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O gosto das bruxas A partir de um texto de António Torrado

Trabalho realizado por: Professora Andreia Ferreira Professora Carla Louro Ana Ferreira André Rosa Beatriz Moreira Denise Cardoso Denise Pais Emilly Costa Filipe Fonseca Francisco Costa Francisco Borges Gabriel Andrade Gonçalo Rodrigues Henrique Cruz Igor Vieira José Trindade Leonor Garção Oliveira Leonor Peralta Oliveira Mariana Nunes Mariana Vila Verde Matilde Ideias Pedro Ramos Pedro Marques Pedro Simões Rita Cardoso Tomás Gonçalves Vítor Moreira William Nunes Anderson Moreno Axel Ramos Bernardo Pedroso Bruna Figueira Danieli Melo Diogo Lima Diogo Almeida Duarte Martins Íris Henriques Jorge Vaz Kassiane Lima Marco Carmo Rafael Silva Reginaldo Júnior Rodrigo Lourenço Sandro Figueiredo Sara Mendes Sérgio Henriques Soraia Rosa Teresa Santos

Conto Andante 2013-2014 Atividade promovida pela BECRE em conjunto com o grupo de LPO do 2.º Ciclo EB 2,3 de S. Julião da Barra

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Era uma vez uma menina que estava presa na torre mais alta de um castelo. Ela era uma princesa, mas não lhe valia de nada, porque perdera os seus pais e o reino numa guerra que o dono do castelo, já se vê, é que ganhara. Ainda era o tempo das fadas. Por isso a menina disse, para que as paredes ouvissem: - Se uma fada me salvasse, fosse boa, má ou assim-assim e eu repartia a meias com ela o tesouro do meu perdido reino, que só eu sei onde está enterrado. As paredes, toda a gente diz que têm ouvidos. Estas ouviram, passaram palavra e daí a nada uma velha fada apareceu na sala. - Vou mudar a tua vida! – disse a fada. - És uma fada boa ou má? – interrogou a princesa. - Sou uma fada boa! – mentiu. A fada tinha como objetivo enganar a pobre princesa que estava fechada naquele castelo há tantos anos. Essa mesma, tinha sido enviada por um peru gigante que tinha como fim matar a princesa. O senhor Glu Glu media cerca de dez metros de altura e pesava cerca de seiscentos quilos. Vivia no castelo mais assustador existente à face da terra. -E o que é que me vais fazer? – perguntou Leopoldina. - Bem, eu vou tirar-te daqui, mas primeiro tenho de voltar ao castelo onde vais ficar hospedada para organizar tudo. Eu já volto! Na verdade, a poderosa fada foi transformar o castelo do rei Glu Glu no mais belo castelo de sempre, para não assustar a princesa. O objetivo deles era, à noite, matar a princesa, enquanto essa mesma dormia. Não se sabe ao certo porquê o desejo de a matar. Depois de tudo feito, a fada foi buscar a princesa à torre e levou-a até ao castelo. Quando lá chegaram, a princesa ficou estupefacta ao ver tanta beleza. Os quadros, a escadaria de mármore que se encontrava no centro do hall, as flores que se encontravam dentro de potes dourados e prateados, pintados com estrelas que brilhavam com certos reflexos…tudo era perfeito. Ao princípio, Leoplodina estranhou, mas depois de conhecer melhor o senhor Glu Glu enquanto jantavam, até o achou uma “pessoa” agradável. 3


A pequena princesa foi encaminhada e sentou-se na repente, uma lágrima involuntária escorreu--lhe pela imediato, a pequenina rebentou-a com o polegar. Por estava contente, mas por outro, sentia saudades da sua dos seus amigos.

cama.De cara. De um lado família e

Deitou-se e tapou-se. Ficou ali, a olhar para o grande quarto, observando-o com muita atenção. O quarto tinha um teto muito alto, paredes com um tom azulado, cheias de quadros e pinturas pintadas à mão. Do lado direito, havia uma pequena janela entreaberta, com cortinas brancas que mexiam de cada vez que pequenos sopros de vento a atravessavam. Repentinamente, quando Leopoldina estava quase a adormecer, ouviu alguém a bater na pequena janela. Levantou-se e foi, pé ante pé, espreitar pelas pequenas cortinas. Viu do lado de fora um rapaz alto, loiro, magro, de olhos verdes que sorria para ela. - Eu chamo-me Joaquim Miguel. És a Leopoldina, correto? - Olá… sim sou eu. Que fazes aqui? - Vim avisar-te para teres cuidado. Eu ouvi uma conversa entre a fada e o peru e eles querem matar- -te! De repente, os olhos de Joaquim Miguel pararam e ficaram a olhar para algo que se encontrava atrás de Leopoldina. Sem ter tempo para dizer alguma palavra, a princesa foi apanhada, fechada dentro de um saco de lixo e foi levada dali para fora. Joaquim Miguel, sem muito pensar, correu atrás da princesa com tanta velocidade que nos reinos vizinhos se sentiu uma corrente de ar como nunca se sentira! Mais tarde, encontrou a princesa numa caverna muito assustadora, com cabeça, pernas, olhos e joelhos! Naquele mesmo instante, chegou a fada má e o peru Glu Glu. Joaquim Miguel, terrivelmente apavorado, lembrou-se de pensar em algo agradável e claro, o que mais o tranquilizava era ouvir histórias infantis antes de adormecer. Então, pensou nos livros que mais gostava e, como que por artes mágicas (pois os livros são magia!), conseguiu transformar a fada má na terrível madrasta da Gata Borralheira, o peru Glu Glu em Gato das Botas e, para este conto acabar de maneira diferente, transformou-se num sapo, a princesa numa rã e o castelo num lago repleto de tesouros de todas as cores.

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Gosto das bruxas  

Conto Andante 2013-2014 Atividade promovida pela BECRE em conjunto com o grupo de LPO do 2.º Ciclo EB 2,3 de S. Julião da Barra

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