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VERENA PARANHOS E MARIANA PAIVA

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Depois de quatro dias de apresentações, chegou ao fim, já na manhã de domingo, a 13ª edição do Festival de Verão Salvador. A última noite/madrugada contou com o maior público do evento, reunindo, segundo a produção, cerca de 57 mil pessoas no Parque de Exposições. No palco principal, a noite foi aberta pelo pop rock da banda colorida Restart, que trouxe o público infanto-juvenil ao local. Mesmo com a pista ainda bem vazia, os fãs deliravam com a performance do vocalista Pe Lanza, que fez questão de conquistar a simpatia de que assistia à apresentação, com direito até a frases com sotaque baiano e à vinheta da música Água Mineral, da Timbalada. Mas o ponto alto do show foi quanto o rapaz, vestido com uma camisa do Olodum, imitou os passos de Michael Jackson com seu moonwalking.

SALVADOR SEGUNDA-FEIRA 7/2/2011

FESTA No sábado, público juvenil e pop tiveram a oportunidade de acompanhar suas atrações, mas a madrugada de domingo foi varada ao som contagiante de Momo

Desfecho do Festival de Verão foi um aperitivo do Carnaval

LONGEVIDADE Esta foi a décima-terceira edição do Festival de Verão Salvador, evento que já se consolidou como encontro musical anual que atrai milhares de turistas à capital baiana Fotos Mila Cordeiro/ Ag. A TARDE

ESPAÇOS Nesta edição, o Festival de Verão contou com seis espaços para shows. A programação diversificada voltou a ser um dos pontos mais elogiados pelo público do evento VIA CARNAVAL O encerramento da programação principal do evento (fim da noite de sábado, início da madrugada de domingo) serviu como uma prévia do Carnaval. Chiclete, Jammil e Psirico avisaram a todos: o Carnaval tá chegando e a galera é bem-vinda

O dueto entre Jason Mraz e Milton Nascimento acabou sendo um dos pontos altos da noite de sábado, no Festival de Verão Salvador

COLABOROU THIAGO FERNANDES

AMBIENTE Não só de shows viveu o festival. O espaço amplo do evento é também ocupado por barracas e ambulantes diversos, tranformando-se em atrativos do evento. Divertidos personagens ficam espalhados pela festa

Diversidade da programação é apontada como um ponto forte

Pré-carnaval

Depois da apresentação de Jason Mraz, e ainda durante a última noite/madrugada da 13ª edição do Festival de Verão, o palco principal foi tomado pela música baiana e o clima de Carnaval se estabeleceu. Como já é tradição do festival, a Chiclete com Banana foi uma das grandes responsáveis pelo público recorde nesse último dia do evento. No repertório, sucessos da carreira, além da nova balada Chorarei Amor. “Chiclete é tudo, mas o show fica muito cheio”, opinou o estudante Paulo César Góes, 17, apontando um efeito colateral do sucesso da banda. Mesmo sofrendo com o aperto, acompanhado pela esposa e pela filha, o mototaxista Itamar Cerqueira não se importou. "O show foi muito bom. Minha família é toda chicleteira e eles estão cada vez melhores", atestou. Com a responsabilidade de assumir o palco depois do Chiclete, a banda Jammil e Uma Noites deu seqüência ao clima carnavalesco, com sucessos como Milla e Sou Praieiro. "Tira o pé do chão" foi uma frase fácil na boca de Tuca Fernandes. O encerramento da noite ficou por conta da quebradeira do grupo Psirico, que comandou o seu tradicional arrastão quando o dia (domingo) já amanhecia. E o desfecho do festival foi com atmosfera carnavalesca, e para além da música. Também podia ser notada pela paquera e pegação que contagiavam o público, formando e desformando casais a todo o momento.

JOVENS O festival sempre foi um reduto da juventude, mas a produção do evento abriu os olhos em definitivo para um público até mais precoce e fez programação especial para ele: os shows da Restart e de Luan Santana estavam lotados de pré-adolescentes e até crianças, devidamente acompanhados pelos pais PÚBLICO Segundo a produção do evento, realizado durante quatro dias no Parque de Exposições, a média diária de público foi de 50 mil. O encerramento da festa, no sábado, foi o dia de maior público, cerca de 57 mil pessoas

Juvenil

Marina Castro, 8 anos, estava devidamente caracterizada para o show do Restart. De calça amarela, blusa rosa e tênis de várias cores, a menina pulou e se divertiu quando os cinco adolescentes subiram ao palco. “Eles são muito bonitos. Quero mesmo é vê-los, não saber das músicas”, disse a garota que arranjou um jeito de se pendurar na grade do camarote para ver melhor os ídolos. Na seqüência da noite, o cantor Jason Mraz, atração internacional desta edição do festival, trouxe baladas pouco conhecidas da maioria do público, que mesmo assim acompanhou o show com palmas. O destaque foi seu dueto com Milton Nascimento na música Simplesmente Tudo / Simply All, nova composição da dupla, com letra em inglês e português. Em seguida, o hit I`m Yours contou com o coro da platéia que já tomava toda a arena principal. Mantendo sua marca, Jason em nenhum momento tirou seu chapéu, mesmo depois de descobrir o calor do Nordeste nesta sua turnê pelo Brasil. "Foi aqui que eu descobri o que era esse Brasil de que tanto me falaram", declarou, em entrevista coletiva. Como não poderia deixar de ser, o estilo do americano inspirou muitos dos rapazes presentes ao evento. Inúmeros investiram no chapéu meio de lado como arma de conquista no local.

CURIOSIDADES E NÚMEROS DO EVENTO

Chiclete com Banana trouxe o ritmo do Carnaval para a festa

Psirico deu o ponto final na programação, na manhã de domingo

Luan Santana se apresentou sexta e foi um dos responsáveis pela farra adolescente no evento

Ivete cantou na quinta-feira e não houve apagão que ofuscasse sua apresentação, que agitou a plateia

Média de público foi de 50 mil pessoas Foram quatro dias de festa, 126 atrações e 15 participações especiais. Terminou já na manhã do domingo a 13ª edição do Festival de Verão Salvador, evento que todos os anos reúne milhares de pessoas de todo o Brasil para curtir apresentações dos mais diversos artistas. Na quinta-feira, um apagão elétrico que atingiu o Nordeste do país só não acabou com a

festa porque os geradores, acertadamente colocados de prontidão, seguraram a estrutura dos palcos, possibilitando o início do show de Ivete Sangalo. Esta edição do evento contou

Foram quatro dias de festa e o som só parou na manhã do domingo

com estreias de artistas como Maria Gadú, Restart, Luan Santana e a atração internacional Jason Mraz. Além disso, o Festival inaugurou mais um palco na Cidade da Música, a Casa do Pagode, que levou ao público shows de bandas como Leva Nóiz, famosa pelo hit Liga da Justiça. O Festival chegou ao fim com uma média diária de público de 50 mil pessoas, segundo números fornecidos pela produção do evento, repetindo a frequência média do ano passado. O público jovem foi uma das novidades do evento, comparecendo em peso para acompanhar as apresentações da

Restart (sádado) e Luan Santana (sexta). Luan, aliás, deixou o palco mais cedo do que o previsto por conta de uma queda de pressão. Passou mal e acabou sendo levado a um hospital. Mas tudo não passou de um susto e ele logo se recuperou.

Eletrônica

Na tenda eletrônica, espaço reservado para quem curte DJs locais e nacionais, a novidade ficou por conta da estrutura do espaço. "Neste ano, fizemos a tenda aberta nas laterais, para que as pessoas pudessem ficar ao redor dela", comentou Bia Prudente, que foi a produtora do espaço.

“Tem música pra todo mundo. Quem não gosta de axé tem a tenda eletrônica, forró", disse o estudante Valdir Oliveira para exemplificar aquela que ele aponta como a principal marca do Festival de Verão Salvador, a diversidade de ritmos e atrações, distribuídos nos vários palcos do evento. Nos shows das grandes atrações, a arena principal ficou lotada no sábado, mas ainda assim o público se dividia entre os outros cinco espaços onde a música também rolava. “A Concha Acústica foi bem legal nesta edição, com artistas alternativos, mas que têm seu público”, acrescentou Paulo César sobre o espaço onde se apresentaram, na última noite, as cantoras Márcia Castro, Thati, Monique Kessous e Ana Cañas. Para a também estudante Rignea Armentano, em outros anos a seleção de artistas foi melhor em relação à desta edição. Mas ela faz a ressalva: “Por causa da diversidade de palcos, o festival ainda se torna atrativo, com uma mistura legal”. Mistura atraente para gente como o inglês Mike Whittington, que se arricava-se, em meio à festa, a aprender forró. “Estou tentando, mas aqui todos dançam muito bem”, disse, ainda tímido, enquanto dançava.

Tribos

Da parte do público, visuais variados passearam pela festa. Além da roupa colorida, os fãs adolescentes da Restart muniram-se de cartazes, faixas e bolas de soprar coloridas. No visual dos chicleteiros, uma patinha do Camaleão. E quem queria mostrar que estava ali mesmo por causa do pagode trazia pendurada uma chupeta que se iluminava em várias cores. O artefato podia ser comprado no Parque de Exposições a R$ 3,50 e foi peça chave na coreografia de Chupeta, música de trabalho do Psirico para o Carnaval.


Desfecho do Festival de Verão foi um aperitivo do Carnaval