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42  •  universo periférico

Will acredita que a Cooperifa é capaz de mudar a maneira de muitas pessoas enxergarem o universo a sua volta, desde que esta seja a vontade delas. “Quando a pessoa vem aqui, para, conversa e fala sobre um livro, dá para perceber que ela está antenada, que se informa. Então eu vejo a mudança nesse sentido, as pessoas que chegam aqui procuram se informar mais, porque estão sendo influenciadas a ler. Esse é um sinal de que a pessoa está interagindo e buscando por mudanças. A pessoa que vem aqui disposta a aprender muda sim, muitas já mudaram”, reflete o jovem. Will também é uma dessas figuras que tiveram a vida transformada de alguma forma por meio de palavras rimadas. “Depois que eu comecei a curtir rap passei a ter opinião, passei a ter mais senso crítico das coisas. E eu também descobri um novo jeito de me expressar, de dizer o que eu penso”, revela. Assim como Will, Rose Dorea também aprendeu muito durante os dez anos de sua vida que compartilha com a Cooperifa. A mulher, de personalidade forte e sorriso gentil, não é apenas a Musa do sarau, mas também uma espécie de mãe para todos que frequentam o bar do Zé Batidão. É ela quem recepciona os visitantes e apresenta alguns dos poetas que participam dos recitais. “Eu acho que existe a Rose antes da Cooperifa e a Rose depois da Cooperifa. Porque eu sou uma pessoa de personalidade forte, do tipo que grita primeiro e pede desculpas depois. E a Cooperifa me deu mais paciência. Não vou dizer para você que eu sou uma pessoa totalmente centrada hoje, porque eu vou estar mentindo. Mas estou um pouco mais sossegada agora. A Cooperifa me trouxe isso”.

Universo Periférico  

O ponto final aponta para um novo começo COOPERIFA

Universo Periférico  

O ponto final aponta para um novo começo COOPERIFA

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