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30/05/2013

INSTITUTO POLITÉCNICO DE VISEU GERA 69 MILHÕES DE EUROS NA ECONOMIA REGIONAL

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FRANCISCO ALMEIDA LIDERA CANDIDATURA DA CDU À CÂMARA MUNICIPAL DE VISEU... ...E HELDER AMARAL CANDIDATA-SE PELO CDS-PP

UNIVERSIDADE CATÓLICA LIDERA PROJECTO INÉDITO:

FUTUROS ARQUITECTOS RECUPERAM ALDEIA EM S. PEDRO DO SUL


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OPINIÃO

30/05/2013

UM PRESIDENTE SEM VOCAÇÃO PARA SER PALHAÇO

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Numa entrevista recente ao Jornal de Negócios, Miguel Sousa Tavares afirmou que o mal de Portugal é não ter elites. “Por isso, estamos hoje reduzidos aos Passos Coelhos e aos Antónios Josés Seguros. Que são o grau zero da política. São aqueles que, não tendo nenhuma vida fora da política, fazem política”. Questionado sobre o perigo de surgir em Portugal um demagogo populista ou um palhaço, como em Itália, MST respondeu: “O pior que nos pode acontecer é um Beppe Grillo, um Sidónio Pais (…) Nós já temos um palhaço, chama-se Cavaco Silva. Pior do que isso é difícil”. Vai daí, o Presidente da República pediu a intervenção da Procuradoria Geral da República no sentido de averiguar se o escritor cometeu o crime de “ofensa à honra do Presidente da República” (artigo 328º do Código Penal). Sendo certo que já houve tribunais que condenaram cidadãos, incluindo jornalistas, por ofensas a figuras públicas ou detentores de cargos políticos, a verdade é que todos os recursos ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem levaram à condenação do Estado Português por decisões judiciais que violam a liberdade de expressão, o que levou o Supremo Tribunal de Justiça a passar a ter em conta a Convenção Europeia dos Di-reitos Humanos (CEDH) que Portugal subs-creve. O Supremo Tribunal de Justiça confir-mou a absolvição pelo tribunal de 1ª ins-tância e pelo Tribunal da Relação de Guimarães de um arquitecto a quem o presidente da Câmara Municipal de Barcelos exigia uma indemnização de 50.000 euros por ofensas à sua honra em virtude de aquele o ter acusado de cometer uma “trafulhice” na obtenção de subsídios comunitário. Pode ler-se no acórdão: “A liberdade de expressão constitui um dos pilares fundamentais do Estado democrático e uma das condições primordiais do seu progresso e, bem assim, do desenvolvimento de cada pessoa; As excepções constantes deste n.º2 [do artigo 10.º da CEDH] devem ser inter-pretadas de modo restrito; Tal liberdade abrange, com alguns limites, expressões ou outras manifestações que criticam, chocam, ofendem, exageram ou distorcem a realidade. Os políticos e outras figuras públicas, quer pela sua exposição, quer pela discutibilidade das ideias que professam, quer ainda pelo controle a que devem ser sujeitos, seja pela comunicação social, seja pelo cidadão comum devem ser mais tolerantes a críticas do que os particulares, devendo ser, concomitantemente, admis-sível maior grau de intensidade destas.”

O mesmo é dito por outras palavras por Cláudia Santos, professora de Direito Penal na Universidade de Coimbra: “no âmbito da crítica política a protecção da honra sofre uma limitação e prevalece a liberdade de expressão” já que “o espaço de protecção da honra de um titular de um cargo político é menor, até porque este, pela sua natureza, expõe a pessoa à crítica”. Assim, só podemos lamentar que o Presidente da República do nosso país não reconheça a liberdade de expressão como um dos pilares fundamentais do Estado democrático. O que só pode dar razão a Miguel

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Dr. MÁRIO CHAVES LOUREIRO (Médico Especialista) ALERGOLOGIA e PNEUMOLOGIA Saiu da Casa de Saúde S. Mateus e mudou consultório para CLÍNICA CARPA Cartoon editado antes de Ruas ser ilibado e ter esclarecido a assembleia municipal de que as pedradas se destinavam não aos fiscais do ambiente mas ao ex- Vereador José Manuel Oliveira, que na altura tutelava o ambiente na CCDR do centro.

Sousa Tavares quando quis insurgir-se contra a diminuição da figura do Presidente da República por parte do miserável desempenho de Cavaco Silva no cargo. Para além do triste papel de escora de um governo insensível ao sofrimento do povo, incompetente e a cair de podre, Cavaco Silva ainda envergonha Portugal no estran-geiro, como aconteceu na Feira do Livro em Bogotá, uma das maiores da América latina, em que foi o único orador a não se referir ao nosso Nobel da Literatura, fazendo-nos recordar a censura a que um membro do seu governo votou um livro de Saramago. Cavaco nem sequer se dignou interromper as férias para ir ao funeral do único Nobel da Literatura português. Isto, sem falar já dos amigos do BPN, do Conselho de Estado para discutir o sexo dos anjos do futuro e de outras argoladas presidenciais que levaram um dos Capitães de Abril, Vasco Lourenço, a dizer ao jornal i de hoje: “Sinto-me envergonhado e ofendido com o actual Presidente da República e não digo mais. É evidente que cá por dentro penso muito pior do que aquilo que o Sousa Tavares disse”. Mais grave do que desrespeitar um governante é serem os próprios governantes a desrespeitarem os cidadãos que os elegem e lhes pagam os chorudos vencimentos, quer directamente, quer ofendendo os seus representantes eleitos. Foi o caso de Fernando Ruas quando na sessão de Dezembro último da Assembleia Municipal de Viseu, ao discutir o orçamento para este ano, o confrontei com a previsão do seu executivo de um aumento de 4 milhões na arrecadação do IMI em 2013, recordando-lhe que na sessão anterior o tinha desafiado a baixar o IMI para a taxa mínima (0,30), em vez

da redução para 0,35 para os prédios urbanos reavaliados, compensando os munícipes pela aplicação da taxa máxima, à semelhança do que fez o seu correligionário de partido, o presidente da Câmara das Caldas da Rainha, que reduziu o IMI para a taxa mínima alegando que por as finanças da autarquia estavam de boa saúde, retribuía, assim, o esforço dos seus munícipes quando lhes aplicara a taxa máxima. Respondeu-me o senhor presidente da Câmara Municipal de Viseu, o autarca exemplar visto de Oxford: “Eu sei que prefere, espero que não faça outra ligação, prefere aquilo que vem das Caldas”. Interrompi-o do lugar: “Olhe o nível, olhe o nível!...”. Perante a passividade do presidente da mesa, Almeida Henriques, Ruas insistiu: “Prefere as deliberações da Câmara das Caldas, eu peço desculpa, não há aqui nenhuma ligação, nada disso (…)Portanto, dava o exemplo de Salvaterra de Magos. Essa atracção pelas Caldas deve ter alguma explicação”. Moral da história: não é palhaço quem quer. Fazer rir é um caso sério, como sabe qualquer bom humorista. Fernando Ruas, na sua liberdade de expressão, não consegue superar a boçalidade, a brejeirice mais ordinária, agora plasmada em acta. Nem ele nem Cavaco Silva, farinha do mesmo saco, conseguem já, sequer, fazer-nos rir. A cidade e o país, saturados de austeridade, impostos, taxas e cortes nas pensões e salários, anseiam por mais decência.

vieiraecastro@gmail.com O autor não segue o (des)acordo ortográfico por razões meramente linguísticas

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22/Via Rápida

30/05/2013

CARTÓRIO NOTARIAL Notária – Anabela Maria Bicho Oliveira Antunes Ferreira Rua Conselheiro Afonso de Melo, 31,3.º - Salas 306 e 307 – VISEU

CARTÓRIO NOTARIAL Notária – Anabela Maria Bicho Oliveira Antunes Ferreira Rua Conselheiro Afonso de Melo, 31,3.º - Salas 306 e 307 – VISEU

EXTRACTO

EXTRACTO

Certifico, narrativamente, para efeitos de publicação, que foi exarada hoje, neste Cartório, sito na Rua Conselheiro Afonso de Melo, 31, 3º andar, Salas 306 e 307, em Viseu, de folhas 92 a folhas 93 verso, do livro de notas para escrituras diversas com o número 116-A, uma escritura de Justificação, pela qual, José Bento Tavares e mulher Maria da Anunciação Lopes Martins, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, naturais da freguesia de Cota, concelho de Viseu, onde residem no lugar de Nogueira, se declararam, com exclusão de outrem, donos e legítimos possuidores do seguinte prédio: Rústico, sito no Cano, freguesia de Cota, concelho de Viseu, composto por terreno regadio com videiras, com a área de noventa e seis metros quadrados, que confronta do norte com Maximiano Tavares, do sul com António Marques Seixas, do nascente com António Tavares Fonseca e do poente com Maximiano Rodrigues Tavares, omisso na Segunda Conservatória do Registo Predial de Viseu, inscrito na matriz, em nome de herdeiros de Maria Tavares Torres, sob o artigo 2032. Mais certifico, que os justificantes alegaram na dita escritura, terem adquirido o identificado prédio no ano de mil novecentos e oitenta e nove, por partilha meramente verbal por óbito do pai do justificante Maximiano Tavares, casado com Virgínia dos Santos Bento, residente que foi no referido lugar de Nogueira, os quais o adquiriram por compra meramente verbal em mil novecentos e setenta e dois, a Maria Tavares Torres, viúva, também residente que foi no lugar de Nogueira, sem que no entanto ficassem a dispor de título formal que lhes permita o respectivo registo na Conservatória do Registo Predial; mas desde logo entraram na posse e fruição do prédio, em nome próprio, posse que assim detêm há mais de vinte anos, sem interrupção ou ocultação de quem quer que seja, sendo porém certo que têm exercido no aludido prédio, os poderes de facto correspondentes ao direito de propriedade, fruindo como donos as utilidades possíveis à vista de todos e sem discussão nem oposição de ninguém, tendo assim invocado a sua aquisição por usucapião. Está conforme o original. Viseu, 15 de Maio de 2013 A Técnica do Notariado, no uso de poderes delegado pela Notária: (Paula Cristina Cardoso Pinto Correia)

Certifico, narrativamente, para efeitos de publicação, que foi exarada hoje, neste Cartório, sito na Rua Conselheiro Afonso de Melo, 31, 3º andar, Salas 306 e 307, em Viseu, de folhas 112 a folhas 113 v, do livro de notas para escrituras diversas com o número 116-A, uma escritura de Justificação, pela qual, Arminda de Almeida Marques, viúva, natural da dita freguesia de Abraveses, residente em Rte des Couviers 4, 2074 Marin, Suíça, se declara, com exclusão de outrem, dona e legítima possuidora dos seguintes prédios, sitos no concelho de Viseu: 1 – Rústico, sito no Amial, na freguesia de Abraveses, composto por terra de milho regadio, com videiras, oliveiras e fruteiras, com a área de quinhentos e quarenta e seis metros quadrados, que confronta do norte com Almeida Crespo, do sul e do nascente com António Gonçalves de Oliveira, e do poente com António Lourenço Gigante e outros, omisso na Segunda Conservatória do Registo Predial de Viseu, inscrito na matriz, em nome de António Marques, sob o artigo 931; 2 – Rústico, sito no Seixedo, na freguesia de Abraveses, composto de terra de milho regadio, com a área de dois mil cento e setenta metros quadrados, que confronta do norte com Frederico de Almeida Martins, do sul e do nascente com António Lopes P. Vidal, e do poente com ribeiro, omisso na dita Conservatória do Registo Predial, inscrito na matriz, em nome de António Marques, sob o artigo 977; e 3 – Rústico sito na Vala, na freguesia do Campo, composto por terra inculta com pinhal e mato, com a área de mil quatrocentos e noventa metros quadrados, que confronta do norte e nascente com D. Mercedes Pessanha, do sul com Frederico Martins, e do poente com caminho, omisso na dita Conservatória do Registo Predial, inscrito na matriz, em nome de António Marques, sob o artigo 230. Mais certifico, que a justificante alegou na dita escritura, ter adquirido os identificados prédios no ano de mil novecentos e setenta e cinco, no estado de solteira, tendo sido casada, sob o regime da comunhão de adquiridos, por doação meramente verbal dos seus pais António Marques e Silvina de Almeida, residentes que foram em Moure de Carvalhal, Abraveses, Viseu, sem que no entanto ficasse a dispor de título formal que lhe permita o respectivo registo na Conservatória do Registo Predial; mas desde logo entrou na posse e fruição dos prédios, em nome próprio, posse que assim detém há mais de vinte anos, sem interrupção ou ocultação de quem quer que seja, sendo porém certo que tem exercido nos aludidos prédios, os poderes de facto correspondentes ao direito de propriedade, fruindo como dona as utilidades possíveis à vista de todos e sem discussão nem oposição de ninguém, tendo assim invocado a sua aquisição por usucapião. Está conforme o original. Viseu, 23 de Maio de 2013 A Técnica do Notariado, no uso de poderes delegado pela Notária: (Elisabete Lopes dos Santos Paiva)

(Jornal Via Rápida 30.05.2013)

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(Jornal Via Rápida 30.05.2013)

TRIBUNAL JUDICIAL DE VISEU 1.º Juízo Cível Avenida da Europa – 3514-506 Viseu Casa/refúgio de fim de semana/férias na serra da Freita, concelho de S. Pedro do Sul, Distrito de Viseu Casa isolada em plena natureza , a 100m passa um riacho cristalino , proveniente de uma nascente. A casa compreende sala com lareira e “kitchenette”, 2 quartos uma casa de banho e um sobrepiso no 1º andar que poderá servir de quarto. Janelas amplas. A casa não possui electricidade, no entanto é possível a sua colocação através de painéis solares. Apenas o terreno pertencente à casa está incluído no preço, assim como um pequeno anexo para armazenamento de material agrícola.

ANÚNCIO (1ª Publicação) Processo: 206/05.6TBVIS-C

Embargos de Terceiro

N/Referência: 7730887 Data: 28-05-2013

Embargante: Maria Celsa de Lurdes Rodrigues e outro(s)… Embargado: José de Campos Figueiredo & Irmão, Lda e outro(s)… Nos autos acima identificados, correm éditos de 30 dias, contados da segunda e

30/05/2013

ACTUALIDADE

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INSTITUTO POLITÉCNICO DE VISEU GERA 69 MILHÕES DE EUROS NA ECONOMIA REGIONAL Um estudo realizado pelo Centro de Investigação e Desenvolvimento em Educação, Tecnologias e Saúde (CI&DETS) do Instituto Politécnico de Viseu (IPV), revela que o impacto financeiro da instituição de ensino superior na sua área de influência (Viseu e Lamego) ascende a valores muito próximos dos 69,5 milhões de euros. Ou seja, 4,46% do PIB estimado da região em 2012. Apresentado pela investigadora e coordenadora científica do Centro, Manuela Ferreira (na foto), o estudo teve como amostra o número de docentes, alunos, funcionários, e o próprio IPV que, no seu conjunto, totalizaram no ano passado gastos directos superiores a 40 milhões de euros em bens e serviços. A este valor foi aplicado o multiplicador de 1,7 - valor que tem em conta o efeito de alavanca que resulta do aumento da massa monetária em circulação -, determinado a partir da média e da mediana de vários multiplicadores utilizados em diferentes estudos. A investigação teve como objetivo “estimar o aumento do nível de atividade económica da região causado pela presença do IPV, demonstrar o seu contributo positivo à economia local, e analisar de que forma os ganhos e gastos dos docentes, funcionários e estudantes do Politécnico de Viseu se refletem na região. Por cada euro gasto pelo Estado no financiamento do IPV, instituição responsável pela criação de 3.271 empregos que correspondem a 5,59 por cento da população activa nas áreas de Viseu e Lamego, “gerou-se um

Foto: Rui da Cruz

nível de atividade económica de 4,64 euros na região”, conclui o estudo. Em 2012, o IPV recebeu do Orçamento de Estado 14 milhões de euros. Fernando Sebastião, relevou a pertinência do estudo, “particularmente no momento que atravessamos”, reafirmando o “impacto e a importância que o Instituto Politécnico de Viseu tem para a economia da região, quer no impacto financeiro que gera, quer na qualificação de milhares de quadros superiores. Por outro lado, a investigação realizada pelo Instituto é de fundamental importância para o desenvolvimento da região de Viseu”, concluiu. O Politécnico de Viseu é constituído por 6.407 alunos, 438 docentes e 250 funcionários.

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última publicação deste anúncio, citando: Executado: João Armando Rodrigues Couto, profissão: Desconhecida ou sem Profissão, filho(a) de, nascido(s) em 14-08-1966, nacional de Portugal, NIF – 175 428 573, domicílio: Rua dos Namorados, N.º 23, Rio de Loba, 3500-000 Viseu;

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Com última residência conhecida na(s) morada(s) indicada(s) para, no prazo de 20 dias, decorrido que seja o dos éditos, contestar, querendo, a ação, com a cominação de que a falta de contestação importa a confissão dos factos articulados pelo(s)

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autor(es) e que em substância o pedido consiste tudo como melhor consta do duplicado da petição inicial que se encontra nesta Secretaria, à disposição do citando. O prazo acima indicado suspende-se, no entanto, nas férias judiciais. Fica advertido de que é obrigatória a constituição de mandatário judicial. O Juíz de Direito: Dr(a). Raquel Contente Pais O Oficial de Justiça: António José (Jornal Via Rápida 30.05.2013)

O presidente do Instituto Politécnico de Viseu, Fernando Sebastião, conferiu posse ao novo Conselho Técnico-Científico da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego

(ESTGL), que ficou constituído por dez professores doutorados: Anabela Fernandes Guedes, Anabela de Oliveira Fragata, Carlota Guimarães Ribeiro, Helena Portugal Teixeira, José

Filipe Lopes, José Paulo Lousado, Manuel Henrique de Almeida, Marisa Fonseca Silva, Paula Marques dos Santos e Ricardo Costa Gama. Num breve discurso, o presi-

dente do IPV formulou votos para a realização de um trabalho de excelência, “num cenário de grande incerteza quanto ao futuro e profundas convulsões no ensino superior”. O presidente aproveitou ainda o ensejo para abordar as grandes questões da atualidade, mormente as que concernem à educação e ao ensino superior, enfatizando “o ajustamento feito pelo Politécnico de Viseu desde há muitos anos, que permite à instituição ter uma situação controlada no que concerne à sua gestão”.


POLITICA

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CULTURA

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AUTÁRQUICAS ‘2013:

“SEM ELEITOS DA CDU NOS ÓRGÃOS AUTÁRQUICOS OS INTERESSES DAS POPULAÇÕES FICAM À PORTA” - FRANCISCO ALMEIDA ASSUME CANDIDATURA À CÂMARA MUNICIPAL DE VISEU Francisco Almeida, coordenador do Sindicato dos Professores da Região Centro e portavoz da Comissão de Utentes Contra das Portagens na A23, A24 e A25, é o primeiro candidato da Coligação Democrática Unitária (CDU) na corrida à presidência da Câmara Municipal de Viseu. Filomena Pires, professora e membro da direcção nacional do Movimento Democrático de Mulheres, lidera a lista à Assembleia Municipal. As duas candidaturas foram anteontem apresentadas em pleno centro histórico da cidade, onde dezenas de militantes fizeram ouvir o slogan «CDU avança com toda a confiança». Dois grandes objectivos sustentam a candidatura de Francisco Almeida, 54 anos, à Câmara Municipal de Viseu, na linha de uma acção que tem caracterizado o sindicalista noutras lutas em que se tem empenhado: “continuar a contribuir

para uma mudança de política no plano nacional e derrotar o pacto de agressão que tem vindo a empobrecer os portugueses e o país; e levar a voz da CDU aos órgãos das autarquias do concelho de Viseu, contribuindo também dessa forma, para elevar o bem estar e a qualidade de vida de todos os viseenses”. Dois objectivos que, segundo o candidato, estão interligados. “Sem o derrube do governo e uma mudança de política não é possível mobilizar investimentos públicos centrais para acudir às necessidades em infraestruturas e equipamentos essenciais à população, e sem eleitos da CDU em Viseu os interesses das populações continuarão a ser esquecidos e a ficar à porta dos órgãos autárquicos. No combate eleitoral que, mais uma vez, assumiu travar em Viseu, Francisco Almeida, que também tem liderado o Movimento «Pela Criação da Universidade Pública de Viseu»,

vai continuar e levantar duas bandeiras que lhe são particularmente caras. A primeira a insistir na criação da Universidade, enquanto “instrumento e factor de desenvolvimento desta vasta região” e, a segunda, na luta contra as portagens nas exSCUT. “No passado, assistimos ao habitual e triste espectáculo em que os partidos que têm rodado no poder são a favor da criação da Universidade Pública de Viseu quando estão na oposição e, passam a ser contra quando chegam ao poder", criticou o candidato. Em relação à luta contra as portagens, o candidato da CDU não tem dúvidas: Viseu precisa de órgãos autárquicos que assumam essa mesma luta como uma questão estratégica para os cidadãos e empresas da região. “Será que a Câmara de Viseu não podia, nesta matéria, fazer mais do que umas piedosas declarações ou subscrever uma

petição dirigida à Assembleia da República?. Claro que podia e devia”, reconhece Francisco Almeida, que, em matéria de acessibilidades promete também bater-se noutras frentes: a construção da auto-estrada de ligação Viseu - Coimbra, a melhoria efectiva da estrada Nacional 229 (Viseu-Sátão), e o retomar do debate em torno da necessidade do regresso do caminho de ferro a Viseu. “A CDU foi a única força política que se opôs à supressão do caminho de ferro, e que apresentou em diversas legislaturas projectos de lei que propunham o restabelecimento da ligação ferroviária à cidade e ao concelho de Viseu”. A revitalização do centro histórico de Viseu, e a sua candidatura a Património Mundial da Humanidade, é outra das lutas que Francisco Almeida se propõe travar na campanha para as próximas eleições autárquicas.

Director: Ricardo Silva • Redacção - Chefe de Redacção: José Cardoso • Colaboradores:Afonso Marques, Carlos Bergeron, Carlos Vieira e Castro, José Lapa, José Reis, Luís Lopes, Manuel Morgado Propriedade: José Cardoso • Depósito legal n.º 146546/00 • N.º de registo no ICS - 117441 N.º fiscal de contribuinte - 135605547 • Departamento Comercial: Luísa Matos (publicidade@jornalviarapida.com) Edição On-line: Marco Alexandre • Paginação e Arranjo Gráfico: ROSTO CRIATIVO - Viseu Impressão: TIPOGRAFIA OCIDENTAL - Viseu • Tiragem: 4.000 Ex. www.jornalviarapida.com Os artigos de opinião publicados neste Jornal são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Sede e Redacção: Rua D. Francisco Alexandre Lobo, 55-3.º dto • 3500-071 Viseu Contactos: Tel. - 232426058 • Telem. - 966061468 • Fax - 232426058 • E-mails - geral@jornalviarapida.com - publicidade@jornalviarapida.com

FEIRA DO LIVRO EM VISEU ATÉ 10 DE JUNHO A decorrer desde o dia 24 deste mês no Parque Aquilino Ribeiro, a Feira do Livro prolonga-se em Viseu até ao dia 10 de Junho. A funcionar de domingo a quinta-feira entre as 14 e as 20 horas, às sextas entre as 14 e as 22 horas e aos sábados entre as 10 e as 22 horas, o certame conta com a participação dos seguintes editores e livreiros de Viseu: A Casita do Drax, Alfarrabista, Banco Municipal de Livros Escolares, CAPU-Livraria Cristã de Viseu, Divisão Editorial do Instituto Piaget, Edições Esgotadas, LeYa na Pretexto, Livraria Brincolivro, Representações Online e Watchtower Bible and Tract Society, Paralelamente irão desenvolver-se ao longo da Feira do Livro inúmeras atividades para as crianças e público em geral, desde apresentação de livros, ateliês, música e teatro.

«ÍCONES RUSSOS» NO MUSEU GRÃO VASCO Está patente no Museu Grão Vasco, até ao dia 16 de Outubro, a exposição “Ícones Russos – Legado Pereira da Gama”. A mostra integra as 93 obras de arte emblemáticas da arte religiosa ortodoxa, seleccionadas a partir de um extenso legado da Dr.ª Anna-Maria Pereira da Gama (1923-2005), recentemente acolhido pelo Museu Grão Vasco. Trata-se de um significativo e numeroso legado (com cerca de 5000 espécimes), integrando uma expressiva colecção de arte russa, mobiliário, escultura, numismática, medalhística, minerais e bibliografia especializada

que permite complementar as colecções do Museus nestes diversos domínios. Dos 206 objectos de arte religiosa ligados à tradição ortodoxa russa, composta por ícones, cruzes de abençoar, pequenos retábulos e medalhõespendentes, procedeu-se a uma criteriosa selecção para a presente exposição, considerando não apenas a qualidade artística ou a raridade dos mesmos, mas sobretudo aqueles que de alguma forma permitem uma maior amplitude narrativa, revelando o vasto e complexo universo iconográfico da arte bizantino-russa.


DESPORTO

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ACADÉMICO NO PÓDIO NO TORNEIO DE ÁGUAS ABERTAS INDOOR

Os nadadores do Académico de Viseu alcançaram o segundo lugar do pódio, no final das três etapas do Circuito de Cadetes da Associação de Natação de Coimbra, disputado por nove clubes, e que consistiu em várias “mangas” de provas de Águas Abertas, na piscina de 50 metros daquela cidade. Com equipas a representarem quatro associações do país - Porto, Aveiro, Coimbra e Leiria, a classificação dos viseenses é meritória e significativa do que bom se faz na cidade de Viseu. Os cadetes que conseguiram colocar o Académico no pódio foram Francisco Simões, Bernardo Lopes, Renato Dias, José

Melo, Paulo Pereira, João Figueiredo, Miguel Lopes, Beatriz Cardeal, Joana Cardeal, Margarida Moreira, Francisca Gonçalves e Margarida Marques. Todos estes nadadores participaram de forma ativa na classificação final, obrigando o regulamento do Circuito a que todos os Clubes utilizassem todos os atletas, tendo também de ser equipas de ambos os géneros.

1.ª BRAÇADA EM AROUCA Em simultâneo com a prova de Águas Abertas em Coimbra, o Académico participava também, com uma equipa de 14 nadadores, no Torneio «1ª Braçada», da Associação de Nata-

ção de Aveiro. Os resultados dos viseenses foram de encontro ao esperado, ganhando-se muito nesta fase da formação dos nadadores. Esta prova tem como principal e grande objetivo iniciar a carreira competitiva dos nadadores, uma vez que é nela que começam a dar as suas primeiras braçadas como atletas federados. Os catorze nadadores escalados para o Torneio foram Bernardo Abreu, António Aguiar, Francisco Albuquerque, Pedro Almeida, Simão Almeida, Jorge Ferreira, Samuel Figueira, Tiberius Neagu, André Pires, Tiago Rodrigues, Tomás Seixas, Beatriz Correia, Sofia Pais e Mariana Silva.

SECUNDÁRIA ALVES MARTINS É VICE-CAMPEÃ EM TÉNIS DE MESA DO DESPORTO ESCOLAR

A Escola Secundária Alves Martins, em Viseu, alcançou o segundo lugar nos campeonatos nacionais de ténis de mesa que decorreram nas Caldas da Rainha, no escalão de juvenis masculinos e femininos, nas variantes de equipas e individuais. A equipa viseense, que tem vindo a evoluir de ano para ano, como atesta o feito agora alcançado, foi constituída por Ricardo Infante, Bernardo Infante, Rafael Figueiredo e João Santos. Como sempre, os atletas foram acompanhados pelo treinado Filipe Lima e pelo árbitro Marcelo Cruz. Para o técnico, que os acompanha e treina há cinco anos, “este resultado apenas prova o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido por muitas escolas da região Viseu, entre elas a Secundária Alves Martins, no âmbito do desporto escolar”.

REGIÃO

CÂMARA DE TONDELA COM SALDO POSITIVO DE QUASE TRÊS MILHÕES DE EUROS EM 2012 JOGOS DESPORTIVOS DE VOUZELA ARRANCAM A 8 DE JUNHO

Por: Irene Frias

30/05/2013

O Município de Vouzela promove, de 8 a 29 de junho, a 12ª edição dos Jogos Desportivos, uma iniciativa que conta com a colaboração das associações de modalidade, coletividades e Juntas de Freguesia do concelho. Andebol, futebol de 5, ténis de mesa, orientação, mini BTT, cicloturismo, hidroginástica e caminhada - estas duas últimas especialmente a pensar na participação do público sénior – são as modalidades em competição. A novidade no programa deste ano é a cerimónia de encerramento, com a realização de um conjunto de iniciativas destinadas a todos os participantes, desde desportos aventura, zumba e animação de rua. As inscrições estão abertas e decorrem até ao dia 5 de junho, sendo que todos os interessados, a partir dos 7 anos, as poderão efetuar nas Juntas de Freguesia ou associações locais.

«OPEN DAY» E TREINOS DE CAPTAÇÃO NO CLUBE DE FUTEBOL «OS REPESENSES» O Clube de Futebol «Os Repesenses» e a «Dragon Force Viseu» irão realizar um Open Day para atletas entre os 4 e os 14 anos (nascidos entre 2000 e 2009) no próximo dia 2 de Junho, com inicio às 10,00 horas. Este treino terá a presença de técnicos do FC Porto. Em paralelo, o Clube irá fazer treinos abertos de captação nos dias 29 e 31 de Maio e 5 e 7 de Junho, para atletas nascidos em 1996, 1997 e 1998 (20.30 horas) e nascidos em 1999 e 2000 (19.30 horas). Todas estas acções serão realizadas no Estádio Montenegro Machado em Repeses.

Contas equilibradas, pagamentos em dia, e um saldo global de quase três milhões de euros, é a situação que o Município de Tondela apresentava em Dezembro de 2012, num ano em que as receitas correntes arrecadadas cobriram a totalidade das despesas, e em que foi possível ainda libertar mais de 1,6 milhões para financiamento de despesas de capital. O presidente, Carlos Marta, reconhece que foram cumpridos os objectivos inicialmente definidos pelo executivo a que preside, sobretudo em relação à quebra de despesa com pessoal (11,62 por cento), e ao aumento das receitas provenientes dos fundos comunitários. Em conferência de imprensa destinada a divulgar publicamente a "Situação Económico- Financeira" do Município de Tondela e as "Contas do Exercício do ano de 2012", Carlos Marta sublinha o regresso dos resultados operacionais (1.830.206 euros) aos níveis de 2010, o que permitiu em 2012 um resultado líquido do exercício de 2.155.184 euros. Mais de um milhão em relação a 2011.“Tendo em conta a crise económica, as quebras de receitas e transferências do Estado, e os investi-

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ajuda para a economia local”, num Município que não teve necessidade de recorrer ao PAEL (Programa de Apoio à Economia Local).

ESTADO DEVE 600 MIL

mentos realizados em diversos sectores, “estamos perante resultados verdadeiramente notáveis”, conclui o autarca. Após sublinhar os níveis de execução “bem elevados” em algumas áreas, e as dificuldades ultrapassadas em obras comparticipadas pelo QREN que obrigaram a mais do que um concurso público, o presidente da Câmara Municipal de Tondela destacou ainda a “redução significativa” de 3,1 milhões de euros, face a 2011, das dívidas de médio e longo prazo, e a terceiros. “A curto prazo essa dívida será muito redu-

zida, pois os principais empréstimos estão quase a vencer-se. O que significa uma situação financeira fantástica do Município para o futuro”, garante Carlos Marta, que, a propósito, recorda os empréstimos no valor de dez milhões de euros feitos há doze anos, um ano antes de tomar posse. Com os pagamentos a pequenos e médios fornecedores a registarem agora um prazo de “menos de 30 dias”, Carlos Marta considera que esta situação, que nunca tinha acontecido nos últimos 12 anos, representa uma “importante

A Câmara Municipal de Tondela está “substituir-se ao próprio Estado” no pagamento de refeições e transportes escolares, transferências para Agrupamentos, juntas de freguesia e outras instituições, face aos “atrasos” na liquidação à Autarquia das comparticipações devidas pelo Ministério da Educação que, uma situação que se tem vindo a agravar desde o final de 2012 e que, neste momento, chega aos 250 mil euros. Mas há mais. Segundo Carlos Marta, “com mais de seis ou sete anos”, persiste ainda parte de uma dívida à Câmara de Tondela, esta na área do Desporto e relativa ao protocolo para a requalificação do Estádio Municipal João Cardoso. Começou por ser de um milhão de euros e, neste momento, situa-se em cerca de 300 mil. "A situação não foi resolvida no anterior governo, e este, aos poucos, tem vindo, a proceder aos pagamentos. Este ano já foram pagos cerca de 150 mil euros”, diz o autarca.


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OPINIÃO

30/05/2013

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DESPORTO

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ESPÍRITO DO CARAMULO COM A MAIOR PARTICIPAÇÃO DE SEMPRE A vila do Caramulo voltou a receber no passado sábado, dia 25 de Maio, mais uma prova do Espírito do Caramulo, num dia marcado pelo sol e calor. A prova voltou a trazer ao alto da serra 44 concorrentes, o maior número de sempre, que fizeram questão de animar mais um dia marcado pelo barulho dos motores, e pela presença de seis 6 pilotos femininas, uma das apostas da organização. O primeiro lugar foi entregue a Henrique Brandão Correia, que correu ao volante de um Westfield SE, de 1996, na Prova de Velocidade, tendo em segundo lugar ficado Simão Silva Marques, com um Peugeot 205, e em terceiro Mário Costa Pinto, ao volante de um Morgan Plus 4. Já na Prova de Regularidade, a grande novidade desta edição, venceu o piloto Luís Filipe Costa, ao volante do seu MercedesBenz 500 SL. Augusto Patrocínio (Renault Clio RS) e Manuel Santos Silva (Renault Spider) classificaram-se em segundo e terceiro lugares respectivamente. De acordo com a organização da prova, liderada pelo Museu do Caramulo e Clube

Automóvel de Viseu “Esta edição levou o evento para um novo nível. Não só crescemos em quantidade, como em qualidade”. E acrescenta “o investimento em trazer equipas femininas, assim com na Prova de Regularidade foram apostas ganhas e representam para nós o verdadeiro espírito do Caramu-

lo.” O evento contou ainda com a presença de cerca de 60 veículos clássicos do Clube Lancia Delta Integrale Portugal, do Clube Lancia Fulvia e do Clube Automóvel de Viseu, além de uma concentração e Vespas, que subiram a rampa em desfile no final das provas oficiais.

O traçado utilizado no Espírito do Caramulo é o mesmo do Caramulo Motorfestival, com cerca de 2.800 metros de extensão, sendo este já um ícone do panorama automobilístico nacional, pelas suas características técnicas que potenciam a velocidade e lhe conferem um carisma especial.

SEIS DEZENAS NA 3ª PROVA DA ORDEM DE MÉRITO DO CLUBE DE GOLFE DE VISEU GOLPE DE VISTA

Em 17 de Maio de 2012 dedicámos o “Golpe de Vista” à aventura prestes a ser vivida por Volodymyr Vakalyk, que se propunha percorrer cerca de 20 mil quilómetros de bicicleta, passando por 50 países da Europa, Ásia e África, para “mostrar como se pode viver de forma simples, com poucos

VOLODYMYR REGRESSA A PORTUGAL DEPOIS DE PEDALAR 12.850 Km POR 34 PAÍSES recursos, protegendo o ambiente”. Quase um ano volvido, tivemos a grata surpresa de receber a visita de Volodymyr, recém regressado da Ucrânia, a sua pátria, meta da sua aventura velocipédica. De longa barba branca, Volodymyr mais parecia um peregrino ou um eremita. Ufano pela concretização deste seu sonho, mostra-nos um diploma do Turismo Ucraniano e outros comprovativos, como

um exemplar de um jornal da sua terra natal, com destaque de primeira página para a sua viagem de 12.850 km (sem contar cerca de 2.000 km de barco) a pedalar durante 130 dias, passando por 34 países. Passou por alguns países nórdicos, atravessou os Balcãs, a Turquia e o Médio Oriente, só não conseguiu ir a África, como projectado, para ver as pirâmides do Egipto. Agora, Volodymyr procura

arranjar trabalho que lhe permita amealhar o suficiente para poder deitar pés ao caminho, literalmente, já que alimenta outro sonho: percorrer a pé a Europa, da Serra da Estrela ao Hora Hoverla (2.061 m) a montanha mais alta da Ucrânia, na Cordilheira dos Cárpatos. O sonho comanda a vida de Volodymyr Vakalyuk, fotógrafo profissional, escultor de madeira amador e andarilho por devoção à Natureza.

(Secção da responsabilidade do Núcleo de Viseu de “OLHO VIVO - Associação para a Defesa do Património Ambiente e Direitos Humanos”) Nota: Críticas e sugestões para a Associação OLHO VIVO, telefone: 912522690 - olhovivo.viseu@gmail.com olhovivoviseu.blogspot.com

Por: Álvaro Marreco Excelentes resultados na 3ª prova da OM do Clube de Golfe de Viseu, disputado no percurso

Caramulo do Montebelo, com a presença de seis dezenas de golfistas e na modalidade stableford/full handicap. António Abrantes foi o mais pontuado na

classificação abonada, com uns extraordinários 44 pontos (seis acima do seu handicap), sendo pois o 1º classificado da sua categoria (3ª). Seguiram-se,José

Cabral com 39 (1º da 2ª catª), Constantino Correia 39 (1º senior), João Andrade 38 (vencedor da 1ª catª), Jorge Toste 37 (2º da 1ª catª), Leonel Seixas e Fernando Serpa 37, Álvaro Marreco (2º da 2ª catª), Carlos Miranda (2º senior) e Jaime Fernandes todos, com 36. Na classificação real, Fernando Serpa ganhou folgadamente com 33 pontos. Agostinho Lopes, Leonel Seixas e Ricardo Abrantes conseguiram 23, enquanto José Cândido e António Cunha obtiveram 22. Carlos Tinoco, João Andrade e José Santos quedaram-se pelos 21. Foram também premiados; Bruno Esteves (2º da 3ª catª), Idalina Cardoso e Teresa Cabral (1ª e 2ª senhora), Fernando Serpa (pancada mais longa) e Ricardo Abrantes (pancada mais certeira).


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SOCIEDADE

30/05/2013

POLIS IX: O CONTENTOR

Por: José Reis Mais um trabalho da autoria de um arquiteto famoso, e mais um mamarracho. A Câmara Municipal de Viseu teve um enorme azar ao desprezar os técnicos locais, e gastar “rios” de dinheiro com projectos encomendados a arquitetos de craveira internacional. Eu até acredito que sim, que eles têm categoria, mas essa reconhecida competência não se revelou, infelizmente entre nós. Hoje, e no seguimento de

uma série de apontamento que aqui tenho deixado sobre a cidade, quero abordar, ainda que de forma algo ligeira, o caso do Multiusos de Viseu. Primeiro direi que a sua arquitetura e o seu aspecto visual são um autêntico nojo, e daí ser conhecido pelo contentor. Depois, o que devia seu um polo de atracção e de reunião, não passa de um espaço morto e inútil. Não basta ser utilizado apenas um mês e meio por ano, na altura da Feira Franca, ficando o

resto do tempo, praticamente ás moscas. Naquele enorme espaço, estão apenas instalados uns gabinetes adstritos à Expovis e à Policia Municipal, que se queixa das exíguas e inadequadas instalações postas à sua disposição. É difícil acreditar, mas o gabinete do Director da Expovis nem sequer tem uma janela que lhe permita ver a luz do dia; não tem luz natural. A ditadura imposta pelas regras que protegem os arquitetos, impedem que a Câmara Municipal possa reparar a

situação, mandando abrir uma janela ou uma porta envidraçada. O pavilhão que deveria ser utilizado com frequência para não dizer diariamente, com eventos culturais e desportivos, encontra-se praticamente encerrado, e isso porque quem tem a responsabilidade de gerir o Forum, não tem imaginação nem capacidade para mais . Não seria mais prático e mais aconselhável atribuir essa gestão aos profissionais competentes da Expovis que estão no terreno ? É evidente que sim. Depois, há aquele enorme espaço entre o Multiusos e o Rio Pavia, coberto de gravilha que não serve absolutamente para nada. Poderemos dar-nos ao luxo de ter todo aquele espaço perdido, quando a cidade se debate com enorme falta de parques de estacionamento? Também aqui se impõe a tirania do arquiteto Manuel Salgado, que assinou este projecto pífio. E se os responsáveis viseenses defendessem mais os interesses do município e se marimbassem para esses constrangimentos ilegítimos. Não seria má ideia.

«ARTE EFÉMERA” COM FINAL EM BELEZA NA SECUNDÁRIA DE VIRIATO A Escola Secundária de Viriato, em Viseu, viveu mais uma semana de intensa actividade. Organizada pelo departamento de expressões, a «Semana da Arte Efémera», integrada na II Semana Internacional de Educação Artística da UNESCO, mostrou, mais uma vez, a criatividade e inovação dos alunos e a forma como estes interagem uns com os outros. Em simultâneo, o estabelecimento de ensino viveu também a Semana da Música, esta dinamizada pelo departamento de línguas. O mar foi a temática comum às duas jornadas culturais. Dança, música, instalações, teatro, exposições… e muitas surpresas ligadas à educação física e animação sócio-cultural, foram algumas das expressões artísticas que preencheram a «Semana de Arte Efémera» uma “arte que aparece e desaparece” - na Secundária de Viriato. As actividades culminaram na última sexta-feira, no átrio da Escola, com uma largada de balões e um espectáculo de dança

que galvanizou toda a comunidade escolar. Durante a semana estiveram patentes diversas instalações, como «chuva de palavras», «ora esta…», «olhó post-it», «ler e sonhar», e ainda uma intervenção colorida com origamis. Para Carlos Alberto Oliveira, director da Secundária de

Viriato, quer a «Semana de Arte Efémera», quer a Semana da Leitura, “contribuíram, de forma bastante expressiva, para despertar e estimular a sensibilidade artística dos alunos, contagiando toda a comunidade educativa. E, ao mesmo tempo, constituíram uma oportunidade para os professores darem a

conhecer os ensinamentos ministrados nestas vertentes”. A coincidência que marcou a Semana da Leitura e a Semana de Arte Efémera teve a ver, ainda segundo Carlos Alberto Oliveira, com o facto da Secundária de Viriato ter um plano anual de actividades “muito rico e diversificado”.

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OPINIÃO

PREVENÇÃO E GESTÃO DO INCUMPRIMENTO Entraram recentemente em vigor alguns diplomas legais e regulamentares (nomeadamente o Decreto-Lei nº 227/2012, de 25 de outubro e o Aviso do Banco de Portugal nº 17/2012, de 4 de dezembro) que vieram definir regras e procedimentos que as instituições de crédito devem obedecer na prevenção e gestão de situações de incumprimento em contratos de crédito com clientes bancários particulares. Vejamos, de forma sucinta, essas regras e procedimentos. Com que intenção foram publicadas estas regras e procedimentos? A publicação das regras e procedimentos no âmbito da prevenção e gestão de situações de incumprimento foi feita com o intuito de estabelecer um regime geral que defina medidas destinadas a promover a prevenção (PARI – Plano de Ação para o Risco de Incumprimento) e a regularização extrajudicial de situações de incumprimento (PERSI – Procedimento Extrajudicial de Regularização de Situações de Incumprimento) em contratos de crédito. Este quadro normativo também estabelece um regime extraordinário de proteção dos devedores de crédito à habitação em situação económica difícil, assim como medidas de salvaguarda para os mutuários na resolução, retoma e renegociação de contratos de crédito à habitação própria e permanente. Em que consiste a prevenção do incumprimento? A prevenção do incumprimento consiste no facto das instituições de crédito passarem

a estar obrigadas a implementar procedimentos que permitam acompanhar de forma permanente e sistemática a execução dos contratos de crédito de modo a prevenir situações de incumprimento por parte dos seus clientes. Sempre que uma instituição de crédito detete indícios de risco de incumprimento e sempre que o cliente bancário lhe transmita a existência desse risco (devido, por exemplo, a uma situação de desemprego ou de doença), ela deverá proceder à avaliação da capacidade financeira do cliente bancário, com o objetivo de confirmar a existência desse risco. No caso de se confirmar efetivamente a existência de risco de incumprimento, a instituição de crédito deve apresentar uma proposta de reestruturação das condições do contrato de crédito ou propor a consolidação de créditos, se aplicável, caso o cliente bancário disponha de capacidade financeira para tal. As instituições de crédito estão obrigadas a acompanhar e a promover a gestão de situações de incumprimento através da elaboração de um PARI. Em que consiste a gestão do incumprimento? A gestão do incumprimento diz respeito ao não pagamento atempado das prestações de contratos de crédito por parte do cliente bancário. O cliente bancário em incumprimento ficará sujeito ao pagamento de juros de mora (que vêm acrescer à sua dívida) e, além disso, a instituição de crédito poderá instaurar uma ação judicial para a

E A SUA SOLIDARIEDADE SOCIAL É MECÂNICA OU ORGÂNICA? O dicionário on-line Infopédia ( h t t p : / / w w w. i n f o p e d i a . p t / l i n g u a portuguesa) define solidariedade como “nome feminino, qualidade de ser solidário; sentimento que leva a prestar auxílio a alguém; responsabilidade recíproca entre elementos de um grupo social, profissional, institucional ou de uma comunidade; adesão ou apoio a uma causa, a um movimento ou a

um princípio; sentimento de partilha do sofrimento alheio (de solidário+-idade )”. Mas para meu espanto, que sou da área das ciências, descobri à dias que a solidariedade pode ser mecânica ou orgânica! Segundo percebi a solidariedade mecânica é característica das sociedades ditas “primitivas”, ou seja, de agrupamentos humanos do tipo tribal formado por clãs.

16/05/2013 recuperação do seu crédito, situação que poderá levar à penhora e subsequente venda judicial dos bens do cliente bancário. Deste modo, com a aprovação do Decreto-Lei nº 227/2012, de 25 de outubro, que estabelece o PERSI, pretende-se facilitar a obtenção de um acordo entre o cliente bancário e a instituição de crédito para regularização de situações de incumprimento, evitando o recurso aos tribunais. No caso específico dos clientes bancários com contrato de crédito à habitação própria e permanente em incumprimento e que se encontram em situação económica particularmente difícil (desemprego de pelo menos um dos titulares do crédito à habitação, o seu cônjuge ou a pessoa com quem viva em união de facto; ou redução do rendimento anual bruto do agregado familiar igual ou superior a 35%, desde que essa redução tenha ocorrido nos 12 meses anteriores ao início do incumprimento), estes poderão solicitar à respetiva instituição de crédito o acesso ao regime extraordinário de proteção de devedores de crédito à habitação (desde que preencham um conjunto de condições estabelecidas na lei – nomeadamente na Lei nº 58/2012, de 9 de novembro). O que é a rede de apoio ao consumidor endividado? A rede de apoio ao consumidor endividado é constituída por entidades que têm como missão informar, aconselhar e acompanhar clientes bancários que se encontram em situação de risco de incumprimento ou que já tenham prestações de crédito em atraso. Sendo o acesso a estas entidades isento de encargos para os seus utilizadores, elas encontram-se divulgadas no Portal do Consumidor da Direção-Geral do Consumidor (www.consumidor.pt) e no Portal do Cliente Bancário, da responsabilidade do Banco de Portugal (http://clientebancario.bportugal.pt). Para mais informações acerca deste assunto aconselho vivamente a consulta da brochura “Prevenção e gestão do incumprimento de contratos de crédito celebrados com clientes bancários particulares”, publicada pelo Banco de Portugal e que se encontra disponível no Portal do Cliente Bancário (http://clientebancario.bportugal.pt).

Nestas sociedades, os indivíduos que a integram compartilham das mesmas noções e valores sociais tanto no que se refere às crenças religiosas como em relação aos interesses materiais necessários a subsistência do grupo. Por outro lado a solidariedade orgânica predomina nas "modernas" onde existe uma maior diferenciação individual e social. Além de não compartilharem dos mesmos valores e crenças sociais, os interesses individuais são bastante distintos e a consciência de cada indivíduo é mais acentuada. Onde predomina a solidariedade orgânica, a coesão social não está assentada em crenças e valores sociais, religiosos, na tradição ou nos costumes compartilhados, mas nos códigos e regras de conduta que estabelecem direitos e deveres e se expressam em normas jurídicas: isto é, o Direito. Penso ter percebido o porque de termos chegado onde chegamos como sociedade! Nós somos solidários no sentido orgânico quando o devíamos ser no sentido mecânico! Isto é, devíamos compartilhar as mesmas noções e valores nos que respeita aos interesses materiais necessários para a subsistência do grupo (estou a deixar de fora as crenças religiosas propositadamente).

SOCIEDADE

16/05/2013

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ESPECTADOR COMPROMETIDO

O ‘‘EXPRESSO’’ NO ROSSIO

Por: José Lapa

Ainda não tinha ido aos Paços do Concelho, ver a exposição dos 40 anos do Jornal. Nascido em vésperas do 25 de abril, ajudou muito, à visão esclarecedora de quem dissipou 48 anos de trevas e, acelerou o ritmo dos acontecimentos. Voz de uma classe média em ascensão, em consolidação, o “Expresso” transformou-se, pelo rigor e pela qualidade inabalável, numa autêntica ágora da democracia. Sem cedências, nem compromissos suspeitos, as suas páginas tornaram-se temidas e respeitadas. A nossa pobre opinião pública, tem aqui uma ilha resplandecente. Ora, isto é a constatação de uma autêntica ideologia da comunicação. Está enganado se julga, que a comunicação social lhe dá verdades adquiridas. Não! A

comunicação social dá-lhe dados, para que enquanto cidadão, se possa posicionar criticamente no acontecimento. A matriz da comunicação é a de ajudar a desvendar, investigar, tornar visível. Florence Aubenas e Miguel Benasayag, explicam: “A obscuridade não é suportável, porque não pode ser representada. Então, se alguns dados nos escapam, abalando as nossas convicções, a ideologia da comunicação vem em nosso socorro: 'Escapam-nos por que nos estão a ser escondidas.' O bom jornal será aquele capaz de desvendar o máximo destes mecanismos secretos, de forçar “os que sabem” a falar. Estamos em pleno coração do sistema.” (A Fabricação da Informação: Campo das Letras, 2002, pg. 102). Maurice Duverger, na sua famosa Introdução à Politica (Estúdios Cor,1975) livro que politicamente me abriu os olhos – lembra: “Não é aos macacos velhos que é necessário ensinar a fazer caretas, diz o provérbio. Todos os participantes no combate político são “macacos velhos” neste caso. Podem também ser comparados aos áugures da Antiguidade, que não podiam olhar-se sem rir, porque conheciam as suas mentiras.” Visto isto, o “Expresso” representou sempre este papel 'ideológico': descomplicador, esclarecedor e verificador, sem nunca cair no erro de julgar.

Na Balsemão: “A independência não é uma conquista de um dia, mas de duas décadas. Implicou sacrifícios e renuncias, coragem e iniciativa, ver e decidir para além do diaa-dia.” (6jan1993). Enquanto andava por ali a tirar umas fotos, um cidadão anónimo juntou-se ao meu anonimato. E, glorificou o Expresso: “É o jornal da verdade!” Respondo-lhe, “não!, é um jornal que ajuda a descobrir a verdade”, comento. Olha, para mim, durante uns segundos intermináveis e dispara: “Ou isso!”. E, é bom lembrar, que o Expresso é uma rica plataforma de cidadania, sustentada em opiniões avalizadas, determinadas e estimuladoras, de uma sociedade que definha, por força de uma crise implacável. Nesta óptica será bom lembrar, que nunca transigiu relativamente a poderes constituídos. Finalmente, em vésperas de eleições autárquicas, o Expresso pode muito bem ser um paradigma de comunicação, que as autarquias devem seguir. No aspecto da comunicação e da esfera cultural associada, as Autarquias podem iniciar um novo modelo de intervenção, agora que a era da argamassa chegou ao fim. Não só porque não há dinheiro, nem haverá tão depressa, mas também, porque não se coaduna com o espirito de inovação que as praticas politicas modernas exigem.

AGRADECIMENTO

CENTRO SOCIAL DE CAMPIA CUSTOU 1,9 MILHÕES O Secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social, Marco António Costa, inaugurou no início desta semana, as novas instalações do Centro Social de Campia, no concelho de Vouzela. A obra, orçada em 1,9 milhões de euros, foi financiada em 494 mil euros, tendo o restante sido suportado pelo próprio Centro Social, por um conjunto de beneméritos da freguesia e por peditórios à população. O investimento vai permitir ao Centro Social de Campia alargar as valências de Lar e Creche para Centro de Dia. A instituição auxilia diariamente cerca de 20 pessoas no apoio domiciliário, acolhe 20 idosos no lar, e 10 crianças na creche, empregando ainda 23 pessoas.

Seja-me permitido mais uma vez, através do Jornal Via Rápida, expressar o meu re c o n h e c i m e n t o à E x m ª . Senhora Dr.ª MARIA ALCIDES MARQUES, pelo serviço e carinho prestado a todos os seus doentes. Mas também pela atenção que me tem sido prestada, e que graças a este cuidado me tem sido possível viver. Aqui deixo mais este agradecimento, com o meu sentido obrigado à Srª Dr.ª pelo que tem feito para eu continuar a viver. (Afonso Pereira Marques)


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SOCIEDADE

30/05/2013

30/05/2013

OPINIÃO

9/Via Rápida

«TASTE DOURO» MOSTRA ARTE, VINHO E GASTRONOMIA EM LAMEGO O Museu de Lamego acolhe, de 7 a 9 de Junho, a iniciativa TASTE DOURO, um evento enogastronómico, que reúne, num só espaço, uma boa parte do melhor que a região tem para oferecer: arte, vinho e gastronomia. Durante dois dias (8 e 9), os visitantes poderão apreciar as mais recentes novidades de vinhos DOC Douro e vinhos do Porto junto dos produtores presente, e ainda num wine bar aberto em permanência. Os restaurantes representados, que funcionarão em contínuo – Escola de Hotelaria e Turismo do Douro - Lamego, Castas e Pratos e Aquapura – terão dezenas de degustações gastronómicas disponíveis, combinando cozinha tradicional e contemporânea. O TASTE DOURO, uma organização da Beira Douro Associação de Desenvolvimento do Vale do Douro, com produção da EV- Essência do Vinho, abre as portas no dia 7, pelas 18 horas, logo após a realização do “Seminário Internacional de Enoturismo no Douro”, que nessa tarde decorrerá no vizinho Teatro Ri-

beiro Conceição. Diariamente serão realizadas duas sessões de “Conversas sobre Vinho”, em que de uma forma descontraída e prática os participantes obterão dicas

sobre aquisição, consumo e apreciação de vinhos, com natural enfoque para os vinhos da região do Douro. Os profissionais da restauração e hotelaria são ainda convidados a par-

ticipar no workshop “Como implementar um programa de vinho a copo no seu restaurante ou wine bar”, uma acção de sensibilização realizada em parceria com a ViniPortugal.

NELAS ACOLHEU FUNCIONÁRIOS DOS IMPOSTOS DO DISTRITO DE VISEU

Não é raro entre nós, assistirmos a tomadas de posições corporativistas, que não obstante consideradas legítimas nesta decadente sociedade em que vivemos, causam alguma azia, para não dizer, reprovação e até repulsa. A semana passada, fomos confrontados com um alerta feito pela Associação dos Médicos de Clínica Geral, de que faltam três mil médicos no S.N.S., mas dizia-se também, que havia mil a mais em algumas especialidades. Logo em seguida, outra Associação, a dos Jovens Médicos, veio afirmar que há excesso de alunos, e falta de lugares para formação nos hospitais. Mais do que preconceitos conservadores, estes jovens tentam defender um território, que lhes garanta mais conforto profissional, ainda que isso possa prejudicar os doentes. Isto faz-nos reflectir e dizer o seguinte: - Lembramo-nos todos perfeitamente, que já no tempo da ex-Ministra da Saúde, Leonor Beleza, se dizia o mesmo, e daí, por força dos lobbies desta área, se reduziu o número clausus nas universidades de medicina. Afirmava a mesma Ministra, de que o Estado não poderia continuar a garantir o estágio de todos os alunos que acabassem o seu curso. Lembro-me particularmente desta situação, até porque a minha filha desistiu de tirar medicina, uma vez que segundo dizia a Ministra Leonor Beleza, não haveria mercado de trabalho para os futuros médicos. O que aconteceu posteriormente a esta

Por: José Reis

MÉDICOS PRECISAM-SE. SERÁ? tolice, que não teve qualquer suporte técnico ou qualquer estudo prévio que a suportasse e credibilizasse, foi o que se conhece. Como é norma entre nós, tudo isto foi feito em cima dos joelhos, e vai daí, cedendo aos interesses instalados da corporação médica, reduziram-se os lugares de acesso às universidades de saúde, e passados anos, poucos anos aliás, concluiu-se que o sistema estava num caos, pois não havia médicos suficientes para as necessidades mais prementes. A solução encontrada foi importar médicos de capacidade duvidosa, e a não dominarem a língua portuguesa. O ex-Ministro Correia de Campos, pessoa que indiscutivelmente mais sabe de saúde em Portugal, não teve dúvidas em combater esses interesses instalados, e criou mais lugares de ensino da medicina.

Entretanto, e não obstante esta maior abertura, milhares de jovens portugueses procuraram licenciar-se noutros países, nomeadamente em Espanha. É pois com enorme espanto que agora, e mais uma vez, ouvimos a mesma ladainha, ainda por cima, vinda da parte de jovens estudantes que parece temerem a concorrência dos melhores. A argumentação não colhe, e nós, os utentes, não queremos números, queremos qualidade, queremos ser tratados pelos melhores e não apenas por aqueles que tiveram a sorte ou o privilégio de se poderem matricular. P.S. Já que falamos de saúde, não quero deixar de hoje aqui manifestar a minha perplexidade e até indignação, com o que se passa entre nós relativamente ao Hospital S. Teotónio. Primeiro, diga-se de passagem, nunca concordei com o nome atribuído ao hospital de Viseu. A que propósito têm os hospitais portugueses de serem baptizados com nomes de santos católicos? Para um Estado que se diz e quer laico, isto parece-nos uma aberração. Mas aberração maior, é a designação de Centro Hospitalar TondelaViseu Epe. Não quero usar a linguagem rateira do Dr. Fernando Ruas, quando se referiu a este caso, nem desmerecer Tondela, mas parece-se a mim, uma indignidade e um enxovalho para com Viseu. Poderíamos aqui com rigor aplicar a máxima portuguesa, que “colocámos o carro à frente dos bois”.

A IGREJA E A VIDA SEXUAL DOS PADRES * Jornalismo de investigação? Sim, talvez, não

Por iniciativa dos Serviços de Finanças de Nelas e com o apoio da Câmara Municipal, os funcionários dos Impostos do Distrito de Viseu reuniram-se nesta Vila, naquele que foi o seu 23.º Encontro anual. Isaura Pedro, presidente da Autarquia deu aos boas vindas aos con-

vidados, aproveitando para sublinhar o crescimento do concelho, através de uma “forte aposta na industrialização”, sem descurar a produção do vinho, “cada vez mais uma marca de referência na região”. O Encontro ficou marcado pela apresentação do livro “As

Finanças que eu Vivi”, de autoria de Hermínio da Cunha Marques, aposentado do serviço público, que ao longo de 800 páginas oferece um pormenorizado e apaixonante manancial de relatos, apontamentos, recortes de análise técnica, e poesia. O período da manhã foi

ainda preenchido com a celebração eucarística, acompanhada pelo “Grupo Coral das Finanças de Viseu”, onde se fez uma justa homenagem a antigos colegas e funcionários das Finanças. Seguiu-se o almoço nas instalações do Restaurante Quinta do Castelo, em Nelas, onde os presentes foram brindados com o melhor da gastronomia local, bem como com a actuação do “Grupo de Cantares e Dizeres das Finanças de Viseu”. A tarde contou ainda com diversos momentos lúdicos, nomeadamente Jogos Tradicionais, terminando com o Grupo de Fados de Santar “Alma Fadista” que encantou os convivas com os sons harmoniosos das guitarras portuguesas e vozes sonantes.

Por: Carlos Bergeron

Mafalda Gameiro, jornalista da Antena 1 e da RTP1, levou a cabo um trabalho, dito de jornalismo de investigação, apresentado pela RTP1, sobre um tema muito do agrado de alguns jornalistas, que o exploram até ao tutano, e de uma faixa significativa da sociedade portuguesa, sobre o que considerou ser a vida sexual dos padres. Nos últimos tempos a Igreja tem sido um dos alvos preferenciais de muitos jornalistas, mais preocupados com casos do que com causas, e praticamente não há dia nenhum que escape a essa voraz tentação. É o padre que aguarda, na sua residência, julgamento com pulseira electrónica, mas continua a celebrar missa, é o padre que tem um arsenal de armas em sua casa, é o padre que se recusa a celebrar esta ou outra festividade popular, é o padre acusado de abusos sexuais, é o padre

investigado por alegadas práticas de pedofilismo, etc, Pois bem, basta conhecer a História para todos ficarmos a saber que desde s sua fundação, há mais de dois mil anos, a Igreja sempre conheceu situações e viveu a vida de padres bons e de padres que se desviam ou desviaram dos princípios defendidos pela Santa Madre Igreja. O povo costuma dizer “não é por morrer uma andorinha que se acaba a primavera”.Só que se tornou chique atacar a Igreja Católica, algumas vezes com razão, mas na sua maioria, sem razão nenhuma, quiçá para esconder ou promover outras realidades, muitas delas atentórias da dignidade humana. Os padres não podem ser transformados nas armas de arremesso com que se pretende atacar os valores defendidos pela Igreja, só porque estão contra uma certa libertinagem da sociedade dos nossos dias. Cada um fica no que lhe parece e embora reconheça que a Igreja terá de rever muitas das suas práticas no dia a dia em que pretende continuar a ver inserida, no seu seio, a sociedade civil, gostaria de apresentar à jornalista Mafalda Gameiro, três temas para prosseguir com o seu jornalismo, dito de investigação, que o

corporativismo da classe muitas vezes esconde, mas que bem conhecemos. O primeiro, visando a classe política. Por que não um trabalho sobre a homossexualidade na vida dos políticos e dentro da própria Assembleia da República, A segunda, na área do jornalismo. O poder do “lobby gay” e sua influência na Comunicação Social e, finalmente, a terceira, o poder da maçonaria na sociedade, particularmente na vida política e nos centros de decisão da sociedade civil. Por certo, ou talvez não, muita coisa a iria surpreender e talvez muito boa gente deixasse de pensar que os padres são os maiores maus da fita, como se pretende agora fazer crer. O mal está em querer ser-se sensacionalista/inovador. Esta situação bloqueia a mente a muito boa gente e acaba por prejudicar um ou outro trabalho de jornalismo de investigação, que deverá ser bem vindo sempre que as causas se sobreponham aos casos. Reconheço que na Igreja nem tudo vai bem e que muito há para corrigir, mas uma instituição milenar, exemplo para a Humanidade, como é a Igreja Católica, não pode ser posta em causa, quando no cesto da sua fruta sã aparece uma fruta podre.


30/05/2013

UNS SOFREM COM A CRISE. E OS OUTROS?

Julgo não me enganar se disser que nesta geração nunca Portugal foi atingido por uma crise de tão grave e tão nefastas consequências como a que estamos presentemente a viver, bem como outros países da Zona Euro, o que acredito preocupe os políticos, mas quem sofre são os outros, na sua maior parte os de menores recursos económicos, ou para sermos mais precisos, os que vivem da caridade alheia em estabelecimentos de solidariedade social, dos quais poucos se lembram, e o pior ainda, é haver muitos que podem mas que simplesmente se esquecem de quem precisa e aqui não andarei longe da verdade se disser que no meio destes se contam os políticos, sabendo-se que o mundo deles é um mundo à parte onde se fala muito, mas às vezes pouco se faz. Mas o facto de já estarmos a pagar a crise e ao que parece de uma forma nalguns casos a levantar suspeitas de possíveis arbitrariedades, visto não se ter em conta o rendimento percápite dos agregados familiares, isso leva à presunção, ou melhor, à certeza, de serem os mais carenciados quem de facto mais contribuem para ela, quando o contrário é que

estaria certo, e só ficaria bem ao poder político rever todo o sistema de contribuições e impostos, incluindo naturalmente os subsídios dos que a eles têm direito nos termos da legislação vigente, não importando para já as medidas que houvessem de ser tomadas, se elas constituíssem um primeiro passo no sentido de vermos em Portugal uma política de justiça social para todos, sistematicamente ignorada pelo poder político. E é por isto, mas não só por isto, que temos vindo a assistir com demasiada frequência a uma onda da protestos e manifestações de rua, e se é verdade que não é com ações destas que os problemas se resolvem, mas antes talvez se agravem, dada a paupérrima situação económica, social e financeira em que o país vive, também é certo tratar-se um meio politicamente correto de que muita gente se serve como único meio de se fazer ouvir, sabendo-se que se assim não fosse poderiam correr sérios riscos de termos de voltar a uma situação que hoje até já os povos politicamente evoluídos liminarmente rejeitam, no meio dos quais nós nos situamos e de lá já não acredito que venhamos a sair, mesmo que alguns saudosistas o quisessem, se bem que, não fujo dizê-lo, algo com demasiada pressa foi feito no nosso país no regresso à democracia. A tarefa não é fácil, reconheçamo-lo, fazer com que todos paguem a crise de uma forma equitativa consoante o que cada um possui ou o vencimento que aufere mensalmente, mas se calhar também nenhum país onde a crise também chegou o estará a fazer. Mas também não é isso que nos deve importar. A nós importa-nos é o que o nosso governo pensa fazer no sentido de tornar a vida menos pesada àqueles que menos têm, e não parece ser isso que esteja a ser feito de forma racional, no sentido de que os sacrifícios da crise fossem melhor e mais equitativamente repartidos,

como seria elementar que acontecesse. E isto é tanto mais grave que aconteça, quando se sabe que Portugal é o país da União Europeia que tem o maior fosso social entre famílias, o que significa que a riqueza que produzimos é profundamente mal repartida, o que numa linguagem corrente traduz que alguns ricos, estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres, sem que com isso nenhum governo até agora se tenha mostrado minimamente preocupado, quando devia ser um dos assuntos a merecer-lhes a devida atenção. Isto ainda se compreenderia que acontecesse na vigência do antigo regime visto que o poder político era praticamente assumido por um só homem, cujo nome me dispenso de mencionar visto todos o termos conhecido. Só que, terminado o seu “reinado”, e já lá vão 39 anos, era tempo de quem nos tem governado o ter feito de forma mais consciente e com mais respeito pela democracia. E não julguem que digo isto para me baterem palmas. Dispenso-as hoje, como sempre as dispensei no passado e dispensá-lasia no futuro nas mesmas circunstâncias se o tempo voltasse para trás. Estou portanto à vontade para dizer o que sei, o que sinto e até o que outros sentem também, face a muitas coisas que se prometeram e não se cumpriram quando o tempo já decorrido impunha que estivessem cumpridas. Eu que não sou político, nunca fui nem jamais o serei, atrevo-me a dizer àqueles que o são, com mérito ou sem ele, que já podiam ter feito uma melhor aprendizagem com o tempo que levamos de crise, bastando para tal que se juntassem todos num diálogo franco e aberto com vista a estudar a melhor forma de lhe serem reduzidos os efeitos em vez de já estarem a pensar na melhor forma de alcançar o poder.

INCÊNDIOS À PORTA

Este Governo, e mais uma vez, diz querer tomar medidas preventivamente no sentido de melhorar o combate aos incêndios, que entre nós são já uma praga com que convivemos. Se chove muito como neste ano, o matagal aumenta e assim se potenciam os fogos, se chove pouco, a vegetação está seca e os incêndios desenvolvemse muito mais rapidamente. Por uma razão ou por outra, lutamos todos os anos com este flagelo que se abate de norte a sul do país, um pouco por todo o lado. De propósito ou por incúria irresponsável, a mão do homem tem-se sobreposto às causas naturais que sempre existem nestes casos, continuando contudo a

fugir às malhas da lei; ou porque são comprovadamente maníacos, portanto doentes e inimputáveis, ou porque contra eles nada se pode comprovar. O que é certo, é que Portugal se tem de preparar todos os anos para essa triste realidade que é a época dos incêndios que faz arder o país, torná-lo ainda mais pobre, desgraçar muita gente atingida, e até ceifar vidas humanas. Quanto nos custará a todos, uma época de incêndios ? Seria interessante, para não dizer alarmante, conhecermos esses números ! O Governo tem falado da participação das forças armadas no combate aos incêndios, mas isso só nos faz abrir a boca de espanto, pois não se entende, porque é que isso não acontece já há muito tempo. Com as forças armadas profissionalizadas, e com todos os meios humanos e técnicos postos à sua disposição, não se percebe porquê, esta falta de colaboração no combate aos incêndios, por parte dos nossos militares. Não seria mais útil ao País, que as nossas forças armadas deixassem as casernas, e prestassem esse trabalho cívico à comunidade? Se isso acontece noutros países mais ricos e mais evoluídos, o que é impedirá que o mesmo

aconteça entre nós ? “Temos que pedir à Troika que nos imponha essa medida “ Vamos agora esperar para ver se existe a força política necessária para fazer das promessas uma realidade. Tenho as minhas dúvidas… A semana passada, já tivemos oportunidade de saber, que iremos ter a Fase Bravo e a Fase Charlie já devidamente preparadas e programadas para atacar e agir prontamente contra os fogos, que não deixarão de assolar o país, e ficamos agradavelmente surpreendidos com o número de meios aéreos e terrestres postos à disposição. O que não se entende bem nessa notícia, é dizer-se, que o pagamento diário “a voluntários” foi actualizado para 45 Euros, e que haverá ainda isenção de IRS. Parece-se a mim, que sou um leigo nesta matéria, que a designação de voluntário está um tanto abastardada, até porque conheço pessoas cuja ocupação profissional permanente, é ser bombeiro voluntário… Não quero tecer outros comentários, para não ferir susceptibilidades, até porque reconheço o esforço e dedicação de alguns bombeiros verdadeiramente voluntários, mas ainda assim, deixo aqui a minha perplexidade.

POLITICA

30/05/2013

AUTÁRQUICAS ‘2013:

HELDER AMARAL CANDIDATA-SE PELO CDS, POR “IMPULSO PESSOAL” O deputado Helder Amaral, anunciou, oficialmente, a sua candidatura à presidência da Câmara Municipal de Viseu pelo CDS-Partido Popular. Uma decisão que decorre de um “impulso pessoal”, depois de um trabalho (que durou “alguns meses”) de auscultação e troca de ideias dentro e fora do Partido. Nomeadamente com “muitas das personalidades com maior relevância na vida económica, cultural e social do concelho”. “Confirmei que existe um sentimento comum e generalizado de grande desilusão com o poder político autárquico vigente, que foi incapaz de acompanhar a modernidade da sociedade civil da cidade e da sua região, impedindo que esta tivesse um maior vigor económico, social e cultural, e promovendo um ciclo vicioso de desemprego, declínio e aban-

dono de gerações qualificadas, lê-se no documento «Compromisso com Viseu» enviado à comunicação social. Assumindo que a candidatura que protagoniza “pretende representar a massa crítica livre e independente que existe em Viseu, e a sua vontade de operar uma verdadeira mudança no estilo e no conteúdo da liderança política da região”, Helder Amaral não tem dúvidas: “É urgente, hoje, que o poder de Viseu se desloque da Câmara Municipal para a livre iniciativa dos agentes económicos, culturais e da solidariedade social, através de um novo espírito de associativismo, parceria e partilha de recursos”. A defesa de uma “política integrada e coerente de atracção de investimento” para o concelho, é a primeira das prioridades assumidas por Helder Amaral no manifesto «Compromisso com Viseu”.

ALMEIDA HENRIQUES QUER FAZER DE VISEU A “CAPITAL DA DANÇA” - DALILA RODRIGUES E PAULO RIBEIRO INTEGRAM COMISSÃO ESTRATÉGICA DA CANDIDATURA «VISEU PRIMEIRO» Depois de na apresentação oficial da sua candidatura ter elegido o desenvolvimento económico como a “prioridade máxima” do seu programa eleitoral, prometendo o lançamento do programa de fomento «Viseu Investe» e a criação de um gabinete municipal de apoio ao investidor, o candidato do PSD à Câmara Municipal de Viseu, Almeida Henriques, quer também fazer de Viseu, caso seja eleito, a «Capital da Dança». “A cultura será também um dos pilares fundamentais para o futuro de Viseu”, assegurou o também ex-secretário da Estado da Economia, numa conferência de imprensa em qual deu a conhecer os 10 temas da Agenda do Fórum Participativo que está a decorrer em vários locais da cidade até 9 de Julho, e a meia centena de nomes que integram a Comissão Estratégica da Candidatura «Viseu Primeiro». Entre os quais estão o director da Companhia de Dança, Paulo Ribeiro, e a antiga directora do Museu Grão Vasco e actual vicepresidente do Centro Cultural de

Belém (CCB), Dalila Rodrigues. “Pioneiro e inovador”, nas palavras de Almeida Henriques, o Fórum Participativo pretende reunir e aproveitar a “visão estratégica” de pessoas ligadas à região, como forma de encontrar um “denominador comum” para os caminhos a seguir ao longo dos próximos dez anos, tantos quantos os temas em debate. «Desenvolvimento Regional» e «Internacionalização e Investimento» foram os dois temas já debatidos, num ciclo que vai encerrar com a «Educação», a 9 de Julho. Em relação à Comissão Estratégica, constituída por pessoas “competentes e com espírito de missão” que irão colaborar com Almeida Henriques, “a título individual e de contributo cívico” no desenvolvimento de toda a campanha eleitoral, a candidatura «Viseu Primeiro» pretende construir "um ciclo novo e uma equipa nova com gente de primeira linha", conclui o candidato, esclarecendo que a lista só deverá ser divulgada em Julho.


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ECONOMIA

30/05/2013

30/05/2013

ECONOMIA

11/Via Rápida

ADEGA DE PENALVA DO CASTELO ASSINALA MEIO SÉCULO COM AMPLIAÇÃO E MODERNIZAÇÃO DAS INSTALAÇÕES - PRESIDENTE DA DIRECÇÃO ANUNCIA NOVA LINHA DE ENGARRAFAMENTO todo o vinho produzido na Adega. Para isso está a ultimar a elaboração de um projecto para aquisição de uma nova linha de engarrafamento que, segundo José Clemente deverá estar a funcionar dentro de dois anos, reforçando desta forma a actual linha de engarrafamento, já com 18 anos. “Quem não evoluir acaba por desparecer e a Região do Dão tem alguns exemplos disso”, justificou José Clemente, perante o secretário de Estado da Agricultura, a quem o presidente da Câmara de Penalva do Castelo, Leonídio Monteiro, pediu para “ser amigo dos agricultores do concelho”, como forma de os ajudar a ultrapassar algumas dificuldades que afectam o sector. Com cerca de 1000 associados, a maior parte do concelho de Penalva - embora receba também uvas de produtores de Mangualde, Sátão e Aguiar da Beira -, a ACPC comercializa anualmente cerca de 6 milhões de litros de vinho, dando emprego a 22 pessoas, todas de Penalva do Castelo, número que quase duplica em altura de vindimas.

ASSOCIAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO DO DÃO CONTRATUALIZA PROJECTOS DE 2 MILHÕES QUE GERAM 50 POSTOS DE TRABALHO A ADD – Associação de Desenvolvimento do Dão, um organismo que abrange os concelhos de Aguiar da Beira, Penalva do Castelo (onde está sediado), Mangualde, Nelas e Sátão, acaba de contratualizar, com outros tantos promotores, entre entidades públicas e privadas, 28 pedidos de apoio no valor de 2.168.948 euros, para investimento em diversas áreas de actividade, num montante global de 3.253.844 euros. Aprovados em 2012 pelo Grupo de Acção Local (GAL) da ADD, no âmbito do Eixo 3 do PRODER Medidas 3.1 e 3.2, os

projectos apoiados vão criar mais 50 postos de trabalho. Destes, 37 serão distribuídos pelos 15 projectos vocacionados para a criação e desenvolvimento de micro-empresas, e 13 para projectos destinados a serviços básicos à população rural. Restauração tradicional, salsicharia, saúde, comércio, serviços e apoio a idosos, tipografia, imagem, tanatologia, transformação e modernização de quartéis de bombeiros, até à dinamização do desporto em camadas jovens, cinema, e construção de capela funerária, foram as actividades contem-

pladas. Leonídio Monteiro, presidente da ADD e da Câmara Municipal de Penalva do Castelo, presidiu no Salão Nobre da Câmara Municipal de Mangualde à cerimónia de assinatura dos 28 contratos aprovados, sublinhando que, em termos globais, entre 2009 e 2012, o GAL/ ADD já aprovou 100 pedidos de apoio, num montante total de investimento de 11.151.714 euros, com um apoio público de 6.999.337euros. Até Dezembro de 2014 estarão criados 203 postos de trabalho, incluindo os resultantes de um

outro concurso que terminaria já no final deste mês, mas que “irá ser prorrogado”. “O êxito das candidaturas e dos resultados obtidos deve-se, em larga medida, à coragem dos parceiros que foram fazendo obra. E é com estas mesmas pessoas que este território continua a recuperar de alguns atrasos em relação aos concelhos do litoral” conclui Leonídio Monteiro, que espera que os projectos agora financiados tragam “dinâmicas importantes sob o ponto de vista social e económico” aos cinco concelhos envolvidos.

ADDLAP LIQUIDA DÍVIDA DOS «JARDINS EFÉMEROS» À CÂMARA DE VISEU Depois da polémica gerada em torno da edição dos Jardins Efémeros de 2012, uma iniciativa promovida em Julho pela ADDLAP – Associação de Desenvolvimento de Dão Lafões e Alto Paiva, e que incluiu um conjunto de actividades de dinamização do centro histórico, a Câmara Municipal de Viseu acaba agora de ser reembolsada, por aquele organismo em cerca de 45 mil euros, valor então adiantado pela autarquia para a concretização do evento. “Após prestar os devidos esclarecimentos à Autoridade de

Gestão do PRODER, a ADDLAP só agora recebeu todas as verbas correspondentes à realização deste evento, bem como procedeu ao reembolso respetivo da verba de 44.564.13 euros ao município de Viseu”, confirma o presidente do organismo, Guilherme Almeida. O atraso no recebimento daquelas verbas, ficou a deverse, ainda segundo o presidente da ADDLAP, também vereador na Câmara Municipal de Viseu, “às suspeitas lançadas pela Concelhia de Viseu do Partido Socialista e por vários meios de comunicação, e ainda a algumas

queixas enviadas para a Autoridade de Gestão do PRODER, Ministério da Agricultura e entidades comunitárias, relativas a procedimentos inerentes à organização e implementação desta iniciativa”. Uma situação que originou “alguns danos na imagem dos dirigentes da associação e do município de Viseu, bem como diversas consequências negativas do ponto de vista financeiro”. Em comunicado, a ADDLAP sublinha que este organismo foi considerado, a nível nacional, “como uma das entidades que melhor executou

o PACA – Plano de Animação e Aquisição de Competências”, acção onde se enquadra a iniciativa «Jardins Efémeros» e outras de dinamização do território. Atendendo ao “sucesso conseguido pelas duas edições já concretizadas da iniciativa «Jardins Efémeros», bem como ao impacto alcançado em termos económicos , turís ticos e culturais, dentro e fora do território da ADDLAP”, este organismo pretende repetir o evento em Julho de 2013, através de uma parceria com entidades de referência.

«PALWINES» É O «GRANDE VINHO DO DÃO» DA COLHEITA DE 2012 A comemorar meio século de actividade, a Adega Cooperativa de Penalva do Castelo, uma das mais emblemáticas e premiadas da Região Demarcada do Dão em certames nacionais e internacionais, acaba de dar mais um importante passo rumo à afirmação dos seus vinhos nos mercados nacionais e internacionais: a ampliação e modernização das instalações, através da aquisição de novos equipamentos. O investimento, de dois milhões de euros, apoiado pelo Proder em cerca de 700 mil euros, vai permitir à Adega “aperfeiçoar a qualidade” dos seus vinhos, e dimensionar ainda mais a sua estrutura produtiva, passando a laboração

dos actuais oito milhões para cerca de 10 milhões de quilos de uvas por ano. À frente dos destinos da Adega Cooperativa de Penalva do Castelo há 14 anos, José Frias Clemente partilha o sucesso de 50 anos “de muita luta e sacrifício” com o esforço colectivo de muita gente, “sobretudo dos associados”, classificando a presença do secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, na cerimónia de inauguração das novas instalações, como um “estímulo à produção e à comercialização de um produto que tanta riqueza gera no concelho”. Com presença consolidada no mercado interno, onde tem

vindo a aumentar as suas vendas, a Adega Cooperativa de Penalva do Castelo tem no mercado externo, uma importante fonte de escoamento dos seus vinhos, com 20 a 25 por cento da produção a ser exportada para Angola, Brasil, Estados Unidos, China, Luxemburgo, França e Suíça. “O futuro da Adega passa por aqui. Pela internacionalização”, reconhece José Clemente, que sublinha a conquista, entre muitos galardões internacionais, da medalha de ouro arrecadada o ano passado num concurso em Itália. Para além do crescimento no mercado externo, a direcção da ACPC aposta também, a nível interno, na venda em garrafa de

O produtor Palwines foi o grande vencedor do Concurso “Os melhores Vinhos do Dão no Produtor – Dão Primores 2012“, promovido pela Comissão Vitivinícola Regional do Dão (CVR do Dão), em vinhos tintos, tendo recebido o diploma de “O Grande Vinho do Dão”. No evento, que decorreu no Solar do Vinho do Dão, o vinho branco mais premiado foi o do produtor Quinta do Solar do Arcediago. O produtor CM Wines Sociedade Vinícola venceu o diploma de Ouro na espécie vinhos Rosados. Apresentaram-se a concurso 34 produtores e 99 vinhos. No total foram distribuídos 18 diplomas de ouro e 13 de prata.


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ECONOMIA

30/05/2013

30/05/2013 que mais do que duplicará a população residente. A intervenção piloto a desenvolver no âmbito do projecto “Terra Amada” não pretende alterar o espaço construído na aldeia, resultado do modo de vida que nele se reflecte, mas contribuir para travar “o sofrível estado de conservação de muitas das cons-

ECONOMIA truções” quais “ameaças visíveis à sua continuidade para as gerações futuras”. A intervenção nos equipamentos seleccionados é variada, indo desde a conservação e restauro estritos, até à reabilitação profunda, aliando técnicas e materiais tradicionais à introdução de materiais e padrões de

desempenho contemporâneos. Dois exemplos: no moinho, o único em funcionamento, os futuros arquitectos e mestres de obra cingirão a sua acção a trabalhos de limpeza, conservação e restauro. Já na designada “Casa da D. Irene”, designação dada à casa onde vive apenas a proprietária, já de idade avan-

13/Via Rápida çada, a intervenção será profunda. Irá desde a melhoria global da habitação, até à melhoria térmica, instalação sanitária, saneamento de água corrente no interior e melhoria da acessibilidade. No fundo, humanizar o espaço para dar melhor qualidade de vida a quem nele vive.

António Carvalho (coordenador adjunto do Curso de Arquitectura da Universidade Católica), Ana Pinho (arquitecta e docente da Católica), Adriano Azevedo, vice-presidente da Câmara Municipal de S. Pedro do Sul), José Cruz (presidente da Junta de Freguesia de Covas do Rio), Vítor Coias (Gecorpa), e padre António Jorge (representante da Diocese de Viseu), apresentaram em Covas do Monte o projecto «Terra Amada».

FUTUROS ARQUITECTOS VÃO RECUPERAR ALDEIA DE COVAS DO MONTE (S.PEDRO DO SUL) -PROJECTO INÉDITO LIDERADO PELA UNIVERSIDADE CATÓLICA APOSTA NO VOLUNTARIADO NACIONAL E INTERNACIONAL PARA HUMANIZAR “TERRA AMADA” É a primeira vez que tantas vontades se congregam em torno de um projecto que promete, com o concurso directo de futuros arquitectos, portugueses e estrangeiros, reabilitar em apenas dez dias alguns equipamentos colectivos e habitações na aldeia de Covas do Monte, freguesia de Covas do Rio, no concelho de S. Pedro do Sul. A Universidade Católica de Viseu, que aglutinou um conjunto vasto de parceiros em torno do projecto «Terra Amada», acredita que a intervenção, a realizar em regime de total voluntariado, contribua para humanizar uma das aldeias serranas mais emblemáticas daquele concelho. Durante dez dias, entre 26 de Julho e 4 de Agosto, cerca de meia centena de estudantes de arquitectura e arquitectos estagiários, nacionais e estrangeiros, sob a direcção de mestres de

obra e técnicos experientes do sector, também estes voluntários, e com materiais doados pelas empresas associadas, vão intervir na recuperação de três equipamentos comunitários (azenha, moinho, e escola primária a servir de sede à Associação dos Amigos de Covas do Monte), uma habitação, um anexo, um curral, um espigueiro, e dois espaços públicos. Os projectos e a logística são assegurados pelos professores e oito alunos dos 4.º e 5.º anos do Curso de Arquitectura da Universidade Católica de Viseu. Quatro parceiros (Câmara de S. Pedro do Sul, Diocese de Viseu, Junta de Freguesia de Covas do Rio, e Gecorpa, uma associação de empresas a profissionais que se dedicam à requalificação do património edificado) e dezenas de empresas associaram-se ao projecto “Terra Amada”. Ana Pinho, arquitecta e docente da Universidade Católica, não tem memória de uma acção de mecenato tão

grandiosa, em torno de uma intervenção que classifica mesmo de “pioneira e inédita” a nível nacional. Na óptica dos voluntários que durante dez dias vão arregaçar as mangas e meter mãos à obra em Covas do Monte, a recompensa está garantida. Além de contactarem com “temáticas relacionadas com o desenvolvimento dos territórios rurais”, e de serem sensibilizados “para a importância da coesão social e territorial”, serlhes-á dada a oportunidade de contactarem directamente “com os processos, técnicas e materiais de construção tradicionais”. Uma forma, referiu Ana Pinho, em conferência de imprensa, de contribuírem também “de forma concreta e visível para a melhoria da qualidade de vida das comunidades com as quais vão habitar e trabalhar durante o tempo da execução. Se para os futuros arquitectos a participação na iniciativa «Terra Amada» - uma acção

piloto de voluntariado que poderá repetir-se noutras aldeias - é da maior importância, não o é menos para Covas do Monte. Uma terra, com bem lembra o vice-presidente da Câmara de S. Pedro do Sul, Adriano Azevedo, onde meia centena de habitantes, continua a acreditar que é possível viver com qualidade numa aldeia rural do concelho. “Abraçámos este projecto desde a primeira hora. Percebemos que era de extrema importância para a aldeia, para o concelho e até para o país. A escolha da Universidade Católica para materializar esta intervenção foi assertiva. E este é um bom exemplo do que se deve fazer em relação ao aproveitamento dos próximos fundos comunitários”, reconhece o autarca. A partir de 26 de Julho, nada será como dantes em Covas do Monte. A aldeia, localizada em local recôndito de um dos vales profundos da Serra de S. Macário, assistirá a uma enchente de pessoas, num total de setenta,

CIDADE COM PAISAGEM MAIS “DESIMPEDIDA”:

EDP E CÂMARA MUNICIPAL DE TAROUCA COM AÇÃO CONCERTADA

ANTES Em resultado de uma ação de requalificação levada a cabo pela edilidade Tarouquense e em linha com as preocupações de carácter ambiental que sempre estão subjacentes à sua intervenção, a EDP Distribuição optou por repensar toda a infraestrutura eléctrica localizada na zona envolvente ao edifício da Câmara Municipal de Tarouca.

De acordo com a elétrica nacional, a referida requalificação tinha como alvo todo o espaço localizado nas imediações do edifício da Câmara Municipal de Tarouca e isso implicava a demolição de uma cabine alta aí existente e a construção, a alguns metros desse local, de uma cabine baixa pré-fabricada, por forma a

DEPOIS reduzir ao mínimo o impacto paisagístico que uma infraestrutura deste tipo obrigatoriamente provoca. “Em resultado de uma saudável e, a avaliar pelo resultado, profícua parceria, o custo desta obra, cujo valor ascendeu a cerca de 50.000 euros, foi suportado por ambas as instituições, tendo a Câmara

Municipal de Tarouca assumido todos os trabalhos de construção e ficado a seu cargo todos os trabalhos eléctricos de adaptação da rede aérea de baixa tensão e iluminação pública, a intervenção a nível da média tensão e a necessária instalação do novo posto de transformação”, conclui a EDP Distribuição.


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30/05/2013

30/05/2013 que mais do que duplicará a população residente. A intervenção piloto a desenvolver no âmbito do projecto “Terra Amada” não pretende alterar o espaço construído na aldeia, resultado do modo de vida que nele se reflecte, mas contribuir para travar “o sofrível estado de conservação de muitas das cons-

ECONOMIA truções” quais “ameaças visíveis à sua continuidade para as gerações futuras”. A intervenção nos equipamentos seleccionados é variada, indo desde a conservação e restauro estritos, até à reabilitação profunda, aliando técnicas e materiais tradicionais à introdução de materiais e padrões de

desempenho contemporâneos. Dois exemplos: no moinho, o único em funcionamento, os futuros arquitectos e mestres de obra cingirão a sua acção a trabalhos de limpeza, conservação e restauro. Já na designada “Casa da D. Irene”, designação dada à casa onde vive apenas a proprietária, já de idade avan-

13/Via Rápida çada, a intervenção será profunda. Irá desde a melhoria global da habitação, até à melhoria térmica, instalação sanitária, saneamento de água corrente no interior e melhoria da acessibilidade. No fundo, humanizar o espaço para dar melhor qualidade de vida a quem nele vive.

António Carvalho (coordenador adjunto do Curso de Arquitectura da Universidade Católica), Ana Pinho (arquitecta e docente da Católica), Adriano Azevedo, vice-presidente da Câmara Municipal de S. Pedro do Sul), José Cruz (presidente da Junta de Freguesia de Covas do Rio), Vítor Coias (Gecorpa), e padre António Jorge (representante da Diocese de Viseu), apresentaram em Covas do Monte o projecto «Terra Amada».

FUTUROS ARQUITECTOS VÃO RECUPERAR ALDEIA DE COVAS DO MONTE (S.PEDRO DO SUL) -PROJECTO INÉDITO LIDERADO PELA UNIVERSIDADE CATÓLICA APOSTA NO VOLUNTARIADO NACIONAL E INTERNACIONAL PARA HUMANIZAR “TERRA AMADA” É a primeira vez que tantas vontades se congregam em torno de um projecto que promete, com o concurso directo de futuros arquitectos, portugueses e estrangeiros, reabilitar em apenas dez dias alguns equipamentos colectivos e habitações na aldeia de Covas do Monte, freguesia de Covas do Rio, no concelho de S. Pedro do Sul. A Universidade Católica de Viseu, que aglutinou um conjunto vasto de parceiros em torno do projecto «Terra Amada», acredita que a intervenção, a realizar em regime de total voluntariado, contribua para humanizar uma das aldeias serranas mais emblemáticas daquele concelho. Durante dez dias, entre 26 de Julho e 4 de Agosto, cerca de meia centena de estudantes de arquitectura e arquitectos estagiários, nacionais e estrangeiros, sob a direcção de mestres de

obra e técnicos experientes do sector, também estes voluntários, e com materiais doados pelas empresas associadas, vão intervir na recuperação de três equipamentos comunitários (azenha, moinho, e escola primária a servir de sede à Associação dos Amigos de Covas do Monte), uma habitação, um anexo, um curral, um espigueiro, e dois espaços públicos. Os projectos e a logística são assegurados pelos professores e oito alunos dos 4.º e 5.º anos do Curso de Arquitectura da Universidade Católica de Viseu. Quatro parceiros (Câmara de S. Pedro do Sul, Diocese de Viseu, Junta de Freguesia de Covas do Rio, e Gecorpa, uma associação de empresas a profissionais que se dedicam à requalificação do património edificado) e dezenas de empresas associaram-se ao projecto “Terra Amada”. Ana Pinho, arquitecta e docente da Universidade Católica, não tem memória de uma acção de mecenato tão

grandiosa, em torno de uma intervenção que classifica mesmo de “pioneira e inédita” a nível nacional. Na óptica dos voluntários que durante dez dias vão arregaçar as mangas e meter mãos à obra em Covas do Monte, a recompensa está garantida. Além de contactarem com “temáticas relacionadas com o desenvolvimento dos territórios rurais”, e de serem sensibilizados “para a importância da coesão social e territorial”, serlhes-á dada a oportunidade de contactarem directamente “com os processos, técnicas e materiais de construção tradicionais”. Uma forma, referiu Ana Pinho, em conferência de imprensa, de contribuírem também “de forma concreta e visível para a melhoria da qualidade de vida das comunidades com as quais vão habitar e trabalhar durante o tempo da execução. Se para os futuros arquitectos a participação na iniciativa «Terra Amada» - uma acção

piloto de voluntariado que poderá repetir-se noutras aldeias - é da maior importância, não o é menos para Covas do Monte. Uma terra, com bem lembra o vice-presidente da Câmara de S. Pedro do Sul, Adriano Azevedo, onde meia centena de habitantes, continua a acreditar que é possível viver com qualidade numa aldeia rural do concelho. “Abraçámos este projecto desde a primeira hora. Percebemos que era de extrema importância para a aldeia, para o concelho e até para o país. A escolha da Universidade Católica para materializar esta intervenção foi assertiva. E este é um bom exemplo do que se deve fazer em relação ao aproveitamento dos próximos fundos comunitários”, reconhece o autarca. A partir de 26 de Julho, nada será como dantes em Covas do Monte. A aldeia, localizada em local recôndito de um dos vales profundos da Serra de S. Macário, assistirá a uma enchente de pessoas, num total de setenta,

CIDADE COM PAISAGEM MAIS “DESIMPEDIDA”:

EDP E CÂMARA MUNICIPAL DE TAROUCA COM AÇÃO CONCERTADA

ANTES Em resultado de uma ação de requalificação levada a cabo pela edilidade Tarouquense e em linha com as preocupações de carácter ambiental que sempre estão subjacentes à sua intervenção, a EDP Distribuição optou por repensar toda a infraestrutura eléctrica localizada na zona envolvente ao edifício da Câmara Municipal de Tarouca.

De acordo com a elétrica nacional, a referida requalificação tinha como alvo todo o espaço localizado nas imediações do edifício da Câmara Municipal de Tarouca e isso implicava a demolição de uma cabine alta aí existente e a construção, a alguns metros desse local, de uma cabine baixa pré-fabricada, por forma a

DEPOIS reduzir ao mínimo o impacto paisagístico que uma infraestrutura deste tipo obrigatoriamente provoca. “Em resultado de uma saudável e, a avaliar pelo resultado, profícua parceria, o custo desta obra, cujo valor ascendeu a cerca de 50.000 euros, foi suportado por ambas as instituições, tendo a Câmara

Municipal de Tarouca assumido todos os trabalhos de construção e ficado a seu cargo todos os trabalhos eléctricos de adaptação da rede aérea de baixa tensão e iluminação pública, a intervenção a nível da média tensão e a necessária instalação do novo posto de transformação”, conclui a EDP Distribuição.


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ECONOMIA

30/05/2013

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ECONOMIA

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ADEGA DE PENALVA DO CASTELO ASSINALA MEIO SÉCULO COM AMPLIAÇÃO E MODERNIZAÇÃO DAS INSTALAÇÕES - PRESIDENTE DA DIRECÇÃO ANUNCIA NOVA LINHA DE ENGARRAFAMENTO todo o vinho produzido na Adega. Para isso está a ultimar a elaboração de um projecto para aquisição de uma nova linha de engarrafamento que, segundo José Clemente deverá estar a funcionar dentro de dois anos, reforçando desta forma a actual linha de engarrafamento, já com 18 anos. “Quem não evoluir acaba por desparecer e a Região do Dão tem alguns exemplos disso”, justificou José Clemente, perante o secretário de Estado da Agricultura, a quem o presidente da Câmara de Penalva do Castelo, Leonídio Monteiro, pediu para “ser amigo dos agricultores do concelho”, como forma de os ajudar a ultrapassar algumas dificuldades que afectam o sector. Com cerca de 1000 associados, a maior parte do concelho de Penalva - embora receba também uvas de produtores de Mangualde, Sátão e Aguiar da Beira -, a ACPC comercializa anualmente cerca de 6 milhões de litros de vinho, dando emprego a 22 pessoas, todas de Penalva do Castelo, número que quase duplica em altura de vindimas.

ASSOCIAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO DO DÃO CONTRATUALIZA PROJECTOS DE 2 MILHÕES QUE GERAM 50 POSTOS DE TRABALHO A ADD – Associação de Desenvolvimento do Dão, um organismo que abrange os concelhos de Aguiar da Beira, Penalva do Castelo (onde está sediado), Mangualde, Nelas e Sátão, acaba de contratualizar, com outros tantos promotores, entre entidades públicas e privadas, 28 pedidos de apoio no valor de 2.168.948 euros, para investimento em diversas áreas de actividade, num montante global de 3.253.844 euros. Aprovados em 2012 pelo Grupo de Acção Local (GAL) da ADD, no âmbito do Eixo 3 do PRODER Medidas 3.1 e 3.2, os

projectos apoiados vão criar mais 50 postos de trabalho. Destes, 37 serão distribuídos pelos 15 projectos vocacionados para a criação e desenvolvimento de micro-empresas, e 13 para projectos destinados a serviços básicos à população rural. Restauração tradicional, salsicharia, saúde, comércio, serviços e apoio a idosos, tipografia, imagem, tanatologia, transformação e modernização de quartéis de bombeiros, até à dinamização do desporto em camadas jovens, cinema, e construção de capela funerária, foram as actividades contem-

pladas. Leonídio Monteiro, presidente da ADD e da Câmara Municipal de Penalva do Castelo, presidiu no Salão Nobre da Câmara Municipal de Mangualde à cerimónia de assinatura dos 28 contratos aprovados, sublinhando que, em termos globais, entre 2009 e 2012, o GAL/ ADD já aprovou 100 pedidos de apoio, num montante total de investimento de 11.151.714 euros, com um apoio público de 6.999.337euros. Até Dezembro de 2014 estarão criados 203 postos de trabalho, incluindo os resultantes de um

outro concurso que terminaria já no final deste mês, mas que “irá ser prorrogado”. “O êxito das candidaturas e dos resultados obtidos deve-se, em larga medida, à coragem dos parceiros que foram fazendo obra. E é com estas mesmas pessoas que este território continua a recuperar de alguns atrasos em relação aos concelhos do litoral” conclui Leonídio Monteiro, que espera que os projectos agora financiados tragam “dinâmicas importantes sob o ponto de vista social e económico” aos cinco concelhos envolvidos.

ADDLAP LIQUIDA DÍVIDA DOS «JARDINS EFÉMEROS» À CÂMARA DE VISEU Depois da polémica gerada em torno da edição dos Jardins Efémeros de 2012, uma iniciativa promovida em Julho pela ADDLAP – Associação de Desenvolvimento de Dão Lafões e Alto Paiva, e que incluiu um conjunto de actividades de dinamização do centro histórico, a Câmara Municipal de Viseu acaba agora de ser reembolsada, por aquele organismo em cerca de 45 mil euros, valor então adiantado pela autarquia para a concretização do evento. “Após prestar os devidos esclarecimentos à Autoridade de

Gestão do PRODER, a ADDLAP só agora recebeu todas as verbas correspondentes à realização deste evento, bem como procedeu ao reembolso respetivo da verba de 44.564.13 euros ao município de Viseu”, confirma o presidente do organismo, Guilherme Almeida. O atraso no recebimento daquelas verbas, ficou a deverse, ainda segundo o presidente da ADDLAP, também vereador na Câmara Municipal de Viseu, “às suspeitas lançadas pela Concelhia de Viseu do Partido Socialista e por vários meios de comunicação, e ainda a algumas

queixas enviadas para a Autoridade de Gestão do PRODER, Ministério da Agricultura e entidades comunitárias, relativas a procedimentos inerentes à organização e implementação desta iniciativa”. Uma situação que originou “alguns danos na imagem dos dirigentes da associação e do município de Viseu, bem como diversas consequências negativas do ponto de vista financeiro”. Em comunicado, a ADDLAP sublinha que este organismo foi considerado, a nível nacional, “como uma das entidades que melhor executou

o PACA – Plano de Animação e Aquisição de Competências”, acção onde se enquadra a iniciativa «Jardins Efémeros» e outras de dinamização do território. Atendendo ao “sucesso conseguido pelas duas edições já concretizadas da iniciativa «Jardins Efémeros», bem como ao impacto alcançado em termos económicos , turís ticos e culturais, dentro e fora do território da ADDLAP”, este organismo pretende repetir o evento em Julho de 2013, através de uma parceria com entidades de referência.

«PALWINES» É O «GRANDE VINHO DO DÃO» DA COLHEITA DE 2012 A comemorar meio século de actividade, a Adega Cooperativa de Penalva do Castelo, uma das mais emblemáticas e premiadas da Região Demarcada do Dão em certames nacionais e internacionais, acaba de dar mais um importante passo rumo à afirmação dos seus vinhos nos mercados nacionais e internacionais: a ampliação e modernização das instalações, através da aquisição de novos equipamentos. O investimento, de dois milhões de euros, apoiado pelo Proder em cerca de 700 mil euros, vai permitir à Adega “aperfeiçoar a qualidade” dos seus vinhos, e dimensionar ainda mais a sua estrutura produtiva, passando a laboração

dos actuais oito milhões para cerca de 10 milhões de quilos de uvas por ano. À frente dos destinos da Adega Cooperativa de Penalva do Castelo há 14 anos, José Frias Clemente partilha o sucesso de 50 anos “de muita luta e sacrifício” com o esforço colectivo de muita gente, “sobretudo dos associados”, classificando a presença do secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, na cerimónia de inauguração das novas instalações, como um “estímulo à produção e à comercialização de um produto que tanta riqueza gera no concelho”. Com presença consolidada no mercado interno, onde tem

vindo a aumentar as suas vendas, a Adega Cooperativa de Penalva do Castelo tem no mercado externo, uma importante fonte de escoamento dos seus vinhos, com 20 a 25 por cento da produção a ser exportada para Angola, Brasil, Estados Unidos, China, Luxemburgo, França e Suíça. “O futuro da Adega passa por aqui. Pela internacionalização”, reconhece José Clemente, que sublinha a conquista, entre muitos galardões internacionais, da medalha de ouro arrecadada o ano passado num concurso em Itália. Para além do crescimento no mercado externo, a direcção da ACPC aposta também, a nível interno, na venda em garrafa de

O produtor Palwines foi o grande vencedor do Concurso “Os melhores Vinhos do Dão no Produtor – Dão Primores 2012“, promovido pela Comissão Vitivinícola Regional do Dão (CVR do Dão), em vinhos tintos, tendo recebido o diploma de “O Grande Vinho do Dão”. No evento, que decorreu no Solar do Vinho do Dão, o vinho branco mais premiado foi o do produtor Quinta do Solar do Arcediago. O produtor CM Wines Sociedade Vinícola venceu o diploma de Ouro na espécie vinhos Rosados. Apresentaram-se a concurso 34 produtores e 99 vinhos. No total foram distribuídos 18 diplomas de ouro e 13 de prata.


30/05/2013

UNS SOFREM COM A CRISE. E OS OUTROS?

Julgo não me enganar se disser que nesta geração nunca Portugal foi atingido por uma crise de tão grave e tão nefastas consequências como a que estamos presentemente a viver, bem como outros países da Zona Euro, o que acredito preocupe os políticos, mas quem sofre são os outros, na sua maior parte os de menores recursos económicos, ou para sermos mais precisos, os que vivem da caridade alheia em estabelecimentos de solidariedade social, dos quais poucos se lembram, e o pior ainda, é haver muitos que podem mas que simplesmente se esquecem de quem precisa e aqui não andarei longe da verdade se disser que no meio destes se contam os políticos, sabendo-se que o mundo deles é um mundo à parte onde se fala muito, mas às vezes pouco se faz. Mas o facto de já estarmos a pagar a crise e ao que parece de uma forma nalguns casos a levantar suspeitas de possíveis arbitrariedades, visto não se ter em conta o rendimento percápite dos agregados familiares, isso leva à presunção, ou melhor, à certeza, de serem os mais carenciados quem de facto mais contribuem para ela, quando o contrário é que

estaria certo, e só ficaria bem ao poder político rever todo o sistema de contribuições e impostos, incluindo naturalmente os subsídios dos que a eles têm direito nos termos da legislação vigente, não importando para já as medidas que houvessem de ser tomadas, se elas constituíssem um primeiro passo no sentido de vermos em Portugal uma política de justiça social para todos, sistematicamente ignorada pelo poder político. E é por isto, mas não só por isto, que temos vindo a assistir com demasiada frequência a uma onda da protestos e manifestações de rua, e se é verdade que não é com ações destas que os problemas se resolvem, mas antes talvez se agravem, dada a paupérrima situação económica, social e financeira em que o país vive, também é certo tratar-se um meio politicamente correto de que muita gente se serve como único meio de se fazer ouvir, sabendo-se que se assim não fosse poderiam correr sérios riscos de termos de voltar a uma situação que hoje até já os povos politicamente evoluídos liminarmente rejeitam, no meio dos quais nós nos situamos e de lá já não acredito que venhamos a sair, mesmo que alguns saudosistas o quisessem, se bem que, não fujo dizê-lo, algo com demasiada pressa foi feito no nosso país no regresso à democracia. A tarefa não é fácil, reconheçamo-lo, fazer com que todos paguem a crise de uma forma equitativa consoante o que cada um possui ou o vencimento que aufere mensalmente, mas se calhar também nenhum país onde a crise também chegou o estará a fazer. Mas também não é isso que nos deve importar. A nós importa-nos é o que o nosso governo pensa fazer no sentido de tornar a vida menos pesada àqueles que menos têm, e não parece ser isso que esteja a ser feito de forma racional, no sentido de que os sacrifícios da crise fossem melhor e mais equitativamente repartidos,

como seria elementar que acontecesse. E isto é tanto mais grave que aconteça, quando se sabe que Portugal é o país da União Europeia que tem o maior fosso social entre famílias, o que significa que a riqueza que produzimos é profundamente mal repartida, o que numa linguagem corrente traduz que alguns ricos, estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres, sem que com isso nenhum governo até agora se tenha mostrado minimamente preocupado, quando devia ser um dos assuntos a merecer-lhes a devida atenção. Isto ainda se compreenderia que acontecesse na vigência do antigo regime visto que o poder político era praticamente assumido por um só homem, cujo nome me dispenso de mencionar visto todos o termos conhecido. Só que, terminado o seu “reinado”, e já lá vão 39 anos, era tempo de quem nos tem governado o ter feito de forma mais consciente e com mais respeito pela democracia. E não julguem que digo isto para me baterem palmas. Dispenso-as hoje, como sempre as dispensei no passado e dispensá-lasia no futuro nas mesmas circunstâncias se o tempo voltasse para trás. Estou portanto à vontade para dizer o que sei, o que sinto e até o que outros sentem também, face a muitas coisas que se prometeram e não se cumpriram quando o tempo já decorrido impunha que estivessem cumpridas. Eu que não sou político, nunca fui nem jamais o serei, atrevo-me a dizer àqueles que o são, com mérito ou sem ele, que já podiam ter feito uma melhor aprendizagem com o tempo que levamos de crise, bastando para tal que se juntassem todos num diálogo franco e aberto com vista a estudar a melhor forma de lhe serem reduzidos os efeitos em vez de já estarem a pensar na melhor forma de alcançar o poder.

INCÊNDIOS À PORTA

Este Governo, e mais uma vez, diz querer tomar medidas preventivamente no sentido de melhorar o combate aos incêndios, que entre nós são já uma praga com que convivemos. Se chove muito como neste ano, o matagal aumenta e assim se potenciam os fogos, se chove pouco, a vegetação está seca e os incêndios desenvolvemse muito mais rapidamente. Por uma razão ou por outra, lutamos todos os anos com este flagelo que se abate de norte a sul do país, um pouco por todo o lado. De propósito ou por incúria irresponsável, a mão do homem tem-se sobreposto às causas naturais que sempre existem nestes casos, continuando contudo a

fugir às malhas da lei; ou porque são comprovadamente maníacos, portanto doentes e inimputáveis, ou porque contra eles nada se pode comprovar. O que é certo, é que Portugal se tem de preparar todos os anos para essa triste realidade que é a época dos incêndios que faz arder o país, torná-lo ainda mais pobre, desgraçar muita gente atingida, e até ceifar vidas humanas. Quanto nos custará a todos, uma época de incêndios ? Seria interessante, para não dizer alarmante, conhecermos esses números ! O Governo tem falado da participação das forças armadas no combate aos incêndios, mas isso só nos faz abrir a boca de espanto, pois não se entende, porque é que isso não acontece já há muito tempo. Com as forças armadas profissionalizadas, e com todos os meios humanos e técnicos postos à sua disposição, não se percebe porquê, esta falta de colaboração no combate aos incêndios, por parte dos nossos militares. Não seria mais útil ao País, que as nossas forças armadas deixassem as casernas, e prestassem esse trabalho cívico à comunidade? Se isso acontece noutros países mais ricos e mais evoluídos, o que é impedirá que o mesmo

aconteça entre nós ? “Temos que pedir à Troika que nos imponha essa medida “ Vamos agora esperar para ver se existe a força política necessária para fazer das promessas uma realidade. Tenho as minhas dúvidas… A semana passada, já tivemos oportunidade de saber, que iremos ter a Fase Bravo e a Fase Charlie já devidamente preparadas e programadas para atacar e agir prontamente contra os fogos, que não deixarão de assolar o país, e ficamos agradavelmente surpreendidos com o número de meios aéreos e terrestres postos à disposição. O que não se entende bem nessa notícia, é dizer-se, que o pagamento diário “a voluntários” foi actualizado para 45 Euros, e que haverá ainda isenção de IRS. Parece-se a mim, que sou um leigo nesta matéria, que a designação de voluntário está um tanto abastardada, até porque conheço pessoas cuja ocupação profissional permanente, é ser bombeiro voluntário… Não quero tecer outros comentários, para não ferir susceptibilidades, até porque reconheço o esforço e dedicação de alguns bombeiros verdadeiramente voluntários, mas ainda assim, deixo aqui a minha perplexidade.

POLITICA

30/05/2013

AUTÁRQUICAS ‘2013:

HELDER AMARAL CANDIDATA-SE PELO CDS, POR “IMPULSO PESSOAL” O deputado Helder Amaral, anunciou, oficialmente, a sua candidatura à presidência da Câmara Municipal de Viseu pelo CDS-Partido Popular. Uma decisão que decorre de um “impulso pessoal”, depois de um trabalho (que durou “alguns meses”) de auscultação e troca de ideias dentro e fora do Partido. Nomeadamente com “muitas das personalidades com maior relevância na vida económica, cultural e social do concelho”. “Confirmei que existe um sentimento comum e generalizado de grande desilusão com o poder político autárquico vigente, que foi incapaz de acompanhar a modernidade da sociedade civil da cidade e da sua região, impedindo que esta tivesse um maior vigor económico, social e cultural, e promovendo um ciclo vicioso de desemprego, declínio e aban-

dono de gerações qualificadas, lê-se no documento «Compromisso com Viseu» enviado à comunicação social. Assumindo que a candidatura que protagoniza “pretende representar a massa crítica livre e independente que existe em Viseu, e a sua vontade de operar uma verdadeira mudança no estilo e no conteúdo da liderança política da região”, Helder Amaral não tem dúvidas: “É urgente, hoje, que o poder de Viseu se desloque da Câmara Municipal para a livre iniciativa dos agentes económicos, culturais e da solidariedade social, através de um novo espírito de associativismo, parceria e partilha de recursos”. A defesa de uma “política integrada e coerente de atracção de investimento” para o concelho, é a primeira das prioridades assumidas por Helder Amaral no manifesto «Compromisso com Viseu”.

ALMEIDA HENRIQUES QUER FAZER DE VISEU A “CAPITAL DA DANÇA” - DALILA RODRIGUES E PAULO RIBEIRO INTEGRAM COMISSÃO ESTRATÉGICA DA CANDIDATURA «VISEU PRIMEIRO» Depois de na apresentação oficial da sua candidatura ter elegido o desenvolvimento económico como a “prioridade máxima” do seu programa eleitoral, prometendo o lançamento do programa de fomento «Viseu Investe» e a criação de um gabinete municipal de apoio ao investidor, o candidato do PSD à Câmara Municipal de Viseu, Almeida Henriques, quer também fazer de Viseu, caso seja eleito, a «Capital da Dança». “A cultura será também um dos pilares fundamentais para o futuro de Viseu”, assegurou o também ex-secretário da Estado da Economia, numa conferência de imprensa em qual deu a conhecer os 10 temas da Agenda do Fórum Participativo que está a decorrer em vários locais da cidade até 9 de Julho, e a meia centena de nomes que integram a Comissão Estratégica da Candidatura «Viseu Primeiro». Entre os quais estão o director da Companhia de Dança, Paulo Ribeiro, e a antiga directora do Museu Grão Vasco e actual vicepresidente do Centro Cultural de

Belém (CCB), Dalila Rodrigues. “Pioneiro e inovador”, nas palavras de Almeida Henriques, o Fórum Participativo pretende reunir e aproveitar a “visão estratégica” de pessoas ligadas à região, como forma de encontrar um “denominador comum” para os caminhos a seguir ao longo dos próximos dez anos, tantos quantos os temas em debate. «Desenvolvimento Regional» e «Internacionalização e Investimento» foram os dois temas já debatidos, num ciclo que vai encerrar com a «Educação», a 9 de Julho. Em relação à Comissão Estratégica, constituída por pessoas “competentes e com espírito de missão” que irão colaborar com Almeida Henriques, “a título individual e de contributo cívico” no desenvolvimento de toda a campanha eleitoral, a candidatura «Viseu Primeiro» pretende construir "um ciclo novo e uma equipa nova com gente de primeira linha", conclui o candidato, esclarecendo que a lista só deverá ser divulgada em Julho.


16/Via Rápida

SOCIEDADE

30/05/2013

30/05/2013

OPINIÃO

9/Via Rápida

«TASTE DOURO» MOSTRA ARTE, VINHO E GASTRONOMIA EM LAMEGO O Museu de Lamego acolhe, de 7 a 9 de Junho, a iniciativa TASTE DOURO, um evento enogastronómico, que reúne, num só espaço, uma boa parte do melhor que a região tem para oferecer: arte, vinho e gastronomia. Durante dois dias (8 e 9), os visitantes poderão apreciar as mais recentes novidades de vinhos DOC Douro e vinhos do Porto junto dos produtores presente, e ainda num wine bar aberto em permanência. Os restaurantes representados, que funcionarão em contínuo – Escola de Hotelaria e Turismo do Douro - Lamego, Castas e Pratos e Aquapura – terão dezenas de degustações gastronómicas disponíveis, combinando cozinha tradicional e contemporânea. O TASTE DOURO, uma organização da Beira Douro Associação de Desenvolvimento do Vale do Douro, com produção da EV- Essência do Vinho, abre as portas no dia 7, pelas 18 horas, logo após a realização do “Seminário Internacional de Enoturismo no Douro”, que nessa tarde decorrerá no vizinho Teatro Ri-

beiro Conceição. Diariamente serão realizadas duas sessões de “Conversas sobre Vinho”, em que de uma forma descontraída e prática os participantes obterão dicas

sobre aquisição, consumo e apreciação de vinhos, com natural enfoque para os vinhos da região do Douro. Os profissionais da restauração e hotelaria são ainda convidados a par-

ticipar no workshop “Como implementar um programa de vinho a copo no seu restaurante ou wine bar”, uma acção de sensibilização realizada em parceria com a ViniPortugal.

NELAS ACOLHEU FUNCIONÁRIOS DOS IMPOSTOS DO DISTRITO DE VISEU

Não é raro entre nós, assistirmos a tomadas de posições corporativistas, que não obstante consideradas legítimas nesta decadente sociedade em que vivemos, causam alguma azia, para não dizer, reprovação e até repulsa. A semana passada, fomos confrontados com um alerta feito pela Associação dos Médicos de Clínica Geral, de que faltam três mil médicos no S.N.S., mas dizia-se também, que havia mil a mais em algumas especialidades. Logo em seguida, outra Associação, a dos Jovens Médicos, veio afirmar que há excesso de alunos, e falta de lugares para formação nos hospitais. Mais do que preconceitos conservadores, estes jovens tentam defender um território, que lhes garanta mais conforto profissional, ainda que isso possa prejudicar os doentes. Isto faz-nos reflectir e dizer o seguinte: - Lembramo-nos todos perfeitamente, que já no tempo da ex-Ministra da Saúde, Leonor Beleza, se dizia o mesmo, e daí, por força dos lobbies desta área, se reduziu o número clausus nas universidades de medicina. Afirmava a mesma Ministra, de que o Estado não poderia continuar a garantir o estágio de todos os alunos que acabassem o seu curso. Lembro-me particularmente desta situação, até porque a minha filha desistiu de tirar medicina, uma vez que segundo dizia a Ministra Leonor Beleza, não haveria mercado de trabalho para os futuros médicos. O que aconteceu posteriormente a esta

Por: José Reis

MÉDICOS PRECISAM-SE. SERÁ? tolice, que não teve qualquer suporte técnico ou qualquer estudo prévio que a suportasse e credibilizasse, foi o que se conhece. Como é norma entre nós, tudo isto foi feito em cima dos joelhos, e vai daí, cedendo aos interesses instalados da corporação médica, reduziram-se os lugares de acesso às universidades de saúde, e passados anos, poucos anos aliás, concluiu-se que o sistema estava num caos, pois não havia médicos suficientes para as necessidades mais prementes. A solução encontrada foi importar médicos de capacidade duvidosa, e a não dominarem a língua portuguesa. O ex-Ministro Correia de Campos, pessoa que indiscutivelmente mais sabe de saúde em Portugal, não teve dúvidas em combater esses interesses instalados, e criou mais lugares de ensino da medicina.

Entretanto, e não obstante esta maior abertura, milhares de jovens portugueses procuraram licenciar-se noutros países, nomeadamente em Espanha. É pois com enorme espanto que agora, e mais uma vez, ouvimos a mesma ladainha, ainda por cima, vinda da parte de jovens estudantes que parece temerem a concorrência dos melhores. A argumentação não colhe, e nós, os utentes, não queremos números, queremos qualidade, queremos ser tratados pelos melhores e não apenas por aqueles que tiveram a sorte ou o privilégio de se poderem matricular. P.S. Já que falamos de saúde, não quero deixar de hoje aqui manifestar a minha perplexidade e até indignação, com o que se passa entre nós relativamente ao Hospital S. Teotónio. Primeiro, diga-se de passagem, nunca concordei com o nome atribuído ao hospital de Viseu. A que propósito têm os hospitais portugueses de serem baptizados com nomes de santos católicos? Para um Estado que se diz e quer laico, isto parece-nos uma aberração. Mas aberração maior, é a designação de Centro Hospitalar TondelaViseu Epe. Não quero usar a linguagem rateira do Dr. Fernando Ruas, quando se referiu a este caso, nem desmerecer Tondela, mas parece-se a mim, uma indignidade e um enxovalho para com Viseu. Poderíamos aqui com rigor aplicar a máxima portuguesa, que “colocámos o carro à frente dos bois”.

A IGREJA E A VIDA SEXUAL DOS PADRES * Jornalismo de investigação? Sim, talvez, não

Por iniciativa dos Serviços de Finanças de Nelas e com o apoio da Câmara Municipal, os funcionários dos Impostos do Distrito de Viseu reuniram-se nesta Vila, naquele que foi o seu 23.º Encontro anual. Isaura Pedro, presidente da Autarquia deu aos boas vindas aos con-

vidados, aproveitando para sublinhar o crescimento do concelho, através de uma “forte aposta na industrialização”, sem descurar a produção do vinho, “cada vez mais uma marca de referência na região”. O Encontro ficou marcado pela apresentação do livro “As

Finanças que eu Vivi”, de autoria de Hermínio da Cunha Marques, aposentado do serviço público, que ao longo de 800 páginas oferece um pormenorizado e apaixonante manancial de relatos, apontamentos, recortes de análise técnica, e poesia. O período da manhã foi

ainda preenchido com a celebração eucarística, acompanhada pelo “Grupo Coral das Finanças de Viseu”, onde se fez uma justa homenagem a antigos colegas e funcionários das Finanças. Seguiu-se o almoço nas instalações do Restaurante Quinta do Castelo, em Nelas, onde os presentes foram brindados com o melhor da gastronomia local, bem como com a actuação do “Grupo de Cantares e Dizeres das Finanças de Viseu”. A tarde contou ainda com diversos momentos lúdicos, nomeadamente Jogos Tradicionais, terminando com o Grupo de Fados de Santar “Alma Fadista” que encantou os convivas com os sons harmoniosos das guitarras portuguesas e vozes sonantes.

Por: Carlos Bergeron

Mafalda Gameiro, jornalista da Antena 1 e da RTP1, levou a cabo um trabalho, dito de jornalismo de investigação, apresentado pela RTP1, sobre um tema muito do agrado de alguns jornalistas, que o exploram até ao tutano, e de uma faixa significativa da sociedade portuguesa, sobre o que considerou ser a vida sexual dos padres. Nos últimos tempos a Igreja tem sido um dos alvos preferenciais de muitos jornalistas, mais preocupados com casos do que com causas, e praticamente não há dia nenhum que escape a essa voraz tentação. É o padre que aguarda, na sua residência, julgamento com pulseira electrónica, mas continua a celebrar missa, é o padre que tem um arsenal de armas em sua casa, é o padre que se recusa a celebrar esta ou outra festividade popular, é o padre acusado de abusos sexuais, é o padre

investigado por alegadas práticas de pedofilismo, etc, Pois bem, basta conhecer a História para todos ficarmos a saber que desde s sua fundação, há mais de dois mil anos, a Igreja sempre conheceu situações e viveu a vida de padres bons e de padres que se desviam ou desviaram dos princípios defendidos pela Santa Madre Igreja. O povo costuma dizer “não é por morrer uma andorinha que se acaba a primavera”.Só que se tornou chique atacar a Igreja Católica, algumas vezes com razão, mas na sua maioria, sem razão nenhuma, quiçá para esconder ou promover outras realidades, muitas delas atentórias da dignidade humana. Os padres não podem ser transformados nas armas de arremesso com que se pretende atacar os valores defendidos pela Igreja, só porque estão contra uma certa libertinagem da sociedade dos nossos dias. Cada um fica no que lhe parece e embora reconheça que a Igreja terá de rever muitas das suas práticas no dia a dia em que pretende continuar a ver inserida, no seu seio, a sociedade civil, gostaria de apresentar à jornalista Mafalda Gameiro, três temas para prosseguir com o seu jornalismo, dito de investigação, que o

corporativismo da classe muitas vezes esconde, mas que bem conhecemos. O primeiro, visando a classe política. Por que não um trabalho sobre a homossexualidade na vida dos políticos e dentro da própria Assembleia da República, A segunda, na área do jornalismo. O poder do “lobby gay” e sua influência na Comunicação Social e, finalmente, a terceira, o poder da maçonaria na sociedade, particularmente na vida política e nos centros de decisão da sociedade civil. Por certo, ou talvez não, muita coisa a iria surpreender e talvez muito boa gente deixasse de pensar que os padres são os maiores maus da fita, como se pretende agora fazer crer. O mal está em querer ser-se sensacionalista/inovador. Esta situação bloqueia a mente a muito boa gente e acaba por prejudicar um ou outro trabalho de jornalismo de investigação, que deverá ser bem vindo sempre que as causas se sobreponham aos casos. Reconheço que na Igreja nem tudo vai bem e que muito há para corrigir, mas uma instituição milenar, exemplo para a Humanidade, como é a Igreja Católica, não pode ser posta em causa, quando no cesto da sua fruta sã aparece uma fruta podre.


8/Via Rápida

OPINIÃO

PREVENÇÃO E GESTÃO DO INCUMPRIMENTO Entraram recentemente em vigor alguns diplomas legais e regulamentares (nomeadamente o Decreto-Lei nº 227/2012, de 25 de outubro e o Aviso do Banco de Portugal nº 17/2012, de 4 de dezembro) que vieram definir regras e procedimentos que as instituições de crédito devem obedecer na prevenção e gestão de situações de incumprimento em contratos de crédito com clientes bancários particulares. Vejamos, de forma sucinta, essas regras e procedimentos. Com que intenção foram publicadas estas regras e procedimentos? A publicação das regras e procedimentos no âmbito da prevenção e gestão de situações de incumprimento foi feita com o intuito de estabelecer um regime geral que defina medidas destinadas a promover a prevenção (PARI – Plano de Ação para o Risco de Incumprimento) e a regularização extrajudicial de situações de incumprimento (PERSI – Procedimento Extrajudicial de Regularização de Situações de Incumprimento) em contratos de crédito. Este quadro normativo também estabelece um regime extraordinário de proteção dos devedores de crédito à habitação em situação económica difícil, assim como medidas de salvaguarda para os mutuários na resolução, retoma e renegociação de contratos de crédito à habitação própria e permanente. Em que consiste a prevenção do incumprimento? A prevenção do incumprimento consiste no facto das instituições de crédito passarem

a estar obrigadas a implementar procedimentos que permitam acompanhar de forma permanente e sistemática a execução dos contratos de crédito de modo a prevenir situações de incumprimento por parte dos seus clientes. Sempre que uma instituição de crédito detete indícios de risco de incumprimento e sempre que o cliente bancário lhe transmita a existência desse risco (devido, por exemplo, a uma situação de desemprego ou de doença), ela deverá proceder à avaliação da capacidade financeira do cliente bancário, com o objetivo de confirmar a existência desse risco. No caso de se confirmar efetivamente a existência de risco de incumprimento, a instituição de crédito deve apresentar uma proposta de reestruturação das condições do contrato de crédito ou propor a consolidação de créditos, se aplicável, caso o cliente bancário disponha de capacidade financeira para tal. As instituições de crédito estão obrigadas a acompanhar e a promover a gestão de situações de incumprimento através da elaboração de um PARI. Em que consiste a gestão do incumprimento? A gestão do incumprimento diz respeito ao não pagamento atempado das prestações de contratos de crédito por parte do cliente bancário. O cliente bancário em incumprimento ficará sujeito ao pagamento de juros de mora (que vêm acrescer à sua dívida) e, além disso, a instituição de crédito poderá instaurar uma ação judicial para a

E A SUA SOLIDARIEDADE SOCIAL É MECÂNICA OU ORGÂNICA? O dicionário on-line Infopédia ( h t t p : / / w w w. i n f o p e d i a . p t / l i n g u a portuguesa) define solidariedade como “nome feminino, qualidade de ser solidário; sentimento que leva a prestar auxílio a alguém; responsabilidade recíproca entre elementos de um grupo social, profissional, institucional ou de uma comunidade; adesão ou apoio a uma causa, a um movimento ou a

um princípio; sentimento de partilha do sofrimento alheio (de solidário+-idade )”. Mas para meu espanto, que sou da área das ciências, descobri à dias que a solidariedade pode ser mecânica ou orgânica! Segundo percebi a solidariedade mecânica é característica das sociedades ditas “primitivas”, ou seja, de agrupamentos humanos do tipo tribal formado por clãs.

16/05/2013 recuperação do seu crédito, situação que poderá levar à penhora e subsequente venda judicial dos bens do cliente bancário. Deste modo, com a aprovação do Decreto-Lei nº 227/2012, de 25 de outubro, que estabelece o PERSI, pretende-se facilitar a obtenção de um acordo entre o cliente bancário e a instituição de crédito para regularização de situações de incumprimento, evitando o recurso aos tribunais. No caso específico dos clientes bancários com contrato de crédito à habitação própria e permanente em incumprimento e que se encontram em situação económica particularmente difícil (desemprego de pelo menos um dos titulares do crédito à habitação, o seu cônjuge ou a pessoa com quem viva em união de facto; ou redução do rendimento anual bruto do agregado familiar igual ou superior a 35%, desde que essa redução tenha ocorrido nos 12 meses anteriores ao início do incumprimento), estes poderão solicitar à respetiva instituição de crédito o acesso ao regime extraordinário de proteção de devedores de crédito à habitação (desde que preencham um conjunto de condições estabelecidas na lei – nomeadamente na Lei nº 58/2012, de 9 de novembro). O que é a rede de apoio ao consumidor endividado? A rede de apoio ao consumidor endividado é constituída por entidades que têm como missão informar, aconselhar e acompanhar clientes bancários que se encontram em situação de risco de incumprimento ou que já tenham prestações de crédito em atraso. Sendo o acesso a estas entidades isento de encargos para os seus utilizadores, elas encontram-se divulgadas no Portal do Consumidor da Direção-Geral do Consumidor (www.consumidor.pt) e no Portal do Cliente Bancário, da responsabilidade do Banco de Portugal (http://clientebancario.bportugal.pt). Para mais informações acerca deste assunto aconselho vivamente a consulta da brochura “Prevenção e gestão do incumprimento de contratos de crédito celebrados com clientes bancários particulares”, publicada pelo Banco de Portugal e que se encontra disponível no Portal do Cliente Bancário (http://clientebancario.bportugal.pt).

Nestas sociedades, os indivíduos que a integram compartilham das mesmas noções e valores sociais tanto no que se refere às crenças religiosas como em relação aos interesses materiais necessários a subsistência do grupo. Por outro lado a solidariedade orgânica predomina nas "modernas" onde existe uma maior diferenciação individual e social. Além de não compartilharem dos mesmos valores e crenças sociais, os interesses individuais são bastante distintos e a consciência de cada indivíduo é mais acentuada. Onde predomina a solidariedade orgânica, a coesão social não está assentada em crenças e valores sociais, religiosos, na tradição ou nos costumes compartilhados, mas nos códigos e regras de conduta que estabelecem direitos e deveres e se expressam em normas jurídicas: isto é, o Direito. Penso ter percebido o porque de termos chegado onde chegamos como sociedade! Nós somos solidários no sentido orgânico quando o devíamos ser no sentido mecânico! Isto é, devíamos compartilhar as mesmas noções e valores nos que respeita aos interesses materiais necessários para a subsistência do grupo (estou a deixar de fora as crenças religiosas propositadamente).

SOCIEDADE

16/05/2013

17/Via Rápida

ESPECTADOR COMPROMETIDO

O ‘‘EXPRESSO’’ NO ROSSIO

Por: José Lapa

Ainda não tinha ido aos Paços do Concelho, ver a exposição dos 40 anos do Jornal. Nascido em vésperas do 25 de abril, ajudou muito, à visão esclarecedora de quem dissipou 48 anos de trevas e, acelerou o ritmo dos acontecimentos. Voz de uma classe média em ascensão, em consolidação, o “Expresso” transformou-se, pelo rigor e pela qualidade inabalável, numa autêntica ágora da democracia. Sem cedências, nem compromissos suspeitos, as suas páginas tornaram-se temidas e respeitadas. A nossa pobre opinião pública, tem aqui uma ilha resplandecente. Ora, isto é a constatação de uma autêntica ideologia da comunicação. Está enganado se julga, que a comunicação social lhe dá verdades adquiridas. Não! A

comunicação social dá-lhe dados, para que enquanto cidadão, se possa posicionar criticamente no acontecimento. A matriz da comunicação é a de ajudar a desvendar, investigar, tornar visível. Florence Aubenas e Miguel Benasayag, explicam: “A obscuridade não é suportável, porque não pode ser representada. Então, se alguns dados nos escapam, abalando as nossas convicções, a ideologia da comunicação vem em nosso socorro: 'Escapam-nos por que nos estão a ser escondidas.' O bom jornal será aquele capaz de desvendar o máximo destes mecanismos secretos, de forçar “os que sabem” a falar. Estamos em pleno coração do sistema.” (A Fabricação da Informação: Campo das Letras, 2002, pg. 102). Maurice Duverger, na sua famosa Introdução à Politica (Estúdios Cor,1975) livro que politicamente me abriu os olhos – lembra: “Não é aos macacos velhos que é necessário ensinar a fazer caretas, diz o provérbio. Todos os participantes no combate político são “macacos velhos” neste caso. Podem também ser comparados aos áugures da Antiguidade, que não podiam olhar-se sem rir, porque conheciam as suas mentiras.” Visto isto, o “Expresso” representou sempre este papel 'ideológico': descomplicador, esclarecedor e verificador, sem nunca cair no erro de julgar.

Na Balsemão: “A independência não é uma conquista de um dia, mas de duas décadas. Implicou sacrifícios e renuncias, coragem e iniciativa, ver e decidir para além do diaa-dia.” (6jan1993). Enquanto andava por ali a tirar umas fotos, um cidadão anónimo juntou-se ao meu anonimato. E, glorificou o Expresso: “É o jornal da verdade!” Respondo-lhe, “não!, é um jornal que ajuda a descobrir a verdade”, comento. Olha, para mim, durante uns segundos intermináveis e dispara: “Ou isso!”. E, é bom lembrar, que o Expresso é uma rica plataforma de cidadania, sustentada em opiniões avalizadas, determinadas e estimuladoras, de uma sociedade que definha, por força de uma crise implacável. Nesta óptica será bom lembrar, que nunca transigiu relativamente a poderes constituídos. Finalmente, em vésperas de eleições autárquicas, o Expresso pode muito bem ser um paradigma de comunicação, que as autarquias devem seguir. No aspecto da comunicação e da esfera cultural associada, as Autarquias podem iniciar um novo modelo de intervenção, agora que a era da argamassa chegou ao fim. Não só porque não há dinheiro, nem haverá tão depressa, mas também, porque não se coaduna com o espirito de inovação que as praticas politicas modernas exigem.

AGRADECIMENTO

CENTRO SOCIAL DE CAMPIA CUSTOU 1,9 MILHÕES O Secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social, Marco António Costa, inaugurou no início desta semana, as novas instalações do Centro Social de Campia, no concelho de Vouzela. A obra, orçada em 1,9 milhões de euros, foi financiada em 494 mil euros, tendo o restante sido suportado pelo próprio Centro Social, por um conjunto de beneméritos da freguesia e por peditórios à população. O investimento vai permitir ao Centro Social de Campia alargar as valências de Lar e Creche para Centro de Dia. A instituição auxilia diariamente cerca de 20 pessoas no apoio domiciliário, acolhe 20 idosos no lar, e 10 crianças na creche, empregando ainda 23 pessoas.

Seja-me permitido mais uma vez, através do Jornal Via Rápida, expressar o meu re c o n h e c i m e n t o à E x m ª . Senhora Dr.ª MARIA ALCIDES MARQUES, pelo serviço e carinho prestado a todos os seus doentes. Mas também pela atenção que me tem sido prestada, e que graças a este cuidado me tem sido possível viver. Aqui deixo mais este agradecimento, com o meu sentido obrigado à Srª Dr.ª pelo que tem feito para eu continuar a viver. (Afonso Pereira Marques)


18/Via Rápida

SOCIEDADE

30/05/2013

POLIS IX: O CONTENTOR

Por: José Reis Mais um trabalho da autoria de um arquiteto famoso, e mais um mamarracho. A Câmara Municipal de Viseu teve um enorme azar ao desprezar os técnicos locais, e gastar “rios” de dinheiro com projectos encomendados a arquitetos de craveira internacional. Eu até acredito que sim, que eles têm categoria, mas essa reconhecida competência não se revelou, infelizmente entre nós. Hoje, e no seguimento de

uma série de apontamento que aqui tenho deixado sobre a cidade, quero abordar, ainda que de forma algo ligeira, o caso do Multiusos de Viseu. Primeiro direi que a sua arquitetura e o seu aspecto visual são um autêntico nojo, e daí ser conhecido pelo contentor. Depois, o que devia seu um polo de atracção e de reunião, não passa de um espaço morto e inútil. Não basta ser utilizado apenas um mês e meio por ano, na altura da Feira Franca, ficando o

resto do tempo, praticamente ás moscas. Naquele enorme espaço, estão apenas instalados uns gabinetes adstritos à Expovis e à Policia Municipal, que se queixa das exíguas e inadequadas instalações postas à sua disposição. É difícil acreditar, mas o gabinete do Director da Expovis nem sequer tem uma janela que lhe permita ver a luz do dia; não tem luz natural. A ditadura imposta pelas regras que protegem os arquitetos, impedem que a Câmara Municipal possa reparar a

situação, mandando abrir uma janela ou uma porta envidraçada. O pavilhão que deveria ser utilizado com frequência para não dizer diariamente, com eventos culturais e desportivos, encontra-se praticamente encerrado, e isso porque quem tem a responsabilidade de gerir o Forum, não tem imaginação nem capacidade para mais . Não seria mais prático e mais aconselhável atribuir essa gestão aos profissionais competentes da Expovis que estão no terreno ? É evidente que sim. Depois, há aquele enorme espaço entre o Multiusos e o Rio Pavia, coberto de gravilha que não serve absolutamente para nada. Poderemos dar-nos ao luxo de ter todo aquele espaço perdido, quando a cidade se debate com enorme falta de parques de estacionamento? Também aqui se impõe a tirania do arquiteto Manuel Salgado, que assinou este projecto pífio. E se os responsáveis viseenses defendessem mais os interesses do município e se marimbassem para esses constrangimentos ilegítimos. Não seria má ideia.

«ARTE EFÉMERA” COM FINAL EM BELEZA NA SECUNDÁRIA DE VIRIATO A Escola Secundária de Viriato, em Viseu, viveu mais uma semana de intensa actividade. Organizada pelo departamento de expressões, a «Semana da Arte Efémera», integrada na II Semana Internacional de Educação Artística da UNESCO, mostrou, mais uma vez, a criatividade e inovação dos alunos e a forma como estes interagem uns com os outros. Em simultâneo, o estabelecimento de ensino viveu também a Semana da Música, esta dinamizada pelo departamento de línguas. O mar foi a temática comum às duas jornadas culturais. Dança, música, instalações, teatro, exposições… e muitas surpresas ligadas à educação física e animação sócio-cultural, foram algumas das expressões artísticas que preencheram a «Semana de Arte Efémera» uma “arte que aparece e desaparece” - na Secundária de Viriato. As actividades culminaram na última sexta-feira, no átrio da Escola, com uma largada de balões e um espectáculo de dança

que galvanizou toda a comunidade escolar. Durante a semana estiveram patentes diversas instalações, como «chuva de palavras», «ora esta…», «olhó post-it», «ler e sonhar», e ainda uma intervenção colorida com origamis. Para Carlos Alberto Oliveira, director da Secundária de

Viriato, quer a «Semana de Arte Efémera», quer a Semana da Leitura, “contribuíram, de forma bastante expressiva, para despertar e estimular a sensibilidade artística dos alunos, contagiando toda a comunidade educativa. E, ao mesmo tempo, constituíram uma oportunidade para os professores darem a

conhecer os ensinamentos ministrados nestas vertentes”. A coincidência que marcou a Semana da Leitura e a Semana de Arte Efémera teve a ver, ainda segundo Carlos Alberto Oliveira, com o facto da Secundária de Viriato ter um plano anual de actividades “muito rico e diversificado”.

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OPINIÃO

30/05/2013

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DESPORTO

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ESPÍRITO DO CARAMULO COM A MAIOR PARTICIPAÇÃO DE SEMPRE A vila do Caramulo voltou a receber no passado sábado, dia 25 de Maio, mais uma prova do Espírito do Caramulo, num dia marcado pelo sol e calor. A prova voltou a trazer ao alto da serra 44 concorrentes, o maior número de sempre, que fizeram questão de animar mais um dia marcado pelo barulho dos motores, e pela presença de seis 6 pilotos femininas, uma das apostas da organização. O primeiro lugar foi entregue a Henrique Brandão Correia, que correu ao volante de um Westfield SE, de 1996, na Prova de Velocidade, tendo em segundo lugar ficado Simão Silva Marques, com um Peugeot 205, e em terceiro Mário Costa Pinto, ao volante de um Morgan Plus 4. Já na Prova de Regularidade, a grande novidade desta edição, venceu o piloto Luís Filipe Costa, ao volante do seu MercedesBenz 500 SL. Augusto Patrocínio (Renault Clio RS) e Manuel Santos Silva (Renault Spider) classificaram-se em segundo e terceiro lugares respectivamente. De acordo com a organização da prova, liderada pelo Museu do Caramulo e Clube

Automóvel de Viseu “Esta edição levou o evento para um novo nível. Não só crescemos em quantidade, como em qualidade”. E acrescenta “o investimento em trazer equipas femininas, assim com na Prova de Regularidade foram apostas ganhas e representam para nós o verdadeiro espírito do Caramu-

lo.” O evento contou ainda com a presença de cerca de 60 veículos clássicos do Clube Lancia Delta Integrale Portugal, do Clube Lancia Fulvia e do Clube Automóvel de Viseu, além de uma concentração e Vespas, que subiram a rampa em desfile no final das provas oficiais.

O traçado utilizado no Espírito do Caramulo é o mesmo do Caramulo Motorfestival, com cerca de 2.800 metros de extensão, sendo este já um ícone do panorama automobilístico nacional, pelas suas características técnicas que potenciam a velocidade e lhe conferem um carisma especial.

SEIS DEZENAS NA 3ª PROVA DA ORDEM DE MÉRITO DO CLUBE DE GOLFE DE VISEU GOLPE DE VISTA

Em 17 de Maio de 2012 dedicámos o “Golpe de Vista” à aventura prestes a ser vivida por Volodymyr Vakalyk, que se propunha percorrer cerca de 20 mil quilómetros de bicicleta, passando por 50 países da Europa, Ásia e África, para “mostrar como se pode viver de forma simples, com poucos

VOLODYMYR REGRESSA A PORTUGAL DEPOIS DE PEDALAR 12.850 Km POR 34 PAÍSES recursos, protegendo o ambiente”. Quase um ano volvido, tivemos a grata surpresa de receber a visita de Volodymyr, recém regressado da Ucrânia, a sua pátria, meta da sua aventura velocipédica. De longa barba branca, Volodymyr mais parecia um peregrino ou um eremita. Ufano pela concretização deste seu sonho, mostra-nos um diploma do Turismo Ucraniano e outros comprovativos, como

um exemplar de um jornal da sua terra natal, com destaque de primeira página para a sua viagem de 12.850 km (sem contar cerca de 2.000 km de barco) a pedalar durante 130 dias, passando por 34 países. Passou por alguns países nórdicos, atravessou os Balcãs, a Turquia e o Médio Oriente, só não conseguiu ir a África, como projectado, para ver as pirâmides do Egipto. Agora, Volodymyr procura

arranjar trabalho que lhe permita amealhar o suficiente para poder deitar pés ao caminho, literalmente, já que alimenta outro sonho: percorrer a pé a Europa, da Serra da Estrela ao Hora Hoverla (2.061 m) a montanha mais alta da Ucrânia, na Cordilheira dos Cárpatos. O sonho comanda a vida de Volodymyr Vakalyuk, fotógrafo profissional, escultor de madeira amador e andarilho por devoção à Natureza.

(Secção da responsabilidade do Núcleo de Viseu de “OLHO VIVO - Associação para a Defesa do Património Ambiente e Direitos Humanos”) Nota: Críticas e sugestões para a Associação OLHO VIVO, telefone: 912522690 - olhovivo.viseu@gmail.com olhovivoviseu.blogspot.com

Por: Álvaro Marreco Excelentes resultados na 3ª prova da OM do Clube de Golfe de Viseu, disputado no percurso

Caramulo do Montebelo, com a presença de seis dezenas de golfistas e na modalidade stableford/full handicap. António Abrantes foi o mais pontuado na

classificação abonada, com uns extraordinários 44 pontos (seis acima do seu handicap), sendo pois o 1º classificado da sua categoria (3ª). Seguiram-se,José

Cabral com 39 (1º da 2ª catª), Constantino Correia 39 (1º senior), João Andrade 38 (vencedor da 1ª catª), Jorge Toste 37 (2º da 1ª catª), Leonel Seixas e Fernando Serpa 37, Álvaro Marreco (2º da 2ª catª), Carlos Miranda (2º senior) e Jaime Fernandes todos, com 36. Na classificação real, Fernando Serpa ganhou folgadamente com 33 pontos. Agostinho Lopes, Leonel Seixas e Ricardo Abrantes conseguiram 23, enquanto José Cândido e António Cunha obtiveram 22. Carlos Tinoco, João Andrade e José Santos quedaram-se pelos 21. Foram também premiados; Bruno Esteves (2º da 3ª catª), Idalina Cardoso e Teresa Cabral (1ª e 2ª senhora), Fernando Serpa (pancada mais longa) e Ricardo Abrantes (pancada mais certeira).


DESPORTO

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30/05/2013

ACADÉMICO NO PÓDIO NO TORNEIO DE ÁGUAS ABERTAS INDOOR

Os nadadores do Académico de Viseu alcançaram o segundo lugar do pódio, no final das três etapas do Circuito de Cadetes da Associação de Natação de Coimbra, disputado por nove clubes, e que consistiu em várias “mangas” de provas de Águas Abertas, na piscina de 50 metros daquela cidade. Com equipas a representarem quatro associações do país - Porto, Aveiro, Coimbra e Leiria, a classificação dos viseenses é meritória e significativa do que bom se faz na cidade de Viseu. Os cadetes que conseguiram colocar o Académico no pódio foram Francisco Simões, Bernardo Lopes, Renato Dias, José

Melo, Paulo Pereira, João Figueiredo, Miguel Lopes, Beatriz Cardeal, Joana Cardeal, Margarida Moreira, Francisca Gonçalves e Margarida Marques. Todos estes nadadores participaram de forma ativa na classificação final, obrigando o regulamento do Circuito a que todos os Clubes utilizassem todos os atletas, tendo também de ser equipas de ambos os géneros.

1.ª BRAÇADA EM AROUCA Em simultâneo com a prova de Águas Abertas em Coimbra, o Académico participava também, com uma equipa de 14 nadadores, no Torneio «1ª Braçada», da Associação de Nata-

ção de Aveiro. Os resultados dos viseenses foram de encontro ao esperado, ganhando-se muito nesta fase da formação dos nadadores. Esta prova tem como principal e grande objetivo iniciar a carreira competitiva dos nadadores, uma vez que é nela que começam a dar as suas primeiras braçadas como atletas federados. Os catorze nadadores escalados para o Torneio foram Bernardo Abreu, António Aguiar, Francisco Albuquerque, Pedro Almeida, Simão Almeida, Jorge Ferreira, Samuel Figueira, Tiberius Neagu, André Pires, Tiago Rodrigues, Tomás Seixas, Beatriz Correia, Sofia Pais e Mariana Silva.

SECUNDÁRIA ALVES MARTINS É VICE-CAMPEÃ EM TÉNIS DE MESA DO DESPORTO ESCOLAR

A Escola Secundária Alves Martins, em Viseu, alcançou o segundo lugar nos campeonatos nacionais de ténis de mesa que decorreram nas Caldas da Rainha, no escalão de juvenis masculinos e femininos, nas variantes de equipas e individuais. A equipa viseense, que tem vindo a evoluir de ano para ano, como atesta o feito agora alcançado, foi constituída por Ricardo Infante, Bernardo Infante, Rafael Figueiredo e João Santos. Como sempre, os atletas foram acompanhados pelo treinado Filipe Lima e pelo árbitro Marcelo Cruz. Para o técnico, que os acompanha e treina há cinco anos, “este resultado apenas prova o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido por muitas escolas da região Viseu, entre elas a Secundária Alves Martins, no âmbito do desporto escolar”.

REGIÃO

CÂMARA DE TONDELA COM SALDO POSITIVO DE QUASE TRÊS MILHÕES DE EUROS EM 2012 JOGOS DESPORTIVOS DE VOUZELA ARRANCAM A 8 DE JUNHO

Por: Irene Frias

30/05/2013

O Município de Vouzela promove, de 8 a 29 de junho, a 12ª edição dos Jogos Desportivos, uma iniciativa que conta com a colaboração das associações de modalidade, coletividades e Juntas de Freguesia do concelho. Andebol, futebol de 5, ténis de mesa, orientação, mini BTT, cicloturismo, hidroginástica e caminhada - estas duas últimas especialmente a pensar na participação do público sénior – são as modalidades em competição. A novidade no programa deste ano é a cerimónia de encerramento, com a realização de um conjunto de iniciativas destinadas a todos os participantes, desde desportos aventura, zumba e animação de rua. As inscrições estão abertas e decorrem até ao dia 5 de junho, sendo que todos os interessados, a partir dos 7 anos, as poderão efetuar nas Juntas de Freguesia ou associações locais.

«OPEN DAY» E TREINOS DE CAPTAÇÃO NO CLUBE DE FUTEBOL «OS REPESENSES» O Clube de Futebol «Os Repesenses» e a «Dragon Force Viseu» irão realizar um Open Day para atletas entre os 4 e os 14 anos (nascidos entre 2000 e 2009) no próximo dia 2 de Junho, com inicio às 10,00 horas. Este treino terá a presença de técnicos do FC Porto. Em paralelo, o Clube irá fazer treinos abertos de captação nos dias 29 e 31 de Maio e 5 e 7 de Junho, para atletas nascidos em 1996, 1997 e 1998 (20.30 horas) e nascidos em 1999 e 2000 (19.30 horas). Todas estas acções serão realizadas no Estádio Montenegro Machado em Repeses.

Contas equilibradas, pagamentos em dia, e um saldo global de quase três milhões de euros, é a situação que o Município de Tondela apresentava em Dezembro de 2012, num ano em que as receitas correntes arrecadadas cobriram a totalidade das despesas, e em que foi possível ainda libertar mais de 1,6 milhões para financiamento de despesas de capital. O presidente, Carlos Marta, reconhece que foram cumpridos os objectivos inicialmente definidos pelo executivo a que preside, sobretudo em relação à quebra de despesa com pessoal (11,62 por cento), e ao aumento das receitas provenientes dos fundos comunitários. Em conferência de imprensa destinada a divulgar publicamente a "Situação Económico- Financeira" do Município de Tondela e as "Contas do Exercício do ano de 2012", Carlos Marta sublinha o regresso dos resultados operacionais (1.830.206 euros) aos níveis de 2010, o que permitiu em 2012 um resultado líquido do exercício de 2.155.184 euros. Mais de um milhão em relação a 2011.“Tendo em conta a crise económica, as quebras de receitas e transferências do Estado, e os investi-

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ajuda para a economia local”, num Município que não teve necessidade de recorrer ao PAEL (Programa de Apoio à Economia Local).

ESTADO DEVE 600 MIL

mentos realizados em diversos sectores, “estamos perante resultados verdadeiramente notáveis”, conclui o autarca. Após sublinhar os níveis de execução “bem elevados” em algumas áreas, e as dificuldades ultrapassadas em obras comparticipadas pelo QREN que obrigaram a mais do que um concurso público, o presidente da Câmara Municipal de Tondela destacou ainda a “redução significativa” de 3,1 milhões de euros, face a 2011, das dívidas de médio e longo prazo, e a terceiros. “A curto prazo essa dívida será muito redu-

zida, pois os principais empréstimos estão quase a vencer-se. O que significa uma situação financeira fantástica do Município para o futuro”, garante Carlos Marta, que, a propósito, recorda os empréstimos no valor de dez milhões de euros feitos há doze anos, um ano antes de tomar posse. Com os pagamentos a pequenos e médios fornecedores a registarem agora um prazo de “menos de 30 dias”, Carlos Marta considera que esta situação, que nunca tinha acontecido nos últimos 12 anos, representa uma “importante

A Câmara Municipal de Tondela está “substituir-se ao próprio Estado” no pagamento de refeições e transportes escolares, transferências para Agrupamentos, juntas de freguesia e outras instituições, face aos “atrasos” na liquidação à Autarquia das comparticipações devidas pelo Ministério da Educação que, uma situação que se tem vindo a agravar desde o final de 2012 e que, neste momento, chega aos 250 mil euros. Mas há mais. Segundo Carlos Marta, “com mais de seis ou sete anos”, persiste ainda parte de uma dívida à Câmara de Tondela, esta na área do Desporto e relativa ao protocolo para a requalificação do Estádio Municipal João Cardoso. Começou por ser de um milhão de euros e, neste momento, situa-se em cerca de 300 mil. "A situação não foi resolvida no anterior governo, e este, aos poucos, tem vindo, a proceder aos pagamentos. Este ano já foram pagos cerca de 150 mil euros”, diz o autarca.


POLITICA

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30/05/2013

30/05/2013

CULTURA

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AUTÁRQUICAS ‘2013:

“SEM ELEITOS DA CDU NOS ÓRGÃOS AUTÁRQUICOS OS INTERESSES DAS POPULAÇÕES FICAM À PORTA” - FRANCISCO ALMEIDA ASSUME CANDIDATURA À CÂMARA MUNICIPAL DE VISEU Francisco Almeida, coordenador do Sindicato dos Professores da Região Centro e portavoz da Comissão de Utentes Contra das Portagens na A23, A24 e A25, é o primeiro candidato da Coligação Democrática Unitária (CDU) na corrida à presidência da Câmara Municipal de Viseu. Filomena Pires, professora e membro da direcção nacional do Movimento Democrático de Mulheres, lidera a lista à Assembleia Municipal. As duas candidaturas foram anteontem apresentadas em pleno centro histórico da cidade, onde dezenas de militantes fizeram ouvir o slogan «CDU avança com toda a confiança». Dois grandes objectivos sustentam a candidatura de Francisco Almeida, 54 anos, à Câmara Municipal de Viseu, na linha de uma acção que tem caracterizado o sindicalista noutras lutas em que se tem empenhado: “continuar a contribuir

para uma mudança de política no plano nacional e derrotar o pacto de agressão que tem vindo a empobrecer os portugueses e o país; e levar a voz da CDU aos órgãos das autarquias do concelho de Viseu, contribuindo também dessa forma, para elevar o bem estar e a qualidade de vida de todos os viseenses”. Dois objectivos que, segundo o candidato, estão interligados. “Sem o derrube do governo e uma mudança de política não é possível mobilizar investimentos públicos centrais para acudir às necessidades em infraestruturas e equipamentos essenciais à população, e sem eleitos da CDU em Viseu os interesses das populações continuarão a ser esquecidos e a ficar à porta dos órgãos autárquicos. No combate eleitoral que, mais uma vez, assumiu travar em Viseu, Francisco Almeida, que também tem liderado o Movimento «Pela Criação da Universidade Pública de Viseu»,

vai continuar e levantar duas bandeiras que lhe são particularmente caras. A primeira a insistir na criação da Universidade, enquanto “instrumento e factor de desenvolvimento desta vasta região” e, a segunda, na luta contra as portagens nas exSCUT. “No passado, assistimos ao habitual e triste espectáculo em que os partidos que têm rodado no poder são a favor da criação da Universidade Pública de Viseu quando estão na oposição e, passam a ser contra quando chegam ao poder", criticou o candidato. Em relação à luta contra as portagens, o candidato da CDU não tem dúvidas: Viseu precisa de órgãos autárquicos que assumam essa mesma luta como uma questão estratégica para os cidadãos e empresas da região. “Será que a Câmara de Viseu não podia, nesta matéria, fazer mais do que umas piedosas declarações ou subscrever uma

petição dirigida à Assembleia da República?. Claro que podia e devia”, reconhece Francisco Almeida, que, em matéria de acessibilidades promete também bater-se noutras frentes: a construção da auto-estrada de ligação Viseu - Coimbra, a melhoria efectiva da estrada Nacional 229 (Viseu-Sátão), e o retomar do debate em torno da necessidade do regresso do caminho de ferro a Viseu. “A CDU foi a única força política que se opôs à supressão do caminho de ferro, e que apresentou em diversas legislaturas projectos de lei que propunham o restabelecimento da ligação ferroviária à cidade e ao concelho de Viseu”. A revitalização do centro histórico de Viseu, e a sua candidatura a Património Mundial da Humanidade, é outra das lutas que Francisco Almeida se propõe travar na campanha para as próximas eleições autárquicas.

Director: Ricardo Silva • Redacção - Chefe de Redacção: José Cardoso • Colaboradores:Afonso Marques, Carlos Bergeron, Carlos Vieira e Castro, José Lapa, José Reis, Luís Lopes, Manuel Morgado Propriedade: José Cardoso • Depósito legal n.º 146546/00 • N.º de registo no ICS - 117441 N.º fiscal de contribuinte - 135605547 • Departamento Comercial: Luísa Matos (publicidade@jornalviarapida.com) Edição On-line: Marco Alexandre • Paginação e Arranjo Gráfico: ROSTO CRIATIVO - Viseu Impressão: TIPOGRAFIA OCIDENTAL - Viseu • Tiragem: 4.000 Ex. www.jornalviarapida.com Os artigos de opinião publicados neste Jornal são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Sede e Redacção: Rua D. Francisco Alexandre Lobo, 55-3.º dto • 3500-071 Viseu Contactos: Tel. - 232426058 • Telem. - 966061468 • Fax - 232426058 • E-mails - geral@jornalviarapida.com - publicidade@jornalviarapida.com

FEIRA DO LIVRO EM VISEU ATÉ 10 DE JUNHO A decorrer desde o dia 24 deste mês no Parque Aquilino Ribeiro, a Feira do Livro prolonga-se em Viseu até ao dia 10 de Junho. A funcionar de domingo a quinta-feira entre as 14 e as 20 horas, às sextas entre as 14 e as 22 horas e aos sábados entre as 10 e as 22 horas, o certame conta com a participação dos seguintes editores e livreiros de Viseu: A Casita do Drax, Alfarrabista, Banco Municipal de Livros Escolares, CAPU-Livraria Cristã de Viseu, Divisão Editorial do Instituto Piaget, Edições Esgotadas, LeYa na Pretexto, Livraria Brincolivro, Representações Online e Watchtower Bible and Tract Society, Paralelamente irão desenvolver-se ao longo da Feira do Livro inúmeras atividades para as crianças e público em geral, desde apresentação de livros, ateliês, música e teatro.

«ÍCONES RUSSOS» NO MUSEU GRÃO VASCO Está patente no Museu Grão Vasco, até ao dia 16 de Outubro, a exposição “Ícones Russos – Legado Pereira da Gama”. A mostra integra as 93 obras de arte emblemáticas da arte religiosa ortodoxa, seleccionadas a partir de um extenso legado da Dr.ª Anna-Maria Pereira da Gama (1923-2005), recentemente acolhido pelo Museu Grão Vasco. Trata-se de um significativo e numeroso legado (com cerca de 5000 espécimes), integrando uma expressiva colecção de arte russa, mobiliário, escultura, numismática, medalhística, minerais e bibliografia especializada

que permite complementar as colecções do Museus nestes diversos domínios. Dos 206 objectos de arte religiosa ligados à tradição ortodoxa russa, composta por ícones, cruzes de abençoar, pequenos retábulos e medalhõespendentes, procedeu-se a uma criteriosa selecção para a presente exposição, considerando não apenas a qualidade artística ou a raridade dos mesmos, mas sobretudo aqueles que de alguma forma permitem uma maior amplitude narrativa, revelando o vasto e complexo universo iconográfico da arte bizantino-russa.


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22/Via Rápida

30/05/2013

CARTÓRIO NOTARIAL Notária – Anabela Maria Bicho Oliveira Antunes Ferreira Rua Conselheiro Afonso de Melo, 31,3.º - Salas 306 e 307 – VISEU

CARTÓRIO NOTARIAL Notária – Anabela Maria Bicho Oliveira Antunes Ferreira Rua Conselheiro Afonso de Melo, 31,3.º - Salas 306 e 307 – VISEU

EXTRACTO

EXTRACTO

Certifico, narrativamente, para efeitos de publicação, que foi exarada hoje, neste Cartório, sito na Rua Conselheiro Afonso de Melo, 31, 3º andar, Salas 306 e 307, em Viseu, de folhas 92 a folhas 93 verso, do livro de notas para escrituras diversas com o número 116-A, uma escritura de Justificação, pela qual, José Bento Tavares e mulher Maria da Anunciação Lopes Martins, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, naturais da freguesia de Cota, concelho de Viseu, onde residem no lugar de Nogueira, se declararam, com exclusão de outrem, donos e legítimos possuidores do seguinte prédio: Rústico, sito no Cano, freguesia de Cota, concelho de Viseu, composto por terreno regadio com videiras, com a área de noventa e seis metros quadrados, que confronta do norte com Maximiano Tavares, do sul com António Marques Seixas, do nascente com António Tavares Fonseca e do poente com Maximiano Rodrigues Tavares, omisso na Segunda Conservatória do Registo Predial de Viseu, inscrito na matriz, em nome de herdeiros de Maria Tavares Torres, sob o artigo 2032. Mais certifico, que os justificantes alegaram na dita escritura, terem adquirido o identificado prédio no ano de mil novecentos e oitenta e nove, por partilha meramente verbal por óbito do pai do justificante Maximiano Tavares, casado com Virgínia dos Santos Bento, residente que foi no referido lugar de Nogueira, os quais o adquiriram por compra meramente verbal em mil novecentos e setenta e dois, a Maria Tavares Torres, viúva, também residente que foi no lugar de Nogueira, sem que no entanto ficassem a dispor de título formal que lhes permita o respectivo registo na Conservatória do Registo Predial; mas desde logo entraram na posse e fruição do prédio, em nome próprio, posse que assim detêm há mais de vinte anos, sem interrupção ou ocultação de quem quer que seja, sendo porém certo que têm exercido no aludido prédio, os poderes de facto correspondentes ao direito de propriedade, fruindo como donos as utilidades possíveis à vista de todos e sem discussão nem oposição de ninguém, tendo assim invocado a sua aquisição por usucapião. Está conforme o original. Viseu, 15 de Maio de 2013 A Técnica do Notariado, no uso de poderes delegado pela Notária: (Paula Cristina Cardoso Pinto Correia)

Certifico, narrativamente, para efeitos de publicação, que foi exarada hoje, neste Cartório, sito na Rua Conselheiro Afonso de Melo, 31, 3º andar, Salas 306 e 307, em Viseu, de folhas 112 a folhas 113 v, do livro de notas para escrituras diversas com o número 116-A, uma escritura de Justificação, pela qual, Arminda de Almeida Marques, viúva, natural da dita freguesia de Abraveses, residente em Rte des Couviers 4, 2074 Marin, Suíça, se declara, com exclusão de outrem, dona e legítima possuidora dos seguintes prédios, sitos no concelho de Viseu: 1 – Rústico, sito no Amial, na freguesia de Abraveses, composto por terra de milho regadio, com videiras, oliveiras e fruteiras, com a área de quinhentos e quarenta e seis metros quadrados, que confronta do norte com Almeida Crespo, do sul e do nascente com António Gonçalves de Oliveira, e do poente com António Lourenço Gigante e outros, omisso na Segunda Conservatória do Registo Predial de Viseu, inscrito na matriz, em nome de António Marques, sob o artigo 931; 2 – Rústico, sito no Seixedo, na freguesia de Abraveses, composto de terra de milho regadio, com a área de dois mil cento e setenta metros quadrados, que confronta do norte com Frederico de Almeida Martins, do sul e do nascente com António Lopes P. Vidal, e do poente com ribeiro, omisso na dita Conservatória do Registo Predial, inscrito na matriz, em nome de António Marques, sob o artigo 977; e 3 – Rústico sito na Vala, na freguesia do Campo, composto por terra inculta com pinhal e mato, com a área de mil quatrocentos e noventa metros quadrados, que confronta do norte e nascente com D. Mercedes Pessanha, do sul com Frederico Martins, e do poente com caminho, omisso na dita Conservatória do Registo Predial, inscrito na matriz, em nome de António Marques, sob o artigo 230. Mais certifico, que a justificante alegou na dita escritura, ter adquirido os identificados prédios no ano de mil novecentos e setenta e cinco, no estado de solteira, tendo sido casada, sob o regime da comunhão de adquiridos, por doação meramente verbal dos seus pais António Marques e Silvina de Almeida, residentes que foram em Moure de Carvalhal, Abraveses, Viseu, sem que no entanto ficasse a dispor de título formal que lhe permita o respectivo registo na Conservatória do Registo Predial; mas desde logo entrou na posse e fruição dos prédios, em nome próprio, posse que assim detém há mais de vinte anos, sem interrupção ou ocultação de quem quer que seja, sendo porém certo que tem exercido nos aludidos prédios, os poderes de facto correspondentes ao direito de propriedade, fruindo como dona as utilidades possíveis à vista de todos e sem discussão nem oposição de ninguém, tendo assim invocado a sua aquisição por usucapião. Está conforme o original. Viseu, 23 de Maio de 2013 A Técnica do Notariado, no uso de poderes delegado pela Notária: (Elisabete Lopes dos Santos Paiva)

(Jornal Via Rápida 30.05.2013)

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(Jornal Via Rápida 30.05.2013)

TRIBUNAL JUDICIAL DE VISEU 1.º Juízo Cível Avenida da Europa – 3514-506 Viseu Casa/refúgio de fim de semana/férias na serra da Freita, concelho de S. Pedro do Sul, Distrito de Viseu Casa isolada em plena natureza , a 100m passa um riacho cristalino , proveniente de uma nascente. A casa compreende sala com lareira e “kitchenette”, 2 quartos uma casa de banho e um sobrepiso no 1º andar que poderá servir de quarto. Janelas amplas. A casa não possui electricidade, no entanto é possível a sua colocação através de painéis solares. Apenas o terreno pertencente à casa está incluído no preço, assim como um pequeno anexo para armazenamento de material agrícola.

ANÚNCIO (1ª Publicação) Processo: 206/05.6TBVIS-C

Embargos de Terceiro

N/Referência: 7730887 Data: 28-05-2013

Embargante: Maria Celsa de Lurdes Rodrigues e outro(s)… Embargado: José de Campos Figueiredo & Irmão, Lda e outro(s)… Nos autos acima identificados, correm éditos de 30 dias, contados da segunda e

30/05/2013

ACTUALIDADE

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INSTITUTO POLITÉCNICO DE VISEU GERA 69 MILHÕES DE EUROS NA ECONOMIA REGIONAL Um estudo realizado pelo Centro de Investigação e Desenvolvimento em Educação, Tecnologias e Saúde (CI&DETS) do Instituto Politécnico de Viseu (IPV), revela que o impacto financeiro da instituição de ensino superior na sua área de influência (Viseu e Lamego) ascende a valores muito próximos dos 69,5 milhões de euros. Ou seja, 4,46% do PIB estimado da região em 2012. Apresentado pela investigadora e coordenadora científica do Centro, Manuela Ferreira (na foto), o estudo teve como amostra o número de docentes, alunos, funcionários, e o próprio IPV que, no seu conjunto, totalizaram no ano passado gastos directos superiores a 40 milhões de euros em bens e serviços. A este valor foi aplicado o multiplicador de 1,7 - valor que tem em conta o efeito de alavanca que resulta do aumento da massa monetária em circulação -, determinado a partir da média e da mediana de vários multiplicadores utilizados em diferentes estudos. A investigação teve como objetivo “estimar o aumento do nível de atividade económica da região causado pela presença do IPV, demonstrar o seu contributo positivo à economia local, e analisar de que forma os ganhos e gastos dos docentes, funcionários e estudantes do Politécnico de Viseu se refletem na região. Por cada euro gasto pelo Estado no financiamento do IPV, instituição responsável pela criação de 3.271 empregos que correspondem a 5,59 por cento da população activa nas áreas de Viseu e Lamego, “gerou-se um

Foto: Rui da Cruz

nível de atividade económica de 4,64 euros na região”, conclui o estudo. Em 2012, o IPV recebeu do Orçamento de Estado 14 milhões de euros. Fernando Sebastião, relevou a pertinência do estudo, “particularmente no momento que atravessamos”, reafirmando o “impacto e a importância que o Instituto Politécnico de Viseu tem para a economia da região, quer no impacto financeiro que gera, quer na qualificação de milhares de quadros superiores. Por outro lado, a investigação realizada pelo Instituto é de fundamental importância para o desenvolvimento da região de Viseu”, concluiu. O Politécnico de Viseu é constituído por 6.407 alunos, 438 docentes e 250 funcionários.

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última publicação deste anúncio, citando: Executado: João Armando Rodrigues Couto, profissão: Desconhecida ou sem Profissão, filho(a) de, nascido(s) em 14-08-1966, nacional de Portugal, NIF – 175 428 573, domicílio: Rua dos Namorados, N.º 23, Rio de Loba, 3500-000 Viseu;

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Com última residência conhecida na(s) morada(s) indicada(s) para, no prazo de 20 dias, decorrido que seja o dos éditos, contestar, querendo, a ação, com a cominação de que a falta de contestação importa a confissão dos factos articulados pelo(s)

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autor(es) e que em substância o pedido consiste tudo como melhor consta do duplicado da petição inicial que se encontra nesta Secretaria, à disposição do citando. O prazo acima indicado suspende-se, no entanto, nas férias judiciais. Fica advertido de que é obrigatória a constituição de mandatário judicial. O Juíz de Direito: Dr(a). Raquel Contente Pais O Oficial de Justiça: António José (Jornal Via Rápida 30.05.2013)

O presidente do Instituto Politécnico de Viseu, Fernando Sebastião, conferiu posse ao novo Conselho Técnico-Científico da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego

(ESTGL), que ficou constituído por dez professores doutorados: Anabela Fernandes Guedes, Anabela de Oliveira Fragata, Carlota Guimarães Ribeiro, Helena Portugal Teixeira, José

Filipe Lopes, José Paulo Lousado, Manuel Henrique de Almeida, Marisa Fonseca Silva, Paula Marques dos Santos e Ricardo Costa Gama. Num breve discurso, o presi-

dente do IPV formulou votos para a realização de um trabalho de excelência, “num cenário de grande incerteza quanto ao futuro e profundas convulsões no ensino superior”. O presidente aproveitou ainda o ensejo para abordar as grandes questões da atualidade, mormente as que concernem à educação e ao ensino superior, enfatizando “o ajustamento feito pelo Politécnico de Viseu desde há muitos anos, que permite à instituição ter uma situação controlada no que concerne à sua gestão”.


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OPINIÃO

30/05/2013

UM PRESIDENTE SEM VOCAÇÃO PARA SER PALHAÇO

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Numa entrevista recente ao Jornal de Negócios, Miguel Sousa Tavares afirmou que o mal de Portugal é não ter elites. “Por isso, estamos hoje reduzidos aos Passos Coelhos e aos Antónios Josés Seguros. Que são o grau zero da política. São aqueles que, não tendo nenhuma vida fora da política, fazem política”. Questionado sobre o perigo de surgir em Portugal um demagogo populista ou um palhaço, como em Itália, MST respondeu: “O pior que nos pode acontecer é um Beppe Grillo, um Sidónio Pais (…) Nós já temos um palhaço, chama-se Cavaco Silva. Pior do que isso é difícil”. Vai daí, o Presidente da República pediu a intervenção da Procuradoria Geral da República no sentido de averiguar se o escritor cometeu o crime de “ofensa à honra do Presidente da República” (artigo 328º do Código Penal). Sendo certo que já houve tribunais que condenaram cidadãos, incluindo jornalistas, por ofensas a figuras públicas ou detentores de cargos políticos, a verdade é que todos os recursos ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem levaram à condenação do Estado Português por decisões judiciais que violam a liberdade de expressão, o que levou o Supremo Tribunal de Justiça a passar a ter em conta a Convenção Europeia dos Di-reitos Humanos (CEDH) que Portugal subs-creve. O Supremo Tribunal de Justiça confir-mou a absolvição pelo tribunal de 1ª ins-tância e pelo Tribunal da Relação de Guimarães de um arquitecto a quem o presidente da Câmara Municipal de Barcelos exigia uma indemnização de 50.000 euros por ofensas à sua honra em virtude de aquele o ter acusado de cometer uma “trafulhice” na obtenção de subsídios comunitário. Pode ler-se no acórdão: “A liberdade de expressão constitui um dos pilares fundamentais do Estado democrático e uma das condições primordiais do seu progresso e, bem assim, do desenvolvimento de cada pessoa; As excepções constantes deste n.º2 [do artigo 10.º da CEDH] devem ser inter-pretadas de modo restrito; Tal liberdade abrange, com alguns limites, expressões ou outras manifestações que criticam, chocam, ofendem, exageram ou distorcem a realidade. Os políticos e outras figuras públicas, quer pela sua exposição, quer pela discutibilidade das ideias que professam, quer ainda pelo controle a que devem ser sujeitos, seja pela comunicação social, seja pelo cidadão comum devem ser mais tolerantes a críticas do que os particulares, devendo ser, concomitantemente, admis-sível maior grau de intensidade destas.”

O mesmo é dito por outras palavras por Cláudia Santos, professora de Direito Penal na Universidade de Coimbra: “no âmbito da crítica política a protecção da honra sofre uma limitação e prevalece a liberdade de expressão” já que “o espaço de protecção da honra de um titular de um cargo político é menor, até porque este, pela sua natureza, expõe a pessoa à crítica”. Assim, só podemos lamentar que o Presidente da República do nosso país não reconheça a liberdade de expressão como um dos pilares fundamentais do Estado democrático. O que só pode dar razão a Miguel

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Dr. MÁRIO CHAVES LOUREIRO (Médico Especialista) ALERGOLOGIA e PNEUMOLOGIA Saiu da Casa de Saúde S. Mateus e mudou consultório para CLÍNICA CARPA Cartoon editado antes de Ruas ser ilibado e ter esclarecido a assembleia municipal de que as pedradas se destinavam não aos fiscais do ambiente mas ao ex- Vereador José Manuel Oliveira, que na altura tutelava o ambiente na CCDR do centro.

Sousa Tavares quando quis insurgir-se contra a diminuição da figura do Presidente da República por parte do miserável desempenho de Cavaco Silva no cargo. Para além do triste papel de escora de um governo insensível ao sofrimento do povo, incompetente e a cair de podre, Cavaco Silva ainda envergonha Portugal no estran-geiro, como aconteceu na Feira do Livro em Bogotá, uma das maiores da América latina, em que foi o único orador a não se referir ao nosso Nobel da Literatura, fazendo-nos recordar a censura a que um membro do seu governo votou um livro de Saramago. Cavaco nem sequer se dignou interromper as férias para ir ao funeral do único Nobel da Literatura português. Isto, sem falar já dos amigos do BPN, do Conselho de Estado para discutir o sexo dos anjos do futuro e de outras argoladas presidenciais que levaram um dos Capitães de Abril, Vasco Lourenço, a dizer ao jornal i de hoje: “Sinto-me envergonhado e ofendido com o actual Presidente da República e não digo mais. É evidente que cá por dentro penso muito pior do que aquilo que o Sousa Tavares disse”. Mais grave do que desrespeitar um governante é serem os próprios governantes a desrespeitarem os cidadãos que os elegem e lhes pagam os chorudos vencimentos, quer directamente, quer ofendendo os seus representantes eleitos. Foi o caso de Fernando Ruas quando na sessão de Dezembro último da Assembleia Municipal de Viseu, ao discutir o orçamento para este ano, o confrontei com a previsão do seu executivo de um aumento de 4 milhões na arrecadação do IMI em 2013, recordando-lhe que na sessão anterior o tinha desafiado a baixar o IMI para a taxa mínima (0,30), em vez

da redução para 0,35 para os prédios urbanos reavaliados, compensando os munícipes pela aplicação da taxa máxima, à semelhança do que fez o seu correligionário de partido, o presidente da Câmara das Caldas da Rainha, que reduziu o IMI para a taxa mínima alegando que por as finanças da autarquia estavam de boa saúde, retribuía, assim, o esforço dos seus munícipes quando lhes aplicara a taxa máxima. Respondeu-me o senhor presidente da Câmara Municipal de Viseu, o autarca exemplar visto de Oxford: “Eu sei que prefere, espero que não faça outra ligação, prefere aquilo que vem das Caldas”. Interrompi-o do lugar: “Olhe o nível, olhe o nível!...”. Perante a passividade do presidente da mesa, Almeida Henriques, Ruas insistiu: “Prefere as deliberações da Câmara das Caldas, eu peço desculpa, não há aqui nenhuma ligação, nada disso (…)Portanto, dava o exemplo de Salvaterra de Magos. Essa atracção pelas Caldas deve ter alguma explicação”. Moral da história: não é palhaço quem quer. Fazer rir é um caso sério, como sabe qualquer bom humorista. Fernando Ruas, na sua liberdade de expressão, não consegue superar a boçalidade, a brejeirice mais ordinária, agora plasmada em acta. Nem ele nem Cavaco Silva, farinha do mesmo saco, conseguem já, sequer, fazer-nos rir. A cidade e o país, saturados de austeridade, impostos, taxas e cortes nas pensões e salários, anseiam por mais decência.

vieiraecastro@gmail.com O autor não segue o (des)acordo ortográfico por razões meramente linguísticas

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AUTÁRQUICAS 2013

FRANCISCO ALMEIDA LIDERA CANDIDATURA DA CDU À CÂMARA MUNICIPAL DE VISEU... ...E HELDER AMARAL CANDIDATA-SE PELO CDS-PP

UNIVERSIDADE CATÓLICA LIDERA PROJECTO INÉDITO:

FUTUROS ARQUITECTOS RECUPERAM ALDEIA EM S. PEDRO DO SUL


Edicao 30 05 2013