Issuu on Google+

newsletter N.º 50 | Abril 2014

www.vidaeconomica.pt

50 números

Índice Opinião............................................2 Editorial............................................2 Opinião............................................3 Redes sociais..................................4 Notícias............................................7 Agenda de eventos......................7 Financiar a inovação....................8

Subscreva

Desde 2009

aqui outras

newsletters PUB

As novas tecnologias no local de trabalho videovigilância, correio eletrónico e internet

Porto 22 maio 14h30 às 17h30

PROGRAMA 1. Introdução 2. Utilização das redes sociais na relação de trabalho 3. Meios de vigilância à distância (videovigilância, sistemas de GPS, etc.) 4. O controlo do correio eletrónico e dos acessos à internet 5. A gravação de chamadas (trabalhadores cujas funções contemplem a atividade de contacto telefónico com clientes ou utentes) Preços: Público em Geral: €95 + IVA Assinantes VE: €45 + IVA Formadoras: Helena Tapp Barroso Advogada. Sócia contratada da Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados. Paula Ponces Camanho Advogada Sénior da Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados Filipa Godinho Duarte Advogada da Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados

Patrícia Flores (Dep. Formação) Vida Económica Editorial SA. Tlf: 223 399 437 /00


Página 2

newsletter N.º 50 | Abril 2014 opinião

O que é que devemos fazer para nos aproximarmos dos campeões da inovação? A publicação dos resultados do Baos nossos jovens talentos, cada vez rómetro da Cotec sempre constituiu mais estimulados por oportunidaum momento preferencial para uma des provenientes da Europa mais reflexão coletiva, não só sobre os inrica, e mesmo dos Estados Unidos, vestimentos em matéria de I&D que captar investigadores, com provas o nosso país realiza, mas também dadas, para os nossos, internaciosobre o seu impacto económico e os nalmente reconhecidos, excelentes seus efeitos na sociedade. centros de investigação e… asseE os resultados, publicados recengurar uma melhor relação entre as Júlio Faceira Guedes Professor da Universidade temente, revelam que continuamos universidades e as empresas. Portucalense Administrador da XZ “Cigarras”. Ou seja, continuamos Estas duas partes reconhecem a reConsultores SA desperdiçadores, mas com muitas levância e a urgência desta, não direi potencialidades para toda a socieaproximação, mas sim intervenção dade poder usufruir dos crescentes investimentos conjunta em projetos com objetivos com impacto nas atividades de I&D que realizamos. Contudo, as no mercado, na economia, assumindo-se contriinsuficiências e debilidades refletem-se na nossa buintes para a criação de riqueza comprovada, funcapacidade de valorizar o conhecimento que prodamental para o incremento das exportações e o duzimos, de reter e atrair os talentos, de otimizar equilíbrio da balança de transações. o potencial do empreendedorismo, de produzir e Contudo, sendo este imperioso desafio aceite vender patentes, de evoluirmos para tecnologias por todos os envolvidos, até porque é estrutumais exigentes, … rante e imprescindível para assegurar a sustentaA Suíça, a Finlândia, a Dinamarca, logo seguidos da bilidade de qualquer uma das duas partes, o enSuécia e Alemanha, ocupam os primeiros lugares tendimento de como tal poderá ser implemendo ranking, assumindo-se como os países “Abelha”, tado constitui uma incógnita, reconhecendo-se sendo também interessante assinalar que parceinos excessivos discursos, demasiadas intenções ros económicos tal como a Espanha, a Itália e mese promessas que demonstram de boas vontades, mo a Irlanda ocupam piores muito voluntarismo, exemplos posições do que a nossa. particulares muito interessanA Suíça, a Finlândia, É inegável que o setor público tes, mas muito, repito muito e os privados continuam a repouco face ao que é necessáa Dinamarca, forçar o investimento nas I&D, rio fazer. logo seguidos da sendo também de assinalar que O que fazer? Estará a responSuécia e Alemanha, o mesmo é materializado em atisabilidade só e apenas no lado ocupam os primeiros vidades realizadas não apenas das universidades? Efetivanas entidades que constituem o mente, esta é uma afirmação lugares do ranking, Sistema Cientifico e Tecnológico, corrente, mas completamente assumindo-se como mas cada vez mais pelas, e nas, errada. os países “Abelha” empresas privadas, não sendo As duas partes têm de recode desprezar o efeito de algunhecer o papel de cada uma, mas das medidas, promotoras deste investimento, têm de equacionar objetivos comuns, trabalhar enquadradas no QREN, mas também, e por exemplo, ao mesmo ritmo, com o mesmo rigor, fora da das Bolsas de Doutoramento em Empresas. zona de conforto de cada uma, com riscos parOs diferentes programas promotores do surgimentilhados, com custos e proveitos distribuídos, foto de ideias de negócio, as aceleradoras de ideias, calizados só e apenas na criação de riqueza, às as incubadoras, os excelentes instrumentos, tal vezes sob a coordenação das universidades, mas como o Passaporte para o Empreendedorismo, comuitas outras das empresas. ordenado pelo IAPMEI, e o inegável papel da Cotec, As empresas são avaliadas pelo mercado, as unitêm-se assumido como excelentes oportunidades versidades, os seus investigadores e docentes, não e momentos para renovar o tecido empresarial, o podem ser avaliados só e apenas pela qualidade qual terá de incorporar mais tecnologia, mais codos artigos científicos que produzem, mas tamnhecimento, mais e melhor inovação e maior orienbém com base na sua interação com as empresas tação para o mercado global. e na riqueza que os seus projetos proporcionam á Contudo, e sem querer entrar nos habituais pessisociedade. mismos nacionais, temos de, em definitivo, adotar Só assim nos aproximaremos dos campeões da estratégias e abordagens que nos permitam reter inovação.

Editorial

Inovação & Empreendedorismo

nº 50 Passaram quase cinco anos desde que nos lançámos nesta aventura editorial em que um dos principais objetivos eram promover a inovação e despertar os leitores para a necessidade de mobilizar a capacidade empreendedora. Trouxemos a visão de empresários, académicos, consultores, tanto nacionais como internacionais, procurámos sempre dar uma nota especial a novas tendências e principalmente “fugir” ao “lugar-comum” sobre a inovação, tentando apresentar o que normalmente não é falado nas restantes publicações. Fomos abrindo as nossas páginas a diferentes pessoas, com formações e experiências empresariais ou docentes em diferentes campos, mas com um propósito – contribuir para uma melhor compreensão da aprendizagem sobre a inovação. Todos os quadrantes da nossa sociedade continuam a insistir na necessidade de inovação, mas não chega, é preciso passar a mensagem de que a inovação não é só relativa a produtos/ bens de consumo, ela também existe nos processos, e estes em alguns setores do Estado também seria bem-vinda e o cidadão (e investidores) agradeceriam, pois continuamos com processos demasiado burocráticos e pesados na administração pública, é necessário também olhar para os processos e revisitá-los, aproveitando esta era de fácil acesso comunicacional. Se estamos à espera de medir a evolução inovadora do país pelo número de patentes registadas, esse não garante o sucesso empresarial, são as pessoas que o irão implementar e a validação pelas novas formas de consumo. Queremos apresentar aqui um especial agradecimento a todas as pessoas que, ao longo destes 50 números, contribuíram com o seu conhecimento e experiência de vida nos mais variados tipo de artigos, tornando a newsletter Inovação & Empreendedorismo uma publicação que queremos seja de referência na área da inovação. Jorge Oliveira Teixeira jorgeteixeira@vidaeconomica.pt


Página 3

newsletter N.º 50 | Abril 2014 Opinião

Fundamentos do TRIZ Parte I - Necessidade de Resolver Problemas Um problema pode ser visto como uma dificuldade na obtenção de um determinado objetivo. A necessidade de resolver problemas é constante. Coloca-se então a questão de busca de soluções para o problema detetado. A “inteligência” é, muitas das vezes, confundida como a “capacidade de resolver problemas”. Porém, as pontuações altas nos testes de Q. I. podem não corresponder à capacidade elevada de resolução de problemas, assim como os problemas podem ser resolvidos com bastante eficiência por indivíduos com as pontuações menos altas nos testes de Q. I. Qual será então o mecanismo de resolução de problemas? Os processos mentais de resolução de problemas constituem um importante campo de pesquisa da psicologia, sobretudo da psicologia cognitiva. A resolução de problemas constitui um processo de aplicação de conhecimentos adquiridos previamente a situações novas. Quando um indivíduo observa

Helena V. G. Navas Professora da Universidade Nova de Lisboa, Investigadora do UNIDEMI, Especialista em Inovação Sistemática e TRIZ

o que os outros fazem para resolver um determinado problema, está a aprender estratégias que depois tende a aplicar também. Praticamente em todos os campos de atividade humana, com um destaque especial para as ciências, foram desenvolvidas numerosas técnicas de resolução de problemas específicos das respetivas áreas (técnicas de resolução de problemas de matemática, programação, engenharia, medicina, etc.). Essas técnicas de resolução de problemas específicos são claramente insuficientes, a humanidade precisa de métodos genéricos para encontrar soluções de problemas específicos.

As pessoas precisam de aprender a utilizar e a desenvolver a sua capacidade de resolver problemas de uma forma objetiva. A intuição é uma parte importante do processo, porém a abordagem mais sistemática da resolução de problemas tem um melhor retorno com soluções mais adequadas. São necessários procedimentos lógicos e faseados que permitam resolver problemas de uma forma ordenada, tendo em conta os processos mentais inerentes ao processo de resolução de problemas estudados no campo da psicologia. Um método de resolução de problemas deve conter um procedimento constituído por várias etapas. Normalmente, começa-se com uma cuidadosa recolha de dados e condicionantes do sistema analisado. A dificuldade em identificar o problema certo a resolver constitui frequentemente um obstáculo onde tropeçam projetos e organizações. O processo é complexo. A seguir são analisados e formulados os problemas detetados que se pretende resolver e os objetivos que se pretende alcançar.

A etapa seguinte tem a ver com a elaboração de propostas de resolução dos problemas detetados. A utilização de soluções-padrão permite analisar maior número de soluções possíveis, criar soluções mais criativas, poupando-se tempo e recursos. A Teoria da Resolução Criativa de Problemas, mais conhecida pelo seu acrónimo russo TRIZ, é uma metodologia especialmente apropriada para a resolução de problemas novos nas áreas da ciência e da engenharia. Esta abordagem foi desenvolvida por Genrich Altshuller a partir de 1946. O TRIZ tem por objetivo auxiliar a elaboração de projetos onde a simples aplicação de “boas práticas” de engenharia ou gestão não produz resultados assinaláveis. Tais problemas contêm normalmente contradições técnicas fundamentais, isto é, a melhoria de um atributo do sistema leva à degradação de outros. As soluções-padrão da metodologia TRIZ podem contribuir para acelerar e melhorar significativamente o processo de resolução de problemas em praticamente todas as atividades humanas.

Redes de Conhecimento A mensagem que vem de Bruxelas é muito clara – só com uma aposta séria em novas redes de conhecimento será possível desenvolver uma economia inteligente, com efeitos no mercado. Portugal está nesta rota e importa mostrar que há um novo capital de competência estratégica de base nacional. Numa época de crise complexa, o objetivo das novas redes de inovação e competitividade implica uma mobilização das competências nacionais para uma nova agenda. O futuro de Portugal faz-se com os Portugueses e é essa a mensagem central que importa deixar nestes tempos de crise. A Economia Portuguesa está claramente confrontada com um desafio de crescimento efetivo e sustentado no futuro. Os números dos últimos vinte anos não poderiam ser mais evidentes. A incapacidade de mo-

francisco jaime quesado Especialista em Estratégia, Inovação e Competitividade

dernização do setor industrial e de nova abordagem, baseada na inovação e criatividade, de mercados globais, associada à manutenção do paradigma duma “economia interna” de serviços com um caráter reprodutivo limitado, criou a ilusão no final da década de 90 dum “crescimento artificial” baseado num consumo conjuntural manifestamente

incapaz de se projetar no futuro. Portugal precisa efetivamente de potenciar a sua presença ativa nas redes internacionais de inovação e competitividade, com todas as consequências do ponto de vista de impacto na sua matriz económica e social. A política pública tem que ser clara – há que definir prioridades do ponto de investimento estrutural nos setores e nos territórios, sob pena de não se conseguirem resultados objetivos. Estamos no tempo dessa oportunidade. Definição clara dos “pólos de competitividade” em que atuar (terão que ser poucos e com impacto claro na economia); seleção, segundo critérios de racionalidade estratégica, das zonas territoriais onde se vai atuar e efetiva mobilização de “redes ativas” de comercialização das competências existentes para captação de “IDE de Inovação”.

O Investimento Direto Estrangeiro desempenha neste contexto um papel de alavancagem da mudança único. Portugal precisa de forma clara de conseguir entrar com sucesso no roteiro do “IDE de Inovação” associado à captação de Empresas e Centros de I&D identificados com os setores mais dinâmicos da economia – Tecnologias de Informação e Comunicação, Biotecnologia, Automóvel e Aeronática, entre outros. Trata-se duma abordagem distinta, protagonizada por “redes ativas” de atuação nos mercados globais envolvendo os principais protagonistas sectoriais (Empresas Líderes, Universidades, Centros I&D), cabendo às agências públicas um papel importante de contextualização das condições de sucesso de abordagem dos clientes.


Página 4

newsletter N.º 50 | Abril 2014 Redes sociais

Como apagar o seu historial de pesquisa no Facebook Quando efetua uma pesquisa no Facebook, o serviço memoriza essas pesquisas para que seja mais fácil quando repetir essas pesquisas. Deixamos aqui algumas dicas, embora possa ter de passar a ter um pouco mais de trabalho, já que estes históricos serão apagados. Muitos partilham os computadores e estas dicas são principalmente para aqueles que habitualmente não têm o hábito de encerrarem as suas sessões. Registe-se na sua conta do Facebook e carregue no ícone das definições (settings) que se situa no canto superior direito e no meu que se abre selecione Registo de atividade.

Este é o quadro resumo da sua atividade principal em termos de pesquisas, carregue em “mais”


Página 5

newsletter N.º 50 | Abril 2014 Redes sociais Carregue no botão “pesquisa”

E agora se carregar no botão “Apagar pesquisas”, apagará todo o seu historial de pesquisas efetuadas.

Se efetuar essa ação, então o seu quadro de registo de atividade de pesquisa do Facebook, aparecerá desta forma. Esta decisão só lhe caberá a si, em função da utilização do seu computador ser estritamente pessoal, ou ser partilhado por outras pessoas e, esquecer-se de fazer o encerramento da sua sessão.

Esperamos que estas dicas tenham sido úteis para a gestão da sua conta do Facebook.


OU INOVA OU MORRE.

Uma excelente ideia de pouco vale se não for activada. E numa conjuntura empresarial cada vez mais feroz e competitiva, nenhuma organização se pode dar ao luxo de dispensar as boas ideias, muito menos de não as implementar. A ACCELPER disponibiliza-lhe as ferramentas, os processos e as metodologias que dão vida à sua vontade de inovar. Aposte na massa cinzenta da sua empresa, antes que ela morra. Afinal, mais do que um caminho para o crescimento, a inovação é uma questão de sobrevivência.

inovação em acção

Estratégias de inovação realistas e exequíveis Abordagem sistemática para a resolução de problemas Metodologias inovadoras comprovadas Excelência nos processos Formação e Certificação em Inovação Empresarial e Six Sigma www.accelper.com


Página 7

newsletter N.º 50 | Abril 2014 notícias/artigos

agenda de eventos

PORTUGAL VENTURES LANÇA SÉTIMA CALL FOR ENTREPRENEURSHIP Está aberto o pré-registo para candidaturas à Sétima Call For Entrepreneurship. A iniciativa visa possibilitar o acesso a investimento de capital de risco por parte de projetos de base científica e tecnológica nas fases de Seed e Start-ups. Através das edições anteriores da Call For Entrepreneurship a Portugal Ventures já investiu em mais de 25 start-ups com a ambição de se tornarem empresas de excelência a nível global. A fase de candidaturas dos projetos à Sétima Call decorre entre os dias 28 de abril e 29 de maio de 2014. Projetos de Tecnologias de Informação e de Comunicação, Eletrónica & WEB, Ciências da Vida, Turismo e Recursos Endógenos, Nanotecno-

Maio

7

INNOVATION AND CHALLENGES IN EDUCATION Klaipeda, Lituania

7

LINQ 2014 / EFQUEL Innovation Forum 2014 TBA, Creta, Grécia

16

logia e Materiais são elegíveis para investimento através da Call For Entrepreneurship. Os projetos selecionados pela Por-

tugal Ventures beneficiarão de um investimento de até 750 mil euros, num máximo de 85% das necessidades totais de fundos do mesmo.

Innovative Language Teaching at University: Enhancing student peformance Leeds, Reino Unido

20

www.portugalventures.pt

Call for Submissions

The Innovation Policy Platform

Food & Drink Trends & Innovations Conference Londres, Reino Unido Junho

4

InnoTown Innovation Conference Alesund, Noruega Setembro

5a9

A inovação é um laboratório para a criatividade aplicada em desenvolvimento de projetos e exploração de direções inovadoras em diferentes disciplinas. A Inovação permite uma perceção mais consciente do lugar e das suas características; é um espaço experimental no qual os métodos de projeto podem ser usados para examinar e questionar, formas, estruturas, sonhos e visões. A Inovação é sobre transgredir limites de várias disciplinas, tendo em vista o desenvolvimento de novidades ou melhorar ofertas, métodos existentes e processos tendo em conta várias dimensões e ângulos. É também sobre a abertura de novas perspetivas sobre o mundo de amanhã. A inovação é também um estado de espírito, que tem de ser alimentado e cultivado. Se tem um trabalho que queira submeter para publicação neste jornal: Aceda aqui

A Innovation Policy Platform é um espaço interativo baseado na Web, desenvolvido em conjunto pela OCDE e pelo Banco Mundial. Ele fornece um repositório on-line de recursos para apoiar uma melhor elaboração de políticas e análise de inovação. Além de ser um repositório simples, o seu conteúdo é interligado em todo o site, tornando-o mais fácil para os utilizadores nas suas pesquisas. Ver mais Ver vídeo

Entrepreneurship in Portugal… Pursue Your Passion, com Praveen Gupta, em Lisboa, Coimbra e Porto, brevemente anunciaremos o programa e locais, para mais informações contactar: jorgeteixeira@vidaeconomica.pt

Nota: Se pretender divulgar um evento relacionado com Inovação e empreendedorismo Contacte


Página 8

newsletter N.º 50 | Abril 2014 Financiar a inovação Não é fácil ler os sinais nem entender as mensagens que a sociedade e a economia contemporânea continuamente produzem no atarefado pulsar. Subidas e descidas vertiginosas dos indicadores, afirmações contraditórias, demonstrações de vanguarda repletas do mais puro conservadorismo, até que ponto o “novo” é mesmo novo? Não há dúvida de que o atual ritmo de mudança e de circulação de novo conhecimento e informação impele o ser humano a, por vezes, confundir-se. Estratégias de inovação de produtos ou serviços pressupõem possuir todos os ingredientes, todos os materiais de apoio, todas as infraestruturas necessárias à confeção; em caso negativo, se há possibilidade de os obter a tempo. É preciso saber qual o gosto

O que é novo é mesmo novo?

e adequar os sabores dos pratos cozinhados ao mercado no qual se pretende operar. Não se pode esquecer igualmente que a quali-

dade do serviço é tão importante como a do produto. Enfim, não vale a pena iludir, pois que não é o piano que faz o virtuoso, mas sim o

estudo sistemático, a prática incómoda e trabalhosa, a experimentação porém recompensadora. Os gestores que estão preocupados com a estratégia para a inovação deverão aproximar-se e intensificar as relações com os centros de saber sobre gestão da inovação. Deverão apostar claramente na intensificação da relação empresas-universidades-investigação, favorecendo o lançamento de projetos conjuntos, de objetivos partilhados, como forma de arquitetar soluções coletivas, conceber a variedade e diversidade de situações, tendo presente que não há atalhos para o futuro, porque o futuro se constrói sobre o que se pensa e transforma no presente. Luís Archer – Consultor luismariaarcher@iol.pt

Ficha técnica:

Subscreva aqui outras newsletters

Coordenador: Jorge Oliveira Teixeira Colaboraram neste número: Adam Hartung, Álvaro Gomez Vieites, Carlos Barros, Dustin Mattison, Jaime Quesado, Júlio Faceira Guedes e Luís Archer Aconselhamento técnico: Praven Gupta, IIT, Center for Innovation Science Tradução: Sofia Guedes Paginação: José Barbosa Contacto: jorgeteixeira@vidaeconomica.pt


Inovacao50