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Agosto / Setembro de 2013 Ano IV - Nº 23 - R$ 7,00

Mendigos Brasileiros excluídos da sociedade Networking A importância da rede de contatos

Projeto Italínea Andreia Sabatine e Rafael Gatti, há cinco anos liderando o mercado de móveis planejados em Garça e região


Hรก doze anos cuidando da sua intimidade


Editorial Com esta edição comemoramos quatro anos de publicações inéditas em Garça e região. Obtivemos várias conquistas e muitas estão por vir. Algumas já estão até com data marcada. Manter o padrão de qualidade Via Maxi e a confiança de nossos leitores e anunciantes não é uma tarefa fácil. A revista é bimestral, mas o trabalho é diário. Porém, a satisfação de informar e colaborar para o crescimento de empresas e o desenvolvimento da nossa região não tem preço que pague. O balanço é positivo e temos uma extensa lista de marcas que confiaram e confiam em nossas páginas. Por tudo isso, temos motivos de sobra para celebrar e agradecer a Deus todos os dias. Sempre procuramos por reportagens que provoquem questionamentos. Nesta edição, em nossa matéria sobre os mendigos tivemos esta intenção. Na reportagem de capa, a Projeto Italínea mostra a melhor relação custo benefício dos móveis planejados O que é Networking? O Sebrae explica a importância de ter boas relações.

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Social - Confira as fotos do Jantar do Empresariado Garcense

Nota Maxi - Fundado o primeiro Rotaract Club em Garça

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Sabores de Garça - Rita Arantes nos ensina um delicioso Bobó de Frango

Pés de Mim - Homenagem ao Grupo Pirlimpimpim

Social – Uma galerinha bem divertida se reuniu para comemorar o aniversário de Caio Molina Bez Nogaroto

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Programe-se - Confira os eventos que acontecem em nossa cidade

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Capa – Projeto Italínea traz mais flexibilidade em móveis planejados

Perfil – O “Assessor para Assuntos Aleatórios” mais conhecido do país

Social - Veja quem foi ao Cincinnatti para curtir o Show do Derico

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Onde está você? – A bailarina Gabriela Garcia Maia fala de sua vida em Pelotas, Rio Grande do Sul

Ainda tem Nota Maxi, Perfil, Onde está você? Sabores de Garça, homenagens, social e a nossa agenda cultural. Mais uma vez, obrigada pela leitura e confiança em nosso trabalho. Estamos sempre a sua disposição e abertos a críticas e sugestões.

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Bruno Caetano, diretor superintendente do Sebrae-SP, fala sobre Networking Especial – Mendigos: reportagem aborda a situação desses moradores de rua

Equipe Via Maxi

ISNN 2176-5758 CNPJ: 10.955.909/0001-57 R. Coronel Joaquim Piza, 441 Fone: (14) 3471-3895 CEP: 17.400-000 - Garça - SP Publicação de propriedade de e-mail: contato@viamaxi.com.br Via Maxi Comunicação Ltda. www.viamaxi.com.br

28 Jornalista Responsável Ana Lucia Molina Bez - MTb 23.861 Fotografia e Arte Carlos Nogaroto - MTb 29.693 Controle de Qualidade Isabela Molina Bez Farias

Departamento Comercial comercial@viamaxi.com.br

Impressão e Acabamento Idealiza Gráfica e Editora www.idealizagraf.com.br


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CAPA

Projeto Móveis Italínea em Garça Flexibilidade para planejar o ambiente dos seus sonhos

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óveis planejados podem ser a melhor relação custo-benefício na hora de reformar ou construir. Ainda mais quando são executados por quem conhece o assunto. Em Garça, a Projeto Móveis Planejados Italínea, em apenas cinco anos conquistou a preferência de mais de mil clientes que utilizam os seus serviços, desde a montagem de projetos inteiros, até para pequenos ambientes. A empresa já mostrou sua base sólida e seu posicionamento inovador no ramo de planejados para ambientes residenciais e corporativos. A Italínea trabalha com várias opções em cozinhas, dormitórios, áreas de serviço, mesas e cadeiras, home theaters, home offices, banheiros e com os mais diversos ambientes corporativos. Em seu Show Room, montado na Projeto Móveis Planejados de Garça, é possível ver a versatilidade dos móveis planejados, o acabamento diferenciado, de alto padrão e que segue as principais referências de design contemporâneo, deixando os ambientes lindos e com peças de grande durabilidade. O que também torna a Projeto Móveis a melhor e maior em-

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presa do setor na cidade é o olhar atento de sua equipe em todas as etapas da obra de seus clientes. Liderando essa equipe estão os proprietários Andreia Gimenez Sabatine e Rafael Ruivo Gatti, que tem formação em arquitetura e marcenaria e há doze anos possuem conhecimento aprofundado no ramo. Eles acompanham pessoalmente o desenvolvimento dos projetos. “Eu acredito que este seja o grande

diferencial da nossa empresa. Conhecemos todos os processos e trabalhamos neles juntamente com a nossa equipe. Queremos, com esse olhar atento aos detalhes, padronizar, coordenar, aperfeiçoar e agilizar os projetos que realizamos. Só assim temos a certeza da satisfação total de nossos clientes”, explicou Andreia. Um reforço a mais nesta busca constante por qualidade


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total, é oferecido aos clientes que podem acompanhar as etapas de entrega dos móveis pelo site www.italinea.com.br. “A pesquisa é on-line e basta entrar no site da Italínea. Isto demonstra o quanto a empresa é sólida e confiante no que faz”, reforçou Andreia. Com lojas em todo Brasil, a Italínea fabrica móveis planejados com excelente acabamento e desenvolvidos especialmente para satisfazer aos que buscam flexibilidade para planejar. Além do mercado nacional, também exporta para vários países, o que reforça a sua propriedade, competitividade e a excelência no atendimento.


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PERFIL

Derico

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oão Frederico Sciotti, 47 anos, músico multi-instrumentista, empresário, escritor, pai de família e o mais famoso Assessor para Assuntos Aleatórios do país e, quem sabe, do mundo. Derico, como é conhecido por todos, vem de uma família de músicos e aos cinco anos de idade ganhou sua primeira flauta. De formação erudita, ao 11 anos começou a ganhar repercussão nacional ao vencer vários concursos nacionais e internacionais para jovens instrumentistas, o que possibilitou sua participação em diversos recitais e concertos pelo Brasil. Já tocou em grandes orquestras e com muitos dos principais músicos nacionais e internacionais. A música também o levou a integrar, há 24 anos, primeiro, o quinteto e, atualmente, sexteto do Programa do Jô, quando ganhou o carinho popular com o seu talento e se envolvendo nas mais estranhas experiências exibidas durante as gravações. Derico esteve no Cincinnati em Garça, num show inesquecível, junto com os músicos do Clube do Jazz de Bauru. Ele é o nosso entrevistado da editoria Perfil desta edição. Acompanhe os principais trechos deste delicioso bate papo com a Via Maxi. Via Maxi: Quem é o Derico fora dos palcos? Derico: Sou uma pessoa comum. Vou ao supermercado, farmácia, banco. Tenho minhas dívidas. Sou um cara caseiro. Tenho minha mulher, meus filhos, minha casa e meus hobbies. Eu não tenho nenhum tipo de extravagância. VM: Você ganhou dos seus pais uma flauta aos 5 anos de idade.

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Você acha que é importante esse tipo de incentivo para a uma criança, principalmente, em um mundo tecnológico como o de hoje? D: Eu dei um instrumento para os meus filhos, cada um em sua hora. Eles foram orientados e estimulados, mas isto está no universo deles, não tem uma regra. VM:Você já tocou com muitos músicos, o que mais te emocionou? D: Você tem emoções diferentes, tocar com Chick Corea, com o George Benson e com Gil, é muito legal! Mas, tocar com meu filho e com minha filha, não tem comparação! É muito difícil eu chorar tocando, mas com eles eu choro. VM: Você já passou por muitas dificuldades antes de chegar a ser um músico famoso? D: Até hoje é difícil! A gente está vindo aqui para divulgar o nosso trabalho de música instrumental e é difícil, pois não é toda casa que abre as portas para esse tipo de música. O fato de eu estar na televisão amplia as possibilidades, mas a dificuldade continua a mesma, porque não depende de mim e sim do mercado e da cultura do povo.

VM: Como você encara os micos do Programa do Jô? D: É tudo espontâneo e acontecem durante as gravações do programa, não estão no script. Eu não os considero micos. Nesses anos, eu participei de muitas situações: já fui cobaia, depilado, comi rato e faço parodias. Eu não falo não, porque eu sei que ele (Jô) não vai me por em roubada. VM: Como é a sua relação com o Jô Soares? D: É muito boa! O Jô é um cara muito amigo, gentil, muito generoso. Ele é muito preocupado e gosta de estar com a gente, de saber o que a gente esté fazendo, como que a gente se comporta. É uma preocupação de quem gosta, então isso é uma relação muito legal. VM: E para finalizar, o que você diria para quem quer virar um músico profissional. D: Não adianta querer “chegar tocando”, achando que já sabe. Ninguém sabe, ninguém nasce sabendo e nem vai morrer sabendo. Tem que estudar, se aprimorar, se aperfeiçoar. A música é uma arte muito dinâmica. Então, para ser um músico diferenciado, tem que estudar.


SOCIAL

Derico no Cincinnati

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uito Jazz, Blues, Bossa Nova, boa bebida, excelente comida, gente bonita e interessante. Ou seja, foi tudo de bom o show do Derico em parceria com a banda Clube do Jazz de Bauru, no Cincinnati, em Garรงa.


ONDE ESTÁ VOCÊ?

Onde está você, Gabriela Garcia Maia? Em Pelotas, Rio Grande do Sul

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abriela Garcia Maia, aos quatro anos de idade, como muitas meninas, já fazia aulas de dança. Mas a garota cresceu e os passos do balé conduziram os caminhos trilhados por ela. Gabriela possui várias formações em dança, incluindo a de professora de balé clássico pela Royal Academy of Dancing e, desde os 15 anos, já ministra aulas. Hoje, aos 21, cursa a faculdade de Licenciatura em Dança pela Universidade Federal de Pelotas. Ela é filha de Yvelisse e Nelson Maia, que acompanham e apoiam o dom e o sonho da filha. A bailarina sabe bem como é complicado viver de arte no Brasil, por isso, tirar os pés do chão, somente nos palcos. Gabriela é nossa entrevistada do “Onde está você?” desta edição. Acompanhe. Via Maxi: Você começou fazendo Jazz, depois Balé Clássico e Sapateado. O que mais te encanta hoje? Gabriela: Eu tenho paixão pelo clássico, mas ele me limita em certas formas e fica mais complicado se expressar. Então, estou curtindo o balé contemporâneo, mas não abandonei o clássico, só estou buscando outras formas de me expressar. VM: Como é o grupo de dança em que você faz parte? G: É o Grupo Balé de Pelotas, que se apresenta, normalmente, como convidado. Já fomos no Gala de Porto Alegre, que reúne as escolas mais importantes do Rio Grande do Sul.

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VM: E o que você pretende fazer ao se formar? G: Eu gosto muito de dar aulas, mas também gosto muito de dançar e não posso desperdiçar o tempo enquanto eu tenho corpo e juventude para isso. Não que eu não possa dançar depois, mas vou aproveitar agora para dançar e, depois, eu dou aulas. VM: Você pensa em voltar para Garça? G: Eu gosto muito de Garça, mas não pretendo voltar. Eu nem sei se vou poder ficar no Brasil. Eu quero ir para fora do país para complementar minha formação, porque, lá fora existe um zelo maior com o artista, não que aqui no Brasil não o tenha, mas ainda está em segundo plano. VM: Você acha que Garça oferece oportunidade de trabalho aos jovens? G: Sinceramente, tenho medo de ser injusta. Não vejo planos, de pessoas que eu conheço, de voltar pra cá. Tenho um primo que fez engenharia civil e está morando em São Paulo. Minha irmã faz mestrado no ITA, e não pensa em voltar para o interior. A maioria das pessoas que eu conheço está fora.

VM: O que você acha da área cultural de Garça? G: Eu acho que todo mundo é bem disponível. O Circuito Cultural Paulista é muito interessante. No Rio Grande do Sul não tem esse tipo de coisa. Um show, por exemplo, é um absurdo de caro. Não tem esse incentivo do governo. Aqui em Garça, já fui a espetáculos que tinham pessoas bem simples na plateia. Acho isso muito interessante. Acho, ainda, que o Centro Cultural também movimenta isso nas pessoas. VM: Do que você lembra daqui de Garça? G: Sempre falo do lago, que é muito bonito. Eu adoro sentar lá e ficar sem fazer nada, só olhando. VM: O que você gostaria de encontrar em Pelotas, que você tem em Garça? G: Um pouco da simpatia das pessoas. Lá é bem complicado nesse sentido. As pessoas são muito fechadas. VM: Além da sua família, do que mais você sente falta? G: Da tranquilidade da cidade. De poder sair de noite e não ter grandes preocupações.


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SEBRAE

Bons contatos levam a bons negócios Por Bruno Caetano

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m qualquer ramo, ter uma rede de contatos é essencial. Mais do que o popular “fazer um social”, estabelecer bons relacionamentos profissionais é útil e estratégico para empresas de qualquer porte. O chamado networking permite trocar informações, abre caminho para parcerias e projetos, entre outros benefícios. O resultado vem em forma de mais vendas e faturamento maior. Mas essa prática deve obedecer a alguns princípios para realmente proporcionar retorno. Você terá de construir sua rede de contatos sistematicamente. Demanda tempo, ir a eventos como feiras do setor, seminários e congressos, conhecer gente, trocar cartões, e-mails e perceber interesses comuns. O contato precisa ser periódico, contudo, exagerar na frequência com que se procura uma pessoa ou grupo pode saturar a relação e causar efeito negativo. Vale criar uma rotina

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para falar com os conhecidos, mas mantenha um intervalo mínimo entre uma comunicação e outra. No entanto, só se lembrar deles quando precisa de algo é um erro. Fica mal visto quem age assim. No networking, ofereça antes de pedir. O ponto de partida é mostrar interesse sincero. Por isso, converse com eles também nos momentos bons. Aliás, o ideal é iniciar a relação nessa hora. Não despreze nenhuma aproximação. Mesmo que a pessoa não tenha afinidade com seu negócio, ela pode ser a ponte para chegar a alguém que esteja no seu raio de ação e representa uma oportunidade. A internet também é aliada. Redes sociais de perfil profissional são opções. Mas atenção a suas postagens nesse ambiente, pois passarão a compor sua imagem, para o bem ou para o mal, atraindo ou afastando interessados. O networking representa um grande facilitador. Com um telefonema ou e-mail, você consegue a informação ou a ajuda que busca.

Tenha sempre em mente que a rede de contatos é uma maneira de se desenvolver profissionalmente. Se você se relacionar com pessoas e empresas que tenham algo a acrescentar, você estará a caminho do próprio aprimoramento. Mesmo que a maioria de suas conversas não resulte em negócios, a troca de conhecimentos já vale a pena.

Bruno Caetano é diretor superintendente do Sebrae-SP


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Eles estão “na sua calçada”

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les perderam a identidade. Perderam também a dignidade. Não são economicamente interessantes para a sociedade. Perderam o poder de voz ativa e seus discursos não são levados em consideração. Não votam. São parte da paisagem urbana, nos pequenos e grandes centros. Só não são invisíveis porque a presença deles, para a grande maioria, incomoda e provoca medo, muitas vezes. Por isso, os mendigos, pedintes e os moradores de rua quase ficaram de lado, inclusive, dos recentes estudos acadêmicos sobre a Invisibilidade Social, um conceito novo e bastante amplo, que investiga os indivíduos e as profissões desprovidas de status, glamour, reconhecimento social, adequada remuneração e os fatores que os levam a ser invisíveis socialmente e visíveis funcionalmente. Os mendigos não trabalham e sua aparência é notada. Eles não são invisíveis. São, simplesmente, ignorados. Não fazem parte nem mesmo de estatísticas, gráficos e tabelas. Não são números como todos nós, “cidadãos”. Normalmente preferem se

aglomerar nos centros comerciais devido ao intenso fluxo de pessoas, o que aumenta a possibilidade de obterem dinheiro e comida. À vista de todos, diminuem as chances de serem agredidos. Em uma vaga tentativa de classificá-los, podemos usar como definição o que diz a Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (CEPAL), órgão ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), que considera indigente as pessoas cuja a renda não é suficiente para comprar uma cesta básica. Em busca de números, se considerarmos os dados do IBGE, também é complicado estabelecer a real situação e quantidade de moradores de rua. Segundo o instituto, o Censo investiga os moradores dos domicílios particulares improvisados ocupados, que são aqueles que, “embora não construídos com a finalidade de servir de moradia, estavam sendo utilizados como tal. Alguns exemplos: estabelecimentos não residenciais (bares, lojas etc.), grutas, galpões, tendas, barracas em acampamentos, habitações improvisadas sob pontes, viadutos etc”.

Ainda segundo o IBGE, algumas situações são frequentes: a pessoa passa o dia na rua e se recolhe à noite em albergues, ou instituições similares. Muitas vezes possuem família, que mora em bairros da periferia, para onde eles retornam nos fins de semana, ou quinzenalmente. Em Garça, esta também é uma situação comum e é considerada a maior parte dos casos de indigentes encontrados no centro da cidade. Outra característica local, mas que também reflete situações semelhantes em outras localidades, é o aumento do número de moradores de rua e de procura pelo Núcleo de atendimento ao Migrante (NAM), administrado pela Secretaria de Desenvolvimento Social, durante a época de colheita do café, entre os meses de maio e agosto. O que reforça a tese, que há anos é debatida, que é necessário estabelecer políticas de fixação do homem no campo. Enfim, esses moradores da rua, excluídos da sociedade, são uma realidade visível, independente de classificações, números ou estudos. E estão logo ali, na sua calçada.

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SOCIAL

Jantar do Empresariado

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já tradicional jantar dançante em comemoração ao Dia do Comerciante promovido pela ACIG, aconteceu na noite do dia 13 de julho. O evento, além de reunir

empresários do setor comercial para um encontro de muita confraternização, também deu posse oficial à diretoria eleita para o biênio 2013/2015, presidida novamente pelo empresário Luiz Carlos de Souza.


PREPARE-SE PARA 2014 Alunos da Fisk de Garça uniram muita diversão e o aprendizado do inglês durante as férias de julho na Disney. Foram 14 dias visitando os parques de Orlando e vivenciando a Língua Inglesa com intensidade. Visitar a Disney é sempre um sonho para quem vai pela primeira vez e sempre há novidades para quem volta a visitá-la. Por isso, para o ano que vem, serão 17 dias de viagem. O

programa Fisk Disney para julho 2014 inclui ainda 14 noites, 12 parques, 12 refeições especiais, incluindo cafés da manhã com personagens Disney e as inesquecíveis princesas dos contos de fadas, almoço com a turma do Pooh, tour de compras, festas e muito mais! Tudo, é claro com o acompanhamento de guias Fisk. Programe-se e procure a escola para se informar.

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NOTA MAXI

Garça ganha o seu primeiro Rotaract Club

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omaram posse no dia 5 de agosto a primeira diretoria do Rotaract Club de Garça Azul. O clube é formado por 16 jovens de diferentes idades, profissões, ideias e estudos que, juntos, somaram forças para ajudar a comunidade local e para contribuir com as ações do Rotary Internacional. O clube tem como madrinhas as integrantes do Rotary Club de Garça Azul, presidido pela empresária Deyse Cristina Serapião Grejo. A solenidade de posse contou com a presença do governador do Distrito 4510 do Rotary Internacional, o advogado Ricardo de Maio Bermejo, familiares, amigos e membros dos Rotarys de Garça, além de integrantes do Rotaract de Cândido Mota e de Quatá. Os sócios fundadores desse novo clube são: Caio July Baia (Presidente), Isabela Molina Bez Farias (vice-Presidente), Daniella Cristina Inácio Carazzato (1ª Secretária), Elton Henrique Valsec-

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chi (2º Secretário), Guilherme Scarparo Martins de Souza (1º Tesoureiro), Gabriela Ninin de Carvalho Barros (2ª Tesoureira), William da Silva (1º Protocolo), Raquel Piola Paes de Barros (2ª Protocolo), Carla Martins Soares, Carolina Serapião Grejo, Débora Baraldi Ninin, Isabela Cristina Chagas, Jeremias de Souza Moraes, Jonathan Maria Rachel Renaud Paolucci, Matheus Borges de Souza Delivech e Sofia Baracat Lapenta Jansantti. Este é o primeiro Rotaract da cidade, mas o programa surgiu no final da década de 60 e, hoje, segundo o site oficial do Rotary Internacional, existem 8.400 clubes em 170 países. Os sócios têm entre 18 e 30 anos de idade e têm a oportunidade de adquirir novos conhecimentos e habilidades em prol da ajuda humanitária, além do crescimento pessoal adquirido com a convivência em grupo, com jovens de outras nacionalidades, intercâmbios e, principalmente, com a gratificante ação voluntária.


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SABORES DE GARÇA

Bobó de Frango

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Por Rita Arantes

m Bobó de Frango, que pode ser servido tanto no inverno, quanto no verão. Este foi o prato escolhido pela amiga da Via Maxi, Rita Arantes, para apresentar no Sabores de Garça desta edição. Para Rita, o importante é estar entre os amigos, os familiares, e em volta da mesa, trocando ideias, alegrias e descontração. “Sempre fui amante da gastronomia e adoro trocar receitas, ideias com as pessoas que curtem este fascinante mundo da culinária. Me lembro que, comemorando um dos meus aniversários, queria fazer uma receita que agradasse a todos. Alguns não comem carne vermelha, outros não apreciam frutos do mar. Só recebi elogios pela escolha. Espero que vocês também gostem!”. INGREDIENTES: 200ml de azeite de dendê; 2 cebolas médias picadinhas; 3 tomates sem sementes e sem pele, cortados em cubinhos; 1 lata de milho verde; 1 pimentão verde picado (opcional); Pimenta de cheiro a gosto; Pimenta do reino preta a gosto; 1 ½ kg de peito de frango sem pele e sem osso, cortados em cubos; 250ml de leite de coco; 750g de mandioca cozida e sem fiapos; 1 litro de leite de vaca; Sal a gosto; Cheiro verde picado a gosto. MODO DE PREPARO: Em fogo médio, esquente bem o azeite de dendê, refogue as cebolas até que fiquem transparentes, os tomates, o pimentão verde e a pimenta de cheiro. Acrescente a pimenta do reino e o milho verde. Depois coloque o peito de frango e refogue até obter bastante caldo e o frango estar bem cozido. Acrescente sal a gosto. Enquanto isso, bata no liquidificador o leite de coco, a mandioca e aos poucos, acrescente o leite até obter um creme (esse creme tem que ser um pouco grosso). Adicione o creme, aos poucos, no refogado, em fogo baixo e mexa para misturar bem. Deixe ferver um pouco, e mexa de vez em quando para não grudar na panela. O pondo do bobó é você quem escolhe: pode ser mais líquido ou mais grosso. Antes de servir, acerte o sal e acrescente o cheiro verde. O prato combina bem com batata palha e arroz simples.

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HOMENAGEM

A partir da esquerda: Maria Helena Travassos Delicato, Nancy Guanaes Bonini, Vera Lúcia Guanaes Bonini, Rosane Fagotti Voss, Marisa dos Reis Pires

Homenagem Especial ao Grupo Pirlimpimpim - Contadores de História

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equipe Via Maxi dedica estas páginas ao Grupo Pirlimpimpim - Contadores de História, de Garça, por seus 17 anos de formação. Reservamos um belíssimo conto da amiga e parceira Carmem Sílvia Sanches para que, juntos expressássemos esta homenagem. Quem já se emocionou ao ou-

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vir os contos deste grupo, sabe que ele merece todo o nosso prestígio. E quem ainda não se deu a oportunidade, perde uma grande chance de se deleitar e de experimentar a emoção de simplesmente ouvir belas histórias. Parabéns às integrantes: Nancy Guanaes Bonini, Vera Lúcia Guanaes Bonini, Maria Helena Travassos Delicato, Marisa

dos Reis Pires, Rosane Fagotti Voss e Andrea Travassos Delicato. “O Grupo Pirlimpimpim tem o objetivo de manter pela oralidade e pelos livros, a tradição de contar histórias do acervo cultural dos povos, pois, essas histórias ligam-se à narratividade, característica inerente do ser humano e lidam com verdades e valores universais”.


Pés-de-Mim Por Carmem Sílvia Sanches - Vou mexê no meu jardim, vê se pranto uns pé de mim Assim saiu o velho jardineiro a caminho de seu jardim, cantarolando uma música que sua mulher nunca havia ouvido antes. Vivia ele mais a mulher, num sítio, longe da modernidade. Não tiveram filhos. Estavam juntos desde a mocidade e o tempo se encarregou de fazê-los um. E assim foi. Envelheciam tranquilamente felizes, a felicidade não tem olhos para o tempo e ele passou. Naquela manhã, a mulher pensou ter ouvido que o velho iria plantar uns pés de milho. Estranhou, pois não era época. Pensou que seu velho podia estar ficando gagá, afinal, tinham mais de 80 anos. Isso a preocupou, temia a esclerose mais que a morte, pensava que esta carregava as pessoas em vida para uma esfera de lonjura inalcançável. “Pió que morrê!! Credo em cruiz!!”Parou de matutar bobagens, achava que assim elas sumiam. Essa era sua maneira de lidar com as adversidades: fazê-las todas parecer grandes viagens da sua cabeça. À noitinha, como de costume, puseram-se os dois a ver as luzes do céu. “Coisa bunita, sô!” Sentaram-se e, no vaivém gostoso dos pirilampos e vagalumes, a imensidão, danada de grande, os engoliu. “Deus cê é mermo um prantadô danadu di bão, jogô tudu essas semente no céu, ara... deve de te dado um trabáio danado!!””. Então, falaram do dia ido e das novidades deles mesmos. Mas, nesse dia, houve “A Hora do Conto”, isso mesmo, “ foi ansim que eu ouvi as muié falá: “A Hora do Conto”. Naquela noite, ele estava inspiradíssimo e buscou no fundo do baú da alma uma recordação dos tempos em que era criança e frequentava a escola. _-Minha véia, um dia, na minha iscola, aparecero umas muié muito diferente e tumém tinha no meio delas um moço. Eles contaro pra

gente uma istória que eu nunca mi isquici. Ela começava ansim: “ Era uma veiz um minino que tinha um avô, mais num era um avô qui nem os outro vô. O vô dele era diferente dimais. O vô dele falava cas pranta, conversava cos bichu, parava pra dá atenção prás criança e, o mais isquisiti di tudu isso: o véio guardava pedra. Pode num parece istranhu guardá pedra, mais o véio fazia o siguinte: cada pedra representava um sentimento que o véio tinha tidu. Por exempro: o primeiro beijo na namorada, um dia de por di sor colorido, e tudo quanto é coisa que emociona a pessoa. Intão, cada pedrinha tinha sua istória. E ele ponhava todas ela numa latinha de biscoito inferrujada e guardava mais que a vida dele mermo. O mininu já tinha visto várias vez o vô colocá pedra na lata, mais nem se apercebia ou preguntava, afinar: “ Cada Loco Ca Sua Mania”. Mais, num certu dia, o vô se chego pru minino e falô: -Meu neto, hoje ocê vai presenciá um negociu muicho ispeciar pra mim. Hoje eu mais ocê vamu prantá uns “Pé de Mim”. O mulequi só oiava o vô com aquela cara de “Qui é issu??” e o véio pego na mão do garotu e foru os dois pro jardim. O vô arô a terra, feiz os surco, afundô as pedra, sempre cantando uma música qui o minino nunca tinha ouvido. Foi inté demorado, mas era um tróço muito bacana.e o minino se divertia vendu a alegria do véio. O dia chegou ao finar, o sor foi imbora e o minino foi drumi. Quando acordô, correu pro jardim do vô pra vê se as pedra tinha crescido... que nada... tava tudo iguar. Naquele mesmo dia o vô exprico pra ele que demorava um certo tempo pros sentimento madurá, como as pranta. E o tempo passo dipressa. O vô foi pro céu. “Foi o que a mãe falô”. Sem o vô, os dia era mais longo e chatu, nada di novo acontecia. E ele cresceu e arranjo uma lata e catava pedra como o vô fazia e fico moço e casô. E ficô véio tumém. Agora era a hora de prantá as pedra, como o vô recomendô:

“Prante numa certa artura da vida em que parece que as alegria ficaro pra trais, assim ocê reaviva elas!!, Cê vai sabê quando.” E ele, naquele dia, arô a terra, feiz os surco no chão e lançô as pedra de alegria, ele prantô os “Pé de Mim” e podia alembrá dos bão momentu da sua vida.” Assim que a “Hora do Conto” acabou, a velhinha nada disse, apenas pegou seu silêncio e foi em busca de uma latinha, afinal, por que não plantar pés de mim? Achou em suas coisinhas queridas uma latinha, não de biscoitos mais outra tão doce quanto. Era uma embalagem de materiais mágicos que uma vez havia ganhado de um contador de histórias. Em sua embalagem lia-se: Produtos Pirlim-Pim-Pim, e a magia se fez! Pés de mim foram plantados e disseminados, afinal, somos todos “sementes latentes” esperando o “tempo de germinação da imaginação” Rimas?? Por que não?? A velhice é um tempo de retomada. Lembro meu pai contando histórias de quando ele era criança e das coisas incríveis que ele viveu. Ele lançou seus pés de mim aos meus ouvidos e eu nem sabia o que isso significava. Agora sou eu quem lança “Sementes de Mim” pra quem tiver ouvidos pra ouvilas. Aprendi a ser assim com vocês: “PirlimPimPim...”

Carmen Sílvia Sanches: “Pirlimpimpim suas histórias inspiraram minha vida! Parabéns e obrigada por tanta beleza!”

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SOCIAL

Aniversário de Caio Molina Bez Nogaroto

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uita diversão e comidas pra lá de gostosas na noite de aniversário de Caio Molina Bez Nogaroto. Ele comemorou seus 10 anos de idade, no dia 13 de agosto, com os amigos de escola e seus familiares no Cincinnati Steak House. Parabéns Caio! Felicidades, muitos e muitos anos de vida.

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Fone: (14) 3406-1002 Rua Armando Sales de Oliveira, 336


PROGRAME-SE

28 de agosto - às 16h - Intervenção Urbana, na Praça Rui Barbosa, pelo PROAC. Classificação livre, entrada franca. Inscrições antecipadas na Secretaria de Cultura. 28 de agosto - às 19h - Sessão Cinema Pontos Mis: Meninos de Kichute, na Biblioteca Municipal. Classificação livre, entrada franca. Informações na Sec. de Cultura. 30 de agosto - às 23h30 - Davi e Fernando no Rancho Mix. Vendas de convites no Lago Petiscaria e Zoomp. 12 de setembro - às 18h - Pelo Ponto Mis, Oficina de Edição, com André Francioli, na Biblioteca Municipal. Classificação: a partir de 14 anos, evento gratuito. 50 vagas. Informações e inscrições na Biblioteca Municipal ou Sec. de Cultura. 13 de setembro - às 19h - Sessão Cinema Pontos Mis: Rebobine, por favor. Na Biblioteca Municipal. Classificação livre, entrada franca. Informações na Biblioteca Municipal.

14 de setembro - às 9h – Viva Praça Viva, na Praça Rui Barbosa, Edição Centro. Informações na Sec. de Cultura. 14 de setembro - às 21h – Baile de Aniversário do Garça Tênis Clube, com animação musical do grupo Companhia da Noite. Informações, convites e reserva de mesas na secretaria do clube. 21 de setembro - às 15h, 18h e 21h – Pelo Circuito Cultural Paulista, Cordel do Amor Sem Fim. Classificação livre, evento gratuito. Saída e chegada do ônibus em frente ao Teatro Municipal. Senhas a partir do dia 16 de setembro, apenas 30 lugares por apresentação. Informações na Sec. de Cultura. 22 de setembro - às 19h – Pelo Mapa Cultural Paulista, Dança – Fase Regional, no Teatro Municipal. Classificação livre, entrada franca. Informações na Sec. de Cultura. 26 de setembro - às 20h – Apresen-

tação Sons da Primavera, pela EMCA. No Teatro Municipal. Informações na EMCA. 5 de outubro - às 21h – Baile de Casais no Grêmio Teatral Leopoldo Fróes, com animação musical do grupo Uoba, sócios grátis. Informações, convites e reserva de mesas na secretaria do clube. 12 de outubro - às 20h – Master Class Flauta e Metodologia Susuki, pelo PROAC. No Teatro Municipal. Informações na EMCA. 12 de outubro - às 20h – Quinta Essência, pelo PROAC. No Teatro Municipal. Informações na EMCA. Se você quiser divulgar o seu evento em nossa agenda, entre em contato pelo telefone: (14) 3471-3895, ou pelo e-mail: contato@viamaxi.com.br. A publicação é gratuita. O conteúdo, horários e datas da programação são de inteira responsabilidade dos organizadores dos eventos.


(14) 3471-4680 Praรงa Hilmar Machado de Oliveira, 52 Centro - Garรงa - SP

Via Maxi 23 Ed  

24ª edição da Via Maxi, a revista que mostra tudo o que acontece de bom em Garça e região

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