Page 74

72  •  universo periférico

Cooperifa na Escola Já faz algum tempo desde que Sérgio resolveu expandir a área de atuação da Cooperifa. O sarau, que antes era limitado ao boteco do Zé Batidão, invadiu as escolas públicas em 2007. “Nesse curto período de Sarau nas escolas nós falamos poesia para mais ou menos quatro mil pessoas de várias comunidades da periferia, e boa parte delas viraram frequentadores do Sarau da Cooperifa, mas o que mais marcou a gente foi a alegria dos professores nesses encontros” lembra Vaz. A ideia de expandir o sarau para outras áreas, como as escolas, surgiu aos poucos. Primeiro, Sérgio criou um outro evento literário em Taboão da Serra, chamado “Café Literário”. Durante o ano em que este sarau aconteceu, muitas escolas faziam visitas frequentes às apresentações. “Sem perceber, a poesia estava voltando para casa”, conta Vaz. Com o fim destes encontros literários em Taboão da Serra, Sérgio continuou com a ideia de manter os versos próximos às salas de aula. Foi então que o Sarau da Cooperifa passou a visitar as escolas públicas da região, todas as terças-feiras com um bonde de, aproximadamente, 15 poetas. “Novamente foi muito bom ter o contato com os alunos, pois na periferia a palavra poesia, ou poeta, parece coisa de estrangeiro ou extra-terrestre: as pessoas já ouviram falar, mas não sabem se existe”, Vaz escreveu no livro Cooperifa. Uma das escolas pelas quais passou o bonde da Cooperifa é a EMEF (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Mauro Faccio Gonçalves Zacharias, popularmente conhecida como Zacharias – nome escolhido pela comunidade em homenagem ao falecido humorista do quarteto “Trapalhões”. A responsável pelo projeto de poesia desenvolvido na Sala de Leitura da escola é Socorro Lacerda, de 51 anos. Ape-

Universo Periférico  

O ponto final aponta para um novo começo COOPERIFA

Universo Periférico  

O ponto final aponta para um novo começo COOPERIFA

Advertisement