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OPUS

Novembro 2013 #1

EU, BEETHOVEN

Conheça a histórias e as obras desse grande gênio da música clássica

O que Adele e Schubbert tem em comum?

Séries, Filmes, Curiosidades 1

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A vida na Europa no século XVIII


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OPUS

Revista Opus Edição #02 Novembro 2013

Novembro 2013 #1

EU, BEETHOVEN

Conheça a histórias e as obras desse grande gênio da música clássica

A vida na Europa no século XVIII

O que Adele e Schubbert tem em comum?

Séries, Filmes, Séries, Curiosidades Filmes, Curiosidades

Diretor Manuel Tavares Diretores-adjuntos Alfredo Leite, Fernando Santos Subdiretores Jorge Fiel, Paulo Ferreira Diretor de Arte Pedro Pimentel Editor-executivo Rafael Barbosa Joana Amorim, Manuel Molinos, Paula Ferreira, Pedro Ivo Carvalho e Paulo Martins Rapidinhas Alexandra Figueira Saúde António Soares Curiosidades Jorge Pinto, Carla Soares História Jorge Pedroso Faria, Paulo Felizes Artes Emanuel Carneiro, Rui Branco Online Cristina Gomes Agenda Catarina Ferreira

OPUS

Conselho Editorial Alberto Castro, Cristina Azevedo, Gomes Fernandes, Hélder Pacheco, Isabel Marrana, Joaquim Azevedo

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Impressão Naveprinter, Indústria Gráfica do Norte, SA. Lugar da Pinta, km 7,5. EN 14 - Maia. Telf: 229 411 085 Fax: 229 411 084 Distribuição: VASP, Rua da Tascoa, Edifício Bela Vista, 16-4.º, 2745-003 Queluz. Tel. 214337001 Fax 808206133 Direção Comercial Paulo Pereira da Silva. Marketing Carla Ascensão Assinaturas 808 207 702 dias úteis das 9h às 18h assinaturas@opus.com Proprietário e editor: Global Notícias

Sede na Rua de Gonçalo Cristóvão, 195-219, 4049-011 Porto. Tel. 222 096 111 Fax 222 096 140 Filial na Avenida da Liberdade, 266-4.º 1250-149 Lisboa. Tel. 213 187 500 Fax 213 187 434


Carta do Editor

a OPUS

O filósofo John Armstrong defende que são duas coisas diferentes. “Prosperar implica aquilo a que verdadeiramente aspiramos: o melhor uso de nossas capacidades e habilidades; envolvimento em coisas que consideramos valerem a pena; a formação e expressão do melhor em nós”, escreve ele em Como se preocupar menos com dinheiro. “O dinheiro pode comprar os símbolos, mas não as causas da serenidade e alegria de viver.”Certo, mais fácil falar do que viver assim. Especialmente em um mundo que se transforma rapidamente de uma “economia de mercado” para uma “sociedade de mercado”. “Um lugar em que as relações sociais são redefinidas à imagem do mercado”, nas palavras de um outro pensador mergulhado em questões pecuniárias e morais, Michael Sandel.Ele abre seu livro O que o dinheiro não compra com exemplos de como vários aspectos da nossa vida, antes imunes à força da grana, vêm sendo sugados pelo seu reluzente campo gravitacional. Em Santa Ana, na Califórnia, a justiça tem seu preço: por uma diária de US$ 82, um condenado pode comprar um upgrade para uma cela mais confortável. Na Índia, a maternidade vale algo em torno de US$ 6.250, preço oficial de uma barriga de aluguel. E encolher a biodiversidade do planeta, atirando num rinoceronte em extinção, sai pela bagatela de US$ 150 mil na África do Sul. Na reportagem “Como elas multiplicam (ou não)”,, seis mulheres revelam como estão mudando a maneira de lidar com o dinheiro. Da superexecutiva à revendedora de cosméticos, elas personificam uma tendência que aparece há tempos nos gráficos de pesquisas: as mulheres avançam no mercado de trabalho e estão ganhando cada vez melhor – apesar de, nunca é demais lembrar, ainda receberem apenas 72,9% da remuneração masculina. Suas histórias mostram, acima de tudo, como a relação das mulheres com o dinheiro pode ser, por assim dizer, mais rica – não apenas no sentido monetário, mas à medida que amplia seu propósito para muito além da infinita acumulação.

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16 Mozart

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Salvador Dali

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Os efeitos da Música- ilustração

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Beethoven

18 Cena do filme “Orgulho e Preconceito”

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40 Como funcinona uma orquestra - ilustração


Sumário

#02 Novembro 2013

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Entendendo um piano

Rapidinhas Agenda Efeitos da Música

Saiba como a música pode te fazendo gastar mais dinheiro e te deixar mais inteligente

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Contexto da música erudita no mundo

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Living Austen

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EU, Beethoven

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Ondas sonoras

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Como funciona uma orquestra?

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Híbridos

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Você realmente sabe como funciona um piano?

2 Cellos

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Carta do Leitor

Conheça a história da música erudita no Brasil e no mundo

Um tour pela sociedade européia no século XVIII Beethoven é o garoto da CAPA desse mês. Tudo sobre o gênio que revolucionou a música. Entenda como você [literalmente] escuta música. Um apanhado sobre as diversas partes compomentas de uma orquestra. Artistas contemporâneos que unem música clássica a outros ritmos.

Conheça um pouco sobre como funciona esse complexo e magnifico instrumento.

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Bear McCreary

Tudo sobre o premiado compositor americano de trilhas sonoras

O que a música pop deve à música clássica?

As improvaveis conexões entre os grandes mestres da música e artistas pop atuais.

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Top 30

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Crônica

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Bear McCreary

A parada de hits da música clássica.

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CARTAS DO LEITOR

Eu topo um cinema! Sou cinéfilo de carteirinha e não há download ou pirataria que supere o prazer de assistir a um filme numa tela enorme. Tem de ter platéia vibrando, som alto e, é claro, uma boa pipoquinha para acompanhar.

Eu topo um cinema! Sou cinéfilo de carteirinha e não há download ou pirataria que supere o prazer de assistir a um filme numa tela enorme. Tem de ter platéia vibrando, som alto e, é claro, uma boa pipoquinha para acompanhar.

Hamilton José Ansanello Rio Claro, SP

Hamilton José Ansanello Rio Claro, SP Eu topo um cinema! Sou cinéfilo de carteirinha e não há download ou pirataria que supere o prazer de assistir a um filme numa tela enorme. Tem de ter platéia vibrando, som alto e, é claro, uma boa pipoquinha para acompanhar.

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Hamilton José Ansanello Rio Claro, SP

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Abertura temporada de Ópera 2013 #arenadeverona #festivaldellalirica #musicaclassica #amor #música #paixão #ilovemyjobHore conferi onscris erescrum ine te

elisa andreatta @elisaandreattaVer publii Eu topo um cinema! Sou cinéfilo de carteirinha e não há download ou pirataria que supere o prazer de assistir a um filme numa tela enorme. Tem de ter platéia vibrando, som alto e, é claro, uma boa pipoquinha para acompanhar.Ti. Maessa

Hamilton José Ansanello Rio Claro, SPVala tam

Eu topo um cinema! Sou cinéfilo de carteirinha e não há download ou pirataria que supere o prazer de assistir a um filme numa tela enorme. Tem de ter platéia vibrando, som alto e, é claro, uma boa pipoquinha para acompanhar.

Hamilton José Ansanello Rio Claro, SP Eu topo um cinema! Sou cinéfilo de carteirinha e não há download ou pirataria que supere o prazer de assistir a um filme numa tela enorme. Tem de ter platéia vibrando, som alto e, é claro, uma boa pipoquinha para acompanhar. u topo um cinema! Sou cinéfilo de carteirinha e não há download ou pirataria que supere o prazer de assistir a um filme numa tela enorme.

Hamilton José Ansanello Rio Claro, SP

Uma noite tranquila em Bolzano! #musicaclassica #emoção #familia

elisa andreatta @elisaandreatta

Abertura temporada de Ópera 2013 #arenadeverona #festivaldellalirica #musicaclassica #amor #música #paixão #ilovemyjob

elisa andreatta @elisaandreatta

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RAPIDINHAS

Michelangelo poeta? O artista deixou cerca de 300 poemas escritos. Alguns deles contêm uma carga homoerótica bastante forte, evidenciando o possível homossexualismo do artista. Por outro lado, existem também diversos poemas dedicados a Vittoria Colonna, viúva e também poeta, um amor platônico vivido por Michelangelo.

Como anda a

Música Clássica Chama-se de andamento o grau de velocidade do compasso. No italiano, língua utilizada tradicionalmente na Música, andamento se traduz como Tempo, freqüentemente usado como marca em

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Andamentos

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partituras clássicas. Ele é determinado no princípio da peça e algumas vezes no decurso da mesma. Confira aqui alguns andamentos da música clássica.

Definição

Lento

Lento

Adagio

Vagaro e expressão terna

Alegretto

Nem tão ligeiro como o Allegro;

Alegro

Ligeiro e alegre

Vivace

Rápido e vivo

O artista deixou cerca de 300 poemas, escritos. Alguns deles contêm uma carga homoerótica bastante forte, evidenciando o possível homossexualismo do artista. Por outro lado, existem também diversos poemas dedicados a Vittoria Colonna, viúva e também poeta, um amor platônico vivido por Michelangelo.

A maior música do mundo! 693 é o número de anos que vai durar a maior peça musical do mundo. A música começou a ser tocada pelo órgão de uma igreja da cidade alemã de Halberstadt . A obra, chamada “As Slow As Possible” (O Mais Lento Possível) foi composta pelo músico John Cage e já havia sido executada antes de sua morte, em 1992.

A música foi originalmente uma peça para piano que dura apenas 20 minutos. A world music é, portanto, um paradoxo contemporâneo: um mundo heideggeriano, onde todos somos vítimas e algozes, controlados e controladores. Sem nos darmos conta disso, trabalhamos para a unidade do planeta e vice-versa.


Da Vinci, és tu? Dizem que “La Gioconda”, ao contrário do que se pensa, não era o retrato da senhora Lisa Gherardini (“monna” Lisa), esposa do mercador Francesco di Zanobi del Giocondo. Seria, isso sim, um auto-retrato do próprio Leonardo, porém com feições femininas. Leonardo da Vinci jamais frequentou uma universidade. Por isso, era desprezado nas rodas intelectuais de Florença, na época do Renascimento. Mesmo assim, ficou famoso com seus quadros “Mona Lisa” e “A Última Ceia”.

Em diversas pinturas de Leonardo é possível perceber que um dos personagens aponta com o dedo indicador para alguma direção. A primeira versão do quadro “A Virgem dos Rochedos” traz um anjo apontando para o bebê que representa João Batista. Em “A Última Ceia”, que representa o momento em que Jesus anuncia que seria traído por um discípulo, um apóstolo localizado à sua esquerda aponta o dedo para cima, como, também, em “Baco” e “São João Batista”.

E Dalí? Secreta de Salvador Dalí”, aos 37 anos. “Normalmente os escritores começam a escrever suas memórias depois de viver sua vida, achei que era mais inteligente começar escrevendo minhas memórias e vivê-las depois”.

“Você não pode amar ou odiar uma pessoa sem conhecê-la.”

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Em uma exposição surrealista Dalí apareceu vestido em trajes de mergulho e também fez uma conferência com um pedaço de pão sobre a cabeça. Ainda nos tempos da Academia, quando um professor propôs à classe uma estatueta da Virgem Maria como modelo, ele pintou uma balança. Dalí também escreveu suas memórias. “A vida

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RAPIDINHAS

Para iniciantes 4 álbuns, cada um com uma combinação única de clássicos orquestrais populares que com certeza você vai reconhecer e apreciar Uma ótima coleção de música clássica em dois CDs. Inclui trabalhos de Holst, Verdi, Barber, Stravinsky e Orff. Um álbum fantástico para os inicantes da música clássica.

Classical Heat

Este álbum é ótimo para iniciantes. Com gravações fantásticas da 9a sinfonia, movimento 2 de Dvorak e Rhapsody in Blue, de Gershwin!

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Paixão juvenil

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Em 1868 Tchaikovsky conheceu a francesa Désirée Artot, talentosa cantora e de grandes dons dramáticos. “Que atriz, que cantora! [...] Raras foram as vezes que encontrei uma mulher tão boa, amável e inteligente”, afirmou o músico. Em uma carta enviada ao pai, conta que pensava em se casar com a moça. No entanto, a atriz não aceitou o pedido, e, pouco tempo depois, casou-se com um famoso cantor espanhol.

Classical Music for People Who Hate Classical Music

Raras foram as vezes que encontrei uma mulher tão boa, amável e inteligente”, afirmou o músico. Em uma carta enviada ao pai, conta que pensava em se casar com a moça. No entanto, a atriz não aceitou o pedido, e, pouco tempo depois, casou-se com um famoso cantor espanhol.

Se você está de bom humor, coloque este CD no seu player e aproveite. Você irá encontrar trabalhos de Mozart, Mendelssohn, Holst, Bruckner, Beethoven, Bach e Vivaldi.

The Most Uplifting Classics in the Universe

The Most Popular Classical TV themes in the Universe

Grandes peças da música clássica. Nele, você encontrará o tema de Monty Python’s Flying Circus, “Aquarium” de Carnival of the Animals, assim como “Flying Dutchman Overture” dos Looney Toons.


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AGENDA // NOVEMBRO

A Sagração da Primavera Theatro Municipal Av. Rio Branco, Centro Ingressos: R$30 - R$210 Datas: 19 a 30 Os 100 anos da estreia do ballet A Sagração da Primavera (Le Sacre du Printemps), serão lembrados com as apresentações do Ballet e da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal.

Pra completar tem outros títulos emblemáticos dos Ballets Russes: L’après-midi d’un faune, coreografia de Vaslav Nijinski com música de Claude Debussy e Le Spectre de la rose, coreografia de Michel Fokine com música de Carl Maria von Weber, ambos com remontagem de Tatiana Leskova. Foto da peça A Sagração da Primavera

O Cinema de Riithy Panh

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CCBB Rua 1º de Março - Centro Entrada gratuita Datas: 1° a 11

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A XX Bienal de Música Brasileira Contemporânea, promovida pela Fundação Nacional de Artes – Funarte, será, no período de 06 de setembro a 15 de outubro de 2013. As 72 obras que serão apresentadas resultaram de concurso e de encomendas. Dessas, 33 venceram o Prêmio Funarte de Composição Clássica 2012 e 39 foram encomendadas.

A XX Bienal de Música Brasileira Contemporânea, promovida pela Fundação Nacional de Artes – Funarte, será realizada no Rio de Janeiro, no período de 06 de setembro a 15 de outubro de 2013.

Bienal da Música Brasileira Escola de Música da UFRJ Rua do Passeio, 98, Centro Ingressos: R$2 Datas: 6 a 15 A XX Bienal de Música Brasileira Contemporânea, promovida pela Fundação Nacional de Artes – Funarte, será realizada no Rio de Janeiro, no período de 06 de setembro a 15 de outubro de 2013.

As 72 obras que serão apresentadas resultaram de concurso e de encomendas. Dessas, 33 venceram o Prêmio Funarte de Composição Clássica 2012 e 39 foram encomendadas. As 72 obras que serão apresentadas resultaram de concurso e de encomendas. Dessas, 33 venceram o Prêmio Funarte de Composição Clássica 2012 e 39 foram encomendadas.


Okko Kamu Theatro Municipal Av. Rio Branco, Centro Ingressos: R$30 - R$210 Data: 21

A Orquestra Sinfônica Finlandesa de Lahti emergiu no panorama internacional nos últimos anos como uma grata realidade. O conjunto é atualmente dirigido pelo maestro finlandês Okko Kamu, uma revelação da regência.

Okko Kamu

Newton Nazareth Centro Cultural da Justiça Federal Av. Rio Branco, 241, Centro Ingressos: R$30 Data: 23

Acontece no dia 23. Sobrinho-bisneto de Ernesto Nazareth, o pianista Newton Nazareth conta a trajetória do compositor e seu contexto históricomusical em um recital de piano solo.

Orquestra da Providência SESC Nova Iguaçu R. Dom Adriano Hipólito, 10, Moquetá - Nova Iguaçu Entrada gratuita Data: 26

Billy Budd

A Orquestra da Providência é um dos braços do Projeto Som + Eu, responsável pela divulgação da música de concerto para crianças, adolescentes e jovens da Zona Portuária do Rio de Janeiro. O grupo irá se apresentar no próximo dia 26, sob a regência do maestro Anderson Alves. O grupo irá se apresentar no próximo dia 26

Billy Budd Theatro Municipal Av. Rio Branco, Centro Ingressos: R$25 a R$504 Datas: 27 a 30

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Terceiro título de ópera na temporada 2013, Billy Budd, que celebra o centenário de nascimento de seu autor Benjamin Britten, terá a primeira audição brasileira com cinco apresentações.

Com produção original do Teatro Municipal de Santiago do Chile, o espetáculo é uma adaptação de Britten para ópera com base no conto homônimo de Herman Melville e libreto do grande romancista E. M. Forster, autor de best-sellers como Passagem Para a Índia e Maurice, que ganharam versões cinematográficas. 15


CURIOSIDADES

Os efeitos da músicas em

sua vida

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Saiba como a música pode influenciar a sua vida de diversas formas.

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música, ela não vai me afetar. Isso acontece porque a música ativa o centro de prazer do cérebro. Ela libera dopamina e causa uma sensação de bem-estar. Para nós, o conceito de ser influenciado por um som, que é algo abstrato e efêmero, que só existe no tempo e na nossa imaginação, pode parecer estranho. Temos a clara noção de gostar ou não gostar de uma música e isso pode nos levar a pensar que esta escolha.

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A música realmente influencia? Somos os seres vivos com mais alto poder de pensamento racional, maior capacidade associativa, enormes recursos de memória e o único ser vivo que domina a fala articulada; a verdadeira coroa da criação. Para nós, o conceito de ser influenciado por um som, que é algo abstrato e efêmero, que só existe no tempo e na nossa imaginação, pode parecer estranho. Temos a clara noção de gostar ou não gostar de uma música e isso pode nos levar a pensar que esta escolha baseada no gosto pessoal é a única influência que a música pode ter sobre nós. Se eu não gosto de uma

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Música pode deixá-lo mais inteligente Em um experimento com 144 crianças, pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, concluíram que as crianças que participaram de grupos com aulas de música exibiram aumentos de QI e melhor desempenho acadêmico. Novas pesquisas também mostram que o cérebro de músicos é desenvolvido de tal forma que os deixam mais alertas e mais dispostos a aprender.

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Efeitos no desempenho Ouvir música ao mesmo tempo em que se realizam outras tarefas pode ter os mais variados efeitos. Pesquisadores da Universidade Chemnitz e da Universidade de Erfurt, ambas na Alemanha, comprovaram que, durante a leitura, ouvir música de fundo pode afetar a compreensão. Na memória, os efeitos foram negativos, mas muito baixos. Já na prática de atividades físicas e em reações emocionais, os impactos da música são muito positivos.

Música te faz gastar mais dinheiro! Em bares, aumentar o volume da música eleva o consumo de álcool. Já em lojas de flores, músicas românticas provocam aumento das vendas. É o que mostram pesquisas feitas por cientistas da Universidade BretagneSud. A música é emocionalmente evocativa e é isso que os varejistas pretendem – que você sinta as coisas, e não pense sobre elas. Lojas voltadas para adolescentes tendem a tocar música pop em alto volume, enquanto uma joalheria tem tendencia a tocar música clássica.

Efeitos contra a dor

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Laura Mitchell, Raymond MacDonald e Christina Knussen concluíram em seus estudos que ouvir sua música preferida durante períodos de dor pode aumentar de forma significativa a tolerância à dor, quando se é comparado com estímulos visuais ou silêncio.

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CURIOSIDADES

Uma introdução a

Música

Erudita

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Conheça a história da música erudita no Brasil e no mundo

Existem três definições para a música erudita, ou música clássica. A primeira delas, utilizada por muitos dicionários de música, define a música erudita como sendo música “séria” em oposição à música popular, música folclórica, música ligeira ou de jazz. Essa definição talvez não seja a melhor a se fazer, se considerarmos que a música para ser séria não precisa, necessariamente, ser música erudita. A segunda definição, que serve apenas para a música clássica, afirma que essa música seria qualquer música em que a atração estética resida principalmente na clareza, no equilíbrio, na austeridade e na objetividade da estrutura formal, em lugar da subjetividade, do emocionalismo exagerado ou da falta de limites de uma forma de linguagem musical.

Nesse sentido a música clássica implica a antítese da música romântica feita em fins do século 17 e início do século 19, em que a ênfase recaía sobre os sentimentos, as paixões e o exótico, em lugar da razão, da contenção e de esteticismo da arte clássica. O problema nesse caso é que os primeiros traços do romantismo, que seria a música contrária à música clássica, podem ser apreciados nas obras de Beethoven e Schubert, e, em um perídodo mais adiante, nas de Brahms, Wagner e Liszt, ou seja, hoje o termo música clássica, para a grande maioria das pessoas, abrangeria estes nomes como compositores de música clássica, também chamada de erudita.

Mozart

Ninguém em sã consciência afirmaria hoje que Beethoven seria a antítese da música clássica. Assim sendo, essa também não é uma boa definição para o termo. Uma terceira definição afirma que música erudita seria a música feita durante o período de 1750 a 1830, em especial a de Haydn, Mozart e Beethoven. Podemos dizer que nesse período a música mais representativa e mais mencionada é a da Escola Clássica Vienense, refletindo a importância de Viena como capital musical da Europa e do mundo nesse período.

Franz Lizst

Joseph Haydn

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E no Brasil? A Música Erudita, ou Clássica, ou de Concerto, no Brasil dos primeiros séculos de colonização portuguesa, vinculava-se estritamente à Igreja e à catequese. Com o passar do tempo, irmandades de música, salas de concerto e manuscritos brasileiros vão traçando o perfil de uma atividade crescente no país, onde pontificaram nomes como Antônio José da Silva, cognominado “O Judeu”, José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita, Caetano de Mello Jesus, entre outros. Com a chegada de D. João VI no Brasil, tivemos também um grande impulso às atividades musicais e José Maurício Nunes Garcia destacouse como o primeiro grande compositor brasileiro. Mas mesmo com todas as obras feitas por estes compositores, ainda no século 19, falar em música erudita brasileira era motivo de riso. Num período totalmente dominado pelos mestres italianos (sem esquecer das esporádicas contribuições de alemães e franceses).

Villa lobos

Edino Krieger

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Foi somente com Villa-Lobos que a música nacionalista no Brasil introduziu-se e consolidou-se pra valer. Nessa época, ignoravase compositores como Alberto Nepomuceno e Brasílio Itiberê da Cunha, exatamente por causa da excessiva brasilidade de suas composições, e admitia-se Carlos Gomes graças ao sucesso europeu. É a partir de Villa-Lobos que o Brasil descobre a música erudita e o país passa, desde então, a produzir talentos em série: Lorenzo Fernandez, Francisco Mignone, Radamés Gnatalli, Camargo Guarnieri, Guerra-Peixe, Cláudio Santoro e Edino Krieger são alguns desses expoentes. Mas mesmo hoje, o Brasil ainda é um país que não percebeu o devido valor da música clássica ou erudita ou de concerto, talvez por causa de nossa história ou de nossa situação político -econômica. Os músicos eruditos e os artistas são, como na opinião do professor Koellreutter, “uma espécie de Quixotes, que lutam contra os moinhos de ventos”.

Claudio Cruz

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HISTÓRIA

LIVING Austen

Aprenda tudo sobre o contexto turbulento onde surgiram gênios como Beethoven e nossa amada Austen.

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Assim como seus personagens, Jane Austen cresceu em uma zona rural da Inglaterra entre a classe abastada e religiosa. Ela teve seis irmãos e uma irmã mais velha, Cassandra, com a qual era muito íntima. O único retrato conhecido de Jane Austen é um esboço feito por Cassandra, que atualmente se encontra na Galeria Nacional de Arte, em Londres.

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Nascida em Steventon, Hampshire, de uma família pertencente à burguesia agrária, sua situação e ambiente serviram de contexto para a maioria de suas obras, cujo tema gira em torno do casamento da protagonista. A inocência das obras de Austen é apenas aparente, e pode ser interpretada de várias maneiras. Os meios acadêmicos a têm considerado uma escritora conservadora, apesar de a crítica feminista atual reconhecer em suas obras uma dramatização do pensamento de Mary Wollstonecraft sobre a educação da mulher.

Obra baseada em um desenho feito por Cassandra Austen, irmã de Jane Austen.


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Jane Austen viveu na época da regência, porém sua obra literária se caracteriza por descrever com mais precisão a sociedade rural georgiana e não tanto as mudanças sofridas com a chegada da modernidade. Essa mudança se baseia em dois fatores externos fundamentais: por um lado, a revolução agrária, que constitui o começo da revolução industrial, e suas importantes repercussões sociais; por outro lado, o colonialismo, as Guerras Napoleônicas e a extensão do Império Britânico. Com o advento da industrialização, a antiga ordem hierárquica que situava em alta posição a nobreza e seus bens sofreu um processo de mudança, surgindo novas formas de adquirir riquezas. A revolução agrária havia provocado um incremento na população inglesa, que por sua vez

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impulsionou a economia para atender a demanda. Pela primeira vez na história da Grã-Bretanha, a população se sustentava, graças às inovações introduzidas nas técnicas de cultivo. Em decorrência disso, uma classe social até então minoritária começou a se fazer notar e ganhar importância: a alta burguesia agrária. A população inglesa iniciou um êxodo do campo para a cidade, buscando emprego na indústria e isso incorreu num novo conceito de valores, independente das velhas tradições. No início da era victoriana, a antiga hierarquia e o que ela representava haviam se tornado antigos. Naquela época não existia um sistema de educação propriamente dito, e a educação das crianças era feita nas escolas dominicais, ou, no caso das famílias mais abastadas, através de tutores. Também era comum mandar os filhos homens para viver na casa de um tutor, como o era o pai de Jane Austen. Crescendo nessa casa, pode-se supor que a autora foi uma mulher bastante instruída para seu tempo.


À esquerda, cenas do filme Orgulho e Preconceito: a família Bennet, em torno da qual gira a história e militares em marcha, sempre citados nos romances de Jane Austen.

Acima, a Belton House, na cidade de Linconshire, que serviu de locação para o filme.

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O tratado de educação mais relevante para a época era o Emilio de Rousseau, que tem suas bases no Iluminismo. Rousseau propunha que todos os males de sua época se originavam na própria sociedade, e que a única alternativa era provocar uma transformação no homem através da educação; uma educação que o permitisse libertar-se da corrupção que provoca a sociedade. A influência do Iluminismo fez com que se começasse a criar um sistema educativo fundamentado na razão. Sem dúvida, tanto em Rousseau, como em muitos outros pensadores do Iluminismo, a mulher estava excluída dessa necessidade educativa. Como exemplo, em Emilio se faz referência à educação da mulher através da sugestão para Sofía, a mulher destinada a casar-se com Emilio: a mulher precisa ser educada para cumprir suas funções de esposa

e mãe, e obedecer a seu marido.Sendo assim, não é de se estranhar que numerosos tratados de conduta para mulheres jovens se popularizaram no século XVIII, ensinando doutrinas morais e enfocando a educação em aspectos domésticos, religião e “talentos”, e separando-as de outros conhecimentos, que a tornariam pouco desejável aos olhos masculinos. Sob a aristocracia eram a burguesia, a classe comercial, em grande parte urbana. Como a nobreza, a burguesia também desenvolveu uma cultura distinta, no século XVIII. No centro da cultura burguesa era a família e o lar. Entre as classes comerciais, o amor romântico e afeto paternal substituiu as famílias sem emoção, de séculos anteriores. Apesar de não atingir a solidariedade como uma classe, a burguesia criou uma cultura homogênea. Comerciantes adotado estilos mais luxuosos de vestimentas, talheres, carruagens e residências. Como a nobreza, a burguesia começou a viajar. No caso das classes mais baixas comerciais, resorts à beira-mar e banheiros foram diversões populares.

Maior riqueza permitido mais lazer. Em resposta, teatros e salas de música foram desenvolvidos para atrair os que têm dinheiro e tempo para gastá-lo. Por sua compra de bilhetes, a burguesia tornou-se mecenas das artes. A expansão da burguesia levou a uma maior literária e consequente aumento do número de livros barata impressos, jornais e revistas. As publicações percorriam a gama de entretenimento leve ao comentário político sério. Naquela época não existia um sistema de educação propriamente dito e a educação das crianças era feita nas escolas dominicais, ou, no caso das famílias mais abastadas, através de tutores. Também era comum mandar os filhos homens para viver na casa de um tutor, como o era o pai de Jane Austen. Crescendo nessa casa, pode-se supor que a autora foi uma

mulher bastante instruída para seu tempo. Sob a aristocracia eram a burguesia, a classe comercial, em grande parte urbana. Como a nobreza, a burguesia também desenvolveu uma cultura distinta, no século XVIII. No centro da cultura burguesa era a família e o lar. Entre as classes comerciais, o amor romântico e afeto paternal substituiu as famílias sem emoção, de séculos anteriores. Apesar de não atingir a solidariedade como uma classe, a burguesia criou uma cultura homogênea. Sob a aristocracia eram a burguesia, a classe comercial, em grande parte urbana. A influência do Iluminismo fez com que se começasse a criar

Cena do filme Orgulho e Preconceito, mostrando as jovens filhas da família Bennet.

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Cena do filme Perfume: The Story of a Murderer, ilustrando o enfoque social diferente da obra de Austen.

Assim como as outras classes, os pobres se beneficiaram do estabelecimento de uma cultura de classe, que incluiu um número maior de membros letrados da classe trabalhadora do que nunca antes visto. O século XVIII viu contínuo e acelerado crescimento populacional descontrolado pelos tipos de crises demográficas

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O pobre do século XVIII compartilhou algumas das vantagens da nobreza e da burguesia. Apesar da disponibilidade de maiores suprimentos de alimentos, caixa adicional, e mais generoso bem-estar, a pobreza foi mais prevalente do que nunca, especialmente nas cidades.

Cena do filme Perfume: The Story of a Murderer.

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que tinham servido para limitar a população nos séculos anteriores. Nos séculos XVI e XVII, casamentos tardios, o celibato clerical, e extraordinariamente altas taxas de mortalidade nas cidades alastrando limitado o crescimento da população. Assim como as outras classes, os pobres se beneficiaram do estabe-

lecimento de uma cultura de classe, que incluiu um número maior de membros letrados da classe trabalhadora do que nunca antes visto. O século XVIII viu contínuo e acelerado crescimento populacional descontrolado pelos tipos de crises demográficas que tinham servido.


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BEE OVE CAPA

Eu, Beethov

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Conheça a história e as obras de um dos maiores gênios da música clássica do mundo.

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Ludwig van Beethoven , nascido, provavelmente, a 16 de dezembro e batizado - no dia seguinte - a 17 de dezembro de 17701 — Viena, 26 de março de 1827) foi um compositor alemão, do período de transição entre o Classicismo (século XVIII) e o Romantismo (século XIX). É considerado um dos pilares da música ocidental, pelo incontestável desenvolvimento, tanto da linguagem como do conteúdo musical demonstrado nas suas obras, permanecendo como um dos compositores mais respeitados e mais influentes de todos os tempos. “O resumo de sua obra é a liberdade”, observou o crítico alemão

Paul Bekker (1882-1937), “a liberdade política, a liberdade artística do indivíduo, sua liberdade de escolha, de credo e a liberdade individual em todos os aspectos da vida”. Sua ascendência era holandesa: o nome de sua família é derivado do nome de uma aldeia na Holanda, Bettenhoven (canteiro de rabanetes), e tem a partícula van, muito comum em nomes holandeses - não confundir com o nobiliárquico alemão von. O avô do compositor, também Ludwig van Beethoven, contudo, era originário da Bélgica, e a família estava há poucas décadas na Alemanha.

Vovô van Beethoven era músico. Trabalhava como Kappelmeister (diretor de música da corte) do eleitor de Colônia e era um artista respeitado. Seu filho, Johann, que viria a ser o pai de Ludwig, menos talentoso, o seguiu na carreira, mas sem igual êxito. Depois da morte do pai, entregou-se ao alcoolismo, o que traria muitos problemas emocionais ao filho famoso. Ludwig, menos talentoso, o seguiu na carreira, mas sem igual êxito. Depois da morte do pai, entregou-se ao alcoolismo, o que traria muitos problemas emocionais ao filho famoso.


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OPUS

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OPUS 30

Beethoven foi batizado em 17 de Dezembro de 1770, tendo nascido presumivelmente no dia anterior, na cidade de Bonn, Reino da Prússia, atual Renânia do Norte, Alemanha. Sua família era de origem flamenga, cujo sobrenome significava horta de beterrabas e no qual a partícula van não indicava nobreza alguma. Descendia de artistas, pintores e escultores, era músico e foi nomeado regente da Capela Arquiepiscopal na corte da cidade de Colónia. Foi dele que Beethoven recebeu as suas primeiras lições de música, o qual o pretendeu afirmar como menino prodígio ao piano, tal seria a facilidade demonstrada desde muito cedo para tal. Por isso o obrigava a estudar música todos os dias, durante muitas horas, desde os cinco anos de idade. No entanto, seu pai terminou consumido pelo álcool, pelo que a sua infância se manifestou como infeliz. Beethoven teve sete irmãos, quatro dos quais morreram na infância. Quanto aos irmãos vivos,

Retrato de Beethoven pintado aos 9 anos

Beethoven foi o penúltimo a morrer, 12 anos depois de seu irmão Kaspar, e 21 anos antes de seu outro irmão Nicolaus Johann. Ludwig nunca teve estudos muito aprofundados, mas sempre revelou talento excepcional para a música. Com apenas oito anos de idade, foi confiado a Christian Gottlob Neefe , o melhor mestre de cravo da cidade de Colônia na época,que lhe deu uma formação musical sistemática, levando a conhecer os grandes mestres alemães da música clássica.

Numa carta publicada em 1780, pela mão de seu mestre, afirmava que “seu discípulo, de dez anos, domina todo o repertório de Johann Sebastian Bach”, e que o apresentava como um “novo Mozart”. Compôs as suas primeiras peças aos onze anos de idade, iniciando a sua carreira de compositor. Os seus progressos foram de tal forma notáveis que, em 1784, já era organista-assistente da Capela Eleitoral, e pouco tempo depois, foi violoncelista na orquestra da corte e professor, assumindo já a chefia da fa-

mília, devido à doença do pai - alcoolismo. Foi nesse ano que conheceu o jovem Conde Waldstein, a quem mais tarde dedicou algumas das suas obras, pela sua amizade. Este, percebendo o seu grande talento, enviou-o, em 1787, para Viena, a fim de estudar com Joseph Haydn. O Arquiduque de Áustria, Maximiliano, subsidiou então os seus estudos. No entanto, teve que regressar pouco tempo depois, assistindo à morte de sua mãe. A partir daí, Ludwig, com apenas dezessete anos de idade, teve que lutar contra dificuldades financeiras, já que seu pai tinha perdido o emprego, devido ao seu já elevado grau de alcoolismo.


O famoso flat de Beethoven em Vienna

Em 1792, já com 21 anos de idade, mudouse para Viena (apenas um ano após a morte, na cidade, de Mozart) onde, afora algumas viagens, permaneceu para o resto da vida. Foi imediatamente aceito como aluno por Joseph Haydn, o qual

manteve o contacto à primeira estadia de Ludwig na cidade. Procura então complementar os seus estudos, o que o leva a ter aulas com Antonio Salieri, com Foerster e Albrechtsberger, que era maestro de capela na Catedral de Santo Estêvão.

Tornou-se então um pianista virtuoso, cultivando admiradores, os quais muitos da aristocracia. Começou então a publicar as suas obras (1793-1795). O seu Opus 1 é uma colecção de 3 Trios para Piano, Violino e Violoncelo. Afirmando uma sólida reputação como pianista, compôs

suas primeiras obras-primas: as Três Sonatas para Piano Op.2 (17941795). Estas mostravam já a sua forte personalidade e sua genialidade que foram traços marcantes em sua carreira.

Abaixo, Vienna nos tempos de Beethoven

OPUS 31


OPUS

No entanto, o seu verdadeiro gênio só foi realmente revisado com a publicação das suas Op. 7 e Op. 10, entre 1796 e 1798: a sua Quarta Sonata para Piano em Mi Maior, e as suas Quinta em Dó Menor, Sexta em Fá Maior e Sétima em Ré Maior Sonatas para Piano. Testamento de Heilingenstadt Em 2 de Abril de 1800, a sua Sinfonia nº1 em Dó maior, Op. 21 faz a sua estreia em Viena. Porém, no ano seguinte, confessa aos amigos que não está satisfeito com o que tinha composto até então, e que tinha decidido seguir um novo caminho. Em 1802, escreve o seu testamento, mais tarde revisto como O Testamento de Heilingenstadt, por ter sido escrito na localidade austríaca de Heilingenstadt, então subúrbio de

Viena, dirigido aos seus dois irmãos vivos: Kaspar Anton Carl van Beethoven (1774-1815) e Nicolaus Johann van Beethoven (1776-1848). Finalmente, entre 1802 e 1804, começa a trilhar aquele novo caminho que ambiciona, com a apresentação de Sinfonia nº3 em Mi bemol Maior, Op.55, intitulada de Eróica. Uma obra sem precedentes na história da música sinfônica, considerada o início do período Romântico, na Música Erudita. Os anos seguintes à Eroica foram de extraordinária fertilidade criativa, e viram surgir numerosas obras-primas: a Sonata para Piano nº 21 em Dó maior, Op.53, intitulada de Waldstein, entre 1803 e 1804); a Sonata para Piano nº 23 em Fá menor, Op.57, intitulada de Appassionata, entre 1804 e 1805; o Concerto para Piano nº 4 em Sol Maior, Op.58, em

1806; os Três Quartetos de Cordas, Op.59, intitulados de Razumovsky, em 1806; a Sinfonia nº 4 em Si bemol Maior, Op.60, também em 1806; o Concerto para Violino em Ré Maior, Op.61, entre 1806 e 1807; a Sinfonia nº 5 em Dó Menor, Op.67, entre 1807 e 1808; a Sinfonia nº 6 em Fá maior, Op.68, intitulada de Pastoral, também entre 1807 e 1808; a Ópera Fidelio, Op.72, cuja versão definitiva data de 1814; e o Concerto para Piano nº 5 em Mi bemol Maior, Op.73, intitulado de Imperador, em 1809. Ludwig escreveu ainda uma Abertura, música destinada a ilustrar uma peça teatral, uma tragédia em cinco actos de Goethe: Egmont. E muito se conta do encontro entre Johann Wolfgang von Goethe e Ludwig van Beethoven.

Representação de Beethoven no cinema em filme de 1999

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“Uma criatura completamente indomável.” OPUS

Johann Wolfgang von Goethe, sobre Ludwig van Beethoven

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O caminho da surdez Com o tempo, tornou-se sua perda de audição aguda: há uma história bem atestou que , na estréia de sua Nona Sinfonia, ele teve que se virar para ver o aplauso tumultuoso da audiência, sem nada ouvir. Em 1802 , tornou-se deprimido, e considerou cometer suicídio. Ele deixou Viena para um momento de pequena cidade austríaca de Heiligenstadt , onde escreveu o “Heiligenstadt Testament”, no qual ele resolveu continuar a viver através de sua arte.

Ele continuou a compor mesmo que sua audição se deteriorou. Após uma tentativa fracassada em 1811 para realizar o seu próprio “Emperor” Concerto , ele nunca executou em público novamente. Como resultado da perda de audição de Beethoven , registros históricos únicos foram preservados: ele manteve os livros discução de música e outras questões, dando uma visão sobre seu pensamento. Ainda hoje, os livros formam base para a investigação sobre como ele se sentia em relação a sua música deve ser realizada , e sua relação com a arte - que ele levou muito a sério.

OPUS

Por volta de 1801, Beethoven começou a perder a audição. Ele sofreu uma forma severa de zumbido, um “rugido” em seus ouvidos que tornou difícil para ele apreciar a música e o fez evitar conversas. A causa da surdez de Beethoven é desconhecida, mas foi por diversas vezes atribuída a sífilis, a intoxicação por chumbo, tifo, ou possivelmente até mesmo seu hábito de imersão com a cabeça em água fria para ficar acordado.

Ilustração de Beethoven com um dos famosos “Trompetes de ouvido”

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Há uma variedade de teorias sobre por que Beethoven sofria de perda de audição, de doenças de envenenamento por chumbo . A explicação mais antiga , a partir da autópsia do tempo, é que ele tinha um ouvido distendido interior que desenvolveram lesões ao longo do tempo. Russell Martin argumentou , a partir de análise feita por Walsh e McCrone sobre uma amostra de cabelo de Beethoven, que havia alarmantes níveis de chumbo no sistema de Beethoven. E que altas concentrações de chumbo pode levar a um comportamento bizarro e errático, incluindo raivas.


1805

Tem dificuldade em ouvir instrumentos de sopro feitos de madeira

1810

Usa algodão para tapar os ouvidos para se proteger de zumbidos incômodos que atrapalham sua audição

1795

1813

Beethoven começa a sentir os primeiros sintômas da perda de audição

Beethoven recebe visitas, mas elas precisam gritar para conseguir conversar com elas

1815

Começa a usar os “trompetes de ouvido”, aparelhos que supostamente auxiliavam a sua audição

1825 Surdez total

1818

Começa a escrever seus diários

1823

OPUS

Seu problema está gravíssimo, e não é capaz de ouvir a sua própria 9ª Sinfonia

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OPUS

O Retorno

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A obra de Beethoven refletiu em um avivamento cultural. Conforme o historiador Paul Johnson, “Existia uma nova fé e Beethoven era o seu profeta. Não foi por acidente que, aproximadamente na mesma época, as novas casas de espetáculo recebiam fachadas parecidas com as dos templos, exaltando assim o status moral e cultural da sinfonia e da música de câmara.” Os anos finais de Ludwig foram dedicados quase exclusivamente à composição de Quartetos para Cordas. Foi nesse meio que ele produziu algumas de suas mais profundas e visionárias obras, como o Quarteto em Mi bemol Maior, Op.127 (1822-1825); o Quarteto em Si bemol Maior, Op.130 (18251826); o Quarteto em Dó sustenido Menor, Op.131 (1826); o Quarteto em Lá Menor, Op.132 (1825); a Grande Fuga, Op.133 (1825), que na época criou bastante indignação, pela sua realidade praticamente abstrata; e o Quarteto em Fá Maior, Op.135 (1826).

Uma partitura da 9ª Sinfonia. de Beethoven

De 1816 até 1827, ano da sua morte, ainda conseguiu compor cerca de 44 obras musicais. Sua influência na história da música foi imensa. Ao morrer, a 26 de Março de 1827, estava a trabalhar numa nova sinfonia, assim como projectava escrever um Requiem. Ao contrário de Mozart, que foi enterrado anonimamente em uma vala comum (o que era o costume na época), 20.000 cidadãos vienenses enfileiraram-se nas ruas para o funeral de Beethoven, em 29 de março de 1827.

Depois de uma missa de réquiem na igreja da Santíssima Trindade (Dreifaltigkeitskirche), Beethoven foi enterrado no cemitério Währing, a noroeste de Viena. Seus restos mortais foram exumados para estudo, em 1862, sendo transferidos em 1888 para o Cemitério Central de Viena. Há controvérsias sobre a causa da morte de Beethoven, sendo citados cirrose alcoólica, sífilis, hepatite infecciosa, envenenamento, sarcoidose e doença de Whipple.

Amigos e visitantes, antes e após a sua morte haviam cortado cachos de seus cabelos, alguns dos quais foram preservadas e submetidos a análises adicionais, assim como fragmentos do crânio removido durante a exumação em 1862. Algumas dessas análises têm levado a afirmações controversas de que Beethoven foi acidentalmente levado à morte por envenenamento devido a doses excessivas de chumbo à base de tratamentos administrados sob as instruções do seu médico.


OPUS

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CIÊNCIA

Como Sentimos a Música Como a música nos move e o que nos faz gostar mais ou menos de uma música e como ela pode alterar nosso humor É um fato que uma música antiga nos traz lembranças e sentimentos do passado, quase que no segundo que começa a tocar. Esta influência é rápida e pode até ser inconsciente, mas o interessante é que podemos utilizar esta influência

a nosso favor. Podemos escolher outras músicas para tocar, músicas que nos motivem, nos deixem alegres, nos faça relembrar de períodos bons. Também podemos escolher e descobrir músicas para relaxar, para estudar (como Bach).

Se pudéssemos trocar por um dia de corpo com outra pessoa, incorporando junto seus sentimentos e pensamentos seria estranhíssimo. Seria como ir para outro planeta. Então, tomando este princípio da individualidade da psicologia, podemos começar dizendo que a influência

da música – e de uma música - sobre a psique é totalmente única. Por incrível que pareça, existem pessoas que não gostam de música. Que não tem um grupo ou estilo ou uma coleção de músicas. De forma que para estas pessoas a música seria completamente indiferente.

Martelo Estribo

vo Ner

o

itiv

aud

Bigorna Cóclea As vibrações reverberam no tímpano

OPUS

A Música começa com as vibrações da voz ou de um instrumento musical

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JAZZ Certamente vai deixá-lo de bom humor e, sem dúvida, aumentará a sua produtividade no trabalho, inspirando e estimulando a criatividade.

CLÁSSICA Ajuda a aumentar a concentração e manter um bom ritmo de trabalho. Reduzir o estresse e, portanto, ele é usado em muitos casos, para acalmar as pessoas.

ROCK Pode aliviar as tensões, pode energizar e melhorar o seu humor, o que também aumenta a produtividade instimulando a criatividade e inovação.

É amplificado pelos pequenos ossos no ouvido médio reverberando na Cóclea

ELETRÔNICA Estimula o seu cérebro e é uma ótima pedida para exercícios físicos, aumentando ritmo do seu metabolismo dando mais energia pras suas atividades diárias.


Cóclea A membrana que separa as câmaras diferentes na cóclea varia na rigidez fazendo com que cada seção vibre em uma freqüência diferente

As vibrações são apanhados por minúsculos pêlos dentro do órgão de Cortil

Pêlos

Dependendo da frequência o som pode prejudicar a sua audição Sons com freqüências de 20Hz determinam o limiar de audição, a menor quantidade de som percebida pelo ouvido humano, e sons com freqüências

de 20000Hz ou mais, determinam o limiar de dor, isso indica que sons acima dessa freqüência podem ser seguidos de dores. Sons com intensidade superiores a 80dB podem colocar em risco irrecuperável a sensibilidade auditiva.

A partir do ponto que está tudo na sua cabeça

córtex auditivo

Hoje eu acordei feliz!!!!

h

h j

!!! OPUS

Música não é apenas uma resposta estética está intimamente ligado a como nos sentimos

Eu não

Música triste ou dissonante ativa diretamente a amígdala, que regula as emoções negativas enquanto a música feliz ou harmônica pode desencadear a liberação de dopamina (como drogas).

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OPUS 40

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OPUS

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CURIOSIDADES

Orquestra Como funciona uma

A orquestra

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A formação de uma orquestra encolhe e espicha de acordo com a música, mas é sempre montada para equilibrar tons graves e agudos. Um concerto pode durar em média 90 minutos, mas alguns chegam a 5 horas. Cada obra- opus- tme várias partes- os movimentosentrcortados por pausas. Para não desconcentrar os músicos, o público não deve aplaudir durante as pausas.

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O maestro Define como os músicos tocarão a obra. Pede que a orquestra altere volume e velocidade de acordo com sua interpretação (como acelerar o andamento se quiser deixar a obra mais drmática). entra por último no palco com os instrumentos já afinados. Sua partitura mostra todos os instrumentos (Cada um em uma linha)

Os instrumentos Distríbuidos de acordo com a potência sonora. Os mais potentes são colocados no fundo para não ofuscar o resto. O oboé fica no centro - Por causa das regularidades de suas notas, é usado para afinar a orquestra inteiras


Violinos Divididos em dois grupos- o dos “primeiros violinos”, toca trechos mais agudos da obra, o dos “segundos”, os mais graves.

Spalla É escolhido entre os primeiros violinistas e trabalha como gerente da orquestra. Deve checar a afinação de todos os instrumentos antes do concerto

Percussão A família dos instrumentos de percussão pertencem todos aqueles em que é necessário bater para produzir o som. Nesta família existem dois grupos principiais: os membranofones (membrafones, caixa de rufo, timbale e bombo) e os idiofones(sinos e gongos)

Metais Os sons dos instrumentos da família dos metais são produzidos através do sopro do músico. São constituídos de tubos metálicos dobrados ou enrolados, a fim de facilitar os seus manejos e dar-lhes dimensões mais cômodas e práticas. (tromba, trompetetrombone)

Madeiras São os instrumentos de sopro que funcionam através da vibração de palhetas de madeira. A familia das madeiras tem esse nome, justamente, por serem feitos, na sua maioria, de madeira. (flauta, flautin, clarinete) Embora alguns hoje em dia possam ser feitos de metais, o som continua sendo emitido pela vibração das palhetas de madeira

Gestos do maestro Direita: indica o compasso O gesto de cima para baixo indica o primeiro compasso da música

Esquerda: Exprime emoção Punho fechado: agressividade

Palma aberta: suavidade

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ATUALIDADES

Kevin Ulosola O filho de um psiquiatra nigeriano e uma enfermeira de Granada , Kevin Olusola matriculou-se na Universidade de Yale com a intenção de seguir uma carreira médica. Mas o violoncelista clássico treinado e beatboxer inovador não pode resistir e participou do reality showr na Celebrate and Collaborate with Yo-Yo Ma”“ competição internacional, onde ele ganhou o segundo lugar.

HI.BRI.

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Sempre com seu violoncelo, Keviin também adapta músicas do cenário pop para versões clássicas no seu viloncelo. exemplo desses são Smooth criminal de Michael jackson e Mirrors de Justin Timberlake. Kevin se denomina um cidadão do mundo. Seus pais lhe ensinaram a amar as diferentes culturas e talve isso o inspire tanto a criar.

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Um dos países que Kevin Ulosola ainda não conheceu e tem muita vontade e justamente o Brasil.Parece que ela andou conversando com o Quincy Jones e ele o estimnulou a vir ao país devido a festividade e alegria do povo o que pode contribuir para novos projetos do artista.


.DOS

Conheça artistas contemporâneos que mesclam música clássica com outros genêros musicais.

Apocalyptica

Em 1996, lançaram o seu primeiro álbum, Plays Metallica by Four Cellos, onde é possível encontrar apenas covers de Metallica. Em 1998, lançaram o seu segundo álbum, Inquisition Symphony, que, novamente, contém covers de Metallica. Porém, regravaram também Pantera.

Neste álbum a banda incluiu também três faixas originais compostas por Eicca Toppinen. Em 1999, Antero Manninen deixou o grupo e foi substituído por Perttu Kivilaakso. Em 2000, a banda finlandesa lançou o terceiro álbum, Cult, contendo dez músicas originais e três covers. Em 2002, Max Lilja deixou o grupo e uniu-se a uma outra banda finlandesa, os Hevein, deixando os Apocalyptica apenas com três membros.

OPUS

Apocalyptica foi uma banda finlandesa formada por três violoncelistas e, desde 2005, um baterista. Tem como especialidade o “symphonic metal” (heavy metal com aspectos de sinfonia), tocando também música clássica. Todos os formadores frequentaram a Academia Sibelius, em Helsinque, onde se conheceram e, em 1993, se juntaram para fazer, por diversão,arranjos com violoncelos. Formado em 1993 quando quatro violoncelistas (Eicca Toppinen, Paavo Lötjönen, Max Lilja e Antero Manninen), se reuniram para fazer covers de Metallica no Teatro Heavy Metal Club.

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OPUS

Tarja Turunem

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Tarja Soile Susanna Turunen Cabuli, cantora lírica, compositora e pianista a ex-vocalista da banda de metal sinfônico Nightwish. Atualmente ela segue em carreira solo. Tarja começou sua carreira musical oficialmente em 1996 quando fundou a banda Nightwish ao lado de Tuomas Holopainen e Erno Vuorinen; ela cantou na banda até 2005, quando foi demitida em uma carta aberta à imprensa. Já em dezembro daquele ano, Tarja iniciou uma turnê de concertos natalinos que se estendeu até o fim de 2006, quando ela lançou seu primeiro álbum solo, um projeto natalino chamado Henkäys. Tarja é a cantora mais popular de seu país, eleita a voz da Finlândia pela presidente Tarja Halonen. Ela também é uma das cantoras do gênero mais populares da Europa. Já em dezembro daquele ano, Tarja iniciou uma turnê de concertos natalinos que se estendeu até o fim de 2006, quando ela lançou seu primeiro álbum solo, um

projeto natalino chamado Henkäys. É a cantora mais popular de seu país, eleita a voz da Finlândia pela presidente Tarja Halonen. Ela também é uma das cantoras do gênero mais populares da Europa. “Conhecimento é muito importante quando falamos sobre música, mesmo que não seja a música clássica.”


2 cellos Já pensou em ouvir Michael Jackson ao som de dois Cellos? Jovem croata violoncelistas Luka Sulic e Stjepan Hauser, conhecido como 2Cellos , alcançou um sucesso sensacional tomando o violoncelo para um novo nível e rompendo os limites entre os diferentes gêneros de música . Sua versão única do violoncelo de “Smooth Criminal “, de Michael Jackson tomou o

mundo pela tempestade. Desde então , a dupla tem aparecido em grandes programas de TV como The Tonight Show com Jay Leno , The Ellen DeGeneres Show ( várias vezes) , Lopez Tonight , a Total TV com Stefan Raab e muitos outros.

Lindsay Stirling

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Vilonista HipHop, do erudito ao pop Nascida a 21 de Setembro de 1986 Lindsey Stirling é violinista, dançarina,cantora e compositora. Em 2010 participou na quinta temporada do programa ‘A America Tem Talento’ (America’s Got Talent) Stirling chegou aos quartos da mesma temporada onde ficou conhecida por Violinista Hip-Hop. Lindsey Stirling nasceu em Santa Ana, na Californa (Estados Unidos) e cresceu em Gilbert, Arizona. Estudou na

Brigham Young University em Utah, no curso de recreação terapêutica. Participou como missionária em Nova York na Igreja Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Retornou para Utah em 2009, para continuar seus estudos em 2009, permanecendo lá até 2012, quando retornou para o Arizona com sua família. Com cinco anos, influenciada pela música clássica que seu païi ouvia, Stirling comecou a estudar violino. Teve aulas particulares por 12 anos. Com 16 anos, se juntou a uma banda de rock, na Mesquite High School com quatro amigos, intitulado o grupo de “Stomp on Melvin”.

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Gustavo Guerra

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Ele ficou famoso gravando videos para o youtube e agora faz sucesso em todo o mundo. Músico profissional há 15 anos, Gustavo Guerra começou a aprender seu ofício com seu pai, Buby Guerra. Construiu um caminho sólido, desde a fase laboratorial em

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inúmeras bandas até conseguir uma agenda movimentada. Esse guitarrista de Curitiba alcançou um patamar respeitável: além de ser endorser de importantes marcas relacionadas à guitarra, Gustavo Guerra ministra aulas e realiza shows, gravações, produções e workshops. O músico guarda na memória experiências memoráveis, como dividir o palco com Paul Gilbert. A seguir, ele faz um balanço de sua carreira. Como conseguiu seus primeiros patrocinadores? A maioria veio através do site YouTube. Fiz alguns vídeos e mandei para as empresas. A primeira foi a Crafter Guitars. Comprei uma miniguitarra da Crafter para minha filha. Quando escutei o som, fiquei surpreso. Resolvi gravar um vídeo e mandar para o fabricante, que gostou e me propôs a parceria. Hoje sou patrocinado pela Crafter, Landscape Audio, Native Instruments, cabos Santo Angelo e cordas NIG.


Florence

Revelação.5 Pelo álbum Ceremonials, a banda foi indicada ao Grammy de Performance Pop Duo ou Grupo, pela música “Shake It Out”, e Melhor Álbum Vocal de Pop. Florence ganha cada vez mais notoriedade nos charts, ocupou a posição número 21 na Billboard Hot 100, com “Dog Days Are Over”, logo após o Video Music Awards 2010. “What the Water Gave Me” alcançou recentemente a posição número 8 no iTunes UK, uma boa posição para

uma banda cada vez mais mencionada pela mídia e que aumenta seu espaço de sucesso com muita rapidez e de forma impressionante. As melhores posições na parada Billboard Hot 100 dos Estados Unidos são: “Dog Days Are Over” (#21), “Shake it Out” (#73) e “What the Water

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Florence and the Machine (ou Florence + the Machine) é uma banda britânica de indie rock, liderada por Florence Welch, com o apoio de Isabella Summers e vários outros músicos. Desde que surgiu, a banda foi muito bem recebida pela mídia, especialmente no canal BBC, e então saiu para o sucesso mainstream. O álbum de estréia da banda, intitulado Lungs, foi lançado em 6 de julho de 2009 e foi um enorme sucesso comercial na Inglaterra.2 3 Em outubro de 2011, Florence lança o segundo álbum, Ceremonials, que estréia em primeiro lugar no Reino Unido e em sexto lugar nos Estados Unidos.4 O som de Florence and the Machine é descrito como uma combinação de vários gêneros, incluindo rock e soul.5 Lungs venceu o prêmio MasterCard British Album award no BRIT Awards de 2010. No 53º Grammy Awards, recebeu uma nomeação na categoria Artista

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OPUS

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CURIOSIDADES

Placa de Som

Entendendo um

PIANO

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Entenda o funcionamento deste complexo e maguinífico instrumento

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O piano é um intrumento que pertence ao grupo de cordas em uma orquestra. Ele ganha um destaque tanto por sua imponência como por sua complexidade. Existe um verdadeiro organismo por dentro deste belissimo instrumento comm cordas, pedais, teclas, abafadores e mais uma série de peças que produzem o maravilhoso som do piano. Existem tambem vários tipo de piano como o vertical, o digital, e o de cauda que é o que apresentamos nesse infográfico O piano é muito conhecido por ter sido o principal instrumento usado por importantes músicos da história como Mozart e Beethoven.

É um instrumento amplamente utilizado na música ocidental, no jazz, para a performance solo e para acompanhamento. Mozart e Beethoven ampliaram as potencialidades do piano, abrindo caminho para os expoentes do Romantismo. Ao lado apresentamos um piano por dentro e explicamos como funcionam as suas principaisfunções mecânicas.

O tampo do piano é uma grande prancha, de madeira sólida que é usado para aumentar a sua ressonância e tom. O tampo é encontrado abaixo das cordas em um piano de cauda, e atrás deles na vertical.

Abafadores Quando o pianista tira o dedo da tecla, um abafador vai de encontro à corda para silenciá-la.

Teclado Todos os pianos modernos têm 88 teclas . As teclas das notas naturais (dó, ré, mi, fá, sol, lá e si) são brancas, e as teclas dos acidentes (dó , ré , fá , sol e lá na ordem dos sustenidos são da cor preta. Todas são feitas em madeira, sendo as pretas revestidas geralmente por ébano e as brancas de marfim, já em desuso e proibido no mundo, ou de plástico.


Cordas As cordas de um piano fazem uma pressão de toneladas nas extremidades em que estão presas. Nenhuma das cordas do piano tem

o mesmo cumprimento. No piano, existem notas com 1, 2 e até 3 cordas. Quando a nota tem mais de uma corda, essas deverão ter a mesma espessura.

Corpo, Caixa ou Esqueleto Os instrumentos acústicos possuem um corpo que terá direta ou indiretamente uma função acústica. No caso do piano, esta função é quase que inexistente. A caixa de um piano tem o principal objetivo de unir ou sustentar toda a estrutura interna.

Pedais

Martelos

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Quando o pianista pressiona uma tecla de piano, alavancas acionam um martelo almofadado que bate em uma ou mais cordas daquela nota da tecla para logo em seguida se afastar

Os pianos têm geralmente dois ou três pedais, sendo sempre o da direita o que permite que as cordas vibrem livremente, dando uma sensação de prolongamento do som. O pedal esquerdo é o chamado una corda. O pedal central, chamado de sostenuto possibilita fazer vibrar livremente apenas a(s) nota(s) cujas teclas estão acionadas no momento do acionamento dos pedais.

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COMPOSITORES

Bear McCreary

OPUS

O compositor americano vencedor do prêmio Emmy fala sobre sua carreira

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Compositores de hoje não são grandes nomes celebridades eram outrora durante o auge da música clássica européia nos séculos 18 e 19. Muitos têm que se esforçar para fazer com que as suas obras sejam ouvidas. Quem agora está emergindo na cena musical de Los Angeles é Bear McCreary. Ele tem o potencial para se tornar um verdadeiro compositor de rock-star, com fãs gritando e concertos esgota-

dos, além de um talento de alto nível.’ Para o americano Bear McCreary, foi seu primeiro encontro com a música de cinema na década de 1980 que o fez ter certeza de que ele queria se tornar um compositor. Apesar de ter feito seu nome na música de televisão, era filmes como Back to the Future e Beetlejuice que chamaram pela primeira vez sua atenção. McCreary cresceu em Bellingham, Washington.


Para mim, uma trilha sonora [...] é tão boa como a seu tema principal. Se você não está cantando a música no chuveiro alguns dias depois de ouvi-lo, então uma oportunidade foi perdida.” A receita de Bear parece funcionar muitíssimo bem. Há uma grande legião de fãs, que se derrete em elogios via grande rede. Sobre seu trabalho em Battlestar Galactica, um fã diz: “Ouvir o trabalho de Bear McCreary para Battlestar Galactica é uma experiência de quase transcendente. A sua música leva você a uma viagem com as canções recorrentes, uma variedade de estilos e instrumentos, bem como a vontade de experimentar. Mesmo no que é essencialmente uma coletânea de grandes hits, é muito fácil ser pego em um intenso fluxo. Sejam as peças contemplativas mais cheias de emoção, ou as mais suaves, ou os momentos mais intensos... é muito fácil ser pego pela música, a ponto de esquecer o que estava fazendo.”

Violinistas durante gravação.

Tocador de alaúde, regido por Bear

Vozes femininas do coro.

OPUS

Durante sua infância, seus gostos musicais eram atípicos. “Eu realmente não ouvia música pop, apenas música de cinema”, diz ele. Embora ele começou a tocar piano aos cinco anos de idade e tocava na banda do ensino médio, foi o seu interesse em trilhas para cinema e uma conexão precoce com o final de Elmer Bernstein, que o levou para a Escola de Música Thornton, da Universidade do Sul da Califórnia e , mais tarde, a sua carreira na cidade de Los Angeles. “Houve músicos em ambos os lados da minha família várias gerações atrás. [...] Nossos avós do lado do meu pai eram professores de música profissional. Mas desde então, meu irmão e eu fomos os primeiros a persegui-lo profissionalmente. Sempre houve uma grande quantidade de talento musical na família.” Bear segue uma simples fórmula, que acredita ser a receita certa para criar uma trilha de sucesso. “Se eu tivesse que escolher apenas cinco palavras? Melodia, Melodia, Melodia, melodia, e Melody.

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Bear está atualmante trabalhando em Agents oh S.H.I.E.L.D., colaborando com Joss Whedon visionário nessa primeira incursão da Marvel na televisão. Entre suas credenciais, está incluso fenômeno global The Walking Dead. Bear também colaborou com David S. Goyer (co -roteirista de O Cavaleiro das Trevas trilogia / Man of Steel) para criar a trilha de Da Vinci’s Demons, o épico de fantasia histórica que quebrou recordes de audiência do canal Starz.

OPUS

O premiado compositor Bear McCreary foi lançado primeiramente na cultura pop com a sua trilha inovadora para o seriado Battlestar Galactica, que foi elogiado pela revista americana Variety como “a música mais inovadora na TV na atualidade”. Ela “se encaixa nas cenas de ação tão perfeitamente, é quase devastadora: uma trilha de sci-fi como nenhuma outra” (NPR). O site Io9. com classificou McCreary um dos dez melhores compositores de trilhas para Ficção Ciência de Todos os Tempos, e recentemente a revista WIRED declarou-o uma das cinco armas secretas da indústria da televisão.

O vencedor do prêmio Emmy de melhor música tema para um programa de TV, Bear McCreary

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Ganhou assim seu primeiro Emmy Award, de Melhor música tema (o tema crescente criado por ele é um palíndromo cuidadosamente composto para que soe da mesma forma quando tocado ao contrário!). Bear voltará ao Starz em 2014, compondo para ambiciosa série de piratas Black Sails, do produtor executivo Michael Bay.

A série do tema vencedor, Da Vinci’s Demons, não é exibida na TV brasileira, e não há previsões de transmissão. Nos Estados Unidos, ela se encontra em hiatus, com volta marcada para Abril de 2014.


OPUS

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ATUALIDADES

O que o POP deve ao CLÁSSICO?

Todos os estilos de música alimentam uns dos outros. É por isso que as músicas de Adele devem tudo a Schubert e Robin Thicke teria um hit a menos sem Beethoven.

Robin Thicke

X

Beethoven

OPUS

When I Get You Alone de Robin Thicke usa amostras da 5ª Sinfonia, de Beethoven

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Blurred Lines é um dos maiores hits atuais e é a canção que colocou Robin Thicke no topo das paradas, mas a sua primeira incursão no estrelato pop veio da sensual When I Get You Alone. A canção apresenta uma amostra importante do clássico

disco do instrumentalista americano Walter Murphy chamada A Fifth of Beethoven, que por sua vez é um revigoramento da lendária 5ª Sinfonia de Beethoven.


Mika

X

Rossini

Grace Kelly, de Mika é uma interpretação moderna da ária Largo Al Factorum de Rossini de O Barbeiro de Sevilha O cantor britânico Mika estava se sentindo frustrado quando executivos de gravadoras queriam que ele soasse mais pop, então ele revidou de volta com uma música de sucesso que mistura o seu amor pela antiga Hollywood, Freddie Mercury e ópera. Grace Kelly, des-

Mozart

creve a incapacidade de Mika para caber nos moldes, mas ele admitiu que a melodia foi derivado da famosa ária de Rossini chamada Largo Al Factorum de O Barbeiro de Sevilha. Definitivamente não é uma relação óbvia, mas as semelhanças estão lá.

X

Ramones

Mozart inventa o Rock antes do Rock existir mente, quatro acordes. Básico e simples, assim como grande parte rock’n’roll. Status Quo e os Ramones, por exemplo, têm mostrado que as velhas fórmulas são os melhores. Algumas das músicas mais memoráveis de Mozart em sua ópera A Flauta Mágica são baseados em blocos muito simples harmônicas de três ou quatro acordes.

OPUS

Os anos 1650-1750 foram um período de invenção febril e engenhosidade técnica em música, que atingiu uma apoteose em oratórios de Handel sublimes e cantatas e Paixões de Bach. Mas a geração após Bach passou a escrever com uma paleta dramaticamente mais simples de harmonias. Alguns como Mozart criaram um estilo totalmente novo baseado em, essencial-

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Pink Floyd

X

Chopin

Pink Floyd o culto ao gênio turbulento Chopping mudou o ponto em que a música estava. Ele e sua música se tornaram indivisíveis: a música era um reflexo de sua agitação interna. Sua obra situa-se no tempo de um movimento cultural mais amplo onde os artistas e poetas estavam fazendo o mesmo,

Elvis

mas o que depois se tornou um lugar-comum para os músicos foi iniciado por ele. Grupos dos anos setenta, como Yes e Pink Floyd tentaram fazer a mesma coisa e expressar ideias nas seções instrumentais em álbuns conceituais.

X

Martini

OPUS

I Can’t Help Falling In Love With You de Elvis Presley é uma versão moderna de Plaisir d’amour de Martini

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I Can’t Help Falling In Love With You é uma das mais marcantes – e mais românticos – sucessos de Elvis Presley. A música parece ser um pedaço do paraíso do passado, o que é irônico, porque quando ela foi gravada, ela já era.

Os compositores da canção praticamente roubaram a melodia de uma canção romântica do século XVIII, chamada Plaisir d’amour.


Anne Hathaway

X

Brahms

Catch a Falling Star de Perry Como é a Abertura do Festival Acadêmico de Brahms A canção adorável e alegre de Perry Como chamada Catch a Falling Star tem o costume de aparecer em filmes infantis e cenas do coro das crianças (lembre-se de Anne Hathaway cantando em O Diário da Princesa), que é bastante pertinente uma vez que é roubado

Adele

de grande agradecimento Brahms a Universidade de Breslau. É compreensível, há uma influência jovem e escolar na música, exceto que o trabalho de Brahms pretende ser uma bem-humorada, como dito pelo compositor, “student drinking song” [canções para estudantes beber], e não um canto infantil.

X

Schubert

Schubert inventa a canção pop de três minutos fazendo. Suas canções são baseadas em um formato de piano, com o verso-refrão, abordando a questão do amor e romance e dando forma a voz em torno disso; as emoções são expressas, o comprimento, o formato – Adele quer suas músicas sejam apreciadas.

OPUS

Schubert era um talento notável. Sua intenção era a de escrever a música que seria instantaneamente agradável. Você não precisaria ouvi-la 10 vezes antes de ela entrar na sua cabeça, ele quer que você entenda na primeira vez. Isso não é realmente muito diferente do que Adele e outros cantores atuais estão

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TOP 10

Os melhores momentos da MÚSICA CLÁSSICA NO CINEMA Os 10 maiores momentos da música clássica em filmes de grande sucesso

10 X-Men 2

09 OPUS

Apocalypse Now

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08 Silêncio dos Inocentes

A famosa cena Noturno Casa Branca que se abre “X-Men 2” é epicamente ajustado para o réquiem de Mozart, “Die Irae”.

Um dos maiores filmes de guerra de todos os tempos, A Cavalgada das Valquírias de Wagner toca enquanto o esquadrão de helicópteros começa seu ataque aéreo a uma aldeia vietnamita.

Em uma aterrorizante cena, Variações Goldberg de J.S. Bach toca enquanto Anthony Hopkins foge da sua cela. A mistura perfeita entre as cenas repugnantes que acontecem na tela e a sonoridade antiquada e calmante do cravo.


07 06 Cisne Negro

Black Swan cria um paralelo com a ópera e balé O Lago dos Cisnes. Em uma das cenas, enquanto Portman dança ao conhecido “Lago dos Cisnes” de Tchaikovsky, começa a se transformar em o cisne negro.

2001: Uma Odisséia no Espaço A épica e clássica cena de abertura usa “Also Sprach Zarathustra” de Strauss, inspirado no poema de Nietzsche, Assim falou Zaratustra. 2001: A Space Odyssey (2001 - Uma Odisseia no Espaço no Brasil e 2001: Odisseia no Espaço em Portugal) é um filme americano de 1968 dirigido e produzido por Stanley Kubrick . O filme lida com os elementos temáticos da evolução humana. , tecnologia, inteligência

05

Minority Report

No filme de ficção-científica, o primeiro movimento (Allegro Moderato in B Minor) da Sinfonia N º 8 “Inacabada”, de Franz Schubert pode ser ouvido em uma das cenas. A peça de Schubert foi iniciada em 1822, mas nunca foi concluída.

OPUS 63


04

02

Jogos Vorazes

A história é contada a partir do ponto de vista de Katniss Everdeen, uma garota de dezesseis anos que mora no Distrito 12 com a mãe e a irmã, quatro anos mais nova.

OPUS

No romance pós-apocalíptico dirigido por Gary Ross, a composição Sextet de Steve Reich traz o tom de urgência necessário para a cena. Na sequência, adolescentes lutam entre si, a cena mais violenta do filme.

64

03 O Discurso do Rei

A Sinfonia n º 7 em Lá maior, Op.92 de Beethoven, composta em 1811 (o sétimo de nove sinfonias de Beethoven), pode ser ouvida durante o filme. Na cena, o rei George VI, interpretado por Colin Firth, se prepara para seu primeiro discurso sobre o envolvimento na guerra.

Anticristo

OK, embora não seja exatamente um sucesso de público, não podemos deixar de incluir o filme de terror psicológico de 2009, do diretor Lars von Trier. Anticristo abre com os versos da ária de Handel, Lascia ch’io piangia, que se traduz em “Deixe-me a chorar.” Se você já viu o filme, você vai entender porque é uma escolha adequada.


01

O Quinto Elemento

taxista nova-iorquino, encontrar as pedras, proteger Leeloo, e pôr fim à desgraça vindoura. Visual aliás é um grande trunfo desse filme. Luc Besson escreveu este roteiro em sua adolescência e como grande fã de quadrinhos, sempre imaginou que dois ilustradores poderiam trabalhar em um futuro filme com ele: Jean-Claude Mézières e Jean Giraud (o ilustrador conhecido

como Moebius). E ambos participaram da criação dos conceitos, apesar de não creditados no final da produção, e trouxeram os conceitos dos carros voadores, ambientes e vestimentas de diversos personagens. Este filme de ficção científica de 1997 tem um dos maiores momentos de ópera/música clássica na telona de todos os

tempos. A diva alienígena Plavalaguna [voz de soprano albanesa Inva Mula e interpretado no filme pela atriz francesa Le Besco Mainwenn] canta uma ária da ópera Lucia di Lammermoor. É uma cena marcante e diva alienígena acentua a sequência ainda mais.

OPUS

O enredo se baseia numa ameaça alienígena à sobrevivência da humanidade, no longínquo ano de 2263, algo que só pode ser evitado pela conjugação de quatro pedras sagradas, que representam os quatro elementos - fogo, água, ar, terra - além do quinto elemento, corporificado pela jovem extraterrestre Leeloo (Milla Jovovich). Fica a encargo de Korben Dallas (Bruce Willis), um

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CRÔNICA

A Decadência da Música

OPUS

Por Filipe Burgonovo

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Há poucos dias relacionei algumas reportagens retratando de uma realidade triste, porém séria relacionada à decadência da música brasileira atual. Primeiramente li uma matéria que falava de determinada dupla sertaneja brasileira que iria receber R$ 4,3 MILHÕES do Ministério da Cultura para “produção e divulgação” da dupla. Apesar de o valor desta chamada “produção e divulgação” ser altamente duvidoso, este não é o ponto. Dias depois vi outra reportagem que me deixou, desta vez, não indignado, porém triste!Quando vi me choquei: “Orquestra Filarmônica do Rio pode acabar por falta de patrocínio”. Então me perguntei: se o Ministério da Cultura tem R$ 4,3 milhões para uma dupla sertaneja, por que uma orquestra de tamanha importância cultural está com risco de ser fechada por falta de recursos? Tive a oportunidade de estudar um pouco

UMA VIDA SEM MOZART

de História da Música e este pouco me ajudou a aumentar a percepção que já tinha relacionado aos poderes da Música. Lembro-me e orgulho-me também em dizer que a música, para nossos ancestrais da Antiguidade, era muito mais do que é a música hoje. A música representava um ritual, muitas vezes místico, que independentemente da crença de cada um, levava à comunhão, a união, a confraternização, a chance de entrar em si

mesmo e conhecer-se, e acredito que quando nos conhecemos também conhecemos o próximo, pois como já disse Sócrates: “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os Deuses”. Lembro-me também, não há muito tempo atrás, a música servindo de voz a um povo reprimido pela ditadura militar, onde os artistas se manifestavam seja através das artes visuais, teatro ou música falando o que precisava ser falado, o que precisava ser

dito diante da realidade que reprimia o povo com muita naturalidade. Pergunto-lhe agora, caro leitor, do que se trata a música atual brasileira? A música que os veículos de comunicação propagam como ‘música boa’? Eu, como estudante de Música, fico triste em ver que a música hoje serve para ‘imbecilizar’ as pessoas, servindo apenas para aumentar o próprio ego, falando de seu carro importado, ou como o cantor se acha o legal por sair na balada e ‘pegar’ várias mulheres. Acredito que a música possa fazer muito mais do que isso! Acredito, sim, que a música tem o poder de unir as pessoas, seja de etnias e ideologias diferentes, assim como tem o poder também de expressão, de dizer que este mundo em que vivemos não está tão certo assim como passa na TV e, sobretudo, de mostrar que o amor pode prevalecer sobre esse mundo cinza e sem vida em que a maioria vive.


OPUS

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OPUS

Revista opus  
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