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Correndo a carreira em MOÇAMBIQUE Edição 1 - Janeiro 2013- Inhaminga

e você está lendo este relatório significa que já faz um mês que estou em Moçambique. Não exatamente um mês, por que cheguei aqui no dia 9 de Janeiro, então, quase um mês.

Espero que ao ler o relatório você se sinta um colaborador e viabilizador desse trabalho. Desde já agradeço o apoio dos irmãos, amigos e familiares.

Este é o primeiro relatório de muitos outros que virão. O objetivo deles é mostrar de forma resumida como tem sido o trabalho realizado aqui em Moçambique durante os dois anos que me comprometi em ficar aqui.

(Se você não tem a mínima ideia do que eu estou falando, e o que é este relatório (rs), você pode ler esse outro relatório que conta um pouco sobre como surgiu o convite para Moçambique e sobre o trabalho que vou realizar aqui:) Continuando....

AINDA NO BRASIL....

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om, se estou escrevendo esse relatório preciso testemunhar sobre como o Senhor é fiel aquilo que Ele nos diz. Poucos dias antes da viagem, mais precisamente dia 27, recebi uma ligação muito inesperada - O cônsul de Moçambique. Ele me ligou e começou a fazer uma entrevista referente ao que eu iria fazer aqui em Moçambique, queria saber mais informações para liberar o visto ou não. Ficamos por volta de 10 minutos falando ao telefone, ele não parecia um cara muito amigável. Por mais que eu tenha dado todas as explicações possíveis ele disse que não iria liberar o visto. =/ No outro dia Susana que estava em Brasília foi até o consulado de Moçambique tentar falar com ele, mas estavam fechados por causa dos feriados e só voltariam a funcionar no dia 3. Então, tivemos que esperar até o dia 3. Durante este tempo oramos bastante para que a vontade do Senhor se cumprisse. Por mais que a principio eu tenha ficado bastante preocupado e temeroso, depois fiquei tranquilo e tive certeza que Ele estava no

controle de tudo e que nada impediria a vontade do Senhor se realizar. Mesmo durante esse tempo, sem saber qual seria a resposta do Cônsul, estive em várias reuniões em que familiares e irmãos oraram por mim, me abençoando e me enviando para essa missão. Em uma reunião da Igreja em Monte Mor no dia 2 de Janeiro, tive a plena convicção de que a viagem iria acontecer. Deus falou muito ao meu coração durante aquele momento, coisas que vou levar pra o resto da minha vida. Chegado dia 3, Mariano, representante aqui da missão em Moçambique, ligou para o Cônsul e depois de muito falar, muito insistir, (quase chorar rs) ele finalmente liberou o visto faltando 4 dias para a viagem. GLÓRIA A DEUS. Posso falar com grande certeza que Deus cuidou de todas as coisas nessa viagem. Em cada detalhe pude ver seu cuidado para com seus filhos!

Precisamos ter a certeza de quando nos lançamos naquilo que Ele nos diz é Ele que vai cuidar de todas as coisas.

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ntão, chegado o dia 8 de janeiro, estavamos nós - Eu, minha família, meus amigos e muitas outras pessoas - no Aeroporto de Guarulhos –SP. Junto comigo embarcaram mais 8 pessoas. Uma equipe que passaria 1 mês para desenvolver um projeto na área de educação, Susana, missionária a quase 10 anos em Moçambique, Felipe e Paulo, meu amigos do Brasil que vão ficar aqui também. Despedida da minha família

Nos despedimos, choramos, nos abraçamos e tudo o mais... E por fim, embarcamos para Moçambique.

A VIAGEM

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viagem do Brasil para a África do Sul foi bem tranquila, era o trajeto mais longo, mas foi o mais fácil. A viagem da África do Sul até Moçambique já foi um pouco mais tensa, o avião era bem pequeno, daqueles que cabem umas 50 pessoas. Mas deu tudo certo no final! (: Quando chegamos ao aeroporto de Beira, restava ainda mais uma viagem, Beira até Inhaminga. Foi a viagem mais difícil. Leões, tigres e cobras nos per segu ir a m d ura nt e o c ami nh o [.. .] (BRINCADEIRA, rsrs). Mas, apesar disso não ter realmente acontecido foi uma viagem muito difícil. Fomos em dois carros, normalmente o trajeto que é feito em 3:30h, foi feito em 6h. São 170km de estrada de terra, e como tinha chovido muito há alguns dias, ela estava muito (muitoooo) esburacada e com muitas poças d’água. Em resumo, saímos do Brasil ás 18:30 da terça e chegamos aqui na quarta feira, ás 17:00 do Brasil e ás 21:00h de Moçambique (O Fuso horário daqui é 5hrs a mais em relação ao Brasil, 4hs agora por causa do horário de verão).

A estrada estava muito (MUITOO) esburacada e com muitas poças d’água.

Nossa maior preocupação durante a viagem eram nossas malas, é muito comum elas extraviarem, ou serem roubadas, mas graças a Deus não disso nos aconteceu.

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A CHEGADA Fui muito bem recebido por todos aqui, todos são muito receptivos! Me senti muito a vontade desde o primeiro dia. Moro no mesmo prédio em que funciona a escola. Divido um quarto com Felipe, amigo do Brasil, e temos uma sala onde podemos estudar e guardar algumas coisas. Nossa cozinha é comunitária, nós a usamos todos os dias, mas quando há alguma conferência na base da missão, ela é usada por todos da equipe.

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o mesmo prédio moram ainda outros dois missionários, Paulo que veio junto comigo e Raphael que já está aqui a 1 ano. Fazemos nossas refeição juntos, a convivência tem sido bem agradável, sem grandes dificuldades. Acredito que passar dois anos morando junto com muitas pessoas no CPP me fizeram acostumar com essa vida “compartilhada” (rs). A base da missão é muito bonita e confortável, há muitos jardins e uma grande floresta em volta. Tudo funciona em torno do prédio da escola, há um salão maior para conferencias, dormitórios e refeitório dos alunos, biblioteca, e casas dos membros da equipe.

O TRABALHO

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principal objetivo da minha vinda foi ensinar na escola Bíblica. As aulas vão começar no dia 4 de fevereiro, temos a previsão de 91 alunos de todas as regiões de Moçambique (nunca antes acontecido), porém alguns dos que se inscrevem acabam desistindo na última hora. Então devemos ter em torno de 70 alunos, o que já é muita gente.

Ensinando no grupo de Jovens em Inhaminga

Com as crianças em Ndoro

Josué e Ezequias, filhos de membros da equipe AWY

Como as aulas ainda não começaram, esse mês estive envolvido com outras coisas. Tive tempo de conhecer melhor as pessoas, a base da missão, a vila, e a igreja Inhaminga Wa Yesu, fui visitar por 3 dias a vila de Ndoro, organizei algumas coisas administrativas para o inicio das aulas, fiz alguns trabalhos práticos, pois alguns dormitórios estão sendo reformados para chegada dos alunos. Além das aulas na escola pretendo me envolver com o grupo de jovens da igreja. Todos os sábados pela manhã temos reunião de jovens e dois dias no meio da semana temos grupos menores. Jansen e Dora - missionários do Brasil, são os principais responsáveis por esse grupo. Tive oportunidade de compartilhar a palavra com eles em um sábado pela manhã. Apesar de ter sido um tempo muito bom, algo que é claramente perceptível é a dificuldade que existe de concentração. Durante as ministrações e as aulas precisamos da graça de Deus, de estratégias e muita unção para que eles mantenham o olhar fixo em você e os ouvidos atentos ao que o Senhor quer falar.

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nquanto preparava a mensagem para compartilhar com o grupo de jovens, senti Deus falar ao meu coração algo relacionado a paternidade. A mensagem foi sobre discipulado, entendi que fazer um discípulo não é apenas ensinar algo para outra pessoa, é mais do que isso, é tomar a responsabilidade pela vida dela como de um pai para com o filho. Paulo fala sobre isso em I Co 4:15 “Por que ainda que tenhais

dez mil instrutores em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais. Pois pelo evangelho eu mesmo vos gerei em Cristo Jesus.”

A conclusão que cheguei é que mesmo que o ensino seja muito necessário, existe algo que é mais importante do que isso. Há uma necessidade de pessoas que se tornem pais para este povo. Que eduquem, ensinem, corrijam, amem, que tenha paciência e perseverança. Digo isso não só em relação a Moçambique, mas essa necessidade esta presente em muitos lugares. Uma coisa muito importante de saber é que quando lidamos com pessoas, não podemos pensar que a mudança virá de uma hora para outra, não podemos ter expectativas em resultados a curto prazo. Um pai não consegue educar um filho em poucos dias, a educação de um filho leva tempo e exige grande dedicação. Principalmente analisando um lugar que sofreu coisas terríveis por causa da guerra civil, as marcas da guerra estão presentes na população até os dias de hoje.

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credito que o que aconteça em Moçambique não é algo apenas social, mas existe muita coisa nas esferas espirituais que impedem o desenvolvimento das pessoas e do país. Não é uma luta social apenas, é uma guerra nas regiões celestiais. “Porque

as armas da nossa guerra não são humanas, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas. Destruimos raciocinios e toda arrogância que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo.” II Co 10:4_5 O que assola o país não é apenas a pobreza, existe algo que vai além disso, algo que afeta o pensamento, a visão das pessoas. Não é apenas um atraso social, existe certo atraso psicológico, existe algo que impedisse o desenvolvimento do país e das pessoas. Já fazem 20 anos que o país não está mais em guerra, mas o cenário de miséria parece que é o mesmo, principalmente em áreas afastadas das grandes cidades. Mas, estou aqui há apenas 1 mês, ainda não consigo me expressar muito bem em relação a essas coisas. Por enquanto são só pensamentos que divido com vocês.

PARA ORAR -Orem especificamente pelo inicio das aulas, para que o Senhor traga alunos específicos que vão ser marcados por Ele e irão impactar esse país. -Orem para que o Senhor dê estratégias aos professores, para transmitirem a mensagem com simplicidade e clareza mas sem perder a profundidade Obrigado por fazer parte disso comigo!

CONTRIBUIÇÕES BANCO DO BRASIL AGÊNCIA 6572 6572--2 CONTA POUPANÇA 6757 6757--1 VARIAÇÃO 51

CONTATO VIICTORPORTO@GMAIL.COM

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UM GRANDE ABRAÇO - VICTOR PORTO


1ª Mês!