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Jesus no presépio é o Salvador, prometido por Deus. Celebrar o Natal é acolhê-Lo de coração escancarado e é oferecê-Lo com gestos de esperança aos que vivem sem esperança. Jesus no presépio é Deus feito homem, a ligar Céu, Terra e toda a criação, libertando o homem da solidão do pecado.

Celebrar o Natal é acolhê-Lo na oração e é tornar-se instrumento de comunhão na Igreja, na família e no mundo. Jesus no presépio é Deus connosco: verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Celebrar o Natal é reconhecê-Lo, na fé, como Deus feito homem, sem deixar de ser Deus, e é anunciá-Lo como tesouro único, com novo ardor e com novos

métodos. Neste Natal, antes da Ceia da fé, da esperança, do amor e da Festa, vamos recitar o credo da fé da Igreja e convidar Cristo, presente em alguém em solidão, para a nossa mesa e /ou privar-nos de alguma coisa para partilhar com uma instituição particular de solidariedade social? (D. Gilberto, Bispo de Setúbal)

“Não reduzir o Natal a hábitos e rotinas comerciais” «Se na mensagem para o Advento, partindo da história da família de Abraão, pedi que passássemos do riso da descrença ao sorriso da fé em Deus todo-poderoso, nesta mensagem para o Natal alargo o leque para que também acreditemos naquele que encarnou e abriu uma janela nos edifícios humanos, de modo a contemplarem a luz radiosa de Deus: Jesus Cristo, seu único Filho, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nascendo da Virgem Maria.

sem protecção nem segurança. Só na família encontrava a sua verdadeira identidade. Esta família não se reduzia ao pequeno lar constituído por pais e irmãos, mas alargavase a todo o clã familiar. Dentro deste grande grupo, eles entreajudavam -se nos trabalhos, partilhavam alfaias agrícolas e os lagares de azeite, uniam-se para proteger as suas terras, definiam as regras de acção e estabeleciam fortes laços de amizade. Perder ou abandonar a família de origem, significava assim perder a segurança existencial.

ciais, que disfarcem o genuíno sentido da sua origem: celebrar o Natal é festejar em família o nascimento do Salvador! Por conseguinte, a imagem da janela aberta traduz em si uma nova gramática do humano. Ela possibilita a entrada do transcendente no nosso interior e, simultaneamente, obriga-nos a olhar para o exterior, exigindo-nos a corresponsabilidade familiar, à semelhança da família de Nazaré. Porque se a chaminé (natal comercial) traz a satisfação do “eu”, a janela aberta (natal católico) favorece a comunhão do “nós”. Trabalhemos a nosOra, no tempo de Jesus a família era tudo: lugar de nascimento, esco- Neste sentido, os ataques da actual sa realidade familiar e abramos as la de vida e garantia de trabalho. sociedade de consumo pode reduzir portas da nossa família ao mundo!» (D. Jorge Ortiga) Fora da família, o indivíduo ficava o Natal a hábitos e rotinas comer-


Nasceu Jesus a 25 de Dezembro? Não. O dia exacto do seu nascimento é desconhecido. Os últimos estudos afiançam até que Jesus terá nascido 6 ou 7 anos antes da nossa era (no reinado de Herodes). No dia 25 de Dezembro, os povos pagãos celebravam a festa do nascimento do Deus Sol, com a entrada do solstício de Inverno (vitória da luz sobre a noite mais longa do ano). Com o tempo, os cristãos tentaram dar um conteúdo diferente a essa festa ou absorveram-na com as suas festas, de forma que o Papa Júlio I decretou em 350 que o nascimento de Cristo deveria ser comemorado no dia 25 de Dezembro, substituindo a veneração ao Deus Sol pela adoração ao Salvador Jesus Cristo. A verdadeira luz é Jesus Cristo. O nascimento de Cristo passou a ser comemorado no Solstício do Inverno em substituição das festividades do dia do nascimento do Sol Invicto. É uma das hipóteses, entre outras. Os reis magos existiram? Não. O relato dos reis magos é um texto, ou até uma parábola, do que estava a acontecer na Igreja, na altura em que os Evangelhos estavam a ser escritos, que era a adesão dos povos pagãos a Jesus Cristo, ao contrário dos judeus, que o recusaram desde a primeira hora. Quer-se sublinhar a universalidade da salvação de Jesus Cristo, que não exclui nenhuma raça nem nenhuma cultura. Os seus presentes expressam a fé dos pagãos: acreditavam e acreditam em Jesus, Filho de Deus feito homem, Rei e Senhor da História e do mundo.

Houve uma estrela do oriente? Não. Muitas têm sido as teorias, a que cientistas, astrónomos e astrólogos se entregaram. Uns dizem que foi uma estrela nova, outros um cometa e outros até que aconteceu uma conjugação de planetas. Não aconteceu nenhum fenómeno no firmamento. A estrela simboliza a luz da fé que fez com que os pagãos descobrissem Jesus como o Salvador. Quem os guiou não foi nenhum astro, mas a fé. Houve a matança dos inocentes? Não há dados seguros da sua historicidade. Só S. Mateus fala nela. Lembram-se que, no Antigo Testamento, também o Faraó mandou matar todos os recém-nascidos dos hebreus e só se livrou Moisés, lançado numa cesta ao Rio Nilo, que mais tarde viria a ser o libertador do povo hebreu? Mateus recorreu a este acontecimento para nos apresentar Jesus como o novo Moisés, o novo libertador que vinha celebrar uma nova aliança com todos os povos da terra. Por outro lado, é um episódio que procura retratar a famosa crueldade de Herodes, que mandou matar vários familiares, inclusive mulher e filhos, e notáveis do reino. Não havia lugar para Maria na hospedaria? Muitas peças de teatro que por aí andam, apresentam-nos muitas vezes um José aflito batendo às portas de casas e hospedarias a ver se encontrava um lugar para Maria dar à luz. Esta cena não tem fundamento. Seria José um pai descuidado? Andou a dormir e não preparou tudo como deve ser? É claro que não. S. José era um pai responsável e zeloso. Nas prescrições da lei de Moisés constava que uma mulher que dava à luz ficava impura. Tinha que se conservar separada dos outros. Só após cumprir as regras de purificação é que se podia juntar à família e aos amigos. Por essa razão, Maria teve de dar à luz num lugar isolado e humílimo da casa de algum familiar de José, em Belém. (P. Victor) (PUBLICADO NO NOTÍCIAS DE BARROSO)

Consulte na internet: eucreio.blogs.sapo.pt

TRADIÇÕES E COSTUMES A consoada. Noutros tempos, a noite de véspera do dia de Natal era uma noite de jejum. As pessoas centravam-se na vivência do acontecimento religioso e esqueciam tudo o resto. Com o tempo, percebeu-se que talvez fosse um pouco exagerado. Criou-se então o hábito de comer uma refeição antes ou depois da missa da vigília, para «consolar» um pouco. Assim nasceu, talvez, a consoada, de «consolata», consolo. Em Portugal come-se sempre o polvo (talvez influência galega) e o bacalhau. No dia de Natal, comem-se carnes, nomeadamente o peru ou o capão, ou até o cabrito. O Presépio (do hebraico, manjedoura, estábulo) é uma reconstituição do cenário em que terá nascido Jesus. O primeiro a fazê-lo terá sido S. Francisco de Assis, em 1223. O costume do pinheiro é mais enigmático. O seu uso talvez se deva ao facto de ser uma árvore que não perde a cor e o vigor no Inverno. Assim sendo, simboliza a vida que não acaba. Jesus é a verdadeira árvore da vida eterna. Alguns não deixam de notar também a sua forma triangular, simbolizando assim a Santíssima Trindade. Na mesma linha vai o azevinho, que se mantém vigoroso durante muito tempo, simbolizando a vida eterna que Jesus Cristo é. As luzes de Natal são sinal de que Jesus é a luz do mundo, o sol da justiça e de que com o seu nascimento se iluminou o mundo. O hábito de dar prendas tem o seu possível fundamento no gesto dos reis magos. O bolo-rei simboliza as prendas que os magos deram a Jesus. O seu aspecto dourado simboliza o ouro, as frutas a mirra e o seu aroma o incenso. Segundo reza a lenda, os magos tiveram de fazer um bolo com uma fava para escolherem quem seria o primeiro a entregar os seus presentes. A quem calhasse a fava, teria esse direito. Beijar o menino no dia de Natal é sinal de reconhecimento e de adoração. Por fim, o bonacheirão pai natal, segundo se pensa, é uma réplica formatada pela Coca-Cola do bispo S. Nicolau, um bispo turco do século III, que teve grande apreço pelas crianças. Um bom natal para todos.


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Gabriela Pereira Nogueira. Filha de Pedro Manuel Alves Nogueira e de Cristina Maria Gonçalves Pereira Nogueira. Marta Pedreira Carvalho. Filha de Paulo Sérgio Ferreira Carvalho e de Maria Manuela Flambó Pedreira Carvalho. João Pedro Gonçalves Correia Capela Rodrigues. Filho de Paulo Alexandre Capela Rodrigues Pereira e de Alexandra Gonçalves Correia da Silva. Gonçalo Pereira Caldas Fernandes. Filho de Pedro Filipe Caldas Fernandes Luís e de Maria Rosa Pereira do Couto. Diego Augusto Pinto Ferreira. Filho de Daniel Augusto Pinto e de Carla Maria Ferreira da Cruz. Alexandre Gonçalves Lameirão. Filho de João António Antunes Lameirão e de Ana Patrícia Gonçalves Pedrosa. Romain Romuald Delabriere. Filho de Romuald Robert Claude Delabriere e de Virginie André Lage Delabriere. Tiago Alcindo Garcia Coelho. Filho de José Joaquim Marques Coelho e de Maria da Conceição da Costa Garcia Coelho. Maria de Fátima dos Santos Gonçalves. Filha de João Martins Gonçalves e de Ana Maria dos Santos Silva. Clara Flambó Surreira. Filha de Abel Surreira e de Maria de Fátima Paquete Flambó. Camila Machado Fernandes. Filha de Bruno Miguel da Silva Fernandes e de Catarina Isabel Pinto Machado. Tiago da Silva Lanção. Filho de Luís Carlos Sequeira Lanção e de Carla Paula Pereira da Silva. Mariana Augusto Pereira. Filha de Filipe da Costa Pereira e de Sílvia Gomes Dias Augusto. Rafael Pereira Minas. Filho de Osvaldo José Silva Minas e de Paula Cristina da Cunha Pereira. Tomás Pereira Minas. Filho de Osvaldo José Silva Minas e de Paula Cristina da Cunha Pereira. Martim Ferreira da Cruz Mendes Fidalgo. Filho de Sérgio da Cruz Fidalgo e de Márcia Cristina Ferreira Mendes. João Pedro Vieira Gonçalves Mendes. Filho de Augusto da Silva Mendes e de Maria João da Silva Vieira Gonçalves.

5 de Maio. Matrimónio de Pedro Filipe Teixeira Fernandes e Verónica Alvarez Rodrigues Fernandes. 19 de Maio. Matrimónio de Ricardo Manuel Pimenta Ramos e Ana Maria dos Santos Carneiro. 4 de Agosto. Matrimónio de João António Antunes Lameirão e Ana Patrícia Gonçalves Pedrosa. 11 de Agosto. Matrimónio de Michael Santos da Costa e Vanessa Dias Carneiro. 11 de Agosto. Matrimónio de Paulo Jorge Barroso Torrão e Cláudia Sofia Carvalho Duarte. 14 de Agosto. Matrimónio de César Filipe Gomes de Moura e Cláudia Sofia Moura Teixeira.

ENTRADA

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Narcisa de Jesus Maria Inês Gonçalves Rodrigues Luís Manuel Esteves Fidalgo Rosa Diogo Conceição Carneiro Manuel Alves Pereira Abel Adriano Alves Duarte Joaquim dos Anjos Ferreira da Silva Hortense Ventura dos Santos Lopes Amândio Ildefonso Ana Gonçalves da Fonte António de Magalhães Sebastião Maria Custódio Duarte José Fernandes Júnior

Abri as portas, abri as portas ao Redentor SALMO Senhor, nosso Deus, fazei-nos voltar, mostrai-nos o vosso rosto e seremos salvos. OFERTÓRIO Abra-se a terra e germine em fecunda virgindade, o salvador prometido, o Salvador prometido para toda a humanidade. COMUNHÃO Feliz és tu porque acreditaste, que havia de cumprir-se o que te foi dito da parte do Senhor, Feliz és Tu porque acreditaste. FINAL Maria, fonte da esperança, neste tempo do advento. Vossa mão nos leve a Cristo, ao seu santo nascimento. Vossa mão nos leve a Cristo, ao seu santo nascimento.


Terça-feira 11.30 Quarta-feira 17.30

DIA DE NATAL. José Pereira de Araújo, esposa, filha e pais; Horácio de Araújo e esposa; Maria Virgínia de Araújo e família; Aurélio do Nascimento Bernardes e família.

Quinta-feira Sexta-feira 17.30

Joaquim Ferreira Silva, cunhados e sogros; José Gonçalves Surreira Júnior, esposa, neto Filipe e r. família; José Narciso Alves Lourenço e esposa; Bento Castro, José Alves e mãe.

Sábado 17.30

João Afonso Pereira, Hermínia Afonso Pereira; Júlio Dias Pereira, Maria do Rosário da Silva; Maria do Rosário Silva, marido, filhos, nora e genro; Francisco Baptista; Almerinda Pereira Martins; Rosa Diogo; Por todas as almas da paróquia de Montalegre.

VIDA PAROQUIAL: 1.Todos os jovens e crianças entre os 6 e os 16 anos devem inscrever-se e participar na catequese. Aos Sábados, a partir das 16. horas e aos Domingos para os jovens do 9 e 10º anos. 2. Relativamente às missas semanais, respeita-se, dentro do possível, o sétimo dia, o primeiro mês e o primeiro ano de cada falecido. Nos outros dias, as missas são pluriintencionais (várias intenções). 3.Marcar os casamentos e os batizados com tempo com o seu pároco. Quem desejar celebrar o casamento ou o batizado fora da Igreja Paroquial (numa Igreja que reúna condições) terá de obter uma licença junto do pároco, que, por sua vez, a solicitará à Diocese. Assim manda a Lei da Diocese. 4. Atenção aos padrinhos de batismo: Só pode ser padrinho de Batismo quem tenha completado 16 anos, seja crismado, e leve uma vida consentânea com a fé e o múnus que vai desempenhar. Quem for divorciado ou viva amancebado não pode ser padrinho de Batismo. Futuramente os pais tenham em conta estas condições que são exigidas pela Igreja. 5.O mês de Janeiro é o mês do pagamento da côngrua ao pároco. A lei da Igreja estipula um dia de trabalho. Mas o seu pároco sugeriu 25 euros para os casais e 20 euros para as pessoas solteiras ou que vivam sozinhas.

Gostaria de deixar um desafio a todas as famílias da nossa Arquidiocese: percam a vergonha e façam um breve momento de oração, antes da refeição da Ceia de Natal, louvando os dons de Deus e recordando os irmãos que perderam a segurança familiar. (D. Jorge Ortiga)

A MISSA AO DOMINGO Muitos cristãos raramente ou nunca participam na missa ao Domingo, o que não se compreende para quem se diz cristão e é batizado. Devemos saber organizar a vida de forma a se poder participar sempre na missa de Domingo, com toda a família. Não há cristão sem missa ao Domingo. A vida cristã é comunhão com Cristo e com a Igreja. A fé cristã não se tem, vive-se com Cristo e com todos aqueles que n’Ele acreditam. Em muitos cristãos é notório um desleixo que não se compreende, isto para não falar daqueles que trabalham como se um dia da semana fosse ou como se o domingo fosse um dia de folga. A não ser por doença ou outro motivo de elevada importância, nada justifica faltar à missa de Domingo. Quem falta comete pecado mortal. E mesmo aos dias de semana, quando se pode participar, deve-se participar.

DADOS DO SEU PÁROCO: Número de telemóvel e telefone: 964854711/276512153 E-mail: p.victorpereira@sapo.pt Morada: Rua General Humberto Delgado, nº 37 5470-247 Montalegre Visite os blogs : www.minhasnotas.blogs.sapo.pt; www.paroquiademontalegre.blogs.sapo.pt


Boletim de montalegre 2012