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SALVADOR SÁBADO 8/1/2011

Cenas de uma noite reclusa

Hélio Pólvora Escritor, membro da Academia de Letras da Bahia

O gato gosta de deitar-se na cinza que é varrida para um lado do fogão a lenha, junto do buraco na parede, que jamais taparam. Ainda bem, porque ele, na sua dormência, aceita o vento que silva nas noites frias. Ou o raio de sol nas tardes cálidas. Ou então a leve pancada de chuva que o obriga a buscar mais o aconchego do lume reduzido a brasas mornas. O gato se dobra às intempéries, a estas se habituou ao envelhecer. Tanto lhe faz sol, chuva, vento. Tem apenas o incômodo de abrir os olhos, erguer-se, arquear o dorso, estirar-se. Mais um dia ou noite na vida de um gato, de uma pessoa.

Às vezes um homem e uma mulher conversam à noite, sentados rente ao fogão onde crepita um fogo brando que ele ou ela atiça quando esmorece. A uma observação mais dramática de um deles — uma exclamação ou interjeição —, o gato abre os olhos fulvos, dilata a pupila em que se vê o risco vertical da retina. Pisca, volta a cochilar. Pois, se estão todos, homens, mulheres e gatos, fadados à eternidade, mais vale antecipá-la com uns cochilos. E depois, essas conversas são costumeiras, repetidas. A nada levam — ou melhor, levam aos bocejos e à cama, que eles, vencidos pelo sono, procuram na casa escura, antecedidos pela semeadora luz da candeia. De que conversam um homem e uma mulher, na penumbra, junto ao fogão, na noite erma? Ora, de suas vidas. Das miudezas do dia, que acabam de passar e, no entanto, deixam rastros de lesma. Assuntos de

Repórter do 2+ jlopes@grupoatarde.com.br

Um edificador de obras perenes. Assim pode ser definido o geógrafo, historiador e jurista sergipano Bernardino José de Souza (1884-1949), homenageado, no final de dezembro, com a publicação Bernardino de Souza, vida e obra, organizada por Consuelo Pondé de Sena, presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), e subsidiada pelo Estado.

Autor de clássicos como O ciclo do carro de boi, O pau-brasil na história nacional e Dicionário da Terra e da Gente do Brasil – obras que, por si só, justificariam a homenagem –, Bernardino ainda contribuiu para a demarcação dos limites da Bahia e foi responsável pela edificação dos primeiros prédios do IGHB e da Faculdade de Direito, onde hoje funciona a Ordem dos Advogados do Brasil - Bahia. Como se não bastassem essas realizações, ao longo dos seus 65 anos de existência, o filho do coronel Otávio de Souza Leite, do Engenho Murta, na Vila Cristina de Sergipe (hoje Cristiná-

trabalho, cama e mesa. Isso até os gatos sabem. O sopro do vento que entra pelo buraco inclina a chama da candeia para um lado e outro. Lá e cá, lá e cá. A pêndula da chama mortiça. Se o sopro é mais forte, a chama treme perigosamente à beira do abismo de trevas. Nesses instantes a mulher ou o homem age com rapidez: a mão avança e tateia, perto, a caixa de fósforos, a claridade restabelecida afugenta a escuridão. Ao gato pouco importa a escuridão; se condenada a não fazer-se luz no rubor do crepúsculo da madrugada do novo dia enigmático, o instinto em dúvida manda-o antecipá-la nos cochilos. Em silêncio jaz a casa ancorada na noite. Do pântano, porque há um pântano em baixo, no sopé da encosta, sobem vozes de bichos, pios, silvos, marteladas de peitos que inflam e desinflam, gritos estrangulados, ofegos. Falta um cão que pressinta a sutil chegada do mal

O gato se dobra às intempéries, a estas se habituou ao envelhecer. Tanto lhe faz sol, chuva, vento. Tem apenas o incômodo de abrir os olhos

O menino chora, em outro país distante... Pois é uma emoção primeira, dessas que ficam gravadas

— e previna o homem com um rosnado, para que se levante, empunhe o rifle atrás da porta da sala. Um dia o menino trará um. Ainda não cresceu, ainda não viveu o suficiente para desejar um cão que lhe deite a cabeça na perna — e já imagina a cena apaziguadora. É uma casa no ermo do mundo, dentro da noite, e nela brilha, além das chamas do fogão, a candeia de luz claudicante. O homem e a mulher conversam. O gato ronrona. O menino em pijama de flanela, porque está frio, lê um livro, e segura o pranto. É que chegou àquela cena dramática em que David Balfour e Alan Breck se despedem, com certeza para sempre, de peripécias nas charnecas escocesas, devolvidos às imediações da Casa de Shaws — herança arrancada à força do tio decrépito e avarento que desterrou David. “Ficaram um instante parados, a se fitar, e em silêncio ergueram os olhos sobre Edin-

burgh”, o menino lê à luz amarelada de uma vela. “Bem, adeus”, disse Alan, a mão esquerda estendida. “Adeus”, eu disse, e apertei-lhe a mão, e desci a colina”. Não olharam para trás. Estavam arrebentados. Uma amizade, mais que isso, um afeto, uma relação talvez de pai e filho, de quem está amparado e também oferece companhia, quebrava-se, deixava-os entregues às peripécias da solidão, à mercê do mundo – e para o resto de suas vidas. Era de mais. Era de chorar. David chorou, no livro, sentado à beira da estrada. O menino chora, em outro país distante, e não se chama David, e é noite, e daí a pouco o sono o vencerá, sem apagar, contudo, aquela emoção. Pois é uma emoção primeira, dessas que ficam gravadas e continuam a doer, a palpitar enquanto vida houver; a memória as preserva por serem raros papiros primordiais.

polis), ainda encontrou tempo para ser político (foi por duas vezes deputado estadual), secretário estadual do Interior e da Justiça, diretor da Faculdade de Direito, membro da Academia de Letras da Bahia, “secretário perpétuo” do IGHB e ministro do Tribunal de Contas da União.

BERNARDINO DE SOUZA, VIDA E OBRA / ORG. CONSUELO PONDÉ DE SENA

Quarteto Editorial / 278 p

Perfil biográfico

Construir o panorama de tão multifacetada personalidade foi a tarefa da historiadora Consuelo Pondé. Para tanto, ela se valeu de artigos de discípulos e amigos de Bernardino publicados no Diário Oficial da Bahia e em A TARDE, dentre outros im-

pressos, na ocasião do seu centenário e outras homenagens. Além de relatar “causos” importantes para a construção do perfil biográfico de Bernardino, a exemplo das histórias de seu próprio pai, Edístio Pondé (ele, um discípulo confesso de Bernardino), Consuelo Pondé convoca uma seleção de intelectuais baianos e personalidades políticas de primeira grandeza. Se fazem presentes à homenagem, como Waldir Freitas Oliveira, Cid Teixeira, Thales de Azevedo, Luiz Viana Filho, Josaphat Marinho e Pedro Calmon. Merecem destaque também os poemas Murta e Poema à tua

vida e o relato Bernardino, meu pai, escritos por Seleneh de Medeiros, filha de Bernardino, que tornam ainda mais bonita, leve e humana a homenagem. Bernardino Souza, vida e obra é, portanto, um livro que deve ser lido com atenção. Não só pela grandeza moral e intelectual de Bernardino, mas pelo alerta feito por seu discípulo Pedro Calmon: “Não era justo que concluísse a parábola na estreiteza da província, sem espaço para a visão ampla ou o largo destino do estadista, que intimamente foi, no amor militante à Bahia” (pág. 123). Por tudo isso, uma obra inspiradora.

Milena Britto Professora do Instituto de Letras da Ufba

O livro Os Anões, de Verônica Stigger, escritora gaúcha, crítica e professora de arte, é uma das obras mais marcantes da literatura brasileira recente. O que há naquele minúsculo livro está além de simples histórias. Concordando com o escritor mexicano Mario Bellatin – um dos mais originais escritores da atualidade – que considera o livro contemporâneo uma experiência ademais de leitura, eu encontro, nas páginas dessa obra, caminhos da experimentação sem limites da relação corpo-literatura-arte-tempo. Não foi sem razão que o escritor citado sentiu-se entrando numa cápsula comprimida de tempo-espaço onde as histórias, como telescópios, levam-nos a nós mesmos. E acrescento: perversamente nos levam a encontrarmo-nos destituídos de pudores e adestramentos intelectuais. Os Anões é um objeto para se ter à altura dos olhos e das mãos; brinca com o “desejo inteiro” do homem pelo livro e seus mistérios. De capa preta, formato de bolso, com todas as páginas encartonadas em papel brilhoso (como se fossem capas), e cantos arredondados (realmente lembrando um livro infantil), traz três partes que orientam os caminhos-instalações de leitura: Pré-Histórias, Histórias e Histórias da Arte. Mas as três partes não organizam os contos pela ordem de entrada. Elas possuem contos aleatoriamente “jogados” no livro, ironicamente nos apunhalando com as nossas etiquetas organizacionais e especulando outras possibilidades de

compreensão da palavra. Sem deixar de fazer a relação desse homem contemporâneo com os seus três momentos-chaves.

Confronto

Acontece que essas divisões pregam peças, vertem segredos gigantes em detalhes retorcidos e aparentemente sem valor, mas que, de fato, acabam fazendo um buraco enorme na intimidade do leitor. O conto que intitula o livro e que figura na classificação “História” é uma absurda aventura pelo encoberto sentimento de espanto-piedade-amor-ódio-recusa-fascínio por esses seres minúsculos que passeiam pela vida como se estivessem apenas provocando espanto nos “normais”. Um casal de anões, que fura uma fila de supermercado, vai despertando todo tipo de sen-

timento nos clientes até o absurdo linchamento dos dois, com direito a crânio esmagado, sangue farto nas paredes azuis, vísceras espalhadas e coisas do tipo. Numa pegada pulp fiction, mas com essa composição literária refinada e ritmo sinuoso, o conto provoca o leitor quase convulsivamente, como se estivéssemos diante de um espetáculo e não de um conto. Essa relação com o espetáculo – da arte e da vida – está muito presente em outros contos, quando não no tema, numa associação com outras linguagens, como o cinema. Os contos Curta Metragem e Curta Metragem II são de alta verossimilhança cinematográfica, com a mesma particular “perversão estética” dos demais contos. Aí, a descrição dos ângulos da câmera e da preparação de cena

de um casal que se joga de um apartamento, num suicídio nonsense, como se parecem todos, vai ao limite de nos colocar tão próximos das personagens que acaba prendendo-nos lá, ao ponto de não sabermos mais se não mexemos o pescoço porque morremos, nos aleijamos na queda suicida ou esperamos a próxima ordem do diretor. O conto tem uma continuidade, mas é independente também, e resulta ainda mais absurdo e deflagrador de sentimentos. Há especulação da “realidade-documento” como experiência ficcional, além de destrinchar os limites entre autor-personagem, biografia-ficção, no conto Imagem Verdadeira, o qual é o fac-símile da certidão da autora, onde se vê o erro do escrivão que a coloca como sendo do sexo masculino.

Conto de fadas moderno com aventura e mistério

Hungria celebra 200 anos de Franz Liszt A Hungria irá celebrar ao longo deste ano o 200º aniversário do nascimento de Franz Liszt, um dos compositores europeus mais importantes do século XIX, que, apesar de suas raízes germânicas, sempre se sentiu húngaro. O lema do ano comemorativo é justamente "Je suis hongrois" ("Eu sou húngaro", em francês), que o músico declarou quando lhe perguntaram em Paris sobre suas origens. "Sentia-se muito bem em todo o continente, era um ver-

Gentil

OS ANÕES / VERÔNICA STIGGER

Cosac&Naify / 60 p. / R$37

É uma sutil e bem-feita desconstrução da categoria de gênero, oficializado e documentado para além das “verdades” estabelecidas. O suicídio, o amor, a banalidade das emoções cotidianas, as aventuras, o tempo, a poesia, a arte, estão nesse livro “anão”, a exemplo de títulos como Des Cannibales, Teste, Passo Fundo, Tatuagem, Teleférico, L’après-midi de V.S.( João Cabral), Caverna, Ceia e outros, além dos que foram citados. Tudo numa reeducação estética da apreciação literária, colocando o próprio livro como de fato uma experiência, sendo essa tanto de vida como artística, numa indistinção de níveis entre realidade e ficção, pois o absurdo é aquilo mesmo que trazemos para além de anões ou cenas improváveis. É esse manancial de sutilezas que colocam o leitor diante de grandes acontecimentos, ainda que sejam eles diminutos e aparentemente detalhes insignificantes, que transbordam da obra, atingindo os pontos sensíveis de quem se propõe a viver o que lê. Seguindo uma certa tendência que eu já havia observado em Carola Saavedra no seu Paisagem com Dromedário, Stigger não teme abordar a literatura como instalação, como espetáculo real, performance. Um livro elaborado para ver, tocar, “assistir”, ler e deixar-se diante do menor de si mesmo, reconhecer-se mesquinho e sem valor. A grandiosidade, ali, está no espetáculo, sejamos nós os atores ou os espectadores. Os anões não passeiam numa pensão sob o som de saxofone, eles pulam das páginas da grande Lygia Fagundes Telles e de outros contos para a “realidade” outra, a de Verônica (ou a “nossa”), sendo esmagados por esse sádico estranhamento e nossa vil necessidade de emoção.

Reprodução

MÚSICA CLÁSSICA

MARCELO NAGY Budapeste, EFE

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Os anões na fila do supermercado: espetáculos literários do cotidiano

Uma justa homenagem a Bernardino de Souza José Lopes

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SALVADOR SÁBADO 8/1/2011

dadeiro cidadão europeu", assegurou Orsolya Erdödy, diretora do escritório Klassz, que coordena as atividades do chama-

“Queremos dar um perfil completo do autor das Rapsódias Húngaras” ORSOLYA ERDÖDY, coordenadora

do Ano Liszt. Liszt (1811-1886) foi considerado um dos pioneiros da 'música programática', que busca evocar ideias e imagens extramusicais, representando musicalmente os estados de ânimo da personalidade. O compositor, pianista, diretor de orquestra e pedagogo musical nasceu em Raiding, pequena localidade que então fazia parte da Hungria, mas que hoje faz parte do território austríaco. Seu pai, Adam Liszt, era um importante funcionário do Império Austro-Húngaro, e sua mãe, Ana, era austríaca.

Sua obra chegará este ano, em interpretação de vários artistas húngaros e internacionais, às principais capitais europeias. Ao longo de sua vida criativa, Liszt viveu e trabalhou em inúmeras cidades, como Viena, Paris e Londres, entre outras, embora tenha vivido seus últimos anos entre Weimar, Roma e Budapeste. O Ano Liszt será inaugurado oficialmente em 22 de janeiro, no Dia da Cultura Húngara, com um concerto da Filarmônica Nacional da Hungria, em colaboração com o renomado pianista húngaro Zoltán Kocsis.

Verena Paranhos verena.paranhos@grupoatarde.com.br

Liszt foi considerado um dos pioneiros da 'música programática'

Em As Suas Lembranças São Minhas, conto de fadas moderno da jovem irlandesa Cecília Ahern, o acaso é o responsável por unir os caminhos de Joyce Conway e Justin Hitchcock. O casal, que aparentemente não tem nada em comum, passa a se encontrar por acaso em locais improváveis. Ela é uma corretora de imóveis de Dublin, que decide se separar e mudar completamen-

te de vida após perder um bebê. Ele, um norte-americano recém-divorciado, especialista em arquitetura holandesa, que mudou-se para Londres para ficar mais perto da filha.

Conectado

Misteriosamente, Joyce tem lembranças do passado de Justin e, de uma hora para outra, começa a falar línguas estrangeiras e saber tudo sobre arquitetura, tendo adquirido os conhecimentos dele. O desenrolar da história é instigante: o casal se mete em situações engraçadas até que se possa descobrir o motivo pelo

qual está conectado. O sétimo livro da autora de P.S. Eu te amo, best seller transformado em longa de sucesso, é leve e bem humorado, apesar de tratar de perdas, amadurecimento, encontros e desencontros amorosos. Henry, o pai de Joyce, com sua inocência e experiências de uma outra época, é o responsável por acrescentar pitadas de humor e emoção ao romance. O conto de fadas com temas atuais é uma boa pedida para o público juvenil (e, especialmente, para quem está apaixonado), por trazer elementos do romance, aventuras e mistério.

AS SUAS LEMBRANÇAS SÃO MINHAS / CECILIA AHERN /

Rocco / 352 / R$ 48,50

CURTAS Roberto Mendes faz show no Ciranda Café O cantor e compositor Roberto Mendes apresenta o show Na Fé, na Festa e na Dança, hoje e no dia 22 de janeiro, a partir das 21h, no Ciranda Café Cultura & Artes, no Rio Vermelho, (3012-3963). O músico Alex Mesquita fará participação especial no evento e os ingressos custam R$ 25. Com mais de 30 anos de carreira, o baiano de Santo Amaro da Purificação di-

vulga a riqueza regional, cultural e artística do Recôncavo Baiano. Suas canções já foram gravadas por grandes intérpretes como Maria Bethânia, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Gal Costa. Roberto desenvolve uma música genuína, baseada na pesquisa da sonoridade das chulas e sambas de roda, da tradição e o saber popular da cultura local.

Desejamos a todos um FELIZ ANO NOVO!

M R! BELH O ME

Estrada do Côco, Km 2 • Em frente a Ricardo Eletro • (71) 3378.7906

ARMÁRIO DE LETRAS A QUEDA / GUILLERMO DEL TORO E CHUCK

MILITÃO AUGUSTO DE AZEVEDO:

HOGAN

FOTOGRAFIA, HISTÓRIA E ANTROPOLOGIA /

O NATAL DE POIROT / AGATHA CHRISTIE

A LUA DEPOIS DO GRAVADOR: HISTÓRIAS

O AMANTE DE LADY CHATTERLEY / D. H.

DE VOCÊ E ELE / SIMONE MAGNO

LAWRENCE

ÍRIS MORAIS ARAÚJO

Nada de romantismo nem valores morais: o ser humano é apenas um alimento, na sangrenta guerra entre os Velhos e Novos vampiros. Del Toro (diretor de O Labirinto do Fauno) e Hogan misturam horror e fantasia para contar a saga de um grupo que luta para salvar os humanos. Rocco / 352 p. / R$ 35/ rocco@rocco.com.br

Através do olhar ambivalente do fotógrafo Militão Azevedo (1837-1905), que registrou imagens de São Paulo no século 19, a autora analisa vários aspectos da modernização do País e a passagem da monarquia para a república. Alameda / 268 p./ R$ 56 / www.alamedaeditorial.com.br

Na noite de Natal, um velho patriarca convoca todos os filhos e parentes, a fim de se divertir com a ganância alheia, característica das grandes famílias. Claro, há um assassinato. E o brilhante detetive belga gordinho, Hercule Poirot, é chamado para resolver o enigma. O Natal já foi, mas a Dama do Crime é para sempre. L&PM / 256 p. / R$ 12 / lpm.com.br

Em uma série de microcontos (com bem mais que 140 caracteres), a escritora carioca Simone Magno cria narrativas tão intensas quanto sensíveis de amores não tão bem sucedidos (que podem ou não ser sobre o mesmo homem). Abordagem pop e urbana para o mais antigo dos temas. Grua / 80 p. / R$ 26,50 / grualivros.com.br

Último romance de Lawrence, reconhecido pela força literária, ao retratar com precisão uma sociedade em transição, livro causou frisson na Inglaterra no início do século 20 e foi acusado de obsceno nos tribunais, ganha reedição com as picantes aventuras de Constance Chatterley. Penguin / 560 p / R$ 32 / companhiadasletras.com.br

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Querido John Nicholas Sparks - Novo Conceito

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Diário de Uma Paixão Nicholas Sparks - Novo Conceito

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1822 - Laurentino Gomes - Nova Fronteira

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1808 Laurentino Gomes - Planeta

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Comprometida Elizabeth Gilbert - Objetiva

5

Vida Keith Richards - Globo

FONTE: Folhapress

Conto de fadas moderno comaventura e mistério  

Resenha do livro As Suas Lembranças São Minhas, de Cecilia Ahern Caderno 2+, Jornal A Tarde, 8 de janeiro de 2011