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VID’ACADÉMICA Jornal Escolar | Nova série | N.º 13 | junho de 2019 Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade

Chegaram as férias, os exames e os livros!

Gonçalo Ferreira, 9ºB

Dias para ver as mantas no mar, o luar de verão e comer tudo o que é bom!


| Vid’Académica, Jornal Escolar da Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade, Angra do Heroísmo |

Ficha técnica Professores que colaboraram neste número (fotografias; textos), composto pelo Jornal e pelo Suplemento: Américo Roque, Carlos Severino, Carlota Monjardino, Elisabete Teixeira, José Neves, Marisa Dias, Nuno Azevedo, Paulo Lopes, Rita Coelho, Roxana Ferreira, Telma Veríssimo.

Créditos de imagens retiradas da internet: Unidos na diversidade: http://portalembaixadas.blogspot.com/2015/05/a-uniao-europeia-celebra-em9-de-maio-o.html; http://seisoitavascp2.blogspot.com/2012/03/ode-alegria-da-9-sinfonia-debeethoven.html; Quinta: https://www.novo.quintadosacores.com/; https://www.exploreterceira.com/restaurantes/quinta-dos-acores/; http://twixar.me/QBPn; Gonçalo M. Tavares: https://www.facebook.com/BPARLSR/photos/a.602570539755863/2490780554268176/?type=3&theat er; Alice: https://cinecartaz.publico.pt/Filme/still-alice-342914; Amizade: https://www.pinterest.pt/pin/532761830917245453/?lp=true; https://pt.depositphotos.com/102109104/stock-photo-friendship-word-cloud-concept-in.html; https://www.123rf.com/photo_34759676_word-cloud-friendship.html; http://twixar.me/D2Pn; http://www.ajsi.org.br/arvore-da-amizade/; http://twixar.me/g2Pn; Como: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Hans_Heinrich_Bebie_-_The_Sun.jpg; https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Akrotiri_-_Fresco_of_a_fisherman.jpg; Partidas: http://twixar.me/XmVn; https://www.comunidadeculturaearte.com/rtp2-exibe-doisdocumentarios-sobre-vida-e-obra-de-agustina-bessa-luis/;

Este é um jornal não comercializável que pode ser partilhado desde que não seja alterado; procura respeitar os direitos de autor e os direitos conexos. Para mais informação, vai aqui. No

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Este número conta tem como parte extra a publicação com as ilustrações de O Cavaleiro da Dinamarca de Sophia de Mello Breyner Andresen, feitas pelas turmas B, C e D do 7º ano, com as Prof. Carlota Monjardino e Elisabete Teixeira.


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ChegĂĄmos ao fim do deste ano! E agora vamos para as fĂŠrias! đ&#x;˜Š Entretanto, estĂĄ aqui o Vid’AcadĂŠmica, dando notĂ­cias e partilhando os textos e trabalhos do seu mais importante colaborador: TU! Muito obrigado por todo o teu apoio e envolvimento neste jornal escolar‌ Divulga-o junto dos teus colegas e amigos e familiares quando puderes, porque ele ĂŠ o resultado do teu trabalho! Algumas das atividades que se fizeram na ESJEA e por muitos outros sĂ­tios desta ilha estĂŁo presentes ao longo do Vid’AcadĂŠmica! O Jornal e o Suplemento mantĂŞm-se num documento sĂł e, como tal, primeiro surgirĂŁo notĂ­cias e, depois, os textos de opiniĂŁo, poemas, exercĂ­cios de escrita das aulas, trabalhos artĂ­sticos, etc. O projeto EPIS deixa-te alguns preciosos conselhos para melhores o teu aproveitamento ao longo do segundo perĂ­odo! Mantemos o formato A5, por ser prĂĄtico. Se nĂŁo concordares, envia-nos as tuas sugestĂľes para o seguinte e-mail! Voltamos a lembrar que este jornal digital ĂŠ gratuito, faz parte do projeto “Educação para os novos mediaâ€?, que a Prof. Tânia Fonseca começou em 2015, e tem por intenção nĂŁo ser estanque. Assim, nĂŁo te esqueças de ver os links que fomos colocando ao longo dos vĂĄrios textos! Apesar da intenção “digitalâ€?, achĂĄmos que devĂ­amos ter exemplares em papel, que se encontram na reprografia, na Biblioteca Escolar Almeida Garrett, na Associação de Estudantes, na sala dos Diretores de Turma, no Conselho Executivo e tambĂŠm na Biblioteca PĂşblica e Arquivo Regional LuĂ­s da Silva Ribeiro. Para finalizar, boas notas, bons exames e boas fĂŠrias! Podes colaborar voluntariamente, enviando os teus trabalhos para este endereço de e-mail e, no assunto, escreve “Jornal Vid’AcadĂŠmicaâ€?! Prof. Carlos Severino No

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Editorial


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Índice

JORNAL .......................................................................................................... 6 Uma visita de estudo à StartUp Angra ....................................................... 6 9 de maio – Comemoração da Dia da Europa ............................................ 7 Alunos da ESJEA participam no encontro do CriaPOESIA, no Funchal ........ 9 Turma 1 de Reativar percorre Angra em busca de arte urbana e arquitetura .............................................................................................. 10 Alunos do Curso de Técnico de Apoio à Gestão visitam a Quinta dos Açores ..................................................................................................... 15 Alunas da ESJEA recebem prémios no concurso regional “Palavras com História” .................................................................................................. 17 Mobilidade do Erasmus+ ......................................................................... 18 Atividades da Biblioteca Escolar Almeida Garrett neste 3º período .......... 19 EPIS – Dicas para os Exames Nacionais .................................................... 20 SUPLEMENTO .............................................................................................. 22 PENSAR FAZ BEM! ................................................................................... 22 Concurso Literário “Europa, Casa da Democracia”............................... 22 É urgente viver! ................................................................................... 27

Poesia e Visual ..................................................................................... 45 ESCREVEMOS LOGO EXISTIMOS............................................................... 50 Como? ................................................................................................. 50 PARTIDAS LITERÁRIAS, ARTÍSTICAS, DA CULTURA (abr-jun/19) ................ 54 E VIVAM AS ARTES!.................................................................................. 57 No

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LETRAS EM VERSO ................................................................................... 29 A Amizade – o que é? .......................................................................... 29


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Educação Visual ................................................................................... 57 Educação Tecnológica.......................................................................... 58

Catarina Castro, 9ºA No

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O QUE ESTÁ PARA VIR? ................................................................................ 60


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JORNAL ChegĂĄmos ao final do ano! Como ĂŠ possĂ­vel?! đ&#x;˜Š É verdade! đ&#x;˜Š Agora, sobra-nos as provas de aferição, os exames e as FÉRIAS!!! đ&#x;˜Š Recorda o que tu e os teus colegas fizeram este perĂ­odo e partilha este jornal com os teus amigos e familiares! đ&#x;˜‰

No dia 3 de maio último, a turma de TÊcnico de Apoio à Gestão participou numa visita de estudo à StartUp Angra. A iniciativa em causa teve como principal objetivo dar a conhecer aos nossos alunos esta incubadora de empresas local, situada em Angra do Heroísmo, bem como permitir-lhes perceber as etapas mais relevantes do processo de incubação de empresas. A visita de estudo incluiu uma palestra apresentada pelo Dr. Fåbio Santos, Diretor Executivo da StartUp Angra. No decurso da palestra, foram explicados alguns conceitos-chave sobre a temåtica do empreendedorismo. O Dr. Fåbio Santos abordou, de igual modo, alguns aspetos cruciais do marketing pessoal como, por exemplo, a networking e a atitude orientada para o empreendedorismo. No

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Uma visita de estudo Ă StartUp Angra


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No fim da palestra, houve ainda tempo para um debate, o qual permitiu ao corpo discente e docente colocar as suas dúvidas sobre a exposição levada a cabo pelo Diretor Executivo. De regresso à escola, os nossos alunos estavam visivelmente satisfeitos com a visita, da qual fizeram um balanço extremamente positivo.

No Dia da Europa e ao longo de todo o ano letivo, o Clube Europeu Jerónimos de Angra apresentou algumas atividades e trabalhos em diferentes espaços da nossa ESJEA, de modo a sensibilizar todos para a importância da diversidade cultural desta unidade geopolítica da qual fazemos parte. No dia 9 de maio, a nossa ESJEA voltou a comemorar o Dia da Europa, pela mão do Clube Europeu Jerónimos de Angra e com a colaboração de um grande número de alunos, individualmente ou em turma, com diversas iniciativas. A destacar a exposição realizada na entrada da escola, que foi inaugurada com o hastear da bandeira da UE. Nesta exposição, encontravam-se trabalhos realizados pelas turmas do 7º ano de escolaridade, nomeadamente os “Bilhetes de Identidade” de todos os países que integram a União Europeia. Estava, além disso, exposta a “União Europeia em banda desenhada” e diversos mapas e cartazes disponibilizados pelo Europe Direct Açores, na concretização da parceria há anos estabelecida. Entre Hastear da bandeira. Fotografia da Prof. painéis coloridos e diversificados, as Eugénia Pimentel. No

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9 de maio – Comemoração da Dia da Europa


bandeiras deram também animação a este espaço. A turma B do 8º ano procedeu à venda de pratos típicos de diversos países da União Europeia no hall. Desde as bifanas regionais aos scones do Reino Unido, passando pelos croissants franceses e pelo gaspacho espanhol, entre muitas outras iguarias, esta turma aliou este evento à angariação de fundos para a ida à Universidade Júnior do Porto. Na Biblioteca Escolar Almeida Garrett (BEAG), foi dado enfoque especial a este dia, tendo sido realizado neste espaço a final do concurso Kahoot sobre a UE, entre os finalistas das quatro turmas do 7º ano de escolaridade. Também, neste Final de Kahoot. Fotografia de Prof. Nuno Azevedo. mesmo espaço, decorreu uma palestra proferida pela Dr.ª Margarida Sodré, do Centro de Informação europeia Europe Direct, destinada às turmas do 9º ano de escolaridade. Foram, ainda, expostos na BEAG os artigos vencedores do Concurso Literário promovido pelo Clube Europeu da ESJEA, intitulado “A Europa, Casa da Democracia”. Ao longo do ano, foram realizadas outras atividades, nomeadamente a Palestra da Dr.ª Margarida Sodré. Foto do Prof. Nuno Azevedo. realização de aulas debate, em contexto de sala de aula, assim como a participação de alunos, desta escola, no concurso multimédia, realizado a nível regional, assim como no Parlamento Jovem, na Assembleia Regional. Assim como diz o lema da União Europeia, desejamos que a Europa seja cada vez mais “Unida na Diversidade”!

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Alunos da ESJEA participam no encontro do CriaPOESIA, no Funchal

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Nos dias 11 e 12 de maio, os concorrentes da ESJEA participaram no encontro da entrega de prémios da 5ª edição do concurso CriaPOESIA, que decorreu no Funchal, na ilha da Madeira. Onze alunos eram do 9º ano e dois do Curso de Técnico Apoio Familiar à Comunidade de Profij. O concurso é organizado pela associação CRIAMAR– Associação de Solidariedade Social para o Desenvolvimento e Apoio a Crianças e Jovens. O primeiro dia incluiu diferentes atividades, como workshops e visita à cidade do Funchal, além da de cerimónia da entrega dos prémios e convívio entre os cerca de 550 participantes, oriundos dos Açores, Madeira, Cabo Verde e Canárias. No dia 12, foi possível visitar a Fotografia do Prof. Américo Roque. ilha de Porto Santo e serem recebidos na câmara municipal da cidade. Para concluir, o concurso tem vindo a promover a divulgação de trabalhos de poesia e poesia visual, que, depois de selecionados por um júri, integram a publicação de um livro: o desta 5ª edição já se encontra na BEAG. A cerimónia de entrega é também uma forma de permitir que alunos dos diferentes arquipélagos contactem e conversem e criem laços!

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Relacionada com a unidade 6 de Cultura, Língua e Comunicação, nós – os formandos da turma 1 dos cursos Reativar – realizámos, no dia 18 de maio, um percurso pela cidade de Angra do Heroísmo, guiado pelo professor Carlos Severino, com os objetivos de ver alguns exemplos de arquitetura contemporânea, podermos compará-los com aspetos da arquitetura tradicional, vermos exemplos de adaptação de edifícios e algumas das pinturas de arte urbana que a cidade de Angra tem. Encontrámo-nos na ESJEA e começámos por ver um bom exemplo de adaptação de um espaço privado, o Palacete Silveira e Paulo, para um espaço público, a Direção Regional da Cultura. A formanda Eduarda opinou que “é um belo edifício de arquitetura robusta que se destaca dos demais pela sua opulência discreta em que sobressai a sua porta maciça”. Seguimos para as novas instalações da Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro (BPARLSR), que é um exemplo de arquitetura moderna, simples, ampla e prática da autoria da arquiteta Inês Lobo. Logo à entrada destaca-se a escultura sobre D. Pedro e D. Inês de Castro de José Nunes da Câmara Pereira e outra de Simas Lopes, constituída por uma mesa, cadeira, livro e pisa papéis. A biblioteca está dividida em dois pisos: no rés-do-chão, a área infantojuvenil, que inclui área dos bebés; a área dos média com os jornais diários, semanários, mensais e revistas; os computadores com acesso à Internet. Ainda neste piso está situado o arquivo, onde se encontram os registos de nascimento, casamentos e óbito. O segundo piso é a área adulta, onde temos a sala de leitura. A área é agraciada por Fotografia do W&T Festival. amplos janelões que têm vistas No

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Turma 1 de Reativar percorre Angra em busca de arte urbana e arquitetura


esplêndidas. O formando Flávio Gonçalves referiu que “o terreno estava abandonado e agora é um espetacular edifício”. Logo à saída, vinte passos abaixo da BPARLSR, encontra-se uma pintura urbana do festival Walk&Talk Azores 2018, com o tema “imigração” de Carolina Celas, a branco e azul, na qual o único elemento em outra cor é um barco vermelho. A pintura mural reflete algumas das características associadas à partida dos açorianos. “É uma pintura mural muito agradável à vista com a delícia de um casal de namorados ao cimo do mural”, opinou a formanda Eduarda Câmara. Descendo a Rua do Morrão, virando à direita, encontramos uma habitação adaptada, com calhas e varandins a madeira a iludir a vista do interior da casa. Visitámos, depois, a igreja da Misericórdia, onde se encontram belíssimos exemplos de arte sacra antiga. No entanto, encontram-se expostas várias obras de arte de vários artistas combinando arte contemporânea e sacra e, ainda, um altar ao culto do Divino do Espírito Santo. Vale bem a pena subir as escadas e observar a vista e o interior da igreja das galerias. A formanda Eduarda referiu que Fotografias de Vanessa Duarte, 8º “é uma igreja muito bonita, com boa acústica, onde já tive o prazer de assistir a um concerto de que gostei muito”. Depois de termos ido à igreja da Misericórdia, o professor alertou para a brilhante ideia de reproduzir vários quadros do artista Enrique Valero, que viveu e trabalhou durante cerca de 25 anos na ilha, como forma de embelezar o aspeto degradado da antiga pensão Lisboa. Na esquina da rua dos Minhas Terras com a rua de São João, deparámonos com a magnífica pintura de Luís Brum, No

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que, para a formanda Cosima Van Manen, é uma das mais bonitas pinturas de arte urbana que existe na ilha. Logo de seguida subimos a rua até à associação Os Montanheiros, reparando na fachada e nas janelas muito trabalhadas, que fogem à simplicidade local. Visitamos, ainda, o oratório da Sé, que tem um painel que combina a arte contemporânea com frontal de altar em brocado e damasco. Nessa área e com a orientação do oratório, terá existido a primeira igreja que, mais tarde, daria origem à sé de Angra. De seguida, subimos pela rua da Rosa, onde nos foi explicado que o edifício do antigo centro comercial é um edifício protegido, sendo o proprietário a Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo. Continuámos a subir a rua virando na rua dos Canos Verdes. “Ao ver a casa onde nasci e fui criada lembrei-me da minha infância”, referiu Cátia Duarte, “foi um momento em que tive de conter as lágrimas, foram bons anos e as saudades são imensas”. Nessa rua, encontrámos numa esquina um mural de arte urbana de João M. Ramos e, ao lado, podemos reparar que se encontram alguma street art sem identificação, que já se encontra num estado de degradação, fator com o qual este tipo de arte se relaciona. Continuando a caminhada, ao mudarmos da rua Recreio dos Artistas em direção ao caminho novo de São Pedro, observámos duas maravilhas: uma de Mariana, a Miserável, e outra do Tiago Galo, pinturas No

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murais do último festival Walk&Talk. “Não senti grande empatia com as mesmas”, exprimiu Cosima Van Manen. De seguida, caminhámos em direção ao passeio pedestre do Fanal, passando pelo antigo forno de cal e pelo bosque de dragoeiros. Constatamos que a maior parte da área do Fanal está integrada no programa de intervenção da regeneração urbana sustentável da cidade de Angra do Heroísmo (PIRUS) e está quase concluída. Junto à rua do Caminho de Baixo de São Pedro e na avenida Tenente José Agostinho, vimos mais outros grafitis. O da avenida tenente-coronel José Agostinho, de Agostino Iacurci, foi produzido no festival Walk&Talk 2017, ocupa toda a fachada e é muito bonito; o situado na rua Caminho de Baixo de São Pedro é mais tocante, mas já se encontra com alguma erosão marítima, apesar de ter sido feita no ano passado. Em relação à preservação da arquitetura tradicional, identificámos um império do Espírito Santo, que foi fundado em 1877, na rua do Caminho de Baixo de São Pedro. Também na rua de São Pedro existem casas com uma construção antiga, o que se percebe imediatamente pelas fachadas. Ao aproximarmos na zona do Fanal, avistamos. No regresso, depois do Alto das Covas, fomos ver o exterior do Solar da Madre Deus, atual residência gabinete do representante da República dos Açores, exemplo de edifício antigo adaptado às funções atuais. O percurso fez-se, então, pela rua do Rego, onde existem dois prédios revestidos a azulejo, o que não é muito comum na ilha. Um dos edifícios, o que tem azulejos cor-de-rosa, é muito bonito e está todo ele muito bem No

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preservado. Os azulejos contrastam com o vermelho da porta, janelas e até algerozes. No entanto, um outro cujo azulejos são azuis e brancos está devoluto, os azulejos a cair e “é uma pena que um edifício” com aquelas características “esteja naquele estado”, como observou a formanda Juliana Coelho. Ainda na mesma rua há a Padaria Angrense, que continua exatamente igual, com a mesma arquitetura exterior e interior de sempre, e é um espaço comercial que se deve valorizar. Depois, descemos em direção ao jardim Duque da Terceira, localizado nas antigas cercas dos conventos dos Jesuítas e de São Francisco e o único na ilha que foi organizado no séc. XIX. Enfim, um dos mais bonitos da região. Além do formato do jardim e das magnificas árvores que o jardim tem, reparámos na ampliação que está a decorrer e que vai favorecer este privilegiado espaço verde da nossa cidade, igualmente apoiada pelo PIRUS. Ainda lá vimos os painéis de azulejos azuis e brancos, que representam cenas da parábola do filho pródigo, protegidos agora, originais da cerca do convento. Subimos, então, a ladeira de São Francisco para ver alguns dos elementos antigos que dão nome e engrandecem a rua do Cruzeiro, que vem desde o museu até à igreja da Conceição. Logo no início, há um cruzeiro em pedra feito de basalto, que é uma bela peça, e a indicação em pedra de uma 3.ª estação de uma antiga Fotografia de Carlos Luís M. C. da Cruz Via Sacra. Ao longo da rua, vamos encontrando algumas pedras com inscrições e muito interessantes, bem como casas cujas fachadas continuam exatamente iguais. Acabámos o trajeto junto à ESJEA, onde tínhamos começado. Este itinerário foi, de facto, uma ótima forma de conhecer melhor a cidade, valorizar o património arquitetónico, natural e usufruir de espaços aos quais não damos o devido valor e uso. Turma 1 dos cursos Reativar No

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A visita à Quinta dos Açores decorreu no 21 de maio, enquadrada no domínio “Auditoria e Controlo Interno”, e teve como objetivo a observação/ verificação de princípios gerais de controlo interno da organização. A visita foi conduzida pela Dr.ª Solange Menezes, que começou por fazer uma breve apresentação do grupo Barcelos, grupo a que pertence a Quinta dos Açores. Ficamos a saber que a empresa integra as vertentes agropecuária, industrial, turística, pedagógica, de restauração e comércio retalhista, tendo como denominador comum o leite e a carne. Seguimos depois para a unidade de laboração do setor das carnes, constituída pela sala de desmancha, sala de corte fino e preparados de carne, onde foi feita uma explicação detalhada do processo de fabrico, desde a chegada dos animais até à embalagem. Interessou-nos particularmente o controlo que aí era realizado ao nível das temperaturas, das condições de higiene, do vestuário, dos prazos e da análise alimentar, sendo que quase todas as tarefas/funções estão balizadas por um manual de procedimentos, permitindo, teoricamente, que as mesmas possam ser executadas, com o mesmo rigor e qualidade, por qualquer um dos colaboradores. Pretende-se não só garantir a conformidade com as regulamentações que se aplicam a todos os processadores e embaladores de alimentos, mas, acima de tudo, assegurar a qualidade que caracteriza os produtos da marca Quinta dos Açores. Neste ponto da visita, abordou-se também a questão da rastreabilidade. A rastreabilidade do processo de produção constitui um grande desafio para a No

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Alunos do Curso de Técnico de Apoio à Gestão visitam a Quinta dos Açores


indústria alimentar, já que os requisitos de segurança são cada vez mais exigentes. Uma das suas maiores vantagens reside no facto de se conseguir aceder a informações fiáveis e precisas em tempo real, garantindo, por um lado, o cumprimento dos requisitos legais e, por outro, a possibilidade de agir mais rapidamente no caso de surgir alguma inconformidade num lote e seja necessário retirá-lo do mercado. Um outro aspeto salientado na visita diz respeito aos prazos de validade dos produtos e de que forma podem afetar a exportação, tendo em conta a insularidade, a frequência e duração do tempo de transporte. A embalagem, neste particular, reveste-se de uma importância suplementar, uma vez que pode ser determinante no prazo de validade dos alimentos. Para fazer face a estes constrangimentos, a Quinta dos Açores investiu na conceção de um novo tipo de embalagem em que o produto é selado sobre uma película protetora, sem tensão, e que permite prolongar substancialmente o prazo de validade do produto. Em 2012, esta embalagem recebeu o prémio “Projeto Inovação” na área do Skin Pack. Antes de passarmos à face mais visível da atividade desenvolvida pelo grupo, a loja onde são comercializados os produtos da “casa” e outros produtos emblemáticos do arquipélago dos Açores, houve ainda tempo para uma breve explicação sobre o processo de fabrico dos famosos gelados. Concluída a visita propriamente dita, seguiu-se o tão desejado almoço, na Quinta do Açores, é claro!

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Alunas da ESJEA recebem prémios no concurso regional “Palavras com História”

Fotografia de Beatriz Gomes. No

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A 28 de maio, decorreu na Biblioteca Escolar Almeida Garrett (BEAG) a entrega de prémios do concurso “Palavras com História”, 5ª edição, promovido pela Rede Regional de Bibliotecas Escolares (RRBE), que premiou as alunas Magda Sousa (2º lugar) e Catarina Castro (3º lugar), do 9º ano, que corresponde à 4ª categoria do concurso. Para a entrega de prémios, a cerimónia contou a presença da Dr.ª Fátima Sousa da RRBE e da Dr.ª Lúcia Santos da Direção Regional da Educação, que elogiaram a importância da escrita e da leitura na vida dos jovens de hoje, já que estiveram presentes turmas do 8º ano, onde constavam alunos que já concorreram este ano e que poderão concorrer no próximo ano.


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Enquadrada no projeto europeu JOBEU: job opportunities for young people across Europe, do Programa Erasmus+ Educação Escolar, seis alunos de cada país, acompanhados por dois ou três professores das respetivas escolas, aprofundaram os seus conhecimentos sobre as realidades económica, cultura e social que envolvem a escola ESJEA. A semana de formação decorreu de 13 a 17 de maio e contou com a participação de alunos e professores da Alemanha (Dusseldorf), de Espanha (Castro del Río) e da Bulgária (Montana). Algumas das atividades incluíram o “Correu melhor do que contacto direto com a realidade de uma estava à espera, pois estava exploração agrícola e com o mar, o que insegura em relação ao meu alterou o modo como os estrangeiros, que nos inglês, visto que já tínhamos visitaram, perspetivam os produtos terminado as aulas dessa disciplina por volta de 1 mês decorrentes desses meios, atribuindo-lhes ou mais, mas posso concluir sentido e valorizando-os. Ainda foi possível que foi muito interessante.” estabelecer paralelismos com as suas Beatriz Lopes realidades, sobretudo em profissões nas áreas dos serviços. “Adquiri mais conhecimento acerca da cultura, da língua e da alimentação de cada país que participou no projeto Erasmus. Ganhei mais habilidade para comunicar e interagir com pessoas de diferentes países. Melhorei a minha forma de trabalhar em grupo, porque tive de aprender a lidar com pessoas com línguas e formas de trabalho diferentes.” Maria Pereira No

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Mobilidade do Erasmus+


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A Biblioteca Escolar Almeida Garrett da ESJEA, coordenada pelo Prof. Carlos Severino, realizou vĂĄrias atividades ao longo deste Ăşltimo perĂ­odo. Eis algumas em que podes ter participado, para nĂŁo te esqueceres‌  “Fernando Namora (1919-1989)â€?, exposição dedicada Ă vida e obra de Fernando Namora, que vai ser condecorado com a GrĂŁ-Cruz da Ordem da Liberdade, pelo presidente da RepĂşblica. Com a exposição, apresentĂĄmos “EX LIBRIS 03â€?, autĂłgrafo o autor no Ăşltimo livro de poesia que publicou em 1984.  De 13 a 17 de maio, acolhemos a formação JobEU: job opportunities for young people across Europe, dentro do Erasmus+, que incluiu alunos e professores da ESJEA, espanhĂłis, alemĂŁes e bĂşlgaros. Foi espetacular!  A 22 de maio, “30 minutos a ler IIIâ€?, a ESJEA parou pela 3ÂŞ vez durante meia hora para ler, unicamente ler... đ&#x;˜Š Experimenta agora nas fĂŠrias! đ&#x;˜‰  A 24 de maio, tivemos o encontro “A Agenda 2030 – a diversidade das expressĂľes artĂ­sticasâ€?, promovido pela UNESCO, que nos trouxe excelentes reflexĂľes e bons exemplos da prĂĄtica artĂ­stica nas nossas escolas!  A 28 de maio, entrega de prĂŠmios do concurso “Palavras com HistĂłriaâ€?, 5ÂŞ edição, promovido pela RRBE, que premiou as alunas Magda Sousa (2Âş lugar) e Catarina Castro (3Âş lugar), no 9Âş ano. ParabĂŠns!!!  A BEAG tem ainda um novo logĂłtipo, da autoria do Lourenço Costa (8ÂşB), e uma pĂĄgina de Instagram  VĂĄrias turmas da ESJEA participaram em atividades na BPARLSR, particularmente:  Encontro com‌ o escritor Gonçalo M. Tavares, a 10 de maio, um brilhante escritor portuguĂŞs, cujo futuro ĂŠ muito promissor! Em sĂ­ntese, passa pela tua biblioteca, descobre e participa nas atividades que existem lĂĄ! Aparece! LĂŞ e Fotografia da ouve ler! BPARLSR. No

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Atividades da Biblioteca Escolar Almeida Garrett neste 3Âş perĂ­odo


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EPIS – Dicas para os Exames Nacionais

1.

Nesta fase é normal que te comeces a sentir ansioso. Lembra-te que, para que o stress não te domine e impeça de teres bons resultados, deves começar a preparar o estudo com antecedência.

2.

Organiza-te! O primeiro passo para o sucesso é a organização. Certificate que sabes o que tens de fazer. Consulta exames anteriores. Cria um calendário, preenche o tempo livre com tempo para o estudo, mas também permite tempo para o exercício e relaxamento.

3.

Evita distrações! Concentra-te! Quando estás a estudar, garante que o teu telemóvel não estão ao pé de ti. Evita ouvir música ou, se estiveres habituado, escolhe música clássica com som reduzido, mas, mais importante, desativa ou simplesmente fica longe das tuas contas de redes sociais! Para resumir, concentra-te nos objetivos de longo prazo.

4.

Não deixes para a véspera a preparação dos teus exames. Estuda com antecedência. Deves estudar pelos teus apontamentos e completar o teu estudo sempre que possível com manuais de apoio à realização das provas (no site do Instituto de Avaliação Educativa [IAVE], do ME, estão disponíveis os enunciados das provas dos anos anteriores).

5.

Elabora um esquema para distribuir o tempo de estudo necessário para as provas que terás de realizar. Se te esforçaste menos durante o ano, lembra-te que agora terás de dedicar mais horas ao estudo para atingires bons resultados.

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O Programa EPIS (Empresários para a Inclusão Social) está agora a ser desenvolvido na ESJEA pelo Prof. Mário Rodrigues. Por isso, como os exames nacionais estão mesmo a chegar, aqui ficam conselhos preciosos para todos:


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6.

Lembra-te que ainda há tempo de tirar dúvidas com os professores. Certifica-te que tens as matérias bem consolidadas e não hesites em pedir ajuda nas matérias esquecidas.

7.

Resolve as provas dos anos anteriores em dois momentos. Num primeiro momento para fazeres um diagnóstico dos teus conhecimentos e, depois de consolidados, para os testar. Sempre que tiveres dificuldades, pede ajuda.

8.

Quando estiveres a resolver as provas em casa, lê os critérios de avaliação das perguntas. Esta é uma ótima forma de preparares as respostas de forma a conseguires o máximo de pontuação.

No dia do exame:

1.

No dia do exame, acorda com tempo suficiente para te preparares para sair de casa e, antes, tomares um bom pequeno-almoço. Não comas nada pesado.

2.

Antes de sair de casa, assegura-te que tens tudo o que precisas. Tenta chegar ao local do exame o mais cedo possível.

3.

Se na entrada do exame estiverem muitas pessoas em “estado de pânico”, evita-os. A ansiedade deles só te vai deixar nervoso.

4. 5.

Vai à casa de banho antes de começares o exame.

6.

Começa por responder às perguntas mais fáceis. Não é necessário seguires a ordem por que são apresentadas.

7.

Aproveita cada minuto do exame. Se te sobrar tempo, revê todas as respostas.

8.

Mantém a calma. Respira fundo. Estudaste. Fizeste o que tinhas a fazer, por isso, não há nada a temer.

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Não te esqueças de escrever o teu nome na folha de exame e de ler cuidadosamente todas as perguntas antes de começares a responder.


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SUPLEMENTO Estamos no fim do ano!!! Por isso, aqui estĂŁo alguns textos e trabalhos para leres e veres onde e quando quiseres! đ&#x;˜‰ Uns teus, outros de amigos, alguns de desconhecidos, mas o importante ĂŠ que dediques algum tempo Ă leitura! đ&#x;˜Š

PENSAR FAZ BEM! Concurso LiterĂĄrio “Europa, Casa da Democraciaâ€?

Após a segunda Guerra Mundial, a Europa encontrava-se num estado crítico. Para isso mudar, foi preciso que seis países da Europa chegassem a um acordo de fraternidade, para que o nosso continente nunca mais voltasse a conhecer a fome e a guerra. A construção de uma Europa unida não era uma aposta ganha de antemão. Foram necessårios alguns políticos de fortes convicçþes para defender esta ideia e se transformar num verdadeiro projeto comum. Na minha opinião, a Europa Ê a Casa da Democracia porque a União Europeia defende uma sÊrie de valores que nos permitem viver em conjunto, apesar das nossas diferenças linguísticas, culturais e religiosas. Estes valores humanos comuns permitem que nos unamos e tenhamos o sentimento de pertencer ao projeto comum que Ê a União Europeia. Um dos valores mais importantes Ê a solidariedade. A solidariedade significa estar pronto a entreajudar-se, ser tolerante, aceitando que qualquer No

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A Europa, Casa da Democracia


pessoa possa viver e pensar de forma diferente. Em todo o planeta e em cada ano que passa, milhões de pessoas são afetadas por catástrofes naturais, conflitos e guerras. A ajuda humanitária concedida pela União Europeia permite salvar vidas e fornecer alimentos, abrigos, medicamentos e água potável aos que deles necessitam, assim como apoiar as famílias que são forçadas a fugir do seu país em guerra ou reconstruir edifícios destruídos. A meu ver, viver em conjunto é partilharmos momentos de felicidade, mas também não ficarmos indiferentes às pequenas e grandes infelicidades dos nossos vizinhos, próximos ou distantes. A União Europeia desenvolve muitas ações destinadas a incentivar os Estados-membros a adotar políticas sustentáveis, benéficas para todos os cidadãos da Europa e do mundo, pois todos temos a responsabilidade de nos interrogar sobre o modo como consumimos e nos deslocamos. Através de boas escolhas e de pequenos atos ecológicos de todos os dias, participamos no desenvolvimento sustentável, que concilia a ecologia, a economia e a vida em sociedade. É importante deixarmos um planeta limpo para os nossos filhos. No recreio da escola ou na Europa inteira, quantos mais somos, mais difícil é chegarmos a acordo e todos querem defender as suas ideias. Por conseguinte, é preciso dialogar para encontrar soluções. Essas soluções estão coligidas nos tratados. Um tratado é um acordo celebrado e assinado pelos chefes de Estado ou de Governo dos países da União. Regra geral, dá-se aos tratados o nome da cidade onde foram assinados. Na verdade, qualquer Estado europeu pode fazer um pedido de adesão à União Europeia, mas há condições a cumprir, sendo uma delas que o país tem de ser uma democracia, ou seja, tem de ter um sistema político em que o poder está nas mãos da população do país, em que cada cidadão maior de idade tem o direito de votar nas eleições. Assim, hoje estamos “unidos na diversidade”. Qualquer que seja a nossa idade, é importante lembrarmo-nos das nossas raízes para construir o futuro. De hoje em diante, todos temos um papel a desempenhar na construção da nossa Europa. Catarina Andrade, 8ºA (texto publicado no Diário Insular de 11 de maio de 2019)

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A Europa é um dos cinco continentes ao qual pertence a União Europeia, que consiste numa organização política e económica, criada em 1957, que já engloba 28 dos 49 países do continente europeu. Algumas das particularidades da União Europeia são: a utilização da mesma moeda, o euro (apenas em 19 países), e a livre circulação de pessoas, mercadorias, serviços e capitais. A União Europeia tem vindo a crescer muito nos últimos anos, o que mostra que os seus princípios são desejados por vários outros países. De momento, existem 5 países candidatos que aguardam aprovação para entrada nesta grande comunidade, que já abrange mais de 500 milhões de habitantes. São eles: a Albânia, a Macedónia do Norte, Montenegro, a Sérvia e a Turquia. De momento, a União Europeia está a viver um período muito conturbado devido à saída anunciada do Reino Unido (“Brexit”), visto que este tem um grande peso a nível populacional e económico, sendo por isso uma grande potência europeia e mesmo mundial. A sua saída poderá causar uma grande instabilidade na UE. A União Europeia tem várias instituições: o Conselho Europeu, a Comissão Europeia, o Conselho da União Europeia, o Banco Central Europeu e o Parlamento Europeu, que ajudam a manter a paz e a ordem nesta comunidade. A União Europeia tem também diversos símbolos que a representam, tais como o hino “Ode à Alegria”, o dia da Europa (9 de maio), o lema “Unidos na diversidade”, os 500 milhões de europeus, as instituições, os 28 países, as 24 línguas oficiais e a bandeira. Na minha opinião, a União Europeia é a casa da democracia, visto que todos os aspetos referidos anteriormente contribuem para que a vida das pessoas que pertencem a esta comunidade seja vivida de um modo pacífico e liberal, sem guerras nem desentendimentos, respeitando a identidade de cada nação e de cada indivíduo. No

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A ideia de que a União Europeia se deve fundar em princípios democráticos está expressa nos seus diversos tratados. Aliás, é condição para que se possa ser membro da União Europeia que um país seja uma democracia. É um prestígio muito grande, principalmente pelo direito ao voto dos cidadãos, que é um elemento essencial de qualquer democracia. De facto, todos os países aderentes têm um objetivo comum: manter a paz e prosperar. Se todos os países cumprirem os valores obrigatórios, que são o respeito, a tolerância, a igualdade, o progresso social, a democracia, o desenvolvimento económico e a solidariedade, os principais objetivos comuns serão assegurados, permitindo-nos viver e prosperar em conjunto. Constança Martins, 8ºA

A Europa é constituída por 49 países dos quais 28 fazem parte da União Europeia, que foi criada em 1957 por 6 países fundadores com o objetivo de promover a paz, garantir a liberdade dos cidadãos e favorecer o desenvolvimento sustentável. Esta é constituída por diversas instituições europeias como a Comissão Europeia, o Conselho da União Europeia, o Banco Central Europeu, o Parlamento Europeu e o Conselho Europeu, que trabalham para manter sempre os princípios e os valores da União Europeia. Para além das instituições, também é conhecida por vários símbolos: o dia da Europa (9 de maio), o hino “Ode à Alegria”, o lema “Unidos na Diversidade” e a bandeira. A União Europeia tem vindo a aumentar ao longo dos anos e, neste momento, tem cinco países candidatos a aderir. Isto mostra-nos que mais países querem fazer parte destes princípios. A UE é o projeto de paz mais bemsucedido na história da humanidade, tendo sido distinguido por isso com o prémio Nobel da Paz em 2012. A União Europeia também tem como objetivo promover os direitos humanos, proteger as minorias e grupos vulneráveis e defender os oprimidos. Os direitos dos cidadãos da UE estão consagrados nos tratados sobre o funcionamento da União Europeia e na Carta dos Direitos Fundamentais. Na minha opinião, a União Europeia é a Casa da Democracia, pois esta valoriza e apresenta valores muito importantes como a solidariedade, a No

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liberdade, a igualdade, os direitos humanos e a democracia. Desde a fundação da União Europeia que os cidadãos têm beneficiado dos esforços desta em prol da paz e da prosperidade, estando unidos pela economia, pela cultura mas principalmente pelos valores democráticos partilhados. A União Europeia valoriza os valores fundamentais para tornar este mundo num mundo melhor e num mundo de paz. Já 28 países constituintes da Europa têm em prática estes princípios e, desde que aderiram, têm beneficiado dos esforços desta comunidade em prol da paz, liberdade, igualdade e democracia. E é por isto que a União Europeia é a Casa da Democracia! Amélia Costa, 8ºA

No meu ponto de vista, a Europa é a Casa da Democracia devido a muitas variáveis positivas, como a existência da União Europeia, que promove alguns valores (a paz) e o desenvolvimento económico. A União Europeia tem origem na Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA) e na Comunidade Económica Europeia (CEE), formadas por seis países (Alemanha, França, Itália, Holanda, Bélgica e Luxemburgo) em 1957. A Europa é constituída por 733 milhões de habitantes e 49 países. A União Europeia, quando foi criada em 1957, era constituída apenas por 6 países e atualmente é constituída por 28 estados-membros e cerca de 510 milhões de habitantes. Uma das razões pela qual é considerada a Casa da Democracia é porque defende uma série de valores que permitem aos países que pertencem à União Europeia viver em conjunto com paz porque, apesar das diferenças linguísticas, culturais, religiosas e de costumes, estes valores humanos comuns permitem que exista uma união entre todos os países e que tenhamos orgulho em pertencer à União Europeia. Um destes valores que é muito importante é o respeito pelos direitos humanos, o que ajuda a respeitar e cumprir os outros valores como a paz, a No

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liberdade e o desenvolvimento económico. Outro valor muito importante é a diversidade, que é transmitida pelos símbolos da União Europeia. Como referido, estes valores estão presentes nos símbolos da União Europeia, como o Dia da Europa (dia 9 de maio), a divisa da Europa «Unidos na Diversidade», o hino europeu, que é o hino da alegria retirado da Nona Sinfonia, do alemão Ludwig van Beethoven. A razão pela qual a Europa é considerada a Casa da Democracia é não só pelo que é hoje, mas também por ter nascido progressivamente, graças aos ideais de homens e mulheres corajosos, que até hoje ainda lutam pela diversidade, pela paz, pela solidariedade e pelo progresso em toda a Europa. É por estas razões que a Europa é a Casa da Democracia e a União Europeia é tão importante. Lourenço Costa, 8ºA

O filme O meu nome é Alice (no original, Still Alice), de 2014, foi realizado por Wash Westmoreland e Richard Glatzer, tendo sido baseado no romance de Lisa Genova, e trata um caso de Alzheimer precoce. Alice é uma professora universitária de linguística que acabara de fazer 50 anos, com um casamento feliz e três filhos. Adepta do desporto, leva uma vida normal, quando, numa das suas atividades diárias de jogging, fica atordoada e esquece a morada da sua casa. Anteriormente, já lhe acontecera uma vez, mas no contexto No

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É urgente viver!


profissional. Os lapsos de memória tornam-se mais frequentes embora, na altura, esporádicas. Alice decide consultar um médico neurologista, que, depois de alguns exames, suspeita tratar-se de Alzheimer pelo facto de os sintomas se enquadrarem nesta degenerescência cognitiva. As suspeitas do médico concretizaram-se e Alice é diagnosticada com um tipo de Alzheimer raro, podendo ser transmissível aos seus filhos. Contudo, a aceitação da doença não é fácil. Por isso, por iniciativa própria, ela começou por registar coisas importantes do seu quotidiano, como o nome dos filhos ou datas importantes. A rápida evolução da doença deixa-a num estado deplorável: repetia as questões com frequência, confundia o passado, perdeu a noção de tempo. A família teve um papel crucial no seu acompanhamento, dando-lhe amor e carinho e interagindo de modo compreensível. Por fim, Alice esquece quem é o que dez, esquecendo-se também do nome dos filhos e tendo problemas em comunicar. Em relação à imagem, como seria de esperar neste género de filme, o realizador foca-se mais na face da atriz e em imagens da postura dela, como no caso em que a atriz, por não se lembrar de onde é o WC, acaba por “sujarse”. Penso que a ideia da realização era mesmo essa para cativar o grande público ao mostrar este tipo de imagens chocantes, fazendo jus a esta realidade do Alzheimer. A banda sonora contribui para a tristeza da temática, dando realce aos momentos mais complexos. Na minha opinião, este foi um filme bastante elucidativo e informativo sobre esta doença, digno de ter vencido todos os prémios, designadamente o Óscar de melhor atriz. De facto, Julianne Moore desempenhou um excelente papel com a sua excelente performance. Para concluir, com este filme aprendi muito sobre a doença em si. No entanto, pretendo ainda fazer uma pequena observação em que a atriz, num diálogo com a filha e já num estado avançado da doença, não se esquece que o tema da peça de teatro da filha era o amor, o que me leva a pensar que, com amor, se consegue suavizar todo e qualquer obstáculo que tenhamos. Flávio Silveira, cursos Reativar, Sec. No

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LETRAS EM VERSO

A Amizade – o que é? Um bom amigo É uma pessoa especial Que está sempre contigo E que te é leal. Uma grande amizade Baseia-se na confiança, Pois dizer a verdade Cria uma grande aliança.

O sentimento é fundamental Para um amigo arranjar. A conversa é essencial Para tudo começar.

Ilustrações de Miriam Luís, 7ºC

Maria Luísa Fortuna e Luana Soares, 7ºB

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Para uma amizade acabar Algo tem de acontecer, Tudo pode terminar Se uma mentira aparecer.


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Um amigo É aquele que sempre está contigo E que perante os maus momentos Ele alegra os teus sentimentos. E quando estás de mau humor Ele melhora a tua dor Apesar das vossas brigas e discussões Estará sempre nos vossos corações. Um amigo é como um irmão Por vezes chato e resmungão Mas se entre vocês houver lealdade Garanto que nunca acabará a vossa amizade. Daniela Botelho e Evilin Brito, 7ºB

Um amigo não é uma pessoa que nos engana, É uma pessoa que nos empresta grana. Um amigo é um animal, Uma preguiça, só que racional. João Câmara e Miguel Soares, 7ºB No

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Um amigo é… Um amigo é uma pessoa a quem contamos os nossos problemas, Um confidente que nos ajuda em esquemas.


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Dúvidas da amizade O que é um amigo? É aquele que te acompanha E que sempre está contigo Mas, às vezes, com manha. Nunca se deve guardar rancor De um a simples pessoa, Pois deixa a sua dor E tudo vem à toa. Devemos sempre ver O lado positivo De tudo o que acontecer, Porém também há um lado negativo. E o que é um inimigo? Será que é a pessoa que não gosta de ninguém? Pode ser ou não, Mas vai mais além.

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Ana Blayer e Ana Cabral, 7ºB

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Amizade bem pensada A amizade é feita de fases E nem todas são boas. Amizade verdadeira Não é ser inseparáveis… É estar separados E nada mudar. São com arco-íris Aparecem espontaneamente E até parece Que nos leva a Paris. As boas amizades Fazem bem á saúde, Pois são construídas Com muita atitude.

Encontramo-la, Se apenas um Se lembrar de acender a luz. E mais importante, A falsidade Não combina Com amizade! Maria Miguel Soares, 7ºB No

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Com os amigos Descobrimos coisas, Como a felicidade, Mesmo nos tempos mais escuros.


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Um amigo, Uma pessoa que noa ama Quem quero ter sempre comigo, Que nunca nos engana. É uma pessoa em quem temos confiança A quem tudo podemos contar, Porque se houver alguma mudança, Sabemos que ele nos vai apoiar. Mesmo que estejamos errados, Ele à verdade nos vai chamar, Porque mesmo por outros odiados, Ele vai-nos sempre amar. Matilde Caria e Mariana Costa, 7ºB

Um amigo é quem não nos mente, Num meio de transporte, fora ou dentro, É o nosso confidente, É quem está sempre presente e, qualquer situação.

Um amigo não é rude, É uma pessoa amigável, É com que nos podemos zangar, Que ele não se vai chatear E acabará por nos perdoar. Rodrigo Alves, 7ºB No

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Um amigo é uma pessoa especial, É com quem podemos contar Numa nave espacial, Em terra ou no mar.


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Amigo é ser… Amigo é ser fiel É ser companheiro E dar o anel. Amigo é ser verdadeiro E parar de ser traiçoeiro. Ser amigo é não falhar Ajudar e Compartilhar. Ilustrações de Miriam Luís, 7ºC.

Ser amigo é ser uma flor, É ser uma tulipa num jardim de condor. Pedro Maciel e Rodrigo Meneses, 7ºB

Uma pessoa que não vê maldades Nos nossos problemas. Uma pessoa que diz: - “Eu ajudo”. Quando as amizades nos colocam em dilemas, É quando ele mostra o coração graúdo. E o seu coração É um coração tão bom. Cada palavras uma canção, Tão doce quanto um bombom. No

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Para mim um amigo é…


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Um inimigo, com olho miúdo, Um amigo com olho graúdo Protege-nos do mal E mostra-nos o bem. Um amigo é um corretor É como um professor Ele até parece um pai Que se aciona quando a alegria cai. Ele tem uma profissão É o nosso cuidador. Ele tem sempre uma canção. Um amigo é um rei Que impõe sempre uma lei. Décia Gonçalves, 7ºB

Amigo é aquele ombro Onde podemos chorar Aquele abraço reconfortante Que ninguém nos pode tirar. Amigo é aquele Que nos faz rir Mesmo estando tristes. No

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Amigo Amigo é alguém Com quem podemos contar Sabendo que não nos vai julgar.


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Amigo é aquele Que só com um olhar Sabe o que sentimos E do que precisamos. Amigo é aquele Que nos tira da solidão, Da tristeza, Da doença E do ódio. Amigo é aquele que nos é leal E que nunca nos deixará para trás. Amigo é sinónimo de felicidade.

Amigo é aquele que só nos quer ver felizes Com um sorriso verdadeiro e limpo Estampado na cara. Que nos acompanhou, Acompanha E acompanhará Nos bons e maus momentos. Um amigo é para a vida. Marta Blayer, 7ºB

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Amigo é aquele Que mesmo estando longe, Está perto.


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Amigo, uma palavra verdadeira Amigo quem te ajuda Quando estás perdido em uma estrada Uma amizade guerreira Uma amizade, longe ou afastada. Amigo é amor É ele quem te ajuda Quando estás em mágoa Quando és uma flor Que precisa de água. Um amigo ou irmão Quando precisas de ajuda É ele quem te estende a mão Numa noite fria e escura. Amigo é aquele Que te elogia Amigo é aquele que te Faz feliz Como se fosse por magia.

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Patrícia Alves e Beatriz Rocha 7ºD

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AMIZADE Amigo é ser companheiro É alguém em quem podemos confiar Um amigo verdadeiro Com quem podes sempre contar. Amigo é ser fiel Amigo é quem te ajuda Amigo é como um papel Onde escreves a tua amargura. Andreia Lima e Juliana Oliveira 7ºD

O que é um amigo? Amigo é uma pessoa em quem se pode cofiar É um companheiro com quem podemos desabafar Um amigo não é um inimigo Um amigo é quem está comigo Amigo é aquele que é presente Quem nos ajuda nos maus momentos Amigo está connosco até nos bons tempos Quem não abandona por causa de outra gente.

A amizade é uma flor, Que não se encontra na rua, Que nos mostra o amor, Que não se encontra na rua E que contém muito valor. No

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Leonor Lobão e Fábio Oliveira 7ºD


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Um amigo é uma onde de sentimento Que nos faz remar Neste mar Que nos faz ir contra o vento. Um amigo é uma rosa. Um inimigo é um espinho Uma cobra venenosa. Ineldina Silva e Nádia Furtado, 7ºC

Um amigo Um amigo é Uma pessoa com quem desabafamos E em quem confiamos. Um amigo é especial Porque não há igual. É simpático e generoso, Pois é muito corajoso.

A amizade é como uma flor, Porque tem muita cor. Esta é a definição De uma amizade com afeição. Natacha Faustino, 7ºC No

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Um amigo de verdade É a quem damos o nosso perdão Bem lá do fundo do coração.


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A amizade Amigos são pessoas que o tempo não apaga, Que a maldade não afasta, Que a distância não destrói. É um sentimento que nunca sai do coração Um amigo é alguém que está sempre presente, mesmo estando longe Quando sozinho, te faz companhia. Ser amigo não é coisa de um dia, Mas sim de todos os mais belos e dolorosos momentos. Amizade não rima com falsidade, Mas rima com coração e felicidade de verdade. Nos versos, tu és uma rima. Indiscritível obra-prima Melodia, intensa canção, Acalanto do coração.

Amigo é um refúgio da vida Que nos dá a fé Para continuar na corrida Mesmo que seja só com um pé. É como um abraço profundo Qual arbusto frágil, que nos sustenta, Nascido das pedras fortes. No

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Maria Vieira e Vasco Bettencourt, 7ºC


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Amigo é uma fuga social Humana ou animal É um abrigo seguro Longe do escuro É uma amizade real. Manuel Silva e Sérgio Alves, 7ºC

Amigo Um amigo para mim é uma pessoa espacial, Está presente quando estou mal. Um amigo tem de ser verdadeiro, Pode ou não ser solteiro. Num amigo eu tenho que confiar, Pois se ele me trair, Eu vou-me chatear. Um amigo pode dar opinião, Se estiver certo terá a minha gratidão.

E para acabar bem, Se não tens um amigo, Não fazes nada bem, Porque um amigo É tudo o que a gente tem. Mário Vigário, 7ºC No

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Ele é muito verdadeiro, Pois ele é um cavalheiro. Pode ser mais velho ou mais novo, Porque é sempre um mosqueteiro.


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Um amigo é uma pessoa Em quem podes confiar, É como o ar. É aquela pessoa que não te põe de parte Só porque tens diferenças Cada um tem a sua arte E um amigo tem parecenças. Um inimigo é como uma caneta Só escreve quando pegam nela É uma treta, É como canela. Amigo é uma flor Plantada no meu jardim Que tem pétalas de marfim. Mariana Barcelos, 7ºC

Se perder a confiança É difícil ganhá-la de volta. O amigo terá uma revolta, Mas sempre há esperança. Ele destrói a solidão E recebe gratidão. Nuno Oliveira, 7ºC No

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Nós nos conhecemos E escolhemos a palavra amigo. Nós nos ajudamos E partilhamos o castigo.


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O que é um amigo? Amigo para mim é uma pessoa especial, Mesmo estando mal, Ele me ajuda, Sempre que preciso que alguém me acuda. Amigo pode sempre dar opinião, Pois eu vou ouvi-la com muita atenção. Amigo, pessoa que me ajuda, Quando peço que me acuda, Quando necessito, Basta dar um grito.

Amizade Amigo é uma pessoa Em quem podemos confiar Uma pessoa que não mente que não nos deixa de lado Inimigo é aquele que não Fala pela frente, mas sim por trás Aquele em quem não devemos confiar. Bernardo Silva, Afonso Mendes 7ºD No

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Diogo Pais, 7ºC


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Amigo: o que é um amigo? É quem está sempre contigo Até mesmo quando estás em perigo Nunca te deixa sozinho. Amigo não é só uma pessoa Que está sempre ao teu lado. É alguém verdadeiro Alguém que te entende Que não te trocaria por nada neste mundo. Um amigo sempre te apoiará Quando enfrentares o teu inimigo Não é só ele que tem de estar lá para nós Nós também temos de estar lá para ele E dar-lhe valor Senão podemos perdê-lo para sempre.

Ilustrações de Miriam Luís, 7ºC.

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Miriam Luís e Olga Alves, 7ºC


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Poesia e Visual

Madalena Lima, 9ºA No

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Ana Sofia Macedo, 9ºA


Rodrigo Ferreira, 9ºA

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Maria Constança Barroso, 9ºA

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. Inês Reis, 9ºA

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Pedro Alves, 9ºA No

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ESCREVEMOS LOGO EXISTIMOS Como? Como se semeia milho? A sementeira de milho, em muitos hectares, precisa de uma boa preparação da terra e de escolher bem a altura do ano. Para começar, no mês de abril, revira-se a terra a semear com um arado engatado num trator e deixa-se repousar. Isto sucede para que a erva que estava antes fique a apodrecer e sirva como fertilizante natural. Após um mês, começa-se por fresar a terra para que esta fique direita e solta. De seguida, aduba-se com adubos específicos e voltase a fresar. Posteriormente, começa-se a semear o milho aos regos em que só caem duas ou três sementes no mesmo sítio de quinze em quinze centímetros. A distância entre regos não deve ser nem mais nem menos de trinta centímetros. Por último, “isola-se”, ou seja, desenvolve rapidamente. Assim, passados três ou quatro meses, acima de tudo se chover, irá ocorrer uma boa apanha de milho, tanto para o gado, como para maçaroca. Rui Martins, Cursos Reativar, B3

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sulfata-se para as ervas daninhas não crescerem enquanto o milho se


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Como preparar peixe para salgar? Salgar e secar peixe era uma prática muito utilizada pelos nossos antepassados para a conservar do pescado. Hoje, com o aparecimento de outras formas de conserva, tornou-se menos usual, embora ainda seja utilizada não tanto com o intuito de conservar mas sim para manter e divulgar o produto final. Primeiro, deve-se tirar as escamas, tripas e limpar e lavar bem o peixe; depois, fazem-se dois cortes verticais de cada lado da espinha dorsal para, de seguida, ser retirada mais facilmente. Fazem-se, então, vários cortes na vertical nas partes mais altas do peixe e sempre junto à linha da espinha sem as trespassar, de forma a obter um corte perfeito através do qual o peixe vai absorver melhor o sal. Após pronto o peixe, pega-se num recipiente de plástico, de preferência com tampa, cobre-se o fundo de sal, de modo que o peixe esteja em todos os lados em contacto com o sal, abrindo sempre bem cada um dos cortes, a fim de os encher bem de sal. Podem fazer-se várias bastante sal, de maneira que o peixe fique em contacto com o sal e nunca com o plástico ou com o outro peixe. Para terminar, cobre-se o peixe de sal de forma que este fique quase invisível. Fresco de pescador. Akrotiri, ilha de Santorini, Grécia, 1600 a.C. a série | N.º Especial | maio de 2015 |

Tapa-se e deixa-se pelo menos quinze No

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camadas, mas sempre separadas por


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dias até ganhar a moura. Depois, pode retirar-se e estende-se então ao sol, pendurado numa corda ou pousado num sítio, tendo de secar sempre dos dois lados. Antes de se confecionar grelhado ou cozido, como se faz com o bacalhau, é necessário demolhá-lo para retirar o sal. Concluindo, diz o povo que uma veja ou uma cavala pescada na época da desova “gorda” é melhor do que qualquer bacalhau! Resta experimentar! Luís Pimentel, Cursos Reativar, B3

Como ir à pesca? Para ir à pesca é preciso ter a cana, seda, os anzois e o chumbo. Depois de ter tudo isto, é escolher um pesqueiro onde haja peixe. Quando lá estiver, é preciso aparelhar a cana e engodar o peixe para o poder apanhar e ter paciência até que o peixe vá ao anzol com o isco e fique lá preso. É bom ir pescar para o mar manso e sem vento, para se poder sentir o peixe a morder o isco, pois, se o vento estiver forte, vai ter muita dificuldade em sentir o peixe, porque o vento não deixa a linha Depois de apanhar o peixe, é preciso puxá-lo para terra, tirá-lo do anzol e pô-lo no balde, voltar a pôr a isca nova e água com ela, para ver se se apanha outro e outro peixe. Em conclusão, é assim que se pesca na boa e, de preferência, com uma boa companhia, porque é sempre bom ir para o mar acompanhado! Bernardo Rocha, Cursos Reativar, B3 No

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quieta e isto vai tornar a pesca mais difícil.


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Como fazer um jornal? Para colocar a edição de um jornal na rua são precisos muitos passos e muito trabalho para que as pessoas tenham um jornal para ler as notícias. Tudo começa no escritório, aonde chegam os anúncios e a publicidade. Fechada a edição, os mesmos seguem para a secção da montagem

onde

tudo

é

organizado nas suas páginas e nos seus espaços próprios para o efeito. Enquanto tudo isto acontece, entram também os elementos da redação ao serviço (jornalistas), que, depois de terem as suas Heinrich Bebi (1799–1888). The Sun (c. 1852). Óleo sobre madeira, 46x33cm. Coleção privada.

reportagens e notícias aprovadas pelo diretor do jornal, enviam o

seu trabalho para a secção de montagem. o papel e é quando o jornal é revelado em chapas de alumínio e segue para a secção de impressão. Aí, as chapas são colocadas nas máquinas que irão passar o jornal das chapas para o jornal. Para finalizar, o jornal é intercalado e dobrado numa máquina e segue para os distribuidores, que o levarão aos leitores! Emanuel Pereira, Cursos Reativar, B3 No

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Tendo a edição já pronta no computador, é preciso passá-la para


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PARTIDAS LITERÁRIAS, ARTÍSTICAS, DA CULTURA (abr-jun/19)

Nas LETRAS, Maria Alberta Rovisco Garcia Menéres (25.08.193015.04.2019), escritora e poeta (tens um exemplo à frente) mais do que conhecida junto do público infantojuvenil pelo seu Ulisses (1970) ou pela peça de teatro À Beira do Lago dos Encantos. Nasceu em Vila Nova de Gaia, foi professora, colaborou com vários jornais, casou-se com o também escritor E. M. de Melo e Castro, com quem organizou a Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa, que a BEAG tem para tu leres. Ganhou o Prémio do Concurso Internacional de Poesia Giacomo Leopardi, em 1960, com Água Viva e recebeu o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens em 1984, pelo seu contributo extraordinário nesta área. Em 2010, foi agraciada com o grau de comendadora da Ordem de Mérito. Notícia do óbito aqui e entrevista com Maria Alberta Menéres quando recebeu o Grande Prémio Gulbenkian.

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Desde meados de abril até agora, partiram algumas pessoas interessantes e importantes pela sua vida, intervenção, cultura, arte, enfim, pela sua existência! Relembra-os, lendo a sua obra e conhecendo o seu trabalho…


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ÁGUA-MEMÓRIA Que súbita alegria me tortura alegria tão bela e estranha tão inquieta tão densa de pressentimentos? Que vento nos meus nervos que temporal lá fora que alegria tão pura, quase medo ao silêncio?

Maria Agustina Ferreira Teixeira Bessa-Luís (25.08.193015.04.2019), genial escritora, aliás, A escritora do séc. XX português! Prémio Camões em 2004 e correspondente da cadeira 10 da Academia Brasileira de Letras. Conhecida pela sua obra A Sibila (1954), não é possível esquecer outras como Fanny Owen (1974), A Corte do Norte (1987), Vale Abraão (1991), a trilogia Princípio da Incerteza (20012003) ou A Ronda da Noite (2006)… Assim que puderes, lê Dentes de Rato (1987) e Vento, Areia e Amoras Bravas (1990), disponíveis em O Chapéu das Fitas a Voar (2008). Se gostares de ler on-line, além das que estão acima, aqui tens as ligações para algumas das suas obras: Longos Dias Têm Cem Anos (1982) sobre Maria Helena Vieira da Silva; Dicionário Imperfeito (2008), cuja entrada “Viver” se reproduz a seguir. Se preferires um conto, aqui tens Embarque em Brindisi. Notícia do óbito aqui e aqui; documentário Nasci adulta e morrerei criança disponível aqui; diálogo com Manoel de Oliveira, filme de Daniele Segre, aqui. No

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Para a chuva nas árvores para a chuva nos gestos, interiores contornos divisíveis distâncias ultrapassáveis gritos que alegria no inverno, que montanha esperada ou inesperado canto?


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Viver. O Homem não se cansa de viver. E nós vemos que é mais fácil morrer em jovem, que morrer em velho. Há um livro de um escritor francês, de que não me ocorre o nome, em que há um homem distinto, um médico, que chega ao fim da vida e a quem o filho tenta convencer – quando ele já está para morrer, já moribundo – que é natural que a pessoa velha, que viveu muito, morra, que não tem de sentir pena por morrer. E o pai diz: «Pois é, por isso mesmo; porque vivi muito e porque sei o que é viver é que tenho pena, por isso é que me custa muito mais.» Enquanto que vemos a serenidade com que um jovem desafia a morte. Senão não ia para a guerra. Os jovens consideram, de certa maneira, que a vida não tem importância.

Na MÚSICA…

Notícia do óbito aqui; aqui sobre a sua doença e aqui, com alguns vídeos de apresentação.

Fotografia de Inácio Rosa/LUSA No

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Dina, nome artístico de Ondina Maria Farias Veloso (18.06.195611.04.2019), cantora e compositora portuguesa conhecida pelo single “Há sempre música entre nós” (1980), venceu o Festival da Canção em 1992, com “Amor de Água Fresca”, poema de Rosa Lobato de Faria, que podes ouvir aqui.


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E VIVAM AS ARTES! Educação Visual Foi um período de trabalhos vários! A Prof. Roxana Ferreira trabalhou a circunferência em perspetiva e os resultados estão à vista de todos!

Gonçalo Almeida, 9ºD No

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Joana Moniz, 9ºC

Beatriz Silva, 9ºD

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Guilherme Carvalho, 9ºD


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Educação Tecnológica O 9ºB desenvolveu o projeto de remodelação da sala de aula 104. Diz lá se não ficou linda!

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Na disciplina de educação tecnológica, os alunos desempenharam trabalhos inovadores na dinâmica da reciclagem!

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Em maio, houve a exposição do departamento de artes na entrada da ESJEA e repara com foi possível juntar tão bons trabalhos em tão pequeno espaço! Encontraste algum teu?

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O QUE ESTĂ PARA VIR?

Joana Silva, 9ÂşC

Este jornal + suplemento faz-se com a contribuição TODOS! Participa enviando os seus textos para es.jea@edu.gov.pt, com ‘Vid’AcadĂŠmica’ no assunto! No

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DIVERTE-TE MUITO NESTAS FÉRIAS! đ&#x;˜Š PASSEIA, LĂŠ, VAIS AOS CONCERTOS E APROVEITA ESTES DIAS PARA RECUPERARES FORÇA PARA O PRĂ“XIMO ANO! đ&#x;˜‰

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Jornal Escolar Vid'Académica da Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade de Angra do Heroísmo, Terceira, Açores. Este número tem como...

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