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ENVIA UMA SMS COM O TEXTO FOR VERSUS PARA O NÚMERO 68307 E HABILITA-TE A GANHAR UMA EPIPHONE ZV EB BLACK SIGNATURE ZAKK WYLDE

CUSTO DA MENSAGEM: 2 EUROS

NOTA IMPORTANTE : A GUITARRA QUE TEMOS PARA OFERECER NÃO POSSUI NENHUM PADRÃO, SENDO ELA PRETA EM TODA A SUA TOTALIDADE. A EPIPHONE ZV EB BLACK NÃO CORRESPONDE À IMAGEM EXIBIDA.

REGULAMENTO Os presentes termos e condições regulam o Passatempo “EPIPHONE ZV EB BLACK”, com início a 9 de Março de 2010 e termo a 30 de Junho de 2010, promovido pela Versus Magazine, com sede em Ovar. O passatempo é válido apenas para residentes em Portugal. O vencedor será escolhido mediante um sorteio, a ter lugar no termo do concurso. Os números pelos quais enviaram a SMS serão sorteados, sendo o vencedor contactado para confirmar a morada, para receber a guitarra em mão ou via CTT. Quantas mais mensagens enviares, mais hipóteses tens de ganhar. Price: 2.00EUR Support: +351256872049 | joel@elementosasolta.pt Mobile Payment by pt.fortumo.com


VERSUS MAGAZINE A/C Joel Costa VERSUS MAGAZINE Rua Adriano Correia Oliveira 153 1B 3880-316 Ovar Telem.: 933 454 462 Web: www.versus-magazine.com E-Mail: geral@versus-magazine.com MySpace: /versusmagazine Twitter: /versusmag PUBLICAÇÃO MENSAL Download Gratuito DIRECÇÃO Cátia Cunha Joel Costa EDITOR-CHEFE Joel Costa EDITOR Ernesto Martins GRAFISMO ELEMENTOS À SOLTA, LDA www.elementosasolta.pt COLABORADORES André Monteiro; Carlos Filipe; Cristina Sá; Dico; Ernesto Martins; Henrique Pinto; Jorge Ribeiro de Castro; Paulo Eiras; Paulo Martins; Pedro Almeida; Pedro Sá; Rui Vigo; Teresa Pereira FOTOGRAFIA Créditos nas Páginas PUBLICIDADE geral@versus-magazine.com

PROCURAMOS Procuramos por colaboradores para ajudar no desenvolvimento da Versus Magazine. Queres fazer entrevistas? Redigir reviews de discos ou concertos? Queres ajudar-nos a rever os textos? Fazer traduções? Redigir notícias? Contacta-nos! geral@versus-magazine.com Todos os direitos reservados. A VERSUS MAGAZINE está sob uma licença Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Não a Obras Derivadas 2.5 Portugal. O utilizador pode: copiar, distribuir, exibir e executar a obra Sob as seguintes condições: Atribuição. O utilizador deve dar crédito ao autor original, da forma especificada pelo autor ou licenciante. Uso Não-Comercial. O utilizador não pode utilizar esta obra para fins comerciais. Não a Obras Derivadas. O utilizador não pode alterar, transformar ou criar outra obra com base nesta.

Este mês a Versus Magazine vem com um formato renovado, quer no design, quer nos seus conteúdos. A partir deste mês iremos abordar com mais intensidade o metal existente no espectro mainstream, contudo não esqueceremos o underground. Em vez de retirarmos espaço, vamos passar a contar com edições maiores. Devido a parcerias estabelecidas com editoras internacionais, as capas já não vão contar sempre com uma banda portuguesa. Estas parcerias vão fazer também com que a partir desta edição, e contra àquilo que tenho vindo a defender, as reviews terão que ter uma pontuação de 0 a 10. A equipa também tem novos membros albergados e vamos fazer o possível para trazer aos nossos leitores cada vez mais e melhores edições. Ajudem-nos com os vossos downloads e vejam os passatempos deste mês.


bandas açorianas procuram concertos

Summoned Hell e Neurolag são duas bandas açorianas à procura de concertos no continente. São necessárias salas para acolher estes nomes no mês de Maio, bem como bandas do dispostas a partilhar o palco para proporcionar noites bem pesadas. As bandas não querem cachet, pedindo apenas boas condições em troca. Quem tiver interesse contacte: geral@metalicidio.com

morbid death em estúdio A comemorar 20 anos de carreira, os açorianos Morbid Death entraram no estúdio Total New Trax, em São Miguel, para gravar um novo EP. Com um registo baseado na sonoridade dos anos 90, «Madness», «One Of A Kind», «Absense Of Light», «Abomination» e «Damaged» são os temas que irão figurar neste registo, com produção a cargo de José Miranda e Carlos Rijo.

heavenwood

regravam maqueta Os Heavenwood decidiram regravar a sua maqueta de estreia, originalmente editada em 1994, quando a banda se dava pelo nome de Disgorged. Os quatro temas, agora com adaptados à nova sonoridade da banda, estarão disponíveis para download gratuito no MySpace da banda.

caliban

de volta a portugal Os Caliban, banda originária da Alemanha, estão de volta ao nosso país para um concerto no Revolver Bar, em Almada, no dia 30 de Abril. Juntam-se a eles os suecos Raised Fist. Custo dos bilhetes: 20 EUR.

universal tongue novos lançamentos

w.a.k.o. «The Road Of Awareness» Será este o título do segundo trabalho de originais dos W.A.K.O. «The Road Of Awareness» encontra-se já na fase final de produção, estando esta a cargo de Josh Wilbur, em Nova Iorque. Entretanto, podem ouvir um preview do novo álbum no MySpace oficial da banda.

A editora portuguesa Universal Tongue tem disponíveis dois novos lançamentos para encomendas. O primeiro é o álbum «Pretty Magoo Cancer», do projecto de black metal/noise Borbdingnagian, lançado em conjunto com a Perpetuam. O segundo é om CD-r em regime de split dos projectos Aurvandil e While Sad Spirits Around Me Stroll, disponível em discos de 3” embalados em caixa de DVD, numa edição limitada a 50 cópias.

estas e mais notícias em www.versus-magazine.com


headstone em estúdio

Os Headstone vão entrar em estúdio no próximo dia 1 de Maio, para gravar o seu primeiro álbum de originais, cujo título será «I Am All». As gravações do sucessor do EP «Within The Dark» irão decorrer no estúdio Soundvision, estando a produção a cargo de Paulo Lopes e da própria banda.

burning memories optimus alive 2010

alice in chains e faith no more A decorrer entre os dias 8 e 10 de Julho em Oeiras, o festival Optimus Alive! 2010 acaba de confirmar a presença dos Alice In Chains e dos Faith No More. Ambos actuam no dia 8 e o custo dos bilhetes para o festival é de 50€ por um dia ou 90€ pelos três dias.

seven stitches

apresentação de disco «When The Hunter Becomes The Hunted» é o nome do disco de estreia dos alentejanos Seven Stitches. O álbum irá ser apresentado ao vivo no Music Box, no dia 25 de Março. O concerto começa às 22h e contará ainda com a presença dos Switchtense e dos Bleeding Display.

oeiras band sessions concurso de bandas

Oeiras Band Sessions é o nome do novo concurso de bandas, levado a cabo por Oeiras. O prémio dá direito a uma sala de ensaios gratuita, bem como a gravação de um CD. As inscrições a bandas ou músicos do conselho estarão abertas até dia 15 de Abril.

concerto de apresentação No passado dia 5 de Março, os Burning Memories apresentaram ao vivo «Exercise Your Demons», o seu novo EP. O concerto foi dado no Pestinha Bar tendo a primeira parte ficado assegurada pelos Cryptor Morbious Family e pelos A Peaceful Chaos.

demonium

debate underground Hugo Guerreiro, autor do blog Demonium, está a promover um debate sobre a imprensa e a música. Todas as quintas feiras é publicada uma entrevista, estando a última já disponível, com a presença de Rui Marujo, editor da zine «Morde Essa Bolacha». A não esquecer de conferir as actualizações, todas as quintas-feiras em

www.abcdemonium.blogspot.com.

annihilation

novo myspace online O novo myspace dos Annihilation está agora online! Além do novo design, estão também duas músicas do novo disco disponíveis para audição. www.myspace.com/annihilationmetal


deftones novo vídeo

«Rocket Skates» será o novo vídeo dos Deftones. Ainda em fase de edição, tem o seu lançamento agendado para as próximas semanas. O tema integra o novo álbum «Diamond Eyes», a ser editado no dia 18 de Maio.

the fall of troy o fim

Depois de 8 anos de carreira e 4 álbuns lançados, os The Fall Of Troy decidiram pôr um termo à sua carreira.

chris adler produtor

Chris Adler, baterista dos Lamb Of God, irá produzir o novo álbum dos This Or The Apocalypse, juntamente com Josh Wilbur (Avenged Sevenfold). O álbum será editado pela Good Fight Music.

as i Lay dying rammstein rock in rio

E aí está o dia de “rock mais pesado” do Rock In Rio será o ultimo dia 30 de Maio e contará para já com RAMMSTEIN e MOTORHEAD no palco mundo. A banda alemã mais bem sucedida de sempre voltará a Portugal depois do memorável concerto que deram no passado 8 de Novembro no Pavilhão Atlântico. Relembra-se que o Rock In Rio este ano decorrerá nos dias 21,22,27,29 e 30 de Maio no Parque da Bela Vista em Lisboa.

evanescence em estúdio

Os Evanescence irão entrar em estúdio com o produtor Steve Lillywhite (U2, Rolling Stones) para gravar o terceiro álbum de originais, tendo este data prevista de lançamento para o final de 2010.

novo álbum

Actualmente em processo de mistura, «The Powerless Rise» será o título do novo álbum dos As I Lay Dying. O seu lançamento está previso para Maio, pela Metal Blade Records.

theather of tragedy fim anunciado

Os Noruegueses Theather Of Tragedy anunciaram o fim de 17 anos de carreira. Segundo a banda, a razão deve-se à dificuldade na conciliação dos compromissos da banda e das vidas pessoais de cada um dos membros. O último concerto será no dia 2 de Outubro, na Noruega.

demon hunter novo tema online

«Just Breathe» é o nome do novo tema dos Demon Hunter. A música, retirada do próximo álbum «The World Is A Thorn», pode ser ouvida no MySpace oficial da banda.


drowning pool artwork revelada

Foi divulgada a cover do auto-intitulado novo álbum dos Drowning Pool. Este novo registo sairá em Abril pela Eleven Seven Music.

veil of maya novo tema

youtube rob zombie

sick bubblegum

Os Veil Of Maya publicaram no seu MySpace um novo tema, intitulado «Unbreakable».

joey jordison

baterista de rob zombie Joey Jordison, baterista dos Slipknot, foi anunciado por Rob Zombie como novo baterista de tour da banda, a ter lugar durante a Primavera e o Verão deste ano. Joey Jordison foi contactado por John 5, guitarrista da banda, que ao perguntar-lhe se conhecia alguém para ocupar o lugar, o mesmo respondeu “Sim, eu!”. Os detalhes da tour de Rob Zombie serão anunciados no MySpace e no Site Oficial.

COLABORA CONNOSCO!

http://www.youtube.com/watch?v=0viDab5XSRg

finntroll solsagan

Estamos sempre à procura de novos colaboradores para diversas áreas. Se tens interesse em juntar-te à equipa da Versus Magazine, consulta as funções disponíveis para candidatura e contactanos através do e-mail: geral@versus-magazine.com -

Responsável por Revisão de Texto Jornalistas (Entrevistas + Artigos) Redacção de Reviews (Discos e Concertos)* Redacção de Notícias no Blog Redacção de Notícias para a Revista Colunistas

*A Versus Magazine faculta CD’s para review e creditações para concertos.

http://www.youtube.com/watch?v=mkVwA__Fk9g


Rock in Rio 2010 - 6 bandas já confirmadas para o dia mais “Heavy” No dia 30 de Maio, precisamente a fechar o Rock in Rio 2010, vai ser o dia dedicado ao pessoal “metaleiro”, e já existem 6 bandas comfirmadas, incluido os cabeças de cartaz que serão os poderosos Rammstein. No palco mundo estão ainda comfirmados os Motorhead.

O Palco Sunset (onde as bandas repartem o palco com convidados) os Ramp serão os cabeças de cartaz, juntamente com os Hail, sendo que completam este cartaz os More Than a Thousand e Fingertips (?????? wtf???) sendo que ainda não foram anunciados os convidados destas bandas.

Rob Zombie - Episódio de CSI com a sua direcção

A CBS divulgou um trailer do episódio de CSI que vai ser dirigido por ROB ZOMBIE. É a estréia de Rob como diretor de televisão. No episódio, um dos membros da equipa do tenente Horatio Caine é apanhado a colocar uma escuta numa cena de crime, o que leva o Promotor a questionar a honestidade e acusá-lo de adulterar as provas de um homicídio ocorrido em Los Angeles. Assim, Caine e Eric Delko viajam a L.A. pra tentar limpar a imagem do rapaz. “Estou muito contente por trabalhar numa atração que tem uma visão tão única e intensa da fórmula clássica de drama criminal, e ansioso por colocar minha própria visão bizarra no mundo de CSI: Miami”, disse o rockstar.

Dark Tranquillity - Novo álbum para audição no myspace

Com lançamento preparado já para o dia 26 de Fevereiro, o novo álbum dos Dark Tranquillity já pode ser ouvido na integra no perfil da banda no MySpace em www. myspace.com/dtofficial. O novo disco, chamado “We Are the Void”, é o nono na carreira da banda sueca. Além das edições em formato digital e CD padrão, o novo trabalho vai estar disponível em edição limitada em “digipack” com duas músicas bónus, “To Where Fires Cannot Feed” e “Stars of Nothingness”, e um DVD.

Pensées Nocturnes novo álbum “Grotesque”

O segundo álbum Pensees Nocturnes “Grotesque” será lançado em 27 de março próximo LADLO Productions. Uma mudança radical, mas uma mistura tão incongruente como o provam as duas musicas colocadas no myspace da banda em www.myspace.com/penseesnocturnes.

Amorphis - DVD de comemoração dos 20 anos

“Forging The Land of Thousand Lakes” assim se chamará o novo DVD comemorativo dos 20 anos de carreira dos Amorphis. O DVD irá sair já neste ano, no mês de Junho, através da Nuclear Blast.

Kreator assina com a Nuclear Blast

A Nuclear Blast Records acaba de assinar contrato com mais um nome de peso, os alemães Kreator, ícones do Thrash Metal europeu. “Estamos felizes em dizer que assinamos um longo contrato com a Nuclear Blast”, comentou Mille Petrozza, vocalista, guitarrista e líder da banda. “A amizade de décadas que tenho com Andy Siry (executivo da editora), agora finalmente juntamos forças num nível profissional. Somos parte da família Nuclear Blast e isso significa muito para a banda, e juntos com a maior editora de Metal do mundo conquistaremos o futuro”.

Megadeth - Dave Ellefson de regresso

Dave Mustaine anunciou o regresso do baixista Dave Ellefson aos MEGADETH, que esteve na banda de 1983 a 2002. A reunião está programada para o próximo mês, quando o grupo apresentar nos seus concertos o álbum “Rust In Peace” na íntegra, em comemoração do 20º aniversário do álbum. A tour começará no dia 1º de Março em Spokane, WA. “Isso mostra o poder do amor fraterno e perdão”, diz Mustaine. “Este é um grande momento para todos nós, banda e fãs. É uma grande celebração da música de um dos maiores álbuns que marcou nossa carreira”, completa Ellefson. “Gostaríamos de agradecer ao James Lomenzo pelos anos de serviço e lealdade.”, finaliza Mustaine.

PAULO EIRAS

Director do Blog«Pedra de Metal»


Sou vosso leitor assíduo desde o lançamento da segunda edição, com os RAMP na capa. Apreciei bastante a vossa iniciativa e fui-vos seguindo na expectativa de continuarem com o mesmo tipo de trabalho desenvolvido nessa edição. Contudo, desde essa altura, têm vindo a escolher bandas para a capa que não são Metal. Não é suposto a Versus ser uma webzine de Metal? É que se são, não parece, pois as vossas escolhas e o tipo de música tocado pela maioria das bandas que têm vindo a abordar não corresponde a isso. Parece-me que querem entrar numa de vender aquilo que é bonito e que só interessa aos putos que não entendem nada de música. Afinal como avaliam as bandas a incluir numa edição? Guiam-se pelos cabelos bonitos ou por aquele que berra mais fino como se não os tivesse no sítio? [C.A.] A Versus Magazine nasceu com o propósito de apoiar o Metal Underground mas nunca deixamos de olhar em redor e verificar que o Rock nacional também tem um grande peso, e hoje, muito facilmente, consegue-se falar destes dois géneros musicais sem que seja necessário sair da mesma linha. O que acho mais estranho é só teres chegado agora a essa conclusão, de não insistirmos tanto em divulgar o Metal como se calhar estavas à espera, quando tivemos o Ivo Conceição na primeira edição e os Dismal, uma banda espanhola de industrial. Na possibilidade de não teres espreitado essa edição, deves ter concluído a importância que damos a esses dois estilos ao decorrer destes últimos sete meses. Isto tudo para dizer que “acusas-nos” de algo que estamos a fazer desde o início. Relativamente às nossas escolhas para a capa... O tu dizeres-me que bandas como Ho-Chi-Minh, The Firstborn, Men Eater e Hills Have Eyes não são Metal é muito relativo. O que é o Metal afinal? Para uma banda ser “Metal” precisa de se vestir de preto, difamar a sociedade com berros grotescos e ter baterias e guitarras super rápidas? Eu acho que não. Os Hills Have Eyes, que estiveram numa capa e, por exemplo, não se consideram uma banda de Metal, foram os escolhidos pois têm um background bastante pesado e conseguem ser vistos como uma banda Metal para muita gente. Dás a entender que és muito fechado e tens alguma dificuldade em aceitar aquilo que está fora do teu círculo pequenino. E é por haver pessoas assim, que têm fobia a tudo o que é nacional e de garagem, que muitas bandas não conseguem evoluir pois têm muitos caminhos cortados. O que eu te peço é que deixes de ser uma espécie de macaco homofóbico, e digo isto pois parece-me que não queres evoluir e não aceitas aquilo que é diferente, e tentes ver a música com outros olhos. Para finalizar: vender? A revista é online e gratuita e sim, gostamos muito de pessoas com cabelos bonitos e que deixam os colhões em casa quando vão actuar. [Joel Costa]

Só comecei a acompanhar a revista a partir de Janeiro e reparei que não têm bandas tão interessantes quanto isso nas capas. É tudo português. Não deveriam apelar ao interesse dos leitores promovendo a vossa revista com alguém mais interessante? Porque não uma entrevista com os Moonspell ou os Metallica? [D.S.] Será a música nacional tão des”interessante quanto isso”? Queres ver na nossa capa aquilo que vês em todas as revistas ou queres os Moonspell em meses par alternando com os Metallica em meses ímpar? A nossa missão é divulgar o produto nacional e as bandas internacionais terão o seu lugar no futuro. Os Moonspell já foram convidados e não nos endereçaram resposta alguma ao convite. Os Metallica já rodam muito a Blitz e a imprensa internacional (e claro, quem me dera chegar a eles eheh). Resumindo, todas as bandas que promovemos são interessantes, cada uma à sua maneira, caso contrário não as colocaríamos na revista. Só há é um problema: aquilo que é mau para ti é a delícia de muitos. Possa ser que um dia a Versus te dê motivos de alegria. [Cátia Cunha] Estão interessados em criar uma espécie de concurso onde os leitores possam enviar questões para uma determinada entrevista e vocês seleccionam as melhores? [A.A.] Não vejo porque não o havemos de fazer. Iremos contactar algumas bandas dispostas a participar neste tipo de situação, pois precisam de confirmar com alguma antecedência a sua disposição para responder a perguntas e andamos com isto para a frente. Obrigado pela sugestão! [Joel Costa]

AS MENSAGENS AQUI APRESENTADAS FORAM SELECCIONADAS ATRAVÉS DE E-MAILS E MENSAGENS VIA MYSPACE RECEBIDAS PELA EQUIPA DA VERSUS MAGAZINE. ENVIA AS TUAS CRÍTICAS E SUGESTÕES PARA: geral@versus-magazine.com


O download é um problema para muitas bandas, mas os verdadeiros afectados são as bandas underground que não só basta terem pouco reconhecimento na imprensa e na estrada, como vêem as suas obras irem parar à internet sem a sua autorização, pondo em causa as vendas. Este artigo tem como exemplo o caso de «Hellbilly Deluxe 2», o último CD editado por Rob Zombie que corre o risco de ser realmente o “último” em toda a sua carreira.

Lembro-me da primeira vez que ouvi Rob Zombie. O meu irmão estava a jogar Need For Speed e a «Two-Lane Blacktop» pertencia à banda sonora do jogo. Não foi das músicas que mais gostei, mas foi o suficiente para suscitar alguma curiosidade e pesquisar um pouco sobre a banda. Cheguei aos White Zombie e fiquei maravilhado com as magníficas letras e a complexidade de cada faixa sonora que compunha «La Sexorcisto». Se eu tivesse filhos e o Rob fosse um deles, seria o meu favorito. Nesse tempo andava numa de não querer piratear CDs, mas para não gastar muito dinheiro com algo que ainda não conhecia muito bem, fiz download do «Past, Present & Future» do Rob Zombie por 10 cêntimos cada música. E não é que foram os 2€ mais bem gastos da minha vida? Imediatamente me tornei um viciado na vida e obra do artista e consumi com toda a minha força tudo aquilo que o Homem colocava cá fora. Imediatamente adquiri todos os CDs e DVDs originais do Rob Zombie e ainda hoje, dou graças à minha decisão de adolescente, de gastar cada cêntimo das minhas poupanças nesta magnífica coleccção que tanta vida dá à minha estante. Aguardei ansiosamente pela saída de «Hellbilly Deluxe 2» e desilusão é palavra que não consta nem há-de constar na minha lista de adjectivos. Bem.. pelo menos naquela que contém as palavras que posso utilizar para descrever o trabalho de Rob Zombie. Saber que este poderá

ser o último lançamento provoca-me uma grande tristeza. Contudo, o legado deixado pela banda é impressionante e toda a artwork presente nos discos originais são relíquias dignas de ser vistas. Sei bem que é impossível comprar tudo aquilo que gostaríamos, uma vez que esse dinheiro mata a fome, é preciso para as necessidades do dia-a-dia e temos sempre o download para contornar a falta de CDs na prateleira. Contudo, não há nada como possuir o original e saber que contribuímos para o aumento de visibilidade de uma banda. Muito do dinheiro que se faz é na estrada e o Sr. Zombie saiu prejudicado pela sua falta de vontade de sair dos Estados Unidos e entrar em tours extensivas pelo país e pelo mundo. No entanto, saber que uma excelente carreira musical pode acabar apenas pelas vendas terem descido e os CDs físicos terem dado lugar aos digitais, deixa-me numa agonia profunda. Isto tudo para dizer o quê? Suportem as bandas Portuguesas adquirindo os originais. Quem sabe se por trás de uma garagem não se esconde uma banda com um talento indescritível, suposta a revolucionar a cena musical Portuguesa e dominar o poleiro do metal? Não cortem mais caminhos ao Underground nem à música em geral. Contribuam para a evolução do Metal e do Rock Português! [Joel Costa]


4º - MEN EATER «1200»

Um dos melhores albuns lançados no ano passado, o “Vendaval” dos Men Eater ( a meu ver ), contêm esta pequena “preciosidade” de seu nome “1200”! A própria Rip Curl escolheu-a para usar nos seus anúncios, e videos de forma a promover os seus atletas! Cada vez que a ouço, parece que estamos frente a frente, com uma maré de ondas que nos transporta para os horizontes mais longinquos, como se fosse uma viagem espacial e intemporal! Só apetece arrancar no nosso carro, e rumar á praia mais próxima,e enfrentar tudo e todos! Ouçam que vale mesmo a pena! É mesmo boa! ;) Doom all the way!

5º - ASG

«The Dull Blade»

1º - THROWDOWN

«Skeleton Vanguard»

Imaginem os Pantera, misturados com os Alabama Thunderpussy, e é exactamente o som que está malha faz lembrar! Riffs arrastados e pesadões do metal, conjugados com a veia southern, e rockeira do sul dos USA! Já a ouvi tantas vezes no meu Ipod, que tenho medo que ainda a vá gastar, pois é completamente viciante! Ah e já agora, grande álbum este “Deathless” dos Throwdown!

Possívelmente o melhor album dos americanos ASG, o “Win Us Over”, na minha opinião, é se calhar um disco que passa ao lado de muito boa gente...mas não devia! E porque, perguntam vocês? Ora porque é um albúm que todo o amante do som southern, praticado no sul dos USA, devia ouvir! Esta música principalmente, mistura todas as influências que um bom disco deste género deve ter...passando desde o rock, ao blues, stoner, metal,sludge, e até doom! É mesmo uma música “crossover” que nos agarra logo desde o ínicio, e nos faz gritar a plenos pulmões o que nos vai na alma! Quem não conhece os ASG nem sabe o que perde!

6º - REVOLUTION MOTHER «Above The Crawl»

Ok, se há música feita para simplesmente destruir tudo o que está á nossa volta é esta! Com um som progressivo e “sludgy”, os Doomriders nesta malha conseguem libertar, uma tal corrente de energia, que é impossível ficar indiferente! À medida que vai entrando na nossa mente torna-se díficil não cantar o refrão e ficar simplesmente, hipnotizado, por tal descarga sonora! Para mim trata-se de uma das melhoes músicas do albúm, “Darkness Comes Alive”!

Querem rock, até dizer chega, e abanar a cabeça até ganharem torcicolos? Bem com esta malha fazem isso e muito mais! A banda do famoso Mike V, entra a toda a força, neste primeiro album “Glory Bound”, e a terra estremece por onde eles passam! Apesar de ser uma banda recente, já têm uma assinalável legião de fãs por toda a parte, muito por causa do próprio Mike V ( famoso skater profissional ), mas isso não serve de desculpa, porque estes senhores rockam nas horas! E que música é esta! A batida de bateria vai até ao osso, e as guitarras com o ritmo contagiante e destruidor levam-nos a querer, mais e mais, e mais... A própria voz do Mike V, parece a de um Lemmy renascido e 50 anos mais novo! Para mim são os novos Motorhead, e esta malha faz jus ao nome! A revolução têm um nome e a sua mãe é o rock!

3º - BARONESS

7º - ALICE IN CHAINS

A segunda música do último albúm dos Baroness “Blue Record” é simplesmente genial!! Começa com força, com guitarras simplesmente, gigantes, e vai se desdobrando em paisagens sonoras, brilhantes e ricas! Parece uma avalanche, pois começa pequena e acaba num mar sónico profundo e caótico...Adoro cada parte desta música! Doom, com stoner, rock e sludge, tudo o que os Baroness têm e incoroporam num pedaço de 4:31!

Culpem-me se tenho uma veia saudosista, mas o regresso dos AIC, é por si só, motivo para aparecer nesta coluna! Para quem desdenhava, e dizia que os próprios não iam se erguer das cinzas, desenganem-se, pois eles estão de volta e a todo o gás! É verdade que o novo vocalista, William Duvall, não é um “Layne Stailey” e isso ninguém o vai conseguir, mas não é isso que se quer nesta banda! E isso vê-se bem, nesta malha, pois, tanto o Jerry como o William, mostram que o núcleo dos AIC está de corpo e alma nas músicas, e letras! Niguem faz um som como os AIC, e na “The Last Of My Kind”, respira-se e saboreia-se o som único e frio

2º - DOOM RIDERS «The Equalizer»

«The Sweetest Curse»

«The Last Of My Kind»


da Seattle, que todos nós crescemos a ouvir! O prérefrão é de uma magnitude abismal, e faz levantar até os mais morto dos corpos, e arrepiar a espinha! É sem dúvida a minha malha preferida do albuM!

8º - KYLESA

«Scape Goat»

O que é que arranja quando se pega numa banda com 2 baterias, 2 vocalistas, sendo um deles uma donzela, e guitarras atmosféricas, que parece que foram roubadas por um Titã?? OS KYLESA!!! Para quem não conhece, o som dos Kylesa é algo que não existe em lado algum! Trata-se de um doom, com sludge psicadélico, rock atmosférico, hardcore punk e ambientes a fazer lembrar bandas como os Pelican, ou Isis! A malha de entrada do album “Static Tensions” é esta “ Scapegoat”, que nos inflama com a voz potente e inigualável da vocalista Laura Pleasants, que nos faz duvidar que se trata de uma senhora que dá voz a este projecto! As baterias, parecem motores afinados, e as suas guitarras quase fora de tom, fazem-nos levitar para ambientes, de surrealismo quase ácido! As duas vozes complementam-se na perfeição, e este “Scapegoat”, faz até o mais comum dos mortais, prestar vénia, a um som tão inovador e característico desta banda! Aproveitem para os ver já em Abril, no Porto! Eu não perco!

TIAGO SIMÕES - VOCALISTA www.myspace.com/dollarllama


N

ascido no estado do Massachusetts, Estados Unidos, em 1966, Robert Cummings soube desde o começo que queria algo mais do que aquilo que a sociedade americana lhe reservava. Foi assim que nasceu este monstro da música e do cinema, como alguém que faz o que quer e que não acata ordens de ninguém a não ser dele próprio. Mas não foi sempre assim. O sucesso não lhe bateu à porta da noite para o dia e Rob teve que ter um trabalho comum, que o fez sentir como uma marioneta. Mostrar boas maneiras e ser educado não serviu para ele e rapidamente aventurou-se por outro caminho. O caminho foi longo mas trouxe resultados. No começo da sua carreira musical, como líder dos agora extintos White Zombie, Rob marcou sempre pela diferença, ao incluir pirotecnias nunca antes vistas e nada usuais num palco naquele tempo. Era 1985 quando Rob Zombie formou os White Zombie. Ninguém adivinhava que tal nome iria arrecadar múltiplos discos de platinas e alcançar toda uma glória. Nem ele próprio. Aliás,

ele não contava a ninguém que ia ter concertos, com medo que ninguém aparecesse. Agora lida com multidões de punhos no ar, ansiosos por gritar para o ar as letras que esta mente concebeu. Anos passados e com toda uma discografia para trás, Rob Zombie volta aos registos discográficos com uma sequela: «Hellbilly Deluxe 2». «As sequelas são muito comuns no cinema, mas ninguém faz sequelas para álbuns” - disse Rob Zombie à imprensa estrangeira – “Pensei: Porque não? É uma boa ideia. O «Hellbilly Deluxe», que foi o meu primeiro álbum, parece-me aquele do qual as pessoas mais gostaram. Já passaram 10 anos desde esse lançamento, então porque não uma sequela?». Ambos os álbuns apresentam ambientes semelhantes e o espírito da banda, ainda que com nova formação, também é o mesmo. A diversidade está presente neste registo, ao termos músicas que variam muito umas das outras. Contudo, a identidade não se perde, notando-se claramente que desta vez Rob Zombie teve o apoio dos seus músicos em estúdio, ao contrário dos registos anteriores, onde o músico tomou as rédeas de toda a produção e gravação. Agora, como vocalista de uma banda, e não como artista a solo, Rob Zombie vê como sua companhia John 5 na guitarra, Piggy D no baixo e Tommy Clufetos na bateria, todos eles músicos dinâmicos e que se integram facilmente na imagem que Zombie quer passar. Estivemos sem novidades do músico durante algum tempo, uma vez que o mesmo esteve empenhado na realização de filmes como «A Casa dos 1000 Cadáveres», «Renegados do Diabo» e nos remakes de «Halloween I & II», no entanto, Rob Zombie está de volta com toda a energia possível e pronto para nos dar uma boa dose de Rock.


A

d ivinha-se o fim do mundo. Fala-se em 2012 e na aproximação do Apocalipse. Em determinadas alturas, as multidões põem em causa a nossa existência e se a mão de Deus será assim tão benevolente quanto isso, ou se as estrelas vão mesmo cair do céu e dar lugar à derradeira batalha entre o bem e o mal, culminando assim mais um ciclo, que dá a abertura a uma vida nova. Pelo menos assim creiem os fiéis.

P

o is bem... os portões do inferno foram abertos e não vimos nem anjos nem demónios a marcharem rumo à batalha final. Vimos sim, cinco rapazes oriundos da cidade invicta, que ousaram fazer soar a corneta dos infernos e fazer de «Shadows Of The Dark Ages» aquilo que os fiéis seguidores do metal underground mais aguardavam. É certo que o panorama musical português, e principalmente no que toca à música pesada, tem evoluído de ano para ano, mas acho que ninguém estava à espera que a revolução se desse sob o nome de GATES OF HELL.

C

o m o a maioria dos casos, a banda não possui uma grande história sobre o porquê de formarem uma banda. O que começou com uma ideia de três amigos, acabou como sendo um projecto de cinco elementos, com muita força, garra e vontade de renovar o metal nacional e fazer ver aos grandes, que o peixe míudo também pode ser rei, se assim o quiser.

Breaking The World» não é brincadeira nenhuma! Qual acham que é o papel da primeira música de um álbum? A primeira música do EP foi designada “Breaking the World” pois está associada a uma teoria muito antiga dos Maias que defende que o mundo acaba no ano de 2012, mais concretamente no dia 21 de Dezembro. Digamos que foi escolhida primeiro por ter sido a primeira música que compusemos das cinco que constam no EP, mas acima de tudo por ter essa simbologia, associada também ao título do próprio EP, que retrata um mundo de sombra e corrupção e mostrar que o mundo conforme o conhecemos pode acabar a qualquer momento. Se eu não soubesse, nunca adivinharia que este era o vosso primeiro EP. «Shadows Of The Dark Ages» é fruto das vossas ideias iniciais para Gates Of Hell ou é algo que surgiu com o decorrer da vossa evolução? Desde da formação dos G.O.H. apenas dois de nós continuamos no conjunto actual… Todos os elementos, aquando da sua entrada, trouxeram algo de novo para a banda, que contribuiu para a evolução das nossas ideias. Aliás, a mudança de alinhamento foi o processo que mais nos permitiu evoluir enquanto pessoas e enquanto banda. Sempre achamos que as nossas ideias iniciais já nos direccionavam para este projecto, mas claramente que a nossa evolução enquanto grupo resultou no culminar deste trabalho. Acima de tudo, todos nós pudemos par-


ticipar no projecto, o que é muito importante para a nossa união. A junção das nossas ideias e gostos fez com que o grupo crescesse e ganhasse maturidade para que as ideias fossem moldadas e resultassem neste trabalho. «Whoremageddon» possui bons riffs e toda uma sequência admirável para uma banda que lança agora o seu primeiro trabalho. De que nos fala este tema? A «Whoremageddon» ficou com um resultado que

nos agrada… Inicialmente era uma música que construímos com vontade de modificar a sonoridade da banda. Tem partes pesadas conjugadas com partes mais rápidas. Tivemos a participação de um grande amigo nosso, o Miguel “Inglês” dos Equaleft nas vozes, que ajudou a fazer com que a música ficasse ainda melhor do que estava. É umas das músicas que identifica a banda e funciona muito bem ao vivo. A música fala-nos da futilidade ligada a pessoas que valorizam a imagem

e um mundo materialista. É bastante forte no conteúdo sua letra pois fala em morte. Mas esperamos que compreendam que é em sentido figurado. É sim uma crítica pesada a uma sociedade de consumo, que não valoriza o que deve ser valorizado. O vosso EP está, todo ele, dentro de um conceito ou cada música tem a sua história? O EP, todo ele foi concebido segundo um conceito, que envolve alguma crítica à sociedade…não


falamos em ninguém em concreto apenas demonstramos o nosso ponto de vista acerca de determinadas atitudes e problemáticas. Sendo assim, se reparares, o EP possui uma conotividade elevada no ponto crítico. Cada música conta um ponto que achamos relevante… no entanto temos de ser sinceros: Não pretendíamos durante a composição ser críticos por excelência, apenas foram surgindo ideias que achamos necessário falar. Embora cada música tenha uma pequena história acerca do tema, as suas letras não são distintas nos ideais que apresentam. Como se dá o vosso processo de composição? Imagino que temas tão

“Temos a consciência que somos uma banda recente e temos muito trabalho ainda pela frente. Ficamos bastante satisfeitos com este trabalho mas temos sempre vontade de fazer mais e melhor.” elaborados como estes não se façam numa tarde de Sábado... A composição, conforme te disse anteriormente, é feita em conjunto e tentamos todos dar a nossa opinião para que o resultado final agrade a todos. Às vezes acaba por ser complicado gerir os gostos pessoais pois todos nós temos gostos musicais bastantes distintos… de qualquer forma achamos que esses gostos diversos é que nos permitem variar. Acima de tudo, queremos fazer música que nos agrade enquanto

ouvintes e que nos dê vontade de tocar… Estes temas foram compostos desde o verão de 2009, altura em que conjunto decidimos que até ao final do ano iríamos entrar em estúdio para avançar com uma gravação profissional. Nos espaços em que não tínhamos concertos marcados resolvemos perder algum tempo a compor as músicas para pudermos avançar para uma gravação que nos deixasse satisfeitos. Testamos as músicas em concertos, o que foi muito bom para nós, pois percebemos se a


música funcionava bem ou não e isso foi muito importante para perceber se as músicas têm a força que procurávamos para avançar com elas para o estúdio. Antes da entrada em estúdio, cada um de nós decidiu o que seria melhor para a música em questão e discutimos ideias. Antes de entrarem no estúdio para gravar dão lugar a algum ritual? Custa-vos apanhar o ritmo ou vão logo para lá com a pica toda? Por acaso não temos nenhum ritual para a entrada em estúdio (risos). Temos um bom ambiente na banda e por isso foi fácil de chegar ao estúdio com a pica toda. Decidimos que durante o processo de gravações, devíamos estar todos presentes sempre que possível para que fosse um processo evolutivo para nós enquanto grupo e para que todos pudéssemos acompanhar e aprender com ele. Foi cansativo, pois é um processo moroso, mas o estúdio onde gravamos (Svstudios), é para nós um local bastante familiar e onde tínhamos já gravado alguns ensaios, por isso sentimo-nos em casa. A amizade que temos com o nosso produtor (Paulo Lopes) foi crucial para a obtenção deste trabalho também pois conhecia a banda, sabia o som que queríamos e facilmente percebeu o que desejávamos. As gravações foram recheadas de boa disposição e também com brincadeira constante…

Passaram por algumas fases de ajuste desde que fundaram os Gates Of Hell em 2008. Acham que têm o line-up ideal? Sim, neste momento sentimos que a banda está numa boa fase enquanto grupo. Desde o inicio dos G.O.H. que sofremos vários ajustes, um pouco porque nem todos os elementos partilhavam das

bros afectaram, de algum modo, o vosso modo de trabalhar? Quando chegamos a este line-up começamos a “sonhar” com um trabalho mais completo a nível sonoro e com uma composição mais elaborada. Tínhamos algumas músicas já compostas mas resolvemos deixá-las de parte e avançar para novas composições e com influências diferentes, uma

mesmas ideias… ajustes que consideramos essenciais para a evolução natural da banda pois sem eles não teríamos conseguido este trabalho. As pessoas que passaram pelos G.O.H. foram importantes em determinada altura e ajudaram no nosso crescimento gradual. Neste momento a banda encontra-se unida e com o melhor grupo que já alguma vez tivemos.

vez que essas músicas já não nos representavam enquanto banda. As músicas que compõem este registo foram compostas em conjunto e em alturas diferentes, o que ajudou claramente no resultado final. A introdução de pormenores é tida em conta durante os ensaios e tentamos saber o que cada um de nós está a fazer de forma a termos um conhecimento da música na sua globalidade. É uma composição demora-

As mudanças de mem-


da mas que nos faz sentir mais completos e participativos. Como tem sido a recepção do público a estes e outros temas vossos? A reacção do público tem sido bastante positiva. Temos sido bastante acarinhados por onde passamos e agradecemos todo o apoio que nos dão. Uma situação que nos deixou sensibilizados foi o facto de ouvirmos alguém no público durante um concerto nosso a cantar as nossas músicas… é um reconhecimento do nosso trabalho e motiva-nos para fazer mais e melhor. Gostamos do que fazemos e se alguém gostar do que fazemos deixa-nos bastante felizes. Agradecemos imenso todo o apoio e toda a gente que nos conhece sabe que da nossa parte podem esperar sempre o melhor de cada um. Encaramos cada concerto e cada trabalho a que nos propomos com a maior das vontades. Acham que há uma parte negativa de pertencer a este meio? Sentem afinidade com outras bandas com as quais partilham palcos? Muito pelo contrário. Sentimo-nos privilegiados em pertencer a este meio. Nutrimos uma grande afinidade por várias bandas com as quais partilhamos o palco. Por onde temos passado deixamos sempre amigos… apesar de andarmos nisto à pouco tempo consideramos que o Underground nacional está aí para durar… a maior parte

das as bandas são unidas e isso faz com que exista um apoio entre nós. Iniciativas como o “In Union We Stand”, que defendem a união de todas as bandas que pertencem a este meio são louváveis e deixamnos felizes pois acreditamos que essa união consiga fazer mais e melhores eventos para benefício do público em geral… É com muito orgulho que fazemos parte desse conjunto de bandas. A genialidade deste EP põe alguma tensão nos vossos ombros? Quero dizer... acham que conseguem nivelar ou até superar a qualidade de «Shadows Of The Dark Ages» num registo próximo? Temos a consciência que somos uma banda recente e temos muito trabalho ainda pela frente. Ficamos bastante satisfeitos com este trabalho mas temos sempre vontade de fazer mais e melhor… Até porque a banda apenas está a trabalhar com este line-up desde Junho do ano passado, e acreditamos que com este alinhamento temos tudo para fazer mais e melhor. Sabemos que o caminho é sempre para a frente, no entanto esperamos que este EP nos abra portas que ainda se encontram fechadas e que quem não nos conhece possa ouvir e deixar a sua opinião. Um dos nossos objectivos é a evolução pessoal dos elementos enquanto músicos e que a banda descubra a sua sonoridade.

Só têm algo como 2 anos de existência, pelo que ainda têm muito pela frente, mas qual é, no vosso entender, a maior dificuldade neste país para uma banda como a vossa? Temos ainda um longo caminho pela frente… no entanto não temos grande razão de queixa quanto às dificuldades que se poderiam apresentar à banda por ser recente neste ambiente. Temos tido bastantes concertos e temos estado bastante activos durante o nosso pequeno percurso. A principal “dificuldade” acreditamos estar associada à falta de acreditação que o grande público dá ao Underground… existe uma grande quantidade de bandas com excelente qualidade que figuram no nosso Underground na actualidade. Ficamos com pena que muitas bandas com quem já partilhamos o palco por vezes não singrem nos mercados nacionais e até internacionais. A maior parte dessas bandas apenas precisaria de uma oportunidade que de certeza que não a deixavam fugir… Como é que vai ser feita a promoção do novo EP? Têm alguma tour agendada? O lançamento do nosso EP está agendado para o dia 12 deste mês, no Metalpoint com os nossos amigos, The Endgate, Equaleft e Web. De resto temos já algumas datas que já estão confirmadas e que se encontram anunciadas no


nosso myspace. Para finalizar, alguma coisa que queiram dizer aos leitores da Versus? Antes de mais gostávamos de convidar todos os leitores para aparecerem na nossa festa de lançamento do EP, pois vai ser uma noite recheada com muito boa música no Metalpoint, no Centro Comercial Stop, no Porto e terá inicio às 22h. Queremos também agradecer todo o apoio que nos têm dado e fazer um pe-

dido para que continuem a apoiar o Underground pois só assim nos é permitido continuar a desenvolver o nosso trabalho. Gostávamos também de deixar um especial agradecimento a toda a equipa da Versus por nos dar esta oportunidade para divulgar o nosso trabalho. É um prazer para nós participar na vossa excelente iniciativa, ainda para mais nesta fase tão importante para nós que é o lançamento do nosso primeiro EP. Muito obriga-

do e continuem com o excelente trabalho. De resto despedimo-nos com um hino do metal nacional…. IN UNION WE STAND.

Entrevista: Joel Costa Fotografia: P.N. [P.N. Designs]

myspace.com/ gatesofhellband666


COM UMA BASE MUITO FILOSÓFICA E UMA SONORIDADE PRÓPRIA, OS MANINFEAST DERAM-NOS COMO CARTÃO DE VISITA PARA 2010, O ÁLBUM «HOW ONE BECOMES WHAT ONE IS». A BANDA, PROVENIENTE DE LAMEGO, CONTRIBUI ASSIM PARA UM CRESCIMENTO ASSINALÁVEL DO UNDERGROUND NACIONAL.


A artwork de «How One Becomes What One Is» está fantástica. O que significa? André Lobão: O trabalho gráfico acaba por ser um elemento complementar essencial na ilustração da mensagem que queremos passar, principalmente numa componente mais simbólica e enquanto expressão directa da nossa sonoridade. É, no fundo, uma condensação de todas as ideias que abordamos ao longo do EP. Afonso Lima: O nosso objectivo foi que o artwork fosse a 3ª peça do puzzle, que deverá ser visto como um todo. Tudo que é transmitido lá são pistas para a captação desse todo, por exemplo a escolha da fonte tipográfica e da ornamentação de influência de art nouveau é uma das pistas. E acabou por resultar bastan-

te bem fruto do trabalho e capacidades do Hélder Pedro que soube dar forma às ideias que quisemos transmitir mantendo as suas características enquanto artista gráfico. A vossa sonoridade é, de algum modo diferente, tendo em conta aquilo que vai sendo feito por cá. Começo por falar na componente lírica… Há toda uma filosofia presente no álbum. Quem escreve as letras e em que se inspira para as escrever? André Lobão: Todo o universo conceptual deste primeiro registo foi idealizado principalmente pelo Afonso e depois discutido por todos nós. Algumas partes chave de algumas letras já se encontravam esboçadas, de modo que o que fiz foi limitarme a absorver a ideia inerente a cada uma delas e desenvolvêlas ao mesmo tempo que o seu

som evoluía. Afonso Lima: Neste caso em concreto recuo a Agosto de 2008, quando iniciamos este trabalho, e vejo que a essência das ideias que foram escolhidas é fruto, por exemplo, de mudanças que vivi nessa altura. Isto para dizer que este é um trabalho que parte da essência humana, e é esta essência que vamos retratar através daquilo a que chamamos a Alegoria ManInFeast. A construção dessa alegoria implica da nossa parte pesquisa, estudo e muita reflexão. Mas como já disse noutras ocasiões filosofia faz qualquer ser auto-consciente, o que nós tentamos fazer é dar ferramentas que estimulem as pessoas a criar a sua própria filosofia. Por isso em conversas quando me perguntam sobre o que significam as letras do EP eu prefiro brincar um pouco e perguntar, aquela pergunta típica de psicó-


logo: “Então e tu, como te sentes em relação a isso?” E em relação à música? Como é que se organizam para compôr os temas? André Lobão: A componente musical, embora estejamos sempre todos directamente envolvidos, acaba por ser gerida mais pelo Pina devido à sua formação musical “mais séria” de nós os quatro. A opinião dele é preponderante quando após uma fase de experimentação temos de tomar decisões relativamente a qual opção seguir. Afonso Lima: Mas não temos uma fórmula. Se nestes temas usamos muito de experimentação e fomos deixando que eles ganhassem vida num registo futuro poderemos usar métodos completamente diferentes. Mas acredito que seja a falta dessa fórmula, ou seja o descomprometimento, que faz com que o resultado seja esta poligamia de sonoridades. Existe muito tra-

balho feito em casa, é verdade, mas que nunca chega completo à sala de ensaio. Levamos para lá rascunhos que são experimentados. Neste primeiro trabalho o resultado final foram fruto das experimentações que de forma muito natural, foram amadurecendo e sobrevivendo. O Guilhermino Martins dos Thanatoschizo teve alguma influência na sonoridade presente no EP? André Lobão: Foi extremamente importante para nós termos tido a experiência de trabalhar com ele, primeiro porque enquanto músico mais experiente nos fez amadurecer e segundo porque como produtor preocupou-se desde cedo em entender os vários tipos de sonoridade que pretendíamos. Estamos gratos pela sua dedicação e temos consciência que o grau de qualidade que o EP apresenta se deve essencialmente ao seu trabalho.

Afonso Lima: O pior de tudo foi as torturas a que ele nos submeteu quando demorávamos demasiado tempo a gravar um take. Assistimos a vídeos traumatizantes! O Guilhermino é um homem vil e cruel, a quem devemos imenso, essencialmente por nos ajudar a tornarmo-nos aquilo que somos. São muitos os ambientes que se podem verificar no EP. Que mensagem procuram transmitir com o vosso trabalho? André Lobão: Eu penso que a mensagem principal é criar um certo tipo de inquietação sobre a existência. Auto-questionarmo-nos sobre as diversas origens do nosso pensamento e até mesmo da nossa identidade porque todos somos uma soma de influências que nos distinguem uns dos outros. Os temas foram concebidos com espaço e profundidade suficiente para serem interpretados pessoal-


mente, por isso, cada um pode encontrar as suas próprias conclusões. Ou então simplesmente desfrutar da música que propomos sem querer absorver estas questões... Li que a composição do álbum foi feita em três fases diferentes. Falem-nos um pouco disso. Afonso Lima: As composições do álbum foram estruturadas de forma a representar 3 fases, não o processo criativo. As 3 fases que referimos são referentes aos 3 estágios cíclicos do cenário que recriamos: Introspecção, Revelação e Assimilação. A parte da composição está no entanto identificada em duas partes, que se referem às citações que se podem encontrar no interior do booklet. A primeira citação mais numa perspectiva interiorização, e a segunda numa perspectiva exteriorização. André Lobão: O EP recria o cenário da viagem espiritual de

um homem que procura autoconhecimento, desde o processo de iniciação ao caminho propriamente dito. Basicamente, procura retratar as etapas que nós entendemos como necessárias para que alguém “se torne verdadeiramente ele próprio” e como tal, a mensagem torna-se por vezes mais implícita e subjectiva do que explicitamente apresentada. Aonde querem chegar com este trabalho? Há objectivos a cumprir? Afonso Lima: Para este ano, queremos ter oportunidades de estar em palco para apresentarmos o nosso trabalho ao vivo. Temos estado a trabalhar neste sentido da forma mais consciente e ponderada possível. Infelizmente as condições de mercado actuais para bandas em início de carreira não são as mais favoráveis, e nós também estamos conscientes das nossas limitações, perante isto estamos sempre a procurar novas soluções e essencialmente a aprender a gerir as expectativas, quer as nossas, quer as do público. O outro objectivo é continuar a criar, e mais para o final de 2010 iremos avaliar como avançaremos para um novo registo. Existem outros objectivos, mas que são projectos demasiado embrionários para neste momento nos comprometermos com eles. Há datas marcadas para promover o trabalho? Onde é que os leitores da Versus vos podem encontrar? André Lobão: Relativamente a datas, podemos avançar que vamos estar a divulgar o EP durante todo este ano, de maneira que o melhor modo de saberem por onde andamos é estarem atentos e irem consultando a nossa agenda quer via Myspace, quer Facebook ou Last.fm. Afonso Lima: E estejam atentos à Versus! Sempre que possível anunciaremos as nossas datas aqui. Entrevista: Joel Costa Fotografia: Rodrigo Ferreira

MANINFEAST «How One Becomes What One Is» [2009 / Edição de Autor]

Cada vez mais, o Underground nacional dá provas de existência de qualidade e criatividade. As novas bandas já fogem às influências mainstream e procuram criar algo novo, que os defina, para ganhar nome no panorama musical Português. Pode não ser assim para todos, mas é para os ManInFeast. Este colectivo de Lamego, surge como uma das bandas revelação do ano transacto. Uma fusão de metal progressivo com um toque saudável de maquinaria industrial, tudo isto no formato de um EP composto por 5 temas. Não só a sua sonoridade é digna de ser elogiada, como também a componente lírica, que aborda filosofias inspiradas em Nietzsche e outros filósofos, dividindo assim o EP em três momentos: introspecção, revelação e assimilação. O EP foi gravado nos Blind & Lost Studios, com a produção a cargo de Guilhermino Martins, dos Thanatoschizo. O melhor de tudo é que podem comprovar a qualidade do mesmo, fazendo download gratuito. [7.0] [Joel Costa]


pouco do trapor falar um Comecemos e 2007 até a banda, desd jecto da voss com covers je. Começaram aos dias de ho vam? que é que toca é verdade? O rs sempre eso início os cove Exatamente. N o uma fase de s. Serviu com itavam presente até que as mús e aprendizado os m de po entrosamento ão N assem prontas. cas próprias fic sente até os re (p s st yfi 36 Craz Loto, deixar de citar shows), Sunk os ss no em je mp Bidias de ho , Sepultura, Li aw Fl , .D O P. , Hatebreed s outros. zkit, entre vário de originais, composição Das covers à foi? quanto tempo posição prótempo. A com to ui m a. Não levou jetivo da band i o principal ob em os am tr pria sempre fo iu en e a banda surg Logo depois qu a vontade de as m o, çã mposi lavam processo de co o grande que ro tã a er ow sh r tavam tocar/faze músicas não es as to an qu en mbém os covers som próprio ta o , to an rt Po . e desde finalizadas te com a gent en es pr ve te sempre es o início. que ouuito naquilo m e -s m va ia criar Influenc ava a hora de eg ch do an viam, qu dos esmúsica? dos mais varia m ve as ci ên flu tar todos. Nossas in caberia aqui ci m ne s, ro ne a, do que tilos e gê uco do que gost po um e põ te sem Cada um em naturalmen flu as ic ús m ltado fisente. As mo será o resu co de o çã ni efi tidade uma pred amos uma iden nh ga e qu m si nal. Foi as a. ndo com a alm própria, compo

o com dois primeira dem a um m ra va Gra esente neso conceito pr a er l ua Q . as tem se registo? m “Fim do dia” ras músicas fora ei im pr as du As mos as dete cega”. Grava e qu ue ng sa e “O conceito é o a divulgação. O r ia ic in ra pa mos mática. zem parte da te fa , EP do o m mes e ta dificuldad ntraram mui co en lo ic e “C qu i Se itarem , antes de ed pelo caminho pouco disum os ”. Falem-n el áv in rm te In so. ainda. O cenário s dificuldades ta ui r m m te is Ex e mudar. Faze m muito o qu te d aun ic ro pl rg m de un meio co nosso estado é shows fora do estamos nessa as m s custos, do a e us ca r po do ndo, gravando continuar toca a pr o ia nã ár e di qu ta lu é algo rça de vontade Fo . do an lh ta ba nos falta. ? As dificulla esse álbum fa s no e qu e D essas nas leas estão expr ad ss pa s de da tras? inável” fala de O “Ciclo Interm a! ez rt ce m Co vências, das os, das nossa vi am ss pa ee qu do tu do que aprend ditamos, de tu re ac os e m qu ar a ss is co repa é uma forma de o, tã en so é e at rt fo os m muito tem um poder a ic s ús ta m ui A m . de so is ciar ela pode influen s, oa ss ho al pe ab as tr e o br noss dos objetivos do maneiras. Um


é transmitir uma mensagem boa para as pessoas que ouvem, tentar abrir os olhos para o mundo em que vivemos e dizer que há esperança se realmente quisermos mudar algo por aqui. De que forma tem sido feita a promoção do álbum? A internet tem sido o melhor meio de divulgação para a banda. Atualmente o EP “Ciclo Interminável” se encontra pra download em vários sites, nós mesmos já disponibilizamos o download na comunidade (Orkut) da banda. Mesmo assim, o álbum se encontra a venda pela Internet e também nos shows. Já passou algum tempo desde o lançamento (2008). Encontram-se a compôr novo material ou ainda estão focados na divulgação do registro anterior? A divulgação sempre esteve presente após o lançamento do EP, mas desde então nunca paramos de compor. Isso é o que a gente faz, é o que a gente gosta. Já temos músicas novas, inclusive tocamos algumas nos shows para quem acompanha a ban-

da sentir o que vem pela frente . Dentre elas: “Na sombra do ego” disponível no site oficial e estamos prepar ando para grav ar outra. A divulgação contin ua por si próp ria, a rapaziad acaba apresent a ando a banda para os amigos e assim vai. Es sa é uma man eira de “divulgação” que no s é muito impo rtante, ficamos gratos a todos que contribuem com isso. Para concluir , alguma m ensagem qu queiram deix e ar aos leitores da Versus? Gostaríamos de agradecer de co ração pelo espaço cedido pe la Versus Magaz ine e pela opor tunidade de m ostrar nosso tr abalho em outr país. 2010 é um o ano que prom ete muito não só para a Ponto Nulo no Céu co mo para a cena underground br asileira. Há um a grande quan tidade de band as excelentes lançando só m terial de primei ara, parada de re sponsa mesmo. Também não po demos deixar de lembrar qu esse mês o no e sso primeiro cl ipe oficial vai ao ar, e além disso, também temos várias novidades quentes pa ra abril, mas es sas vocês terã que aguardar m o ais alguns dias (risos). Um forte abraço a todo s, Família Pont o Nulo no Céu.

Entrevista: Jo el Costa


«Stories Of Hope And Mayhem» é o segundo álbum deste colectivo formado em 2003. O ano que passou, foi o ano do seu lançamento, cuja projecção internacional ganhou contornos saudáveis: Estados Unidos, Europa e Japão. Os Defying Control partilham algumas palavras com a Versus Magazine sobre este novo lançamento e sobre o projecto. A intro do vosso CD tem um impacto sem precedentes e há toda uma dosagem de energia e poder ao longo da sua extensão. Como foi gravar «Stories Of Hope And Mayhem»? Gravar o “SOHAM” foi muito bom para nós enquanto músicos e banda. Queríamos muito este álbum. É um trabalho que nasce do fruto de uma enorme vontade em fazer a banda crescer a nível musical. Quanto à introdução, a ideia foi criar um impacto instantâneo que criasse alguma

expectativa pelo que viria a seguir. Penso que foi relativamente bem conseguido. Ainda antes de terem sequer um mercado, já partilhavam o palco com grandes nomes do cenário punk Português. Como foi essa experiência? Foi muito positiva. Tocar com bandas que nos influenciaram ou que já têm um currículo extenso é sempre muito bom. Todas estas bandas certamente já fizeram um percurso semelhante ao que estamos a fazer neste

momento, e podem-nos sempre ensinar muitas coisas. «Stories Of Hope And Mayhem» é um álbum conceptual, ou à semelhança do vosso primeiro full-lenght, «Reflection», é um resumo de tudo aquilo que têm vindo a compôr ao longo destes anos? Não é um resumo do que foi feito ao longo de anos porque foi um trabalho composto em alguns meses e criado de raiz. Pode-se chamar um álbum conceptual,


definam o nosso som ou maneira de compor. Apenas tentamos fazer o que gostamos e isto envolve principalmente melodia e muita guitarrada! De que forma é que as mudanças de line-up vos afectaram enquanto banda? Algum dia pensaram que o fim dos Defying Control estava próximo? Nunca pensámos que o fim dos Defying Control estaria próximo. A banda já esteve reduzida a mim e ao Killer e nem nessa altura pensávamos em terminar. É o que mais gostamos de fazer. A nível de membros foi uma evolução constante, natural e necessária. Neste momento temos a formação que melhor funciona. Além de mim e do Killer que somos membros fundadores, o André e o Marcelo trouxeram um sangue novo muito forte e isso renovou a banda, que sentimos estar agora melhor que nunca.

mas acho que, principalmente é um álbum que melhor nos define como banda, tanto a nível musical como de atitude. Aquilo que fazem é bem diferente do que fazem outros que assinam os seus trabalhos como “Punk Rock”. Como se classificam musicalmente e como descreveriam o vosso trabalho? Somos uma banda de punk rock e penso que esse será sempre o nosso estilo e atitude presentes. Claro que a nível musical surgiram novas influências, mas o fio condutor será sempre o punk rock. Tentamos no entanto misturar técnica e velocidade q.b. com nuances de tudo o que achamos interessante e é isto que nos distingue dos demais. Porém não temos regras que

Onde foi gravado o álbum e quem esteve a cargo da produção? O álbum foi gravado e masterizado no Quick Punch Studios com o Marco Cipriano e foi misturado pelo Ricardo Espinha que já tinha trabalhado connosco no primeiro álbum. A produção foi toda feita por nós com especial destaque para o nosso guitarrista, André que neste aspecto funcionou como comandante das operações. Estão contentes com o resultado final ou acham que ficou muito por mostrar? Todos os álbuns têm uma situação espaço-temporal, onde existem condicionantes que o fazem ser feito daquela maneira. Quando o fizemos foi o melhor álbum que conseguimos fazer e foi o passo que achámos ser o mais certo. Claro que temos a ambição de fazer um trabalho superior no próximo álbum e sentimos que muita coisa evoluiu para que isso possa acontecer. O que estão a fazer para promover este registo? Há alguma tour a decorrer?

Desde que o álbum saiu até agora demos cerca de 30 e tal concertos em Portugal, Espanha e França. Demos algumas entrevistas a rádios, revistas, webzines, sites e blogs. Conseguimos reportagens na TV e conseguimos por o nosso vídeo a rodar na MTV. Neste momento continuamos a promover o “SOHAM”, tocando o máximo que conseguimos em Portugal. No estrangeiro há o interesse de promotores em Inglaterra e Brasil de nos marcarem datas, por isso, esperamos confirmar algo em breve. Além disto estamos a compor algumas músicas para o próximo trabalho. Em Fevereiro passou um documentário sobre a vossa banda na RTP2. Falem-nos um pouco disso. Estamos num processo de ascensão e queremos expor a banda mediaticamente ao máximo. Existem espaços que têm mostrado interesse no nosso trabalho, e como é óbvio aproveitamos todas as oportunidades que nos aparecem. Só temos pena de não serem mais. A rubrica 5 linhas 4espaços do programa E2 da RTP2 foi uma experiência divertida que nos ajudou muito no processo de divulgação. Têm feito algumas entrevistas para a rádio e já marcaram presença também no Headbangers Ball com um vídeoclip. Como foi ver o vosso vídeo a passar na MTV? Excelente. É sinal que a nossa linha de trabalho está a resultar, e sendo a MTV uma das referências para as bandas/indústria é muito positivo o nosso vídeo passar lá. Para concluir, o que esperam alcançar com este lançamento? Nós tocamos para pessoas, escrevemos para pessoas, e claro que queremos que o público que ouve Defying Control seja cada vez maior e mais diversificado. Além disto, queremos cada vez mais solidificar a banda e ganhar o nosso lugar ao sol, que será merecido se mostrarmos trabalho e talento. Entrevista: Joel Costa


Provenientes da Lituânia, os Argharus são uma banda de Black Metal que cantam na sua língua materna. «Pleistas», o primeiro álbum da banda, foi agora lançado o que foi motivo mais do que suficiente para falar com o guitarrista e.e6 Como descrevem a vossa banda?

Em poucas palavras e sem floreados: somos basicamente uma banda de Black Metal.

Apesar de ter um som muito característico, a vossa música parece ter um toque da velha escola do BM. Que dizem sobre esta caracterização?

Na minha opinião, Argharus está algures entre a velha e a nova escola de BM. É possível encontrar alguns elementos menos “ortodoxos” na nossa música, mas, mesmo assim, não nos consideramos como progressivos ou algo desse género. Tentamos não sobrecarregar a nossa música com solos de guitarra que parecem nunca mais ter fim ou ritmos tão sofisticados que seria necessário ser musicólogo para os compreender, mas, ao mesmo tempo, procuramos não ser demasiado simplistas.

Quais são as vossas influências musicais?

Já nem sei. Na minha opinião, tudo o que ouves e aprecias deixa uma marca. E nós não apreciamos só BM,

portanto é difícil de dizer. E há outra coisa: eu posso gostar de um riff ou um motivo num álbum e achar tudo o resto uma maçada. Mas esse pequeno elemento pode influenciar-me um pouco, modelar-me do ponto de vista musical. Em suma, penso que tudo o que ouvimos nos inspira.

Como trabalham na vossa banda? Quem escreve? Quem compõe a música?

O essencial da composição é feito com as guitarras, mas cada membro da banda dá o seu contributo, ou seja, juntamo-nos todos e fazemos a música. As letras são escritas principalmente pelo vocalista.

O vosso vocalista soa um pouco como Niklas “Kvarforth”. Consideram-no como uma influência importante?

Já nos disseram isso e parece-nos óbvio que Kvarforth é uma das influências a ter em conta na forma de cantar do 7 [o vocalista da banda]. Muitos vocalistas pretendem mostrar que têm um estilo completamente original, mas não há artistas sem influências. Portanto, fazer tais afirma-


ções corresponde basicamente a mentir (incluindo a si próprio). Kvarforth parece influenciado pelos Bethlehem e estes foram buscar a sua inspiração a qualquer outro lado e por aí adiante. Não nos parece errado ter alguém a quem ir buscar a nossa inspiração, só não se deve copiar esse alguém de A a Z.

Segundo o site metal-archives.com, as vossas letras abordam temas como o nihilismo, a insanidade mental e o ódio. Podemos encontrar tópicos desta natureza no vosso álbum de estreia?

Sim. E, de facto, a abordagem desses temas teve início precisamente no Pleistas. Antes deste álbum, as nossas letras eram mais tradicionais, mais dentro das “convenções” do BM: por exemplo, misticismo e outra “tralha” romântica [no sentido estético do termo]. No Pleistas, temos “os pés mais assentes na terra” (ou antes, o 7 é que chegou aí, já que agora é ele que escreve as letras). Este álbum fala essencialmente da morte e dos aspectos mais negativos da vida e, como disseste, de insanidade, venha ela de doença mental ou muito simplesmente do alcoolismo.

Onde encontram a inspiração para as vossas letras? Drogas, álcool, sofrimento, a vida em geral.

Por que têm uma faixa sem título no vosso álbum?

Porque é da autoria de um amigo nosso. Não tem a sonoridade típica do metal e destacase no álbum; parece mais uma “intro” (e, aliás, nós damos-lhe essa finalidade nos nossos concertos), mas aparece no meio do álbum. E nós fomos demasiado preguiçosos para lhe arranjar um título, até porque a faixa não tem letra. E também me parece que é melhor do que

estarmos a inventar um nome abstracto que poderia nem ter nada a ver com a música.

E quanto à capa do álbum? Quem é a menina que aparece na foto? Alguém famoso?

Nem sei quem é a menina. Escolhemos essa foto, porque nos pareceu interessante do ponto de vista estético, e pensamos que se relaciona com o álbum, porque transmite algo sobre a atmosfera criada pela música e pelas letras. Mas também podíamos ter usado uma fotografia de uma floresta.

Queres dizer alguma coisa sobre os vossos nomes artísticos? Não.

Cantam e escrevem sempre na vossa língua materna?

Fizemos essa opção desde o início. O Lituano é uma língua muito (mais propriamente, MUITO) antiga e pareceu-nos que se adequava perfeitamente ao conceito de BM.

Por que escolheram um membro dos Obtest para ser o vosso baixista nos concertos? O estilo deles é diferente do vosso, mais do género pagan metal, não te parece? E quem toca o baixo nas gravações?

Escolhemos o Demonas muito simplesmente porque ele é um excelente baixista e aceitou tocar connosco ao vivo. Mas não participa no processo criativo da nossa banda. Dantes, era o nosso vocalista que fazia o papel de baixista e eu próprio assegurei essas funções durante as gravações para o Pleistas. E, como é evidente, Obtest e Argharus não têm nada em comum.

A vossa banda é oriunda de um país quase desconhecido, apesar de estar situado na Europa. Tanto

quanto eu pude ver, através de uma rápida pesquisa, também é um país muito antigo, com uma história rica em incidentes. De que modo isto se relaciona com a vossa realidade como banda? Como é viver na Lituânia actualmente? Como é a vossa cena musical no que se refere ao metal? Tinham uma percepção diferente da vida quando eram mais novos, nomeadamente quando o vosso país ainda fazia parte da União Soviética? Havia bandas de metal nesses tempos?

É frequente fazerem-nos essa pergunta. Mas é difícil para nós responder. Por exemplo, eu nasci em 1987. Logo, tinha 3 anos, quando o meu país recuperou a independência. Os outros são um pouco mais velhos, mas a diferença máxima é de cinco anos. Portanto, somos novos demais para termos conhecido as bandas de metal dessa época, embora saibamos que existiam. Pessoalmente, só gosto de uma banda lituana, que me parece muito subvalorizada: os Dissimulation. Sobre as outras nada sei. A Lituânia é um país pequeno, mas muito bonito e eu gosto de cá viver. Mas sinto que as feridas decorrentes do domínio da União Soviética ainda não estão fechadas. A nossa integração na URSS alterou a mentalidade lituana e não para melhor e ainda anda por aí muito “lixo” deixado por esses cinquenta anos de domínio. Também ainda só passaram 20 anos desde que recuperámos a nossa independência!

Quais são os vossos planos para o futuro?

Dar concertos, fazer canções. Aliás, estamos quase sempre a compor e a escrever. Mas a criatividade não pode ser apressada. Vem quando vem.

Entrevista: Cristina Sá


ROTTING CHRIST «Aealo» [2010 / Season Of Mist]

Já lá vão dezassete anos desde que os Rotting Christ revolucionaram o Black Metal com «Thy Mighty Contract». Desde então, diversas relíquias vieram à tona e lançamento após lançamento, criaram um legado rico em clássicos e essencial para quem queira atravessar para o lado “negro”. Os gregos

KILLSWITCH ENGAGE «Killswitch Engage»

[2009 / Roadrunner]

Mais um álbum que não conseguirá superar o grande trabalho reflectido no álbum «Alive Or Just Breathing?» e o que é certo é que a banda não parece importar-se muito com isso. O importante é que a banda conseguiu alcançar um bom estatuto logo no início de carreira e é capaz de movimentar as multidões que bem entender. Em vez de se matarem a tentar produzir novamente uma obra de arte, a banda procura fazer bons discos de Metal e vai conseguindo arrancar algumas músicas dignas de serem assinadas pelo nome

Rotting Christ, têm em «Aelo» uma excelente obra-prima com a perfeição a brilhar em todos os detalhes. Os riffs têm nova vida neste registo, que se juntam a toda a esta atmosfera concebida pela banda que só é transmitida devido à excelente produção da qual foi sujeita. Se acham que o Metal não pode ser brilhante então ponham os vossos limites á prova com «Aealo». [9.0] [Joel Costa]

da banda. «Killswitch Engage» parece-me estar dividido em duas partes, sendo que numa temos a fúria e a rapidez e na outra temos vozes limpas e baladas. Verifica-se alguma falta de inspiração por parte da banda e o colectivo transmite essa sensação a dadas alturas, parecendo que a banda aborrecese e não deposita a confiança necessária para fazer um bom disco. A banda passou por uma mudança e assentou esse facto neste álbum. [6.5] [Joel Costa]


MUNICIPAL WASTE «Massive Aggressive»

[2009 / Earache]

Nos últimos anos, os Municipal Waste têm vindo a liderar todo este revivalismo de Trash Metal que se fez sentir. A diferença entre eles e os demais, é o facto de eles ainda não terem desistido e verem com o seu quarto lançamento, «Massive Aggressive», aquilo que era necessário para gozar um pouco mais deste poder que lhes foi dado. Anteriormente conhecidos como uma banda de Party Trash, os Municipal Waste mostram agora que estão mais maduros e são capazes de compôr temas sérios. A duração das músicas é que continua a andar pelos 2 minutos. Talvez a banda pense que saberá melhor se vier em pequenas doses. Já vai de cada um. O guitarrista Ryan Waste é o melhor que esta banda tem, proporcionando excelentes riffs ao longo de toda a extensão de «Massive Aggressive». Um CD bem conseguido que é facilmente digerido em meiahora. [8.5] [Joel Costa]

AHAB «The Divinity of Oceans» [2009 / Napalm Records]

Enquanto a maioria dos grupos se esquiva de rótulos que os associem a géneros ou subgéneros musicais, os

Ahab descrevem-se orgulhosamente como uma banda de ‘nautik funeral doom metal’. ‘Nautik’ por causa do fascínio que as sagas marítimas sempre exerceram sobre a banda, desde a sua formação, em 2004, que motivou a criação de um álbum de estreia baseado na obra “Moby Dick”, o clássico da literatura de Herman Melville, sendo este segundo disco mais um conceptual inspirado desta vez em “In the heart of the sea”, o livro de Nathaniel Philbrick que relata a tragédia do baleeiro Essex, famoso desastre marítimo do Sec. XIX que culminou em actos desesperados de canibalismo no seio da tripulação sobrevivente. Com uma sonoridade expandida e renovada (que torna, agora, a qualificação de ‘funeral’ um tanto forçada), o novo álbum inclui desta vez vários segmentos tranquilos, atravessados por linhas melódicas, etéreas e magnificas de guitarra, que surgem entre as partes mais impiedosas, resultando num trabalho mais equilibrado. Outro aspecto inédito é o registo limpo de Daniel Droste, um canto singular em timbre grave que ele alterna com o seu grunhido cavernoso, e que prevalece como um dos aspectos mais atractivos do disco. Marcado por influências que vão desde o doom clássico dos Solitude Aeturnus ao estilo mais arrastado e atmosférico dos Morgion, «The Divinity of Oceans» soa tão épico e trágico com o próprio mar e é o primeiro grande trabalho da formação alemã. [8.0] [Ernesto Martins]

JOB FOR A COWBOY «Ruination» [2009 / Metal Blade]

Será que alguém ainda duvida que os Job For A Cowboy são uma banda de Death Metal? «Ruination» possui diversos momentos potentes e intensos, com situações extremamente técnicas, fazendo assim com que seja Death Metal puro. O álbum está repleto de músicas rápidas e densas, com as melodias suficientes para fazer deste disco algo a ter em conta. A brutalidade é tanta que quase nos sufoca, não deixando, nunca, de ser interessante. Editado pela Metal Blade, os Job For A Cowboy são os autores de uma das melhores propostas recebidas em 2009. [7.0] [Joel Costa]

DEVILDRIVER «Pray For Villains» [2009 / Roadrunner]

«Pray For Villains» é o quarto registo dos Devildriver, que vem dar continuidade ao trabalho dado a conhecer em 2007, «The Last Kind Words». O álbum é acessível mas não posso dizer que a banda queira seguir um caminho mainstream. Produzido por Logan Mader (Machine Head e Soulfly), o álbum dá destaque às melodias e ao groove, não esquecendo a intensidade com que Dez Fafara nos acostumou. Os riffs de guitarra e a brutalidade com que a bateria se faz sentir, é o que o álbum de melhor tem... aquilo que era preciso para cobrir a inexistência de boas letras e fazer de «Pray For villains» um bom disco. [5.5] [Joel Costa]


MARDUK

«Wormwood»

[2009 / Regain Records]

Vinte anos de actividade, onze LPs publicados, uma paixão inesgotável e quase obsessiva pela música que faz, e, sobretudo, uma relevância inegável na cena black metal actual como poucas bandas de segunda geração se podem gabar, são, resumidamente, os traços essenciais do retrato de Morgan Hakansson e dos Marduk. Depois da autêntica reinvenção que foi o extraordinário «Rom5:12»,

a formação sueca acaba de regressar com um álbum que aponta na mesma direcção desse disco de 2007, embora contenha descargas de blast-beats em doses mais massivas. Apesar disso, são os temas menos rápidos que continuam a sobressair, destacando-se aqui o venenoso “To redirect perdition” e a marcha triunfal “Funeral dawn”. A diversidade de andamentos proporcionam um espaço amplo de manobra para a expressividade vocal de Daniel “Mortuus”, que se mostra aqui – muito mais do que no disco anterior – detentor de qualidades laringicas que lhe permitem ir desde o gutural mais doentio e torturado, até ao bramido asperamente ca-

racterístico do metal desta negritude, passando por alguns detalhes únicos, como a forma como usa a respiração em “Into utter madness”. Não me recordo do anterior Erik “Legion” demonstrar semelhante versatilidade. O baixo de Magnus “Devo” é outro pólo de atracção e a sua proeminência na mistura confere à sonoridade geral um carácter ainda mais espesso e sombrio, particularmente nos segmentos mais lentos. Usando como título a tradução literal da palavra Chernobyl, para alguns sinal de punição divina, «Wormwood» é, segundo o próprio Hakansson, uma celebração do fim dos dias. [8.5] [Ernesto Martins]


REVOCATION «Existence is Futile» [2009 / Relapse Records]

No ano passado estriaram-se com um álbum espantoso que lhes valeu o epíteto de próxima ‘big thing’ na área do thrash/ death metal técnico e a ligação à editora onde se encontram agora ancorados. O segundo longa-duração, lançado apenas dezasseis meses depois, confirma a excelência do trio de Boston destacando em particular a destreza do guitarrista David Davidson que nos volta a brindar com leads de atordoar, acenando influências que vão desde Michael Amott a Devin Townsend, passando por virtuosos clássicos como Marty Friedman. Mas para além deste lado técnico proeminente (que é sempre um valor acrescentado neste tipo de música) e do talento que o colectivo evidencia na forma como integra uma série de apontamentos refrescantes que vão beber a tudo o que é menos convencional na música extrema, a sonoridade e o estilo base adoptados neste novo trabalho – quase sempre veloz e farto em blast beats – apresenta muitos dos atributos do death metal melódico e do furacão deathcore que caracteriza bandas como As I Lay Dying e Darkest Hour. A aproximação

a esta corrente está, aliás, bem patente nos registos vocais de Davidson e do baixista Anthony Buda, e francamente soa um pouco estranha nos Revocation se considerarmos que esteve quase totalmente ausente do disco anterior e se trata, no fim de contas, de algo já muito mastigado. Apesar deste ponto a desfavor e da qualidade inconstante dos doze temas, «Existence is Futile» inclui o bastante em termos de momentos de génio para fazer corar de inveja muitas bandas supostamente com “créditos firmados”. [7.5] [Ernesto Martins]

BRIAN, O SOLITÁRIO No início de Fevereiro, Brian Johnson, vocalista dos AC/DC, criticou violentamente numa entrevista ao jornal australiano “Herald Sun” as conhecidas acções humanitárias de Bono, vocalista dos U2; e Bob Geldof (ex-Boomtown Rats). Segundo o frontman (cuja aversão a actuar em eventos de caridade é pública, tendo os AC/DC declinado mesmo convites para tocar em eventos como o Live Aid, em 1985) ambos os cantores se valem das respectivas projecções mediáticas visando angariar dinheiro para beneficiência, o que é verdade, lógico e nada tem de condenável, bem pelo contrário. Mas para o vocalista do mais famoso grupo australiano de sempre as celebridades deveriam fazer discretamente os seus donativos, rejeitando o apelo público ao auxílio dos povos necessitados. “Eu doo sozinho e não digo a ninguém que o faço. Não digo às pessoas que deve-

riam dar dinheiro, pois não têm possibilidades”, afirmou Johnson ao jornal. “Quando trabalhava [referindo-se aos seus empregos”tradicionais” antes de ser músico] não gostava de ir a espectáculos onde alguém me dissesse que deveria pensar nas crianças africanas. Lamento, mas enerva-me ver as pessoas usarem a política ou a caridade para fazer publicidade. Façam eventos de beneficência, mas não na televisão mundial”, concluiu Johnson. Ou seja, as pessoas não têm dinheiro para fazer doações, mas se for para adquirir bilhetes a 55€ ou 60€ para concertos dos AC/DC (como aconteceu a 3 de Junho passado no estádio Alvalade XXI, em Lisboa) está tudo bem? Se a preocupação de Johnson é legítima, que o prove exigindo a redução significativa e justa do preço dos bilhetes para os espectáculos do seu grupo, à semelhança do que os Pearl Jam fazem. Johnson saiu muito mal da polémica e deveria ter-se mantido calado. Se nada mais pretende fazer para auxiliar os necessitados que não sejam doações privadas está no seu pleno direito, mas que se abstenha de criticar os filantropos ansiosos por fazer a diferença (meritoriamente, Bono recebeu já três nomeações para o Prémio Nobel da Paz - em 2003, 2005 e 2006 -, a última das quais na companhia de Bob Geldof pela realização do Live 8). Além disso, as acções humanitárias resultam em pleno quando expostas massivamente ao Mundo, de todas as formas e com todos os meios possíveis, daí que, pela sua influência e mediatismo, as figuras públicas se encontrem numa posição privilegiada que lhes permite fazer chegar a mensagem de solidariedade a mais pessoas num curto espaço de tempo, maximizando a eficácia dos resultados perseguidos, sempre com enorme urgência. E os famosos não só devem aproveitar o seu estatuto para o fazer como moralmente estão obrigados a tal, à semelhança de qualquer outro cidadão. Que todos os Bonos e Geldofs deste Mundo se ergam para tornar o planeta um sítio melhor, porque de Johnsons já está ele cheio.


T

erminou mais uma edição do ECOS ROCK, desta vez na ‘abandonada’ fábrica OLIVA, em São João da Madeira, onde os tão esperados APPLY ZII fecharam a noite fria de sábado. Esta banda São Joanense consta já no seu repertório como uma, senão a melhor banda de rock nacional com tão tenra idade. Tiveram já a oportunidade subido ao palco Novos Valores da Festa do Avante de 2009 e de ter sido uma das

bandas mais votadas do Concurso de Bandas de Garagem da Rendez-Worten 2009, na categoria de rock. Neste concerto, para além das músicas já conhecidas do público, apresentaram duas novas canções. Que ajudaram ao bom concerto, no qual conseguiram animar as hostes e pôr todo o pessoal a aquecer de tanto saltar. Para quando um suposto EP não sabemos, já que as condições para se poder gravar, seja o que for,

no nosso tão querido país, nunca foram muitas. Deixo aqui a dica às editoras e produtoras que queiram pegar nesta jovem banda, que tem ainda muitas cartas para dar. Paulo Martins Para mais informações consultem o myspace da banda: www.myspace.com/applyzii


Bio:

A Rádio Oblitteratus teve início no final de 2009, fundada por Oblitteratus, sediada no Alentejo e é uma rádio online. Com objectivos e vida dedicados ao Metal, Oblitteratus resolveu fundar a rádio para que assim que se pudesse promover o underground tanto nacional como internacional e providenciar um bom tempo de antena aos que estão em casa, no trabalho ou onde haja um computador com acesso à internet. Inícios de 2010 houve algumas confusões em que quase toda a equipa presente resolve abandonar o projecto, ficando assim apenas Oblitteratus a gerir a rádio. Inícios de Fevereiro de 2010, Rádio Oblitteratus regressa com melhores condições, site propositado para audição da rádio e anúncio de notícias e em construção de nova equipa e assim também nova programação.

Info:

Para aceder e ouvir no site : www.oblitteratusmetal.pt.vu ou www.oblitteratusradio.blogspot.com Para ouvir no player pessoal(Ficheiro/File > Abrir/Open URL > Copy/Paste URL : http://91.121.180.85:10017 Online : O máximo tempo possível, por vezes 24 horas. Possivelmente 24/7 brevemente. Integrada por : Oblitteratus como fundador e director, DeadMeatGrinder como DJ e The Viborette como DJ. Tem como género principal : Metal e sub-géneros : Death Metal, Brutal Death Metal, Technical Death Metal, Blackened Death Metal, Technical Brutal Death Metal, Black Metal, Symphonic Black Metal, Raw Black Metal, Blackened Heavy Metal, Technical Black Metal, Thrash Metal, Viking Metal, Folk Metal, Heavy Metal, Doom Metal e Progressive Metal.

Contactos:

Endereço : Oblitteratus Radio A/C Filipe Brito Rua Dr. Manuel Freire Geraldes Porta 59, 1º Esquerdo 7565-227 Ermidas-Sado Telefone : +351913343723 (Oblitteratus) E-mail : oblitteratusradio@gmail.com deadmeatgrinder@gmail.com nuclearchicken@gmail.com



VERSUS MAGAZINE #08 Março 2010