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FIel com réplica de barco de miriti na cabeça.

Tendo obtido a salvação, não puderam cumprir a promessa por inteiro, pois encontraram restrições da parte do presidente da província e do bispo do Pará, que os desaconselharam a levar o escaler no Círio. A embarcação foi levada para a ermida de Nazaré, onde ficou em exposição. Pouco depois, uma epidemia de cólera alastrou-se na cidade e muitos atribuíram o fato a um “castigo” da santa. Por isso, a partir de 1855, o escaler passou a ser conduzido, todos os anos, no Círio, com 12 meninos vestidos de marinheiros, simbolizando os náufragos do brigue São João Batista. Foi essa a origem da marujada no Círio de Belém. Mais tarde o escaler foi substituído pela miniatura do brigue e, com o passar do tempo, outras barcas foram sendo introduzidas.

Além do sentido simbólico das barcas, pois Nossa Senhora de Nazaré é considerada a protetora daqueles que viajam pelas águas, há também o simbolismo próprio da região amazônica, em que grande parte do transporte é feito em embarcações, por seus numerosos rios. Os Promesseiros O pagador de promessas é uma figura obrigatória no Círio de Nazaré, sendo, porém, muito diversificada a maneira pela qual cada um paga a sua. Simbolizando o salvamento de um enfermo às portas da morte, crianças e adultos acompanham a procissão envergando as tradicionais mortalhas, enquanto outros vestem trajes de santos e apóstolos. Há também os que conduzem, na cabeça, pedras, melancias, tabuleiros e até potes

Círio de Nazaré - 26

Círio de Nazaré  

Livro desenvolvido como trabalho Acadêmico para o curso de Design Gráfico do Instituto INFNET

Círio de Nazaré  

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