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Entre as civilizações do mundo antigo, a dos romanos é, sem dúvida, aquela a que mais temos acesso, uma vez que eles nos deixaram um vasto legado literário, que nos permite traçar sua história com uma riqueza de detalhes que nunca nos cansamos de admirar. O génio romano, tão facilmente identificável em qualquer outra esfera de actividade humana, torna-se estranhamente enganoso quando perguntarmos se existiu um estilo romano nas artes. Por que isso acontece? A razão mais óbvia é a grande admiração que os romanos tinham pela arte grega de todos os tipos e períodos. Não só importavam milhares de originais de épocas anteriores e deles faziam um número ainda maior de cópias, como também as suas próprias criações eram claramente baseadas em fontes gregas, sendo que muitos de seus artistas eram de origem grega. Mas, além da temática diferente, o facto é que, como um todo, a arte criada sob o patrocínio romano parece nitidamente diferente da arte grega e apresenta qualidades positivas não gregas que expressam diferentes intenções. O Império Romano foi uma sociedade extraordinariamente aberta e cosmopolita, que absorveu os traços regionais num modelo comum totalmente romano, homogéneo e diversificado ao mesmo tempo. A "romanidade" da arte romana deve ser buscada nesse modelo complexo, e não numa única e consistente qualidade formal.

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arquitectura A arquitectura romana mesclou influências etruscas, gregas, com as características de sua própria civilização, principalmente a partir do século II a.C., quando as conquistas romanas possibilitaram a formação de uma elite enriquecida e ao mesmo tempo fortaleceu o Estado. Dos etruscos herdaram as técnicas que lhes permitiram a utilização do arco e da abóbada e dos gregos herdaram as concepções clássicas dos estilos Jônico, Dório e coríntio, aos quais associaram novos estilos, como o toscano. No entanto, a arquitectura romana, se foi fortemente influenciada pela cultura grega, desenvolveu, por sua vez obras que retratavam uma nova realidade, diferente daquela vivida por gregos, em qualquer período de sua história. Nesse sentido destacase a imponência e a grandiosidade das construções romanas, reflectindo as conquistas e a riqueza desta sociedade - templos, basílicas, anfiteatros, arcos de triunfo, colunas comemorativas, termas e edifícios administrativos - eram obras que apresentavam dimensões monumentais.

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A arquitectura é a arte que melhor testemunha o génio inventivo de Roma e que melhor documenta a sua evolução histórico-social; - A arquitectura romana é pragmática e funcional. funcional Nas construções os romanos procuraram resolver aspectos práticos e técnicos, encontrar soluções criativas e inovadoras para responder às necessidades de um Império extenso e urbano. Só no período republicano é que as construções romanas conseguiram uma linguagem arquitectónica original. O carácter que apresenta a arquitectura romana é a utilidade, grandeza, solidez, poder e força. Usaram uma variedade e plasticidade dos materiais, os tradicionais como a pedra, mármore, tijolo, madeira e materiais económicos e fáceis de trabalhar como diferentes tipos de opus (espécie de argamassa de cal e areia a que se juntavam pedaços de calcário), pozolana (material de origem vulcânica), cascalho e restos de materiais cerâmicos. Com tudo isto criavam uma pasta moldável semelhante ao cimento. Criaram novos sistemas construtivos, tomando por base o arco e as construções que dele derivam: diferentes tipos de abóbada, as cúpulas; e as arcadas.

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Roma constituiu a cidade paradigma de todas as cidades do Império, a nível administrativo e civilizacional já que nas cidades de todas as províncias estavam as sedes de governo, estruturadas segundo o modelo de Roma. Cada cidade era como que uma pequena Roma com o senado, a cúria, basílica. Também a nível urbanístico, urbanístico o modelo urbano de Roma foi adoptado por todo o Império, constituindo o urbanismo umas das marcas distintivas da civilização romana. As cidades organizavam-se quase todas em torno de dois eixos viários ortogonais (cardo e decúmano), espécie de vias triunfais para os cortejos militares. No cruzamento destes dois eixos encontramos os fóruns e outros

edifícios importantes e na periferia das cidades os complexos termais, anfiteatro Os romanos ainda construíram aquedutos que transportavam água limpa até as cidades e também desenvolveram complexos sistemas de esgotos. Da mesma maneira encontramos obras particulares, mansões nas cidades e em seus arredores. O enriquecimento proveniente das conquistas foi responsável pelo desenvolvimento do gosto pelo luxo, e pode ser percebido também nas construções.

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As construções eram de acordo com as funções:

 Religião - Templos.

O Panteão, construído em Roma durante o reinado do Imperador Adriano foi planeado paraa reunir a grande variedade de deuses existentes em todo o Império, esse templo romano, com sua planta circular fechada por uma cúpula, cria um local isolado do exterior onde o povo se reunia para o culto.

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 Comércio e civismo - Basílica A princípio destinada a operações comerciais e a actos judiciários, a basílica servia para reuniões da bolsa, para tribunal e leitura de éditos. Mais tarde, já com o Cristianismo, passou a designar uma igreja com certos privilégios. A basílica apresenta uma característica inconfundível: a planta rectangular, (de 4 a 5 mil metros) dividida em várias colunatas.

 Higiene - Termas Termas (em Latim:Thermae) era o nome usado pelos romanos para designar os locais destinados aos banhos públicos. Esses banhos públicos podiam ter diversas finalidades, entre as quais a higiene corporal e a terapia pela água com propriedades medicinais; em geral as manhãs eram reservadas às mulheres e as tardes aos homens. Constituídas de ginásio, piscina, pórticos e jardins, as termas eram o centro social de Roma. As mais antigas termas romanas de que há conhecimento datam do Século V a.C. em Delos e Olímpia, embora as mais conhecidas sejam as de Caracala. Estas foram construídas entre 212 e 217 durante o governo do imperador romano Caracala e são um perfeito exemplo das grandes termas imperiais. Grande parte de sua estrutura ainda se encontra conservada, sem a interferência de edifícios modernos.

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As Termas de Caracala podiam acolher mais de 1.500 pessoas num edifício que media 337metros por 328, sendo somente a parte central de 220 metros por 114. O recinto externo era constituído por um pórtico, do qual se conservam poucos restos. Ao fundo existia um espaço semicircular coberto que escondia as enormes cisternas, que tinham capacidade de 80.000 litros de água. Aos lados havia duas salas que abrigavam bibliotecas. Na actualidade, as Termas de Caracala são cenário para grandes manifestações artísticas. parte central das Termas

Normalmente, as termas romanas eram constituídas por diversas salas: o apodyterium – vestiário. o tepidarium - banhos tépidos, banhos mornos.  praefurnium - local das fornalhas que aqueciam a água e o ar. • caldarium - banhos de água quente. o frigidarium - banhos de água fria.  Sudatorium - espécie de sauna.

 Divertimento  Circo: Dos jogos praticados temos os jogos circenses - corridas de carros; ginásios incluídos neles o pugilato; os jogos de Tróia - aquele em que havia torneios a cavalo e os jogos de escravos - executados por cavaleiros  Teatro Imitação do teatro grego. O principal teatro é o de Marcelus. Tinha cenários versáteis, giratórios e retiráveis.  Anfiteatro O povo romano apreciava muito as lutas dos gladiadores. Essas lutas compunham um espectáculo que podia ser apreciado ….. O Coliseu, certamente o mais belo dos anfiteatros romanos.

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 Monumentos decorativos Arco de Triunfo: pórtico monumental feito em homenagem aos imperadores e generais vitoriosos. O mais famoso deles é o arco de Tito. Colunas comemorativas. A mais famosa é a de Trajano.

 Moradias Uma villa romana era uma moradia rural, cujas edificações formavam o centro de uma propriedade agrícola. agrícola Estas villae poderiam ser construídas em pequenas fazendas, dependentes do trabalho familiar, ou em grandes propriedades, com trabalhadores escravos. A partir do século II a.C., as vilas, cada vez mais sofisticadas e elegantes, eram construídas, frequentemente, em torno de um pátio e eram localizadas de forma a integrar-se na paisagem. Com o passar dos tempos, começaram a ser edificadas como casas de campo para os ricos, sendo cultivadas por arrendatários ou sob supervisão de um administrador (vilicus). Por este tempo, já as villas eram construídas em todo o Império Romano,

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escultura A influência grega fez com que surgissem em Roma os copistas, que retratavam com extrema fidelidade as principais obras clássicas, de homens consagrados como Fídias e Praxítel. Praxítel O racionalismo e a fidelidade ao real orientaram a produção da estatuária romana e serviram para satisfazer o desejo de glorificação pessoal e de comemoração de conquistas e grandes feitos. Proliferaram ram no âmbito dessa arte romana os bustos, retratos de corpo inteiro e estátuas equestres de imperadores e patrícios, os quais passaram desse modo à posteridade. A narração de fatos históricos e a reprodução de campanhas militares tomou forma nos relevos que se desenvolveram na fachada de templos e dos Arcos de triunfo.

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pintura O conhecimento sobre a pintura romana deve-se deve se em grande parte a descoberta de Pompéia, cidade que foi soterrada pela erupção do Vesúvio no ano 79 e descoberta no século XVIII. Encontramos na cidade diversas pinturas, de caráter decorativo, ornamentando os palácios e os aposentos das residências, reproduzindo paisagens, a fauna, a flora e cenas bucólicas; também retratavam seus habitantes, com grande fidelidade.

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coliseu oliseu de roma r O Coliseu, Coliseu também conhecido como Anfiteatro Flaviano, localizado no centro de Roma, é uma excepção pelo seu volume e relevo arquitectónico Originalmente capaz de albergar perto de 50 000 pessoas e com 48 metros de altura, era usado para variados espectáculos e demorou entre 8 a 10 anos a ser construído. Os assentos eram em mármore e a cavea, escadaria ou arquibancada, dividia-se se em três partes, correspondentes às diferentes classes sociais: o podium, para as classes altas; as maeniana, sector destinado à classe média; e os portici, ou pórticos, construídos em madeira, para a plebe e as mulheres

O Coliseu foi utilizado durante aproximadamente 500 anos, tendo sido o último registo efectuado no século VI da nossa era, bastante depois da queda de Roma em 476. Coliseu de Roma , vista interior

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O edifício deixou de ser usado para entretenimento no começo da era medieval, mas foi mais tarde usado como habitação, habitação, oficina, forte, forte sede de ordens religiosas e templo cristão. Actualmente é uma das maiores atracções turísticas em Roma e em 7 de Vista nocturna do Coliseu Julho de 2007 foi eleita umas das "Sete "Sete maravilhas do mundo moderno". moderno

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2 arte romana