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Generalizando... Uma exploração dos diferentes gêneros literários

EDUCAR PARA A FELICIDADE. EDUCAR PARA A CULTURA DE PAZ _________________________________________________________________

Estudantes do 5º e 6º ano Alto Paraíso de Goiás 2016

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AUTORES: (Por ordem alfabética)

Apolo Lenner dos Santos Torres

5º Ano

Cora Ghiringhello Rebello

6º Ano

Emilly Martins Saraiva

6º Ano

Enzo Vavolizza Fortunato

5º Ano

Ian Pedro Ramalho Leite Reis

6º Ano

Irmim Santos Abreu Pinheiro

5º Ano

Julia Elizabeth Valentim Sircus

5º Ano

Lucas Julien Massot

5º Ano

Maya Pedroso Cunha Pereira

6º Ano

Miguel Havi G. Santos Zurita

5º Ano

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SUMÁRIO

1. Introdução.................................................................................................... 04 2. Conto........................................................................................................... 06 3. Fábula......................................................................................................... 39 4. Biografia....................................................................................................... 49 5. Poesia.......................................................................................................... 62 6. Texto Informativo......................................................................................... 73 7. Diário de Bordo............................................................................................ 84 8. Conto............................................................................................................ 96

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INTRODUÇÃO

O presente livro foi fruto de um estudo realizado pelas turmas do 5º e 6º ano a respeito dos gêneros literários. Confeccionado ao longo do ano de 2016, os textos contidos nessa obra são de autoria dos estudantes que estiveram conosco, na Escola Vila Verde, durante este período. Iniciado em Fevereiro, a partir da importância percebida pela professora de sala acerca da necessidade de um maior encantamento pela leitura e escrita por parte dos estudantes, a ideia do livro surgiu junto a um profundo estudo do uso da língua portuguesa em seus diversos contextos sociais. O trabalho começou com uma reflexão a respeito da função comunicativa da escrita e caminhou, pouco a pouco, em direção ao uso poético das palavras na busca por um maior envolvimento do leitor frente ao texto redigido. Na medida em que os estudantes se perceberam verdadeiramente capazes de produzirem uma “grande obra” (diante da proposta da professora em se escrever um livro), revelaram enorme interesse pelos diferentes gêneros textuais,

aprofundando

nos

estudos

de

suas

características

e

particularidades. Desvendaram as estéticas textuais, as diferentes formas de linguagem (coloquial e formal), as variadas formas de expressão comunicativa, além das estruturas ortográficas e gramaticais, nas quais se aprofundaram diante da demanda sentida por eles mesmos ao longo do percurso. A

cada

mês

se

trabalhava

um

gênero

diferente,

ampliando-se

o

conhecimento de suas características, objetivos e o encantando dos estudantes pelo comportamento escritor. Todos os textos eram elaborados em uma primeira versão, corrigidos pela professora,

revisados

em

uma

segunda

versão

pelos

estudantes,

compartilhados entre eles em sala para opinarem entre si, para, somente então, serem digitados e ilustrados.

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À professora coube a organização das produções em uma única obra literária. O resultado está neste livro, escrito, criado, revisado, digitado e ilustrado pelos próprios estudantes. Convém enfatizar que todos trabalharam com empenho e gosto na busca pelo

aperfeiçoamento

de

seus

textos

e

que

possíveis

erros

ainda

encontrados são provenientes da escolha da professora por manter as produções na íntegra, conforme realizadas pelos estudantes.

Daniela Razuk Professora tutora Escola Vila Verde

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Conto

(Marรงo/2016) 6


CONTO

Logo de início a proposta foi abraçada por todos os estudantes com entusiasmo diante da liberdade que sentiram ao serem convidados a escreverem uma “história livre”. Com objetivo de despertar o prazer pela escrita, a professora incentivou os estudantes a “darem asas à imaginação” e criarem um conto com a temática que desejassem. A única indicação era que deveria ser uma narrativa e seguir os pontos gramaticais trabalhados em sala. O resultado foram os Contos “fantásticos”, com vários capítulos, em virtude do nível de empolgação e envolvimento dos estudantes.

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OS DOIS LADOS DA VIDA Apolo Lenner dos Santos Torres

O INÍCIO Era uma vez uma menina chamada Stefany, que tinha sua vida infernizada pelo seu padrasto, Dino, que não gostava nada dela. Ela vivia com sua mãe, Rosa, e seus irmãos, Felipe e Aninha. Certo dia, Stefany faria 15 anos e fez uma festa. Foi um sucesso, todos estavam se divertindo, só que o Dino (o padrasto) chegou embriagado e quebrou tudo! Copos, pratos e até jogou o bolo dela no chão. De repente, Stefany saiu chorando direto para o seu quarto. À noite, quando todos estavam dormindo, Stefany pegou o martelo e quebrou todos os vidros do carro do Dino, só que ele ouviu, pegou a faca e matou Stefany. O padrasto enterrou o corpo da Stefany e não falou nada.

A VISITA AOS DOIS LADOS DA VIDA Quando morreu, Stefany foi direto para o céu e conheceu tudo o que tinha lá. Stefany estava meio esquisita, ela ainda estava se sentindo viva, mas deixou assim mesmo. Ela também visitou o inferno, só que ela não gostou e voltou para o céu. Stefany estava sentada em uma nuvem e estava triste e resolveu levantar e caminhar, só que ela estava distraída e pisou em um buraco, caiu do céu e desmaiou.

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A VOLTA E O FINAL Quando acordou, Stefany estava em sua casa, deitada em sua cama. Era tudo um sonho, ela estava dormindo o tempo todo. Eram 07:00hs e seu padrasto estava assistindo filme com sua mãe e seus irmãos. De repente, Rosa (a mãe) falou pra Stefany ir lá fora e ela foi. Quando Stefany chegou na varanda de sua casa, todos gritaram: - SURPRESA!!! Eles fizeram uma festa surpresa para ela! E na escola, todos só viviam falando: –“A festa da Stefany foi a melhor de todas”. Isso a deixava muito feliz. FIM!

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O VALE DO SOL NASCENTE Cora Ghiringhello Rebello

CAPÍTULO 1: MUDANDO PARA O VALE DO SOL NASCENTE Era uma vez um vale chamado Vale do Sol Nascente, onde todos os seres habitam. Um deles vive em poças d’água, que são ligadas aos rios e ao mar. Esses seres são monstros medonhos que comem peixes, tubarões etc. Eles são brancos, frios, parecem humanos misturados com peixe e tem membranas nas mãos. Esses animais se chamam Poçáticos e são capazes de possuir as pessoas. Existem também os Queimals, que são criaturas em brasa que colocam fogo em tudo e os Apatores, que tem que apagar o fogo. Esses Apatores são unicórnios misturados com peixe, porque eles têm escamas e apagam o fogo com a água que sai de seus rabos. Um dia uns pesquisadores foram ver se esse lugar era habitável. Descobriram que era o lugar mais bonito do mundo, cheio de criaturas esplêndidas, mas esses pesquisadores não sabiam a tenebrosidade que tinha por traz da beleza e resolveram construir uma escola e casas no local. Várias pessoas se mudaram para lá, inclusive eu. Não tinha a menor ideia que existiam monstros no lugar. Fui sempre sozinha pra escola, até que percebi que havia uma poça d’água que nunca secava. Como ia de bike, resolvi passar em cima da poça. Nessa hora, uma mão com membranas saiu da poça e segurou a roda da minha bike! Quase caí, mas pedalei mais rápido e consegui sair. No dia seguinte vi um veado com rabo de leão e asas de águia, ele parecia triste, mas continuei meu caminho. Se contasse para os meus pais, eles não acreditariam, nem da mão que saiu da poça, ou do veado, então guardei os acontecimentos pra mim. 10


Depois de um tempo, não vi a mão tenebrosa ou o veado, até passei pela poça e nada aconteceu. Então achei que tudo tinha sido uma ilusão minha. Até que, em uma noite muito escura, vi um ser fluorescente vermelho vivo cruzar a montanha e onde ele passava pegava fogo. A linha de fogo foi descendo muito rápido, até que vários unicórnios com escamas apareceram bem na hora que o fogo tinha cercado as casas. Os Apatores começaram a apagar o fogo, mas um deles ficou preso embaixo de uma madeira em chamas. Eu fui tentar levantar a madeira e consegui. O Apator veio em minha direção e lambeu minha mão, mas logo em seguida saiu correndo para fazer seu trabalho. Duas

semanas

depois,

tudo

estava

novamente

verde

e

agradável, graças aos belos Apatores. Então vi o veado esquisito e ele estava muito feliz comendo os brotos de capim. O mesmo Apator que eu tinha salvo apareceu, me lambeu, então pensei que ele estivesse faminto e dei-lhe uvas. Ele adorou e me ofereceu suas costas para eu montar. Montei de bom grado e demos um passeio. A partir desse dia, o Apator começou a aparecer lá na minha casa todos os dias e eu resolvi dar-lhe o nome de Azulado por causa da cor de suas escamas.

CAPÍTULO 2: A FLORESTA MARINHA Um dia eu acordei e o Azulado (meu Apator) não apareceu. Comecei a me preocupar e, cada hora do dia que passava, eu me preocupava mais. Então disse a mim mesma: -

“Ele deve ter resolvido vir só amanhã.”

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Um dia passou, dois dias, até que não aguentei mais esperar e estava preocupadíssima com meu Azulado. Fui procurar por ele. Procurei por todo o vale e não achei nada. No quarto dia, sem o menor sinal de qualquer Apator, eu estava morrendo de preocupação, não podia esperar mais. Chamei por ele, gritei por ele e até coloquei uvas na porta de casa, mesmo assim, ele não apareceu. No dia seguinte já faziam 5 dias que o Azulado não aparecia. Quando acordei, estava uma tempestade de raios e chuva. Estava tão desesperada para achar o Azulado que abri a porta de casa e sai correndo na chuva. Tinha um toco no meio da estrada que eu tropecei... E, logo depois do toco, havia a poça que nunca secava, aquela que os tenebrosos Poçáticos tinham agarrado o pneu da minha bike. Logo que caí, era como se eu estivesse no mar, mas a água não fazia meus olhos arderem e eu podia enxergar tudo como se usasse óculos de mergulho. Tomei um susto quando pude respirar dentro d’água e quando senti que tinha uma cauda! Não sei como ou o porquê, mas eu era uma sereia! Primeiro pensei como iria para escola, como contaria aos meus pais e a vida que não poderia ter com uma cauda, mas tinha o lado bom: nadar com golfinhos, ver o fundo do mar e um milhão de outras coisas. Só então, quando parei de pensar na vida, vi a morte em minha frente: três tubarões famintos estavam vindo em minha direção e, quando um deles estava quase me comendo… Uma luz muito clara brilhou ao meu lado e eu desmaiei. Quando acordei, estava em cima de algo em movimento e logo minha visão clareou. “Meu Apator!!! Então foi ele quem me salvou dos tubarões e me deu a cauda! Por que ele fez isso? Fugiu de mim? Preciso perguntar a ele.” - Pensei.

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-

“Eu fiz isso para protegê-la.” - disse ele com os pensamentos. Podíamos ouvir e conversar pela mente.

-

“Por que você não apareceu na minha casa?” - resolvi pensar.

-

“Explicarei tudo, apenas tenha paciência.” - a voz na mente dele falava - “Aliás, meu nome é Blue, não Azulado…”

-

“Tá”- respondi impaciente.

-

“E o seu nome? Qual é?”

-

“Alice.” - Falei em voz alta - “Podemos sair daqui?”

-

“Ok, vou levá-la para um lugar seguro e bonito.”

-

“Vamos logo então.” Fui para um passeio submarino com meu Apator, que descobri

chamar-se Blue. Chegando, vi a floresta extremamente magnífica e Blue começou a me explicar pela mente: -

“Existem uns monstros, que se chamam Poçáticos, e que estão ameaçando os Apatores. Quando alguns de nós saímos de nossas regiões, eles não voltam ilesos, sempre com feridas. Descobrimos que você não está segura no mundo lá de cima e vamos fazer um abrigo para você aqui.”

-

“Eu não preciso de proteção!” - falei, mas ele nem ligou. Ele chegou perto de uma casa em baixo d’água, me disse que era pra eu ficar lá, virou as costas e sumiu.

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CAPÍTULO 3: POÇÁTICOS Eu estava muito confusa com os acontecimentos, com a cauda que ainda tinha e com o Blue. Não sabia se podia confiar nele e estava começando a não me sentir confortável perto dele. Um dia ele apareceu lá na “casa” submarina onde eu estava e me levou para um passeio, dizendo que iria me explicar tudo. -

“Alice, tudo começou quando os Apatores viviam muito bem e confortáveis pastando, às vezes indo pro mar, virando metade peixe para pescar e se divertirem. Mas, uma noite, dois cometas caíram: um na terra e o outro no mar. O que caiu na terra veio com muitas criaturas e, entre elas, estavam: as fadas, os Queimals e muitas outras boas e más. As fadas deram aos Apatores o poder. Disseram que era pare eles deterem os Queimals e assim eles sempre fizeram, mas o cometa que caiu na água, nada puderam fazer.”

-

“Os Queimals, eles ainda vivem?” - perguntei.

-

“Sim, nós só os detemos quando eles causam mal a natureza, mas não os matamos.”

-

“E o cometa que caiu na água?” - perguntei.

-

“O que caiu na água, também saíram muitos monstros, inclusive os Poçáticos, mas só sabemos deles. São os únicos que já vimos e você não pode passar na poça d’água.”

-

“Por que você quer tanto me proteger, Blue?”

-

“Um Apator é fiel a alguém e protegerá essa pessoa com sua vida. No meu caso, essa pessoa é você. Alice, protegerei você com minha vida, nada vai machucá-la.”

-

“Muito obrigada, Blue, é muito legal isso da sua parte. Mas agora preciso voltar pra casa.”

-

“Muito bem, vou levá-la, mas aparecerei todos os dias para confirmar que você está bem. Ok?” 14


-

“Sim, mas ainda não me disse por que você não apareceu lá por 4 ou 5 dias.”

-

“Al, eu não apareci, porque estava te vigiando de longe e cuidando para nenhum Poçático sair das poças e te machucar.”

-

“Tá, posso ir pra casa agora?”

-

“Sim, vamos.” Blue me levou para poça na qual eu tinha caído e, quando

cheguei na superfície da poça… Algo me agarrou pela perna (Que havia acabado de virar tal, antes era uma cauda) “Um Poçático!” - Pensei. Ele estava enfiando suas garras na minha pele, começou a sangrar e arder como se tivesse um ferro fervente enfiando na minha perna. Blue já estava muito longe, porque estava indo embora, mas percebeu a presença do Poçático e logo voltou tão rápido que deu uma cabeçada no Poçático. Este afrouxou um pouco as garras, mas, a essa altura, eu não podia mais sentir, falar ou enxergar, então, fechei os olhos e, como estava debaixo d’água, sem minha cauda, não podia respirar. Blue dava rabadas no Poçático, mas como não enxergava, desmaiei… De repente, acordei, tossindo e meio engasgada com água do mar. Estava deitada, nas costas do Blue, que logo acordou. Ele não estava mais com cauda e sim com suas familiares patas traseiras, como eu o conhecia. Minha perna estava queimando e doendo muito, graças ao Poçático horrível. Tentei levantar-me, mas cai bem em cima do Blue, que disse: -

“Deixe-me ajudá-la, linda.”

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Ele tocou seu chifre de unicórnio no meu corte da perna e instantaneamente sumiu, como se nunca tivesse existido. Quando ia agradecer Blue, ele tinha sumido. Nunca pensei que, eu, uma garota de 16 anos, viveria tantas aventuras. Voltei pra casa e fui direto pra cama, sem vontade de fazer nada.

CAPÍTULO 4: TRANSFORMAÇÃO No dia seguinte, eu acordei e ouvi a voz do Blue. Ele estava me esperando na porta e disse: -

“Alice, eu não te contei tudo sobre os Apatores e acho que você só vai acreditar vendo. Me encontre no pôr do sol na montanha gelada.” Depois de dizer isso, ele virou as costas e se foi. No pôr do sol fui encontrar Blue na montanha gelada. Ele já

estava lá e, quando o sol estava quase sumindo, ele se transformou, virou homem. -

“Sempre fomos humanos, mas nos enfeitiçaram e viramos os lendários Apatores para salvar as pessoas do perigo. Antes éramos caçadores de demônios e protegíamos pessoas como você deles. Os feiticeiros nos transformaram em Apatores, para que não conseguíssemos nos comunicar.” - disse ele. Eu estava espantada. Primeiro Blue falou comigo pela mente,

depois virou humano! O que mais ele estaria escondendo? -

“Eu não sei o que dizer, Blue.” 16


-

“Ah, aliás, meu nome de humano é Harry.”

-

“E Blue? É seu nome de Apator?”

-

“Sim.”

-

“E por que você não me disse isso antes?”

-

“Porque não sabia se podia confiar em você, mas agora sei que posso.” Eu estava muito confusa e não saia mais nenhuma palavra da

minha boca. Ficamos um bom tempo sem falar nada, até que eu disse: -

“Como

você

pode

ficar

humano?

Os

feiticeiros

não

te

transformaram em unicórnio?” -

“Sim, mas quando te conheci, comecei a conseguir virar humano 1h por dia. Esse também foi um dos motivos de não ter ido na sua casa por uns 5 dias.

CAPÍTULO 5: O MUNDIÇO Eu estava totalmente impressionada, era como se o Harry tivesse jogado uma tonelada de chumbo em cima de mim ao mesmo tempo. Ele disse: -

“Se você quiser ajudar a mim e aos meus irmãos Apatores, precisaremos destruir o Mundiço, que é o mundo dos feitiços…”

-

“Eu... Eu não…”

-

“Você não quer ajudar? Entendo.”

-

“Eu quero ajudar, é que não tenho ideia de por onde começar e…”

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-

“Ótimo! Eu te orientarei. Meu tempo de humano está se esgotando. Vamos, vou te ensinar a lutar e você poderá nos livrar da maldição!”

-

“Ok, onde vamos agora?”

-

“Vamos para o instituto, onde estão as armas de Apatores e também algumas de humanos. Tem alguém lá que pode te ensinar a lutar.” Harry, na forma de Apator, e eu, fomos para o instituto que era

um tipo de castelo chinês. Quando Blue, que era o nome de Apator do Harry, me mostrou a sala das armas, ele me disse para esperar lá que já já, a moça que iria me treinar, chamada Marise (uma das poucas humanas que vivia com os Apatores e sabia seus segredos) chegava. Quando a Marise chegou, eu me impressionei. Ela era linda, tinha os cabelos negros que chegavam na cintura, olhos azuis como o céu e era branca como a neve. -

“Oi! - Marise disse - “Então você é a Alice?”

-

“Sim” - Eu disse timidamente. Ela parecia ser simpática.

-

“Harry disse para eu te treinar e que você vai ajudar a quebrar a maldição.”

-

“É eu vou quebrá-la.”

-

“Espero que sim.” Marise me treinou muito e todos os dias. Ela me acordava as

4:00h da manhã e me fazia treinar até as 4:00h da tarde. Quando eu já estava ficando profissional no arco e flecha, resolvemos atacar a cidade Mundiça aquela noite. Todos os Apatores se carregaram de armas e eu peguei meu arco e flecha. Marise estava com duas espadas samurai e, no Harry, estavam presas facas que se atiravam com a boca. 18


CAPÍTULO 6: A GUERRA Todos Apatores estavam enfileirados em frente o portão da Mundiça, prontos para atacar, quando eu desse o sinal. Depois que todas as luzes da cidade estivessem apagadas, eu daria o sinal de ataque. Esperamos um bom tempo e quando as luzes se apagaram… -

“Agora!” - eu gritei com toda minha força. Quando um dos Apatores deu um passo, começaram a aparecer

feiticeiros. Lutamos um bom tempo e, quando todos os feiticeiros estavam incapacitados de lutar, eu entrei na Mundiça, cheguei ao centro e lá estava um grande cristal cheio de magia negra que controlava a maldição… Eu gritei, um feiticeiro, que ainda estava ileso, tinha lançado uma flecha na minha perna e eu cai… Vi o feiticeiro caindo da torre e lá em cima estava Harry. Ele veio correndo em minha direção, mas depois disso não me lembro de absolutamente nada. “Vou morrer”- eu pensava. Não podia ver nada além da gigantesca quantidade de sangue que tinha em minha perna e a dor horrível que sentia. Acordei na cama mais macia do mundo e, sentado ao meu lado, estava Harry. Ele notou que eu estava acordando e perguntou: -

“Al, você está bem?” Eu queria responder “Sim!!!”, mas nada saiu da minha boca e

eu me engasguei e comecei a tossir. Harry levantou minha cabeça e colocou-a em seu colo (ele estava em forma de humano). 19


“E a maldição?” eu queria fazer tantas perguntas, mas não podia falar. No dia seguinte eu perguntei pelo Harry, mas Marise não sabia onde ele estava. -

“E a maldição, Marise?”

-

“Ah! Você conseguiu! Quebrou-a!!!”

-

“E onde estão todos os Apatores que viraram humanos?”

-

“Devem estar por aí no instituto.” Eu fui procurar Harry, mas não o encontrei. Passou um dia e ele

não apareceu.

CAPÍTULO 7: REENCONTRO Uma noite eu estava passeando pele estufa do instituto e vi Harry de costas. Logo que eu dei um passo, Harry se virou na minha direção. -

“Oi Alice.”- ele disse.

-

“Oi Harry, até que enfim resolveu aparecer!”- eu disse em tom de raiva.

-

“Você está bem?”

-

“Eu estou e você? Que sumiu por quase uma semana?”

-

“Eu queria te dar um tempo pra sarar da flechada e também eu quero agradecer-lhe por salvar toda minha espécie. Sempre que precisar da nossa ajuda, é só chamar.”

-

“Obrigada por me salvar e todo o resto, mas se sua “espécie” me deixar ficar aqui e caçar demônios, eu não ia achar chato. É

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entediante não fazer nada enquanto tem um monte de demônios pra caçar.” -

“Sempre que quiser, pode vir aqui, ou até mesmo morar aqui.” Eu morei com o Harry e com os outros Apatores da maldição

por muitos anos caçando demônios.

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KAKASHI: O NINJA LÍDER DAS QUATRO ALDEIAS Enzo Vavolizza Fortunato

CAPÍTULO 1 Há muito tempo atrás viviam quatro aldeias: da Folha, da Areia, da Chuva e do Som. Todos estavam unidos lutando contra a demoníaca cobra gigante. Ela era comandada por Orochimaru. Ele era um traidor de todas as aldeias e construiu sua própria aldeia e exército e agora estava atacando as outras aldeias. De repente a cobra deu uma rabada com sua calda e destruiu quase todas as casas das aldeias e então falaram os ninjas de elite: -

Vão para o grande refúgio!!!!! E todos foram correndo para o grande refúgio. Dentro dele

estavam todas as aldeias, eles decidiram que precisavam atacar, mas a questão era como. Então Kakashi, um ninja de elite, falou: -

Devemos por para atacar o melhor ninja de cada aldeia! Todos concordaram com a ideia e mandaram da aldeia da

Folha, Neji, do clã Hyuga; da Areia, o Gaara; da Chuva, o Pain; do Som, Óbito, do clã Uchiha; e Kakashi seria o líder. Então eles saíram contornando as aldeias, mas, de repente, viram soldados do Orochimaru, graças à técnica mágica do Neji. Mas com isso ele gastou um pouco de tchacra (tchacra é um tipo de energia ninja). Então Óbito jogou suas bombas de fumaça nos soldados e então eles começaram a atacar, pois, com isso, os soldados não viam nada. Finalmente já dava para começar a ver as costas da cobra e do 22


meio do nada veio uma faca kunai na direção do Gaara. Rapidamente Kakashi falou: -

Cuidado Gaara!!!! E então, Gaara, com sua técnica de controlar areia, pegou a

faca kunai e a lançou com força em direção as costas da cobra, que chegou a atravessar suas costas e seu peito. A cobra morreu e Orochimaru foi preso. Kakashi virou o líder ninja das quatro aldeias e o resto foi recompensado e as aldeias viveram em paz e harmonia.

CAPÍTULO 2 Há muito tempo atrás, quando as quatro aldeias estavam sendo construídas, vivia um menino chamado Orochimaru. Ele era pobre, não tinha pais e vivia tentando achar dinheiro. Um dia estava andando, mas, de repente, viu um velho jogando shurikens na parede (shuriken é uma estrela ninja). E então o velho disse ao garoto: - Viu como eu sou bom? Eu posso te ensinar a jogar assim e muito mais. - Em jogar shurikens eu já sou bom. O que mais tem a oferecer? - Ser o discípulo do deus das cobras. E o velho apareceu em sua verdadeira forma. Ele era o deus das cobras, o deus que traiu o paraíso. - Eu topo!!!! - disse o menino. 23


- Só se você destruir as quatro aldeias. Só assim você mostrará que é digno de ser o meu discípulo. E então o Orochimaru planejou por quinze anos o seu plano para destruir as quatro aldeias. E essa é sua história.

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A BONECA ASSASSINA Ian Pedro Ramalho Leite Reis

1º CAPÍTULO Era uma vez uma menina que morava em Nova York e tinha uma boneca de pano que a avó dela fez. Um dia ela foi se mudar para Chicago e esqueceu sua boneca de propósito na sua casa antiga, mas a boneca não gostou que a sua dona a esqueceu, então começou a ficar possuída e foi atrás da menina para se vingar. A menina chegou na sua nova casa, foi para o seu quarto e lá tinha um baú com uma chave. Quando ela foi abri-lo...

2º CAPÍTULO Lá dentro estava a boneca da menina. A menina foi correndo para sair do quarto, mas a porta fechou e a menina ficou encostada na parede. A boneca saiu do baú falando: - Mamãe, mamãe, mamãe! - a boneca indo para a direção da menina. Os pais ouviram um grito no quarto da menina e foram correndo, subindo a escadaria que dava em frente ao quarto, quando eles abriram a porta, a menina estava morta e a boneca ao lado dela. Os pais saíram correndo para o carro e foram chamar a polícia.

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3º CAPÍTULO A polícia não achou o(a) assassino, então os pais contrataram um detetive. O detetive entrou na casa e foi para a cena do assassinato. E ele espiou pelo buraco da porta e a boneca estava afiando sua faca, então o detetive fez uma armadilha na cama da boneca. Quando a boneca foi para a sua cama, ela caiu na armadilha e o detetive pegou a boneca e levou para um matadouro.

4º CAPÍTULO O detetive tirou a boneca do carro e levou para ser enforcada, mas quando o detetive foi puxar a corda para enforcar a boneca, a luz apagou e a boneca se soltou da corda e pegou uma faca que estava na prateleira do matadouro e matou o detetive. Então até hoje todas as pessoas que passam pelo matadouro de Chicago ouvem barulhos de facas sendo afiadas para a próxima vítima.

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O HOMEM TIGRE Irmim Santos Abreu Pinheiro

1º CAPÍTULO Era uma vez um garoto chamado Jonatas que adorava andar de skate. Um belo dia, quando Jonatas estava indo para a pista de skate, percebeu um barulho vindo do céu e, de repente, um asteroide caiu perto de onde ele estava. Desesperado, Jonatas tentou fugir, mas achou o asteroide bonito e quis tocar nele. Jonatas não se segurou, tocou no asteroide e desmaiou. Quando acordou, se sentiu estranho e, quando reparou, o asteroide não estava mais lá. Percebeu que estava peludo, listrado de preto e sua cor era laranja. Correu para casa e se olhou no espelho. Ele tinha se transformado em um tigre.

2º CAPÍTULO Jonatas estava com medo, mas percebeu que ser um tigre tinha um lado bom. Ele poderia deter ladrões e vilões por causa das suas garras. Desde então, ele salvou moças de bandidos, salvou lojas e até pousadas. Um dia, Jonatas estava em casa e escutou de longe uma moça pedindo socorro. Com sua rapidez, correu até alcançar a moça, que estava desesperada, mas Jonatas a salvou. Ela e ele se apaixonaram e marcaram um encontro.

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3º CAPÍTULO Na noite do encontro, Jonatas estava com vergonha, mas tomou coragem e foi. No encontro eles conversaram, riram, mas na hora do beijo, o lugar em que eles estavam, explodiu. Com a explosão, Jonatas tinha quebrado o braço, mas nem ligou, foi logo procurar sua namorada, a Vanessa. Achou, mas ela estava ferida. Ficou muito irritado e procurou o culpado. Não acreditou, era um dos seus melhores amigos. Ele tinha uma armadura de aço e uma bazuca. Os dois lutaram até a morte ser garantida. O inimigo de Jonatas colocou uma bomba perto da Vanessa, a única chance deles viverem era tirar a bomba de lá. Com sua rapidez, colocou seu inimigo num jato trancado com a bomba e deu tchau. O jato foi para o espaço e explodiu. Jonatas celebrou, mas lembrou da namorada e dos ferimentos dela. Foi com ela até o médico e viveram sem perigos para sempre.

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O CIRCO ENCANTADO Maya Pedroso Cunha Pereira

CAPÍTULO 1: AS APRESENTAÇÕES Esse circo não é qualquer circo. Se você olhar com bastante atenção, vai ver uma prisão. Vou contar a história desse circo. Era um circo comum, mundialmente famoso, que fazia turnê todo o ano. Os chefes contratavam as pessoas mais artísticas do mundo. Mas os chefes também eram feiticeiros, os “feitilicias” (feiticeiros policias), e prendiam foras da lei do mundo encantado. As pessoas do circo eram prisioneiras. O apresentador era um feitilicia, que fica de olho em tudo. O mágico também era um feitilicia, que ficava de olho nas assistentes. As assistentes eram sereias, que mataram um país inteiro (os feitilicias apagaram a memória de todo mundo, e deixaram o país invisível). Tinha uma dupla para o tecido que o homem usou feitiços proibidos, e a mulher, que era uma feitilicia, ao invés de prender, matou. A acrobata usava um feitiço no cabelo para esconder as cobras do cabelo. Sim, era a medusa... Eles usam o circo como distração para ir de cidade em cidade para achar foras da lei. O circo fica mais na Índia, onde tem portais. O circo tem torres que nem do Taj Mahal onde ficam os quartos e as prisões.

CAPÍTULO 2: ARMAS O circo vai para New York, faz tempo que eles não vão para lá. Em New York, é como um shopping, só que de armas. As armas dos 29


feitilicias são diferentes das que matam pessoas, existe qualquer tipo de arma. As armas podem ser livros de feitiço ou armas que matam com as próprias mãos. Tem vários tipos de livros de feitiço: tem para cura,

para

adquirir

poderes

(força,

visão

longa,

velocidade,

invisibilidade, etc), catalogado por idade, para morte (que só os feitilicias têm) e outros. As armas de mão têm chicotes lindos e reluzentes, pistola com bala especial, bombas invisíveis, lanças mais rápidas que a luz. As que as pessoas usam são as espadas reluzentes e brilhantes como o Sol. Os chefes do circo são: Alisson Brunes (Estados Unidos, New York), Davi Cavalcante (Brasil, Fortaleza) e Haji Baba (Paquistão, Vale Swant). Alisson Brunes, a que sempre estava rindo, todos dizem que ela é a melhor garota que já nasceu em New York. Davi Cavalcante sempre trás um pouco da alegria do Brasil e o samba também. Haji Baba tem um apelido, “big dad”, sempre amoroso e não deixa a bagunça de Alisson e Davi voarem muito, mas fica nervoso para ir para New York.

CAPÍTULO 3: NEW YORK O circo chega em New York, Alisson, animada por estar na terra natal, mas pensando que New York é muito cansativa. Davi pensando na festa surpresa de Alissom, o aniversário dela era dali 3 dias, olhou para ela com olhos apaixonados, acordou com o leve toque de Haji, que falou: - “Chegamos. Você está bem?”

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- ”Sim. Mas e você?” - perguntou, lembrando das desculpas que Haji deu para não ir para New York - “Você estava tão desanimado para vir.” - ”É que...” Foi interrompido pelo estrondo do pouso do avião. O avião andou lentamente, com todo mundo em silêncio. Alisson, com seus cabelos verdadeiramente loiros e alisados, levantou animada e pegou sua bolsa, azul como o céu. A de Davi era marrom com broches do Brasil e a de Haji feita com uma lã macia, delicada e colorida. Animada, Alisson correu, só que Baba a segurou firme e disse: - ”Não corra!” Alisson escondeu a manga de sua jaqueta, que estava melecada de chocolate. - “Eu sei que comeu chocolate como criança”. - sentindo-se pai, disse o Haji e a soltou. Ela, com ar de criança, correu. Haji falou que iria pegar as malas e ligar para o Joane Ludovico. Joane é o administrador do show do circo. Ele está com os prisioneiros em um caminhão junto com o circo. Davi e Alisson foram esperar a pessoa que iria recebê-los, foi o irmão de Haji Baba, Ziaudim Baba. Ela puxou conversa: - “Por que Haji não queria vir para New York?” - “Não sei”.

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Ziaudin chegou e falou: - “Hello”. Alisson e Davi se entreolharam e perceberam que Ziaudim era o problema.

CAPÍTULO 4: AS COMPRAS Haji

Baba

desmontava

o

circo

em

uma

praça

muito

movimentada enquanto Alisson e Davi se arrumavam na casa de Ziaudin. Davi desligou o celular e falou: - “Haji já está vindo”. - “Tomara que ele venha logo”. – comentou ansiosa, Alisson“Não vejo a hora de comprar o novo chicote de serpente”. - “E eu quero a espada reluzente”. – disse empolgado, Davi, parecendo uma criança. A campainha o interrompeu, pois Haji havia chegado. Abriram a porta e Haji falou: - “Vamos trabalhar?” – disse sério – “Mas, primeiro às compras”. Eles foram para dentro do carro japonês amarelo de Haji. Primeiro entraram em uma loja aparentemente feminina, enquanto Davi reclamou para Haji: - “Só porque ela luta melhor que nós dois, não quer dizer que temos que comprar primeiro a arma dela”. 32


- “Acabou de dizer o motivo”. – respondeu Haji. Alisson escolheu umas roupas e foi para o provador. Haji e Davi foram para o banheiro masculino. Alisson pegou o seu distintivo feitilicia e mostrou para o espelho, que, rapidamente, abriu-se para ela. Ela entrou e o espelho fechou. Haji e Davi pegaram seus distintivos e mostraram para a água da privada e Davi falou: - “Sempre achei isso nojento”. Uma mão de robô saiu da privada e pegou Haji e Davi e puxou– os para dentro da privada. Eles saíram em uma sala escura que, com vários estrondos, cada luz foi acesa. Alisson viu o chicote que sempre quis, parecia um bracelete em forma de cobra que enrolava no seu braço. Alisson o colocou e fez seu primeiro teste: puxou o rabo do bracelete e virou um chicote de metal que mata e prende os prisioneiros. Voltaram para o carrinho amarelo japonês. Os feitilicias também matam, mas só demônios. Os demônios matam pessoas inocentes, eles estão em todo lugar, mas só os feitilicias que conseguem ver. Entraram em uma loja masculina, onde Haji e Davi pegaram muitas armas.

CAPÍTULO 5: O ANIVERSÁRIO Hoje é o aniversário da Alisson que vai fazer 21 anos. Haji e Davi deram café-da-manhã na cama para ela. Davi preparou uma festa à noite e Alisson foi passar o dia com sua família. 33


Haji tentou fugir do convite do irmão, acabou aceitando, ele foi para o Central Park, o parque mais famoso de New York. Davi terminou de arrumar a festa, iria ser um luau em uma piscina muito elegante. Haji conversou bastante com Ziaudin, relembraram o passado e viraram irmãos de novo. O problema de Haji é que Ziaudin está noivo de seu grande amor, Ziaudin sabe disso, então nunca mais quis vê-lo, nem sua noiva. Davi comprou um colar lindo para Alisson, para finalmente pedir Alisson em namoro, então estava nervoso. Para piorar, Alisson chegou mais cedo do encontro com a família, por isso Davi pediu ajuda à melhor amiga de Alisson, Kate Brandon. Kate foi convencer Alisson a se arrumar com uma bela roupa, mesmo sem saber que estavam organizando uma festa para ela. Kate arrumou uma desculpa, convidou Alisson para sair, vendou-lhe os olhos e a levou para o lugar da festa. A festa foi muito boa, a cara de espanto de Alisson alegrou todo mundo. Davi tentou esconder o nervosismo. A festa durou altas horas, muita gente entrou na piscina. Depois que todo mundo tinha ido embora, Davi puxou-a para a beira da piscina e falou: - “Esse é meu presente para você.” – deu o colar para ela e completou - “Eu também quero falar que... Eu gosto de você e sempre gostei.” Alisson

fez

suspense

por

10

segundos,

até

que

beijou

profundamente seu amado brasileiro.

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O DRAGÃO DA VILA Miguel Havi G. Santos Zurita

CAPÍTULO 1: A TRAIÇÃO

Há muito tempo atrás havia uma vila de seres místicos. Tinham ciclopes, cobras gigantes e até bruxas. Um dia acharam um ovo enorme e falaram que era um ovo de cobra. Mas quatro meses depois o ovo eclodiu e era um dragão. Naquela época já não existiam mais dragões. Todo mundo ficou impressionado! Nunca tinham visto um ninho de dragão, então a cobra disse que podia dar o ninho dela. Mas o dragão colocou fogo no ninho, deu muita confusão e fizeram um ninho de pedra. Deu certo e, 30 anos depois, o dragão já estava voando e soltando fogo controladamente. Na verdade, ele estava fazendo quase 1 ano, porque trinta anos na vida de um humano era igual a 10 meses na vida de um dragão. Então ele voou, voou e voou, voltou e botou fogo na vila.

CAPÍTULO 2: A VERDADE Depois que o dragão queimou a vila, todo mundo ficou impressionado, porque ele viveu as partes mais importantes na vida dele com todo mundo da vila! Então, o unicórnio falou: - Foi a cobra que falou para o dragão queimar a vila.

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Amarraram a cobra para queimá-la. Estava uma gritaria! O coitado do velho ciclope estava gritando e tentando falar, mas ninguém o escutava. Foi quando uma criança tocou uma concha e todo mundo ficou em silêncio e o velho falou: - Eu vi os olhos do dragão e estavam enfeitiçados com magia negra. O feiticeiro falou: - Só tem uma pessoa que pratica magia negra na vila: o mago Oprocotos. Então foram em uma jornada para juntar um exército.

CAPÍTULO 3: QUEBRANDO O FEITIÇO Depois de 14 dias, encontraram o mago Oprocotos, agarram ele e falaram: - Onde está o dragão? O mago respondeu: - Que dragão? A bruxa exclamou: - Não finja que não sabe!

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Foi quando caiu uma bola de fogo e era o dragão e quem estava controlando o dragão era um mago velho da caverna que ficava rindo. O líder falou: - Não machuquem o dragão! O dragão voltou para caverna e os magos o seguiram. Quando chagaram na caverna, desenfeitiçam o dragão e ele desmaiou.

CAPÍTULO 4: O SONHO Eu acordei por causa do despertador e fui pra escola. Demorou para eu entender que era tudo um sonho. Voltei da escola, fui fazer a tarefa, mas não consegui, porque só conseguia pensar no sonho. Não fiz a tarefa e deitei na cama e pensei como iria continuar o sonho, quando dormi.

CAPÍTULO 5: O FIM DA HISTÓRIA Quando continuei sonhando, estavam cuidando do dragão, quando apareceu um soldado e um dos magos falou: - O que aconteceu? O cavaleiro disse: - Perdemos a guerra! - e caiu no chão, quando o chão começou a rachar e o céu ficou preto e cobras vermelhas saíram do chão. 37


Eu acordei com muito medo e chamei a minha mamรฃe e ouvi o grito dela. Fui correndo para ver o que tinha acontecido e descobri que era sรณ um rato. Voltei para cama e dormi. No dia seguinte escrevi uma histรณria sobre esse sonho.

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Fรกbula

(Maio/2016)

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FÁBULA

Em seguida ao conto, a turma decidiu que o próximo gênero a ser trabalhado seria a Fábula. A partir do interesse dos próprios estudantes, pesquisou-se as propriedades desse tipo de texto, levando a uma reflexão sobre histórias que carregam uma moral e a respeito das variadas possibilidades de narrativas a serem construídas. De acordo com os estudantes, as fábulas são contos “mais curtos”, com personagens inanimados, (“que usualmente não são humanos”) e com uma lição de moral ao final. Aqui estão as fábulas criadas por eles.

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A GIRAFA E O MACACO Apolo Lenner dos Santos Torres

Certo dia um macaco ia passeando e de repente avistou um zoológico, então decidiu ir lá. Ele estava com muito medo de alguém do zoológico pegá-lo, mesmo assim foi ao local. Quando chegou, viu uma gigantesca girafa, então resolveu ficar conversando com ela para ver se ficavam amigos e conseguiu mesmo. Na hora do jantar um funcionário do zoológico amarrou todos os animais, depois eles começaram a comer. A girafa conseguiu se soltar, pegou o macaco e saiu correndo com ele. Ela correu tanto que ninguém conseguiu alcançá-la. Ao achar um belo cacho de bananas, foi tentar pegar para dividir com o macaco, porém o cacho estava muito baixo e não conseguiu pegá-lo. O macaco, mais que ligeiro, pegou o cacho e saiu às pressas e não se lembrou da girafa. O animal de pescoço alongado ficou muito triste e foi caminhando. O macaco encontrou outro cacho de bananas, mas agora seria a vingança da girafa: o cacho estava muito alto, o macaco era muito baixo e não conseguiria alcançá-lo. A girafa não quis se vingar, mesmo depois do que o macaco tinha feito, repartiu tudo com ele. O macaco ficou envergonhado.

MORAL: A vingança não vale a pena.

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O GATO E A ABELHA Cora Ghiringhello Rebello

Uma Abelha muito pequena vivia dentro de uma flor. Ela nunca saia com medo de que o Gato, que ficava esperando para morder a Abelinha quando ela saísse, a pegasse. Um belo dia, ela saiu e foi voando pro alto.

O Gato desapontado disse:

-

“Amiga, desça para podermos brincar! Você é a abelha mais bonita de todas as outras! Deixe-me olhá-la de perto.”

A Abelha disse: -

“Você vai me comer!”

-

“Pode descer, eu não posso admirá-la?”

Ela se sentindo o máximo e linda foi descendo e, quando já estava no alcance do Gato… “Nhac!” O Gato comeu a Abelha e, como ela não tinha ferrão, nada pode fazer.

MORAL: Desconfie dos bajuladores, esses sempre se aproveitarão da situação para tirar vantagem sobre você.

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O CÃO E O GATO Emilly Martins Saraiva

Era uma vez um cachorro que vivia atormentando todo o mundo. Um dia ele encontrou um gato e ele era o mais legal daquele lugar. O cachorro era muito irritante e não ligava para ninguém, mas o gato virou seu melhor amigo. Um dia o cachorro foi na casa do gato e começou a atormentar o gato com brincadeiras, mas o gato não gostou e disse:

- “Não sou mais seu amigo! Você sempre me maltrata e eu sempre te trato bem, mas você nem liga.”

Perdi a amizade do gato! - pensou o cachorro...

Depois de muito tempo o cachorro se lembrou disso e foi pedir desculpa para o gato, mas o gato não estava mais lá.

MORAL: Faça brincadeiras divertidas para não magoar as pessoas.

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AS DUAS GATINHAS Enzo Vavolizza Fortunato

Em uma casa viviam duas gatinhas. Uma filhote, chamada Cristal e outra adulta, chamada Bailarina. Bailarina estava tentando ensinar para Cristal como ser um gato. Mas Cristal estava caçando uma lagartixa e então Bailarina falou: -"Suba naquela estante, depois pule na outra e pule na lagartixa." Mas Cristal, ao invés de fazer tudo isso, pulou numa cortina e subiu por ela chegando até a lagartixa. -"Não! Não! Não! Não é assim que se faz Cristal, você tem que seguir meus passos!” De repente, a porta se abriu, e entrou um cachorro muito raivoso e rapidamente Bailarina gritou: -"Pule no fogão, depois pule na geladeira e escape pela janela!!!" Mas Cristal percebeu que a janela estava trancada e então ela disse: -"Não! É melhor a gente subir na mesa da cozinha e miarmos bem alto para nossos dons virem aqui e tirarem o cão da casa!" -"Não! Isso é loucura!" -"Está bem Bailarina, fique em cima da estante e eu faço o resto." E então Cristal subiu na mesa da cozinha e começou a miar bem alto, dali há pouco os donos das gatinhas chegaram, e tiraram o cão da casa.

MORAL: Os pequenos também podem dar uma lição para os grandes.

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A TARTARUGA E A SUA HONESTIDADE Ian Pedro Ramalho Leite Reis

Era uma vez uma tartaruga que estava a caminho de um show. Só que ela era muito lenta então ela já sabia que não ia chegar a tempo. Mas ela não desistiu, foi o mais rápido que pode, só que quando ela chegou lá encontrou a fila muito grande e foi se dirigindo para o final. Lá na frente estavam suas amigas: raposa, lebre e a onça e elas estavam falando:

- “Venha cá, cumadre tartaruga, entre atrás da gente!”

Só que a tartaruga não quis furar a fila, então ficou onde estava. O senhor tigre que era o segurança do show falou que a entrada da frente estava fechada e que tinham que entrar pela entrada de trás. Para não dar confusão, ele falou só para trocar de ordem e o último foi o primeiro e o primeiro foi o último. Então a tartaruga pegou o melhor lugar do show. E a raposa a lebre e a onça ficaram lá atrás da arquibancada.

MORAL: Seja honesta com a vida que a vida será honesta com você.

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A ESTÁTUA DO LEÃO Irmim Santos Abreu Pinheiro

Em uma floresta distante, os animais estavam sempre à procura da estátua do leão. Nunca ninguém a achou, mas um dia uma formiga falou que iria achar a estátua do leão, mas todos riram da coitada, mas ela nem ligou e foi. Depois de 2 horas, ela voltou com a estátua na mão e todos se surpreenderam.

MORAL: Não riam das crianças porque eles podem fazer coisas que todos não sabem fazer.

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A OVELHA E O BODE Maya Pedroso Cunha Pereira

Um Bode velho e fraco, com o chifre quebrado, estava pastando em um pasto ralo. Encontrou a Ovelha:

- “Oi Ovelha, como foi seu dia?” - perguntou o Bode com a voz roca e amigável. “O meu foi muito bom, encontrei esse pasto e matei minha fome”.

- “Nossa, esse pasto é muito ralo” - falou a Ovelha sendo rude. - “Eu pelo menos, comi o pasto mais farto que já vi. E os fazendeiros me querem por ter a melhor lã e a carne mais saborosa”.

Um fazendeiro passando por ali ouviu a conversa, capturou a Ovelha. O Bode tentou ajudar.

- “Você é um Bode velho e fraco, nem tem chifres” - falou a O velha com desprezo pelo Bode. - “Eu consigo me salvar”.

O Bode magoado foi voltar a pastar e a Ovelha morreu no dia seguinte.

MORAL: O desprezo que você tem pelo outro, pode voltar-se contra si.

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O CACHORRO E OS TRÊS GATOS Miguel Havi G. Santos Zurita

Era uma vez uma velha que tinha 3 gatos e um cachorro. O cachorro ficava destruindo o sofá, um dia um dos gato falou: - “Não destrua o sofá senão você vai contribuir para continuar o desmatamento.” O cachorro falou: - “Não acredito em gatos.” Os dois últimos gatos falaram a mesma coisa, o cachorro ignorou. Chegou uma hora que a velhinha teve que colocar o cachorro na adoção de animais e falou o que o cachorro gostava de comer e o que ele tinha de bom e de ruim. Ela falou que ele ficava destruindo os móveis. Seis anos depois o cachorro ainda não tinha sido adotado por causa que ele não ouviu os gatos.

MORAL: Não ignore os outros quando eles estão falando.

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Biografia

(Agosto/2016)

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BIOGRAFIA

Após as férias de Julho a turma retornou com ainda mais energia para dar continuidade ao livro de sala. Decidiram em conjunto que realizariam agora Biografias, mergulhando em uma discussão inicial em torno das seguintes questões:

- “Como escolher de quem seriam as biografias?”; - “O que torna a vida de alguém relevante o suficiente para se tornar uma biografia?”; - “Que eventos são dignos o bastante para aquela existência se tornar um texto desse gênero?”.

Depois de muita conversa e reflexão, decidiu-se que o fator de escolha seria a admiração. Todos teriam que escolher personalidades que tivessem, de alguma forma, realizado algo em prol da humanidade. Então, cada estudante decidiu por uma figura pública famosa que, em seu ponto de vista, era digno de admiração por levar benefício aos outros seres. Primeiro os estudantes fizeram uma pesquisa bibliográfica sobre a pessoa e coletaram dados e informações que consideraram relevantes para a elaboração dos textos. Depois decidiram, em grupo, quais eram os pontos imprescindíveis para se caracterizar uma obra biográfica e quais eram secundários. Por fim, escreveram suas visões dessas personalidades.

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Biografia de Monteiro Lobato Apolo Lenner dos Santos Torres

José Bento Renato Monteiro Lobato nasceu em Taubaté (São Paulo) no dia 18/04/1804 e, desde pequeno, despertou paixão pela leitura. Quando adolescente, estudou no instituto de ciências e letras e, mais tarde, ingressou na faculdade de direito, onde se formou no ano de 1904. Quanto adulto, a avó de Lobato faleceu e ele herdou sua fazenda, mas os problemas financeiros obrigaram ele a ter que vender a fazenda. No ano de 1994, por causa de um derrame cerebral, o Brasil perdeu esse grande astro da literatura... Monteiro Lobato...

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Biografia de Angelina Jolie Cora Ghiringhello Rebello

Angelina Jolie Voight nasceu dia 4 de julho de 1975, em Los Angeles, Califórnia. Seu pai é Jonathan Vicent Voight e sua mãe era Marcheline Bertrand, que morreu de câncer de ovário no dia 27 de janeiro de 2007 com 56 anos. Angelina tem apenas um irmão, James Haven Voight, que nasceu no dia 11 de maio de 1973 em Los Angeles. O nome, Angelina Jolie Voight, significa “pequeno lindo anjo”. Do lado paterno, ela é descendente de eslovacos e alemães, e do lado materno, de franceses, holandeses e também de alemães. Em 1976, os pais de Angelina se separaram e ela com o seu irmão e a mãe foram morar em New York. Aos 11 anos a família voltou para Los Angeles e Angelina decidiu que queria atuar e inscreve-se no Lee Strasberg Theatre Institute, onde treinou por dois anos e apareceu em várias produções teatrais, conceituado pelo professor que já havia dado aulas à sua mãe. Na idade de 14 anos, Angelina sonhava em se tornar agente funerária. Durante este período, ela só usava roupas pretas e tingiu o cabelo de roxo, em uma fase de completa rebeldia. Mais tarde, ela voltou a estudar e sentiu-se isolada entre as crianças das famílias mais ricas da região. Sua autoestima foi ainda mais reduzida quando iniciou sua carreira de modelo aos 14 anos. Ela começou a cortar-se e colecionava facas e adagas de vários tamanhos. Jolie se formou em cinema na universidade em New York, Beverly Hills High School, com 16 anos. Ela nem seu irmão, James, tinham uma boa relação com o pai, porque moravam com a mãe na época, mas Jolie atuou quando criança ao lado de seu pai, no filme de 1982, “Looking To Get Out”.

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A carreira de Angelina, começou uma década mais tarde com 17 anos, atuando no filme de baixo orçamento “Cyborg 2” (1993). Seu primeiro papel principal em um filme foi em “Hakers” (1995). Ela começou a melhorar as perspectivas de sua carreira depois de fazer o papel de, “Cornélia Wallace” em 1997 para o filme, “George Wallace”, que lhe valeu um globo de ouro. Depois ela atuou no filme, “Gia” e então parou de atuar por um curto período, se mudando para New York. Jolie voltou a atuar em 1998, no filme “Cozinha do inferno”. Depois, em 1999, atuou nos filmes “Pushing Tin”, uma comédia dramática e no mesmo tempo, “The Bone Collectors”, que foi o primeiro grande sucesso comercial da atriz. Angelina Jolie assumiu o papel de Lisa Rowe em “Garota interrompida”, também em 1999, baseado em um evento da vida real. Nesse mesmo ano, Jolie ganhou seu terceiro globo de ouro, seu segundo Screen Actors Guild Award e um óscar a melhor atriz coadjuvante. Ela continuou a atuar em filmes. Em 2000, foi escolhida como uma das 50 mulheres mais lindas do mundo pela revista People. O primeiro casamento de Angelina foi em 1996 com um colega de trabalho, Jonny Lee Miller e ela usou uma camiseta branca e nela escreveu o nome do marido com seu próprio sangue. O segundo casamento foi com o ator e músico, Billy Bob Thorton. No dia 5 de maio, Jolie surpreendeu a todos casando-se com Billy Bob em uma pequena igreja em Las Vegas. Como símbolo de união, eles usavam um colar, que tinha como pingente um frasco de vidro com o sangue um do outro. E a união terminou no dia 27 de maio de 2003. Angelina foi convidada para ser embaixadora da ONU (Órgão de Nações Unidas), que aceitou de boa vontade, e lançou um livro em 2003 chamado “Notes Of My Travels” e o dinheiro arrecadado foi doado para ONU. Angelina se casou com Brad Pitt e, em viagens que ela fez para a Serra Leoa, Tanzânia, Paquistão, Camboja e ao Equador representando a ONU, ela adotou crianças junto com Brad Pitt. Primeiro eles adotaram o Maddox Chivan Joline-Pitt, que nasceu dia 5 de agosto de 2001 e foi adotado dia 10 de março de 2002 em um orfanato no Camboja. 53


A segunda filha se chama Zahara Marley Joline-Pitt, nasceu dia 8 de janeiro de 2005 na cidade de Awasa, na Etiópia, e foi adotada no dia 6 de junho de 2005 pela Jolie e pelo Brad Pitt. O terceiro e último filho adotado foi o Pax Thien Joline-Pitt, que nasceu dia 29 de novembro de 2003 e foi adotado dia 15 de março de 2007. Angelina engravidou pela primeira vez em 2005 com o Brad Pitt. Seu primeiro filho de sangue, Shiloh Nouvel Joline-Pitt, nasceu dia 27 de maio de 2006 na cidade Swakopmund, Namíbia, África. Depois, Angelina engravidou de novo de gêmeos. Knox Leon e Viviene Marcheline nasceram dia 12 de julho de 2008, na cidade Nice, na França. Em abril de 2015, no entanto, Angelina Jolie criticou e acusou a Organização Internacional de ser incapaz de proteger e defender os inocentes. Atualmente, Angelina tem seis filhos e é esposa de Brad Pitt. Ela trabalha no Comissário das Nações Unidas para Refugiados e em seu novo papel irá se concentrar nas grandes crises mundiais.

SITES USADOS PARA ESCREVER ESTA BIOGRAFIA: www.mensagenscomamor.com/biografia-angelina-jolie angelinajoliebrasil.com.br/curiosidades/ https://fasdeangelinajolie.blogspot.com.br/2015/10/amigo-de-infancia-de-angelinajolie.html www.mycelebritymach.com/celebs/angelina_jolie

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Biografia do Barack Obama Emilly Martins Saraiva

Barack Hussein Obama Jr. nasceu em 4 de Agosto de 1961. Sua mãe, uma americana branca chamada Standey Ann Dunham, colocou esse nome no filho em homenagem a seu marido, Barack Hussein Obama. A mãe de Barack Obama teve uma menina, Maya Soetoro- ng. Barack Obama passou parte da infância no Havaí e na Indonésia, para onde sua mãe se mudou, após a separação do pai de Obama, e se casou novamente. Aos dez anos, Barack Obama retornou ao Havaí onde viveu sobre os cuidados dos avós. Ele frequentou o Ocidental College de Los Angeles, escola preparatória que possibilitou seu ingresso para Columbia University em Nova Iorque, onde se formou em Bacharel em Ciências Políticas em 1985. Casou-se com Michele Robisson e tiveram 2 meninas. Malia, nascida em 1999, que está com 17 anos e Sasha, nascida em 2001, que está com 15 anos. Barack Obama começou a ser Presidente dos EUA em Novembro de 2008. O Presidente Barack Obama já morou no Havaí, Indonésia, Kênia e Chicago. Ele já teve um amigo chamado, Joe Biden que teve câncer no cérebro e Barack Obama o ajudou na parte financeira. O Presidente Obama gosta de jogar scrabble, é fã das séries do Harry Poter, lê seus livros para suas 2 filhas Malia e Sasha. Ele não gosta de futebol americano.

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Biografia de Nelson Mandela Enzo Vavolizza Fortunato

Nelson Mandela nasceu em Mvezo, África do Sul, em 1918. Ele morava com sua mãe, Noqaphi Nosekeni e seu pai, Nkosi Mphakanyiswa Gadla Mandela e seus nove irmãos. Nelson Mandela foi o primeiro da família a frequentar a escola e na escola deram outro nome a ele, "Nelson". Seu verdadeiro nome é Holihlahla Madiba Mandela, ele era um ótimo aluno. Com 16 anos, Nelson foi para a faculdade e estudou cultura ocidental. Ele se casou em 1944 com a Evelyn Ntoko Mose e se separou em 1958, ele se casou novamente em 1958, mas com Winnie Madikizela Mandela. Dois anos depois, Nelson Mandela foi preso por lutar contra o regime do apartheid, ele ficou 30 anos preso, saiu da cadeia com 74 anos. Logo após ele ter saído da cadeia ele virou presidente da África Do Sul e se casou com a Graça Machel. Nelson Mandela foi um grande líder contra o apartheid, foi isso que fez dele um grande homem, e o mais importante, ele acreditava nas pessoas. Quando presidente, Nelson Mandela teve duas frases muito famosas: "A grande glória da vida não esta em nunca cair, mas sempre levantar cada vez que caímos." “A educação é a mais poderosa arma pela qual se pode mudar o mundo.” O mundo inteiro ficou triste quando Nelson Mandela morreu em 5 de dezembro de 2013.

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Biografia de Julio Verne Ian Pedro Ramalho Leite Reis

Jules Gabriel Verne, mais conhecido como Julio Verne, nasceu em Nantes em 8 de fevereiro de 1828 e faleceu em 24 de março de 1905 na cidade de Amiens (França). A causa da morte foi Diabetes. Julio Verne, quando era criança, sua brincadeira era ficar olhando os navios chegarem e partirem. Quando jovem, foi enviado pelo pai para a cidade de Paris, com o objetivo de que estudasse direito e seguisse a mesma carreira do pai. Pórem, na capital francesa, passou a desenvolver grande interesse por teatro e literatura. Julio Verne só teve um filho, Michel Jean Pierre Verne, com Honorine du Fraysne de Viane , e seus pais se chamavam: Pierre Verne, Sophie Allote de La Fuye. Julio Verne contava histórias verídicas sobre muitas coisas, mas não deixavam ele contar e escrever suas histórias, pois diziam que era tudo mentira, mas mesmo assim, fez os seus livros. Julio Verne já morou em Paris, Estados Unidos, Inglaterra e Escócia. Ele gostava muito do Victor Hugo, que era seu amigo.

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Biografia do Criolo Irmim Santos Abreu Pinheiro

Tudo começa quando Criolo nasceu em 5 de setembro de 1975. Lá, ele e os pais, moravam em um bairro pobre, com os 5 irmãos de Criolo. Com 11 anos, Criolo começou a estudar. Na escola, ele não era tão bem assim nos estudos. Sua mãe que é escritora, falava para ele estudar, mas o Criolo gostava de cantar rap com seus amigos. Ele era amigável com seus amigos em todo lugar. Seu pai é metalúrgico e Criolo gostava de ajudar seu pai no trabalho. Criolo começou a cantar rap em 1989 e canta até hoje. Seu nome inteiro é Kleber Cavalcante Gomes. Criolo é cantor e compositor. Ele não gosta do sistema porque ele não ajuda os pobres, por isso mesmo ele canta em lugares pobres, canta rap criativo. Criolo já se relacionou com Patricia Pilar, eles não tiveram filhos e ele não é casado. Já viajou para: Ribeirão Preto, Florianópolis e Curitiba. Ele é vivo até hoje e mora em São Paulo, e fez uma música marcante que fala que o pobre e igual a todo mundo, é muito bonita.

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Biografia de Claude Monet Lucas Julien Massot

Claude Monet nasceu na França em 1840, sua raça era branca. A infância de Monet foi difícil, sua mãe morreu quando ele tinha dezesseis anos. Ele largou a escola e foi morar com sua tia. Ele era um bom estudante. Na adolescência, Monet viajou duas vezes, uma para Paris e a outra para Giverny. Quando viajou para Paris, conheceu Camile Pissarro e Gustave Courbet. Juntos pintaram várias obras ao ar livre. Sua situação financeira era boa. Ele trabalhou como pintor. Monet casou-se com Alice, tiveram um filho durante a guerra e tiveram que fugir para Londres. Monet foi o percursor do impressionismo, com sua obra ''terraço'' (1866). Monet morreu aos 86 anos, isso foi muito triste para a maioria dos pintores.

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Biografia do Bill Gates Maya Pedroso Cunha Pereira

William Henry Gates |||, mais conhecido como Bill Gates, nasceu em Seatlle, nos Estados Unidos (EUA). A data de seu nascimento é 28 de outubro de 1995. Foi criado pela mãe, Mary Maxuell Gates e pelo pai, William Henry Gates. Sua vida quando criança está boa, sua família está de classe média. Bill Gates participou da exclusiva Lakeside School, uma das poucas escolas dos EUA com um terminal de computadores na época. Seu interesse por programação era tão grande que foi dispensado das aulas de matemática (que dominava) para se dedicar à programação. As coisas básicas da programação, Paul Allen, (que é 3 anos mais velho do que Bill Gates) ensinou à ele, Bill. Bill Gates foi para a Universidade de Havard, em Massachusetts nos EUA. Em direito e matemática. Mas no meio do caminho, Paul Allen convence Gates a sair da Universidade para fazer a futura Microsoft. Gates uma vez falou com um professor que iria ficar rico antes dos 30. Isso não aconteceu exatamente assim, aos 31 anos ele ficou bilionário. Bill Gates se casou com Melina Gates (1964). E teve três filhos: Jennifer Katharine Gates (1996), Rory Joh Gates (1999) e Phoebe Adele Gates (2002). Bill Gates doou U$ 28 bilhões de dólares à caridade, doou através de "Bill and Melina Gates Foundation". É a maior quantia doada só por uma pessoa. Através de sua fundação, investe em cura de doenças e combate epidemias como malária e febre amarela, que atacam países que não tem estruturas de saúde.

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Biografia de Bill Gates Miguel Havi G. Santos Zurita

Willian Gates terceiro, mas conhecido como Bill Gates, fundou a Microsoft. Junto do seu amigo, Paul, esse homem muito famoso tornou os computadores possíveis para qualquer pessoa usar. Bill Gates é a pessoa mais rica do mundo, atualmente tem US$ 75 bilhões. Ele foi um ruim estudante na escola. Ele tem uma esposa de 52 anos, que se chama Melinda Gates, um filho de 17 anos, Rory John Gates, duas filhas, Jennifer Katharine Gates, 20 anos e Phoebe Adéle Gates, que tem 17 anos. Quando Gates nasceu a situação financeira estava tranquila. Seus pais se chamavam Willian Hery Gates segundo e Mery Maxwell Gates. Bill Gates mora no EUA em uma casa no campo. Bill Gates ainda esta vivo com 60 anos.

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Poesia

(Setembro/2016)

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POESIA

O gênero seguinte foi de fácil escolha para os estudantes. Como a Escola estava prestes a residir o evento do Sarau da Primavera, (no qual haveria um varal com poemas escritos por crianças da Unidade inteira), todos concordaram com a exploração das características do gênero da poesia e escreveram poemas com a temática da estação.

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Estação do Nascimento Apolo Lenner dos Santos Torres

Chegou a primavera. Chegou a estação. Estação do nascimento, Do pequeno ao grandão.

Árvores crescendo, Sol no céu brilhando, Animais e plantas são... Esse lindo encanto.

Essa é a primavera. Começa em setembro. Mas ela dura muito, Dura até dezembro.

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Poema de Primavera Cora Ghiringhello Rebello

Na primavera tudo floresce, Os pĂĄssaros cantam lindamente, O mundo todo resplandece E muitas cores aparecem.

Na primavera tudo se colore, Azul, amarelo e vermelho tambĂŠm, Os rios refletem seu brilho no sol E fica bonito como ninguĂŠm!!!

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Primavera Emilly Martins Saraiva

Que linda a primavera! Ela é muito bela. As flores a se abrir, O mundo a sorrir.

Flores e flores, De todas as cores. Também tem o jardim, Cheio de jasmins.

Borboletas a voar, Passarinhos a cantar, Com muita alegria pelo ar.

PRIMAVERA, PRIMAVERA! COMO SEMPRE, MUITO BELA.

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Primavera Enzo Vavolizza Fortunato

Quando chega a primavera, Tudo se aflora. Várias pessoas, para isso, Não dão atenção.

Se você não deu, a hora é agora. Abra seu coração.

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Os Presentes da Primavera Ian Pedro Ramalho Leite Reis

A primavera é muito bela E tem as suas riquezas. Flores cheirosas, Presentes da natureza. E também a sua criatividade, Cheias de cores, Cheias de felicidade, Que a mãe natureza dá. Eu adoro a primavera. E eu queria que tivesse Toda hora, Todo dia.

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A Primavera Chegou Irmim Santos Abreu Pinheiro

A primavera ĂŠ bela. Mais que a terra, As flores chegam, E todos as cheiram.

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Sol, Flores e Primavera Lucas Julien Massot

Chegou a primavera. Minha estação favorita. O inverno já era, Vou colher uma margarida.

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Primavera no Ar Maya Pedroso Cunha Pereira

Ouso os pássaros cantarem, Vejo as mais belas cores, Respiro os perfumes das flores.

Tudo é mais divertido, Tudo é mais colorido, Tudo é mais nítido, No meu coração.

Isso só pode significar, Que a primavera está no ar.

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Era do Renascimento Miguel Havi G. Santos Zurita

Quando a primavera chega é tempo de felicidade. É quando as flores, animais e cores despertam. Isso que é feito a primavera Esta era tão bela.

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Texto Informativo

(Outubro/2016) 73


TEXTO INFORMATIVO

Com o decorrer das experiências, os estudantes quiseram experienciar a escrita de textos mais “reais”, que não dependessem só da imaginação, mas de uma postura jornalística. Então decidiram experimentar a escrita de reportagens com manchetes de acontecimentos verdadeiros dentro de suas realidades. Como primeiro passo escolheram os temas de seus interesses para escreverem seus furos jornalísticos. Em seguida, buscaram pessoas que pudessem entrevistar para coletarem mais dados para suas histórias. Após elaborarem um roteiro de perguntas para as entrevistas (revisados e compostos junto à professora), saíram em busca de respostas para comporem as informações necessárias para seus textos. Enfim,

depois

das

entrevistas

prontas

e

pesquisas

bibliográficas

complementares realizadas, redigiram seus textos e compuseram textos com imagens que configurassem uma verdadeira reportagem ou gênero informativo.

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CHAPADA DOS ABDUZIDOS Apolo Torres

No ano de 2013 foi iniciada uma

VILA VERDE: A ESCOLA TRANSFORMADORA... Cora Rebello

construção que surpreendeu os moradores do município de Alto Paraíso. Uma nave espacial! A cidade de Alto Paraíso nunca esteve tão bela depois dessa construção. Foi preciso cerca de trinta pessoas para construir este monumento que foi feito para ser o trevo da cidade. Demorou cerca de dois anos para ser terminado e inaugurado: de 2013 a 2015. Está localizado na GO 118, no começo da entrada entre São Jorge e Alto Paraíso de Goiás.

A escola Vila Verde foi reconhecida pelo M.E.C. (Ministério de Educação e Cultura) como uma escola inovadora e criativa e, também, pelo Instituto Ashoka como uma escola transformadora. A Daniela G. Sakamoto, uma professora da escola Vila Verde, foi entrevistada e descobriu-se que a escola deu a primeira aula dia 2 de Março de 2008 e foi fundada por quatro pessoas. A Sahar, que é princesa do Irã, o Low, que era um pai, a Tatiana e o Vistar, porque eles queriam uma boa educação para os filhos, que fosse boa e diferente das escolas tradicionais. A escola começou a dar aulas em Alto Paraíso de Goiás em um lugar chamado Castelinho e por 6 meses funcionou neste lugar. Depois se mudou para a Escola Vila Verde - Unidade cidade - que

Em entrevista com: Atendente da Prefeitura da

hoje estudam a educação infantil e o 1º

Cidade.

ano.

75


Cada ano que passou aumentou uma

oferecem oficinas e as crianças escolhem

série. Em 2009 teve até o 2º ano, em

em qual querem participar.

2010 até o 3º ano, e assim por diante.

Também nas sextas-feiras, no último

A escola nem sempre foi cuidada pelos

horário de aula, os estudantes fazem

fundadores, teve muitos outros donos e

uma autoavaliação de como agiram na

diretores. Em 2014 o Instituto Caminho

semana.

do Meio começou a cuidar da escola e,

A escola leva benefícios diferentes de

dentro deste Instituto, há o Lama

outras escolas aos estudantes. Faz com

Padma Santem e, como presidente de

que tenham mais responsabilidade, um

Alto Paraíso, o Ricardo Pelegrine.

ajuda o outro, fazendo com que

Em 2015 já tinha até a 7º série e o

melhorem o relacionamento, podem

ensino fundamental, a partir do 2º ano

escolher com quem estudar e as crianças

começou a ser em outro prédio, em um

ficam mais concentradas porque estão

lugar separado das crianças da

fazendo o que gostam.

Educação infantil e do 1º ano, que foi

Atualmente, a escola Vila Verde tem

chamado de Vila Verde Unidade

cerca de 60 estudantes e os “donos” da

Campo, porque é em um lugar no

escola, que é um Instituto, planejam

“Campo”.

ensinar até o ensino médio, com um

A Vila Verde trabalha com a

limite de 15 alunos em casa sala de aula

metodologia de projetos que funciona

que geralmente tem duas séries juntas.

assim: cada estudante pode escolher um assunto do interesse dele, e cada bimestre o estudante precisa escolher outro “tema”. Quanto às aulas, todas as séries do ensino fundamental têm aulas de teatro semanais e a partir do 2º ano aulas de inglês também. Tem algo que é incomum em outras escolas que são os

Em entrevista com: Daniela Sakamoto (Coordenadora

G.E.I.s (Grupos de Estudos por

da Escola Campo).

Interesse) em que os professores (ou se os estudantes se quiserem) 76


CURIOSIDADES SOBRE O PARQUE NACIONAL EM ALTO PARAISO DE GOIÁS

vinagre, entre outros. Há mais de 200 espécies de aves, 660 espécies de abelhas e uma enorme diversidade de flora. Também têm cachoeiras no parque. As abertas são: trilha dos saltos, trilha dos cânions, trilha do carrossel, trilha de Cavalcante (catingueira) e trilha

Emilly Saraiva

das 7 quedas. Agora em 2016 querem Jucelino Kubitchek foi quem assinou o decreto de criação do Parque Nacional, em 11 de janeiro de 1961. O limite de pessoas para entrar é de 600 pessoas por dia. O Parque bateu o recorde de visitação ano passado (2015), foram 57.000 pessoas. Em 2014 foram 30.000 e em 2013, 25.000 pessoas. Não foi mais obrigatório entrar com guia, então aumentou o número de visitação. Para a segurança de todos no parque tem 16 vigilantes patrimoniais, 6 analistas ambientais, 5 auxiliares de serviços gerais, 36 brigadistas na estação seca, 10 a 20 voluntários na área de serviços públicos e 8

aumentar a área do parque para 240 mil hectares. A pessoa de quem o parque compra a terra para aumentar não pode desmatar até o parque dar o dinheiro. Pode continuar plantando e morando na terra. A maior trilha é das 7 quedas com 23 km e a mais curta é a da Siriema com 300 metros mais ou menos. No parque, na década de 90, a filha de um diplomata e um guia morreram na tromba d’agua no rio preto e também um médico na cachoeira. Fora isso, os acidentes foram: quebrar a perna, torcer o tornozelo etc. Essas foram as palavras do Fernando Rebello, coordenador do Parque Nacional.

bombeiros, que servem também como salva vidas. No parque tem muitos animais, alguns deles são: mamíferos - felinos (onça pintada, jaguatirica, jaguarundi, onça

Em entrevista com: Fernando Rebello (Cordenador do

parda), canídeos (lobo guara, cachorro

Parque).

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AS ELEIÇÕES EM ALTO PARAÍSO

INSTITUIÇÃO AJUDA CRIANÇAS E FAMÍLIAS

Enzo Fortunato

Ian Pedro

Chegando as eleições em Alto Paraíso de Goiás! É melhor as pessoas acima de dezoito anos já ficarem atentas em quem irão votar. E quando forem votar, não vejam só um discurso e saibam em quem irão votar. É necessário estudar cada prefeito e vereador. Falando em vereadores e prefeitos, são três prefeitos e, aproximadamente, quarenta e cinco vereadores candidatos. E, então, você se pergunta: “O que eu devo estudar dessa pessoa?” Simples! Você tem que saber o que um prefeito e um vereador têm que fazer. O prefeito tem que cuidar e administrar a cidade e o vereador tem que criar leis para a cidade. Ou seja, pense bem em quem votar!

A Bona Espero é um grupo de pessoas com o ideal de servir, liderados por um senhor chamado Veloso (primeiro diretor da instituição). Bona Espero nasceu no idealismo de seis esperantistas brasileiros que queriam fundar uma instituição na região central do Brasil. Depois de procurarem várias cidades, chegaram ao município de Alto Paraíso de Goiás, onde conseguiram por doação uma área de 500 hectares. Fundaram, então, em 1957 a mansão Bona Espero que mais tarde se tornou a fazenda Bona Espero. Começou com muito sacrifício e trabalho dos esperantistas brasileiros. Após alguns anos, a comunidade esperantista mundial ajudou a obra com doação de recursos financeiros e com trabalhos voluntários. A Bona Espero teve um grande impulso em seus ideais. Graças à vinda dos Grattopagila (Úrsula e Giussepe), em 1974, que até hoje residem na Fazenda. O principal objetivo deles ao criarem a

Em entrevista com: André Fortunato (funcionário do TRE).

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Bona Espero foi ajudar na educação de crianças e adolescentes carentes da região, o cultivo da terra de maneira ecológica e sustentável e a divulgação

ASSALTO NO BANCO EM ALTO PARAÍSO Irmim Santos

da língua e cultura esperantista. Bona Espero influenciou beneficamente

Em Alto Paraíso de Goiás, no dia 09 do

a cidade e seus moradores,

mês de agosto de 2016, oito assaltantes

principalmente na educação de crianças

armados assaltaram o banco e a lotérica.

e adolescentes. Muitos deles se

Começaram atacando a lotérica.

tornaram cidadãos de destaque, não só

Entraram e, lá, atiraram sem parar.

no meio educacional, quanto político e

Seqüestraram uma garota de 15 anos e

técnico, tanto em Alto Paraíso quanto

saíram. Depois foram para o banco e

em outras cidades. São professores,

destruíram muitas coisas e pegaram o

vereadores, deputados, técnicos,

dinheiro.

agrícolas, comerciantes e etc, que

A polícia chegou e os ladrões começaram

foram educados pela Bona Espero.

a atirar. Na fuga, após tiroteiro, dois

Até 2014 a Bona espero beneficiou

ladrões foram mortos e dois presos,

cerca de 800 crianças, adolescentes da

junto ao dinheiro. O resto deles fugiu.

região e suas famílias, dando-lhes

A polícia está prosseguindo no caso. O

instrução, abrigo e educação. A Bona

banco ficou todo estragado, mas a

Espero está situada no município de

lotérica nem tanto. Agora estão

Alto Paraíso de Goiás, com acesso pela

reconstruindo o banco. Sem serem os

Rodovia GO 239, que vai para São

ladrões, ninguém se machucou.

Jorge, no Km 75.

Em entrevista com: Sérgio Campos (ex-funcionário da Bona Espero).

Em entrevista com: Regina Célia e por pesquisas em internet.

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DISCO VOADOR É VISTO POR FAMÍLIA Lucas Massot

No dia 08 de Setembro de 2016 um

VOCÊ SABIA? A HISTÓRIA DE BRASÍLIA Julia Sircus

disco voador foi visto por Fernanda Carasilo e seu filho, Nathan Masson, às 20h30 na estrada indo para Cavalcante. Fernanda disse que viu uma luz piscando e primeiro pensou que era um avião. Depois a luz parou de piscar, brilhou, deixou um clarão e sumiu. Ela disse que ficou feliz e surpresa ao ver o disco.

Brasília foi construída (as obras começaram em Novembro de 1956), depois de Jucelino sancionar a lei nº 2874) a fim de ser a capital do Brasil. A ideia era transferir a capital do Rio de Janeiro para o interior do país. Ao transferir a capital para o interior o governo pretendia povoar aquela região. Pessoas de todo o país, especialmente do nordeste (chamada de Candangos, que quer dizer ordinários) foi contratada para a construção da cidade, inaugurada no dia 21 de abril de 1960 por Jucelino Kubitschek. Nesta época o centro cívico da cidade já tinha sido totalmente construído (palácio do governo, catedral, edifícios e

Em entrevista com: Fernanda Carasilo.

monastérios, parlamento, palácio da justiça e etc). Brasília custou cerca de um milhão de dólares. Este custo extremamente elevado deveu-se em parte a ausência das estradas de ferro e de rodovias bem traçadas para levar o material de 80


construção, fato que encareceu muito as

Por este motivo a cidade ficou conhecida

obras.

como capital da esperança (nome dado

A construção de Brasília demorou

pelo escritor francês André Malraux).

quase quatro anos, mas depois de três

É claro que tal objetivo não foi

anos a maioria dos seus principais

cumprido, mas, durante a construção da

edifícios estava pronta, dentre os quais:

cidade, foi uma realidade, visto que

o Palácio da Alvorada, (primeiro prédio

todos compartilhavam a mesma comida

da capital construído em concreto

e os mesmos acampamentos.

armado) e a primeira construção de estrutura metálica (material trazido dos Estados Unidos) foi o Brasília Palace Hotel. A partir de 1960, iniciou-se a transferência dos principais órgãos do Governo Federal para a nova capital com a mudança das sedes dos poderes Legislativo, Executivo e Jud iciário. Lúcio Costa foi o principal urbanista da cidade. Oscar Niemeyer, amigo próximo de Lúcio, foi o principal arquiteto da maioria dos prédios públicos e Roberto Burle Marx foi o responsável pelo paisagismo. Kubitschek, que foi um governante de orientação socialista, reuniu um grupo de profissionais de uma mesma tendência política. Este grupo tentou desenvolver um modelo de cidade utópica onde se pretendia eliminar as classes sociais. 81


UMA ESCOLA INOVADORA COM PROFESSORES INOVADORES

A professora Daniela Ghiringhello Sakamoto entrou na escola também desde o principio com o principal motivo de buscar um ensinamento adequado para seus dois filhos. Ela dá aula para o segundo ano. A professora Lidiane de Fátima Vilela,

Maya Pereira

uma professora com um currículo A Vila Verde foi reconhecida pelo MEC (Ministério da Educação e Cultura) como escola inovadora e criativa. Também foi reconhecida pelo Instituto Ashoka como escola transformadora. Os professores dessa escola, tão diferenciada de várias formas, tem que se acostumar e entender essa escola para dar aula. A Escola Vila Verde, Unidade Campo, tem quatro professores que dão aula em cada uma das suas turmas. A Emannoela Coelho Bezerra Campelo, uma professora da Escola Campo que fez parte da equipe desde que criaram

grande, é formada em Geografia, professora do 7º e 8º ano, e diz que confia na escola e está feliz de seus alunos estarem aprendendo desse modo. A professora Daniela de Campos Razuk, do 5º e 6º ano, formada e Psicologia, Pedagogia e Psicopedagogia, ajuda muito no ensinamento que a escola quer dar, em que os professores ajudam os alunos emocionalmente e não só intelectualmente. Essas professoras apoiam a escola e querem que ela seja uma inspiração para outras escolas.

a escola, ajudou bastante, pois já deu aula nesse jeito da escola. Ela deu aula em Fortaleza em uma escola chamada “Escola Vila” por dois anos, como professora de educação infantil. Ela não ficou surpresa em dar esse tipo de aula tão diferente, mas, dar aula para 3º e

Em entrevista com: Professores da Escola

4º ano tem suas diferenças do que dar para o infantil.

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FOGO NO CERRADO ATACA NOVAMENTE Miguel Havi

Em entrevista com Fábio Adriano Zurita, 42 anos, ele disse que em 2016 aconteceu uma queimada no Cerrado e um dos lugares que queimou foi o terreno dele, mas que ele conseguiu apagar com a ajuda dos seus amigos e familiares. Ele disse que a sensação é de ser pequeno e, quando ele estava apagando o fogo, se sentiu temeroso e, quando apagou, vitorioso. Não foi a primeira vez que ele apagou o fogo no Cerrado. Dessa vez aconteceu pela manhã e o combustível era mato seco.

Em entrevista com: Fábio Zurita.

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Diรกrio de Bordo

(Outubro/2016)

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DIÁRIO DE BORDO

Desde o princípio do trabalho, em paralelo ao estudo dos gêneros em sala, os estudantes realizavam anotações em um diário para desenvolverem gosto pela prática da escrita. O que de início era um exercício livre, com o intuito somente de “soltar a mente” para ampliar habilidades na escrita, com o tempo foi ganhando contorno e se tornando um registro semanal dos acontecimentos dos finais de semana. No segundo semestre, inspirados por uma atividade em andamento na turma ao lado, os estudantes decidiram batizar seus cadernos de “Diários de Bordo”. Passaram a encarar a redação semanal de seus diários enquanto tarefa prazerosa e enriquecedora para a evolução de seus olhares diante dos registros que realizavam sobre o mundo a sua volta. Mostrando-se cada dia mais envolvidos com o relato detalhado de suas vidas, fizeram das manhãs de segunda feira (quando compartilhavam seus diários com a leitura de suas impressões), momentos de prazer e parceria. Por se tratar de uma situação em que todos dividiam suas vivências fora do ambiente escolar, a atividade semanal acabou por se revelar uma dinâmica integrativa para o grupo. Ao final no ano, as práticas de leitura mostravam um grupo coeso e harmonioso, no qual todos se escutavam com grande respeito e interesse. Durante o compartilhar de textos, inspiravam-se com as descrições realizadas pelos colegas. Seus registros foram se tornando mais e mais atentos aos detalhes e à poética das palavras, com consciência do enriquecimento que isto trazia as narrativas. A atividade chegou a tal ponto que decidiram colocar um capítulo de seus diários enquanto mais um dos gêneros trabalhados.

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DIÁRIO DE BORDO Apolo Lenner dos Santos Torres

Domingo – 02/10/2016

Domingo, 02/10, tomei banho de mangueira com o meu irmãozinho, Enzo. Estava sol, com poucas nuvens. Meu irmãozinho estava trazendo seus brinquedos pra fora no quintal e eu o ajudei. Liguei a mangueira e começou a diversão! Quando terminamos, brincamos com os brinquedos do meu irmãozinho!

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DIÁRIO DE BORDO Cora Ghiringhello Rebello

Sábado – 09/10/2016

Ás 20:30hs de uma noite fresca e agradável, meu pai fez açaí com açúcar e banana para mim, pro Zé e para minha mãe. Ao provar a primeira colher de açaí, o sabor adocicado, gelado e o aroma maravilhoso e indescritível de açaí me penetraram de uma vez, me deixando tonta e arrepiada. Cada colher que eu levava à boca era melhor do que a anterior e, quando eu acabei de comer o meu açaí, queria mais, mas tinha acabado. Como ainda estávamos com fome, meu pai fez pizza com pão sírio. Ele colocou queijo, tomate, orégano, sal e azeite e fez na chapa de torrar pão. Comi apenas metade de uma, mesmo sendo pequena, porque eu já tinha comido o açaí e estava satisfeita. A pizza estava fumegando, exalando o cheiro de queijo derretido com tomate, e a primeira mordida foi a melhor. O queijo derretia na minha boca, me fazendo derreter também, e o tomate com seu gosto levemente ácido e saboroso, e por fim o orégano, que deu o toque para ficar perfeito.

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DIÁRIO DE BORDO Emilly Martins Saraiva

Domingo – 09/10/2016

Estava extremamente calor quando minha mãe falou: “Emilly, vamos no rio!”. Eu assustei. Como a Vitória estava na minha casa, ela foi com a gente e passamos na casa dela para chamar sua mãe, o seu irmão e o seu padrasto, que é meu tio. Brincamos muito e a água estava tão fria que quando trisquei meus pés nela bem devagar, eles congelaram. Estava tão fria que até a minha cabeça congelou e eu me senti no filme: “divertidamente”, quando a Riley toma sorvete e sua cabeça congela.

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DIÁRIO DE BORDO Enzo Vavolizza Fortunato

Sábado – 01/10/2016

Eu acordei e percebi que estava muito calor, esse calor estava tão quente que eu me sentia em uma frigideira com óleo fervendo. Então eu e minha família decidimos ir para o Vale Da Lua. Mas antes disso nós iriamos almoçar no Waldomiro. Então chegando lá no Waldomiro nós escolhemos uma mesa que estava brilhando por causa do sol que estava refletindo sobre ela. Pedimos a comida que estava uma delicia: o feijão, que estava bem temperado, o tomate com seu gosto bem doce, a abóbora com seu gosto levemente adocicado, a carne com seu gosto salgado, o arroz com seu gosto neutro e a farofa que desmanchava na boca. Enquanto estávamos comendo chegaram uns cinco carros na frente do restaurante e deles saíram vinte pessoas “se achando” e desrespeitando o lugar, mas acabou que eles não almoçaram lá, porque acharam caro. Mas sinceramente eu acho difícil vinte pessoas juntas acharem um lugar que não seja caro. Chegando no Vale da Lua pagamos e entramos na trilha. Foi rapidinho pra chegar lá e quando chegamos eu morri dentro da água por que doía os ossos de tão frio que estava.

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DIÁRIO DE BORDO Ian Pedro Ramalho Leite Reis

Domingo – 07/10/2016

Domingo aproveitamos que tinha sol e fomos para a cachoeira São Bento. Chamamos meus amigos e fomos. Chegando lá saímos do carro e fomos pagar a entrada. Quando chegamos eu não aguentava mais. Tirei a camisa, subi nas pedras que tinham na lateral da cachoeira e pulei. SHUAS!!!! Lá em baixo eu sentia o gelado da água e a profundeza do poço. Quando estava em terra firme meus amigos, Alef e Alerrandro me chamaram para descer o rio. Eu topei e fomos. Passamos por rios rasos, até ai tudo bem, mas quando chegamos em uma parte mais funda eles falaram: - Nós não sabemos nadar!!! Então tive que voltar e pegar uma boia para eles. Cheguei de volta no rio “fundo” e dei a boia para eles. Passei primeiro, depois veio o Alerrandro, na boia, e depois o Alef. Enquanto ele se arrumava para passar, eu e o Alerrandro estávamos em cima de uma pedra gelada que até doía os ossos. Quando estávamos em cima dessa pedra, o Alerrandro escorregou e caiu na água, quase se afogando. Nessa hora o meu corpo entrou em choque, mas mesmo assim me atirei na água puxando ele para a superfície, conseguindo salvar uma vida. 90


DIÁRIO DE BORDO Irmim Santos Abreu Pinheiro

Domingo – 07/10/2016

Hoje eu acordei tão feliz que até acordei meu irmão, que disparou rapidamente dizendo: “cade, mamãe?”. Nos nós arrumamos e fomos pra feira de domingo que ia ter o dia das crianças. No caminho eu fui no supermercado com o Luca e comprei salgadinho. Quando estava andando e levando o carrinho do Luca com ele deitado, o sol bateu na minha cabeça e pareceu que o meu cérebro estava batalhando contra os raios de calor. Quando cheguei na feira estava tendo palhaçada e no meio de 200 pessoas eu achei :Ian, Maya, Sádala, Nara, Nicolas, Zara, Olivia, Bento, Inaê, Thomas, Julia, Nalina e Hrot. Nós todos fomos brincar de Piq pega, Piq cola e de Pegar o boné do Ian. Depois de tudo, todos estavam com suas gargantas fracas e secas, quando bebemos água nossas gargantas voltaram ao normal, pedi para minha mãe se podia ir na casa do Thomas, Julia e Nicolas e ela deixou. No carro eu e o Nicolas jogamos MINECRAFT até chegar na casa deles, quando chegamos já pensei em diversão.

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DIĂ RIO DE BORDO Lucas Julien Massot

Domingo – 02/10/2016

Eu jantei um pastel muito bom, com recheio de carne, cebola, azeitona, queijo e ketchup, tudo misturado em uma massa fininha com muito recheio. Eu dei uma mordida e estava muito bom. Quando eu acabei de comer, eu comi outro pastel doce com banana e leite condensado e tudo derretia na minha boca. Quando acabei de comer, eu fui dormir.

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DIÁRIO DE BORDO Julia Sircus

Sábado – 01/10/2016

Estava chovendo bem forte, e eu estava brincando com os meus hamsters, Lápis e Bob Lazuli. Quando tentei pegar no Bob, ele gritou, mordeu meu dedo e saiu correndo para um cantinho, ainda gritando, então fui tentar pegar a Lápis. Ela me deixou pegá-la, então fiquei brincando com ela. Eu estava colocando ela na minha cabeça e ficava de pé para ver quantos segundos ela demorava para se suicidar – pular (oito segundos). Mas ela se agarrava nos meus cabelos e, quando estava quase no fim, eu pegava ela. Meus irmãos mais velhos disseram para eu deixar eles tirarem uma foto minha segurando um WAFFLE com cobertura de morango e a Lápis na cabeça, eu não conseguia parar de rir. Enquanto ele tentava tirar uma foto boa, a Lápis tentou fugir umas 300000 de vezes. Depois que acabou, eu e Thomas fizemos uma corrida com os Hamsters para ver quem subia a gaiola mais rápido e Bob ganhou. Depois que terminou a sessão de fotos, a Lápis já tinha caído várias vezes em cima do waffle. Eu comi o Waffle, e eles ficaram me chamando de nojenta (Mas para falar a verdade, estava podre mesmo e estava gelada e a cobertura era horrível). 93


DIÁRIO DE BORDO Maya Pedroso Cunha Pereira

Domingo – 07/10/2016

São 16h00 em ponto, desço as escadas que vem do meu quarto, do mezanino. Deparo-me com a porta aberta. Está chovendo, pinguinhos suaves, dá quase para ouvir, cada pinguinho quicando nas folhas das árvores. A chuva me atrai, me apoio na parede para observar a paisagem, o som da chuva me acalma, uma calma que só a chuva trás. O cheiro de chuva, o cheiro da terra molhada, o cheiro da grama molhada. Á cada respiração, o cheiro vem e me contagia. As folhas das plantas com pequenas gotículas de água, eu acho lindo isso. Sento no banco da varanda, o resto da varanda está molhada. Olho em volta para ver os ângulos que não vi e, agora sentada no banco, o cheiro é mais forte Pisco os olhos por 2 segundos para sentir o cheiro e ouvir a chuva, porque a visão atrapalha muito. Os outros sentidos são mais fortes quando a visão é desligada. A Sara, (minha gata) vem chegando devagarinho e senta em um tapete grosso e dobrado ao meio. Ali fica observando a paisagem, observando a chuva. Então, eu e a Sara ficamos observando a chuva.

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DIÁRIO DE BORDO Miguel Havi G. Santos Zurita

Sábado – 01/10/2016

Eu estava na varanda da minha casa, então eu vi uma gotinha em uma folhinha e mexi a cabeça um pouco e vi um brilhinho. Eu voltei a cabeça devagar e vi uma luz vermelha, verde, azul e rosa. Era como um arco íris filhote.

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Contos

(Novembro/2016)

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CONTO

Os textos que encerraram o livro foram escolhidos por conta da vontade dos estudantes em realizarem uma comparação com o início do processo para observarem o desenvolvimento obtido com o passar do tempo. Ao relerem suas obras iniciais, as primeiras do ano, decidiram que iriam finalizar da mesma forma com que começaram: com um Conto. No entanto, dessa vez, colocariam um novo elemento desafiador - uma temática condutora de suas histórias. Com isso, primeiro listaram diferentes temas possíveis para variados enredos e depois os sortearam entre si. Delimitaram, assim, os assuntos para confecção dos textos, tendo de criar suas últimas produções a partir de uma linha temática direcionadora de seus processos criativos. Antes da redação final, estudaram o que caracterizava cada tema (drama, aventura, comédia, etc), as propriedades de uma narrativa na primeira pessoa, a elaboração criativa de uma personagem e do ambiente / cenário condutor. Fiquem agora com os contos finais de todos eles.

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SOU UM COMEDIANTE Apolo Lenner dos Santos Torres

Gênero Temático: COMÉDIA

Oi, tudo bem? Esta é a história da minha vida, de como consegui fazer as pessoas rirem e como consegui um show lotado. Tudo começou no Rio de Janeiro, eu estava sentado em um banco, com o meu amigo, Jhosaph. Estávamos sentados próximo ao calçadão, conversando sobre o show que eu iria fazer a noite. - Cara, você precisa treinar mais! – Disse, Jhosaph - Tú não arranca riso de ninguém. - Eu sei, eu sou um comediANTA! -NOSSA! Era pra rir?! Resolvemos sair e passear. Fomos ao shopping e compramos várias coisas! Comprei um livro de piadas, pois não sabia nenhuma! Quando saímos, vi 20 reais no chão e agachei para pegá-lo. Quando levantei, esbarrei em um homem, que esbarrou em um policial, que deu um tiro pra cima, que matou um pássaro, que caiu no vidro de um carro, que bateu em uma árvore, que derrubou todas as outras árvores em volta. Uma das árvores caiu na janela de um apartamento e o dono do prédio ligou para os bombeiros. Os bombeiros apagaram o fogo que o carro fez quando bateu na árvore. Tudo isso por...... 20 REAIS!!! Eram 15:33, o meu show era as 18:00 horas, mas eu já estava treinando as minhas piadas. Chegou o empregado, Sr. Cuida da Sua Vida, trazendo o meu figurino. - Sr. John, o seu figurino. - Disse ele. - Obrigado! Mas não seja grosseiro, minha vida já está muito bem cuidada! - Disse eu rindo - Entendeu? Hahaha! Entendeu né? - Era pra rir? De repente, minha mãe ligou. - Meu fiu! Eu tô duenti! Voce preciza vi aki cuida de min! - Mas, mas, hoje é o dia do meu show! - Mas, o seu chow... É... Alguma coisa aconteceu, ou a ligação caiu, ou a mamãe.... MORREU! 98


Sai correndo de casa! E andei até o Méier, no Rio (DE ÔNIBUS), onde a mamãe morava. Abri a porta com força! - MÃÃÃÃE!!! - Que foi fiu? A mamãe estava mexendo no celular, no whatsapp! -Você não estava doente? - Duenti di idea! Me colocaru num grupo no Zapcapi aqui, que é de piadas! - Você me chamou pra isso?! - I pra fala qui eu liguei pru seu prezario e falei que o chou seria ali! - Ah, ah, Aqui a onde? Aqui no barraco! ••• fio? ಠ_ಠ - Fio? Bem, no final deu tudo certo! Eu fiz o show na laje da casa da minha mãe! - “O que é um pontinho amarelo que ganhou na loteria? Um MILHOnário!”

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A TRAIÇÃO FALSA Cora Ghiringhello Rebello

Gênero Temático: ÉPOCA

O cheiro de sangue estava por todo lado. A faca que eu segurava fazia a luz refletir nos meus olhos. O homem, ajoelhado aos meus pés, implorava misericórdia e havia uma poça de sangue, fazendo meus pés colarem no chão quando andava. O homem tinha cortes no corpo, feitos por mim. Eu soltei a faca, que quicou antes de cair no chão molhado. - “Eu te pouparei, jovem.”- Falei, estendendo a mão a ele, mesmo sabendo que ele não iria pegá-la e ele se encolheu no canto da pequena sala de tortura. - “Tudo bem, você quem sabe.”- Saí da sala, caminhei em direção a minha torre chamada Agúlia. O sol ardente do deserto não me incomodava mais. Chamei uma curandeira para limpar a bagunça que fiz com o garoto traidor chamado Rá, em homenagem ao deus. - “Cuide dele, Isabel.”- Falei para a curandeira. - “Claro, minha senhora.”- Humildemente respondeu Isabel, indo em direção à câmara de tortura. Este “garoto”, o Rá, tinha roubado muitas de minhas joias e o ouro das tumbas. Subi as escadas da torre, caminhando lentamente. A exaustão tinha me invadido e caí na “cama” (na época, as camas eram palhas fofas amontoadas e cobertas por um pano simples). Acordei na manhã seguinte, com minha cabeça latejando, mas como era a rainha, não podia demonstrar fraqueza. Levantei, e vesti uma camiseta fina de linho, e coloquei um vestido branco com as mangas enfeitadas com franjas. Peguei os poucos braceletes e anéis que me restavam, (porque o ladrãozinho, Rá, roubou quase tudo.) e passei os braceletes pelo punho e os anéis pelos dedos. Eram todos de ouro, enfeitados. Estremeci ao toque do material gélido no meu punho desprotegido. Endireitei a coluna, peguei minha peruca listrada de preto e azul, coloquei-a sobre meus longos cabelos ruivos, e desci as escadas, como uma dama, que eu era. No pé da escada, Camila, minha maquiadora, me esperava segurando o kohl (uma mistura do mineral malaquita com carvão e cinzas, hoje é conhecido como lápis de olho) e,

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quando me aproximei, ela segurou meu rosto com uma das mãos. Seu toque era frio, quase gélido e ela era mais minha amiga que criada maquiadora. - “Cléo, temos visita.”- Falou ela, contornando meus olhos com kohl, que se encheram de lágrimas, mas sem derramá-las. - “Quem? Quem está aqui?”- Perguntei, desviando o olhar. - “Ela disse se chama Dandara. E seu conselheiro quer falar com você.”- Cami disse ao terminar de passar kohl em mim e saiu da torre. Eu a segui e me deparei com três camelos. Em dois deles estavam montados homens, com turbantes azuis, e no terceiro tinha uma mulher, da minha idade, mais ou menos de uns 20 anos. Ela usava um vestido azul, como o turbante dos homens e não tinha peruca ou joias. - “Me perdoe por aparecer aqui no Egito, no seu reinado, Milady Cleópatra.”- a mulher, Dandara, falou com o rosto contorcido de tristeza, descendo do camelo. - “Por favor, me chame só de Cleópatra e trate-me como uma amiga, não como rainha do Egito. E com certeza você pode ficar aqui.” - “Obrigada, Mila… Cleópatra!”- Ela se ajoelhou no chão e, por mais que ser rainha fosse bom, ás vezes me fazia sentir culpada e isolada do mundo. Peguei a mão dela e a levantei. Maicon, meu conselheiro particular, apareceu e eu senti uma pontada de culpa. - “Deixe que eu leve Dandara e seus acompanhantes? Para um lugar mais confortável e fresco.”- Maicon falou, pegando a mão dela e fazendo um sinal para os dois homens acompanhantes ou guardas de Dandara. - “Obrigada”- Falei, sem emitir som, mas como conhecia Maicon há muito tempo, nós éramos amigos e eu confiava muito nele, mas na Camila mais. Enfim, depois de “eu” ter providenciado abrigo à Dandara e seus amigos, procurei Camila, que estava sentada na sombra de uma das pirâmides. - “Oi” - Camila já me conhecia o suficiente para saber que se tivesse outra pessoa para ocupar o trono, eu sairia correndo dele, mas era minha responsabilidade. - “Cléo, se eu te dissesse que Maicon está te traindo, o que você diria?” - “Com certeza, que é mentira. Por que a pergunta?”. 101


- “Porque pode acontecer. Você não viu a cara de desgosto que ele fez quando aquela mulher, Dandara, apareceu?”- Camila, incomodada, remexeu na areia. - “Você está inventando!”- Falei brincando, mas bem no fundo, eu sabia que era verdade. Eu nunca pensei pelo lado do Maicon. Ele sempre esteve ao meu lado, e muita gente cobiçava o trono e o meu dever era encontrar alguém qualificado que quisesse. Nunca perguntei ao Maicon se ele queria. - ‘’Falarei com ele.’’ - Decidi. - ‘’Boa sorte! E sugiro que leve seus guardas. O Moisés e o Otávio dão conta.’’Finalizou Cami. - ‘’ O.K.’’ O sol já estava se pondo, não havia me dado conta que não havia comido nada, mas tinha que falar com Maicon, então ignorei a fome e apenas senti a brisa do pôr do sol me refrescar. - ‘’Maicon?’’ - Bati na porta da pequena casa dele, que se abriu ao meu toque. Empurrei a porta e entrei. - ‘’Maicon? Você está em casa?’’ De repente, senti um metal afiado penetrando minhas costelas, e cada célula do meu corpo gritou de dor! Caí de joelhos, e minha visão ficou borrada. Vi a mancha vermelha de sangue se espalhar pelo meu vestido branco e senti a faca cortando minha carne. A dor era quase insuportável, eu estava perdendo muito sangue, iria desmaiar. Reconheci quem havia me esfaqueado. Maicon. - ‘’Desculpe.’’ - Disse ele baixinho, antes de eu perder a consciência. Traidor. Foi o que eu tinha em mente ao desmaiar. Abri os olhos, e me lembrei que deveria ter chamado meus guardas para ir a casa de Maicon. Minha cabeça estava explodindo, e cada parte do meu corpo ardia em febre. A ferida do esfaqueamento estava mais aberta, e eu, deitada, via olhos verdes. Os olhos de Dandara. - “Olá, queridinha!’’- Disse ela, animada - ‘’Sabe, você não deveria convidar todos que visse para entrar no seu reino?!’’ - ‘’O que você fez?’’- Falei fracamente, quase como um sussurro.

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- ‘’Nem toda rainha é invencível!’’- Debochou ela, jogando o cabelo para trás, irritantemente, de um jeito que eu torturaria ela até a morte. - “A mamãezinha do seu amigo está a salvo, se é que você se importa.’’- Ela arrancou a peruca da minha cabeça em um gesto tão brusco que fiquei tonta, e meus cabelos caíram cascateando pelas minhas costas. - ‘’O queeee?!’’- Tossi sangue e minha garganta ardeu. - ‘’É, ele teria que me obedecer se quisesse a mãe viva.’’- Ela virou as costas e saiu pela porta, trancando ao passar. Apoiei a cabeça novamente no chão frio. A dor me consumiu e, quando eu não enxergava quase nada claramente, alguém abriu a janela, entrou e me carregou para longe da casa de Maicon. Acordei de manhã, com um curativo no lugar da facada e a dor de cabeça estava mais fraca. - “Cléo, vou te explicar, só me deixa explicar ok? POR FAVOR???!!!’’- Maicon, estava sentado à minha frente. Lágrimas haviam saltado dos meus olhos. - ‘’Dandara tinha sequestrado minha mãe! Ela não estava morta como imaginávamos!’’- Continuou ele e começou a chorar também. - ‘’Olha, eu sinto muito, Cléo! Pode me torturar, eu me entrego!’’ - ‘’Shhh, ninguém vai torturar ninguém.’’ - Falei, e peguei a mão calejada dele. - ‘’Eu nunca te torturaria, Maicon, mas quanto aquela traidora e falsa…” - ‘’Os guardas prenderam-na.’’ - ‘’Ótimo.’’- Me levantei, ou pelo menos tentei, porque a dor na minha ferida quase cicatrizada, voltava fortemente, então fui forçada a me deitar novamente. - ‘’Eu que te tirei da minha casa.’’- Falou ele, sem prestar a mínima atenção. - ‘’Obrigada, eu acho. Por me esfaquear!’’ - Falei, com uma pontada de ódio. - ‘’Eu não queria fazer isso, mas Dandara ameaçou a Isabel, a Camila, e a minha mãe, que eu nem sabia que estava viva! Então, se eu te esfaqueasse e depois te salvasse, você tinha mais chances…’’ - ‘’Tudo Bem, Maicon, já entendi. Você não tinha escolha… etc.’’

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Depois de uma semana, eu enfiei uma faca no coração de Dandara e fiz seu coração parar. Escrevi uma regra que, quando eu morresse, Maicon assumiria o trono. E assim aconteceu.

FIM.

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O PALHAÇO ASSASSINO Emilly Martins Saraiva

Gênero Temático: TERROR

Felizmente eu sou um assassino. Comecei a ser um quando eu era criança. Fiquei com raiva do meu amigo e o matei. Foi uma sensação ótima ter me vingado! Eu tinha uma família, a qual meu inimigo assassinou. Seu nome era Micom, mais chamado como Killer. Sim, assassino era seu apelido. Ficou com raiva de mim porque tinha matado seus pais, por isso ele matou a minha família. Eu me cansei daquela cidade e logo fui embora para Brasília, no Brasil, cidade grande, mas, com a minha chegada, a cidade parecia Alto Paraiso, muito pequena. Comecei minha aventura matando famílias e crianças em shows em que me vestia de palhaço. Matei um por um. Um dia tinham até policiais no show, mas eu consegui fugir. Um outro cara foi preso em meu lugar, porque ele estava com uma roupa igualzinha a minha e, como me denunciaram pela roupa, foi ele pego. Então eu fiz muitos shows assim. Convidava amigos, vestimos-nos com as mesmas roupas e a mesma maquiagem. Todos aceitavam, então eu sempre escapava e sempre era a mesma coisa que era a primeira vez. Depois de muito tempo aquela cidade ficou deserta. Qualquer pessoa que saísse de casa, morria. Minha vida inteira eu matei. Um dia eu marquei um assassinato com meus amigos, só que no mesmo dia eu fui preso, mas, eu consegui escapar. Quando estava saindo, encontrei um grupo em que me meti em briga. Eu não podia me atrasar para combinar o próximo assassinato e, como eu me atrasei, acabei apanhando também. Não pense que deixei barato. Mandei um vídeo para eles, avisando que não ficaria assim. De noite, fui na casa deles e... Bom, eles acordaram mortos. Quem mexe comigo é assim. Minha vida não parou, eu sempre continuei, mas, sempre existiu um inimigo que me ameaçava. Um dia ele me mandou uma mensagem: “Gingom, você sempre escapa, mas dessa vez será diferente. Você tem apenas 32 anos. Você acha que vai chegar à velhice? Eu acho que você não vai chegar nem aos 33 anos! Você vai morrer.” Eu não fiquei assustado. Depois de muito tempo ele apareceu e eu perdi a cabeça e o matei.

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Um dia eu olhei para trás e refleti. Me arrependi e decidi que nunca mais eu assassinaria alguém. Mas depois, um dia, entrou uma repórter em casa e perguntou se ela podia falar comigo. Eu disse que sim. Mas fui ficando com raiva das perguntas que ela fazia e retomei a minha vida de assassino e a repórter teve um final trágico.

FIM.

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O JOGO VIROU Enzo Vavolizza Fortunato

Gênero Temático: SUSPENSE

Eu estava mexendo no computador, fazendo bobagem na internet. Estava chovendo, então eu não tinha nada mais legal que aquilo no momento, quando, de repente, bateram na minha porta. Então eu comecei a ir em direção a porta, e o som continuava. Eu abri a porta e era o meu assistente. Ele disse: -"Jones! Temos um novo caso!" -"Nossa, faz tanto tempo que não investigamos um caso! Acho que nem estou preparado para isso." (Aliás, eu sou um detetive). -"Mas quando iremos começar?" -"Hoje à meia noite e meia no aeroporto. Lá eu te explico o que iremos fazer." E então eu ouvi um grito no meu apartamento. Eu e meu assistente, Nik, saímos correndo! Então eu vi uma mulher com cara de assustada e eu perguntei a ela o que tinha acontecido. Ela disse que tinha um homem com uma cicatriz no rosto, usando um terno preto, que entrou ali e tampou a boca dela depois do grito. Ele estava tentando ouvir a conversa. Nik disse que esse era o mafioso que estava envolvido com o caso. Deu meia noite e meia, então eu e Nik fomos ao aeroporto. Ele disse que aquele mafioso roubou a metade a cidade sem levantar nenhuma suspeita porque ele subornou os policiais. E nós teríamos que prender ele. Então, eu perguntei para o Nik: -"Mas por que nos encontramos aqui no aeroporto?" -"Eu soube que ele iria se encontrar com um policial aqui, hoje e agora." -"Mas como você soube disso?" -"Jones, eu sei de tudo que ocorre nessa cidade." 107


Eu achei aquilo meio suspeito, mas deixei pra lá. Ficamos 3 horas lá e nada do mafioso. Então, Nik falou: -"Acho que ele soube que viríamos aqui." -"Ele deve ter ouvido no apartamento." -"Jones, quer uma carona de volta?" -"Pode ser." Então estávamos voltando para a cidade, quando, de repente, eu vi o mafioso na rua. E ele fez um sinal com a mão para o Nik. E o Nik parou o carro e disse para mim: -"Saia do carro, ponha as mãos para cima e fique quietinho." Então eu saí do carro, levantei as mãos e fiquei quietinho. E o mafioso disse para o Nik: -"Bom garoto, Nik. Você passou a perna nesse rato de esgoto direitinho, mas agora faça uma pequena coisinha... mate-o! -"Claro, chefe." Então eu saí correndo e me escondi no mato, onde eles não me encontraram. Amanheceu, eu pedi um taxi e voltei para a cidade. Quando voltei, peguei o meu carro e fui almoçar. Cheguei no restaurante e comecei a ver o cardápio, quando, de repente eu vi o Nik e o mafioso em um caminhão. Então eu larguei o cardápio entrei no meu carro e comecei a perseguir eles. Mas eles eram rápidos demais para o meu velho fusca vermelho. Mas eu vi que o caminhão começou a parar e vi o Nik saindo do caminhão com o mafioso algemado. Então o Nik disse: -"Parece que o jogo virou não é mesmo?!" -"Vocês acham que ganharam?! Eu ainda tenho todo o meu bando e ele virão atrás de vocês!...

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IDA AO FUTURO Ian Pedro Ramalho Leite Reis

Gênero Temático: FICÇÃO CIENTÍFICA

Olá, meu nome é Jonathan, eu moro em uma Fazenda, que é a casa dos meus avós. Meus pais morreram, pois estavam em um cruzeiro que afundou. Eu era muito pequeno e não me lembro de muitos detalhes. A casa dos meus avós é muito legal, tem rio, cavalos e um morro que eu gosto de escalar. Mas o mais legal é uma casinha que fica em uma plantação de eucaliptos do meu avô, onde é meu laboratório. Lá eu gosto de inventar coisas, fazer experiências e construir robôs. Meu cavalo se chama Relâmpago, ele é preto e branco e corre muito rápido. Dei esse nome porque ele tem uma mancha branca no focinho que se parece com um relâmpago. Eu gosto de fazer aventuras com ele, como explorar lugares novos. Noutro dia resolvi dar uma volta a cavalo ao redor da fazenda. Eu e Relâmpago estávamos em uma das trilhas do sítio, estava quase anoitecendo e tínhamos de voltar para casa, só que o Relâmpago não colaborava. Estava agitado, parecia que tinha visto algo como um espírito ou coisa assim. Puxei a corda, mandando ele parar e, então, ele aquietou. Mas, depois de um breve suspiro, ele disparou correndo para fora da trilha e me derrubou de suas costas, seguiu para a Floresta. Fui correndo para resgatá-lo, seguindo a trilha que ele tinha deixado, e, sem perceber, já tinha entrado na Floresta. Lá de dentro não dava para ver quase nada, pois tinham imensas árvores, arbustos e cipós. Mesmo assim, continuei à procura. Subi em um cipó e procurei uma clareira. Por ali saltei. Eu gritava seu nome, olhava por todos os lados, mas não via nenhum sinal de Relâmpago. E não era só a mata que atrapalhava enxergar, mas o sol já tinha se posto e já estava praticamente escuro. Usava mais as mãos do que a visão. Até que, de repente, apareceu um grande clarão diante de mim. Era tão forte que fechei os olhos e, quando abri novamente... ESTAVA EM UMA CIDADE DO FUTURO!!! Via robôs, carros e skates voadores, máquinas incríveis e pouquíssimas pessoas. Eu só conseguia pensar: "como foi que vim para aqui?". Então olhei para trás e vi um portal que rapidamente desapareceu, deixando um papel no chão escrito: "Você só tem 6h para chegar até o outro portal e sair daqui. Se não conseguir,

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você ficará preso aqui para sempre. Siga o mapa no verso do bilhete que te indicará o caminho". Fiquei paralisado quando vi, no mapa, que o portal ficava no outro lado da grande cidade. Eu estava adorando aquele lugar, principalmente os robôs. Mas não poderia ficar, meus avós já estariam preocupados. E assim, a jornada começava. O mapa dizia para ir à Estação de Trem Bala, que ficava à 40km de onde eu estava. Então fui correndo. Por onde eu passava as pessoas e robôs riam da minha cara, pensando que eu era louco, pois lá ninguém andava, usavam seus transportes voadores. Depois de um bom tempo cheguei a estação, o Trem Bala estava prestes à sair fechando suas portas. Corri o mais rápido que pude, dei um pulo passando pela fresta da porta, causando de novo as risadas. Enfim, peguei o trem até o próximo ponto: O Rio Elétrico. Chegamos ao meu destino, desci do trem e, numa primeira piscada de olhos, me deparei com o gigante Rio Elétrico que cuspia faíscas elétricas. Lá tinha um Robô-Balsa que atravessava robôs e pessoas para o outro lado. Mas só era permitido a passagem se tivesse mais de uma pessoa para atravessar. Então olhei ao lado e vi um robô também me olhando. Era como se já nos conhecêssemos. Então ele veio em minha direção e aconteceu um grande abraço. Perguntei se ele gostaria de me acompanhar em uma aventura e ele rapidamente confirmou com a cabeça que sim! Assim, seguimos para o Robô-Balsa atravessando o Rio Elétrico. Durante o trajeto tivemos nossa primeira conversa. Perguntei: - Qual é o seu nome? - Nome? Eu tenho um código: WD2. Ah, espera! Vou pesquisar no meu sistema o que é nome... É, não tenho um nome. - Tudo bem, WD2 é um bom nome. Eu sou Jonathan. Enfim chegamos à outra margem e logo procuramos pelo portal, mas não encontramos, estávamos longe. Preocupado perguntei: - Que horas são? - 23:30. Fiquei preocupado ao pensar nos meus avós e decidi me apressar, pois meu tempo já estava se esgotando. Olhei por todos os lados e vi, ao longe, algo que parecia ser o Portal no topo de uma montanha. Sem pensar duas vezes, comecei a escalar. Tinham partes muito íngremes e difíceis de segurar. 110


Era metade do caminho, olhei para baixo e vi aquele imenso abismo. Eu precisava conseguir, senão cairia. Finalmente restava apenas uma pedra para chegar ao topo. Depois de tanto suor, já não aguentava mais. Minhas mãos estavam fracas e escorregadias e eu não tinha mais certeza de que iria sobreviver. Fechei meus olhos, respirei fundo buscando forças, quando algo gelado me segurou pelos braços e me puxou para o topo. - Por que você não me perguntou se eu sabia voar? Quando abri os olhos, lá estava ele, WD2!!! Com muita alegria o abracei e agradeci por me ter me salvado. “Nós conseguimos! Eu consegui! Cheguei ao Portal, estava ali na minha frente”. - WD2, venha comigo para casa! - Não posso - Respondeu o robô - Tenho que ficar com a minha família. E vá logo antes que o seu tempo acabe. Então ele voou e seguiu seu caminho. No portal tinha um cronômetro contando que restavam só 10 segundos. Corri para dar tempo e, enquanto passava pelo Portal, enrosquei meu pé em uma raiz. Todo meu corpo estava do lado do sítio dos meus avós, mas meu pé tinha ficado do lado da Cidade do Futuro. Assim, o tempo tinha acabado. O Portal havia sumido e meu pé direito também. Fui saltando de uma perna até a casa dos meus avós, até que o Relâmpago apareceu assustado, correndo na minha direção, parecendo que sabia o que tinha acontecido. Subi na sua garupa e, devagar, voltamos para a casa. Quando cheguei em casa, meus avós falaram desesperados: - Meu Filho! Por onde andou? Estávamos preocupados. O que aconteceu com seu pé? Bem, vamos correr para o hospital e no caminho você nos conta. Então expliquei tudo para eles no hospital, até a hora em que caí no sono. Depois de um bom sono, acordei com um presente no meu colo escrito: "Parabéns!". Abri a caixa e... ERA UMA PERNA ROBÔ!!! Fiquei super feliz! Lembrei de WD2 que me salvou e agora eu tinha uma parte como ele. Coloquei a minha perna e fui direto para a sala encontrar meus avós e agradecer. Os abracei, chorando muito de alegria. Empolgado, montei no Relâmpago e fomos juntos para uma nova aventura! FIM

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JACK FANTASIA Irmim Santos Abreu Pinheiro

Gênero Temático: FANTASIA

Eu estava dormindo na minha cama, no meu quarto, acordei e fui ver meu pai: o Rei de Cair Parável. O reino era incrível, todos respeitavam todos e também a natureza. Lá tinham cavaleiros, soldados, sátiros e arqueiros na proteção do castelo. Meu pai, o rei Davi, estava com meu tio em uma reunião de trabalho. Ele nunca brincava comigo e eu tinha 11 anos e precisava de atenção. Minha mãe tinha morrido quando o reino foi atacado e meu pai não queria me perder também. Meu pai me mandou ir dormir e eu fui. Quando fui dormir percebi que meu pai não estava dormindo em seu quarto, porque a vela estava acesa. Eu entrei e vi meu pai no chão, morto! Eu olhei para trás dele e vi meu tio com a espada do meu pai e ela estava com sangue. Meu tio me olhou e disse: - Você devia estar dormindo. Ele jogou a espada na minha frente e gritou: - Jack é um traidor!!! Ele matou o Rei Davi!!! De repente todos os guardas levantaram e foram correndo me matar! Eu olhei para a espada e a peguei. Meu tio estava na minha frente com os soldados que chegaram armados! Eu olhei para trás e pulei da janela que dava acesso para fora do castelo. Meu tio, com muita raiva, pegou um arco e flecha de um soldado e atirou. Bem na hora eu caí no chão e olhei pra janela, a flecha entrou no meu olho! Gritei de dor!!! E saí correndo pra dentro da floresta.

Quando eu estava correndo na floresta, ouvi cascos de cavalos correndo atrás de mim, percebi que era a cavalaria de Cair Parável. Eu comecei a correr mais rápido, mas meu olho doía muito e eu precisava parar para cuidar dele! Enquanto estava correndo não vi uma pedra na minha frente, bati o pé nela e caí de costas no chão. Estava com dor e fraco no chão, no meio da mágica floresta

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esquecida, quando, de repente, uma moita se mexeu, mas eu não consegui ver o que estava fazendo ela se mexer. A cavalaria estava a 10 metros de distância de mim. De repente saiu da moita um tigre que pulou em cima de um da cavalaria e o destroçou. Com isso todos fugiram! Quando o tigre veio em minha direção, eu desmaiei! Quando acordei, eu estava na beira de um rio e o tigre estava na minha frente. Eu percebi que meu olho não estava mais com a flecha, eu estava bem! O tigre veio para mim e disse: - Eu preciso de ajuda! - eu fiquei muito surpreso por ver o tigre falar! Perguntei: - Como consegue falar? Ele olhou para baixo e disse: - Eu me separei da minha mãe e, como todos os animais mágicos, nós precisamos de nossas mães para crescer! Eu pensei e respondi: - Eu irei te ajudar! Então comecei a procurar uma caverna para nós dormirmos e acabei achando. Lá, nós tivemos dificuldades com o frio, com a fome e com a sede! Eu já tinha feito um tampão em meu olho, com ervas medicinais para curar. ---

Passaram-se 10 anos, eu já tinha 21 anos e o Fin, que no caso era o tigre que eu tinha adotado, tinha 13 anos. Nós tínhamos uma vida perfeita, mas, um dia, eu e o Fin estávamos procurando comida, e, de repente, um soldado apareceu! Nós fomos nos esconder. Ele parecia com raiva e percebi que queria me achar! Depois de um tempo, ele foi embora! No mesmo momento eu relembrei em meu objetivo - tomar o castelo! Esse era o meu destino, mas não tinha ideia de como poderia ser realizado! Fui para a caverna, peguei minha espada e falei para o Fin:

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- Tente chamar o máximo de animais que puder! - Ele balançou a cabeça dizendo sim e foi para fora da caverna e deu o maior rugido do mundo! De repente, começaram a avançar em volta de nós animais gigantes, de várias espécies, mas não nos machucavam! Eu falei para todos eles: - Olá, animais mágicos, eu sou Jack! Não irei aceitar que o Rei de Cair Paravél destrua o nosso mundo. Nós precisamos lutar! O que me dizem? Nós iremos ser respeitados e a natureza será livre! - Todos os animais gritaram de alegria, e fomos planejar o "plano de ataque". ---

No dia seguinte todos nós estávamos preparados, esperando a noite chegar! Quando anoiteceu, fomos pro castelo! A segurança do castelo estava nas torres, então enviamos as Árpias para matarem a segurança. Mataram, mas, quando estavam voltando, levaram flechadas e morreram. Só sobraram dois que avançaram no portão, que caiu fortemente no chão. Eu gritei: - Atacar!!!! - e todos atacaram brutalmente os guardas, que pediram reforços rapidamente. Eu estava lutando contra a força arqueira e Fin também, quando, de repente, eu olhei para o lado e vi que estávamos perdendo a batalha. Fin e eu olhamos para a prisão e vimos sátiros presos. Eu fui correndo com Fin para libertá-los. Fin em um soco derrubou a porta e libertou os sátiros que saíram gritando: - Guerra!!! Fomos juntos lutar, mas um arqueiro acertou Fin, que caiu no chão morto. Eu gritei: - Fin!!! Eu estava chorando de tristeza. Meu melhor amigo tinha partido, eu olhei para o lado e vi todos se matando. O rei estava vindo me matar, mas, de repente, as árvores começaram a andar e comer os soldados. Quando tocavam nos nossos guerreiros, eles voltavam à vida. Fin voltou à vida dizendo: - Seu amigo voltou. 114


Eu abracei ele e fomos ajudar as árvores. Quando as árvores comeram o rei, os soldados passaram para o nosso time. Eu fui nomeado o rei de Cair Parável e os cidadãos saíram de suas casas para festejar. E vivemos felizes para sempre.

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A DAMA Julia Sircus

Gênero Temático: INFANTIL

“Baseado em fatos reais”.

Olá, leitor! Eu sou uma gatinha e sou bem mimadinha. Eu quero que antes que eu te fale a história da minha vida, você pegue um copinho de leite para mim. Já pegou? Ok vou começar ... Sou Lady e eu tenho quatro humanos de estimação e uma irmã chamada Puma. Nessa semana, Puma vai dar a luz a duas gatinhas eu vou ser tia. Eu estou cantando uma musiquinha para as gatinhas, mas elas ainda estão na barriga da Puma. Quer ouvir? -Miau, miau, miau, miau ... Puma adorou! Disse que eu vou ser uma boa tia. Escutei meu humano de estimação abrindo a porta do quarto. Eu e Puma saímos correndo para o colo dele. Deixei Puma receber carinho primeiro. Bernardo pegou a Puma no colo, acariciou-a e deixou-a na cama descansar e me pegou no colo. Eu adoro quando ele faz carinho na minha cabeça. Bernardo era sempre carinhoso com a gente, foi uma época feliz, até ele viajar. Bernardo viajou bem no dia que Puma deu a luz, só que ele viajou bem cedinho e Puma deu a luz de tarde. Os nomes das gatinhas são Kininha e Kiwi, elas são muito fofas. Puma disse que ficou muito triste por Bernardo não ter estado lá nesse momento. No dia seguinte, Puma morreu de tristeza e eu tive que cuidar da Kininha e da Kiwi. A empregada vinha aqui em casa todos os dias para dar comida e água, mas nem sempre dava atenção para a gente. Eu decidi que não gostava mais do Bernardo, não confiava mais nele. Depois que Bernardo e a família voltaram, eu tentava ficar sempre escondida em algum lugar. Na hora da comida eu esperava todo mundo comer primeiro e ir embora, mesmo quando eu estava morrendo de fome. Depois de um tempo, os irmãos de Bernardo foram crescendo. Eles mimavam todos os gatos e incluindo eu. Mas chegou uma época em que eles começaram a viajar também, mesmo que fosse por poucos períodos. Toda vez que eles voltavam, saiam correndo para fazer carinho em mim e nas outras gatas. 116


Daí um dia eles irião viajar de vez, até doaram duas das gatas. Meu dia de ser doada tinha chegado. Eles tinham ido embora, mas a pessoa que tinha me adotado morava na mesma rua da minha casa, então eu fugia várias e várias vezes para casa. Até que, um dia, a Alexandra, a pessoa que me adotou, desistiu de mim. Sendo assim, as crianças voltaram e, dessa vez, me levaram junto para a cidade para onde eles viajavam tanto. Na verdade não me admira o porquê de eles gostarem tanto de lá. O nome da cidade já revela tudo: “Alto Paraiso”. É alto e é um mesmo um paraíso. Quando chegamos na casa, tinha um cachorro esperando por eles lá. Era uma pipoquinha, seu nome era Toby. Ele não podia entrar dentro da casa e, infelizmente, eu também não. Mas, no fim, correu tudo bem. Eu fiz companhia para Toby e Toby fez companhia para mim. E essa é a história da minha vida. Obrigada por lê-la leitor.

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O MENINO E O LEÃO Lucas Julien Massot

Gênero Temático: ROMANCE

Eu acordei bem cedo porque eu e meus pais iríamos fazer um Safári. Não sabia o que era um Safári, então iria ser minha primeira vez. Tomei meu café da manhã e o guia veio de carro no nosso quintal para levar a gente. Enquanto eu estava andando de carro pela selva, vi vários animais selvagens, inclusive um leão. Não sei por que, mas queria muito fazer uma amizade com ele, apesar dele ser muito bravo. Eu queria, então sai do carro, mas a minha mãe me chamou: -João, vamos embora! Então entrei no carro e fui embora. Quando eu cheguei, já era hora da janta.

Eu comi arroz, feijão, purê e

macarrão. Estava muito bom. Depois disso, eu fui dormir. Eu acordei com muita energia! Enquanto eu estava tomando café da manhã, estava conversando com a minha mãe: - Mãe, pai, podemos fazer o Safári de novo? - Não sei João, é muito caro. - Vamos, por favor. - Tá bom. - Eeeeeeeeeeeeeeebaaaaa!!! Então, eu guardei um bife inteiro embaixo da minha camisa e fomos. Enquanto estávamos vendo os animais, eu encontrei o mesmo leão que tinha encontrado da última vez. Então peguei o bife que estava dentro da minha camisa e joguei para ele e, bem nessa hora, o carro quebrou. Então eu pensei: ”Essa é a minha chance de me torna amigo do leão”. Então eu me aproximei devagar com o bife para dar para ele, mas o leão não queria beber a água e ficou muito bravo. Eu recuei, depois fui me aproximando devagar para dar carinho nele. Eu consegui dar carinho no leão e brincar com ele. Assim nós nos tornamos melhores amigos para sempre.

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A CAVERNA NO ACAMPAMENTO Maya Pedroso Cunha Pereira

Gênero Temático: AVENTURA

Meu despertador toca. Uma música irritante fica repetindo, não é uma boa forma de começar o dia. Desligo o despertador, finalmente estou livre do barulho insuportável. Começo a me levantar. Quando me sento, o cobertor escorrega pelo meu corpo, me deixando só com o frio da manhã, que me faz encolher. Piso no chão, o chão está gelado, um gelo que me arrepia dos pés à cabeça. Corro até meu guarda-roupa, onde troco meu pijama pelo meu uniforme da escola, colocando uma meia que aquece meu pé e meu tênis esportivo. Minha mochila da escola está no chão, parece me encarar. Pego minha mochila, já pronta. Ela fica pendurada no meu ombro direito. Corro para a maçaneta, abro a porta. Atrás da porta está mais claro. Deixo meus olhos quase abertos, ainda não estou acostumada com a luz forte. Ando até a cozinha, meu pai não está. Deve estar dormindo. Ainda! Meu pai é um grande advogado. Quando não está trabalhando, está dormindo, e, quando não está dormindo, está comigo. É muito trabalhoso ser um advogado. Abro a geladeira, têm um montão de chocolate, refrigerante, suco e Nutella. Meu pai adora guloseimas e besteiras. Eu também gosto, por influência, mas, “eu sou uma atleta e preciso me cuidar”. É a frase que mais ouço. Ás vezes acho que meu pai compra essas coisas só para me irritar. Eu só quero fazer a coisa que mais gosto, que no caso é jogar vôlei, mas também poder comer coisas que adoro, mas não posso, porque “sou uma atleta”. “Eu faço o que quero na hora que quero, é minha vida, não do meu nutricionista, nem do meu treinado” – penso. Olho em volta, não tem ninguém. Corro para a gaveta e pego uma colher. Não quero que ninguém veja. Enfio a colher no grande pote de Nutella, já na metade. Coloco a colher na boca. A colher está cheia do chocolate mais gostoso do mundo. O sabor da Nutella me faz abrir um sorriso. Aproveito o gosto da Nutella até ela escorregar pela minha garganta, só deixando um gostinho de quero mais. - “Kailene!” Ouvir meu nome de uma voz tão grossa me faz pular de susto, ainda mais se essa voz é do meu pai – “O que você está fazendo com esse pote de Nutella?”.

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Olho para minhas mãos: na mão direita está com uma colher, aparentemente lambida, e a mão esquerda com um pote de Nutella, menos que a metade. - “Aí meu Deus, fui pega na cena do crime!” – falo num tom preocupado, mas abrindo um sorriso – “O que eu faço?”. - “Mãos para o alto” – ele fala com o dedão para cima e o indicador apontando para mim, simbolizando uma arma - “Você tem direito a um advogado.” Ele vem andando até mim. Começo a correr, só que ele é mais rápido e me pega no colo. Ele me dá uma risada grossa, eu dou uma risada, olho nos olhos dele, a cara simpática dele me faz abrir um sorriso de orelha a orelha. Ele é o melhor pai do mundo. Ele me coloca no chão. Ando até a Nutella caída no chão. Na hora ela caiu no chão. Pego ela e coloco na geladeira. - “ Essa brincadeira toda fez com que você se atrasasse” – ele fala sério, olhando para seu relógio no punho esquerdo – “ Já está pronta?”. - “Só vou escovar os dentes.” – falo, indo para o banheiro. Coloco a pasta de dente na escova e olho para uma menina me encarando no espelho. Uma menina de cabelos vermelhos como fogo, com olhos verdes. As suas sobrancelhas fazem com que sua expressão se torne ainda mais forte. É o meu reflexo. Rio da menina me encarando e ela ri junto. Ignoro a menina com cabelos de fogo e escovo os dentes. Já estou na escola, estou andando pelos corredores. Já terminei minha aula de Matemática, eu não sou boa em Matemática, porque não consigo entender, mas finalmente a aula terminou e agora eu vou para o ginásio. Minha aula preferida é educação física, mas não é só educação física. Eu e outras meninas formamos um time de Vôlei, uma coisa que sou boa! Considero-me boa nos esportes. Nosso time já jogou em outros lugares do Brasil. Somos atletas ótimas, para nossa idade. Abro a porta do ginásio, não parece ser um treino normal, todas as meninas estão reunidas quietinhas, enquanto o treinador está falando com elas. - “Eu vou me arrumar e já estou indo. Eu achei que estava adiantada, desculpa” – eu falo séria, mas meio confusa. - “Não tem treino hoje, pode vir, você não está atrasada.” – ele disse sério. O que é que está acontecendo? Coloco minhas coisas em uma cadeira e me sento na arquibancada, um andar a mais que as outras. O ginásio tem um espaço de quatro quadras, ele é grande. O professor começa um discurso sobre como nós nos esforçamos, que somos muito boas e que melhoramos muito e blá... Blá... Blá... Blá. 120


Ignoro o treinador e seu longo discurso. Começo a olhar a janela. Tem quatro passarinhos voando e pousando nas árvores, eles parecem tão livres! Voar deve ser tão bom! Estou com inveja deles. Eles planam pelo ar, tão profissionalmente, e o mergulho deles, deve ser tão bom sentir o vento na sua cara enquanto voa. Eu estou muito cansada, só queria um vento na minha cara para refrescar e ele... - “Kailene!” – o tom de voz dele me assusta e me trás de volta do meu incrível poder de voar como os pássaros, para minha triste e depressiva vida real. - “Oi?” – falo tão ridiculamente que as outras meninas dão risada da minha cara. - “Foco, Kailene!” – ele fala-me repreendendo – “Eu estava perguntando sobre o que você acha de participar de um campeonato no interior do Rio de Janeiro? Vai ser um campeonato”. É sério? Acho que pode ser legal! - Só que é só mais um campeonato como sempre, não tem surpresa. - “Legal” – falo, tentando parecer que estou animada, mas o tom de voz vacila e sai meio sarcástico. O tom de voz e minha cara denunciam o que eu estou pensando. - “Kailene, vai ser de todos os times de colégio do Rio de Janeiro” – ele fala como se fosse grande coisa. Já participamos de um do Brasil todo. O que uma cidade pode comparar com o país todo? E, de novo, minha cara denuncia o que estou pensando. - “Não é só um campeonato, é para os jovens se conhecerem e saírem um pouco de seus acampamentos” – ele fala animado – “Né, Sofia?”. A Sofia é viciada no celular e, bem naquele momento, estava de novo olhando para seu celular, rapidamente o guardando. Eu não tenho nenhum amigo. Quem sabe teria um nesse acampamento? É melhor esquecer essa ideia e ter foco na competição. Cheguei em casa e arrumei minha mala e, como todo dia antes da competição, de tão ansiosa, dormi a tarde toda, nem jantei, só acordei de manhã. Acordo com meu pai me acordando. Me arrumo rápido e vou andado até a cozinha. Na mesa tem suco de goiaba, torrado, frutas e uns biscoitos recheados. Como tudo rápido, sem pensar como um pacote de biscoito inteiro. Pego minhas coisas e caminho até a porta. Meu pai dá um beijo na minha testa e me oferece cinco pacotes de biscoitos recheados. Recuso, já comi coisas que não deveria comer, então melhor não. Enquanto saio, sinto alguém colocar algumas coisas na minha mochila. Meu pai colocou os biscoitos. Não reclamo, ele é o melhor pai do mundo. 121


Vou andando até uma parada de ônibus, percebo que um montão de gente está olhando para mim. Já sei, não se vê todo dia uma menina com uma mochila do tamanho de uma pessoa. Espero uns cinco minutos na parada de ônibus deserta. Chega o ônibus e, animada, subo nele. Quando entro, vejo um montão de gente, adolescentes, eu tinha esquecido que viriam TODOS os atletas da escola, de TODOS os esportes. Tem vários grupinhos: nas duas primeira cadeiras estão a Sofia e a Clarissa, as duas estão no celular; depois, no meio do ônibus, têm quatro amigos, todos jogadores de futebol. Enquanto ando, me arrependo de estar aqui. Eca, piso num chiclete mascado e jogado no chão. Vou ter muito trabalho para tirar isso, que gente porca. Enquanto ando, sinto o chiclete grudando no chão e quase parando-me de tanta agonia. Tem duas cadeiras livres, sento e arrumo minhas coisas. Cansada, deito minha cabeça na janela, fico olhando para o mato verde. O Sol está forte; começo a fechar os olhos... Durmo, mesmo que tenha ontem dormido quase o dia todo, durmo. Acordo com o motorista falado que chegamos ao acampamento. Me levanto, pego minhas coisas, entro no corredor cheio de gente se apertando, e reclamando de como está apertado. Depois de muito empurra-empurra, eu consigo sair daquele inferno abafado e quente. Quando vejo o acampamento, fico surpresa. Ele é grande e arrumadinho, o que eu não esperava que seria. A entrada é um grande portão de madeira escrito: “ACAMPAMENTO DOS ATLETAS”. Lá dentro tem várias barracas. Quando passo pelo portão, tem um homem com um grande caderno na mão. - “Seu nome?” – o homem diz. - “Kailene Coelho.” - “Achei! Sua barraca é a número 32.” – ele diz, olhando o caderno. - “Obrigado. Bom dia!” – digo, tentando ser simpática depois de 3 horas de viagem. - “Obrigado você por participar do nosso acampamento! Bom dia!” – ele disse, simpaticamente. Começo a procurar a minha barraca. Acho-a. Ela tem um número bem grande na frente que é 32. É uma barraca azul escuro com detalhes laranja florescente. Entro na barraca que já tem cama e tudo. Guardo minhas coisas dentro da mochila e vou limpar meu tênis. 122


Enquanto estava vindo para a barraca 32, vi um tanque. Vou limpar meu tênis no tanque, pois preciso desse tênis para amanhã. Tem 2 tanques: um deles está ocupado por um menino de cabelos castanhos e olhos castanhos claros, que está limpando um tênis. Me junto a ele e começo a pegar meu tênis que está em uma sacola. Já troquei ele por outro tênis. - “Oi!” – ele acena para mim – “Caio, e você?”. - “Kailene, prazer.” – falo séria – “Limpando tênis também?” - “Estava explorando essa floresta e pisei em umas fezes de algum animal, espero” – ele diz com uma cara de nojo. - “Pisei em um chiclete” – falo, apontando para a gosma rosa no meu tênis – “Mas não era para você explorar o acampamento, não a floresta?”. - “Eu precisava andar por essa floresta, ela me deixa curioso.” – ele diz, esfregando o tênis – “Você quer vir comigo?”. - “Claro! Por que não?” – digo pensativa. É para criar amigos, né? Então tudo bem. O chiclete já desgrudou do meu tênis, a fezes do tênis dele também, então saímos para a floresta. Enquanto ando, tomo cuidado para não pisar em fezes também. Na floresta é escuro, não conseguimos ver além das copas das árvores. Ouço um barulho como se alguma coisa estivesse andando na mata. Vou andando até o som. - “Cuidado”! – Caio fala com cara de preocupação. - “Tá com medo?!” – falo brincando – “Calma, tá tudo bem.” De repente, surge um macaco. O macaco arranca meu colar do meu pescoço e começa a correr. Eu estou desesperada, sem noção do que está acontecendo. Começo a correr atrás do macaco, me esquivo de várias árvores, mas tropeço num toquinho e caio feio. Estou toda ralada, no joelho e na mão. Caio chega perto de mim e me ajuda a levantar. - “Você está bem?” – ele diz, preocupado – “Você foi mais rápida do que eu, e olha que sou corredor.” - “Sério? Que legal” – falo, quase sem ar – “Eu preciso ir atrás desse macaco.” Começo a correr de novo.

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Vejo o macaco entrando em uma caverna, corro no desespero. Eu preciso daquele colar! Ele é muito especial para mim. - “Agora tome cuidado.” – ele fala, olhando em volta. - “Ele entrou na caverna” – falo apontando para a caverna. Não tenho o que falar dessa caverna, não dá para ver nada de tão escuro. Tem um rabo de macaco indo para um túnel, fico desesperada e vou atrás. Seguindo esse túnel vem mais 2 túneis como opções de lugares para ir. Ouço o barulho do macaco e vou desesperada para o túnel esquerdo. Corro... Corro e corro. Até que percebo que tem um abismo! Não dá mais para parar, caio do abismo. Só que quando já estou no ar, prestes a cair no abismo, prestes a morrer, Caio segura minha mão! Nunca senti um alívio tão grande! Me sento no chão junto com Caio. Quase morri, perdi meu colar e estou nesse lugar escuro e sombrio por causa de um macaco. Não aguento e começo a chorar. A água carregada no meus olhos desmorona no meu rosto. A água é fria e me arrepia. Tinha esquecido que Caio está me olhando daquele jeito, então enxugo minhas lágrimas com minha mão. - “Por que você queria tanto aquele colar de volta?” – ele me olha, preocupado. - “Antes da minha mãe morrer, ela me deu aquele colar. É a única coisa que tenho dela.” – falo, tentando não chorar, mas não consigo. – “Ela morreu de Câncer.” - “Sinto muito” – ele me olha envergonhado. - “Foi burrice, vamos voltar.” Tento levantar, mas, na hora de pisar com a perna direita, vem uma dor enorme que me faz cair. Caio me segura. -“Não consigo andar” – digo, chorando. - “Eu te ajudo” – ele diz, me carregando. Enquanto a gente anda, eu, sem querer, piso num colar. É o meu colar! Animada, faço um esforço para não parecer que está doendo muito para pegar esse colar. Caio coloca o colar no meu pescoço. Agora tenho mais força para andar, quer dizer mancar. Depois de muito mancar, andar e arrastar, finalmente, chegamos de volta ao acampamento. Os médicos me ajudam com minha perna direita, só que não jogo no campeonato. Caio ganha em atletismo. Ele é muito rápido mesmo! Meu time ganha no Vôlei, torço muito por elas. 124


A melhor coisa nĂŁo ĂŠ meu time ganhar o campeonato ou eu recuperar o meu colar, mas ganhar um amigo, o Caio.

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JACK WALKEER Miguel Havi G. Santos Zurita

Gênero Temático: DRAMA

Meu pai e minha mãe eram aventureiros. Um dia eles estavam escalando uma montanha e minha mãe escorregou. Meu pai foi segurar ela, mas foi tudo muito rápido e os dois escorregaram e morreram. Eu fui morar com meu padrinho. Ele é chato, não deixa nada e faz muita sacanagem! Estava no avião ouvindo a música do meu DJ favorito, estava torcendo para o voo demorar umas 3 horas. Depois de umas 3 músicas eu dormi e acordei com alguém falado que tinha chegado. Depois de 10 segundos percebi que era a aeromoça. Desci do avião e procurei meu padrinho, não encontrava ele de jeito nenhum. Vi uma sombra atrás de mim, alguém encostou em mim e falou “buuuu!” Virei, era meu padrinho. Dei uma risada sarcástica e fui para o carro dele. Estava morrendo de frio, minha roupa não era feita para aquele clima de neve. Estávamos indo para o apartamento do meu padrinho. Passamos pelo pet-shop, pensei: “vou passar ali amanhã”. Chegamos ao apartamento e meu padrinho me ofereceu chocolate quente. Eu aceitei, mas já estava achando estranho. Ele me deu o chocolate, estava normal, mas foi feito com chocolate amargo. Ele me deu açúcar, colocou um pouco de limão falando que ia ficar melhor. Eu coloquei o açúcar e começou a espumar, meu padrinho começou a rir. Não era açúcar, era bicarbonato de sódio. Sai da cozinha sem graça e falei: “que piada de mau gosto”. Escovei os dentes e fui dormir. No dia seguinte fui arrumar o meu quarto. Quando terminei de arrumar já eram 12:00 horas e perguntei: “quando que o almoço vai sair?”. Meu padrinho respondeu: “você que vai fazer”. Fiquei desanimado. Na hora que eu estava fazendo, me queimei. Depois de fazer o almoço e comer, avisei o meu padrinho que ia sair. Fui no pet-shop e comprei um pug. Apelidei ele de biscoito e brinquei com ele o dia todo. No dia seguinte já tinha que ir pra escola, mas meu padrinho não tinha comprado material. Já esperava isso dele, fiquei surpreso de ele ter me matriculado em uma escola boa. Cheguei na escola e escorreguei bem na entrada. Todo mundo ficou rindo de mim. No recreio fui jogar basquete, mas jogaram a bola na minha cara. Tive que ficar no banco.

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Voltei para casa e fui brincar com o biscoito. Passei o dia inteiro brincando com o biscoito. No dia seguinte fui para escola e fiz um novo amigo. Ele era de outro país, era do Brasil. O nome dele era Marcos. Ele foi na minha casa, ficamos conversando, jogamos vídeo game e ele foi para casa, já era de noite. Fui dormir. No dia seguinte fui para a escola, voltei, brinquei com o biscoito. Ele tinha se tornado meu melhor amigo, já tinha me apegado a ele. No dia seguinte foi a mesma coisa: fui para escola, voltei, fui brincar com o biscoito, dormi. No dia seguinte estava chovendo, eu abri o portão para ir para escola e o biscoito saiu, porque meu padrinho deixou a porta aberta. Ele foi para o meio da rua, eu chamei ele, mas ele ficou lá parado, quando um carro passou por cima dele. Gritei “NÃO!!!”. Eu vi meu melhor amigo morrer na minha frente. Chorei muito aquele dia. No dia seguinte eu fui para escola e procurei pelo Marcos, aí a professora falou que ele se mudou. Aí ficou tudo ainda pior. Quando voltei para casa pensei em jogar um pouco para ver se melhorava, quando meu padrinho chegou, bêbado, jogou meu vídeo game no chão e falou “vai fazer seu trabalho, muleque!”. Dava para sentir o bafo de álcool saindo da boca dele. Aí eu pensei “é a gota d’água”. Liguei para minha avó e falei tudo que aconteceu. Ela falou que ia me buscar no dia seguinte. Me mudei para a cidade da minha avó e lá eu já tinha amigos. Minha vida ficou muito melhor.

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Generalizando: uma exploração dos diferentes gêneros literários - 4º bi - 2016  

Livro escrito pelas turmas de 5º e 6º ano ao longo do ano de 2016bna Escola Vila Verde.

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