Page 39

que fizeste e no que constituem essas versões? Muito simplesmente, não me apeteceu passar 6 meses a trabalhar no som básico do álbum, com bateria acústica, para depois virem esses pretensiosos e tirarem-me tudo. Portanto, fi-lo tão alto como a maioria dos CDs que circulam por aí. Não me apetecia andar por aí a defender-me dos meus amigos, dizendo “Soava muito melhor, antes de eu limitar”, ao que eles responderiam “Pois!”. Portanto, decidi mostrar como soava de forma extraordinária, quando era misturado para soar de forma extraordinária, sem ter de pensar em como a minha mistura “reagiria” ao facto de lhe retirarem muitos dB’s. Porque mesmo o melhor limitador do mundo não pode alterar o facto de que, para aumentar o volume sem distorção, tens de começar a fazê-lo no momento da mistura e, neste caso, foi o som (potência) da bateria o mais afetado. Portanto, mantive uma pista com a mistura e simultaneamente, outra com os níveis puxados com o limitador, no entanto, reduzia na mesma proporção o ganho do limitador comparado com o volume que lhe ia adicionando e comparava sempre com a “mistura do vinil”. Tinha também, uma pista para extras da bateria que adicionava à versão limitada e tentava emular o mais possível a “pancada” da mistura do vinil o máximo que conseguia.

o Vinil. Achas que o caminho é CD “Alto” e Vinil “Dinâmica”? Haverá espaço para os dois ou isto seria admitir que o problema existe e a nossa guerra ficaria perdida? Por mim, como deves depreender acabava-se com esta merda do “Alto”, pura e simples. Gostaria muito de assistir a uma nova “dinamização” do CD. Portanto, que o CD e o vinil sejam os formatos que permitem a uma mistura soar fantástica e o mp3 o formato para os consumidores que “se estão a borrifar para o som”. Seria uma looooooonga história. Mas estou a fazer o que posso para fazer com que todos tomem consciência do facto de que estamos a matar a música sem nenhuma razão válida para o fazer… Nunca houve equipamentos tão bons como os que existem atualmente ou formatos de gravação de melhor qualidade, mas nós estragamos tudo nos momentos finais do trabalho… que mundo estranho…

Uma das figuras mais proeminentes do Metal, Lars Urlich, teve esta afirmação acerca da Loudness War e do pedaço de merda que foi a produção/mix do “Death Magnetic: “Ouçam, não há nada de errado com a qualidade do som. Estamos em 2008 e é assim que se fazem discos. A tarefa de Rick Rubin [Produtor] é fazer com Algo que admiro muito é que o vinil nunca desa- que soe “vivo”, que soe alto, excitante e que faça salpareceu e vejo outra coisa com curiosidade: cada tar as colunas. Como é óbvio ouvi várias pessoas a vez mais se lançam álbuns em CD em conjunto com queixarem-se. Mas nos últimos dias estive a ouvi-lo no meu carro e soa que é um espetáculo.” Dois factos: Os Metallica são uma das minha bandas favoritas e o Lars não é, de forma alguma, um grande baterista. Com estas afirmações demonstra, ainda, que é algo ignorante e tenta esconder algo que está à vista de toda a gente: DM é um pedaço de merd@ e cada frase que diz só pode ser uma piada. Poderia estar a enumera-las mas acho que não vale a pena, por si só já se contradizem todas. Eu pedir-te-ia um comentário, mas como é óbvio, está à vontade para escreveres: “No comments”  Eu comento por ti. Não tenho a certeza de ter compreendido bem o que aconteceu nesse álbum, mas parece-me que já havia distorção durante a gravação e que isso se nota no CD. Não devem ter ouvido com a necessária atenção o que estavam a produzir. Uma história bem estranha! Há uns tempos ajudei a irmã da minha mulher e o marido dela ligar um receiver ao novo sistema de som e pedi-lhes que me passassem um CD, para eu o pôr a tocar e verificar se estava tudo em ordem, ajustar o som do sub-woofer etc. Eles disseram “Temos aqui o novo dos Metallica” e eu respondi “Porreiro…” Como era uma produção milionária, pareceu-me que seria 39

Versus Magazine #31 Junho/Agosto 2014  
Versus Magazine #31 Junho/Agosto 2014  

DOWNLOAD: www.mediafire.com/download/c12c7566sv2t687/Versus%2331.pdf#31.pdf

Advertisement