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R$ 15,90 | Exemplar

DO ALTAR AOS TRIBUNAIS Rodrigo de Paula Méo

Maquiagem inteligente Franceli Duarte

Região do Douro

Coluna

do Heron

Leonardo Freitas

Veículos

Nissan New March

Ambientes infantis Graziella Brun Gaudard

Contagem regressiva para o verão

Ana Flávia Moll Use o aplicativo de QR Code do seu celular para ler a Revista on-line


Impressão:

ÍNDICE

34 Tecnologia Gilberto Sudré

Redes de relacionamento profissional

10 Artigo Edison Zardini Você é corrupto?

16 Moda Tereza Cristina Christofaro Albano Você entende de moda?

20 Artigo Dr. André Vasconcelos Qual a melhor idade para levar seu filho ao Ortodontista?

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Capa Rodrigo Amaral Paula de Méo Do altar aos tribunais: possíveis consequências jurídicas do término do noivado

8 Artigo Sidnei Souza Por que Limpar e Higienizar meu Estofado?

12 Decoração Graziella Brun Gaudard Ambientes Infantis

18 Beleza Franceli Duarte Maquiagem inteligente

26 Dermatologia Dra. Ana Flávia Moll Contagem regressiva para o verão

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Artigo

Viagem de trem entre BH e Vitória terá vagões de luxo

Fonte: Portal Terra

Os 56 vagões de luxo fabricados na Romênia têm padrões europeus de qualidade e vão substituir os antigos

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partir de 15 de agosto começarão a circular entre Belo Horizonte (MG) e Vitória (ES) os novos trens de passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), operada pela Companhia Vale. As viagens têm duração de 13 horas e 10 minutos e são diárias e simultâneas. Na capital capixaba, a partida acontece às 7h na estação Pedro Nolasco. Em BH, o embarque é na Estação Central às 7h30. O gerente de operações do trem de passageiros da Vale, Paulo Curto, explicou que os 56 vagões de luxo fabricados na Romênia têm padrões europeus de qualidade e vão substituir os antigos, “que 4  •  Revista Atualidade  • revista@direitoeatualidade.com.br

já operam há cerca de 30 anos e que serão enviados para a África, onde a empresa também atua”. A Vale informou que foram investidos R$ 80,2 milhões para a aquisição dos 10 carros da classe executiva e 30 da econômica. A composição completa pode transportar até 1,5 mil pessoas. Os vagões executivos têm capacidade para 57 passageiros, sistema de som e iluminação individualizados. Os econômicos têm 75 lugares. Em ambas as classes, os carros são climatizados com ar condicionado e contam com tomadas elétricas individuais nas poltronas.

Nos banheiros, o papel toalha foi substituído por máquinas de ar quente para a secagem das mãos. O sistema de descarga é a vácuo, semelhante ao utilizado em aviões, o que reduz o consumo de água. Os novos carros também têm detectores de fumaça e são equipados com monitores de vídeo, que exibirão filmes durante a viagem entre as duas capitais. “Ainda não há uma data para que esses filmes comecem a ser exibidos, mas será em breve,” afirmou Paulo Curto. O trem da ferrovia Vitória Minas para em 39 municípios - 30 em Minas Gerais e nove no Espírito Santo. As composições recém-ad-


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Artigo

quiridas pela Vale têm ainda novos carros-restaurante com 72 lugares, lanchonete, gerador e um vagão para pessoas com dificuldades de locomoção, com travas para cadeiras de rodas. Os novos trens foram equipados ainda com sistema automático de abertura e fechamento das portas externas e das localizadas entre um carro e outro. A conexão entre os vagões agora é vedada por um sistema de plástico emborrachado. As composições contam ainda com displays externos e internos, que exibem informações gerais sobre a viagem, como destino, trajeto, número dos carros, estações e paradas de embarque e de desembarque, entre outras. Com os novos equipamentos de segurança, como janelas de vidro duplo, o trem da Vale não terá mais as janelas e a varanda na classe econômica, um atração para os passageiros, que podiam vislumbrar as montanhas e paisagens de Minas ao ar livre. Em compensação, segundo o gerente de operações do trem de passageiros, a viagem ganha ainda mais segurança, já que não há mais o risco das pessoas serem atingidas por pedras, atiradas geralmente por crianças. Ainda de acordo com a companhia, não haverá reajuste no preço das passagens. A viagem entre Belo Horizonte e Vitória, ou viceversa, custa R$ 91 na classe executiva e R$ 58 na classe econômica, e as passagens já são vendidas pela empresa. A estrada de Ferro Vitória Minas transporta cerca de 1 milhão de passageiros por ano, que embarcam e desembarcam pelas 30 estações distribuídas pelos 664 quilômetros de ferrovia.  6  •  Revista Atualidade  • revista@direitoeatualidade.com.br


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Tecnologia

Redes de relacionamento profissional Gilberto Sudré Professor, Consultor e Pesquisador da área de Segurança da Informação. Comentarista de Tecnologia da Rádio CBN, TV Gazeta, Jornal A Gazeta. Perito/Investigador Forense Computacional, Palestrante de Tecnologia. http://gilberto.sudre.com.br - gilberto@sudre.com.br

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s redes sociais são atualmente os destinos mais visitados na Internet. Basta observar a quantidade de usuários do Facebook, Google+, Twitter e outras. Enquanto a maioria delas tem o objetivo de aumentar seu circulo de amizades, outras tem um propósito muito diferente, aumentar seu networking profissional e quem sabe ajudar no desenvolvimento de sua carreira. Através destes portais você pode incrementar sua rede de contatos, melhorar sua projeção dentro da empresa onde você atua e até conseguir novas colocações pois os recrutadores estão de olho em quem está na rede. Como a mobilidade profissional é grande eles nos ajudam a manter contato, mesmo com colegas que mudaram de emprego, empresa e cidade. Na maioria dos casos os portais são gratuitos como o mais famoso deles, o LinkedIn (http://www. linkedin.com/), de longe um dos mais respeitados. Basta fazer acesso ao site, criar seu login e preencher o perfil profissional. E depois o que fazer? A partir disto é começar a cultivar seus contatos e expandir seu circulo de relacionamento. Para você ter uma relação efetiva, é preciso energia e tempo. Não se esqueça de manter seus dados do perfil atualizados. Coloque datas e nomes da empresa 8  •  Revista Atualidade  • revista@direitoeatualidade.com.br

corretamente para não levantar dúvidas que possam te excluir de um processo seletivo. Escolha e informe, junto de seus dados, várias palavras chaves sobre seus conhecimentos, assim você será encontrado facilmente nas pesquisas. Ah sim, como é um local destinado a relacionamentos profissionais escolha bem a foto que vai ilustrar o seu perfil. Você deve estar se perguntando, e será que funcionam? Pois funcionam mesmo. Eu tenho vários exemplos de amigos que encontraram novas colocações através de portais como este. Atualmente muitos profissionais de recrutamento já admitem que os portais de relacionamento profissional se tornaram sua primeira fonte de re-

ferências e que em 100% dos casos de currículos recebidos estes são checados nas redes sociais. Um ponto importante: não se deve entrar em uma rede profissional como interesse apenas de buscar novas oportunidades assim como quem entra no Facebook não está desesperado por novos amigos. Use a rede para fazer seu networking mas tenha certeza que isto leva tempo. Ou seja.. não deixe para correr atrás apenas quando estiver em busca de uma nova oportunidade. Lembre-se de que as redes profissionais atuam como uma vitrine, onde o usuário pode contar sua experiência, apresentar projetos e enfatizar suas melhores qualidades. 


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Artigo

Por que Limpar e Higienizar meu Estofado?

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s espumas e tecidos são locais que privilegiam a existência de ácaros, fungos e bactérias. Depois dos colchões, os sofás estão em segundo lugar em quantidade de ácaros por grama de pó. Segundo as pesquisas realizadas pela Unicamp os sofás possuem em média 900 ácaros por grama de poeira. Estes são os principais agentes que causam alergias e doenças como asma entre outras. Por que Limpar e Higienizar meu estofado?

Saúde. A rinite, a sinusite e a asma são as doenças que lideram o ranking dos problemas respiratórios e na maioria dos casos, em torno de 80%, estas doenças são causadas pelos ácaros. Contudo, as alergias nos seres humanos aparecem porque, ao completar seu ciclo digestivo, os ácaros produzem excrementos, que são depositados no ambiente, exalando um gás irritante às vias respiratórias. Higienização. Em apenas um ano de uso, os estofados chegam 10  •  Revista Atualidade  • revista@direitoeatualidade.com.br

a armazenar quase cinco milhões de ácaros, e para realizar a higienização, é necessário ter, além dos produtos adequados com ação anti-mofo, anti-fungos e anti-ácaros, também uma equipe treinada e especializada em limpeza e higienização de estofados. Estética. Sem dúvida nenhuma, a beleza e o visual de um estofado limpo é recompensador. A Imperlife a cada dia tem se aprimorado em técnicas e produtos que melhoram o aspecto visual dos estofados, preservando a originalidade da peça. Mas o fator preponderante neste trabalho é a melhora do bem estar e da saúde da família.

macio e sem aspecto de plastificado. A imperlife é a única a tratar com o impermeabilizante FTC da Aplitec. Este produto não é inflamável, é seguro, tem secagem rápida e possui vários prêmios nacionais e internacionais de qualidade e segurança.

Por que Impermeabilizar? Este tratamento têxtil nas tramas do tecido colabora para a não proliferação dos agentes causadores de doenças respiratórias, já que cria um sistema de repelência a líquidos e agentes sólidos. Evita manchas e isso sem tirar o aspecto original do tecido, mantendo-o

Sidnei Souza Sócio Diretor da Imperlife


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A Imperlife é uma empresa Brasileira, genuinamente capixaba. Somos referência no mercado em serviços de higienização e proteção que proporcionam em primeiro lugar uma melhor qualidade de vida e saúde para a família capixaba. Somos uma Empresa afiliada a ABRALIMP (associação Brasileira de limpeza profissional).

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Artigo

Você é corrupto? Edison Zardini Jornalista, diretor da Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil ezardini@yahoo.com.br

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uando falamos em corrupção a primeira palavra que vem a mente é “política”, certo? Errado. E vou esclarecer aqui neste artigo que o sentido corruptivo do próprio instinto humano está muito além de Brasília e bem mais próximos de nós, que muitas vezes passa despercebido em pequenas ações do cotidiano. O meio político só maximizou aquilo que já era algo cultural, típico de um país com raízes imperialistas, que até hoje carrega cicatrizes da colonização . Para melhor explicar o exposto

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acima, vamos aos fatos históricos e seus desmembramentos recentes: 1) As Capitanias hereditárias formavam um sistema de administração territorial criado pelo rei de Portugal, D. João III, em 1534, que levava esse nome exatamente por passar de pai para filho que, em troca da proteção territorial e sua devida administração, podiam explorar seus recursos. Hoje não é tão diferente, levando em consideração a estimativa de que cerca de 80% dos estados brasileiros são dominados politica e economicamente por grupos formados por famílias tradicionais da elite regional, não descartando um possível curral eleitoral, ou seja, a única coisa que mudou foi o objeto que não é mais as terras e sim o voto, em alguns casos, camufladamente cabrestos ou assistencialista condicional. 2)

Um pouco mais a frente, já na república, encontramos um exemplo mais nítido do poder corruptivo, que foi a Política do Café com Leite, uma poderosa aliança entre a elite mineira e paulista, que se alternava em troca de benefícios que iriam de encontro aos interesses latifundiários. Poderíamos citar aqui dezenas de outras razões para condenar a corrupção no banco dos réus, se não fóssemos herdeiros desse mal, que ao meu ver tem o mesmo efeito que uma patologia incurável, mas que pode ser pelo menos controlada e até aumentar a qualidade de vida do paciente. O imposto de renda é um exemplo nato de como somos vulneráveis a situações que invariavelmente nos colocam em posição corrruptiva. Por exemplo, ao declarar você procura omitir certas informações, faz acordos com as fontes de renda, negocia valores mais baixos a serem declarados e paga o melhor contador para fazê-la porque já acredita que paga impostos demais e que há empresários que ganham fortunas sequer declarando metade do que ganham e por isso não é


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Como diz a cantora Pitty: “quem não tem teto de vidro que atire a primeira pedra”

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justo você pagar por eles. É, em parte não seria louvável lhe tirar a razão, se não fosse o simples fato de que alguém terá que arcar com a diferença sonegada, agora além daquele grande empresário, a sua também. Logo, sua ação trará reflexos naquele que pagaria seus impostos corretamente o desestimulando a fazê-lo, criando aqui o início de um ciclo vicioso fundado na corrupção. É importante perceber aqui que não há de se falar em quem está certo ou errado, mas como a política fiscal da alta carga tributária do país o faz legitimar o ilícito, muitas vezes até para sua própria sobrevivência. O Brasil tem a segunda maior carga tributária entre os países da América Latina, segundo estudo divulgado em janeiro deste ano pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Quando analisamos a corrupção, devemos deixar de lado nossas inclinações políticas e sermos imparciais, porque ela é um motor indesejado do sistema político e econômico de qualquer lugar do mundo, pois vivemos constantemente rodeados de negociações, mas culturalmente aceitamos a corrupção em outros formatos socialmente aprovados. O personagem seriado Lineu, interpretado por Marco Nanini, em “A Grande Família”, da Globo, mostra que a mídia por mais lesiva que seja sob a ótica de consumo massivo, ainda tenta consertar os estragos do passado e provocar uma nova esperança pelo menos nas futuras gerações. Como diz a cantora Pitty: “quem não tem teto de vidro que atire a primeira pedra”. E então, preparado para responder o título acima? 

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Comportamento

O que uma mãe fala do pai Antônio Carlos Félix das Neves Psicólogo-Psicanalista. Analista Membro da Escola Lacaniana de Psicanálise de Vitória (ELPV). Mestre em Psicologia (UFES) e Doutorando em Psicanálise (UERJ) antoniocarlosfn@terra.com.br

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oi um tempo de análise em que só comparecia a agressividade para com o pai, tomando as dores da mãe. A mãe se apresentava, diante do pai, de forma fragilizada, vítima de suas atitudes, de suas exigências dos cumprimentos domésticos, que não levava em conta suas vontades. Do lado da mãe, contra o pai, a paciente deixava de viver sua própria vida, dizendo ser necessário proteger a mãe, numa cumplicidade das duas. Os cuidados para com a mãe eram proporcionais aos des-

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cuidados de si, como se a razão de sua vida fosse dar vida à mãe. Acreditando no discurso materno, ela também se afastara da família do pai, pois eles lembravam os infortúnios vividos por sua mãe. Criticava os comportamentos de seus tios, primos e sobrinhos do lado paterno, como se assim obtivesse satisfação, por um desvio, o ódio que experimentava pelo pai. Aos poucos, a cada sessão, a paciente foi percebendo que ela era o “homem” da casa, logo, companheira da mãe, aquela que provia o lar das necessidades familiares. Neste lugar, ela sentia certa potência e se contentava, se satisfazendo aos olhares da mãe. O pai, então, se encontrava excluído, não sem a sua própria conivência. Senão, faríamos do pai a próxima vítima. Ela passou a se perguntar por que se colocava no meio da relação entre o pai e a mãe e se isso influenciava suas relações amorosas, em que geralmente ocupava o “lugar do homem” da relação: “Será esse um dos motivos pelos quais só me envolvo com homens despotencializados?”. Freud já nos dizia que uma

menina escolhe um homem parecido com o pai, mas para reviver a mesma relação com sua mãe. A sua mãe se ausentara por um tempo numa de suas viagens de turismo religioso. A paciente, agora, se encontrava a sós com o pai. Menos complacente com a mãe, se pôs a conversar com ele sem a interferência das queixas maternas e, pela primeira vez, viu um pai diferente do olhar da mãe, com opiniões próprias e risonhas. Ela até cozinhou para ele e conversaram coisas de infância, já esquecidas pelo ódio que sentia pelo pai. À medida que estreitava essa relação, foi percebendo que as queixas da mãe diziam respeito às demandas de amor de uma mulher – correspondidas ou não – a seu pai. Foi a partir daí, ao perceber que também fora cúmplice desse triângulo amoroso, que me disse: “Desse lugar, eu não posso responder”. Ao admitir isso, experimentou uma leveza de espírito de se desobrigar de uma obrigação adquirida e alimentada – pois a paciente também gozava nesse lugar – desde criança: de salvar a mãe. Ela, tendo agora a versão do pai, pode construir sua própria versão do que se passara entre sua mãe, uma mulher, e seu pai, um homem. Reconhecendo que satisfazia alguma coisa tomando somente partido da mãe, está podendo partir em paz, sem culpa, sem ter que olhar para trás e se perguntar se o outro poderia viver sem ela. 


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Decoração

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uando pensamos em ambientes infantis, lembramos de espaços alegres e bem decorados. Mas, ao projetar estes ambientes, é importante levar em consideração alguns aspectos: - A qualidade do mobiliário, dando preferência para os móveis sem quinas vivas, com pintura atóxica e, que seguem as normas técnicas de segurança (principalmente para berços e camas). - Utilizar móveis desenhados especialmente para as crianças, com dimensões e detalhes decorativos apropriados, encontrados em lojas especializadas em móveis infantis. - Selecionar bem os acessórios de decoração, como: quadros, enfeites, papel de parede, roupa de cama, lustres e abajour, tapetes e outros, para que tudo fique em harmonia. Também é interessante explorar a versatilidade nos espaços infantis, para atender às crianças, nas diferentes etapas de seu crescimento. Existem móveis projetados com essa finalidade, que, com alterações na sua forma de montagem, as crianças podem utilizar desde bebês até a adolescência.

São exemplos desses móveis: os berços que transformam em mini camas, prolongando a sua utilização e ajudando a criança na fase de transição para a cama de tamanho solteiro. As camas (tamanho solteiro), da marca Croft House, que possibilitam incluir acessórios e mudar a sua forma de montagem, podendo ficar na altura convencional de uma cama, ou em meia altura, criando uma área para as brincadeiras infantis ou, até mesmo, se transformar em uma cama alta, para aproveitamento do espaço abaixo dela, ajudando a otimizar o espaço do quarto. É importante ressaltar que os ambientes infantis devem estimular a criança, através do tipo e da disposição do mobiliário, criando áreas para brincadeiras e áreas funcionais (para guardar e organizar os seus pertences) e, também, através do uso adequado de cores, formas e texturas. Para conseguir o quarto dos sonhos da criança e também dos pais, é importante a escolha de um bom profissional de arquitetura ou decoração, bem como, escolher

uma loja especializada em móveis e decoração infantil, com produtos de qualidade e com novidades para os pequenos, que estão cada vez mais exigentes. 

Graziella Brun Gaudard Arquiteta e Urbanista especializada em Paisagismo com pós graduação em Marketing Empresarial. Sócia da empresa Ilha Mágica, especializada em móveis infantis, decoração, enxoval e boutique para crianças. Contato: (27) 3325-0070

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Moda

Você entende de moda?

Tereza Cristina Christofaro Albano Proprietária da loja Christalo

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onfira as tendências em calçados e acessórios na coleção primavera-verão 2015. Hoje em dia, considerando o conforto, há permissão de mistura de estilos, envolto num ar de rebeldia de cores, que foge da monotonia e se combina em um milhão de possibilidades, desde que haja harmonia entre a roupa escolhida, os sapatos e os acessórios. A moda está bastante inspirada, ousada e despojada, trazendo uma cartela de cores que vão das mais vibrantes, quentes às frias e terrosas. A mistura de texturas é muito bem-vinda também: cobra e couro, verniz e couro; combinações que migram do inverno cheias de estilo. Assim o verniz é coadjuvante do preto soberano, que impacta nos acessórios. Ainda há os Color Blocking, que libertam a exuberância floral, enquanto as tonalidades pastéis das Candy Colors trazem um toque romântico, misturando na paleta off-white, nude e rosa. Um estilo que chega com ar renovado, envolvendo os pés das mulheres com delicadeza, conforto e beleza. Ainda há uma mescla de tons pastéis e cítricos em combinações, os chamados Yummi Colors, inclusive bicolores, de amarelo e laranja.

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As bolsas podem ser estruturadas em tamanho médio, como também podem ser grandes sacolas com nécessaires. O couro, forte no inverno, continua no verão em variações metalizadas de tons dourado, prateado, cobre, grafite, ciano e vermelha. O corte é que deixa o look mais leve.As pulseiras e os maxi brincos dominam geral, em forma de leques ou apenas em uma orelha, para acompanhar, assim, a moda que está assimétrica. A ordem é aparecer! Os lenços, echarpes e pashiminas exploram o colorido com o auxílio de estampas botânicas, tropicais, aquareladas, bicolores, florais e listras, bem como as onipresentes animal prints e grafismos. Nos acessórios, as correntes ganham destaque em detalhes delicados ou full, e transformam os modelos em obras de arte. Outro aplique que pede passagem na estação quente são as multi fivelas, que enriquecem as sandálias. O destaque fica também por conta das pedrarias, que respondem pelo brilho e glamour para os dias ensolarados, e da palha e corda natural. É isso aí, “meninas capixabas”, vamos trazer o sol para o nosso visual! 


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Beleza

Maquiagem inteligente

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ocê já ouviu falar em maquiagem inteligente? Para a mulher moderna e multitarefa que encara as atividades diárias e não tem muito tempo para ficar em frente ao espelho, a “Maquiagem inteligente” é a solução rápida para ficar linda e com a pele impecável em poucos minutos. São produtos que reúnem em uma só fórmula diversos compostos, como hidratantes, filtro solar, complexos anti-idade e cobertura das imperfeições. Pensando na praticidade, a Dermage trouxe para o mercado produtos que são essenciais quando o assunto é maquiagem inteligente. O BB Cream, lançado pela marca no Brasil, é um dos queridinhos para o dia a dia, pois atua tanto no tratamento quanto como maquiagem. O balm multifuncional reúne 20  •  Revista Atualidade  • revista@direitoeatualidade.com.br

ativos anti-idade, tem FPS 35, hidrata e controla a oleosidade. Fazer uma maquiagem rápida para o dia a dia não tem segredo. Outro produto que facilita no passo a passo da make é o Block Compact, pó compacto da Dermage que atende a três diferentes tonalidades de pele, uniformiza e protege das radiações solares com FPS 50, é um produto 100% mineral e hipoalergênico, assim como toda a linha de make up da marca. O corretivo é outro produto que não dá para abrir mão. O Cover&Block FPS 50 é super resistente a água e a transpiração excessiva, possui 7 tons de bege diferentes, além de possuir um item na cor amarela, uma excelente opção para cobrir as imperfeições inclusive as tão temidas olheiras. 

Franceli Duarte Jornalista, especialista em Comunicação e Marketing pela Universidade de Barcelona– Espanha, Maquiadora profissional pelo Instituto Krizek–SP, Franqueada da Dermage Dermocosméticos – Vitória e Vila Velha


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Artigo

Apartamentos pequenos e decoração: evite os excessos

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om o passar do tempo, os apartamentos tem ficado cada vez menores e com seus espaços mais reduzidos. O novo modelo de construção familiar, composta por poucas pessoas, acaba incorporando a busca por moradias menores, que aliam versatilidade e comodidade. Essa nova tendência também é refletida na decoração. Segundo o design de Interiores da Móveis Conquista, Pierre Britt, decorar um apartamento pequeno exige menor complexidade e é baseado na praticidade. “Basta inserir novas peças decorativas ou reorganizá-las para dar nova cara ao apartamento”, disse. O primeiro ponto a ser analisado no apartamento que se quer decorar é a composição dos espaços, como quarto, cozinha, sala e banheiro, pois olhar o imóvel como um todo traz uma melhor dimensão dos ambientes.”Sofás menores e a utilização dos espelhos dão um

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charme à mais, além de conferir maior amplitude aos espaços, deixando o apartamento mais iluminado e agradável, além de “crescer” seu apartamento”, diz Pierre. O ponto de partida para tornar o apartamento mais confortável está na escolha da mobília e dos objetos decorativos.”É necessário que se tenha em mente as dimensões de cada cômodo. Apesar de pequena, a casa deve ser alinhada ao perfil dos moradores, gostos, à sua condição econômica e ao seu estilo de vida”, afirma o design. A decoração do apartamento deve levar em conta a praticidade. Desse modo, alguns itens podem ser fundamentais para transformar um espaço pequeno em um lugar aconchegante e agradável. Sofáscama, cadeira do papai, móveis pequenos e bancos são outros exemplos de móveis e objetos que harmonizam o ambiente. “São peças que conseguem economizar espaço e ao mesmo tempo deixá-

-lo mais amplo. O mais importante é que o consumidor entenda a funcionalidade de cada um desses itens do dia a dia, porque em apartamentos menores, não podem existir excessos”, finaliza Pierre. 

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Simone Rios Teixeira Nossa queridíssima amiga Simone Rios Teixeira, comemorou seu aniversário num clima de muita alegria e descontração, sendo prestigiada com a presença absoluta dos queridos amigos. A festa no Rei do Vinho foi maravilhosa! Regada a champagne Moet Chandon e Dom Perignon Luminous , com uma decoração super original surpreendendo a todos os convidados. Como sempre esse querido casal Marcus e Simone, fazendo o maior sucesso. Parabéns!!! Marcus e Simone Teixeira

Viviane Anselmé e Eliane Scopel

Mariângela e Fabio Risso

Carol Rios, Fabiana Scopel, Karol Kavedo e Eliane Scopel

Viviane Anselmé, Fabiana Araújo, Everson Barcellos e Rachel Lóra

Pamela Herpio, Simone Teixeira, Alexandre Rios e Carol Rios

Gardennia Bonatto, Isabela Pantaleão e Simone Teixeira

Luisa Santos, Raquel Brandão, Mônica Haynes e Simone Teixeira

Claudia Louzada, Simone Teixeira, Marlon Vianna, Fernanda Prates e Donatella Cóser

Heglay Fonseca e Royter Mafi

Syane Gonçalves e Daniele Stange

Simone Teixeira, Christiane Moraes, Taiany Amorim e Camila Mariot

Camila Mariot e Taiany Amorim

Rúbia Merçon, Fabiana Araújo, Donatella Cóser, Viviane Anselmé e Wesley Sathler

Eduardo Bueno, Cris Tunu, Rodrigo Bittencourt e Mel Monteiro

Renata Machado e Raquel Brandão

Juninho Santos, Luisa Santos, Andressa Barreto e Bruno Barreto

Pâmela Herpio e Karol Gratz

Cristiane Pires, Simone Teixeira e Raphaela Zache


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Artigo

Qual a melhor idade para levar seu filho ao Ortodontista?

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uitos pais sabem da importância de levar seus filhos ao médico pediatra, assim como ao odontopediatra desde bebês. Entretanto, possuem dúvida em relação ao momento ideal de fazer a primeira visita ao ortodontista. Existem aqueles extremamente preocupados que levam os filhos para a primeira avaliação ortodôntica aos 3 anos de idade, outros quando todos os dentes de leite caíram e até aqueles que nem têm essa preocupação. Muitas vezes os próprios filhos, ao perceberem os colegas da escola ou familiares de aparelho, questionam os pais se não está na hora deles usarem aparelho também. Geralmente os pais aguardam a orientação do odontopediatra quanto a indicação para a primeira visita ao ortodontista. É recomendável que essa avaliação ortodôntica seja realizada na faixa dos 6 anos de idade, período no qual erupcionam os primeiros dentes permanentes. Se o tratamento terá início nessa faixa etária ou não, vai depender do tipo de má oclusão apresentada pela criança e também da filosofia de trabalho de cada ortodontista. Muitas vezes, quando o problema é de origem esquelética, há a necessidade da intervenção nessa idade, já que o tratamento nesse caso deve ser realizado no período de crescimento (Ortopedia Facial). Por outro lado, quando o problema é de origem dentária ou nem existe, o ortodontista fica acompanhando a criança e a evolução da dentição mista para a permanente com consultas semestrais ou anuais. Os principais tipos de má oclusão encontrados nesta época são: falta de espaço para o correto posicionamento dos dentes permanentes no arco dentário, dentes fora de posição, mordida cruzada, mordida profunda, mordida aberta, perda precoce ou retenção prolongada 26  •  Revista Atualidade  • revista@direitoeatualidade.com.br

dos dentes de leite, diastemas (espaços entre os dentes), e falta de proporção entre a maxilla e a mandibula. O tratamento ortodôntico realizado nessa faixa etária, ou seja, na dentição mista (quando há na boca dentes de leite e dentes permanentes) recebe o nome de Ortodontia interceptativa. Sua importância reside no fato de que o ortodontista tem a chance de interceptar um problema precocemente na dentição mista para que ele não provoque uma mal oclusão mais séria na dentição permanente. Isso é realizado frequentemente, com aparelhos ortopédicos que aproveitam a fase de crescimento da criança. O aparelho fixo, famoso por suas borrachinhas coloridas, geralmente é utilizado na Dr. André Vasconcelos dentição permanente Mestre em Ortodontia, quando é realizada a Or- Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial todontia corretiva. 


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Carros da atualidade

Nissan New March

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Projetado no Japão, aprovado pelo mundo e, agora, fabricado no Brasil

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rimeiro produto do novo Complexo Industrial da Nissan em Resende (RJ). Qualidade japonesa de construção, design moderno e equipamentos que atendem ao gosto dos brasileiros. Tecnologia de ponta para um hatch completo com conteúdo inédito no segmento. O compacto mais econômico do Brasil de acordo com o Inmetro Rede social e site de buscas a bordo com o NissanConnect™. Menor custo de revisão do Brasil entre os compactos. Rio de Janeiro – O consumidor brasileiro está cada vez mais maduro e, assim, exigente, desejando produtos modernos, tecnológicos, bonitos, seguros e bem equipados com muita personalidade. Atenta a esta realidade, a Nissan lança este mês um carro que incorpora estes

anseios e é sucesso em todo o mundo: o Nissan New March. Produzido no Brasil, no novo Complexo Industrial da marca em Resende (RJ), o modelo chega com estilo marcante, adaptado ao gosto dos brasileiros e com muitas novidades em tecnologia e conectividade, com preços entre R$ 32.990,00 e R$ 42.990,00. Apresentado mundialmente no Salão de Frankfurt de 2013, o Nissan New March traduz de forma clara o DNA japonês da empresa, com alto nível de qualidade, atenção minuciosa aos detalhes, inovação, e uma ampla lista de equipamentos de série. Com design arrojado e conjunto mecânico moderno, que inclui os motores 1.0 16V e 1.6 16V flexfuel com nível máximo de eficiência energética, é um carro perfeito para o ritmo da cidade e apresenta uma tecnologia surpreendente com conteúdos inéditos

em seu segmento. Projetado no Japão, com a participação de equipes de vários países do mundo, inclusive do Brasil, e utilizando a versátil plataforma ‘V’, o compacto da Nissan é vendido – e aprovado – em mais de 100 países, tendo mais de 6,7 milhões de unidades comercializadas em sua história. “Com o Nissan New March, produzido em nosso Complexo Industrial brasileiro, os consumidores terão um automóvel com qualidade japonesa, design moderno, interior bem-acabado, ótima lista de equipamentos com tecnologias inéditas no segmento, desempenho, economia e menor custo de manutenção. Ele reflete a nova fase da Nissan no Brasil, uma fabricante rumo à liderança entre as marcas japonesas no país”, afirma François Dossa, presidente da Nissan do Brasil.  revista@direitoeatualidade.com.br  •  Revista Atualidade  •  29 


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Artigo

A “síndrome de Berlim” Anaximandro Amorim Advogado de carreira do Bandes, Membro da Academia Espírito-Santense de Letras anaximandroamorim@yahoo.com.br

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arece que, depois dos 7 X 1 da Copa, os brasileiros descobriram a Alemanha. E se apaixonaram por ela! Fomos goleados, humilhados, massacrados... Claro, tem um temperinho a mais, afinal, foi contra a Argentina, nossa eterna rival. Mas, convenhamos: o “baile” que a Alemanha deu na gente foi tamanho que era para todo mundo acordar no dia seguinte odiando os germânicos. Porém, final do Mundial, muitos de nós estávamos lá, com os (complicados) nomes dos jogadores na ponta da língua, vibrando a cada passe, como se alemães fôssemos. Este cronista, inclusive. Parece até uma espécie de “Síndrome de Estocolmo” germânica. Uma verdadeira “Síndrome de Berlim”. Para quem não sabe, o termo “Síndrome de Estocolmo” foi cunhado pelo psicólogo criminal Nils Bejerot em referência ao famoso assalto do banco Kreditbanken de Estocolmo, Suécia, em 1973. Segundo relatos, os pacientes acometidos pela síndrome acabam por identificar-se emocionalmente com os sequestradores, chegando até a defendê-los. O caso mais emblemático foi o de Patty Hearst, de 1974, sequestrada durante um assalto a banco realizado pelo “Exército de Libertação Simbionesa”. Libertada, Hearst juntou-se aos seus raptores, sendo comparsa em vários assaltos a bancos. Atualmente, Patty está com 60 anos e atua ocasionalmente em filmes e seriados. Essa “Síndrome de Berlim”, por seu turno, também tem muito a ver com o dito aci30  •  Revista Atualidade  • revista@direitoeatualidade.com.br

ma. Futebol ruim desde o início (convenhamos),assistimos perplexos aos “meninos do Brasil” levarem a goleada mais fácil de todo Mundial. Tanto, que muitos “viraram a casaca” durante a partida mesmo, como se fôssemos, praticamente, catapultados pelo futebol germânico. Um verdadeiro “sequestro emocional”. De tal arte que os alemães, geralmente associados a um povo frio, sisudo, lá não muito simpático, ganharam ares de gente alegre, sorridente. Eles até imitam a dança dos Pataxós. Já são “quase brasileiros”. Que diria o carismático Podolski. Vestidos com o uniforme rubro-negro, homenagem ao (meu) Flamengo, então, nem se fala! A Alemanha é aqui! A vitória alemã tem muito a nos ensinar. Em primeiro lugar, não, nós não somos mais o país do futebol. É uma pena dizê-lo, mas, desde 1998, quando perdemos (feio) a Copa para a França, já percebo isso. A despeito do Penta, em 2002. Não há mais espaço para futebol arte. Nem para a atuação do “craque”. E tudo ficou bem claro neste Mundial. Neymar não levaria sozinho o time para a final, como Cristiano Ronaldo não levou. Messi levou, mas não aguentou. Os alemães tinham um time. Onze contra um. Covardia? Não: triunfo da técnica, eu diria. E planejamento. Muito planejamento. Uma década, para ser exato. Afinal, ninguém chega ao sucesso por acaso. Mas acho que, mais do que técnica, o futebol alemão calou

fundo no nosso eterno “viralatismo”. Era só dar uma olhada nas redes sociais. Impossível fugir dos clichês. Dos 101 Prêmios Nobel; do país assolado pelo Nazismo, retalhado e reunificado, à maior potência econômica da Europa; da construção recorde de um centro de treinamento; tudo isso nos deixou boquiabertos. Acho que a cara do David Luiz resumia a de todos os brasileiros: cabelos desgrenhados, olhos arregalados, lacrimosos e aquela expressão de “por que aqui não dá certo?”. E a vontade de ser alemão, nem que fosse por 90 minutos e provar o gostinho de ser “eles”. O 7 X 1 alemão não foi somente uma goleada. Ele está carregado de simbolismo. Mais que uma derrota futebolística, o placar indica que esse Brasil que se pensa como nação a cada quatro anos morreu. O que tem seu lado bom: estamos nos questionando, nos reinventando. Enfim: é possível ser “alemão”, sendo brasileiro. Basta renunciarmos à corrupção do dia a dia (furar fila, querer levar vantagem em tudo...) e começar a pensar a longo prazo. O melhor exemplo está aí: depois da Copa, vem as eleições, ou seja, a chance da mudança. Só espero que essas empolguem tanto quanto o futebol. Passada a febre da “Síndrome de Berlim”, é hora de uma “Síndrome de Brasil”, com uma goleada contra a má política. Afinal de contas, ficar perplexo diante de um 7 X 1 não resolve nada. Admirar passivamente quem nos derrotou, tampouco. 


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Dermatologia

Contagem regressiva para o verão “Cada protocolo é adotado de acordo com as necessidades da paciente, mas todos são bastante eficazes. Porém, vale lembrar que não existe receita mágica. O resultado é fruto do equilíbrio entre atividades físicas regulares, alimentação balanceada e tratamentos estéticos adequados”, assegura a dermatologista. Animou-se com a notícia? Então, entenda como cada tratamento funciona e movimente-se: o projeto verão começa agora!     Velashape

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e você quer aproveitar o verão com a saúde em dia e o corpo em forma, então está na hora de se preparar para entrar na estação mais quente com tudo em cima. Afinal, a contagem regressiva já começou! O inverno é um período propício para iniciar os tratamentos que vão proporcionar a perda daquelas gordurinhas localizadas, a redução da celulite e da flacidez. De quebra, as mudanças físicas vão se refletir no seu bem-estar. É o que garante a dermatologista Ana Flávia Moll. Ela conta que os procedimentos mais modernos não são invasivos e não provocam dor. É o caso da lipocavitação, da radiofrequência multipolar e da radiofrequência bipolar, tratamentos que são oferecidos na Ana Flávia Moll Dermatologia, na Praia do Canto. 32  •  Revista Atualidade  • revista@direitoeatualidade.com.br

tica, estimulando a produção de colágeno pelos fibroblastos e atuando na redução de gordura. Lipocavitação É um tratamento não invasivo que ajuda a reduzir a gordura localizada através de ultrassom de alta potência, rompendo as membranas dos adipócitos e liberando a gordura do interior. Além de eliminar a gordura localizada, é indicado no combate à celulite, redução de culote e da medida abdominal.   

Combina radiofrequência bipolar com ondas de luz infravermelha, associadas ao mecanismo de sucção a vácuo. É utilizado no tratamento de celulite, gordura localizada e flacidez. O Velashape é considerado um dos equipamentos mais eficazes, pois trata tanto os tecidos mais profundos quanto as camadas superiores da pele, proporcionando redução da camada de gordura e da circunferência, atuando efetivamente na diminuição da celulite. Radiofrequência multipolar É um dos tratamentos mais indicados para combater a flacidez corporal e facial, além da gordura localizada e celulite. O princípio de funcionamento da radiofrequência multipolar é o aumento da temperatura tecidual através da energia eletromagné-

Ana Flávia Moll

Formada pela FTESM, no Rio de Janeiro, em 1998, e especialista em Dermatologia pela SBD.


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Do altar aos tribunais: possíveis consequências jurídicas do término do noivado Rodrigo Amaral Paula de Méo Advogado em São Paulo e escritor rodrigodemeo@gmail.com

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ocê aceita se casar comigo? Eis uma das perguntas cruciais na vida do ser humano, tanto para quem realiza quanto para quem recebe o pedido em questão - que, aliás, pode ser feito das mais diferentes formas; noivos (e noivas!) menos tímidos tendem a se declarar publicamente, alavancando o amor privado conforme os índices de audiência de atrações variadas, enquanto aqueles mais tradicionais continuam preferindo o recato de um restaurante, viagem ou qualquer outra oportunidade mais íntima para, com as mãos suadas e trêmulas segurando uma aliança, dar o impulso em uma nova fase da história do casal. Não é obra do acaso, portanto, que inúmeros filmes, livros, músicas e demais meios onde o imaginário popular se faça presente estejam impregnados com a temática do pedido de casamento e, mais especificamente, com 34  •  Revista Atualidade  • revista@direitoeatualidade.com.br

o período que sucede a esse ato heróico: o noivado. Poderão os mais modernos objetar que aludida cultura trata-se de “coisa do passado”, e, em certa medida, estarão corretos, pois ela não é mesmo recente, no desenrolar da experiência humana. Não obstante, se tal crítica visa a atribuir ao instituto do noivado um caráter de mera relíquia, como se ultrapassado ou antiquado fosse, estarão bastante enganados, pois a prática cotidiana, mesmo nas maiores cidades, vem demonstrando que não são poucos os namorados que ainda fazem questão de celebrá-lo, sendo válida a menção de que uma das mais frequentadas redes sociais contemporâneas mantém a opção de sinalizar esse incremento no perfil dos internautas comprometidos. Consequentemente, está justificada a preocupação do direito, na qualidade de ciência social, a respeito das várias implicações

possíveis do assunto, dentre as quais se destaca uma hipótese amarga, a saber: que o consorte resolva desmanchar o relacionamento antes de subir ao altar. Parece, na verdade, que o caminho entre a igreja ou o cartório civil e os tribunais é bem mais curto do que poderiam supor padrinhos e madrinhas em seus trajes de gala, a julgar pela repercussão que a situação ora mencionada costuma gerar na jurisprudência brasileira. E, neste sentido, a questão que se impõe com maior força gira em torno do ônus que a desistência pode gerar em desfavor de quem a patrocinou – e, por conseguinte, também como forma de indenizar a outra parte, eventualmente lesada. Tem-se com isso uma briga boa que, embora seja entre marido e mulher (ou quase isso), enseja a que juristas metam suas colheres, como fizeram os participantes do Grupo de Estudos “Família e Fe-


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licidade”, coordenado pelas Professoras Martha Saad, Lia Pierson e Fátima Maltez, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, na Capital do Estado de São Paulo, e composto por alunos e ex-alunos da instituição, em um encontro recente. Na oportunidade em questão, foram analisados diversos acórdãos contemporâneos que versavam especificamente acerca do assunto, e desde pronto se descobriu a necessidade de discernir entre danos materiais e morais para que a análise das possíveis consequências do término do noivado fossem interpretadas adequadamente. Isso porque, no que tange ao aspecto material, demonstra-se sedimentado o entendimento de que, para se falar em danos, é necessário especificar e comprovar quais teriam sido os gastos realizados em função do matrimônio que, por ter sido cancelado, não poderão mais ser revertidos em proveito do autor da ação judicial, tais como aqueles relacionados à própria celebração e

respectiva festa (aluguel do espaço, contratação de músicos e buffet, pagamento de taxas etc.), bem como por conta de outras peculiaridades inerentes ao enlace matrimonial, dentre os quais enxoval e lua de mel. Ademais, há também que se pensar a respeito dos vários casos onde – seguindo-se a máxima de que “quem casa quer casa” – os pombinhos já haviam providenciado a compra de um imóvel antes de um deles voar em outra direção. Se o cenário em questão se insinua um tanto complicado logo de início, maior sorte não socorrerá à abordagem dos danos morais relacionados ao término do noivado, eis que, por estarem relacionadas ao universo imaterial, irremediavelmente resvalarão em atributos da personalidade de quem foi abandonado. Neste sentido, poderão ser verificadas agressões a direitos diretamente vinculados ao princípio da dignidade humana, como a honra e a integridade psicológica, além da enorme frustra-

ção decorrente da desistência do outro nubente. Estabelece-se então um ponto de reflexão importante, em torno do qual doutrinadores e magistrados nem sempre concordam, acerca da especificação dessa forma de declaração de intenções. Trata-se de contrato? Ato jurídico? Quais obrigações ele seria capaz de gerar? Conforme a ótica de quem defenda que o pedido de noivado se trata de contrato (ou pré-contrato, em relação ao matrimônio, que seria o contrato em si), é claro que a responsabilização do nubente se torna mais clara, porque descumprir o avençado pavimentaria um caminho concreto para a obtenção de ressarcimento das despesas e indenização pelos danos morais motivados pela quebra contratual em questão. No entanto, embora defendida por determinados juristas credores de respeito, não parece ser esta a linha de pensamento mais aceita nos tempos atuais, que tende a privilegiar o exame do caso concreto, em detrimento do formalismo da constituição das obrigações, com o intuito de avaliar se as características da desistência extrapolaram o âmbito da dinâmica dos próprios relacionamentos amorosos, afetando nocivamente os atributos da personalidade do cônjuge abandonado e seu patrimônio. Sob a ótica proposta, talvez a primeira perquirição cabível seja com base na maneira por meio da qual se manifeste a intenção do desate do relacionamento, pois se espera que pessoas civilizadas o façam com solidariedade, preservando, tanto quanto possível, o cônjuge que será impactado com o conteúdo da notícia, já suficientemente pesaroso. E nem teria como ser diferente, afinal soaria contraditório supor-se que alguém revista@direitoeatualidade.com.br  •  Revista Atualidade  •  35 


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que até então acalentou sentimentos nobres em relação ao seu par agisse contrariamente a esse espírito de acolhimento, mesmo na hora de partir. Igualmente desejável que, além desse ânimo acalentador, o cônjuge patrocine sua “demissão” conjugal de forma discreta. Afinal, nada pior do que permitir que um conteúdo privado e íntimo se torne motivo do falatório geral, ponto de destaque na mesa do almoço familiar de domingo ou pauta da semana na vizinhança. Ainda mais evidente aqui a relação dessa diretriz com os aludidos direitos da personalidade, pois sua inobservância pode ensejar a violação de atributos como a honra e a imagem, dentre vários outros, segundo a natureza de cada situação. Tais cautelas, no entanto, não são as únicas a serem observadas a respeito do rompimento, pois há também que se ter em mente que referido ato embute uma inegável carga de surpresa e, portanto, deixar de manifestar uma intenção tão relevante para a última hora jamais será uma boa idéia. Novamente fazendo referência aos filmes e novelas, surgem aqui os clássicos exemplos do noivo e da noiva que simplesmente não aparecem na própria cerimônia, deixando estupefatos os convidados e, 36  •  Revista Atualidade  • revista@direitoeatualidade.com.br

quase sempre, causando o desmaio de uma personagem. Pertencem à mesma sorte de encenações as cenas em que o cônjuge resolve fugir com outra pessoa ou prefere responder um sonoro “não” quando solicitada pelo padre a confirmação da decisão de se casar. Seria um grave engano, porém, acreditar que essas possibilidades estejam restritas à ficção, pois a jurisprudência brasileira está repleta de casos efetivos no mesmo sentido, ou melhor, talvez a própria vida real esteja vencendo a imaginação dos roteiristas na confecção de tramas desse quilate, tendo em vista a riqueza de métodos engendrados por cônjuges arrependidos para escaparem, nos últimos momentos possíveis, da definitiva troca de alianças. Se, por este lado, no entanto, sobram exemplos de criatividade sórdida, por outro, o resultado de tais abordagens não costuma variar muito; observa-se, mais uma vez, a violação dos atributos íntimos da parte lesada, que se encontra, de uma hora para outra, alocada em uma situação completamente distinta da planejada e almejada, portanto de inegável sofrimento, sem ter noção de como reagir. Em casos como esses, não há muita dúvida de que a parte que causou a situação problemática,

ao menos em tese, deva responder pelas consequências nocivas de suas escolhas, ressarcindo as despesas e indenizando pela agressão moral. Mas, o que dizer das situações em que o cônjuge, ao longo de seu noivado, percebe que não mais deseja aquele destino para sua existência e, agindo com as cautelas necessárias e de forma razoável em termos temporais, decide externar sua insatisfação ao parceiro ou parceira? Longe de se afirmar que tal hipótese isente de sofrimento quem recebe a má notícia (embora quem rompa também possa amargar uma experiência muito dolorosa), mas a questão é que se tem entendido majoritariamente – e, a nosso ver, com ampla razão – que a obrigação pura e simples de manter o relacionamento corresponderia à outra espécie de aberração sócio-jurídica, à medida que ensejaria a violação dos direitos da personalidade da própria pessoa insatisfeita, além de ser frontalmente contrária ao espírito constitucional, em termos de preservação de garantias como a dignidade e a liberdade, apenas para se falar em dois exemplos. Além do que, um relacionamento calcado na mentira ou omissão corresponderia a uma “crônica da morte anunciada”, eis que, mais cedo ou mais tarde, não teria outro resultado que não um casamento perfeito na forma e dantesco no conteúdo, certamente muito mais nocivo do que uma desilusão prévia. Tem-se, pois, em linhas gerais, que a promessa de casamento por meio da formalização do noivado não se trata de eventual acordo pétreo do casal, mas, nem por isso, sua intrínseca liberdade deve servir como pretexto para que sejam tomadas atitudes passíveis de danificar a vida sentimental e patrimonial daquele que, embora deixe de ser o companheiro ou companheira na jornada amorosa, continua merecendo todo o respeito e consideração. 


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O assédio moral no serviço público

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ltimamente um problema social relacionado ao trabalho foi inserido no mundo qual seja, o assédio moral, de modo que hoje é tratado e analisado na legislação, jurisprudência e doutrina de inúmeros países. E esse assédio moral pode se dar tanto nas relação de trabalho do âmbito privado, quanto no âmbito do serviço público. No assédio moral, seja nas relações privadas, seja nas relações do serviço público, tem-se que a vítima, ou assediado, é submetida a processo sistemático de usurpação de seus direitos através de perseguições, humilhações e constrangimentos, sempre de forma repetitiva, durante a jornada de trabalho. Ou seja, trata-se de violência psicológica, empregada de forma repetitiva e duradoura, visando enfraquecer o assediado, até que não aguente mais trabalhar naquele local e acabe se desligando do emprego ou do serviço público. No serviço público esse assédio, de uma maneira geral, se dá por conta de rivalidades político-parti-

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dárias, especialmente a cada troca de partido no comando do serviço público. Aquele que assume, acaba por perseguir aqueles que são ligados ao partido adversário. E nessa esfera pública a situação afigura-se mais grave, na medida em que não se tem patrão, mas chefes, decorrentes da hierarquização do serviço, o que torna mais difícil o combate ao assédio, pelo medo do subordinado em relação à sua chefia. Para atingir seus objetivos, o assediador passa a tratar com mais rigor e autoridade seu subordinado, elimina parte de suas funções, o isola (ou pelo menos dificulta) do convívio com os colegas de trabalho, lhe impondo uma situação de total incômodo na prestação de seus serviços. Pode ainda expor a vítima a xingamentos, situações vexatórias perante os colegas, ou seja, praticando uma série de atos que visem excluí-la do posto de trabalho. É importante salientar que dentro da administração pública, cada um dos servidores tem seu papel

fundamental no desempenho das atividades (até porque se a função fosse desnecessária, sequer haveria o cargo a ser preenchido) e nenhum é mais importante que o outro, ainda que estejam em níveis hierárquicos distintos. “Uma função não sobrevive sem as outras”, de modo que um chefe não poderia (e nem teria porque) exercer suas atividades, se não tiver seus subordinados. Diante disso, inconcebível se aceitar qualquer tipo de assédio moral, não só pelas necessidades recíprocas, mas especialmente porque nenhuma pessoa merece esse tipo de tratamento. Inadmissível que um servidor de grau hierárquico maior prejudique toda a administração e todo o sistema de controle do trabalho, simplesmente por querer humilhar seus subordinados. À luz do exposto, é necessário, contudo, também identificar quais situações não configuram o assédio moral. O assédio não pode ser confundido com o estresse ou pressão no trabalho.


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Artigo

“Empregada de forma repetitiva e duradoura, visando enfraquecer o assediado, até que não aguente mais trabalhar naquele local e acabe se desligando do emprego ou do serviço público” No ambiente de trabalho, inclusive no serviço público, as relações interpessoais são dinâmicas e envolvem conflitos, atritos, opiniões e condutas divergentes. Tais ocorrências são normais e geram até mesmo um equilíbrio na organização. Não se pode, pois, confundir opiniões e condutas divergentes com assédio moral, sob pena de se descaracterizar tal instituto. Desentendimentos e conflitos individuais podem gerar um mero estresse, diferentemente, pois, de configurar-se o assédio moral. Portanto, é de suma importância enfrentar a questão do assédio moral dentro da organização, seja de forma preventiva para evitar a ocorrência e, se já tiver ocorrido, repressoras, aplicando punição aos responsáveis. Para ajudar na conscientização dos trabalhadores e no estabelecimento de regras éticas e disciplinares, é necessária a criação de canais de confiança para receber denúncias e queixas sobre o assédio moral, escutar e analisar a situação da vítima. Assim, a existência de uma ouvidoria interna é extremamente importante para receber as denúncias, apurá-las e, se o caso, aplicar as penalidades cabíveis. É necessário que os entes públicos adotem ações efetivas para o combate do assédio moral no ambiente de trabalho. Precisam zelar pela saúde física e psicológica dos trabalhadores e do seu futuro como instituição. Precisam preservar o meio ambiente laboral, prestigiando o prazer e a dedicação dos servidores pelo trabalho. 40  •  Revista Atualidade  • revista@direitoeatualidade.com.br

Por tudo isso, é de extrema importância impedir a ocorrência de assédio moral e, caso ainda assim ocorra, necessárias medidas repressivas para evitar a continuidade da conduta. A melhor maneira, de se impedir o assédio moral, como dito é a conscientização. Porém, se ainda assim o mesmo ocorrer, a punição exemplar (que no caso do serviço público pode ser até mesmo a exoneração) é necessária, até para servir de exemplo para que novos casos não ocorram. Claro que, em se tratando de administração pública, é necessário observar os procedimentos para investigação e punição, mas se concluído pela “culpa”, a punição deve ser, como dito, exemplar. É conveniente lembrar que há, por exemplo, o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, instituído pelo Decreto nº

1171/1994, que pode servir de base para análise dos comportamentos adequados e inadequados do servidor público. Embora diga respeito Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, pode ser aplicado por analogia para fixar as normas éticas de conduta de todos os servidores públicos. Se os comportamentos forem éticos e adequados, não há se falar em assédio moral, mas se, ao contrário, fora, antiéticos e visarem a perseguição e/ou desestabilização do servidor, devem ser coibidos, denunciados, apurados e punidos com o rigor necessário.  Sérgio Schwartsman Advogado formado pela PUC de SP, sócio do Lopes da Silva & Associados – Sociedade de Advogados. Co-Coordenador e Co-Autor dos Livros “Aspectos Modernos do Direito Trabalhista Empresarial” e “O Direito Individual do Trabalho - Argentina. Brasil. Uruguai”


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SINDEPRES Festa da posse da nova diretoria do Sindepres no Cerimonial MS Buffet, com o novo presidente Mário César Ribeiro, com a presença do presidente nacional do Sindepres Vander Moraes, autoridades e toda a nata do empresariado capixaba.

Mário César Ribeiro com o Presidente nacional do SINDEPRES Vander Moraes na posse da nova diretoria

Mário César e Graziela Ribeiro em sua posse de presidente do SINDEPRES

Neylane Fonseca, Graziela Ribeiro e Janusa Venturin na posse de César Ribeiro no SINDEPRES

Serjão, César Ribeiro e Fábio Risso

Mário César Ribeiro, Terezinha Calixte e Marcelo Ribeiro na posse da diretoria do SINDEPRES

Mariza e Carlos Silva Santos

Beto, Mônica, Raphael e Mariana Gomes na posse de César Ribeiro no SINDEPRES

Vitor, Mário César, Graziela e Diego Ribeiro

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Vitor, César Ribeiro, Fabio e Victor Risso

Valdecir Torezani, Mário César e Marcelo Ribeiro

Elsely, Nauany Benevide, Luciene e Andelusa Schads

Victor, Fabio, Mariângela Risso com Geise e Valdecir Torezani na posse de César Ribeiro no SINDEPRES


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Coluna do Heron Heron de Souza heronfotos@hotmail.com 9972-3740 / 3322-2358

Leticia Finamore, Rita Rocio e Zildinha Hilal na festa Junina da Casa Cor

Akel Jr, Ângela Mameri, Maria do Carmo, Claudia Regina e Samira Maria na comemoração dos 80 anos da matriarca Maria do Carmo

Andreia e Marcos Eduardo Zanellato com Ana Paula Castro na exposição de cães abandonados

Fabricio Fontana e Fabiana Crosce na exposição de cães abandonados

Geraldo Cola, Andressa Dessaune e Marcos Dessaune na exposição de cães abandonados

Viviane Anselmé e Rayllene Haussemann na exposição de cães abandonados

Jacy Theodoro e Rose Tristão na exposição de cães abandonados

Carol Monteiro e Décio Botelho na inauguração do Cerimonial Spetacollo

Luciane Scárdua, Carol Monteiro, Dâmara e Gilmar Felipe na inauguração do Cerimonial Spetacollo

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Ivan Coelho (autor do quadro) na exposição de cães abandonados

Maria Braga, Stella Miranda e Ana Paula Castro na exposição de cães abandonados

Wagner Veiga e Rose Frizera na exposição de cães abandonados

Ícaro de Castro e Rosangela Crunger na exposição de cães abandonados

Jacqueline Barras e José Marcos Delpupo na inauguração do Cerimonial Spetacollo

Lorena Malta, Fernanda Pinho e Luiza Scárdua na inauguração do Cerimonial Spetacollo

Luciene Scárdua, Gerciene Santos, Leonardo Buffon, Norma Marques na inauguração do Cerimonial Spetacollo

Victor Harb, Nathalia Lorencini, Júlio Monteiro, Paula, Carol Monteiro, Kim e Nathalia Saquetto na inauguração do Cerimonial Spetacollo

Anderson Paiva, Emerson Faé e Rodrigo de Paula na exposição de cães abandonados

Jhonson Gouvea, Márcio Lamy e Wilson na Jornada Capixaba de Urologia

Tatiane,Vanilze, Coronel Izaías e Luciana na inauguração do Cerimonial Spetacollo

Lilia, Lilinha, Najla e Nabih El Aouar no aniversário da 242


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Antônio Carlos diretor da CEF e o Gov. Renato Casagrande na posse do pres. do Findes

Élcio e Márcia Alves na posse do pres. do Findes

Benildo Denadai, José Elgênio Vieira e Rui Dias na posse do pres. do Findes

Jane Bertollo, Ana Carolina, Piana Bertollo e Solange Siqueira na posse do pres. do Findes

Luiz Dalvi, Domingues Talfiner e Luiz Wagner Chippe na posse do pres. do Findes

Herbert Cavalcante, Elcio Resende, Airton Diniz, Celso Siqueira e Luciano Resende na posse do pres. do Findes

José Élcio Lorenzon e Clóvis Vieira na posse do pres. do Findes

Ruth Alves, Jhones Tristão e Andréia Curry autora do livro que conta a história dos 60 anos do Restaurante São Pedro

Antônio Perovano, Élcio Alvares e Ademar Rocha no Restaurante São Pedro

Setembrino, Luca e Priscila Pelissari no Restaurante São Pedro

Lorena Malta, Fernanda Pinho e Luiza Scárdua na inauguração do Cerimonial Spetacollo

Ademar e Mariza Bragato no aniversário de 80 anos de Josepha Rocha no For Tower

Letícia e Maria Eliza, avó Ângela Mameri com a neta Maria Antonia e a aniversariante Maria do Carmo comemorando seus 80 anos

Nabih El Aouar, Cesinha, Lilinha, Flávia Saade e Lilia El Aouar no aniversário da 242

Juliana Fraga, Ana Lia e Monize Moralli na posse do pres. do Findes

Guilherme, Rogerinho, Sabrina, Marina e a vovó aniversariante Maria José(Zezé)

Andrea, Clarisse, Zoê Drumont, Gisella, Leonardo e a neta Luna comemorando o aniversário da vovó

Francisco, Maria de Lurdes, Fernando, Maria Elizabeth e José Eduardo com Maria Dilma e o aniversariante Anacléto Pavan, na Lareira Up

Helga, Martha, Zoê Drumont a aniversariante, Dora e Regina Hess no aniversário de Zoê Drumont

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Coluna Atualidade Por Mariângela Moraes

Beto Marianelli, Rita Rocio, Carlos e Juliana Reissinger na festa Junina da Casa Cor

Aparecida Zamprogno e Rominho Dias na exposição de cães abandonados

Laurent, Cássia e Luc Grandcoing na festa junina da Casa Cor

Tatiana e Dorion Soares na exposição de cães abandonados

Leticia, Lilian Moussallem, Leticia Hermanni e Thuany Servare na inauguração do Cerimonial Spetacollo

Rossana Diniz e Analise Lima na posse do pres. do Findes

Dra. Ana Flávia Moll com Francelli Duarte em Jornada de Cosmiatria no Sheraton

Aglaya e Thaíssa Pavan na exposição de cães abandonados

Jeomar Costa, Carol Monteiro, Tâmara e Décio Botelho na inauguração do Cerimonial Spetacollo

Dra Bruna Bravo que palestrou sobre Vycross Lift com Dra. Ana Flávia Moll

Dr. Wallace Borlot e Franceli Duarte

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André Rosa com Ana Paula e Giovana Rosa na exposição de cães abandonados

Camila Sarmento e Flávia Gama (chocolateria Brasil) no aniversário de 80 anos de Josepha Rocha no For Tower

Jeomar Costa, Paulo Ângelo, Fernando Zambon e João Victor na inauguração do Cerimonial Spetacollo

Dra. Thaiz Rigoni em parceria com a Dermage presenteou suas pacientes com uma tarde de beleza e maquiagem

Herlon Ribeiro e Cristiane Kadratz, comemorando o primeiro ano da Estética Cris Belli

Mônica e Manoel Pericão no aniversário da 242

Ludgero, Alacy e os pais Fernanda e Fábio Ferreira comemorando os 4 anos de Fabinho Ceccato


Quem avisa amigo é Domaine no Festival de Tiradentes A chef jardinier dos restaurantes da Villa Orgânica Domaine Île-de-France em Pedra Azul (ES), a francesa Isabelle Cicatelli, foi convidada para ministrar palestra sobre orgânicos no Festival de Gastronomia de Tiradentes, Minas Gerais. Ela usa exclusivamente alimentos orgânicos e biodinâmicos em seus pratos, cultivando pessoalmente esses alimentos no seu jardim orgânico na Villa Domaine, em Pedra Azul. O Festival é considerado um dos mais importantes eventos de gastronomia do país e reúne anualmente personalidades e chefs da gastronomia nacional e internacional.

Ilha mágica inaugura nova loja em Linhares Nossos amigos Graziella e Jobis, acabam de inaugurar em Linhares mais uma linda loja de móveis infantis, a Ilha Mágica. Seguindo as mais novas tendências do mobiliário infantil com uma grande variedade de novidades em móveis, acessórios de decoração e enxoval, para atender as futuras mamães e ao público juvenil. Um amplo espaço, com estacionamento próprio. Parabéns! Muito Sucesso!!!

Lançamento do livro do colunista Heron de Souza Cesar Saad fusão com Ivan Aguilar Marcas nobres agora estão juntas num mesmo lugar. É isso mesmo! Para quem ainda não sabe, os trajes belíssimos de Ivan Aguilar agora estão sendo comercializados com exclusividade na Maison Libanesa Homem,de Cesar Saade.

Atenção!!! Novembro chegando, será lançado o livro “Acrósticos Poéticos de Casais” de autoria do nosso glorioso fotógrafo Heron, não percam!!!! É uma homenagem a 50 casais. Será que você está entre eles? Maiores detalhes pelo - Cel: 9 9972 3740.

Academia Aruan recebe seleção de Camarões Jóias na decoração Novos revestimentos que imitam as pedras semipreciosas, como ágata, ametista e ônix, conquistaram a preferência do consumidor na decoração de diversos ambientes. De olho nessa tendência, a marca espanhola Dune investiu em um cristal que reproduz fielmente esses recursos minerais. Os revestimentos estão disponíveis no tamanho 25 x 75 centímetros, à venda na Composé Exclusive, localizada na Avenida Leitão da Silva, 1.110, Santa Lúcia, Vitória.

O atacante da seleção de Camarões; Samuel Eto’o, veio treinar na academia Aruan dia 20 de junho, juntamente com o seu preparador físico, tentando fortalecer o quadríceps para participar do jogo contra o Brasil no dia 23 de junho. A academia Aruan emprestou 05 bikes de spinning para a delegação de Camarões poder utilizar no condicionamento dos jogadores durante sua permanência em Vitória, o que ocasionou na amizade entre a delegação e a Aruan. O atacante Eto’o, sempre muito simpático e cordial, tirou fotos e deu autógrafos aos alunos da academia. Minutos após sua chegada à academia, começou a chegar a imprensa, o que gerou uma matéria veiculada no jornal nacional.

revista@direitoeatualidade.com.br  •  Revista Atualidade  •  47 

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Artigo

Condenados por rachas terão penas mais duras A nova lei, que foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), entra em vigor no prazo de seis meses

O

s motoristas que forem condenados por participação em rachas terão penas mais duras. As penas poderão chegar a 10 anos de reclusão no caso de morte. Isso é o que prevê a Lei 12.971/14 que foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) no dia 12 de maio, mas que só entra em vigor no prazo de seis meses. A nova lei altera dispositivos do Código Brasileiro de Trânsito e eleva a pena pelo crime de participação em racha que hoje é de seis meses a dois anos de detenção para até três anos. “A mudança positiva. Acidentes fatais são diariamente provocados pela imprudência no trânsito, e sa-

48  •  Revista Atualidade  • revista@direitoeatualidade.com.br

bemos que milhares de inocentes são vítimas da terrível mistura de álcool com a direção, o que agrava mais o cenário”, avalia o advogado criminalista Jair Jaloreto. Para o advogado, mais do que punir, o endurecimento da Lei pode ser capaz de prevenir a prática do crime, à medida que estipula uma penalidade maior ao infrator. “Se não todos, alguns deles pensarão duas vezes antes de colocar a vida dos outros em risco”. O advogado conta que a nova lei prevê que a condenação independe da comprovação de que o motorista queria o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo. Em relação às multas, o novo disposi-

tivo prevê aumento de 10 vezes no valor aplicado nos casos de racha, manobras perigosas e competições não autorizadas. “Hoje essas multas variam de um a cinco vezes. “Esperamos que a nova legislação seja fielmente aplicada pelas autoridades brasileiras, pois o que desestimula o crime não é o tamanho da pena, mas a certeza da punição”, conclui o advogado criminalista.  Jair Jaloreto Especialista em Direito Penal Econômico pelo Instituto de Direito Penal Econômico Europeu, da Universidade de Coimbra (Portugal), Especialista em Direito Penal Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) de SP


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Artigo

Supersimples: Senado aprova por unanimidade inclusão da advocacia

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m uma noite histórica para a advocacia, o Senado Federal aprovou por unanimidade na quarta-feira (16) a inclusão da atividade no Supersimples, sistema de tributação simplificado para micros e pequenas pessoas jurídicas. O senadores aprovaram o projeto da Câmara dos Deputados, que inclui as atividades advocatícias na Tabela IV do regime. Desta forma, os advogados que ganham até R$ 180 mil por ano pagarão uma tributação da ordem de 4,5%. O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, saudou a presença da diretoria da OAB Nacional durante a votação do projeto do Supersimples Nacional. “É uma honra muito grande ter o presidente da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, aqui no Senado Federal no momento em que cumprimos esse fundamental compromisso com os advogados do Brasil”, afirmou o parlamentar. O ministro Afif Domingos, da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, também apoiou a inclusão da advocacia no Supersimples e acompanhou a votação desta quarta-feira. “É uma grande conquista para a advocacia brasileira. Significa a utilização da força e da respeitabilidade institucional da OAB em favor dos advogados que mais necessitam, os que constituem pequenas sociedades jurídicas, o jovem advogado, com menor estrutura, que precisam de um tratamento espe50  •  Revista Atualidade  • revista@direitoeatualidade.com.br

cial por parte do Estado Brasileiro. Essa vitória é fruto da união da advocacia e do trabalho de todos os presidentes de Seccionais da OAB”, afirmou o presidente do Conselho Federal da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho. “A atual gestão da OAB Nacional assumiu, desde o primeiro dia do mandato, o compromisso de aprovar ainda na nosso mandato o Supersimples. Estamos muito satisfeitos e honrados de poder entregar ainda na metade da gestão esta matéria. Vamos agora apelar à sensibilidade da presidente da República para que haja sanção integral do projeto como aprovado pelo Congresso”, continuou Marcus Vinicius. Para o vice-presidente, Claudio Lamachia, a aprovação do projeto faz justiça com a classe dos advogados, por sua importância frente à sociedade brasileira. “O advogado é indispensável à administração da Justiça e exerce um verdadeiro múnus público. Hoje, com essa aprovação, se reconhece a importância do papel da advocacia. A aprovação deste projeto tanto na Câmara quanto no Senado é uma demonstração clara da articulação de todos os 27 presidentes de Seccionais, da diretoria do CFOAB e conselheiros federais, trabalhando todos unidos pela aprovação do Simples para os advogados, uma luta de muitos anos”, disse. O diretor tesoureiro do CFOAB, Antonio Oneildo Ferreira, vê a in-

clusão da advocacia no Supersimples como um ato que fortalece a classe, pois permitirá a presença dela na atividade formal. “O sistema permitirá a formalização de empresa, o recolhimento de encargos, o acesso a crédito e a uma série de mecanismos de apoio e incentivo que só são possíveis através da pessoa jurídica. O Supersimples possibilitará, com pouco custo, ao advogado constituir sua empresa e dar funcionalidade e acesso a esses benefícios. É uma grande conquista para fortalecer e defender os interesses da classe, possibilitando uma advocacia mais estruturada e preparada para a defesa da cidadania e o fortalecimento da democracia”, afirmou no plenário do Senado. Para Cláudio Stábile Ribeiro, secretário-geral adjunto, a aprovação do Supersimples só foi possível graças a uma mobilização de toda a advocacia. “É uma vitória coletiva do sistema OAB. Esse projeto permitirá que o advogado consiga trabalhar sem a elevada carga tributária que até agora estava sujeito. As alíquotas favoráveis permitirão a inclusão do advogado iniciante no mercado de trabalho, com condições de se estabilizar e consolidar. É um projeto de inclusão, porque muitos advogados que não estão na formalidade poderão se regularizar e contribuir com o país de uma forma justa”, destacou.  Fonte: OAB


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Vinho

Região do Douro Leonardo Freitas

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ara quem não me conhece, me chamo Leonardo Freitas, sou Sócio diretor da Vitória Foods e trabalho com vinhos desde 1998, ainda quando residia em Portugal. Ao longo destes anos, em passagem por diversos países produtores de vinhos, tive a possibilidade de conhecer muitas vinícolas e regiões produtoras de vinhos. Fui empresário do setor de alimentos ainda na Europa, onde pude me relacionar com diversos enólogos e enófilos. Hoje em minha primeira participação nesta conceituada revista, gostaria de dividir com vocês um pouco do meu conhecimento sobre os vinhos da mais antiga região demarcada do Mundo, o Douro. Considerada uma das regiões 52  •  Revista Atualidade  • revista@direitoeatualidade.com.br

Portugal

vinícolas mais belas do mundo, o Douro está dividido em 3 grandes sub-regiões: o Baixo Corgo, o Cima Corgo e o Douro Superior. O clima é bastante critico com invernos rigorosos e verões quentes, que facilmente chegam a 40 graus, fazendo com que a vinha sofra muito. As terras são basicamente de xistos e em algumas áreas graníticas. Em Portugal costuma-se dizer que vinho bom é aquele em que a videira sofreu bastante. As principais uvas que compõem os vinhos desta região são: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Franca, Tinta Cão e Tinta Barroca. A Touriga Nacional é a mais nobre da região, sendo considerada a rainha das uvas em Portugal e espalhada por todo o ter-


ritório português. Uva de baixo rendimento, mas rica em aromas e taninos. Seus cachos são abundantes, mas pequenos, possui alta concentração de açúcar, produzindo assim vinhos mais alcoólicos e com grande capacidade de envelhecimento. A Tinta Franca é uva de corte, possui bons aromas e produção de média a elevada, enfrentando bem a variação de temperatura, e muito resistente a doenças. É uma das uvas mais plantadas na região do Douro. Os seus cachos são médios ou grandes, e seus bagos médios e arredondados. Os vinhos produzidos por esta uva tem uma cor intensa e são bastante frutados. A Tinta Cão, possui cachos muito pequenos e de maturação tardia, com alto teor de concentração de açúcar, produzindo vinhos bastante alcoólicos e com muita cor. Seus aromas são delicados e florais, muito utilizada também na composição do vinho do Porto. A Tinta Barroca, é plantada quase que exclusivamente na região do Douro, é fácil de cultivar e normalmente muito produtiva, seus bagos concentram muito açúcar, produzindo assim vinhos com alta concentração alcoólica, os vinhos produzidos com esta uva são fáceis de beber e de taninos suaves. Uva muito utilizada na produção de vinhos do Porto. Tinta Roriz, (a mesma tempranilho muito produzida em Espanha) é uma uva de alta qualidade e produtividade, que se dá muito bem em solos ricos e temperaturas médias. Seus cachos são médios com bagos pequenos e achatados, resultando em vinhos com aromas fortes e complexos. Os seus taninos dão ao vinho certa adstringência, força e agressividade. Fica aqui uma pequena contribuição para os amantes do vinho e um convite para aqueles que ainda não conhecem esta belíssima região de Portugal, famosa pelos seus vinhos do Porto e suas magnificas paisagens banhadas pelo rio Douro. 


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Gastronomia

Camarão Flambado com Espaguete ao Pesto MOLHO PESTO Ingredientes: 02 maços de manjericão 250 ml de azeite 02 dentes de alho 100g de nozes 150g de queijo parmesão ralado Modo de fazer: Desfolhar o manjericão, juntar todos os ingredientes no liquidificador e bater por uns dois minutos.

CAMARÃO Ingredientes: 06 camarões grandes VG. 01 dente de alho grande picado. Azeite. Uma dose de conhaque . Uma colher de sopa de molho de tomate. 54  •  Revista Atualidade  • revista@direitoeatualidade.com.br

Modo de fazer: Limpar os camarões tirando a tripa das costas e deixando a cabeça, temperar com sal. Grelhar o camarão dos dois lados, acrescentar o dente de alho picadinho deixando dourar levemente. Acrescentar o conhaque para flambar, logo em seguida o molho de tomate e uma pitada de salsinha picada.

ESPAGUETE Modo de fazer: 150g de massa “espaguete grano duro”, cozinhar por 7 a 8 minutos “ao dente”. Depois de cozido, escorrer e juntar diretamente ao molho “pesto frio”. Misturar delicadamente e montar o prato com os camarões. 

Chef Gustavo Damásio Cantina do Bacco


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Gestão

Gestão de recursos humanos Desenvolver seus profissionais é a prática mais eficiente, nos dias de hoje, para formação de equipes. José Francisco Costa Diretor Executivo Sincodiv/ES

H

oje, com a competição acirrada e a elevada exigência por qualidade, não há como uma empresa manter-se competitiva sem uma gestão eficaz de seus recursos humanos. O desafio de hoje é bem mais complexo e exigente do que apenas atrair e selecionar profissionais. Trata-se de formar e manter uma equipe não apenas tecnicamente qualificada, mas identificada com a empresa e comprometida com os seus objetivos. As empresas de maior porte costumam utilizar a internet ou sistemas informatizados da Gestão de RH como instrumento de apoio à capacitação, com resultados muito interessantes. Nessa escolha, é necessário ter uma área que reúna os conteúdos relacionados à gestão do conhecimento da empresa, devendo ser disponibilizado de forma prática, rápida e acessível aos profissionais. Há também, empresas que desenvolvem seus próprios cursos de treinamento, oferecendo formação, capacitação e atualização ágil e estruturada. Pode-se afirmar, que neste universo de ferramentas e soluções, não há uma receita pronta. Cada empresa deve buscar desenvolver o formato que mais se identifica com seu perfil e necessidades.

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Empresas pequenas, podem sistematizar processos de desenvolvimento com discussões sobre temas específicos, reunindo profissionais mais experientes e jovens profissionais. A política de gestão de pessoas vem com a missão de atrair melhores talentos, desenvolver as pessoas, engajá-las nas metas e objetivos das empresas e retê-las, mantendo-as satisfeitas e pilares do clima organizacional. As empresas que não pensam em atuar e valorizar as pessoas, certamente enfrentarão problemas e conflitos nas relações de trabalho. Investir na formação dos profissionais, conduz a uma série de ganhos para a empresa, tais como, a melhor qualificação da equipe, permanência da equipe e menor custo para a empresa. Sabemos que formar é um processo mais lento do que buscar profissionais prontos no mercado, mas as vantagens decorrentes desse investimento superam, em muito, essa deficiência. Investimento em Equipes Muitas empresas investem muito pouco, em programas de desenvolvimento de equipes e de capacitação profissional, porque consideram difícil obter retorno desse investimento.

A empresa que pretende obter resultados ao investir na capacitação deve definir antes os indicadores para medir esses resultados. Hoje a melhor ferramenta de avaliação de retorno sobre o investimento em programas de capacitação são as avaliações de eficácia, e isto é feito a cada 90 dias após a conclusão do treinamento. Não obtida a média desejada, o gestor é responsável por elaborar plano de ação de auto desenvolvimento e concluído com a auditoria do RH, além do uso de outros indicadores. Escassez de Talentos Há uma escassez sim, mas ela ocorre de forma concentradas em algumas áreas específicas. Por isso, a atuação de RH é fundamental, mas quem responde pela política de gestão de pessoas na empresa são os executivos e gestores. O RH apóia, dá ferramentas, mostra as tendências, aponta soluções, cria as condições necessárias, mas quem deve patrocinar e conduzir a política de RH é o gestor. Cabe ao RH, com apoio aos gestores, planejar e administrar políticas e instrumentos que permitam o desenvolvimento dos profissionais das equipes, a melhoria do desempenho e interlocução entre a organização e os profissionais. 


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Sonho de consumo

Porsche 918

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odelo mais rápido e caro da história da Porsche, o 918 Spyder foi filmado saindo da sede da Stuttgart, importadora de modelos da marca para o País, e, em seguida, rodando pelas ruas da Vila Olímpia, bairro da zona sul de São Paulo onde está localizada a empresa. Chamou a atenção, além da beleza do carro, a sua cor: um chamativo tom de amarelo. De acordo com o cinegrafista, o carro rodava no modo elétrico, usando seus dois motores deste tipo, um de 156 cv e outro de 129 cv. Com estes propulsores, ele tem autonomia de 26 km. O 918 Spyder terá apenas duas unidades vendidas no Brasil, por cerca de R$ 4 milhões. Além dos motores elétricos, conta também com um a combustão (um V8 de 4,6 litros e 608 cv). A força total do conjunto é de cerca de 890 cv, com torque de 130 mkgf. Com o conjunto todo em ação, o Porsche é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 2,8 segundos, de acordo com informações da fabricante. O superesportivo híbrido - categoria que também tem entre os representantes LaFerrari e McLaren P1 - será exposto para os brasileiros durante o Salão do Automóvel de São Paulo, a partir de 31 de outubro. 


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Artigo

Empresa Privada x Empresa Estatal Comparando Produtividades

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ecente estudo realizado visando comparar as produtividades do trabalho entre uma empresa Estatal e Privada,atuantes no mercado de serviços no Espírito Santo, evidenciou clara vantagem da empresa privada, em absoluta consonância com os achados preponderantes na literatura contemporânea. Foram identificadas características de gestão que contribuíram para maior produtividade da empresa Privada se comparada à empresa Estatal. A empresa Privada adotou modelo simplificado em sua estrutura administrativa e gerencial, em especial pela adoção de um organograma com poucas faixas hierárquicas e eliminação de redundâncias administrativo-gerenciais. Em contrapartida, a Estatal manteve estrutura composta por extensos níveis hierárquicos. A empresa Estatal apresentou 60  •  Revista Atualidade  • revista@direitoeatualidade.com.br

inflexibilidade gerencial, proporcionada pelas características das relações de trabalho com servidores públicos e potencializada por uma estrutura hierárquica rígida, em especial com a padronização de preços de serviços e utilização de tabelas inflexíveis, o que não permitia tomada de decisão rápida para adequar as condições comercias e operacionais aos anseios dos clientes potenciais. A empresa Privada, por sua vez, adotou política que permitia a sua área comercial flexibilização de preços e de características dos serviços à realidade encontrada nos clientes potenciais, permitindo tomada de decisões imediatas para fechamento de novos contratos. Em virtude disto a empresa Privada obteve vantagem competitiva pela utilização de sistemas flexíveis, tanto para decisões de cunho comercial como para decisões concernentes à formatação

e customização de seus serviços aos requisitos exigidos por seus clientes. Com isto, potencializouse a captação e novos contratos por meio de condições comerciais e operacionais flexíveis. Neste caso a produtividade do trabalho tende a aumentar. Em contrapartida a inflexibilidade comercial e operacional da empresa Estatal, conjugada com sua dificuldade legal em dispensar colaboradores, contribui para redução em sua produtividade do trabalho. Além disso, observou-se que a empresa Privada adotou práticas operacionais de trabalho com utilização de trabalhadores polivalentes e atendimento integrado aos clientes. As áreas interagiram para adoção de práticas integradas de fechamento, ativação de contratos, preparo e entrega de produtos. Por sua vez, a empresa estatal manteve alto nível de especialização, adotando setores distintos


Artigo

“A empresa Estatal apresentou inflexibilidade gerencial, proporcionada pelas características das relações de trabalho com servidores públicos e potencializada por uma estrutura hierárquica rígida”

Wilson Richa Economista, Diretor Geral da Comprocard Cartões wilson@comprocard.com.br

para: análise, formatação de contratos, produção e entrega de produtos, com maiores prazos para ativação de novos contratos. Desta forma, a empresa Privada obteve vantagens competitivas com relação à Estatal podendo operar com menor quantidade de colaboradores, potencializando sua produtividade do trabalho, na medida em que realiza o atendimento de maior número de clientes com menor número de colaboradores. A empresa Privada adotou, por fim, sistemática de incentivos permanentes aos seus gestores e colaboradores em contrapartida ao atingimento de metas e objetivos previamente estipulados. Um programa de incentivos à captação e retenção de clientes foi adotado, remunerando os colaboradores envolvidos com a venda e o pós venda. No caso da empresa Estatal não há programa regular de incentivos a captação nem à manutenção de clientes, mantendo-se apenas como remuneração de seus colaboradores os valores referentes aos salários que lhes são garantidos sem qualquer acréscimo independentemente de serem mais produtivos ou não. A política de incentivos adotada pela empresa Privada lhe proporcionou vantagem competitiva em todo processo de venda e pós-venda, na medida em que os interesses da empresa e de seus colaboradores foram alinhados no sentido de captar e reter clientes, potencializando sua produtividade do trabalho. Queremos produtividade? Segue a dica...  revista@direitoeatualidade.com.br  •  Revista Atualidade  •  61 

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Turismo

Confira 23 dicas geniais 01

Use janelas anônimas quando for reservar voos e hotéis pela internet. Sites de viagem rastreiam as suas visitas e aumentam o preço quando sabem que você já os acessou antes.

05

Use a mola de uma caneta velha para proteger os fios de carregadores.

06 02

Organize cabos soltos guardando-os em caixas de óculos.

Fuja das longas filas dos banheiros de aeroportos. Pode parecer senso comum, mas o primeiro banheiro do terminal é o mais cheio. Use o próximo para evitar a perda de tempo em filas.

09

Enrole as roupas, ao invés de dobrá-las, para economizar espaço nas malas.

10

Se você tem roupas que precisam ser dobradas, use lenços de papel para evitar que elas amassem.

11

Use um porta pílulas para manter as bijuterias organizadas.

03

Use canudos para levar pequenas quantidades de cremes em viagens.

07

Use um prendedor do tipo “binder clip” para proteger as lâminas de barbear.

12 04

Coloque uma folha de papel “dryer sheet” no topo de sua mala para que as suas roupas não fiquem com cheiro de mofo.

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08

Se esquecer a parte que prende na tomada, carregue seus dispositivos conectando o cabo USB nas entradas da TV.

Salve imagens dos seus documentos antes de viajar. No caso de perda ou furto, é muito útil ter cópias extras do passaporte, da sua identidade e dos documentos que mostram seus voos e reservas salvas no seu smartphone ou tablet.


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Fonte: https://catracalivre.com.br

para viajantes 13

Uma touca de banho é a melhor forma de embalar os sapatos para colocar na mala.

14

Coloque seu smartphone no modo avião para economizar bateria.

15

Mantenha seus grampos de cabelo organizados dentro de uma caixinha vazia de Tic-Tac.

17

Sente-se nos assentos próximos das asas do avião para evitar turbulência. Os assentos próximos das asas normalmente têm menor turbulência porque têm uma estrutura que dá maior suporte.

18

Ao invés de comprar de novo, guarde as embalagens pequenas e reponha os produtos.

Ao fazer as malas, coloque cintos enrolados nas golas de camisas, para manter sua forma.

Se tiver que levar paletó, dobre-o do avesso, para mantê-lo limpo e sem amassar.

22

Consiga Wi-Fi de graça no aeroporto. Quando estiver no aeroporto, coloque “?.jpg” no final de qualquer URL para conseguir contornar o Wi-Fi ridiculamente caro. Você também pode se sentar perto das salas VIP, já que às vezes o sinal pega fora.

19

Para usar o Google Maps offline, digite “OK Maps” e a área visível será salva para acessos futuros.

20 16

21

Quando reservar poltronas para duas pessoas no avião, escolha o corredor e a janela. Se ninguém pegar o assento do meio, você fica com a fileira toda. Se alguém pegar, é só pedir para trocar de lugar para sentar perto da pessoa com quem você está viajando.

23

E o mais importante… Continue viajando! com

Para contratar ou para obter mais informações ligue (27) 3239-3899 e (27) 98122-8252. Contato via email para martha@ qualityviagens.com.br.

revista@direitoeatualidade.com.br  •  Revista Atualidade  •  63 


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Artigo

II Congresso Internacional

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stá programado para o período de 10 à 12 de novembro, na cidade de Belo Horizonte, o II CONGRESSO INTERNACIONAL, promovido pelo IBPEAC – INSTITUTO BRASILEIRO DE PESQUISAS E ESTUDOS AMBIENTAIS E COOPERATIVO, com o tema central Uma Nova Ordem Mundial, onde a sustentabilidade e o cooperativismo serão abordados em diversas frentes de ação e com o foco na principais necessidades dentro do seio da sociedade brasileira, em uma interação com integração nos campos municipais, estaduais, nacional e internacional, com a participação e presença de conferencistas dos mais renomados,e , temas atuais, que vão da política nacional de resíduos sólidos, recursos hídricos, gestão e licenciamento ambiental, nanoteconologia, código florestal e a implementação do CAR, a Bolsa Verde, biotecnologia, além das cooperativas de trabalho, crédito e ambiental, dentre outros assuntos de relevância. Na seara do direito cooperativo, destacamos o tema : consumo consciente e educação financeira, que tem o apoio direto do Banco Central do Brasil; tema este instigante e com profundos reflexos para a nossa sociedade. O momento de transição na economia mundial, em especial na inserção de  nossa economia, trará necessárias reflexões pertinentes e inquietantes, na busca do entendimento, para um novo caminhar, dentro da Nova Ordem Mundial,

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onde a setor empresarial, notadamente no produtivo e dos agronegócios, no jurídico com a busca da sonhada segurança jurídica, no doutrinário com novas teses, no político com profundas manifestações positivas, no público com a compreensão da otimização dentro da globalização dos mercados e principalmente na sociedade, na qual discute-se a inclusão social, do respeito aos povos e suas matizes com justa aplicação da participação com informação ambiental e dos recursos do cooperativismo. Durante o evento, ocorrerá a entrega do Troféu Sinal Verde, em um reconhecimento aos que trabalham e fazem a diferença nas áreas ambientais e cooperativista, além de lançamentos de livros, do Selo Sinal Verde, da Revista IBPEAC, Ed. Especial. O Presidente de Honra é o jurista, Dr. Paulo Affonso Leme Machado. O Diretor Científico é o também jurista, Dr. Toshio Mukai. A coordenação geral do Congresso tem a frente o Dr. Edson de Oliveira Braga Filho, com a participação direta do Dr. Rubens Vaz Junior na coordenação ambiental, Dra. Myrian Lund na coordenação cooperativista, Dr. Talden Farias na secretaria geral e o Dr. Rodolfo Baroni Junior na mídia e jornalismo. As inscrições serão através do site : www.ibpeac.jur.adv.br mediante a doação de 3 kgs de alimentos não perecíveis, que serão repassados a filantropia.  Convidamos a sociedade para ser presente e participar.

instituto

brasileiro de pesquisas e estudos ambientais e cooperativos

ii

ibpeac

Edson de Oliveira Braga Filho Diretor Presidente


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Para Refletir

A fábula do Rato

U

m rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali. Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado.  Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:  - Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!! A galinha disse:  - Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda. O rato foi até o porco e disse:  - Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira! - Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o Sr. Será lembrado nas minhas orações. O rato dirigiu-se à vaca. E ela lhe disse:  - O que ? Uma ratoeira ? Por acaso estou em perigo? Acho que não! Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima.  A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego.  No escuro, ela não viu que a ra-

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toeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher.… O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.  Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.  Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco. 

A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.  Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco. O problema de um é problema de todos. Por isso na hora de votar lembrem-se desta fábula!!!!! 


Em breve, o melhor da culin谩ria italiana no Shopping Vit贸ria

20 Ed. Revista Atualidade  

Do altar aos tribunais: possíveis consequências jurídicas do término do noivado - Rodrigo Amaral Paula de Méo; Redes de relacionamento prof...

20 Ed. Revista Atualidade  

Do altar aos tribunais: possíveis consequências jurídicas do término do noivado - Rodrigo Amaral Paula de Méo; Redes de relacionamento prof...

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