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Ver e Olhar destinos Nº 5 Janeiro de 2013

Revista Mensal

Vale Glaciar Vale Glaciar de Manteigas no coração da Serra da Estrela um dos cenários naturais mais belos do país.

Montemor-o-Velho Aldeia de S. Simão – Aldeias do Xisto

Ribeira da Meimoa – Águas revoltas Penela


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Luís Agostinho

João Afonso

Com algum atraso mas aí esta mais um número, este atraso deve-se ao facto da muita atividade que temos tido nestes meses, o “Ver e Olhar” Não tem parado e além da revista, dos passeios que organizamos, temos recebido vários convites para as mais diversas atividades, tem sido um esforço enorme pois como se realiza toda esta atividade em part-time, tem sido difícil conciliar tudo. Mas cá estamos, este mês retratamos algumas das mais bonitas paisagens da nossa região e não só. Damos um toque de outras localidades, retratando um pouco o nosso país. É com muito gosto que trazemos até aos nossos leitores, pedaços de história em imagem, de vários locais. Já para o próximo número iremos repetir um pouco o país com muitas imagens, imagens patentes na exposição 100stress Bar, oriundas de todo o país, um olhar diferente de 21 fotógrafos, compondo um moral de 90 imagens. É com agrado que trabalhamos para mostrar o que se vai realizando a nível fotográfico pelo país fora, olhares de quem fotografa por amor a arte. A todos o nosso muito obrigado e boas leituras.


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Ribeira da Meimoa Águas revoltas Oriunda da Serra da Malcata, filha da barragem da Meimoa, situada no sopé do Meimão, as suas águas criam cenários magníficos no seu percurso, tal como todas as outras ribeiras beirãs, no seu percurso encontram-se dezenas de moinhos, hoje em ruinas, mas que em tempos foram de suma importância para as civilizações dos nossos antepassados. Desde a sua nascente até ao Zêzere, cria paisagens únicas, que resultam em trabalhos fotográficos de rara beleza.

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Ver e Olhar destinos Ribeira da Meimoa – à guas revoltas

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Ver e Olhar destinos Ribeira da Meimoa – à guas revoltas

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Ver e Olhar destinos Ribeira da Meimoa – à guas revoltas

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Ver e Olhar destinos Ribeira da Meimoa – Águas revoltas

Com fortes correntes provocadas pelas chuvas de inverno, as baixas velocidades da máquina fotográfica resultam num branco delicado, onde o movimento parece querer prolongar-se pela fotografia. Mas não só de água podemos falar, nas suas envolvências, encontramos dezenas de paisagens verdejantes, algumas inclusive, ressaltam com o branco da neve da Serra da Estrela. Entre açudes e prados, a Ribeira da Meimoa, é um sítio excelente para fotografar seja em que época for, de verão as suas águas são mais paradas mas nem por isso deixam de criar belíssimos cenários. Boas fotos.

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Montemor-o-Velho

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Ver e Olhar destinos Montemor-o-Velho

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Ver e Olhar destinos Montemor-o-Velho

A marcar a diferença da paisagem está a região da Gândara que compreende as freguesias situadas no norte do Concelho, onde à custa de muito esforço dos seus habitantes, conseguiram tornar produtivas muitas destas terras pobres e arenosas: a batata, as pastagens e o pinhal marcam a paisagem rural da Gândara.

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Ver e Olhar destinos Montemor-o-Velho

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Ver e Olhar destinos Montemor-o-Velho Ao redor da Vila de Montemor existem velhos burgos plenos de história e tradição, podendo o viajante admirar belas paisagens e imponentes peças da arquitectura que falam de um passado de gente gloriosa e onde impera o bom gosto e harmonia. Percorra as freguesias e conheça as Igrejas Matriz, Cruzeiros, paisagens, riquezas e curiosidades da Abrunheira, Arazede, Carapinheira, Ereira, Gatões, Liceia, Meãs do Campo, Pereira, Santo Varão, Seixo de Gatões, Tentúgal, Verride e Vila Nova da Barca. Permita ainda que brindemos à sua visita e lhe ofereçamos as nossas delícias gastronómicas. Prove o arroz de lampreia, as papas laberças, o pato à moda do Mondego, o arroz malandro de cabidela, o sarrabulho, entre outras iguarias do nosso património gastronómico. Para a sobremesa delicie-se com a doçaria conventual, procurando assim a raiz histórica da presença e influência monástica neste espaço: são os papos de anjo, as barrigas de freira e as queijadas de Pereira; as espigas doces de Montemor; as queijadas e os pastéis de Tentúgal.

Fonte: www.cm-montemorvelho.pt/ 12


Ver e Olhar

Aldeia de S. Simão – Aldeias do Xisto -

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Ver e Olhar destinos Aldeia de S. Simão – Aldeias do Xisto

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Ver e Olhar destinos Aldeia de S. Simão – Aldeias do Xisto

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Ver e Olhar destinos Aldeia de S. Simão – Aldeias do Xisto

Descubra um Casal com uma só rua. Com uma fonte que continuamente entoa a canção da água. Com uma capela que nos conta lenda de santo. Com uma vereda que nos leva à praia, mesmo ali encaixada nas fragas de São Simão. Aqui também há uma Loja Aldeias do Xisto, um restaurante e uma Associação cujo nome se confunde com o que nos promete esta Aldeia: que estamos a entrar em Refúgios de Pedra. Nesta aldeia há um novo sentir colectivo feito de pessoas que recuperaram as casas com as suas próprias mãos. São novos aldeões que vieram da cidade e trouxeram nova vida a estas paragens. Todos os fins-de-semana, e sempre que podem, juntam-se todos nas casa uns dos outros e entreajudamse nas refeições, nas obras, no convívio. "Que venha quem vier por bem", parecem dizer-nos. E o apelo é irresistível... http://www.aldeiasdoxisto.pt/aldeia/3/5/94

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Ver e Olhar destinos Aldeia de S. Simão – Aldeias do Xisto

A entrada da Aldeia de S. Simão, no Concelho de Figueiró dos Vinhos, é extremamente fácil conduzindo às 23 habitações, que preservam a arquitectura original da Aldeia e os materiais da região, de um lado e do outro. No cume da aldeia está implantado o Restaurante e Loja de Aldeia. Se a isto juntarmos um pequeno percurso pedestre que, em 15 minutos, nos leva à Praia Fluvial das Fragas de S. Simão e uma ribeira, a de Alge, que passa a caminho do Zêzere, uma Ermida com muitos séculos de História e de histórias, o verde das serras circundantes que nos conduzem à Serra da Lousã, o ar puro e a paisagem deslumbrante das Fragas de S. Simão, aqui e além rasgada por uma ave de rapina..., temos o Casal de S. Simão, um pequeno aglomerado de habitações que repousam tranquilamente no silêncio da serra e que tem ganho uma nova vida nos últimos anos. O esforço dos particulares e da Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos em preservar este local tem sido notório, tendo sido recompensado através da integração do Casal de S. Simão no Programa da Rede das Aldeias do Xisto. Surge assim, no horizonte, a possibilidade de potenciar o turismo na região, desenvolvendo unidades de turismo de aldeia num local que se apresenta renovado, constituindo um excelente exemplo de reabilitação de um património que é de todos nós. Actualmente esta aldeia faz parte de uma rede de 26 aldeias, espalhadas pelo território do Pinhal Interior, onde o visitante poderá encontrar locais de extraordinária beleza natural, um rico património cultural e muitas ofertas de lazer. http://cm-figueirodosvinhos.pt/c/turismo-casal-de-s-simao.html

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Penela História Breve resenha... Situada entre Coimbra e Tomar, em plena artéria rodoviária que liga a Lusa Atenas ao burgo banhado pelo rio Nabão, e a cerca de três dezenas de quilómetros da primeira, surge a vila de Penela, situada na encosta poente de um monte entre as cotas 230 e 290 metros, local preciso da Torre de Menagem d o Ve l h o C a s t e l o , e x - l i b r i s d a monumentalidade do concelho. Fundado ainda antes da nacionalidade, teve o seu primeiro foral em Julho de 1137, concedido por D. Afonso Henriques, sendo portanto um dos Municípios mais antigos do País. A este facto (concessão do Foral) não terá sido alheia a grande importância estratégica de Penela no contexto da reconquista

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Ver e Olhar destinos Penela

Etimologicamente, o termo Penela, é, segundo o antiquário Santa Rosa de Viterbo, diminutivo de Peña, Pena ou penha, e significava na Baixa Latinidade, o cabeço, monte ou rochedo.

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Ver e Olhar destinos Penela Concentração os Trinca Cereja

Tendo em atenção estudos feitos aos vestígios existentes, é de crer que na origem do Castelo de Penela estivesse um Castro lusitano posteriormente aproveitado pelos Romanos aquando da sua conquista, no século I A. C.

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Ver e Olhar destinos Penela

À História de Penela crê-se estarem ainda associadas as passagens sucessivas dos Vândalos, destruidores da fortaleza construída pelos Romanos; dos Mouros, que tomaram o Castelo de Penela no séc. VIII e das tropas de Fernando Magno (Rei de Leão), tendo a fortificação ficado sob o poder do Conde D. Sesnando, primeiro Governador de Coimbra (depois da Reconquista em 1064), a quem se deve a construção de um forte castelo medieval no interior da fortaleza moura já existente. O foral de D. Afonso Henriques, de 1137, concedia certos privilégios aos seus moradores no intuito de para aqui atrair mais população. O Castelo de Penela, ergue-se sobre um penhasco e é, depois do de Montemor-o-Velho, o mais amplo e forte que resta da linha defensiva do Mondego. Tomado pelos Mouros já depois de 1137, veio a ser definitivamente reconquistado em 1148. Foi contudo D. Sancho I quem, em 1187, deu nova vida ao já histórico castelo, mandando-o repovoar. A torre de menagem foi mandada erigir por D. Dinis, aquando duma nova reparação. Ressalta da longa História do Concelho, um episódio bastante frisante do claro apoio popular com que contou D. João, Mestre de Avis, na crise de 1383/1385: sendo senhor de Penela o Conde de Viana do Alentejo, D. João Afonso Telo, claramente a favor de D. Beatriz, casada com o Rei de Castela, decidiu o povo defender e apoiar o seu Rei amotinando-se, sendo célebre um tal Caspirro, por ter assassinado o Conde. Logo a seguir, Penela envia os seus procuradores às Cortes de Coimbra de 1385, a fim de elegerem o Mestre, futuro D. João I. Este ao fazer doações aos seus filhos, criou o título de Duque de Coimbra para o seu filho D. Pedro, destinando-lhe Penela e o seu termo. Fonte: www.cm-penela.pt/

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Vale Glaciar - Manteigas Corresponde à língua glaciária de maior dimensão da Serra da Estrela, atingindo os 13 km de extensão . Pode ser facilmente observado o local em que o glaciar ultrapassava a zona da actual vila de Manteigas, tendo-se dissolvido a cerca de 680 m de altitude. O enorme comprimento do vale glaciário, deve-se ao facto de ter sido alimentado pelas línguas da Nave de Santo António, Covão da Ametade, Candieira e Covões , progressivamente

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Ver e Olhar destinos Vale Glaciar - Manteigas

A espessura da língua de gelo atingia na parte montante do vale cerca de 300m, o que pode ser confirmado pela existência de moreias na Lagoa Seca. Na Nave de Santo António existem também moreias laterais espectaculares. A jusante, na margem esquerda do Rio Zêzere, abaixo do vale da Candieira, encontram-se moreias mais baixas às quais se chama Espinhaço do Cão. Fonte:

http://www.rt-serradaestrela.pt/index.php/pt/rotas-turisticas/turismo-ambiental/rota-dos-vales-

glaciarios/item/167-o-vale-glaci%C3%A1rio-do-z%C3%AAzere

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Ver e Olhar destinos Vale Glaciar - Manteigas

Rio Zêzere com as suas águas limpas,, criando um cenário único.

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Ver e Olhar destinos Vale Glaciar - Manteigas

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Ver e Olhar destinos Vale Glaciar - Manteigas

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Ver e Olhar destinos Vale Glaciar - Manteigas

Roteiros Seja em que altura do ano for, Manteigas oferece a Pureza do Ar, a Qualidade das suas Águas, a sua Paisagem e Ecologia. Propomos-lhe um passeio pela Serra, dizendo-lhe que um só dia não basta.

Rota 01 Manteigas - Caldas de Manteigas - Viveiro das Trutas - Desvio do Poço do Inferno - Vale Glaciar do Zêzere - Fonte Paulo Luís Martins - Covão d'Ametade - Nave de Santo António - Covão do Boi - Fonte dos Perus Lagoa Comprida - Sabugueiro - Mondeguinho - Penhas Douradas Manteigas. Rota 02 Manteigas - Sameiro - Vale de Amoreira - Valhelhas - Belmonte - Teixoso Penhas da Saúde - Nave de Santo António - Covão d'Ametade - Fonte Paulo Luís Martins - Vale Glaciar do Zêzere - Desvio do Poço do Inferno - Caldas de Manteigas - Manteigas. Rota 03 Manteigas - Caldas de Manteigas - Viveiro das Trutas - Vale Glaciar do Zêzere - Fonte Paulo Luís Martins - Covão d'Ametade - Cruzamento da Nave de Santo António - Poço do Inferno - Manteigas. Rota 04 Manteigas - Penhas Douradas - Vale do Rossim - Mondeguinho - Sabugueiro - Seia - Carrapichana - Linhares - Folgosinho - Gouveia - Manteigas.

http://www.cm-manteigas.pt/turismo/roteiros/Paginas/default.aspx 27


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Créditos: Luís Agostinho João Afonso

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