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poder de transformação  •  41

moro aqui... Tudo o que eu faço é pensando em mim, na minha família”. Apesar de não se considerar e de não querer ser referência, não há uma figura sentada ou em pé no bar do Zé Batidão que não olhe para Sérgio Vaz com olhos iluminados de admiração. A musa da Cooperifa, por exemplo, a imponente Rose Dorea, não poupa elogios ao amigo e ídolo. “Sem dúvida nenhuma, Sérgio Vaz é uma das minhas inspirações. Porque é meu amigo, é meu irmão. Eu falo que ele é o irmão que eu escolhi para a minha vida. Ele é um exemplo como pessoa, é um autodidata. É um cara que não tem faculdade, mas ele sabe de tudo. Dá até raiva!”, brinca. A concepção de simplicidade e modéstia, seguidas por Sérgio, foram transferidas para a Cooperifa – que apesar da popularidade, continua sendo o espaço comunitário da periferia. “O que traz as pessoas aqui são a simplicidade e a união. Se você olhar para as mesas vai ver que elas são dispostas juntas. Isso tem um motivo, que é aproximar as pessoas, mesmo as que não se conhecem. Se você for a um bar em Moema, por exemplo, cada mesa é uma ilha, um universo particular. Aqui não. Aqui todos ficam juntos”, revela. Um bar, um microfone, um amplificador de som, muitas pessoas e um sonho em comum. A receita é simples. Parece pouco, mas são estes os elementos que, juntos, são capazes de transformar realidades. O rapper Willian Oliveira Santos, conhecido pelas quebradas como Preto Will, é integrante da Cooperifa e do grupo de rap Versão Popular. Desde que Will descobriu esse pedacinho de poesia na periferia, se juntou aos organizadores do sarau e faz questão de participar desse evento. “Eu cantava no coral da igreja antes de entrar para o Versão Popular”, conta.

Universo Periférico  

O ponto final aponta para um novo começo COOPERIFA

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