu vou dizer a Sophie para contar aos outros. E ele saiu da sala. Charlotte olhou para o marido, todos os pensamentos da notícia que ela tinha a intenção de dizer-lhe foram expulsos de sua mente. - Esse era Will? Ela disse, finalmente. Henry arqueou uma sobrancelha. - Talvez ele tenha sido seqüestrado e substituído por um autônomo, o sugeriu. - Parece possível. . . Pelo menos uma vez, Charlotte e ele estavam de acordo.

Melancolicamente Tessa terminou de comer os sanduíches e o resto do chá, amaldiçoando sua incapacidade de manter o nariz fora da vida de outras pessoas. Uma vez que estava feito, ela colocou seu vestido azul, encontrando a tarefa dificil sem a ajuda de Sophie. Olhe para si mesma, pensou ela, mimada após algumas semanas tendo uma criada para lhe ajudar. Não pode vestir-se, não pode parar de meter o nariz do que não é da sua conta. Se continuar assim, em breve você vai precisar de alguém para colocar uma colher de mingau em sua boca ou então irái morrer de fome. Ela fez uma cara horrível para si mesma no espelho e se


sentou em sua pentiadeira, pegando a escova de prata e passando as cerdas através de seu longo cabelo castanho. Alguém bateu na porta. Sophie, Tessa esperou que fosse para lhe fazer um pedido de desculpas. Bem, ela iria receber um. Tessa deixou a escova de cabelo e apressou-se a abrir a porta. Assim como antes, quando abriu a porta esperando encontrar Jem, e ficou desapontada encontrando Sophie em seu lugar, agora, que estava na expectativa de encontrar Sophie, ela foi surpreendida por encontrar Jem em sua porta. Ele usava uma jaqueta de lã cinza e calça, contra o qual seu cabelo prateado parecia quase branco. - Jem, disse ela, assustada. - Está tudo bem? Seus olhos cinza olhavam para seu rosto, seu cabelo longo, solto. - Você olha como se você estivesse esperando por alguém. - Sophie. Tessa suspirou, e pegou uma mexa perdida de cabelo atrás da orelha. - Eu temo que a ofendi. Meu hábito de falar antes de pensar me pegou de novamente. - Oh, disse Jem, com uma falta de interesse incomum. Normalmente, ele teria perguntado a Tessa o que ela disse a Sophie, e iria lhe tranquilizar ou a ajudar a traçar um plano de ação para ganhar o perdão de Sophie. Seu interesse habitual agora parecia estranhamente ausente, Tessa pensou com alarme, ele estava um pouco pálido e parecia estar olhando para trás dela, como se verificando para ver se ela estava completamente sozinha. – Eu gostaria de falar com você em particular, Tessa. Você está se sentindo bem o suficiente? - Isso depende do que você tem para me dizer, disse ela com uma risada, mas quando sua risada não trouxe sorriso de resposta, a apreensão cresceu dentro dela. - Jem- Me promete que está tudo bem? Will - Isto não é sobre Will, disse ele. – Will está andando por ai e sem dúvida perfeitamente bem. Isto é sobre - Bem, acho que você pode dizer que é sobre mim. Ele olhou para cima e para baixo no corredor. - Posso entrar? Tessa pensou brevemente no que tia Harriet diria a respeito de uma garota permitir que um garoto que ela não tem relaciomento, entrasse em seu quarto quando mais ninguém estivesse por lá. Mas tia Harriet mesma tinha tido o amor uma vez, Tessa pensou. Recebeu seue deixou que seu noivo, bem, fizesse algo que a deixou exatamente uma grávida. Tia Harriet, se ela estivesse viva não teria posição de falar. E, além disso, a etiqueta era diferente para Caçadores de Sombras. Ela abriu a porta. - Sim, entre. Jem entrou no quarto e fechou a porta firmemente atrás dele. Ele andou até a grade e inclinou-se um braço contra a lareira, então, parecendo decidir que aquela posição não era satisfatória, ele veio até onde Tessa estava, no meio da sala, e ficou na frente dela. - Tessa, disse ele. - Jem, respondeu ela, imitando o tom sério, mas novamente ele não sorriu. - Jem, disse ela de novo, mais calmamente. - Se é sobre a sua saúde, sua - doença, por favor, me diga. Eu vou fazer o que puder para ajudá-lo. - Não é, disse ele, - sobre a minha doença. Ele tomou uma respiração profunda. - Você sabe que nós não encontramos Mortmain, disse ele. - Em poucos dias, o Instituto pode ser dado a Benedict Lightwood. Ele iria sem dúvida, permitir que Will e eu ficassemos aqui, mas não tenho desejo de viver em uma casa que ele viva. E Will e Gabriel iriam matar um ao outro dentro de um minuto. Seria o fim do nosso pequeno grupo, Charlotte e Henry iriam encontrar


uma casa, eu não tenho dúvida, e Will e eu, talvez tivessemos que ir para Idris até que completemos 18 anos, e Jessie vai depender da sentença quea Clave der para ela. Mas não poderemos leva-lá para Idris conosco. Você não é uma Caçadora de Sombras. O coração de Tessa começou a bater muito rápido. Ela sentou-se, de repente, à beira de sua cama. Ela sentiu- se levemente doente. Lembrou-se do timbre sarcástico de Gabriel sobre os Lightwoods "encontrar" um emprego para ela, que iriam encontrar um lugar apropriado para ela, mas ela poderia imaginar uma situação um pouco pior. - Eu vejo, disse ela. - Mas para onde eu deveria ir- Não, não responda. Você não detém a responsabilidade sobre mim. Obrigado por me dizer, pelo menos. - Tessa. - Vocês todos já foram tão amáveis permitindo que eu tenha ficado aqui na sua propriedade, disse ela, me permitir viver aqui não fez com que a Clave olhasse com bons olhos nenhum de vocês . Vou encontrar um lugar. - Seu lugar é comigo, Jem disse. - Ele sempre será. - O que você quer dizer? Ele corou, a cor escura contra sua pele pálida. - Eu quero dizer, disse ele, - Tessa Gray, você me daria a honra de se tornar a minha esposa? Tessa sentou-se. - Jem! Eles olharam um para o outro por um momento. Por fim, ele disse, tentando se leve, embora sua voz não estivesse: - Isso não foi um não, eu suponho, embora nem fosse um sim. - Você não pode dizer isso. - Eu quero dizer isso. - Você não pode - não sou uma Caçadora de Sombras. Eles vão expulsar você da Clave. Ele deu um passo para mais perto dela, os olhos ansiosos. - Você pode não ser precisamente uma Caçadora de Sombras. Mas você não é um mundano ou nem comprovadamente uma feiticeira. Sua situação é única, então eu não sei o que a Clave vai fazer. Mas eles não podem proibir algo que não é proibido pela lei. Eles terão que tomar o seu, o nosso caso individual e levar em consideração, e isso pode levar meses. Enquanto isso, eles não podem impedir o nosso noivado. - Você está falando sério. Sua boca estava seca. - Jem, isso é uma bondade de sua parte e é realmente incrível. Ele faz-lhe crédito. Mas eu não posso deixar você se sacrificar dessa forma por mim. - Sacrifício? Tessa, eu te amo. Quero me casar com você. - Eu. . . Jem, você é justo, é gentil e tão altruísta. Como posso confiar que você não está fazendo isso simplesmente por minha causa? Ele enfiou a mão no bolso do colete e tirou algo suave e circular. Era um pingente de jade verde-esbranquiçado, com um personagem chinês esculpidos e com uma inscrição que ela não podia ler. Ele estendeu-a para ela com uma mão que tremia levemente. - Eu poderia dar-lhe o meu anel de família, disse ele. - Mas isso é para ser dado de volta quando o noivado acabar e trocado por runas. Eu quero dar algo que será seu para sempre. Ela balançou a cabeça. - Eu não posso. Ele interrompeu.


- Isto foi dado a minha mãe pelo meu pai, quando se casaram. A escrita é a partir do I Ching, o Livro das Mutações. Ela diz: Quando duas pessoas estão juntas em um só coração, eles não quebram mesmo com a força de ferro ou de bronze. - E você acha que somos? Tessa perguntou, choque em sua voz pequena. Jem ajoelhou-se a seus pés, de modo que ele estava olhando para o rosto dela. Ela o viu como ele tinha sido em Blackfriars Bridge, uma sombra prata encantador contra a escuridão. - Eu não posso explicar o amor, disse ele. - Eu não poderia dizer se eu amei o primeiro momento em que te vi, ou se foi o segundo ou terceiro ou o quarto. Mas eu me lembro do primeiro momento em que eu olhei para você caminhando em minha direção e percebi que de alguma forma o resto do mundo parecia desaparecer quando eu estava com você. Que você era o centro de tudo que eu sentia e pensava. Tessa olhou para Jem, ajoelhado diante dela com o pingente em suas mãos, e entendeu finalmente o que as pessoas queriam dizer quando diziam que o coração de alguém estava em seus olhos. Os olhos Jem, seus luminosos olhos expressivos que ela sempre tinha achado bonito, estavam cheios de amor e esperança. E por que ele não haveria de ter? Ela havia lhe dado todos os motivos para acreditar que ela o amava. Sua amizade, sua confiança, sua gratidão e até mesmo a sua paixão. E se houvesse uma pequena parte trancada de si mesma que ainda não tinha desistido de Will, com certeza ela devia a si mesma, tanto quanto Jem para fazer tudo o que podia para destruí-lo. Muito lentamente ela se abaixou e pegou o pingente de Jem. Ele escorregou em torno de seu pescoço em uma corrente de ouro, tão fria como a água, e descansou no oco de sua garganta acima do local onde o anjo mecânico estava. Quando ela baixou as mãos de seu fecho, ela viu a esperança na luz de seus olhos crescerem para uma quase insuportável chama de felicidade. Ela sentiu como se alguém tivesse atingido dentro de seu peito e abrisse uma caixa que continha o seu coração, derramando ternura como sangue novo nas veias. Nunca havia sentido tal impulso incontrolável e ferozmente proteger outra pessoa, para envolvê-la nos braços ao redor de alguém e enroscar-se bem entre eles, sozinho e longe do resto do mundo. - Então, sim, disse ela. - Sim, eu vou casar com você, James Carstairs. Sim. - Oh, graças a Deus, disse ele, exalando. - Graças a Deus. E ele enterrou o rosto em seu colo, envolvendo os braços em volta da cintura. Ela se inclinou sobre ele, acariciando os ombros, as costas, a seda de seu cabelo. Seu coração batia contra os joelhos. Uma pequena parte de seu interior estava cambaleando com espanto. Ela nunca tinha imaginado que tinha o poder de fazer alguém muito feliz. E não um poder mágico, mas puramente humano. Bateram na porta, eles saltaram de distância. Tessa rapidamente levantou-se e dirigiuse para a porta, parando para alisar os cabelos, e, esperava acalmar a expressão antes de abrir. Desta vez, era realmente Sophie. Porém, sua expressão rebelde mostrou que ela não tinha vindo por vontade própria. - Charlotte está convocando todos para a sala de estudos, disse ela. – Mestre Will voltou, e ela deseja ter uma reunião. Quando ela olhou Tessa sua expressão azedou ainda mais. - Você, também, Mestre Jem.


Capítulo 18 - Se traição faz prosperar Traição nunca faz prosperar: o que é a razão? Por que, se prosperar, ninguém se atreve a chamá-lo de traição. -Sir John Harrington

Sophie estava cuidando do fogo ardente na sala de lareira, e a sala estava quente, quase sufocante. Charlotte estava sentada atrás de sua mesa, e Henry em uma cadeira ao lado dela. Will estava deitado em uma das poltronas floridas ao lado do fogo, um serviço de chá de prata em seu cotovelo e um copo na mão. Quando Tessa entrou, ele sentou-se de forma tão abrupta que alguns dos chás derramando em sua manga, ele colocou o copo para baixo, sem tirar os olhos de cima dela. Ele parecia exausto, como se tivesse andado a noite toda. Ele ainda usava o casaco de lã azul escuro com forro de seda vermelha, e as pernas de sua calça preta estavam salpicadas de lama. Seu cabelo estava molhado e emaranhado, o rosto pálido, sua mandíbula escura, com a sombra uma barba. Mas no momento em que Tessa o viu, seus olhos brilhavam como lanternas com o toque de partida e um acendedor. Todo o seu rosto mudou, e ele olhou para ela com tal prazer inexplicável que Tessa, atônita, parou abruptamente causando que Jem batesse nela ao entrar. Naquele momento, ela não podia olhar para longe de Will, era como se ele sustentasse seu olhar nele, e lembrou-se novamente do sonho que tivera na noite anterior, que estava sendo consolada por ele na enfermaria. Será que ele poderia ler a memória dele em seu rosto? Era por isso que ele estava olhando? Jem olhou ao redor de seu ombro. - Olá Will. Você acha que era uma boa idéia ficar a noite embaixo de toda essa chuva enquando você ainda está se curando? Will desviou os olhos de Tessa. - Tenho certeza, ele disse com firmeza. - Eu tinha que andar. Para limpar a minha cabeça. - E ela está limpa agora? - Como cristal, disse Will, voltando seu olhar para Tessa, e a mesma coisa aconteceu de novo. Seus olhares pareciam presos juntos, e ela teve que tirar seus olhos para uma distância e sentar-se no sofá perto da mesa, onde Will não estava em sua linha direta de visão. Jem veio e sentou-se ao seu lado, mas não alcançou a mão dela. Ela se perguntou o que aconteceria se eles anunciassem o que tinha acontecido agora, casualmente: Nos dois vamos nós casar. Jem tinha sido correto, não era o momento certo para isso. Charlotte olhou para Will, ela estava como se tivesse acordada durante toda a noite, sua pele era de uma doente cor amarela, e havia hematomas escuros abaixo de seus olhos. Henry sentou ao seu lado na mesa, sua mão protetora sobre a dela, observando-a com uma expressão preocupada. - Estamos todos aqui, Charlotte disse rapidamente, e por um momento Tessa queria ressaltar que eles não estavam. Jessamine não estava com eles. Ela ficou em silêncio. - Como vocês provavelmente sabem, estamos perto do fim do período de duas semanas que nos foi concedido pelo Consul Wayland. Nós não descobrimos o paradeiro de Mortmain. De acordo com o irmão Enoque, os Irmãos do Silêncio examinaram o corpo de Nathaniel Gray e não econtraram nada com ele, e como ele está morto, não iremos obter mais nada com ele.


Ele está morto. Tessa se lembrou de quando Nate era ainda muito jovem e tinha sido perseguindo por libélulas no parque. Ele tinha caído na lagoa, e ela, tia Harriet e sua mãe ajudaram a tirá-lo, sua mão estava escorregadia e a água verde com o crescimento de plantas subaquáticas. Lembrou-se de sua mão deslizando dela no armazém de chá, escorregadio com sangue. Você não sabe tudo que eu fiz, Tessie. - Nós certamente podemos denunciar o que sabemos sobre Benedict para a Clave, Charlotte estava dizendo quando Tessa forçou sua mente de volta para a conversa na sala. Parece ser a atitude mais sensata a se fazer. Tessa engoliu em seco. - O que Jessamine disse? Que estaríamos nós jogando nas mãos de Mortmain por fazer isso. - Mas nós não podemos fazer nada, disse Will. - Nós não podemos sentar e entregar as chaves ao Instituto a Benedict Lightwood e sua lamentável prole. Eles estão com Mortmain. Benedict é seu fantoche. Temos que tentar. Pelo Anjo, não temos provas suficientes? O suficiente para ganhar-lhe um julgamento pelo menos com a Espada. - Quando tentamos a Espada em Jessamine, havia bloqueios em sua mente colocados lá por Mortmain, Charlotte disse, cansada. - Você acha que Mortmain seria tão insensato em não tomar a mesma precaução com Benedict? Vamos ficar como tolos se a Espada não fizer nada com ele. Will passou as mãos pelo seu cabelo preto. - Mortmain espera irmos a Clave, disse ele. - Seria a sua primeira suposição. Ele também já deve ter premeditado isso. De Quincey, por exemplo. Lightwood não é insubstituível para ele, e sabe disso. Ele tamborilava com os dedos sobre os joelhos. - Eu acho que se nós fomos para a Clave, certamente poderíamos tirar Benedict fora da corrida para a liderança do Instituto. Mas há um segmento da Clave que segue sua liderança, alguns são conhecidos por nós, mas outros não. É um fato triste, mas não sabemos em quem podemos confiar além de nós mesmos. O Instituto é seguro com nós, e não podemos permitir que ele seja retirado. Onde mais Tessa ficaria segura? Tessa piscou. - Eu? Will olhou surpreso, como se assustado com o que acabara de dizer. - Bem, você é uma parte integrante do plano de Mortmain. Ele sempre quis você. Ele sempre precisará de você. Não devemos deixar que ele a tenha. É claro que você seria uma arma poderosa em suas mãos. - Tudo isso é verdade, Will, e é claro, eu vou até o cônsul, disse Charlotte. - Mas como uma Caçadora de Sombras comum, não como chefe do Instituto. - Mas por que, Charlotte? Jem exigiu. - Você se destaca em seu trabalho. - Eu? Ela exigiu. - Pela segunda vez eu não notei um espião sob meu próprio teto; Will e Tessa facilmente contornaram minha tutela e foram assistir a um baile de Benedict, nosso plano para capturar Nate nunca compartilhamos com o cônsul, deu errado, deixando-nos com uma testemunha potencialmente importante morta. - Lottie! Henry colocou a mão no braço de sua esposa. - Eu não sou digna de comandar este lugar, disse Charlotte. – Benedict está certo. . . . Eu claro que vou tentar convencer a Clave de sua culpa. Alguém comandar o Instituto. E não será Benedict, eu espero, mas também não serei eu. Houve um estrondo. - Sra. Branwell! Era Sophie. Ela tinha deixado cair o poker e se afastou do fogo. - Você não pode demitir-se, senhora. Você - você simplesmente não pode.


- Sophie, disse Charlotte, muito gentilmente. - Onde quer que eu vá, depois disso, assim que eu e Henry montarmos nossa casa vamos trazer-lhe junto. - Não é isso, Sophie disse em uma voz pequena. Seus olhos corriam ao redor da sala. Senhorita Jessamine - Ela foi, quero dizer, ela estava dizendo a verdade. Se você vai até a Clave com isto, você estará se jogando nos planos de Mortmain. Charlotte olhou para ela, perplexa. - O que te faz dizer isso? - Eu não - eu não sei exatamente. Sophie olhou para o chão. - Mas eu sei que é verdade. - Sophie? O tom de Charlotte era rabugento, e Tessa sabia o que ela estava pensando: Será que eles tinham um outro espião, outra serpente em seu jardim? Will também estava inclinado para frente, com os olhos apertados. - Sophie não está mentindo, Tessa disse abruptamente. - Ela sabe porque, porque ouvimos Gideão e Gabriel falar dele na sala de treinamento. - E você só agora decidiu mencioná-lo? Will arqueou as sobrancelhas. De repente, sem razão furiosa com ele, Tessa retrucou: - Fique quieto, Will. Se você ... - Eu passeie com ele, Sophie interrompeu alto. - Com Gideon Lightwood. O vi em meus dias de folga. Ela estava tão pálida como um fantasma. - Ele me disse. Ele ouviu seu pai rindo sobre isso. Eles sabiam que Jessamine foi descoberta. Eles estavam esperando que você fosse para a Clave. Eu deveria ter dito algo, mas parecia que você não queria saber deles de qualquer maneira, então eu. . . - Passeando? Disse Henry, incrédulo. - Com Gideon Lightwood? Sophie manteve sua atenção em Charlotte, que estava olhando para ela, de olhos redondos. - Eu sei o que está segurando Mortmain sobre o Sr. Lightwood também, disse ela. Gideon descobriu. Seu pai não sabe que ele sabe. - Bem, meu Deus, menina, não fique aí parada, disse Henry, que parecia tão perplexo como sua esposa. - Diga-nos. - Varíola de Demônio, disse Sophie. – O Sr. Lightwood usa, durante anos, e ele vai matá-lo em um par de meses se ele não conseguir a cura. E Mortmain disse que ele pode obtêlo para ele. A sala explodiu em um burburinho. Charlotte correu para Sophie, Henry chamado depois dela; Will saltou de sua cadeira e foi correndo para o círculo. Tessa ficou onde estava atordoada, e Jem permaneceu ao seu lado. Enquanto isso, Will parecia estar cantando uma música sobre como ele estava certo sobre varíola de demônio o tempo todo. " Varíola demônio, oh, demônio varíola, Simplesmente como é adquirida? É preciso ir até a parte ruim da cidade Até que esteja muito cansado. Varíola demônio, oh, demônio varíola Eu tinha juntado tudo Não, não a varíola, a quadra estava bloqueada, Quero dizer nesta grande canção Por que eu estava certo, e você estava errado! "


- Will! Charlotte gritou acima do barulho. - Você perdeu a cabeça? PARE esse barulho infernal! Jem. Jem, pondo-se de pé, cobriu a boca de Will. - Você promete ficar quieto? Ele sussurrou no ouvido de seu amigo. Will assentiu, os olhos azuis brilhando. Tessa estava olhando para ele com espanto, todos eles estavam. Ela tinha pensando em Will diversas vezes, divertido, amargo, condescendente, raiva, pena, mas nunca leviano antes. Jem soltou-o. - Tudo bem, então. Will deslizou para o chão, com as costas contra a poltrona, e jogou os braços para cima. - A varíola de demônio está em todas as suas casas, ele anunciou, e bocejou. -Oh Deus, lá vêm semanas de piadas com varíola, disse Jem. - Estamos por isso agora. - Isso não pode ser verdade, disse Charlotte. - É simplesmente varíola de demônio? - Como sabemos que Gideon não mentiu para Sophie, perguntou Jem, seu tom de voz suave. - Eu sinto muito, Sophie. Eu odeio ter que dizer isso, mas os Lightwoods não são confiáveis. . . . - Eu vi o rosto de Gideão quando olha para Sophie, disse Will. - Foi Tessa que me disse primeiro que Gideão gostava da nossa senhorita Collins, e eu percebi que era verdade. E um homem apaixonado vai dizer a verdade. Não irá trair ninguém. Ele estava olhando para Tessa enquanto falava. Ela olhou para trás, ela não poderia ajudá-lo. Seu olhar foi puxado para ele. A maneira como ele olhou para ela, com os olhos azuis como os pedaços do céu, como se tentasse comunicar algo para ela em silêncio. Mas o que na terra. . . ? Ela deve sua vida a ele, ela percebeu que talvez ele estivesse esperando que ela lhe agradecesse. Mas não houve tempo! Ela resolveu agradecer a ele na primeira oportunidade que se apresentava. - Além disso, Benedict estava segurando uma mulher demônio em seu colo na sua festa, e beijando-a, Will continuou, desviando o olhar. - Ela tinha serpentes no lugar dos olhos. De qualquer forma, a única maneira que você pode contrair varíola demônio é ter relações impróprias com um demônio, então. . . - Nate me disse que o Sr. Lightwood preferia mulheres demônios, disse Tessa. - Eu não acho que sua esposa já sabia sobre isso. - Espere. Foi Jem, que subitamente falou. Will quais são os sintomas da varíola de demônio? - Muito desagradável, disse Will com prazer. - Ela começa com uma erupção em forma de escudo às costas, e se espalha por todo o corpo, criando rachaduras e fissuras na pele. Jem expulsou um suspiro de ar. - Eu - eu voltar, disse ele, - em apenas um momento. Pelo Anjo. E ele desapareceu pela porta, deixando os outros olhando para ele. - Você não acha que ele tem varíola de demônio, não é? Henry perguntou a ninguém em particular. Espero que não, uma vez que apenas ficamos noivos, Tessa teve vontade de dizer, só para ver os olhares em seus rostos, mas reprimiu. - Oh, cale-se, Henry, disse Will, e parecia como se ele estivesse prestes a dizer algo mais, mas a porta se abriu e Jem estava de volta ao quarto, ofegante, e segurando um pedaço de pergaminho.


- Eu tenho isso, disse ele, - Diretamente dos irmãos do Silêncio, quando Tessa e eu fomos ver Jessamine. Ele deu a Tessa um olhar um pouco culpado por debaixo de seu cabelo claro, e ela lembraram-se dele deixando o quarto de Jessamine momentos antes de retornam mais tarde, olhando preocupado. - É o relatório sobre a morte de Barbara Lightwood. Depois que Charlotte nos disse que seu pai nunca tinha denunciado Silas Lightwood para a Clave, eu pensei em consultar os Irmãos do Silêncio se havia outra maneira de que a Sra. Lightwood tinha morrido. Para ver se Benedict também tinha mentido que ela tinha morrido de tristeza. - E se tivesse? Tessa se inclinou para frente, fascinada. - Sim. Na verdade, ela cortou os próprios pulsos. Mas havia mais. Ele olhou para o papel em sua mão. - A erupção em forma de escudo, indicativo das marcas heráldicas de astriola, sobre o ombro esquerdo. - Ele estendeu-a para Will, que pegou e examinou-o, os olhos azuis arregalados. - Astriola, disse ele. - Isso é varíola de demônio. Você tinha provas de que a varíola de demônio existia e não mencionou para mim! Eu não acredito! Ele enrolou o papel e atingiu Jem na cabeça com ele. - Ai! Jem esfregou a cabeça com tristeza. As palavras não significava nada para mim! Eu achava que era uma espécie menor de doença. Não parecia como se fosse matar. Ela cortou os pulsos, mas se Benedict queria proteger seus filhos do fato de que sua mãe tinha tomado sua própria vida. - Não Anjo, disse Charlotte suavemente. - Não é à toa que ela se matou. Porque o marido deu varíola de demônio. E ela sabia. - Ela virou-se para Sophie, que fez um pouco de barulho ofegante. - Será que Gideon sabe disso? Sophie sacudiu a cabeça. - Não. - Mas os Irmãos do Silêncio não são obrigados a dizer a alguém sobre isso? Henry exigiu. - Parece bem irresponsável para não dizer no mínimo. - É claro que eles disseram a alguém. Eles disseram ao marido. Sem dúvida sim, mas e daí? Benedict provavelmente já sabia, disse Will. - Não teria havido necessidade de contar as crianças, a erupção só apareceu quando depois de um bom tempo, eles já estavam muito velhos e não tinha perigo de passar para eles. Os Irmãos do Silêncio, sem dúvida, disse a Benedict, e ele disse: “que horror!” E prontamente escondeu a coisa toda. Não se pode julgar os mortos por ter relações impróprias com os demônios, para que eles queimaram seu corpo, e foi isso. - Então, como é que Benedict ainda está vivo? Tessa exigiu. - Se a doença não o matou até agora? - Mortmain, disse Sophie. - Ele está lhe dando drogas para retardar o progresso da doença todo esse tempo. - Pouco, só para não mata-ló? Perguntou Will. - Não, ele ainda está morrendo, e mais rápido agora, disse Sophie. - É por isso que ele está tão desesperado, e ele fará qualquer coisa que Mortmain quer. - Varíola de demônio! Will sussurrou, e olhou para Charlotte. Apesar de seu entusiasmo claro, houve uma oscilação de luz constante por trás de seus olhos azuis, uma luz da inteligência afiada, como se ele fosse um jogador de xadrez examinando seu próximo passo para potenciais vantagens ou desvantagens. - Temos que contacta com Benedict imediatamente, disse Will. - Charlotte deve jogar com sua vaidade. Ele é está muito seguro de


receber o Instituto. Ela deve dizer-lhe que apesar de ser oficial a decisão do Cônsul, não está concluída até domingo, ele se dará conta de que é ele quem deve sair da frente, e ela deve ir encontrar-se com ele e fazer a paz antes que aconteça. - Benedict é teimoso, Charlotte começou. - Não tanto quanto é orgulhoso, disse Jem. – Benedict sempre quiz o controle do Instituto, mas ele também quer humilhar você, Charlotte. Para provar que uma mulher não pode executar um Instituto. Ele acredita que no domingo o cônsul irá tirar o controle do Instituto de você, mas isso não significa que você não terá a chance de ver ele rastejar em particular. - Para quê? Henry exigiu. - Enviar Charlotte para enfrentar Benedict realiza o que, exatamente? - Chantagem, disse Will. Seus olhos estavam queimando de excitação. - Mortmain pode não estar ao nosso alcance, mas Benedict está, e agora isso pode ser o suficiente. - Você acha que ele vai desistir de obter o Instituto? Não vai simplesmente deixar o negócio para um de seus seguidores fazer? Jem perguntou. - Nós não estamos tentando livrar-se dele. Queremos que ele jogue o seu total apoio a Charlotte. Para retirar seu desafio e declarar o seu incentivo que ela continue no Instituto. Seus seguidores vão sentir a perda, o Cônsul ficará satisfeito. Nós mantemos o Instituto. E mais do que isso, podemos forçar Benedict a dizer-nos o que ele sabe de Mortmain - sua localização, seus segredos, tudo. Tessa disse duvidosamente: - Mas eu estou quase certa de que ele tem mais medo de Mortmain do que um de nós, e ele certamente precisa do que Mortmain proporciona. Caso contrário, ele vai morrer. - Sim, ele vai. Mas o que ele fez, de ter relações impróprias com um demônio, então infectar sua esposa, causando-lhe morte é o assassinato e deixar outros Caçador de Sombras. Saber disso. Não seria considerado só assassinato, mas assassinato realizado através de meios demoníacos. Que se poderia chamar-se o pior de todos os castigos. - O que é pior do que a morte, perguntou Tessa, e imediatamente se arrependeu dizendo isso quando viu a boca de Jem apertar quase imperceptivelmente. - Os Irmãos do Silêncio irão remover o que faz dele um Nephilim. Ele vai se tornar um mundano, disse Will. - Seus filhos vão se tornar mundano, sua Marcas despojada. O nome do Lightwood será banido por todos os Caçadores de Sombras. Será o fim do nome do Lightwood entre Nephilim. Não há maior vergonha. É uma pena mesmo Benedict terá medo. - E se ele não tiver? Disse Jem, em voz baixa. - Então, não estamos em situação pior, eu acho. Foi Charlotte, cuja expressão se endureceu enquanto Will tinha falado; Sophie estava encostada na lareira, uma figura abatida, e Henry, com a mão sobre o ombro de sua esposa, pareciam incomumente moderado. Vamos chamar Benedict. Não há tempo para enviar uma mensagem adequada à frente, ele vai ter uma surpresa. Agora, onde estão os cartões telefônicos? Will sentou-se. - Você já se decidiu pelo meu plano, então? - É o meu plano agora, disse Charlotte com firmeza. - Você pode me acompanhar, Will, mas você vai seguir minha liderança, e não haverá nenhuma conversa de varíola de demônio até que eu peça para dizê-lo. - Mas, mas. . . Will estalou. - Ah, deixe-o, disse Jem, chutando Will, não sem afeto, de leve no tornozelo.


- Ela se apoderou do meu plano! - Will, Tessa disse com firmeza. - Você se importa mais sobre o plano ser executado ou sobre a obtenção de crédito por isso? Will apontou o dedo para ela. - Isso, disse ele. – Escolho a segunda opção. Charlotte revirou os olhos para o céu. - William, isto será entre meus termos ou não. Will respirou fundo e olhou para Jem, que sorriu para ele, Will deixou o ar de seus pulmões com um suspiro derrotado e disse: - Tudo bem, então, Charlotte. Você pretende que vá todo mundo? - Você e Tessa, certamente. Nós precisamos de você como testemunhas sobre a festa. Jem, Henry, não há necessidade de você ir, e peço que pelo menos um de vocês fique para guardar o Instituto. - Querida. . . Henry tocou o braço de Charlotte com um olhar zombeteiro no rosto. Ela olhou para ele com surpresa. - Sim? - Você tem certeza que não quer que eu vá com você? Charlotte sorriu para ele, com um sorriso que transformou o rosto cansado e comprimido. - Muito certa, Henry; Jem não é tecnicamente um adulto, e para deixá-lo aqui sozinho, não que ele não seja capaz, só vai acrescentar combustível ao fogo de Benedict de reclamações. Mas graças a você. Tessa olhou para Jem, ele deu um sorriso arrependido e, escondido por trás da expansão de suas saias, apertou-lhe a mão com a sua. Seu toque enviou uma calorosa prece de confiança por ela, e ela pôs-se de pé, em meio a crescente vontade de ir, enquanto Charlotte procurava por uma caneta para rabiscar uma nota para Benedict na parte de trás de um cartão telefônico, que Cyril iria entregar enquanto esperavam no carro. - É melhor eu ir buscar o meu chapéu e luvas, Tessa sussurrou para Jem, e fez seu caminho até a porta. Will estava logo atrás dela, e um momento depois, a porta da sala balançando fechada atrás deles, eles ficaram sozinhos no corredor. Tessa estava prestes a correr pelo corredor em direção ao quarto, quando ouviu os passos de Will atrás dela. - Tessa! Ele chamou, e ela se virou. - Tessa, eu preciso falar com você. - Agora, ela disse, surpresa. – Acho que Charlotte está apressada. - Droga com essa pressa, disse Will, chegando mais perto dela. – Droga de Benedict Lightwood e de todo esse negócio de Instituto. Eu quero falar com você. Ele sorriu para ela. Sempre houve uma energia imprudente nele, mas isso estava diferente, a diferença entre a imprudência do desespero e do abandono de felicidade. Mas o que é um momento ímpar para ser feliz! - Você foi muito louco, ela perguntou a ele. - Varíola de demônio. Você diz como se fosse à melhor coisa para dizer. Você realmente está satisfeito? - Vingado, não feliz, e de qualquer maneira, isso não é sobre a varíola de demônio. Isso é sobre eu e você. A porta da sala de estudo abriu, e Henry apareceu, Charlotte logo atrás dele. Sabendo que Jem seria o próximo, Tessa se afastou de Will apressadamente, embora nada impróprio tivesse acontecido entre eles. Exceto em seus pensamentos, disse uma voz no fundo de sua mente, que ela ignorava.


- Will, agora não, disse ela em voz baixa. - Eu acredito que eu sei o que você quer dizer, e você está certo ao querer isso, mas este não é o tempo ou lugar, não é? Acredite em mim, eu estou tão ansiosa para a conversa, como você, e isso vem pesando muito em minha mente. - Você está? É mesmo? Will olhou atordoado, como se ela o tinha atingido com uma pedra. - Bem, sim, disse Tessa, olhando para cima para ver Jem vindo na direção deles. - Mas não agora. Will seguiu seu olhar, engoliu em seco e assentiu com relutância. - Então, quando? - Mais tarde, depois vamos de voltarmos dos Lightwoods. Encontre-me na sala de estar. - Na sala de estudos? Ela franziu o cenho. - Realmente, Will, ela disse. - Você vai repetir tudo o que eu disse? Jem tinha chegado a eles, e ouviu este último comentário, ele sorriu. - Tessa, deixe o pobre reunir o pouco juízo que ele tem, ele sai toda a noite e olha como se ele mal conseguisse se lembrar do seu próprio nome. - Ele colocou a mão no braço do parabatai. - Vamos, Herondale. Você parece como se precisasse de uma runa, duas ou três de energia. Will desviou os olhos de Tessa e deixou Jem levá-lo pelo corredor. Tessa assistiu, sacudindo a cabeça. Meninos, ela pensou. Ela nunca iria entende-lós.

Tessa tinha dado apenas alguns passos até seu quarto, quando ela parou surpresa olhando um item em cima de sua na cama. Um vestido elegante de passeio da cor creme de leite e cinza com seda da Índia, ele estava enfeitado com tranças delicadas listradas e botões delicados de prata. . As luvas eram de um veludo cinza com um padrão de folhas de prata. Ao pé da cama tinha botas da moda e meias estampadas. A porta se abriu, e Sophie entrou, segurando um chapéu cinza pálido com enfeites de bagas de prata. Estava muito pálida, e seus olhos estavam inchados e vermelho. Ela evitou o olhar de Tessa. - Roupa nova, sinto falta, disse Sophie. - O tecido era parte do enxoval Sra. Branwell, e, assim, algumas semanas atrás, ela pensou que tinha sido feito para você. Acho que ela pensou que você deve ter algumas roupas que a senhorita Jessamine não tenha comprado para você. Ela pensou que poderia torná-lo mais confortável. E estes foram apenas entregues esta manhã. Eu perguntei Bridget colocá-las para fora para você. " Tessa sentiu as lágrimas nas costas dos seus olhos e sentou-se às pressas na beira da cama. O pensamento de que Charlotte, com tudo o que estava acontecendo, pensaria no conforto dela, a fez querer chorar. Mas ela sufocou o impulso, como sempre fazia. - Sophie, disse ela, com a voz desigual. - Eu devo, não, eu queria-me desculpar com você. - Pedir desculpas para mim, senhorita? Sophie disse sem emoção, colocando o chapéu sobre a cama. Tessa olhou. Charlotte usava roupas tão simples. Ela nunca teria pensado nela com tanta inclinação ou gosto para escolher essas coisas lindas. - Eu estava totalmente errada de falar com você sobre Gideon fa forma que fiz, disse Tessa. - Eu coloquei meu nariz onde decididamente não deveria, e não pude corrigir, Sophie.


Não se pode julgar um homem pelos pecados de sua família. E deveria ter dito isso, mas vi Gideon no baile daquela noite, eu não posso dizer se ele estava participando das festividades, na verdade, eu não posso entrar em sua cabeça para determinar o que ele pensa a respeito de tudo, e eu não deveria ter- me comportado como se pudesse. Não sou mais experiente do que você, Sophie, e a respeito de senhores, eu sou decididamente desinformado. Peço desculpas por agir superior; Eu não irei fazê-lo novamente, só espero que você me perdoe. Sophie foi até o guarda-roupa e abriu para revelar um segundo vestido, este de um azul muito escuro, enfeitado com uma trança de veludo dourado. - É tão adorável, disse ela um pouco melancólica, e tocou levemente com a mão. Então ela virou-se para Tessa. – Este é um pedido de desculpas muito bonito, senhorita, e eu te perdôo. Perdoei-te na sala de estudos, eu fiz, quando você mentiu por mim. Eu não aprovo mentiras, mas eu sei que você quis dizer isso por bondade. - Foi muito corajoso, o que você fez, disse Tessa. - Dizer a verdade para Charlotte. Eu sei como você temia que ela estivesse com raiva. Sophie sorriu tristemente. - Ela não está com raiva. Ela está desapontada. Eu sei. Ela disse que não poderia falar comigo agora, mas ela o faria mais tarde, e eu podia vê-lo, em seu rosto. É pior de uma forma, ou de outra. - Oh, Sophie. Ela está decepcionada com Will o tempo todo! - Bem, quem não está. - Isso não é o que eu quis dizer. Eu quis dizer que ela ama você, como se você fosse Will ou Jem ou bem, você sabe. Mesmo que ela estando desapontada, você deve parar de temer que ela a mande embora. Ela não vai. Ela acha que você é maravilhosa, e eu também. Os olhos de Sophie se arregalaram. - Senhorita Tessa! - Bem, eu faço, disse Tessa com rebeldia. - Você é corajosa e altruísta e encantadora. Como Charlotte. Os olhos de Sophie brilharam. Ela enxugou-os às pressas com a ponta do avental. - Agora, isso é o suficiente disso, ela disse rapidamente, ainda piscando duro. – Nós devemos deixar você vestida e pronta, quando Cyrill voltar com o carro, e eu sei que a Sra. Branwell não quer perder tempo. Tessa avançou obedientemente, e com a ajuda de Sophie, ela trocou para o vestido cinza e branco listrado. - E tenha cuidado, é tudo que tenho a dizer, disse Sophie enquanto ela habilmente manejada seu vestido. - O velho é um pedaço desagradável de trabalho, e não se esqueça dele. Seja dura, ele é, principalmente com os meninos. Esses meninos. O jeito que ela disse fez soar como se Sophie tivesse simpatia por Gabriel, bem como por Gideon. Exatamente o que Gideon pensa sobre o irmão mais novo, Tessa perguntou, e a irmã? Ela perguntou enquanto Sophie escovava e lhe fazia um penteado, enquanto ela colocava água de lavanda. - Agora, está uma linda moça, ela disse com orgulho quando terminou, e Tessa teve de admitir que Charlotte tivesse feito um bom trabalho em selecionando o corte certo para ela, e o cinza lhe caía bem. Seus olhos pareciam maiores e azul, a cintura e os braços mais esbeltos, seus seios mais fartos. - Há apenas uma outra coisa. . . " - O que é, Sophie?


- Mestre Jem, disse Sophie, Tessa ficou surpresa. - Por favor, não faça nada para perdeló. . . A outra garota olhou para a cadeia do pingente de jade enfiado na frente do vestido de Tessa e mordeu o lábio. - Não quebre o seu coração.


A raiz amarga Mas agora, você está dividida ao meio, delimitado à partes, Carne de sua carne, mas o coração do meu coração; E no fundo isso é uma raiz de amargura, E doce para um é a flor ao longo da vida. -Algernon Charles Swinburne, "O Triunfo do Tempo"

Tessa calçou as luvas de veludo quando saiu pelas portas da frente do Instituto. Um vento cortante tinha vindo para rio e ia soprando braçadas de folhas pelo pátio. O céu estava em um estrondoso cinza. Will ficou ao pé da escada, com as mãos nos bolsos, olhando para o campanário da igreja. Ele estava sem chapéu, o vento levantou seu cabelo preto e soprou-o de volta em seu rosto. Ele pareceu não ver Tessa, e por um momento ela se permitiu olhar para ele. Ela sabia que isso não era o certo a fazer, Jem estava com ela, ela estava com ele agora, e outros homens poderiam muito bem não existir. Mas ela não conseguia parar de fazer comparações entre os dois - Jem com sua estranha combinação de delicadeza e força, e Will como uma tempestade no mar, azul ardósia e com flashes de preto com brilhantes em seu temperamento que era um raio de calor. Ela perguntou se poderia haveria um dia que a visão dele não mexesse com ela, não fizesse seu coração palpitar, e se esse sentimento seria diminuindo enquanto se acostumava com a idéia de ser noiva de Jem. Isso era tão novo que ainda não parece real. Havia uma coisa que parecia diferente, agora. Quando ela olhava para Will, não sentia mais nenhuma dor. Will a viu, então, sorriu através do cabelo que batia em seu rosto. Ele estendeu a mão para arruma-ló. - Este é um vestido novo, não é?, Disse ele, quando ela desceu as escadas. - Não é um dos de Jessamine. Ela assentiu com a cabeça, e esperou resignadamente ele dizer algo sarcástico, sobre ela, Jessamine, o vestido, ou os três. - Combina com você. Estranho que o cinza faça seus olhos ficar azul, mas ele faz. Ela olhou para ele com espanto, mas antes que pudesse fazer mais do que abrir a boca para perguntar-lhe se ele estava se sentindo bem, o carro veio virando a esquina do Instituto chocalhando com Cyril nas rédeas. Ele parou na frente deles, e a porta do carro abriu; Charlotte estava dentro, usando um vestido de veludo cor de vinho e um chapéu com um raminho de flores secas. Ela parecia tão nervosa, mais do que Tessa já tinha visto. - Entrem rapidamente,ela chamou, segurando seu chapéu sobre ela quando se inclinou para fora da porta. - Eu acho que vai chover. Para surpresa de Tessa, Cyril levou Charlotte não para a mansão em Chiswick, mas para uma casa elegante em Pimlico, o que era aparentemente a residência da semana dos Lightwoods. Tinha começado a chover, e suas luvas ficaram molhadas, seu chapéus, casacos lhes foram tiradas por um lacaio de cara azedo antes que eles tivessem sido levados para baixo


passando por muitos corredores polidos e em uma grande biblioteca, onde havia uma lareira queimado em uma profunda grelha. Atrás de uma mesa de madeira maciça estava Benedict Lightwood, seu perfil afiado acentuando ainda mais pelo jogo de luz e sombra dentro do quarto. As cortinas estavam puxadas nas janelas, e as paredes eram revestidas com pesados tomos encadernados em couro escuro, a impressão de ouro em todos os espinhos. Em ambos os lados dele estavam seus filhos - Gideon à sua direita, com seu cabelo loiro caindo para frente escondendo sua expressão e com os braços cruzados sobre o peito largo. No outro lado estava Gabriel, os olhos verdes brilhando de um divertimento superior, as mãos nos bolsos das calças. Olhando como se ele estivesse prestes a começar a assobiar. - Charlotte, disse Benedict. Will. Senhorita Gray. É sempre um prazer. Ele fez um gesto para que eles se sentassem nas cadeiras definidas diante da mesa. Gabriel sorriu maldosamente para Will enquanto se sentava. Will olhou para ele, com o rosto em branco, e depois desviou o olhar. Sem uma observação sarcástica, Tessa pensou e ficou perplexa. Nem mesmo um brilho frio. O que estava acontecendo? - Obrigado, Benedict. Charlotte estava com sua pequena coluna reta e com um equilíbrio perfeito. – De nós recebermos em tão pouco tempo. - É claro. Ele sorriu. - Você sabe que não há nada que você possa fazer para mudar o resultado disto. Não sou eu, mas o Conselho possui regras. É a sua decisão é inteiramente deles. Charlotte inclinou a cabeça para o lado. - De fato, Benedict. Mas é você quem está fazendo isso acontecer. Se você não tivesse forçado o cônsul Wayland em fazer um show para disciplinar-me, não haveria nenhuma decisão. Benedict encolheu os ombros estreitos. - Ah, Charlotte. Lembro-me de quando você era Charlotte Fairchild. Você era uma menina tão deliciosa e pequena,e , acredite ou não, eu gosto de você mesmo agora. O que eu estou fazendo é no melhor interesse do Instituto e da Clave. Uma mulher não pode comandar o Instituto. Não é de sua natureza. Você vai me agradecer quando estiver em sua casa com Henry aumentando a próxima geração de Caçadores de Sombras, como deveria ser. Isso pode magoar o seu orgulho, mas em seu coração, você sabe que eu estou certo. O peito de Charlotte subia e descia rapidamente. - Se você abdicar sua reivindicação sobre o Instituto, antes da decisão, você realmente acha que seria um desastre? - Desistir do Instituto? - Bem, nós nunca vamos descobrir, vamos? - Oh, eu não sei, disse Charlotte. - Eu acho que a maioria dos membros do Conselho iria escolher uma mulher com mais de um réprobo dissoluto do que uma confraternização apenas com Feiticeiros e os demônios. Houve um curto silêncio. Benedict não mexeu um músculo. Nem Gideão. Finalmente Benedict falou, embora agora não era um veludo suave sua voz. - Os rumores e insinuações. - Verdade e observação, disse Charlotte. - Will e Tessa foram a sua última reunião, em Chiswick. Eles observaram um grande negócio.


- Essa mulher demônio que você estava descansando no divã, disse Will. Podemos chamá-la de uma amiga ou mais como uma parceira de negócios? Os olhos escuros de Benedict endureceram. - Insolente cachorro. - Oh, eu diria que ela era uma amiga, disse Tessa. – Geralmente os socios não deixam seus parceiros lamberem seus rostos. Embora eu pudesse estar errada. Não sei. Acha que eu não entendo essas coisas? Ou eu sou apenas uma mulher tola. A boca de Will curvou-se no canto. Gabriel ainda estava olhando, Gideon tinha os olhos no chão. Charlotte sentou-se perfeitamente composta, com suas mãos no colo. - Vocês três são muito tolos, disse Benedict, gesticulando com desprezo para com eles. Tessa viu um vislumbre de algo em seu pulso, uma sombra, como as bobinas de bracelete de uma mulher, antes de sua manga cair para cobri-lo. - Ou seja, se você acha que o Conselho vai acreditar em qualquer uma de suas mentiras. Você, ele lançou um olhar de desprezo a Tessa é uma Feiticeira, a tua palavra é inútil. E você, ele atirou um braço à Will, possui um certificado de lunático que confraterniza com bruxos. Não apenas aqui, mas esse pivete Magnus Bane também. E quando eles me testarem sob a Espada Mortal e eu negar suas reivindicações, em quem você acha que vão acreditar. Você ou em mim? Will trocou um rápido olhar com Charlotte e Tessa. Ele estava certo, Tessa pensou, que Benedict não temia a espada. - Existe outra evidência, Benedict, disse ele. - Oh? Os lábios de Benedict Lightwood se curvaram para cima em um sorriso de escárnio. - E o que é? - A evidência de seu próprio sangue envenenado, disse Charlotte. - Só agora, quando você fez um gesto para nós, eu vi o seu pulso. Até que ponto a erupção se espalhou? Ela começa no tronco, não é, e se espalha para os braços e pernas. - O que ele está falando? A voz de Gabriel era uma mistura de fúria e terror. - Pai? - Varíola de Demônio, disse Will com a satisfação assumir verdadeiramente. - Que acusação, nojenta começou Benedict. - Nega, então, disse Charlotte. - Puxe a sua manga. Mostre-nos o seu braço. O músculo, ao lado da boca de Benedict se contraiu de novo. Tessa observou-o fascinado. Ela viu quando ele se voltou para seu filho mais velho. - Você, ele rosnou. - Você disse a eles. Você me traiu. - Eu fiz, disse Gideon, levantando a cabeça e desenrolando os braços no último momento. - E eu faria de novo. - Gideon? Era Gabriel, parecendo confuso. - Pai? O que você está falando? - Seu irmão nos traiu, Gabriel. Ele disse os nossos segredos para os Branwells. Benedict cuspiu suas palavras como veneno. - Gideon Arthur Lightwood, Benedict continuou. Seu rosto parecia mais velho, as linhas ao lados de sua boca mais grave, mas seu tom não foi alterado. -Eu sugiro que você pense com muito cuidado sobre o que você fez, e o que você vai fazer em seguida. - Eu estive pensando, disse Gideon com sua voz suave e baixa. - Desde que você me chamou de volta da Espanha, eu estive pensando. Quando era criança eu assumi que todos os Caçadores de Sombras viviam como nós vivemos. Condenando os demônios na luz do dia, no entanto, confraternizando com eles sob a cobertura da escuridão. Agora eu percebo que isso


não é verdade. Não é o nosso caminho, Pai, é o seu caminho. Você trouxe vergonha e sujeira sobre o nome dos Lightwoods. - Não há necessidade de ser melodramático. - Melodramático? Havia um desprezo terrível no tom normalmente plano de Gideão. Pai, eu temo pelo futuro do Enclave se chegar em suas mãos o Instituto. Eu estou dizendo a você agora, eu vou testemunhar contra você no Conselho. Eu vou segurar a Espada Mortal em minhas mãos e vou dizer ao Consul Wayland por que eu acho que Charlotte é mil vezes melhor do que você é para comandar o Instituto. Vou revelar o que se passa aqui à noite para cada membro do Conselho. Eu vou dizer que você está trabalhando para Mortmain. Eu vou dizer o por que. - Gideon! Era Gabriel, sua voz afiada, cortando seu irmão. - Você sabe que vontade de comandar o Instituto era um desejo do leito de morte de nossa mãe. E a culpa é do Fairchild dela morrer. - Isso é uma mentira, disse Charlotte. - Ela tirou a própria vida, mas não por causa de qualquer coisa que meu pai fez. Ela olhou diretamente para Benedict. - Foi, sim, por causa de algo que seu pai fez. A voz de Gabriel levantou-se. - O que você quer dizer? Por que você diz uma coisa dessas? - Pai - Fique quieto, Gabriel. A voz de Benedict tinha ido de dura a autoritária, mas pela primeira vez não havia medo em sua voz, seus olhos. - Charlotte, o que você está dizendo? - Você sabe muito bem o que estou dizendo, Benedict, disse Charlotte. - A questão é se você quer que eu compartilhe meu conhecimento com a Clave. E com seus filhos. Você sabe o que isso significa para eles. Benedict sentou-se. - Eu sei o que é uma chantagem quando ouço uma, Charlotte. O que você quer de mim? Foi Will que respondeu ansioso demais para manter-se por mais tempo calado. - Retire a sua reivindicação sobre o Instituto. Fale que Charlotte permaneça no comando. Diga a eles que você acha que o Instituto deve ser deixado em sua custódia. Você é um homem inteligente. Vai pensar em alguma coisa, eu tenho certeza. Benedict olhou de Will para Charlotte. Seus lábios se curvaram. - Esses são os seus termos? Antes de Will falar, Charlotte disse: - Não são todos os nossos termos. Precisamos saber como você tem se comunicado com Mortmain, e onde ele está. Benedict riu. - Eu me comunicava com ele através de Nathaniel Gray. Mas, desde que você o matou, eu duvido que ele será uma fonte próxima de informação. Charlotte olhou horrorizada. - Você quer dizer que ninguém sabia onde ele estava? - Eu certamente não sei, disse Benedict. - Mortmain não é estúpido, infelizmente para você. Ele queria que eu fosse capaz de assumir o Instituto para que ele possa atingi-la em seu coração. Mas foi apenas um de seus muitos planos, um fio de sua teia. Ele já estava esperando por isso há muito tempo. Ele terá a Clave. E ele vai tê-la. - Seus olhos pousaram em Tessa.


- O que ele pretende fazer comigo? Tessa exigiu. - Eu não sei, disse Benedict, com um sorriso malicioso. - Eu sei que ele estava constantemente pedindo por seu bem-estar. Tal preocupação, só se vê em um potencial noivo. - Ele diz que me criou, disse Tessa. - O que ele quer dizer com isso? - Eu não tenho a menor idéia. Você está enganada se pensa que ele me fez seu confidente. - Sim, disse Will, - Vocês dois não parecem ter muito em comum, salvo por uma propensão as mulheres demônios do mal. Will! Estalou Tessa. - Eu não quis dizer você, disse Will, parecendo surpreso. - Eu quis dizer o Clube Pandemonium. - Se você está conciênte com sua opção, disse Benedict, - Quero deixar uma coisa muito clara para meu filho. Gideon, você entende que se apoiar Charlotte Branwell agora, você não será mais bem-vindo em minha casa. Não é à toa que dizem que um homem nunca deve pendurar todos os seus sinos em um só cavalo. Em resposta Gideon levantou as mãos na frente dele, quase como se ele quissesse rezar. Mas os Caçadores de Sombras não oraram, e Tessa percebeu rapidamente o que ele estava fazendo, deslizando o anel de prata de seu dedo. O anel era como o anel da família Carstairs, só que este tinha um padrão de chamas sobre ele. O anel da família Lightwood. Ele colocou-o na borda da mesa de seu pai, e voltou para o seu irmão. - Gabriel, disse ele. - Você vem comigo? Os olhos verdes de Gabriel estavam brilhantes com raiva. - Você sabe que eu não posso. - Sim, você pode. Gideon estendeu a mão a seu irmão. Benedict olhou entre os dois. Ele empalideceu ligeiramente, como se de repente percebendo que poderia perder não apenas um filho, mas ambos. Sua mão agarrou a borda da mesa, os nós dos dedos clareando. Tessa não podia deixar de olhar para a extensão do pulso que foi revelado quando a manga da blusa subiu. Ele estava muito pálido, com uma faixa preta com estrias circulares. Algo sobre a visão enjoava, e ela se levantou de seu assento. Will ao seu lado, já estava de pé. Apenas Charlotte ainda estava sentada, com uma expressão inexpressiva como nunca. - Gabriel, por favor, disse Gideon. - Venha comigo. - Quem vai cuidar do pai? O que as pessoas vão dizer sobre a nossa família, se nós dois abandoná-lo? Gabriel disse, amargura e desespero em seu tom. - Quem vai gerenciar as propriedades, o Conselho do banco. - Eu não sei, disse Gideon. - Mas isso não precisa ser você. A Lei... A voz de Gabriel tremeu. - A Família vem antes da Lei, Gideon. Seus olhos se encontraram com seu irmão por um momento e, depois, ele desviou o olhar, mordendo o lábio, e foi para ficar atrás de Benedict, com a mão na parte de trás da cadeira de seu pai. Benedict sorriu, em uma coisa pelo menos, ele tinha triunfado. Charlotte levantou-se com o queixo erguido. - Eu confio em você, vamos ver amanhã, na sala do Conselho, Benedict. Eu confio que você vai saber o que fazer, disse ela, e saiu da sala, Gideon e Tessa em seus calcanhares. Só a Will hesitou por um momento, na porta, os olhos em Gabriel, mas quando o outro menino não


olhou para ele, ele deu de ombros ao passar e saiu após os outros, fechando a porta atrás de si.

Eles voltaram para o Instituto em silêncio, a chuva fustigando contra as janelas do carro. Charlotte tentou várias vezes falar com Gideão, mas ele ficou em silêncio, olhando para a vista turva das ruas que ia passando. Tessa não podia dizer se ele estava com raiva, se estava arrependido de suas ações ou até mesmo aliviadao. Ele estava impassível como sempre, até mesmo quando Charlotte explicou-lhe que haveria sempre um quarto para ele no Instituto, e que mal podiam expressar a sua gratidão pelo que ele tinha feito. Por fim, quando eles chegaram à Strand, ele disse: - Eu tinha pensado que Gabriel viria comigo. Uma vez que ele soubesse de Mortmain... - Ele não entende ainda, disse Charlotte. - Dê-lhe tempo. - Como você sabia? Will olhou para Gideão intensamente. - Nós descobrimos agora o que aconteceu com sua mãe. E Sophie disse que você não tinha idéia. - Eu pedi para Cyril entregar doi bilhetes, disse Charlotte. – Uma para Benedict e outra para Gideão. - Ele me entregou quando meu pai não estava olhando, Gideon disse. - Eu tinha acabado de lê-lo quando vocês entraram. - E você escolheu acreditar em nós? Tessa disse. - Tão rápido? Gideon olhou para a chuva batendo na janela. Sua mandíbula estava definida em uma linha dura. A história que meu pai contou sobre a morte de minha mãe nunca fez sentido para mim. Está fazia mais sentido. Gideão estava apenas a alguns metros de Tessa, mas apesar do carro está úmido e lotado, ela sentiu uma estranha vontade de alcançá-lo e dizer-lhe que ela também tinha um irmão, a quem ela tinha amado e perdido para algo que era pior do que a morte, e que ela entendia. Ela podia ver agora o que Sophie tinha gostado dele - a vulnerabilidade sob o semblante impassível, a honestidade sólida sob os ossos de seu rosto bonito. Ela não disse nada no entanto, percebendo que não seria bem-vindo. Will, por sua vez, sentou-se ao lado dela, um feixe de energia. De vez em quando ela conseguia pegar um flash de azul quando ele olhava para ela, ou a ponta de um sorriso surpreendentemente doce, e algo como tontura ela sentiu, coisa que nunca antes iria associar com Will. Era como se ele estivesse contando uma piada particular só para ela, só que ela não tinha certeza de que sabia do que se tratava a brincadeira. Ainda assim, ela sentiu a tensão tão profundamente, que a sua calma própria ou o que havia dela, foi totalmente cortada no momento em que, finalmente, chegaram ao Instituto com Cyril sempre tão amigável, deu a volta no carro para abrir as portas. Ele ajudou a Charlotte em primeiro lugar, e depois Tessa, e então Will estava ao seu lado, que pulou do carro e por pouco não caiu em uma poça. Tinha parado de chover. Will olhou para o céu e tomou o braço de Tessa. - Venha, ele sussurrou, conduzindo-a para a porta do Instituto. Tessa olhou para trás por cima do ombro, para onde Charlotte ficou ao pé da escada, onde finalmente tinha conseguido que Gideão falasse com ela. Ela estava gesticulando animadamente, usando suas mãos. - Nós temos que esperar por eles, não devemos ir à frente. Tessa começou.


Will balançou a cabeça com determinação. - Charlotte ficará conversando com ele um pouco mais de tempo para encontrar um quarto para ele ficar, e como ela está grata por seu auxílio, e tudo que eu quero é falar com você. Tessa olhou para ele quando entraram no Instituto. Will queria falar com ela. Ele tinha dito isso antes, é verdade, mas falar tão diretamente era muito diferente dele. Um pensamento tomou conta dela. Jem tinha lhe dito do seu compromisso? E ele estava com raiva, pensando que ela não era digna de seu amigo? Mas, quando foi que ele e Jem tiveram uma chance de conversar? Talvez, enquanto ela se vestia, mas, então, ele não parecia irritado. - Eu não posso esperar para contar a Jem sobre nossa reunião, disse ele enquanto subiam as escadas. - Ele nunca vai acreditar na cena de Gideon se desligar de seu pai assim! Uma coisa é contar segredos para Sophie, outro é renunciar à sua fidelidade a toda sua família. No entanto, ele rejeitou o seu anel de família. - É como você disse, Tessa falou enquando eles subiram as escadas e foram em direção ao corredor. A mão enluvada de Will estava quente em seu braço. - Gideon está apaixonado por Sofia. Pessoas fazem qualquer coisa por amor. Will olhou para ela como se suas palavras tivessem sacudido ele, depois sorriu, o mesmo sorriso irritantemente doce que ele tinha dado a ela no carro. - Incrível não é? Tessa fez como se fosse responder, mas tinham chegado à sala de estar. Ele entrou e parecia brilhante; as tochas de luz de enfeitiçada estavam altas e a lareira estava quente. As cortinas foram puxadas para trás, mostrando pedaços de um céu de chumbo. Tessa tirou o chapéu e as luvas e estava apenas colocando-os em um pequeno banco marroquino quando viu que Will tinha seguido-a e estava passando o trinco na porta. Tessa piscou. - Will, por que você está trancando a porta. Ela nunca terminou a frase. Cobrindo o espaço entre eles em dois passos largos, Will chegou a ela e pegou-a em um abraço. Ela ofegou de surpresa quando ele a pegou pelos braços, caminhando-a para trás, até que colidiu com a parede e sentiu sua criolina reclamar. - Will, disse ela, surpresa, mas ele estava prendendo-a à parede com seu corpo, suas mãos deslizando para cima de seus ombros, no cabelo úmido, a boca quente sobre a dela. Ela tentou girar, mas se afogou em seu beijo, seus lábios eram macios e seu corpo estava duro contra ela, e ele tinha gosto de chuva. O calor espalhou-se pela boca do estômago com sua boca se movendo sobre a dela com urgência, a resposta dela foi igual. O rosto de Jem brilhou contra suas pálpebras fechadas. E ela colocou as mãos espalmadas contra o peito de Will e empurrou-o para longe dela, tão difícil que quase não podia. Sua respiração saiu em uma exalação violenta: - Não. Will deu um passo para trás de surpresa. Sua voz, quando falou, foi gutural e baixa. - Mas na noite passada? Na enfermaria? Eu - você me abraçou. - Eu fiz? Com um choque agudo ela percebeu que o que tinha tomado com um sonho, tinha sido real, afinal. Ou ele estava mentindo? Mas não. Não havia forma dele saber que do que ela havia sonhado . Ela tropeçou em suas palavras. - Eu pensei que estivesse sonhando. . .


O olhar de desejo estava rapidamente desaparecendo de seus olhos, substituído por dor e confusão. Ele quase gaguejou: - Mas hoje. Eu pensei que você - você disse que estava tão ansiosa para estar a sós comigo como eu estava. - Eu imaginei que você queria um pedido de desculpas! Você salvou a minha vida no armazém do chá, e eu sou grata por isso, Will. Eu pensei que você queria que eu fizesse isso. Will olhou como se ela o tivesse esbofeteado. - Eu não salvei a sua vida para que você ficasse grata! - Então, o quê? Sua voz se levantou. - Você fez isso porque é o seu trabalho? Porque a Lei diz - Eu fiz isso porque eu te amo! Ele meio que gritou, e então, como se registrasse o olhar chocado em seu rosto, ele disse em uma voz mais suave, Eu amo você, Tessa, e eu te amei quase desde o momento em que conheci você. Tessa estava segurando suas mãos. Elas estavam geladas. - Eu pensei que você não podia ser mais cruel do que naquele dia no telhado. Eu estava errada. Isto é mais cruel. Will ficou imóvel. Então ele balançou a cabeça lentamente, de lado a lado, como um paciente negando o diagnóstico mortal de um médico. - Você. . . não acredita em mim? - É claro que eu não acredito em você. Depois das coisas que você me disse, do jeito que você me tratou. - Eu tinha que fazer isso, disse ele. - Eu não tinha escolha. Tessa ouça. Ela começou a se mover em direção à porta. Ele lutou para bloquear seu caminho, seus olhos azuis em chamas. Por favor, ouça. Por favor. Tessa hesitou. A maneira como ele disse "por favor" - a captura em sua voz, isso não era como aconteceu no telhado. Naquele momento, ele mal tinha sido capaz de olhar para ela. Agora ele estava olhando para ela desesperadamente, como se não pudesse permanecer com o desejo sozinho. A voz gritou dentro dela dizendo que ele iria machucá-la, que ele não era sincero, cresceu mais suave, enterrada sob uma voz sempre traiçoeira que lhe disse para ficar. Para ouvi-lo. - Tessa. Will empurrou as mãos pelos cabelos negros, seus dedos magros tremendo de agitação. Tessa lembrou-se de como era tocar aquele cabelo, de ter os dedos passando por ele, como seda contra sua pele. - O que eu vou dizer a você, eu nunca disse a outra alma viva, além de Magnus, e isso foi apenas porque eu precisava de sua ajuda. Eu nem sequer disse a Jem. Will respirou fundo. - Quando eu tinha doze anos, e morava com meus pais no País de Gales, eu encontrei um Pyxis no escritório do meu pai. Ela não tinha certeza do que esperava Will dizer, mas isso não era tudo. - Uma Pyxis? Mas por que seu pai mantinha uma Pyxis? - Para manter a lembrança de seus dias como Caçador de Sombras? Quem pode adivinhar? Mas você se lembra do Codex dizendo como se podem lançar maldições? Bem, quando eu abri a caixa, eu liberei o demônio Marbas – e ele me amaldiçoou. Ele jurou que qualquer pessoa que me amasse, estaria condenado a morrer. Eu não acreditava - Eu não era treinado em magia, mas minha irmã mais velha morreu naquela noite, horrivelmente. Eu pensei que era o início da maldição. Eu fugi da minha família vim para cá. Pareceu-me a única maneira de mantê-los seguros e não causar suas mortes. Eu não tinha percebido que eu estava


entrando em uma segunda família. Henry, Charlotte, até mesmo a maldita Jessamine - Eu tinha que ter certeza de que ninguém aqui nunca poderia me amar, ou isso iria colocá-los em perigo mortal. Durante anos tenho realizado tudo que é possível para me manter afastado, mas, eu não consegui me afastar totalmente. Tessa olhou para ele. As palavras ecoaram em sua cabeça. Manter a todos em uma distância-Pensou em suas mentiras, ele se escondendo, fazendo dissabores com Charlotte e Henry, as crueldades que pareciam forçadas, até mesmo a história de Tatiana e cujos afetos ele havia esmagado. E depois houve. . . "Jem", ela sussurrou. Ele olhou para ela miseravelmente. - Jem é diferente, ele sussurrou. - Jem está morrendo. Você deixou Jem, porque ele já estava perto da morte? Você pensou que a maldição não o afetaria? - E a cada ano que passou, e ele sobreviveu, isso parecia mais provável. Eu pensei que poderia aprender a viver assim. Eu pensei que quando Jem se fosse, depois que eu fiz 18, eu iria viver por mim mesmo, não infligir a mim ou a minha maldição sobre alguém e depois tudo mudou. Por causa de você. - Eu?, Disse Tessa em uma voz calma e atordoado. O fantasma de um sorriso tocou sua boca. - Quando eu te conheci, eu pensei que você era diferente de qualquer outra coisa que já tinha conhecido. Você me fez rir. Não da forma como Jem me faz rir, bom Deus, há cinco anos. E você fez isso como se não fosse nada, como respirar. - Você não me conhece. Will - Pergunte a Magnus. Ele vai lhe dizer. Depois daquela noite no telhado, eu fui até ele. Eu te magoei, porque eu pensei que você tinha começado a perceber como eu me sentia sobre você. No Santuário naquele dia, quando eu pensei que estava morta, eu percebi que você tinha sido capaz de lê-lo no meu rosto. Eu estava apavorado. Eu tinha que fazer você me odiar, Tessa. Então, eu tentei. E ai eu queria morrer. Eu tinha pensado que poderia suportar se você me odiasse, mas eu não podia. Eu percebi que você iria permanecer no Instituto, e a cada vez que eu te via, seria como estar no telhado novamente, fazendo com que você me desprezasse e sentindo como se eu fosse sufocar em veneno. Fui para Magnus e exigi que ele me ajudasse a encontrar o demônio que me amaldiçoou, em primeiro lugar, que a maldição fosse quebrada. Se fosse, eu pensei, eu poderia tentar novamente. Ela pode ser lenta e dolorosa e quase impossível, mas pensei que poderia fazer você se importa comigo de novo, se eu pudesse dizer-lhe a verdade. Que eu poderia ganhar a sua confiança de volta, construir alguma coisa com você, lentamente. - Está me dizendo que a maldição acabou? Que ela se foi? - Não há nenhuma maldição sobre mim, Tessa. O demônio me enganou. Nunca houve uma maldição. Todos esses anos, eu tenho sido um tolo. Tão idiota, que eu não percebi que a primeira coisa que eu precisava fazer era dizer como eu me sentia. Ele deu mais um passo para a frente, e desta vez ela não se moveu para trás. Ela estava olhando para ele, a pele pálida, quase translúcida sob seus olhos, o cabelo escuro enrolando nas têmporas, a nuca do pescoço, no azul de seus olhos e a curva de sua boca. Olhando para ele do jeito que ela só podia olhar para um lugar amado, e ela não tinha certeza se iria ter essa oportunidade nunca de novo, tentando guardar os detalhes na memória, para pintá-los nas costas de suas pálpebras quando ela fechasse os olhos para dormir.


Ela ouviu a própria voz como se de muito longe. - Por que eu? Ela sussurrou. - Por mim, Will? Ele hesitou. - Depois que a trouxe para cá, depois de Charlotte encontrar suas cartas para seu irmão, eu as li. Tessa ouviu-se dizer, com muita calma: - Eu sei que você fez. Encontrei-os no seu quarto quando eu estava lá com Jem. Ele olhou assustado. - Você não me disse nada sobre isso. - No começo eu estava com raiva, ela admitiu. - Mas isso foi na noite em que o encontrei na com os ifrit. Eu me senti mal por você, eu suponho. Eu disse a mim mesma que tinha sido apenas curiosidade, ou que Charlotte tinha lhe pedido para lê-las. - Ela não pediu, disse ele. - Eu as tirei antes dela jogar no fogo. Eu li todas elas. Cada palavra que você escreveu. Você e eu, Tess, nós somos iguais. Vivemos e respiramos palavras. Foram os livros que me impediu de tirar minha própria vida depois que eu pensei que nunca poderia amar alguém, nunca ser amado por ninguém. Foram os livros que fez me sentir que talvez eu não estivesse completamente sozinho. Eles poderiam ser honestos comigo, e eu com eles. Lendo suas palavras, o que você escreveu quando estava solitária e com medo às vezes, mas sempre valente, a maneira de ver o mundo, suas cores e texturas e sons, senti-me do jeito que você em pensamento. Eu senti que estava sonhando e pensando e sentindo com você. Sonhei o que você sonhava, queria o que você queria e então eu percebi que realmente eu só queria você. A menina atrás das letras rabiscadas. Eu te amei desde o momento em lia. Eu ainda amo você. Tessa tinha começado a se tremer. Isso foi o que ela sempre quis que alguém dissesse. O que ela tinha sempre no canto mais escuro de seu coração, Will disse. Will, o garoto que amava os mesmos livros que ela, a mesma poesia, que a fazia rir, mesmo quando ela estava furiosa. E aqui ele estava em pé em frente a ela, dizendo-lhe que amava as palavras de seu coração, a forma de sua alma. Dizendo-lhe algo que ela nunca tinha imaginado que ninguém jamais iria dizer a ela. Dizendo-lhe algo que ela nunca iria ouvir de novo, não desta forma. E não por ele. - É tarde demais, disse ela. - Não diga isso. Sua voz era um sussurro. - Eu amo você, Tessa. Eu te amo. Ela balançou a cabeça. - Will. . . pare. Ele tomou uma respiração irregular. - Eu sabia que você estaria relutante em confiar em mim, disse ele. - Tessa, por favor, você não acredita em mim ou é que você não pode imaginar que algum dia me amar de volta? Porque se for o segundo. - Will. Não importa - Nada é mais importante! Sua voz cresceu com força. - Eu sei que se você me odeia, é porque eu te obriguei. Eu sei que você não tem nenhuma razão para me da uma segunda chance de ser considerado com você em uma luz diferente. Mas eu estou implorando para esta possibilidade. Eu farei qualquer coisa. Qualquer coisa. Sua voz falhou, e ela ouviu o eco de outra voz dentro dela. Ela viu Jem, olhando para ela, todo o amor e luz, esperança e expectativa no mundo apanhados em seus olhos. - Não, ela sussurrou. - Não é possível.


- É, disse ele desesperadamente. - Deve ser. Você não pode me odiar tanto assim. - Eu não odeio você, disse ela, com grande tristeza. - Eu tentei te odiar, Will. Mas eu nunca poderia faze-ló. - Então, há uma chance. Esperança brilhou em seus olhos. Ela não deveria ter falado tão gentilmente - oh, Deus, nada do que fizesse poderia ser mais terrível? Ela tinha que dizer a ele. Agora. Rapidamente. Limpa. - Tessa, se você não me odeia, então há uma chance de que você possa. - Jem propôs para mim, ela deixou escapar. - E eu disse que sim. - O que? - Eu disse que Jem me propos, ela sussurrou. - Ele perguntou se eu me casaria com ele. E eu disse que sim. Will tinha ficado chocantemente branco. Ele disse, - Jem. Meu Jem? Ela assentiu com a cabeça, sem palavras a dizer. Will cambaleou e colocou a mão na parte de trás de uma cadeira de balanço. Ele parecia alguém que tinha sido de repente, brutalmente chutado no estômago. - Quando? - Esta manhã. Mas temos estado juntos há muito tempo. - Você e Jem? Will olhou como se ele estivesse sendo solicitado a acreditar em algo impossível de neve no verão, um inverno de Londres, sem chuva. Em resposta, Tessa tocou com a ponta dos dedos o pingente de jade que Jem lhe dera. - Ele me deu isso, disse ela. Sua voz era muito tranqüila. – Era um presente de sua mãe para sua noiva. Will olhou para ele, com os caracteres chineses sobre ele, como se fosse uma serpente enrolada sobre sua garganta. - Ele nunca me disse nada. Ele nunca disse uma palavra sobre você para mim. Não dessa maneira. Ele empurrou o cabelo para trás de seu rosto, em um gesto característico, ela tinha visto ele fazer milhares de vezes, só agora sua mão estava tremendo visivelmente. - Você o ama? - Sim, eu o amo, disse ela, e ela viu Will recuar. - Você não? - Mas ele iria entender, disse ele atordoado. - Se nós explicamos a ele. Se nós lhe dissermos. . . ele iria entender. Por apenas um momento Tessa imaginou-se tirando o pingente e indo pelo corredor, batendo na porta de Jem. E entregando o pingente de volta para ele. Dizendo-lhe que ela tinha cometido um erro, que não podia se casar com ele. Ela poderia dizer-lhe tudo sobre ela e Will – de como ela não tinha certeza, de que precisava de tempo, que ela não podia prometer-lhe todo o seu coração e que uma parte dela já pertencia a Will e sempre o seria assim. E então ela pensou nas primeiras palavras que Jem lhe diria. Seus olhos fechados, de costas para ela, com seu rosto ao luar. Will? Will e você? A maneira da voz de Will, seu rosto, suavizado por Jem como ninguém mais consegue, a forma como Jem segurou a mão de Will na enfermaria enquanto ele sangrava, a forma que Will tinha chamado-o de James! Quando o automato tinha batido em Jem no armazem. Eu não posso separa-lós. Eu não posso ser responsavel por isso. Eu não posso dizer a verdade a qualquer um dos dois.


Ela imaginou o rosto de Jem durante o seu noivado. Jem era sempre amável. Mas ela iria quebrar alguma coisa preciosa dentro dele, algo essencial. Ele não seria o mesmo depois, e não haveria Will para confortá-lo. E ele tinha tão pouco tempo. E Will? O que ela faria então? Tudo o que ela podia pensar agora era em não quebrar o coração de Jem, porque mesmo que ela fizesse isso, mesmo assim ele não iria abandona-lá, mesmo ela não amando ele. E como ela poderia ficar com Will e desfilar sua felicidade em meio ao custo da dor de seu melhor amigo? Mesmo se Will pudesse suportar isso, ela sempre seria a menina que Jem tinha amado, até o dia da morte de Jem. Até o dia em que ela morresse. Ele não trairia Jem, mesmo após a morte. Se fosse qualquer outra pessoa, qualquer outra pessoa no mundo, mas ela não ama nenhuma outra coisa no mundo. Estes eram os meninos que ela amava. Para o bem. E para pior. Ela fez sua voz tão fria quanto pôde. Muito calma. - Disse-lhe o quê? Will só olhou para ela. Não havia luz em seus olhos, igual a quando ele tinha trancado a porta, quando ele a beijou-a na luz brilhante e alegre. E que ia agora, murchando como o último suspiro de alguém morrendo. Ela pensou em Nate, sangrando até a morte em seus braços. Ela tinha sido impotente para ajudá-lo. Como ela era agora. Ela se sentia como se estivesse assistindo a vida de Will Herondale sangrar, e não havia nada que pudesse fazer para detê-lo. - Jem iria me perdoar, disse Will, mas não havia desespero em seu rosto, sua voz. Ele tinha desistido, Tessa pensou; Will, que nunca desistiu de qualquer luta antes de ter começado. - Ele. . . - Ele faria, disse ela. - Ele nunca poderia ficar com raiva de você, Will, ele te ama muito bem para isso. Eu nem acho que ele iria ter raiva de mim. Mas nesta manhã, ele me disse que achava que iria morrer sem nunca amar alguém como seu pai amava sua mãe, sem nunca ter sido amado de volta. Você quer que eu vá pelo corredor e bata na sua porta e tire isso dele? E você ainda vai me amar, se eu fizer? Will olhou para ela por um longo momento. Em seguida, ele parecia em estado de deformação, como o papel, ele sentou-se na poltrona, e colocou seu rosto em suas mãos. - Você me promete, disse ele. – Que você o ama. O suficiente para se casar com ele e fazê-lo feliz. - Sim, ela disse. - Então, se você o ama, ele disse em voz baixa: - Por favor, Tessa, não diga a ele o que eu te disse. Não diga a ele que eu te amo. - E a maldição? Ele não sabe. - Por favor, não diga a ele sobre o que eu falei. Nem a Henry, nem a Charlotte-a ninguém. Devo lhes dizer, em meu tempo, do meu jeito. Finja que eu não disse nada para você. Se você se preocupa comigo, Tessa. . . - Eu não vou dizer a ninguém, disse ela. - Eu juro. Eu prometo pelo meu anjo. Anjo da minha mãe. E, Will. . . Ele baixou as mãos, mas ele ainda não conseguia olhar para ela. Ele estava segurando os lados da poltrona, os nós dos dedos brancos. - Eu acho que é melhor você ir, Tessa. Mas ela não podia suportar. Não quando ele estava olhando como se estivesse morrendo por dentro. Mais do que tudo, ela queria ir e colocar os braços ao redor dele, beijar seus olhos fechados, fazê-lo sorrir de novo.


- O que você tem sofrido, disse ela, desde 12 anos de idade - teria matado a maioria das pessoas. Você sempre acreditou que ninguém amou você, que ninguém poderia amar você, como sua sobrevivência era a prova de que eles não fizeram. Mas Charlotte ama. E Henry. E Jem. E sua família. Todos eles sempre te amaram, Will Herondale, por que você não pode esconder o que há de bom em si mesmo, por muito que tente. Ele levantou a cabeça e olhou para ela. Ela viu a chama do fogo refletida em seus olhos azuis. - E você? Você me ama? Suas unhas se cravaram em suas palmas. - Will, disse ela. Ele olhou para ela, quase através dela, cegamente. - Você me ama? - Eu. . . Ela tomou uma respiração profunda. Doeu. - Jem esteve certo sobre você todo esse tempo. Você é melhor do que eu dei o crédito. Você não terá dificuldade em encontrar alguém para amar você, Will, alguém por quem você irá lhe dá seu coração. Mas eu. . . Ele fez um som parecido com uma risada e sufocando um suspiro. - Dá meu coração, ele disse. - Você acredita que essa não é a única vez que tenham dito isso para mim? Ela balançou a cabeça, perplexa. - Will, eu não tenho - Você nunca poderá me amar, ele disse, sem rodeios, e quando ela não respondeu, quando ela não disse nada, ele estremeceu, um arrepio percorreu seu corpo e ele se afastou da poltrona sem olhar para ela. Ele levantou-se com dificuldade e atravessou a sala, tateando o trinco da porta; ela assistiu com a mão na boca, depois do que pareceu uma eternidade ele saiu para o corredor, batendo a porta atrás de si. Will, ela pensou. Will é você? As costas dos seus olhos doíam. De alguma forma, ela descobriu que estava sentada no chão em frente da grelha do fogo. Ela olhou para as chamas, esperando as lágrimas para vir. Nada aconteceu. Depois de um longo tempo de forçá-los a sair, ao que parece, ela tinha perdido a capacidade de chorar. Ela pegou o poker para atiçar a lareira e dirigiu a ponta dele nas brasas, sentindo o calor em seu rosto. O pingente de jade em torno de sua garganta aquecido, quase queimando sua pele. Ela retirou o poker para fora do fogo. Ele brilhava vermelho como um coração. Ela fechou a mão ao redor da ponta. Por um momento, ela não sentiu absolutamente nada. E então, como se de uma distância muito grande, ouviu-se gritar, e foi quando uma chave girou dentro de seu coração, liberando as lágrimas finalmente. O poker caiu no chão. Quando Sophie veio correndo depois de ouvir o grito dela, ela encontrou Tessa de joelhos perto do fogo, ela levou a mão queimada pressionada contra o peito, soluçando como se seu coração fosse quebrar.

Foi Sophie que levou Tessa para seu quarto, colocou a sua camisola e depois na cama. Sophie lavou a mão queimada de Tessa com uma flanela macia e colocou uma pomada que cheirava a ervas e especiarias, ela lhe disse que Charlotte tinha usado a mesma pomada em sua bochecha quando ela chegou ao Instituto.


- Você acha que eu vou ter uma cicatriz? Tessa perguntou, mais por curiosidade do que por ela se importar de uma forma ou de outra. A queimadura, e o choro que seguiu parecia ter ajudado a liberar toda a emoção dela. Ela se sentia tão leve e ocacomo uma concha. - Provavelmente um pouco, mas não como a minha, disse Sophie, arrumando a bandagem novamente em torno da mão de Tessa. – Queimadura é uma dor terrível, ainda bem que tenho a pomada para passar e aliviar. Você vai ficar bem. - Não, eu não acho, disse Tessa, olhando para sua mão, e depois para Sophie. Sophie, linda como sempre tão calma e paciente em seu vestido preto e chapéu branco, seus cachos em torno de seu rosto. - Me desculpe novamente, Sophie, disse ela. - Você estava certa sobre Gideão, e eu estava errada. Eu deveria ter te escutado. Você é a última pessoa no mundo a se deixar levar por homens tolos. A próxima vez que você dizer que alguém é digno de confiança, eu acreditarei em você. O sorriso de Sophia se iluminou e fez que até sua cicatriz foi esquecida. - Eu entendo por que você disse isso. - Eu deveria ter confiado em você - Eu não devia ter ficado chateada, Sophie disse. - A verdade é que eu não tinha certeza do que ele ia fazer. Eu não tinha certeza até que ele voltou junto com a carruagem, e com tudo o que ele fez por nós no finalmente. - Deve ser bom, Tessa disse brincando com as roupas de cama - Que ele vai viver aqui. Ele vai ficar perto de você. - Vai ser a pior coisa do mundo, disse Sophie, e de repente seus olhos estavam cheios de lágrimas. Tessa congelou de horror, imaginando o que ela poderia ter dito tão errado. As lágrimas ficaram nos olhos de Sophie, sem cair, fazendo seu brilho verde. - Se ele morar aqui, ele vai me ver como eu realmente sou. A serva. Sua voz falhou. - Eu sabia que nunca deveria ter ido vê-lo quando ele me pediu. A Sra. Branwell não é o tipo de punir seus servos quando se tem encontros e afins, mas eu sabia que era errado de qualquer maneira, porque ele é o que é, e eu sou o que sou, e não pertencemos ao mesmo mundo. Ela levantou suas mãos e enxugou os olhos, e então as lágrimas caíram, derramando-se nas duas bochechas ao longo da cicatriz. - Eu poderia perder tudo, e o que ele estaria perdendo? Nada. - Gideon não é assim. - Ele é filho de seu pai, disse Sophie. - Quem diz que não importa? Não é como se ele fosse se casar com um mundano, mas me ver acender lareiras, fazendo a lavagem e limpeza do Instituto. - Se ele te ama, ele não vai se importar com isso tudo. - As pessoas sempre se importam com tudo. Eles não são tão nobres como você pensa. Tessa pensou em Will, com o rosto entre as mãos, dizendo: Se você o ama, por favor, Tessa, não diga a ele o que eu te disse. - Encontra-se nobreza nos lugares mais estranhos, Soph. Além disso, você realmente quer ser uma Caçadora de Sombras? Você não gostaria de - Ah, mas eu quero isso, disse Sophie. - Mais do que qualquer coisa no mundo. Eu sempre quiz. - Eu nunca soube, Tessa disse, maravilhada. - Eu costumava pensar se me cassasse com Mestre Jem, Sophie pegou no cobertor, em seguida, olhou para cima e sorriu tristemente. - Você não quebrou o seu coração ainda, não é? - Não, disse Tessa. Apenas rasguei o meu próprio em dois. Eu não quebrei seu coração.


Capítulo 22 - Brasas de fogo Oh irmão, os deuses foram bons com você. Dormir, e ser feliz enquanto o mundo durar. Esteja bem enquanto os conteúdos dos anos passam em desgaste; Dê graças pela vida e os amores que atraia; Dê graças pela vida, Ó irmão, e morte, Para o último doce som de seus pés, a respiração Para os presentes que ela lhe deu, graciosos e poucos, Lágrimas e beijos, a sua senhora. -Algernon Charles Swinburne, "O Triunfo do Tempo"

Uma música poderosa estava saindo da porta do quarto de Jem, quando ele bateu na porta. Will parou com suas mãos na maçaneta, o ombro contra a parede se sentindo profundamente exausto, mais cansado do que já esteve em sua vida. A queima de energia que tinha mantido depois que saiu de Cheyne Walk estava agora drenada, e havia agora apenas a escuridão. Ele havia esperado para vê se Tessa iria chamar por ele depois que saiu e bateu a porta da sala de estudos, mas ela não fez. Ele ainda podia vê-lá olhando para ele com seus olhos grandes como nuvens em tempestade de cinza. Jem propôs a mim, e eu disse que sim. Você ama ele? Eu o amo. E agora, ele estava ali de pé em frente a porta de Jem. Ele não sabia se tinha vindo ali para falar com Jem sobre Tessa, ou se era por que ele estava acostumado a ir atrás de conforto, hábito que tinha aprendido durante anos. Ele empurrou a porta aberta, com a luz enfeitiçada iluminando o corredor, e entrou no quarto de Jem. Jem estava sentado no banco, ao pé de sua cama, seu violino equilibrado em seu ombro. Seus olhos estavam fechados, mas os cantos de seus lábios curvaram-se quando seu parabatai entrou no quarto, e ele disse: - Will? É você, Will? - Sim, disse Will. Ele estava de pé dentro da sala, sentindo-se como se não pudesse ir mais longe. Jem parou de tocar e abriu os olhos. - Telemann, disse ele. - Fantasia em Mi bemol maior. Ele guardou o violino e o arco. Bem, entre, então. Você está me deixando nervoso, ali de pé. Will deu mais alguns passos para dentro. Ele tinha passado tanto tempo neste quarto, assim como ele no seu próprio. Jem tinha coleção de livros de música, sabia o lugar onde ele guardava seu violino quando não estava tocando, as janelas que permitinham manchas de luz solar entrar no quarto. O banco que ele trouxe de Xangai. A bengala de jade, inclinando-se contra a parede. A caixa com o Kwan Yin que guardava as drogas JEM. A poltrona em que Will passou incontáveis noites, observando o sono Jem, contando suas respirações e orando. Jem olhou para ele. Seus olhos eram luminosos; nenhuma suspeita sobre ele, só a felicidade simples ao ver seu amigo. - Estou feliz por você estar aqui.


- Eu também, disse Will rispidamente. Ele se sentiu estranho, e se perguntou se Jem podia sentir isso. Ele nunca se sentiu estranho em torno de seu parabatai antes. Eram as palavras, pensou ele, lá na ponta da língua, implorando para serem ditas. Você sabe disso, não é, James? Sem Tessa não há nada para mim, sem alegria, sem luz, sem vida. Se você me amasse, você iria me deixar tê-la. Você não pode amá-la como eu. Ninguém pode. Se você é verdadeiramente meu irmão, você faria isso por mim. Mas as palavras não ditas permaneceram, e Jem se inclinou para frente, sua voz baixa e confiante. - Will. Tem algo que eu queria dizer a você, e não quando todo mundo estiver por perto. Will se preparou. Era isso. Jem estava para dizer-lhe sobre o noivado, e ele ia ter que fingir ser feliz, e não está doente de tristeza, o que ele queria desesperadamente desmostrar. Ele enfiou as mãos nos bolsos. - E o que é isso? O sol brilhou no cabelo de Jem quando ele abaixou a cabeça. - Eu deveria ter falado com você antes. Mas nós nunca discutimos o tema de amor, entre nós, e com você é tão cínico. . . Ele sorriu. - Eu pensei que você ia zombar de mim por isso. E, além disso, eu nunca pensei que havia uma chance de ela retornar os meus sentimentos. - Tessa, disse Will. O nome dela era como facas em sua boca. O sorriso de Jem estava luminoso, iluminando todo o seu rosto, e qualquer esperança que tinha abrigado em alguma câmara secreta de seu coração de que talvez Jem realmente não a ama, se foi, como a névoa diante de um vento forte. - Você nunca se esquivou de suas funções, Jem disse. - E eu sei que você teria tudo para salvar Tessa no armazém de chá. Mas eu não pude deixar de pensar, que talvez a razão para que você estivesse tão determinado a salvá-la, era porque você sabia o que ela significava para mim. Ele inclinou a cabeça para trás, seu sorriso incandescente. – Acha que sou um idiota? - Você é um idiota, disse Will, e engoliu em seco, além de sua garganta seca. - Mas, você está correto. Eu sei o que ela significa para você. Jem sorriu. Sua felicidade estava impressa em todo seu rosto, seus olhos, pensou Will, ele nunca tinha visto algo parecido com isso antes. Ele sempre pensou em Jem como uma presença calma e pacífica, e que a alegria e a raiva eram muito radical como emoção humana para ele. Ele percebeu agora que estava completamente errado; Jem simplesmente não haviam sido feliz antes disso. Não, desde que seus pais morreram, Will imaginava. Mas Will nunca considerou. Ele se preocupava na segurança de Jem e se ele tava sobrevivendo, mas não se ele era feliz. Jem é o meu grande pecado. Tessa tinha razão, pensou ele. Ele queria que ela terminasse com Jem, a qualquer custo, agora ele percebeu que não faria isso, não poderia. Eu acredito que você sabe o que é honra e dívida, e ele tinha isso com Jem, e ele quis dizer isso. Ele devia Jem sua vida. Ele não poderia tomar de Jem a coisa que ele mais queria do que qualquer outra coisa. Mesmo que isso significasse a sua felicidade própria, pois Jem não era apenas alguém a quem ele devia uma dívida que nunca poderia ser reembolsado, mas, como a aliança de um parabatai diz, alguém que você ame como a sua própria alma.


Jem não parecia apenas feliz, mas mais forte, Will pensou, com cor saudável em seu rosto, as costas retas. - Eu deveria pedir desculpas, disse Jem. - Eu estava muito chateado sobre os den ifrits. Eu sei que você estava apenas à procura de consolo. - Não, você estava certo nisso. - Eu não estava. Jem levantou-se. - Se eu fui duro com você, foi porque eu não suporto ver você se tratar como se não valesse nada. Qualquer parte de você pode agir ao contrário, eu vejo como realmente é, meu irmão de sangue. Não apenas melhor do que você finge ser, mas melhor do que a maioria das pessoas poderia ser. Ele colocou a mão no ombro de Will, suavemente. - Você vale muito, Will. Will fechou os olhos. Ele se lembrou do basalto negro da sala do Conselho, os dois círculos queimando no chão. Jem no círculo com Will, ele juntos no mesmo espaço, circunscrito pelo fogo. Seus olhos ainda eram pretos em seu rosto pálido. Will se lembrou das palavras de juramente de parabatai. Para onde fores, eu irei; onde tu morres, eu vou morrer, e ali serei sepultado: Que o Anjo faça isso por mim, se outra coisa que não te parte a morte e eu. Essa mesma voz falou de novo com ele agora. - Obrigado pelo que fez para a Tessa, disse Jem. Will não podia olhar para Jem, ele olhou para a parede, onde suas sombras estavam misturadas em relevo, de modo que não se poderia dizer de onde um menino terminava e o outro começava. - Obrigado por assistir o irmão Enoque puxar os cacos de metal das minhas costas, disse ele. Jem riu. - Para que serve mais os parabatais?

A câmara do Conselho foi coberto com bandeiras vermelhas cortadas com runas negras; Jem sussurrou para Tessa que eram runas de decisão e julgamento. Eles tomaram seus assentos na frente, em uma linha que também continha Henry, Gideon, Charlotte, e Will. Tessa não tinha falado com Will desde do dia anterior, ele não tinha estado no café da manhã, e tinha se juntado a eles no pátio a tarde, ainda abotoando o casaco enquanto corria pelas escadas. Seu cabelo escuro estava desgrenhado, e ele parecia como se não tivesse dormido. Ele parecia estar tentando evitar olhar para Tessa, e ela, por sua vez, evitou seu olhar, e ela podia sentir isso sacudindo sobre ela de vez em quando, como manchas quentes de desembarque de cinzas em sua pele. Jem era um perfeito cavalheiro, o noivado ainda era segredo, e ele não ficou sorrindo para ela toda vez que ela olhava para ele, ele se comportou em de uma maneira fora do comum. Quando eles se estabeleceram em seus lugares no Conselho, ela sentiu-o escovar-lhe o braço com os dedos da mão direita, gentilmente, antes de passar a mão. Ela podia sentir Will observá-los, a partir do final da fila de onde estava sentado. Ela não olhou para ele. Em um lugar na plataforma elevada no centro da câmara estava Benedict Lightwood, seu perfil de águia se afastou da massa do Conselho, sua mandíbula definida. Ao lado dele estava Gabriel, que, como Will, parecia exausto e com a barba por fazer. Ele olhou uma vez para seu irmão quando Gideon entrou na sala, e em seguida, se afastou quando Gideon tomou


o seu lugar, deliberadamente, entre os Caçadores de Sombras do Instituto. Gabriel mordeu o lábio e olhou para seus sapatos, mas não se moveu de onde estava sentado. Ela reconheceu alguns rostos mais na platéia. A Tia de Charlotte, Callida estava lá, como também Aloysius Starkweather - apesar de como ele tinha se queixado, sem dúvida, não parecia ter sido convidado. Seus olhos se estreitaram quando caíram sobre Tessa, e ela virouse rapidamente para frente da sala. - Nós estamos aqui, disse o cônsul Wayland, quando tomou seu lugar ante o púlpito com o Inquisidor sentado à sua esquerda, - Para determinar em que extensão Charlotte e Henry Branwell foram de ajuda para a Clave durante a quinzena passada em matéria de Axel Mortmain, e se, como Benedict Lightwood colocou em um questão, o Instituto de Londres estaria melhor nas mãos de outros. O Inquisidor estava segurando algo que brilhava prata e preto em suas mãos. - Charlotte Branwell, por favor, venha até o púlpito. Charlotte se levantou, e subiu as escadas para o palco. O Inquisidor baixou a Espada Mortal, e Charlotte colocou as mãos em torno da lâmina. Em uma voz tranquila, ela contou os acontecimentos das últimas duas semanas, procurando Mortmain em recortes de jornais e histórico de contas, a visita a Yorkshire, a ameaça contra os Herondales, descobrindo a traição de Jessie, a luta no armazém, a morte de Nate. Ela não mentiu, embora Tessa estava consciente quando deixou de fora um detalhe aqui ou ali. Aparentemente, a Espada Mortal poderia ter isso se quissesse. Houve vários momentos durante o discurso de Charlotte, quando os membros do Conselho reagiram de forma audível: respirar bruscamente, arrastando os pés, principalmente para a revelação do papel de Jessamine no processo. - Eu sabia que seus pais, Tessa ouviu tia Callida dizendo do fundo da sala. - Péssimos negócios, terrível! - E a menina está onde agora? O inquisidor exigiu. - Ela está nas células da Cidade do Silêncio, disse Charlotte, aguardando punição por seu crime. Eu informei o cônsul de seu paradeiro. O Inquisidor, que estava andando para cima e para baixo na plataforma, parou e olhou Charlotte sutilmente no rosto. - Você diz que esta menina era como uma filha para você, ele disse, e você ainda a entregou aos Irmãos de bom grado? Por que você faria uma coisa dessas? - A lei é dura, disse Charlotte, mas é a lei. A boca do cônsul Wayland se inclinou no canto. – E você disse que ela seria muito suave com os malfeitores, Benedict, disse ele. Algum comentário? Benedict levantou-se, ele tinha claramente decidito usar mangas mais longas hoje, e elas se projetavam brancas como a neve, das mangas de seu escuro e sob medida casaco. - Eu tenho um comentário, disse ele. - Eu sinceramente apoio Charlotte Branwell em sua liderança do Instituto, e renuncio a minha reivindicação dele. Um murmúrio de incredulidade percorreu a multidão. Benedict sorriu agradavelmente. O Inquisidor se virou e olhou para ele, incrédulo. - Então você está dizendo, ele repetiu, que apesar desses Caçadores de Sombras terem matado Nathaniel Gray, de serem os responsaveis por sua morte causando com que nossa


única ligação com Mortmain tenha sido perdida, que mais uma vez eles abrigaram um espião sob seu telhado e do fato de que deles ainda não saberem onde Mortmain está, que com tudo isso você recomenda Charlotte e Henry Branwell para continuar no comando do Instituto? - Eles podem não saber onde Mortmain está, disse Benedict, mas eles sabem quem ele é. Como o grande mundano estrategista militar Sun Tzu disse em A Arte da Guerra: "Se você sabe quem são seus inimigos e conhece a si mesmo, você pode ganhar cem batalhas sem uma única derrota." Nós sabemos agora que Mortmain realmente é - Um homem mortal, não um ser sobrenatural, um homem com medo da morte, um homem dobrado em vingança para o que ele considera ser o assassinato imerecido de sua família. Ele também não tem compaixão por Feiticeiros. Ele utilizou lobisomens para ajudá-lo a construir o seu exército mecânico rapidamente, alimentando-os com drogas para manter eles trabalhando o tempo todo, sabendo que as drogas iriam matar os lobos e garantir seu silêncio. A julgar pelo tamanho do armazém ele usou um grande número de trabalhadores empregados, seu exército mecânico será considerável. E, a julgar por suas motivações e os anos em que ele refinou suas estratégias de vingança, ele é um homem que não pode ser fundamentado, não pode ser dissuadido, não pode ser interrompido. Devemos nos preparar para uma guerra. E isso nós não sabiamos antes. O Inquisidor olhou para Benedict, de lábios finos, como se suspeitasse que algo desagradável estava acontecendo, mas não podia imaginar o que poderia ser. - Preparar-se para uma guerra? E como você sugere que façamos isso, é claro, com toda esta informação valiosa supostamente que os Branwells têm adquirido? Benedict encolheu os ombros. - Bem, é claro que será o Conselho que irá decidir sobre o tempo. Mas Mortmain tentou recrutar pessoas poderosas, tais como Scott Woolsey e Camille Belcourt para a sua causa. Podemos não saber onde ele está, mas agora sabemos os seus caminhos, e nós podemos prendê-lo na medida em que descobrimos mais informações. Talvez possamos nos aliar com alguns dos líderes mais poderosos do submundo. Charlotte parece ter todos eles bem na mão, você não acha? Um riso fraco correu em torno do Conselho, mas eles não estavam rindo de Charlotte, eles estavam sorrindo com Benedict. Gabriel estava assistindo seu pai, seus olhos verdes queimando. - E o espião no Instituto? Será que você não chama isso de um exemplo de seu descuido?, Disse o Inquisidor. - Nem um pouco, disse Benedict. Ela lidou com a questão rapidamente e sem compaixão. Ele sorriu para Charlotte, um sorriso como uma navalha. Eu retiro a minha afirmação anteriormente sobre ela ser amável. É evidente que ela é tão capaz de lidar com justiça sem piedade para qualquer homem. Charlotte empalideceu, mas não disse nada. Suas mãos estavam muito apertadas ainda na Espada. O cônsul Wayland suspirou audivelmente. - Eu gostaria de ter chegado a esta conclusão, há quinze dias, Benedict, e nos salvar de todos estes problemas. Benedict encolheu os ombros elegantemente. - Eu pensei que ela precisava ser testada, disse ele. - Felizmente, ela passou no teste. Wayland balançou a cabeça. - Muito bem. Vamos votar. Ele entregou o que parecia ser um recipiente de vidro parao inquisidor, que renunciou entre a multidão e entregou o frasco para a mulher sentada


na primeira cadeira da primeira fileira. Tessa observou fascinado quando ela curvou a cabeça e sussurrou no frasco, em seguida, passou para o homem à sua esquerda. Enquanto o frasco fez o seu caminho ao redor da sala, Tessa sentiu Jem deslizar suas mãos na dela. Ela pulou, embora suas saias volumosas, ela suspeitava, em grande parte escondeu suas mãos. Ela entrelaçou os dedos aos seus magros, delicados e fechou os olhos. Eu o amo. Eu o amo. Eu o amo. E, de fato, seu toque a fez estremecer, embora também a fez querer chorar, com amor, com confusão, com desgosto, lembrando-se da expressão no rosto de Will quando lhe disse que ela e Jem estavam noivos, e vê a felicidade sair dele como um fogo encharcado pela chuva. Jem tirou a mão dela para levar o frasco a Gideão, ao seu outro lado. Ela ouviu-o sussurrar “Charlotte Branwell”, deepois ele passou o frasco sobre ela, com Henry sobre seu outro lado. Ela olhou para ele, e ele deve ter interpretado mal a infelicidade em seus olhos, porque ele sorriu para ela encorajador. - Vai dar tudo certo, disse ele. Eles vão escolher Charlotte. Quando o frasco acabou sua viagem, ele foi transferido de volta para o inquisidor, que o presenteou com um floreio para o cônsul. O cônsul tomou o frasco e, colocando-o na estante antes dele, colocou uma runa no vidro com sua estela. O frasco tremeu, como uma chaleira a ferver. Um fumo branco saiu e os sussurros foram coletados de centenas de Caçadores de Sombras. As palavras escritas no ar. CHARLOTTE BRANWWELL. Charlotte deixou cair às mãos da Espada Mortal, quase cedendo em junto. Henry fez um barulho de felicidade e jogou seu chapéu no ar. A sala estava cheia de vibração e confusão. Tessa não podia impedir-se de olhar para baixo na linha para Will. Ele tinha afundado em sua cadeira, sua cabeça para trás, os olhos fechados. Ele parecia branco e escorrido, como se este último pedaço de negócio tinha tomado o restante de sua energia. Um grito rasgou o burburinho. Tessa estava de pé em alguns momentos, girando ao redor. Era a tia de Charlotte, Callida que estava gritando, com sua elegante cinza jogada para trás e seu dedo apontando para o céu. Suspiros correu ao redor da sala quando os outros Caçadores de Sombras seguiram seu olhar. O ar acima deles foi preenchido com dezenas de zumbido de criaturas pretas de metal, como besouros de aço enormes com asas pretas e acobreados, fechando na frente e através do ar, enchendo a sala com o som metálico feio de zumbido. Um dos besouros de metal mergulhou e ficou na frente de Tessa, apenas ao nível dos seus olhos, fazendo um som de clique. Estava sem olhos, embora houvesse uma placa circular de vidro na parte da frente plana da sua cabeça. Ela sentiu Jem chegar perto de seu braço, tentando puxá-la para longe dele, mas ela se afastou, impaciente, e agarrou-lhe o chapéu da cabeça dela, e bateu com ele em cima da coisa, prendendo-a entre seu chapéu e o assento de sua cadeira. Ele imediatamente ficou enfurecido, com um estridente zumbido. - Henry, ela chamou. Henry, eu tenho uma das coisas. Henry apareceu atrás dela, sua face rosa, e olhou para o chapéu. Um pequeno orifício estava na abertura no lado do veludo elegante cinza onde a criatura mecânica estava rasgando. Com uma maldição Henry trouxe seu punho com força, esmagando o chapéu e a coisa dentro dele contra o assento. Ele tonto ainda.


Jem atingiu novamente e levantou o chapéu amassado com cautela. O que estava deixado sob uma dispersão de peças de um metal - asa, um chassi quebrado, e tocos de pernas de cobre. - Ugh, disse Tessa. - É tão - nojento. Ela olhou para cima quando um outro grito atravessou a sala. Os insetos criaturas estavam reunidos em um redemoinho negro no centro da sala, enquanto ela olhava, eles rodaram mais rápido e depois desaparecaram, como um preto besouro sugados pelo ralo. - Desculpe sobre o chapéu, disse Henry. - Eu vou te dá outro de volta. - Outro chapéu, disse Tessa quando os gritos do Conselho de raiva ecoaram pela sala. Ela olhou em direção ao centro da sala, o cônsul estava com a Espada Mortal brilhante em sua mão, e por trás dele estava Benedict, com seu rosto de pedra, com olhos como gelo. - Claramente, temos coisas maiores para se preocupar.

- É um tipo de câmera, disse Henry, segurando os pedaços da criatura de metal esmagado em seu colo enquanto o transporte seguia para casa. – Sem Jessamine, Nate, ou Benedict, Mortmain deve estar sem espiões humanos de confianças que não podem se comunicar com ele. Então ele enviou estas coisas Ele cutucou um caco.; os pedaços estavam reunidos nos destroços do chapéu de Tessa, encima de seu colo enquanto eles trabalhavam junto. - Benedict não parecia muito contente de ver as coisas, disse Will. - Ele deve saber que Mortmain já sabe sobre sua deserção. - Era uma questão de tempo, disse Charlotte. - Henry, podem aqueles gravar som como um fonoautógrafo, ou simplesmente fotos? Eles estavam voando tão rapidamente. - Eu não tenho certeza. Henry franziu a testa. - Vou ter de examinar as partes mais de perto na cripta. Não consigo encontrar mecanismo de obturador, mas isso não significa que Ele olhou para os rostos incompreensivos focados nele, e encolheu os ombros. - Em qualquer caso, ele disse, - talvez não seja a pior coisa para o Conselho dar uma olhada em invenções de Mortmain. Uma coisa é ouvir falar deles, outro é ver o que ele está fazendo. Você não acha, Lottie? Charlotte murmurou uma resposta, mas Tessa não ouviu. Sua mente estava presa em uma coisa mais peculiar que ocorreu apenas depois que ela deixou as câmaras do Conselho e estavam à espera de transporte, os Branwells. Jem tinha acabado de se afasar dela para falar com Will, quando a aba de uma negra capa chamou sua atenção, e Aloysius Starkweather foi até ela, seu rosto grisalho feroz. - Srta Gray, ele falou. O jeito que essa criatura mecânica se aproximou de você ... Tessa tinha ficado em silêncio, olhando - esperando por ele para acusá-la de alguma coisa, embora não pudesse imaginar o que. - Está tudo bem? Ele disse, de forma abrupta e, finalmente, o seu sotaque de Yorkshire parecendo de repente muito pronunciado. – Eles te prejudicaram querida? Lentamente Tessa tinha sacudido a cabeça. - Não, senhor Starkweather. Muito obrigado por sua pergunta para o meu bem-estar, mas não .


Então Jem e Will se viraram e estavam olhando. Como se consciente de que ele estava chamando a atenção, Starkweather tinha assentido uma vez, bruscamente, e virou-se para sair, seu manto esfarrapado soprando atrás dele. Tessa não tinha idéia do que poderia está acontecendo. Ela apenas pensou em seu breve tempo na cabeça de Starkweather, e o espanto que sentiu quando ele primeiro a viu, quando o carro parou antes do Instituto. Aliviada por estar livre de seu apertado espaço, os Caçadores de Sombras e Tessa sairam para a unidade. Havia uma lacuna na cobertura de nuvens cinza sobre a cidade, e a luz do sol amarelo limão derramava para baixo, fazendo com que o brilho fossem vistos a frente. Charlotte começou a falar com eles, mas Henry parou, puxando-a para perto com o braço que não estava segurando o chapéu destruído de Tessa. Tessa viu o primeiro vislumbre de felicidade entre eles desde ontem. Ela realmente queria cuidar de Charlotte e Henry, ela percebeu, e queria vê-los feliz. - O que devemos lembrar é que tudo correu bem como esperamos, disse Henry, segurando-a com força. - Estou tão orgulhoso de você, querida. Tessa teria esperado um comentário sarcástico de Will neste momento, mas ele estava olhando em direção ao portão. Gideon parecia envergonhado, Jem, como se estivesse satisfeito. Charlotte se afastou de Henry, corando furiosamente e endireitou o chapéu, mas obviamente muito satisfeita. - Você realmente está, Henry? - Absolutamente! Não só a minha mulher é bonita, mas ela é brilhante, e o seu brilho deve ser reconhecido! - Isso, disse Will, ainda olhando em direção as portas, - é o momento em que Jessamine teria lhe pedido para parar porque você estaria a fazendo ficar doente. O sorriso desapareceu do rosto de Charlotte. - Pobre Jessie. . . Mas a expressão de Henry era estranhamente rígida. - Ela não deveria ter feito o que fez, Lottie. Não é culpa sua. Podemos apenas esperar que o Conselho lide com sua indulgência. Ele limpou a garganta. - E vamos parar de conversar sobre Jessamine hoje, não é? Esta noite é de comemoração. O Instituto ainda é nosso. Charlotte sorriu para ele, com tanto amor nos olhos que Tessa tinha de olhar para longe, em direção ao Instituto. Ela piscou. E no alto da parede de pedra, seus olhos encontraram um lampejo de movimento. Uma cortina se contorceu para longe do canto de uma janela, e viu um rosto pálido olhando para baixo. Sophie, procurando Gideon? Ela não podia ter certeza, ela saiu assim que como tinha aparecido.

Tessa arrumou o vestido com especial cuidado naquela noite, um dos vestidos novos que Charlotte havia fornecido a ela: cetim azul cheios de formados de coração cortados, decote arredondado sobre o qual foi fixado um chemisette de renda Mechlin. As mangas eram curtas, mostrando seus longos braços brancos, e ela usava o cabelo em cachos, preso cima e para trás, um penteado entrelaçado com prendedores azuis. Tessa não percebeu até depois de que Sophie tinha cuidadosamente fixados em seu cabelo que viu que eles eram da cor dos


olhos de Will, e queria de repente retirá-los, mas é claro que ela não fez nada do tipo, apenas agradeceu Sophie por seus esforços e elogiou-lhe sinceramente sobre como lindamente seu cabelo tinha ficado. Sophie saiu antes que ela agradecesse, para ir e ajudar Bridget na cozinha. Tessa sentou-se automaticamente na frente do espelho para morder os lábios e beliscar as bochechas. Ela precisava da cor, ela pensou. Ela estava pálida. O pingente de jade estava empurrado para baixo sob a renda Mechlin, onde não podia ser visto; Sophie olhou para ele enquanto Tessa se vestia, mas não tinha comentado nada. Ela pegou o pingente de anjo mecânico e prendeu-o, também, em torno de sua garganta. Sentou-se abaixo o pingente, apenas sob suas clavículas, e firmou-a com o seu relógio. Não havia nenhuma razão que não pudesse usar ambos, não é mesmo? Quando saiu para o corredor, Jem estava esperando por ela. Seus olhos brilharam quando a viu, e depois de um olhar de cima a baixo no salão, ele foi em sua direção e beijou-a na boca. Ela quis se derreter no beijo, para dissolver contra ele como tinha feito antes. Sua boca era suave na dela e com sabor doce, e sua mão quando segurou seu pescoço era forte e suave. Ela aproximou-se dele, querendo sentir a batida de seu coração. Ele recuou, ofegante. - Eu não ia fazer isso. . . Ela sorriu. - Eu acho acabou de fazer, James. - Não depois que eu vi você, disse ele. - Eu queria apenas te perguntar se eu poderia levá-la para jantar. Mas você parece tão bonita. Ele tocou em seu cabelo. - Eu tenho medo de mostrar muita paixão e começar a derramar pétalas, como uma árvore no outono, no entanto. - Bem, você pode, disse ela. - Acompanhe-me para jantar, apenas assim. - Obrigado. Ele correu os dedos levemente sobre suas maçãs do rosto. - Eu pensei que iria acordar esta manhã e teria sido um sonho, com você dizendo sim para mim. Mas não foi. Foi? Seus olhos procuraram o rosto. Ela balançou a cabeça. Ela podia sentir as lágrimas na parte de trás de sua garganta e estava feliz com as luvas de pelica que escondiam a queimadura na mão esquerda. - Eu sinto muito que você esteja começando um vida tão ruim ao meu lado, Tessa, disse ele. Nos últimos anos, eu quero dizer. Não se espera que seu noivo morra quando se tem apenas 16. - Você tem 17. Muito tempo para encontrar uma cura, ela sussurrou. - E nós vamos. Encontrar uma. Eu estarei com você. Para sempre. - Agora, eu acredito, disse ele. - Quando duas almas são como uma, elas ficam juntas na vida. Eu nasci para este mundo para te amar, e eu a amarei na próxima vida, e depois disso. Ela pensou em Magnus. Estamos acorrentados a esta vida por uma corrente de ouro, e não ousamos romper com isso por medo do que está para além da queda. Ela entendeu o que ele quis dizer agora. Imortalidade era um presente, mas não sem uma de suas conseqüências. Porque, se eu sou imortal, pensou ela, eu tenho apenas isso, uma vida. Eu não vou morrer e encontrar como você, James. Eu não vou vê-lo no Céu, ou nas margens do grande rio, ou em qualquer lugar na vida além desta. Mas ela não disse isso. Ela iria machucá-lo, e se havia alguma coisa que sabia ser verdade, era que um forte desejo irracional de protegê-lo da dor, e se interpor entre ele e decepção, entre ele e dor, entre ele e a morte, e combatê-los todos de volta como Boadicea


lutou de volta com os romanos. Ela estendeu a mão e tocou seu rosto em vez disso, e ele colocou seu rosto contra seu cabelo, seu cabelo cheio de flores da cor dos olhos de Will, e eles ficaram assim, entrelaçados, até que o sino do jantar tocou uma segunda vez. Bridget podia ser ouvida cantando tristemente na cozinha, havia superado a si mesma na sala de jantar, colocando velas em suportes de prata em todos os lugares de modo que o lugar todo brilhava com a luz. Rosas e orquídeas flutuavam em tigelas de prata sobre a toalha de linho branco. Henry e Charlotte presidiam a chefia da mesa. Gideon, vestido em roupas de noite, estava sentado com os olhos fixos em Sophie enquanto ela entrava e saía do quarto, embora ela parecia estar cuidadosamente evitando seus olhares. E ao lado dele estava Will. Eu amo Jem. Vou me casar Jem. Tessa tinha repetido isso a si mesma até o fim do corredor, mas fez pouca diferença, pois seu coração bateu doentiamente em seu peito quando ela viu Will. Ela não tinha visto ele em sua roupa de noite, desde noite da festa, e, apesar de parecer pálido e doente, ele ainda parecia ridiculamente bonito nele. - É a sua cozinheira cantando? Gideon estava perguntando em tom reverente quando Jem e Tessa entraram e Henry olhou para cima, ao vê-los, sorriu com seu rosto amigável e sardento. - Estava começando a me perguntar onde estavam os dois, ele começou. - Tessa e eu temos uma notícia, Jem explodiu. Sua mão encontrando a de Tessa, e segurou-a, ela ficou congelada quando os três rostos curiosos se viraram para eles, e quatro, se você contasse com Sophie, que acabara de entrar na sala. Will ficou sentado onde estava, olhando para a bacia de prata na frente dele; uma rosa branca estava flutuando, e ele parecia preparado para olhar para eles. Na cozinha Bridget ainda estava cantando uma de suas terríveis músicas triste; as letras entravam através da porta: "'Durante uma festa de noite, fui tomar o ar, Eu ouvi uma empregada fazendo-a gemer; Disse: 'Vistes o meu pai? Ou viu-vos a minha mãe? Ou viu vós o meu irmão John? Ou viu vós o rapaz que eu mais amo, E o nome dele é doce William? “ Eu posso matá-la, Tessa pensou. Deixe-a fazer uma música sobre isso. - Bem, o que você tem a nos dizer agora, disse Charlotte, sorrindo. - Não nos deixe pendurados em suspense, Jem! Jem levantou as mãos unidas e disse, - Tessa e eu estamos prestes a nos casar. Eu perguntei a ela, e ela aceitou-me. Houve um silêncio chocado. Gideon olhou espantado - Tessa se sentiu um pouco triste por ele, em uma espécie de forma destacada e Sophie estava segurando um jarro creme, com a boca aberta. Tanto Henry e Charlotte olharam assustado fora de seu juízo. Nenhum deles poderia ter esperado isso, Tessa pensou, o que Jessamine tinha dito sobre a mãe de Tessa ser um Caçadora de Sombras, ela ainda era um ser do Submundo, e Caçadores de Sombras não se casavam com seres do Submundo. Até este momento isso não havia ocorrido a ela. Ela pensou que de alguma forma eles iriam dizer a todos separadamente, com cuidado, não que Jem iria deixar escapar-lo em uma febre de felicidade alegre na sala de jantar. E ela pensou: Oh, por


favor, sorriam. Por favor, nos parabenizem. Por favor para não estragar isso para ele. Por favor. O sorriso de Jem tinha começado a muchar, quando Will levantou-se a seus pés. Tessa respirou fundo. Ele era bonito vestido de noite, e era verdade, mas ele sempre foi bonito, havia algo de diferente nele agora, no entanto, uma camada mais profunda de azul em seus olhos, rachaduras no duro e na armadura perfeita em torno de si que permitem se vê através de uma chama de luz. Este era um novo Will, um Will diferente, um Will que ela tinha apenas alguns vislumbres de-um-Will que talvez só Jem já tivesse realmente conhecido. E agora ela nunca iria conhecê-lo. O pensamento penetrou-a com uma tristeza, como se estivesse lembrando-se que alguém que havia morrido. Ele ergueu o copo de vinho. - Eu não sei de duas pessoas mais finas, disse ele, - e não poderia imaginar melhor notícia. Que suas vidas juntos seja feliz o tempo todo. Seus olhos procuraram Tessa, então deslizou para longe dela, fixação em Jem. - Parabéns, irmão. Uma inundação de outras vozes vieram depois de seu discurso. Sophie levou o jarro para baixo e chegou a abraçar Tessa; Henry e Gideon apertaram a mão de Jem, e Will ficou observando tudo, ainda segurando o copo. Por meio do burburinho de vozes felizes, apenas Charlotte ficou em silêncio, com a mão contra o peito; Tessa se inclinou sobre ela, preocupada. - Charlotte, está tudo bem? - Sim, disse Charlotte, e depois mais alto: - Sim. É que apenas, tenho notícias próprias para dá. Uma boa notícia. - Sim, querida, disse Henry. - Ganhamos o comando do Instituto! Mas todo mundo já sabe. - Não, isso não, Henry. Você - Charlotte fez um som de soluços, metade risos, lágrimas e meio. - Henry e eu vamos ter um filho. Um rapaz. Irmão Enoch me disse. Eu não queria dizer nada antes, masO resto de suas palavras foi abafado pelo grito incrédulo da alegria de Henry. Ele levantou Charlotte inteiramente fora de sua cadeira e jogou seus braços ao seu redor. - Querida, isso é maravilhoso, maravilhoso. Sophie deu um gritinho e bateu palmas. Gideon olhou como se ele estivesse tão envergonhado que poderia concebivelmente morrer no local, e Will e Jem trocaram sorrisos confusos. Tessa não pôde deixar de sorrir também; o prazer de Henry era contagiante. Ele dançou com Charlotte diante da sala e depois colocou a de volta novamente antes de repente parar, horrorizado que valsando pode ser ruim para o bebê, ea sentou na cadeira mais próxima. - Henry, eu sou perfeitamente capaz de andar, Charlotte disse indignada. – Até mesmo dançar. - Minha querida, você está indisposta! Você deve permanecer na cama para os próximos oito meses. Pobre Buford. - Eu não estou nomeando nosso filho de Buford. Eu não me importo se ele terá o nome de seu pai, ou se será um tradicional nome de Yorkshire, Charlotte começou em exasperação, quando uma batida soou na porta, e Cyrill enfiou a cabeça desgrenhada dentro Ele olhou para a cena de alegria na frente dele, e disse, hesitante: - Sr. Branwell, há alguém aqui para ver todos vocês. Henry piscou. - Alguém deseja nos ver? Mas este é um jantar privado, Cyril. E eu não ouvi sino.


- Não, ela é Nephilim, disse Cyrill. - E ela diz que é muito importante. Ela vai esperar. Henry e Charlotte trocaram olhares perplexos. - Bem, tudo bem, então, disse Henry. - Deixe-a, mas diga-lhe que vai ter que ser rápido. Cyril desapareceu. Charlotte levantou-se, alisando seu vestido e acariciando seu cabelo desgrenhado. - Tia Callida, talvez?, Ela disse em uma intrigada voz. - Eu não posso imaginar quem mais. . . A porta se abriu de novo, e Cyril entrou, seguido por uma jovem de cerca 15 anos. Ela usava uma capa preta de viagem sobre um vestido verde. Ainda que Tessa não a tivesse visto antes, ela teria sabido quem era imediatamente reconhecendo-a pelo cabelo preto, pelo azulvioleta de seus olhos, pela graciosa curva de seu pescoço branco, os ângulos delicados de suas características, que completava sua boca. Ela ouviu Will respirar, repentino e violento. - Olá, disse a menina, com uma voz tanto surpreendentemente suave e surpreendentemente firme. - Peço desculpas por interromper a sua hora do jantar, mas eu não tinha mais para onde ir. Eu sou Cecily Herondale. Eu vim para ser treinada como uma Caçadora de Sombras.

DESFECHO DA TRADUÇÃO Bom pessoal, esse é o fim de Príncipe Mecânico. Em breve será lançado Princesa Mecânica, que está sendo prometido como o último livro da série. Nos Estados Unidos, o livro está previsto para lançamento em Março ou Abril de 2013, já aqui para o Brasil, provavelmente para 2014. Sei o quanto é desesperador aguardar o defecho de uma série que amamos, e foi somente por isso que resolvi fazer esse trabalho. Em primeiro lugar foi especialmente para meu próprio beneficio, e depois, bem, acabou sendo tão solicitado por vocês que são tão fãs quando eu da série, que não pude deixar de fazer essa tradução do livro com o maior cuidado que poderia ter. Peços desculpas pela demora, erros e outros detalhes que talvez não tenha sido percebido por mim. Meu inglês não é perfeito ainda, e muita coisa tive que “não” traduzir literalmente, que como muitos sabem, é impossivel de ser feito devido a forma da língua portuguesa. Contei com o meu conhecimento, entendimento e traduções do Google para poder fazer isso dá certo. Príncipe Mecânico, tem promessa para ser lançado no Brasil em março ou abril de 2013, e concerteza, quem adiquir irá notar algumas diferenças, já que a editora irá fazer um trabalho de tradução profissional, mas lembro a vocês, que a alma do livro está 100% garantida e que em síntese ele não será modificado. Agradeço a todos vocês que me incentivaram a continuar com a tradução e as milhares de mensagens que recebi de pessoas de todo o Brasil se solidarizando para me ajudar com a tradução. Fico feliz de ter tido a oportunidade de poder colaborar com a leitura de pessoas que inclusivel são portadoras de deficiancia visual, e que me escreveram para me elogiar e me parabenizar pelo trabalho realizado.


Com isso, agradeço a todos a paciência e nós veremos em breve com Princesa Mecânica, fiquem atentos ao blog e, por favor, se puderem adicionar o blog, ficaria imensamente agradecida. Bjokas a todos.... Roberta Sheyler Blog : http://sonhosliterario.blogspot.com.br/

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