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«GINÁSTICA TERAPÊUTICA»: UM NOVO CONCEITO DE SAÚDE E BEM-ESTAR EM VISEU A funcionar desde Outubro na avenida Almirante Afonso Cerqueira, junto à Praça Carlos Lopes, n.º 65 – 1.º S (Edifício Tojal & Tojal), em Viseu, a «Ginástica Terapêutica» assumese como um espaço inovador em termos de ginástica passiva/activa assistida. Único no distrito, e talvez mesmo na zona centro do país, a oferecer todas as valências de forma integrada, o ginásio é apresentado por Teresa Dias, proprietária e sóciagerente, como a alternativa ideal para todos quantos pretendem conhecer e usufruir de novos métodos de tratamento “com efeitos positivos nas suas vidas, tanto na saúde como no bemestar”. Não apenas para as pessoas activas, mas também, e sobretudo, sublinha a responsável, “para quem não tem mobilidade suficiente para exercícios aconselhados ou impostos para a recuperação e manutenção da sua condição física. Com a orientação de técnicos licenciados, a ginástica passiva/activa assistida disponibilizada pela «Ginástica Terapêutica», enquanto alternativa à actividade física tradicional, porque não cansa nem faz transpirar, consiste na utilização de mesas motorizadas, por um período de 10 minutos cada, complementada com exercícios activos, o que equivale, segundo Teresa Dias, a seis/sete horas de actividade em ginásios tradicionais. Na «Ginástica Terapêutica» o tratamento não é igual para todas as pessoas. Cada situação é inici-

PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE LAMEGO DEFENDE CRIAÇÃO DA COMUNIDADE INTERMUNICIPAL DOURO SUL

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almente avaliada pelos técnicos e só depois os exercícios são reco-mendados de acordo com as patologias. Com uma particula-ridade. “Quem precisar de 10 sessões de fisioterapia, e uma vez que o ginásio tem associada a ginástica terapêutica, pode reduzir essas mesmas sessões para metade, sem que isso acarreta agravamento de custos”, exemplifica Teresa Dias. A «Ginástica Terapêutica» é especialmente aconselhada para situações de fibromialgia, artrites, reumatismo, osteopo-

rose, artroses, lúpus, depressão, problemas respiratórios, nevralgias, esclerose múltipla, parkinson, recuperação de AVC, próteses, varises, doenças cardiovasculares, dormência e formigueiros dos membros superiores e inferiores, diabetes e outras patologias musculoesqueléticas e neurológicas. Os efeitos reflectem-se ao nível do realinhamento da coluna vertebral e correcção postural; melhorias do sistema nervoso (alivia o stress, depressão e tensão muscular); circulação sanguínea; condição física e

perda de peso; fortalecimento e tonificação dos músculos; e permite ainda uma maior agilidade e flexibilidade articular. Para além da ginástica terapêutica, o ginásio disponibiliza ainda serviços de Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Apoio Domiciliário (está vocacionado para a prestação de serviços e cuidados de saúde quer no domicílio quer em lares, associações, fundações, entre outras), e Alpha-Massagem. Para isso, tem já estabelecidas parcerias com várias entidades e empresas da região especializadas no sector.

MUITO BRILHO E GLAMOUR NA ESTREIA DO «RESENDE FASHION» Por: Rafael Barbosa Muitas caras bonitas, brilho e glamour, marcaram a realização do primeiro «Resende Fashion» promovido pela Associação Empresarial de Resende, que encheu o Pavilhão Multiusos de Caldas de Aregos, no concelho de Resende. Os vários desfiles de moda promoveram o comércio local, nomeadamente a “LojadaBe”, “Raros”, “Casa Marilan”, “S&M”, “Cerejinha” e “Boutique Biblo”. O evento, que teve o apoio da Câmara Municipal de Resende, entidades e empresas locais, desde salões de cabeleireiro - essenciais na preparação dos modelos -, até restaurantes, permitiu a aquisição de artigos e preços especiais, com descontos que oscilaram entre os 10 e os 15 por cento. “Para além da divulgação do próprio concelho,

este foi também uma forma de “suavizar os tempos de crise que atravessamos”, concluiu Joaquim Sousa, presidente da Associação Empresarial de Resende. Dulce Pereira, vereadora da cultura do município de Resende, espera que “este evento seja o primeiro de muitos. O concelho já estava a precisar de iniciativas levadas a cabo por uma associação muito importante, como é o caso da Associação Empresarial de Resende, no sentido de promover não só os comerciantes como o comércio local”. O «Resende Fashion» apresentou ainda, naquela que foi a “surpresa especial”, a colecção produzida para a final do curso «Roots – Raízes”, orientada pela designer de moda, Cristiana Correia.

NOVOS INVESTIMENTOS PRIVADOS EM TONDELA SOMAM MAIS 21 MILHÕES

BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE VISEU FINALMENTE COM QUADRO DE COMANDO COMPLETO NINHO DE EMPRESAS NO ANTIGO QUARTEL VAI ANIMAR CENTRO HISTÓRICO DE VISEU

SCALLA INSTALA-SE E PASTELARIA HORTA REABRE:

RUA FORMOSA VOLTA A DAR UM AR DA SUA GRAÇA


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OPINIÃO

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QUEM É QUE OS CONJURADOS DE 1640 ATIRARIAM HOJE PELA JANELA?

Hoje é um lugar comum dizer-se que Portugal está a perder a sua soberania. Efectivamente manda mais a Troika que o governo português, ordena mais a chancelerina Merkel que o Presidente da República. Porque a Troika nos manda trabalhar mais por menos dinheiro, o governo acabou com feriados como o 1º de Dezembro. Fartos de 60 anos de ocupação castelhana, os conjurados de 1640 restauraram a independência de Portugal, mas nem todos os portugueses estavam ao lado dos 40. A conjura partiu de um grupo de aristocratas conluiados com os burocratas letrados, mas a maior parte da nobreza receou afrontar os espanhóis. O clero também se dividiu, com curas, monges e até os jesuítas, que de início tinham apoiado as pretensões de Filipe II , mas talvez devido aos interesses económicos e sociais nas possessões ultramarinas portuguesas, acabaram a apoiar a revolta, enquanto a hierarquia preferiu colaborar com o ocupante, como fez a Inquisição. Aliás, a Santa Sé demorou anos a reconhecer a secessão. Também a burguesia se dividiu já que muitos mercadores tinham negócios com os espanhóis. O povo não participou na conjura, mas esta só resultou porque se

transformou num “movimento nacional e popular”, como sustentou Armando Castro. Foi o povo que preparou o caminho para a libertação através de motins ou revoltas contra a injustiça fiscal, contra a fome provocada pelos brutais impostos decretados por Miguel de Vasconcelos, que foi escrivão da Fazenda e secretário de Estado da duquesa de Mântua, vice-Rainha de Portugal, a mando de Filipe IV de Espanha e III de Portugal. Foi o que aconteceu em 1637 com o motim dos pescadores de Lisboa ou as “Alterações de Évora” contra os pesados impostos sobre o sal, a carne, o vinho e o aumento de 25% da “sisa do cabeção”, um imposto sobre o consumo. No Algarve os camponeses atacam Silves, Tavira e Faro e recebem o apoio de burgueses (artesãos e mercadores) em Aljezur e Lagoa. As revoltas alastraram à Beira Alta e ao Norte (Porto, Braga e Bragança). O medo de que tais revoltas pudessem colocar em causa a estabilidade da estrutura de classes é que deve ter levado os conjurados a atirar o corpo do traidor Vasconcelos pela janela, já cravejado de balas, para que o povo saciasse a sua sede de vingança. Hoje, 372 anos depois daquele 1º de Dezembro, já não há oposições violentas, a não ser nas abstenções do PS de Seguro. E, no entanto, estamos todos fartos da ocupação da Troika e do colaboracionismo cobarde e traidor do PSD e do CDS; fartos da austeridade que já provou não dar resultado; fartos do confisco de pensões e de salários;

fartos de ver 13 mil crianças a chegarem à escola com fome, todos os dias!!); fartos de ver 25 empresas por dia a ir à falência; fartos de um país sem trabalho para quase um milhão e meio de desempregados; fartos da humilhação de 700 mil homens e mulheres que vagueiam pelas ruas a pedir emprego a comerciantes e empresários com a corda na garganta para obterem um carimbo que prove ao Centro de Emprego que ainda não emigraram, nem desistiram de procurar trabalho neste país adiado; fartos de um governo incompetente e arrogante que vende o país a retalho a governos ditatoriais ou corruptos; fartos de um governo que ainda não tinha visto aprovado o Orçamento de Estado para o próximo ano, já estava a anunciar mais 4 mil milhões de euros de cortes na Saúde, na Educação e na Segurança Social. Isto num país que, segundo o último relatório da OCDE, de Outubro deste ano, investe na Educação apenas metade da média dos países daquela organização internacional, e onde apenas 52% dos jovens entre os 25 e os 34 anos terminam o secundário, contra 82% da média da OCDE. Apesar de tudo isto, os portugueses não querem a defenestração do ministro das Finanças, apenas pedem a demissão do primeiro-ministro. vieiraecastro@gmail.com O autor não segue o (des)acordo ortográfico por razões meramente linguísticas

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DESPORTO

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AQUILINO ROCHA PINTO CUMPRE QUARTO MANDATO NA ASSOCIAÇÃO DE TÉNIS DE MESA DO DISTRITO DE VISEU Aquilino Rocha Pinto volta a estar à frente dos destinos da Associação de Ténis de Mesa do Distrito de Viseu, para o quadriénio 2012/2016, ao ser reeleito presidente da direcção, iniciando assim o seu quarto mandato. A cerimónia de tomada de posse dos dirigentes decorreu no Salão Nobre da Câmara Municipal de Lamego. O reeleito lembrou o papel da Associação no “desenvolvimento do Ténis de Mesa no Distrito de Viseu sem esquecer do trabalho realizado no quadriénio 2008/20012, nomeadamente no aumento do nú-

mero de clubes e de atletas filiados, sem esquecer do reconhecimento do anterior Governo, em ter reconhecido a Associação, em 2010 como Instituição de Utilidade Pública”. A cerimónia contou com a presença de Matos de Almeida, presidente da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Ténis de Mesa; Margarida Duarte, vereadora do Desporto da Autarquia de Lamego; Teresa Santos, deputada da Assembleia da Republica; Filipe Lima, presidente da Assembleia Geral da ATM Distrito de Viseu; Paulo Barradas, Membro de Mérito da

ATM Distrito de Viseu/antigo Deputado da Assembleia da Re-

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ACTUALIDADE

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«SCALLA» E «PASTELARIA HORTA» DÃO NOVO FÔLEGO À RUA FORMOSA

publica e António Tunes, Embaixador da Ética Desportiva.

CARTÓRIO NOTARIAL Notária – Marina da Conceição de Sousa Alves Martins de Carvalho Rua dos Olivais n.º 4 – VISEU EXTRACTO Marina da Conceição de Sousa Alves Martins de Carvalho, notária deste Cartório, certifico, narrativamente, para efeitos de publicação, que no Cartório Notarial de Viseu, sito na Rua dos Olivais, nº 4, no livro de notas nº 146 a folhas 52, foi lavrada uma escritura de Justificação, pela qual HENRIQUE DE JESUS OLIVEIRA, c.f. nº 135986583 e mulher DORINDA DA COSTA, c.f nº 162868812, casados em comunhão de adquiridos, ambos naturais da freguesia de Cavernães, concelho de Viseu, residentes na Rua Serpa Pinto nº 71 - 1º esqº, em Viseu, declarou que são donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem dos seguintes prédios, sitos na freguesia de Cavernães, concelho de Viseu. 1-Urbano - casa com dois pavimentos destinada a arrumos e quintal, sito ao lugar de Passos, com a superfície coberta de 118,65m2 e descoberta de 133,35m2; a confrontar do norte com Rua, do sul com caminho público e do nascente e poente com José Bernardino Saraiva; inscrito na matriz sob o artigo 488, descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Viseu sob o número três mil e oitenta e cinco e ali registado a favor de Luís Ferreira de Figueiredo. 2- Urbano - casa de construção antiga para habitação, sita ao lugar de Passos, com a área de 190m2; a confrontar do nascente, sul e poente com Rua e do norte com António de Oliveira; inscrito na matriz sob o artigo 489, e não descrito na indicada Conservatória do Registo Predial. Que o prédio indicado na verba 2 veio à sua posse por compra que fizeram a Eugénia Maria Viana Ferreira de Melo e Lemos, que foi solteira maior, residente na Casa do Serrado nesta cidade de Viseu, sem que tivessem formalizado qualquer acto e transmissão. Que o prédio indicado na verba número 1 veio à sua posse por compra que fizeram à mesma Eugénia Maria Viana Ferreira de Melo e Lemos, por escritura lavrada em 23/07/1973, a folhas 50vº, do livro de notas 330-B do extinto Segundo Cartório Notarial de Viseu, ali identificado pela verba número dois, (á qual adquiriram também o prédio contíguo inscrito na matriz sob o artigo 489,) e que por lapso ou por dificuldades em promover o trato sucessivo não foi incluído na indicada escritura. Que pelo que sabem o titular inscrito faleceu no ano de 1933, no estado de casado com Maria de Melo Lemos e Alvelos - esta falecida no ano de 1939 - sendo as suas únicas e actuais herdeiras as indicadas Eugénia Maria Viana Ferreira de Melo e Lemos e Maria de Melo e Alvelos Ferreira de Figueiredo Viana. Que apesar de ter havido Inventário no Tribunal judicial de Viseu por morte daqueles, o mencionado artigo 488 não consta do inventário, por erro da identificação dos bens, sendo certo porém que nas partilhas aquele prédio foi atribuído á indicada Eugénia Maria Viana Ferreira de Melo e Lemos. Que os justificantes pretendem registar a aquisição dos indicados prédios, a seu favor, mas dada a situação exposta, relativamente ao artigo 488 não lhes é possível obter título relativo àquela transmissão para efeitos de trato sucessivo no registo predial. Que desde a data em que compraram os indicados prédios que os requerentes estão na sua posse e deles têm usufruído, há mais de vinte anos, usando-os para arrumos e arrecadação de produtos agrícolas palha e lenha, cuidando do seu arranjo e manutenção, pagando os impostos e taxas á vista e com conhecimento de toda a gente, e sem qualquer oposição, na convicção de serem os seus donos e antes deles, a referida Eugénia Maria Viana Ferreira de Melo e Lemos, á qual adquiriram os mesmos imóveis, pelo que os adquiriram por usucapião que a seu favor invocam. ESTÁ CONFORME O ORIGINAL. Cartório Notarial, Rua dos Olivais nº 4 – 22/11/2012 A Notária: Marina da Conceição de Sousa Alves Martins de Carvalho (Jornal Via Rápida 06.12.2012)

DOIS DIAS DE FESTA DE NATAL NO CENTRO HOSPITALAR Fotos: Rui da Cruz

A Rua Formosa começa a ver uma luz ao fundo do túnel. A inauguração recente da loja de decoração «Scalla», e a reabertura, já este sábado, da prestigiada «Pastelartia Horta», são um sinal de que a tradição comercial desta artéria pode estar de volta. Ou, pelo menos, tudo indica que está a ganhar um novo fôlego. Algo que, espera-se, pode ajudar os comerciantes a aguentar uma crise que tem levado ao encerramento de centenas de lojas no concelho e distrito de Viseu. Os dois estabelecimentos aliam a modernidade à tradição. A «Scalla», do Grupo Macovex, instalada no número 63 da Rua Formosa, é uma lufada de ar fresco. O design do espaço, acolhedor e luminoso, tem disponível uma panóplia de artigos de decoração de alta qualidade a preços tentadores. Cerâmicas, acrílicos, iluminação, têxteis (tapeçarias, atoalhados, mantas), sabonetes, aromáticos,

mobiliário e papel de parede, são apenas alguns dos milhares de artigos que compõem o seu recheio. Detentora de um conceito que associa diferentes tendências no mundo da decoração, a Loja «Scalla» tem a vantagem de associar ao atendimento personalizado dos seus clientes, a vontade de “reforçar a relação afectiva” que já existe e é cultivada no Grupo Macovex.

HORTA: O REGRESSO DO CHÁ DAS CINCO Imagem de tradição e saberes acumulados guardados e transmitidos ao longo de gerações, a Pastelaria Horta regressa este sábado, pela mão de um empresário de Aguiar da Beira, quando muitos viseenses já não acreditavam que seria possível manter um estabelecimento que é imagem de marca da cidade e particularmente da Rua For-

mosa. Encerrado em Março devido a dificuldades dos anteriores proprietários, após 140 anos de existência, a Horta regressa com o “chá das cinco”, a doçaria tradicional que lhe deu fama, e além do novo visual, respeitador da história do espaço, com uma secção de fabrico de pastelaria próprio. Ponto de encontro de gerações de viseenses, o estabelecimento regressa como uma indiscutível mais-valia para a animação do comércio tradicional no centro histórico de Viseu. Como nos tempos idos quando o estabelecimento era procurado por quem, de longe, não queria perder a oportunidade de saborear as especialidades regionais que ali tinham um dos seus «santuários», como as castanhas de ovos, os papos de anjo, ou os pastéis de feijão e de Santa Luzia. O escritor Aquilino Ribeiro era um dos habituais frequentadores.

A já tradicional Festa de Natal do Centro Hospitalar Tondela - Viseu, EPE, um dos momentos de convívio e alegria mais aguardados pelos doentes e por toda a comunidade hospitalar, está marcada para o dia 16 de Dezembro em Viseu (domingo), prolongando-se na Unidade de Tondela no dia 17. Este ano, serão distribuídas a todos os utentes internados nas diversas Unidades do Centro Hospitalar, mantas polares, ofertadas pela Capelania do Hospital e com o apoio do Conselho de Administração. Na distribuição das lembranças de Natal, estarão presentes o Bispo de Viseu, os presidentes das Autarquias de Viseu e Tondela, elementos da Capelania do CHTV, da Comissão Organizadora, do Serviço Social e do Voluntariado. Como vem sendo habitual os festejos serão transmitidos através do circuito interno de vídeo e o espetáculo retransmitido em data a anunciar na Regiões TV ( canal 19 da Cabovisão e 193 da Zon)


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ACTUALIDADE

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PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE LAMEGO DEFENDE CRIAÇÃO DA COMUNIDADE INTERMUNICIPAL DOURO SUL

O presidente da Câmara Municipal de Lamego, Francisco Lopes, desafiou as instituições, as empresas e as gentes da região a avaliarem “a possibilidade de constituir uma Comunidade Intermunicipal Douro Sul com os 10 municípios historicamente ligados à Beira Douro”. Esta proposta, contida no discurso de abertura das III Conferências do Douro-Sul, enquadra-se no âmbito da atual reforma administrativa que o Governo está a preparar e, caso avance, deverá trazer “ao território forte cooperação supramunicipal, mas também verdadeira interação entre as instituições e os demais atores regi-

onais”. “Sei que esta será uma proposta polémica, desde logo porque implicará com algo que todos prezamos muito: o Douro!”, conclui o autarca. A defesa de um “caminho que nos levará a um destino escolhido por nós próprios” contraria até muito do que defendeu no passado quando, em 2002, foi um “firme defensor” da criação de uma única comunidade constituída pelos municípios do Douro e de Trás-os-Montes, “convicto da escala, da massa crítica, na criação de sinergias e na implementação de projetos estruturantes”. Volvida uma década depois, Francisco Lopes sustenta que mais importante do

que a dimensão e a escala “é a homogeneidade, a proximidade física e cultural, o entendimento e cooperação efetivas entre instituições, o envolvimento voluntário dos diversos atores locais e regionais, em suma, a comunhão de objetivos e a existência de um espírito de comunidade, que facilite verdadeiros processos de governança.” Atualmente “entalado” entre o Douro e a Beira e espartilhado administrativamente entre o norte e o centro, o território que constituirá a futura CIM Douro Sul, caso venha a ser viabilizada, respeitará os requisitos mínimos definidos pelo Governo: a união de pelo menos

cinco municípios e uma população de mais de 90 mil habitantes. Na proposta apresentada aos autarcas e aos cidadãos que estiveram presentes nas Conferências do Douro Sul, o Presidente da Câmara de Lamego foi mais longe e apelou a que esta reforma administrativa seja acompanhada por uma reforma política: “As CIM, só se afirmarão como unidades de formulação e implementação de políticas públicas territorializadas, se coincidirem com as estruturas de organização política e eleitoral dos partidos e do estado, ou seja, se vierem a substituir os distritos como círculos eleitorais, preferencialmente de base uninominal”. “Que sejam transferidas para os municípios as competências, estruturas, pessoal e financiamento dos serviços da administração central com base municipal”, propõe. Organizadas pela Associação de Municípios do Vale do Douro Sul, em colaboração com a Associação de Desenvolvimento do Vale do Douro – Beira Douro, a terceira edição destas Conferências decorreu, a 23 de novembro, no Teatro Ribeiro Conceição, em Lamego. Este ano, a iniciativa incidiu sobre a estratégia de desenvolvimento para este território que foi apresentada por Augusto Mateus, debruçando-se sobre as potencialidades e os problemas que apresenta e indicando algumas linhas de orientação no âmbito da “Agenda 2020”. O encontro contou ainda com a presença dos deputados do Parlamento Europeu Elisa Ferreira, José Manuel Fernandes e Ilda Figueiredo que abordaram “Os desafios da construção europeia – convergência ou crise?”. A sessão de abertura deste espaço de reflexão foi presidida pelo ministro da Administração Interna, Miguel Macedo.

Director: Ricardo Silva • Redacção - Chefe de Redacção: José Cardoso • Colaboradores:Afonso Marques, Carlos Bergeron, Carlos Vieira e Castro, José Lapa, José Reis, Luís Lopes, Manuel Morgado Propriedade: José Cardoso • Depósito legal n.º 146546/00 • N.º de registo no ICS - 117441 N.º fiscal de contribuinte - 135605547 • Departamento Comercial: Luísa Matos (publicidade@jornalviarapida.com) Edição On-line: Marco Alexandre • Paginação e Arranjo Gráfico: ROSTO CRIATIVO - Viseu Impressão: TIPOGRAFIA OCIDENTAL - Viseu • Tiragem: 4.000 Ex. www.jornalviarapida.com Os artigos de opinião publicados neste Jornal são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Sede e Redacção: Rua D. Francisco Alexandre Lobo, 55-3.º dto • 3500-071 Viseu Contactos: Tel. - 232426058 • Telem. - 966061468 • Fax - 232426058 • E-mails - geral@jornalviarapida.com - publicidade@jornalviarapida.com

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DESPORTO

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ANDRÉ MOURA E RUI FIGUEIREDO BRILHARAM EM CASA

Por: Irene Frias Depois dos Campeonatos Absolutos da Associação de Natação de Aveiro disputados em Estarreja, os nadadores de Viseu voltaram a brilhar, e desta feita em casa. Nas piscinas do Fontelo, na prova de fundo para infantis e juvenis, organizada pela mesma Associação, os academistas estiveram presentes em quatro dos sete pódios finais. Numa competição que contou com cerca de 140 atletas

em representação de 15 clubes, a equipa de Viseu mostrou-se com muita qualidade, espelhando-se isso nos resultados finais. João Teixeira foi o primeiro viseense a ser chamado ao pódio, tendo sido o terceiro classificado da categoria de Infantis A. Seguiuse Cláudia Martins, que foi segunda classificada também em Infantis A. A classificação final do torneio resultava do somatório dos pontos da Tabela

FINA, da prova de fundo de Livres e dos 400 Estilos. Em Juvenis havia mais três pódios, uma vez que em femininos só há um ano, e dois masculinos, A e B. Com as boas prestações dos nadadores do Académico de Viseu, foi possível vencer de forma absoluta o escalão juvenil. André Moura foi o grande vencedor dos Juvenis B, com destaque para o tempo realizado na prova de 400

Estilos, que nadou em 5.02. Em Juvenis A, foi o também academista Rui Figueiredo a somar mais pontos, voltando a colocar as cores do Académico de Viseu no lugar mais alto do pódio. Até ao final do ano de 2012 os viseenses vão ainda disputar ainda o Nacional de Clubes feminino na Mealhada, e o Nacional de Clubes masculino, em Santo António dos Cavaleiros, Lisboa.

CONVÍVIO SENIOR NO PERCURSO CARAMULO DO MONTEBELO Por: Álvaro Marreco O percurso Caramulo do Montebelo recebeu mais uma prova dos seniores viseenses. O frio e o percurso algo dificultado fizeram mossas, pois nenhum dos presentes conseguiu derrotar o campo. Assim, 34 pontos bastaram para dar a vitória ao mangualdense Alberto Amaral. Com igual pontuação ficou José Marques, seguindo-se Augusto Costa com 33, Idalina Cardoso, Ronald Warner e Samuel Barros com 31, Álvaro Marreco 29 e José Artur, Manuel Souza e Armando Leitão todos com 27. Na classificação real José Marques impôs o seu handicap

(12,4 o mais baixo em jogo) e venceu com uma vantagem de 7 pontos. Foi seguido pela Idalina Cardoso e Samuel Barros com 16, Augusto Costa 15, Álvaro Marreco 13, Alberto Amaral 11,

José Artur 9, Hermenegildo Morgado e Ronald Warner 8, completando o top “ten” o Manuel Souza com 7. Samuel Barros foi o autor da pancada mais longa e Manuel Souza con-

seguiu a pancada mais certeira. A prova terminou com um «parabéns a você» ao aniversariante Carlos Rodrigues, que brindou todos os presentes com umas aprimoradas guloseimas.


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CULTURA

«UM PRESENTE CHEIO DE NATAL» NO MERCADO VELHO DE TONDELA A galeria do Mercado Velho de Tondela acolhe, até 20 de Dezembro, a quinta edição da exposição «Um Presente Cheio de Natal». Este certame que já faz parte do circuito cultural de eventos do Município, pretende levar a todos, nesta quadra natalícia, as potencialidades e a criatividade dos artistas e decoradores do concelho e da região Centro. Este ano também com sabores e saberes. Numa organização do Pelouro da Cultura do Município, a Mostra integra um conjunto de doze expositores que, na sua maioria, apresentam trabalhos e peças alusivas ao natal. Estão patentes obras dos seguintes artistas: José Carlos (São Pedro do Sul); Anabela Gomes, Fátima Cardoso, Nuno Simões, Lurdes Duarte e Carla Filipe (Viseu); Marta Silva (Mortágua), Rita Caetano, Florista Lucinda, Luísa Miranda, Quinta da Ribeira e Quinta do Vale Minhoto (Tondela); Wonatur (Seia); e Sónia Nabais (Pampilhosa). A exposição está aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 10.30h às 13.00 horas e das 14.00 h às 18.30 horas, e aos sábados e domingos, das 15.00h às 19.00 horas.

17 EDITORAS NA FEIRA DO LIVRO EM NELAS «Neste Natal ofereça um livro», é o mote da Feira do Livro que está a decorrer na Biblioteca Municipal de Nelas, até ao dia 22 de Dezembro, uma iniciativa promovida pela Câmara Municipal. A edição deste ano, que conta com a presença de 17 editoras do Grupo LEYA, com livros a partir de 2,50 euros e novidades literárias com descontos de 10 por cento, tem como atracção complementar as sessões de contos para pais e filhos, com actividades de animação e leitura aos sábados – destaque para a sessão de autógrafos com o escritor António Torrado realizada a 17 de Novembro -, a exposição de Presépios da artesã Lia Alvadia; exposição de fotografia e poemas de Fábio Rodrigues e Sérgio Espírito Santo; e a oficina de Natal “Present´Arte” dirigida a famílias (15 de Dezembro). A Feira decorre no horário da Biblioteca Municipal de segunda a quinta das 9h30 às 18h00, sexta das 9h30 às 18h30, e aos sábados das 14h30 às 18h00.

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REGIÃO

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ROTEIRO MAIS CENTRO «DÃO LAFÕES» COM 15 PROPOSTAS TURÍSTICAS NA REGIÃO Com dezena e meia de propostas, materializadas noutros tantos projectos visitáveis, desde o Museu de Arte Sacra na Sé Catedral de Viseu, passando pelo Parque Urbano de Tondela e Ecopista, até às Piscinas e Casa da Ínsua em Penalva do Castelo, o Roteiro Mais Centro «Dão Lafões» foi apresentado e lançado em Viseu como mais um instrumento (em formato de papel e digital) de apelo e incentivo à utilização e visitas a projectos financiados por fundos comunitários. A cerimónia de lançamento do Roteiro, promovida pela Comissão Directiva do Programa Mais Centro e pela Comunidade Intermunicipal de Dão-Lafões, realizou-se na última sexta-feira no Welcome Center de Viseu, numa sessão que serviu também de pretexto para a atribuição e entrega dos Prémios de Reconhecimento Mais Centro 2012. Instituídos para distinguir o município, a entidade do sistema científico e tecnológico, e a comunidade intermunicipal com maior taxa de execução até 31 de Outubro de 2012, os prémios foram entregues à Câmara Municipal de Figueira de Castelo Ro-

drigo, ao INOV INVES, e à Comunidade Intermunicipal Beira Interior Sul, respectivamente. Foi ainda distinguida a empresa que mais postos de trabalho criou, apoiada pelo Mais Centro, galardão este entregue à WIT Software. Na sub-região Dão Lafões, o programa Mais Centro apoiou 305 projectos até Novembro de 2012, que correspondem a um investimento total de 167 milhões de euros, com uma comparticipação comunitária de 121

milhões. Uma grande parte destes projectos diz respeito a incentivos a micro e pequenas empresas. Os projectos de mobilidade (45), de regeneração urbana (45), de requalificação da rede escolar (15), de economia digital (14), de valorização e requalificação ambiental (14) e de áreas de acolhimento empresarial (7), foram outras das principais apostas de investimento. Pedro Saraiva, presidente da Comissão de Coordenação e

Desenvolvimento Regional do Centro, que presidiu em Viseu à sessão de lançamento do Roteiro Mais Centro «Dão Lafões», sublinhou que até Novembro deste ano foram apoiados pelo programa Mais Centro 3.800 projectos, num investimento total de 2,5 milhões de euros, que obtiveram uma comparticipação comunitária de 1,6 milhões de euros. A execução, até ao final de 2013, da totalidade daquela verba (estão ainda disponíveis 70 milhões de euros para aprovação de projectos a apresentar), é agora o principal objectivo da Comissão. Já com as atenções viradas para o próximo quadro comunitário de apoio, Carlos Marta, presidente da Comunidade Intermunicipal da Região Dão Lafões, lembrou, na mesma sessão, a necessidade de mais investimentos na região, nomeadamente ao nível da manutenção de vias e da regeneração urbana. Contudo, e segundo o também presidente da Câmara Municipal de Tondela, as apostas deverão incidir também na criatividade, inovação e internacionalização de empresas, sobretudo nos países de língua oficial portuguesa.


6/Via Rápida

OPINIÃO

06/12/2012

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SOCIEDADE

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SEGURANÇA SOCIAL DE VISEU DEIXA IMIGRANTES A DORMIR NA RUA

Por: Carlos Vieira e Castro Myron Kosovskyy é um imigrante de 60 anos que está em Portugal há 11 anos,com Autorização de Residência válida até meados do próximo ano. È um dos imigrantes que tem contribuído com os seu trabalho e os seus descontos para a sustentabilidade da Segurança Social. Com a crise económica os imigrantes são vítimas do desem-

prego, a par de 700 mil portugueses (só pelos números dos inscritos nos centros de emprego). Myron recebia o Rendimento Social de Inserção, mas este foi-lhe cortado a partir de Novembro por não respondeu no prazo de 10 dias úteis a uma carta da Segurança Social de 31.10.2012. A nossa associação encaminhou-o para o posto da Segurança Social a funcionar no

Quartel da Paz, (Paróquia de S. José), onde o ajudaram a responder à Segurança Social, explicando que não respondeu atempadamente ao ofício devido a este ter ficado “embrulhado” no meio da publicidade que atulhava a caixa do correio. Sem dinheiro para pagar o quarto, Myron acabou a dormir na rua. Fomos com ele à Segurança Social de Viseu falar com uma assistente social que nos disse o

CULTURA GOLPE DE VISTA

No passado sábado, dia 1 de Dezembro, o grupo informal que em Viseu integra o movimento QUE SE LIXE A TROIKA! QUEREMOS AS NOSSAS VIDAS, participou num evento no Bairro Municipal, convocada nas redes sociais, para chamar a atenção da população da cidade para a demolição daquele conjunto arquitectónico considerado único por especialistas em património.

“O BAIRRO MAIS BONITO DE VISEU” Junto às ruínas das casas demolidas, num cenário a fazer lembrar um cidade bombardeada, tal o volume das enormes pedras amontoadas, o arquitecto Luís Pedro Seixas, ex-morador do Bairro Municipal, e ex-presidente da Associação de Moradores, explicou aos presentes a operação urbanística encetada pela Câmara, que passa por destruir mais de cem fogos de habitação social para construir blocos com um total de apenas 56 fogos sociais, sendo o espaço restante destinado à construção privada, numa altura de “estagnação, senão mesmo de refluxo do crescimento da população e quando não se colocam problemas à expansão da cidade noutras frentes”.

Várias pessoas presentes manifestaram indignação pela demolição do bairro. Gerrie Wolfs, holandesa, afirmou que quando chegou a Viseu, há 19 anos, ficou encantada com aquele bairro, o mais bonito da cidade”, ao qual se sente ligada já que os seus dois filhos frequentaram a Escola da Balsa, integrada no bairro. E acrescentou que na Holanda as pessoas preferem viver em casas térreas como aquelas, com jar-

dim e quintal, do que encaixotadas em apartamentos. Para além da visita guiada ao bairro e do debate sobre as formas de impedir o processo de destruição em curso e de recuperação deste local sem destruir a sua função social, foi exibido o excelente documentário de Raquel Castro, “O Bairro”, e um vídeo com fotografias antigas que emocionaram alguns dos moradores presentes no convívio.

(Secção da responsabilidade do Núcleo de Viseu de “OLHO VIVO - Associação para a Defesa do Património Ambiente e Direitos Humanos”) Nota: Críticas e sugestões para a Associação OLHO VIVO, telefone: 912522690 - olhovivo.viseu@gmail.com olhovivoviseu.blogspot.com

RUÍNAS ROMANAS DA RAPOSEIRA (MANGUALDE) VÃO SER MUSEALIZADAS

que já sabíamos: que o único Centro de Acolhimento Temporário da Segurança Social de Viseu, a funcionar na Caritas Paroquial de Santa Maria tinha os quartos todos esgotados. E mais nenhuma resposta foram capazes de accionar de imediato, deixando o pobre homem a dormir na rua, com temperaturas abaixo de zero, como a que fazia na noite em que, de surpresa, o fomos fotografar a dormir embrulhado num cobertor, num jardim, depois de nos chegarem testemunhos de vizinhos que nos alertaram para a situação. É a quarta vez que recorremos à Segurança Social sem obtermos resposta para “sem abrigo”. Duas delas, recentemente, com imigrantes de Leste que, depois de muitos anos de trabalho em Portugal, já só pedem que lhes paguem o bilhete de retorno para os seus países de origem. Como é possível que o Estado português trate assim os imigrantes que, segundo um estudo do Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ver blogue do Núcleo de Viseu da OLHO VIVO em 6.01.2012), só em 2010 deram um lucro à Segurança Social de 316 milhões de euros?

Já arrancaram os trabalhos de requalificação e valorização das Ruínas Romanas da Quinta da Raposeira, em Mangualde. O projecto, elaborado pela Câmara Municipal, representa um investimento de 150 mil euros, montante comparticipado em 80 por cento pelo PRODER, e está a ser desenvolvido pela empresa Arqueohoje. A intervenção na Citânia da Raposeira, com uma duração prevista de um ano, “é essencial para que depois se passe para a fase da musealização, na qual será possível efectuar visitas públicas e académicas àquele espaço que representa um pedaço da nossa história”, explica João Azevedo, presidente da Câmara Municipal de Mangualde. As Ruínas Romanas da Raposeira representam uma Vila (Quinta) Romana, ocupada desde o séc. I até ao séc. IV. A zona dos balneários é a que mais interesse desperta devido à sua técnica de construção.


18/Via Rápida

SOCIEDADE

06/12/2012

CAMINHADA VOLUNTÁRIA JUNTOU 120 EM LAMEGO A manhã solarenga do primeiro sábado de dezembro, foi aproveitada por 120 pessoas para percorrem juntos, na cidade de Lamego, a Caminhada Voluntária, uma iniciativa que celebrou o 20º aniversário da Liga dos Amigos do Hospital de Lamego e o Dia Internacional do Voluntariado. O programa de atividades iniciou-se às 9 horas, no Parque Isidoro Guedes, com a realização de diversos rastreios, muito participados. A partir das 10 horas, os participantes iniciaram o percurso pedestre, numa distância de sete quilómetros, que teve como momento simbólico uma passagem pelo novo Hospital de Proximidade de Lamego, erguido junto ao nó da A24 desta cidade. Com o apoio da Câmara Municipal de Lamego, da Lamego ConVida EEM e do Centro Municipal de Marcha e Corrida, a Caminhada Voluntária constituiu mais uma oportunidade de convívio para o crescente número de praticantes de marcha e corrida neste concelho.

BANCO ALIMENTAR ANGARIOU 95 TONELADA DE ALIMENTOS NO DISTRITO O Banco Alimentar Contra a Fome de Viseu recolheu, no passado fim-de-semana, 95 toneladas de géneros alimentares na campanha realizada em 88 superfícies comerciais dos concelhos de Aguiar da Beira, Armamar, Carregal do Sal, Castro Daire, Cinfães, Lamego, Mangualde, Moimenta da Beira, Mortágua, Nelas, Oliveira de Frades, Penalva do Castelo, Penedono, Resende, Santa Comba Dão, São Pedro do Sul, Sátão, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Tondela, Vila Nova de Paiva, Viseu e Vouzela. “Os resultados ultrapassaram todas as expectativas, ficando muito próximos dos alcançados na campanha homóloga do ano passado, apesar da significativa deterioração das condições económicas e, em particular, da contracção do rendimento disponível das famílias portuguesas”, congratula-se Catarina Sobral.

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REGIÃO

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TERMAS DE AREGOS COM PROGRAMA DE TRATAMENTO GRATUITO PARA SÉNIORES DO CONCELHO DE RESENDE As Termas de Caldas de Aregos, em Resende, têm em marcha, desde o passado mês de Novembro e até Fevereiro de 2012, um programa gratuito de tratamentos, durante uma semana para os seniores do concelho, com idade igual ou superior a 65 anos, ou na situação de aposentação/reforma. Os inscritos que cumprem os requisitos pressupostos beneficiam, ainda, de transporte gratuito. “Promover as termas internamente e ajudar a aumentar a frequência dos naturais do concelho e, ao mesmo tempo, responder na área da saúde a uma

população que apresenta hoje mais dificuldades económicas”, são os objectivos do programa, sublinha o presidente da Câmara de Resende e responsável pela administração daquela estância, António Borges. As Termas de Caldas de Aregos disponibilizam os seguintes tratamentos: vias respiratórias (asma, bronquites faringites, sinusite e rinites); reumatologia (artrites, espondilose anquilosante, febre reumática, fibromialgia e Osteoartrose); e dermatologia (atopias/alergias, psoríase e eczema). Para além da promoção das

Termas e dos seus tratamentos junto da população resendense, o programa de sensibilização e incentivo ao termalismo das Termas de Caldas de Aregos pretende ainda “combater a sazona-

lidade e implementar políticas de acesso da população local a cuidados de saúde, promovendo a frequência termal a públicos particularmente desfavorecidos”.


OPINIÃO

8/Via Rápida

A INFORMAÇÃO FINANCEIRA E A ÉTICA A propósito das contas públicas do Estado, ouvimos e lemos, às vezes até em demasia, termos técnicos do domínio de estudiosos e especialistas: déficit, dívida pública e dívida privada, consumo público e consumo privado, balança comercial, austeridade, entre outros. Ora, o Estado tem vindo a exigir, de forma crescente, ao longo dos anos, aos empresários (em nome individual, incluindo os trabalhadores a recibo verde) e às empresas informação financeira: compreensível (qualquer interessado a possa perceber); relevante (importante para a tomada de decisão); fiável (isenta de erros materiais); e comparável (permite a análise através do tempo). Estes, assessorados pelo Técnico Oficias de Contas e, em empresas de maior dimensão, por Revisores Oficiais de Contas, cumprem com as suas obrigações, cada vez mais exigentes e sujeitas a supervisão/ins-

peção. A fim de minimizarem os riscos de incumprimentos, com penalizações civis e criminais, organizam-se com sistemas de informação modernos, atuais e eficientes, adequados às suas necessidades de informação, útil e atempada, para a tomada de decisão. Aliás, só organizações com estas caraterísticas continuam de pé, com uma gestão proactiva, que antecipa os problemas, num contexto nacional tão adverso. Se o Estado fizesse a si próprio (incluindo empresas públicas e municipais, autarquias, fundações) o que exige ao setor privado, não estaríamos na situação atual. De que adianta emitir legislação e outras normas (de controlo interno, grau de endividamento, Plano de Gestão de Riscos de Corrupção e Infrações Conexas, por exemplo) se não são supervisionados em tempo útil e penalizados os incumpridores? De que adianta,

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uns anos depois, virem longos relatórios do Tribunal de Contas (será que são lidos?!) ou de outro organismo equivalente, se já não é informação atempada nem útil? Que consequências advêm? Pela informação que nos vai chegando, são raros os casos em tal acontece, e que se 'arrastam' em tribunal. A título de exemplo, há organismos que há mais de 10 anos estão obrigados a ter um sistema de controlo interno em funcionamento, mercê da entrada em funcionamento do Plano Oficial de Contabilidade Pública. É claro que há quem tenha um manual de controlo interno em funcionamento, devidamente atualizado e supervisionado pela atividade de auditoria interna. Mas também há outros cuja função não passou da letra impressa no documento que tiveram de entregar à tutela e que é desconhecido internamente, isto é, não está em funcionamento. E que consequências têm? Ora, este tipo de situações não têm paralelo no setor privado. Aí do empresário/empresa que seja 'fiscalizado' pela Autoridade Tributária e Aduaneira (ATA) e não tenha a sua contabilidade devidamente organizada e impostos em dia. E a ATA não é o único organismo se fiscalização. De acordo com a atividade da empresa, estão sujeitos a uma variedade de entidades de fiscalização. O Estado, tal como o órgão de gestão de qualquer empresa, deve ser o primeiro a dar o exemplo no cabal cumprimento de todas as normas que emite. É uma questão de princípio e de ética. Infelizmente, a ética é um desses temas que, como a comida ou a casa, se vai revelando progressivamente importante à medida que se faz sentir a sua falta. (José António Gonzalo)

SOCIEDADE

06/12/2012

ESPECTADOR COMPROMETIDO

Por: José Lapa

A revista Visão (22nov12) dedicava o seu último número à pobreza. Associava-a às questões de cidadania. Ou seja, recordava, que combater a pobreza, era um elevado ato de cidadania. Está bem, é uma lapalissada, mas esquecida, na voragem das estatísticas, do deficit, da consolidação orçamental, das

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POBREZA, UMA DOENÇA políticas sacras da purificação económicofinanceira… uf! Que canseira. A pobreza, era sim descrita na revista, por Carlos Tê: “Redefinir a pobreza para não perverter o essencial. Não ter um hi-phone não é ser pobre. Nunca ter entrado numa livraria é. Ser pobre é entregar o destino a tecnocratas penitentes.” Esta ideia de Carlos Tê, faz-me lembrar outra tirada, de António Lobo Antunes: “A cultura é uma coisa apavorante para os ditadores. Um povo que lê nunca será um povo escravizado”. Já Gonçalo M Tavares, na Revista Visão de 17maio2012, escreve: “A pobreza é uma doença que nos incapacita, impedenos de intervir. Com a pobreza, não é possível manter os mesmos níveis democráticos.” Por estas e outras é fundamental perceber, que a pobreza deve ser combatida e não promovida como modelo paradigmático de saída para a crise. Uma espécie de opção pela terra queimada, para fazer germinar o bom cereal da economia, que nos virá devolver o bom estado em vivíamos artificialmente, ou disso nos querem convencer.

A pobreza tem de ser combatida com tenacidade e, faz-me impressão, revolta-me que possa ser promovida em discursos políticos. Assim, como me revolta que seja varrida para debaixo do tapete, para não ser uma nodoa numa qualquer boa imagem. A pobreza constitui uma forma de exclusão social, que não permite uma integração social plena, um equilíbrio justo entre todos. Isto é, a pobreza é um fator perturbante de desigualdade social, inaceitável em democracia. E é triste que possa ser reclamada como solução politica para os males da economia. Fernando Nobre, que nunca devia ter resistido às delicias do poder e ter seguindo o caminho caminhando, tem um conceito inabalável: “O fim da Pobreza e da Miséria: uma exigência ética, moral e social mais que justa: imprescindível.” Dimensões de uma doença: cultural, ética, recursos. A democracia, o Estado, os cidadãos, não podem ignorar este mal e devem abdicar de medidas de cosmética, combatendo ferozmente este cancro. Se assim não for, o futuro se encarregará de nos empobrecer a todos.

CÁRITAS REALIZA I CONGRESSO «GERAÇÕES ATIVAS» Por: José Lorena

ECONOMIA DE PROXIMIDADE E DESENVOLVIMENTO LOCAL Em diferentes ocasiões tenho feito a defesa da designada “economia de proximidade” que se pode definir simplesmente por “produzir localmente, transformar localmente e consumir localmente”. Numa altura em que a UE procura pôr de pé a nova estratégia Europa 2020, o contributo de todos os agentes pode ser importante para que sejam atingidos os objetivos definidos em termos de combate ao desemprego e à pobreza, incremento das condições ambientais mais adequadas, etc. E este contributo pode ser feito também ao nível local. Tendo em conta que atualmente a agricultura utiliza 70% da água disponível e é responsável por 30% da emissão de gases com efeito de estufa, o modelo de produção existente é sustentável, daqui a, digamos, 20 anos, se a China, a Índia e o Brasil tiverem consumos médios por habitante idênticos aos dos europeus? No mínimo, é preciso questionar este modelo de produção agrícola

pois, se por um lado, é necessário assegurar alimentação para todos, por outro importa que as condições de vida e de saúde no planeta continuem garantidas. Ora, a agricultura intensiva é fortemente dependente do uso de água, de energia e de solo. Sendo assim, é preciso encontrar meios para uma utilização mais sustentável de todos estes recursos. A economia de proximidade, sem ser a resposta, pode ajudar a encontrar uma resposta. Se for possível evitar o deslocamento de um camião com uma tonelada de alimentos, ao longo de 1000Km, estaremos a evitar a emissão de 320 Kg de CO2 e a poupar umas largas dezenas de litros de gasóleo. Mas, pode a economia de proximidade gerar riqueza e emprego? Estudos realizados, particularmente nos EUA, têm mostrado um importante efeito multiplicador desta atividade. Pelo acréscimo de 1 dólar em despesas com produtos agrícolas locais, é induzido um crescimento de 1,47 dólares nas restantes atividades locais. Por

outro lado, por cada 10 novos empregos criados na agricultura local, são criados mais 6 empregos nas restantes atividades. A estes efeitos, facilmente quantificáveis, pode-se acrescentar a satisfação de necessidades de grupos significativos da população: consumidores que procuram produtos com o sabor e a qualidade “da terra” e pequenos produtores agrícolas e suas famílias que podem usufruir de um complemento de rendimentos. Por outro lado, como já acontece em muitas situações, a economia de proximidade de produtos agrícolas pode estar associada, em colaboração com as escolas, a uma politica de incremento de práticas alimentares saudáveis. Ao nível de cada freguesia ou de um município é possível promover um conjunto de ações de incentivo à economia de proximidade. A título de exemplo: - Apoiar a formação de associações de pequenos agricultores - Incentivar a criação de redes de distribuição de produtos locais pelo comercio local, restaurantes, padarias e pastelarias - Utilização da internet, enquanto canal de comunicação e de venda - Incentivar os produtores locais a participarem nas iniciativas de venda em mercados regulares ou feiras temáticas - Promover a compra de produtos locais por parte de instituições como cantinas escolares ou de hospitais, etc. Muitos municípios já desenvolvem várias destas atividades. Importa agora que estas ações se multipliquem e que a atividade seja planeada e tenha como objetivo a inclusão dos pequenos produtores e comerciantes locais, bem como instituições de saúde e escolas, numa estratégia concertada.

A Cáritas Diocesana de Viseu, em parceria com os consultores Viseugest, está a fazer os preparativos para o I Congresso “Gerações Ativas”, a realizar no próximo dia 15 no auditório do Centro Sócio-Pastoral da Diocese de Viseu. A iniciativa integra-se no Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações. De acordo com os organizadores, há indicadores que reforçam a necessidade de um trabalho contínuo de partilha de conhecimentos e saberes entre as novas e as mais antigas gerações. No concelho de Viseu, por exemplo, onde 17 por cento da população tem mais de 65 anos, é preciso que a solidariedade faça com que as pessoas estejam ativas e sejam aproveitadas, constituindo uma mais-valia para as restantes gerações. Para o presidente da Cáritas Diocesana de Viseu, José Borges, “deve ser incentivado um envelhecimento com dignidade às pessoas”. O mesmo responsável defende que os idosos “estão a ser sobrecarregados com impostos”. “Por isso”, acrescenta, “não só organizamos este congresso para debater este tema, como também, com os nossos profissionais e volun-

tários, fazemos o que podemos para acudir a quem precisa de ajuda”. Para debater e esclarecer este tema, os organizadores da iniciativa escolheram um painel de comunicações e oradores. Os trabalhos vão iniciar-se com a revelação do projeto “Gerações Ativas”, da Càritas Diocesana de Viseu. A necessidade de “Envelhecer com Qualidade” vai ser introduzida por dois especialis-

tas no assunto. Rui D'Espiney (Diretor Executivo do Instituto das Comunidades Educativas) e José Augusto Pereira (Diretor da Universidade Sénior de Rotary de Viseu) serão os principais oradores. O debate deste tema será moderado por Vítor Gonçalves, jornalista e ex-diretor adjunto de informação da RTP. Como participantes no debate está garantida a presença do Bispo de Viseu, D Ilídio Leandro, do ator Ruy de Carvalho,

do presidente da Câmara Municipal de Viseu, Fernando Ruas, do Diretor do Centro Distital de Viseu da Segurança Social e do Presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio Fonseca. O Congresso terá a participação de músicos como Ricardo Azevedo e o Padre Victor. A encerrar o evento as escadarias da Igreja dos Terceiros vai ser palco de um gesto pela paz e pela solidariedade designado por “Dez Milhões de Estrelas”.


SOCIEDADE

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06/12/2012

«NOITE MÁGICA» PELA SOLIDARIEDADE E IGUALDADE EM MANGUALDE No próximo dia 14 de dezembro, sexta-feira, pelas 21h00, o auditório da Biblioteca Municipal de Mangualde acolhe

na noite de sexta-feira (14 de Dezembro), a partir das 21 horas, uma «Noite Mágica pela Solidariedade e pela Igualda-

de». A iniciativa, promovida pela ACCIG – Cultura e Conhecimento para a Igualdade do Género, em parceria com a Câmara

Municipal, conta com a participação de Fernando Tordo, Maria Besararte, Sónia Perez e Gracinda Nave. A entrada é livre.

130 ANOS DA LINHA DA BEIRA ALTA EM EXPOSIÇÃO Está patente na Biblioteca Municipal Dr. Alexandre Alves, em Mangualde, até 31 de Janeiro de 2013, uma mostra documental e de objectos, a assinalar os 130 anos da Linha da Beira Alta, de autoria Lino Dias. Projectada da Pampilhosa até Vilar Formoso, sendo depois continuada para a Figueira da Foz, pela importância do seu porto marítimo, a Linha da Beira Alta foi inaugurada a 3 de Agosto com a presença do Rei Dom Luiz, que pernoitou em Mangualde, no Palácio dos Condes de Anadia. Uma região que, à época, detinha uma elevada importância, não só devido a uma forte densidade populacional, mas também à existência de um grande número de unidades indústrias, principalmente de fiação e tecelagem, e de uma considerável produção agrícola, especialmente de gado e vinho. Ao longo dos anos revelou ser um dos eixos mais importantes da rede ferroviária portuguesa, do ponto de vista nacional e inter-

06/12/2012

O P.C.P. – Partido Comunista Português, fez mais um congresso, e á semelhança dos outros partidos políticos, saiu dele com redobrada força e com grande esperança em vir num futuro próximo a ter responsabilidades nacionais. O P.C.P. é um partido, que não obstante tudo o que aconteceu à doutrina marxistaleninista, continua a levantar a sua bandeira contra tudo e contra todos. O desaparecimento da U.R.S.S.– União Repúblicas Socialistas Soviéticas, não levou o P.C.P. à extinção. Porque tinha à sua frente a figura mítica e carismática de Álvaro Barreirinhas Cunhal, que concorde-se com ele ou não, foi um homem que dedicou, com muita seriedade e verticalidade, toda a sua vida à causa comunista. Hoje o partido segue em frente com novas caras, novas gentes, mas com as mesmas ideias. Jerónimo de Sousa referiu mesmo, que ninguém peça para que o PCP mude. Depois do 25 de Abril de 74, o P.C.P. ainda teve alguma experiência governativa, quer através mesmo de militantes seus, quer ainda, e sobretudo, através de terceiros. As nacionalizações, a ocupação das terras, das fábricas de tudo o que foi possível, o saneamento e a prisão de muitos, marcou esse período. O PREC, ficou na memória de mutos, e marcará para sempre a nossa história. Muito se fez então. Algumas coisas boas, mas na maioria das vezes foi um fiasco. A experiência soviética não resultou, e arrastou o país para confrontos e situações difíceis. Os anos entretanto passaram, e o P.C.P.

OPINIÃO

Por: José Reis

A MESMA LADAINHA, A MESMA ARROGÂNCIA arredado do poder pela escolha popular, manteve-se sempre muito interventivo na defesa dos interesses do povo português. Onde houver algo a reivindicar, seja justo ou injusto, legal ou não, o Partido Comunista está presente. Se o não fizer directamente através dos seus orgãos e elementos políticos, sabe servir-se dos sindicatos que domina e controla com toda a rigidez. O P.C.P. “não brinca em serviço”, e os seus quadros e milhares de funcionários políticos e sindicais estão permanentemente no terreno, sempre a apoiar quem contesta, e daí, o “quanto pior melhor” Com a crise actual que o país atravessa, os comunistas entendem ter chegado o momento de capitalizarem a contestação permanente que fazem aos governos escolhidos pelo povo , povo esse, que o P.C.P. tanto diz respeitar e proteger. O caso Cyrisa na Grécia cria algum

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alento à extrema-esquerda, e nomeadamente ao P.C.P. que crê estarem criadas as condições de poder surfar a onda de descontentamento que grassa pelo país. Mas o Partido Comunista Português não perde os seus tiques autoritários e arrogantes. Como inimigo, não adversário, principal, elegeu sempre o P.S.. O PC.P. não pára de combater o socialismo democrático e não hesita em formar alianças espúrias com a direita que tanto critica, para combater o P.S., quer este esteja no governo ou não. A guerrilha permanente que os dirigentes comunistas movem ao P.S. tem como base um velho ódio histórico que Álvaro cunhal dispensou sempre aos seus adversários da esquerda. Hoje essa obsessão mantem-se ou redobra-se, e foi possível identifica-la em quase todas as intervenções que foram feitas no XIX Congresso que acaba de ser levado a efeito. O P.S. não foi poupado, e foi uma vez mais eleito como o alvo preferido das criticas politicas dos comunistas. A velha cassete e a mesma “ladainha” de sempre. O Bloco de Esquerda, foi intencionalmente esquecido, porque se a esquerda é extremismos, então o P.C.P. em relação a essa força passaria a ser um partido de direita. Estratégias. Entretanto, e para não variar, o P.C.P. proclamou alto em bom som a necessidade de unir a esquerda ao mesmo tempo que continua obcecado com os ataques que faz ao P S A palavra de ordem que ficou foi “Congresso Patriótico e de Esquerda”. Que quer dizer? Nada. Apenas demagogia e mais arrogância.

MORTE E AGRESSÕES NO FUTEBOL nacional. A exposição, de entrada livre, pode ser visitada no seguinte horário: às segundasfeiras das 14h00 às 19h00, de terça a sexta-feira das 9h30 às 19h00 e aos sábados das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.

Por: Carlos Bergeron

EXPLICAÇÕES E AULAS DE ESPANHOL, MATEMÁTICA E FÍSICA ATÉ AO 9.º ANO

CÂNDIDA NOGUEIRA DA ROCHA

CONTACTAR: 961 138 029

A família de Cândida Nogueira da Rocha, na impossibilidade de o fazer pessoalmente, como era seu desejo, agradece reconhecidamente a todas as pessoas que partilharam a sua dor pelo passamento da saudosa extinta e que participaram no seu funeral e missa do 7.º dia.

AGRADECIMENTO

Preparava-me para viver mais um dia da minha vida quando fui surpreendido pela crónica matinal de João Goubern, na passada terça feira, nas RDP Antena 1, a falar de mais um caso de violência no futebol, com o nome do Lusitano de Vildemoinhos envolvido nesse caso, à primeira vista, inimaginável. Depois foi a morte, na Holanda, de um árbitro de 42 anos, agredido no final de um jogo de que resultou o seu falecimento a caminho do hospital. Em comum, mas com contornos

diferentes, participavam jovens jogadores com menos de 16 anos e que espero não deixem de jogar futebol por maus exemplos vindos de fora das quatro linhas. No caso que envolveu os jovens do Lusitano de Vildemoinhos, frente ao Candal, de Vila Nova de Gaia, tudo começou, de acordo com fontes da Lusa, com confrontos entre os pais dos atletas das duas equipas, depois da vitória por 3-0 dos iniciados do Lusitano, de que resultou um ferido grave entre a comitiva trambela. Voaram placas de alumínio, houve murros e pontapés, tendose instalado o pânico entre atletas e familiares que ali se tinham deslocado para verem jogar os seus filhos ou netos. Na Holanda tudo ficou a dever-se a uma substituição, ao que parece por incapacidade física, de um dos árbitros auxiliares, por alguém afecto ao clube da casa, que acabou por não agradar à equipa adversária. No final o descontentamento foi descarregado sobre o árbitro que acabou agredido até à morte. É óbvio que qualquer destas duas situações é linearmente condenável e ambas merecem uma reflexão, numa altura em que, tanto a FIFA como a UEFA, se esforçam,

cada vez maia, para que o “fair play” seja uma realidade dentro das quatro linhas. Com ou sem cinco árbitros, em todos os jogos; com ou sem o recurso às novas tecnologias, os árbitros vão continuar a errar. Paradoxalmente será nos escalões mais jovens que esses erros serão os maiores, porque é neles que vamos encontrar os árbitros no início das suas carreiras, mas nem os pais nem os dirigentes dos clubes podem incutir, aos olhos desses jovens atletas, o seu descontentamento agressivo, ao ponto de se poder assistir a verdadeiras batalhas campais entre adeptos e apoiantes dos clubes e, muito menos, noticiar-se a morte de um árbitro Pais e dirigentes têm aqui uma obrigação acrescida que é a de explicarem àqueles jovens que os erros na arbitragem são erros humanos, genericamente compreensíveis, de que irão ter consciência mais tarde se enveredarem por uma carreira de jogador de futebol ou de qualquer outra modalidade desportiva. Quando o fanatismo der lugar à razão nada disto acontecerá, porque saber respeitar o adversário é cada vez mais um imperativo de todos.


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06/12/2012

SOCIEDADE

A IMPRENSA NO CONHECIMENTO DAS COISAS

A imprensa, toda ela, é um meio privilegiado para sermos informados ou simplesmente para tomarmos conhecimento da coisas. Por isso que a imprensa, embora muitos a definam como sendo apenas a que diz respeito aos tradicionais órgão de comunicação social, também designados por órgãos de infomação, compreendidos como tal a imprensa escrita e os meios radiovisuais, há porém outros meios, que não sendo nem uma coisa nem outra, também servem para informar. Serve isto para dizer, simplesmente, e já muitos o disseram, que todo o género de literatura, que não apenas os jornais e a TV, são também de algum modo meios de informação e formação que não devemos de todo ignorar. Estou a referir-me apenas e só a literatura publicitária de natureza diversa, mas que nem por isso muita dela, se a lermos com atenção verificamos conter uma literatura instrutiva, logo também formativa. Alguém disse um dia que quem não lê só sabe o que e passa no lugar onde estiver. Aqui está uma verdade que ninguém que

goste de andar informado, e todos devíamos andar, conscientemente pode desmentir. E aqui, quando nos referimos ao mundo imenso que é a informação, alargamos o nosso conceito a tudo quanto sirva para informar, sejam factos noticiosos de interesse geral ou outros de natureza publicitária. Embora sejam coisas diferentes, como diferentes são os meios utilizados na sua publicação, nem por isso devemos considerar que estamos perante duas coisas antagónicas, E não estamos porque a literatura publicitária, ou mesmo apócrifa, embora trate de assuntos privados, normalmente relativos a assuntos comerciais ou industriais, muitas vezes vimos nela inserida uma redação de tal modo cuidada, que quem tiver interesse em adquirir um grau de cultura superior à que possui, eu diria que é mesmo aconselhável a sua leitura. A diferença, portanto, entre uma e outra informação, da que resulta de publicações panfletárias, e da que é fornecida pelos órgãos oficiais de informação, jornais e TV, a primeira, embora tratando somente de publicidade, nela, contudo, como já o disse acima, vem por vezes inserida uma redação de tal forma cuidada, que só faz bem lê-la quem tiver interesse em cultivar-se e muitos deviam fazê-lo. Voltando-nos agora para a informação noticiosa, que nos é fornecida pelo conjunto de toda a comunicação social, jornais e televisão, embora não seja um dever que todos os cidadãos a leiam, pelo menos que fosse uma obrigação, dentro das possibilidades de cada um, procurar tomar conhecimento daquilo que diariamente é publicado. Se isto acontecesse, não só teríamos uma sociedade mais culta, mais civilizada, como também mais informada, e daí resultaria

termos uma sociedade mais consciente, inclusivamente sobre a crise que nos assaltou, talvez, menos reivindicativa, mas nem por isso menos exigente dos seus direitos, deveres e garantias, em conformidade com os sacrifícios exigidos, visto que toda a informação fornecida, mesmo que algo contraditória, dar-nos-ia com certeza outra mentalidade, outra compreensão, e se calhar passaríamos a assimilar melhor o alcance de certas medidas que são tomadas, mas nem sempre suficientemente explicitadas. Só é pena que os portugueses tenham hoje um índice baixo de hábitos de leitura, que não só se reflete na aquisição de jornais, mas também noutro género de publicações literárias, como sejam livros e revistas, que também não escapam ao baixo índice de leitores, parecendo que desta panóplia toda de meios literários só vão escapado um pouco à crise de leitores as publicações que enfatizam a moda do vestuário de senhoras e um pouco também aquele género de literatura que dá cobertura à sexualidade, sobretudo apreciada por gente jovem ainda com pouca maturidade, mas também esta já em franco declínio. Está assim demonstrado que em Portugal são demasiado baixos os hábitos de leitura, e que estes se fazem sentir em todas as publicações, a que nem os jornais escapam, quando devia ser nesta área de informação onde os portugueses deviam apostar, sabendo-se que é nela onde todos encontramos as notícias úteis do nosso quotidiano, e nos ajudam a prevenir muito do que de mal hoje acontece, devido a uma sociedade que infelizmente está a perder muitos dos seus valores, sobretudo cívicos, por culpa do poder político que não acautela devidamente certos comportamentos, e daí que sobrem críticas muitas vezes injustas para as forças políciais e meios judiciários.

A ESTIVA E AS SUAS CONTRADIÇÕES

Os Estivadores estão em luta. Após três meses de greves nos principais portos, o país ficou mais pobre, e a descredibilização em Portugal aumentou É verdade que a greve é constitucional e portanto legal, mas é preciso analisar bem as motivações, as causas, e as consequências de cada uma, para se não ser injusto na análise. Há greves e greves. Esta dos estivadores, que aliás se mantém, tem por objectivo único defender a manutenção de situações gritantes a que urge pôr termo. Quando os dirigentes sindicais proclamam que o salário mínimo da classe é de pouco mais de mil

euros, até está a dizer a verdade, só que não refere quanto é que cada estivador leva para casa ao fim do mês. É certo, que se estes profissionais, ganham tanto dinheiro como se sabe, é devido às horas extraordinárias que fazem, e que lhes são pagas principescamente. Ora se um horário normal já custa a levar a efeito, devido à dureza da profissão, como se compreende que por norma, o trabalho extraordinário se prolongue por um período seguido de 48 horas? Tal coisa, nem sequer é humanamente possível. Como é possível ainda, que num ano, a média de horas neste sector atinja as mil e quinhentas, quando a lei laboral portuguesa só admite que se façam pouco mais de duzentas. Se a actividade já por si é de risco, como se pode compreender a realização de tanto trabalho extraordinário? Não podemos entender tal situação, e por isso a condenamos logo à partida. Depois o corporativismo deste sector laboral é de tal forma gritante, que os armadores, leia-se os patrões, não são livres de contratar os trabalhadores que entendam. Os sindicatos é que lhes indicam o nome dos amigos e familiares dos trabalhadores que já exercem a profissão. Depois, também os serviços de portaria, armazéns, e condutores de veículos pesados, são considerados como trabalho portuário. É um fartar vilanagem.

Era necessário rever esta situação, e na semana passada, o Governo apresentou na Assembleia da República uma proposta de lei, que veio finalmente repor alguma justiça e seriedade no sector. O novo regulamento do trabalho portuário mereceu o voto favorável dos partidos políticos que sustentam o Governo, claro está, e o apoio do P.S.. Nesse mesmo dia, o Secretário de Estado dos Transportes, Obras Públicas e Comunicações, foi “a correr” a um canal de televisão proclamar triunfante essa vitória. Porém, quem tivesse estado atento ao discurso eufórico de Sérgio Monteiro, teria notado um pormenor político importantíssimo. “Fugiu-lhe a boca para a verdade” e referiu que o P.S. já havia apresentado uma proposta semelhante em 2009, mas que não tinha vingado, porque o Governo de então, não tinha força política suficiente (apoio maioritário) para a fazer aprovar. Quis ele afirmar, que o P.S.D. e o C.D.S. votaram então contra a referida proposta socialista, que diz agora, ser semelhante àquela que foi agora aprovado. Que dizer de tanta hipocrisia e tanta desfaçatez? É porem a estes políticos que está entregue o futuro do país e de todos nós.

BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE VISEU FINALMENTE COM QUADRO DE COMANDO COMPLETO Realizou-se no passado domingo a cerimónia de tomada de posse dos três elementos do quadro de comando dos Bombeiros Voluntários de Viseu que há nove anos não estava completo. Luís Duarte, como Comandante, José Luís Teixeira, como Segundo Comandante, e Rui Nogueira, como Adjunto de Comando, tomaram posse perante uma mesa de honra presidida por Fernando Ruas, presidente da Câmara Municipal de Viseu, ladeado por Almeida Henriques, secretário de Estado da Econo-

mia e do Desenvolvimento, por César Fonseca, Comandante Distrital de Operações de Socorro de Viseu da Autoridade Nacional de Protecção Civil, pelo comandante Gomes Mota, em representação da Liga de Bombeiros Portugueses, pelo presidente da Federação Distrital dos Bombeiros de Viseu, Rebelo Marinho, pelo presidente da Direcção da Associação dos Bombeiros Voluntários de Viseu, Valdemar Freitas, e por Ramiro Loureiro, presidente da Junta de Freguesia de

Rio de Loba que cedeu os terrenos para a nova sede Luís Duarte entrou para os Bombeiros Voluntários de Viseu aos 15 anos de idade e deixou as funções de adjunto de comando para assumir o mais alto posto aos 51 anos. José Luís Teixeira era o responsável pela Equipa de Mergulho dos BV de Viseu, de que também fazia parte Rui Nogueira, que é considerada uma das melhores a nível nacional, com treinos frequentes com mergulhadores da Marinha. De destacar a participação

«PINCELADAS» DE SUSANA SANTOS NA CASA DA CULTURA DE SÁTÃO

das crianças e jovens dos infantes (dos 6 aos 14 anos) e dos

Inaugurada a 25 de Novembro, está patente ao público na Casa da Cultura de Sátão, até 29 de Dezembro, a exposição «Pinceladas – Artesanato Urbano», de autoria de Susana Santos. Os artigos expostos estão também disponíveis para venda, uma proposta interessante para as compras de Natal, neste caso de objectos únicos e artesanais. A Mostra pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00, e aos sábados das 13h00 às 17h00. No mesmo local, a 15 de Dezembro e a partir das 15,30 horas, Susana Santos também vai ensinar a sua arte num workshop de “Pintura Acrílica/ Decorativa. Os interessados em participar devem fazer a sua inscrição obrigatória na Casa da Cultura até ao dia 10 de Dezembro. O workshop tem lugares limitados a dez participantes e um custo de 12 euros por pessoa, com oferta dos materiais e de certificado de participação.


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QUATRO EMPRESAS DE SANTA COM DÃO DISTINGUIDAS COM O ESTATUTO PME LÍDER’2012 Entre as melhores PME do distrito de Viseu distinguidas em 2012 com o estatuto «PME líder», quatro estão localizadas no concelho de Santa Comba Dão: Arménio Pereira de Sousa – Comércio e Reparação de Equipamentos Agrícolas, Lda.; Catro - Supermercados, Lda.; Fábrica de Plásticos Favir, Lda.;

e Sociedade Hoteleira “A Lampreia”, Lda. O Estatuto PME Líder é um selo de reputação de empresas, criado pelo IAPMEI para distinguir o mérito das PME nacionais com desempenhos superiores, e é atribuído em parceria com o Turismo de Portugal e o conjunto de Bancos parceiros, tendo por base a avaliação das

melhores notações de rating e indicadores económico-financeiros. O Estatuto tem associados um conjunto de benefícios, como o acesso em melhores condições a produtos financeiros e a uma rede de serviços, a facilitação na relação com a banca e a administração pública, e um certificado de qualidade para as

empresas na sua relação com o mercado. Estimular a eficiência do processo de intermediação bancária e potenciar o alargamento do mercado de capitais a empresas de dimensão intermédia fazem ainda parte dos objetivos do programa FINCRESCE através da atribuição do Estatuto PME Líder.

NINHO DE EMPRESAS NO ANTIGO QUARTEL DOS VOLUNTÁRIOS VAI ANIMAR CENTRO HISTÓRICO DE VISEU - INVESTIMENTO DE 570 MIL EUROS COM PRAZO DE EXECUÇÃO 18 MESES O antigo quartel dos Bombeiros Voluntários de Viseu, na Rua do Comércio, vai acolher um Centro Urbano de Acolhimento Empresarial (CUAE), vulgo ninho de empresas. A reabilitação do edifício, a cargo da Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) «Viseu Novo» e adjudicada à empresa VildaConstrução Civil, SA., ascende a mais de 570 mil, e as obras deverão ficar concluídas dentro de ano e meio. Em tempos cedido à Câmara Municipal de Viseu, por um período de 25 anos, pela Associação Viseense dos Bombeiros Voluntários, que ali já teve o quartel e a sede social, o imóvel será dotado das necessárias condições de habitabilidade e funcionalidade, preservando o projecto, na sua globalidade, as fachadas exteriores na sua globalidade e as alvenarias existentes. O Acordo de Colaboração celebrado entre as duas entidades, prevê a reabilitação e ocupação do edifício com serviços

NOVOS INVESTIMENTOS PRIVADOS EM TONDELA SOMAM MAIS 21 MILHÕES DE EUROS - OITO PROJECTOS CRIAM 286 NOVOS POSTOS DE TRABALHO

públicos ou de interesse colectivo, neste caso o CUAE, uma estrutura vocacionada, preferencialmente, para a instalação de indústrias criativas e instituições de inovação e desenvolvimento, cujos projectos contarão também com o apoio da Câmara Municipal de Viseu. “Para além da disponibilização do espaço, a ajuda pode materializar-se através de contactos ou busca de

financiamento que viabilize a concretização desses mesmos projectos”, concretiza Américo Nunes, vice-presidente da Autarquia. Depois de criadas, as empresas poderão ainda dispor, num edifício adjacente com uma área útil de cerca de 1500 metros quadrados, também propriedade da Câmara Municipal de Viseu, do chamado “acelerador de em-

presas”, visando acolher, em melhores condições de trabalho, as «start up« que registem sensível evolução na “incubadora” e que evidenciam possibilidade e viabilidade de crescimento sustentado. Para a SRU «Viseu Novo», o CUAE “constituirá uma maisvalia para o centro urbano, promovendo o seu recentramento, com ênfase no casco histórico.

EXPOSALÃO DE SERNANCELHE ACOLHE MERCADO DE NATAL - CANTORA CLAUDISABEL ACTUA A 15 DE DEZEMBRO O Exposalão de Sernancelhe acolhe nos dias 14, 15 e 16 de Dezembro um Mercado de Natal, mais uma iniciativa promocional das actividades económicas do concelho promovidas pela Câmara Municipal. O evento contará com a participação de cerca de meia centena de comerciantes, na sua quase totalidade do concelho. Objectivo, “proporcionar negócios interessantes aos visitantes, como for-

ma de contrariar os tempos de crise que vivemos e, ao mesmo tempo, impulsionar a actividade comercial local”. Na feira de Natal em Sernancelhe estarão à venda electrodomésticos, roupa e calçado, vinhos e azeite, artesanato, decoração, bacalhau, bijuteria, cabazes, produtos regionais, brindes, flores e arte. No Exposalão os visitantes terão ainda oportunidade de fazer as compras de Natal, escolher os

cabazes para oferecer aos amigos e familiares, as prendas para por no “sapatinho”, comprar o bacalhau para a noite de consoada ou, simplesmente, adquirir aquela peça decorativa que há tanto tempo se deseja em casa. Para quem só agora está decidido a fazer frente ao frio do inverno, poderá também apreciar a gama de roupa e calçado, não faltando motivos para que bons negócios se proporcionem.

Divertimento e muita animação são outros condimentos garantidos pelos grupos de animação e também pela cantora Claudisabel, que acontecerá no dia 15 de Dezembro, pelas 21:00 horas. Com serviço permanente de restaurante e bar, a gastronomia local está igualmente assegurada, podendo os visitantes desfrutar das iguarias que são menu requintado na “Terra da Castanha”.

Classificados como “uma grande notícia para o concelho e para a região”, os oito novos projectos privados anunciados para Tondela pelo presidente da Câmara Municipal, Carlos Marta, representam um investimento total de 21 milhões de euros, e vão criar 286 novos postos de trabalho. A construção de infraestruturas logísticas e aquisição de novos equipamentos de produção pela Fresenius Kabi Portugal – Labesfal, é o maior investimento em curso, na ordem dos seis milhões de euros.

À Labesfal juntam-se ainda, no conjunto das empresas investidoras reveladas pela Câmara Municipal de Tondela, a Dicis, Paula Longra, Quintas Sirlyn, Interecycling, Apiscaramulo, Estadia Pacífica, e Joaninha. Jorge Amaral, responsável pelo complexo industrial da Labesfal, confirma que o investimento em curso de seis milhões de euros será concretizado até Junho de 2013, dando assim sequência ao plano estratégico de expansão da empresa para os próximos oito anos. O objectivo,

concretiza o empresário, é “duplicar a produção até 2020, através de um investimento de cerca de 45 milhões de euros, e da criação de mais 200 postos de trabalho”. Segundo Pedro Adão, responsável pelo pelouro da Economia da Câmara de Tondela, também a Joaninha vai investir seis milhões de euros na zona industrial da Adiça, onde já tem outros serviços, através da montagem de uma linha de produção de pastelaria e padaria, gerando mais 40 postos de trabalho.

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O mesmo investimento (seis milhões), está projectado pela empresa de reciclagem de resíduos eléctricos e electrónicos «Interecycling», com a consequente criação de 35 postos de trabalho. Ainda na zona industrial da Adiça, neste caso com um investimento de 1,5 milhões de euros, também a empresa Dicis, a laborar no sector da distribuição de cervejas, sumos e água, vai montar uma linha de enchimento que prevê a criação de quatro postos de trabalho. Seguem-se a empresa de turismo em espaço rural Paula Longra, que investirá um milhão de euros na construção de uma casa de campo em Jueus - Guardão, criando seis postos de trabalho; a empresa de produção de vinhos Quintas Sirlyn, de Santa Ovaia de Baixo, com um investimento de cerca de 200 mil euros e a criação de um posto de trabalho fixo e outros dez de trabalho sazonal; a Apiscaramulo, de Barreiro de Besteiros, que se dedica à produção e comercialização de mel e seus derivados, que investirá 300 mil euros (quatro postos de trabalho); e a Estadia Pacífica, no sector do alojamento rural nas Caldas de Sangemil, com cerca de 300 mil euros (um posto de trabalho). Na apresentação destes novos investimentos, Carlos Marta saudou e reconheceu o dinamismo dos investidores, concluindo que o exemplo de Tondela, materializado na criação de empresas, de riqueza e valor acrescentado, com impactos directos na economia local e consequente atracção de novos agentes económicos, “mostra o caminho que o país terá de percorrer daqui para a frente”.

EDP INTEGRA ÍNDICE DE SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL (ISE) PELO SÉTIMO ANO CONSECUTIVO A EDP no Brasil, empresa do Grupo EDP Energias de Portugal, está presente pelo 7º ano consecutivo no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBovespa. O anúncio da oitava carteira do ISE agora anunciado pela BM&FBOVESPA vai vigorar de 7 de janeiro de 2013 a 3 de janeiro de 2014. A nova carteira reúne 51 ações de 37 empresas. Das 37 empresas da carteira atual, 35 foram selecionadas também para a nova carteira, representando 16 setores. O indicador é composto por

empresas que apresentam um elevado compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade social. A EDP no Brasil é uma das 14 empresas que autoriza a abertura das respostas do questionário, opção que passou a ser vigorada no ano passado. Sustentabilidade e Inovação são áreas que a EDP aplica em toda a cadeia de valor, pois acredita que para se ter práticas sustentáveis o Grupo tem que ser inovador. Os Princípios de Desenvolvimento Sustentável do Grupo, que orientam a sua estratégia e a inovação, marcaram a

rotina da gestão da sustentabilidade da EDP no Brasil. A EDP tem implementado uma série de ações para a mobilização dos seus colaboradores e executivos, motivando-os à superação dos seus desafios de forma inovadora e com benefícios ao meio ambiente. O ISE tem por objetivo refletir o retorno de uma carteira composta por ações de empresas com elevado grau de compromisso com práticas de sustentabilidade empresarial e gestão corporativa. A carteira aproxima-se do seu limite, que atual-

mente é de 40 empresas. Este facto incentiva as empresas a empenharem-se mais para permanecer no índice e amplia a diversificação da carteira. O processo do ISE passou a contar, este ano, com a auditoria da KPMG para conferir credibilidade aos seus procedimentos. Foram convidadas para participar na nova carteira as 183 empresas que detinham as 200 ações mais líquidas da bolsa em dezembro de 2011. Destas, 45 empresas inscreveram-se para participar no processo concorrendo à entrada na carteira.


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HORTA COMUNITÁRIA ATRAI CADA VEZ MAIS FAMÍLIAS EM SÃO PEDRO DO SUL

CÂMARA DE TONDELA QUER COMÉRCIO TRADICIONAL MAIS ANIMADO

Implantada num terreno propriedade da Misericórdia de Santo António, instituição parceira do projecto «Intervenção Familiar e Parental» dinamizado pelo programa do CLDS de S. Pedro do Sul, a horta comunitária, em pleno funcionamento na sede do concelho, conta já com 43 utilizadores/beneficiários, estando a ser preparado um programa de oficinas práticas de apoio (oficinas formativas) a desenvolver ao longo de 2013. Segundo os promotores do projecto, as inscrições para utilização da horta comunitária têm surgido de uma “forma sucessiva e progressiva”, nas instalações do CLDS e na secretaria da Misericórdia, onde é entregue a cada beneficiário o regulamento e assinada a “Carta de Compromisso”. Estruturada para o cultivo de uma grande variedade de hortícolas, para além de ervas aromáticas e até flores, a horta encontrase já numa fase equilíbrio biológico/ecossistema sustentável devido, essencialmente, aos tratamentos biológicos/naturais e à utilização das técnicas da agricultura biológica. A manutenção tem sido assistida, desde o controle de perdas de água, substituição de material des-

- COMPRAS DE NATAL COM ANIMAÇÃO CULTURAL, MERCADINHO DE RUA, E DESCONTOS EM CADEIA. A abertura à hora do almoço e aos sábados à tarde, a instalação de um «mercadinho de rua», animação cultural, e criação de uma rede de descontos entre os 54 estabelecimentos aderentes, são algumas das linhas estratégicas do plano de animação do comércio tradicional de Tondela para a presente quadra natalícia, lançado pela Câmara Municipal, em parceria com várias entidades e associações. Pedro Adão, vereador da Câmara Municipal de Tondela, destaca nesta “nova dinâmica” de animação do comércio tradicional, sobretudo porque se trata de uma primeira experiência, o “número considerável” de comerciantes que aderiram à emissão de

20 MARCAS E LOJAS MOSTRARAM-SE NO «MANGUALDEfashion 2012»

gastado, limpeza do espaço envolvente, colocação de compositores, caixotes de lixo, etc., tendo havido uma preocupação crescente na limpeza e embelezamento dos vários espaços individuais. O aconselhamento técnico aos utilizadores é permanente, na questão dos tratamentos, rotações

e consociações das culturas, na escolha de variedades, em estruturas de apoio às culturas e mesmo nas dúvidas surgidas, sendo, também, facultado mensalmente o boletim informativo “O Campo”, o qual pode ser consultado em qualquer altura no site do CLDS. No decorrer de 2012 foi

dinamizado um concurso para “o Melhor Canteiro”, no sentido de incentivar os beneficiários à conservação, embelezamento e motivação, de forma a criar um espaço comum a todos. Foi suportado por um regulamento e avaliação mensal, tendo o mesmo sido ganho por Aida Teixeira.

MÍSCARO COM MAIS DE MEIO QUILO FOI ATRACÇÃO EM SÁTÃO

Há dias assim. Aconteceu com Artur Cardoso, um morador de Vila Boa, Ferreira de Aves, no concelho de Sátão, que mal queria acreditar no que os seus olhos viam, quando se deparou, numa das matas daquela localidade, com um míscaro que, depois de colocado no prato da balança, ultrapassou o meio quilo de peso. O “fenómeno”, que acabou por constituir uma atracção para dezenas de curiosos, vem confirmar, com toda a propriedade, o estatuto de «capital do míscaro» justamente atribuído a Sátão, onde durante os meses de Outubro, Novembro e Dezembro, consoante as condições meteorológicas, as matas deste concelho são pródigas em míscaros, em quantidade e qualidade.

um talão que permite aos seus clientes beneficiarem de um desconto no estabelecimento do lado, e assim sucessivamente. “Só com novas dinâmicas e criatividade, que não se compadecem com práticas mantidas ao longo dos tempos, será possível ao comércio tradicional combater as dificuldades que hoje afectam um sector particularmente atingido pela crise”, justifica Pedro Adão. O vereador dá como exemplo o curso de vitrinismo frequentado

por cerca de três dezenas de comerciantes e/ou colaboradores, promovido pela Autarquia em colaboração com a Adices, que considera “essencial para a decoração das montras”. Enquanto a animação cultural continua a contar com a habitual colaboração da Acert, que vai aproveitar antigos espaços da cidade para algumas das actividades a desenvolver ao longo da quadra natalícia, o «mercadinho de rua» cumpre, a 22 de Dezembro, a

primeira edição de um certame que a Câmara Municipal, no âmbito do “Plano de Reestruturação do Comércio de Tondela”, vai promover aos sábados nas principais ruas da cidade. O objectivo, concretiza Pedro Adão, “é disponibilizar aos produtores mais uma alternativa para escoarem directamente os seus produtos e, ao mesmo tempo, mostrar aos jovens que esta pode ser uma solução para a criação do seu posto de trabalho”.


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HORTA COMUNITÁRIA ATRAI CADA VEZ MAIS FAMÍLIAS EM SÃO PEDRO DO SUL

CÂMARA DE TONDELA QUER COMÉRCIO TRADICIONAL MAIS ANIMADO

Implantada num terreno propriedade da Misericórdia de Santo António, instituição parceira do projecto «Intervenção Familiar e Parental» dinamizado pelo programa do CLDS de S. Pedro do Sul, a horta comunitária, em pleno funcionamento na sede do concelho, conta já com 43 utilizadores/beneficiários, estando a ser preparado um programa de oficinas práticas de apoio (oficinas formativas) a desenvolver ao longo de 2013. Segundo os promotores do projecto, as inscrições para utilização da horta comunitária têm surgido de uma “forma sucessiva e progressiva”, nas instalações do CLDS e na secretaria da Misericórdia, onde é entregue a cada beneficiário o regulamento e assinada a “Carta de Compromisso”. Estruturada para o cultivo de uma grande variedade de hortícolas, para além de ervas aromáticas e até flores, a horta encontrase já numa fase equilíbrio biológico/ecossistema sustentável devido, essencialmente, aos tratamentos biológicos/naturais e à utilização das técnicas da agricultura biológica. A manutenção tem sido assistida, desde o controle de perdas de água, substituição de material des-

- COMPRAS DE NATAL COM ANIMAÇÃO CULTURAL, MERCADINHO DE RUA, E DESCONTOS EM CADEIA. A abertura à hora do almoço e aos sábados à tarde, a instalação de um «mercadinho de rua», animação cultural, e criação de uma rede de descontos entre os 54 estabelecimentos aderentes, são algumas das linhas estratégicas do plano de animação do comércio tradicional de Tondela para a presente quadra natalícia, lançado pela Câmara Municipal, em parceria com várias entidades e associações. Pedro Adão, vereador da Câmara Municipal de Tondela, destaca nesta “nova dinâmica” de animação do comércio tradicional, sobretudo porque se trata de uma primeira experiência, o “número considerável” de comerciantes que aderiram à emissão de

20 MARCAS E LOJAS MOSTRARAM-SE NO «MANGUALDEfashion 2012»

gastado, limpeza do espaço envolvente, colocação de compositores, caixotes de lixo, etc., tendo havido uma preocupação crescente na limpeza e embelezamento dos vários espaços individuais. O aconselhamento técnico aos utilizadores é permanente, na questão dos tratamentos, rotações

e consociações das culturas, na escolha de variedades, em estruturas de apoio às culturas e mesmo nas dúvidas surgidas, sendo, também, facultado mensalmente o boletim informativo “O Campo”, o qual pode ser consultado em qualquer altura no site do CLDS. No decorrer de 2012 foi

dinamizado um concurso para “o Melhor Canteiro”, no sentido de incentivar os beneficiários à conservação, embelezamento e motivação, de forma a criar um espaço comum a todos. Foi suportado por um regulamento e avaliação mensal, tendo o mesmo sido ganho por Aida Teixeira.

MÍSCARO COM MAIS DE MEIO QUILO FOI ATRACÇÃO EM SÁTÃO

Há dias assim. Aconteceu com Artur Cardoso, um morador de Vila Boa, Ferreira de Aves, no concelho de Sátão, que mal queria acreditar no que os seus olhos viam, quando se deparou, numa das matas daquela localidade, com um míscaro que, depois de colocado no prato da balança, ultrapassou o meio quilo de peso. O “fenómeno”, que acabou por constituir uma atracção para dezenas de curiosos, vem confirmar, com toda a propriedade, o estatuto de «capital do míscaro» justamente atribuído a Sátão, onde durante os meses de Outubro, Novembro e Dezembro, consoante as condições meteorológicas, as matas deste concelho são pródigas em míscaros, em quantidade e qualidade.

um talão que permite aos seus clientes beneficiarem de um desconto no estabelecimento do lado, e assim sucessivamente. “Só com novas dinâmicas e criatividade, que não se compadecem com práticas mantidas ao longo dos tempos, será possível ao comércio tradicional combater as dificuldades que hoje afectam um sector particularmente atingido pela crise”, justifica Pedro Adão. O vereador dá como exemplo o curso de vitrinismo frequentado

por cerca de três dezenas de comerciantes e/ou colaboradores, promovido pela Autarquia em colaboração com a Adices, que considera “essencial para a decoração das montras”. Enquanto a animação cultural continua a contar com a habitual colaboração da Acert, que vai aproveitar antigos espaços da cidade para algumas das actividades a desenvolver ao longo da quadra natalícia, o «mercadinho de rua» cumpre, a 22 de Dezembro, a

primeira edição de um certame que a Câmara Municipal, no âmbito do “Plano de Reestruturação do Comércio de Tondela”, vai promover aos sábados nas principais ruas da cidade. O objectivo, concretiza Pedro Adão, “é disponibilizar aos produtores mais uma alternativa para escoarem directamente os seus produtos e, ao mesmo tempo, mostrar aos jovens que esta pode ser uma solução para a criação do seu posto de trabalho”.


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QUATRO EMPRESAS DE SANTA COM DÃO DISTINGUIDAS COM O ESTATUTO PME LÍDER’2012 Entre as melhores PME do distrito de Viseu distinguidas em 2012 com o estatuto «PME líder», quatro estão localizadas no concelho de Santa Comba Dão: Arménio Pereira de Sousa – Comércio e Reparação de Equipamentos Agrícolas, Lda.; Catro - Supermercados, Lda.; Fábrica de Plásticos Favir, Lda.;

e Sociedade Hoteleira “A Lampreia”, Lda. O Estatuto PME Líder é um selo de reputação de empresas, criado pelo IAPMEI para distinguir o mérito das PME nacionais com desempenhos superiores, e é atribuído em parceria com o Turismo de Portugal e o conjunto de Bancos parceiros, tendo por base a avaliação das

melhores notações de rating e indicadores económico-financeiros. O Estatuto tem associados um conjunto de benefícios, como o acesso em melhores condições a produtos financeiros e a uma rede de serviços, a facilitação na relação com a banca e a administração pública, e um certificado de qualidade para as

empresas na sua relação com o mercado. Estimular a eficiência do processo de intermediação bancária e potenciar o alargamento do mercado de capitais a empresas de dimensão intermédia fazem ainda parte dos objetivos do programa FINCRESCE através da atribuição do Estatuto PME Líder.

NINHO DE EMPRESAS NO ANTIGO QUARTEL DOS VOLUNTÁRIOS VAI ANIMAR CENTRO HISTÓRICO DE VISEU - INVESTIMENTO DE 570 MIL EUROS COM PRAZO DE EXECUÇÃO 18 MESES O antigo quartel dos Bombeiros Voluntários de Viseu, na Rua do Comércio, vai acolher um Centro Urbano de Acolhimento Empresarial (CUAE), vulgo ninho de empresas. A reabilitação do edifício, a cargo da Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) «Viseu Novo» e adjudicada à empresa VildaConstrução Civil, SA., ascende a mais de 570 mil, e as obras deverão ficar concluídas dentro de ano e meio. Em tempos cedido à Câmara Municipal de Viseu, por um período de 25 anos, pela Associação Viseense dos Bombeiros Voluntários, que ali já teve o quartel e a sede social, o imóvel será dotado das necessárias condições de habitabilidade e funcionalidade, preservando o projecto, na sua globalidade, as fachadas exteriores na sua globalidade e as alvenarias existentes. O Acordo de Colaboração celebrado entre as duas entidades, prevê a reabilitação e ocupação do edifício com serviços

NOVOS INVESTIMENTOS PRIVADOS EM TONDELA SOMAM MAIS 21 MILHÕES DE EUROS - OITO PROJECTOS CRIAM 286 NOVOS POSTOS DE TRABALHO

públicos ou de interesse colectivo, neste caso o CUAE, uma estrutura vocacionada, preferencialmente, para a instalação de indústrias criativas e instituições de inovação e desenvolvimento, cujos projectos contarão também com o apoio da Câmara Municipal de Viseu. “Para além da disponibilização do espaço, a ajuda pode materializar-se através de contactos ou busca de

financiamento que viabilize a concretização desses mesmos projectos”, concretiza Américo Nunes, vice-presidente da Autarquia. Depois de criadas, as empresas poderão ainda dispor, num edifício adjacente com uma área útil de cerca de 1500 metros quadrados, também propriedade da Câmara Municipal de Viseu, do chamado “acelerador de em-

presas”, visando acolher, em melhores condições de trabalho, as «start up« que registem sensível evolução na “incubadora” e que evidenciam possibilidade e viabilidade de crescimento sustentado. Para a SRU «Viseu Novo», o CUAE “constituirá uma maisvalia para o centro urbano, promovendo o seu recentramento, com ênfase no casco histórico.

EXPOSALÃO DE SERNANCELHE ACOLHE MERCADO DE NATAL - CANTORA CLAUDISABEL ACTUA A 15 DE DEZEMBRO O Exposalão de Sernancelhe acolhe nos dias 14, 15 e 16 de Dezembro um Mercado de Natal, mais uma iniciativa promocional das actividades económicas do concelho promovidas pela Câmara Municipal. O evento contará com a participação de cerca de meia centena de comerciantes, na sua quase totalidade do concelho. Objectivo, “proporcionar negócios interessantes aos visitantes, como for-

ma de contrariar os tempos de crise que vivemos e, ao mesmo tempo, impulsionar a actividade comercial local”. Na feira de Natal em Sernancelhe estarão à venda electrodomésticos, roupa e calçado, vinhos e azeite, artesanato, decoração, bacalhau, bijuteria, cabazes, produtos regionais, brindes, flores e arte. No Exposalão os visitantes terão ainda oportunidade de fazer as compras de Natal, escolher os

cabazes para oferecer aos amigos e familiares, as prendas para por no “sapatinho”, comprar o bacalhau para a noite de consoada ou, simplesmente, adquirir aquela peça decorativa que há tanto tempo se deseja em casa. Para quem só agora está decidido a fazer frente ao frio do inverno, poderá também apreciar a gama de roupa e calçado, não faltando motivos para que bons negócios se proporcionem.

Divertimento e muita animação são outros condimentos garantidos pelos grupos de animação e também pela cantora Claudisabel, que acontecerá no dia 15 de Dezembro, pelas 21:00 horas. Com serviço permanente de restaurante e bar, a gastronomia local está igualmente assegurada, podendo os visitantes desfrutar das iguarias que são menu requintado na “Terra da Castanha”.

Classificados como “uma grande notícia para o concelho e para a região”, os oito novos projectos privados anunciados para Tondela pelo presidente da Câmara Municipal, Carlos Marta, representam um investimento total de 21 milhões de euros, e vão criar 286 novos postos de trabalho. A construção de infraestruturas logísticas e aquisição de novos equipamentos de produção pela Fresenius Kabi Portugal – Labesfal, é o maior investimento em curso, na ordem dos seis milhões de euros.

À Labesfal juntam-se ainda, no conjunto das empresas investidoras reveladas pela Câmara Municipal de Tondela, a Dicis, Paula Longra, Quintas Sirlyn, Interecycling, Apiscaramulo, Estadia Pacífica, e Joaninha. Jorge Amaral, responsável pelo complexo industrial da Labesfal, confirma que o investimento em curso de seis milhões de euros será concretizado até Junho de 2013, dando assim sequência ao plano estratégico de expansão da empresa para os próximos oito anos. O objectivo,

concretiza o empresário, é “duplicar a produção até 2020, através de um investimento de cerca de 45 milhões de euros, e da criação de mais 200 postos de trabalho”. Segundo Pedro Adão, responsável pelo pelouro da Economia da Câmara de Tondela, também a Joaninha vai investir seis milhões de euros na zona industrial da Adiça, onde já tem outros serviços, através da montagem de uma linha de produção de pastelaria e padaria, gerando mais 40 postos de trabalho.

11/Via Rápida

O mesmo investimento (seis milhões), está projectado pela empresa de reciclagem de resíduos eléctricos e electrónicos «Interecycling», com a consequente criação de 35 postos de trabalho. Ainda na zona industrial da Adiça, neste caso com um investimento de 1,5 milhões de euros, também a empresa Dicis, a laborar no sector da distribuição de cervejas, sumos e água, vai montar uma linha de enchimento que prevê a criação de quatro postos de trabalho. Seguem-se a empresa de turismo em espaço rural Paula Longra, que investirá um milhão de euros na construção de uma casa de campo em Jueus - Guardão, criando seis postos de trabalho; a empresa de produção de vinhos Quintas Sirlyn, de Santa Ovaia de Baixo, com um investimento de cerca de 200 mil euros e a criação de um posto de trabalho fixo e outros dez de trabalho sazonal; a Apiscaramulo, de Barreiro de Besteiros, que se dedica à produção e comercialização de mel e seus derivados, que investirá 300 mil euros (quatro postos de trabalho); e a Estadia Pacífica, no sector do alojamento rural nas Caldas de Sangemil, com cerca de 300 mil euros (um posto de trabalho). Na apresentação destes novos investimentos, Carlos Marta saudou e reconheceu o dinamismo dos investidores, concluindo que o exemplo de Tondela, materializado na criação de empresas, de riqueza e valor acrescentado, com impactos directos na economia local e consequente atracção de novos agentes económicos, “mostra o caminho que o país terá de percorrer daqui para a frente”.

EDP INTEGRA ÍNDICE DE SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL (ISE) PELO SÉTIMO ANO CONSECUTIVO A EDP no Brasil, empresa do Grupo EDP Energias de Portugal, está presente pelo 7º ano consecutivo no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBovespa. O anúncio da oitava carteira do ISE agora anunciado pela BM&FBOVESPA vai vigorar de 7 de janeiro de 2013 a 3 de janeiro de 2014. A nova carteira reúne 51 ações de 37 empresas. Das 37 empresas da carteira atual, 35 foram selecionadas também para a nova carteira, representando 16 setores. O indicador é composto por

empresas que apresentam um elevado compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade social. A EDP no Brasil é uma das 14 empresas que autoriza a abertura das respostas do questionário, opção que passou a ser vigorada no ano passado. Sustentabilidade e Inovação são áreas que a EDP aplica em toda a cadeia de valor, pois acredita que para se ter práticas sustentáveis o Grupo tem que ser inovador. Os Princípios de Desenvolvimento Sustentável do Grupo, que orientam a sua estratégia e a inovação, marcaram a

rotina da gestão da sustentabilidade da EDP no Brasil. A EDP tem implementado uma série de ações para a mobilização dos seus colaboradores e executivos, motivando-os à superação dos seus desafios de forma inovadora e com benefícios ao meio ambiente. O ISE tem por objetivo refletir o retorno de uma carteira composta por ações de empresas com elevado grau de compromisso com práticas de sustentabilidade empresarial e gestão corporativa. A carteira aproxima-se do seu limite, que atual-

mente é de 40 empresas. Este facto incentiva as empresas a empenharem-se mais para permanecer no índice e amplia a diversificação da carteira. O processo do ISE passou a contar, este ano, com a auditoria da KPMG para conferir credibilidade aos seus procedimentos. Foram convidadas para participar na nova carteira as 183 empresas que detinham as 200 ações mais líquidas da bolsa em dezembro de 2011. Destas, 45 empresas inscreveram-se para participar no processo concorrendo à entrada na carteira.


06/12/2012

06/12/2012

SOCIEDADE

A IMPRENSA NO CONHECIMENTO DAS COISAS

A imprensa, toda ela, é um meio privilegiado para sermos informados ou simplesmente para tomarmos conhecimento da coisas. Por isso que a imprensa, embora muitos a definam como sendo apenas a que diz respeito aos tradicionais órgão de comunicação social, também designados por órgãos de infomação, compreendidos como tal a imprensa escrita e os meios radiovisuais, há porém outros meios, que não sendo nem uma coisa nem outra, também servem para informar. Serve isto para dizer, simplesmente, e já muitos o disseram, que todo o género de literatura, que não apenas os jornais e a TV, são também de algum modo meios de informação e formação que não devemos de todo ignorar. Estou a referir-me apenas e só a literatura publicitária de natureza diversa, mas que nem por isso muita dela, se a lermos com atenção verificamos conter uma literatura instrutiva, logo também formativa. Alguém disse um dia que quem não lê só sabe o que e passa no lugar onde estiver. Aqui está uma verdade que ninguém que

goste de andar informado, e todos devíamos andar, conscientemente pode desmentir. E aqui, quando nos referimos ao mundo imenso que é a informação, alargamos o nosso conceito a tudo quanto sirva para informar, sejam factos noticiosos de interesse geral ou outros de natureza publicitária. Embora sejam coisas diferentes, como diferentes são os meios utilizados na sua publicação, nem por isso devemos considerar que estamos perante duas coisas antagónicas, E não estamos porque a literatura publicitária, ou mesmo apócrifa, embora trate de assuntos privados, normalmente relativos a assuntos comerciais ou industriais, muitas vezes vimos nela inserida uma redação de tal modo cuidada, que quem tiver interesse em adquirir um grau de cultura superior à que possui, eu diria que é mesmo aconselhável a sua leitura. A diferença, portanto, entre uma e outra informação, da que resulta de publicações panfletárias, e da que é fornecida pelos órgãos oficiais de informação, jornais e TV, a primeira, embora tratando somente de publicidade, nela, contudo, como já o disse acima, vem por vezes inserida uma redação de tal forma cuidada, que só faz bem lê-la quem tiver interesse em cultivar-se e muitos deviam fazê-lo. Voltando-nos agora para a informação noticiosa, que nos é fornecida pelo conjunto de toda a comunicação social, jornais e televisão, embora não seja um dever que todos os cidadãos a leiam, pelo menos que fosse uma obrigação, dentro das possibilidades de cada um, procurar tomar conhecimento daquilo que diariamente é publicado. Se isto acontecesse, não só teríamos uma sociedade mais culta, mais civilizada, como também mais informada, e daí resultaria

termos uma sociedade mais consciente, inclusivamente sobre a crise que nos assaltou, talvez, menos reivindicativa, mas nem por isso menos exigente dos seus direitos, deveres e garantias, em conformidade com os sacrifícios exigidos, visto que toda a informação fornecida, mesmo que algo contraditória, dar-nos-ia com certeza outra mentalidade, outra compreensão, e se calhar passaríamos a assimilar melhor o alcance de certas medidas que são tomadas, mas nem sempre suficientemente explicitadas. Só é pena que os portugueses tenham hoje um índice baixo de hábitos de leitura, que não só se reflete na aquisição de jornais, mas também noutro género de publicações literárias, como sejam livros e revistas, que também não escapam ao baixo índice de leitores, parecendo que desta panóplia toda de meios literários só vão escapado um pouco à crise de leitores as publicações que enfatizam a moda do vestuário de senhoras e um pouco também aquele género de literatura que dá cobertura à sexualidade, sobretudo apreciada por gente jovem ainda com pouca maturidade, mas também esta já em franco declínio. Está assim demonstrado que em Portugal são demasiado baixos os hábitos de leitura, e que estes se fazem sentir em todas as publicações, a que nem os jornais escapam, quando devia ser nesta área de informação onde os portugueses deviam apostar, sabendo-se que é nela onde todos encontramos as notícias úteis do nosso quotidiano, e nos ajudam a prevenir muito do que de mal hoje acontece, devido a uma sociedade que infelizmente está a perder muitos dos seus valores, sobretudo cívicos, por culpa do poder político que não acautela devidamente certos comportamentos, e daí que sobrem críticas muitas vezes injustas para as forças políciais e meios judiciários.

A ESTIVA E AS SUAS CONTRADIÇÕES

Os Estivadores estão em luta. Após três meses de greves nos principais portos, o país ficou mais pobre, e a descredibilização em Portugal aumentou É verdade que a greve é constitucional e portanto legal, mas é preciso analisar bem as motivações, as causas, e as consequências de cada uma, para se não ser injusto na análise. Há greves e greves. Esta dos estivadores, que aliás se mantém, tem por objectivo único defender a manutenção de situações gritantes a que urge pôr termo. Quando os dirigentes sindicais proclamam que o salário mínimo da classe é de pouco mais de mil

euros, até está a dizer a verdade, só que não refere quanto é que cada estivador leva para casa ao fim do mês. É certo, que se estes profissionais, ganham tanto dinheiro como se sabe, é devido às horas extraordinárias que fazem, e que lhes são pagas principescamente. Ora se um horário normal já custa a levar a efeito, devido à dureza da profissão, como se compreende que por norma, o trabalho extraordinário se prolongue por um período seguido de 48 horas? Tal coisa, nem sequer é humanamente possível. Como é possível ainda, que num ano, a média de horas neste sector atinja as mil e quinhentas, quando a lei laboral portuguesa só admite que se façam pouco mais de duzentas. Se a actividade já por si é de risco, como se pode compreender a realização de tanto trabalho extraordinário? Não podemos entender tal situação, e por isso a condenamos logo à partida. Depois o corporativismo deste sector laboral é de tal forma gritante, que os armadores, leia-se os patrões, não são livres de contratar os trabalhadores que entendam. Os sindicatos é que lhes indicam o nome dos amigos e familiares dos trabalhadores que já exercem a profissão. Depois, também os serviços de portaria, armazéns, e condutores de veículos pesados, são considerados como trabalho portuário. É um fartar vilanagem.

Era necessário rever esta situação, e na semana passada, o Governo apresentou na Assembleia da República uma proposta de lei, que veio finalmente repor alguma justiça e seriedade no sector. O novo regulamento do trabalho portuário mereceu o voto favorável dos partidos políticos que sustentam o Governo, claro está, e o apoio do P.S.. Nesse mesmo dia, o Secretário de Estado dos Transportes, Obras Públicas e Comunicações, foi “a correr” a um canal de televisão proclamar triunfante essa vitória. Porém, quem tivesse estado atento ao discurso eufórico de Sérgio Monteiro, teria notado um pormenor político importantíssimo. “Fugiu-lhe a boca para a verdade” e referiu que o P.S. já havia apresentado uma proposta semelhante em 2009, mas que não tinha vingado, porque o Governo de então, não tinha força política suficiente (apoio maioritário) para a fazer aprovar. Quis ele afirmar, que o P.S.D. e o C.D.S. votaram então contra a referida proposta socialista, que diz agora, ser semelhante àquela que foi agora aprovado. Que dizer de tanta hipocrisia e tanta desfaçatez? É porem a estes políticos que está entregue o futuro do país e de todos nós.

BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE VISEU FINALMENTE COM QUADRO DE COMANDO COMPLETO Realizou-se no passado domingo a cerimónia de tomada de posse dos três elementos do quadro de comando dos Bombeiros Voluntários de Viseu que há nove anos não estava completo. Luís Duarte, como Comandante, José Luís Teixeira, como Segundo Comandante, e Rui Nogueira, como Adjunto de Comando, tomaram posse perante uma mesa de honra presidida por Fernando Ruas, presidente da Câmara Municipal de Viseu, ladeado por Almeida Henriques, secretário de Estado da Econo-

mia e do Desenvolvimento, por César Fonseca, Comandante Distrital de Operações de Socorro de Viseu da Autoridade Nacional de Protecção Civil, pelo comandante Gomes Mota, em representação da Liga de Bombeiros Portugueses, pelo presidente da Federação Distrital dos Bombeiros de Viseu, Rebelo Marinho, pelo presidente da Direcção da Associação dos Bombeiros Voluntários de Viseu, Valdemar Freitas, e por Ramiro Loureiro, presidente da Junta de Freguesia de

Rio de Loba que cedeu os terrenos para a nova sede Luís Duarte entrou para os Bombeiros Voluntários de Viseu aos 15 anos de idade e deixou as funções de adjunto de comando para assumir o mais alto posto aos 51 anos. José Luís Teixeira era o responsável pela Equipa de Mergulho dos BV de Viseu, de que também fazia parte Rui Nogueira, que é considerada uma das melhores a nível nacional, com treinos frequentes com mergulhadores da Marinha. De destacar a participação

«PINCELADAS» DE SUSANA SANTOS NA CASA DA CULTURA DE SÁTÃO

das crianças e jovens dos infantes (dos 6 aos 14 anos) e dos

Inaugurada a 25 de Novembro, está patente ao público na Casa da Cultura de Sátão, até 29 de Dezembro, a exposição «Pinceladas – Artesanato Urbano», de autoria de Susana Santos. Os artigos expostos estão também disponíveis para venda, uma proposta interessante para as compras de Natal, neste caso de objectos únicos e artesanais. A Mostra pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00, e aos sábados das 13h00 às 17h00. No mesmo local, a 15 de Dezembro e a partir das 15,30 horas, Susana Santos também vai ensinar a sua arte num workshop de “Pintura Acrílica/ Decorativa. Os interessados em participar devem fazer a sua inscrição obrigatória na Casa da Cultura até ao dia 10 de Dezembro. O workshop tem lugares limitados a dez participantes e um custo de 12 euros por pessoa, com oferta dos materiais e de certificado de participação.


SOCIEDADE

16/Via Rápida

06/12/2012

«NOITE MÁGICA» PELA SOLIDARIEDADE E IGUALDADE EM MANGUALDE No próximo dia 14 de dezembro, sexta-feira, pelas 21h00, o auditório da Biblioteca Municipal de Mangualde acolhe

na noite de sexta-feira (14 de Dezembro), a partir das 21 horas, uma «Noite Mágica pela Solidariedade e pela Igualda-

de». A iniciativa, promovida pela ACCIG – Cultura e Conhecimento para a Igualdade do Género, em parceria com a Câmara

Municipal, conta com a participação de Fernando Tordo, Maria Besararte, Sónia Perez e Gracinda Nave. A entrada é livre.

130 ANOS DA LINHA DA BEIRA ALTA EM EXPOSIÇÃO Está patente na Biblioteca Municipal Dr. Alexandre Alves, em Mangualde, até 31 de Janeiro de 2013, uma mostra documental e de objectos, a assinalar os 130 anos da Linha da Beira Alta, de autoria Lino Dias. Projectada da Pampilhosa até Vilar Formoso, sendo depois continuada para a Figueira da Foz, pela importância do seu porto marítimo, a Linha da Beira Alta foi inaugurada a 3 de Agosto com a presença do Rei Dom Luiz, que pernoitou em Mangualde, no Palácio dos Condes de Anadia. Uma região que, à época, detinha uma elevada importância, não só devido a uma forte densidade populacional, mas também à existência de um grande número de unidades indústrias, principalmente de fiação e tecelagem, e de uma considerável produção agrícola, especialmente de gado e vinho. Ao longo dos anos revelou ser um dos eixos mais importantes da rede ferroviária portuguesa, do ponto de vista nacional e inter-

06/12/2012

O P.C.P. – Partido Comunista Português, fez mais um congresso, e á semelhança dos outros partidos políticos, saiu dele com redobrada força e com grande esperança em vir num futuro próximo a ter responsabilidades nacionais. O P.C.P. é um partido, que não obstante tudo o que aconteceu à doutrina marxistaleninista, continua a levantar a sua bandeira contra tudo e contra todos. O desaparecimento da U.R.S.S.– União Repúblicas Socialistas Soviéticas, não levou o P.C.P. à extinção. Porque tinha à sua frente a figura mítica e carismática de Álvaro Barreirinhas Cunhal, que concorde-se com ele ou não, foi um homem que dedicou, com muita seriedade e verticalidade, toda a sua vida à causa comunista. Hoje o partido segue em frente com novas caras, novas gentes, mas com as mesmas ideias. Jerónimo de Sousa referiu mesmo, que ninguém peça para que o PCP mude. Depois do 25 de Abril de 74, o P.C.P. ainda teve alguma experiência governativa, quer através mesmo de militantes seus, quer ainda, e sobretudo, através de terceiros. As nacionalizações, a ocupação das terras, das fábricas de tudo o que foi possível, o saneamento e a prisão de muitos, marcou esse período. O PREC, ficou na memória de mutos, e marcará para sempre a nossa história. Muito se fez então. Algumas coisas boas, mas na maioria das vezes foi um fiasco. A experiência soviética não resultou, e arrastou o país para confrontos e situações difíceis. Os anos entretanto passaram, e o P.C.P.

OPINIÃO

Por: José Reis

A MESMA LADAINHA, A MESMA ARROGÂNCIA arredado do poder pela escolha popular, manteve-se sempre muito interventivo na defesa dos interesses do povo português. Onde houver algo a reivindicar, seja justo ou injusto, legal ou não, o Partido Comunista está presente. Se o não fizer directamente através dos seus orgãos e elementos políticos, sabe servir-se dos sindicatos que domina e controla com toda a rigidez. O P.C.P. “não brinca em serviço”, e os seus quadros e milhares de funcionários políticos e sindicais estão permanentemente no terreno, sempre a apoiar quem contesta, e daí, o “quanto pior melhor” Com a crise actual que o país atravessa, os comunistas entendem ter chegado o momento de capitalizarem a contestação permanente que fazem aos governos escolhidos pelo povo , povo esse, que o P.C.P. tanto diz respeitar e proteger. O caso Cyrisa na Grécia cria algum

9/Via Rápida

alento à extrema-esquerda, e nomeadamente ao P.C.P. que crê estarem criadas as condições de poder surfar a onda de descontentamento que grassa pelo país. Mas o Partido Comunista Português não perde os seus tiques autoritários e arrogantes. Como inimigo, não adversário, principal, elegeu sempre o P.S.. O PC.P. não pára de combater o socialismo democrático e não hesita em formar alianças espúrias com a direita que tanto critica, para combater o P.S., quer este esteja no governo ou não. A guerrilha permanente que os dirigentes comunistas movem ao P.S. tem como base um velho ódio histórico que Álvaro cunhal dispensou sempre aos seus adversários da esquerda. Hoje essa obsessão mantem-se ou redobra-se, e foi possível identifica-la em quase todas as intervenções que foram feitas no XIX Congresso que acaba de ser levado a efeito. O P.S. não foi poupado, e foi uma vez mais eleito como o alvo preferido das criticas politicas dos comunistas. A velha cassete e a mesma “ladainha” de sempre. O Bloco de Esquerda, foi intencionalmente esquecido, porque se a esquerda é extremismos, então o P.C.P. em relação a essa força passaria a ser um partido de direita. Estratégias. Entretanto, e para não variar, o P.C.P. proclamou alto em bom som a necessidade de unir a esquerda ao mesmo tempo que continua obcecado com os ataques que faz ao P S A palavra de ordem que ficou foi “Congresso Patriótico e de Esquerda”. Que quer dizer? Nada. Apenas demagogia e mais arrogância.

MORTE E AGRESSÕES NO FUTEBOL nacional. A exposição, de entrada livre, pode ser visitada no seguinte horário: às segundasfeiras das 14h00 às 19h00, de terça a sexta-feira das 9h30 às 19h00 e aos sábados das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.

Por: Carlos Bergeron

EXPLICAÇÕES E AULAS DE ESPANHOL, MATEMÁTICA E FÍSICA ATÉ AO 9.º ANO

CÂNDIDA NOGUEIRA DA ROCHA

CONTACTAR: 961 138 029

A família de Cândida Nogueira da Rocha, na impossibilidade de o fazer pessoalmente, como era seu desejo, agradece reconhecidamente a todas as pessoas que partilharam a sua dor pelo passamento da saudosa extinta e que participaram no seu funeral e missa do 7.º dia.

AGRADECIMENTO

Preparava-me para viver mais um dia da minha vida quando fui surpreendido pela crónica matinal de João Goubern, na passada terça feira, nas RDP Antena 1, a falar de mais um caso de violência no futebol, com o nome do Lusitano de Vildemoinhos envolvido nesse caso, à primeira vista, inimaginável. Depois foi a morte, na Holanda, de um árbitro de 42 anos, agredido no final de um jogo de que resultou o seu falecimento a caminho do hospital. Em comum, mas com contornos

diferentes, participavam jovens jogadores com menos de 16 anos e que espero não deixem de jogar futebol por maus exemplos vindos de fora das quatro linhas. No caso que envolveu os jovens do Lusitano de Vildemoinhos, frente ao Candal, de Vila Nova de Gaia, tudo começou, de acordo com fontes da Lusa, com confrontos entre os pais dos atletas das duas equipas, depois da vitória por 3-0 dos iniciados do Lusitano, de que resultou um ferido grave entre a comitiva trambela. Voaram placas de alumínio, houve murros e pontapés, tendose instalado o pânico entre atletas e familiares que ali se tinham deslocado para verem jogar os seus filhos ou netos. Na Holanda tudo ficou a dever-se a uma substituição, ao que parece por incapacidade física, de um dos árbitros auxiliares, por alguém afecto ao clube da casa, que acabou por não agradar à equipa adversária. No final o descontentamento foi descarregado sobre o árbitro que acabou agredido até à morte. É óbvio que qualquer destas duas situações é linearmente condenável e ambas merecem uma reflexão, numa altura em que, tanto a FIFA como a UEFA, se esforçam,

cada vez maia, para que o “fair play” seja uma realidade dentro das quatro linhas. Com ou sem cinco árbitros, em todos os jogos; com ou sem o recurso às novas tecnologias, os árbitros vão continuar a errar. Paradoxalmente será nos escalões mais jovens que esses erros serão os maiores, porque é neles que vamos encontrar os árbitros no início das suas carreiras, mas nem os pais nem os dirigentes dos clubes podem incutir, aos olhos desses jovens atletas, o seu descontentamento agressivo, ao ponto de se poder assistir a verdadeiras batalhas campais entre adeptos e apoiantes dos clubes e, muito menos, noticiar-se a morte de um árbitro Pais e dirigentes têm aqui uma obrigação acrescida que é a de explicarem àqueles jovens que os erros na arbitragem são erros humanos, genericamente compreensíveis, de que irão ter consciência mais tarde se enveredarem por uma carreira de jogador de futebol ou de qualquer outra modalidade desportiva. Quando o fanatismo der lugar à razão nada disto acontecerá, porque saber respeitar o adversário é cada vez mais um imperativo de todos.


OPINIÃO

8/Via Rápida

A INFORMAÇÃO FINANCEIRA E A ÉTICA A propósito das contas públicas do Estado, ouvimos e lemos, às vezes até em demasia, termos técnicos do domínio de estudiosos e especialistas: déficit, dívida pública e dívida privada, consumo público e consumo privado, balança comercial, austeridade, entre outros. Ora, o Estado tem vindo a exigir, de forma crescente, ao longo dos anos, aos empresários (em nome individual, incluindo os trabalhadores a recibo verde) e às empresas informação financeira: compreensível (qualquer interessado a possa perceber); relevante (importante para a tomada de decisão); fiável (isenta de erros materiais); e comparável (permite a análise através do tempo). Estes, assessorados pelo Técnico Oficias de Contas e, em empresas de maior dimensão, por Revisores Oficiais de Contas, cumprem com as suas obrigações, cada vez mais exigentes e sujeitas a supervisão/ins-

peção. A fim de minimizarem os riscos de incumprimentos, com penalizações civis e criminais, organizam-se com sistemas de informação modernos, atuais e eficientes, adequados às suas necessidades de informação, útil e atempada, para a tomada de decisão. Aliás, só organizações com estas caraterísticas continuam de pé, com uma gestão proactiva, que antecipa os problemas, num contexto nacional tão adverso. Se o Estado fizesse a si próprio (incluindo empresas públicas e municipais, autarquias, fundações) o que exige ao setor privado, não estaríamos na situação atual. De que adianta emitir legislação e outras normas (de controlo interno, grau de endividamento, Plano de Gestão de Riscos de Corrupção e Infrações Conexas, por exemplo) se não são supervisionados em tempo útil e penalizados os incumpridores? De que adianta,

06/12/2012

uns anos depois, virem longos relatórios do Tribunal de Contas (será que são lidos?!) ou de outro organismo equivalente, se já não é informação atempada nem útil? Que consequências advêm? Pela informação que nos vai chegando, são raros os casos em tal acontece, e que se 'arrastam' em tribunal. A título de exemplo, há organismos que há mais de 10 anos estão obrigados a ter um sistema de controlo interno em funcionamento, mercê da entrada em funcionamento do Plano Oficial de Contabilidade Pública. É claro que há quem tenha um manual de controlo interno em funcionamento, devidamente atualizado e supervisionado pela atividade de auditoria interna. Mas também há outros cuja função não passou da letra impressa no documento que tiveram de entregar à tutela e que é desconhecido internamente, isto é, não está em funcionamento. E que consequências têm? Ora, este tipo de situações não têm paralelo no setor privado. Aí do empresário/empresa que seja 'fiscalizado' pela Autoridade Tributária e Aduaneira (ATA) e não tenha a sua contabilidade devidamente organizada e impostos em dia. E a ATA não é o único organismo se fiscalização. De acordo com a atividade da empresa, estão sujeitos a uma variedade de entidades de fiscalização. O Estado, tal como o órgão de gestão de qualquer empresa, deve ser o primeiro a dar o exemplo no cabal cumprimento de todas as normas que emite. É uma questão de princípio e de ética. Infelizmente, a ética é um desses temas que, como a comida ou a casa, se vai revelando progressivamente importante à medida que se faz sentir a sua falta. (José António Gonzalo)

SOCIEDADE

06/12/2012

ESPECTADOR COMPROMETIDO

Por: José Lapa

A revista Visão (22nov12) dedicava o seu último número à pobreza. Associava-a às questões de cidadania. Ou seja, recordava, que combater a pobreza, era um elevado ato de cidadania. Está bem, é uma lapalissada, mas esquecida, na voragem das estatísticas, do deficit, da consolidação orçamental, das

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POBREZA, UMA DOENÇA políticas sacras da purificação económicofinanceira… uf! Que canseira. A pobreza, era sim descrita na revista, por Carlos Tê: “Redefinir a pobreza para não perverter o essencial. Não ter um hi-phone não é ser pobre. Nunca ter entrado numa livraria é. Ser pobre é entregar o destino a tecnocratas penitentes.” Esta ideia de Carlos Tê, faz-me lembrar outra tirada, de António Lobo Antunes: “A cultura é uma coisa apavorante para os ditadores. Um povo que lê nunca será um povo escravizado”. Já Gonçalo M Tavares, na Revista Visão de 17maio2012, escreve: “A pobreza é uma doença que nos incapacita, impedenos de intervir. Com a pobreza, não é possível manter os mesmos níveis democráticos.” Por estas e outras é fundamental perceber, que a pobreza deve ser combatida e não promovida como modelo paradigmático de saída para a crise. Uma espécie de opção pela terra queimada, para fazer germinar o bom cereal da economia, que nos virá devolver o bom estado em vivíamos artificialmente, ou disso nos querem convencer.

A pobreza tem de ser combatida com tenacidade e, faz-me impressão, revolta-me que possa ser promovida em discursos políticos. Assim, como me revolta que seja varrida para debaixo do tapete, para não ser uma nodoa numa qualquer boa imagem. A pobreza constitui uma forma de exclusão social, que não permite uma integração social plena, um equilíbrio justo entre todos. Isto é, a pobreza é um fator perturbante de desigualdade social, inaceitável em democracia. E é triste que possa ser reclamada como solução politica para os males da economia. Fernando Nobre, que nunca devia ter resistido às delicias do poder e ter seguindo o caminho caminhando, tem um conceito inabalável: “O fim da Pobreza e da Miséria: uma exigência ética, moral e social mais que justa: imprescindível.” Dimensões de uma doença: cultural, ética, recursos. A democracia, o Estado, os cidadãos, não podem ignorar este mal e devem abdicar de medidas de cosmética, combatendo ferozmente este cancro. Se assim não for, o futuro se encarregará de nos empobrecer a todos.

CÁRITAS REALIZA I CONGRESSO «GERAÇÕES ATIVAS» Por: José Lorena

ECONOMIA DE PROXIMIDADE E DESENVOLVIMENTO LOCAL Em diferentes ocasiões tenho feito a defesa da designada “economia de proximidade” que se pode definir simplesmente por “produzir localmente, transformar localmente e consumir localmente”. Numa altura em que a UE procura pôr de pé a nova estratégia Europa 2020, o contributo de todos os agentes pode ser importante para que sejam atingidos os objetivos definidos em termos de combate ao desemprego e à pobreza, incremento das condições ambientais mais adequadas, etc. E este contributo pode ser feito também ao nível local. Tendo em conta que atualmente a agricultura utiliza 70% da água disponível e é responsável por 30% da emissão de gases com efeito de estufa, o modelo de produção existente é sustentável, daqui a, digamos, 20 anos, se a China, a Índia e o Brasil tiverem consumos médios por habitante idênticos aos dos europeus? No mínimo, é preciso questionar este modelo de produção agrícola

pois, se por um lado, é necessário assegurar alimentação para todos, por outro importa que as condições de vida e de saúde no planeta continuem garantidas. Ora, a agricultura intensiva é fortemente dependente do uso de água, de energia e de solo. Sendo assim, é preciso encontrar meios para uma utilização mais sustentável de todos estes recursos. A economia de proximidade, sem ser a resposta, pode ajudar a encontrar uma resposta. Se for possível evitar o deslocamento de um camião com uma tonelada de alimentos, ao longo de 1000Km, estaremos a evitar a emissão de 320 Kg de CO2 e a poupar umas largas dezenas de litros de gasóleo. Mas, pode a economia de proximidade gerar riqueza e emprego? Estudos realizados, particularmente nos EUA, têm mostrado um importante efeito multiplicador desta atividade. Pelo acréscimo de 1 dólar em despesas com produtos agrícolas locais, é induzido um crescimento de 1,47 dólares nas restantes atividades locais. Por

outro lado, por cada 10 novos empregos criados na agricultura local, são criados mais 6 empregos nas restantes atividades. A estes efeitos, facilmente quantificáveis, pode-se acrescentar a satisfação de necessidades de grupos significativos da população: consumidores que procuram produtos com o sabor e a qualidade “da terra” e pequenos produtores agrícolas e suas famílias que podem usufruir de um complemento de rendimentos. Por outro lado, como já acontece em muitas situações, a economia de proximidade de produtos agrícolas pode estar associada, em colaboração com as escolas, a uma politica de incremento de práticas alimentares saudáveis. Ao nível de cada freguesia ou de um município é possível promover um conjunto de ações de incentivo à economia de proximidade. A título de exemplo: - Apoiar a formação de associações de pequenos agricultores - Incentivar a criação de redes de distribuição de produtos locais pelo comercio local, restaurantes, padarias e pastelarias - Utilização da internet, enquanto canal de comunicação e de venda - Incentivar os produtores locais a participarem nas iniciativas de venda em mercados regulares ou feiras temáticas - Promover a compra de produtos locais por parte de instituições como cantinas escolares ou de hospitais, etc. Muitos municípios já desenvolvem várias destas atividades. Importa agora que estas ações se multipliquem e que a atividade seja planeada e tenha como objetivo a inclusão dos pequenos produtores e comerciantes locais, bem como instituições de saúde e escolas, numa estratégia concertada.

A Cáritas Diocesana de Viseu, em parceria com os consultores Viseugest, está a fazer os preparativos para o I Congresso “Gerações Ativas”, a realizar no próximo dia 15 no auditório do Centro Sócio-Pastoral da Diocese de Viseu. A iniciativa integra-se no Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações. De acordo com os organizadores, há indicadores que reforçam a necessidade de um trabalho contínuo de partilha de conhecimentos e saberes entre as novas e as mais antigas gerações. No concelho de Viseu, por exemplo, onde 17 por cento da população tem mais de 65 anos, é preciso que a solidariedade faça com que as pessoas estejam ativas e sejam aproveitadas, constituindo uma mais-valia para as restantes gerações. Para o presidente da Cáritas Diocesana de Viseu, José Borges, “deve ser incentivado um envelhecimento com dignidade às pessoas”. O mesmo responsável defende que os idosos “estão a ser sobrecarregados com impostos”. “Por isso”, acrescenta, “não só organizamos este congresso para debater este tema, como também, com os nossos profissionais e volun-

tários, fazemos o que podemos para acudir a quem precisa de ajuda”. Para debater e esclarecer este tema, os organizadores da iniciativa escolheram um painel de comunicações e oradores. Os trabalhos vão iniciar-se com a revelação do projeto “Gerações Ativas”, da Càritas Diocesana de Viseu. A necessidade de “Envelhecer com Qualidade” vai ser introduzida por dois especialis-

tas no assunto. Rui D'Espiney (Diretor Executivo do Instituto das Comunidades Educativas) e José Augusto Pereira (Diretor da Universidade Sénior de Rotary de Viseu) serão os principais oradores. O debate deste tema será moderado por Vítor Gonçalves, jornalista e ex-diretor adjunto de informação da RTP. Como participantes no debate está garantida a presença do Bispo de Viseu, D Ilídio Leandro, do ator Ruy de Carvalho,

do presidente da Câmara Municipal de Viseu, Fernando Ruas, do Diretor do Centro Distital de Viseu da Segurança Social e do Presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio Fonseca. O Congresso terá a participação de músicos como Ricardo Azevedo e o Padre Victor. A encerrar o evento as escadarias da Igreja dos Terceiros vai ser palco de um gesto pela paz e pela solidariedade designado por “Dez Milhões de Estrelas”.


18/Via Rápida

SOCIEDADE

06/12/2012

CAMINHADA VOLUNTÁRIA JUNTOU 120 EM LAMEGO A manhã solarenga do primeiro sábado de dezembro, foi aproveitada por 120 pessoas para percorrem juntos, na cidade de Lamego, a Caminhada Voluntária, uma iniciativa que celebrou o 20º aniversário da Liga dos Amigos do Hospital de Lamego e o Dia Internacional do Voluntariado. O programa de atividades iniciou-se às 9 horas, no Parque Isidoro Guedes, com a realização de diversos rastreios, muito participados. A partir das 10 horas, os participantes iniciaram o percurso pedestre, numa distância de sete quilómetros, que teve como momento simbólico uma passagem pelo novo Hospital de Proximidade de Lamego, erguido junto ao nó da A24 desta cidade. Com o apoio da Câmara Municipal de Lamego, da Lamego ConVida EEM e do Centro Municipal de Marcha e Corrida, a Caminhada Voluntária constituiu mais uma oportunidade de convívio para o crescente número de praticantes de marcha e corrida neste concelho.

BANCO ALIMENTAR ANGARIOU 95 TONELADA DE ALIMENTOS NO DISTRITO O Banco Alimentar Contra a Fome de Viseu recolheu, no passado fim-de-semana, 95 toneladas de géneros alimentares na campanha realizada em 88 superfícies comerciais dos concelhos de Aguiar da Beira, Armamar, Carregal do Sal, Castro Daire, Cinfães, Lamego, Mangualde, Moimenta da Beira, Mortágua, Nelas, Oliveira de Frades, Penalva do Castelo, Penedono, Resende, Santa Comba Dão, São Pedro do Sul, Sátão, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Tondela, Vila Nova de Paiva, Viseu e Vouzela. “Os resultados ultrapassaram todas as expectativas, ficando muito próximos dos alcançados na campanha homóloga do ano passado, apesar da significativa deterioração das condições económicas e, em particular, da contracção do rendimento disponível das famílias portuguesas”, congratula-se Catarina Sobral.

06/12/2012

REGIÃO

7/Via Rápida

TERMAS DE AREGOS COM PROGRAMA DE TRATAMENTO GRATUITO PARA SÉNIORES DO CONCELHO DE RESENDE As Termas de Caldas de Aregos, em Resende, têm em marcha, desde o passado mês de Novembro e até Fevereiro de 2012, um programa gratuito de tratamentos, durante uma semana para os seniores do concelho, com idade igual ou superior a 65 anos, ou na situação de aposentação/reforma. Os inscritos que cumprem os requisitos pressupostos beneficiam, ainda, de transporte gratuito. “Promover as termas internamente e ajudar a aumentar a frequência dos naturais do concelho e, ao mesmo tempo, responder na área da saúde a uma

população que apresenta hoje mais dificuldades económicas”, são os objectivos do programa, sublinha o presidente da Câmara de Resende e responsável pela administração daquela estância, António Borges. As Termas de Caldas de Aregos disponibilizam os seguintes tratamentos: vias respiratórias (asma, bronquites faringites, sinusite e rinites); reumatologia (artrites, espondilose anquilosante, febre reumática, fibromialgia e Osteoartrose); e dermatologia (atopias/alergias, psoríase e eczema). Para além da promoção das

Termas e dos seus tratamentos junto da população resendense, o programa de sensibilização e incentivo ao termalismo das Termas de Caldas de Aregos pretende ainda “combater a sazona-

lidade e implementar políticas de acesso da população local a cuidados de saúde, promovendo a frequência termal a públicos particularmente desfavorecidos”.


6/Via Rápida

OPINIÃO

06/12/2012

06/12/2012

SOCIEDADE

19/Via Rápida

SEGURANÇA SOCIAL DE VISEU DEIXA IMIGRANTES A DORMIR NA RUA

Por: Carlos Vieira e Castro Myron Kosovskyy é um imigrante de 60 anos que está em Portugal há 11 anos,com Autorização de Residência válida até meados do próximo ano. È um dos imigrantes que tem contribuído com os seu trabalho e os seus descontos para a sustentabilidade da Segurança Social. Com a crise económica os imigrantes são vítimas do desem-

prego, a par de 700 mil portugueses (só pelos números dos inscritos nos centros de emprego). Myron recebia o Rendimento Social de Inserção, mas este foi-lhe cortado a partir de Novembro por não respondeu no prazo de 10 dias úteis a uma carta da Segurança Social de 31.10.2012. A nossa associação encaminhou-o para o posto da Segurança Social a funcionar no

Quartel da Paz, (Paróquia de S. José), onde o ajudaram a responder à Segurança Social, explicando que não respondeu atempadamente ao ofício devido a este ter ficado “embrulhado” no meio da publicidade que atulhava a caixa do correio. Sem dinheiro para pagar o quarto, Myron acabou a dormir na rua. Fomos com ele à Segurança Social de Viseu falar com uma assistente social que nos disse o

CULTURA GOLPE DE VISTA

No passado sábado, dia 1 de Dezembro, o grupo informal que em Viseu integra o movimento QUE SE LIXE A TROIKA! QUEREMOS AS NOSSAS VIDAS, participou num evento no Bairro Municipal, convocada nas redes sociais, para chamar a atenção da população da cidade para a demolição daquele conjunto arquitectónico considerado único por especialistas em património.

“O BAIRRO MAIS BONITO DE VISEU” Junto às ruínas das casas demolidas, num cenário a fazer lembrar um cidade bombardeada, tal o volume das enormes pedras amontoadas, o arquitecto Luís Pedro Seixas, ex-morador do Bairro Municipal, e ex-presidente da Associação de Moradores, explicou aos presentes a operação urbanística encetada pela Câmara, que passa por destruir mais de cem fogos de habitação social para construir blocos com um total de apenas 56 fogos sociais, sendo o espaço restante destinado à construção privada, numa altura de “estagnação, senão mesmo de refluxo do crescimento da população e quando não se colocam problemas à expansão da cidade noutras frentes”.

Várias pessoas presentes manifestaram indignação pela demolição do bairro. Gerrie Wolfs, holandesa, afirmou que quando chegou a Viseu, há 19 anos, ficou encantada com aquele bairro, o mais bonito da cidade”, ao qual se sente ligada já que os seus dois filhos frequentaram a Escola da Balsa, integrada no bairro. E acrescentou que na Holanda as pessoas preferem viver em casas térreas como aquelas, com jar-

dim e quintal, do que encaixotadas em apartamentos. Para além da visita guiada ao bairro e do debate sobre as formas de impedir o processo de destruição em curso e de recuperação deste local sem destruir a sua função social, foi exibido o excelente documentário de Raquel Castro, “O Bairro”, e um vídeo com fotografias antigas que emocionaram alguns dos moradores presentes no convívio.

(Secção da responsabilidade do Núcleo de Viseu de “OLHO VIVO - Associação para a Defesa do Património Ambiente e Direitos Humanos”) Nota: Críticas e sugestões para a Associação OLHO VIVO, telefone: 912522690 - olhovivo.viseu@gmail.com olhovivoviseu.blogspot.com

RUÍNAS ROMANAS DA RAPOSEIRA (MANGUALDE) VÃO SER MUSEALIZADAS

que já sabíamos: que o único Centro de Acolhimento Temporário da Segurança Social de Viseu, a funcionar na Caritas Paroquial de Santa Maria tinha os quartos todos esgotados. E mais nenhuma resposta foram capazes de accionar de imediato, deixando o pobre homem a dormir na rua, com temperaturas abaixo de zero, como a que fazia na noite em que, de surpresa, o fomos fotografar a dormir embrulhado num cobertor, num jardim, depois de nos chegarem testemunhos de vizinhos que nos alertaram para a situação. É a quarta vez que recorremos à Segurança Social sem obtermos resposta para “sem abrigo”. Duas delas, recentemente, com imigrantes de Leste que, depois de muitos anos de trabalho em Portugal, já só pedem que lhes paguem o bilhete de retorno para os seus países de origem. Como é possível que o Estado português trate assim os imigrantes que, segundo um estudo do Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ver blogue do Núcleo de Viseu da OLHO VIVO em 6.01.2012), só em 2010 deram um lucro à Segurança Social de 316 milhões de euros?

Já arrancaram os trabalhos de requalificação e valorização das Ruínas Romanas da Quinta da Raposeira, em Mangualde. O projecto, elaborado pela Câmara Municipal, representa um investimento de 150 mil euros, montante comparticipado em 80 por cento pelo PRODER, e está a ser desenvolvido pela empresa Arqueohoje. A intervenção na Citânia da Raposeira, com uma duração prevista de um ano, “é essencial para que depois se passe para a fase da musealização, na qual será possível efectuar visitas públicas e académicas àquele espaço que representa um pedaço da nossa história”, explica João Azevedo, presidente da Câmara Municipal de Mangualde. As Ruínas Romanas da Raposeira representam uma Vila (Quinta) Romana, ocupada desde o séc. I até ao séc. IV. A zona dos balneários é a que mais interesse desperta devido à sua técnica de construção.


20/Via Rápida

CULTURA

«UM PRESENTE CHEIO DE NATAL» NO MERCADO VELHO DE TONDELA A galeria do Mercado Velho de Tondela acolhe, até 20 de Dezembro, a quinta edição da exposição «Um Presente Cheio de Natal». Este certame que já faz parte do circuito cultural de eventos do Município, pretende levar a todos, nesta quadra natalícia, as potencialidades e a criatividade dos artistas e decoradores do concelho e da região Centro. Este ano também com sabores e saberes. Numa organização do Pelouro da Cultura do Município, a Mostra integra um conjunto de doze expositores que, na sua maioria, apresentam trabalhos e peças alusivas ao natal. Estão patentes obras dos seguintes artistas: José Carlos (São Pedro do Sul); Anabela Gomes, Fátima Cardoso, Nuno Simões, Lurdes Duarte e Carla Filipe (Viseu); Marta Silva (Mortágua), Rita Caetano, Florista Lucinda, Luísa Miranda, Quinta da Ribeira e Quinta do Vale Minhoto (Tondela); Wonatur (Seia); e Sónia Nabais (Pampilhosa). A exposição está aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 10.30h às 13.00 horas e das 14.00 h às 18.30 horas, e aos sábados e domingos, das 15.00h às 19.00 horas.

17 EDITORAS NA FEIRA DO LIVRO EM NELAS «Neste Natal ofereça um livro», é o mote da Feira do Livro que está a decorrer na Biblioteca Municipal de Nelas, até ao dia 22 de Dezembro, uma iniciativa promovida pela Câmara Municipal. A edição deste ano, que conta com a presença de 17 editoras do Grupo LEYA, com livros a partir de 2,50 euros e novidades literárias com descontos de 10 por cento, tem como atracção complementar as sessões de contos para pais e filhos, com actividades de animação e leitura aos sábados – destaque para a sessão de autógrafos com o escritor António Torrado realizada a 17 de Novembro -, a exposição de Presépios da artesã Lia Alvadia; exposição de fotografia e poemas de Fábio Rodrigues e Sérgio Espírito Santo; e a oficina de Natal “Present´Arte” dirigida a famílias (15 de Dezembro). A Feira decorre no horário da Biblioteca Municipal de segunda a quinta das 9h30 às 18h00, sexta das 9h30 às 18h30, e aos sábados das 14h30 às 18h00.

06/12/2012

06/12/2012

REGIÃO

5/Via Rápida

ROTEIRO MAIS CENTRO «DÃO LAFÕES» COM 15 PROPOSTAS TURÍSTICAS NA REGIÃO Com dezena e meia de propostas, materializadas noutros tantos projectos visitáveis, desde o Museu de Arte Sacra na Sé Catedral de Viseu, passando pelo Parque Urbano de Tondela e Ecopista, até às Piscinas e Casa da Ínsua em Penalva do Castelo, o Roteiro Mais Centro «Dão Lafões» foi apresentado e lançado em Viseu como mais um instrumento (em formato de papel e digital) de apelo e incentivo à utilização e visitas a projectos financiados por fundos comunitários. A cerimónia de lançamento do Roteiro, promovida pela Comissão Directiva do Programa Mais Centro e pela Comunidade Intermunicipal de Dão-Lafões, realizou-se na última sexta-feira no Welcome Center de Viseu, numa sessão que serviu também de pretexto para a atribuição e entrega dos Prémios de Reconhecimento Mais Centro 2012. Instituídos para distinguir o município, a entidade do sistema científico e tecnológico, e a comunidade intermunicipal com maior taxa de execução até 31 de Outubro de 2012, os prémios foram entregues à Câmara Municipal de Figueira de Castelo Ro-

drigo, ao INOV INVES, e à Comunidade Intermunicipal Beira Interior Sul, respectivamente. Foi ainda distinguida a empresa que mais postos de trabalho criou, apoiada pelo Mais Centro, galardão este entregue à WIT Software. Na sub-região Dão Lafões, o programa Mais Centro apoiou 305 projectos até Novembro de 2012, que correspondem a um investimento total de 167 milhões de euros, com uma comparticipação comunitária de 121

milhões. Uma grande parte destes projectos diz respeito a incentivos a micro e pequenas empresas. Os projectos de mobilidade (45), de regeneração urbana (45), de requalificação da rede escolar (15), de economia digital (14), de valorização e requalificação ambiental (14) e de áreas de acolhimento empresarial (7), foram outras das principais apostas de investimento. Pedro Saraiva, presidente da Comissão de Coordenação e

Desenvolvimento Regional do Centro, que presidiu em Viseu à sessão de lançamento do Roteiro Mais Centro «Dão Lafões», sublinhou que até Novembro deste ano foram apoiados pelo programa Mais Centro 3.800 projectos, num investimento total de 2,5 milhões de euros, que obtiveram uma comparticipação comunitária de 1,6 milhões de euros. A execução, até ao final de 2013, da totalidade daquela verba (estão ainda disponíveis 70 milhões de euros para aprovação de projectos a apresentar), é agora o principal objectivo da Comissão. Já com as atenções viradas para o próximo quadro comunitário de apoio, Carlos Marta, presidente da Comunidade Intermunicipal da Região Dão Lafões, lembrou, na mesma sessão, a necessidade de mais investimentos na região, nomeadamente ao nível da manutenção de vias e da regeneração urbana. Contudo, e segundo o também presidente da Câmara Municipal de Tondela, as apostas deverão incidir também na criatividade, inovação e internacionalização de empresas, sobretudo nos países de língua oficial portuguesa.


4/Via Rápida

ACTUALIDADE

06/12/2012

PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE LAMEGO DEFENDE CRIAÇÃO DA COMUNIDADE INTERMUNICIPAL DOURO SUL

O presidente da Câmara Municipal de Lamego, Francisco Lopes, desafiou as instituições, as empresas e as gentes da região a avaliarem “a possibilidade de constituir uma Comunidade Intermunicipal Douro Sul com os 10 municípios historicamente ligados à Beira Douro”. Esta proposta, contida no discurso de abertura das III Conferências do Douro-Sul, enquadra-se no âmbito da atual reforma administrativa que o Governo está a preparar e, caso avance, deverá trazer “ao território forte cooperação supramunicipal, mas também verdadeira interação entre as instituições e os demais atores regi-

onais”. “Sei que esta será uma proposta polémica, desde logo porque implicará com algo que todos prezamos muito: o Douro!”, conclui o autarca. A defesa de um “caminho que nos levará a um destino escolhido por nós próprios” contraria até muito do que defendeu no passado quando, em 2002, foi um “firme defensor” da criação de uma única comunidade constituída pelos municípios do Douro e de Trás-os-Montes, “convicto da escala, da massa crítica, na criação de sinergias e na implementação de projetos estruturantes”. Volvida uma década depois, Francisco Lopes sustenta que mais importante do

que a dimensão e a escala “é a homogeneidade, a proximidade física e cultural, o entendimento e cooperação efetivas entre instituições, o envolvimento voluntário dos diversos atores locais e regionais, em suma, a comunhão de objetivos e a existência de um espírito de comunidade, que facilite verdadeiros processos de governança.” Atualmente “entalado” entre o Douro e a Beira e espartilhado administrativamente entre o norte e o centro, o território que constituirá a futura CIM Douro Sul, caso venha a ser viabilizada, respeitará os requisitos mínimos definidos pelo Governo: a união de pelo menos

cinco municípios e uma população de mais de 90 mil habitantes. Na proposta apresentada aos autarcas e aos cidadãos que estiveram presentes nas Conferências do Douro Sul, o Presidente da Câmara de Lamego foi mais longe e apelou a que esta reforma administrativa seja acompanhada por uma reforma política: “As CIM, só se afirmarão como unidades de formulação e implementação de políticas públicas territorializadas, se coincidirem com as estruturas de organização política e eleitoral dos partidos e do estado, ou seja, se vierem a substituir os distritos como círculos eleitorais, preferencialmente de base uninominal”. “Que sejam transferidas para os municípios as competências, estruturas, pessoal e financiamento dos serviços da administração central com base municipal”, propõe. Organizadas pela Associação de Municípios do Vale do Douro Sul, em colaboração com a Associação de Desenvolvimento do Vale do Douro – Beira Douro, a terceira edição destas Conferências decorreu, a 23 de novembro, no Teatro Ribeiro Conceição, em Lamego. Este ano, a iniciativa incidiu sobre a estratégia de desenvolvimento para este território que foi apresentada por Augusto Mateus, debruçando-se sobre as potencialidades e os problemas que apresenta e indicando algumas linhas de orientação no âmbito da “Agenda 2020”. O encontro contou ainda com a presença dos deputados do Parlamento Europeu Elisa Ferreira, José Manuel Fernandes e Ilda Figueiredo que abordaram “Os desafios da construção europeia – convergência ou crise?”. A sessão de abertura deste espaço de reflexão foi presidida pelo ministro da Administração Interna, Miguel Macedo.

Director: Ricardo Silva • Redacção - Chefe de Redacção: José Cardoso • Colaboradores:Afonso Marques, Carlos Bergeron, Carlos Vieira e Castro, José Lapa, José Reis, Luís Lopes, Manuel Morgado Propriedade: José Cardoso • Depósito legal n.º 146546/00 • N.º de registo no ICS - 117441 N.º fiscal de contribuinte - 135605547 • Departamento Comercial: Luísa Matos (publicidade@jornalviarapida.com) Edição On-line: Marco Alexandre • Paginação e Arranjo Gráfico: ROSTO CRIATIVO - Viseu Impressão: TIPOGRAFIA OCIDENTAL - Viseu • Tiragem: 4.000 Ex. www.jornalviarapida.com Os artigos de opinião publicados neste Jornal são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Sede e Redacção: Rua D. Francisco Alexandre Lobo, 55-3.º dto • 3500-071 Viseu Contactos: Tel. - 232426058 • Telem. - 966061468 • Fax - 232426058 • E-mails - geral@jornalviarapida.com - publicidade@jornalviarapida.com

06/12/2012

DESPORTO

21/Via Rápida

ANDRÉ MOURA E RUI FIGUEIREDO BRILHARAM EM CASA

Por: Irene Frias Depois dos Campeonatos Absolutos da Associação de Natação de Aveiro disputados em Estarreja, os nadadores de Viseu voltaram a brilhar, e desta feita em casa. Nas piscinas do Fontelo, na prova de fundo para infantis e juvenis, organizada pela mesma Associação, os academistas estiveram presentes em quatro dos sete pódios finais. Numa competição que contou com cerca de 140 atletas

em representação de 15 clubes, a equipa de Viseu mostrou-se com muita qualidade, espelhando-se isso nos resultados finais. João Teixeira foi o primeiro viseense a ser chamado ao pódio, tendo sido o terceiro classificado da categoria de Infantis A. Seguiuse Cláudia Martins, que foi segunda classificada também em Infantis A. A classificação final do torneio resultava do somatório dos pontos da Tabela

FINA, da prova de fundo de Livres e dos 400 Estilos. Em Juvenis havia mais três pódios, uma vez que em femininos só há um ano, e dois masculinos, A e B. Com as boas prestações dos nadadores do Académico de Viseu, foi possível vencer de forma absoluta o escalão juvenil. André Moura foi o grande vencedor dos Juvenis B, com destaque para o tempo realizado na prova de 400

Estilos, que nadou em 5.02. Em Juvenis A, foi o também academista Rui Figueiredo a somar mais pontos, voltando a colocar as cores do Académico de Viseu no lugar mais alto do pódio. Até ao final do ano de 2012 os viseenses vão ainda disputar ainda o Nacional de Clubes feminino na Mealhada, e o Nacional de Clubes masculino, em Santo António dos Cavaleiros, Lisboa.

CONVÍVIO SENIOR NO PERCURSO CARAMULO DO MONTEBELO Por: Álvaro Marreco O percurso Caramulo do Montebelo recebeu mais uma prova dos seniores viseenses. O frio e o percurso algo dificultado fizeram mossas, pois nenhum dos presentes conseguiu derrotar o campo. Assim, 34 pontos bastaram para dar a vitória ao mangualdense Alberto Amaral. Com igual pontuação ficou José Marques, seguindo-se Augusto Costa com 33, Idalina Cardoso, Ronald Warner e Samuel Barros com 31, Álvaro Marreco 29 e José Artur, Manuel Souza e Armando Leitão todos com 27. Na classificação real José Marques impôs o seu handicap

(12,4 o mais baixo em jogo) e venceu com uma vantagem de 7 pontos. Foi seguido pela Idalina Cardoso e Samuel Barros com 16, Augusto Costa 15, Álvaro Marreco 13, Alberto Amaral 11,

José Artur 9, Hermenegildo Morgado e Ronald Warner 8, completando o top “ten” o Manuel Souza com 7. Samuel Barros foi o autor da pancada mais longa e Manuel Souza con-

seguiu a pancada mais certeira. A prova terminou com um «parabéns a você» ao aniversariante Carlos Rodrigues, que brindou todos os presentes com umas aprimoradas guloseimas.


DESPORTO

22/Via Rápida

06/12/2012

AQUILINO ROCHA PINTO CUMPRE QUARTO MANDATO NA ASSOCIAÇÃO DE TÉNIS DE MESA DO DISTRITO DE VISEU Aquilino Rocha Pinto volta a estar à frente dos destinos da Associação de Ténis de Mesa do Distrito de Viseu, para o quadriénio 2012/2016, ao ser reeleito presidente da direcção, iniciando assim o seu quarto mandato. A cerimónia de tomada de posse dos dirigentes decorreu no Salão Nobre da Câmara Municipal de Lamego. O reeleito lembrou o papel da Associação no “desenvolvimento do Ténis de Mesa no Distrito de Viseu sem esquecer do trabalho realizado no quadriénio 2008/20012, nomeadamente no aumento do nú-

mero de clubes e de atletas filiados, sem esquecer do reconhecimento do anterior Governo, em ter reconhecido a Associação, em 2010 como Instituição de Utilidade Pública”. A cerimónia contou com a presença de Matos de Almeida, presidente da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Ténis de Mesa; Margarida Duarte, vereadora do Desporto da Autarquia de Lamego; Teresa Santos, deputada da Assembleia da Republica; Filipe Lima, presidente da Assembleia Geral da ATM Distrito de Viseu; Paulo Barradas, Membro de Mérito da

ATM Distrito de Viseu/antigo Deputado da Assembleia da Re-

06/12/2012

ACTUALIDADE

3/Via Rápida

«SCALLA» E «PASTELARIA HORTA» DÃO NOVO FÔLEGO À RUA FORMOSA

publica e António Tunes, Embaixador da Ética Desportiva.

CARTÓRIO NOTARIAL Notária – Marina da Conceição de Sousa Alves Martins de Carvalho Rua dos Olivais n.º 4 – VISEU EXTRACTO Marina da Conceição de Sousa Alves Martins de Carvalho, notária deste Cartório, certifico, narrativamente, para efeitos de publicação, que no Cartório Notarial de Viseu, sito na Rua dos Olivais, nº 4, no livro de notas nº 146 a folhas 52, foi lavrada uma escritura de Justificação, pela qual HENRIQUE DE JESUS OLIVEIRA, c.f. nº 135986583 e mulher DORINDA DA COSTA, c.f nº 162868812, casados em comunhão de adquiridos, ambos naturais da freguesia de Cavernães, concelho de Viseu, residentes na Rua Serpa Pinto nº 71 - 1º esqº, em Viseu, declarou que são donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem dos seguintes prédios, sitos na freguesia de Cavernães, concelho de Viseu. 1-Urbano - casa com dois pavimentos destinada a arrumos e quintal, sito ao lugar de Passos, com a superfície coberta de 118,65m2 e descoberta de 133,35m2; a confrontar do norte com Rua, do sul com caminho público e do nascente e poente com José Bernardino Saraiva; inscrito na matriz sob o artigo 488, descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Viseu sob o número três mil e oitenta e cinco e ali registado a favor de Luís Ferreira de Figueiredo. 2- Urbano - casa de construção antiga para habitação, sita ao lugar de Passos, com a área de 190m2; a confrontar do nascente, sul e poente com Rua e do norte com António de Oliveira; inscrito na matriz sob o artigo 489, e não descrito na indicada Conservatória do Registo Predial. Que o prédio indicado na verba 2 veio à sua posse por compra que fizeram a Eugénia Maria Viana Ferreira de Melo e Lemos, que foi solteira maior, residente na Casa do Serrado nesta cidade de Viseu, sem que tivessem formalizado qualquer acto e transmissão. Que o prédio indicado na verba número 1 veio à sua posse por compra que fizeram à mesma Eugénia Maria Viana Ferreira de Melo e Lemos, por escritura lavrada em 23/07/1973, a folhas 50vº, do livro de notas 330-B do extinto Segundo Cartório Notarial de Viseu, ali identificado pela verba número dois, (á qual adquiriram também o prédio contíguo inscrito na matriz sob o artigo 489,) e que por lapso ou por dificuldades em promover o trato sucessivo não foi incluído na indicada escritura. Que pelo que sabem o titular inscrito faleceu no ano de 1933, no estado de casado com Maria de Melo Lemos e Alvelos - esta falecida no ano de 1939 - sendo as suas únicas e actuais herdeiras as indicadas Eugénia Maria Viana Ferreira de Melo e Lemos e Maria de Melo e Alvelos Ferreira de Figueiredo Viana. Que apesar de ter havido Inventário no Tribunal judicial de Viseu por morte daqueles, o mencionado artigo 488 não consta do inventário, por erro da identificação dos bens, sendo certo porém que nas partilhas aquele prédio foi atribuído á indicada Eugénia Maria Viana Ferreira de Melo e Lemos. Que os justificantes pretendem registar a aquisição dos indicados prédios, a seu favor, mas dada a situação exposta, relativamente ao artigo 488 não lhes é possível obter título relativo àquela transmissão para efeitos de trato sucessivo no registo predial. Que desde a data em que compraram os indicados prédios que os requerentes estão na sua posse e deles têm usufruído, há mais de vinte anos, usando-os para arrumos e arrecadação de produtos agrícolas palha e lenha, cuidando do seu arranjo e manutenção, pagando os impostos e taxas á vista e com conhecimento de toda a gente, e sem qualquer oposição, na convicção de serem os seus donos e antes deles, a referida Eugénia Maria Viana Ferreira de Melo e Lemos, á qual adquiriram os mesmos imóveis, pelo que os adquiriram por usucapião que a seu favor invocam. ESTÁ CONFORME O ORIGINAL. Cartório Notarial, Rua dos Olivais nº 4 – 22/11/2012 A Notária: Marina da Conceição de Sousa Alves Martins de Carvalho (Jornal Via Rápida 06.12.2012)

DOIS DIAS DE FESTA DE NATAL NO CENTRO HOSPITALAR Fotos: Rui da Cruz

A Rua Formosa começa a ver uma luz ao fundo do túnel. A inauguração recente da loja de decoração «Scalla», e a reabertura, já este sábado, da prestigiada «Pastelartia Horta», são um sinal de que a tradição comercial desta artéria pode estar de volta. Ou, pelo menos, tudo indica que está a ganhar um novo fôlego. Algo que, espera-se, pode ajudar os comerciantes a aguentar uma crise que tem levado ao encerramento de centenas de lojas no concelho e distrito de Viseu. Os dois estabelecimentos aliam a modernidade à tradição. A «Scalla», do Grupo Macovex, instalada no número 63 da Rua Formosa, é uma lufada de ar fresco. O design do espaço, acolhedor e luminoso, tem disponível uma panóplia de artigos de decoração de alta qualidade a preços tentadores. Cerâmicas, acrílicos, iluminação, têxteis (tapeçarias, atoalhados, mantas), sabonetes, aromáticos,

mobiliário e papel de parede, são apenas alguns dos milhares de artigos que compõem o seu recheio. Detentora de um conceito que associa diferentes tendências no mundo da decoração, a Loja «Scalla» tem a vantagem de associar ao atendimento personalizado dos seus clientes, a vontade de “reforçar a relação afectiva” que já existe e é cultivada no Grupo Macovex.

HORTA: O REGRESSO DO CHÁ DAS CINCO Imagem de tradição e saberes acumulados guardados e transmitidos ao longo de gerações, a Pastelaria Horta regressa este sábado, pela mão de um empresário de Aguiar da Beira, quando muitos viseenses já não acreditavam que seria possível manter um estabelecimento que é imagem de marca da cidade e particularmente da Rua For-

mosa. Encerrado em Março devido a dificuldades dos anteriores proprietários, após 140 anos de existência, a Horta regressa com o “chá das cinco”, a doçaria tradicional que lhe deu fama, e além do novo visual, respeitador da história do espaço, com uma secção de fabrico de pastelaria próprio. Ponto de encontro de gerações de viseenses, o estabelecimento regressa como uma indiscutível mais-valia para a animação do comércio tradicional no centro histórico de Viseu. Como nos tempos idos quando o estabelecimento era procurado por quem, de longe, não queria perder a oportunidade de saborear as especialidades regionais que ali tinham um dos seus «santuários», como as castanhas de ovos, os papos de anjo, ou os pastéis de feijão e de Santa Luzia. O escritor Aquilino Ribeiro era um dos habituais frequentadores.

A já tradicional Festa de Natal do Centro Hospitalar Tondela - Viseu, EPE, um dos momentos de convívio e alegria mais aguardados pelos doentes e por toda a comunidade hospitalar, está marcada para o dia 16 de Dezembro em Viseu (domingo), prolongando-se na Unidade de Tondela no dia 17. Este ano, serão distribuídas a todos os utentes internados nas diversas Unidades do Centro Hospitalar, mantas polares, ofertadas pela Capelania do Hospital e com o apoio do Conselho de Administração. Na distribuição das lembranças de Natal, estarão presentes o Bispo de Viseu, os presidentes das Autarquias de Viseu e Tondela, elementos da Capelania do CHTV, da Comissão Organizadora, do Serviço Social e do Voluntariado. Como vem sendo habitual os festejos serão transmitidos através do circuito interno de vídeo e o espetáculo retransmitido em data a anunciar na Regiões TV ( canal 19 da Cabovisão e 193 da Zon)


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QUEM É QUE OS CONJURADOS DE 1640 ATIRARIAM HOJE PELA JANELA?

Hoje é um lugar comum dizer-se que Portugal está a perder a sua soberania. Efectivamente manda mais a Troika que o governo português, ordena mais a chancelerina Merkel que o Presidente da República. Porque a Troika nos manda trabalhar mais por menos dinheiro, o governo acabou com feriados como o 1º de Dezembro. Fartos de 60 anos de ocupação castelhana, os conjurados de 1640 restauraram a independência de Portugal, mas nem todos os portugueses estavam ao lado dos 40. A conjura partiu de um grupo de aristocratas conluiados com os burocratas letrados, mas a maior parte da nobreza receou afrontar os espanhóis. O clero também se dividiu, com curas, monges e até os jesuítas, que de início tinham apoiado as pretensões de Filipe II , mas talvez devido aos interesses económicos e sociais nas possessões ultramarinas portuguesas, acabaram a apoiar a revolta, enquanto a hierarquia preferiu colaborar com o ocupante, como fez a Inquisição. Aliás, a Santa Sé demorou anos a reconhecer a secessão. Também a burguesia se dividiu já que muitos mercadores tinham negócios com os espanhóis. O povo não participou na conjura, mas esta só resultou porque se

transformou num “movimento nacional e popular”, como sustentou Armando Castro. Foi o povo que preparou o caminho para a libertação através de motins ou revoltas contra a injustiça fiscal, contra a fome provocada pelos brutais impostos decretados por Miguel de Vasconcelos, que foi escrivão da Fazenda e secretário de Estado da duquesa de Mântua, vice-Rainha de Portugal, a mando de Filipe IV de Espanha e III de Portugal. Foi o que aconteceu em 1637 com o motim dos pescadores de Lisboa ou as “Alterações de Évora” contra os pesados impostos sobre o sal, a carne, o vinho e o aumento de 25% da “sisa do cabeção”, um imposto sobre o consumo. No Algarve os camponeses atacam Silves, Tavira e Faro e recebem o apoio de burgueses (artesãos e mercadores) em Aljezur e Lagoa. As revoltas alastraram à Beira Alta e ao Norte (Porto, Braga e Bragança). O medo de que tais revoltas pudessem colocar em causa a estabilidade da estrutura de classes é que deve ter levado os conjurados a atirar o corpo do traidor Vasconcelos pela janela, já cravejado de balas, para que o povo saciasse a sua sede de vingança. Hoje, 372 anos depois daquele 1º de Dezembro, já não há oposições violentas, a não ser nas abstenções do PS de Seguro. E, no entanto, estamos todos fartos da ocupação da Troika e do colaboracionismo cobarde e traidor do PSD e do CDS; fartos da austeridade que já provou não dar resultado; fartos do confisco de pensões e de salários;

fartos de ver 13 mil crianças a chegarem à escola com fome, todos os dias!!); fartos de ver 25 empresas por dia a ir à falência; fartos de um país sem trabalho para quase um milhão e meio de desempregados; fartos da humilhação de 700 mil homens e mulheres que vagueiam pelas ruas a pedir emprego a comerciantes e empresários com a corda na garganta para obterem um carimbo que prove ao Centro de Emprego que ainda não emigraram, nem desistiram de procurar trabalho neste país adiado; fartos de um governo incompetente e arrogante que vende o país a retalho a governos ditatoriais ou corruptos; fartos de um governo que ainda não tinha visto aprovado o Orçamento de Estado para o próximo ano, já estava a anunciar mais 4 mil milhões de euros de cortes na Saúde, na Educação e na Segurança Social. Isto num país que, segundo o último relatório da OCDE, de Outubro deste ano, investe na Educação apenas metade da média dos países daquela organização internacional, e onde apenas 52% dos jovens entre os 25 e os 34 anos terminam o secundário, contra 82% da média da OCDE. Apesar de tudo isto, os portugueses não querem a defenestração do ministro das Finanças, apenas pedem a demissão do primeiro-ministro. vieiraecastro@gmail.com O autor não segue o (des)acordo ortográfico por razões meramente linguísticas

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«GINÁSTICA TERAPÊUTICA»: UM NOVO CONCEITO DE SAÚDE E BEM-ESTAR EM VISEU A funcionar desde Outubro na avenida Almirante Afonso Cerqueira, junto à Praça Carlos Lopes, n.º 65 – 1.º S (Edifício Tojal & Tojal), em Viseu, a «Ginástica Terapêutica» assumese como um espaço inovador em termos de ginástica passiva/activa assistida. Único no distrito, e talvez mesmo na zona centro do país, a oferecer todas as valências de forma integrada, o ginásio é apresentado por Teresa Dias, proprietária e sóciagerente, como a alternativa ideal para todos quantos pretendem conhecer e usufruir de novos métodos de tratamento “com efeitos positivos nas suas vidas, tanto na saúde como no bemestar”. Não apenas para as pessoas activas, mas também, e sobretudo, sublinha a responsável, “para quem não tem mobilidade suficiente para exercícios aconselhados ou impostos para a recuperação e manutenção da sua condição física. Com a orientação de técnicos licenciados, a ginástica passiva/activa assistida disponibilizada pela «Ginástica Terapêutica», enquanto alternativa à actividade física tradicional, porque não cansa nem faz transpirar, consiste na utilização de mesas motorizadas, por um período de 10 minutos cada, complementada com exercícios activos, o que equivale, segundo Teresa Dias, a seis/sete horas de actividade em ginásios tradicionais. Na «Ginástica Terapêutica» o tratamento não é igual para todas as pessoas. Cada situação é inici-

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almente avaliada pelos técnicos e só depois os exercícios são reco-mendados de acordo com as patologias. Com uma particula-ridade. “Quem precisar de 10 sessões de fisioterapia, e uma vez que o ginásio tem associada a ginástica terapêutica, pode reduzir essas mesmas sessões para metade, sem que isso acarreta agravamento de custos”, exemplifica Teresa Dias. A «Ginástica Terapêutica» é especialmente aconselhada para situações de fibromialgia, artrites, reumatismo, osteopo-

rose, artroses, lúpus, depressão, problemas respiratórios, nevralgias, esclerose múltipla, parkinson, recuperação de AVC, próteses, varises, doenças cardiovasculares, dormência e formigueiros dos membros superiores e inferiores, diabetes e outras patologias musculoesqueléticas e neurológicas. Os efeitos reflectem-se ao nível do realinhamento da coluna vertebral e correcção postural; melhorias do sistema nervoso (alivia o stress, depressão e tensão muscular); circulação sanguínea; condição física e

perda de peso; fortalecimento e tonificação dos músculos; e permite ainda uma maior agilidade e flexibilidade articular. Para além da ginástica terapêutica, o ginásio disponibiliza ainda serviços de Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Apoio Domiciliário (está vocacionado para a prestação de serviços e cuidados de saúde quer no domicílio quer em lares, associações, fundações, entre outras), e Alpha-Massagem. Para isso, tem já estabelecidas parcerias com várias entidades e empresas da região especializadas no sector.

MUITO BRILHO E GLAMOUR NA ESTREIA DO «RESENDE FASHION» Por: Rafael Barbosa Muitas caras bonitas, brilho e glamour, marcaram a realização do primeiro «Resende Fashion» promovido pela Associação Empresarial de Resende, que encheu o Pavilhão Multiusos de Caldas de Aregos, no concelho de Resende. Os vários desfiles de moda promoveram o comércio local, nomeadamente a “LojadaBe”, “Raros”, “Casa Marilan”, “S&M”, “Cerejinha” e “Boutique Biblo”. O evento, que teve o apoio da Câmara Municipal de Resende, entidades e empresas locais, desde salões de cabeleireiro - essenciais na preparação dos modelos -, até restaurantes, permitiu a aquisição de artigos e preços especiais, com descontos que oscilaram entre os 10 e os 15 por cento. “Para além da divulgação do próprio concelho,

este foi também uma forma de “suavizar os tempos de crise que atravessamos”, concluiu Joaquim Sousa, presidente da Associação Empresarial de Resende. Dulce Pereira, vereadora da cultura do município de Resende, espera que “este evento seja o primeiro de muitos. O concelho já estava a precisar de iniciativas levadas a cabo por uma associação muito importante, como é o caso da Associação Empresarial de Resende, no sentido de promover não só os comerciantes como o comércio local”. O «Resende Fashion» apresentou ainda, naquela que foi a “surpresa especial”, a colecção produzida para a final do curso «Roots – Raízes”, orientada pela designer de moda, Cristiana Correia.

NOVOS INVESTIMENTOS PRIVADOS EM TONDELA SOMAM MAIS 21 MILHÕES

BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE VISEU FINALMENTE COM QUADRO DE COMANDO COMPLETO NINHO DE EMPRESAS NO ANTIGO QUARTEL VAI ANIMAR CENTRO HISTÓRICO DE VISEU

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Edicao 06-12-2012  

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