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MONTE PITTMAN «The Power Of Three» (Metal Blade) Se vos disser que Monte tocou com Madonna em várias tournées, provavelmente, estarão a pensar que serei maluco e estou no gozo. Não posso estar a “falar” mais a sério! Sendo assim, «The Power Of Three» é um álbum deveras “musculado” e agressivo, por vezes “negro” com predominância para o talento natural de Pittman na guitarra e produzido por quem produziu «Ride The Lightning», «Master of Puppets» e «… And Justice For All», … Flemming Rasmussen. Não é o típico álbum shredd de guitarra e/ou correrias desenfreadas. Os riffs são excelentes, muito diretos e os solos, como é óbvio, são magníficos. Têm mesmo que ouvir isto… muito bom, sem dúvida! Como já escrevi Rasmussen é o produtor e não será difícil perceber as influências que se fazem notar na música. Por exemplo, em “A Dark Horse” que abre o álbum de uma forma espetacular: começa com um riff acústico deixando antever que é só uma questão de (pouco) tempo até começar “a partir”… e assim é. O massacre continua com “Delusions Of Grandeur”, no entanto, os temas seguintes fazem-nos “descansar” um pouco e aqui – chamem-me maluco – Monte “descamba” um pouco para o “território” dos Alice in Chains. Aquelas harmonias na voz não enganam ninguém. Chegamos a “Before The Mourning Sun”, introdução com um riff em tapping e depois, mais uma vez, a influência de Rasmussen e de velhos trabalhos faz-se notar. O Old School Thrash Metal não podia faltar com “Missing” e o fim chega de forma magnânime com “All Is Fair in Love and War” que resume em treze minutos tudo o que é «The Power of Three». [8/10] Eduardo Ramalhadeiro NOVERIA «Risen» (Scarlet Records) Ultimamente a nação Italiana tem feito nascer alguns lançamentos bastante interessantes. Neste número destaco os Noveria. Apesar de ser um álbum de estreia, os seus membros têm já uma vasta experiência. Emanuele Casali dos excelentes e também Italianos DGM e Astra, Andrea Arcangeli dos DGM e Solisia ou Francesco Mattei ex-Baton Rogue Morgue nas guitarras. Em conversa aberta com alguma malta da Versus comentámos que há muito tempo não se ouvia um álbum tão bom de Power Metal. No entanto, isto não é aquele Power típico das bandas germânicas, muito linear e de alguma forma previsível. É algo mais técnico e trabalhado – Se quisermos ser um pouco controversos, diria uma evolução (?). Se por acaso lerem a biografia da banda eles gostam de apelidar o seu género de “Catastrophic Metal”, o que quer que isso seja. Para manter a minha coerência e porque não, controvérsia, eu apelidava de Power Metal Progressivo, assim muito ao género de SymphonyX ou Pagan’s Mind. Bem, géneros e rótulos à parte os Noveria tocam que se fartam, excelentes tecnicamente e descarregam uma potente “Alta Voltagem” sonora, melódica e que cativa logo à primeira audição. O álbum abre com dois temas muito fortes. Hiper-melódicos, desenfreados e cativantes: “Risen” e “Downfall”. “Fear” é demoníaco… riffs fantásticos! Os outros temas seguem um pouco a mesma linha mas, definitivamente, devem prestar mais atenção aos mencionados. O que estou a tentar dizer é que devem ouvir estes Italianos… A.S.A.P.! [8.5/10] Eduardo Ramalhadeiro OCTOBER FALLS «Kaarna» (Debemur Morti Productions) Quem tenha ouvido ou conheça os três álbuns anteriores dos October Falls, tem de ter calma e mente aberta quando ouvir «Kaarna». Para quem decidir ouvir os October pela primeira vez, a começar por este álbum, devo dizer que eles não são assim. Não é que seja mau mas é… diferente. O estilo musical da banda é uma simbiose de Black Metal com interlúdios acústicos e atmosféricos. «Kaarna» não é mais que uma compilação de todo o material acústico gravado até à data. Portanto, já sabem de antemão o que vão ouvir e por isso, algo tão diferente pode suscitar as mais diversas

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Versus Magazine #31 Junho/Agosto 2014  

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