Issuu on Google+

2

8

SALVADOR TERÇA-FEIRA 12/10/2010

ENTREVISTA Fiuk

“NÃO QUERO SER UMA VERSÃO DO MEU PAI, NEM DE NINGUÉM. QUERO ACHAR A MINHA PRAIA” VERENA PARANHOS

O ídolo teen Fiuk se apresenta pela primeira vez em Salvador, no Bahia Café Hall, neste sábado, em show com a banda Hori. Com apenas 19 anos, o filho do cantor Fábio júnior chamou a atenção do público ao ser protagonista de Malhação ID, em 2009. Por telefone, o jovem falou sobre a carreira de ator e cantor, planos, futuros trabalhos e novo visual, agora mais certinho e menos colorido. Ainda, o líder da banda Hori revelou o que preparou para o show em Salvador. A novidade fica por conta de covers de artistas como Black Eyed Peas e Jason Mraz. Mas Fiuk garante que 70% do show é formado de músicas da própria banda, incluindo algumas composições do queridinho das meninas.

Vocês prepararam alguma coisa especial para o show em Salvador? Acabamos de montar a nova turnê, com novo show, cenário e repertório, que vai desde música de balada até reggae. Tem o momento pra galera pular, dançar e outro pra dar uma namoradinha. Fazemos cover de Black Eyed Peas e Jason Mraz, mas 70% das músicas são próprias. Como você lida com as comparações que fazem com você e seu pai? Quem sou eu para me comparar ao meu pai? Acho que nem mereço ser comparado a ele ainda. Levo isso na brincadeira.

Fiuk é o nome artístico de Filipe Kartalian Ayrosa Galvão. O cantor nasceu em São Paulo no dia 25 de outubro de 1990. Filho do cantor Fábio Junior e Cristina Kartalian

E você se inspira em quem? Não quero ser uma versão do

Wallace Barbosa / AgNews

meu pai, nem de ninguém. Quero achar minha praia, independentemente de ser bom ou ruim, rock ou não. Utimamente, estou escutando muito o John Mayer e a banda Paramore.

das fãs, mas sempre tem uma ou outra que não gosta. O próximo passo da mudança é deixar de ser colorido? Eu já não estou tão colorido. Não é por preconceito, porque todo estilo é um estilo. Mas foi uma fase.

Você pretende continuar na carreira de ator ou se dedicar mais à música mesmo? Sou 100% música de alma e coração, mas o bichinho da atuação me picou também, não vou parar de atuar. Não tenho nada confirmado, mas tem coisa muito bacana na agulha, espero que role.

Como você lida com as piadas que ouve sobre a Cleo Pires? Eu levo na boa. Até brinquei dizendo “quem mandou ter uma irmã gostosa?”. Se fosse encanar com isso, já estaria no hospício. O fato de você fumar e já ter assumido que usou drogas repercute negativamente com os pais das suas fãs? Eu não sou exemplo pra ninguém. Sou moleque, como qualquer outro e tenho defeitos. Infelizmente, eu entrei nessa, falo e assino embaixo para ninguém fazer. Se não assumisse o que já fiz, eu seria de mentira, um santo. “Eu não fumo, não faço nada. Vou casar virgem”. Iria me enganar e todo mundo a minha volta. Independentemente se é bacana ou se não, exijo ser transparente, principalmente com a carreira.

Você pretende lançar algum projeto solo? Vou lançar em abril um CD, mas nem um pouco pretensioso. É um estilo diferente da Hori. Quero falar as coisas que eu penso, sem me prender a nada, independentemente se vai tocar na rádio ou não. É uma realização pessoal. Para mim, música, mais do que um produto, é arte. Uma vez você falou que cortava os próprios cabelos. Essa mudança de visual foi você quem fez também? Tive a ajuda de uma cabeleireira, mas a manutenção agora sou eu quem faço, dou uma cortadinha na frente do espelho. Tive uma aprovação

HORI / SÁB, 19H / BAHIA CAFÉ HALL / PARALELA / 4003-1212 / R$ 40 (PISTA), R$ 60 (CAMAROTE) E R$ 70 (ÁREA VIP)

Júlio Caldas e o passado, o presente e o futuro da guitarra baiana no Teatro do Sesi guitarristas especializados na “guitarrinha” e acontece mensalmente, no Teatro do Sesi.

Coletânea Chico Castro Jr. Jornalista e repórter do Caderno 2+

Desafios entre guitarristas

Hoje é dia de show, e o convidado é Parah Monteiro, que, nos anos 1970, arrepiava a bordo do Trio Traz Os Montes. “Na época, alguns temas eram compostos como desafios entre guitarristas. Era como uma prova: se o cara acertava tocar, era considerado bom entre os músicos. Parah é compositor de um desses temas: Frevo de Minuto. Outros temas eram Com Mil Demônios e É a Massa (de Armandinho), Tha

Mari Pacheco / Divulgação

luasy (de Missinho) e Às Vinte e Cinco em Ponto (de Renatinho, que era do Trio Tapajós)”, relembra Júlio Caldas. Renatinho é o convidado do mês que vem. Após novembro, o projeto dá um tempo, mas volta, depois do Carnaval. “Em janeiro, eu produzo a Mostra da Guitarra Baiana na Casa da Música (Lagoa do Abaeté) no seu terceiro ano, já. Em fevereiro, tem Carnaval e, em março, volto ao Sesi, nesse formato de uma vez por mês”, enumera Júlio. “Ano que vem eu quero convidar a rapaziada nova, sobretudo, quem está buscando novos formatos para o instrumento. Robertinho Barreto é meu primeiro convidado. Tô querendo convidar também o Márcio de Oliveira, que faz uma coisa bem rock ‘n’ roll. Outro é o Marcos Muleta, que tem um estilo gipsy jazz, na linha do Django Reinhardt”. Salve, guitarrinha!

Martin & Duda na 5ª Depois de amanhã, Martin & Eduardo, guitarra e batera de Pitty, lançam seu trabalho paralelo Dezenove Vezes Amor no Tom do Sabor. 22h, R$ 20.

Elipê na 6ª, no Irdeb

Não é segredo para ninguém que a guitarra baiana, esse inestimável patrimônio cultural legado à Bahia por Dodô & Osmar, após mais de uma década deixada de lado, vem sofrendo um revival, graças – ironia suprema – aos músicos da chamada “cena alternativa” (aquela mesma que causa repulsa nos senhores empresários de trio). Um dos nomes mais importantes dessa recuperação, ao lado de Robertinho Barreto (Baiana System) e Morotó Slim (Retrofoguetes) é Júlio Caldas, que vem fazendo um trabalho extraordinário ao lado de sua banda, a Choro Rock. Acontece que Júlio, um incansável pesquisador do instrumento, tem um belo projeto que mistura música e bate-papo com

Júlio vê a guitarra baiana no seu momento mais interessante: “A ideia é transcender a coisa do frevo”

OUÇA: WWW.MYSPACE.COM/JULIOCALDAS

Júlio, sua guitarra e o baterista Ricardo Hardmann: hoje tem som

Célulamekanika, Desrroche e Orquídeas Francesas (PB)são as atrações de sábado. Pça. Pedro Archanjo, Pelô, 18 horas.

TITA LIMA

LINKIN PARK

STONE TEMPLE PILOTS

CARLOS SANTANA E CONVIDADOS

PHIL COLLINS

SEAL

Refinada e pop na medida

Você já ouviu isso antes

Volta que quase convence

Releituras de clássicos

De volta aos anos 60

Totalmente apaixonado

Filha do renomado produtor Liminha, a cantora Tita Lima faz bonito neste CD, casando bossa, pop, jazz e dub na mais perfeita harmonia. Os arranjos refinados e a produção nos trinques (dela mesma, com alguns parceiros) mostram bem de quem ela é filha. Destaques: Vendendo Saúde e Fé e Um Girassol da Cor do Seu Cabelo (belo cover de Lô Borges). POSSIBILIDADES / LABEL A. /

Uma das atrações mais esperadas do festival SWU, o Linkin Park é a típica banda preferida de quem não conhece nada de música. A razão é simples: tudo o que eles fazem é mera repetição, devidamente diluída para as rádios pop, de algo que já foi feito antes e melhor. Seu quarto álbum, A Thousand Suns, é só mais uma prova desta verdade. A THOUSAND SUNS /

R$ 17,90 CHICO CASTRO JR.

WARNER MUSIC / R$ 29,90 CCJR.

A bela capa, de Shepard “Obey” Fairey (autor do cartaz do Obama) para o novo disco do Stone Temple Pilots – o primeiro desde 2001 –, é só o cartão de visitas para um CD que começa bem, mas perde força conforme as faixas vão se sucedendo. O álbum abre gostoso com Between The Lines, Take a Load Off e Huckleberry Crumble, com ecos de grunge e Led Zeppelin nos riffs e refrões. Hickory Dichotomy tem um quê de Bowie e também convence. Mas, a partir de Cinnamon, a coisa desanda e soa baratinha. Salva-se ainda a descarada Samba Nova, guilty pleasure do ano. STONE TEMPLE PILOTS /

O guitarrista mexicano Carlos Santana retorna com Guitar Heaven –The Greatest Guitar Classics For All Time, primeiro disco de estúdio desde That I Am, de 2005, Santana mergulha de vez no rock'n roll com releituras de clássicos do gênero. Aviso de antemão que as versões podem causar angústia aos roqueiros acostumados com o andamento de Whole Lotta Love (cantada por Chris Cornell), do led Zeppelin ou com o solo tão característico de While My Guitar Gently Weeps (interpretada por India Arie & Yo-Yo Ma), dos Beatles. Mas Santana sabe o que faz.

O compromisso que o cantor Seal tem hoje com a música seria o mesmo que declara pela família, em sentimento escancaradamente musicado em Commitment, lançado pela Warner. “Devo isso a minha mulher”, atestou Seal. Nas canções, ouvimos o cantor falar de amor e dizer o quanto sua vida está totalmente compromissada a sua musa. Ah, o nome dela é Heidi Klum, a modelo sueca que aparece, inclusive, em um clipe “picante”,na música Secret. “Pertenço a você e você a mim”. Amor incondicional, compromisso, declarado por Seal no nome do CD.

GUITAR HEAVEN / SONY MUSIC / R$ 15 /

Phil Collins lembra com saudade as descobertas musicais que fez ouvindo a galera da gravadora Motown, nos anos 60. E pôs em prática um desejo antigo, no disco Going Back: reuniu o biscoito fino da black music, como Stevie Wonder (Blame It On The Sun), The Temptations (Papa Was a Rolling Stone), caprichou no backing vocal e tirou a poeira dos vinis para relançar essas e outras canções. Para Phil, sem esses caras, sua adolescência teria passado batido – não apenas musicalmente. O tributo aos anos 60, portanto, foi um sonho realizado para o “velho” Phil. GOING BACK / R$ 29,90

WARNER MUSIC / R$ 26,90 CCJR.

THIAGO GUIMARÃES

/ WARNERMUSIC.COM.BR REGINA DE SÁ

WARNERMUSIC.COM.BR REGINA DE SÁ

Agora iluminação moderna não custa mais caro! Também na Estrada do Côco Estrada do Côco, Km 2 - T. 3378.7906 - Em frente a Ricardo Eletro

A banda Elipê toca no Teatro do Irdeb (Federação) sexta-feira, no projeto Origem da Terra – que aliás, está com uma programação interessante, com shows de Bop Samba (jazz, dia 21), Rhendra Nadyer (pop rock, 22), Grupo Jacarandá (instrumental, 28) e Folha de Chá (reggae, 29). O som começa às 20 horas, por R$ 6 mais um quilo de alimento não perecível.

Darktronic continua

JULIO CALDAS & CHORO ROCK COM PARAH MONTEIRO / HOJE, 20H / TEATRO SESI / RIO VERMELHO / R$ 20 E R$ 10

COMMITMENT/ R$ 29,90 /


Fiuk, cantor e ator