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Adaptação de Vera Medeiros Desenhos: Vera Medeiros


Lili, a onça pintada, tinha suas manchas rosa. Toda a sua família e seus amigos tinham manchas pretas! Lili vivia triste, pois queria ser igual aos outros, e não se gostava.


Muitas vezes outras onรงas tinham tentado arranhรก-la. Outras tentavam amedrontรก-la, sรณ porque ela era diferente!


Sua famĂ­lia tinha vergonha dela, seus irmĂŁos viviam rindo dela!


Ela passava os dias isolada, observando as outras oncinhas se divertirem, quando a convidavam para brincar, ela n達o aceitava, pois sempre acabavam brigando com ela!


Certo dia duas onรงas jovens se prepararam para atacรก-la. Ela se apavorou e decidiu fugir de casa. Ela jรก tinha aguentado o suficiente.


Ela correu para a floresta o mais rรกpido que podia. Correu por horas e horas, parava para descansar aqui e ali e para secar as lรกgrimas dos olhos!


Por fim ela parou para descansar e caiu no sono.


De repente ela levou um susto: Uma onça com pintas verdes estava bem a sua frente, olhando-a com olhar curioso!!!! Ela piscou os olhos para se certificar de que não estava sonhando!


- Meu nome é Levis, o que você está fazendo aqui? Lili confiou nele e contou sua história! Levis disse que ela era muito linda com pintas rosas, disse que tinha outros irmãos pintados, mas nenhum com uma cor tão linda quanto a dela!!!


Outra onça, com pintas azuis, chega perto curiosa - Olá! Meu nome é Léa ! Nossa! Que manchas lindas você tem!


E chegou outra onça, com pintas vermelhas. Era Luni, irmão deles. Lili estava muito surpresa e feliz por eles a tratarem bem!! Lili contou que no lugar onde morava todos tinham manchas pretas, só ela era diferente, por isso tinha fugido!


Todas as onças pintadas ficaram tristes com sua história. Levis, que era mais velho a aconselhou: -Lili, o que você precisa é auto-respeito! - Auto-respeito, mas o que é isso? Eu sempre me odiei por essas manchas pintadas de rosa, sempre desejei não ter nascido. Mas agora vendo vocês com pintas diferentes ...


- Lili, auto-respeito é gostar de si próprio, mesmo quando os outros não gostam. Significa apreciar todas as coisas especiais sobre você mesma! Você é única, não há outra onça como você! – explicou Léa, a onça de manchas azuis!


- Mas eu não tenho nada de especial. Como vou fazer para gostar de mim? - Lili, podemos começar assim: pense em todas as coisas que você gosta sobre si mesma - aconselhou Léa, a onça de manchas azuis!


-Tå bom, eu gosto dos meus olhos dourados, sei correr muito råpido, sou muito corajosa, sou forte... – Lili foi falando e se sentindo melhor!!!!


Lili esqueceu de sua tristeza e brincaram muito. Ela nunca tinha brincado tanto!!


De repente Lili começou a pensar em sua família, sentiu saudades, se despediu dos amigos, combinou de voltar outro dia e correu para casa, pensando na preocupação dos pais!


Lili olhou para o céu e de repente caiu uns pingos de chuva com sol e se formou um arco-íris. O céu ficou enfeitado de diversas cores, lilás, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho! - Que bonito, como eu não tinha percebido tanta beleza!!


Quando Lili chegou em casa encontrou toda sua familia muito preocupada com ela. Seus pais e irmãos ficaram muito felizes pelo seu retorno. Todos perceberam que ela estava diferente. Disseram que ela parecia brilhar! É porque ela estava feliz!


Lili contou sobre os novos amigos que conheceu. Ela falava com a cabeça alta e sorria de felicidade, aprendera a se gostar. Seus pais pensaram “Ela é muito bonita, como é que não tínhamos percebido isso antes?


Adaptação da história “Lili, a Leoparda” de John McConnel


Lili, a Onça