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newsletter N.º 12 | Março/abril 2012

www.vidaeconomica.pt

Actualidade

Índice

Porto recebe primeira loja especializada na fileira da oliveira A Oliva & Co abriu este mês no Porto e é a primeira loja nacional especializada na fileira da oliveira. Neste novo espaço, podem adquirir-se e degustar-se vários produtos, quer da marca Oliva & Co, quer de outros produtores. Obrigatório mesmo é serem nacionais. Várias gamas de azeite virgem extra, cosméticos à base de azeite, conservas de peixe, vegetais, queijos e enchidos em azeite, doçaria variada, chá de oliveira, azeitonas, pastas e patês de azeitonas são alguns dos produtos disponíveis neste espaço situado numa perpendicular à Rua do Rosário. “Em plena loja pode tomar-se um chá e comer-se um pudim azeitado. A literatura, o artesanato e os demais utensílios deste tema também farão parte do quadro que compõe a Oliva & Co”, como se pode ler no comunicado de imprensa. Segundo a mentora do projeto, Helena Ferreira, esta “não é uma loja gourmet. Pretende ser uma loja democrática que abrange diferentes públicos, com preços diversos, mas em que a qualidade é sempre garantida. Esta primeira loja é um laboratório de experiências para otimização dos produtos da fileira da

Atualidade.................................. 1 Opinião....................................... 2 Editorial....................................... 2 Opinião....................................... 3 Opinião....................................... 4 Gestão......................................... 5 Artigo........................................... 6 Breves.......................................... 7 Caso em destaque................... 9 Caso em destaque

oliveira para testar a reação e aceitação do público”. Neste novo espaço com uma decoração dedicada à oliveira, também se vão realizar debates, provas e degustação de azeite, workshops e cursos de azeite.

Proprietários da Quinta da Magantinha foram atrás do sonho de produzir produtos hortícolas

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Felicidade nas Organizações PEssOAs FElIZEs GERAm mElhOREs REsultAdOs

AEP

O desafio deste Evento: - Inspira-lo a descobrir todo o seu Potencial - Encontrar em si as respostas para a Sustentabilidade Social - Descobrir os princípios duma Liderança Inspiradora - Reforçar atitude positiva nas Organizações - Promover o Empreendedorismo e Auto-Liderança

Apoio:

3ª Edição Este evento reverte a favor da:

27 dE mARÇO

17:50h

ORGANIZAÇÃO:

10J A Inscrição neste Evento reverte na totalidade a favor da ACREDITAR

INsCRIÇÕEs:

http://eventos.aeportugal.pt/

formacao@aeportugal.com tel: 229981753 NIB: 0033 0000 0011 7854 0310 5

PROGRAmA

17h50 - Abertura – AEP 18h10 - Felicidade nas Organizações –1.ª parte Sérgio Almeida – Orador Motivacional 18h50 - Testemunho “Felicidade na Economia” Dr. João Luís de Sousa – Director Vida Económica 19h10 - Testemunho Acreditar – “Atitude Positiva” 19h30 - Felicidade nas Organizações – 2.ª parte 17h30 - Encerramento


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newsletter N.º 12 | março/abril 2012 Opinião

Pensar, criar, inovar e empreender Vou iniciar este artigo com uma verdade inconqual deverá ter como principais objectivos: testável que todos nós conhecemos e ninguém • Testar conceito de negócio; nos deixa esquecer, não porque considere essa • Orientar as operações; verdade um “destino” ou mesmo um “fado”, mas • Atrair recursos financeiros; sim porque considero que deve ser aproveitado • Transmitir credibilidade; mais do que isso, como o “rastilho”, o combustí• Desenvolver a equipa de gestão. vel, o ponto de partida para a acção. A Formação O cenário em Portugal não é o mais animador e 2012 está a ser e vai ser certamente um ano A criação de valor na sociedade actual resulta particularmente difícil, todos os indicadores disMarco Lamas sem dúvida da inovação, da consequente proponíveis nos mostram isso mesmo: Managing Partner dutividade, dimensões estas que resultam da • Taxa de desemprego a aumentar; da IncubIT aplicação pragmática do conhecimento, isto é, • Medidas de contenção orçamental e austeridade; do desenvolvimento de competências. O grau de • Redução do consumo dos particulares e redueficácia e eficiência das organizações em potenciar o “seu” ção do investimento das empresas. capital humano e em desenvolver competências ditará o seu A comunicação social transmite-nos constantemente notísucesso ou insucesso. Deve assim haver uma aposta contícias que reforçam esta mesma ideia, através dos jornais, da nua em apreender mais e melhor, numa clara atualização de televisão, rádio e internet. Nos cafés, na rua, nos meios de conhecimento e desenvolvimento de competências tanto téctransporte, as palavras que mais ouvimos são: austeridade, nicas como comportamentais. crise, “troika. Nós precisamos, no entanto, de ouvir: “Pensa, cria, inova. Eu, tu, nós, podemos!! Vamos todos contribuir para A dinamização comercial alterar o cenário actual”. O que podemos nós fazer? Não podemos ficar de braços cruEste é um dos factores que levam ao insucesso de muitas emzados, à espera que a situação melhore; temos irremediavelpresas. A ideia pode ser excelente e a oportunidade existe, mente de ser, apesar de todas as dificuldades e obstáculos, os os produtos ou serviços são fantásticos, no entanto, sem uma agentes da mudança, temos que empreender! rede comercial eficaz e eficiente, isso não é suficiente, pois Cada um de nós pode construir o seu futuro e assim também vivemos numa era de grande competitividade e de muita ofero futuro de Portugal. Se não o fizermos, se não desenharmos ta. A dinamização comercial é crucial, se não existem essas o nosso plano de vida, o que nos pode acontecer é cair no competências internamente, devem ser procurados parceiros plano de outra pessoa e aí não podemos certamente esperar que desenvolvam essa vertente. o melhor, como diz Jim Rohn (empreendedor, autor e orador motivacional): O Networking “If you don’t design your own life plan, chances are you’ll fall into someone else’s plan. And guess what they have planned Esta é uma palavra cada vez mais ouvida, começa a ser confor you? Not much.” sensual a importância e relevância atribuída ao Networking. É crucial por isso promover a criação de empresas em PortuNão se trata de colecionar números de telefone, endereços gal. Felizmente têm sido lançadas cada vez mais iniciativas em de correio eletrónico ou “amigos” nas redes sociais, mas sim contexto empresarial e também universitário; não podemos, no utilizando essas várias ferramentas de construir relações que entanto, nos esquecer de que em Portugal uma grande perpermitam aos empreendedores integrar redes de partilha de centagem de empresas encerra logo no 1º ano de actividade e conhecimento, potenciar parcerias e negócios bem como exapenas um número muito reduzido chega ao 5º ano de existênplorar novas oportunidades. cia. Para que seja possível alterarmos esta relação devemos criar condições, não apenas com o objectivo de criar empreO Mentoring sas, mas também de garantir a sua sustentabilidade. Saliento aqui cinco eixos fundamentais e críticos para o sucesso e Nunca somos detentores da verdade absoluta, principalmensustentabilidade dos projetos empresariais e empresas: Planificate no início de um novo desafio, no lançamento de um novo ção, Formação; Dinamização comercial; Networking e Mentoring. projeto ou criação de empresa. Quem inicia o seu percurso empreendedor não tem experiência, não conhece o mercado Planificação: e, em alguns casos, não tem conhecimentos de gestão. O que fazer? Pedir ajuda, sugestões ou conselhos, procurar quem A definição clara de uma estratégia é fundamental. Deve existir tenha um percurso académico também, mas principalmente um planeamento cuidado; a planificação constitui-se, então, empresarial, acumulado de experiências positivas e porque numa ferramenta de apoio à gestão, visando o desenvolvinão, também negativas. Alguém que seja capaz de orientar mento futuro da organização da empresa, especificando as e ajudar a tomar decisões, não apenas nos maus momentos, grandes orientações que lhe permitirão, de forma sustentada, mas em todos. construir, modificar, melhorar ou fortalecer a sua posição face Para terminar, não nos podemos esquecer que a criatividade à concorrência. e inovação devem estar na base de qualquer projecto, temos O processo de planificação (estratégico) divide-se em três de nos diferenciar, não podemos simplesmente fazer mais do grandes fases – a análise, a formulação, a implementação. Da mesmo e devemos ainda apostar em algo que realmente goseficácia e eficiência com que esta última for elaborada, na pastemos de fazer, pois a paixão move montanhas. sagem da teoria à prática, dependerá o sucesso. Bom trabalho! Empreendam! E divirtam-se! Deste processo resultará o Plano de Negócios da empresa, o

Editorial

Os jovens, o emprego e as TIC “Os jovens precisam de ter em conta os aspetos profissionais do novo mundo digital”, afirmou Antonio Tajani, vice-presidente da Comissão Europeia, mostrando-se preocupado com a falta de competências em Tecnologias da Informação e Comunicação. Para colmatar este problema de 26 a 30 de março a Direção Geral das Empresas e da Indústria, da Comissão Europeia, e coordenado pela Digitaleurope e pela European Schoolnet, vai realizar-se a Semana Europeia eSkills Week2012. Esta iniciativa tem como objetivo apoiar a Europa e, mais concretamente, os jovens europeus a agarrar as oportunidades de emprego geradas pelas tecnologias digitais (http://eskills-week.ec.europa.eu). Portugal junta-se à Semana Europeia eSkills Week2012 promovendo várias iniciativas que se poderão prolongar até maio sobre a temática. Ora como é do conhecimento geral a tecnologia interfere cada vez mais no nosso dia a dia e isto aplica-se também aos nossos jovens. Uma vez que são especialistas sobre videojogos e sobre as redes sociais, é importante (senão urgente), no entanto, direcionar este conhecimento para o emprego, Numa altura em que o desemprego atinge níveis históricos, exige-se a todos que se reinventem, que sejam empreendedores e criativos, mas mais do que isso é importante usar todas as armas que possuímos para nos distinguirmos dos nossos pares, para mostramos valor num mercado cada vez mais competitivo e com menos oportunidades. Recorde-se que os jovens portugueses são os que mais usam as TIC. Relembrese que um estudo divulgado o ano passado, chegou a esta conclusão após a divulgação dos relatórios do Instituto Nacional de Estatística  e da Agência para a Sociedade e Conhecimentos segundo os quais, entre os jovens dos dez aos 15 anos, 91 por cento utilizam internet. Mas como podemos potenciar este conhecimento na procura de emprego? Como podem os jovens aplicar este conhecimento nas empresas onde trabalham? Até porque, como noticiou o Destak na edição de 21 de março, 90% dos empregos vão exigir competências em tecnologias em 2015. Conclusão torna-se portanto urgente potenciar este conhecimento em tecnologia, utilizá-lo da melhor forma e em proveito próprio e das nossas empresas. Aproveitámos ainda para convidá-lo para mais um debate do Empreender à 5ª que decorrerá a 12 de abril sobre o tema “Empreendedorismo e a Gestão dos Recursos Humanos”. Mais uma vez iremos focar a importância das pessoas para o sucesso das empresas. Patricia Flores patriciaflores@vidaeconomica.pt


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newsletter N.º 12 | março/abril 2012 Opinião

Qualidade e inovação: as ferramentas da produtividade Temos assistido nos últimos anos, a um aumento considerável de organizações que certificaram o seu sistema de gestão da Qualidade e mais recentemente também o seu sistema de gestão da Inovação. Diz-nos o bom senso que a primeira coisa que deve ser feita, é: Planear – definir os objetivos a melhor estratégia e o plano certo para os alcançar, tendo sempre em linha de conta que devemos prevenir os riscos associados de modo a que o Planeamento seja o máximo possível à prova de falha. Em seguida, devemos Executar com excelência as atividades ou tarefas definidas e Controlar com rigor os respetivos resultados. Este um momento também muito importante, pois sempre que controlamos vem aquele grito que todos conhecemos: AI… Se os resultados foram alcançados, gritamos por que poderiam ser ainda melhores, senão, além da frustração, o choro de quem não atingiu os objetivos ou quem falhou…. Eis resumidamente o modo de proceder para melhorar continuamente o desempenho de uma qualquer organização ou pessoa. Este AI exige muita força para vencer a adversidade, para Agir e Inovar… A integração destes dois referenciais normativos permite-nos lançar um novo Ciclo de Melhoria Continua: o PDC AI. Muitos estudos feitos por esse mundo fora demonstram que apenas um número reduzido de organizações e de pessoas aplicam na prática o PDCA e muito menos o novo PD CAI… mas os mesmos estudos também revelam que a sua aplicação produz resultados extraordinários… Não podem portanto restar quaisquer dúvidas que a Qualidade e a Inovação são essenciais para o

Rui Verdasca Consultor www.vergoconsultores.com

progresso de organização, pessoa ou nação. Mas o mais importante não é a Produtividade? Lamentavelmente, embora tenha crescido o número de empresas certificadas, o aumento da Produtividade não é muito percetível… Se perguntarmos a um gestor de recursos humanos qual é o seu maior objetivo, a resposta aplicando o conceito de valor:

(+) Trabalho Valor RH = ----------------(-) Custos Em Gestão pelo Valor, o conceito de “custo”, aplica-se a qualquer unidade de medição: euros, metros, horas, etc., pelo que de facto o que se pretende de um colaborador é que ele produza o mais possível, consumindo cada vez menos recursos, ou “custos”… Para clarificação, entendo por “trabalho”: toda a atividade ou tarefa que realizamos com qualidade e que é compensada pelo cliente… Planear - Fazer - Controlar - Agir - Inovar

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Ao longo dos últimos anos, e numa amostra de cerca de 60 empresas

da indústria, constatámos que em média, por cada 100 horas de trabalho, apenas são efetivamente aproveitadas cerca de 30 horas! Clarificando, apenas cerca de 30% da capacidade produtiva instalada é efetivamente aproveitada. Quando tentamos perceber as causas deste desperdício, a que mais se destaca é sem qualquer dúvida a questão da falta ou deficiência de Planeamento, o que, desde logo, impede de efetuar um Controlo rigoroso e efetivo e para permitir Agir e Inovar de modo a melhorar o desempenho. Aprofundando ainda mais as causas, constatamos também que não mais 30% das empresas certificadas utilizam as Ferramentas da Qualidade e muito menos Ferramentas de Criatividade e Inovação, como a Análise do Valor, a AMFE / FMEA, entre muitas outras… Constatámos também que na maioria dos casos, são tomadas decisões para aumentar a capacidade instalada (mais máquinas, linhas de produção, postos de trabalho, etc.), em vez de decisões

que visam o aumento do aproveitamento da capacidade existente, a que eu gosto mesmo muito de chamar: produtividade. O que é que acontece quando se reúne uma equipa pluridisciplinar, a ensinamos e estimulamos para INOVAR? Os resultados são de facto fantásticos. O pior caso até à data, através da utilização da Análise de Valor conjugada com a AMFE, foi um aumento de produtividade de 11%. O que foi um sucesso enorme, pois foi conseguido apenas com os custos relativos ao tempo despendido pela equipa de trabalho, permitiu reduzir os preços e os prazos, e logo aumentar a competitividade e a rentabilidade, aumentar os salários, recrutar colaboradores e acima de tudo evitou um investimento de cerca de meio milhão de euros. Uma das chaves do sucesso é sem dúvida a Inovação Organizacional e o PDC AI.

(+) Qualidade e Inovação Produtividade = -------------------------------------------------------(-) Custos


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newsletter N.º 12 | março/abril 2012 gestão

Os perigos do ego na liderança O ego pode ser um grande amigo no ato da liderança criativa porque nos dá confiança, autoestima e ajuda a lidar com as criticas que sempre esperam os pioneiros e aqueles que remam contra a maré, mas pode também ser um grande obstáculo quando nos leva a olhar apenas para o umbigo.

Conheço pessoas que andam na rua como se fizessem um favor ao ato de andar. É perigoso julgarmo-nos maiores do que a nossa tarefa –explicava o senhor Valéry. Gonçalo M. Tavares in ‘O Senhor Valéry’

Querer ganhar sempre, querer ficar sempre bem na “fotografia”, querer ter sempre a última palavra, vai retirar-lhe criatividade e impacto na comunicação porque vai estar mais preocupado em ter razão do que em ser espontâneo. Quando nos levamos demasiado a sério, temos a tendência para querer dizer e fazer as coisas “certas” e estas não são necessariamente as mais criativas ou as mais adequadas para motivar e mobilizar as emoções das equipas. Ao longo da minha carreira como formador, tenho reparado que os grupos me aceitam melhor, e obtenho melhores resultados, quando tenho uma atitude rigorosa, mas humilde. Isto é, quando estou disposto a ouvir os outros, a valorizá-los e a adaptar as minhas propostas de acordo com as suas necessidades. Concluo que, quando uso o humor e não estou demasiado preocupado com a minha imagem ou com aquilo que possam pensar sobre mim, é curiosamente quando tenho ideias mais originais e sinto mais sintonia com as pessoas. O ideal é não querer parecer, simplesmente ser. É que, por muito que tentemos, nunca vamos conseguir controlar totalmente a perceção que os outros têm de nós e às vezes o melhor caminho para que nos recusem é querer agradar a todo o custo, engrandecer o ego, vender qualidades, contar feitos, ofuscar com o brilho pessoal. O ego pode ser um grande amigo no ato da liderança criativa porque nos dá confiança, autoestima e ajuda a lidar com as criticas que sempre esperam os pioneiros e aqueles que remam contra a maré, mas pode também ser um grande obstáculo quando nos leva a olhar apenas para o umbigo. Recordo-me do programa de humor dos Gato Fedorento nas últimas eleições legislativas que consistia em fazer entrevistas sobre um assunto sério a gente séria de forma brincalhona. Um enorme sucesso de audiência. Porquê? Talvez porque queríamos ver se os nossos políticos teriam a humildade e a inteligência de se rir de si próprios, e entrar na lógica espontânea e clownesca do Ricardo Araújo Pereira, ou se iam continuar a levarse demasiado a sério. O facto de alguns políticos surpreenderem pela positiva, mudando a imagem “cinzentona” que tinham noutros contextos, ao entrar no jogo do humor à custa do próprio, não lhes retirou qualquer legitimidade ou profissionalismo. Baseando-se em cinco anos de pesquisa exaustiva,

Vítor Briga Formador de Criatividade e Comunicação www.vitorbriga.eu

David Marcum e Steaven Smith estudaram a forma como a má gestão do ego pode ser um grande obstáculo ao sucesso e os cuidados que devemos ter. O seu livro tem um título sugestivo: “Egonomics – O que torna o ego o nosso maior ativo (ou o nosso mais elevado passivo)”. Concluíram que podemos numa simples reunião ou conversa observar indícios claros das atitudes que manifestam um ego que se está a tornar um obstáculo: - Ser comparativo – Disse William Saroyan que ‘Todo o homem no mundo é melhor do que alguém, e não tão bom como alguém’. Estar constantemente a comparar-se com os outros é uma terrível armadilha da competição, pois está a perder tempo a querer ser tão bom ou melhor do que alguém que deixa de estar focado em expandir o seu potencial único, o seu próprio caminho. A comparação não dever ser com o outro, mas sim com aquilo que já fez e que quer ainda vir a atingir. - Ser defensivo - Este é um dos indícios mais observado em más reuniões: ver alguém que está mais preocupado em defender-se a si próprio do que em defender as suas ideias. Quando defendemos os nossos argumentos como se fosse a nossa identidade, estamos tão preocupados em querer ficar bem vistos e em não admitir um eventual erro ou a necessidade de mudar algo, que o centro passa ser apenas a nossa necessidade de autoafirmação e não gerar soluções criativas para a resolução do problema de todos. Lembre-se de que não é de si que eles não gostam, é das suas ideias. –Exibir brilhantismo – O que é paradoxal neste indício é que, como dizem Marcum & Smith: ‘Quanto mais queremos e esperamos que as pessoas reconheçam, apreciem, ou fiquem espanta-

das perante a nossa esperteza, menos elas ouvirão, mesmo que tenhamos as melhores ideias’. Assim há que distinguir a atitude de exibir – que nos coloca numa posição de superioridade e nos afasta do outro, da atitude de partilhar – que nos conecta com os outros e nos coloca em sintonia. Os bons líderes sabem que precisam dos outros para terem e aplicarem as melhores ideias. - Buscar aceitação – Este indício pode não decorrer de um ego excessivo, mas antes de um ego insuficiente. Pode manifestar uma baixa autoestima, que procura constantemente ser valorizada pelos outros. O maior obstáculo à liderança aqui centra-se na tendência para se ser mais simpático e menos eficaz, uma obsessão para agradar que impede de contribuir criativa e positivamente. O que é irónico é que quanto menos estivermos preocupados em sermos aceites pelos outros, mais aceitação e confiança verdadeira vamos obter. Cuidado que uma das estratégias mais vulgares para tentar recuperar o valor é tentar diminuir o valor dos outros. Toda a gente perde. Quais são, então, as melhores atitudes para manter o ego como um aliado? Segundo Marcum & Smith: a humildade, a curiosidade e a verdade. ‘A verdadeira humildade é autoestima inteligente que nos impede de termos uma ideia excessivamente boa ou má a respeito de nós próprios. Lembra-nos quão longe chegámos e, ao mesmo tempo, ajuda-nos a ver quão longe estamos daquilo que podemos ser’, lembram os autores. Quando sentir estes indícios de que se está a levar demasiado a sério, e por isso não lhe surgem boas ideias nem consegue mobilizar o melhor das pessoas, relativize (se) para ganhar perspetiva. Brinque, ria-se das suas situações embaraçosas, ouça (mesmo) os outros, peça ajuda… enfim, compreenda que enquanto está a carregar esse peso sozinho, está um mundo de múltiplas possibilidades a passar-lhe ao lado. É que, como escreveu Alain de Botton, ‘Não existe nada mais nobre, ou mais profundamente humano, do que a perceção de que somos, de facto, e no essencial, fundamentalmente iguais a toda a gente’.


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Conselhos para um CEO

Luís Augusto Lobão Mendes Professor da Fundação Dom Cabral

tender como os líderes de “private equity” trabalham. Não pretendo esgotar o tema, mas levá-los refletir sobre como estes novos entrantes no mercado pesam e agem, pois mesmo a sua empresa não tendo como sócio um “private equity” estará a competir com uma que está sendo orientada por um. Resumindo, algumas das lições soarão familiares e algumas até parecerão óbvias. No entanto, do nosso ponto de vista, elas não estão sendo aplicadas de forma consistentes. Como dissemos acima, a sua principal tarefa como CEO é tornar sua empresa mais valiosa. Um líder compromete-se a criar oportunidades e recompensas para as pessoas que ajudam a fazer a empresa

bem sucedida. É importante você reavaliar regularmente qual é o potencial máximo de seu negócio e fazer a organização concentrar-se nas poucas iniciativas que realmente são cruciais para atingir este potencial máximo. Você tem que estar disposto a desafiar as pessoas em sua organização, com o dever de concentrar-se nos resultados de forma obsessiva, severa e entusiasmada. Definir o potencial máximo de uma empresa significa perguntar e responder realisticamente à pergunta: “Qual é o ponto mais alto?”. Lembre-se, nenhuma empresa pode ser bem sucedida se divide seus recursos entre muitas iniciativas. Identificar e implementar com sucesso as oportunidades de in-

vestimentos do seu negócio é o único modo de manter-se à frente – este investimentos devem estar alinhados com o princípio fundamental de agregar valor ao cliente, oferecendo-lhe produtos e serviços atraentes e inovadores. As iniciativas devem ser suficientemente ambiciosas para nos diferenciar da concorrência, mas também realistas e alcançáveis. Lembre-se, só é possível alcançar um desempenho superior através das pessoas e da liderança tecnológica. Conhecimento, comprometimento e tecnologia são as melhores vantagens competitivas sustentáveis. Obtenha, mantenha e motive as pessoas orientadas para resultados. Compartilhe o capital social com pessoas-chave e recompense a ousadia e o sucesso. PUB

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Um dos fatores determinantes para a sustentabilidade de uma empresa é a sua capacidade de promover crescimento com performance. Quando falamos em gestão, estamos a referir-nos sempre a como atingir resultados superiores, de modo consistente, por um longo período. Como CEO, o seu principal papel é tornar a sua empresa mais valiosa. Recentemente, fui convidado para fazer “coaching” de um presidente cuja a empresa estava a receber o “apport” de capital de uma “private equity”. Ele queria saber como mudar a sua gestão face aos novos desafios e requisitos deste setor. O “privite equity” tem dominado as manchetes do mundo dos negócios. Este setor, que já foi relativamente discreto, até mesmo exótico, vem ampliando a sua participação, principalmente no Brasil. Em 2001, os investimentos somaram pouco mais de 300 milhões de dólares. Em 2008, o total atingiu 3,6 mil milões de dólares. Há um verdadeiro fluxo de dinheiro à espera para ser investido lucrativamente. Se você ainda não parou para pensar neste movimento, talvez devesse começar a preocupar-se em en-

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newsletter N.º 12 | março/abril 2012 Breves

Universidade do Minho promove I&D em nanotecnologia para indústria

A Universidade do Minho, através do TECMinho, levará a cabo, no decorrer do presente ano, um ciclo de workshops Fibrenamics nas áreas de medicina, desporto, transportes, proteção pessoal, arquitetura e construção civil. Este ciclo de workshops, enquadrado nas atividades no projeto “O Novo Mundo dos Materiais à Base de Fibras”, contará com intervenções de reputados especialistas em cada uma das áreas, tendo como ponto de partida a partilha de ideias entre as comunidades científica, empresarial e escolar. Esta iniciativa pretende mostrar o enorme potencial dos materiais à base de fibras, destinando-se a empresas, instituições dos ensinos superior e secundário, centros de investigação, centros tecnológicos, associações empresariais e demais entidades com interesse nesta temática. Depois do evento dedicado à Medicina, seguemse Desporto (11 de abril), Transportes (16 maio), Construção Civil (20 junho), Arquitetura (26 de setembro) e Proteção pessoal (24 outubro). No caso da arquitetura, a utilização de materiais fibrosos deve-se, principalmente, às suas boas características tais como fácil manuseamento, leveza e conformabilidade. As suas aplicações incluem telas ou membranas arquitetónicas e estruturas pneumáticas, utilizadas na construção de edifícios leves. Já na construção civil, os materiais fibrosos possuem aplicações que podem ir desde o reforço do betão à estabilização de solos, assim como em isolamentos térmico e acústico. Entre as fibras mais utilizadas na construção civil destacam-se as de vidro, carbono, aramida, basalto e as naturais. Uma das maiores vantagens da sua aplicação em edifícios é a enorme redução do peso, em comparação com os materiais convencionais. Os materiais fibrosos são ainda aplicados nos diversos sistemas de transporte, de modo a promoverem maior conforto (isolamento e revestimento de interior de automóveis, aviões, comboios), maior segurança (airbags, cintos, pneus, reforço de pneus, etc.), redução de peso e, consequente, redução de CO2.

Papergift & Pro-Digit@l promove criatividade e empreendedorismo Nos próximos dias 29 de março e 1 de abril, a FIL acolhe a Papergift & ProDigit@l. Com mais de 100 expositores dos sectores da papelaria, passando pela escrita, brindes publicitários até à impressão digital, aos consumíveis, ao têxtil promocional e à rotulagem e etiquetagem, o evento aposta também nesta edição na criatividade e no empreendedorismo. Em parceria com a Massivemov, o Espaço Empreendedorismo tem como objetivo “dinamizar projetos inovadores Made in Portugal. Para o efeito foram selecionados cinco que marcarão a sua presença na feira, e farão os seus primeiros contactos com os mercados nacional e internacional, potenciando assim a sua expansão”, como refere o comunicado de imprensa. Além disso, a Massivemov promove no dia 30 de março, pelas 14h00, a conferência “Empreender através de Crowdfunding” no qual estarão presentes alguns oradores e empreendedores a partilhar os seus sucessos e conhecimentos.

Comissão Europeia dá a conhecer histórias de sucesso

Portugal deverá selecionar até 16 de julho os dois candidatos a participarem na edição deste ano dos Prémios Europeus de Promoção da Iniciativa Empresarial. A iniciativa premeia o sucesso dos organismos públicos e das parcerias público-privadas na promoção das empresas e do empreendedorismo. Antonio Tajani, Vice-Presidente da Comissão Europeia, responsável pela Indústria e pelo Empreendedorismo, declarou:  “Os Prémios Europeus de Iniciativa Empresarial dão a conhecer anual-

mente iniciativas de sucesso de toda a Europa que criaram situações mutuamente vantajosas para empresas e comunidades. Temos de multiplicar estas histórias reais de sucesso e dotar a Europa de uma abordagem mais orientada para a atividade empresarial e mais favorável às empresas. Trata-se de algo essencial para a criação de emprego e a retoma da economia europeia.” Esta edição de 2012 contempla, entre outros temas, o financiamento de PME para empresários que queiram expandir as suas atividades e entrar em novos mercados. As medidas com maiores repercussões serão escolhidas por um júri de peritos e receberão o respetivo prémio na Assembleia de PME de 2012, que se realizará em Chipre, em novembro próximo.

Católica premeia jovens inovadores

“Que inovações tornariam o mundo ainda melhor?” é o mote do concurso nacional lançado pela Faculdade de Engenharia da Universidade Católica e que tem como intuito promover a engenharia, a sustentabilidade e a inovação nacional. O desafio é lançado a todos os alunos do ensino secundário em Portugal, que poderão até ao próximo dia 13 de abril apresentar à Faculdade de Engenharia os seus projetos ou ensaios escritos sobre um tema à escolha, que se centre na importância da engenharia e da inovação, para a construção de uma sociedade sustentável. Os projetos deverão ser apresentados por equipas de dois alunos, tendo a coordenação de um professor. Como é referido em comunicado de imprensa, o “Prémio Engenharia, Inovação e Sustentabilidade” pretende premiar trabalhos inovadores e por à prova o engenho e o talento dos jovens portugueses. Tem ainda como objetivo sensibilizar a comunidade académica para a importância da inovação tecnológica e da sustentabilidade na qualidade de vida de cada cidadão num contexto mundial.


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newsletter N.º 12 | março/abril 2012 Caso em destaque

Ter uma quinta, mexer na terra

PROPRIETÁRIOS DA QUINTA DA MAGANTINHA FORAM ATRÁS DO SONHO de produzir produtos hortícolas José e Alzira Monteiro tinham uma vida estabilizada – uma casa própria, um pequeno negócio e um filho adolescente. Mas faltava algo… O concretizar de um so­nho e por isso largaram tudo! José e Alzira Monteiro são ambos naturais de Matosinhos e mesmo depois do casamento ficaram a viver neste concelho até aos 39 anos. Nesta altura, José tinha um pequeno armazém de produtos alimentares e tinha como objectivo que o seu filho, na altura com 18 anos, continu­asse o seu negócio quando fosse apropriado. A recusa deste desa­fio por parte de Alexandre, filho de José, veio seguido de um outro “Porque não segues o teu sonho?”. Foram estas as palavras estiveram na origem do que é hoje a Quinta da Magantinha. “Ter uma quinta, mexer na terra e produzir produtos hortí­colas” era uma vontade já antiga, conforme afirma José, agora era um objetivo para esta família. No jornal encontraram anún­cios de três quintas, uma em Lousada, uma em Tondela e uma outra no Fundão. Optaram pela de Lousada por uma questão de proximidade. Escolheram a Ma­gantinha, onde não havia nada, ven­deram tudo o que tinham e deram inicio a realização de um sonho. Vir para Lousada significou uma mudança radical no estilo de vida a que estavam habituados. “Quando chegámos aqui, só exis­tiam as paredes exteriores da casa e silvados. Na quinta as únicas ár­vores de frutos que existam eram duas nogueiras. Tudo o que hoje existe foi construído por nós”. Para poupar dinheiro foi desde o início decidido viver na quinta e por esta razão a família viveu três anos numa tenda de campis­mo de verão e de inverno. “Como estava tudo muito de­gradado, foram precisas muitas obras até a casa estar em condi­ções de habitar. Foi uma altura muito difícil, pois estávamos habituados a ter todas as condi­ções tais como casa de banho no quarto. Aqui não tínhamos água, chegámos a ter que tomar banho de regador. Foi uma altura difí­cil”, afirmam.

“É muito difícil ser agricultor neste país, não se dá o devido valor aos agricultores, mas acho que é a profissão mais nobre do mundo.

As expetativas eram explorar a quinta em termos agrícolas, dedi­cadas especificamente a fruticul­tura e a viticultura. O projeto foi estruturado principalmente com base na plantação de peque­nos frutos (amora, framboesa e groselha) e vinicultura. A primei­ra plantação rentável que tivemos foi um hectare de framboesa. Hoje é com orgulho que olham para tudo o que conseguiram construir, primeiro a casa e de­pois a quinta. Valeu a pena? Ain­da não possuem uma resposta definitiva para esta questão, pois, apesar de terem vendido duas casas que possuíam, foi também necessário recorrer ao crédito bancário do qual ainda existem compromissos muito elevados. No entanto, há de certeza um ganho incalculável – Qualidade de Vida. Quando por alguma ra­zão tem que voltar a Matosinhos, só pensam em voltar: “Tanto eu como a minha família sentimo-nos bem aqui em Lousada, na “nossa terra”, afirma José. Hoje apostam fundamental­mente na vinha, embora a quinta conte com meio hectare de kiwi, meio hectare de framboesa e um pomar com varias qualidades de fruta.

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A qualidade da fruta que pro­duzem e o gosto pela cozinha sobretudo pelas sobremesas de Alzira levou à produção de com­potas, geleias, marmeladas, bolos e outras sobremesas com a marca Magantinha. “Estamos nesta ac­tividade há 15 anos, mas se não tivéssemos começado a transfor­mar a nossa fruta em compotas, geleias e marmelada, já tínhamos abandonado este sector”, afirma José. Atualmente, toda a fruta pro­duzida nesta quinta é transfor­mada (através de processos arte­sanais) como destino ao setor gourmet. Podemos encontrar os produtos Magantinha na região do Vale do Sousa, principalmente em lojas de produtos regionais e nas cooperativas agrícolas da re­gião. A quinta está incluída nas Rotas Gourmet, uma iniciativa da Câmara Municipal que pre­tende dar a conhecer ao grande público a gastronomia do con­celho, bem como, o património local, potenciando a divulgação dos produtos produzidos. A Magantinha é também uma das quintas que fornecem produtos para o Cabaz Prove. Estes são ca­bazes recheados de produtos hor­tícolas e frutícolas da região.

Este projeto visa estimular a pro­dução tradicional e de qualidade ao mesmo tempo que promove as relações de compromisso, solida­riedade e ética entre quem pro­duz e quem consome. Para além da certeza de comprar fresco e viçoso, os clientes do Prove estão também estar sujeitos ao elemen­to “surpresa”, pois os cabazes não são iguais de semana para sema­na, uma vez que a elaboração dos mesmos está sujeita à época do ano e à oferta que cada produtor tem para a semana em causa. Quando questionado sobre como é ser agricultor em Portu­gal, José afirma sem rodeios: “É muito difícil ser agricultor neste país, não se dá o devido valor aos agricultores, mas acho que é a profissão mais nobre do mundo. É importante que se pague o jus­to valor à produção”. O profundo amor à agricultura é o que leva estes empresários a sal­tarem da cama todos os dias pelas 6 da manhã e darem início a mais um dia de trabalho duro, dedicado às colheitas, podas, tratamentos e produção de compotas, contando sempre com a ajuda do filho. No que se refere ao futuro este será sempre na agricultura, mas em actividades de transformação dos seus produtos (fruta e produ­ção de vinho) e posteriormente desenvolverem um projeto de turismo agrícola. Para os empreendedores que pretendam entrar neste setor, deixam-nos a seguinte mensa­gem: “Lutem para atingirem o objetivo pretendido. Mas prin­cipalmente ingressem nesta a­tividade se realmente gostarem, caso contrário será muito mais difícil vencerem”.

Ficha técnica: Coordenadora: Mónica Monteiro Coordenadora-adjunto: Patrícia Flores Colaboraram neste número: Luís Lobão; Marc Barros; Marco Lamas; Mónica Monteiro; Patrícia Flores; Paulo Ferreira; Rui Verdasca; Vítor Briga Paginação: José Barbosa Contacto: empreendedor@vidaeconomica.pt


Empreender nº 12