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Que “porcaria” é esta? Este trabalho procura mostrar que a teoria evolucionista não está baseada em ciência, mas em mentiras. Aqui só é explorada a descoberta do Homem de Nebraska e um dos maiores julgamentos da história dos Estados Unidos. O que estava sendo julgado não era a conduta de um professor, mas a veracidade da Bíblia e o direito de professores ensinarem aos jovens americanos que a Bíblia não era infalível e que Deus não era o criador da vida na Terra. O clima na época na pequena cidade de Dayton ficou muito acirrado. Tudo parece ter sido armado para atacar o Dr. Bryan, criacionista e advogado, em seu próprio território. O professor acusado de desrespeitar uma lei federal nem era daquela cidade ou o professor definitivo da escola onde a acusação tinha sido feita. Vilemar Magalhães vilemar@ewi.com.br

Em 1917, os Estados Unidos viviam um momento especial. As amarguras da Primeira Guerra Mundial fizeram com que as pessoas se voltassem mais para Deus. As mortes de jovens homens, de pais de famílias e os homens mutilados levaram muitos a procurarem refúgio na esperança ensinada nos Evangelhos. Contudo, a Teoria Evolucionista ganhava muito espaço e confrontava com o ensinamento que o mundo e a vida na Terra tenham sido criações de Deus. Os congressistas americanos de alguns estados conseguiram aprovar leis que proibiam o ensino da Teoria da Evolução nas escolas públicas americanas.


William Jennings Bryan, um homem importante de sua época nas esferas políticas e em sua comunidade religiosa, defendia que o ensino da Teoria da Evolução colaborava com a perda de fé na Bíblia dos jovens estudantes. Foi aprovada a lei que ficou conhecida como o Butler Act, em homenagem ao político John Wahington Butler. Em 5 de maio de 1925, John Thomas Scopes, um jovem de 24 anos, professor substituto de ciências e treinador de futebol americano da escola pública Dayton High School, foi acusado de ensinar a Teoria da Evolução a seus alunos. Ele estava usando o livro “A Civic Biology” do escritor William Hunter em suas aulas.

Clearance Darrow e William Jennings Bryan Scopes foi levado a julgamento que recebeu projeção internacional por ter William Jennings Bryan como advogado de acusação e o também o famoso advogado de defesa Clearance Darrow, amigo do pai de John Scopes. Toda a imprensa americana procurou cobrir o evento deslocando suas equipes para a pequena cidade Dayton, Tennessee. O julgamento de Scopes que ficou conhecido como o Monkey Trial (O julgamento do macaco) foi transmitido pelas rádios e acompanhado por milhares de pessoas. Scopes entrou como réu confesso para ter direito a um defensor para o caso e foi condenado, porém não foi preso. O Butler Act teve a sua vigência até 1967, quando o professor Gary L. Scott do Tennessee, foi demitido por violar o Butler Act. Ele processou o estado alegando o direito de livre expressão da Constituição Americana. Um outra investida grande dos evolucionista foi em 1917 quando o dono de um rancho e geólogo amador, Harold J. Cook, achou em uma rocha um dente molar desgastado próximo à cidade de Brook no estado de Nebraska, Estados Unidos. Segundo Harold, aquele dente tinha milhares de anos. Um dente solitário sem estar ligado ao resto do corpo de onde saiu. O Sr. Harold, agindo com muita ousadia, alegou ser aquele dente encontrado um elo perdido na história da evolução do homem. Ele mandou uma mensagem ao Professor Loomis com uma descrição do achado, molde do dente e pediu que este desse um parecer. O Prof. Loomis devolveu o material e mensagem sem fazer nenhum comentário. O dente foi oferecido novamente para análise em 14 de março de 1922 ao Dr. Henry Fairfield Osborn, paleontólogo


notável, estudioso de vertebrados e diretor do Museu Americano de História Natural. Ao receber o dente o O Dr. Osborn, muito rapidamente, sem tentar realizar uma análise mais apurada, disse que se tratava com 100% de certeza de um exemplar macaco antropoide. Esta descoberta poderia ser o primeiro macaco antropoide da América do Norte. Em um mês o Dr Osborn chama a descoberta de Hesperopitecus haroldcookii ou o Homem de Nebraska. Hespero em grego significa véspera e pitecos significa macaco do oeste. A rapidez e a empolgação foram justificadas somente por nunca terem sido achados outros exemplares na América do Norte de fósseis de homens pré-históricos. O Sr. Osborn não hesitou em atestar a veracidade da grande descoberta. Tudo foi confirmado mais uma vez pelos especialistas, Dr. Milo Hellman e Dr. William D. Matthew. No dia seguinte, o material foi analisado pelo Dr. William K. Gregory que era tido como uma pessoa com um olho clínico em dentes de primatas. Em 22 de março de 1922, os estudiosos acharam mais um dente do mesmo animal e concluíram que esta era mais uma confirmação de que se tratava de um tipo de macaco antropoide provavelmente um animal que tenham chegado aqui da Ásia. Após a análise do Dr. Matthew e o Dr. Osborn foi determinado que se tratasse do segundo ou terceiro molar superior do lado direito de um novo tipo ou espécie de antropoide. Moldes do dente foram mandados pelo Dr. Osborn para 26 instituições pelo mundo. Foram inúmeras as posições contrárias que este era um dente de um homem pré-histórico ou até mesmo que se tratasse de qualquer tipo de macaco conhecido. Houve gente que acreditou ser um dente de um urso. Outros acharam ser um dente de leite de um cavalo. Houve quem dissesse que se tratava de um osso do ouvido médio de um mamífero gigante extinto e muito mais. Alguns livros foram escritos retratando a vida do Homem de Nebraska e de sua família. O Dr. Gregory pesquisou o dente aproximadamente por dois meses, tirou inúmeros raios-x de vários ângulos. Aconteceu que antes de tirar os raios-x, um funcionário da equipe do Dr. Gregory deixou o dente cair no chão que era revestido de pedras. O acidente aconteceu depois de uma brincadeira que o Dr. Gregory declarou que o dente valeria milhões de dólares. O funcionário ficou nervoso e o deixou cair. O Dr. Gregory e alguns colaboradores colheram os pedaços e conseguiram reconstituir o dente que se partiu em muitos pequenos fragmentos. Com todo respeito a quem não está mais aqui para se defender, é difícil confiar que tal acidente tenha acontecido por acaso. Com tantas hipóteses que não se confirmavam, o Dr. Gregory teve que concluir que o dente estudado pertencia a um novo gênero e uma nova espécie de primata. Segundo o Dr. Gregory este animal não poderia ter sido ser um tipo de gorila, um tipo de gibão, um tipo de orangotango. Parecia mais com o dente de um chipanzé, mas ainda estava muito distante. Muitos outros exemplares foram trazidos para a área de testes para serem comparados com o dente achado por Harold. Mas todos desconsiderados como sendo iguais ou relacionados com aquele exemplar. Só restava dar um novo nome para esta descoberta já que a comparação não era positiva para qualquer tipo de homem pré-histórico catalogado ou de macacos. O artista Amedee Forestier, desconhecendo o peso que teria o seu excesso de criatividade, desenhou em preto e branco como seria o corpo e face do dono daquele dente. Amedee teve


como referência o Homem da Java. Ele não achou isto pouco e ainda desenhou uma esposa para aquele homem. Esta história ganhou notoriedade quando foi publicada na revista Illustrated London News em 24 de junho de 1922. Dr. William Gregory chegou a publicar dois trabalhos científicos em apoio ao Dr. Osborn. A dedução final foi que o dente pertencia a uma criatura relacionada com os macacos. Não chegaram a concluir se este dente era de um macaco ou de um homem. O Jornal The Morning Bulletin Rockhampton (18/11/1922) falou que havia sido feitos estudos intensivos, que se tratava do fim da era dos mamíferos, tempo de precipitações vulcânicas e a caça estava difícil para um macaco forte do Oeste do Mundo. Seus inimigos eram ferozes, o alimento estava escasso e gradualmente esta espécie entrou em extinção. As evidências, para este jornal, não poderiam ser apenas de um dente, o editor aumentou um pouco o relato e conta da existência de uma mandíbula da criatura estudada. Eles chamaram esta descoberta paleontológica a mais importante de todos os tempos. Com toda esta publicidade, o próximo passo tomado pelo Dr. Gregory foi sair de Nova York em direção a Nebraska. Ele removeu toneladas e toneladas de areia e fragmentos de fosseis. Eles acabaram encontrando uma dúzia de outros dentes similares, alguns com as suas coroas intactas. O dente achado por Harold Cook não tinha a sua coroa presente. Ficou certo que o primeiro dente se tratava de uma raça de porco selvagem extinta. Em 1972 (Wetzel) foi descoberto que o porco nem estava extinto de fato. Estes ainda podem ser encontrados no Paraguai. Este dente não era de um ancestral humano e nem de um macaco. O Dr. Gregory chamou este episódio da maior decepção de todas as descobertas nesta área. Além do mais, outras partes do porco foram achadas, o que colocou por terra tal afirmação.

Não faz sentido acreditar que algum dos envolvidos poderia ter se enganado quanto aquele dente ser de um parente longínquo do homem que foi parar nos Estados Unidos. Além do mais, W. D. Matthew e o descobridor deste dente, Harold Cook, escreveram um trabalho em 1909 que explicava a relação próxima entre os molares de humanos e porcos. A conclusão deste trabalho foi:


Os molares anteriores e pré-molares do gênero de pecários mostram uma semelhança impressionante dos dentes de um Antropoide, e pode ser confundido por qualquer pessoa não familiarizada com a dentição de porcos miocênicos pecários.

Nem mesmo William Gregory, que desvendou o mistério, parece ser inocente neste caso. O dente estava desgastado e um funcionário do Sr. William Gregory derrubou o dente que ficou em pedaços. Muitos tiveram dificuldade de aceitar aquele dente como um exemplar de um dente de um ser humano e muito menos que este tivesse pertencido a um ancestral da raça humana. Será mesmo que somente estes homens, as maiores autoridades no assunto de sua época, foram os únicos que conseguiram se enganar? A farsa do Homem de Nebraska foi usada por muitos para interferir com o julgamento de Scopes e a fim de derrubarem a proibição de ensinar a Teoria da Evolução nas escolas públicas de alguns estados americanos. As tentativas de denegrir e desacreditar a imagem de cientistas, advogados, professores, religiosos defensores do criacionismo foram cruéis. O Dr. Osborn citou o livro de Jó 12:8 para o William Bryan, dizendo que este ouvisse a terra e sugeriu que o primata que ele reconheceu tão facilmente fosse chamado de Bryanpitecus. A divulgação da pseudo-comprovação da Teoria da Evolução foi amplamente difundida em várias partes do mundo, além dos Estados Unidos. O mesmo não aconteceu com a constatação desta fraude. Até hoje são vistos árvores retratando a evolução e fotos de homens demonstrando estágios da evolução que não faltam o Homem de Nebraska. Por qual motivo estes cientistas desesperadamente jogaram seus nomes na lama? O que estava por trás da criação do Homem de Nebraska? Até onde podemos dizer que estas pessoas estão praticando ciência? No dia 22 de novembro de 2013 completou 154 anos da publicação do livro Origem das Espécies. Desde aquela data é crescente a influência da Teoria da Evolução na biologia. O geneticista russo Theodosius Dobzhansky (1900 – 1975) que era criacionista, evolucionista e uma peça chave para o surgimento do neo-darwinismo declarou: “Nada em biologia faz sentido senão sob a luz da evolução.” Esta declaração teve grande impacto no ensino de biologia. Hoje os livros textos são em sua maioria apenas maneiras de provar a evolução. Os seus autores estão se distanciando da busca por perguntas tão importantes para o entendimento da vida na Terra. Theodosius acreditava que tanto o criacionismo e o evolucionismo poderiam viver harmonicamente. A cooperação entre ateístas e crentes era possível desde que dogmas religiosos não interferissem com os fatos e experiências científicas. Sendo um frequentador de serviços religiosos que fazia as suas orações na igreja ajoelhado, Teodosius deveria saber que “dogmas religiosos” não são manifestações genuínas dos seguidores dos ensinamentos bíblicos. Da mesma forma como histórias semelhantes à descoberta do homem de Nebraska não podem ser chamadas de descobertas científicas.


Espero um dia ver extirpada a influência dos evolucionistas no ensino de biologia. Não somente por motivos religiosos, mas porque o que eles praticam não é ciência. Além do homem de Nebraska, os evolucionistas ainda tentaram: a) b) c) d)

criar o homem de Pitdown; criar a Lucy; modificaram fósseis para que estes ficassem de acordo com as suas teorias; publicar o livro a Origem das Espécies 22 anos depois que tinha sido escrito. A decisão de publicado só veio um ano depois que Darwin recebeu o trabalho de Alfred Wallace Russel. Darwin falou que até o índice estava organizado de forma semelhante; e) desconsiderar provas importantes. Darwin ao ver fósseis de plantas angiospermas antes das pteridófitas, ele ao invés de assumir que estava errado, que não houve uma evolução, ele chamou esta descoberta de abominável. f) Quando viu que um pavão não poderia fazer aquela calda de forma gradativa, ele disse que tal visão dava a ele vontade de vomitar. Parece que Darwin não tinha vontade de reformular as suas conclusões mesmo diante de provas tão contundentes. Isto é ciência?


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Que porcaria é esta?