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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL FACULDADE DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

Mercadologia III (259) Cristian Cardozo Laís Rodrigues Renata Carolina Vanessa Prezzi Vitória Fonseca

Porto Alegre, 28 de junho de 2012  


ÍNDICE

1. RESUMO EXECUTIVO

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2. DESCRIÇÃO

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1.1 Interna 1.1.1 Apresentação 1.1.2 Sócios 1.1.3 Contatos 1.1.4 Oferta 1.1.5 Preço 1.1.6 Comunicação 1.1.7 Sede Anexo: fotos da sede 1.1.8 Relações Internas 1.1.9 Situação atual

04 04 06 07 09 10 11 11 12 13 13

1.2 Externa 1.2.1 Macroambiente 1.2.2 Ofertas semelhantes Anexo: quadro comparativo de concorrência 1.2.3 Fornecedores potenciais 1.2.4 Públicos de interesse

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3. ANÁLISE 2.1 Matriz SWOT 2.2 Critérios de escolha dos fatores críticos 2.3 Fatores críticos

4. OBJETIVOS. ESTRATÉGIAS E AÇÕES Anexo: quadro-resumo dos objetivos, estratégias e ações 3.1 Objetivo 1 3.2 Objetivo 2 3.3 Objetivo 3 Anexo: cronograma de ações

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1. RESUMO EXECUTIVO A ideia de criar a Moohve! surgiu depois de uma palestra ministrada por Tomás de Lara, sócio e fundador da empresa de crowdfunding Engage, deu aos estagiários do Espaço Experiência – uma agência experimental da Faculdade de Comunicação Social da PUCRS. O projeto foi idealizado pelos alunos de Publicidade e Propaganda Cristian Cardozo, Laís Rodrigues, Renata Carolina, Vanessa Prezzi e Vitória Fonseca em maio de 2012. Como propósito inicial, os fundadores da Moohve! tinham em mente ajudar as pessoas a realizarem seus sonhos, colocarem em prática seus projetos para a melhoria de seus grupos sociais e incentivar a realização de projetos culturais, esportivos, ambientais, etc. através de um site que funcionasse com financiamento coletivo. O objetivo principal da empresa é ajudar esses projetos, que precisam de verba para se realizar, a tomar forma e a acontecer. A sede da Moohve! está localizada na Rua Mostardeiro, no Bairro Moinhos de Vento em Porto Alegre. O prédio conta com uma vista parcial ao Parque Moinhos de Vento (Parcão), salas com computadores, sala de integração – com videogame, televisão e cozinha para intervalos e festas internas. A sede conta também com salas de reunião e um terraço. A Moohve! percebeu uma grande oportunidade de ingressar nesse mercado, pois viu no avanço da tecnologia e na massificação das redes sociais – objeto essencial para o funcionamento do negócio de financiamento coletivo – uma boa oportunidade para competir com outras grandes empresas que já atuam nesse setor. É por meio das redes sociais que os idealizadores dos projetos que a Moohve! abrigará em sua plataforma online farão sua divulgação, a fim de chegar ao valor estipulado para que ele seja realizado. Por isso é tão importante aproveitar a expansão das redes sociais e das tecnologias. Além de criar as plataformas para abrigar esses projetos, a Moohve! oferece também o serviço de divulgação deles através das próprias redes sociais da empresa e do site. A Moohve! possui objetivos determinados até 2013, com estratégias e ações para a empresa tornar-se conhecida, lembrada e mais adiante ser a preferência do público de interesse. A fim de atingir os objetivos traçados, a empresa conta com sócios familiarizados com tecnologia, 3    


capazes de administrar a maior parte das tarefas da Moohve!, possui bons contatos na área de comunicação e a proposta inovadora da empresa está diretamente ligada ao crescimento do engajamento social da população. O primeiro objetivo da Moohve! consiste em contabilizar 450 mil acessos ao site até dezembro de 2012, utilizando a estratégia de promover o site nas redes sociais. Quanto ao segundo objetivo, a empresa quer ser lembrada, no primeiro ano, por 400.000 pessoas envolvidas em crowdfunding nacionalmente. As estratégias que serão utilizadas se baseiam em promover a empresa nos principais pontos nacionais do mercado, manter visibilidade e lembrar o target da existência da empresa. O terceiro objetivo é contribuir na concretização de cinquenta projetos hospedados no Moohve.me, até dezembro de 2012. 2. DESCRIÇÃO 2.1. Interna 2.1.1. Apresentação a) A empresa A ideia da criação de uma empresa gerenciadora de sites de crowdfunding surgiu através de uma palestra ministrada por Tomás de Lara, sócio-diretor da Engage, empresa do mesmo setor, na comemoração dos três anos do Espaço Experiência, agência experimental da Faculdade de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. O projeto foi idealizado em maio de 2012 pelos estudantes do terceiro semestre de Publicidade e Propaganda desta mesma faculdade: Cristian Cardozo, Laís Rodrigues, Renata Carolina, Vanessa Prezzi e Vitória Fonseca. Como propósito inicial, os fundadores da Moohve! tinham em mente ajudar as pessoas a realizarem seus sonhos, colocarem em prática seus projetos para a melhoria de seus grupos sociais e incentivar a realização de projetos culturais, esportivos, ambientais etc. por meio de um site que funcionasse através de financiamento coletivo. Nosso objetivo principal é ajudar esses projetos que precisam de verba para acontecer, competindo com grandes empresas que já atuam nesse mercado.

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A Moohve! percebeu uma grande oportunidade de ingressar nesse mercado, pois viu no avanço da tecnologia e na crescente massificação das redes sociais – objeto essencial para o funcionamento do negócio de financiamento coletivo – uma boa oportunidade para competir com outras grandes empresas que já atuam nesse setor. b) O negócio Surge em 1997, na indústria musical, a ideia do crowdfunding, quando fãs patrocinaram a turnê de uma banda graças a uma campanha de arrecadação de fundos online. Três anos depois, nos anos 2000, surge o ArtistShare – primeiro site de crowdfunding da história, voltado para o cenário musical –, originando um mercado que, com a descrença crescente da população no sistema político e oportunidades restritivas de nossa sociedade, cresce a cada dia devido ao poder que concede às pessoas de tornarem suas ideias realidade. O crowdfunding atualmente é um mercado de US$ 123 milhões, de acordo com a Forbes, levantando US$102 milhões em 2011 (sendo US$85.4 milhões de projetos que alcançaram seu objetivo) e a marca de 31.000 projetos online no mesmo ano. Percebe-se que há um real engajamento por parte das pessoas nesses projetos não apenas observando o total das arrecadações, mas principalmente comparando-as às metas propostas: no site KickStarter, o projeto recordista arrecadou nada menos do que US$ 10.266.845,00, vindos de 68.929 apoiadores – sua meta era de apenas US$ 100.000,00. Outros projetos de resultados impressionantes reforçam a afirmação do crowdfunding como tendência fortíssima, como o projeto TikTok+LunaTik Multi-Touch Watch Kits, que buscava US$ 15.000,00 e obteve US$942.578,00 em doações. As pessoas estão, então, abertas a se tornarem parte de um projeto maior, da realização de uma ideia na qual elas acreditam por uma pequena quantia (no projeto de dez milhões de dólares, a média de dinheiro doado por cada apoiador é de apenas US$148,95). Lançar ideias e melhorar comunidades, cidades ou sociedades, como pode-se observar em projetos como os propostos pelo Shoot the Shit, em Porto Alegre, e vários outros em

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todo o mundo, mostram-se como grandes motivos para o crescimento visto hoje em dia no mercado de crowdfunding, ou financiamento coletivo. Fontes: http://www.crowdsourcing.org/document/crowdfunding-with-kickstarter-infographic/2326 http://www.forbes.com/sites/techonomy/2012/03/30/123-million-crowdfunding-market-nearly-quadrupled-in-a-yearreport-says/ http://www.kickstarter.com/projects/597507018/pebble-e-paper-watch-for-iphone-and-android http://www.kickstarter.com/projects/1104350651/tiktok-lunatik-multi-touch-watch-kits http://www.culturaemercado.com.br/crowdfunding/crowdfunding-e-tendencia-tambem-em-paises-ricos/ http://www.dw.de/dw/article/0,,15429421,00.html http://portalrockpress.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=4827 http://blogs.estadao.com.br/filipe-serrano/crowdfunding-brasileiro-quer-acelerar-em-2012/ http://digitae.wordpress.com/tag/crowdfunding/ http://crowdfundingbr.com.br/post/5580788997/sete-exemplos-para-entender-os-efeitos-do-crowdfunding Acessados em: 25 de maio de 2012.

2.1.2. Sócios Cristian Cardozo, 18 anos, estudante do 3º semestre de Publicidade e Propaganda da Faculdade de Comunicação Social (FAMECOS) da PUCRS. Em 2011, fez parte do núcleo Famecos Sem Fronteiras, do Espaço Experiência, onde, junto de Ana Roig, professora responsável pelo núcleo, desenvolveu projetos, eventos e pesquisas voltadas para alunos brasileiros e intercambistas do curso de Comunicação Social. É apaixonado por línguas: possui inglês avançado, estuda alemão, decora palavras em espanhol e tenta cantar Ne me quitte pas de forma que possa ser considerada minimamente aceitável. Além disso, é fascinado por pesquisa de mercado e principalmente por matriz BCG. Sabe usar o Photoshop. Laís Rodrigues, 19 anos, estudante do 3º semestre de Publicidade e Propaganda da Faculdade de Comunicação Social (FAMECOS) da PUCRS. Possui

conhecimentos

na

área

das

Ciências

Econômicas

e

contabilidade, por ter cursado três semestres do curso na UFRGS, além de ser fluente na língua inglesa, e iniciante nas línguas francesa e espanhola. Renata Carolina, 20 anos, estudante do 3º semestre de Publicidade e Propaganda da Faculdade de Comunicação Social (FAMECOS) da PUCRS. 6    


É monitora do núcleo de Fotografia Publicitária do Espaço Experiência, agência experimental da Faculdade de Comunicação Social da PUCRS, onde complementa seus conhecimentos em fotografia com a experiência de fotografia em estúdio. Já realizou trabalhos fotográficos para organizações como o Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS (MCT), AVESOL e Famecos, além de realizar projetos pessoais no estúdio. Vanessa Prezzi, 18 anos, estudante do 3º semestre de Publicidade e Propaganda da Faculdade de Comunicação Social (FAMECOS) da PUCRS. Atualmente encontra-se ampliando os conhecimentos em design com o curso de Design Gráfico na Escola Alfamídia. Possui inglês avançado. Vitória Fonseca, 19 anos, estudante do 3º semestre de Publicidade e Propaganda da Faculdade de Comunicação Social (FAMECOS) da PUCRS. É redatora no núcleo de Criação do Espaço Experiência, agência experimental da Faculdade de Comunicação Social da PUCRS, onde cria peças e campanhas publicitárias, nomes de marcas e conceitos. Nessa área, já realizou trabalhos para o Vida Urgente (Fundação Thiago de Moraes Gonzaga), Famecos, e os outros núcleos do Espaço Experiência. Possui um conhecimento avançado de fotografia e já realizou trabalhos fotográficos para organizações como o Calábria, UFRGS e PUCRS.

2.1.3. Contatos Ana Steffen: RRPP pela UNISINOS em 1979, é professora do curso de Relações Públicas da PUCRS e responsável pelo núcleo Famecos Sem Fronteiras do Espaço Experiência, responsável pela internacionalização da Famecos. Além disso, possui especialização em marketing pela ESPM, mestrado e doutorado em Comunicação Social pela PUCRS. Cristina Lima: professora de Fotografia Publicitária da PUCRS, é graduada em Publicidade e Propaganda pela UFRGS e mestranda pela UNISINOS. Cristina Lima também é responsável pelo Núcleo de Foto Publicitária do Espaço Experiência. 7    


Daniel Larusso: Em 2007 se formou em Design Gráfico pela Universidade Federal de Santa Catarina. Em 2008, começou a trabalhar na Propague, uma empresa de consultoria. Em 2011, criou a Nós.vc, uma empresa que é uma plataforma de crowdlearning. O Nós.vc proporciona o aprendizado coletivo através de encontros. Diego Borin Reeberg: formado pela Fundação Getúlio Vargas, em 2011, é editor do blog Crowdfunding Brasil desde 2010 e um dos fundadores do Catarse.me, em 2011. Fábian Chelkanoff: é coordenador do Espaço Experiência, graduado em jornalismo pela PUCRS e professor na mesma instituição. Além disso, já trabalhou em diversos setores do Grupo RBS, como produtor na Rádio Guaíba e editor do jornal Diário Gaúcho, por exemplo. Fernando Azevedo: formou-se em 1981 pela PUCRS, em Publicidade e Propaganda, e em 1982 especializou-se em Administração, também pela PUCRS. Começou a lecionar em 1985 no curso de Publicidade e Propaganda. Em 1988, criou uma agência, a Arte Final, que existiu durante quatro anos e meio. Em 1996, fez mestrado em Comunicação Social pela PUCRS. Azevedo também já estabeleceu sociedade com um aluno na área de design e depois com uma empresa de cartões invioláveis. Gabriel Gomes: Em 2010 criou a Shoot the Shit, que é um coletivo criativo que cria pequenas ações para transformar Porto Alegre em uma cidade melhor. Um exemplo seria a ação “Paraíso do golf” que gerou mais de 1 milhão de reai em mídia espontânea, alcançando a meta de tapar os buracos da cidade. Em 2011, criou a Cosmonauta, empresa que cria apresentações. Rosane Palacci: com graduações em Publicidade e Propaganda, pela PUCRS (1986), e Psicologia, pela UFRGS (1998), é mestre e doutorada em Comunicação Social pela PUCRS, com dissertação e tese voltadas à área tecnológica ("O Adolescente e a Internet: a Constituição do Adolescente na Infoera" e "Weblog de Adolescente: estudo sobre um novo espaço para o íntimo"). Professora das disciplinas de Pesquisa de Mercado em Publicidade e

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Propaganda e Comunicação de Marcas e Sensorial da Faculdade de Comunicação Social da PUCRS. Silvana Sandini: é professora do curso de Comunicação Social da PUCRS, ministrando disciplinas voltadas ao uso de tecnologias aplicadas à comunicação. Sandini também é responsável pelo departamento de web do núcleo de Assessoria e Comunicação Digital do Espaço Experiência. Tomás de Lara: sócio-fundador da Engage, empresa responsável pela criação de sites como Catarse.me e Ajude um Repórter, é formado em Comunicação Audiovisual pela Universidade de Barcelona (2007), em Administração pela PUCRS (2009) e mestrado em Marketing e Comunicação Digital pela ESPM em 2011. Vinicius Mano: graduado em Publicidade e Propaganda em 2003 pela UNISINOS, especializou-se em 2006, pela ESPM, em comunicação com o mercado. Concluiu seu mestrado em Audiovisual e Multimídia em 2009 pela Universidade do Minho (Portugal), tornando-se professor de Comunicação Social da PUCRS em março do ano seguinte, cargo que ocupa até hoje, além de ser um dos responsáveis pelo núcleo de criação do Espaço Experiência.

2.1.4. Oferta A Moohve! oferece o serviço de criação de plataformas virtuais para hospedagem de projetos culturais, sociais, ambientais, esportivos etc. que precisam de doações para serem concretizados. Oferecemos também a divulgação desses projetos em nosso site, em nosso microblog e no Facebook, através de página da empresa e aplicativo que permite visualização e interação com os projetos, disponível também independentemente para os sistemas operacionais móveis iOS (Apple) e Android (Google).

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Site: www.moohve.me

Twitter: www.twitter.com/moohve Facebook: www.facebook.com/moohve 2.1.5. Preço A política de preço da Moohve! se baseia na concorrência: cobraremos 6% do total do valor arrecadado pela hospedagem, caso o projeto obtenha sucesso, e 4% do valor pretendido para a criação da plataforma e divulgação da mesma em nosso portal, aplicativos e perfis nas redes sociais, independentemente de seu sucesso ou fracasso. O valor cobrado pela criação e divulgação pode ser flexibilizado, dependendo da análise fornecida pelo setor financeiro da Moohve!.

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2.1.6. Comunicação A Moohve! utiliza sua principal ferramenta de trabalho para se comunicar com seus públicos: a tecnologia. A comunicação é feita basicamente através das redes sociais – site, Twitter e Facebook – e de um e-mail para contato, para o qual os idealizadores podem mandar seus projetos para serem então conhecidos e avaliados pelos funcionários da empresa. Essas redes sociais são atualizadas com frequência e a empresa possui dois funcionários específicos para lidar com essas atualizações. O e-mail é verificado sempre, para que possamos agendar as avaliações dos projetos. Essa verificação também é realizada por um funcionário específico.

2.1.7. Sede A sede da Moohve! está localizada na Rua Mostardeiro, no Bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre. O prédio conta com salas com computadores, sala de integração – com videogame, televisão e cozinha para intervalos e festas internas – e vista parcial do Parque Moinhos de Vento (Parcão). A sede conta também com salas de reunião e um terraço. O ambiente dentro da empresa é clean e descontraído, com móveis modernos e confortáveis, para que os funcionários se sintam sempre bem dentro da empresa. As salas são climatizadas com ar-condicionado e possuem grandes janelas para a contemplação da bela vista do bairro Moinhos de Vento.

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Anexo: fotos da sede

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2.1.8. Relações internas A Moohve! está dividida em quatro setores: atendimento, comunicação digital, financeiro e a criação. O atendimento organiza e faz a intermediação entre os clientes e a empresa, recebendo propostas e as repassando para os outros setores. A comunicação digital organiza o recebimento das informações postadas no microblog, Facebook e Twitter, repassando para os outros setores e é responsável pelas postagens nas redes sociais. O financeiro organiza o orçamento dos projetos que chegam à Moohve!, cuida dos gastos da empresa que incluem os salários, despesas fixas da sede e alguns extras, e também analisa as propostas dos possíveis clientes e projetos. A criação organiza a parte visual da empresa, seu conceito e a importância social dos projetos, ajustando os conteúdos mandados pelos clientes à plataforma, dando identidade e apelo aos projetos.

2.1.9. Situação atual A Moohve! é uma empresa nova no mercado de crowdfunding e busca alcançar um mercado mais amplo do que apenas o mercado gaúcho, portanto ainda busca idealizadores de projetos para ter como clientes e busca fornecedores e empresas terceirizadas para se aliar.

2.2. Externa 2.2.1. Macroambiente a) Tendências econômicas: A nova classe média A classe C (ou Nova Classe Média), composta por famílias que vivem com renda mensal entre R$1.000 e R$4.000, representa, atualmente, mais da metade da população brasileira. São, em média, 100 milhões de pessoas vivendo nessa camada social. Destas, cerca de 31 milhões ingressaram a partir da última década. Esse crescente ingresso de pessoas na classe C se deu devido às políticas de proteção social, da retomada do crescimento econômico, 13    


da expansão do emprego e do acesso ao crédito e do aumento do grau da escolaridade da população. De acordo com o perfil elaborado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República – traçado segundo os dados da Pesquisa de Amostra Domiciliar (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) antes do Censo 2010 – essa nova Classe Média é composta por maioria feminina (51%) e branca (52%) e é predominantemente adulta, com mais de 25 anos (63%). A pesquisa revela também que a nova classe média é majoritariamente urbana (89%) e, em sua maioria, está em três regiões brasileiras: Sul (61%), Sudeste (59%) e Centro-Oeste (56%). Outros dados divulgados pela mesma pesquisa revela que 99% das crianças e adolescentes (7 a 14 anos) da classe média frequentam a escola. A proporção é a mesma que as crianças pertencentes às classes mais altas. Em relação ao emprego, a pesquisa indica que seis em cada dez pessoas da classe média estão empregadas. Além disso, segundo a Fundação Getúlio Vargas, em 2014 – no ano em que a Copa do Mundo será realizada no Brasil – essa Nova Classe Média chegará a 118 milhões de pessoas. Outro estudo, desenvolvido pela Ipsos, aponta que a classe C é responsável por 30% das assinaturas de TV fechada no Brasil. Desse público, 41% declararam possuir o pacote com TV, internet e telefone e 11% declararam possuir o pacote apenas com TV e internet. Proporcionalmente, a classe média é a que concentra a maior quantidade de jovens entre 20 e 24 anos. Contudo, o crescimento dessa classe média faz crescer a economia do país, pois, com o aumento da renda dessas famílias, aumenta o seu potencial de consumo. Pode-se dizer, então, que a nova classe média é o “novo motor da economia” brasileira. Fontes: http://www.escoladegoverno.org.br/artigos/209-nova-classe-media http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/6066_A+NOVA+CLASSE+MEDIA+BRASILEIRA http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-2/artigo/confira-o-perfil-da-nova-cara-da-classe-media-nobrasil/ http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-08-08/nova-classe-media-tem-maioria-feminina-branca-e-com-mais-de-25anos

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http://blog.planalto.gov.br/ao-vivo-seminario-politicas-publicas-para-uma-nova-classe-media/ Acessados em: 1º de abril de 2012.

b) Crises econômicas e terrorismo A crise econômica de 2012 é um desdobramento da crise financeira internacional precipitada pela falência do tradicional banco de investimento Lehman Brothers (EUA). Outras grandes instituições financeiras vieram a quebrar após essa falência, como efeito dominó, afetando, inclusive, o valor das ações em bolsas de valores no Brasil, que entraram em queda perante a grande alta do dólar na época. Nenhum outro momento da história das finanças pode ser comparado a esse desde a quebra da bolsa de Nova York em 1929. Ao contrário da crise de 2008, quem encontra-se em problemas financeiros são nações europeias como Grécia e Irlanda, que, mesmo distantes do Brasil do ponto de vista geográfico, conseguem abalar a confiança da chamada nova classe média brasileira. Estas duas crises somadas aos atentados terroristas abordados por escritores como Arvind Rajagopal no livro Media and Cultural Theory (Routledge, 2006) podem ser vistas de diferentes perspectivas: enquanto as crises econômicas abalam a confiança das pessoas em aspectos financeiros, fazendo com que não se disponham tanto a investir em projetos de engajamento sociais ou não, Rajagopal aponta para a união dos iguais em prol do coletivo, uma oportunidade para negócios como o crowdfunding. Fontes: http://oglobo.globo.com/infograficos/crise-europa/ http://www.scielo.br/pdf/rep/v29n1/08.pdf http://revistaescola.abril.com.br/geografia/fundamentos/causou-crise-economica-mundial-470382.shtml http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2011/09/entenda-como-crise-de-2008-influenciou-vida-dosbrasileiros.html Acessados em: 21 de maio de 2012.

c) Tendências e avanços tecnológicos A tecnologia vem evoluindo de forma cada vez mais acelerada e, por meio dela, a humanidade tem dado importantes passos em relação a épocas 15    


passadas. O avanço da tecnologia revolucionou de forma drástica e definitiva a forma como o ser humano encarara sua vida e a sua relação com o mundo que em que vive. Na comunicação social, por exemplo, vimos o avanço do rádio, da TV, da telefonia e da internet trazendo cada vez mais rapidez na transmissão de informações entre emissor e receptor. E, por meio dos lançamentos de mp3, Ipod, HDTV e outros a informação tem chegado aos seres humanos muito mais rápido do que alguns anos atrás e com uma qualidade inquestionável. Até hoje, um dos maiores progressos tecnológicos têm sido a Internet (segundo definição do dicionário Houaiss, 4º edição2010: “rede mundial de computadores, formada por uma reunião de redes interconectadas utilizando protocolos de comunicação padronizados, que fornece informações e ferramentas de comunicação para seus usuários.”). Foi por conta desse avanço que o mercado publicitário viveu uma de suas maiores mudanças. O investimento em mensagens direcionadas especialmente para internet cresce gradativamente no país. Ao contrário da mídia eletrônica (TV, rádio), por exemplo, não se comercializa o "tempo" do anúncio; ao contrário da mídia impressa (jornal, revista), não se comercializa o "espaço"; na Internet, comercializa-se o que chamamos de "hit", que traduz-se literalmente como "acerto", ou seja, o número de vezes que um determinado banner é exposto, não importando o espaço onde foi inserido ou o período de tempo decorrido de sua exposição. Entre os sites que se destacam na área de mensagens publicitárias online são: Twitter, Face-book e Youtube, este mais que aqueles. Fontes: http://www.oficinadanet.com.br/noticias_web/1627/publicidade-na-internet-ultrapassa-tv http://www.adrmarketing.com.br/redator/item8426.asp http://www.oficinadanet.com.br/noticias_web/1627/publicidade-na-internet-ultrapassa-tv http://tecnologianarede.blogspot.com.br/2008/05/o-avano-da-tecnologia-na-comunicao.html http://www.novidadesdeinformatica.com.br/tecnologia/os-avancos-da-tecnologia-e-o-mercado-de-trabalho http://www.interpsic.com.br/saladeleitura/textos/seculoXXI-main.html http://www.webartigos.com/artigos/principais-avancos-tecnologicos-dos-seculos-xx-e-xxi/5761/ http://www.euroresidentes.com/Brazil/avancos_tecnologicos.htm Acessados em: 1º de abril de 2012.

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d) Tendências comportamentais: Geração Y (Millennials) Velocidade, tecnologia, perfil multitarefa e individualidade são conceitos que definem muito bem a Geração Y (ou geração digital) – pessoas nascidas a partir de 1980. Eles costumam ser liberais no consumo, conservadores no aspecto social, gostam de novidades, querem ser antenados, buscam símbolos que os liguem a comunidade, se ligam a marcas como forma de comportamento coletivo, são impulsivos, impacientes e não prezam tanto pela fidelidade à empresa quando a geração antecessora (a Geração X). Esta geração cresceu em uma época de valorização intensa da infância, ganharam autoestima e não se sujeitam a atividades que não fazem sentido em longo prazo. Os dispositivos tecnológicos são uma necessidade imprescindível para eles. Por viverem na era da informática, outra característica comum à geração Y é a procura por informação rápida e imediata, que é possível através dos avanços tecnológicos citados anteriormente. Esses indivíduos estão sempre em busca de novas tecnologias, preferem mandar e-mails a escrever cartas, digitar a escrever, computadores a livros etc. Com relação à comunicação, essa geração acredita que ela deva ser feita de mão dupla, onde não há barreiras entre eles e a empresa. Acreditam que uma forma eficiente de se ganhar confiança e criar vínculos com o consumidor é abrindo espaço para a interatividade. Fontes: http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/afinal-o-que-e-geracao-y/ http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos3/Geracao_Y.htm http://idgnow.uol.com.br/carreira/2010/01/22/o-que-deseja-como-pensa-e-age-a-geracao-y/ http://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu/0,,EDG87165-7943-219,00-GERACAO+Y.html Acessados em: 1º de abril de 2012.

e) Copa do Mundo de 2014 no Brasil A Copa do Mundo traz expectativa à sociedade brasileira de deixar um legado não apenas nas obras de infraestrutura e no aquecimento da economia, mas também na questão social. Projetos de inclusão digital e social, cursos profissionalizantes, utilização de processos sustentáveis na área de resíduos, 17    


valorização da biodiversidade, são exemplos de ações que vão perpetuar, alterando os valores de mobilização e engajamento por todo território brasileiro. Na África do Sul, por exemplo, foram dimensionados alguns programas que envolviam educação, cultura, saúde e esporte. "1Goal", "Football for Hope 2010", "20 centros para 2010" e "Football for Health" foram algumas das iniciativas tomadas durante a realização do torneio esportivo no continente africano. Fonte: http://universidadedofutebol.com.br Acessado em: 24 de maio de 2012.

2.2.2. Ofertas semelhantes 2.2.2.1.

Brasil

a) Engage (http://engage.is/) A Engage é uma empresa focada em engajamento colaborativo. Oferece o serviço de criação de plataformas virtuais para outras empresas que hospedam projetos ou para projetos individuais. Essas plataformas são baseadas num modelo chamado broken, que é um modelo de negócio que faz a intermediação entre duas partes que querem fazer um acordo. Em seu portfólio, a Engage contempla plataformas como O Sonho Brasileiro(Box1824), Ajude um repórter e Catarse. b) Catarse (http://catarse.me/) Segundo o website da empresa “Catarse é uma maneira diferente – e colaborativa! – de financiar projetos criativos. Todos os projetos tem que ter um objetivo de arrecadação (a partir de R$1,00) e um prazo (entre 1 e 60 dias). Nesse meio tempo, o dono do projeto tem que engajar sua comunidade pra conseguir reunir a grana que foi pedida. Quando acabar o prazo final, têm-se duas opções: • Projeto bem-sucedido: se o objetivo for atingido ou superado, o dono do projeto fica com o todo o dinheiro levantado, ou seja, tudo. • Projeto malsucedido: se o objetivo não for atingido, a gente devolve as contribuições para todos os apoiadores e o dono do projeto não leva nada. Os criadores dos projetos ficam com 100% da participação e dos direitos autorais de suas ideias.”. 18    


c) Movere (http://www.movere.me/) O movere.me começou com amigos de uma empresa de tecnologia que resolveram ir em busca dos seus sonhos e montar um fundo de cooperação onde pessoas pudessem contribuir financeiramente com projetos que achassem interessante. A ideia da movere.me surgiu em 2009, sendo lançada no inicio de 2011. Atualmente é uma empresa incubada pelo Rio Criativo – Primeira Incubadora de Economia Criativa da América Latina (parceria do Governo do Estado com a PUC). Tem como sócios: Bernardo Tausz, Bruno Pereira, Enzo Motta e Vanessa Oliveira. d) Senso Incomum (http://www.sensoincomum.com.br/) O

Sensoincomum

ainda

é

uma

startup

em

fase

inicial

de

desenvolvimento. A sua principal forma de atuar no mercado é redirecionando projetos os quais ele acha relevante. Ele divulga os trabalhos e caso exista o interesse do internauta em ajudar, ele será redirecionado para sites como o catarse.me para contribuir de fato. e) Multidão (http://multidao.art.br/) Após a criação do Grupo Comum, resultado da junção das plataformas Catarse e Multidão, a empresa Multidão está se modificando para “oferecer mais diversidade e possibilidades inovadoras no universo do financiamento coletivo” (segundo o website). Por entenderem que o Catarse já realiza o papel de uma plataforma de crowdfunding voltada para o financiamento de projetos criativos diversos, não acham que faça sentido atuar desta mesma forma com a Multidão. Desta forma, estão em reforma com o projeto da empresa. f) Queremos! (http://queremos.com.br/) O

Queremos

surgiu

de

uma

necessidade.

Diversos

eventos

internacionais, sobretudo shows, estavam vindo ao Brasil, mas não ao Rio de Janeiro. O motivo alegado era sempre o mesmo: desinteresse do público. 19    


Desenvolveu-se um formato inédito: dividir por uma fatia do público o valor necessário para produção de um evento, garantindo assim a sua realização – podendo reembolsar integralmente essas pessoas com a arrecadação da bilheteria. Através da mobilização via redes sociais online, o Queremos funciona tanto como uma ferramenta de financiamento como de divulgação. Identificada a possibilidade da realização de um evento, levanta-se os custos de produção. Sabendo desse valor, divide-se o total em quantas unidades forem necessárias para se tornar viável a compra por um. Chamam essas unidades de ingresso-reembolsável. Com o valor mínimo necessário assegurado, o evento é confirmado e inicia-se a venda de ingressos normais para o público. Todos que compraram o ingresso-reembolsável têm direito a um reembolso proporcional a venda de ingressos regulares, podendo ir de zero até ao valor integral. g) Nós.vc (http://nos.vc/) A Nós.vc é uma empresa que busca por líderes. Todos podem criar uma proposta de encontro: curso, workshop ou debate sobre qualquer assunto que o público de interesse tenha paixão e queira compartilhar. A empresa analisa o projeto via e-mail e definem algumas características do encontro antes de abrilo à votação do público. Segundo o website da empresa, ela “é quem propõe, lidera um encontro e inspira os participantes. É quem envia a proposta e decide a grana que quer receber, de zero a um milhão de reais. O quanto os participantes acharem justo”.

2.2.2.2.

Mundo

h) KickStarter (http://www.kickstarter.com/) Foi fundado em 2008 por Perry Chen, Yancey Strickler e Charles Adler e tem como proposta o financiamento coletivo. Qualquer indivíduo pode mandar 20    


o seu projeto para o Kickstarter que é avaliado e se for aprovado é divulgado no site a fim de conseguir financiamento para implementar o projeto. No entanto, Kickstarter não tem controle se o dinheiro pago será mesmo para a realização de um projeto, por isso foi acusado de fornecer pouco controle. Há propostas criativas em todas as áreas como arte, design, dança, tecnologia etc. i) Purpose (http://www.purpose.com/) A Purpose é uma incubadora de movimentos sociais fundada há 4 anos pelos idealizadores do Avaaz e do Get Up Australia (movimentos de engajamento cívico). A empresa tem como proposta criar um espaço onde esses movimentos possam ser pensados por profissionais de diversas competências, como designers, programadores, comunicadores e profissionais com experiência política. Meu Rio – Um dos mais recentes trabalhos da empresa, que tem foco em acompanhar de perto as mudanças e a reurbanização que a cidade esta passando e vai passar nos próximos anos com a Copa do Mundo e as Olimpíadas, garantindo também uma maior participação dos cidadãos para sustentar essas melhorias. j) GOOD Corps (http://www.goodcorps.com/) Surgiu em 2006 na internet como um site e uma revista para o público que “quer viver bem e fazer o bem”. Em 2009, a GOOD Corps uniu-se à Pepsi que tinha o slogan “Every Pepsi refreshes the world” e um desejo de doar dinheiro. Além de ajudar a conceber a Pepsi Refresh, a empresa também desenvolveu a plataforma de votação on-line para apresentar ideias do projeto incluindo toda a sua organização. Hoje, a GOOD Corpse é uma agência de propaganda com “marketing do bem” que visa criar campanhas que envolvem o engajamento dos prováveis clientes para organizações como Google e Pepsi. É também uma plataforma da comunidade, para pessoas que se importam com o mundo, colaborando com as marcas e organizações a fazer o mesmo, ajudando-os a transformar os valores que constituem o a sua identidade em soluções viáveis que melhorem seus negócios e o mundo. 21    


Anexo: quadro comparativo da concorrência Empresa

Localização

Principais Projetos O Sonho Brasileiro, Catarse, Ajude um repórter Pimp my carroça, Que ônibus passa aqui?, Belo Monte NR Veteranos, Bicicletas para as ruas de São Paulo, Africanas 60 anos: um novo símbolo

Engage

Porto Alegre

Catarse

São Paulo

Movere

Rio de Janeiro

Senso Incomum

Campinas

Queremos!

Rio de Janeiro

Nós.vc

Porto Alegre

KickStarter

Nova York

Purpose

Nova York

Meu Rio, Get Up, Avaaz

Good Corps

Los Angeles

Pepsi Refresh, Stop Sopa, 100Kin10

Paralamas do Sucesso, The Kooks, Eu quero Festival Encontros Nós.Vc, Storytelling, Double Fine Adventure, Wasteland 2, Pebble

Estratégia/ Conceito Criação de plataformas virtuais para hospedagem de projetos Financiamento de projetos criativos Financiamento coletivo de projetos interessantes Startup em fase inicial e divulgação de trabalhos Ferramenta de financiamento e divulgação de shows Plataforma de crowdlearning Financiamento coletivo internacional

Financiamento coletivo internacional de movimentos sociais Agência de propaganda voltada para o “marketing do bem”

Pontos Fortes Localizada em um ponto da região, forte gama de clientes, projetos reconhecidos Alguns projetos chegaram captar mais de 100 mil dólares, altamente citado pela mídia Quarenta e dois projetos concluídos, possui garantia de segurança Possui 1.175 fãs e 736 seguidores Público específico, dinheiro reembolsável Público específico, serviço único na região Internacionalmente conhecido, pioneira no gênero, já arrecadou mais de 10 milhões de dólares em um único projeto Internacionalmente conhecido em sua área, altamente mencionado na mídia internacional Parceiro da Pepsi e da Google, internacionalmente conhecida

22    


2.2.3. Fornecedores potenciais Serão contratados os serviços de funcionários autônomos (freelancers) para suprir as eventuais carências da equipe de desenvolvedores de web. Visando sempre o aperfeiçoamento da equipe de profissionais da Moohve!, haverá, também, a busca de parcerias acadêmicas para a promoção de cursos à equipe da empresa, bem como a abertura da empresa para estagiários.

2.2.4. Público de interesse Nosso público de interesse são pessoas físicas, engajadas em causas político-sociais, amantes culturais, fãs, esportistas e qualquer outro indivíduo que tenha um sonho ou um projeto que deseja muito realizar, mas precisa da ajuda de outros. Além disso, temos interesse em atender pequenas, médias e grandes empresas que também tenham projetos colaborativos para realizar. A ideia é sempre ajudar as pessoas a realizarem seus projetos, seja por meio de uma empresa ou por conta própria. Nossa empresa atenderá tanto ao jovem que sonha em montar sua banda de rock, como o senhor que já tem idade para ser avô deste mesmo jovem que sempre sonhou em participar, de alguma forma, na concretização desse que é um sonho para muitos adolescentes já há algumas geração. Traçar um perfil deste público é algo complexo, pois o desejo de ser parte de algo maior, de ser peça fundamental para a realização de sonhos alheios, não é algo que acompanha a genética, que está nos livros ou que aparece em resultados de pesquisas realizadas por estudos realizados por institutos como o IBGE, por exemplo. O que pode-se dizer, no entanto, é que buscamos pessoas que estejam financeiramente aptas a cooperar. Queremos que as pessoas realizem seus sonhos, sejam eles quais forem – desde que socialmente aceitáveis –, mas sem que ninguém precise se sacrificar por isso. No Brasil, estima-se que o número de pessoas que pratiquem trabalho voluntario são 42 milhões, por isso, nos voltaremos as pessoas que já se encontram mais aptas a ajudarem, desde projetos sociais à pessoais. 23    


Fontes: http://favelacult.blogspot.com.br/2010/01/o-trabalho-voluntario-no-brasil-pos-o.html http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG54239-6014,00.html

3. ANÁLISE 3.1. SWOT PONTOS FORTES

PONTOS FRACOS

- Proposta inovadora;

- Não possui clientes;

- Sócios familiarizados com

- Por se tratar de uma empresa

tecnologia;

nova, possui pouca experiência no

- Bons contatos dentro da área de

mercado;

comunicação;

- Sócios ainda em formação

- Sede própria em boa localização

acadêmica;

dentro da cidade;

- Capital limitado;

- Sócios com fluência em inglês;

- Comunicação limitada ao meio

- Baixo gasto com fornecedores;

digital; - Elevada dependência dos usuários para parcela de lucros; - Dependência das ideias de projetos dos públicos de interesse;

OPORTUNIDADES

AMEAÇAS

- Crescimento do engajamento

- Banalização da tecnologia;

político-social da sociedade;

- As poucas empresas que atuam no

- Poucas empresas desempenham

setor possuem abrangência

mesma função no Brasil;

internacional;

- A Copa do Mundo de 2014 no

- Pouco conhecimento das pessoas

Brasil como difusor de projetos

em relação aos serviços oferecidos;

sociais;

- Engage é parceira de grandes

- As redes sociais geram grandes

agências, como a agência de

oportunidades de mobilização entre

pesquisa de tendência Box 1824

os usuários; - Grande interação entre as partes envolvidas (empresa e públicos);

24    


3.2. Fatores críticos 3.2.1. Critério de escolha dos fatores críticos Os fatores críticos foram escolhidos pelos membros do grupo depois de analisarem todos os elementos da matriz SWOT e os classificarem em relação ao seu grau de importância 3.2.2. Fatores críticos ASPECTOS POSITIVOS

ASPECTOS NEGATIVOS

- Proposta inovadora;

- Pouco conhecimento das pessoas

- Sócios familiarizados com

em relação aos serviços oferecidos;

tecnologia;

- Por se tratar de uma empresa

- Crescimento do engajamento

nova, possui pouca experiência no

político-social da sociedade;

mercado;

- As redes sociais geram grandes

- Banalização da tecnologia;

oportunidades de mobilização entre

- Elevada dependência dos usuários

os usuários;

para parcela de lucros;

- Bons contatos dentro da área de

- Sócios ainda em formação

comunicação.

acadêmica.

25    


4. OBJETIVOS, ESTRATÉGIAS E AÇÕES Anexo: quadro-resumo de objetivos, estratégias e ações Objetivos

Estratégias

Contabilizar 450 mil

Promover o site

acessos ao site até

Moohve.me em redes

dezembro de 2013.

sociais.

Ações Criação de páginas em redes sociais e blog. Contato com formadores de opinião da WEB. Coquetéis de

Ser lembrada, no primeiro ano, por 400.000 pessoas

Promoção da empresa nos principais pontos nacionais do mercado.

nacionalmente.

Manter visibilidade e lembrar o target da existência da empresa.

Contribuir, até dezembro de 2013, na concretização de 50 (cinquenta) projetos hospedados no Moohve.me.

Moohve.me. Eventos-surpresa de ação colaborativa em grandes parques.

envolvidas em crowdfunding

lançamento do site

Lançamento da Revista Moohve! Envio da revista para formadores de opinião.

Divulgação massiva

Investimento em links

nas redes sociais do

patrocinados no

site Moohve.me e seus

Facebook de forma

projetos.

massiva

Possuir interatividade

Publicação de um

com os usuários das

aplicativo para o

redes sociais.

Facebook

4.1. Objetivo 1: Contabilizar 450 mil acessos ao site até dezembro de 2012. Controle: O controle se dará através de ferramenta no site que será capaz de medir o número de acessos ao site, fazendo relatórios diários, mensais e anuais, bem como a identificação da procedência desses acessos.

26    


Estratégia 1: Promover o site Moohve.me em redes sociais. Ação 1: Criação de página no Facebook, perfil no Twitter e blog. As atualizações dessas redes sociais e blog serão realizadas com a publicação de informações sobre crowdfunding, notícias locais e informações sobre os projetos hospedados. As páginas serão criadas um mês antes do site Moohve.me entrar no ar, em novembro deste ano; Ação 2: Contato com formadores de opiniões de redes sociais, como Twitter e Facebook, logo após a criação dos nossos próprios perfis nestas mesmas redes, para apresentar os serviços oferecidos pela nossa empresa, afim de que ajudem na divulgação do site em seus perfis sociais. Assim como a contratação de publitweets e posts pagos em blogs que abordam temas como comunicação, crowdfunding e ações de cooperação durante os meses de outubro e novembro. 4.2. Objetivo 2: Ser lembrada, no primeiro ano, por 400.000 pessoas envolvidas em crowdfunding nacionalmente. Controle: O controle será feito a partir do número de ideias e contatos de agências enviados à Moohve!. Estratégia 1: Promover a empresa nos principais pontos nacionais do mercado. Cidades-alvo: Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Salvador. Ação 1: Realização de coquetéis de lançamento do site/plataforma e revista Moohve! nas cidades-alvo durante os meses de novembro, mês de lançamento do site online, e dezembro. Esses coquetéis serão direcionados às pessoas que trabalham com crowdfunding, formadores de opinião e agências publicitárias, com apresentação da empresa, confraternização com os fundadores e comunicação sobre os benefícios e o universo do crowdfunding, de forma a informar o público sobre novas possibilidades, não apenas em comunicação, mas em economia; Ação 2: Eventos-surpresa de ação colaborativa em grandes parques das cidades escolhidas durantes os meses de férias de 2013 (janeiro, fevereiro, julho e agosto), envolvendo lazer, com divulgação do propósito da empresa em seu site, de maneira a gerar buzz e engajar 27    


as pessoas em causas com a Moohve!, tornando-a conhecida e impactando

tal

público

de

maneira

positiva,

proporcionando

experiências agradáveis e dinâmicas; Estratégia 2: Manter visibilidade e lembrar o target da existência da empresa. Ação 1: Lançamento da revista Moohve! em âmbito nacional em janeiro de 2013 (como fase de testes, será confeccionada até novembro de 2013), em formato físico e para tablet, com o objetivo de gerar curiosidade e aumentar a acessibilidade do conteúdo para o público em geral, não apenas aqueles para quem enviaremos a revista impressa. A Revista Moohve! será bimestral, contendo newsletter da empresa, informações sobre o mercado, atualidades, consciência social, design, música, cinema e lazer, de forma a levar conteúdo interessante e relevante ao público, desenvolvendo sua conexão com a empresa; Ação 2: Envio da revista para formadores de opinião, pessoas envolvidas em crowdfunding e agências de publicidade com o objetivo de lembrá-los da empresa e passar uma imagem de atualização e consciência de tendências e comportamento, inovação e outside the box thinking. 4.3. Objetivo 3: Contribuir, até dezembro de 2013, na concretização de 50 (cinquenta) projetos hospedados no Moohve.me. Controle: Controle através de mecanismo de contagem, na própria plataforma. Estratégia 1: Divulgação massiva nas redes sociais do site Moohve.me e seus projetos. Ação 1: Investimento em links patrocinados no Facebook de forma massiva entre março e junho e setembro e dezembro de 2013, como forma de atrair mais fãs para nossa página na própria rede social e a divulgação consequente de nossos projetos hospedados. Estratégia 2: Possuir interatividade com os usuários das redes sociais. 28    


Ação 1: Publicação de aplicativo para o Facebook em junho, que ficará disponível por tempo indeterminado, onde o usuário poderá receber as atualizações de projeto e contribuir pelo próprio aplicativo. Contendo também jogos que estimulem novas ideias para projetos futuros. Anexo: cronograma de ações 2012 Ação

Jan.

Fev.

Mar.

Abr.

Mai.

Jun.

Jul.

Ago.

Set.

Out.

Nov.

Dez.

Jul.

Ago.

Set.

Out.

Nov.

Dez.

Criação de páginas em redes sociais Veiculação dos publitweets e posts pagos Lançamento do site Moohve.me

2013 Ação

Jan.

Fev.

Mar.

Abr.

Mai.

Jun.

Eventossurpresa Publicação e envio da nova Revista Moohve! Investimento em publicidade online (Facebook) Publicação de aplicativo para Facebook

29    


Moohve!  

A cowperation enterprise.

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