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desta remasterização soa igualmente a novo e fresco. É bom ouvir este disco! É refrescante! Isto porque as guitarras são geniais, com solos acutilantes e longos, aliados a uma bateria que sabe o que faz – ora lenta, ora rápida, mas sempre no sítio. O baixo pulsa lá atrás e dá profundidade à música. E a voz traz consigo a frieza da Suécia. Tenho a certeza que os ouvintes mais novos vão ficar de queixo caído. E os mais velhos vão ficar igualmente espantados com esta sonoridade tão fresca. Um disco que merece o seu devido destaque e celebração. [9/10] Victor Hugo

MEKONG DELTA «In a Mirror Darkly» (Steamhammer/SPV) Na minha mui modesta e humilde opinião, os Mekong Delta, a par dos Savatage, devem ser das bandas mais subvalorizadas na história do Metal. Muito activos durante a segunda metade da década 80 até à primeira de 90, os MD lançaram um punhado de excelentes álbuns: «The Music of Erich Zann», «The Principle of Doubt» ou « Dances of Death (And Other Walking Shadows)», só para citar três. Depois veio um interregno de 11 anos e como já sabemos, após estas paragens, seja por devaneios em projectos paralelos ou porque a banda, simplesmente acabou, há um regresso. Como é óbvio, esses regressos nem sempre resultam bem mas os MD foram terrivelmente competentes com «Lurking Fear». Não defraudaram os fãs mais ávidos e continuaram a fazer boa música. Estes Germânicos são uma banda com uma sonoridade muito própria que foi predominando com o passar dos anos. «In a Mirror Darkly» dá continuidade ao conceito (não musical mas temático) de «Wanderer on the Edge of Time». O seu Thrash Progressivo é único e complexo, combina na perfeição elementos e arranjos clássicos, interlúdios melódicos que contrastam com melodias e riffs Thrashianos um pouco mais obscuros. Algo que me continua a impressionar sempre que ouço os Delta é a forma como fazem a ligação entre estes diferentes elementos e tudo isto se reflecte na magnífica composição dos temas. Mas isto é algo que já vêm fazendo desde os seus primórdios, portanto, nada de novo. Martin LeMar impressionou-me com as suas harmonias na voz, assim como o pulsar e a sonoridade do baixo. Muito bom! Se vivem na obscuridade e não conhecem os Mekong Delta têm aqui uma excelente oportunidade de se aproximarem da luz e descobrirem uma banda cheia de personalidade e classe! [9/10] Eduardo Ramalhadeiro

MICHAEL SCHENKER & FRIENDS «Blood Of The Sun» (Collecorts Dream Records) Está quase tudo dito no próprio nome de capa da banda: Michael Schenker e amigos. Falta só acrescentar “ … e covers de clássicos do rock/metal”. Este é um trabalho de amigos para os fãs do metal em geral e em particular, com especial apresso, os fãs de Michael Schenker. Temos assim, um excelente álbum de covers de grandes clássicos do metal e rock, tocados exemplarmente pelo Michael Schenker e cantados por um cem número de cantores convidados. A genialidade deste álbum é que nem parece um de covers, dado o cunho musical inferido por Schenker em cada canção escolhida, conseguindo assim que cada peça musical, cada uma com o seu espírito da banda original lá bem vincado, consiga sobrepor-se e ressair a característica musical própria do músico germânico. Brilhante! Acrescento mais, bombástico! Destaco “Out In The Fields”/ Gary Barden, uma portentosa cover do original de Gary Moore, “Doctor Doctor”/Jeff Scott Soto dos UFO, “War Pigs”/Tim “Ripper” Owens, a mágica música dos Black Sabbath, aqui numa potentíssima versão com o “senhor covers itselft” ao comando, numa performance exemplar, “Money”/ Tommy Shaw dos Pink Floyd e “Hair Of The Dog”/Paul Di’Anno dos Gun N´Roses. Como extras, ainda temos duas versões instrumentais de “Doctor Doctor” e “War Pigs”. Bem delineado e equilibrado, «Blood of the Sun» é uma excelente e interessante abordagem a muitos dos clássicos que fizeram (e fazem) a música de hoje. [8/10] Carlos Filipe

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Versus Magazine #31 Junho/Agosto 2014  

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