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A/C Joel Costa VERSUS MAGAZINE Rua Adriano Correia Oliveira 153 1B 3880-316 Ovar Telem.: 933 454 462 Web: www.versus-magazine.com E-Mail: geral@versus-magazine.com Blog: versus-magazine.blogspot.com MySpace: myspace.com/versusmagazine Twitter: twitter.com/versusmag Hi5: versusmagazine.hi5.com PUBLICAÇÃO MENSAL Download Gratuito DIRECÇÃO Cátia Cunha Joel Costa EDIÇÃO Cátia Cunha Joel Costa GRAFISMO Cátia Cunha Joel Costa REDACÇÃO / COLUNISTAS Cátia Cunha Dico Joel Costa

editorial

Depois de um mês muito atribulado, chega finalmente o momento de ver a segunda edição da VERSUS finalizada. Ocorreram algumas mudanças a nível do design, pois queremos estimular a vossa leitura e elevar a potencialidade das nossas edições. Dito isto, tenho o prazer de informar que temos novos colaboradores: o Dico como colunista e também com um espaço sobre «Leituras Pesadas» e o Fórum Metal Portugal, com uma entrevista aos «Heavenwood». Apesar de ter sido feita por mim, a mesma foi elaborada no sentido de integrar um novo espaço criado por este fórum, que tem o mesmo objectivo que nós: divulgar o Metal nacional. Já que falo nisso, aproveito também para informar que a VERSUS não representa apenas o Metal nacional e internacional. Gostamos também de abordar um pouco o Rock mais pesado ou mais alternativo. Quer-me parecer que nesta edição abusamos um bocadinho mas acreditem que o nosso Metal não ficou de fora e é com um enorme prazer que temos os RAMP como capa da segunda edição! Este colectivo conta já com 20 anos de existência e vê em 2009 o ano de regresso ao lançamento de álbuns (e deva-se dizer que o «Visions» é o trabalho mais próximo da perfeição alguma vez lançado pela banda) e o regresso aos palcos principais do Verão! No passado dia 8 de Agosto aconteceu o primeiro HEADBANGER FEST, cuja organização passou da extinta HEADZUM.ORG para a VERSUS MAGAZINE. Este evento contou com a presença dos nossos amigos AFTER HATE e dos EAK. Estamos a oferecer um DVD na página dos passatempos, que vem já a seguir. Participem! Estamos a contar com vocês para nos encherem a conta de e-mail com mensagens de apoio, críticas, sejam elas boas ou más, e sugestões para melhorarmos as nossas edições. Sintam-se livres e ajudem-nos a apoiar a música Portuguesa! Joel Costa

FOTOGRAFIA Disponibilizado pelas Bandas CAPA RAMP: Tiago Duarte Design: Cátia Cunha PUBLICIDADE geral@versus-magazine.com ASSINATURAS geral@versus-magazine.com Todos os direitos reservados. A VERSUS MAGAZINE está sob uma licença Creative Commons Atribuição-Uso Não-ComercialNão a Obras Derivadas 2.5 Portugal. O utilizador pode: copiar, distribuir, exibir e executar a obra Sob as seguintes condições: Atribuição. O utilizador deve dar crédito ao autor original, da forma especificada pelo autor ou licenciante. Uso Não-Comercial. O utilizador não pode utilizar esta obra para fins comerciais. Não a Obras Derivadas. O utilizador não pode alterar, transformar ou criar outra obra com base nesta.

Paulo (E.A.K.) com Joel Costa

Equipa da Versus Magazine Joel Costa e Cátia Cunha - no Headbangerfest.


A VERSUS MAGAZINE tem dois exemplares do novo EP dos No Tribe, «Primordial», para oferecer. Para te habilitares a ganhar um, tens que responder acertadamente às seguintes questões: 1. Como se chama o novo baixista dos No Tribe? 2. Em que estúdio foi gravado o EP? Envia as tuas respostas até dia 15 de Setembro para geral@versus-magazine.com

A VERSUS MAGAZINE vai oferecer um DVD do evento HEADBANGERFEST 2009, com After Hate + EAK. Para isso só tens que fazer uma capa para o DVD. Ganha a mais original! Envia um e-mail para geral@versus-magazine para te enviarmos tudo aquilo que precisas. Prazo de Entrega: 1 de Outubro de 2009


Devasth, Pestilens e Vilkacis são os nomes por detrás de Lux Ferre, uma banda que está em vésperas de lançar um novo álbum e que vê nele as vidas pessoais de cada um dos seus elementos. Não resistimos em falar com a banda e saber o que podemos esperar de «Atrae Materiae Monumentum». Eis Lux Ferre, na voz do vocalista Devasth: Qual é o significado do vosso nome e de onde advêm os vossos nomes artísticos, se é que lhes podemos chamar assim?

“Lux Ferre” é o Latim de “O Portador da Luz”. A palavra Lúcifer deriva daqui. Lúcifer é a estrela da manhã, o planeta Vénus, aquele que brilha… Esta luz está associada à sabedoria, a sabedoria que leva à rebelião, ao livre arbítrio, à força do ser humano. Em relação aos nossos “nomes artísticos”… Acho que isto é um assunto bastante pessoal e extremamente irrelevante para terceiros. Se tu não gostasses do nome que te deram, como gostavas que te chamassem?

Após a vossa formação lançaram de imediato uma demo. Aprenderam muita coisa desde esse registo até a este novo que aí vem?

Obviamente que sim! Lux Ferre evoluiu de uma forma inimaginável. Podemos dizer que cada lançamento reflecte um estado de sabedoria, uma evolução artística mas ao mesmo tempo uma contemporaneidade. Não podemos dizer que este ou aquele lançamento é melhor ou pior que o outro. Aquilo foi o que estava ao nosso alcance, aquilo foi o que quisemos fazer na altura e toda a experiência que adquirimos se reflecte nesses trabalhos. Já há alguma expectativa do novo álbum

da parte dos fãs?

Sim, existe uma enorme expectativa. Nós estivemos quatro anos sem fazer um único lançamento e também estivemos muito tempo afastados dos palcos e por isso não houve a oportunidade de ir mostrando o que estava a ser criado. Houve até quem pensasse que tínhamos acabado… A verdade é que a vida não nos permitiu fazer as coisas mais depressa e também houve muitos contratempos pessoais, pessoas que pensávamos que podíamos contar mas depois não

foi possível. Quando começámos finalmente a mostrar o que estava a ser feito, muita gente ficou entusiasmada pois não só tínhamos dado um sinal que, de facto, estávamos vivos mas também que o novo material estava muito rico.

De que nos fala «Atrae Materiae Monumentum»?

“Atrae Materiae Monumentum” é um trabalho extremamente pessoal, não só liricamente mas também instrumentalmente. Torna-se, por vezes, extremamente desconfortável para nós ouvir o álbum na sua íntegra pois cada riff, cada palavra tem um significado bastante profundo para nós. Podemos pensar neste álbum como um aglomerado de ideias, de pensamentos bastante doentios, de experiências vividas (por vezes auto induzidas), situações que não gostamos de expôr… A verdade é que está tudo aqui exposto, toda a nossa doença, todo o podre que somos está aqui reflectido. Eu não estou a dizer que o ouvinte vai pegar no álbum, ouvir, ler as letras e tudo se torna claro. Não, o ouvinte não vai conseguir descortinar, logo à partida, do que é que aquela parte daquela música fala. Talvez, passado algum tempo, possa chegar à ideia principal mas eu sinceramente duvido que haja alguém para além de nós que consiga compreender este álbum na sua plenitude. Mas como estamos a falar de arte, isto tudo se torna válido, torna-se interessante e desafiante… Cantam alguns temas em Português. Sendo Lux Ferre uma banda que se procura internacionalizar na distribuição de informação via MySpace, não têm medo que os ouvintes internacionais não ouçam tanto o vosso trabalho? Não me parece que um francês deixe de ouvir Lux Ferre simplesmente porque temos letras em Português… Muitas das minhas bandas favoritas cantam na sua língua nativa e não é por causa disso que eu vou deixar de as ouvir ou até acha-

las menos interessantes. Por favor… estamos a falar de arte! Na arte a língua nunca foi uma fronteira e se foi esta a forma que achámos que devia ser, que assim seja! Não nos vamos estar a prostituir liricamente para agradar e vingar lá fora.

Já tiveram o prazer de ter uma tour Europeia. Como correu?

Correu bastante bem. Obviamente que não tivemos sempre casas cheias mas foi uma experiência espectacular e que gostaria de repetir de novo. Fizemos muitos conhecimentos e estivemos em locais verdadeiramente imponentes… Innsbruck foi sem palavras. Vivemos desde as melhores condições possíveis até às piores de todas.

Esperam o mesmo tipo de promoção para o novo álbum?

Esperamos mais até. Não sei se vamos poder tocar lá fora ou até ir em tour… é muito cedo para esse género de decisões mas, estamos à espera de ver reviews ao álbum em tudo o que é sítio e também esperamos que o álbum seja fácil de obter.

Para concluir, que podemos esperar de Lux Ferre para o resto de 2009?

Para além do álbum, podem esperar alguns concertos na zona norte, centro e sul do país. Confirmado para já está um concerto dia 3 de Outubro no Porto, no Metalpoint. Duvido que haja mais lançamentos de Lux Ferre este ano mas talvez em 2010 as coisas se proporcionem…

Entrevista: Joel Costa


Vindos da Irlanda e com um álbum acabado de sair, os «THE END AGAIN» estiveram à conversa com a VERSUS MAGAZINE e falaram um pouco do projecto e dos seus planos para a divulgação do disco.

O vosso álbum de estreia está disponível no iTunes para compra. O feedback do público tem sido bom?

Ger: Sim, as vendas têm corrido bem, tanto para o single como para o álbum. Obviamente que isto é muito encorajador e é bom poder dizer a todos aqueles que estão fora da Irlanda que nos encontram no MySpace e na Internet que podem comprar o álbum directamente do iTunes pois não importa o sítio onde se encontram. Ger / Ian: O feedback, no geral, tem sido bastante positivo, tanto nos concertos como no nosso MySpace. Tivemos também um número bom de reviews em vários sites e revistas na Irlanda.

Que temas abordam nas vossas músicas?

Roni: Mágoa, raiva, perda, rejeição, depressão. As músicas neste álbum são muito pessoais para mim. Eu procurei focarme nas emoções que sentia no geral, no dia-a-dia, de forma a deixá-las sair de mim sem me magoar. Da perpectiva de terceiros, as letras podem parecer negativas mas pode ser visto como algo muito positivo se for uma pessoa que esteja a lidar com algo idêntico. De um ponto de vista musical, penso que as músicas têm uma carga mais positiva mas isso é o meu ponto de vista. Raiva e fúria, por exemplo, podem ser confundidas com uma emoção positiva porque estão carregadas de energia. Por isso, é o ouvinte que decide conforme o seu estado de espírito.

Porquê o nome “My Love Is Dead”?

Roni: Acho que quisemos um título que resumisse não só as letras como também as músicas. Tínhamos uma música escrita anteriormente que se chamava «Laurela, My Love Is Dead». Laurela é o nome que eu tenho para a minha alma gémea imaginária, que, por querer uma relação amorosa perfeita, pensei que a tinha encontrado mas apercebi-me um pouco tarde que existe uma grande diferença entre aquilo que sentes e aquilo que sabes. Então, para dizer adeus ao que foi percebido como importante, nós achamos que isto seria o perfeito e prego final naquele caixão.

Vocês são influenciados por bandas como Tool e Deftones. Possuem alguma influência Irlandesa?

Roni: Havia uma banda nos anos 90 da Irlanda chamada «Kerbdog» que eu ainda ouço. Por isso sim, tenho-os como influência musical. Adoro «Enya» também. A forma como ela usa a voz é impressionante. Dá-me arrepios.

Ger: Os «Whipping Boy», originários de Dublin, de uma certa forma mudaram a minha vida quando tinha 15 anos. Eles inspiraram-me em pegar numa guitarra e seguir música. Diria que eles ainda me influenciam no sentido de escrever música, pois eles são muito sombrios mas ao mesmo tempo possuem um tema de esperança. «Rory Gallagher» será outro favorito também. Kev: ‘Thin Lizzy’ e ‘The Realm’ para mim! Ian: ‘The Cranberries’ são uma das minhas bandas favoritas!

Encontram-se a promover o vosso álbum de estreia no vosso país. Existe alguma possibilidade de trazer os «The End Again» ao resto da Europa?

Roni: Sim, definitivamente. Suponho que como banda, precisamos de discutir mais isso, mas a ideia é flutuar pela sala de ensaios. Penso que é mais uma questão de “quando”, pois certamente irá acontecer. Ger: Sim, a Europa é o nosso próximo passo em termos de concertos e promoção. Concordo com o Roni em dizer que é mais uma questão de “quando” faremos isso. Estou muito ansioso! Kev: Será mais quando tivermos uma editora ou ganharmos o Euromilhões! Ian: Já tocamos em Barcelona, em Agosto de 2006. Queremos também ir a Amesterdão num futuro próximo, para abrir para os «Bulls On Parade», uma banda de tributo dos «Rage Against The Machine». Gostaríamos de tocar na restante Europa mas o dinheiro é um problema uma vez que ainda estamos a pagar as contas do estúdio por termos gravado o álbum.

Conhecem alguma banda Portuguesa?

Roni: Nem por isso, lamento. Conheço a cerveja Portuguesa! Ger: Desculpa, não, mas gostava de ouvir algumas recomendações tuas! Kev: Hmmm não! Ian: Eu sei que eles são Brasileiros, mas os Sepultura falam Português! Os Manowar não são Portugueses?

Para concluir, como será o futuro para a vossa banda?

Roni: Para mim, irá envolver muitas composições, muitos concertos e então um novo álbum. Acho que ainda não chegamos ao que queremos como compositores. Há ainda muito terreno para explorarmos por isso estou curioso para saber onde é que o futuro nos vai levar!

Entrevista: Joel Costa


Com pouco mais de 10 anos de existência (eu disse pouco?), os «BLACK BURN HATE» vêm do berço de Portugal, Guimarães, e são uma banda de Trash Metal que procura, como todas as outras, estabelecer-se no panorama musical Português como um nome sonante e influente. Conheçam-nos um pouco melhor aqui: As bandas de hoje em dia são como os boatos, vão de boca em boca e são definidas pelo público e muitas vezes erradamente. Como banda como se definem?

Ora aí está uma boa pergunta, daquelas difíceis...(risos), digo isto porque é para nós muito difícil definir algo que nos vem de dentro e acaba por fluir naturalmente... não seguimos um método específico de composição, um padrão de melodia... tentamos canalizar o que nos vai na alma de forma a atingir o público com uma fusão de sensações provocadas por uma sonoridade pouco comum, com riffs bem vincados, rica em energia, dentro da linha do Old School mas com influências que vão do New ao Thrash

Metal.

É difícil para a banda chegar a um consenso final nas vossas músicas?

Não nos é muito complicado chegar a um consenso, uma vez que todos estamos muito cientes quanto ao rumo a seguir nas nossas composições. Claro está que por vezes surge um ou outro tema em que as opiniões divergem, pois todos nós temos diferentes influências adquiridas em bandas e formações anteriores, influências essas que acabam por ser proveitosas visto que nos permitem ter um maior leque de opções para aplicar em cada criação. Por norma essas divergências não são motivo para grandes demoras quanto ao veredicto final de cada tema.

Como começaram a crescer?

Desde que os actuais elementos ocuparam os respectivos lugares nesta banda, tudo tem acontecido muito rápido e naturalmente. Este projecto teve início em Janeiro de 2008 e nessa altura foi levado a cabo por exelementos de Scurf sendo eles Bessa (vocalista/guitarra ritmo), André (baterista) e Hélder (baixista). Quanto ao Leopoldo, integrou esta formação em Maio do mesmo ano para se ocupar da guitarra solo e logo após 4 meses fomos uma das bandas vencedoras do concurso RRW. A partir daí e até agora, a banda tem conseguido man-

ter uma ascenção natural, positiva e promissora tentando assegurar o seu lugar na cena do Metal Nacional e além fronteiras.

Antes de existirem os BLACK BURN HATE existiam os Scurf. O que aconteceu para formarem os BLACK BURN HATE?

Os principais motivos foram a procura de uma nova sonoridade, de um novo método de trabalho mais exigente e de dedicação que permitisse levar a cabo uma paixão comum. Na nossa opinião, ter um grupo trabalhador e dedicado é o mais difícil de se conseguir numa banda. Apostamos nesta formação, e foi sem margem para dúvidas uma aposta bem idealizada, além disso os BBH possuem um alicerce que tem como base uma forte amizade, que acaba por ser uma excelente mais-valia para o bom funcionamento do actual projecto.

Quais as diferenças entre estas duas bandas?

Apesar do actual projecto ser composto por 3 ex-elementos de Scurf, em nenhum aspecto se torna comparável ao mesmo, em termos de sonoridade não existe nada que interligue os dois projectos. Além da exclusão de 2 anteriores elementos de Scurf e da entrada do Leo na banda, as principais diferenças são sem dúvida a sonoridade, visto que a banda anterior assentava


num estilo mais Hard Rock/Progressivo, a maturidade, a boa fusão de gostos musicais e a capacidade de trabalho que aumentou consideravelmente.

Qual foi a vossa reacção ao saberem que tinham ganho o prémio de melhor música na categoria de METAL do Rock Rendez Worten?

Como seria de esperar ficamos contentes, afinal ganhamos um prémio num concurso de nível nacional onde participavam centenas de projectos... só lamentamos o facto da nossa banda, apesar de ter ficado em 1º lugar na votação online para a categoria de “Melhor Banda de Metal”, ter sido “posta de parte”no final do concurso juntamente com outras bandas que lideravam as respectivas categorias, por não ter assinado um contrato (fantasma) muito pouco esclarecedor no prazo de meio dia, contrato esse que dava acesso à fase seguinte. Como na altura participamos também na votação para a categoria de “Melhor Música de Metal” e ganhámos novamente através da votação do júri, se calhar parecia mal não nos darem um prémio... enfim, àguas passadas... fora esse “pequeno” pormenor, ficamos muito contentes sim...(risos).

Após terem ganho o prémio de melhor música na categoria de METAL do Rock Rendez Worten,

sentiram alguma mudança na vossa vida de músicos?

Nem tudo foi mau e as verdades são para ser ditas...como fonte de divulgação, o RRW revelou ser bastante eficaz. Demos a conhecer o que fazemos a nível nacional, através do site do concurso, um dos nossos temas faz parte da compilação “Best of Rock Rendez Worten” que ainda se encontra à venda por todo o país, esse e outros factores juntamente com o facto de termos arrecadado o prémio, contribuíram sem dúvida para que fossemos mais procurados e ouvidos, o que no fundo sempre foi a nossa meta no que toca ao concurso.

Qual o vosso próximo objectivo?

Tendo em conta que o fecho e divulgação de mais uma edição da Versus Magazine à qual tivemos todo o prazer em ceder esta entrevista está para breve, e visto que a nossa maior ambição é fazer com que nos oiçam e critiquem, o nosso próximo objectivo é tentar fazer com que cada leitor desta edição dê asas à sua curiosidade e tire alguns minutos do seu tempo para dar uma “espreitadela” àquilo que fazemos...pode ser?!... (risos). Entrevista: Cátia Cunha

DICO

intrigas PT. I

Para os mais atentos, não constituem novidade as mediáticas guerrinhas pessoais no Som Eterno, ao pior estilo da imprensa sensacionalista. Aliás, não surpreendentemente, há várias publicações especializadas (europeias e brasileiras, em especial) que em parte vivem e se alimentam dessas polémicas, onde a ofensa e a intriga marcam pontos. Entre as duplas cujas diferenças mais tinta fazem ou fizeram correr na história do Metal destacam-se Ozzy Osbourne vs Black Sabbath, Messiah Marcolin vs Candlemass, Bruce/Dickinson/ Iron Maiden vs Sharon/Ozzy Osbourne, Axl Rose vs Slash, Robb Flynn vs Kerry King, Biff Byford vs Graham Oliver/Steve Dawson, Billy Millano vs S.O.D. ou Dave Mustaine vs Kerry King ou Dave Mustaine vs Lars Ulrich. Na sua mais recente polémica, em entrevista publicada a 29 de Julho no site da revista Rolling Stone, Dave Mustaine (ex-Metallica) afirmava que Scott Ian, guitarrista dos Anthrax, alegadamente o informara que no fim da digressão europeia a Master of Puppets (durante a qual o baixista Cliff Burton morreria) os Metallica planeavam despedir o baterista, Lars Ulrich. No próprio dia, Ian negava categoriacamente a informação na página dos Anthrax no Twitter. Contudo, já em Março de 2008 Mustaine havia afirmado no programa televisivo online “Spread TV”, emitido pela ManiaTV.com e apresentado pelo guitarrista Dave Navarro, dos Jane’s Addiction, que “o James e eu planeámos despedir o Lars várias vezes”, acrescentando ainda que “gosto mais do James do que do Lars, acho que toda a gente gosta. Não gosto propriamente do Kirk, porque ele ficou com o meu emprego, mas comi a namorada dele antes de sair da banda, por isso…” Mustaine lançava assim mais uma violenta farpa na controvérsia alimentada com os Metallica desde que a banda o expulsou, em 1983. Independentemente da verdade, questiono-me o que levará um músico bem sucedido a falar durante 26 anos da sua meteórica experiência no maior grupo de Metal de sempre, gerando polémicas sistemáticas. Será inveja? Rancor? Ausência de maturidade? Baixa inteligência emocional? Desesperada necessidade de protagonismo? Puro divertimento? Motivação para a vingança? Personalidade conflituosa? Não ter nada mais interessante para fazer? Ou todos estes factores conjugados? Seja como for, uma ilação podemos tirar deste caso: Mustaine ainda não se apaziguou consigo próprio nem com os antigos colegas de grupo e duvido que alguma vez o faça. No fundo, o músico é digno de pena. E pena é o sentimento que nutro por todos os outros responsáveis de conflitos semelhantes no universo do Metal. A publicidade grátis que geram através da verborreia regurgitada traduzir-se-á em dividendos tais que compensem largamente a falta de profissionalismo que deixam transparecer? É bem possível. Seja como for, estas polémicas venenosas, ridículas e mesquinhas só prejudicam a imagem do Metal enquanto género, desviando a atenção do que realmente interessa: a música!


«Escape» é o nome da segunda compilação levada a cabo pela Versus Magazine. Este mês, a compilação mensal reúne 10 temas de algumas das bandas entrevistadas. É nosso interesse inserir apenas bandas que figurem em entrevistas na presente edição, com o objectivo de facilitar a pesquisa por parte dos leitores interessados em ouvir os projectos entrevistados. O download pode ser feito gratuitamente no MySpace da Vermyspace.com/versusmagazine Abaixo encontra-se o alinhamento do CD para vossa apreciação:

01. BLEED FROM WITHIN Música: Damnation Myspace: /bleedfromwithin

06. LUX FERRE Música: Breu Myspace: /officialluxferre

02. SUFFOCHATE Música: Killing Machine Myspace: /suffochate

07. BLACK BURN HATE Música: Here I Stand Myspace: /blackburn8

03. AND THEIR EYES WERE BLOODSHOT Música: Man The Lifeboats! Myspace: /atewbs

08. DAEMOGORGON Música: Temple Dementia Myspace: /daemogorgonchaos

04. BLACKSWAN Música: Bullet From Hell Myspace: /blackfuckingswan

09. ASHES Música: Torn Away Myspace: /ashesrain

05. TO-MERA Música: Inside The Hourglass Myspace: /tomeraband

10. UNBRIDLED Música: Covered In Blood Myspace: /unbridledmetal


«And Their Eyes Were Bloodshot» são uma banda que não deve ser julgada pela imagem que apresenta. Os rostos angelicais são tudo menos isso! Esta banda pratica uma sonoridade Hardcore que vale bem a pena ouvir. Mas para já, fiquem a conhecêlos um pouco: Vocês já tocaram com alguns nomes muito conhecidos. Como é que isto se reflectiu na vossa promoção?

Tocar com bandas como Parkway Drive, Caliban e The Chariot, ajudaram-nos a divulgar a nossa música tanto no Reino Unido como na restante Europa. Estar presentes neste tipo de tours foi algo massivo para nós e adoramos cada minuto que passou. A promoção na tour não só nos ajudou a angariar fans como também resultou no sentido de travarmos amizade com algumas das bandas das quais gostamos muito.

O vosso primeiro EP vendeu mais de 2 mil unidades em apenas um ano. Foi difícil promover o álbum?

A promoção do «Prologue» foi organizada pela nossa editora, Small Town Records, que tem um agente só para nós. O resto foi nossa responsabilidade e tocamos o maior número de concertos para o maior número de pessoas possível. É muito trabalhoso manter o público interessado mas compensou muito e estamos muito contentes com isso!

myspace.com/atewbs

Encontram-se a preparar novo material para lançamento ou de momento só estão interessados em dar concertos?

Nós estamos sempre a compôr novo material, mas preferimos dar prioridade aos concertos. Quando tivermos oportunidade, iremos ensaiar e escrever novos temas para tocar ao vivo, mas até que estejamos 100% convencidos com as novas criações, não o faremos. Devemos lançar algo novo lá para 2010, quando já tivermos divulgado o nosso último registo discográfico.

Como é que se conheceram?

Nós somos amigos muito chegados por isso foi muito fácil para nós para criarmos a banda. É vantajoso sermos bons amigos porque assim não nos importamos de dizer aquilo que pensamos, a toda a hora, mesmo que seja um pouco duro.

Quais são as vossas principais influências?

As nossas principais influências são os The Chariot, Norma Jean e The Devil Wears Prada.

O que devemos esperar da banda para o futuro?

De futuro, podem esperar ver-nos por todo o lado. Iremos continuar a dar concertos no Reino Unido e restante Europa. Estamos também a planear ir até aos Estados Unidos e ao Canadá no próximo ano. Temos um desejo muito grande de ir a Portugal, por isso fiquem atentos pois estamos a ir na vossa direcção! Entrevista: Joel Costa


Como era musicalmente Tomar em 1998?

Não muito diferente de hoje: Muitas bandas de vários estilos (na altura um pouco mais unidas talvez), várias com qualidade, músicos com vontade de trabalhar, e poucos sítios ou iniciativas que apoiem esta parte da cultura tomarense. Mas tem vindo a melhorar, e a Câmara já tem feito algumas boas iniciativas, e alguns projectos tomarenses já têm voado mais alto hoje em dia. De qualquer modo muitas das bandas existentes nessa altura influenciaram fortemente a história de Ashes, e só por isso já nos deixaram um bom legado. Na verdade, devemos ser das poucas que perdura até hoje desde 98… se não formos a única do meio underground! (risos)

Da vossa formação de ‘98 até ao ano 2003 passaram por diversas mudanças. Falemnos um pouco disso.

Bem, isso já é a nossa pré-história. Começamos um pouco hesitantes ao início, sem saber bem que som fazer (e onde o ensaiar), acabando nos fixar no rock grunge (e em casa de um amigo). Se bem que tivemos sempre a preocupação de inovar o nosso som e cada vez termos mais espaço de manobra para progredir e explorar outras vertentes do nosso som. Por isso já nos primórdios se notava um pouco de metal ali ou acolá. Na altura que referiste houve varias mudanças no membros da banda, passámos por uns períodos de azar que infelizmente viriam a ser demasiado frequentes (o ano de 2001 é o melhor exemplo, em que um guitarrista partiu um pulso, quando recuperou foi o outro guitarrista que também partiu o pulso, e quando este recuperou o baixista da altura deixou a banda, e assim se perdeu um ano inteiro). Mas nada nos tirará grandes fins-de-semana de convivo que tínhamos nessa altura, era estar na sala de ensaios de sábado de manhã até domingo à tarde, só parando para comer (e beber). E essa altura foi fundamental para criarmos uma forte ligação dentro da banda, que se mantém hoje em dia mesmo com novos membros. O pior foi mesmo quando o vocalista da altura que era uma alma imensa no projecto e um amigo daqueles únicos teve de se fazer à vida e emigrar, deixando-nos ali um buraco que de-

morou a ser remendado, até 2004/2005, quando se deu o nosso… “renascimento” por assim dizer. E pronto, aqui fica um pouco da história de Ashes que nem muitos conhecem (sorrisos)

Como surgiu a ideia de integrar um violinista na vossa formação? A presença do Marco Rosa foi fulcral para o som que apresentam hoje?

Se calhar o mais correcto seria dizer, que integrámos um novo músico compositor, e não um só violinista. Até porque não usamos o violino como é habitual, para fazer uns solos bonitos e etc. Para nós é mesmo mais um instrumento de composição, que se complementa com todo os outros e vice-versa., Se preferirem, podem pensar nele como uma “terceira guitarra”. E na verdade surgiu um pouco do nada. Na altura estávamos à procura de um vocalista, e o Marco abordounos nesse sentido, mas no meio da conversa disse que também tocava violino e assim do nada lembramo-nos de experimentarmos antes essa vertente. A ideia não soava má (se bem que meio duvidosa), estávamos um pouco parados, portanto não tínhamos nada a perder. O Marco nem sequer conhecia bem as músicas, pelo que foi chegar lá e improvisar. Foi o suficiente para adorarmos o resultado e vermos o que isto nos poderia trazer no futuro, e fixarmos o Marco no violino em Ashes. A presença dele, aliada à integração do David na voz mais ou menos na mesma altura, foi realmente fulcral para a viragem de som que já se adivinhava necessária na banda. O seu contributo com novas abordagens e ideias em muito ajudou os restantes a cortar certas amarras e experimentar coisas novas.

Sendo os Ashes uma banda de tomar e o vocalista, que apesar de agora estar mais perto de vocês, passou alguns anos a viver em Ovar, como é que ensaiavam?

Este é um problema que ainda hoje temos, com vários membros aliás. Mais de metade de nós estuda ou trabalha fora de Tomar, pelo que é muito complicado ensaiarmos todos juntos. Assim, vamos ensaiando parte da banda nuns fins-

de-semana, e tentamos com que uma vez por mês estejamos todos juntos. Durante a semana vamos mandando ideias pela Internet, e discutimos as gravações de ensaios e outros assuntos deste modo também. Isto faz com que por vezes todos não possam estar presentes no processo de composição inicial, e tenham de dar o seu contributo à posteriori. Com o David isso aconteceu várias vezes nessa altura que referiste, connosco a fazer a base dos temas, ele a tentar encaixar linhas melódicas, e fazer um ping-.pong de emails até nos encontrarmos para limar tudo. Valhanos as novas tecnologias. (risos) Mas também podemos ver um lado positivo nisto, assim temos mais tempo para reflectir bem nas músicas antes do trabalho final. Acaba por ser um trabalho mais demorado, mas mais reflectido.

Alguns membros dos Ashes possuem projectos paralelos a Ashes. Como conciliam os mesmos? E qual é a prioridade de cada um?

Acho que aqui o truque é como se tivesses filhos: tratas por igual cada um sem prioridades a nenhum. Em termos de ensaios tentámos organizar cada projecto para uma altura sua, sem choques. Em termos de concerto quem ocupa primeiro uma data reserva esse dia para si. Simples e eficaz. E esta situação é boa, até agora temos controlo absoluto dos nossos projectos, e até podemos tentar preencher meses inteiros com concertos...uns fins-de-semana com uma banda, outros com outra.. enfim. Poligamia musical! É o futuro! (risos)

Já têm ganho alguns concursos ao longo destes anos. Qual foi a vitória que mais significou para vocês? Qualquer vitória é realmente uma prova superada em relação ao impacto do som que criamos. Mas a primeira é sempre diferente, e aquela caminhada para o Avante! 2006 (que na verdade engloba


logo duas vitórias) foi algo de único e que nos abriu os olhos para o que podíamos fazer de especial com Ashes. Deu-nos uma nova perspectiva, ao podermos tocar num festival de maior dimensão, para uma audiência mais alargada, e ver óptimas reacções desta.

Em 2007 lançaram um EP de autor, com o mesmo nome da banda. Foi muito bem recebido pela crítica e foram votados por um blog de música como o melhor trabalho do ano. Agora há rumores de que querem gravar um registo novo. Acham que vão superar a meta que «Ashes» alcançou?

Sim (sem falsas modéstias). Para trás não se vai a lado nenhum, para a frente é que é caminho! E penso que o novo trabalho vai reflectir o nosso amadurecimento enquanto músicas e banda, e as nossas novas vertentes, novas perspectivas do nosso som. O nosso novo trabalho vai ser se calhar mais introspectivo e talvez mais obscuro, e a um nível de composição um pouco mais técnico, progressivo, e experimental… Temos temas novos que foram um pesadelo de compor a todos os níveis, às vezes tivemos de voltar à estaca zero e montar tudo de novo, e penso que quando as pessoas enfrentarem a complexidade destes irão perceber o trabalho inerente. Também estamos seriamente a pensar gravar em estúdio em vez de o fazermos por nós próprios outra vez o que por si só já será uma evolução! (risos) Mas esperamos que a meta final ainda esteja longe de ser alcançada, é sinal que ainda temos muito para fazer.

A câmara municipal de Tomar não vos esqueceu e organizou um concerto para festejar os 10 anos da vossa existência. Por esta altura sofriam uma mudança de alinhamento. Como se deu a entrada do João Cardoso?

O facto da câmara da nossa terrinha nos ter feito essa homenagem foi para nós muito especial e um motivo de orgulho. Gostamos de pensar que não passamos de todo despercebidos, e temos dado a conhecer a nossa terra um pouco por

todo o Portugal, e esse vento foi uma bela maneira de Tomar dizer “Obrigado por existirem”. Foi um concerto espectacular e será sempre guardado bem fundo no nosso coração (lamechas, mas verdade). Esse acabou também por ser um prelúdio da despedida do nosso baixista da altura, um grande amigo que precisou de abraçar novos desafios, e na altura começámos a ver de baixistas na zona. Tivemos sorte, surgiram vários muito bons, e mesmo no final surgiu o João que já conhecíamos de vista por um amigo comum, e impressionou bastante logo no primeiro ensaio, tal como tinha acontecido com o David e o Marco na sua altura. E quando é assim, é só seguir a formula, e não demorou a pegar de estaca na banda. E quando dizemos impressionar não é só pela excelente criatividade e técnica que demonstra com o baixo, é também na sua empatia com o resto da banda em termos de convívio, e à qual damos muita importância, sem essa componente nada resulta para nós. É um excelente camarada e um fixe! (risos). Foi um pouco estranho ficarmos sem a personalidade única do Ricardo que tanto passou connosco nestes anos, e sempre ficará no nosso pensamento. Mas estas mudanças não podem ser abordadas de maneira negativa, afinal acabam por nos soltar e quebrar a maneira como nos habituamos a tocar e de fazer o que temos a fazer, e ter novas abordagens, tal como já nos tinha acontecido com a entrada do David e do Marco.

Num registo futuro, haverão diferenças nos vossos temas em relação aos já conhecidos do EP? Bastantes, a vários níveis. O nosso primeiro EP mostra talvez de forma mais crua o nosso estilo musical, o estilo de som que todos (meio inconscientemente) acabamos por escolher. Agora o que fazemos é cozinhar esse estilo e ir adicionado novos ingredientes, e assim como dissemos os últimos temas estão mais progressivos, mais experimentais, mais… janados? (risos). Enfim, tão um pouco a roçar os limites do que é considerado “convencional”, e também os limites de cada um e a experimentar coisas que até então ainda

não tínhamos feito, sendo a voz um bom exemplo.. E desta vez estamos a criar um conjunto de temas interligados por uma adaptação mais sinistra da história da “Alice no País das Maravilhas”, do Lewis Carol.,e como tal estes têm também uma filosofia diferente de composição e interligação uns nos outros. Bem, é tudo um pouco metafórico, cada um interpreta da maneira que mais lhes convier. (risos) Para já, quando tocamos alguns temas ao vivo que vão integrar o novo trabalho, têm sido aceites de forma bastante positiva, e as criticas bastante satisfatórias, o que nos dá muito alento.

Para finalizar, o que podemos esperar de Ashes para este ano?

Vamos continuar a compor os novos temas para o próximo registo, gostávamos de começar a gravar ainda no final deste ano. Mas sem nunca parar com os concertos ao vivo, que é o que nos alimenta como banda, e sem os quais sinceramente já nem conseguimos sobreviver. Por isso vem aí muito trabalho, e muitas surpresas pelo caminho provavelmente. Esperamos percorrer mais um pouco Portugal, e fazer a nossa música chegar a mais pontos do país. Portanto fica aí já o contacto para concertos: AshesBand@Gmail.com Apontem! (risos) Vamos também ver se é possível arranjar algum managment que já se torna complicado gerirmos isto tudo por nós. Também já têm aí o nosso contacto. ( risos) E depois venha a tournée mundial! (risos)

Entrevista: Joel Costa


Depois de os «Bleed From Within» terem sido atacados brutalmente pela crítica da LOUD!, resolvi tirar as minhas próprias conclusões e conversar um pouco com a banda. E ainda bem que o fiz.

pre que quiséssemos. Isso deu-nos muita liberdade e concentração nas músicas. Já com o EP, foi escrito maioritariamente nos nossos quartos. Não tínhamos o mesmo empenho que tivemos no álbum.

Todos os dias aparecem novas bandas de Metal cujo som é influenciado pelos nomes do costume. Vocês são, de alguma maneira, diferentes. Como explicam esta diferença?

Conhecemo-nos num bar jovem local, quatro anos atrás. Crescemos a ouvir as mesmas coisas e eventualmente começamos a tocar juntos. Já não temos o alinhamento original, devido à recente saída do nosso guitarrista. O nosso baixista, o Craig, foi para a guitarra e encontramos outro baixista, o Davie, de outra banda onde eu toco. Davie tem sido nosso amigo há anos e é muito bom no baixo. Somos todos amigos bem chegados e é isso que faz a banda ser melhor. Não imagino fazer isto com outras pessoas que não os meus amigos. Partilhar o mesmo sentido de humor ajuda sempre e o sarcasmo é a nossa melhor arma.

Ali (Baterista) - Todos nós temos como influência as mesmas bandas e isso reflecte-se na nossa música. Colectivamente, temos gostos musicais diversos e tentamos ser nós mesmos e fazer música que seja interessante para nós. É muito importante que as pessoas tenham um conhecimento firme de outros estilos musicais que não o Metal se quiserem perder tempo nesta indústria.

A promoção de «Humanity» vai ser extensa. Estão habituados a tocar todos os dias? Não vai ser difícil?

Tocar não é complicado para nós. É algo que todos queremos e mal podemos esperar para nos pormos a andar. «Humanity» é o nosso álbum de estreia e estamos muito ansiosos para nos fazermos à estrada e deixar que as pessoas ouçam as nossas músicas ao vivo. Levamos os concertos muito a sério, visto que nos vemos como uma “banda ao vivo» e todos os dias são dias de trabalho duro. Tocar todos os dias até é uma boa rotina para nós: dormimos mal, comemos pior, bebemos muito, mas damos o nosso melhor à noite, nos concertos. Esperamos andar pela Europa num futuro próximo. Ainda não fomos a metade dos sítios que queríamos. Itália parece-nos ser um país brutal, assim como Portugal!

Quais são as principais diferenças entre «Humanity» e o vosso primeiro EP «Welcome To The Plague Year»?

O processo de composição foram bastante distintos. Nós éramos novos quando escrevemos o EP. Algumas das músicas nem estavam bem acabadas. Acho que evoluímos consideravelmente no intervalo de tempo entre as gravações dos dois álbuns, tanto musicalmente como mentalmente. O tempo e o esforço que atribuímos a este álbum foi provavelmente a maior diferença. Durante as gravações, nós tínhamos o nosso próprio local de ensaios, o que significava que podiamos ensaiar sem-

Falemos um pouco da banda. Como é que se conheceram?

Quais são as vossas principais influências?

Todos nós ouvimos vários tipos de música e cada um tem as suas bandas favoritas. Contudo, diria que partilhamos todos o gosto por «The Black Dahlia Murder» e «Lamb Of God». Adoramos o som dos «Lamb Of God». Não estamos aqui para impressionar ninguém com o nosso som. Apenas queremos escrever música que gostamos de ouvir.

Deveremos esperar um concerto dos «Bleed From Within» em Portugal para breve?

Bem, como eu mencionei antes, devemos tocar na Europa em breve. Por isso, e espero eu, iremos a Portugal para tocar alguns concertos. Nós tocamos aonde quer que seja e estamos sempre à procura de desculpas para dar concertos.

Para concluir, querem dizer alguma coisa aos leitores Portugueses?

Muito obrigado pelo vosso apoio e venham conhecer-nos! Se ainda não nos ouviram, vão à nossa página do MySpace e dêem a vossa opinião.

Entrevista: Joel Costa


«This Is Tragic» é um novo projecto de Aveiro em plena expansão. André Monteiro e Paulo Martins são os únicos membros do projecto, que para além de satisfação pessoal, procuram alcançar algumas metas, tais como definir o alinhamento final da banda e dar seguimento ao processo criativo. Estivemos à conversa com o vocalista desta banda que vê actualmente o computador como terceiro membro do projecto: Como surgiu a ideia do vosso nome?

(risos) O nome surgiu de uma brincadeira entre nós enquanto simplesmente conversávamos como era uma tragédia um homem não ter uma mulher por perto. (risos) Então achámos que “This is Tragic” seria algo interessante para nome da banda, uma vez que ela, ou seja nós, sempre estivemos rodeados de tragédias.

De momento, a vossa formação é algo reduzida e contam com o apoio musical de um computador. Pretendem manter esta formação ou está previsto um alargamento e a substituição das máquinas por músicos num futuro próximo? Sim, claro, vamos substituir as máquinas por músicos se possível. Temos tido muita dificuldade em arranjar/conhecer as pessoas ideais para participarem neste projecto. Queremos alguém que goste realmente do que queremos fazer para poderemos caminhar todos na mesma direcção. Mas a intenção é a banda ser toda formada por músicos onde cada um toque o seu instrumento. O uso de maquinaria vai ser unicamente para as partes electrónicas. Já agora, aproveito para dizer que procuramos mais um guitarrista, baixista e baterista. Os interessados neste projecto, basta contactarem a partir do myspace.

Como descrevem o vosso som?

Posso assumir que ainda não temos uma sonoridade vincada, mas pretendemos compôr algo pesado, acelerado, gritado e bastante mexido. Misturando hardcore com batidas electrónicas, como Drum ‘n’ Bass e Electro. As nossas raízes assentam maioritariamente no screamo/hardcore e nu-metal, o que acaba por influenciar a nossa sonoridade.

Aveiro é um distrito com um movimento Metal muito distinto e cada vez mais alargado. Acham que é uma boa cidade para se promoverem através de concertos e angariação de fans?

Hum…Acho que sim, (é uma resposta arriscada). Aveiro já teve um circuito maior em torno do Metal/Rock, apesar de agora haver muitas bandas a nascer por aqui, acaba por não estimular a zona. Há pouca aderência por parte do público, cada vez mais virado para as “Disconights”, e o mesmo se pode dizer dos bares e discotecas. Mesmo assim, acho que Aveiro com a ajuda de uma maior união das bandas, público e apoios de espaços para este tipo de espectáculos, tem capacidade para ajudar a promover bandas e a angariar fans.

Que temas preferem para escrever as letras? Em que se inspiram?

Na realidade não escrevo muito, sou sincero.

Acabo mais por desabafar para o papel problemas pessoais, mas de alguma maneira mascaro-os um pouco, acabando assim por criar pequenas histórias que poderiam ser de qualquer um de nós. Normalmente opto mais por escrever sobre amizades, união, amor, tragédias e por vezes algumas críticas à sociedade e ao doente mundo em que vivemos.

Para quando um lançamento de EP ou álbum?

Dificilmente será para breve. Ainda temos muito para aprender e evoluir. Temos primeiro que ultrapassar duas grandes barreiras: a falta de elementos e de material. Só então poderemos pensar em gravar algo.

De que forma é que a vossa banda está associada à marca «Bleeding Heart»?

Fundamentalmente um dos elementos do projecto (eu) é o criador da marca (risos). Mas a ideia base é a “Bleeding Heart” patrocinar, criar merchandising, grafismos e possivelmente videoclips, tanto para “This is Tragic” como

para outras bandas e assim haver um apoio mútuo.

Para concluir, quais são os vossos planos para o futuro?

Pergunta complicada. Eu, particularmente não gosto de falar do futuro. Quem pensa muito no futuro é porque o presente não corre bem, e não é o caso”. Mas, no que toca a este projecto, é conseguirmos juntar um grupo de amigos unidos pela música, por objectivos comuns e poder criar algo de que todos gostem. Penso que depois de ter uma formação definida e umas músicas no saco, ter sítios para tocar é um passo simples de dar. Mas como infelizmente o mercado Português não permite viver da música, as nossas carreiras profissionais, no meu caso na área do design e multimédia e no caso do Paulo na área do design de calçado, estarão sempre presentes e provavelmente em primeiro lugar. Esse terá de ser sempre um dos nossos grandes planos para o futuro. Entrevista: Joel Costa


«No Mercy In His Eyes» é o novo álbum dos Suffochate, tendo sido lançado no início deste mês. Visitem o MySpace da banda, myspace.com/suffochate, para saber como adquirir o EP. Além da banda ter nascido em 2007 e das cinzas, o porquê de criar a banda? Antes de mais, obrigado pelo vosso interesse em entrevistar-nos e desejamos toda a sorte para o vosso projecto! Em relação à pergunta, a banda como já disseste, nasceu das cinzas de um projecto anterior que devido à saída de um dos vocalistas, ganhou ainda mais força e vontade para que o projecto fosse levado com seriedade. Desde cedo que todos demonstramos vontade em evoluir e criar as nossas próprias músicas mas, no entanto, só após esta mudança de nome e formação é que a banda começou a trabalhar de uma forma mais séria. Isso foi também motivado por um convite que tivemos na altura para tocar com os Darkside Of Innocence e os Godiva. Tínhamos cerca de 2 ou 3 meses para nos preparar para o concerto e isso foi o primeiro grande impulso. Em 2008 gravaram o vosso primeiro single “W.A.R”. O resultado final foi o que esperavam ou ficou muito mais além das expectativas? Como já era de esperar, o primeiro single ou a primeira música gravada nunca tem um resultado final que supere as expectativas da banda,salvo raras excepções. Mesmo com uma Demo/ EP ou até mesmo álbum, há sempre algo que se pode melhorar e é isso que faz uma banda evoluir. O que acon-

teceu connosco com o primeiro single “W.A.R.” foi que tivemos uma tarde para gravar a música toda e como já era de esperar as coisas não correram pelo melhor. No entanto a música serviu para divulgar um bocado a banda(na altura ainda um bocado imatura) e como é óbvio serviu para aprendermos também como funciona o trabalho de estúdio e quais os erros que não podiamos voltar a cometer numa próxima gravação. É a única música que nos tem acompanhado desde o primeiro concerto e que por incrível que pareça ainda hoje a tocamos e com um bom feedback por parte do público. Foram classificados pela LOUD como uma banda “que rasgavam com agressividade e adrenalina o negro decor do bar”. Além desta critica positiva já tiveram alguma negativa pela imprensa ou até por alguém do público? Felizmente, por parte da imprensa ainda não tivemos nenhuma crítica negativa e estamos contentes por isso como é óbvio! No entanto no que diz respeito ao público, sim, já tivemos algumas críticas negativas, nomeadamente após o lançamento do single W.A.R. por parte de alguns amigos próximos da banda que nos ajudaram bastante com essas críticas pois grande parte delas, na nossa opinião, são bastante úteis para a evolução de uma banda. No fundo, elas servem para a banda saber onde é que errou e o que pode melhorar. Por isso, todas as críticas negativas são bem vindas para nós,desde que devidamente fundamentadas, claro. Qual a vossa maior influência? Cada um de nós retira influências de várias bandas no que diz respeito à composição dos temas, o que torna

a nossa sonoridade por vezes difícil de catalogar. No entanto, posso dizer as minhas maiores influências que são por exemplo uns Job For A Cowboy (época Doom), uns Behemoth, uns The Black Dahlia Murder ou até mesmo uns Suicide Silence.No entanto existem também outras influências na banda como é o caso do nosso baterista que é um grande fã de Lamb Of God. O que temos notado ultimamente é que estamos a conseguir finalmente unir todas as nossas influências de uma forma coesa e estamos a atingir alguma maturidade nas composições como se pode comprovar, por exemplo, na faixa “Human Sacrifice” do nosso EP, a nossa música mais recente, que ainda nem foi tocada ao vivo mas que arrisco dizer que é uma das composições mais maduras que fizemos até hoje. Como tem sido este ano a nível de concertos? Este ano, a nível de concertos tem sido muito pobre para o nosso lado devido ao facto de termos estado parados para composição e gravação de novos temas. Antes de termos ido para os SoundVision Studios, já tínhamos passado pelos estúdios SoundMaker em Matosinhos pois um amigo nosso estava-nos


a gravar mas entretanto as coisas não estavam a dar certo e foi então que decidimos gravar o EP no estúdio do Paulo(SoundVision) em Vila do Conde. É compreensivel também pois nós não tinhamos qualquer música no myspace e isso ,parecendo que não, faz toda a diferença.Esperamos que agora, surjam muitas oportunidades para tocarmos ao vivo,especialmente fora do Porto. Algum favorito? Dos poucos que demos, posso destacar dois. Um pela positiva e outro pela negativa. Pela positiva, destaco sem dúvida o concerto com os Artchoke e os Gates Of Hell na Fábrica de Som em que se notou uma grande adesão, por parte do público, às novas músicas que a banda tinha composto durante a pausa de concertos. Pela negativa destaco o suposto concerto no Noise Ritual Sessions que devido a alguns problemas com a polícia, nem chegamos sequer a actuar. Do que se trata o vosso futuro EP ? “No Mercy In His Eyes” é como uma colectânea de contos/histórias de mortes,serial-killers e psicopatas.As letras tratam exactamente disso. É talvez uma forma de demonstrar o nosso gosto por tais temas.E sendo nós fãs de Criminal Minds, quem conhece a série, irá notar certamente algumas semelhanças entre casos já retratados. No que diz respeito à estrutura, ele é composto por 5 músicas e compõe uma obra global que para ser entendida, pede-se que se ouça o EP do início ao fim pois irão reparar que ele tem início, meio e fim, tal como todas as obras musicais devem

ter. É de salientar também a participação do nosso grande amigo Miguel “Inglês”,vocalista de Equaleft que nos tem apoiado praticamente desde o início e que merecia,sem alguma dúvida, o seu espaço no disco. Qual a vossa expectativa com a saída do “No Mercy In His Eyes” ? É inevitável que comecem a crescer muitas expectativas com o lançamento de um primeiro registo discográfico. Gostaríamos imenso de ter o apoio de uma editora, sem dúvida alguma era o que mais esperávamos agora com este lançamento. De qualquer forma, esperamos que o número de concertos aumente consideravelmente após o lançamento e que o público se identifique com o nosso trabalho e o reconheça.

Entrevista: Cátia Cunha


Quem pensa que o nome dominante do Metal Português é Moonspell, PODE estar enganado. Os RAMP são uma força colectiva e dominante que está no activo há 20 anos. Para celebrar duas décadas de existência, os RAMP preparam um novo e muito aguardado lançamento, «VISIONS», que já se revelou ser o melhor trabalho de sempre da banda liderada por Rui Duarte. Eis Ramp, na voz de Rui: «Visions» é, na minha opinião, o melhor trabalho na história dos RAMP, sendo também o mais agressivo. Partilhas da mesma opinião? Claro que serei sempre suspeito mas... partilho da mesma opinião.

julga o álbum ainda não saiu para o mercado. Segundo informações do Management, a edição só irá acontecer entre Setembro e Outubro. Fizemos a tour de Pré-Release, o Alive e o Ermal. Quanto a mais espectáculos espero que depois da saída do álbum se venha a realizar mais estrada. O feedback relativamente ao disco tem sido excelente. Acho que muita gente foi apanhada de surpresa. Esperemos que o nosso contributo consiga elevar cada vez mais o movimento da música pesada em Portugal.

No Optimus Alive partilharam o palco com grandes bandas internacionais. Como foi para vocês fazer parte, e bem, de um alinhamento monstruoso como aquele? É uma honra. Metallica para nós, sempre o confessámos, não é ap«Visions» é alvo de uma viragem surenas uma banda grande que pospreendente em relação a trabalhos sibilta exposição. Foi uma das prinanteriormente editados. Como decipais razões para a formação dos screves esta evolução? RAMP. Por isso é uma situação semAcho que a maneira mais simples e pre especial podermos representar honesta é a de que Visions é apenas o reflexo daquilo que são os RAMP Portugal de uma maneira genuína em 2009. Uma banda madura, que enquanto verdadeiros fãs desta já ultrapassou barreiras inócuas e grande banda. Quanto ao cartaz que nada tem a provar para além tenho de concordar que foi fortíssimo, o que só veio reforçar tudo o da musica que deseja fazer. que disse anteriormente.

vos já se tornaram momentos altos dos espectáculos. Tenho sempre curiosidade em saber como se dá o processo de composição das bandas. Como é para vocês o trabalho de estúdio? Há alguma ideia inicial que parta de alguém? Não existe um método preciso. Tanto pode nascer de uma situação de ensaio conjunto como através de apenas um elemento... ou dois. Penso que sejas tu a escrever as letras. Em que te inspiras e que temas procuras abordar? Para mim a maior fonte de inspiração sempre foi a VIDA. Os temas relacionados são infindáveis e universais. «Single Lines» foi um dos melhores temas que já ouvi da vossa parte. O resultado final foi algo fácil de conseguir? Todos os temas dos RAMP são alvo de um certo trabalho de pormenor. Single Lines apesar de não ser aquele que mais tempo teve de composição acabou por ser um dos mais bem conseguidos deste disco.

O caminho que percorreram desde a vossa formação já é longo e bastante peculiar. De que forma procuram Depois do Alive segue-se agora a Como tem sido a adesão do público dar seguimento a essa evolução no Ilha do Ermal, que este ano está em futuro? ao «Visions»? força. Como tem sido o Verão em A manter a maior honestidade posExcelente. O encontro e o intercâmtermos de concertos para os RAMP? bio de gerações tem sido fabuloso e sível. Portugal é pequeno e sofre da O feedback tem sido positivo? Contrariamente ao que muita gente curiosamente alguns dos temas no- sua dimensão, no entanto, consider-


amos que o nosso papel está reservado através da nossa maneira de estar... honestos e exigentes. A vossa formação é composta por excelentes músicos que já estão habituados a tocar em grandes palcos com bandas internacionais muito conhecidas. Sei que já foi há algum tempo, mas como foi tocar no Ozzfest? Foi excelente. Reencontrar Slayer com Dave Lombard foi um momento alto. Tool são definitivamente músicos de outra dimensão. Ficou apenas uma enorme pena de não termos tido a presença de Ozzy Osbourne. Fez algum tempo que não lançavam um disco (Sem esquecermos o lançamento de «Planet Earth»). A que se deveu o grande intervalo que separa «nude» de «visions»? Possivelmente existe um pensamento generalizado que os músicos apenas fazem música e a gestão das suas bandas e carreiras. Infelizmente a realidade muitas das vezes é bem diferente. Os RAMP não fazem parte do leque afortunado de quem pode viver apenas da sua banda ou de apoio monetário familiar. Sendo assim temos de nos dividir em várias actividades simultâneamente. Tudo isso somado com problemas pessoais complicados, levaram a que o iato entre Nude e Visions fosse maior do que desejávamos. Optaram por oferecer o disco ao público que comprasse os ingressos para os vossos espectáculos. A que se deveu esta decisão? Aquilo que pretendíamos era sentir genuinamente o pulsar das pessoas que gostam dos RAMP. Não porque ouviram falar nas revistas mas sim porque nos respeitam e são nossos companheiros nesta aventura. Assim, todos os espectáculos foram promovidos apenas em meios muito directos (essencialmente através da Internet) e sem cartazes. Para os mais descrentes, só quem foi realmente a um dos espectáculos é que hoje pode dizer que tem um disco oficial do VISIONS. Essa era a nossa real intenção: partilhar o nosso disco com alguém especial. Após 20 anos, o Tozé abandonou a banda. De que forma é que o novo guitarrista, Tó Pica, contribuiu para o crescimento dos RAMP? O Tó Pica apenas entrou com o processo do disco completamente encerrado, no entanto considero que ele está a conquistar um espaço próprio dentro dos RAMP. Talvez porque não sendo propriamente um estreante destas lides, ele sabe que nunca vai ser o Tozé, e felizmente está consciente que a sua personalidade é diferente. Acho que trouxe uma grande dose de adrenalina. Tem contagiado as nossas actuações com a sua energia e irreverência. Estou expectante de ouvir o seu contributo em termos de composição. Para finalizar, alguma mensagem que queiram deixar aos vossos fãs? Obrigado por tudo o que connosco partilham! Entrevista: Joel Costa Fotografia: Paulo Moreira


Em To-Mera, tudo é viciante. A voz, as melodias... cada instrumento é especial à sua maneira. ToMera é hipnotizante e bonito de se ouvir. Se gostava de fazer igual? To-Mera eu!

muita gente, incluindo a nossa editora que não soube o que fazer disso. Penso que muitas pessoas esperavam de nós um som gótico e sombrio, mas com este álbum fomos directamente para o progressivo. Estamos muito orgulhosos desse álbum e sentimos que nos afirmamos bastante bem.

Qual é a vossa missão enquanto banda?

Encontram-se a gravar um novo álbum. Quais serão os temas abordados?

A nossa missão é manter o Metal Progressivo “progressivo” e variante. Existem muitas bandas que seguem a fórmula óbvia e nós tentamos evitar isso e fazer música melódica.

Ouvir «Inside The Hourglass» fez-me sentir uma mistura de sentimentos, o que foi excelente. De que nos fala essa música? “Inside the Hourglass” é sobre o tempo: a ilusão de estares preso no tempo e te sentires incapaz de satisfazer as tuas ambições.

Como se dá o vosso processo de composição?

A maioria dos temas são gravados pelo Tom em formato MIDI. Depois ele mostra-nos e ensaiamos.

Actualmente estamos a gravar um EP. Separámo-nos da Candlelight por um número elevado de razões e decidimos passar um bom tempo e mostrar ao mundo que crescemos enquanto banda, especialmente porque temos novos membros desde o «Delusions». Essas mudanças ajudaram-nos a desenvolver melhor o nosso som.

Como é o Metal Progressivo no Reino Unido? Existem muitas bandas a seguirem esse tipo de música?

A cena progressiva no Reino Unido é bastante boa, contudo as bandas soam mais como Meshuggah e Sikth, por isso imagino que devas querer chamar a isso Death / Tech Metal Progressivo.

Conhecem alguma banda Portuguesa?

A única banda que conheço de Portugal são os Moonspell.

Depois do lançamento do vosso primeiro álbum, vocês abriram concertos para bandas como Dream Theater e Emperor. Já em 2008, com o lançamento de «Delusions», foram nomeados pela «Metal Storm» como o melhor álbum de Metal Progressivo do ano. Estão satisfeitos com o que conseguiram? Como se sentiram?

Foi bom termos sido honrados com essa nomeação, contudo, a promoção de «Delusions» foi muito mais complicada do que o primeiro álbum, «Transcendental». Isso surpreendeu

Têm intenções de tocar no nosso País? Claro, assim que nos convidarem! (risos).

Para concluir a entrevista, o que podemos esperar dos To-Mera para o futuro? Podem esperar um novo EP de Metal Progressivo muito artístico no próximo mês ou assim. Fiquem atentos!

Entrevista: Joel Costa


O significado do vosso nome é algo que suscita um pouco de curiosidade. Qual a origem do nome? O nosso nome vem da “Black Swan Theory”, que é relativa a qualquer acontecimento imprevisível e que causa um impacto muito grande, para além das expectativas. Normalmente, está associada a eventos de larga escala que tiveram um papel predominante na História.

Como descrevem a cena musical presente em Castelo de Paiva? Castelo de Paiva anda atrás das modas... Nos últimos anos tem havido um aparecimento de novos músicos, o que se torna quase como uma praga para a juventude paivense. Todos querem aprender música e ter projectos, é pena que a maioria deles fiquem pelo caminho. No que toca ao metal a cena é quase inexistente.

Vão actuar na Ilha do Ermal. Como surgiu a vossa presença no festival?

Na verdade não é bem o festival Ilha do Ermal. Nós vamos tocar na Ilha do Ermal Indoor, que é warm up/concurso inserido no âmbito do festival. Nós inscrevemo-nos e fomos seleccionados. Foi assim que aconteceu.

Estão nervosos ou subir a um palco para vocês é algo que já é relaxante?

Ocasionalmente, colocamos alguma pressão sobre nós mesmos e ficamos algo nervosos antes de subir, mas depois de subirmos não temos tempo para ficarmos nervosos. Queremos é gozar o momento.

Estiveram alguns anos com apenas três elementos. De que forma é que a entrada do Max como guitarrista contribuiu para a vossa evolução? Bem, além de melhorar imenso a nossa prestação ao vivo, trouxe-nos mais peso. É um excelente guitarrista, com muitas ideias e isso vai-se notar quando saírem novos temas.

Encontram-se a gravar um novo álbum. Que diferenças poderemos encontrar entre este novo registo e o anterior «Earthmade»?

Bem, para já o que gravamos são demos para que seja mais fácil perceber em que pontos podemos melhorar as músicas, de forma a que quando entrarmos em estúdio esteja claro o que cada um vai fazer. É difícil de prever muita coisa em relação ao novo álbum, mas prevejo músicas mais técnicas, rápidas e com um carisma mais pesado.

Que temas preferem abordar nas vossas letras? E porquê? Nós abordamos na maior parte problemas ambientais. O desequilíbrio ambiental é um problema em constante crescimento e pouca gente pensa no que será o mundo daqui a 100 anos. O dinheiro e a ganância bloqueiam medidas de prevenção que já deveriam ter sido tomadas há muito tempo. Isso revolta-me muito. Daqui a uns tempos, pela inconsequência de uns pagam todos.

Quando poderemos ouvir material novo?

Material novo só em 2010. Estamos concentrados em promover o nosso EP de estreia até ao final de 2009. A partir daí, iremos dedicar todo o nosso tempo a compôr e a gravar um álbum.

Para finalizar, querem deixar alguma mensagem aos leitores da Versus?

Passem no nosso myspace para nos conhecerem melhor, www.myspace.com/blackfuckingswan, e respeitem a Natureza. Entrevista: Joel Costa


Em que se inspiraram para a composição de «Chaos. Through.Phobia»?

A nível de composição tivemos diversas influências, quer provenientes directamente da música que consumimos e que nos influencia como músicos, quer inconscientemente por experiências pessoais do dia a dia. Por exemplo, dar um concertos pode ser uma boa fonte de inspiração, assim como ir a um festival, ou ler um livro. Quanto ao lirismo, este EP é uma espécie de manifesto de revolta em resposta à supressão e enclausuramento que nos é imposto por parte da religião e da sociedade em si.

Qual a evolução presente entre este novo registo e os anteriores?

A musicalidade foi mudando bastante. Primeiramente devido às alterações da formação incial da banda e em segundo, a experiência que fomos adquirindo ao longo deste par de anos proporcionounos uma composição musical muito mais rica que nos possibilita a criação de uma sonoridade específica à qual chamamos de “DaemoGorgoN” pois não nos vemos enquadrados em nenhum movimento musical especifico, devido às várias influências musicais que cada musico tráz consigo.

Recentemente foram um dos destaques da rádio britânica BasementSound Radio. Como é que isso ajudou na vossa promoção?

Neste momento é difícil dizer se ajudou muito ou nada, no entanto é sempre bom fazer-mo-nos ouvir lá fora e sabermos que gostaram do nosso trabalho. É uma boa forma de nos promover-mos e de fazer chegar Daemogorgon a mais gente. Nunca se sabe quem poderá estar a ouvir!

Conseguem ter o mesmo tipo de divulgação em Portugal?

Em Portugal acabamos por ter outros meios de divulgação, os que nos estão ao alcance, pois não há tantas estações de rádio ou canais a promover o Metal, isso já não é novidade. Mesmo assim ainda vamos tendo alguma promoção: a Versus é um bom exemplo disso!

Estiveram algum tempo longe dos palcos. De que forma é que esse afastamento vos afectou no regresso aos concertos? O afastamento dos palcos era necessário e só nos proporcionou um regresso com mais força e convicção! Foi muito bom voltar aos concertos e sentir novamente o feedback do público, mas por agora o nosso objectivo primário não e dar concertos mas sim conseguir a edição do nosso trabalho, depois sim voltaremos aos palcos em força.

Encontram-se à procura de uma editora. Vão procurar apenas por Portugal ou estão também à espera de propostas internacionais? Claramente não nos deixamos ficar por Portugal. Temos a ambição e ansiedade de conseguir algo lá fora, por isso neste momento estamos à procura tanto cá como internacionalmente.

Quais são os vossos planos para o futuro? Lançando o EP, projectamos dar bastantes concertos e continuar a composição do que será o próximo álbum. Aliás, temos aproveitado este tempo de espera até à edição do EP para compôr novo material, portanto esperem novidades! Entrevista: Joel Costa


São um dos principais actos Portugueses na Ilha do Ermal. Como se sentem em relação a isso?

É um prazer estarmos incluidos no Festival de Metal mais importante até á data realizado em Portugal. Tenho perfeita noção do tremendo esforço que a Produção do evento tem tido até à data de forma a erguer novamente o conceito “ Ermal “. É deveras importante para o panorama musical mesmo em termos de exposição, promoção e aproximação das bandas nacionais aos seus fans concentrados num local apenas e porque não uma excelente oportunidade de arrecadar novos fans também! Os HEAVENWOOD não estão livres da mesma tarefa e concerteza irão dar o chamado “tudo por tudo“!

teristicas, mas por vezes existem dificuldades em cruzar os mesmo em termos harmónicos “sem deixar nódoas“ ( estou justamente neste preciso momento a ouvir a preprodução do tema “Sudden Scar“ caracterizado por um Zeppelin Arabescwood ). O Dominic abordou a banda para a participação num tema mas após dezenas de trocas de emails e ideias decidimos fazer um album completo! O Tema central em termos líricos será dedicado a D. Leonor de Lencastre, a Marquesa de Alorna ou Alcipe e até neste sentido tenho tido bastante dificuldade em ter acesso a obras dela! Raras...muito raras e embora seja das primeiras mulheres a escrever poesia em Portugal, a Marquesa de Alorna foi, a meu ver, de certa forma “abafada“...

Como correu a apresentação do videoclip «13th Moon» nas Fnacs? O público aderiu bem à vossa divulgação?

Já divulgaram alguns nomes dos temas que se encontram a gravar. Qual é o tema geral deste novo álbum?

Foi extremamente agradável apresentar algo tão especial para nós e para quem ajudou a erguer este projecto.. desde os fans, amigos e familiares. Julgo que melhor seria impossível tendo em conta que nos dias de hoje tanta banda se queixa “já nem os amigos vão aos nossos concertos“. O facto é que nestas datas de apresentação sentimos o sabor da proximidade e respeito mútuo quer pela banda em relação aos fans e idem aspas. Nestes Showcases aproveitamos para apresentar, para além do videoclip “13th Moon“ do nosso mais recente álbum “Redemption“, o Making Of do respectivo e ainda temas novos em formato advance / préprodução. O conceito de composição e participação do Orquestrador Sinfónico Russo DOMINIC G JOUTSEN também foi apresentado pelo próprio numa espécie de “Video-Conferência“.

Actualmente encontram-se a promover um concurso realizado em parceria com a Fender. Como se deu esta iniciativa?

A ideia teve origem nos HEAVENWOOD desafiando a FENDER a sair um pouco do seu circuito musical mais mainstream chamando à atenção dos mesmos para o facto de que também no HEAVY METAL se utiliza e aprecia um instrumento FENDER. Pessoalmente é uma marca com a qual me identifico muito, tendo gravado quase todo o álbum “Redemption“ com uma Telecaster 51. Por mais estranho que pareça, o facto é que ela reproduz toda a intensidade emotiva, em termos musicais, que os HEAVENWOOD exigem. Ao vivo não será concerteza o instrumento ideal para a nossa sonoridade tendo em conta os volumes, as condições em termos de captação, etc, mas que em estúdio funciona lá isso é verdade. Pelo menos com HEAVENWOOD sim.

Como têm sido as performances dos participantes? Temos recebido vídeos dos mais variados estilos e idades e estamos muito satisfeitos com as participações até à data. Dia 29 de Agosto será decidido e até lá contamos receber mais videos.

Encontram-se a trabalhar um novo álbum com o Orquestrador Sinfónico Dominic G. Joutsen. Porquê esta escolha?

Estamos em processo de composição e pré-produção com o Dominic faz meses. É um trabalho muito moroso. O facto de estarmos a ligar dois universos que ao mesmo tempo são tão diferentes mas também ele iguais quando Emoções, Dinâmicas, Suspense, Intensidade são colocadas face a face. Ambos universos têm essas carac-

O Tema central em termos liricos será dedicado a D. Leonor de Lencastre. D. Leonor tinha uma personalidade muito forte no que respeita à Igreja e Sociedade na época. Vítima de uma injustiça ao ser encarcerada no Mosteiro de Chelas entre os 8 e os 18 anos, a Marquesa de Alorna desenvolveu um “faro“ especial para a escrita e impressão de sentimentos em textos. Não era comum as mulheres escreverem naquela época e ainda menos comum textos seus serem lidos entre homens, daí surge o pseudónimo Alcipe onde D.Leonor assinava os poemas lidos pelo seu amigo Bocage na NOVA ARCÁDIA (actualmente sede do consolado de Itália em Portugal) e todos a julgar que se tratava de um jovem talento masculino da poesia em Portugal... surreal mas verídico.

Podemos esperar alguma evolução da vossa parte? Ou este novo registo é uma continuação de «Redemption»? O próximo álbum dos HEAVENWOOD será algo jamais feito em Portugal. Será uma evolução para os HEAVENWOOD e para o próprio panorama metálico e musical em Portugal.

Acham que Portugal reúne as condições necessárias para se fazer um bom trabalho de estúdio? Ou de momento é mesmo necessário procurar ajuda exterior?

Sim. Nos dias de hoje em termos de ferramentas de trabalho temos tudo o que é necessário. Quanto à questão de produtores ou engenheiros de som isso já é subjectivo. O importante é juntarem as peças do puzzle para criar a vossa arte.

O novo álbum já tem nome? Não.

Para finalizar, quando é que os fãs terão a oportunidade de ouvir este tão esperado registo? E depois disso o que vos espera?

Tudo leva a crer que em 2010. Depois do novo álbum, os HEAVENWOOD irão trabalhar ao máximo a promoção do mesmo dentro das possibilidades oferecidas pelo meio que nos rodeia em termos nacionais e internacionais. Estamos concentrados neste momento num álbum importante para nós. Está a ser um grande desafio! Entrevista: Joel Costa | FÓRUM METAL PORTUGAL


FANTASY OPUS Beyond Eternity / 2009

«Beyond Eternity» é o mais recente trabalho dos Lisboetas «Fantasy Opus». Inspirado nos trabalhos de bandas dos anos 80, este álbum consegue, ainda assim, fazer parte do presente e de transmitir ideias inovadoras e bastante criativas. Tal não seria possível sem a ajuda vocal de Pedro Arroja e da bateria fogosa de Pajó, acompanhados sempre por outros excelentes músicos que valem a pena ser ouvidos. Se estão curiosos para saber como é a sonoridade da banda, «Mystic Messenger» é a música ideal para “provar” e tirar conclusões. Uma excelente produção nacional que nos faz viajar no tempo.

segue um pouco a linha do trabalho anterior editado em 2008, «Corrupting The Core Of My Soul». No entanto, a evolução é bastante notável assim como o trabalho de produção, que é algo superior. «Covered In Blood» é um bom preview do álbum, assim como «My Wife Is A Serial Killer», que dá uma continuidade ao primeiro tema. Cada tema presente neste álbum é a continuação do anterior, visto que o disco acaba também por ter uma temática geral, muito bem abordada pela banda. Os «Unbridled» revelam-se assim como um nome nacional que irá certamente deliciar os nossos ouvidos por algum tempo, mas que ainda tem um caminho longo pela frente e barreiras para contornar.

cepção deste registo. Gravado no Blacksheep Studios, em Sintra, e tendo a produção ficado a cargo de Makoto Yagyu, «Primordial» é uma mistura de várias ideologias e influências conduzidas por cada um dos elementos da banda. Este registo é um bom ponto de partida e uma óptima forma de a banda se apresentar ao público, visto que o EP está muito bem conseguido em termos de produção e cada músico dá o melhor de si neste projecto. Considero este trabalho um dos melhores registos de autor de 2009 e agora resta-me esperar por uma oportunidade de os ver ao vivo, pois de certeza que não irão desiludir e irão proporcionar um belo espectáculo ao estilo de No Tribe.

NO TRIBE Primordial EP / 2009

THE SPITEFUL Persuasion Through Persistence 2009

UNBRIDLED Deathcore Glamour / 2009

Mais um trabalho nacional de 2009 com uma excelente produção. Vindos de Viseu, os Unbridled vêm em «Deathcore Glamour» o seu segundo registo. Este trabalho

Os No Tribe vêm em 2009 um ano de mudanças e de novas vidas. Não só pelo lançamento do EP «Primordial» como também pela mudança de line-up. A banda deu as boasvindas ao vocalista dos Ashes, David Pais, que tomou conta do baixo e desempenhou um papel importante na con

A Rastilho Records tomou uma decisão acertada no momento em que decidiu pegar nos The Spiteful e lançar um disco. «Persuasion Through Persistence» fazia falta na cena Metal do nosso país e revela ser a apoteose de uma banda que ainda tem muito para dar a conhecer. Tem uma energia verdadei


RAMP Visions / 2009 Após alguns anos sem novidades musicais, os RAMP voltam agora com «Visions», para assinalar os 20 anos de existência da banda. Não só é o disco do mês na Versus Magazine, como será também o melhor álbum alguma vez lançado pela banda vinda do Seixal. É um álbum bem produzido e com um alinhamento muito bem conseguido, vendo em «Single Lines» um dos melhores temas presentes neste lançamento, que contrariamente ao que se pensa, ainda não foi lançado. O álbum abre com a energia de «Blind Enchantment» e prossegue até determinada altura, onde a banda decide usufruir do merecido descanso e põe um termo na energia inicial. Um dos melhores trabalhos nacionais de 2009!

ramente incansável e vê em «Method Of Fire» e «Slow Needles and Trauma Prescriptions» alguns dos melhores temas presentes neste álbum. O CD, na sua generalidade, está muito bem conseguido. É rápido, é pesado e tem tudo aquilo que se pode exigir de uma banda deste calibre. Este excelente resultado deve-se ao trabalho duro e à persistência da banda, pois percebemos que as músicas não foram editadas à toa e que a banda se esforçou no sentido de pôr cá fora algo que transmita a vontade e o afinco dos The Spiteful, em ser uma banda capaz de superar qualquer objectivo e de chegar tão longe como os “grandes” que dominam o Metal Português. Um excelente trabalho candidato aos melhores do ano. ----(Na próxima edição, publicaremos as restantes críticas que eram supostas aparecer este mês.)

LEITURAS PESADAS por DICO

Rock Detector: A-Z Baseada na megalómana mas fabulosa enciclopédia online Rock Detector, hoje conhecida como MusicMight (www.musicmight.com/), a série A-Z, pesquisada e redigida pelo jornalista neo-zelandês Garry-Sharpe Young foi lançada pela Cherry Red Books e inclui seis enciclopédias temáticas dedicadas a outros tantos subgéneros de Metal. Os conteúdos, originalmente publicados no site (que permanece em constante actualização), apresentam-se bastante diversificados e completos, abrangendo desde o mais obscuro grupo underground até à banda mais mainstream. Entre os vários atractivos deste monumental empreendimento contam-se fotos inéditas ou pouco conhecidas, dados biográficos inéditos, etc.

A-Z of Thrash Metal (inclui CD gratuito com 17 temas), A-Z of Death Metal, A-Z of Power Metal (inclui CD com diversas faixas), A-Z of 80’s Rock (que incide especialmente Hard Rock e Glam Metal), A-Z of Doom, Gothic & Stoner Metal, e A-Z of Black Metal são os volumes já editados (refira-se que os dois primeiros foram revistos e aumentados em 2007 e 2008, respectivamente). Contudo, podemos acrescentar a estas obras a enciclopédia New Wave of American Heavy Metal, que, apesar de não estar incluída na série A-Z, inclui uma panóplia de bandas a não menosprezar. Absolutamente fundamentais para conhecer e compreender as raízes, a história e os ícones do Metal, estas obras constituem um imenso manancial de informação que certamente agradará aos fãs.


Versus Magazine #02 Setembro 2009  

Segunda edição da Versus Magazine. Revista de Metal

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