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31/05/2012

DEPUTADOS DO PS QUESTIONAM MINISTRA:

GOVERNO QUER ENCERRAR NOVE TRIBUNAIS NO DISTRITO DE VISEU

31/05/12 • PREÇO: 0,50 €

SAI ÀS QUINTAS-FEIRAS QUINZENÁRIO REGIONAL • Director: RICARDO SILVA • ANO XVIII • Nº 464

(IVA incluído)

Autorizado a circular em invólucro fechado Despacho DE 0464 - 2005 - DCN PODE ABRIR-SE PARA VERIFICAÇÃO POSTAL

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Autorização Nº DE 0464 - 2005 - DCN

CIM DÃO LAFÕES ‘‘CAÇA’’ TALENTOS NAS ESCOLAS

LAMEGO VAI TROCAR VELHOS CONTADORES PELA EDP BOX

CASA DA CULTURA DE SÁTÃO ACOLHE ACADEMIA DE MÚSICA

REGRESSO À II DIVISÃO, DOIS ANOS DEPOIS

CAMPEÕES


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OPINIÃO

31/05/2012

O TRIBUNAL DA SANTA TROIKA E O SORRISO AMARELO DE RUAS

Tinha razão Fernando Ruas ao afirmar que não saiu “de sorriso rasgado” da reunião com o Governo em que assinou o acordo com a Associação Nacional de Municípios Portugueses, que prevê uma linha de crédito de mil milhões de euros para dívidas de curto prazo das autarquias. É que as contrapartidas vão ser pagas pelos munícipes das autarquias que precisem e aceitem o empréstimo, com a imposição de aumentos de taxas e impostos municipais. Ou seja, os cidadãos esmagados pela austeridade imposta pela Troika para pagar os desmandos financeiros das elites económicas e politicas que têm desgovernado Portugal, (como acaba de provar o Tribunal de Contas ao acusar a decisão de portajar as SCUTs como desastrosas para o Estado e os contribuintes, beneficiando apenas as concessionárias e os bancos que vêem diminuídos os riscos, como acontece na maioria das Parcerias Público-Privadas), vão acabar por pagar a crise a duplicar, enquanto munícipes, com o aumento do IMI, IMT, taxas de saneamento e resíduos e a venda de património municipal. O sorriso amarelo de Fernando Ruas compreende-se já que está entalado entre o governo de Passos de quem é apoiante e os municípios que representa que estão asfixiados financeiramente pela Lei dos Compromissos que os impede de cumprir as

suas atribuições no campo social, cultural e outros, mesmo os que têm uma situação financeira mais desafogada, como é o caso de Viseu. Curiosamente, na última sessão da Assembleia Municipal de Viseu, o PSD votou contra uma moção apresentada pelo Bloco de Esquerda, manifestando discordância com a “lei dos compromissos” e reclamando à Assembleia da República a sua reapreciação. Os 40 deputados e presidentes de junta do PSD/Viseu ao defenderem uma lei imposta pela maioria PSD/CDS, submissa à Troika, não se devem ter apercebido que estavam a votar contra o próprio Fernando Ruas que também já se tinha manifestado contra a Lei nº 8/2012. Mais surpreendente foi a abstenção dos deputados do PS, poucos dias antes de Seguro ter aparecido nas TVs a zurzir na Lei dos Compromissos. Contradições idiossincráticas do Bloco Central. Miguel Relvas, o ministro que ameaça jornalistas com a divulgação de pormenores da sua vida privada, não tem coragem de se demitir apesar de apanhado a mentir reiteradamente à Assembleia da República, no escândalo das ligações entre o PSD, os serviços secretos do Estado (cada vez mais parecidos com a PIDE!), empresas privadas e a Grande Loja do PSD. Nem o primeiro ministro tem coragem para o demitir, apesar de figuras destacadas do PSD, como o prof. Marcelo, considerarem insustentável a sua permanência no governo. Invocar as pressões semelhantes de Sócrates para afastar jornalistas do jornal Público e da TVI, é um argumento cínico de quem já perdeu a vergonha e o sentido de Estado (de Direito).

OS NOVOS INQUISIDORES É a mesma sem vergonha que levou Christine Lagarde, directora do FMI (que ganha 400 mil euros por ano, isentos de impostos), quando questionada por um jornalista sobre se não tinha pena das crianças da Grécia que estão a passar fome, a responder que tinha mais pena das crianças do Níger e responsabilizando os gregos que não pagam impostos. Ora, os gregos que não pagam impostos são os grandes armadores que defendem a intervenção da Troika. Os nigerianos sabem há mais de trinta anos que a intervenção do FMI e do Banco Mundial só agrava a sua situação económica e a subdependência do seu país. Mesmo depois do cancelamento da dívida, há dez anos, o FMI tem imposto politicas que destroem a agricultura local e provocam a fome. A Troika aterrou em Portugal para a 4ª avaliação do memorando de entendimento assinado com o PSD, CDS e PS. Perante a constatação da subida brutal do desemprego, os “visitadores” da Santa Inquisição das finanças mundiais proferiram o seguinte veredicto: a culpada é a “rigidez salarial”. Vai daí, decretaram mais uma descida dos salários e mais reduções no tempo do subsídio de desemprego. No entanto, as empresas do PSI-20 revelam não ter “rigidez salarial” já que as remunerações dos seus residentes executivos tiveram, em 2011, um aumento de 5,3%, enquanto os salários dos seus trabalhadores tiveram, em média, uma quebra de quase 11%. A Troika perante a evidência de que o “remédio” está a matar o doente, decide aumentar a dose. Ou vai ou racha! Fazem lembrar aqueles cientistas loucos dos filmes de terror que se divertem nos laboratórios, com experiências sádicas com animais, dando-lhes choques eléctricos para testar a sua capacidade de resistência. – “O quê, ainda resistes?, aumenta-se a voltagem...” Tal como os inquisidores do Tribunal do Santo Ofício que torturavam os suspeitos de heresia e as acusadas de bruxaria esticandoos no torniquete pelos braços e pelas pernas até confessarem ou desconjuntarem os ossos, também a Troika quer torturar os povos até confessarem que são pecadores, que gastaram para além das suas possibilidades, que foram “relapsos” ou “contumazes” e aceitam trabalhar como escravos, pelo salário mínimo chinês, 12 ou 14 horas diárias, como no século XIX, sem pagamento de horas extras nem férias e feriados. Nem os portugueses nem os gregos são cobaias, ratos de laboratório, senhores inquisidores da Santa Troika e respectivos “familiares” . Os poderosos e a Igreja inventaram a Inquisição, mas os povos reprimidos e explorados de todo o mundo inventaram a Revolução. Cuidai-vos! vieiraecastro@gmail.com (O autor não segue o (des)acordo ortográfico por razões meramente linguísticas)

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31/05/2012

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CARTÓRIO NOTARIAL Notária – Anabela Maria Bicho Oliveira Antunes Ferreira Rua Conselheiro Afonso de Melo, 31,3.º - Salas 306 e 307 – VISEU

31/05/2012

31/05/2012

ACTUALIDADE

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CARTÓRIO NOTARIAL Notária – Anabela Maria Bicho Oliveira Antunes Ferreira Rua Conselheiro Afonso de Melo, 31,3.º - Salas 306 e 307 – VISEU

EXTRACTO

EXTRACTO

Certifico, narrativamente, para efeitos de publicação, que foi exarada hoje, neste Cartório, sito na Rua Conselheiro Afonso de Melo, 31, 3.º andar, Salas 306 e 307, em Viseu, de folhas 13 a folhas 14v, do livro de notas para escrituras diversas com o número 111-A, uma escritura de Justificação, pela qual, Moisés Glória Marques, natural da freguesia de Ferreirim, concelho de Sernancelhe, e mulher Maria Carminda Pereira de Almeida Marques, natural da freguesia de Rio de Loba, concelho de Viseu, residentes no Largo Major Romão Loureiro, n.º 20, Travassós de Cima, Rio de Loba, Viseu, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, se declararam, com exclusão de outrem, donos e legítimos possuidores do seguinte prédio: Urbano, sito na Rua Chão de Bacelo, Travassós de Cima, freguesia de Rio de Loba, concelho de Viseu, composto por casa de dois pisos, com a superfície coberta de trinta metros quadrados e descoberta de dez metros e cinquenta decímetros quadrados, que confronta do norte, sul e poente com Joaquim Augusto, e do nascente com Maria Carminda Pereira de Almeida Marques, omisso na Segunda Conservatória do Registo Predial de Viseu, inscrito na matriz, em nome do justificante, sob o artigo 5915. Mais certifico, que os justificantes alegaram na dita escritura, terem adquirido o identificado prédio no ano de mil novecentos e setenta, por compra meramente verbal a António Pereira Bernardo, viúvo, residente que foi em Rio de Loba, Viseu, sem que no entanto ficassem a dispor de título formal que lhes permita o respectivo registo na Conservatória do Registo Predial; mas desde logo entraram na posse e fruição do prédio, em nome próprio, posse que assim detêm há mais de vinte anos, sem interrupção ou ocultação de quem quer que seja, sendo porém certo que têm exercido no aludido prédio, os poderes de facto correspondentes ao direito de propriedade, fruindo como donos as utilidades possíveis à vista de todos e sem discussão nem oposição de ninguém, tendo assim invocado a sua aquisição por usucapião. Está conforme o original. Viseu, 24 de Maio de 2012 A Técnica do Notariado no uso de poderes delegados pela Notária: (Elisabete Lopes dos Santos Paiva) (Jornal Via Rápida 31.05.2012)

Certifico, narrativamente, para efeitos de publicação, que foi exarada hoje, neste Cartório, sito na Rua Conselheiro Afonso de Melo, 31, 3.º andar, Salas 306 e 307, em Viseu, de folhas 21 a folhas 22, do livro de notas para escrituras diversas com o número 111-A, uma escritura de Justificação, pela qual, José Cardoso Ferreira, e mulher Maria Marques, ambos naturais da freguesia de Silgueiros, concelho de Viseu, onde residem na Rua das Fontanheiras, n.º 28, Loureiro, casados sob o regime da comunhão geral, se declararam, com exclusão de outrem, donos e legítimos possuidores do seguinte prédio: Urbano, sito na Rua das Fontanheiras, n.º 28, lugar de Loureiro, freguesia de Silgueiros, concelho de Viseu, composto por casa de habitação, com a superfície coberta de cento e cinquenta metros e vinte e cinco decímetros quadrados, e descoberta de setecentos e setenta e cinco metros e noventa e quatro decímetros quadrados, omisso na Primeira Conservatória do Registo Predial de Viseu, inscrito na matriz, em nome do justificante, sob o artigo 2765. Mais certifico que os justificantes alegaram na dita escritura, terem adquirido o identificado prédio no ano de mil novecentos e sessenta e cinco, por doação meramente verbal de seus pais e sogros Abel Ferreira de Figueiredo e mulher Deolinda Conceição, residentes que foram em Silgueiros, Viseu, sem que no entanto ficassem a dispor de título formal que lhes permita o respectivo registo na Conservatória do Registo Predial; mas desde logo entraram na posse e fruição do prédio, em nome próprio, posse que assim detêm há mais de vinte anos, sem interrupção ou ocultação de quem quer que seja, sendo porém certo que têm exercido no aludido prédio, os poderes de facto correspondentes ao direito de propriedade, fruindo como donos as utilidades possíveis à vista de todos e sem discussão nem oposição de ninguém, tendo assim invocado a sua aquisição por usucapião. Está conforme o original. Viseu, 25 de Maio de 2012 A Técnica do Notariado no uso de poderes delegados pela Notária: (Elisabete Lopes dos Santos Paiva) (Jornal Via Rápida 31.05.2012)

CARTÓRIO NOTARIAL Notária – Anabela Maria Bicho Oliveira Antunes Ferreira Rua Conselheiro Afonso de Melo, 31,3.º - Salas 306 e 307 – VISEU

CARTÓRIO NOTARIAL Notária – Anabela Maria Bicho Oliveira Antunes Ferreira Rua Conselheiro Afonso de Melo, 31,3.º - Salas 306 e 307 – VISEU

EXTRACTO

EXTRACTO

Certifico, narrativamente, para efeitos de publicação, que foi exarada hoje, neste Cartório, sito na Rua Conselheiro Afonso de Melo, 31, 3.º andar, Salas 306 e 307, em Viseu, de folhas 10 a folhas 12, do livro de notas para escrituras diversas com o número 111-A, uma escritura de Justificação, pela qual, Piedade Varela de Assunção de Oliveira e marido Adriano Loureiro de Oliveira, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, naturais, ela de S.Tomé e Príncipe e ele da freguesia de Silgueiros, concelho de Viseu, onde residem no lugar de Passos, se declararam, com exclusão de outrem, donos e legítimos possuidores dos seguintes prédios, sitos na freguesia de Silgueiros, concelho de Viseu: 1 – Rústico, sito no Prado Pinhão, composto por pinhal e mato, com a área de setecentos e dezassete metros quadrados, que confronta do norte com Fernandina de Oliveira Santos, do sul com estrada municipal, do nascente com António Lopes de Oliveira e do poente com Joaquim Jorge Ferreira dos Santos, omisso na Primeira Conservatória do Registo Predial de Viseu, inscrito na matriz, em nome do justificante, sob o artigo 12628; 2 – Rústico, sito no Prado Pinhão, composto por pinhal e mato, com a área de duzentos e oitenta e nove metros quadrados, que confronta do norte com estrada municipal, do sul e poente com Joaquim Jorge Ferreira dos Santos, e do nascente com Luís Miguel Figueiredo Ferreira, omisso na Primeira Conservatória do Registo Predial de Viseu, inscrito na matriz, em nome do justificante, sob o artigo 12627. Mais certifico, que os justificantes alegaram na dita escritura terem adquirido os identificados prédios no ano de mil novecentos e setenta e seis, por partilha meramente verbal por óbito de Frederico de Assunção, residente que foi em Silgueiros, Viseu, sem que no entanto ficassem a dispor de título formal que lhes permita o respectivo registo na Conservatória do Registo Predial; mas desde logo entraram na posse e fruição dos prédios, em nome próprio, posse que assim detêm há mais de vinte anos, sem interrupção ou ocultação de quem quer que seja, sendo porém certo que têm exercido nos aludidos prédios, os poderes de facto correspondentes ao direito de propriedade, fruindo como donos as utilidades possíveis à vista de todos e sem discussão nem oposição de ninguém, tendo assim invocado a sua aquisição por usucapião. Está conforme o original. Viseu, 22 de Maio de 2012 A Técnica do Notariado no uso de poderes delegados pela Notária: (Paula Cristina Cardoso Pinto Correia) (Jornal Via Rápida 31.05.2012)

Certifico, narrativamente, para efeitos de publicação, que foi exarada hoje, neste Cartório, sito na Rua Conselheiro Afonso de Melo, 31, 3.º andar, Salas 306 e 307, em Viseu, de folhas 19 a folhas 20 verso, do livro de notas para escrituras diversas com o número 111-A, uma escritura de Justificação, pela qual, Fernanda Ferreira de Oliveira, natural da freguesia do Campo, concelho de Viseu, e marido José Lopes de Almeida, natural da freguesia de Viseu (Santa Maria de Viseu), concelho de Viseu, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, residentes na Rua Romana, n.º 14, Moselos, freguesia do Campo, concelho de Viseu, se declararam, com exclusão de outrem, donos e legítimos possuidores dos seguintes prédios, sitos na freguesia do Campo, concelho de Viseu: 1 – Rústico, sito no Atalhinho, composto por terra culta com videiras, com a área de quarenta metros quadrados, que confronta do norte e do poente com José de Oliveira, do sul com Arlindo Correia, do nascente com João dos Santos, omisso na Segunda Conservatória do Registo Predial de Viseu, inscrito na matriz, em nome dos herdeiros de Joaquim Ferreira, sob o artigo 7938; 2 – Rústico, sito no Atalhinho, composto por terra culta com videiras, com a área de trinta metros quadrados, que confronta do norte, sul e poente com José de Oliveira, e do nascente com João dos Santos, omisso na dita Conservatória do Registo Predial, inscrito na matriz, em nome de José Ferreira, sob o artigo 7939. Mais certifico, que os justificantes alegaram na dita escritura terem adquirido os identificados prédios no ano de mil novecentos e noventa e um, por partilha meramente verbal por óbito de seu pai e sogro Joaquim de Oliveira Fidalgo, residente que foi em Moselos, Campo, Viseu, sem que no entanto ficassem a dispor de título formal que lhes permita o respectivo registo na Conservatória do Registo Predial; mas desde logo entraram na posse e fruição dos prédios, em nome próprio, posse que assim detêm há mais de vinte anos, sem interrupção ou ocultação de quem quer que seja, sendo porém certo que têm exercido nos aludidos prédios, os poderes de facto correspondentes ao direito de propriedade, fruindo como donos as utilidades possíveis à vista de todos e sem discussão nem oposição de ninguém, tendo assim invocado a sua aquisição por usucapião. Está conforme o original. Viseu, 25 de Maio de 2012 A Técnica do Notariado no uso de poderes delegados pela Notária: (Paula Cristina Cardoso Pinto Correia) (Jornal Via Rápida 31.05.2012)

Fotos: Rui da Cruz

REGRESSO À II DIVISÃO, DOIS ANOS DEPOIS:

ACADÉMICO DE VISEU VOLTA A SAGRAR-SE CAMPEÃO À terceira foi de vez. Depois de duas épocas consecutivas a militar na III Divisão Nacional, o Académico de Viseu voltou a dar uma alegria aos adeptos que nunca desistiram de apoiar a equipa, aos dirigentes que de forma persistente, e algumas vezes contra tudo e contra todos, sempre acreditaram e, sobretudo, a um grupo de trabalho que nunca perdeu de vista este desfecho: a subida à II Divisão Nacional. A festa dos campeões da III Divisão Série C, começou no final do último e decisivo encontro que o Académico dispu-

tou em S. Pedro do Sul. O golo de Helder Rodrigues, apontado aos 72 minutos, perante um adversário que vendeu cara a derrota, foi a gota de água que haveria de transbordar no Rossio, em Viseu, onde e equipa academista, técnicos e dirigentes, foram recebidos e aplaudidos pelos adeptos que aguardavam a sua chegada. Já no Salão Nobre dos Paços do Concelho, onde os «heróis» foram recebidos pelo presidente da Câmara, Fernando Ruas, num momento que fez recordar alguns dos bons velhos tempos do Clube, o autarca reconheceu

que o Académico “deu mais uma grande alegria não só à cidade como ao concelho”, não poupando nos elogios à “honestidade e persistência” do presidente, António Albino, sem as quais não seria possível a concretização da subida do Clube à II Divisão Nacional. Enquanto o presidente do Académico não regateou também nos agradecimentos ao apoio da Câmara Municipal de Viseu, o treinador Lima Pereira não escondeu também o seu “orgulho” pelo contributo que deu a este momento de festa daquele que já foi o Clube mais

TONDELA A UM EMPATE DA SUBIDA Depois do empate (0-0) em casa, frente ao Varzim, o Grupo Desportivo de Tondela está agora com um pé na Liga de Honra. Basta que no próximo domingo, no Estádio João Cardoso, onde os tondelenses se prepararam para comparecer em massa, os comandados de Vítor Paneira deixem correr o relógio a seu favor no embate com o Fátima. Embora a vitória seja ouro sobre azul, um empate chega pa-

ra que o Tondela festeje o momento mais alto da sua história. A duas jornadas do final do playoff de subida à II Liga Profissional, Tondela e Varzim são as equipas mais bem posicionadas para garantirem o acesso às competições profissionais. Basta que o Fátima, já sem qualquer margem de erro na prova, não ganhe em Tondela. Uma partida a que a equipa poveira (folga na próxima jornada) vai estar particularmente atenta.

representativo da região. Desde que iniciou a caminhada nos Distritais, em 2006/2007 - quando alterou a designação de Clube Académico de Futebol para Académico de Viseu Futebol Clube -, o Académico acabou por subir à II Divisão Nacional em 2008/2009, para no final da mesma época descer à III Divisão. Uma travessia que duraria mais três épocas. A última foi - quem sabe? -, o início de uma outra caminhada que pode vir a recolocar o Clube nos lugares que já deteve no panorama do futebol nacional.


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ACTUALIDADE

31/05/2012

FEIRA DO EMPREENDEDORISMO JÚNIOR PREMIOU ESCOLAS DE VOUZELA, OLIVEIRA DE FRADES E TONDELA

Centenas de alunos de 30 turmas do ensino básico (2.º ciclo) de várias escolas dos 14 municípios que integram a Comunidade Intermunicipal (CIM) Dão Lafões participaram, no último sábado, no Parque Aquilino Ribeiro, em Viseu, na Feira do Empreendedorismo Júnior. A iniciativa, promovida por aquela estrutura intermunicipal, culmina um trabalho desenvolvido ao longo do ano lectivo, que se iniciou com a formação de professores na temática proposta. O envolvimento dos alunos neste projecto global pretende,

segundo a organização, dar um sinal à necessidade de mobilizar e incentivar os estudantes, dos diferentes ciclos de ensino, na temática do empreendedorismo. Um momento “marcante” do projecto que a CIM pretende venha a perdurar, nos próximos anos, podendo mesmo vir a constituir-se, no futuro, como uma nova disciplina dos respectivos currículos. Carlos Marta, presidente da CIM Dão Lafões, defende que a mobilização das camadas mais jovens da população para a dinâmica do empreendedorismo tem de começar pelos bancos da

escola. O dirigente, também presidente da Câmara de Tondela, considera que é preciso incutir nos jovens o gosto pela inovação, pela criatividade e pela vontade de um dia porem em acção as suas próprias ideias de negócio. A Feira do Empreendedorismo Júnior acabou por premiar as ideias de negócio apresentadas por escolas de Vouzela, Oliveira de Frades e Tondela. O prémio do projecto mais inovador distinguiu a escola básica de Tondela com o trabalho “Verdes também são os direitos do homem”, com a reciclagem de ma-

teriais a viabilizar a construção de jardins verticais com sistemas de rega gota a gota. A apresentação mais criativa, designada “Alunos Solidários de Oliveira de Frades”, foi feita pelos alunos dos 5.º e 6.º anos do Agrupamento de Escolas deste concelho. Neste caso, foi encontrada a fórmula de financiar a consulta médica e a compra de óculos para um jovem sem recursos, através da venda de vários objectos. O projecto mais relevante, “Fazemos tudo pelos idosos”, veio do Agrupamento de Escolas de Vouzela. A proposta, neste caso, vai um conjunto de iniciativas que pretendem apoiar a diferentes níveis esta numerosa faixa etária da população. O envolvimento das escolas no projecto Promoção do Empreendedorismo na Região Dão Lafões é o primeiro passo de uma intervenção mais global, que, a prazo, pretende mobilizar outros intervenientes no desenvolvimento económico da região, nomeadamente a AIRV, Instituto Politécnico, Instituto Piaget, Universidade Católica, Adices, ADD e ADDLAP. Este projecto, a implementar ao longo dos próximos três anos, foi candidatado ao Programa “Mais Centro” e obteve um apoio de 310.400 euros do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

FINAL INTERMUNICIPAL A 6 DE JUNHO NO POLITÉCNICO:

PROJECTO DA CIM DÃO LAFÕES DESAFIA ALUNOS A REVELAR AS MELHORES IDEIAS DE NEGÓCIOS Os vencedores das 14 finais municipais do Concurso Intermunicipal de Ideias de Negócio – Escolas Empreendedoras da CIM Dão Lafões participam, a 6 de Junho, na Aula Magna do Instituto Politécnico, na final intermunicipal que irá proclamar e premiar as três melhores das 120 ideias a concurso. Os vencedores têm garantida a participação em missões de empreendedorismo a realizar em

Lisboa (3.º prémio), Madrid (2.º prémio) e Barcelona (1.º prémio). Esta é uma das etapas do projecto global Promoção do Empreendorismo candidatado pela CIM ao Programa Mais Centro, que visa a criação de uma Rede Regional de Empreendedorismo. Na apresentação do projecto, que decorreu em Viseu no Hotel Montebelo, foram apontadas metas e estratégias e seguir, no-

meadamente a realização, ainda no presente ano lectivo, de cinco acções de formação de professores, num total de 89, que ministrarão depois os conhecimentos adquiridos a mais de 1.500 alunos de 38 escolas dos 14 municípios. A final intermunicipal do concurso, que conta participação de alunos e professores dos ensinos secundário e profissional, é já uma das consequências e um dos “mo-

mentos chave» daquele projecto. “Promover o espírito de iniciativa e empreendedor dos jovens em idade escolar, procurando estimular o reconhecimento pelo risco e pela iniciativa, envolvendo alunos, professores e empresas, e onde a criatividade e a inovação são valorizadas e reconhecidas”, constitui, segundo Carlos Marta, presidente da estrutura intermunicipal, o grande objectivo.

Director: Ricardo Silva • Redacção - Chefe de Redacção: José Cardoso • Colaboradores:Afonso Marques, Carlos Bergeron, Carlos Vieira e Castro, José Lapa, José Reis, Luís Lopes, Manuel Morgado Propriedade: José Cardoso • Depósito legal n.º 146546/00 • N.º de registo no ICS - 117441 N.º fiscal de contribuinte - 135605547 • Departamento Comercial: Luísa Matos (publicidade@jornalviarapida.com) Edição On-line: Marco Alexandre • Paginação e Arranjo Gráfico: ROSTO CRIATIVO - Viseu Impressão: TIPOGRAFIA OCIDENTAL - Viseu • Tiragem: 4.000 Ex. www.jornalviarapida.com Os artigos de opinião publicados neste Jornal são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Sede e Redacção: Rua D. Francisco Alexandre Lobo, 55-3.º dto • 3500-071 Viseu Contactos: Tel. - 232426058 • Telem. - 966061468 • Fax - 232426058 • E-mails - geral@jornalviarapida.com - publicidade@jornalviarapida.com

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31/05/2012

21/Via Rápida

CARTÓRIO NOTARIAL Notária – Anabela Maria Bicho Oliveira Antunes Ferreira Rua Conselheiro Afonso de Melo, 31,3.º - Salas 306 e 307 – VISEU

CARTÓRIO NOTARIAL Notária – Marina da Conceição de Sousa Alves Martins de Carvalho Rua dos Olivais n.º 4 – VISEU

EXTRACTO

EXTRACTO

Certifico, narrativamente, para efeitos de publicação, que foi exarada hoje, neste Cartório, sito na Rua Conselheiro Afonso de Melo, 31, 3.º andar, Salas 306 e 307, em Viseu, de folhas 17 a folhas 18 verso, do livro de notas para escrituras diversas com o número 111-A, uma escritura de Justificação, pela qual, Maria Elisabete Ferreira de Almeida Caiado, natural da freguesia do Campo, concelho de Viseu, e marido Abílio João de Almeida Caiado, natural da freguesia de Abraveses, concelho de Viseu, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, residentes na Rua da Fontela, n.º7, Moselos, freguesia de Campo, concelho de Viseu, se declararam, com exclusão de outrem, donos e legítimos possuidores do seguinte prédio: Rústico, sito nas Fontelas, freguesia do Campo, concelho de Viseu, composto por terra culta com videiras e árvores de fruto, com a área de duzentos e trinta e dois metros quadrados, que confronta do norte com Maria de Almeida Lima, do sul com António Esteves Madeira, do nascente com herdeiros de Marcelino Aparício e do poente com caminho, omisso na Segunda Conservatória do Registo Predial de Viseu, inscrito na matriz, em nome da justificante, sob o artigo 9452. Mais certifico, que os justificantes alegaram na dita escritura, terem adquirido o identificado prédio no ano de mil novecentos e noventa e um, por compra meramente verbal a Isolete Pimentel Bastos Neves, viúva, Luís Fernando Bastos das Neves, e a Jorge Manuel Bastos das Neves, ambos solteiros, residentes em Chaves, sem que no entanto ficassem a dispor de título formal que lhes permita o respectivo registo na Conservatória do Registo Predial; mas desde logo entraram na posse e fruição do prédio, em nome próprio, posse que assim detêm há mais de vinte anos, sem interrupção ou ocultação de quem quer que seja, sendo porém certo que têm exercido no aludido prédio, os poderes de facto correspondentes ao direito de propriedade, fruindo como donos as utilidades possíveis à vista de todos e sem discussão nem oposição de ninguém, tendo assim invocado a sua aquisição por usucapião. Está conforme o original. Viseu, 25 de Maio de 2012 A Técnica do Notariado no uso de poderes delegados pela Notária: (Paula Cristina Cardoso Pinto Correia) (Jornal Via Rápida 31.05.2012)

Marina da Conceição de Sousa Alves Martins de Carvalho, notária deste Cartório, certifico, narrativamente, para efeitos de publicação, que no Cartório Notarial de Viseu, sito na Rua dos Olivais, nº 4, no livro de notas nº 142 a folhas 8, foi lavrada uma escritura de Justificação, pela qual JAIME VIEIRA VILA VERDE, c.f. 149455500 e mulher MARIA ELISABETE SANTOS COELHO, c.f. 114298335, casados em comunhão de adquiridos, ele natural da freguesia de Estorãos, concelho de Ponte de Lima, e ela da freguesia de Santos Evos, concelho de Viseu, onde residem na Rua das Moreiras, nº 6, declararam que o outorgante marido é dono e legítimo possuidor, com exclusão de outrém, de um prédio rústico – terra de pinhal e mato, sito às Moreiras, freguesia de Santos Evos, concelho de Viseu, com a área de sete mil cento e trinta e três metros quadrados; a confrontar de norte com Isabel Cristina Silva Campos Duarte Almeida, do sul com Avelino Duarte Costa, do nascente com caminho e do poente com Material Avícola da Beira, S.A., inscrito na matriz em nome do justificante marido e sob o artigo 4 006, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Viseu. Que o referido prédio veio à posse do justificante por compra que fez por volta do ano de mil novecentos e sessenta e oito, ainda no estado de solteiro, a José de Melo Veloso Coelho Campos e mulher Maria Emília Abreu Jesus Abreu de Melo, residentes que foram em Santos Evos, sem que tivesse formalizado qualquer acto de transmissão. Que, dado o modo de aquisição, não tem o justificante possibilidades de comprovar pelos meios normais o seu direito de propriedade, mas a verdade é que é dono do mencionado prédio, pois dele tem usufruído, cortando o mato e a lenha, limpando o pinhal, o que faz há mais de vinte anos, ininterruptamente, à vista e com o conhecimento de toda a gente, sem a menor oposição de quem quer que fosse, exercendo no prédio uma posse contínua, pública e pacífica, pelo que o adquiriu por usucapião que a seu favor invoca. ESTÁ CONFORME O ORIGINAL. Cartório Notarial, Rua dos Olivais nº 4 – 24/05/2012 A Notária: Marina da Conceição de Sousa Alves Martins de Carvalho (Jornal Via Rápida 31.05.2012)

CÂMARA MUNICIPAL DE VISEU

CÂMARA MUNICIPAL DE VISEU

AVISO

AVISO

Nos termos do art.º 27º do Decreto-Lei nº 555/99, de 16 de Dezembro, na redacção que lhe foi conferida pela Lei 60/2007, de 4 de Setembro, a Câmara Municipal, emitiu em11 de Maio de 2012:

Nos termos do art.º 27º do Decreto-Lei nº 555/99, de 16 de Dezembro, na redacção que lhe foi conferida pela Lei 60/2007, de 4 de Setembro, a Câmara Municipal, emitiu em17 de Maio de 2012:

ADITAMENTO N.º 4 AO ALVARÁ DE LOTEAMENTO Nº 14/2003

ADITAMENTO AO ALVARÁ DE LOTEAMENTO Nº 8/1988

Titular do alvará: Sociedade de Construções Nova Linha, SA Promotor da alteração: Tevilar – Sociedade de Construções, Lda Prédio Objecto: Prédio urbano, denominado de Lote 1, situado em São João da Carreira, na freguesia de Santa Maria, descrito na Conservatória do Registo Predial de Viseu sob o n.º 1484 e inscrito na matriz sob o artigo 2626. A alteração traduz-se no seguinte: Ligeiro acerto do polígono de implantação para eliminação de um pequeno saguão, donde resulta um aumento da área bruta de construção de 18 m2 no r/c, 1º e 2.º andares, totalizando 54,00 m2, que ao nível do loteamento representa um aumento de 0,87%. Aproveitamento do sótão para arrumos (488,60 m2). As demais características constam de nova planta de síntese, ficam a fazer parte integrante do alvará de loteamento arquivado no processo administrativo 03/2001/4.

Titular do alvará: Solivil – Sociedade de Loteamentos Industriais de Viseu, Lda Promotor da alteração: ENAME – Soluções Tecnológicas, SA Prédio Objecto da alteração: Prédio urbano, denominado de Lotes 4 e 5, situado no Parque Industrial de Coimbrões, na freguesia de São João de Lourosa, descrito na Conservatória do Registo Predial de Viseu sob o n.º 2674 e inscrito na matriz predial sob o artigo 2426. A alteração traduz-se: Conformação das áreas dos lotes 4 e 5 com o definido na memória descritiva e justificativa do Parque Industrial (lote 4 = 1620 m2 e Lote 5 = 1830 m2, com o consequente aumento da área coberta máxima de 750 m2 para 962 m2 no lote 4 e de 1000 m2 para 1346 m2 no lote 5, salvaguardando-se os afastamentos de 5, 6 e 10 metros do polígono de implantação aos limites laterais, posteriores e frontal dos respectivos lotes, apresentados em situação geminada, nas condições definidas no art.º 28.º do Regulamento, que faz parte do alvará de loteamento.

Viseu, 11 de Maio de 2012 P´lo Presidente da Câmara Municipal António da Cunha Lemos (Vereador)

Viseu, 17 de Maio de 2012 P´lo Presidente da Câmara Municipal António da Cunha Lemos (Vereador)


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DESPORTO

31/05/2012

ENCONTRO NACIONAL DE ESCOLAS DE CICLISMO LEVA A MANGUALDE CERCA DE 500 ATLETAS Mangualde vai receber, nos dias 21 e 22 de Junho, todas as escolas de formação de ciclismo do país, numa prova, a mais importante de calendário de competições federativas para jovens, que irá reunir na cidade cerca de meio milhar de praticantes. O acordo de cooperação foi recentemente assinado no Salão Nobre da Autarquia, entre o presidente João Azevedo, e o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo. O encontro, que fomenta a prática das vertentes Estrada e BTT, realiza-se pela terceira vez consecutiva na cidade de Mangualde, sempre com “excelentes resultados de participação”. Uma situação que, segundo João Azevedo, “demonstra uma clara aposta do Município na promoção do desporto e, neste caso, de uma modalidade de referência no concelho, valorizando ainda a componente de formação de jovens atletas”.

A PRIMEIRA BRAÇADA DE UM LONGA E PROMISSORA CARREIRA cações muito boas, feita a distinção de idades. Ainda assim, o que a formação academista preconiza nestas idades, passa pela consolidação técnica, valores de equipa e tudo o que cabe num plano de formação credível e sustentado. O Torneio deste Sábado, dia 19 de Maio, teve lugar nas Piscinas de Castro Daire e contou com doze elementos academistas, que foram Vasco Carvalho, André Pires, Diogo Matias, Jorge Ferreira, Samuel Figueira, Tiberius Neagu, José Melo, Tiago Rodrigues, Miguel Lopes, Simão Almeida, Beatriz Cardeal e Francisca Andrade.

Por: Irene Frias Os mais jovens nadadores do Académico de Viseu, participaram no III Torneio 1ª Braçada, da Associação de Natação de Aveiro e foram o orgulho de quem quer ver esta formação crescer. Os Cadetes que participam nestes Torneios são os de mais tenra idade, com o objectivo de dar os primeiros passos no circuito Federado. Entre os atletas que disputaram a prova estiveram alguns repetentes e outros estreantes, bastante ansiosos pela sua estreia. Correu tudo de feição, e os resultados foram os previstos, havendo vitórias e classifi-

SPORTING OBSERVA JOGADORES NO LUSITANO DE VILDEMOINHOS

Por: Vítor Ramos O Sporting Clube de Portugal, ao abrigo de um protocolo de colaboração assinado

com a Direcção do Lusitano Futebol Clube, prepara-se para realizar, no relvado do Estádio dos Trambelos, treinos de captação. O objectivo é observar jogadores com idades compreendidas entre os 8 e os 15 anos. “Trata-se de uma excelente oportunidade para os jovens futebolistas do distrito de Viseu se mostrarem aos técnicos e olheiros da melhor academia de formação de futebol do País e uma das melhores do Mundo, de onde saíram jogadores como

Cristiano Ronaldo, Ricardo Quaresma ou Nani”, sublinha a direcção do Lusitano. O Departamento de Recrutamento do Sporting Clube Portugal solicita a todos os interessados que se apresentem no Estádio dos Trambelos, no dia 16 de Junho, entre as 9,30 e as 12,30 horas (atletas nascidos entre 2000 e 2003), e as 14,20 e 17 horas (atletas nascidos entre 1997 e 1999), munidos de equipamento de treino e na presença de um responsável (maior de idade).

TORNEIO DE VOLEIBOL A 23 DE JUNHO A secção de voleibol do Lusitano promove, a 23 de Junho, um Torneio de Voleibol num palco muito especial: a relva do Estádio dos Trambelos. O evento é aberto à participação de todos os interessados, bastando para tal que se forme uma equipa de voleibol (masculina, feminina ou mista) e se realize a inscrição junto da organização (voleifemviseu@gmail.com).

31/05/2012

REGIÃO

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MOTA FARIA REELEITO NA DISTRITAL DE VISEU DO PSD

JOÃO AZEVEDO RECANDIDATA-SE NO PS

A liderar a única lista presente a sufrágio, José Manuel Henriques Mota Faria foi reeleito na presidência da Comissão Política Distrital de Viseu do PSD. Nos órgãos distritais do Partido surgem, pela primeira vez, a Comissão de Auditoria Financeira, criada no último Congresso, e a figura do Secretário Distrital. Dar continuidade ao trabalho iniciado no mandato anterior, “assente na disponibilidade, proximidade na acção política e na organização interna, que iremos procurar melhorar”, são alguns dos propósitos que Mota Faria quer fazer vingar no novo mandato. Assumindo a liderança de um projecto político de “rigor e seriedade, mobilizador e aberto à colaboração de todos, em estreita articulação com a sociedade e com base numa cidadania livre, activa e participativa que afirme a região de Viseu no contexto nacional”, Mota Faria quer mobilizar os seus concidadãos para um “projecto político de mudança” que considera “decisivo” para o futuro do país. “Queremos um Partido unido, moderno, aberto, plural e transparente. Mobilizado para o próximo desafio político: con-

«Com as pessoas, pelas pessoas» e “congregar sinergias e conquistar o maior número de autarquias no próximo ano”, são as linhas força reiteradas por João Azevedo, presidente da Câmara Municipal de Mangualde, na sua (re)candidatura à presidência da Federação de Viseu do Partido Socialista. O acto eleitoral está marcado para o dia 16 de Junho. “Manter unidos os socialistas em prol destes objectivos”, continua a ser o objectivo da equipa liderada por João Aze-vedo na corrida a um novo mandato. “As motivações e apoios mantêm-se, razão pela qual assumo este desafio com a grande responsabilidade de corresponder às expectativas de todos os socialistas e, bem assim, de todos quantos se revêem no Partido e nas virtualidades do socialismo democrático como a melhor via para responder à grave crise nacional e internacional em que o mundo está mergulhado”, justifica João Azevedo.

seguir uma maior afirmação do projecto social-democrata no Poder Local, a nível do Distrito de Viseu”, conclui José António de Jesus, vicepresidente da Câmara Municipal de Tondela, e Francisco Lopes, presidente da Câmara Municipal de Lamego, são os vice-presidentes da Comissão Política Distrital do PSD. A Mesa da Assembleia Geral continua a ser presidida por Fer-

nando Ruas, presidente da Câmara Municipal de Viseu, tendo como vice-presidente Isaura Pedro, presidente da Câmara Municipal de Nelas. Telmo Antunes, presidente da Câmara Municipal de Vouzela, preside ao Conselho de Jurisdição, e José Mário Cardoso, presidente da Câmara Municipal de Sernancelhe, à Comissão Distrital de Auditoria Financeira.


6/Via Rápida

GOLPE DE VISTA

Recebemos do nosso leitor João M. Costa, de Santiago, uma cópia da carta (abaixo reproduzida) que enviou à Câmara Municipal de Viseu, no dia 7 de Maio, por correio electrónico, até hoje sem resposta, chamando a atenção para a agressão visual que constitui a profusão de cabos eléctricos que se cruzam diante da Escola Primária de Santiago. Um mau exemplo pedagógico de Educação Visual, em frente a uma escola. Aliás, por toda a povoação o panorama é geral, reproduzindo-se este triste atentado à paisagem e ao ambiente em vários locais, incluindo em frente à igreja e centro paroquial. E também não é exclusivo de Santiago, nem da freguesia de S. José. Já há uns anos denunciámos aqui situação semelhante na freguesia de Coração de Jesus. O senhor presidente da Câmara Municipal de Viseu prometeu, há já mais de uma década, que limparia o centro histórico de Viseu de antenas de televisão e dos cabos eléctricos que desfeiteiam as fachadas das casas, mas pelos vistos ou se

OPINIÃO

AGRESSÃO VISUAL NA ESCOLA PRIMÁRIA DE SANTIAGO

esqueceu da promessa ou não tem força suficiente para obrigar a EDP a enterrá-los. Só a PT é que já colocou cabos subterrâneos. No passado mês de Abril, a Câmara Municipal de Valença anunciou que a EDP iria enterrar 700 metros de linhas eléctricas em Valença, para ajudar a candidatura da fortaleza a património da UNESCO. Mas em Viseu o património não é uma prioridade, como prova a recente decisão da Câmara Municipal em começar a demolição das casas do Bairro Municipal, em vez de reabilitar o bairro, preservando-o e classificando-o como Conjunto Arquitectónico de Interesse Municipal (ver Golpe de Vista de 3.05.2012). Mail enviado a 7.05.2012, por João M. Costa, à presidência da CMV, com fotografias

PÓ DE PALCO

O GUITOLÃO DE ANTÓNIO EUSTÁQUIO, MAIS UMA ENORME PÉROLA NAPEQUENA OSTRA DO FOYER DO TEATRO VIRIATO Não passavam de umas escassas dezenas de espectadores, como de costume, e é pena, em tempos de crise, desperdiçar oportunidades como esta. Pelo preço do consumo mínimo obrigatório (actualmente de 3,50 euros) no bar do Foyer do teatro municipal, pode-se assistir a espectáculos memoráveis, como foram, entre muitos outros, os concertos de Norberto Lobo, a solo e com Lula Pena, e este “Guitolão”, no passado 16 de Maio, que juntou António Eustáquio e Carlos Barreto.

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Guitolão é um instrumento idealizado por Carlos Paredes, que sonhou com uma Guitarra Barítono, construído por mestre Gilberto Grácio (que aumentou o corpo da guitarra de Coimbra, dotando-a de uma escala com mais 6 polegadas) e tocado com o virtuosismo de António Eustáquio, intérprete e compositor de guitarra portuguesa. Com um som mais grave do que a guitarra portuguesa e uma grande extensão tímbrica, afinado uma quinta abaixo da guitarra de Lisboa, o guitolão presta-se melhor

anexas: «Bom dia Lamento informar que: É com muita reserva e alguma indignação, que olhando para o serviço prestado, por empresas que nos sugam quanto podem, vemos esta qualidade de serviço. Isto numa zona das mais caras a nível de classificação de imi da cidade de viseu. Eu pergunto, como é possível, as autoridades com responsabilidade na gestão do património e ambiente permi-

tirem esta degradação total, perante a passividade do poder local, mais quando estamos numa zona envolvente de uma escola primária, santiago, onde as crianças deveriam ter outros olhares mais amigos do ambiente. Aguardo uma atitude digna da situação gerada. Cumprimentos João M. Costa SANTIAGO» Fazemos nossas as palavras do leitor João M. Costa.

(Secção da responsabilidade do Núcleo de Viseu de “OLHO VIVO - Associação para a Defesa do Património Ambiente e Direitos Humanos”) Nota: Críticas e sugestões para a Associação OLHO VIVO, telefone: 912522690 - olhovivo.viseu@gmail.com olhovivoviseu.blogspot.com

do que aquela a veículo da herança musical árabe (fazendo lembrar o som do oud), cuja influência e lirismo se encontram bem expressos em temas com “Interim”. Em boa hora a viúva de Carlos Paredes ofereceu este novo instrumento ao seu amigo Eustáquio, que o estreou num concerto em Marvão, com o Quarteto Ibero-Americano. A surpresa só não foi maior porque já o tínhamos ouvido no disco de Luísa Amaro “Mediterrâneos”, mas Eustáquio deixou-nos estarrecidos de emoção ao tocar composições de sua autoria como “guitolão” ou “Poema a uma Folha Caída”. Não obstante a revelação do guitolão, este não foi um concerto de um solista acompanhado, antes um diálogo profícuo entre dois virtuosos. Carlos Barretto não se limita a atapetar a melodia. O parceiro musical durante quinze

anos de Bernardo Sassetti tanto mostrou todo o seu vigor jazzistico em temas como “Hoje a nossa dor é esta” , como conseguiu deixar a assistência em absoluto e reverencial silêncio com uma peça a solo de excepcional beleza e superior execução. Até parece que foram feitos um para o outro, estes dois instrumentos. Que continuem juntos e tenham muitos meninos é o mínimo que se pode desejar. Fiquem atentos à programação do foyer do Viriato. Para quem ainda não conhece a voz da lafonense Catarina Almeida, não posso deixar de sugerir uma outra prenda surpresa: o café-concerto no próximo dia 13 de Junho, com o grupo Tributal (com Bruno Pinto, Joaquim Rodrigues, Miguel Ângelo Coelho e Márito Marques) em “Tributo a Sting”. Carlos Vieira e Castro

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DESPORTO

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VISEU 2001 PREPARA NOVA ÉPOCA EM VÁRIAS FRENTES O «Viseu 2001» já iniciou a planificação da época 2012/2013, Com mais equipas em competição e, consequentemente, com mais atletas, o «Viseu 2001» já iniciou a planificação para a próxima época. Além da equipa de Iniciados que será constituída, maioritariamente, pelos atletas da equipa de sub13 que fizeram um excelente campeonato e por muito pouco não se sagraram campeões distritais, serão mantidas as equipas de sub13, sub12, sub11 e sub10, havendo a possibilidade de criação de duas equipas em alguns escalões, fruto do interesse que tem sido manifestado por vários atletas em ingressarem no Viseu 2001. O Clube vai manter ainda, os escalões dos mais jovens Traquinas e Petizes – que, não tendo competição federada, continuarão a participar em vários Encontros regularmente. Uns organizados pela Associação de Futebol de Viseu, outros por iniciativa do Viseu 2001 e de

Bruno Marques e Paulo Cruz, dois ex-juniores foram promovidos a séniores outros clubes. A aposta num corpo técnico de reconhecida valia académica, pedagógica e desportiva, depois de alguns erros cometidos no primeiro ano, será, segundo a direcção, um dos grandes “investimentos” do clube e um factor extra de motivação para todos os atletas e de credibilidade para o projecto. Neste sentido, em 2012/2013, o clube irá manter todos os seus técnicos, directores e massagista, reforçando ainda certas equipas com novos ele-

mentos, fazendo algumas rectificações em função da existência de novos escalões, nomeadamente ao nível do futebol de 11. Joaquim Lopes irá assumir a equipa de iniciados, ficando ainda responsável pela coordenação do futebol de 11. Em estudo está ainda a criação de uma segunda equipa de iniciados. No futebol de 7 a coordenação será assumida por Hugo Pardal, mantendo-se nesta equipa os técnicos Daniel Sousa, Ricardo Almeida, Flávia Lourenço,

NUNO MARRECO E JOÃO NAVEGA NO TOPO... Por: Álvaro Marreco Foram cerca de sete dezenas os golfistas que participaram na 4ª prova da O.M. do CG Viseu, disputada no percurso Caramulo do Montebelo na modalidade stableford/full handicap e com saídas simultâneas. Os resultados obtidos foram de muito bom nível, com os seis primeiros jogadores a derrotar o campo. A classificação net geral foi liderada pelo jovem Nuno Marreco com 44 pontos, sendo seguido pelo António Sanganha 42, Luis Abreu 39, António Costa, Carlos Ferreira e Samuel Barros todos 38 e José Gonçalves e José Artur 36. O João Navega foi o campeão gross com 25 pontos (12+13) seguido do Carlos Tino-

Vasco Elvas, Duarte Gonzalez e Sérgio Silva. Vítor Albernaz continua como massagista. As renovações com os atletas decorrem em bom ritmo. Depois da integração, na época passada do guarda-redes Luíz Canocha e das anunciadas promoções dos ex-juniores Bruno Marques e Paulo Cruz e da continuidade do brasileiro Rafa (que tem um compromisso para a próxima época), o guardaredes Luís Vaz irá também completar a segunda época como sénior.

co com a mesma pontuação (13+12), José Santos 23, Paulo Loureiro 22, Luis Abreu 21 e Carlos Alves, Idalina Cardoso, José Gonçalves, José Pinto, António Cunha, José Loureiro e Samuel Barros todos com 19. A Idalina Cardoso foi a 1ª senhora, o Samuel Barros o 1º senior e os prémios especiais foram conquistados pelo Carlos Tinoco e Álvaro Marreco, respetivamente a pancada mais longa e a mais certeira. Após a entrega de prémios e da realização da espetacular tômbola, foi assinado o protocolo de colaboração entre o clube viseense e as premiadas cervejas Mahou, que patrocinam o nearest to the pin e complementam a tômbola, tal como as Caves Messias.

... E 3º CONVÍVIO SENIOR 2012 Foram cerca de três dezenas de jogadores que participaram no 3º convívio dos seniores viseenses. Maioritáriamente eram portugueses, mas desta vez contámos também com holandeses, ingleses e franceses, tendo a prova sido disputada na modalidade medal/full-handicap e em saídas simultâneas. O Samuel Barros foi o vencedor real da prova com 87 pancadas, seguiram-se o Pedro Almeida com 90, Pedro Porto Aguiar 93, José Gonçalves e José Marques 95, Idalina Car-

doso 96, Peter Holdijk 98, Álvaro Marreco 99, Carlos Silva 100 e Neil Pain 103. Na classificação abonada foi o Pedro Almeida que venceu com 68 pancadas e foi seguido pelo Samuel Barros com 69, Carlos Rodrigues 71, Pedro Porto Aguiar e António Araújo 74, Peter Holdijk 75 e Neil Pain, Armando Leitão, Alberto Amaral e José Ministro todos com 76. Os prémios especiais foram conquistados pelo Samuel Barros (longest) e António Araújo (nearest).


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CULTURA

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CASA DA CULTURA VAI ACOLHER FUTURA ACADEMIA DE MÚSICA DE SÁTÃO A Casa da Cultura de Sátão vai acolher, entre outras valências, a futura Academia de Música de Sátão, a partir de uma parceria estabelecida entre a Câmara Municipal e o Conservatório de Aveiro. O anúncio foi feito pelo presidente da Autarquia, Alexandre Vaz, na cerimónia de inauguração do equipamento, presidida pelo secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas. No mesmo edifício, onde já funcionou uma escola primária, e posteriormente a sede do Clube local, ficará ainda instalado o Posto de Turismo de Sátão e um espaço para acolher mostras de artesanato local. Com a inauguração da Casa da Cultura, um investimento que rondou os 400 mil euros, montante comparticipado pelo QREN em 80 por cento, a Câmara Municipal de Sátão não só abriu as portas a um espaço “moderno e funcional virado para a juventude”, como concluiu também a requalificação e aproveitamento de um edifício que se encontrava em adiantado estado de degradação.

“Estamos perante uma obra emblemática para o concelho, onde a história dos edifícios de outrora se mistura com um presente repleto de memórias”, sublinhou o autarca. Para além da exposição de fotografias «Antes e Depois», alusivas a todas as freguesias do

concelho, a inauguração da Casa da Cultura de Sátão ficou ainda marcada pela exposição de uma réplica do edifício, feita integralmente em chocolate por dois pasteleiros da freguesia de S. Miguel de Vila Boa, e pela homenagem do concelho a todas as professoras que leccionaram na

antiga escola primária. No final da sessão solene, seguiu-se um momento musical proporcionado pelos professores da Academia de Música de Sernancelhe, que serão também os professores da futura Academia de Música de Sátão, com via profissionalizante.

FEIRA MEDIEVAL RECRIA CORTES DE LAMEGO

Ao longo de três jornadas, de 1 a 3 de junho, as ruas e ruelas da zona alta da cidade de Lamego serão palco de “jogos de destreza e perícia”, “reinos de armas e preitos de vassalagem a D. Afonso”, para além de “bailias e folguedos com músicos”. Fiel ao espírito e à época, a Feira Medieval de Lamego quer

continuar a cativar o interesse de vários públicos através de uma abordagem interativa sobre as lendas e tradições enraizadas nesta cidade. A edição deste ano da Feira Medieval de Lamego vai abandonar o histórico bairro do Castelo para descer até à zona envolvente da Praça do Comér-

cio onde reunirá o clero, a nobreza, os mestres de ofício e os servos da gleba para fazerem a evocação histórica do comércio e das artes e dos ofícios medievais. Para além da Praça do Comércio, o espaço ocupado por mercadores e artesãos, muitos dos quais provenientes do Magrebe, será alargado às ruas

Marquês de Pombal, Padre Alfredo Pinto Teixeira, das Cortes, Almacave e Nova, para além de um pequeno troço da Av. 5 de outubro Este ano, a viagem ao passado destaca a recriação das Cortes de Lamego por D. Afonso Henriques, através da qual o público poderá vivenciar vários episódios da época, enquadrados na moldura de um mercado. Não faltarão, por isso, mercadores e artesãos que vão desenvolver as suas atividades de comércio. O evento pretende cumprir duas missões essenciais: fazer a pedagogia dos usos e costumes medievos e expor artesanato nacional e internacional de qualidade. Organizada pela Câmara Municipal de Lamego, através do programa VIVERLamego, a realização da Feira Medieval representa um investimento de 36.700 euros, comparticipado em 80% através do QREN.

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REGIÃO

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SOCIEDADE

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ESPECTADOR COMPROMETIDO

A UNIÃO FAZ O INVESTIMENTO Crowdfunding significa financiamento pela multidão. É uma forma original de obter fundos para projetos. O conceito é simples e pode ser usado por quem tenha uma ideia, mas não o dinheiro necessário para a concretizar. Em conjunto com informação adicional, um pequeno vídeo (que pode ser perfeitamente amador) é colocado num website onde milhares de utilizadores podem conhecer o projeto mais detalhadamente. Se o acharem interessante, essas pessoas poderão investir, sendo que podem fazê-lo com pequenas quantias. O poder deste modelo vem do facto de ser possível obter uma soma elevada a partir de pequenos contributos, conseguindo assim o promotor implementar a sua proposta. O que ganham em troca os 'investidores'? Depende de quanto invistam! Os autores dos projetos definem o que oferecem em troca para diferentes patamares de investimento: alguns euros colocam o nome do apoiante

numa lista pública de agradecimento. Um apoio maior trará algo mais em retorno. E aqui importa explicar a diversidade de ideias que concorrem ao crowdfunding. Existe um pouco de tudo: músicos que pretendem gravar CDs, realizadores que ambicionam gravar filmes, escritores apostados na escrita de um livro, designers que pretendem lançar novas peças de roupa ou calçado. Quem aposte monetariamente nestas iniciativas recebe, por exemplo, entradas em espetáculos, roupa, CDs, DVDs ou livros que ajudou a criar. Mas existem também aspirantes a industriais que procuram colocar outros produtos no mercado. Aqui o apoio funciona como uma pré-compra. O aspeto curioso é que na maioria das situações compra-se algo que nem sequer existe ainda ou que não passa de um protótipo. Neste processo os 'investidores' podem sugerir alterações ao produto. Um dos casos mais bem sucedidos de

FUNDO DE CAPITAL DE RISCO UNIVERSITAS Um dos principais problemas para a maioria das empresas, na fase de arranque, corresponde à obtenção dos recursos financeiros necessários, seja para fazer face ao investimento em capital fixo, seja muitas vezes para fazer face às necessidades de financiamento do fundo de maneio necessário. O capital de risco está vocacionado para apoiar projectos de empreendedorismo e inovação, posicionando-se como um meio complementar/alternativo de financiar o arranque e o desenvolvimento (early stage) de projectos empresariais, com boas perspectivas de crescimento e desenvolvimento. Caracteriza-se pelo facto de o parceiro (sociedade que gere o capital de risco) se envolver directamente no negócio, participando no respectivo capital e sendo

recompensado, pelo sucesso/insucesso do projecto, com base nos resultados obtidos. A participação no capital assume normalmente uma vertente minoritária, no projecto a apoiar, e será posteriormente vendida (normalmente ao fim de um a três anos) com resultados que se pretendem compensadores para todas as partes. Acresce que o parceiro que normalmente acredita no projecto de modo a associar o seu capital ao mesmo (sociedade de capital de Risco), representa também um acréscimo de competências de gestão para o projecto, bem como um acréscimo de credibilidade e confiança no sucesso do mesmo, isto na óptica do mercado. O Capital de Risco, a par do “capital semente” e do capital proporcionado por “Business Angels” posiciona-se, assim, como

crowdfunding é recente: um grupo de engenheiros tenciona produzir um relógio que comunique com telemóveis para exibir no pulso informação como a origem de uma chamada ou o conteúdo de uma SMS. Pretendiam atingir 100 mil dólares em précompras para tornar possível a produção. O entusiasmo gerado foi tão grande que o investimento assegurado ultrapassou os 10 milhões de dólares! O crowdfunding está muito ativo nos EUA (www.kickstarter.com) mas está a disseminar-se por todo o mundo, tendo chegado a Portugal na forma de dois websites: o www.ppl.com.pte o www.massivemov.com. A dimensão dos projetos é naturalmente menor do que na versão americana, mas ainda assim demonstra que é uma forma viável de obtenção de fundos. Um exemplo é o “Mo.Ca” - inspiração de dois empreendedores para produzir mobiliário original a partir de cartão canelado. O crowdfunding também serve para apoiar causas sociais. Veja-se o “Projeto Alcoutim”, uma iniciativa para apoio de pessoas com dificuldades ou “A Meia Maratona do Daniel”, cujo objetivo foi adquirir uma prótese para que o seu futuro utilizador participe numa prova. Se tem uma ideia, porque não testá-la junto dos pequenos investidores destas redes? Não paga nada por isso e pode revelar-se uma excelente oportunidade, daquelas que surgem em tempos de crise e desemprego!

uma boa possibilidade para o financiamento, em capitais próprios, de projectos inovadores desenvolvidos por quem, com capacidade empreendedora, não dispõe de meios financeiros suficientes para a sua concretização. O Fundo de Capital de Risco INOVCAPITAL UNIVERSITAS, trata-se de um novo fundo de capital de risco, de 5 milhões de euros, que foi constituído no final de 2011, para apoiar projectos inovadores, preferencialmente oriundos de entidades do Sistema Científico e Tecnológico Nacional, na fase de “early stage” e no qual o Instituto Politécnico de Viseu, através da ADIV se integra. Ao apontar para projectos na fase “early stage” visa-se apoiar principalmente projectos que já passaram a fase de protótipo e teste de mercado, encontrando-se a serem lançados em termos de mercado. Para a região, um aspecto diferenciador de outros fundos de capital de risco, trata-se da discriminação positiva às regiões do interior, pois existe a obrigatoriedade de 75% dos capitais aplicados em projectos inovadores ter que ocorrer nas NUTs II Norte, Centro e Sul. As áreas de negócio possíveis tratam-se das mais diversas e vão desde a indústria, energia e comércio, passando pela construção, turismo, transportes e Serviços. Os serviços da ADIV estão disponíveis para esclarecer em mais detalhe as possibilidades deste novo Fundo, bem como encaminhar e orientar eventuais projectos interessados.

Por: José Lapa

Se temos uma troika omnipresente, tivemos outra, que desapareceu recentemente, num curto espaço de tempo, provocando um enorme deficit no nosso já depauperado establishment cultural. O amorfismo que nos petrifica, teve assim, com este facto, um cúmplice revitalizador. Já perceberam, que a troika desaparecida, é constituída por Bernardo Sassetti, Fernando Lopes e Miguel Portas. Uma perda irreparável. Augusto M. Seabra, foca esta malograda troika, para lembrar, que a crise “apaga a memória” - já sabíamos que apagava o social e cultural - acrescentando,

17/Via Rápida

DEVER DE MEMÓRIA por isso: “entendo que há um dever de memória, de reflexões e de homenagens também” (Público, 18maio2012). Na verdade, privilegiar esse milagre da memória, em tempos de crise, sejam elas coletivas ou meramente pessoais, não é inédito. Já Tony Judt, o havia feito, no seu fantástico memorial, que é O Chalet da Memória (Edições 70, 2011), livro derradeiro, onde o historiador aproveita os seus dolorosos momentos finais, para recuperar episódios, emoções, sensações… vá lá, desafios. Escreve Judt: “Mas se temos de sofrer assim, é melhor ter uma cabeça bem apetrechada cheia de reminiscências utilizáveis, recicláveis e multiusos, facilmente acessíveis a uma mente de pendor analítico. Só faltava um armário para arrumações. Que eu tenha tido a fortuna de também descobrir isto entre as tralhas de uma vida, parece-me muito próximo da boa sorte.” Ou seja, em tempos de sofrimento agudo, manter uma memória ativa e em condições eficientes, é essencial. É bom não esquecer, que a memória é o esteio, da nossa vida quotidiana. O fundamento para as nossas atitudes. Permite-nos associar factos, acontecimentos, para que possamos intervir, mais eficientemente. Sem memória, viveríamos na mais perfeita letargia e na inercia. Que seria de nós, sem esse “arquivo organizado”, que perpetua os aspetos biográficos que nos caraterizam. Esta memória biográfica (António Damásio - O Sentimento de Si, Europa-América, 2000) é nuclear para vida e para a intervenção cívica. A memória reduznos à nossa própria insignificância. Raul

Brandão, que escreveu as suas Memórias (perspectivas & realidades) em 3 volumes, não deixou de referir no prefácio da obra que: “ De tudo o que se passou comigo só conservo a memória intacta de dois ou três rápidos minutos.” Esta aceção de Raul Brandão, remete-nos, para a memória, enquanto dolorosa presença na vida. Chico Buarque no seu Leite Derramado (Dom Quixote, 2009) dá testemunho disso mesmo: “A memória é uma vasta ferida.” Memória, é pois, um diário que transportamos, para nos lembrar a qualquer momento, que estamos vivos. A memória pode transformar o passado. Como escreve Lobo Antunes (Visão, 3mar2011): “Descobri também que o passado é a coisa mais imprevisível do mundo, não para de se transformar.” Talvez, porque, a memória nos avise e assinale o presente. O dever de memória, assume-se, assim, como elemento transversal às nossas preocupações de intervenção, em tempos de caos. Daí, que de todas as doenças, que nos afetam, a que mais me aterroriza é aquela, que ataca a memória, a devasta, a transforma em terra queimada. Perder a memória, significa deixar de viver. Vegetar. Também é bom lembrar (obrigado memoria), que em tempos de mudanças vertiginosas, a nossa adaptação (instituto de sobrevivência) depende dela. Já Darwin, escreveu: “Não é o mais forte da espécie que sobrevive, nem mais o inteligente. É o que mais se adapta à mudança.” E, para isso, para que se adapte, experimente cruzar memória com imagina-ção. Vai ver que dá resultado.

APRESENTADA EM VILA CHÃ DE SÁ ASSOCIAÇÃO DE DIVULGAÇÃO DA ASTRONOMIA A «OFIUCO – Associação de Divulgação de Astronomia», apresentada a semana passada no edifício Multiusos de Vila Chã de Sá (Viseu), teve a sua génese na vontade de um pequeno grupo de entusiastas pela observação nocturna do firmamento, em concentrar esta actividade numa associação onde fosse possível fazer uma troca de experiências e intercâmbio de ideias entre os seus elementos. “Sabíamos que muitos deles se reuniam em locais dispersos, razão pela qual decidimos avançar com este projecto”, explica o seu «criador», Pedro Almeida. O primeiro passo da novel Associação será a construção de um Observatório e o seu apetrechamento com equipamentos de qualidade “que façam a diferença”, assumindo-se como um pólo de ciência na obtenção

de dados relevantes para a investigação. Outro objectivo passa pela colaboração com instituições do ensino superior da região, nomeadamente o Instituto Politécnico de Viseu e universidades de Coimbra e Aveiro, com as quais já mantém contactos informais. A luta

contra a poluição luminosa “será outra das batalhas». A instalação da «Ofiuco» no edifício Multiusos foi acarinhada, desde a primeira hora, pelo presidente da junta de freguesia, José Ernesto, que sublinhou o “importante papel, sobretudo pedagógico junto das

escolas”, que a nova Associação vai desempenhar em Vila Chã de Sá. Um papel que a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Viseu, Paula Santana, pretende ver alargado, desafiando por isso a «Ofiuco» a descentralizar a sua actividade por outros locais e escolas do concelho.


16/Via Rápida

SOCIEDADE

31/05/2012

«CAMINHO DOS GALEGOS» VOLTA A ATRAIR CENTENAS DE PEDESTRIANISTAS A PENALVA DO CASTELO Assumindo-se como um dos percursos pedestres históricoculturais mais procurados no país, o «Caminho dos Galegos», que percorre várias freguesias do concelho, promete atrair centenas de pedestrianistas a Penalva do Castelo, já no próximo dia 3 de Junho. Na edição do ano passado o número de participantes e colaboradores rondou as 600 pessoas. O VIII Percurso Pedestre «Caminho dos Galegos, organizado pelo Agrupamento de Escolas de Penalva do Castelo, com a colaboração da Câmara Municipal de Penalva do Castelo e o apoio das Juntas de Freguesia de Mareco, Castelo de Penalva e de Travanca de Tavares, é circular e tem uma extensão de cerca de oito quilómetros,

com inicio e fim no largo da sede da Junta de Freguesia de Mareco. Para além da componente turístico-desportiva de ar livre, irão ser representados, por alu-

nos, professores e funcionários, alguns quadros históricos que recuam ao tempo das peregrinações a Santiago de Compostela. Como por exemplo, a bênção de um peregrino, o

Hospital do Caminho, a guarda da ponte (portagem), o moinho (jogos medievais), e os salteadores. Os participantes vão também ser surpreendidos pelo Almocreve com a sua égua, nobres a cavalo, um mendigo a pedir esmola, artistas, bobos da corte e ainda uma pequena feira com a venda de alguns produtos de artesanato. No final, haverá almoço – convívio, um brinde e animação.

CONSERVATÓRIO DE MÚSICA NECESSITA DE ESPAÇO - ASSEMBLEIA APROVOU RELATÓRIO E CONTAS Por: Agostinho Torres A Assembleia Geral da PROVISEU – Associação para a Promoção de Viseu e Região, que detém o Conservatório de Música de Viseu, aprovou o Relatório e Contas referentes ao ano de 2011, por unanimidade. O saldo do exercício foi positivo, pelo que os associados aprovaram um voto de louvor à Direcção, pelo trabalho desenvolvido, de forma empenhada e criteriosa, a que preside o Dr. Celso Costa. Durante a reunião, foram debatidos alguns assuntos importantes da vida da PROVI-

SEU e do seu Conservatório de Música «Dr. José Azeredo Perdigão», que muito tem prestigiado a Região. Assim, foi considerado tomar algumas iniciativas, no âmbito do que os Estatutos contemplam para além da música, como a execução de uma bandeira com o logótipo da Instituição, organizar colóquios e promover debates. Foram sublinhadas importantes iniciativas como as comemorações do 25.º aniversário do Conservatório, o contrato de patrocínio celebrado com o Ministério da Educação e um novo contrato conseguido no âmbito do POPH, a realização,

com êxito, do já tradicional Festival de Música da Primavera. Contudo, o assunto que mereceu mais amplo debate relaciona-se com o reconhecimento de que o Conservatório necessita de mais espaço para que os mais de quinhentos alunos tenham condições adequadas para aprenderem. O actual espaço é exíguo. Como foi referido, ali, ao lado, no mesmo edifício, há uma sala de música (!), assim denominada, que poderia ser uma excelente solução para resolver o problema, se o Município e o Conservatório assim o entenderem.

AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE MANGUALDE ACOLHE III FÓRUM DO MOVIMENTO ASSOCIATIVO «O contexto social e político» será o tema central do III Fórum Movimento Associativo que irá decorrer no auditório da Biblioteca Municipal de Mangualde, já no próximo dia 2 de Junho. À semelhança dos anos anteriores, este encontro, organizado pela Câmara Municipal, destina-se ao público em geral, e ao associativo em particular, e pretende contextualizar o papel do associativismo no desenvolvimento local e regional, contribuindo

para uma reflexão e troca de experiências. «O papel das autarquias e do movimento associativo face à conjuntura atual do país»; e a «Proposta de alteração ao regulamento municipal», serão algumas das questões, vastas e diferenciadas, a abordar, desde o papel das autarquias e do movimento associativo no contexto do país, passando pela sustentabilidade financeira, a crise e o associativismo, alteração ao regulamento municipal, até ao

associativismo e os media (marketing). Para abordar os diferentes temas estarão presentes Alda Pinto, da direcção da Federação das Colectividades do Distrito do Porto; Domingos Martins, presidente da Federação das Colectividades do Distrito do Porto; Isabel Martins, Directora da Essência Completa - Marketing, Comunicação e Media, Lda.; e Miguel Torres, director da ACERT – Associação Cultural e Recreativa de Tondela.

31/05/2012 Depois do que já sabemos e daquilo que poderemos ainda vir a saber, relativamente ao ex-Director dos Serviços Secretos portugueses, teremos forçosamente de questionar e repensar uma série de coisas que se têm passado no mundo económico, na justiça, e sobretudo na vida política. Conhecendo-se o que já se conhece de Jorge Silva Carvalho, que a troco de contrapartidas, vendeu informações importantes à empresa para onde iria mais tarde trabalhar, não nos podem restar quaisquer dúvidas que o caso é gravíssimo, e que antes de mais, requer uma rigorosa investigação policial, e um desfecho, que não pode ser nem a habitual prescrição, nem o tradicional arquivamento por falta de provas. A espionagem económica para consequente venda de favores, seria já de si um acto criminoso, mas a juntar a isso, dever-seá também admitir a divulgação de peças de processos judiciais que se mantinham confidenciais, mas que apareceram escarrapachados em tudo o que era comunicação social, com um objectivo claro e tenebroso, que era destruir pessoal e politicamente alguns dos governantes do executivo anterior, com especial incidência, para o então Primeiro -Ministro. Desde cassetes com conversas telefónicas particulares, até às coscuvilhices que envolveram familiares e amigos, tudo serviu para atingir os objectivos pretendidos que eram denegrir a imagem e desacreditar os visados. O curioso, é que um dos jornais que mais “bufava” essas informações, foi precisamente o que agora denunciou o então denunciante Jorge Silva Carvalho, patrão dos espiões, que se vê hoje desmascarado, sem qualquer tipo de dúvida. A mentira e a tração, normalmente não duram sempre. Como foi possível o Governo P.S. ter a dirigir os Serviços de Informação - leia-se

ESPECTÁCULO PARA ANGARIAÇÃO DE FUNDOS DO FUTURO LAR DA 3.ª IDADE EM VILA NOVA DE TÁZEM Quim Barreiros e Micaela são alguns dos artistas que irão actuar no I Festival de Música Popular Solidário, organizado pelo grupo Pro-Vilanovenses, a decorrer em Vila Nova de Tázem, nos dias 16 e 17 de Junho. As receitas reverterão, segundo a organização, para uma “causa nobre”: a construção do futuro Lar da 3.ª Idade. Pelo palco instalado no campo de futebol «Dona Aurélia de Moura» vão passar no dia 16, para além de Quim Barreiros, o grupo musical «Golpe de Estado». No dia 17, a partir das 16 horas, e com uma sardinhada à borla, têm início das actuações de Nel Monteiro, Zé do Pipo, Micaela, Dj Peterclam, e o trio musical «Renascer».

OPINIÃO

Por: José Reis

QUEM NOS PODERÁ ACUDIR espionagem- um indivíduo sem ética e sem o mínimo de escrúpulos, que afinal estava apenas empenhado em servir o adversário político, fornecendo-lhe toda a informação que lhe poderia servir. Para além da área política, aproveitou as técnicas e os meios que o cargo lhe oferecia, para, como “bom agente” que era, vender informações importantíssimas relativas ao mundo dos negócios Ainda que já fora dos serviços secretos, Silva Carvalho manteve activa e colaborante, uma poderosa rede dentro do próprio SIED, que continuou a fornecer-lhe as informações que precisava para traficar e servir o seu patrão e os seus amigos. Essa rede e essa gente não podem ficar esquecidas. Têm igualmente de prestar contas à justiça. Agora a moscambilha foi descoberta. Para além de ter tratado da vidinha, ao arranjar um belo “tacho” na Ongoing, Silva Carvalho manobrava os cordelinhos dentro

9/Via Rápida do próprio Governo de Passos Coelho através de Miguel Relvas, com quem trocava favores e informações. Isso está tão claro que não adianta agora arranjarem um bode expiatório qualquer para sacrificar, no sentido de ilibar e limpar o nome do dito governante, por sinal o braço direito de P. Coelho. Embora se saiba que aqueles dois se tratavam por tu com grande à-vontade, o senhor e todo poderoso Ministro, veio agora renegar a amizade e o conhecimento antigo, tal como um discípulo fez a Cristo. Os dois conspiraram, manobraram e serviram-se dos Serviços de Informação, para de forma ilegítima e ilegal, devassarem as instituições, as empresas e avida profissional e privada das pessoas. A estória que agora mais faz correr a imprensa falada e escrita, prende-se com um famigerado telefonema de Relvas a uma jornalista, tentando intimidá-la, e ameaçando-a de boicote de todo o Governo ao seu jornal, e de divulgação pública de dados comprometedores da sua vida privada. De episódio em episódio, de mentira em mentira, Relvas e o PSD embrulham-se cada vez mais, perante a estupefacção geral. Restará alguma outra saída a este governante senão a porta da rua? Paços Coelho terá sérias dificuldades em sacrificar Miguel Relvas, devido às cumplicidades que ambos terão tido em todo este processo, e não só. Irão o Governo, o PSD e o CDS esperar que o tempo faça esquecer esta lamentável situação? Se o fizerem, mostrarão mais uma vez o que são-hipócritas. Os portugueses, que já não acreditavam na palavra, nas acções e nas promessas dos políticos, estão agora aterrados com o que lhes pode acontecer. Todo o mundo está sob escuta, todos podemos ser espiados, e todos podemos ver a nossa vida privada e profissional completamente devassadas, sem em que haja alguém que nos acuda.

PARABÉNS ACADÉMICO DE VISEU

Por: Carlos Bergeron

A vitória do Académico de Viseu, por 10, no Estádio da Pedreira, em S. Pedro do Sul foi, como hoje se diz, a cereja no topo do bolo, na conclusão de uma época extremamente sofrida, com alguns sobressaltos pelo meio, desnecessários muitos deles, mas que acabaram com o culminar do regresso dos pupilos de Lima Pereira à 2ª Divisão Nacional, depois de vários anos passados e em que esteve afastado dos lugares onde, por direito próprio, bem merecia estar presente. Nesta hora de euforia academista, uma palavra muito especial para todos os seus jogadores, equipa técnica, médicos, enfermeiros, massagistas e roupeiros que, com o seu trabalho sério e abnegado, con-

seguiram conduzir o Académico de Viseu ao triunfo final. Na hora da vitória outro nome merece o reconhecimento de todos os academistas, o de António Albino, presidente do clube, onde justo se torna também incluir o de quantos com ele formaram a equipa directiva. António Albino sonhou sempre com o regresso do seu Académico de Viseu à 2ª Divisão Nacional, como meta imediata dos seus sucessivos mandatos. Sonhou, é certo, mas acreditou sempre que isso seria possível, e quando o sonho comanda a vida os resultados transformam-se em realidade, aquela que hoje o clube está a viver. António Albino sofria com os momentos menos bons da equipa, mas também era sempre ele o primeiro a aparecer e a dar a cara para que a situação se invertesse, mesmo quando a saúde o foi inquietar um pouco. O amanhã da vida do clube começa hoje e não se pode ficar pelas palavras de circunstância proferidas na hora da vitória. É bom ouvir dizer que o Académico deu uma grande alegria à cidade e que o concelho ficou a ganhar. Que os jogadores foram bestiais e que o treinador foi a melhor coisa que apareceu ao Académico de Viseu. Tudo

isto é verdade, mas o futuro não pode ficar-se pelas palavras, e tem de começar a enfrentar os desafios do futuro, um futuro em que eu pessoalmente acredito, assim todos queiram. António Albino é um homem que sabe pesar o futuro. Nem ele nem nenhum dirigente pode deixar embalar-se em cantos de sereia, sobretudo em tempos de crise. As aquisições, porque vão ser necessárias, terão de ser cirúrgicas e dentro de um orçamento frio e calculista. Acredito que assim vai ser, agora que Viseu, pela mão do Académico, voltou a ser um nome de referência e apetecível no desporto nacional. Parabéns ao Académico e Viseu e a todos quantos hoje tornaram o sonho em realidade. Beba-se o champanhe, ele é bem merecido, mas que ninguém se esqueça depois de tomar o banho frio da realidade que o futuro brilhante, assim o espero, está reservado a esta grande equipa de dirigentes, jogadores, equipa médica, de enfermeiros, massagistas e de roupeiros. Tem a palavra a cidade, a região e a extraordinária massa associativa do clube que também nunca deixou de apoiar e acreditar.


31/05/2012

INFORMAR É UM DIREITO E UM DEVER

Carregados de raiva e mau humor, tantos anos depois, ainda é assim que a generalidade dos habitantes de Viseu manifesta o seu profundo desagrado contra as obras levadas a efeito no antigo Mercado 2 e Maio da autoria do Arquitecto Siza Vieira, cujo nome tem fama, mas aqui não a mostrou. Fez o contrário. Errou. Não obstante estas obras já terem sido concluídas há bastantes anos, suponho que há cerca de uma dezena, os protestos e as manifestações de desagrado continuam, e com justificado desagrado, porque o conjunto de obras ali efectuadas para dar àquele espaço nobre da cidade um aproveitamento condigno não foi de modo nenhum conseguido, e nem se julga que alguma vez o venha ser, porque um conjunto de demolições e alterações que ele fez constar do projecto e que quem as devia ver não viu e se calhar nem nisso reparou, deu azo a uma obra sem qualidade nem dignidade como todos nos vimos a dar conta, sem uma tentativa séria de ainda corrigir o que podia e devia ser corrigido, e aqui pode citar-se, além de outros, o exemplo daquela vergonhosa calçada de pedra tosca no piso inferior, que quase torna impossível por ali

transitar, especialmente senhoras. E agora as obras lá estão, concluídas à vontade do arquitecto, como que expostas para serem admiradas, só que em vez disso são repudiadas, sem que se vejam movimentações de quem de direito no sentido de lhe ser dado um outro arranjo, para que pelo menos as pessoas ainda pudessem tirar dali algum proveito, no mínimo, à falta de melhor, para que lá pudessem passar alguns momentos de agradável lazer, tendo em conta a excelência do local. Ali, como é vulgar ouvir-se e não consta que se tenha ouvido o contrário, tudo se procurou destruir, sem nada construir que valorizasse tão excelente espaço, quando é certo, todos dizem o mesmo, muito do que lá havia bem podia ser aproveitado e se o fosse, com menos dispêndio de verbas, hoje teríamos ali outra obra bem diferente da que lá está e com muito mais possibilidade de aproveitamento, e quem o diz são pessoas com conhecimentos bastantes na matéria. São tantas e de tal ordem as críticas que se fazem à requalificação daquele espaço, que se não fora a Câmara Municipal ter optado pela escolha do nome do Arquitecto Siza Vieira, mau grado o mau trabalho que ele ali produziu, e talvez a população de Viseu já se tivesse repetido em manifestações de desagrado reclamando do município a correção de bastantes erros grosseiros ali cometidos. Ficou provado aqui que o trabalho do Arquitecto Siza Viera não agradou, mas antes desagradou profundamente. Mas bastou o seu nome e o seu prestígio como técnico paisagista para que uma população inteira se lhe rendesse, e desta maneira, embora sob protestos, também a Câmara Municipal logrou salvar a sua face, embora isso a não devesse contentar, deixando que tudo fique na mesma, quando muita coisa ainda poderia ser alterada com evidentes benefícios para a sua imagem e aprovei-

tamento. Não serão muitos, os técnicos em Portugal que trabalham na mesma área paisagista do Arquitecto Siza Vieira. Só que este, embora em Viseu tenha falhado rotundamente, o prestígio que logrou alcançar, no estrangeiro, já o pôs a salvo de alguns erros que cometeu, como foi o caso a que nos estamos a referir, embora aqui se possa pôr a questão se a Câmara Municipal quando lhe adjudicou a elaboração do projeto o terá informado dos fins a que destinava aquele espaço. Se calhar não informou. Falar agora, tantos anos depois, do que se fez ali e não devia ter feito, e o contrário também é verdade, parece ser utópico, demasiado tarde, e realmente é, mas não impossível de se poderem colmatar bastantes erros ali cometidos, e se o fossem as probabilidades de tornar aquele espaço com outra estética, outra dimensão e outro aproveitamento seriam incomensuravelmente diferentes e dar-lhe-íam outra dignidade que não tem e que realmente merece, mesmo sabendo-se que estamos numa época de contenção de despesas. Só que aqui valia a pena fazer um esforço adicional. Porém, se houver vontade para que alguma coisa mude, que tudo não fique na mesma, e se quisermos ter em conta que a cidade merece tudo, até mais este esforço e este sacrifício para o erário público, então não será descabido apelar à Câmara Municipal no sentido de esta pensar seriamente no assunto, na certeza de que se o fizer, prestará mais um bom serviço à cidade e a população agradece. A nós não nos acusem de estarmos a ser utópicos. Estamos somente a dar conta de uma aspiração que sabemos corresponder à vontade dos cidadãos da nossa urbe e ao fazê-lo estamos somente a cumprir o que compete a qualquer órgão de comunicação social. Informar.

QUEM NOS ACODE

A quem é que o povo português pode reclamar? E em quem é que se pode depositar confiança? Que esperança se pode ter no futuro? Depois de terem diabolizado e excomungado o anterior governo, as forças da direita conservadora conseguiram, afinal, atingir os seus objectivos. Era lógico e racional que os portugueses que nelas confiaram, tivessem agora mais esperança na melhoria das suas condições de vida. O PS foi reprovado, castigado e menorizado no último acto legislativo. O eleitorado escolheu ser governado por uma

coligação PSD/CDS. Tudo bem. Os detentores e senhores do capital e poder económico bateram palmas de satisfação, e certamente até foram a Fátima agradecer à Virgem. A extrema-esquerda e a sua central sindical também rejubilaram porque passariam a ter maior espaço de manobra na área ideológica em que se dizem enquadrar. Algumas classes profissionais embandeiraram em arco, pois deixavam de ter sobre si um executivo que punha algum freio às ditas reivindicações e direitos adquiridos. Estas nunca perdoaram a Sócrates tamanha afronta, e ainda hoje perseguem todo o tipo de vingança ao seu alcance. O Presidente da República, primeiro interessado no desfecho da queda do governo do PS, descansou finalmente sobre os louros da vitória. Os doutos doutores e engenheiros economistas, sempre tão activos e viperinos na contestação a tudo que se fazia ou projectava, puderam finalmente candidatar-se e ocupar os lugares deixados vagos. Foram então implementar as suas teses e teorias em defesa, claro, dos seus interesses particulares ou de classe. Os portugueses em geral, azucrinados por tanta propaganda negativa, e enganados

pelas promessas de dias celestes, também respiraram aliviados. Havia que experimentar quem tanto lhes prometia, quem dizia que não aumentaria impostos, e cuja palavra de ordem era diminuir a despesa e cortar nas gorduras do Estado – conversa fiada. O Zé povinho acreditou e deu crédito ao novo governo, pois era preciso deixá-lo arrumar a casa e dar-lhe tempo para mostrar toda essa competência tão proclamada aos «sete ventos». Logo, em nome da austeridade e para salvar Portugal da bancarrota, foram-nos impostos sacrifícios e mais sacrifícios e, ainda assim, continuamos a acreditar. Já nem era para cumprir o acordo com a troika, pois Passos Coelho não se cansava de dizer que estava a ir para além do que fora acordado. Valentão. O tempo passou e, quase um ano depois, começa-se a acordar para a realidade. Afinal, os milagreiros não passam de embusteiros. Depois de tanto aperto do cinto e de promessas de manhãs radiosas, o que nos oferecem hoje são indicadores económicos cada vez mais preocupantes. Ainda assim, querem enganar-nos com mais promessas. E agora a quem vamos nós queixar-nos? Que fazer?

31/05/2012

SOCIEDADE

OLAVO BILAC DÁ A CARA NA ANIMAÇÃO DA PRAIA ARTIFICIAL DE MANGUALDE

A Live It Well, player nacional no sector da organização de eventos, acaba de apresentar um cartaz de luxo que promete agitar todos os fins-de-semana na praia artificial de Mangualde, através de uma parceria com a B.Cool Party, projeto apadrinhado pelo cantor Olavo Bilac.

A B.Cool Party garante, ainda, um programa semanal de excelência no spot mais cool do Verão. Entre Junho e Setembro, às sextas-feiras, sábados e domingos a animação começa sempre da mesma forma: a partir das 18h com Sunset Sessions na Praia, onde se pode

relaxar ao som de reconhecidos Dj´s locais. Mas as surpresas não ficam por aqui. Seguem-se espectáculos de fogo, sessões de autógrafos de figuras públicas, festas com DJs e concertos de artistas conceituados a nível nacional. “Esta parceria vem completar o cartaz de animação do Live Beach que representa uma oferta perfeitamente adequada ao target da Praia Artificial e sem paralelo na Região”, explica Rui Braga, administrador da Live it Well. Artistas como DJ Pedro Cazanova, o grupo angolano Zona 5, Angel-O, DJ Mastiksoul, Quim Roscas (João Paulo Rodrigues) e Zeca Estacionâncio, Bonga, DJ Diego Miranda, Olavo Bilac e José Carlos Pereira são alguns dos nomes B. Cool Party que se vão juntar ao cartaz do Live Beach que já contava com dois festivais de Verão, entre outras iniciativas culturais, musicais e desportivas.

«OS EMIGRANTES» NO COMPLEXO PAROQUIAL «Os emigrantes», de Slawomir Mrozek, sobe ao palco do Auditório do Complexo Paroquial de Mangualde no dia 10 de Junho. A entrada é livre e a organização é da Câmara Municipal de Mangualde. A peça, interpretada, pela Zunzum Teatro Onomatopeia – Associação Cultural, sediada em Viseu, revela uma história actual a partir da realidade de dois emigrantes, explorando e questionando as entranhas da sobrevivência humana, as sociedades que impõem regras invisíveis escravizantes, o sacrifício pelos sonhos. A direcção, cenografia e encenação é da responsabilidade de André Cardoso, enquanto a interpretação fica a cargo de Paulo Matos e Pedro Coutinho.

SEMANA DO CABRITO NA SERRA DO CARAMULO

A 6.ª Semana Gastronómica do Cabrito da Serra do Caramulo, a decorrer de 7 a 10 de Junho, em paralelo com a XIII Feira do Artesanato e Produtos Locais, conta com a adesão de 11 restaurantes locais, três deles presentes no pavilhão onde se realiza o evento. A promoção da gastronomia, do artesanato, usos e costumes e produtos endógenos da Serra, onde pontifica o cabrito, é o principal objectivo da iniciativa. A organização é da Confraria Gastronómica do Cabrito da Serra do Caramulo, Junta de Freguesia do Guardão e Câmara Municipal de Tondela.

FESTIVAL DA TRUTA EM VILA NOVA DE PAIVA Para divulgar e promover um dos produtos endógenos mais emblemáticos do concelho, e à semelhança do que já aconteceu com a I Feira do Fumeiro realizada em Março, a Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva promove, nos dias 8, 9 e 10 de Junho, o Festival da Truta. Para além da promoção das afamadas trutas do Paiva, um dos rios menos poluídos da Europa, através da mobilização de vários restaurantes aderentes, o Festival é complementado com exposições, artesanato, tasquinhas gastronómicas e muita animação.

ADMINISTRAÇÃO DO CONCELHO NA BIBLIOTECA MUNICIPAL A Câmara de Mangualde vai assinalar o Dia Internacional dos Arquivos (9 de Junho), com a inauguração da exposição documental «Administração do Concelho de Mangualde – Memórias de outros tempos», que ficará patente até dia 30 de Junho, na Biblioteca Municipal Dr. Alexandre Alves. A entrada é livre. O fundo «Administração

do Concelho de Mangualde» integra o vasto património documental custodiado pelo Arquivo Municipal Mangualde. De considerada importância para o estudo da história local, o seu desconhecimento para os cidadãos ditaram a necessidade de ser organizado e futuramente disponibilizado para a sua consulta e acesso.


14/Via Rápida

ECONOMIA

31/05/2012

«CASA DA ÍNSUA TINTO RESERVA 2006» RECEBE MEDALHA DE PRATA EM CERTAME MUNDIAL

O «Casa da Ínsua Tinto Reserva 2006» acaba de ser distinguido com a Medalha Prata no 19º Concurso Mundial de Vinhos de Bruxelas, um dos mais prestigiados concursos internacionais do sector que pôs em prova, em Guimarães, cerca de 8500 vinhos das mais diversas nacionalidades.

O vinho «Casa da Ínsua Tinto Reserva 2006», que reúne as castas Touriga-Nacional, Cabernet-Sauvignon e TintaRoriz, possui um aroma a pimento, complexo e requintado, com nuances de frutos silvestres maduros e estagiou 18 meses em barrica de carvalho francês. Ideal para pratos complexos, é

um vinho que se apresenta pronto a consumir, podendo, no entanto, ser guardado por mais 20 anos. O reconhecimento deste vinho, um dos cerca de 8.500 a concurso, premeia, uma vez mais, a qualidade dos vinhos produzidos pela Casa da Ínsua, em Penalva do Castelo, inserida na Região Demarcada do Dão. A distinção pela crítica especializada é o resultado da excelência na produção e de um cuidado extremo em todos os detalhes: da vindima ao estágio, do engarrafamento à comercialização. Os vinhos Casa da Ínsua são também o reflexo de um acumular de mais de dois séculos de produção vitivinícola.

CONFRARIA SABERES E SABORES DA BEIRA «GRÃO VASCO» REFORÇA INTERCÂMBIO COM O RIO DE JANEIRO As cidades de Viseu e do Rio de Janeiro (Brasil) assinaram um protocolo de geminação que pretende aproximar as duas comunidades, estreitar laços fraternos entre os seus membros e promover acções de valorização conjunta aos níveis económico, cultural, social e outros. A cerimónia decorreu no Salão Nobre da Câmara Municipal de Viseu, com a presença do autarca Fernando Ruas e da vereadora da Prefeitura do Rio de Janeiro, Teresa Bergher.

Os dois autarcas destacaram as potencialidades do acordo firmado. O anfitrião da cerimónia, Fernando Ruas, deu como exemplo das vantagens dos processos de geminação que a autarquia vem estabelecendo, o que foi concretizado com a cidade de Lublin, na Polónia, ao destacar, entre outros benefícios, o facto “de centenas de polacos falarem agora fluentemente o Português”. A cerimónia de geminação ocorreu no dia em que a Con-

fraria Saberes e Sabores da Beira «Grão Vasco» assinalou 10 anos de existência. Esta circunstância, aliada às relações de intercâmbio que esta Confraria mantém com a Casa de Viseu no Rio de Janeiro, pretextou o convívio entre anfitriões e convidados. Eduardo Pinto, confrade da «Grão Vasco», fez a apresentação do livro «Por Viseu 60,s», que evoca uma época de grande prestígio em Viseu, região de onde a convidada de honra, Teresa Bergher, é natural.

31/05/2012

REGIÃO

11/Via Rápida

EVENTUAL ENCERRAMENTO DO TRIBUNAL DE VOUZELA PREOCUPA DEPUTADOS DO PSD

BANCO DE MEDICAMENTOS ABRE EM SANTA COMBA DÃO Entra amanhã em funcionamento (1 de Junho), em Santa Comba Dão, o Banco de Medicamentos criado pela Câmara Municipal no âmbito do projecto «Apoiar com medicamentos», integrado no Programa Rede Social – Conselho Local de Acção Social, e que consiste na recolha de medicamentos não utilizados e dentro do prazo de validade que serão, posteriormente, entregues a quem mais deles necessita. Destinado a idosos, famílias com crianças a cargo, situações de emergência e famílias com deficientes a cargo, residentes no concelho de Santa Comba Dão, o Banco de Medicamentos tem como objectivo, segundo a Autarquia, “contribuir para a melhoria da situação económica e da qualidade de vida da população do concelho, garantindo uma maior acessibilidade aos medicamentos, por parte dos munícipes com menores recursos económicos”. Os pontos de recolha dos medicamentos, que podem ser doados por qualquer cidadão, situam-se nas quatro farmácias do concelho: Farmácia Monteiro, Farmácia Carrilho e Farmácia Vasco da Gama, em Santa Comba Dão e na Farmácia Sales Mano em São João de Areias. O projecto está sediado no edifício Da Junta de Freguesia de Santa Comba Dão e da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ), na Rua Pinheiro de Ázere, estando aberto ao público, às quintas-feiras, entre as 9 e as 11 horas.

com a troika, Pedro Alves afirma que a margem que os deputados têm para actuar é reduzida. “Há aqui uma grande limitação da nossa parte para fazer alguma alteração. O que vamos tentar é, através da necessária coesão territorial, que ambicionamos para o país, argumentar as razões que nos permitem defender da melhor forma a manutenção deste serviço”, esclareceu o deputado. O encerramento das Comarcas terá em conta o número de processos entrados por ano em cada tribunal, sendo extintas aquelas onde o número seja inferior a 250. Segundo dados da Comissão responsável pela organização do novo mapa judiciário, Vouzela encontra-se nessa situação. No entanto, dados do Tribunal de Vouzela apontam para a entrada de mais de 1000 processos por ano. Números contraditórios que o presidente da Câmara de Vouzela, que já reuniu com a ministra da Justiça, irá questionar junto da Comissão responsável pela organização do novo mapa judiciário.

Os deputados do PSD pelo círculo eleitoral de Viseu, João Figueiredo e Pedro Alves, manifestam-se “apreensivos” com a possibilidade de encerramento do Tribunal Judicial de Vouzela, preconizada pela organização do novo mapa judiciário do país. Depois de visitarem as instalações, os deputados, presidente da Autarquia, Telmo Antunes (que promoveu o encontro), e o presidente da Junta de Vouzela, reuniram-se com o secretário judicial e a juíza da Comarca de Vouzela. No final da visita, Pedro Alves manifestou-se apreensivo com a possibilidade de encerramento de comarcas. “Estamos preocupados, pois reconhecemos a importância que estes organismos têm em cada terra e como tal viemos aqui perceber em concreto quais são as razões apontadas para o eventual encerramento, que esperamos que não venha a acontecer”, referiu. Lembrando que a decisão de encerramento de comarcas resulta do memorando assinado

JÁ SÃO NOVE OS TRIBUNAIS A ENCERRAR:

DEPUTADOS DO PS DENUNCIAM O “MAIS VIOLENTO GOLPE ALGUMA VEZ DESFERIDO CONTRA O DISTRITO DE VISEU” Ao já anunciado encerramento dos tribunais de Oliveira de Frades, Nelas, Castro Daire, Resende, Armamar e Tabuaço, juntam-se agora, segundo avançou o Jornal de Negócios online, os tribunais de Vouzela, Sátão e S. João da Pesqueira. A confirmar-se esta decisão, “estamos perante o mais violento golpe alguma vez desferido contra o distrito de Viseu e contra o interior de

Portugal”, denunciam, em nota enviada à comunicação social, os deputados socialistas, José Junqueiro, Elza Pais e Acácio Pinto que, no inicio desta semana, questionaram a ministra da Justiça “O Governo, o PSD e o CDS/PP querem encerrar tribunais, por mera convicção ideológica e por fundamentação em estudos, de base estatística, elaborados a partir do Terreiro

do Paço, portanto, sem qualquer conhecimento do território”, criticam os parlamentares socialistas, para quem o Governo, com estas medidas “está a criar, objectivamente, uma justiça para ricos e uma para pobres”. Neste caso, acrescentam, para os cidadãos que residem em regiões já de si desfavorecidas, sem transportes públicos, sem vias de comunicação e cada vez com menos rendimentos.

No mesmo documento, e depois sublinharem que já não é só a acessibilidade à Justiça que está em causa, “mas os fundamentos do estado de direito democrático que começam a ficar profundamente abalados, os deputados socialistas questionam: “Afinal, o que foram fazer os deputados do PSD de Viseu ao tribunal de Vouzela? Dar a extrema-unção? Só pode!”.

APCER CERTIFICA SERVIÇOS DE TURISMO DO MUNICÍPIO DE VOUZELA Depois de igual estatuto atribuído ao Parque de Campismo, e na sequência de uma auditoria recentemente concluída, a APCER certificou os Serviços de Turismo do Município de Vouzela, no âmbito da norma ISO 9001:2008. A certificação da qualidade estende-se agora também ao Posto de Turismo, aos percursos pedestres e às visitas guiadas. De acordo com o relatório de auditoria, os principais pontos fortes do Serviço de Turismo da

autarquia são o elevado envolvimento e empenhamento demonstrado pelos elementos participantes na auditoria, o grau de adequação das infraestruturas à actividade desenvolvida e a forte focalização na satisfação dos utentes, foram, segundo o relatório da auditoria, “os principais pontos fortes do Serviço de Turismo da Autarquia de Tondela. O relatório sublinha, ainda, que não foram identificadas situações de impacto negativo do

sistema. No decorrer da auditoria, foram certificados os processos de gestão da qualidade, gestão de compras, gestão das competências, gestão das infra-estruturas, a informação e as actividades turísticas, o alojamento e as actividades de lazer. Para Eugénia Liz, vereadora do Turismo, a certificação da qualidade dos Serviços de Turismo traduz-se num maior comprometimento, por parte da autarquia, com os turistas que

procuram o concelho. “Este galardão é o compromisso que assumimos em prestarmos um serviço que prime pela qualidade e pela excelência”, referiu a autarca. A vereadora considera ainda que a certificação irá trazer inúmeras vantagens ao nível do funcionamento e divulgação dos equipamentos e produtos turísticos e de melhoria ao nível da imagem, “contribuindo para atrair a confiança dos turistas, actuais e potenciais”, concluiu.


12/Via Rápida

ECONOMIA

31/05/2012

31/05/2012

ECONOMIA

13/Via Rápida

LAMEGO VAI TROCAR OS VELHOS CONTADORES DE ELECTRICIDADE PELA INOVADORA EDP BOX

EMPRESAS DO GRUPO VIDIS OBTÊM CERTIFICAÇÕES DE QUALIDADE E DE SEGURANÇA ALIMENTAR

- InovGrid PROMETE REVOLUCIONAR A LIGAÇÃO ENTRE A DISTRIBUIÇÃO E O CLIENTE

As quatro empresas detidas pelo Grupo Vidis, sediado no Parque Industrial de Coimbrões, em Viseu, acabam de obter, de acordo com as normas internacionais, a Certificação de Qualidade ISO 9001:2008 e Certificação de Segurança Alimentar ISO 22000:2005 (que engloba, de forma mais abrangente, o HACCP). Com estas certificações, o director financeiro, Nuno Coelho, sublinha que o Grupo Vidis passa a ser das poucas empresas, a nível nacional, a obter as duas normas implementadas e certificadas. “Estamos convictos do valor acrescentado que isso representa para os nossos clientes, fornecedores e demais parceiros, e de todo o meio envolvente das empresas em geral”.

Com a implementação do projecto InovGrid, apresentado pela EDP Distribuição no Salão Nobre da Câmara Municipal, Lamego passou a ser também uma das primeiras cidades InovCity do país. A concretizar ao longo deste ano, período em que os moradores vão poder trocar os velhos contadores pela EDP box, o projecto distingue-se pelo seu carácter pioneiro em matéria de inovação tecnológica e abrangência de serviços. Seleccionado em 2011 pela Comissão Europeia e pela Eurelectric como «case study» de redes inteligentes de energia, entre mais de 260 projectos apresentados a nível europeu, o InovGrid permite uma gestão mais inteligente da rede eléctrica de distribuição, promove a sustentabilidade ambiental, di-

minui os custos, e melhora a qualidade do serviço prestado. A aplicar, numa primeira fase, apenas em sete concelhos do país, o projecto alcançou um assinalável sucesso no teste-piloto em Évora, onde foram ligadas 30 000 EDP boxes, em substituição dos antigos equipamentos de contagem. Um estudo levado a cabo pela empresa Qmetrics, suportado pela Universidade Nova de Lisboa, revela que os clientes obtiveram ganhos de eficiência em cerca de 3,9 por cento em relação aos consumos anteriores. Com o InovGrid, cada EDP Box funciona como um “gestor inteligente”, através do qual o consumidor terá uma participação activa na gestão dos seus consumos, em paralelo com uma maior eficácia operacional

do operador da rede de distribuição. Por terem a mesma dimensão dos actuais contadores, as EDP Box vão permitir controlar o fluxo de energia, detectar e resolver situações anómalas à distância, e o acesso a toda a informação da rede, através, por exemplo, de um computador ou de um PDA. Deixará ainda de haver, como até agora, leituras por estimativas e os clientes passam a pagar apenas o que efectivamente consomem. O equipamento possibilita ainda a realização de alterações contratuais de potência, ciclo ou tarifário, sem a necessidade de deslocação de pessoal especializado. Para António Martins da Costa, administrador executivo da EDP, o InovGrid representa para a empresa, que faz da

distribuição o seu «core business», um projecto de grande relevância. “Continuamos a encarar a distribuição como uma actividade chave da missão da EDP, porque é aquela que nos permite também estar mais próximo dos cidadãos”, concluiu o responsável. João Torres, presidente do Conselho de Administração da EDP Distribuição, reconheceu, naquela cerimónia, que o concelho de Lamego representa “uma escolha óbvia», na área de influência da Direcção de Rede e Clientes Mondego (DRCM), para a implementação do InovGrid. “Tem condições para, em conjunto, prosseguir este caminho, que se traduz na melhoria da qualidade de vida das pessoas, um objectivo que continua a ser a grande motivação da EDP Distribuição”. Durante a apresentação pública do projecto em Lamego, Francisco Lopes, presidente da Câmara Municipal e quadro superior da EDP, saudou a escolha deste município para testar as vantagens do InovGrid. “Estamos perante um desafio inovador, num concelho que pretendemos também inovador, que aceitamos e com o qual queremos ser parceiros privilegiados”, reconheceu o autarca, para concluir que ao longo dos últimos anos, a EDP tem efectuado investimentos avultados no concelho e na região de modo a melhorar a prestação de serviços.

NOVA SUBESTAÇÃO CUSTOU UM MILHÃO DE EUROS No mesmo dia em que foi apresentado o projecto InovGrid, a EDP Distribuição inaugurou também uma nova Subestação em Lamego, um equipamento de nova geração há muito aguardado pelas populações, que vêem agora resolvidos os problemas provocados por algumas “frequentes e prolongadas interrupções no fornecimento de energia eléctrica”, como fez questão de lembrar o presidente da Câmara Municipal. O investimento eleva-se a

um milhão de euros. Equipada com um moderno sistema de protecção, comando e controlo, incluindo sistemas de contagem e de comunicações, a nova Subestação permite a interligação do Parque Eólico Fonte de Mesa II e dos sistemas de produção, transporte e distribuição. Em paralelo, continua a construção da nova rede de média tensão de que é exemplo a linha VarosaPenajóia, numa extensão de 4,5 quilómetros e um investimento de mais de 100 mil euros.

Confiante de que a filosofia de trabalho, “baseada no rigor, controlo e organização agora certificada, trará maiores e melhores resultados no futuro”, Nuno Coelho reconhece também que o Grupo Vidis e as empresas que o constituem “estão conscientes da responsabilidade acrescida que estas certificações acarretam, no sentido de corresponder às elevadas expectativas de todos”. O Grupo Vidis é constituído pelas empresas Vidis (Viseu), onde comercializa e armazena bebidas e outros produtos alimentares embalados, Vidis C (Eiras - Coimbra), Revidis (Viseu e Coimbra) e Lodivis (Viseu e Coimbra), esta dedicada à logística e distribuição de bebidas).

FESTIVAL DA CEREJA PROMOVE PRODUTO DE EXCELÊNCIA DO CONCELHO DE RESENDE É já nos próximos dias 2 e 3 de Junho que o Largo da Feira, em Resende, acolhe cerca de 120 produtores e vendedores de cereja, num festival dinamizado pela Câmara Municipal, a cumprir este ano a 11.ª edição. De cariz cultural e recreativo, enriquecido com muita animação musical e de rua, o Festival, considerado um evento de referência no contexto nacional, tem como objectivo central, para além da promoção e divulgação de um dos produtos de excelência do concelho, mostrar também as múltiplas potencialidades desta região do Douro. A festa em torno do carnudo e delicioso fruto, com toneladas de inigualáveis cerejas de Resende disponibilizadas aos visitantes, inicia-se pelas 10h00 do dia 2 de Junho, com a abertura da feira e de uma mostra e venda de produtos de artesanato relacionados com a cereja, como compotas, licores, peças de cerâmica e de linho tradicional. À noite decorrerá um concerto com a Orquestra Ligeira de S. Cipriano “A Nova”, no anfiteatro do Parque Urbano. Ponto alto deste Festival é o cortejo temático, este ano subordinado ao tema “Cereja de Resende – o nosso Fado”, que des-

POTENCIAL ANTI-ENVELHECIMENTO filará pelas principais ruas do centro da Vila de Resende, no domingo, dia 3 de Junho, a partir das 15h00. O cortejo envolve cerca de mil crianças das escolas do concelho que, vestidos a rigor, desfilam em oito carros alegóricos decorados e alusivos ao fado, onde a cereja é o personagem principal. Como já é habitual, o Município de Resende estabele-

ceu uma parceria com a CP e a empresa de autocarros JoaltoDouro para facilitar a viagem até à festa. Assim, durante os dois dias, os visitantes podem deslocar-se de comboio, entre o Porto e a estação da Ermida, onde estarão autocarros que farão a ligação até ao centro da vila de Resende. No final da tarde, o mesmo transporte assegurará a ligação de Resende à estação.

Estudos científicos revelam que os maiores benefícios nutricionais da cereja residem na sua vasta quantidade de fito-químicos com potencial anti-envelhecimento comprovado. Com um valor calórico reduzido (cerca de 60 kcal por 100g), as cerejas são particularmente ricas em vitamina A e em outros compostos com benefícios para a saúde decorrentes do seu potencial antioxidante.


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LAMEGO VAI TROCAR OS VELHOS CONTADORES DE ELECTRICIDADE PELA INOVADORA EDP BOX

EMPRESAS DO GRUPO VIDIS OBTÊM CERTIFICAÇÕES DE QUALIDADE E DE SEGURANÇA ALIMENTAR

- InovGrid PROMETE REVOLUCIONAR A LIGAÇÃO ENTRE A DISTRIBUIÇÃO E O CLIENTE

As quatro empresas detidas pelo Grupo Vidis, sediado no Parque Industrial de Coimbrões, em Viseu, acabam de obter, de acordo com as normas internacionais, a Certificação de Qualidade ISO 9001:2008 e Certificação de Segurança Alimentar ISO 22000:2005 (que engloba, de forma mais abrangente, o HACCP). Com estas certificações, o director financeiro, Nuno Coelho, sublinha que o Grupo Vidis passa a ser das poucas empresas, a nível nacional, a obter as duas normas implementadas e certificadas. “Estamos convictos do valor acrescentado que isso representa para os nossos clientes, fornecedores e demais parceiros, e de todo o meio envolvente das empresas em geral”.

Com a implementação do projecto InovGrid, apresentado pela EDP Distribuição no Salão Nobre da Câmara Municipal, Lamego passou a ser também uma das primeiras cidades InovCity do país. A concretizar ao longo deste ano, período em que os moradores vão poder trocar os velhos contadores pela EDP box, o projecto distingue-se pelo seu carácter pioneiro em matéria de inovação tecnológica e abrangência de serviços. Seleccionado em 2011 pela Comissão Europeia e pela Eurelectric como «case study» de redes inteligentes de energia, entre mais de 260 projectos apresentados a nível europeu, o InovGrid permite uma gestão mais inteligente da rede eléctrica de distribuição, promove a sustentabilidade ambiental, di-

minui os custos, e melhora a qualidade do serviço prestado. A aplicar, numa primeira fase, apenas em sete concelhos do país, o projecto alcançou um assinalável sucesso no teste-piloto em Évora, onde foram ligadas 30 000 EDP boxes, em substituição dos antigos equipamentos de contagem. Um estudo levado a cabo pela empresa Qmetrics, suportado pela Universidade Nova de Lisboa, revela que os clientes obtiveram ganhos de eficiência em cerca de 3,9 por cento em relação aos consumos anteriores. Com o InovGrid, cada EDP Box funciona como um “gestor inteligente”, através do qual o consumidor terá uma participação activa na gestão dos seus consumos, em paralelo com uma maior eficácia operacional

do operador da rede de distribuição. Por terem a mesma dimensão dos actuais contadores, as EDP Box vão permitir controlar o fluxo de energia, detectar e resolver situações anómalas à distância, e o acesso a toda a informação da rede, através, por exemplo, de um computador ou de um PDA. Deixará ainda de haver, como até agora, leituras por estimativas e os clientes passam a pagar apenas o que efectivamente consomem. O equipamento possibilita ainda a realização de alterações contratuais de potência, ciclo ou tarifário, sem a necessidade de deslocação de pessoal especializado. Para António Martins da Costa, administrador executivo da EDP, o InovGrid representa para a empresa, que faz da

distribuição o seu «core business», um projecto de grande relevância. “Continuamos a encarar a distribuição como uma actividade chave da missão da EDP, porque é aquela que nos permite também estar mais próximo dos cidadãos”, concluiu o responsável. João Torres, presidente do Conselho de Administração da EDP Distribuição, reconheceu, naquela cerimónia, que o concelho de Lamego representa “uma escolha óbvia», na área de influência da Direcção de Rede e Clientes Mondego (DRCM), para a implementação do InovGrid. “Tem condições para, em conjunto, prosseguir este caminho, que se traduz na melhoria da qualidade de vida das pessoas, um objectivo que continua a ser a grande motivação da EDP Distribuição”. Durante a apresentação pública do projecto em Lamego, Francisco Lopes, presidente da Câmara Municipal e quadro superior da EDP, saudou a escolha deste município para testar as vantagens do InovGrid. “Estamos perante um desafio inovador, num concelho que pretendemos também inovador, que aceitamos e com o qual queremos ser parceiros privilegiados”, reconheceu o autarca, para concluir que ao longo dos últimos anos, a EDP tem efectuado investimentos avultados no concelho e na região de modo a melhorar a prestação de serviços.

NOVA SUBESTAÇÃO CUSTOU UM MILHÃO DE EUROS No mesmo dia em que foi apresentado o projecto InovGrid, a EDP Distribuição inaugurou também uma nova Subestação em Lamego, um equipamento de nova geração há muito aguardado pelas populações, que vêem agora resolvidos os problemas provocados por algumas “frequentes e prolongadas interrupções no fornecimento de energia eléctrica”, como fez questão de lembrar o presidente da Câmara Municipal. O investimento eleva-se a

um milhão de euros. Equipada com um moderno sistema de protecção, comando e controlo, incluindo sistemas de contagem e de comunicações, a nova Subestação permite a interligação do Parque Eólico Fonte de Mesa II e dos sistemas de produção, transporte e distribuição. Em paralelo, continua a construção da nova rede de média tensão de que é exemplo a linha VarosaPenajóia, numa extensão de 4,5 quilómetros e um investimento de mais de 100 mil euros.

Confiante de que a filosofia de trabalho, “baseada no rigor, controlo e organização agora certificada, trará maiores e melhores resultados no futuro”, Nuno Coelho reconhece também que o Grupo Vidis e as empresas que o constituem “estão conscientes da responsabilidade acrescida que estas certificações acarretam, no sentido de corresponder às elevadas expectativas de todos”. O Grupo Vidis é constituído pelas empresas Vidis (Viseu), onde comercializa e armazena bebidas e outros produtos alimentares embalados, Vidis C (Eiras - Coimbra), Revidis (Viseu e Coimbra) e Lodivis (Viseu e Coimbra), esta dedicada à logística e distribuição de bebidas).

FESTIVAL DA CEREJA PROMOVE PRODUTO DE EXCELÊNCIA DO CONCELHO DE RESENDE É já nos próximos dias 2 e 3 de Junho que o Largo da Feira, em Resende, acolhe cerca de 120 produtores e vendedores de cereja, num festival dinamizado pela Câmara Municipal, a cumprir este ano a 11.ª edição. De cariz cultural e recreativo, enriquecido com muita animação musical e de rua, o Festival, considerado um evento de referência no contexto nacional, tem como objectivo central, para além da promoção e divulgação de um dos produtos de excelência do concelho, mostrar também as múltiplas potencialidades desta região do Douro. A festa em torno do carnudo e delicioso fruto, com toneladas de inigualáveis cerejas de Resende disponibilizadas aos visitantes, inicia-se pelas 10h00 do dia 2 de Junho, com a abertura da feira e de uma mostra e venda de produtos de artesanato relacionados com a cereja, como compotas, licores, peças de cerâmica e de linho tradicional. À noite decorrerá um concerto com a Orquestra Ligeira de S. Cipriano “A Nova”, no anfiteatro do Parque Urbano. Ponto alto deste Festival é o cortejo temático, este ano subordinado ao tema “Cereja de Resende – o nosso Fado”, que des-

POTENCIAL ANTI-ENVELHECIMENTO filará pelas principais ruas do centro da Vila de Resende, no domingo, dia 3 de Junho, a partir das 15h00. O cortejo envolve cerca de mil crianças das escolas do concelho que, vestidos a rigor, desfilam em oito carros alegóricos decorados e alusivos ao fado, onde a cereja é o personagem principal. Como já é habitual, o Município de Resende estabele-

ceu uma parceria com a CP e a empresa de autocarros JoaltoDouro para facilitar a viagem até à festa. Assim, durante os dois dias, os visitantes podem deslocar-se de comboio, entre o Porto e a estação da Ermida, onde estarão autocarros que farão a ligação até ao centro da vila de Resende. No final da tarde, o mesmo transporte assegurará a ligação de Resende à estação.

Estudos científicos revelam que os maiores benefícios nutricionais da cereja residem na sua vasta quantidade de fito-químicos com potencial anti-envelhecimento comprovado. Com um valor calórico reduzido (cerca de 60 kcal por 100g), as cerejas são particularmente ricas em vitamina A e em outros compostos com benefícios para a saúde decorrentes do seu potencial antioxidante.


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«CASA DA ÍNSUA TINTO RESERVA 2006» RECEBE MEDALHA DE PRATA EM CERTAME MUNDIAL

O «Casa da Ínsua Tinto Reserva 2006» acaba de ser distinguido com a Medalha Prata no 19º Concurso Mundial de Vinhos de Bruxelas, um dos mais prestigiados concursos internacionais do sector que pôs em prova, em Guimarães, cerca de 8500 vinhos das mais diversas nacionalidades.

O vinho «Casa da Ínsua Tinto Reserva 2006», que reúne as castas Touriga-Nacional, Cabernet-Sauvignon e TintaRoriz, possui um aroma a pimento, complexo e requintado, com nuances de frutos silvestres maduros e estagiou 18 meses em barrica de carvalho francês. Ideal para pratos complexos, é

um vinho que se apresenta pronto a consumir, podendo, no entanto, ser guardado por mais 20 anos. O reconhecimento deste vinho, um dos cerca de 8.500 a concurso, premeia, uma vez mais, a qualidade dos vinhos produzidos pela Casa da Ínsua, em Penalva do Castelo, inserida na Região Demarcada do Dão. A distinção pela crítica especializada é o resultado da excelência na produção e de um cuidado extremo em todos os detalhes: da vindima ao estágio, do engarrafamento à comercialização. Os vinhos Casa da Ínsua são também o reflexo de um acumular de mais de dois séculos de produção vitivinícola.

CONFRARIA SABERES E SABORES DA BEIRA «GRÃO VASCO» REFORÇA INTERCÂMBIO COM O RIO DE JANEIRO As cidades de Viseu e do Rio de Janeiro (Brasil) assinaram um protocolo de geminação que pretende aproximar as duas comunidades, estreitar laços fraternos entre os seus membros e promover acções de valorização conjunta aos níveis económico, cultural, social e outros. A cerimónia decorreu no Salão Nobre da Câmara Municipal de Viseu, com a presença do autarca Fernando Ruas e da vereadora da Prefeitura do Rio de Janeiro, Teresa Bergher.

Os dois autarcas destacaram as potencialidades do acordo firmado. O anfitrião da cerimónia, Fernando Ruas, deu como exemplo das vantagens dos processos de geminação que a autarquia vem estabelecendo, o que foi concretizado com a cidade de Lublin, na Polónia, ao destacar, entre outros benefícios, o facto “de centenas de polacos falarem agora fluentemente o Português”. A cerimónia de geminação ocorreu no dia em que a Con-

fraria Saberes e Sabores da Beira «Grão Vasco» assinalou 10 anos de existência. Esta circunstância, aliada às relações de intercâmbio que esta Confraria mantém com a Casa de Viseu no Rio de Janeiro, pretextou o convívio entre anfitriões e convidados. Eduardo Pinto, confrade da «Grão Vasco», fez a apresentação do livro «Por Viseu 60,s», que evoca uma época de grande prestígio em Viseu, região de onde a convidada de honra, Teresa Bergher, é natural.

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EVENTUAL ENCERRAMENTO DO TRIBUNAL DE VOUZELA PREOCUPA DEPUTADOS DO PSD

BANCO DE MEDICAMENTOS ABRE EM SANTA COMBA DÃO Entra amanhã em funcionamento (1 de Junho), em Santa Comba Dão, o Banco de Medicamentos criado pela Câmara Municipal no âmbito do projecto «Apoiar com medicamentos», integrado no Programa Rede Social – Conselho Local de Acção Social, e que consiste na recolha de medicamentos não utilizados e dentro do prazo de validade que serão, posteriormente, entregues a quem mais deles necessita. Destinado a idosos, famílias com crianças a cargo, situações de emergência e famílias com deficientes a cargo, residentes no concelho de Santa Comba Dão, o Banco de Medicamentos tem como objectivo, segundo a Autarquia, “contribuir para a melhoria da situação económica e da qualidade de vida da população do concelho, garantindo uma maior acessibilidade aos medicamentos, por parte dos munícipes com menores recursos económicos”. Os pontos de recolha dos medicamentos, que podem ser doados por qualquer cidadão, situam-se nas quatro farmácias do concelho: Farmácia Monteiro, Farmácia Carrilho e Farmácia Vasco da Gama, em Santa Comba Dão e na Farmácia Sales Mano em São João de Areias. O projecto está sediado no edifício Da Junta de Freguesia de Santa Comba Dão e da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ), na Rua Pinheiro de Ázere, estando aberto ao público, às quintas-feiras, entre as 9 e as 11 horas.

com a troika, Pedro Alves afirma que a margem que os deputados têm para actuar é reduzida. “Há aqui uma grande limitação da nossa parte para fazer alguma alteração. O que vamos tentar é, através da necessária coesão territorial, que ambicionamos para o país, argumentar as razões que nos permitem defender da melhor forma a manutenção deste serviço”, esclareceu o deputado. O encerramento das Comarcas terá em conta o número de processos entrados por ano em cada tribunal, sendo extintas aquelas onde o número seja inferior a 250. Segundo dados da Comissão responsável pela organização do novo mapa judiciário, Vouzela encontra-se nessa situação. No entanto, dados do Tribunal de Vouzela apontam para a entrada de mais de 1000 processos por ano. Números contraditórios que o presidente da Câmara de Vouzela, que já reuniu com a ministra da Justiça, irá questionar junto da Comissão responsável pela organização do novo mapa judiciário.

Os deputados do PSD pelo círculo eleitoral de Viseu, João Figueiredo e Pedro Alves, manifestam-se “apreensivos” com a possibilidade de encerramento do Tribunal Judicial de Vouzela, preconizada pela organização do novo mapa judiciário do país. Depois de visitarem as instalações, os deputados, presidente da Autarquia, Telmo Antunes (que promoveu o encontro), e o presidente da Junta de Vouzela, reuniram-se com o secretário judicial e a juíza da Comarca de Vouzela. No final da visita, Pedro Alves manifestou-se apreensivo com a possibilidade de encerramento de comarcas. “Estamos preocupados, pois reconhecemos a importância que estes organismos têm em cada terra e como tal viemos aqui perceber em concreto quais são as razões apontadas para o eventual encerramento, que esperamos que não venha a acontecer”, referiu. Lembrando que a decisão de encerramento de comarcas resulta do memorando assinado

JÁ SÃO NOVE OS TRIBUNAIS A ENCERRAR:

DEPUTADOS DO PS DENUNCIAM O “MAIS VIOLENTO GOLPE ALGUMA VEZ DESFERIDO CONTRA O DISTRITO DE VISEU” Ao já anunciado encerramento dos tribunais de Oliveira de Frades, Nelas, Castro Daire, Resende, Armamar e Tabuaço, juntam-se agora, segundo avançou o Jornal de Negócios online, os tribunais de Vouzela, Sátão e S. João da Pesqueira. A confirmar-se esta decisão, “estamos perante o mais violento golpe alguma vez desferido contra o distrito de Viseu e contra o interior de

Portugal”, denunciam, em nota enviada à comunicação social, os deputados socialistas, José Junqueiro, Elza Pais e Acácio Pinto que, no inicio desta semana, questionaram a ministra da Justiça “O Governo, o PSD e o CDS/PP querem encerrar tribunais, por mera convicção ideológica e por fundamentação em estudos, de base estatística, elaborados a partir do Terreiro

do Paço, portanto, sem qualquer conhecimento do território”, criticam os parlamentares socialistas, para quem o Governo, com estas medidas “está a criar, objectivamente, uma justiça para ricos e uma para pobres”. Neste caso, acrescentam, para os cidadãos que residem em regiões já de si desfavorecidas, sem transportes públicos, sem vias de comunicação e cada vez com menos rendimentos.

No mesmo documento, e depois sublinharem que já não é só a acessibilidade à Justiça que está em causa, “mas os fundamentos do estado de direito democrático que começam a ficar profundamente abalados, os deputados socialistas questionam: “Afinal, o que foram fazer os deputados do PSD de Viseu ao tribunal de Vouzela? Dar a extrema-unção? Só pode!”.

APCER CERTIFICA SERVIÇOS DE TURISMO DO MUNICÍPIO DE VOUZELA Depois de igual estatuto atribuído ao Parque de Campismo, e na sequência de uma auditoria recentemente concluída, a APCER certificou os Serviços de Turismo do Município de Vouzela, no âmbito da norma ISO 9001:2008. A certificação da qualidade estende-se agora também ao Posto de Turismo, aos percursos pedestres e às visitas guiadas. De acordo com o relatório de auditoria, os principais pontos fortes do Serviço de Turismo da

autarquia são o elevado envolvimento e empenhamento demonstrado pelos elementos participantes na auditoria, o grau de adequação das infraestruturas à actividade desenvolvida e a forte focalização na satisfação dos utentes, foram, segundo o relatório da auditoria, “os principais pontos fortes do Serviço de Turismo da Autarquia de Tondela. O relatório sublinha, ainda, que não foram identificadas situações de impacto negativo do

sistema. No decorrer da auditoria, foram certificados os processos de gestão da qualidade, gestão de compras, gestão das competências, gestão das infra-estruturas, a informação e as actividades turísticas, o alojamento e as actividades de lazer. Para Eugénia Liz, vereadora do Turismo, a certificação da qualidade dos Serviços de Turismo traduz-se num maior comprometimento, por parte da autarquia, com os turistas que

procuram o concelho. “Este galardão é o compromisso que assumimos em prestarmos um serviço que prime pela qualidade e pela excelência”, referiu a autarca. A vereadora considera ainda que a certificação irá trazer inúmeras vantagens ao nível do funcionamento e divulgação dos equipamentos e produtos turísticos e de melhoria ao nível da imagem, “contribuindo para atrair a confiança dos turistas, actuais e potenciais”, concluiu.


31/05/2012

INFORMAR É UM DIREITO E UM DEVER

Carregados de raiva e mau humor, tantos anos depois, ainda é assim que a generalidade dos habitantes de Viseu manifesta o seu profundo desagrado contra as obras levadas a efeito no antigo Mercado 2 e Maio da autoria do Arquitecto Siza Vieira, cujo nome tem fama, mas aqui não a mostrou. Fez o contrário. Errou. Não obstante estas obras já terem sido concluídas há bastantes anos, suponho que há cerca de uma dezena, os protestos e as manifestações de desagrado continuam, e com justificado desagrado, porque o conjunto de obras ali efectuadas para dar àquele espaço nobre da cidade um aproveitamento condigno não foi de modo nenhum conseguido, e nem se julga que alguma vez o venha ser, porque um conjunto de demolições e alterações que ele fez constar do projecto e que quem as devia ver não viu e se calhar nem nisso reparou, deu azo a uma obra sem qualidade nem dignidade como todos nos vimos a dar conta, sem uma tentativa séria de ainda corrigir o que podia e devia ser corrigido, e aqui pode citar-se, além de outros, o exemplo daquela vergonhosa calçada de pedra tosca no piso inferior, que quase torna impossível por ali

transitar, especialmente senhoras. E agora as obras lá estão, concluídas à vontade do arquitecto, como que expostas para serem admiradas, só que em vez disso são repudiadas, sem que se vejam movimentações de quem de direito no sentido de lhe ser dado um outro arranjo, para que pelo menos as pessoas ainda pudessem tirar dali algum proveito, no mínimo, à falta de melhor, para que lá pudessem passar alguns momentos de agradável lazer, tendo em conta a excelência do local. Ali, como é vulgar ouvir-se e não consta que se tenha ouvido o contrário, tudo se procurou destruir, sem nada construir que valorizasse tão excelente espaço, quando é certo, todos dizem o mesmo, muito do que lá havia bem podia ser aproveitado e se o fosse, com menos dispêndio de verbas, hoje teríamos ali outra obra bem diferente da que lá está e com muito mais possibilidade de aproveitamento, e quem o diz são pessoas com conhecimentos bastantes na matéria. São tantas e de tal ordem as críticas que se fazem à requalificação daquele espaço, que se não fora a Câmara Municipal ter optado pela escolha do nome do Arquitecto Siza Vieira, mau grado o mau trabalho que ele ali produziu, e talvez a população de Viseu já se tivesse repetido em manifestações de desagrado reclamando do município a correção de bastantes erros grosseiros ali cometidos. Ficou provado aqui que o trabalho do Arquitecto Siza Viera não agradou, mas antes desagradou profundamente. Mas bastou o seu nome e o seu prestígio como técnico paisagista para que uma população inteira se lhe rendesse, e desta maneira, embora sob protestos, também a Câmara Municipal logrou salvar a sua face, embora isso a não devesse contentar, deixando que tudo fique na mesma, quando muita coisa ainda poderia ser alterada com evidentes benefícios para a sua imagem e aprovei-

tamento. Não serão muitos, os técnicos em Portugal que trabalham na mesma área paisagista do Arquitecto Siza Vieira. Só que este, embora em Viseu tenha falhado rotundamente, o prestígio que logrou alcançar, no estrangeiro, já o pôs a salvo de alguns erros que cometeu, como foi o caso a que nos estamos a referir, embora aqui se possa pôr a questão se a Câmara Municipal quando lhe adjudicou a elaboração do projeto o terá informado dos fins a que destinava aquele espaço. Se calhar não informou. Falar agora, tantos anos depois, do que se fez ali e não devia ter feito, e o contrário também é verdade, parece ser utópico, demasiado tarde, e realmente é, mas não impossível de se poderem colmatar bastantes erros ali cometidos, e se o fossem as probabilidades de tornar aquele espaço com outra estética, outra dimensão e outro aproveitamento seriam incomensuravelmente diferentes e dar-lhe-íam outra dignidade que não tem e que realmente merece, mesmo sabendo-se que estamos numa época de contenção de despesas. Só que aqui valia a pena fazer um esforço adicional. Porém, se houver vontade para que alguma coisa mude, que tudo não fique na mesma, e se quisermos ter em conta que a cidade merece tudo, até mais este esforço e este sacrifício para o erário público, então não será descabido apelar à Câmara Municipal no sentido de esta pensar seriamente no assunto, na certeza de que se o fizer, prestará mais um bom serviço à cidade e a população agradece. A nós não nos acusem de estarmos a ser utópicos. Estamos somente a dar conta de uma aspiração que sabemos corresponder à vontade dos cidadãos da nossa urbe e ao fazê-lo estamos somente a cumprir o que compete a qualquer órgão de comunicação social. Informar.

QUEM NOS ACODE

A quem é que o povo português pode reclamar? E em quem é que se pode depositar confiança? Que esperança se pode ter no futuro? Depois de terem diabolizado e excomungado o anterior governo, as forças da direita conservadora conseguiram, afinal, atingir os seus objectivos. Era lógico e racional que os portugueses que nelas confiaram, tivessem agora mais esperança na melhoria das suas condições de vida. O PS foi reprovado, castigado e menorizado no último acto legislativo. O eleitorado escolheu ser governado por uma

coligação PSD/CDS. Tudo bem. Os detentores e senhores do capital e poder económico bateram palmas de satisfação, e certamente até foram a Fátima agradecer à Virgem. A extrema-esquerda e a sua central sindical também rejubilaram porque passariam a ter maior espaço de manobra na área ideológica em que se dizem enquadrar. Algumas classes profissionais embandeiraram em arco, pois deixavam de ter sobre si um executivo que punha algum freio às ditas reivindicações e direitos adquiridos. Estas nunca perdoaram a Sócrates tamanha afronta, e ainda hoje perseguem todo o tipo de vingança ao seu alcance. O Presidente da República, primeiro interessado no desfecho da queda do governo do PS, descansou finalmente sobre os louros da vitória. Os doutos doutores e engenheiros economistas, sempre tão activos e viperinos na contestação a tudo que se fazia ou projectava, puderam finalmente candidatar-se e ocupar os lugares deixados vagos. Foram então implementar as suas teses e teorias em defesa, claro, dos seus interesses particulares ou de classe. Os portugueses em geral, azucrinados por tanta propaganda negativa, e enganados

pelas promessas de dias celestes, também respiraram aliviados. Havia que experimentar quem tanto lhes prometia, quem dizia que não aumentaria impostos, e cuja palavra de ordem era diminuir a despesa e cortar nas gorduras do Estado – conversa fiada. O Zé povinho acreditou e deu crédito ao novo governo, pois era preciso deixá-lo arrumar a casa e dar-lhe tempo para mostrar toda essa competência tão proclamada aos «sete ventos». Logo, em nome da austeridade e para salvar Portugal da bancarrota, foram-nos impostos sacrifícios e mais sacrifícios e, ainda assim, continuamos a acreditar. Já nem era para cumprir o acordo com a troika, pois Passos Coelho não se cansava de dizer que estava a ir para além do que fora acordado. Valentão. O tempo passou e, quase um ano depois, começa-se a acordar para a realidade. Afinal, os milagreiros não passam de embusteiros. Depois de tanto aperto do cinto e de promessas de manhãs radiosas, o que nos oferecem hoje são indicadores económicos cada vez mais preocupantes. Ainda assim, querem enganar-nos com mais promessas. E agora a quem vamos nós queixar-nos? Que fazer?

31/05/2012

SOCIEDADE

OLAVO BILAC DÁ A CARA NA ANIMAÇÃO DA PRAIA ARTIFICIAL DE MANGUALDE

A Live It Well, player nacional no sector da organização de eventos, acaba de apresentar um cartaz de luxo que promete agitar todos os fins-de-semana na praia artificial de Mangualde, através de uma parceria com a B.Cool Party, projeto apadrinhado pelo cantor Olavo Bilac.

A B.Cool Party garante, ainda, um programa semanal de excelência no spot mais cool do Verão. Entre Junho e Setembro, às sextas-feiras, sábados e domingos a animação começa sempre da mesma forma: a partir das 18h com Sunset Sessions na Praia, onde se pode

relaxar ao som de reconhecidos Dj´s locais. Mas as surpresas não ficam por aqui. Seguem-se espectáculos de fogo, sessões de autógrafos de figuras públicas, festas com DJs e concertos de artistas conceituados a nível nacional. “Esta parceria vem completar o cartaz de animação do Live Beach que representa uma oferta perfeitamente adequada ao target da Praia Artificial e sem paralelo na Região”, explica Rui Braga, administrador da Live it Well. Artistas como DJ Pedro Cazanova, o grupo angolano Zona 5, Angel-O, DJ Mastiksoul, Quim Roscas (João Paulo Rodrigues) e Zeca Estacionâncio, Bonga, DJ Diego Miranda, Olavo Bilac e José Carlos Pereira são alguns dos nomes B. Cool Party que se vão juntar ao cartaz do Live Beach que já contava com dois festivais de Verão, entre outras iniciativas culturais, musicais e desportivas.

«OS EMIGRANTES» NO COMPLEXO PAROQUIAL «Os emigrantes», de Slawomir Mrozek, sobe ao palco do Auditório do Complexo Paroquial de Mangualde no dia 10 de Junho. A entrada é livre e a organização é da Câmara Municipal de Mangualde. A peça, interpretada, pela Zunzum Teatro Onomatopeia – Associação Cultural, sediada em Viseu, revela uma história actual a partir da realidade de dois emigrantes, explorando e questionando as entranhas da sobrevivência humana, as sociedades que impõem regras invisíveis escravizantes, o sacrifício pelos sonhos. A direcção, cenografia e encenação é da responsabilidade de André Cardoso, enquanto a interpretação fica a cargo de Paulo Matos e Pedro Coutinho.

SEMANA DO CABRITO NA SERRA DO CARAMULO

A 6.ª Semana Gastronómica do Cabrito da Serra do Caramulo, a decorrer de 7 a 10 de Junho, em paralelo com a XIII Feira do Artesanato e Produtos Locais, conta com a adesão de 11 restaurantes locais, três deles presentes no pavilhão onde se realiza o evento. A promoção da gastronomia, do artesanato, usos e costumes e produtos endógenos da Serra, onde pontifica o cabrito, é o principal objectivo da iniciativa. A organização é da Confraria Gastronómica do Cabrito da Serra do Caramulo, Junta de Freguesia do Guardão e Câmara Municipal de Tondela.

FESTIVAL DA TRUTA EM VILA NOVA DE PAIVA Para divulgar e promover um dos produtos endógenos mais emblemáticos do concelho, e à semelhança do que já aconteceu com a I Feira do Fumeiro realizada em Março, a Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva promove, nos dias 8, 9 e 10 de Junho, o Festival da Truta. Para além da promoção das afamadas trutas do Paiva, um dos rios menos poluídos da Europa, através da mobilização de vários restaurantes aderentes, o Festival é complementado com exposições, artesanato, tasquinhas gastronómicas e muita animação.

ADMINISTRAÇÃO DO CONCELHO NA BIBLIOTECA MUNICIPAL A Câmara de Mangualde vai assinalar o Dia Internacional dos Arquivos (9 de Junho), com a inauguração da exposição documental «Administração do Concelho de Mangualde – Memórias de outros tempos», que ficará patente até dia 30 de Junho, na Biblioteca Municipal Dr. Alexandre Alves. A entrada é livre. O fundo «Administração

do Concelho de Mangualde» integra o vasto património documental custodiado pelo Arquivo Municipal Mangualde. De considerada importância para o estudo da história local, o seu desconhecimento para os cidadãos ditaram a necessidade de ser organizado e futuramente disponibilizado para a sua consulta e acesso.


16/Via Rápida

SOCIEDADE

31/05/2012

«CAMINHO DOS GALEGOS» VOLTA A ATRAIR CENTENAS DE PEDESTRIANISTAS A PENALVA DO CASTELO Assumindo-se como um dos percursos pedestres históricoculturais mais procurados no país, o «Caminho dos Galegos», que percorre várias freguesias do concelho, promete atrair centenas de pedestrianistas a Penalva do Castelo, já no próximo dia 3 de Junho. Na edição do ano passado o número de participantes e colaboradores rondou as 600 pessoas. O VIII Percurso Pedestre «Caminho dos Galegos, organizado pelo Agrupamento de Escolas de Penalva do Castelo, com a colaboração da Câmara Municipal de Penalva do Castelo e o apoio das Juntas de Freguesia de Mareco, Castelo de Penalva e de Travanca de Tavares, é circular e tem uma extensão de cerca de oito quilómetros,

com inicio e fim no largo da sede da Junta de Freguesia de Mareco. Para além da componente turístico-desportiva de ar livre, irão ser representados, por alu-

nos, professores e funcionários, alguns quadros históricos que recuam ao tempo das peregrinações a Santiago de Compostela. Como por exemplo, a bênção de um peregrino, o

Hospital do Caminho, a guarda da ponte (portagem), o moinho (jogos medievais), e os salteadores. Os participantes vão também ser surpreendidos pelo Almocreve com a sua égua, nobres a cavalo, um mendigo a pedir esmola, artistas, bobos da corte e ainda uma pequena feira com a venda de alguns produtos de artesanato. No final, haverá almoço – convívio, um brinde e animação.

CONSERVATÓRIO DE MÚSICA NECESSITA DE ESPAÇO - ASSEMBLEIA APROVOU RELATÓRIO E CONTAS Por: Agostinho Torres A Assembleia Geral da PROVISEU – Associação para a Promoção de Viseu e Região, que detém o Conservatório de Música de Viseu, aprovou o Relatório e Contas referentes ao ano de 2011, por unanimidade. O saldo do exercício foi positivo, pelo que os associados aprovaram um voto de louvor à Direcção, pelo trabalho desenvolvido, de forma empenhada e criteriosa, a que preside o Dr. Celso Costa. Durante a reunião, foram debatidos alguns assuntos importantes da vida da PROVI-

SEU e do seu Conservatório de Música «Dr. José Azeredo Perdigão», que muito tem prestigiado a Região. Assim, foi considerado tomar algumas iniciativas, no âmbito do que os Estatutos contemplam para além da música, como a execução de uma bandeira com o logótipo da Instituição, organizar colóquios e promover debates. Foram sublinhadas importantes iniciativas como as comemorações do 25.º aniversário do Conservatório, o contrato de patrocínio celebrado com o Ministério da Educação e um novo contrato conseguido no âmbito do POPH, a realização,

com êxito, do já tradicional Festival de Música da Primavera. Contudo, o assunto que mereceu mais amplo debate relaciona-se com o reconhecimento de que o Conservatório necessita de mais espaço para que os mais de quinhentos alunos tenham condições adequadas para aprenderem. O actual espaço é exíguo. Como foi referido, ali, ao lado, no mesmo edifício, há uma sala de música (!), assim denominada, que poderia ser uma excelente solução para resolver o problema, se o Município e o Conservatório assim o entenderem.

AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE MANGUALDE ACOLHE III FÓRUM DO MOVIMENTO ASSOCIATIVO «O contexto social e político» será o tema central do III Fórum Movimento Associativo que irá decorrer no auditório da Biblioteca Municipal de Mangualde, já no próximo dia 2 de Junho. À semelhança dos anos anteriores, este encontro, organizado pela Câmara Municipal, destina-se ao público em geral, e ao associativo em particular, e pretende contextualizar o papel do associativismo no desenvolvimento local e regional, contribuindo

para uma reflexão e troca de experiências. «O papel das autarquias e do movimento associativo face à conjuntura atual do país»; e a «Proposta de alteração ao regulamento municipal», serão algumas das questões, vastas e diferenciadas, a abordar, desde o papel das autarquias e do movimento associativo no contexto do país, passando pela sustentabilidade financeira, a crise e o associativismo, alteração ao regulamento municipal, até ao

associativismo e os media (marketing). Para abordar os diferentes temas estarão presentes Alda Pinto, da direcção da Federação das Colectividades do Distrito do Porto; Domingos Martins, presidente da Federação das Colectividades do Distrito do Porto; Isabel Martins, Directora da Essência Completa - Marketing, Comunicação e Media, Lda.; e Miguel Torres, director da ACERT – Associação Cultural e Recreativa de Tondela.

31/05/2012 Depois do que já sabemos e daquilo que poderemos ainda vir a saber, relativamente ao ex-Director dos Serviços Secretos portugueses, teremos forçosamente de questionar e repensar uma série de coisas que se têm passado no mundo económico, na justiça, e sobretudo na vida política. Conhecendo-se o que já se conhece de Jorge Silva Carvalho, que a troco de contrapartidas, vendeu informações importantes à empresa para onde iria mais tarde trabalhar, não nos podem restar quaisquer dúvidas que o caso é gravíssimo, e que antes de mais, requer uma rigorosa investigação policial, e um desfecho, que não pode ser nem a habitual prescrição, nem o tradicional arquivamento por falta de provas. A espionagem económica para consequente venda de favores, seria já de si um acto criminoso, mas a juntar a isso, dever-seá também admitir a divulgação de peças de processos judiciais que se mantinham confidenciais, mas que apareceram escarrapachados em tudo o que era comunicação social, com um objectivo claro e tenebroso, que era destruir pessoal e politicamente alguns dos governantes do executivo anterior, com especial incidência, para o então Primeiro -Ministro. Desde cassetes com conversas telefónicas particulares, até às coscuvilhices que envolveram familiares e amigos, tudo serviu para atingir os objectivos pretendidos que eram denegrir a imagem e desacreditar os visados. O curioso, é que um dos jornais que mais “bufava” essas informações, foi precisamente o que agora denunciou o então denunciante Jorge Silva Carvalho, patrão dos espiões, que se vê hoje desmascarado, sem qualquer tipo de dúvida. A mentira e a tração, normalmente não duram sempre. Como foi possível o Governo P.S. ter a dirigir os Serviços de Informação - leia-se

ESPECTÁCULO PARA ANGARIAÇÃO DE FUNDOS DO FUTURO LAR DA 3.ª IDADE EM VILA NOVA DE TÁZEM Quim Barreiros e Micaela são alguns dos artistas que irão actuar no I Festival de Música Popular Solidário, organizado pelo grupo Pro-Vilanovenses, a decorrer em Vila Nova de Tázem, nos dias 16 e 17 de Junho. As receitas reverterão, segundo a organização, para uma “causa nobre”: a construção do futuro Lar da 3.ª Idade. Pelo palco instalado no campo de futebol «Dona Aurélia de Moura» vão passar no dia 16, para além de Quim Barreiros, o grupo musical «Golpe de Estado». No dia 17, a partir das 16 horas, e com uma sardinhada à borla, têm início das actuações de Nel Monteiro, Zé do Pipo, Micaela, Dj Peterclam, e o trio musical «Renascer».

OPINIÃO

Por: José Reis

QUEM NOS PODERÁ ACUDIR espionagem- um indivíduo sem ética e sem o mínimo de escrúpulos, que afinal estava apenas empenhado em servir o adversário político, fornecendo-lhe toda a informação que lhe poderia servir. Para além da área política, aproveitou as técnicas e os meios que o cargo lhe oferecia, para, como “bom agente” que era, vender informações importantíssimas relativas ao mundo dos negócios Ainda que já fora dos serviços secretos, Silva Carvalho manteve activa e colaborante, uma poderosa rede dentro do próprio SIED, que continuou a fornecer-lhe as informações que precisava para traficar e servir o seu patrão e os seus amigos. Essa rede e essa gente não podem ficar esquecidas. Têm igualmente de prestar contas à justiça. Agora a moscambilha foi descoberta. Para além de ter tratado da vidinha, ao arranjar um belo “tacho” na Ongoing, Silva Carvalho manobrava os cordelinhos dentro

9/Via Rápida do próprio Governo de Passos Coelho através de Miguel Relvas, com quem trocava favores e informações. Isso está tão claro que não adianta agora arranjarem um bode expiatório qualquer para sacrificar, no sentido de ilibar e limpar o nome do dito governante, por sinal o braço direito de P. Coelho. Embora se saiba que aqueles dois se tratavam por tu com grande à-vontade, o senhor e todo poderoso Ministro, veio agora renegar a amizade e o conhecimento antigo, tal como um discípulo fez a Cristo. Os dois conspiraram, manobraram e serviram-se dos Serviços de Informação, para de forma ilegítima e ilegal, devassarem as instituições, as empresas e avida profissional e privada das pessoas. A estória que agora mais faz correr a imprensa falada e escrita, prende-se com um famigerado telefonema de Relvas a uma jornalista, tentando intimidá-la, e ameaçando-a de boicote de todo o Governo ao seu jornal, e de divulgação pública de dados comprometedores da sua vida privada. De episódio em episódio, de mentira em mentira, Relvas e o PSD embrulham-se cada vez mais, perante a estupefacção geral. Restará alguma outra saída a este governante senão a porta da rua? Paços Coelho terá sérias dificuldades em sacrificar Miguel Relvas, devido às cumplicidades que ambos terão tido em todo este processo, e não só. Irão o Governo, o PSD e o CDS esperar que o tempo faça esquecer esta lamentável situação? Se o fizerem, mostrarão mais uma vez o que são-hipócritas. Os portugueses, que já não acreditavam na palavra, nas acções e nas promessas dos políticos, estão agora aterrados com o que lhes pode acontecer. Todo o mundo está sob escuta, todos podemos ser espiados, e todos podemos ver a nossa vida privada e profissional completamente devassadas, sem em que haja alguém que nos acuda.

PARABÉNS ACADÉMICO DE VISEU

Por: Carlos Bergeron

A vitória do Académico de Viseu, por 10, no Estádio da Pedreira, em S. Pedro do Sul foi, como hoje se diz, a cereja no topo do bolo, na conclusão de uma época extremamente sofrida, com alguns sobressaltos pelo meio, desnecessários muitos deles, mas que acabaram com o culminar do regresso dos pupilos de Lima Pereira à 2ª Divisão Nacional, depois de vários anos passados e em que esteve afastado dos lugares onde, por direito próprio, bem merecia estar presente. Nesta hora de euforia academista, uma palavra muito especial para todos os seus jogadores, equipa técnica, médicos, enfermeiros, massagistas e roupeiros que, com o seu trabalho sério e abnegado, con-

seguiram conduzir o Académico de Viseu ao triunfo final. Na hora da vitória outro nome merece o reconhecimento de todos os academistas, o de António Albino, presidente do clube, onde justo se torna também incluir o de quantos com ele formaram a equipa directiva. António Albino sonhou sempre com o regresso do seu Académico de Viseu à 2ª Divisão Nacional, como meta imediata dos seus sucessivos mandatos. Sonhou, é certo, mas acreditou sempre que isso seria possível, e quando o sonho comanda a vida os resultados transformam-se em realidade, aquela que hoje o clube está a viver. António Albino sofria com os momentos menos bons da equipa, mas também era sempre ele o primeiro a aparecer e a dar a cara para que a situação se invertesse, mesmo quando a saúde o foi inquietar um pouco. O amanhã da vida do clube começa hoje e não se pode ficar pelas palavras de circunstância proferidas na hora da vitória. É bom ouvir dizer que o Académico deu uma grande alegria à cidade e que o concelho ficou a ganhar. Que os jogadores foram bestiais e que o treinador foi a melhor coisa que apareceu ao Académico de Viseu. Tudo

isto é verdade, mas o futuro não pode ficar-se pelas palavras, e tem de começar a enfrentar os desafios do futuro, um futuro em que eu pessoalmente acredito, assim todos queiram. António Albino é um homem que sabe pesar o futuro. Nem ele nem nenhum dirigente pode deixar embalar-se em cantos de sereia, sobretudo em tempos de crise. As aquisições, porque vão ser necessárias, terão de ser cirúrgicas e dentro de um orçamento frio e calculista. Acredito que assim vai ser, agora que Viseu, pela mão do Académico, voltou a ser um nome de referência e apetecível no desporto nacional. Parabéns ao Académico e Viseu e a todos quantos hoje tornaram o sonho em realidade. Beba-se o champanhe, ele é bem merecido, mas que ninguém se esqueça depois de tomar o banho frio da realidade que o futuro brilhante, assim o espero, está reservado a esta grande equipa de dirigentes, jogadores, equipa médica, de enfermeiros, massagistas e de roupeiros. Tem a palavra a cidade, a região e a extraordinária massa associativa do clube que também nunca deixou de apoiar e acreditar.


REGIÃO

8/Via Rápida

31/05/2012

SOCIEDADE

31/05/2012

ESPECTADOR COMPROMETIDO

A UNIÃO FAZ O INVESTIMENTO Crowdfunding significa financiamento pela multidão. É uma forma original de obter fundos para projetos. O conceito é simples e pode ser usado por quem tenha uma ideia, mas não o dinheiro necessário para a concretizar. Em conjunto com informação adicional, um pequeno vídeo (que pode ser perfeitamente amador) é colocado num website onde milhares de utilizadores podem conhecer o projeto mais detalhadamente. Se o acharem interessante, essas pessoas poderão investir, sendo que podem fazê-lo com pequenas quantias. O poder deste modelo vem do facto de ser possível obter uma soma elevada a partir de pequenos contributos, conseguindo assim o promotor implementar a sua proposta. O que ganham em troca os 'investidores'? Depende de quanto invistam! Os autores dos projetos definem o que oferecem em troca para diferentes patamares de investimento: alguns euros colocam o nome do apoiante

numa lista pública de agradecimento. Um apoio maior trará algo mais em retorno. E aqui importa explicar a diversidade de ideias que concorrem ao crowdfunding. Existe um pouco de tudo: músicos que pretendem gravar CDs, realizadores que ambicionam gravar filmes, escritores apostados na escrita de um livro, designers que pretendem lançar novas peças de roupa ou calçado. Quem aposte monetariamente nestas iniciativas recebe, por exemplo, entradas em espetáculos, roupa, CDs, DVDs ou livros que ajudou a criar. Mas existem também aspirantes a industriais que procuram colocar outros produtos no mercado. Aqui o apoio funciona como uma pré-compra. O aspeto curioso é que na maioria das situações compra-se algo que nem sequer existe ainda ou que não passa de um protótipo. Neste processo os 'investidores' podem sugerir alterações ao produto. Um dos casos mais bem sucedidos de

FUNDO DE CAPITAL DE RISCO UNIVERSITAS Um dos principais problemas para a maioria das empresas, na fase de arranque, corresponde à obtenção dos recursos financeiros necessários, seja para fazer face ao investimento em capital fixo, seja muitas vezes para fazer face às necessidades de financiamento do fundo de maneio necessário. O capital de risco está vocacionado para apoiar projectos de empreendedorismo e inovação, posicionando-se como um meio complementar/alternativo de financiar o arranque e o desenvolvimento (early stage) de projectos empresariais, com boas perspectivas de crescimento e desenvolvimento. Caracteriza-se pelo facto de o parceiro (sociedade que gere o capital de risco) se envolver directamente no negócio, participando no respectivo capital e sendo

recompensado, pelo sucesso/insucesso do projecto, com base nos resultados obtidos. A participação no capital assume normalmente uma vertente minoritária, no projecto a apoiar, e será posteriormente vendida (normalmente ao fim de um a três anos) com resultados que se pretendem compensadores para todas as partes. Acresce que o parceiro que normalmente acredita no projecto de modo a associar o seu capital ao mesmo (sociedade de capital de Risco), representa também um acréscimo de competências de gestão para o projecto, bem como um acréscimo de credibilidade e confiança no sucesso do mesmo, isto na óptica do mercado. O Capital de Risco, a par do “capital semente” e do capital proporcionado por “Business Angels” posiciona-se, assim, como

crowdfunding é recente: um grupo de engenheiros tenciona produzir um relógio que comunique com telemóveis para exibir no pulso informação como a origem de uma chamada ou o conteúdo de uma SMS. Pretendiam atingir 100 mil dólares em précompras para tornar possível a produção. O entusiasmo gerado foi tão grande que o investimento assegurado ultrapassou os 10 milhões de dólares! O crowdfunding está muito ativo nos EUA (www.kickstarter.com) mas está a disseminar-se por todo o mundo, tendo chegado a Portugal na forma de dois websites: o www.ppl.com.pte o www.massivemov.com. A dimensão dos projetos é naturalmente menor do que na versão americana, mas ainda assim demonstra que é uma forma viável de obtenção de fundos. Um exemplo é o “Mo.Ca” - inspiração de dois empreendedores para produzir mobiliário original a partir de cartão canelado. O crowdfunding também serve para apoiar causas sociais. Veja-se o “Projeto Alcoutim”, uma iniciativa para apoio de pessoas com dificuldades ou “A Meia Maratona do Daniel”, cujo objetivo foi adquirir uma prótese para que o seu futuro utilizador participe numa prova. Se tem uma ideia, porque não testá-la junto dos pequenos investidores destas redes? Não paga nada por isso e pode revelar-se uma excelente oportunidade, daquelas que surgem em tempos de crise e desemprego!

uma boa possibilidade para o financiamento, em capitais próprios, de projectos inovadores desenvolvidos por quem, com capacidade empreendedora, não dispõe de meios financeiros suficientes para a sua concretização. O Fundo de Capital de Risco INOVCAPITAL UNIVERSITAS, trata-se de um novo fundo de capital de risco, de 5 milhões de euros, que foi constituído no final de 2011, para apoiar projectos inovadores, preferencialmente oriundos de entidades do Sistema Científico e Tecnológico Nacional, na fase de “early stage” e no qual o Instituto Politécnico de Viseu, através da ADIV se integra. Ao apontar para projectos na fase “early stage” visa-se apoiar principalmente projectos que já passaram a fase de protótipo e teste de mercado, encontrando-se a serem lançados em termos de mercado. Para a região, um aspecto diferenciador de outros fundos de capital de risco, trata-se da discriminação positiva às regiões do interior, pois existe a obrigatoriedade de 75% dos capitais aplicados em projectos inovadores ter que ocorrer nas NUTs II Norte, Centro e Sul. As áreas de negócio possíveis tratam-se das mais diversas e vão desde a indústria, energia e comércio, passando pela construção, turismo, transportes e Serviços. Os serviços da ADIV estão disponíveis para esclarecer em mais detalhe as possibilidades deste novo Fundo, bem como encaminhar e orientar eventuais projectos interessados.

Por: José Lapa

Se temos uma troika omnipresente, tivemos outra, que desapareceu recentemente, num curto espaço de tempo, provocando um enorme deficit no nosso já depauperado establishment cultural. O amorfismo que nos petrifica, teve assim, com este facto, um cúmplice revitalizador. Já perceberam, que a troika desaparecida, é constituída por Bernardo Sassetti, Fernando Lopes e Miguel Portas. Uma perda irreparável. Augusto M. Seabra, foca esta malograda troika, para lembrar, que a crise “apaga a memória” - já sabíamos que apagava o social e cultural - acrescentando,

17/Via Rápida

DEVER DE MEMÓRIA por isso: “entendo que há um dever de memória, de reflexões e de homenagens também” (Público, 18maio2012). Na verdade, privilegiar esse milagre da memória, em tempos de crise, sejam elas coletivas ou meramente pessoais, não é inédito. Já Tony Judt, o havia feito, no seu fantástico memorial, que é O Chalet da Memória (Edições 70, 2011), livro derradeiro, onde o historiador aproveita os seus dolorosos momentos finais, para recuperar episódios, emoções, sensações… vá lá, desafios. Escreve Judt: “Mas se temos de sofrer assim, é melhor ter uma cabeça bem apetrechada cheia de reminiscências utilizáveis, recicláveis e multiusos, facilmente acessíveis a uma mente de pendor analítico. Só faltava um armário para arrumações. Que eu tenha tido a fortuna de também descobrir isto entre as tralhas de uma vida, parece-me muito próximo da boa sorte.” Ou seja, em tempos de sofrimento agudo, manter uma memória ativa e em condições eficientes, é essencial. É bom não esquecer, que a memória é o esteio, da nossa vida quotidiana. O fundamento para as nossas atitudes. Permite-nos associar factos, acontecimentos, para que possamos intervir, mais eficientemente. Sem memória, viveríamos na mais perfeita letargia e na inercia. Que seria de nós, sem esse “arquivo organizado”, que perpetua os aspetos biográficos que nos caraterizam. Esta memória biográfica (António Damásio - O Sentimento de Si, Europa-América, 2000) é nuclear para vida e para a intervenção cívica. A memória reduznos à nossa própria insignificância. Raul

Brandão, que escreveu as suas Memórias (perspectivas & realidades) em 3 volumes, não deixou de referir no prefácio da obra que: “ De tudo o que se passou comigo só conservo a memória intacta de dois ou três rápidos minutos.” Esta aceção de Raul Brandão, remete-nos, para a memória, enquanto dolorosa presença na vida. Chico Buarque no seu Leite Derramado (Dom Quixote, 2009) dá testemunho disso mesmo: “A memória é uma vasta ferida.” Memória, é pois, um diário que transportamos, para nos lembrar a qualquer momento, que estamos vivos. A memória pode transformar o passado. Como escreve Lobo Antunes (Visão, 3mar2011): “Descobri também que o passado é a coisa mais imprevisível do mundo, não para de se transformar.” Talvez, porque, a memória nos avise e assinale o presente. O dever de memória, assume-se, assim, como elemento transversal às nossas preocupações de intervenção, em tempos de caos. Daí, que de todas as doenças, que nos afetam, a que mais me aterroriza é aquela, que ataca a memória, a devasta, a transforma em terra queimada. Perder a memória, significa deixar de viver. Vegetar. Também é bom lembrar (obrigado memoria), que em tempos de mudanças vertiginosas, a nossa adaptação (instituto de sobrevivência) depende dela. Já Darwin, escreveu: “Não é o mais forte da espécie que sobrevive, nem mais o inteligente. É o que mais se adapta à mudança.” E, para isso, para que se adapte, experimente cruzar memória com imagina-ção. Vai ver que dá resultado.

APRESENTADA EM VILA CHÃ DE SÁ ASSOCIAÇÃO DE DIVULGAÇÃO DA ASTRONOMIA A «OFIUCO – Associação de Divulgação de Astronomia», apresentada a semana passada no edifício Multiusos de Vila Chã de Sá (Viseu), teve a sua génese na vontade de um pequeno grupo de entusiastas pela observação nocturna do firmamento, em concentrar esta actividade numa associação onde fosse possível fazer uma troca de experiências e intercâmbio de ideias entre os seus elementos. “Sabíamos que muitos deles se reuniam em locais dispersos, razão pela qual decidimos avançar com este projecto”, explica o seu «criador», Pedro Almeida. O primeiro passo da novel Associação será a construção de um Observatório e o seu apetrechamento com equipamentos de qualidade “que façam a diferença”, assumindo-se como um pólo de ciência na obtenção

de dados relevantes para a investigação. Outro objectivo passa pela colaboração com instituições do ensino superior da região, nomeadamente o Instituto Politécnico de Viseu e universidades de Coimbra e Aveiro, com as quais já mantém contactos informais. A luta

contra a poluição luminosa “será outra das batalhas». A instalação da «Ofiuco» no edifício Multiusos foi acarinhada, desde a primeira hora, pelo presidente da junta de freguesia, José Ernesto, que sublinhou o “importante papel, sobretudo pedagógico junto das

escolas”, que a nova Associação vai desempenhar em Vila Chã de Sá. Um papel que a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Viseu, Paula Santana, pretende ver alargado, desafiando por isso a «Ofiuco» a descentralizar a sua actividade por outros locais e escolas do concelho.


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CULTURA

31/05/2012

CASA DA CULTURA VAI ACOLHER FUTURA ACADEMIA DE MÚSICA DE SÁTÃO A Casa da Cultura de Sátão vai acolher, entre outras valências, a futura Academia de Música de Sátão, a partir de uma parceria estabelecida entre a Câmara Municipal e o Conservatório de Aveiro. O anúncio foi feito pelo presidente da Autarquia, Alexandre Vaz, na cerimónia de inauguração do equipamento, presidida pelo secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas. No mesmo edifício, onde já funcionou uma escola primária, e posteriormente a sede do Clube local, ficará ainda instalado o Posto de Turismo de Sátão e um espaço para acolher mostras de artesanato local. Com a inauguração da Casa da Cultura, um investimento que rondou os 400 mil euros, montante comparticipado pelo QREN em 80 por cento, a Câmara Municipal de Sátão não só abriu as portas a um espaço “moderno e funcional virado para a juventude”, como concluiu também a requalificação e aproveitamento de um edifício que se encontrava em adiantado estado de degradação.

“Estamos perante uma obra emblemática para o concelho, onde a história dos edifícios de outrora se mistura com um presente repleto de memórias”, sublinhou o autarca. Para além da exposição de fotografias «Antes e Depois», alusivas a todas as freguesias do

concelho, a inauguração da Casa da Cultura de Sátão ficou ainda marcada pela exposição de uma réplica do edifício, feita integralmente em chocolate por dois pasteleiros da freguesia de S. Miguel de Vila Boa, e pela homenagem do concelho a todas as professoras que leccionaram na

antiga escola primária. No final da sessão solene, seguiu-se um momento musical proporcionado pelos professores da Academia de Música de Sernancelhe, que serão também os professores da futura Academia de Música de Sátão, com via profissionalizante.

FEIRA MEDIEVAL RECRIA CORTES DE LAMEGO

Ao longo de três jornadas, de 1 a 3 de junho, as ruas e ruelas da zona alta da cidade de Lamego serão palco de “jogos de destreza e perícia”, “reinos de armas e preitos de vassalagem a D. Afonso”, para além de “bailias e folguedos com músicos”. Fiel ao espírito e à época, a Feira Medieval de Lamego quer

continuar a cativar o interesse de vários públicos através de uma abordagem interativa sobre as lendas e tradições enraizadas nesta cidade. A edição deste ano da Feira Medieval de Lamego vai abandonar o histórico bairro do Castelo para descer até à zona envolvente da Praça do Comér-

cio onde reunirá o clero, a nobreza, os mestres de ofício e os servos da gleba para fazerem a evocação histórica do comércio e das artes e dos ofícios medievais. Para além da Praça do Comércio, o espaço ocupado por mercadores e artesãos, muitos dos quais provenientes do Magrebe, será alargado às ruas

Marquês de Pombal, Padre Alfredo Pinto Teixeira, das Cortes, Almacave e Nova, para além de um pequeno troço da Av. 5 de outubro Este ano, a viagem ao passado destaca a recriação das Cortes de Lamego por D. Afonso Henriques, através da qual o público poderá vivenciar vários episódios da época, enquadrados na moldura de um mercado. Não faltarão, por isso, mercadores e artesãos que vão desenvolver as suas atividades de comércio. O evento pretende cumprir duas missões essenciais: fazer a pedagogia dos usos e costumes medievos e expor artesanato nacional e internacional de qualidade. Organizada pela Câmara Municipal de Lamego, através do programa VIVERLamego, a realização da Feira Medieval representa um investimento de 36.700 euros, comparticipado em 80% através do QREN.

31/05/2012

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GOLPE DE VISTA

Recebemos do nosso leitor João M. Costa, de Santiago, uma cópia da carta (abaixo reproduzida) que enviou à Câmara Municipal de Viseu, no dia 7 de Maio, por correio electrónico, até hoje sem resposta, chamando a atenção para a agressão visual que constitui a profusão de cabos eléctricos que se cruzam diante da Escola Primária de Santiago. Um mau exemplo pedagógico de Educação Visual, em frente a uma escola. Aliás, por toda a povoação o panorama é geral, reproduzindo-se este triste atentado à paisagem e ao ambiente em vários locais, incluindo em frente à igreja e centro paroquial. E também não é exclusivo de Santiago, nem da freguesia de S. José. Já há uns anos denunciámos aqui situação semelhante na freguesia de Coração de Jesus. O senhor presidente da Câmara Municipal de Viseu prometeu, há já mais de uma década, que limparia o centro histórico de Viseu de antenas de televisão e dos cabos eléctricos que desfeiteiam as fachadas das casas, mas pelos vistos ou se

OPINIÃO

AGRESSÃO VISUAL NA ESCOLA PRIMÁRIA DE SANTIAGO

esqueceu da promessa ou não tem força suficiente para obrigar a EDP a enterrá-los. Só a PT é que já colocou cabos subterrâneos. No passado mês de Abril, a Câmara Municipal de Valença anunciou que a EDP iria enterrar 700 metros de linhas eléctricas em Valença, para ajudar a candidatura da fortaleza a património da UNESCO. Mas em Viseu o património não é uma prioridade, como prova a recente decisão da Câmara Municipal em começar a demolição das casas do Bairro Municipal, em vez de reabilitar o bairro, preservando-o e classificando-o como Conjunto Arquitectónico de Interesse Municipal (ver Golpe de Vista de 3.05.2012). Mail enviado a 7.05.2012, por João M. Costa, à presidência da CMV, com fotografias

PÓ DE PALCO

O GUITOLÃO DE ANTÓNIO EUSTÁQUIO, MAIS UMA ENORME PÉROLA NAPEQUENA OSTRA DO FOYER DO TEATRO VIRIATO Não passavam de umas escassas dezenas de espectadores, como de costume, e é pena, em tempos de crise, desperdiçar oportunidades como esta. Pelo preço do consumo mínimo obrigatório (actualmente de 3,50 euros) no bar do Foyer do teatro municipal, pode-se assistir a espectáculos memoráveis, como foram, entre muitos outros, os concertos de Norberto Lobo, a solo e com Lula Pena, e este “Guitolão”, no passado 16 de Maio, que juntou António Eustáquio e Carlos Barreto.

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Guitolão é um instrumento idealizado por Carlos Paredes, que sonhou com uma Guitarra Barítono, construído por mestre Gilberto Grácio (que aumentou o corpo da guitarra de Coimbra, dotando-a de uma escala com mais 6 polegadas) e tocado com o virtuosismo de António Eustáquio, intérprete e compositor de guitarra portuguesa. Com um som mais grave do que a guitarra portuguesa e uma grande extensão tímbrica, afinado uma quinta abaixo da guitarra de Lisboa, o guitolão presta-se melhor

anexas: «Bom dia Lamento informar que: É com muita reserva e alguma indignação, que olhando para o serviço prestado, por empresas que nos sugam quanto podem, vemos esta qualidade de serviço. Isto numa zona das mais caras a nível de classificação de imi da cidade de viseu. Eu pergunto, como é possível, as autoridades com responsabilidade na gestão do património e ambiente permi-

tirem esta degradação total, perante a passividade do poder local, mais quando estamos numa zona envolvente de uma escola primária, santiago, onde as crianças deveriam ter outros olhares mais amigos do ambiente. Aguardo uma atitude digna da situação gerada. Cumprimentos João M. Costa SANTIAGO» Fazemos nossas as palavras do leitor João M. Costa.

(Secção da responsabilidade do Núcleo de Viseu de “OLHO VIVO - Associação para a Defesa do Património Ambiente e Direitos Humanos”) Nota: Críticas e sugestões para a Associação OLHO VIVO, telefone: 912522690 - olhovivo.viseu@gmail.com olhovivoviseu.blogspot.com

do que aquela a veículo da herança musical árabe (fazendo lembrar o som do oud), cuja influência e lirismo se encontram bem expressos em temas com “Interim”. Em boa hora a viúva de Carlos Paredes ofereceu este novo instrumento ao seu amigo Eustáquio, que o estreou num concerto em Marvão, com o Quarteto Ibero-Americano. A surpresa só não foi maior porque já o tínhamos ouvido no disco de Luísa Amaro “Mediterrâneos”, mas Eustáquio deixou-nos estarrecidos de emoção ao tocar composições de sua autoria como “guitolão” ou “Poema a uma Folha Caída”. Não obstante a revelação do guitolão, este não foi um concerto de um solista acompanhado, antes um diálogo profícuo entre dois virtuosos. Carlos Barretto não se limita a atapetar a melodia. O parceiro musical durante quinze

anos de Bernardo Sassetti tanto mostrou todo o seu vigor jazzistico em temas como “Hoje a nossa dor é esta” , como conseguiu deixar a assistência em absoluto e reverencial silêncio com uma peça a solo de excepcional beleza e superior execução. Até parece que foram feitos um para o outro, estes dois instrumentos. Que continuem juntos e tenham muitos meninos é o mínimo que se pode desejar. Fiquem atentos à programação do foyer do Viriato. Para quem ainda não conhece a voz da lafonense Catarina Almeida, não posso deixar de sugerir uma outra prenda surpresa: o café-concerto no próximo dia 13 de Junho, com o grupo Tributal (com Bruno Pinto, Joaquim Rodrigues, Miguel Ângelo Coelho e Márito Marques) em “Tributo a Sting”. Carlos Vieira e Castro

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DESPORTO

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VISEU 2001 PREPARA NOVA ÉPOCA EM VÁRIAS FRENTES O «Viseu 2001» já iniciou a planificação da época 2012/2013, Com mais equipas em competição e, consequentemente, com mais atletas, o «Viseu 2001» já iniciou a planificação para a próxima época. Além da equipa de Iniciados que será constituída, maioritariamente, pelos atletas da equipa de sub13 que fizeram um excelente campeonato e por muito pouco não se sagraram campeões distritais, serão mantidas as equipas de sub13, sub12, sub11 e sub10, havendo a possibilidade de criação de duas equipas em alguns escalões, fruto do interesse que tem sido manifestado por vários atletas em ingressarem no Viseu 2001. O Clube vai manter ainda, os escalões dos mais jovens Traquinas e Petizes – que, não tendo competição federada, continuarão a participar em vários Encontros regularmente. Uns organizados pela Associação de Futebol de Viseu, outros por iniciativa do Viseu 2001 e de

Bruno Marques e Paulo Cruz, dois ex-juniores foram promovidos a séniores outros clubes. A aposta num corpo técnico de reconhecida valia académica, pedagógica e desportiva, depois de alguns erros cometidos no primeiro ano, será, segundo a direcção, um dos grandes “investimentos” do clube e um factor extra de motivação para todos os atletas e de credibilidade para o projecto. Neste sentido, em 2012/2013, o clube irá manter todos os seus técnicos, directores e massagista, reforçando ainda certas equipas com novos ele-

mentos, fazendo algumas rectificações em função da existência de novos escalões, nomeadamente ao nível do futebol de 11. Joaquim Lopes irá assumir a equipa de iniciados, ficando ainda responsável pela coordenação do futebol de 11. Em estudo está ainda a criação de uma segunda equipa de iniciados. No futebol de 7 a coordenação será assumida por Hugo Pardal, mantendo-se nesta equipa os técnicos Daniel Sousa, Ricardo Almeida, Flávia Lourenço,

NUNO MARRECO E JOÃO NAVEGA NO TOPO... Por: Álvaro Marreco Foram cerca de sete dezenas os golfistas que participaram na 4ª prova da O.M. do CG Viseu, disputada no percurso Caramulo do Montebelo na modalidade stableford/full handicap e com saídas simultâneas. Os resultados obtidos foram de muito bom nível, com os seis primeiros jogadores a derrotar o campo. A classificação net geral foi liderada pelo jovem Nuno Marreco com 44 pontos, sendo seguido pelo António Sanganha 42, Luis Abreu 39, António Costa, Carlos Ferreira e Samuel Barros todos 38 e José Gonçalves e José Artur 36. O João Navega foi o campeão gross com 25 pontos (12+13) seguido do Carlos Tino-

Vasco Elvas, Duarte Gonzalez e Sérgio Silva. Vítor Albernaz continua como massagista. As renovações com os atletas decorrem em bom ritmo. Depois da integração, na época passada do guarda-redes Luíz Canocha e das anunciadas promoções dos ex-juniores Bruno Marques e Paulo Cruz e da continuidade do brasileiro Rafa (que tem um compromisso para a próxima época), o guardaredes Luís Vaz irá também completar a segunda época como sénior.

co com a mesma pontuação (13+12), José Santos 23, Paulo Loureiro 22, Luis Abreu 21 e Carlos Alves, Idalina Cardoso, José Gonçalves, José Pinto, António Cunha, José Loureiro e Samuel Barros todos com 19. A Idalina Cardoso foi a 1ª senhora, o Samuel Barros o 1º senior e os prémios especiais foram conquistados pelo Carlos Tinoco e Álvaro Marreco, respetivamente a pancada mais longa e a mais certeira. Após a entrega de prémios e da realização da espetacular tômbola, foi assinado o protocolo de colaboração entre o clube viseense e as premiadas cervejas Mahou, que patrocinam o nearest to the pin e complementam a tômbola, tal como as Caves Messias.

... E 3º CONVÍVIO SENIOR 2012 Foram cerca de três dezenas de jogadores que participaram no 3º convívio dos seniores viseenses. Maioritáriamente eram portugueses, mas desta vez contámos também com holandeses, ingleses e franceses, tendo a prova sido disputada na modalidade medal/full-handicap e em saídas simultâneas. O Samuel Barros foi o vencedor real da prova com 87 pancadas, seguiram-se o Pedro Almeida com 90, Pedro Porto Aguiar 93, José Gonçalves e José Marques 95, Idalina Car-

doso 96, Peter Holdijk 98, Álvaro Marreco 99, Carlos Silva 100 e Neil Pain 103. Na classificação abonada foi o Pedro Almeida que venceu com 68 pancadas e foi seguido pelo Samuel Barros com 69, Carlos Rodrigues 71, Pedro Porto Aguiar e António Araújo 74, Peter Holdijk 75 e Neil Pain, Armando Leitão, Alberto Amaral e José Ministro todos com 76. Os prémios especiais foram conquistados pelo Samuel Barros (longest) e António Araújo (nearest).


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DESPORTO

31/05/2012

ENCONTRO NACIONAL DE ESCOLAS DE CICLISMO LEVA A MANGUALDE CERCA DE 500 ATLETAS Mangualde vai receber, nos dias 21 e 22 de Junho, todas as escolas de formação de ciclismo do país, numa prova, a mais importante de calendário de competições federativas para jovens, que irá reunir na cidade cerca de meio milhar de praticantes. O acordo de cooperação foi recentemente assinado no Salão Nobre da Autarquia, entre o presidente João Azevedo, e o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo. O encontro, que fomenta a prática das vertentes Estrada e BTT, realiza-se pela terceira vez consecutiva na cidade de Mangualde, sempre com “excelentes resultados de participação”. Uma situação que, segundo João Azevedo, “demonstra uma clara aposta do Município na promoção do desporto e, neste caso, de uma modalidade de referência no concelho, valorizando ainda a componente de formação de jovens atletas”.

A PRIMEIRA BRAÇADA DE UM LONGA E PROMISSORA CARREIRA cações muito boas, feita a distinção de idades. Ainda assim, o que a formação academista preconiza nestas idades, passa pela consolidação técnica, valores de equipa e tudo o que cabe num plano de formação credível e sustentado. O Torneio deste Sábado, dia 19 de Maio, teve lugar nas Piscinas de Castro Daire e contou com doze elementos academistas, que foram Vasco Carvalho, André Pires, Diogo Matias, Jorge Ferreira, Samuel Figueira, Tiberius Neagu, José Melo, Tiago Rodrigues, Miguel Lopes, Simão Almeida, Beatriz Cardeal e Francisca Andrade.

Por: Irene Frias Os mais jovens nadadores do Académico de Viseu, participaram no III Torneio 1ª Braçada, da Associação de Natação de Aveiro e foram o orgulho de quem quer ver esta formação crescer. Os Cadetes que participam nestes Torneios são os de mais tenra idade, com o objectivo de dar os primeiros passos no circuito Federado. Entre os atletas que disputaram a prova estiveram alguns repetentes e outros estreantes, bastante ansiosos pela sua estreia. Correu tudo de feição, e os resultados foram os previstos, havendo vitórias e classifi-

SPORTING OBSERVA JOGADORES NO LUSITANO DE VILDEMOINHOS

Por: Vítor Ramos O Sporting Clube de Portugal, ao abrigo de um protocolo de colaboração assinado

com a Direcção do Lusitano Futebol Clube, prepara-se para realizar, no relvado do Estádio dos Trambelos, treinos de captação. O objectivo é observar jogadores com idades compreendidas entre os 8 e os 15 anos. “Trata-se de uma excelente oportunidade para os jovens futebolistas do distrito de Viseu se mostrarem aos técnicos e olheiros da melhor academia de formação de futebol do País e uma das melhores do Mundo, de onde saíram jogadores como

Cristiano Ronaldo, Ricardo Quaresma ou Nani”, sublinha a direcção do Lusitano. O Departamento de Recrutamento do Sporting Clube Portugal solicita a todos os interessados que se apresentem no Estádio dos Trambelos, no dia 16 de Junho, entre as 9,30 e as 12,30 horas (atletas nascidos entre 2000 e 2003), e as 14,20 e 17 horas (atletas nascidos entre 1997 e 1999), munidos de equipamento de treino e na presença de um responsável (maior de idade).

TORNEIO DE VOLEIBOL A 23 DE JUNHO A secção de voleibol do Lusitano promove, a 23 de Junho, um Torneio de Voleibol num palco muito especial: a relva do Estádio dos Trambelos. O evento é aberto à participação de todos os interessados, bastando para tal que se forme uma equipa de voleibol (masculina, feminina ou mista) e se realize a inscrição junto da organização (voleifemviseu@gmail.com).

31/05/2012

REGIÃO

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MOTA FARIA REELEITO NA DISTRITAL DE VISEU DO PSD

JOÃO AZEVEDO RECANDIDATA-SE NO PS

A liderar a única lista presente a sufrágio, José Manuel Henriques Mota Faria foi reeleito na presidência da Comissão Política Distrital de Viseu do PSD. Nos órgãos distritais do Partido surgem, pela primeira vez, a Comissão de Auditoria Financeira, criada no último Congresso, e a figura do Secretário Distrital. Dar continuidade ao trabalho iniciado no mandato anterior, “assente na disponibilidade, proximidade na acção política e na organização interna, que iremos procurar melhorar”, são alguns dos propósitos que Mota Faria quer fazer vingar no novo mandato. Assumindo a liderança de um projecto político de “rigor e seriedade, mobilizador e aberto à colaboração de todos, em estreita articulação com a sociedade e com base numa cidadania livre, activa e participativa que afirme a região de Viseu no contexto nacional”, Mota Faria quer mobilizar os seus concidadãos para um “projecto político de mudança” que considera “decisivo” para o futuro do país. “Queremos um Partido unido, moderno, aberto, plural e transparente. Mobilizado para o próximo desafio político: con-

«Com as pessoas, pelas pessoas» e “congregar sinergias e conquistar o maior número de autarquias no próximo ano”, são as linhas força reiteradas por João Azevedo, presidente da Câmara Municipal de Mangualde, na sua (re)candidatura à presidência da Federação de Viseu do Partido Socialista. O acto eleitoral está marcado para o dia 16 de Junho. “Manter unidos os socialistas em prol destes objectivos”, continua a ser o objectivo da equipa liderada por João Aze-vedo na corrida a um novo mandato. “As motivações e apoios mantêm-se, razão pela qual assumo este desafio com a grande responsabilidade de corresponder às expectativas de todos os socialistas e, bem assim, de todos quantos se revêem no Partido e nas virtualidades do socialismo democrático como a melhor via para responder à grave crise nacional e internacional em que o mundo está mergulhado”, justifica João Azevedo.

seguir uma maior afirmação do projecto social-democrata no Poder Local, a nível do Distrito de Viseu”, conclui José António de Jesus, vicepresidente da Câmara Municipal de Tondela, e Francisco Lopes, presidente da Câmara Municipal de Lamego, são os vice-presidentes da Comissão Política Distrital do PSD. A Mesa da Assembleia Geral continua a ser presidida por Fer-

nando Ruas, presidente da Câmara Municipal de Viseu, tendo como vice-presidente Isaura Pedro, presidente da Câmara Municipal de Nelas. Telmo Antunes, presidente da Câmara Municipal de Vouzela, preside ao Conselho de Jurisdição, e José Mário Cardoso, presidente da Câmara Municipal de Sernancelhe, à Comissão Distrital de Auditoria Financeira.


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ACTUALIDADE

31/05/2012

FEIRA DO EMPREENDEDORISMO JÚNIOR PREMIOU ESCOLAS DE VOUZELA, OLIVEIRA DE FRADES E TONDELA

Centenas de alunos de 30 turmas do ensino básico (2.º ciclo) de várias escolas dos 14 municípios que integram a Comunidade Intermunicipal (CIM) Dão Lafões participaram, no último sábado, no Parque Aquilino Ribeiro, em Viseu, na Feira do Empreendedorismo Júnior. A iniciativa, promovida por aquela estrutura intermunicipal, culmina um trabalho desenvolvido ao longo do ano lectivo, que se iniciou com a formação de professores na temática proposta. O envolvimento dos alunos neste projecto global pretende,

segundo a organização, dar um sinal à necessidade de mobilizar e incentivar os estudantes, dos diferentes ciclos de ensino, na temática do empreendedorismo. Um momento “marcante” do projecto que a CIM pretende venha a perdurar, nos próximos anos, podendo mesmo vir a constituir-se, no futuro, como uma nova disciplina dos respectivos currículos. Carlos Marta, presidente da CIM Dão Lafões, defende que a mobilização das camadas mais jovens da população para a dinâmica do empreendedorismo tem de começar pelos bancos da

escola. O dirigente, também presidente da Câmara de Tondela, considera que é preciso incutir nos jovens o gosto pela inovação, pela criatividade e pela vontade de um dia porem em acção as suas próprias ideias de negócio. A Feira do Empreendedorismo Júnior acabou por premiar as ideias de negócio apresentadas por escolas de Vouzela, Oliveira de Frades e Tondela. O prémio do projecto mais inovador distinguiu a escola básica de Tondela com o trabalho “Verdes também são os direitos do homem”, com a reciclagem de ma-

teriais a viabilizar a construção de jardins verticais com sistemas de rega gota a gota. A apresentação mais criativa, designada “Alunos Solidários de Oliveira de Frades”, foi feita pelos alunos dos 5.º e 6.º anos do Agrupamento de Escolas deste concelho. Neste caso, foi encontrada a fórmula de financiar a consulta médica e a compra de óculos para um jovem sem recursos, através da venda de vários objectos. O projecto mais relevante, “Fazemos tudo pelos idosos”, veio do Agrupamento de Escolas de Vouzela. A proposta, neste caso, vai um conjunto de iniciativas que pretendem apoiar a diferentes níveis esta numerosa faixa etária da população. O envolvimento das escolas no projecto Promoção do Empreendedorismo na Região Dão Lafões é o primeiro passo de uma intervenção mais global, que, a prazo, pretende mobilizar outros intervenientes no desenvolvimento económico da região, nomeadamente a AIRV, Instituto Politécnico, Instituto Piaget, Universidade Católica, Adices, ADD e ADDLAP. Este projecto, a implementar ao longo dos próximos três anos, foi candidatado ao Programa “Mais Centro” e obteve um apoio de 310.400 euros do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

FINAL INTERMUNICIPAL A 6 DE JUNHO NO POLITÉCNICO:

PROJECTO DA CIM DÃO LAFÕES DESAFIA ALUNOS A REVELAR AS MELHORES IDEIAS DE NEGÓCIOS Os vencedores das 14 finais municipais do Concurso Intermunicipal de Ideias de Negócio – Escolas Empreendedoras da CIM Dão Lafões participam, a 6 de Junho, na Aula Magna do Instituto Politécnico, na final intermunicipal que irá proclamar e premiar as três melhores das 120 ideias a concurso. Os vencedores têm garantida a participação em missões de empreendedorismo a realizar em

Lisboa (3.º prémio), Madrid (2.º prémio) e Barcelona (1.º prémio). Esta é uma das etapas do projecto global Promoção do Empreendorismo candidatado pela CIM ao Programa Mais Centro, que visa a criação de uma Rede Regional de Empreendedorismo. Na apresentação do projecto, que decorreu em Viseu no Hotel Montebelo, foram apontadas metas e estratégias e seguir, no-

meadamente a realização, ainda no presente ano lectivo, de cinco acções de formação de professores, num total de 89, que ministrarão depois os conhecimentos adquiridos a mais de 1.500 alunos de 38 escolas dos 14 municípios. A final intermunicipal do concurso, que conta participação de alunos e professores dos ensinos secundário e profissional, é já uma das consequências e um dos “mo-

mentos chave» daquele projecto. “Promover o espírito de iniciativa e empreendedor dos jovens em idade escolar, procurando estimular o reconhecimento pelo risco e pela iniciativa, envolvendo alunos, professores e empresas, e onde a criatividade e a inovação são valorizadas e reconhecidas”, constitui, segundo Carlos Marta, presidente da estrutura intermunicipal, o grande objectivo.

Director: Ricardo Silva • Redacção - Chefe de Redacção: José Cardoso • Colaboradores:Afonso Marques, Carlos Bergeron, Carlos Vieira e Castro, José Lapa, José Reis, Luís Lopes, Manuel Morgado Propriedade: José Cardoso • Depósito legal n.º 146546/00 • N.º de registo no ICS - 117441 N.º fiscal de contribuinte - 135605547 • Departamento Comercial: Luísa Matos (publicidade@jornalviarapida.com) Edição On-line: Marco Alexandre • Paginação e Arranjo Gráfico: ROSTO CRIATIVO - Viseu Impressão: TIPOGRAFIA OCIDENTAL - Viseu • Tiragem: 4.000 Ex. www.jornalviarapida.com Os artigos de opinião publicados neste Jornal são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Sede e Redacção: Rua D. Francisco Alexandre Lobo, 55-3.º dto • 3500-071 Viseu Contactos: Tel. - 232426058 • Telem. - 966061468 • Fax - 232426058 • E-mails - geral@jornalviarapida.com - publicidade@jornalviarapida.com

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CARTÓRIO NOTARIAL Notária – Anabela Maria Bicho Oliveira Antunes Ferreira Rua Conselheiro Afonso de Melo, 31,3.º - Salas 306 e 307 – VISEU

CARTÓRIO NOTARIAL Notária – Marina da Conceição de Sousa Alves Martins de Carvalho Rua dos Olivais n.º 4 – VISEU

EXTRACTO

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Certifico, narrativamente, para efeitos de publicação, que foi exarada hoje, neste Cartório, sito na Rua Conselheiro Afonso de Melo, 31, 3.º andar, Salas 306 e 307, em Viseu, de folhas 17 a folhas 18 verso, do livro de notas para escrituras diversas com o número 111-A, uma escritura de Justificação, pela qual, Maria Elisabete Ferreira de Almeida Caiado, natural da freguesia do Campo, concelho de Viseu, e marido Abílio João de Almeida Caiado, natural da freguesia de Abraveses, concelho de Viseu, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, residentes na Rua da Fontela, n.º7, Moselos, freguesia de Campo, concelho de Viseu, se declararam, com exclusão de outrem, donos e legítimos possuidores do seguinte prédio: Rústico, sito nas Fontelas, freguesia do Campo, concelho de Viseu, composto por terra culta com videiras e árvores de fruto, com a área de duzentos e trinta e dois metros quadrados, que confronta do norte com Maria de Almeida Lima, do sul com António Esteves Madeira, do nascente com herdeiros de Marcelino Aparício e do poente com caminho, omisso na Segunda Conservatória do Registo Predial de Viseu, inscrito na matriz, em nome da justificante, sob o artigo 9452. Mais certifico, que os justificantes alegaram na dita escritura, terem adquirido o identificado prédio no ano de mil novecentos e noventa e um, por compra meramente verbal a Isolete Pimentel Bastos Neves, viúva, Luís Fernando Bastos das Neves, e a Jorge Manuel Bastos das Neves, ambos solteiros, residentes em Chaves, sem que no entanto ficassem a dispor de título formal que lhes permita o respectivo registo na Conservatória do Registo Predial; mas desde logo entraram na posse e fruição do prédio, em nome próprio, posse que assim detêm há mais de vinte anos, sem interrupção ou ocultação de quem quer que seja, sendo porém certo que têm exercido no aludido prédio, os poderes de facto correspondentes ao direito de propriedade, fruindo como donos as utilidades possíveis à vista de todos e sem discussão nem oposição de ninguém, tendo assim invocado a sua aquisição por usucapião. Está conforme o original. Viseu, 25 de Maio de 2012 A Técnica do Notariado no uso de poderes delegados pela Notária: (Paula Cristina Cardoso Pinto Correia) (Jornal Via Rápida 31.05.2012)

Marina da Conceição de Sousa Alves Martins de Carvalho, notária deste Cartório, certifico, narrativamente, para efeitos de publicação, que no Cartório Notarial de Viseu, sito na Rua dos Olivais, nº 4, no livro de notas nº 142 a folhas 8, foi lavrada uma escritura de Justificação, pela qual JAIME VIEIRA VILA VERDE, c.f. 149455500 e mulher MARIA ELISABETE SANTOS COELHO, c.f. 114298335, casados em comunhão de adquiridos, ele natural da freguesia de Estorãos, concelho de Ponte de Lima, e ela da freguesia de Santos Evos, concelho de Viseu, onde residem na Rua das Moreiras, nº 6, declararam que o outorgante marido é dono e legítimo possuidor, com exclusão de outrém, de um prédio rústico – terra de pinhal e mato, sito às Moreiras, freguesia de Santos Evos, concelho de Viseu, com a área de sete mil cento e trinta e três metros quadrados; a confrontar de norte com Isabel Cristina Silva Campos Duarte Almeida, do sul com Avelino Duarte Costa, do nascente com caminho e do poente com Material Avícola da Beira, S.A., inscrito na matriz em nome do justificante marido e sob o artigo 4 006, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Viseu. Que o referido prédio veio à posse do justificante por compra que fez por volta do ano de mil novecentos e sessenta e oito, ainda no estado de solteiro, a José de Melo Veloso Coelho Campos e mulher Maria Emília Abreu Jesus Abreu de Melo, residentes que foram em Santos Evos, sem que tivesse formalizado qualquer acto de transmissão. Que, dado o modo de aquisição, não tem o justificante possibilidades de comprovar pelos meios normais o seu direito de propriedade, mas a verdade é que é dono do mencionado prédio, pois dele tem usufruído, cortando o mato e a lenha, limpando o pinhal, o que faz há mais de vinte anos, ininterruptamente, à vista e com o conhecimento de toda a gente, sem a menor oposição de quem quer que fosse, exercendo no prédio uma posse contínua, pública e pacífica, pelo que o adquiriu por usucapião que a seu favor invoca. ESTÁ CONFORME O ORIGINAL. Cartório Notarial, Rua dos Olivais nº 4 – 24/05/2012 A Notária: Marina da Conceição de Sousa Alves Martins de Carvalho (Jornal Via Rápida 31.05.2012)

CÂMARA MUNICIPAL DE VISEU

CÂMARA MUNICIPAL DE VISEU

AVISO

AVISO

Nos termos do art.º 27º do Decreto-Lei nº 555/99, de 16 de Dezembro, na redacção que lhe foi conferida pela Lei 60/2007, de 4 de Setembro, a Câmara Municipal, emitiu em11 de Maio de 2012:

Nos termos do art.º 27º do Decreto-Lei nº 555/99, de 16 de Dezembro, na redacção que lhe foi conferida pela Lei 60/2007, de 4 de Setembro, a Câmara Municipal, emitiu em17 de Maio de 2012:

ADITAMENTO N.º 4 AO ALVARÁ DE LOTEAMENTO Nº 14/2003

ADITAMENTO AO ALVARÁ DE LOTEAMENTO Nº 8/1988

Titular do alvará: Sociedade de Construções Nova Linha, SA Promotor da alteração: Tevilar – Sociedade de Construções, Lda Prédio Objecto: Prédio urbano, denominado de Lote 1, situado em São João da Carreira, na freguesia de Santa Maria, descrito na Conservatória do Registo Predial de Viseu sob o n.º 1484 e inscrito na matriz sob o artigo 2626. A alteração traduz-se no seguinte: Ligeiro acerto do polígono de implantação para eliminação de um pequeno saguão, donde resulta um aumento da área bruta de construção de 18 m2 no r/c, 1º e 2.º andares, totalizando 54,00 m2, que ao nível do loteamento representa um aumento de 0,87%. Aproveitamento do sótão para arrumos (488,60 m2). As demais características constam de nova planta de síntese, ficam a fazer parte integrante do alvará de loteamento arquivado no processo administrativo 03/2001/4.

Titular do alvará: Solivil – Sociedade de Loteamentos Industriais de Viseu, Lda Promotor da alteração: ENAME – Soluções Tecnológicas, SA Prédio Objecto da alteração: Prédio urbano, denominado de Lotes 4 e 5, situado no Parque Industrial de Coimbrões, na freguesia de São João de Lourosa, descrito na Conservatória do Registo Predial de Viseu sob o n.º 2674 e inscrito na matriz predial sob o artigo 2426. A alteração traduz-se: Conformação das áreas dos lotes 4 e 5 com o definido na memória descritiva e justificativa do Parque Industrial (lote 4 = 1620 m2 e Lote 5 = 1830 m2, com o consequente aumento da área coberta máxima de 750 m2 para 962 m2 no lote 4 e de 1000 m2 para 1346 m2 no lote 5, salvaguardando-se os afastamentos de 5, 6 e 10 metros do polígono de implantação aos limites laterais, posteriores e frontal dos respectivos lotes, apresentados em situação geminada, nas condições definidas no art.º 28.º do Regulamento, que faz parte do alvará de loteamento.

Viseu, 11 de Maio de 2012 P´lo Presidente da Câmara Municipal António da Cunha Lemos (Vereador)

Viseu, 17 de Maio de 2012 P´lo Presidente da Câmara Municipal António da Cunha Lemos (Vereador)


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22/Via Rápida

CARTÓRIO NOTARIAL Notária – Anabela Maria Bicho Oliveira Antunes Ferreira Rua Conselheiro Afonso de Melo, 31,3.º - Salas 306 e 307 – VISEU

31/05/2012

31/05/2012

ACTUALIDADE

3/Via Rápida

CARTÓRIO NOTARIAL Notária – Anabela Maria Bicho Oliveira Antunes Ferreira Rua Conselheiro Afonso de Melo, 31,3.º - Salas 306 e 307 – VISEU

EXTRACTO

EXTRACTO

Certifico, narrativamente, para efeitos de publicação, que foi exarada hoje, neste Cartório, sito na Rua Conselheiro Afonso de Melo, 31, 3.º andar, Salas 306 e 307, em Viseu, de folhas 13 a folhas 14v, do livro de notas para escrituras diversas com o número 111-A, uma escritura de Justificação, pela qual, Moisés Glória Marques, natural da freguesia de Ferreirim, concelho de Sernancelhe, e mulher Maria Carminda Pereira de Almeida Marques, natural da freguesia de Rio de Loba, concelho de Viseu, residentes no Largo Major Romão Loureiro, n.º 20, Travassós de Cima, Rio de Loba, Viseu, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, se declararam, com exclusão de outrem, donos e legítimos possuidores do seguinte prédio: Urbano, sito na Rua Chão de Bacelo, Travassós de Cima, freguesia de Rio de Loba, concelho de Viseu, composto por casa de dois pisos, com a superfície coberta de trinta metros quadrados e descoberta de dez metros e cinquenta decímetros quadrados, que confronta do norte, sul e poente com Joaquim Augusto, e do nascente com Maria Carminda Pereira de Almeida Marques, omisso na Segunda Conservatória do Registo Predial de Viseu, inscrito na matriz, em nome do justificante, sob o artigo 5915. Mais certifico, que os justificantes alegaram na dita escritura, terem adquirido o identificado prédio no ano de mil novecentos e setenta, por compra meramente verbal a António Pereira Bernardo, viúvo, residente que foi em Rio de Loba, Viseu, sem que no entanto ficassem a dispor de título formal que lhes permita o respectivo registo na Conservatória do Registo Predial; mas desde logo entraram na posse e fruição do prédio, em nome próprio, posse que assim detêm há mais de vinte anos, sem interrupção ou ocultação de quem quer que seja, sendo porém certo que têm exercido no aludido prédio, os poderes de facto correspondentes ao direito de propriedade, fruindo como donos as utilidades possíveis à vista de todos e sem discussão nem oposição de ninguém, tendo assim invocado a sua aquisição por usucapião. Está conforme o original. Viseu, 24 de Maio de 2012 A Técnica do Notariado no uso de poderes delegados pela Notária: (Elisabete Lopes dos Santos Paiva) (Jornal Via Rápida 31.05.2012)

Certifico, narrativamente, para efeitos de publicação, que foi exarada hoje, neste Cartório, sito na Rua Conselheiro Afonso de Melo, 31, 3.º andar, Salas 306 e 307, em Viseu, de folhas 21 a folhas 22, do livro de notas para escrituras diversas com o número 111-A, uma escritura de Justificação, pela qual, José Cardoso Ferreira, e mulher Maria Marques, ambos naturais da freguesia de Silgueiros, concelho de Viseu, onde residem na Rua das Fontanheiras, n.º 28, Loureiro, casados sob o regime da comunhão geral, se declararam, com exclusão de outrem, donos e legítimos possuidores do seguinte prédio: Urbano, sito na Rua das Fontanheiras, n.º 28, lugar de Loureiro, freguesia de Silgueiros, concelho de Viseu, composto por casa de habitação, com a superfície coberta de cento e cinquenta metros e vinte e cinco decímetros quadrados, e descoberta de setecentos e setenta e cinco metros e noventa e quatro decímetros quadrados, omisso na Primeira Conservatória do Registo Predial de Viseu, inscrito na matriz, em nome do justificante, sob o artigo 2765. Mais certifico que os justificantes alegaram na dita escritura, terem adquirido o identificado prédio no ano de mil novecentos e sessenta e cinco, por doação meramente verbal de seus pais e sogros Abel Ferreira de Figueiredo e mulher Deolinda Conceição, residentes que foram em Silgueiros, Viseu, sem que no entanto ficassem a dispor de título formal que lhes permita o respectivo registo na Conservatória do Registo Predial; mas desde logo entraram na posse e fruição do prédio, em nome próprio, posse que assim detêm há mais de vinte anos, sem interrupção ou ocultação de quem quer que seja, sendo porém certo que têm exercido no aludido prédio, os poderes de facto correspondentes ao direito de propriedade, fruindo como donos as utilidades possíveis à vista de todos e sem discussão nem oposição de ninguém, tendo assim invocado a sua aquisição por usucapião. Está conforme o original. Viseu, 25 de Maio de 2012 A Técnica do Notariado no uso de poderes delegados pela Notária: (Elisabete Lopes dos Santos Paiva) (Jornal Via Rápida 31.05.2012)

CARTÓRIO NOTARIAL Notária – Anabela Maria Bicho Oliveira Antunes Ferreira Rua Conselheiro Afonso de Melo, 31,3.º - Salas 306 e 307 – VISEU

CARTÓRIO NOTARIAL Notária – Anabela Maria Bicho Oliveira Antunes Ferreira Rua Conselheiro Afonso de Melo, 31,3.º - Salas 306 e 307 – VISEU

EXTRACTO

EXTRACTO

Certifico, narrativamente, para efeitos de publicação, que foi exarada hoje, neste Cartório, sito na Rua Conselheiro Afonso de Melo, 31, 3.º andar, Salas 306 e 307, em Viseu, de folhas 10 a folhas 12, do livro de notas para escrituras diversas com o número 111-A, uma escritura de Justificação, pela qual, Piedade Varela de Assunção de Oliveira e marido Adriano Loureiro de Oliveira, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, naturais, ela de S.Tomé e Príncipe e ele da freguesia de Silgueiros, concelho de Viseu, onde residem no lugar de Passos, se declararam, com exclusão de outrem, donos e legítimos possuidores dos seguintes prédios, sitos na freguesia de Silgueiros, concelho de Viseu: 1 – Rústico, sito no Prado Pinhão, composto por pinhal e mato, com a área de setecentos e dezassete metros quadrados, que confronta do norte com Fernandina de Oliveira Santos, do sul com estrada municipal, do nascente com António Lopes de Oliveira e do poente com Joaquim Jorge Ferreira dos Santos, omisso na Primeira Conservatória do Registo Predial de Viseu, inscrito na matriz, em nome do justificante, sob o artigo 12628; 2 – Rústico, sito no Prado Pinhão, composto por pinhal e mato, com a área de duzentos e oitenta e nove metros quadrados, que confronta do norte com estrada municipal, do sul e poente com Joaquim Jorge Ferreira dos Santos, e do nascente com Luís Miguel Figueiredo Ferreira, omisso na Primeira Conservatória do Registo Predial de Viseu, inscrito na matriz, em nome do justificante, sob o artigo 12627. Mais certifico, que os justificantes alegaram na dita escritura terem adquirido os identificados prédios no ano de mil novecentos e setenta e seis, por partilha meramente verbal por óbito de Frederico de Assunção, residente que foi em Silgueiros, Viseu, sem que no entanto ficassem a dispor de título formal que lhes permita o respectivo registo na Conservatória do Registo Predial; mas desde logo entraram na posse e fruição dos prédios, em nome próprio, posse que assim detêm há mais de vinte anos, sem interrupção ou ocultação de quem quer que seja, sendo porém certo que têm exercido nos aludidos prédios, os poderes de facto correspondentes ao direito de propriedade, fruindo como donos as utilidades possíveis à vista de todos e sem discussão nem oposição de ninguém, tendo assim invocado a sua aquisição por usucapião. Está conforme o original. Viseu, 22 de Maio de 2012 A Técnica do Notariado no uso de poderes delegados pela Notária: (Paula Cristina Cardoso Pinto Correia) (Jornal Via Rápida 31.05.2012)

Certifico, narrativamente, para efeitos de publicação, que foi exarada hoje, neste Cartório, sito na Rua Conselheiro Afonso de Melo, 31, 3.º andar, Salas 306 e 307, em Viseu, de folhas 19 a folhas 20 verso, do livro de notas para escrituras diversas com o número 111-A, uma escritura de Justificação, pela qual, Fernanda Ferreira de Oliveira, natural da freguesia do Campo, concelho de Viseu, e marido José Lopes de Almeida, natural da freguesia de Viseu (Santa Maria de Viseu), concelho de Viseu, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, residentes na Rua Romana, n.º 14, Moselos, freguesia do Campo, concelho de Viseu, se declararam, com exclusão de outrem, donos e legítimos possuidores dos seguintes prédios, sitos na freguesia do Campo, concelho de Viseu: 1 – Rústico, sito no Atalhinho, composto por terra culta com videiras, com a área de quarenta metros quadrados, que confronta do norte e do poente com José de Oliveira, do sul com Arlindo Correia, do nascente com João dos Santos, omisso na Segunda Conservatória do Registo Predial de Viseu, inscrito na matriz, em nome dos herdeiros de Joaquim Ferreira, sob o artigo 7938; 2 – Rústico, sito no Atalhinho, composto por terra culta com videiras, com a área de trinta metros quadrados, que confronta do norte, sul e poente com José de Oliveira, e do nascente com João dos Santos, omisso na dita Conservatória do Registo Predial, inscrito na matriz, em nome de José Ferreira, sob o artigo 7939. Mais certifico, que os justificantes alegaram na dita escritura terem adquirido os identificados prédios no ano de mil novecentos e noventa e um, por partilha meramente verbal por óbito de seu pai e sogro Joaquim de Oliveira Fidalgo, residente que foi em Moselos, Campo, Viseu, sem que no entanto ficassem a dispor de título formal que lhes permita o respectivo registo na Conservatória do Registo Predial; mas desde logo entraram na posse e fruição dos prédios, em nome próprio, posse que assim detêm há mais de vinte anos, sem interrupção ou ocultação de quem quer que seja, sendo porém certo que têm exercido nos aludidos prédios, os poderes de facto correspondentes ao direito de propriedade, fruindo como donos as utilidades possíveis à vista de todos e sem discussão nem oposição de ninguém, tendo assim invocado a sua aquisição por usucapião. Está conforme o original. Viseu, 25 de Maio de 2012 A Técnica do Notariado no uso de poderes delegados pela Notária: (Paula Cristina Cardoso Pinto Correia) (Jornal Via Rápida 31.05.2012)

Fotos: Rui da Cruz

REGRESSO À II DIVISÃO, DOIS ANOS DEPOIS:

ACADÉMICO DE VISEU VOLTA A SAGRAR-SE CAMPEÃO À terceira foi de vez. Depois de duas épocas consecutivas a militar na III Divisão Nacional, o Académico de Viseu voltou a dar uma alegria aos adeptos que nunca desistiram de apoiar a equipa, aos dirigentes que de forma persistente, e algumas vezes contra tudo e contra todos, sempre acreditaram e, sobretudo, a um grupo de trabalho que nunca perdeu de vista este desfecho: a subida à II Divisão Nacional. A festa dos campeões da III Divisão Série C, começou no final do último e decisivo encontro que o Académico dispu-

tou em S. Pedro do Sul. O golo de Helder Rodrigues, apontado aos 72 minutos, perante um adversário que vendeu cara a derrota, foi a gota de água que haveria de transbordar no Rossio, em Viseu, onde e equipa academista, técnicos e dirigentes, foram recebidos e aplaudidos pelos adeptos que aguardavam a sua chegada. Já no Salão Nobre dos Paços do Concelho, onde os «heróis» foram recebidos pelo presidente da Câmara, Fernando Ruas, num momento que fez recordar alguns dos bons velhos tempos do Clube, o autarca reconheceu

que o Académico “deu mais uma grande alegria não só à cidade como ao concelho”, não poupando nos elogios à “honestidade e persistência” do presidente, António Albino, sem as quais não seria possível a concretização da subida do Clube à II Divisão Nacional. Enquanto o presidente do Académico não regateou também nos agradecimentos ao apoio da Câmara Municipal de Viseu, o treinador Lima Pereira não escondeu também o seu “orgulho” pelo contributo que deu a este momento de festa daquele que já foi o Clube mais

TONDELA A UM EMPATE DA SUBIDA Depois do empate (0-0) em casa, frente ao Varzim, o Grupo Desportivo de Tondela está agora com um pé na Liga de Honra. Basta que no próximo domingo, no Estádio João Cardoso, onde os tondelenses se prepararam para comparecer em massa, os comandados de Vítor Paneira deixem correr o relógio a seu favor no embate com o Fátima. Embora a vitória seja ouro sobre azul, um empate chega pa-

ra que o Tondela festeje o momento mais alto da sua história. A duas jornadas do final do playoff de subida à II Liga Profissional, Tondela e Varzim são as equipas mais bem posicionadas para garantirem o acesso às competições profissionais. Basta que o Fátima, já sem qualquer margem de erro na prova, não ganhe em Tondela. Uma partida a que a equipa poveira (folga na próxima jornada) vai estar particularmente atenta.

representativo da região. Desde que iniciou a caminhada nos Distritais, em 2006/2007 - quando alterou a designação de Clube Académico de Futebol para Académico de Viseu Futebol Clube -, o Académico acabou por subir à II Divisão Nacional em 2008/2009, para no final da mesma época descer à III Divisão. Uma travessia que duraria mais três épocas. A última foi - quem sabe? -, o início de uma outra caminhada que pode vir a recolocar o Clube nos lugares que já deteve no panorama do futebol nacional.


2/Via Rápida

OPINIÃO

31/05/2012

O TRIBUNAL DA SANTA TROIKA E O SORRISO AMARELO DE RUAS

Tinha razão Fernando Ruas ao afirmar que não saiu “de sorriso rasgado” da reunião com o Governo em que assinou o acordo com a Associação Nacional de Municípios Portugueses, que prevê uma linha de crédito de mil milhões de euros para dívidas de curto prazo das autarquias. É que as contrapartidas vão ser pagas pelos munícipes das autarquias que precisem e aceitem o empréstimo, com a imposição de aumentos de taxas e impostos municipais. Ou seja, os cidadãos esmagados pela austeridade imposta pela Troika para pagar os desmandos financeiros das elites económicas e politicas que têm desgovernado Portugal, (como acaba de provar o Tribunal de Contas ao acusar a decisão de portajar as SCUTs como desastrosas para o Estado e os contribuintes, beneficiando apenas as concessionárias e os bancos que vêem diminuídos os riscos, como acontece na maioria das Parcerias Público-Privadas), vão acabar por pagar a crise a duplicar, enquanto munícipes, com o aumento do IMI, IMT, taxas de saneamento e resíduos e a venda de património municipal. O sorriso amarelo de Fernando Ruas compreende-se já que está entalado entre o governo de Passos de quem é apoiante e os municípios que representa que estão asfixiados financeiramente pela Lei dos Compromissos que os impede de cumprir as

suas atribuições no campo social, cultural e outros, mesmo os que têm uma situação financeira mais desafogada, como é o caso de Viseu. Curiosamente, na última sessão da Assembleia Municipal de Viseu, o PSD votou contra uma moção apresentada pelo Bloco de Esquerda, manifestando discordância com a “lei dos compromissos” e reclamando à Assembleia da República a sua reapreciação. Os 40 deputados e presidentes de junta do PSD/Viseu ao defenderem uma lei imposta pela maioria PSD/CDS, submissa à Troika, não se devem ter apercebido que estavam a votar contra o próprio Fernando Ruas que também já se tinha manifestado contra a Lei nº 8/2012. Mais surpreendente foi a abstenção dos deputados do PS, poucos dias antes de Seguro ter aparecido nas TVs a zurzir na Lei dos Compromissos. Contradições idiossincráticas do Bloco Central. Miguel Relvas, o ministro que ameaça jornalistas com a divulgação de pormenores da sua vida privada, não tem coragem de se demitir apesar de apanhado a mentir reiteradamente à Assembleia da República, no escândalo das ligações entre o PSD, os serviços secretos do Estado (cada vez mais parecidos com a PIDE!), empresas privadas e a Grande Loja do PSD. Nem o primeiro ministro tem coragem para o demitir, apesar de figuras destacadas do PSD, como o prof. Marcelo, considerarem insustentável a sua permanência no governo. Invocar as pressões semelhantes de Sócrates para afastar jornalistas do jornal Público e da TVI, é um argumento cínico de quem já perdeu a vergonha e o sentido de Estado (de Direito).

OS NOVOS INQUISIDORES É a mesma sem vergonha que levou Christine Lagarde, directora do FMI (que ganha 400 mil euros por ano, isentos de impostos), quando questionada por um jornalista sobre se não tinha pena das crianças da Grécia que estão a passar fome, a responder que tinha mais pena das crianças do Níger e responsabilizando os gregos que não pagam impostos. Ora, os gregos que não pagam impostos são os grandes armadores que defendem a intervenção da Troika. Os nigerianos sabem há mais de trinta anos que a intervenção do FMI e do Banco Mundial só agrava a sua situação económica e a subdependência do seu país. Mesmo depois do cancelamento da dívida, há dez anos, o FMI tem imposto politicas que destroem a agricultura local e provocam a fome. A Troika aterrou em Portugal para a 4ª avaliação do memorando de entendimento assinado com o PSD, CDS e PS. Perante a constatação da subida brutal do desemprego, os “visitadores” da Santa Inquisição das finanças mundiais proferiram o seguinte veredicto: a culpada é a “rigidez salarial”. Vai daí, decretaram mais uma descida dos salários e mais reduções no tempo do subsídio de desemprego. No entanto, as empresas do PSI-20 revelam não ter “rigidez salarial” já que as remunerações dos seus residentes executivos tiveram, em 2011, um aumento de 5,3%, enquanto os salários dos seus trabalhadores tiveram, em média, uma quebra de quase 11%. A Troika perante a evidência de que o “remédio” está a matar o doente, decide aumentar a dose. Ou vai ou racha! Fazem lembrar aqueles cientistas loucos dos filmes de terror que se divertem nos laboratórios, com experiências sádicas com animais, dando-lhes choques eléctricos para testar a sua capacidade de resistência. – “O quê, ainda resistes?, aumenta-se a voltagem...” Tal como os inquisidores do Tribunal do Santo Ofício que torturavam os suspeitos de heresia e as acusadas de bruxaria esticandoos no torniquete pelos braços e pelas pernas até confessarem ou desconjuntarem os ossos, também a Troika quer torturar os povos até confessarem que são pecadores, que gastaram para além das suas possibilidades, que foram “relapsos” ou “contumazes” e aceitam trabalhar como escravos, pelo salário mínimo chinês, 12 ou 14 horas diárias, como no século XIX, sem pagamento de horas extras nem férias e feriados. Nem os portugueses nem os gregos são cobaias, ratos de laboratório, senhores inquisidores da Santa Troika e respectivos “familiares” . Os poderosos e a Igreja inventaram a Inquisição, mas os povos reprimidos e explorados de todo o mundo inventaram a Revolução. Cuidai-vos! vieiraecastro@gmail.com (O autor não segue o (des)acordo ortográfico por razões meramente linguísticas)

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CAMPEÕES

Ediçao 31-05-2012  

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