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SALVADOR TERÇA-FEIRA 28/5/2013

Fernando Hiro / Divulgação

MÚSICA Cantor investe no romantismo em Sunset, mas mantém fórmula do sucesso

Michel Teló tenta sair da sombra de Ai Se Eu Te Pego com CD/DVD VERENA PARANHOS

Ganhador do prêmio Billboard de melhor canção latina do ano – tanto na versão latina, quando na edição americana da premiação – pela música Ai Se Eu Te Pego, o cantor Michel Teló tem agora uma missão quase impossível pela frente: superar o sucesso mundial que alcançou nos últimos dois anos com o novo trabalho, Sunset, lançado em CD e DVD. “É um desafio lançar este álbum, me reinventar, trazer coisas novas e diferentes. Espero conseguir”, afirma o cantor. Segundo o artista, o disco gravado nas praias de Jurerê Internacional (SC), Guarujá (SP) e Angra dos Reis (RJ) se diferencia dos anteriores por ser mais romântico. “O público já conhece o Michel da balada, agora vai conhecer o Michel romântico. Tudo que vivi em 2011 e 2012 me amadureceu. Vivi muitas coisas que nem sonhava quando pequeno em Campo Grande, viajei por muitos países, conheci muitas coisas, acertei e errei”, diz. Esta característica está presente em faixas como Maria, Aconteceu (composta por Teló para a namorada, a atriz Thais Fersoza) e Se Tudo Fosse Fácil, gravada em parceria com Paula Fernandes.

MICHEL TELÓ

SUNSET / SOM LIVRE /R$ 19,90 (CD), R$ 29,90 (DVD), R$ 44,90 (BOX)

Michel Teló gravou o novo trabalho em apresentações nas praias de Jurerê Internacional (SC), Guarujá (SP) e Angra dos Reis (RJ)

“Finalmente a Paula Fernandes conseguiu participar e eu fiquei muito feliz. É uma das músicas que mais gosto. Desde o primeiro DVD que a chamei para cantar, mas por conta de logística não tinha dado certo”, afirma o cantor.

É Nóis Faze Parapapá, cantada em parceria com Bruno do Sorriso Maroto, segue a mesma linha: “É nóis ‘fazê’ parapapá parapapá parapapá parapapá / Garrar, beijar... ‘fazê’ parapapá / E se der mole eu vou pegar, te agarrar e te beijar / ‘Fazê’ parapapá”.

Fórmula repetida

No entanto, o que se nota no conjunto é a predominância de baladas para a pegação que marcam o sertanejo universitário. Assim, ganham força refrões simples repetidos à exaustão, que têm tudo para virar chiclete, como “ai ui ai ui até de manhã”, na faixa Até de Manhã .

Ai se...

Aos 32 anos, Michel Teló diz não ter medo de ficar conhecido como “o cantor de Ai Se Eu Te Pego”, música que o levou ao topo das paradas em mais de 20 países na Europa e na América Latina. “Eu tenho consciência de que

o que aconteceu dificilmente será repetido. Foi um sucesso grande, a música ficou entre as mais vendidas no mundo. É natural querer dar continuidade e na música nada é impossível. Ter a consciência de saber lidar com todas as fases de uma carreira”, diz o cantor, que foi surpreendido pelo alcance do hit. A popularidade de Ai Se Eu Te Pego fez com que o artista excursionasse pelo mundo inteiro. “A história mais marcante foi na Croácia, num coliseu onde muitos artistas importantes já tocaram. Lá não tinha brasileiro, só croatas, eslovenos, italianos, foi uma loucura os ver cantando

em português. Sabiam cantar sim, foi inacreditável”, lembra. Ouvir o maestro Andre Rieu tocando a música também emocionou Teló. Apesar de ter conquistado fãs por onde passou, o trabalho do cantor também recebe fortes críticas, as quais prefere muitas vezes nem ler, ver ou ouvir. “Se fosse ligar para todas as críticas do começo, não teria chegado aonde cheguei. Se ficasse ouvindo as críticas não tinha tocado no mundo inteiro”, afirma.

Outros projetos

Para 2013, além da turnê do

novo CD e DVD, o cantor planeja lançar um disco de música sertaneja de raiz, com participação especial de artistas que o influenciaram. “É uma relação boa. Existe muito respeito. Ouvia desde criança Milionário e José Rico, Mato Grosso e Matias, Chitãozinho e Xororó”, diz. Teló também pretende gravar em breve algo com o grupo sertanejo Tradição, o qual deixou em 2009 para a carreira solo. “Eu sou o que sou por tudo que aprendi nos 12 anos que ficamos juntos. Não tem nem como listar tudo que aprendi. Em breve faremos algo juntos”.

Eduardo Cachaça e Leandro Moreira fazem show com convidados famosos nesta quinta sico da night como ele, que também nasceu no mesmo dia.

Coletânea Chico Castro Jr. Jornalista e repórter do Caderno 2+

Breve no seu pirateiro

“A gente pensou: vamos fazer e chamar uns convidados”, conta Cachaça. “Só que esse meu amigo é muito bem-relacionado. Aí ele conseguiu convidar Tatau (do Ara Ketu), Alex Goes e Wilson Carvalho”, acrescenta. Acabou que, juntando os convidados de Leandro e Cachaça, a mistura ficou para todos os gostos. “Vai ser uma celebração, mesmo. Nada como passar o aniversário fazendo o que se gosta”, afirma, satisfeito. E como gosta. Cachaça, como todo sujeito que leva a música a

sério, quer se profissionalizar de vez e penetrar no mainstream. No momento, ele segue com suas apresentações em dois tipos: intimista (tipo voz & e violão) e com uma banda. “No intimista eu canto e converso com o público, conto histórias. Dizem que eu poderia ser stand up comic e tudo, mas é que eu falo, mesmo”, diz. “E com banda, eu toco com baixista, baterista, as vezes um segundo guitarrista. O repertório dos dois shows tem músicas da Movidos a Álcool, canções novas minhas e alguns hits brega e pop rock”, detalha. Com o parceiro Belvis (da Movidos), ele está gravando o primeiro CD solo, que vem com influências de arrocha e tecnobrega. Breve, na internet – e no seu pirateiro de confiança.

Emerson Borba / Divulgação

Eduardo Cachaça mostra repertório autoral e hits do brega em show

Sete Cabeludos sexta Coletânea romântica: sexta-feira tem o melhor do repertório de Roberto Carlos (Jovem Guarda e fase soul) com a banda Os Sete Cabeludos, formada por feras do rock local. Portela Café, 22 horas, R$ 20.

À frente da Movidos à Álcool, irresistível coquetel de rock e brega, Eduardo Cachaça brindou o público local com hits como Eu Vou Morar no Brega, Sônia Louca e Litrão de Pinga. Com o fim da banda após dois álbuns históricos, o Lorde de Lauro de Freitas resolveu seguir fazendo suas próprias misturas. E não se enganem com o nome artístico: ele trabalha. Toda semana tem show de Cachaça. Seja em Villas do Atlântico, onde mora, seja pela Estrada do Coco, Stella Maris ou Itapoan, toda semana ele bate ponto em algum bar com seu óculos escuros, boné de malandro, canções e a alma estraçalhada por alguma bandida. Nesta quinta-feira, ele comemora seu aniversário em um show com Leandro Moreira, mú-

Com a Movidos a Álcool, ele era mais rock do que brega. Solo, virou a mesa. Ainda é rock, mas é muito mais brega

ELIANE ELIAS

ANTONIO ADOLFO

THE MICHAEL SCHENKER GROUP

SAXON

DUO SANTORO

PARANOIKA

Refinadíssimo repertório e músicos do quilate do guitarrista Oscar Castro-Neves e do percussionista Marivaldo dos Santos compõem o disco. Tem pegada bossa-nova, como em There Will Never Be Another You. / I THOUGHT ABOUT

Apesar da falta de fôlego do vocalista neste ao vivo dos anos 80, o guitar hero Michael Schenker se garante com o repertório do bom primeiro disco e a maestria de sempre no manuseio das seis cordas. Sim, soa datado, mas... WALK THE STAGE - THE HIGHLITHS / EMI /

Sempre vista como banda de segunda divisão do New Wave of British Heavy Metal (que revelou o Iron Maiden), o Saxon até que se sai bem aqui. Pesadão (faixa-título), veloz (Warriors of The Road) e orgulhoso (Made in Belfast, com bandolins). Bom mesmo.

Eles estão na estrada desde 1990 e agora nos brindam com este primeiro CD. Duo de violoncelos, o único no Brasil, como o dos gêmeos Paulo e Ricardo Santoro, é para afinar os sentidos. São 24 faixas, de Villa-Lobos a Ernesto Nazareth.

YOU – A TRIBUTE TO CHET BAKER / R$

Radicado nos EUA, o pianista Antonio Adolfo funde jazz e MPB como poucos. Para isto, lança mão de composições próprias (Três Meninos, Balada) e de clássicos de Coltrane (Giant Steps, Naima), Gillespie (Con Alma) e outros mestres. Fino. FINAS MISTURAS /

BEM BRASILEIRO / A CASA DISCOS / R$ 25

Perder o Breakout Brasil para Mr. Armeng não abalou a curitibana ParanoiKa. No primeiro CD, manda bem em Out Of Control, Tudo é Over e My Toy. Derrapa ao abusar dos clichês (Complexidade). Potencial tem. Falta é mais identidade. PARANOIKA / R$ 20 /

27,90 / UNIVERSAL REGINA DE SÁ

AAM - SALA DE SOM / R$ 29,90 CCJR.

R$ 21,90 EDUARDO BASTOS

SACRIFICE / EMI /R$ 29,90 CCJR.

/ LANÇAMENTO HOJE / REGINA DE SÁ

BAIXE GRÁTIS: PARANOIKA.COM.BR CCJR.

FFS tem nova chance Irmão Carlos ganhou nova chance da Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom) e vai realizar outra edição do seu evento Faustão Falando Sozinho. Domingo, 16 horas, no Espaço Cultural Dona Neuza (Marback Setor II, Imbuí). Com Irmão Carlos & O Catado e banda Giramente. Grátis.

EDUARDO CACHAÇA E LEANDRO MOREIRA / SHOW DE ANIVERSÁRIO COM CONVIDADOS:

Caia no dancehall

TATAU, ALEX GOES, ELAINE FERNANDES, EDU CASANOVA, WILSON CARVALHO, LEVI ALVIM, PETER (20 XOTEAR), PABLUES, FELIPE CONTI,

Festa Swager: Natty B (Colômbia), Soraia Drummond, Laz Paz e Vitrola 71. Sexta-feira, Casa da Águia, 22 horas, R$ 15.

ZÉ HONÓRIO E J. RIBEIRO / QUINTA-FEIRA, 21 HORAS / MASSA MUSIC BAR / ESTRADA DO COCO (DEFRONTE BOMPREÇO) / R$ 15 (RAPAZES), R$ 10 (MOÇAS)

Michel Teló tenta sair da sombra de Ai Se Eu Te Pego com CD/DVD  

Matéria sobre Sunset, novo CD/DVD de Michel Teló. Publicada em 28 de maio de 2013, no jornal A TARDE

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