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N° 101

ProjetARK Luan Vinicius

Felipe Moura

Paulo Victor

Analise de obras modernistas. Rio de Janeiro - 30 de Agosto de 2012.

OS CINCO PONTOS DA ARQUITETURA MODERNA Os cinco pontos fundamentais da arquitetura moderna são resultados de pesquisas difundidos por Le Corbusier, como condição de experiência moderna no edifício, tais pontos renovam as metrópoles Europeias com a chegada do século XX. Esses Figura 1: Le Corbusier cinco pontos possibilitam maior eficiência do edifício possibilitando uma articulação harmoniosa e uma cooperação mutua com o entorno.

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Terraço Jardim- nomeado como a quinta fachada Courbuisana, o terraço jardim tem a função de recuperar, o solo perdido com a ocupação do edifício. Este espaço não tinha somente a função de construir uma mini réplica da natureza, mas também um espaço para extrapolar a simples questão funcional de possibilitar o homem a uma existência saudável, através do uso de espaços ensolarados e higiênicos de lazer. Esse sistema de terraço jardim foi alcançado graças ao avanço técnico do concreto armado.

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Planta livre – Com o avanço técnico do concreto, o uso de sistemas viga-pilar em forma de grelhas ortogonais gera a flexibilidade necessária para procurar a melhor definição espacial interna, Ou seja, a definição dos espaços internos não depende mais da concepção estrutural.

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Fachada livre- Esse sistema se oferecia livre de comprometimento estrutural, possibilitando a ampliação máxima de vãos.

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Janelas em fita – com a ajuda do ponto anterior (fachada livre), as janelas passam a se abrir livremente na fachada. Essas janelas de forma corridas possibilitavam a percepção e a comunicação entre a paisagem exterior e o interior.

“O terreno sobre a casa ficou desempedido; o teto, foi reconquitado; a fachada esta inteiramente livre e, assim não estou mais paralizado.”

Os pontos ·

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Pilotis – sistemas que eleva o volume arquitetônico do nível do solo, mantendo com ele poucos e rígidos apoios, esse sistema possibilita plena adaptação topográfica do terreno, gerando espaços livres de convivência, estar e repouso sob o edifício.

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Analise de obras modernistas. Rio de Janeiro - 30 de Agosto de 2012.

“ORNAMENTO & CRIME”

Pertencente a um grupo de arquitetos do movimento moderno, Adolf Loos foi o expoente da busca permanente de uma “arquitetura pura” liberada das influencias plásticas anteriores. Para Loos a arquitetura deveria ser funcional e, sobretudo, com o abandono dos elementos decorativos no Figura 2: Adolf Loos espaço. Segundo ele "quando uma cultura evolui, ela gradativamente abandona o uso do ornamento em objetos utilitários". A partir disso Adoolf loos se distancia relativamente da arte, com o propósito de fortalecimento desta e da arquitetura, uma vez que para ele apenas uma pequena parte da arquitetura pertence a arte. Em seu manifesto, trata o ornamento como sendo uma armadilha de custos em termos econômicos. O operário só seria pago pela construção do prédio propriamente dito. A ornamentação poderia ser equiparada a um desperdício de mão-de-obra e a uma violentação do material. Em síntese o manifesto de 1908, expressa uma nova forma no conceito de arquitetura a partir do século XIX com formas mais retilíneas e com fachadas lisas.

N° 101

Exemplos de residências com cinco pontos da arquitetura moderna e o manifesto – ‘ornamento e crime’. Casa Heissenhofmuseun Ÿ Localização: Bairro

w e i s s e n h o f , S t t u rg a r t , Alemanha. Ÿ Autor: Le corbusier Ÿ Ano: 1927 Ÿ Este projeto apresenta uma volumetria simples e de fácil identificação. Com superfícies lisas, sem ornamento em suas fachadas, refletindo um caráter positivista.

Figura 3

Analises Pilotis no pavimento térreo, Liberando a casa do solo. Garantindo ‘leveza’ a construção.

Figura 4

Janelas em Fita

“O homem ama tudo o que serve à sua comodidade e odeia tudo aquilo que o incomoda e quer tirá-lo da posição segura que conseguiu. É por isso que ama a casa e odeia a arte.” Adolf Loos 03

Figura 5

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Analise de obras modernistas. Rio de Janeiro - 30 de Agosto de 2012. Planta livre. Este sistema permitia uma maior flexibilidade nos espaços internos, graças a evolução do concreto armado.

Térreo

1° pavimento

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Maisom Citrohan Ÿ Localização: Bairro

weissenhof, Stturgart, Alemanha. Ÿ Autor: Le corbusier Ÿ Ano: 1922 Ÿ E s t a re s i d ê n c i a segue nos mesmos parâmetros modernistas que a anterios, incluindo Figura 9: Maison Citrohan o manifesto ‘ornamento e crime’ e os cinco pontos da nova arquitetura

2° pavimento

Figura 6: Planta baixa

Figura 7: Fachada lateral

Planta livre, com setorização de espaços de estar amplos enquanto os íntimos e de serviço prejudicados

Térreo

1° pavimento

Inteiramente ligado a planta flexivel, A fachada livre proporciona uma maior possibilidade de movimentação dos planos da fachada e aberturas de vãos. Figura 10: Planta baixa 2° pavimento

Paisagismo do terraço jardim e a presença de pilotis em sua composição Janelas longitudinais ,dando maior horizontalidade ao projeto

Figura 8: Terraço Jardim

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Figura 8: Terraço Jardim

Figura 11: Fachada norte

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Analise de obras modernistas. Rio de Janeiro - 30 de Agosto de 2012.

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Janelas longitudinais no terraço jardim

Terraço Jardim

Estrutura modular em concreto armado

Aberturas de vão. Fachada livre

Pilotis Figura 10: Maisom Citrohan em construção

Considerações finais A clareza defendida por Adolf Loos em seu manifesto pode ser notado em ambas as residências projetadas por Le Corbusier que foram citadas anteriormente. A utilização de planta livre torna os dois projetos funcionais. É perceptível a liberdade dos ambientes que remetem à funcionalidade tão defendida por Loos dentro do seu manifesto. Loos também critica a utilização de excesso de ornamentos na arquitetura, tendo a percepção de ornamentos como algo que leva ao exagero à gastos supérfluos. O uso de fachadas livres é visto também nas duas residências, que não utilizam ornamentos na sua composição interior e nem exterior, relacionando ambos ao preceito de fahcadas lisas. Após a análise, nota-se que ambas as residências encontram-se perfeitamente inclusas dentro dos preceitos arquitetônicos defendidos por Adolf Loos. A presença de fachadas lisas na sua composição, bem como a “flexibilidade” dos projetos, graças ao uso de plantas livres, foram preceitos que nos levam à afirmar que ambas as residências são exemplares do que Loos procurou transmitir em seu manifesto.

Bibliografia Livro: Ÿ TIETZ, Jürgen. Historia da arquitetura contemporânea. h.f. ullmann 2008. Sites: Ÿ http://www.infoescola.com/biografias/lecorbusier/ Ÿ http://www.aeiou.at/aeiou.encyclop.l/l846666.h tm%3Binternal&action=_setlanguage.action?LA NGUAGE=en 07

Ÿ http://doportoenaoso.blogspot.com.br/2011/ 02/um-percurso-pelo-weissenhof-siedlung.html Ÿ http://www2.dbd.pucrio.br/pergamum/tesesabertas/0812280_10_cap _07.pdf Ÿ http://mthlemos.blogspot.com.br/2012_04_0 1_archive.html Ÿ http://kdfrases.com/autor/adolf-loos 08

Jornal de arquitetura moderna  

Analises de 2 residencias de le cobusier

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