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das que agora figuram nele. Os temas eram os mesmos, mas o estilo era muito diferente – mais propriamente, errado. Tinham um ar frio e deprimente. Depois de ter trabalhado algum tempo com o Marcus e de termos discutido a minha proposta inicial, abandonei por completo essas primeiras imagens. Voltei ao álbum e acabei por apreender o lado morno e positivo das canções e criar as imagens que me permitiriam passar essa mensagem a quem comprar o álbum. Então o Marcus deu-te uma ajuda. Ele ajudou-me dando-me palavras-chave que tinha em mente para cada uma das canções, para traduzir o sentimento ou a cena descritos nas letras ou nos padrões de cor. Foi uma coisa estranha: por um lado, ele tinha uma imagem específica em mente para cada uma das canções, mas, por outro, estava sempre a dizer-me para eu fazer o que me parecesse melhor e achava sempre bem o que eu fazia. É por isso que adoro trabalhar com ele. Como é que ele te encontrou? Encontrámo-nos numa festa. Passámos bastante tempo a falar

e chegámos à conclusão de que tínhamos muito em comum: certas experiências na (e com a) vida e os nossos gostos musicais. Gostou do meu trabalho e, portanto, pediu-me para eu fazer um desenho para uma tshirt relativo a «Agape» pouco depois deste nosso primeiro encontro.

Que técnicas usaste para produzir estas ilustrações tão belas? Fico contente por teres gostado. Basicamente usei a mesma técnica que o Marcus no artwork de «Agape», porque me pareceu que seria uma boa forma de ligar este álbum ao anterior. É uma técnica que assenta na inversão de cores, o que as torna

Versus Magazine #31 Junho/Agosto 2014  
Versus Magazine #31 Junho/Agosto 2014  

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