Page 1

PA 3

habitação de interesse social


_sumรกrio


1.

2.

3.

estudo de caso

SEHAB Heliópolis (SP) introdução a cidade de Planaltina situação área BURITIS problemas área BURITIS

multifamiliar

soluções para URBS proposta para URBS ideais para o projeto multifamiliar diagrama de formação módulo 1 módulo 2 projeto fita projeto acessível fachadas plantas gerais cortes gerais caixa d’água praça

unifamiliar

jéssica lara

diagrama de formação adaptações bioclimáticas planta baixa 1 planta baixa 2 cortes planta de cobertura fachadas

p. 9-10 p. 11-12 p. 13-14 p. 15-16

p. 21-22 p. 23-24 p. 25 p. 27-28 p. 29-32 p. 33-36 p. 37-42 p. 43-44 p. 45-46 p. 47-50 p. 51-52 p. 53 p. 54

p. 57-72 p. 60 p. 61-62 p. 63-64 p. 65-66 p. 67-68 p. 69-70 p. 71-72


isabella derenusson diagrama de formação adaptação térmica do entorno adaptação da planta e diagrama de usos adaptações bioclimáticas planta baixa cortes planta de cobertura fachadas victor itonaga diagrama de formação diagrama hidráulico e terraço porcentagem de uso do terreno ventos e mudança de nível carta solar aplicada no projeto planta baixa planta baixa cobertura cortes planta de cobertura fachadas

orientadoras

p. 73-90 p.76 p. 77-78 p. 79-80 p. 81-82 p. 83-84 p. 85-86 p. 87-88 p. 89-90 p. 91-108 p.94 p. 95 p. 96 p. 97 p. 98 p. 99-100 p. 101-102 p. 103-104 p. 105-106 p. 107-108

p. 113


_estudo de caso


9


_SEHAB Heliópolis Constitui um projeto de urbanização realizado na entrada da maior favela de São Paulo, Heliópolis. O projeto teve inspiração nas quadras europeias, que, tendo em Barcelona seu maior exemplo, coloca o pátio nos centros dos edifícios. Como resultado, o edifício promove uma maior interação com o espaço público privilegiando-os. Tal integração se faz por meio de pontes entre os edifícios, também por cores, pisos e vegetações padronizadas. Já sua volumetria é trabalhada com o intuito de distinguir suas unidades, porém sem que a noção do todo seja perdida.

10


_planaltina df A região de Planaltina situa-se no Nordeste de Brasília. Começou a fazer parte do território do DF em 1960. Faz parte da Região Administrativa VI Esse centro-administrativo teve seu território desmembrado em duas partes com a criação do nova capital federal

11

É conhecida por seu caráter histórico, tendo assim parte do movimento interno gerado por turistas


12


_excesso de ruas

Na quadra estudada, pode ser observado que há um exagero na quantidade de ruas, visto que elas funcionam apenas para chegada e saída dos carros de suas residências

_má configuração do centro

O centro da quadra, não possui um uso da comunidade local de relevância e está voltado para dentro do local, no lado contrário a rua principal e de maior movimento

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_pouco uso da comunidade

Apesar de um espaรงo amplo e conectado com certas ruas de fluxo constante, o local demonstra-se, com algumas ressalvas, um espaรงo prioritariamente dormitรณrio

14


_utilização

O comércio foi colocado ao redor e embaixo dos prédios. Para assim gerar maior fluxo de pessoas na quadra, e trazer a vizinhança uma maior conforto ao proporcionar serviços básicos próximos as residências

ruas_

Diminuiu-se a quantidade de ruas na região, gerando mais espaço para pedestres e para convivência

_configuração do centro

A praça principal foi realocada para a rua com maior movimento, virando assim um ponto de identidade para a região e facilitando a chegada ao local

segurança_

Com a proposta de mudança da praça e o intuito de fazer a quadra um local de vivência constante, a segurança do local seria renovada

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_acessibilidade

Pensado a ter modúlo residências com rampa fez-se uso de calçadas ideais para pessoas com qualquer tipo de necessidade

sustentabilidade_

Buscou-se arborizar ao máximo a região e, ao inverter a área estudada, procurou-se promover um melhor direcionamento dos ventos e da iluminação solar

_ pedestre=motorista

O projeto iguala os níveis da rua interna principal e da calçada, apenas dividindo suas respectivas áreas por meio de balizadores

conexão_

A praça central serve de atrativo de todo o seu redor, promovendo uma maior integração entre todos os moradores

16


_multifamiliar


21


22


23


_urbs 24


_identidade

Cada unidade é diferenciada não só pelo uso de diferentes cores, mas os apartamentos menores oferecem uma possibilidade de aumento futuro

_sustentabilidade

Buscou-se uso de materiais que proporcionassem baixos danos ao meio ambiente e os apartamentos foram posicionados de modo a haver o melhor aproveitamento possivel da luz solar

_integração

Os dois complexos principais são interligados pelo projeto fita e foram projetados de modo que no piso térreo tenha grandes vãos, que permitem um fácil acesso ao centro, e tenha lojas

_indepêndencia estrutural

Fez-se o uso de uma laje sustentada por pilares exteriores aos módulos individuais, promovendo uma facilidade de mudança no futuro sem danos a estrutura do edifício 25


módulo inicial

27

duplicação

locomoção sobre o eixo

_diagrama de formação

diferenciação


possível expansão

locação sobre pilares

aplicação de um elemento de ligação entre os dois edifícios

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_módulo 1 O módulo foi pensado para abrigar principalmente famílias jovens e pequenas, com perspectiva de crescimento futuro. Sua individualidade se encontra na possibilidade de ampliação da planta, podendo criar mais até 2 quartos, uma vez que há um vazio ao seu lado Na planta, buscando um máximo aproveitamento da área construida, evitou-se o uso de corredores, fazendo com que os cômodos ficassem dispostos de um modo compacto, porém funcional. Para evitar a idéia de frente-fundo, procurou-se mimetizar a fachada principal do segundo módulo na parte traseira .

29


30


QUARTO 2

8.300

SALA

COZIN

BANHEIRO

QUARTO 1

ÁREA

0.550

2.920

0.030

PLANTA 2 ESCALA 1:50

1.000

0.150

8.650

1.200

0.150

2.350

0.150


0.150

A 1.300

3.950

1.800

0.150

2.150

A

NHA

0.150

1:100

3.900

1.800

1.250

0.150


_módulo 2 O módulo foi pensado para uma família já estruturado que não possui mais a perspectiva de crescimento. A planta da casa já esta completa, mas o proprietário pode escolher a cor da fachada de seu apartamento entre quatro cores disponibilizadas dando uma identidade a cada família.

33


34


1.350

1.800

2.150

1.800

1.350

2.500

0.150

A

0.850

0.150

COZINHA

0.150

SALA

1.500 0.150 3.070

QUARTO 2

QUARTO 3

0.030

9.100

BANHEIRO

A 4.000

4.000 0.150

PLANTA 1 ESCALA 1:50

0


0.150

2.550

1.20

4.800

0.950

0.800

4.300

Corte AA

QUARTO 1

4.000

2.65 2.85

1:100


_projeto fita O prédio foi pensado para gerar uma conexão entre os edifícios dispostos na lateral da praça. Possui um apartamento pequeno de apenas um quarto, sendo indicado para uma quantidade pequena de moradores. O acesso principal do prédio, diferente dos edifícios laterais, é feitos por rampas, mas não limitado por ela, uma vez que suas laterais possuem escadas. A cada 20-30m, o projeto fita possui uma abertura que pode ser usada para convivência entre vizinhos

37


38


0.150

0.150 0.800

1.900

0.800

1.150

1.900

0.150

PLANTA FITA ESCALA 1:50

0.150

5.150

4.550

SALA 1.800

8.000

2.780

2.800

0.150

0.150

2.150

QUARTO

COZINHA

BANHEIRO

0.300

3.000

0.800

1.800

1.220

0.150

0.350


2.30

Corte DD

2.65

2.85


_corte geral projeto fita

ďŹ ta 1:100

ďŹ ta 1:500


2.30

2.65

5.70

2.65


_projeto acessível O projeto foi elaborado para permitir que famílias relativamente grandes que tenham alguma dificuldade de acessibilidade possam desfrutar da vivência do local igual a qualquer cidadão. Seu acesso se da por meio de rampas e sua individualidade é estabelecida tanto por meio das cores, como pela possibilidade de ampliação, igualmente ao complexo principal. Os apartamentos estão dispostos em pequenos grupos e entre estes há espaços com jardins, o que permite uma maior integração entre seus moradores

43


44


_fachadas

fachada leste

fachada oeste


_plantas gerais

11.45 99.00 7.15 125.00

tĂŠrreo 1:1000


32.00

4.00

24.00

primeiro pavimento 1:1000 125.00 5.00

24.00

4.00

32.00

7.15

12.60

8.30

3.85

99.00

9.45


11.45 99.00 7.15 125.60

segundo pavimento 1:1000


cobertura 1:1000 125.60

7.15

99.00

11.45


_cortes gerais

geral 1:50 1:1000


_caixa d’água

A caixa d’água se encontra disposta em cima das escadas posteriores sustentadas por pórticos. Foi proposto a disposição dessas de forma que uma caixa d’água abasteca 4 apartamentos

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_praça central

O espaço central foi pensado para ser um espaço de integração não só entre os moradores do projeto, mas entre todos. Por isso, é constituido por uma praça com acesso a via principal. Cuja disposição foi feita inspirada no maior espetáculo do planalto central: o céu. Ao longo da praça estão disposos diversos locais de atividade, como quadra poliesportivas, hortas e ciclovias. 54


_unifamiliar


jĂŠssica lara

15/0131615 Universidade de BrasĂ­lia

59


implantação no terreno

modelo básico

elevação das areas comuns

possível ampliação

acomodação para as necessidades

60


Foi pensado em uma maneira de conseguir ventilação natural em todas as partes da casa, assim, nas áreas comuns, que possuem o pé direito elevado, foi colocado pequenas janelas do tipo clerestório, levando, assim, o vento para áreas que seriam mais fechadas

61


As janelas elevadas da sala levam uma luz difusa para dentro da casa. A angulação da casa com o leste proporciona um sol incidente em uma linha diagonal com a casa, não entrando uma luz direta nos cômodos, mas uma iluminação mais agradável que ilumina mas não aumenta muito a temperatura

62


0,15

3,57

3,02

0,15

6,85

1,00

0,96

3,38

1,10

0,23

0,15

7,3

0,15

7,0

Cozinha

Quarto

0,81

1,99

1,27

3,19

0,15


31

0,15

3,40

Quarto

3,00

0,15

1,00

0,35

Sala

3,40

0,55

1,55

0,15

01

0,15

Banheiro

1,00

1,10

1,99

0,56

3,21

1,70

0,15

0,15


1,10

0,23

0,15

11,86

1,19

0,15

1,00

3,38

Cozinha

3,33

Quarto

0,15

3,00

Quarto

0,69

1,99

1,27

2,99

0,15

1,99

1,27

3,19

0,17

0,15


7

5

0.15

1,55

Quarto

3,00

3,40

0.15

Banheiro

1,00

1,10

1,99

0,56

1,70

0,15

0,15

6,85

0,15

1,00

0,35

3,40

0,55

Sala


0,50

0,10

3,70

4,40

0,10

Telha metálica termoacústica i=5%

0,10

1,90

0,60

1,20

0,60

Telha metálica termoacústica i=5%


3,40

0,60 0,50 0,50

0,10

2,70

Telha metálica termoacústica i=5%

0,10

2,10

4,40

2,20

Corte AA Escala 1:50

Corte BB Escala 1:50


Telha Inclin

Telha ter Inclinaรง


a termoacústica nação 5%

rmoacústica ção 5%


Fachada lateral direita

Fachada esquerda


Fachada frontal

Fachada


isabella derenusson 15/0130619 Universidade de BrasĂ­lia

75


O projeto surgiu a partir do prisma elementar, o de base retangular. Sua concepção se deu de dentro para fora. Primeiro foi estabelecido que teria uma divisão de acordo com os usos, então foi dividido em dois: comum e privativo. Por último, as alturas foram adaptadas de acordo com estudos bioclimáticos

76


77


Por ser um projeto baseado em princípios do clima, todas as calçadas são envolvidas por uma calçada que vai mudando de cor gradativamente, sendo que as fachadas de maior temperatura ficam localizadas na frente da parte vermelha da calçada, enquanto a de menor temperatura se encontra na parte azul. Tal dispositivo, além de ter um caráter lúdico, conscientiza as pessoas da necessidade de vegetação de acordo com a cor da calçada

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O projeto permite uma mudança na planta caso a família necessite, uma vez que uma parte da sala pode ser transformada em um novo quarto.

79


รกrea molhada

uso comum

uso privativo

80


Um fator fundamental para a decisão das alturas, foi a direção dos ventos, sendo que foi posicionado um clerestório nas direções predominantes

81


Foi feito um jardim de inverno que, alĂŠm de facilitar a passagem de vento, ameniza a temperatura interior

82


B

1

2.85

3.55

3.80

2.42

1.20

1.80

0.25

6.95

PÁTIO INTERNO

BANHEIRO

1.35

3.15

A

COZINHA

0.00

0.00

1.39

0.94

1.56

2.06

0.65

0.80

1.60 0.15

B


12.20

1.00

1.80

0.85

0.95

3.65

4.50

1.80

0.25

SALA

QUARTO 2

A

1.25

QUARTO 1

1.93

1.80

1.85

3.50

3.50 0.15

12.35

1.80

0.62


3.20

4.30

0.60

2.00

1.20

0.50

0.20

CORTE B-B

CORTE A-A CAIXA D'ÁGUA

2.50

3.60

0.20

1.30

0.20

0.50

0.50


2.60

0.60

0.80

0.20

0.70

0.00

1.40

1.50

0.70

1.70

2.60

0.50

5.20

CAIXA D'ÁGUA 3.00

2.00

2.00

0.20


INCLINAÇÃO:


14%


victor itonaga 15/0150733 Universidade de BrasĂ­lia

93


O partido inicial do projeto se dá na separação de dois blocos separados, independentes entre si, mas que atuam juntos para criar uma linguagem única. O primeiro bloco, foi concebido com suas dimensões pré-definidas, em que, com uma laje nervurada, possui uma independência estrutural dos fechamentos de dentro. O segundo bloco, possui toda a parte hidráulica do projeto e o acesso ao terraço que se configura em cima do primeiro bloco. Esteticamente, procurou dar uma unidade para a habitação com o “avanço” da segunda parte a primeira

94


A parte hidráulica configura-se em dois pavimentos, visto que a caixa d’água do projeto encontra-se exatamente em cima da cozinha e do banheiro

O terraço, localizado em cima da laje nervurada de concreto armado, gera para a família, um local de contemplação e de extensão da casa. 95


45%

40%

15%

No estudo preliminar, foi desenvolvido uma porcentagem ideal para um projeto que se alinha as condições bioclimáticas do local. O uso do espelho d’água e do verde em excesso podem, no clima de Brasília, evitar o gasto posterior com ar-condicionado ou outros meios para amenizara secura local

96


O percurso do vento principal passa pelo corredor central da casa, que ventila todos os blocos

No segundo bloco, há uma área reservada para a mudança de nível, gerando a conexão dos dois blocos que compõem o projeto 97


Estudo da carta solar

L

N

S

O

98


,64

0,90

5,44

4,00 7,00

Lavabo

Caixa D'รกgua

2,85

0,15

1,00

1,54

1,65

1,00

2,60

2,90

1,64


3,15

1

0,3

2,85

3,00 1,00 2,85

0,15 3,15

2,00

3,00

1,35

2,85


0,80

1,50

3,00

0,30

0,15

3,75

0,00

Quarto

2,49

5,50

1,16

7,00

1,15

1,15

Cozinha

1,50 0,35

0,35

0,15 2,90

1,78


0,30

2,50

12,64 0,15

4,14

0,80

3,85

2,54

1,50

0,35

Sala

3,65

Quarto

2,85

Banheiro

0,15 1,50

1,50

6,07

5,70

1,65


2.50

2.80

0.30

corte a-a

corte b-b


0.15

1.70

2.80

0.50

5.20

0.20

2.10

2.20

0.50

0.40

0.20

0.15

2.60

5.20

0.20

CAIXA D'ÁGUA 2.20 0.20


Cláudia da Conceição Garcia

Maria Cecília Filgueiras Lima Gabriele

Graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Brasília (1989), mestrado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Brasília (1998) e doutorado e Arquitetura e Urbanismo - área de estética e história da arte e arquitetura. Atualmente é professor adjunto da Universidade de Brasília.

Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Ceará (1987), Especialização em Habitat nos Países Amazônicos pela Universidade Federal do Pará (1997), Especialização em História da Arte e da Arquitetura no Brasil pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2002), Mestrado em Gestão Pública pela Universidad Complutense de Madrid (2002) e Doutorado em Museologia pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Lisboa (2012). É Professora Adjunta/ DE da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília. Iniciou suas atividades docentes na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Pará e lecionou por três anos na Escola de Museologia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, UniRio. Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em História da Arquitetura e do Urbanismo, atuando principalmente nos seguintes temas: Arquitetura Brasileira, História da Arquitetura, Patrimônio Arquitetônico e Museologia.

Informações coletadas do Lattes em 28/10/2016

Informações coletadas do Lattes em 27/10/2016


JĂşlia dos Anjos Monitora PA3, 2016/02.


jĂŠssica lara / isabella derenusson / victor itonaga

pa3HABITAÇÃO