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Campinas - Novembro 2016


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A redação nos vestibulares, questão de gosto? Janete Domenica *

A maratona de vestibulares já teve início e, normalmente, algo que aterroriza muitos candidatos é a prova de redação. Embora os vestibulares partam de princípios norteadores diferentes, no que concerne à prova de redação, cada instituição elege certos critérios para avaliar o texto e eles não divergem muito de uma universidade para outra. Mas há especificidades. Basta lembrar, por exemplo, o vestibular da UNICAMP, que desde suas origens se apresentava com um formato diferente de prova (e mantém isso até hoje). Neste vestibular, a coletânea de textos oferecidos na proposta de redação não pode ser desconsiderada, com o risco de a redação sofrer grave penalidade. Gosto não se discute... muito menos na prova de redação! A redação não é corrigida subjetivamente. Isto é, não é porque um corretor “gostou” do texto que ele receberá nota alta. Em processos de correção, há textos lindíssimos, que chegam a emocionar, tão bem escritos estão, mas que são zerados. Em redações e provas dissertativas, se não houver critérios bem definidos, cada corretor toma um parâmetro e, aí sim, a correção se torna subjetiva. Mas esses grandes vestibulares têm tradição no que fazem e o fazem com lisura há anos. Neles, os corretores, quando convocados para o processo, são chamados a fazer um treinamento: passam horas lendo e “corrigindo” simulados de provas, antes de começarem a corrigir efetivamente as redações daquele ano. Além disso, esses corretores são treinados a olhar para o texto sob diferentes vieses. Se você está preocupado apenas em escrever corretamente do ponto de vista gramatical, você está atendendo apenas a um dos critérios considerados. Sim, a língua padrão

ou a chamada norma culta é cobrada em todos os grandes vestibulares. É preciso seguir as regras, é preciso “escrever bem” gramaticalmente. Mas isso é apenas um dos critérios de avaliação. Aspectos formais, como língua culta e coesão, são importantes, mas de que adianta uma pessoa escrever formalmente de modo perfeito e não comunicar nada (o famoso “encher linguiça”)? Ou ainda ter boas ideias, mas não ter organização, não promover uma ordenação para efeitos argumentativos (se a prova for argumentativa)? A forma e o conteúdo Normalmente, os vestibulares olham para estes dois aspectos: forma e conteúdo. O modo como vão discriminar os critérios dentro desses dois “olhares” é distinto em cada instituição. Mas normalmente, os processos avaliativos se preocupam em cobrar: modalidade escrita culta da língua e utilização de recursos coesivos e, em relação ao conteúdo, desenvolvimento do tema e do gênero solicitados na proposta. Em 2014, o número de provas que tiraram zero no Enem foi altíssimo. O tema era “A publicidade infantil em questão no Brasil” e a coletânea de textos motivadores apresentava dados e informações a respeito das propagandas dirigidas às crianças. Digamos que o candidato tenha entendido que o tema era dissertar sobre crianças que trabalham em publicidade/trabalho infantil. Por mais que ele tivesse escrito em português corretíssimo, respeitando todas as regras, usando excelente vocabulário e apresentado boa concatenação de ideias, teria levado um zero em Tema, por ter fugido dele. E normalmente zerar em Tema significa zerar a redação. O papel da leitura Então, o importante em uma prova de redação de vestibular (ou concurso público) é: LER.

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Se o candidato ler com atenção para entender o que está sendo solicitado e discorrer sobre aquilo, não irá zerar o texto. E, a partir daí, poderá ter sua redação pontuada. Entretanto, além de se preocupar em não se desviar do tema, o gênero textual pedido também é importante. Geralmente, os processos avaliativos cobram um texto dissertativo (com raras exceções, como, por exemplo, o vestibular da UNICAMP, que pode cobrar qualquer gênero). Como textos dissertativos geralmente são argumentativos, ele precisará apresentar, logicamente, argumentos. E como conseguir isso? Os grandes vestibulares geralmente apresentam uma coletânea de textos para ajudar o candidato. Não se trata de um convite para copiar ou fazer paráfrases. Os textos estão na prova para ajudar o estudante a pensar, a estruturar sua argumentação e a reforçá-la. Imagine a situação de dois candidatos: um apenas lê o enunciado da prova e o recorte temático (e já se põe a fazer o texto) e o outro “perde tempo” lendo a coletânea. E se os textos de apoio estiverem ali para especificar o recorte? Quem se sairá melhor? Vestibulares elaborados por certa instituição fazem exatamente isso. Portanto, não pense que é “perda de tempo” ler todos os textos da prova de redação. Eles não estão lá por acaso. E, em algumas instituições, isto é enunciado no manual do candidato: queremos bons leitores. Como se avalia que o autor de um texto é um bom leitor? Então, aos que farão algum tipo de vestibular esse ano, leiam com atenção a proposta de redação, o gênero textual solicitado e os textos de apoio. Apenas isso garante boa nota? Obviamente não: você deve ter se preparado ao longo de sua vida, com leituras variadas e muita produção textual. Mas de nada adianta uma pessoa muito preparada que não lê a prova com atenção. * Janete Domenica é formada em Letras, com especialização em Linguística pela Unicamp. Por 15 anos corrigiu redação em concursos públicos e vestibulares

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Educação Física como disciplina facultativa no Ensino Médio: justo agora? Laercio Claro Pereira Franco*

O governo Temer apresentou novo plano para o Ensino Médio, flexibilizando o currículo dessa etapa da Educação Básica e, entre outras medidas, acabou com a obrigatoriedade das disciplinas de Educação Física e Artes. O texto enviado ao Congresso Nacional por medida provisória causou estranheza e perplexidade à comunidade educacional, principalmente pela forma de urgência apresentada. A Medida Provisória (MP) nº 746/16 coloca em risco o processo realizado ao

longo dos últimos anos de construção de uma Educação Física de qualidade nas escolas e, desde 2015, da Base Nacional Curricular Comum (BNCC), que foi discutida com diversos professores e submetida à consulta nacional. A BNCC é um documento do próprio Ministério da Educação que estabelece um currículo mínimo a ser seguido por todas as escolas do país a partir de 2017. Considerando apenas as contribuições registradas no portal da BNCC, temos: 7429 manifestações sobre os textos introdutórios da 1ª Versão e mais de 3800 manifestações para cada um dos

45 objetivos da Educação Física no Ensino Médio, o que representa bem mais de 171.000 contribuições para essa etapa. Propuseram-se ainda 1600 modificações para o conjunto de objetivos e 379 sugestões de novos objetivos. Foram elaborados mais de 10 pareceres críticos e registradas contribuições e críticas de diversos fóruns realizados entre setembro de 2015 e março de 2016, em várias regiões do Brasil, com diferentes grupos e associações. A partir de todos esses subsídios, registradas no site da BNCC, surgiu a 2ª Versão, que foi discutida recentemente em Seminários Estaduais em todo o país (DARI-

DO; DINIZ, 2016). E de repente, apareceu um ministro da educação sem ligação histórica com o Ministério (MEC) e atropelou tudo isso com o que ele chamou de “necessidade urgente”. A Educação Física esteve à margem da escola por muitos anos, não sendo considerada disciplina escolar, mas apenas atividade destituída de intenção pedagógica, considerada apenas recreativa ou valorizando somente a aptidão física e desportiva. A disciplina enfrentou vários problemas para se legitimar no campo escolar. A partir da década de 1980, houve o chamado Movimento Renovador da Educação

Física brasileira que promoveu novas concepções para a área, reforçadas com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação em 1996, a LDB 9.394/96. Desde então, por força da Lei, a Educação Física tem sido componente curricular obrigatório da educação básica, colocando-a em status semelhante ao de Matemática, Português, Biologia etc. Hoje em dia, capitalizada pela LDB, a concepção imperante nos documentos federais e nos currículos estaduais é a de que a Educação Física utiliza e promove a cultura corporal de movimento, ampliando a visão biológica de promoção da


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saúde para uma visão sistêmica que oferece ao aluno uma formação mais completa sobre tudo aquilo que o homem criou e sistematizou em relação ao movimento humano intencional. Os bons professores, hoje em dia, vão muito além dos esportes, jogos e das ginásticas, avançando para atividades rítmicas (dança), de lutas e de práticas corporais de aventura, com aprofundamento em aulas teóricas. As boas aulas de Educação Física vão para além das quadras. A LDB 9.394/96 significou um importante avanço para a área e, além disso, obriga e garante sua existência e permanência na escola. Entretanto, a importância da Educação Física ultrapassa sua simples obrigatoriedade

e perpassa sua necessidade. Ela oferece uma imensa gama de experiências às crianças e adolescentes da Educação Básica, fazendo-os experimentar e analisar as diferentes formas de expressão que não se alicerçam apenas na racionalidade. E isso é uma das potencialidades desse componente e um dos motivos centrais da sua condição de direito dos estudantes de todo país (BRASIL, 2016, p. 102). Assim como Matemática capacita o futuro adulto para realizar cálculos que vão auxiliar o dia a dia, a disciplina de Português nos faz entender nossa língua e criar textos específicos, a História nos faz apossar de nossa essência, dando base para o presente e o porvir, a Educação Física deve capacitar o jovem a

compreender seu corpo e o movimento. Deve ainda ampliar seu leque de conhecimentos (esportes, lutas, ginásticas, dança, jogos e aventura) para que, ao se formar no Ensino Médio, esse jovem esteja apto a escolher qual prática corporal irá adotar ao se tornar agora cidadão. Indo mais longe, deve dar aptidão crítica para o jovem analisar o que a mídia divulga em relação às práticas corporais. Por isso, não se justifica tornar a disciplina optativa no Ensino Médio, ainda mais considerando-se o risco que essa condição pode significar para a área. Outra incoerência é o fato de o governo federal afirmar que incentiva a ampliação de escolas de tempo integral, passando de 800

para 1400 horas anuais de carga horária mínima, mas deixa de fora o componente curricular de que, segundo vários estudos, os alunos mais gostam. Além da estranheza causada pela “urgência” dessa MP, surgem outras questões: Que conhecimento possui quem decide? Com qual legitimidade? Quais os resultados das avaliações realizadas para se tomar tal medida? Quais as reais intenções por trás dessa MP? O que ela efetivamente poderá

contribuir para o aumento da qualidade do Ensino Médio no Brasil? Por que não houve consulta aos professores no processo? (DARIDO; DINIZ, 2016). Em razão dessas questões, da evolução que a Educação Física vem experimentando e do auxílio à formação da cidadania é que nos perguntamos: justo agora? * Doutor em Desenvolvimento Humano e Tecnologias e mestre em Ciências da Motricidade pela UNESP, Rio Claro. Professor titular da Metrocamp/DeVry.

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Com foco nos vestibulares, instituição conta com o Sistema Anglo de Ensino

Colégio Semear valoriza o hábito de estudar Depois de ampliar e adequar a sua estrutura física, disponibilizando um prédio novo de três pavimentos, o Colégio Semear conta hoje com 1.500 metros quadrados de área construída em três terrenos. Pioneira nos Ensinos Fundamental e Médio no distrito do Ouro Verde, a instituição, localizada no Parque Universitário, mantém o padrão de qualidade do Sistema Anglo de Ensino e agrega o programa “O Líder em Mim”, que torna a criança mais proativa e responsável. Em 2017, o Semear passa a oferecer curso de inglês para alunos e pais, através de uma parceria com a Sivas Language Academy. As novas instalações, segundo a direção do Semear, trouxeram mais espaço para o desenvolvimento do aprendizado, aumentando o conforto dos alunos. Única instituição do Ouro Verde que adota o Sistema Anglo de Ensino, o colégio contará, em 2017, com o segundo ano do ensino Médio, com foco na preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e para os vestibulares. O Sistema Anglo visa cinco pilares: a autonomia intelectual, a comunicação aprimorada, a organização do conhecimento, a participação social e o bom desempenho no Enem e aprovação nos vestibulares das universidades mais concorridas do país. O sistema ainda se preocupa em capacitar os professores, mantendo-os em contato com os autores do material

Espaço multiuso no novo prédio

Amplo playground


SUPLEMENTO EDUCAÇÃO 2016 didático. Para a direção do Semear, o Anglo é o melhor porque se renova sempre, de acordo com a evolução dos vestibulares. Aos alunos do período integral, o Semear oferece estrutura para que as crianças e os adolescentes tenham uma extensão do lar, com atividades pedagógicas, recreativas e sociais. Conta com uma psicóloga, que coordena o grupo de adolescentes em roda de conversa, além de disponibilizar atendimento individualizado. A escola é aberta e está preparada, inclusive, para atender crianças com necessidades especiais. A mantenedora Karina Dornelas ressalta que o Colégio Semear pensa no aluno em sua totalidade, proporcionando o desenvolvimento de suas potencialidades, através de diferentes projetos, que buscam a sua autonomia. “Nós valorizamos o hábito de estudar. Por isso, desde a educação infantil até o ensino médio, nossos alunos aprendem a aprender e a compreender a importância das lições de casa para a consolidação do aprendizado”, explica. O Líder em Mim Fundamentado em

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Frota exclusiva de vans para transporte de alunos de mais de 60 bairros

teorias do desenvolvimento humano e com impacto em toda a escola, “O Líder em Mim” é um processo de transformação comportamental para alunos e educadores. São conteúdos e metodologias voltados ao aprendizado de liderança, valores e competências fundamentais para o sucesso na escola e na vida. Ao trabalhar o comportamento, dian-

te de diferentes situações, o programa torna o aluno mais independente e confiante. Com isso, aumenta seu desempenho em sala de aula, nas atividades escolares e nas provas, além de propiciar melhor convivência em grupo. Assim, o aprendizado fica mais completo com impacto no bem-estar ao longo da vida.

Intercâmbio cultural A Sivas Language Academy está localizada em Indiana, em Chicago, nos Estados Unidos. Sua missão no Brasil é ajudar os alunos a alcançar seus objetivos educacionais e profissionais através do curso de inglês, no contraturno das aulas. A parceria com as escolas tem como objetivo tornar realida-

de o desejo de pais e alunos que queiram estudar o idioma inglês, inclusive nos Estados Unidos, de um modo acessível, seguro e intensivo, com boas acomodações e opções de turismo e diversão. O Colégio Semear foi fundado em 1994 e está localizado na Rua Aterlã, 93, no Parque Universitário. Telefones: 3266-5124 e 32244238. Site: www.semear colegio.com.br


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Excellent Global aposta no processo de “imersão” para aprendizado rápido

Escola de inglês prioriza a conversação Escolas de inglês estão por toda a parte, mas a maioria dos brasileiros encontra muitas dificuldades para aprender a falar fluentemente o idioma. A partir dessa constatação, o professor Marcos Shibuta criou a rede de escolas Excellent Global, cuja metodologia não-linear é baseada na filosofia japonesa conhecida como kaizen, que busca a qualidade através do aperfeiçoamento contínuo. Outro diferencial da escola é um processo de aprendizado chamado “Imersão”, um verdadeiro “intensivão”, capaz de fazer com que qualquer pessoa fale com fluência outro idioma num prazo de alguns meses. Em recente passagem por Campinas, onde ministrou o curso na unidade da Vila Marieta, Shibuta ponderou sobre as metodologias. “O grande erro das escolas de idiomas é ensinar primeiro a gramática e a escrita. Basta o aluno pensar que tem que construir corretamente as frases, de acordo com as regras gramaticais, para ele já ficar travado e não conseguir mais falar.

Com unidades em todo o Brasil e em muitos países, a Excellent Global aposta na eficiência da repetição, enquanto método de ensino. As lições são repetidas, seguidas vezes, até que o aluno as domine completamente. “É comprovado cientificamente que o cérebro é programado para esquecer. Por isso, é importante revisar ao máximo as lições. Quando a gente repete sempre um mesmo assunto, o cérebro entende que aquilo é importante e não esquece mais”, garante Shibuta. Professor Marcos Shibuta: metodologia não-linear Na nossa metodologia, o aluno fala a aula inteira, certo ou errado, mas sem medo de errar. Esse é o segredo, estimular o aluno a falar sem parar. Com o tempo, automaticamente, os erros serão corrigidos”, diz o professor. “Muitos brasileiros sabem mais gramática do que os próprios nativos da língua inglesa, o que é surpreendente. Ao mesmo tempo, não sabem se comunicar. Não sabem falar e,

por isso, não são entendidos em inglês”, constata a professora Mariana Nobre, uma canadense que foi criada no Brasil, tem dupla cidadania e sempre se dividiu entre os dois países. “Meus amigos canadenses falam com erros de gramática básica, mas lá ninguém se preocupa com isso. Eles não se incomodam como nós, brasileiros”, comenta a professora, que dá aulas no Rio de Janeiro pelo método da Excellent Global.

Imersão Para atender a urgência do mercado, que precisa cada vez mais profissionais que falem inglês com a fluência de um americano, professor Shibuta criou o processo denominado “Imersão”. E, como o próprio nome sugere, consiste num período em que o aluno “mergulha” em aulas intensivas, falando somente em inglês, pelo menos, oito horas por dia. Esse curso pode durar uma semana, um mês inteiro ou mais. “É como

se o aluno estivesse nos Estados Unidos, sem sair de sua cidade”, explica. “A nossa prioridade não é corrigir o aluno, mas fazer com que ele pratique a conversação. Assim, automaticamente ele saberá se virar em qualquer circunstância, mesmo sem saber 100% das palavras, assim como faz qualquer nativo”, diz Shibuta. O processo de “Imersão” é oferecido na própria escola ou em formato de retiro, quando o aluno sai da cidade e até mesmo do país com o único objetivo de aprender rapidamente o idioma. “A rapidez com que você aprende nesse processo de ‘Imersão’ é algo fantástico. Você se destrava e a fala flui de uma forma surpreendente”, avalia o gerente de vendas Edmar Horácio, que participou de um processo ministrado em Campinas, pelo próprio professor Shibuta. A Excellent Global está localizada na Avenida Angelo Simões, 715, Vila Marieta. Mais informações pelos telefones: 3325-0280 e 3231-0662. WhatsApp: 97414-4641.

A Influência dos pais na escolha profissional dos filhos Daniele Eloise S. Kobayashi *

Antes mesmo de concluir o ensino médio, os jovens se deparam com uma importante decisão e questionamento: por qual curso de graduação optar? Muitos fatores influenciam a escolha, entre eles: os valores, o conhecimento do mercado de trabalho, as características individuais, a situação econômica do país e, principalmente, a família. Por se tratar de um grupo com características peculiares, a família constitui um dos principais fatores que podem colaborar ou dificultar a escolha profissional.

Um dos grandes pesquisadores sobre o desenvolvimento humano, Jean Piaget, apontou em seus estudos que os valores morais, as representações do mundo e a identidade são construídos e constituídos por meio da interação da criança com o ambiente que convive. Assim, a relação com os pais e com outras pessoas próximas pode influenciar nas escolhas, na construção de valores e crenças, bem como na carreira. Os pais depositam nos filhos expectativas em diversos aspectos e, em especial, na escolha profissional. Muitos esperam que o filho escolha uma

carreira que ofereça reconhecimento ou grande retorno financeiro. No entanto, a expectativa pode resultar na falta da satisfação pessoal do jovem. Considerando tal cenário, é importante que os familiares acompanhem e orientem, mas que deixem espaço para o autoconhecimento dos filhos. Conhecer as habilidades e as preferências é o primeiro passo para escolher o curso de graduação. Também é possível recorrer ao apoio profissional, com a realização de testes vocacionais. Os responsáveis também podem, juntamente com os filhos, avaliar o mercado de

trabalho e analisar as competências e habilidades necessárias para determinadas profissões. O apoio e o acolhimento são imprescindíveis. Não ter a aprovação da própria família pode levar ao aparecimento de conflitos e dificuldades emocionais. Outro aspecto importante é a sinalização de que, mesmo depois da decisão tomada, existe a possibilidade de mudança e que a escolha profissional pode ser encarada como algo não definitivo. A decisão deve ser encarada apenas como mais uma etapa da vida e não como “questão de vida ou morte”. Tal percepção auxilia a

redução da cobrança e das críticas e fortalece as decisões. De modo geral, é importante reforçar que os pais podem e devem auxiliar na escolha profissional, por meio de orientações e esclarecimento de dúvidas. Porém, sobretudo, devem reconhecer e respeitar a opção dos filhos. * Daniele Eloise Silveira Kobayashi é graduada em Psicologia e Pedagogia, mestre em Saúde, Interdisciplinaridade e Reabilitação e coordenadora dos cursos de Pedagogia, Psicologia e Recursos Humanos da Faculdade Anhanguera de Campinas – unidade Ouro Verde.


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Para conscientizar o estudante sobre a importância de sua participação no processo de aprendizagem

Autonomia, proposta do Julio Chevalier Estimular a autonomia do estudante e cuidar do seu processo de aprendizagem é o foco da proposta pedagógica do Colégio Pe. Julio Chevalier, em 2016. Ao compartilhar “novos saberes e fazeres” de modo competente, atualizado, criativo e crítico, professores e alunos acompanham e vivenciam a modernidade com excelência, para a formação completa do futuro cidadão, tanto no aspecto intelectual como emocional. De acordo com a diretora pedagógica Maira Camargo, os estudantes estão cada vez mais exigentes e curiosos, ávidos pelo novo. “O saber técnico é cada vez maior na formação de nossos jovens, mas isso não é o suficiente para lhes garantir sucesso na vida adulta. É necessário mais do que isso. Precisamos prepará-los também para a convivência social, na qual os relacionamentos se estabeleçam, fortalecendo-os emocionalmente para que seu sucesso profissional se constitua”. A coordenadora pedagógica Simone Salomé diz que o processo de construção da autonomia na criança inicia-se na educação infantil e vai se ampliando no decorrer do ensino fundamental. “Com o apoio e a mediação da família e dos professores envolvidos em seu processo educativo, o desenvolvimento da autonomia nas crianças visa à compreensão de algumas rotinas diárias e atitudes relacionadas ao convívio com outras crianças e adultos, principalmente no ambiente escolar, permitindo a construção de uma personalidade saudável e segura, que possibilitará o desenvolvimento e a capacidade de resolver conflitos ao longo

Circo foi tema do Infantil e espetáculo circense encerrou a mostra cultural na quadra da escola

Ecologia, tema abordado pelo Ensino Fundamental

da vida”, diz. “Cabe ao professor ser agente motivador e incentivador deste processo, oferecendo um ambiente estimulador, associado à realidade do estudante, para que a ação educativa diária seja um constante desafio. É o educar para a vida e para o exercício da cidadania”, opina Simone. A orientadora educacional Sidemar Rossi acredita que o papel do professor no desenvolvimento desse processo é primordial, pois, “disciplina é liberdade”. “É o professor que escolhe o caminho das oportunidades e incorpora as habilidades e competências para a gestão de mudanças e de processos. Enquanto desenvolve seu papel de educador, prepara estudan-

tes autônomos, responsáveis e envolvidos com a aprendizagem, formando um ciclo de crescimento e autoestima que leva o jovem a manter uma disciplina geradora de liberdade. Liberdade também voltada para a produção e formação de opinião”, explica. Sidemar ressalta que a família participativa causa efeitos positivos no desempenho dos estudantes, que, por sua vez, tornam-se confiantes e sentem-se capazes de desempenhar seu papel. Ela acredita que “com uma estrutura moderna e completa, uma base sólida, qualificada e trabalhada com muito carinho, a escola proporciona ao estudante a excelência na busca do conhecimento científico, além de

Crianças pintaram palhaço

agregar valores morais que fazem a diferença”. MOSTRA CULTURAL A mostra cultural, realizada anualmente no Colégio Pe. Julio Chevalier, propõe ao estudante a exposição de sua aprendizagem, de forma prática e autônoma, trabalhando também coletivamente na construção do conhecimento. Este ano, a turma do Infantil desenvolveu o tema circo e usou formas e cores para criar o ambiente circense. O maternal trabalhou os personagens e a vida mambembe, enquanto o Pré mostrou o “circo legal”, sem animais maltratados. E no dia da mostra, artistas circenses fizeram um espetáculo aberto para alunos,

Diretora Maira Camargo

pais e convidados. Os alunos do Ensino Fundamental trabalharam o tema Ecologia. Cada série abordou subtemas como a preservação ambiental, a biodiversidade, alimentação saudável, sem esquecer a História. Eles pesquisaram grandes obras (filmes e livros), destacando ainda a tragédia ecológica e a reconstrução de Mariana (MG). Em 2017, o Ensino Médio volta ao Colégio Pe. Julio Chevalier, reestruturado com foco nos preparativos para os exames do Enem e vestibulares. Uma das novidades será a plataforma Geekie, que disponibilizará conteúdos ao aluno, via celular, tablete e outros meios tecnológicos.


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Atividade é extracurricular no Colégio Doctus, mas desperta especial interesse dos alunos

As novas tecnologias, através da Robótica Ao adotar a Rede Pitágoras como sistema de ensino em 2013, o Colégio Doctus firmou parceria também com o Lego Education para garantir aos seus alunos o desenvolvimento das habilidades em novas tecnologias, através da disciplina Robótica. Desde então, alunos a partir do Ensino Fundamental desenvolvem projetos mecatrônicos, de acordo com a sua faixa etária, em ambientes de eletrônica, informática e mecânica, com acompanhamento de professores treinados. A professora Andrea Garcia lembra que, a partir do segundo ano, as crianças com idade entre 8 e 9 anos têm o primeiro contato com as peças, que incluem miniaturas encaixáveis de verdadeiros itens de robótica, como parafusos, eixos, rodas, motores e sensores. A partir do reconhecimento das peças e da sua utilidade, os alunos partem para as montagens mais simples, como, por exemplo, uma vara de pesca, que pode ter até motor, mas sem programação. O kit de peças utilizado possibilita uma infinidade de combinações, sendo possível montar robôs bípedes de verdade, que depois podem ser programados para executar ações. Eles andam, param, reconhecem distâncias e cores. Com o tempo, os alunos são preparados para participar do Torneio First Lego League (FLL), promovido anualmente pelo Serviço Social da Indústria (Sesi). O objetivo desta competição intercolegial é desenvolver habilidades nos campos da ciência e tecnologia a partir de

Robótica desperta interesse de meninas e meninos, mesmo sendo uma atividade extracurricular

Crianças começam a ter contato com as miniaturas encaixáveis a partir dos oito anos

contextos do mundo real. Para o professor Flávio Aranha, a participação no torneio é importante porque envolve os alunos por cerca de cinco meses, entre pesquisas e montagens, período em que eles são responsáveis por tudo, inclusive pelos recursos financeiros que precisarão para pagar todas as despesas. Cada técnico (professor) leva 10 alunos, entre os que gostam de programar, pesquisar e também brincar, pois todos terão sua função. “A-

Professores Andrea Garcia e Flávio Aranha

pesar de ser uma competição, o evento inspira o coleguismo e existe muito respeito entre as equipes, o que é saudável para a formação das crianças e dos adolescentes”, observa Aranha. Extracurricular No Colégio Doctus, as aulas de Robótica são lecionadas também pela professora Ezalina de Cássia Grandolfi, responsável pela quarta e quinta séries. As atividades ocorrem em uma aula dupla por semana e é uma matéria extracurricular. Mesmo assim, desperta muito interesse nos alunos. Ninguém será reprovado na disciplina, mas o aluno pode ser salvo por ela, caso precise de nota em outras disciplinas. Ele pode ganhar um ponto na média, se apresentar um bom desempenho em Robótica. O Colégio Doctus tem duas unidades em Campinas São Bernardo e Chapadão - e oferece turmas de educação infantil e de ensinos fundamental e médio. Mais informações no site: colegiodoctus.com.br ou pelos telefones: 3579-4501 e 3342-9481.


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Caderno Educação 2016 - Via Amoreiras novembro 2016 - parte 2