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newsletter N.º 30 | Junho 2012

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Opinião

O risco do capital Impõe-se mais do que nunca o desenvolviOperacional ativo neste projeto coletivo de mento de uma Agenda Operacional para o reinvenção da Economia Portuguesa e da Capital de Risco em Portugal. A situação de sua capacidade de afirmação internacional. rutura sem precedentes a que se assiste no São sobretudo duas as áreas que exigem tecido empresarial – com particular evidênuma intervenção sistémica – profunda cia para as PME – determina que o Capital renovação organizativa e estrutural dos de Risco assuma o seu verdadeiro papel setores (sobretudo) industriais e aposta de operador de modernização estratégica integrada na utilização da Inovação como das empresas. Precisamos com urgência fator de alavancagem de criação de vade uma estrutura muito eficaz nas decisões lor de mercado. A mobilização ativa dos francisco jaime quesado tomadas e com mecanismos rigorosos mas “atores económicos” numa lógica de pacEspecialista em Estratégia, justos de intervenção nas organizações. A Inovação to estratégico operativo permanente terá e Competitividade economia dum país é em grande medida que ser uma condição central no sucesso a arquitetura das suas empresas e a subida desta nova abordagem, sob pena de interna escala de valor, com a inserção em redes internaciovenções isoladas não conseguirem produzir de facto os nais e a incorporação de novas soluções de inovação de efeitos desejados. Este Novo Contrato de Confiança terá processos é um imperativo. Precisamos, por isso, de uma que se basear numa lógica de focalização em prioridaverdadeira cultura de risco de capital. des claras. Esse “Contrato de Confiança” entre o Capital de Risco e o Assegurar que as Empresas se reinventam como atores Sistema Empresarial não pode de forma alguma assencentrais duma nova aposta na criação de valor passa em tar unicamente numa definição formal por decreto avaprimeiro lugar por um complexo mas necessário proceslizada pelas Autoridades Centrais – tem que se materiaso de reconversão do tecido empresarial nacional. Mas lizar na operacionalização efetiva de ações concretas no não basta. É de facto fundamental que os outros atores dia a dia da atividade económica, centradas na ativação do Sistema, com particular incidência para o Capital de dos circuitos em que assenta a cadeia de valor da criaRisco, assumam as suas responsabilidades. O que está ção de riqueza e que envolve todos aqueles que converdadeiramente em causa é a capacidade de o sistema seguem acrescentar uma componente de diferenciação voltar a ganhar capacidade de auto-funcionamento em qualitativa na conceção de novos produtos e serviços. rede. Isso exige Confiança para o Futuro. Impõe-se por As Empresas têm que dar provas concretas de que estão isso um Novo Contrato Estratégico na Economia Portuclaramente apostadas num projeto estratégico de moguesa. Uma Nova Agenda Económica ganha assim sinais dernização qualitativa, mas o Capital de Risco tem que de prioridade. Será o passo fundamental para fazer resaber assumir de forma objetiva o seu papel de Parceiro ganhar a confiança para o futuro.

Índice Opinião................................ 1 Evento.................................. 2 Editorial................................ 2 Parque Tecnológico......... 3 Redes sociais...................... 4 Notícias................................ 7 Agenda de eventos.......... 7 Financiar a inovação........ 8

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newsletter N.º 30 | Junho 2012 Evento

Editorial

As redes sociais e a inovação, uma aplicação empresarial e profissional

Jorge Oliveira Teixeira (I&E), Paulo Ramalho (CMM) e Álvaro G. Vieites (orador).

Decorreu no passado dia 17 de Maio, no auditório do Parque de Ciência e Tecnologia da Maia (Tecmaia), a conferência subordinada ao tema das redes sociais, com o apoio do pelouro do desenvolvimento económico da Câmara Municipal da Maia, da Lipor, do Grupo Editorial Vida Económica, com a organização conjunta entre o Tecmaia e a Accelper Consulting Iberia, no âmbito dos innovation Daymeetings. Estes eventos têm-se destacado pelo caráter inovador dos temas abordados, assim como pelas personalidades convidadas, que de alguma forma se destacam pelo domínio de um determinado tema e pela sua experiência profissional. Nesta sessão, o orador convidado foi o professor Álvaro Gomes Vieites, autor de diversos livros, constituindo as redes sociais a sua última área de trabalho, tendo recentemente estado em Pequim a debater este mesmo tema. O tema foi desenvolvido de uma forma muito clara para os participantes, com exemplos atuais (ao minuto) do “aproveitamento” das empresas das redes sociais para testarem, lançarem e comercializarem

os seus produtos. Ficamos a saber como comunicar e como aproveitar essa comunicação para as nossas empresas. Para as cerca de 70 pessoas presentes no evento, foi um final de tarde bem aproveitado, como ficou demonstrado pela qualidade da perguntas colocadas ao orador, assim como pelo tipo de comentários feitos por alguns dos participantes. Paulo Ramalho, vereador do pelouro do Desenvolvimento Económico da Câmara Municipal da Maia, referiu que o “Tecmaia, é um parque empresarial de referência, onde a tecnologia e a ciência andam de mão dada, é hoje um espaço especial de discussão e reflexão sobre temas ligados à inovação, e pela sua parte continuará a apoiar e promover a realização deste tipo de iniciativas, uma vez que constituem verdadeiras ações de formação para os quadros das nossas empresas”. Para quem não pode estar presente nessa verdadeira ação de formação, poderá descarregar a apresentação aqui

Ser empreendedor pode ser uma característica inata; no entanto, essa particularidade pode ser treinada desde cedo se tivermos uma sociedade que premeia o risco e incentiva a descoberta e a experimentação e não penalizar o fracasso na forma a que estamos habituados, ou seja, estigmatizando quem tenta e não consegue resultados no imediato com a sua atividade de experimentação. A escola é o momento certo para testar e formar os futuros empreendedores, conferindo-lhes as capacidades e métodos para que essas qualidades possam surgir e o erro faça parte da aprendizagem. Se este tipo de treino fizesse parte da nossa educação, certamente que a capacidade empreendedora surgiria mais cedo e num maior número de jovens. Podemos dizer que a nossa capacidade empreendedora poderá estar de certa forma limitada pelo tipo de educação e da sociedade em que nos inserimos, não sei se é uma verdade científica, mas pelo senso comum algo me diz que não devemos andar muito longe da verdade. Agora vejamos com um simples exemplo. Imagine um jovem empreendedor, acabado de sair de uma faculdade, que juntamente com um grupo de amigos apresenta uma ideia de negócio a um banco ou a um investidor. Independentemente do tipo de ideia apresentada, e aqui, para complicar o nosso exemplo, admitamos que se trata de uma aplicação que se desenvolve virtualmente na web, os analistas terão capacidade de entender essa proposta de negócio? Quem tem capacidade de investir, se estiver a ler este texto, dirá certamente “se a ideia for boa não falta quem a apoie financeiramente”. Esta é a principal questão. Mas quem tem a capacidade de saber se este projeto ou ideia é bom? Trata-se aqui da principal parte da equação: quem analisa tem capacidade e conhecimento para saber se essa ideia será uma ideia capaz de se transformar em negócio? Não basta pedir que sejamos empreendedores, é preciso criar um novo paradigma de análise de risco e de capacidade instalada para entender os novos segmentos de mercado e a velocidade a que se desenvolvem os “novos negócios”. Esta parte não deve ser descurada, é uma parte muito importante no apoio aos novos empreendedores, e aqui também é necessária formação. Por onde e quando vamos começar a ter uma nova atitude? Jorge Oliveira Teixeira jorgeteixeira@vidaeconomica.pt


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newsletter N.º 30 | Junho 2012 Parque tecnológico A TECPARQUES - Associação Portuguesa de Parques de Ciência e Tecnologia é uma Associação Sem Fins Lucrativos, criada em 1999, e que iniciou a sua actividade no ano 2001. A TecParques conta, atualmente, com 13 Associados Efetivos e 1 Associado Honorário. Esta Associação, tem por objetivo a promoção e valorização dos Parques de Ciência e Tecnologia e da sua interação com outras organizações, quer nacionais quer internacionais, que visem igualmente a modernização do tecido empresarial pela via da inovação de base tecnológica e da transferência de conhecimento. Os parques de C&T têm como vantagens a competitividade económica, exportação, emprego qualificado, ligação às Universidades e a Internacionalização, para a Espanha, Brasil e Palops.

Falando da Associação Portuguesa de Parques de Ciência e Tecnologia em números, esta representou no ano de 2010, 1411 Empresas, com os mais diversos setores de atividade em C&T. Em 10 anos foram criados 14.754, postos de trabalho, com previsão de crescimento para 30.000 nos próximos cinco anos.

Eventos realizados no âmbito do Projeto I9-PCT

V Encontro Ibérico de Parques Científicos e Tecnológicos, Madrid 1º Seminário, 17 Novembro, no Avepark I Gala Anual do Empreendedorismo em Ciência e Tecnologia, 30 Novembro, Tecmaia 2º Workshop, 16 Fevereiro, no Lispolis 2º Seminário, 16 Maio, Instituto Pedro Nunes Rua Eng. Frederico Ulrich, 2650 | 4470-605 Maia | tecparques@tecparques | www.tecparques.pt


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newsletter N.º 30 | Junho 2012 Redes sociais

O Foursquare e o Marketing de proximidade O sucesso do Facebook e do Twitter demonstraram que estamos dispostos a dedicar uma parte importante do nosso tempo, a trocar opiniões e conhecimentos com uma imensidão de pessoas com os mesmos gostos, no entanto com laços menos intensos em termos do que uma amizade na vida real. Uma tendência observada desde o início da era das redes sociais é que compartilhamos compulsivamente as experiências de interação com empresas ou negócios com as pessoas que interagimos. Assim, conseguimos de uma forma rápida ver que alguns dos nossos contactos do Facebook ou do Twitter abominam o último filme da moda, ou acabam de cear num restaurante e querem recomendá-lo a todos os seus seguidores porque viveram uma experiência gastronómica memorável. Dennis Crowley, um estudante da Syracuse School of Information Studies, e o seu sócio Naveen Selvadurai aperceberam-se em 2009, que este tipo de informação sobre experiências de consumo, era suscetível de melhoria. Pensavam que bastava aplicar a tecnologia de geoposicionamento e estruturar a opinião fornecida para que fosse facilmente localizável por outros e, sobretudo, acumulável e suscetível de criar uma valorização social estatística. Assim nasceu o Foursquare, uma nova rede social não generalista, mas focada num objetivo concreto de difundir a existência e localização de todo o tipo de negócio de consumo e de valorização social feita pelos próprios utilizadores.

Figura 1. Página principal do Foursquare na Web

Dado que o Fousquare foi desenhado para tirar partido da tecnologia de geoposicionamento, podemos afirmar que é na sua essência uma rede social móvel, tendo os seus criadores desenhado aplicações gratuitas em todas as plataformas de mobilidade conhecidas. Este aspeto torna-a muita aditiva, porém a sua difusão mundial foi muito restringida aos utilizadores de smartphones. No preciso momento em que escrevo este artigo, o Foursquare tem mais de 20 milhões de utilizadores registados, um número bastante inferior aos mais de 900 milhões do Facebook, por exemplo. O Foursquare utiliza a palavra inglesa check-in para se referir ao ato de registo digital, quando chegamos a um estabelecimento, desde que seja a nossa vontade de partilhar uma valorização. É a mesma palavra que se utiliza na hotelaria para denominar o processo de registo inicial quando chegamos a um hotel. O cliente que chega a um estabelecimento e deseja contar a sua experiência aos seus seguidores nas

redes sociais procura o nome do local na aplicação móvel do Foursquare e, uma vez selecionada, realiza um check-in, em que pode fazer o seguinte: Compartilhar o check-in e os seus comentários no mural do facebook ou Twitter. Assim, todos os seus seguidores nestas redes sociais que estiverem neste momento no dito local têm acesso a eles, podendo assim ampliar a informação sobre o dito local e a sua localização. Os comentários refletem fortemente o estado de espírito do utilizador, bem como uma valorização livre da experiência de consumo que está a viver. Indicar aos seus seguidores a localização geográfica do estabelecimento, para que possam chegar ao local caso queiram. Se o utilizador estiver a registar essa informação a partir do seu smarthphone, não exigirá nenhum esforço ao utilizador, uma vez que a informação geográfica flui de uma forma automática desde o dispositivo à mensagem enviada para as redes sociais generalistas. Compartilhar com os seus seguidores uma situação cómica ou surpreendente, para que certamente quererá adicionar uma foto do local ao check-in. Receber do Foursquare uma recompensa emocional pelo esforço de codificação realizado, em base de points (pontos) ou badges (insígnias, medalhas ou galardões). Receber do dono do estabelecimento um special, ou seja, uma recompensa tangível (desconto, oferta, promoção, etc.) por fidelidade ou recorrência. Estes passos podem ser dados de uma forma muito fácil, utilizando o interface móvel do Foursquare dos smarthphones Apple iPhone, assim como nos compatíveis com o sistema operativo Google Android ou em dispositivos Blackberry. É interessante observar uma diferença entre a rede Foursquare e as redes generalistas, que também disponibilizam valorizações sobre experiências: o relatado no Foursquare e compartilhado em aberto com todos os utilizadores da rede, não se limitando a um conjunto de seguidores. Esta particularidade permite ao Foursquare agregar um número importante de valorizações quantitativas e assim calcular uma média estatisticamente significativa para cada venue ou negócio. Apesar de 20 milhões de utilizadores a nível mundial poder parecer-nos um número incipiente, o certo é que é um sucesso, a julgar pela menor difusão conseguida por outras redes equivalentes, que tentaram copiar o modelo de funcionamento do Foursquare, como Gowalla, Google Places ou o Facebook Places. Para conseguir uma difusão rápida da sua inovação, os criadores do Foursquare apoiaram-se nas redes sociais generalistas, construindo aplicações para o Facebook e para o Twitter, para poderem retransmitir a cada uma delas cada check-in realizado no Foursquare. Assim, embora não tenhamos ouvido falar desta rede nos meios habituais, seguramente que já tomámos conhecimento através de mensagens de amigos e seguidores que integraram o Foursquare com a sua conta do Facebook ou do Twitter, que com este mecanismo, nos vão dando nota que acabam de chegar a um estabelecimento ou local.

Como Funciona o Foursquare A chave de sucesso do Foursquare reside na facilidade em efetuar um check-in, assim como a utilidade da informação prestada por outros utilizadores, que pode ser explorada antes de “arriscarmos” entrar em determinado estabelecimento. E todo isso gerido com uma simplicidade desde o reduzido ecrã de um smarthphone. O principal uso desta rede consiste em tirarmos partido da informação social e de geoposicionamento que outros tenham introduzido anteriormente. Para isso, o Foursquare parte da informação de latitude e longitude que obtém do smartphone e permite ao utilizador eleger um raio de busca em redor da dita posição.

Figura 2. Elegendo uma categoria (comida,café,etc.) e um raio de pesquisa e um grupo de recomendações

Adicionalemente podemos escolher entre visualizar todas as recomendações, somente as do grupo de amigos no Foursquare que confiamos e inclusivamente as nossas notas introduzidas em interações anteriores. Os tips, associados em conjunto com os check-in´s, construíram na nossa mente uma opinião apriorística antes de aceder a um estabelecimento. O segundo uso habitual do Foursquare é o registo ou check-in. Produz-se no momento em que chegamos a um lugar que acreditamos ser de interesse para outras pessoas. Os comentários que acompanham o check-in podem ter uma longitude máxima de 140 carateres. Esta limitação é simples: o Foursquare nasceu antes da difusão massiva dos smarthphones, pelo que se apoia na tecnologia SMS para atingir os seus objetivos. Nos Estados Unidos, onde este serviço se fornece gratuitamente pela maioria das operadoras de telecomunicações, ainda é possível efetuar um check-in através de SMS. Os criadores do Foursquare tiveram também outra inspiração genial: recompensar os seus utilizadores com prémios intangíveis, mas suscetíveis de serem publicados no circulo de seguidores e amigos da sua rede preferida: Os points ou pontos, acumulados e que permitem uma comparação e competição com outros consumidores que frequentam os mesmos locais ou estabelecimentos. (Continua na página seguinte)


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newsletter N.º 30 | Junho 2012 Redes sociais

O Foursquare e o Marketing de proximidade (Continuação da página anterior)

Os badges ou insígnias digitais que qualificam de uma forma muito simples o esforço de difusão de informação realizada pelos utilizadores mais ativos. O título de mayor de um estabelecimento, que singularizava o seu titular como o mais fiel frequentador desse local. A ideia de utilizar recompensas emocionais intangíveis funciona há décadas no setor dos videojogos, onde o jogador compete em primeiro lugar consigo próprio, na base da pontuação máxima atingida, e agora compete contra outros jogadores online, parte dos quais são amigos e pessoas conhecidas da família ou no âmbito laboral ou estudantil em que se move. Ao existir um espaço público donde resulte a possibilidade de conhecer de uma forma objetiva o nível do jogo (score) dos nossos amigos, desenvolve-se um sentimento de competição, resultando na difusão do jogo e na aderência ou fidelidade do jogador com o próprio jogo.

O Foursquare inspira-se nos mecanismos emocionais dos videojogos e reparte pontos que desenvolvem a competitividade entre os participantes da rede que frequentam os mesmos locais. Os utilizadores recorrentes e persistentes em efetuarem check-in´s, arrecadarão um grande número de pontos que lhes garantirá num determinado momento o titulo de mayor de alguns dos locais frequentados. O Foursquare calcula o número de check-in´s num intervalo de tempo que incide sobre os últimos 60 dias, de modo a que “as velhas glórias” percam em poucas semanas o seu estatuto se deixarem de frequentar o estabelecimento, fazendo com que possibilita a adesão de novos concorrentes. Para evitar a fraude, a aplicação móvel retransmite a posição do ponto exato de onde o check-in é efetuado. Em abono da verdade, há que reconhecer que o Foursquare é um pouco “laxista” no que concerne ao geoposicionamento e frequentemente encontramos posições georreferenciadas a dezenas de metros de onde verdadeiramente estão.

Outra medida que confere fiabilidade ao sistema relaciona-se com a obrigatoriedade de colocar uma foto no perfil do Foursquare se quiser atingir a posição de mayor. Assim, quando o novo mayor se apresenta perante o dono do estabelecimento para aceder à sua recompensa tangível (desconto, promoção extra gratuita, etc.), este tem uma oportunidade de comparar se corresponde com a do perfil do Foursquare. Os badges são ícones gráficos que se assemelham a medalhas ou insígnias. Atuam como recompensa emocional imediata e de caráter social. Distinguem de um modo muito visual os utilizadores que frequentam uma determinada categoria de estabelecimento ou realizam uma determinada atividade pública. Os criadores do Foursquare foram mais adiante ,permitindo às empresas a criação dos seus próprios badges para premiarem os clientes frequentes ou visitantes de um evento ou promoção. Tudo isto integra um sistema de fidelização que liga o Foursquare com as empresas suas clientes.

Autores Álvaro Gómez Vieites é Doutorado em Economia pela UNED (Prémio de Mérito no Doutoramento), Licenciado em Administração e Direcção de Empresas pela UNED, Engenheiro de Telecomunicações pela Universidade de Vigo (Prémio extraordinário de fim de curso) e Engenheiro de Informática de Gestão pela UNED. A sua formação foi complementada com os programas de Pós-graduação Executive MBA e Curso em Business Administration da Escuela de Negócios Caixanova. Atualmente é professor e colaborador desta entidade e de outras Escolas de Negócios, actividade que exerce paralelamente a projetos de consultoria e trabalhos de investigação na área dos sistemas de informação, segurança informática, e-adminsitração e comércio eletrónico. e-mail: agomezvieites@gmail.com LinkedIn: http://es.linkedin.com/in/alvarogomezvieites/es Facebook:http://www.facebook.com/alvaro.gomez.vieites Twitter: @agomezvieites

Carlos Otero Barros é Licenciado em Ciências Físicas pela Universidade Autónoma de Madrid, Executive Master in Business Adminsitration (MBA) pela Escuela de Negocios Caixanova. Atualmente, está à frente da Colímera Consultores SL, onde desenvolve uma intensa atividade na área da consultoria estratégica e tecnológica quer para empresas privadas quer para a Administração Pública. Anteriormente, foi Business Development Manager na Sun Microsystems Ibérica SA e diretor da empresa de software Fractal Info Ingenieros SL.

e-mail: carlos.otero@colimera.com LinkedIn: http://es.linkedin.com/in/carlosoterobarros Facebook: http://www.facebook.com/carlos.otero.barros Twitter: @kenkeirades

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newsletter N.º 30 | Junho 2012 notícias/artigos

agenda de eventos

Junho 2012

European Satellite Navigation Competition 2012 – Espaço para a sua ideia de negócio

A European Satellite Navigation Competition (ESNC) é um concurso a nível internacional que valoriza a capacidade de inovar, especialmente quando relacionada com novas ideias de negócio que envolvam navegação por satélite e que usem esta tecnologia de forma inovadora. O Parceiro português é a Universidade do Porto. Neste concurso, a Universidade do Porto será o parceiro regional, através do apoio da UPIN e da UPTEC. O vencedor regional de Portugal receberá, a título de apoio, um prémio no valor de 16.000J, que engloba um programa de incubação, acesso a especialistas, oportunidade de apresentar a ideia junto de potenciais investidores, etc. As candidaturas estarão abertas até ao dia 30 de junho.

Inovando na Zona obscura Harry west Às vezes, quando estou a rever o trabalho dos nossos grupos de inovação, apercebo-me da dificuldade destes grupos na tentativa de inovar, e, como resultado, perdemos por completo o objetivo. Se a inovação é a criação de valor, estes grupos têm-se focado muito na parte “novidade” e não o suficiente no “valor” da peça em si mesma. A melhor maneira de inovar é tentar não ser inovador – esquecer as tendências e os “olhares” da moda – mas, para um comum mortal, deverá escutar, pensar arduamente, ouvir duro, pensando muito, antecipando e arregaçando as mangas para meter mãos à obra. Os grandes inovadores concentram-se na resolução de problemas importantes e em encontrar maneiras simples de melhorar a vida das pessoas. Ler mais

Veja aqui como participar

MINHO EMPREENDE – Competitividade e Empreendedorismo em Baixa Densidade

Os Quatro piores assassinos da Inovação Scott Anthony

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CPSI 2012 | International Conference on Creativity & Innovation Atlanta EUA

20

World Innovation Forum Cidade de Nova Iorque EUA

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Organization, institution and innovation in the ICT setor : Where do we stand? Paris, França

Junho 2012

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Innovation and Entrepreneurship in Knowledge Industries Valencia, Espanha

Foi apresentado no passado dia 3 de maio a Rede de Empreendedorismo Minho Empreende, nomeadamente os objetivos a atingir e as atividades a desenvolver no Minho de Baixa Densidade.

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O principal objetivo do Projeto passa por promover e incentivar a qualificação da capacidade empreendedora deste território e de dar reposta aos desafios existentes na região no que respeita à Inovação, Competitividade e Sustentabilidade dos territórios de cariz rural do Minho, lançando mecanismos e instrumentos de apoio ao empreendedorismo. O Projeto iniciou em novembro/dezembro de 2011 e prevê finalizar em outubro de 2014.

Existirá algum líder de uma companhia que não realce as virtudes da inovação nos dias de hoje? Pese embora a inovação seja demasiado importante, porque será que um sem número de companhias têm problemas com a inovação? A resposta imediata será se não estaremos perante um problema de capital humano – é isso, a maior parte das pessoas, não possuem as capacidades necessárias para inovarem com sucesso. Eu rejeito este ponto de vista. Estudos científicos demonstram que a maior parte das pessoas podem “ganhar” as competências necessárias para se tornarem inovadores competentes, com a devida prática.

Conheça o projeto

Ler mais

4th Annual National Conference for Principals and Child Care Directors: What Really Works? Impact and Innovation for Young Learners Baltimore EUA

Nota: Se pretender divulgar um evento relacionado com Inovação e empreendedorismo Contacte


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newsletter N.º 30 | Junho 2012 Financiar a inovação Não raras vezes associa-se o conceito de Inovação à criação de novos produtos e/ou serviços. Porém, em termos de imagem também se pode ser inovador. A aposta na criação de imagens realistas, incluindo o desenvolvimento de elementos gráficos, permite ao cliente e consumidor ter uma visão que transmite uma imagem muito semelhante à do produto final. Tendo em conta que o design funciona como que um estímulo emocional que permite ao consumidor criar opiniões sobre um determinado produto ou serviço e tomar decisões de compra perante um mercado tão competitivo, o contributo da Inovação da expressão gráfica pode assumir um papel preponderante. Assim, e numa

Inovação – Criação de Imagens nalizado, que vá de encontro às expetativas dos clientes. Face ao clima de austeridade que se vive não apenas em Portugal, como também numa boa parte da Europa, o consumidor paulatinamente foi mudando e moldando o seu estilo de vida, em que a cautela, informação, preço e proposta de valor oferecido, no momento da compra é tido em conta. Por estas, e outras razões, o trabalho em conjunto com o cliente na promoção da Inovação, assume um papel cada vez mais importante, com a vantagem da Inovação da imagem ser, à partida, menos dispendiosa e mais rápida que a Inovação de um novo produto. base de partilha de opiniões e sugestões com o cliente, é possível estabelecer um processo

de desenvolvimento do produto mais próximo do cliente, originando um design perso-

Luís Archer – Consultor luismariaarcher@iol.pt

Ficha técnica:

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Coordenador: Jorge Oliveira Teixeira Colaboraram neste número: Álvaro Gomez Vieites, Carlos Barros, Helena Santos Rodrigues, Jaime Quesado, Luís Archer e Michael J. Lippitz Aconselhamento técnico: Praven Gupta, IIT, Center for Innovation Science Tradução: Sofia Guedes Paginação: José Barbosa Contacto: jorgeteixeira@vidaeconomica.pt

Inovação n.º 30  

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