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sangue NA SÉTIMA ARTE

A CRESCENTE DO TERROR, SUA HISTÓRIA E EVOLUÇÃO. por Felipe de Oliveira e Alexandre Travassos.

As histórias de terror sempre fizeram parte do imaginário do

fica/sobrenatural; criaturas que emergiam de pântanos a partir de

ser humano; obviamente não tardaram a conseguir seu espaço,

experiências atômicas, bolhas assassinas, tarântulas gigantes e ho-

a partir do final do século XIX, naquela que seria a manifestação

mens com cabeça de mosca faziam com que os cinemas deixassem

artística mais influente nos anos que se seguiram: o cinema.

a Disneylândia no chinelo.

Um bom filme do gênero é aquele que consegue expressar, de

E foi nesse cenário que, na virada dos anos 50/60 surgiu um

maneira convincente, a contraposição entre o tradicional e a origi-

dos maiores nomes da história dos filmes de terror, um visionário

nalidade, ou seja, o velho susto dado de uma nova maneira.

Roger Corman. Com o seu pequeno clássico “A Pequena Loja dos

A evolução dos filmes de suspense e terror está intimamente

Horrores” (1960), Corman mostrou que era possível assustar com

ligada aos eventos-chave da história da Sétima Arte, e até os psi-

classe e pouco dinheiro e fez história como o produtor que deu

copatas com machadinhas de hoje, muito foi produzido para que

a primeira chance a milhares de jovens atores e diretores, en-

sempre nos sintamos o mais desconfortáveis possível.

tre eles Jack Nicholson, Robert De Niro, Martin Scorcese, Peter

O responsável pelos primeiros sustos na tela grande foi o

Bogdanovich e Francis Ford Coppola. Este último, aliás, teve seu

grande realizador francês George Melies, com o seu "O Castelo do

primeiro filme produzido por Corman nessa época, a história de

Demônio", de 1896, e até a década de 30, os filmes de terror pas-

horror “Dementia 13” (1963).

saram a ser produzidos tomando por base histórias e lendas euro-

Os anos 60 foram uma época extremamente fértil para as

péias sobre vampiros, tendo como principais figuras os mitológicos

produções do gênero, com destaque para as criações do mestre do

Drácula e Frankenstein, das clássicas obras de Bram Stoker e Mary

suspense Alfred Hitchcock, em clássicos como “Psicose” (1960) e “Os

Shelley, respectivamente. Os estúdios da Universal tornaram-se cé-

Pássaros” (1963). Outro grande nome é o do diretor George Romero,

lebres pela produção de dezenas de filmes com múmias, homens

que em 1968 produziu o ultra-cult “A Noite dos Mortos-Vivos”, que

invisíveis e lobisomens, porém com a 2ª Guerra Mundial e o verda-

rendeu várias refilmagens e plágios, inclusive por parte dele próprio.

deiro horror fazendo parte do dia-a-dia das pessoas, os filmes de

No mesmo ano, o polonês Roman Polanski chega ao ápice de seu

terror acabaram ficando em baixa durante algum tempo.

vigor cinematográfico com o apavorante “O Bebê de Rosemary.

A década de 50 marcou a retomada do medo no cinema. Com a

Nos anos 70 começam a despontar alguns nomes que viriam a

era atômica, os filmes passaram a ter também uma temática cientí-

se tornar grandes referências nos filmes de horror; Steven Spiel-

CINEMA

revista a.nexo  
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projeto acadêmico

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