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24 de julho a 03 de agosto de 2014

Sesc Pinheiros


PRESENÇAS EM CAMPO DESCONHECIDO A contundência de certas experiências artísticas tem efeitos peculiares. Embora possam se mostrar como representação de ideias, emoções ou situações, tais experiências transcendem o âmbito representativo e impõem-se de forma intransitiva. As criações de Robert Wilson parecem situar-se nessa categoria: suas proposições cênicas não revelam sua força por remeter a algo exterior. Ao contrário, o que ganha relevo é a presença imediata de movimentos rigorosos, iluminação, figurino e sons, como se um “excesso de ser” obstruísse qualquer evasão para além da cena. A parceria entre Sesc e Robert Wilson tem viabilizado, desde 2012, a aproximação entre públicos de São Paulo e espetáculos como A Última Gravação de Krapp, Ópera de Três Vinténs, Lulu e A Dama do Mar. Neles, elementos cênicos característicos da obra de Wilson habitam circunstâncias diversas, sem que tal diversidade abale a unidade de sua poética. The Old Woman (A Velha), criação compartilhada com os intérpretes Mikhail Baryshnikov e Willem Dafoe a partir da obra do autor russo Daniil Kharms, é uma nova etapa nessa trajetória. A noção de absurdo – empregada para definir não apenas este espetáculo, como também uma produção teatral mais ampla – é, aqui, adequada mas insuficiente. Embora dê conta da subversão da lógica e da atmosfera onírica, essa noção é incapaz de abarcar a intensidade com que os acontecimentos perceptivos e simbólicos se dão, nos quais as atuações de Baryshnikov e Dafoe são vetores fundamentais. Talvez The Old Woman nos ajude inclusive a repensar a ideia de absurdo, concebendo-o como um espaço novo, conquistado pela prática do artista: espaço que fundaria modulações inéditas para o belo, para o cômico e para o trágico. Contudo, apenas o diálogo entre cena e plateia pode preencher tal espaço com a matéria dessas modulações. Já foi dito que os espetáculos de Robert Wilson, em virtude de sua exuberância e precisão, tornam cativos os espectadores. Se isso é verdade, trata-se de um cativeiro às avessas, impregnado de liberdade criativa, impossível de ser conhecido a priori. No domínio da cultura, a arte desempenha, em grande medida, um papel desestabilizador. Quando isso ocorre, a intervenção artística ganha ares de provocação e pode mobilizar sensibilidades, reflexões e ações, refazendo perguntas na direção do desconhecido. Danilo Santos de Miranda Diretor Regional do Sesc São Paulo


NOTA DO DIRETOR Por muitos anos, Misha e eu discutimos sobre criar um trabalho juntos. Uma de nossas ideias era usar um texto russo. Alguns anos atrás, Wolfgang Wiens sugeriu The Old Woman. Nenhum de nós dois conhecia a obra de Daniil Kharms, mas, assim que a lemos, gostamos da ideia. Achei que Darryl Pinckney seria a pessoa perfeita para fazer a adaptação. Darryl é meu amigo e colaborador há muitos anos e conhece muito bem meu trabalho. Ele concordou em fazê-lo e tinha uma primeira tradução e adaptação dramática em pouco mais de três meses. A Change Performing Arts e a Baryshnikov Productions concordaram em produzir o trabalho e o MIF (Festival Internacional de Manchester) o comissionou e produziu, em parceria com o Festival de Spoleto na Itália, o Théâtre de la Ville/Festival d'Automne em Paris e o DeSingel na Antuérpia. No verão de 2012, fizemos um workshop em Watermilll Center durante alguns dias para encontrar uma direção para a produção e para ajudar a mim e a Misha a entender os nossos modos de trabalhar. Então, na primavera de 2013, comecei os ensaios em Spoleto com quase nenhuma ideia do que fazer: eu não tinha decidido quem falaria qual texto, ou mesmo como seria o cenário.

Comecei a dar forma à peça em termos de luz, cenário e movimento, e passei a inserir o texto devagar. Trabalhei com todos os elementos ao mesmo tempo. Geralmente começo com a luz e depois o movimento, adicionando elementos de texto e áudio posteriormente. Eu esboçava uma cena, então passava à cena seguinte e via o que diferia do que se passara antes. Finalmente, tendo um esboço para todo o trabalho, volto ao início e começo a fazer alterações e adicionar mais detalhes. Por fim, trabalho com maquiagem e figurinos, e defino a construção do tempo-espaço. Geralmente movo as coisas de um lugar a outro até que as partes pareçam dar apoio ou complementar umas às outras. Como não há uma narrativa linear, pode haver uma certa liberdade para construir e desconstruir. Eu escolhi os dois atores, Misha e Willem, pois acho que eles se complementam com suas diferentes personas. Penso nos dois como um só: o escritor. E durante o decorrer da peça, eles se transformam: A se torna B e B se torna A, porque A e B formam um todo, não duas unidades. ROBERT WILSON


SINOPSE CENA 1 Poema da Fome CENA 2 Uma velha segura um relógio que não tem ponteiros. O escritor pergunta as horas. A velha lhe diz as horas. CENA 3 O escritor encontra seu amigo na rua. Ele lhe conta sobre mulheres caindo da janela. CENA 4 Em casa, o escritor quer trabalhar numa história. A velha entra e lhe dá ordens. Ela se senta numa cadeira e morre. CENA 5 Poema do Sonho 1 CENA 6 O escritor conhece uma moça na padaria. Eles decidem ir à casa dele. CENA 7 Na casa de seu amigo, o escritor lhe conta sobre a moça.

Ele não pôde levá-la para casa pois se lembrou de que tinha uma velha morta lá. CENA 8 O escritor chega em casa e encontra a velha rastejando pelo chão. Ele quer matá-la com uma marreta. CENA 9 Poema do Sonho 2 CENA 10 Um pesadelo sobre o assassinato da velha. O escritor põe a velha numa mala. CENA 11 O escritor toma um trem com a mala. A mala desaparece. CENA 12 Uma velha segura um relógio que não tem ponteiros. O escritor pergunta as horas. A velha lhe diz as horas. EPÍLOGO


“É assim que a fome começa: De manhã você acorda se sentindo animado, Então começa a fraqueza, Então começa a chatice; Então vem a perda Do poder de pensar rápido, Então vem a calmaria E então começa o horror.” (Trecho da peça)


T

rabalhar com Bob Wilson não é uma tarefa fácil. O processo de ensaio é intenso e exigente e requer uma versatilidade que eu nunca tive de usar antes. Num minuto você é um ator de cinema mudo, no outro de vaudeville, no próximo de teatro Nô. Isso se soma à precisão da encenação e do desenho de luz de Bob. Num certo sentido é restritivo, mas, no fim das contas, ele dá aos intérpretes liberdade para encontrar os extremos que está buscando. É claro, Willem Dafoe, um ator multifacetado e incrivelmente arrebatador, me ajudou a decodificar a abordagem quase pictórica do processo criativo de Bob. Ele já havia trabalhado com Bob e me ensinou muito sobre um certo tipo de paciência. Eu acho que The Old Woman de Daniil Kharms é uma peça brilhante da literatura do Absurdo. Nas mãos de Bob Wilson e sua talentosa equipe de criação, junto com um companheiro de cena extraordinário (eu sou o novato nessa combinação), tudo que precisamos é do público e aí vemos o que acontece. MIKHAIL BARYSHNIKOV


O

uvi Bob Wilson dizer recentemente que uma coisa que ele aprendeu através dos anos é “entrar na sala de ensaio sem ideias, com um caderno em branco”. Em vez de tentar fazer o que está em sua cabeça, ele prefere ver o que há no ambiente, ouvir o texto, escutar a música, jogar com a luz do espaço e com os elementos cênicos, e criar uma estrutura para os atores. Por mais refinado que seja o seu teatro, não há nada pedante em sua abordagem. Quando Bob propôs The Old Woman, eu sabia que trabalharia ao lado do legendário Mikhail Baryshnikov (a quem admiro desde jovem), mas não estava claro que personagem eu iria interpretar. O texto era dividido simplesmente entre dois intérpretes, “A” e “B”. Perguntei a Bob quem era “A” e quem era “B” e ele disse que ainda não sabia. Em The Life and Death of Marina Abramovic, no início, havia uma ambiguidade similar em relação ao que seria meu papel ou função. No final, foi tão inspirador e eu gostei tanto de trabalhar com Bob, que decidi me aventurar no trabalho em The Old Woman. É sempre misterioso fazer parte de um trabalho original. Como Bob diz, “Se você sabe do que se trata, qual o sentido em fazê-lo”? WILLEM DAFOE


KHARMS INVISÍVEL Daniil Kharms nasceu em São Petersburgo em 1905, o ano do sangrento massacre em frente ao Palácio de Inverno, e morreu na mesma cidade, que seria posteriormente chamada de Leningrado, em 1942, quando ela estava sob cerco. Dizem que ele teria morrido de fome na prisão. Em certas fotografias, ele se parece com o que Maiakóvski teria se tornado caso não tivesse se matado. Olhar para as fotos de Kharms, muito magro e de olhos arregalados, nos faz lembrar que ele passava por tempos difíceis antes de ser preso em 1941. Kharms fora preso antes, em 1931, quando a autoridade soviética pôs a vanguarda artística na ilegalidade. Maiakóvski suicidou-se com um tiro em 1930, sinalizando o fim da experimentação artística sob a Revolução. No ano seguinte, Pasternak lamentou “o veludo negro de seu talento” em Salvo-Conduto e interrompeu qualquer comunicação com Stalin. Kharms também se refugiou na literatura infantil, ele que, diziam, desprezava as crianças. O disfarce não funcionou; sua última década foi marcada por ameaças. Se havia guerra à sua volta quando morreu, ele também tinha amigos na cidade sitiada. Um deles arrastou uma mala com seus manuscritos de seu apartamento e a manteve escondida até os anos de 1960.


Até o fim da Guerra Civil nos anos de 1920, Kharms tinha sido um dândi, um jovem de modos rápidos e exuberantes que flanava pela cidade. Sua presença era uma espécie de arte performática. Kharms atingiu a maturidade artística naquele último momento de liberdade cultural, quando havia ainda algum otimismo sobre a revolução, porque, apesar de a violência bolchevique ter se transformado em poder de estado, os comissários ainda não haviam decidido o que fazer com a cultura. O vigor e a alegria da juventude deixavam para trás a Primeira Guerra Mundial e seu legado de carnificina. O humor do Absurdo salvou artistas como Kharms do cinismo, que tornava a Era do Jazz desesperadora para tantos na Europa. Mas, então, a leveza de Kharms e seu estilo ágil e quieto talvez tenham vindo de seu conhecimento interior sobre o que estava por vir. Afinal, ele havia crescido com a história da Rússia. Seu pai tinha sido membro do Vontade do Povo, o grupo terrorista que assassinou Alexandre II em 1883. O governo imperial executou milhares de terroristas no final do século XIX e início do XX, do mesmo modo que os terroristas executaram milhares de oficiais do império no mesmo período. A obra de Kharms apenas parece inocente e cômica – todos aqueles acidentes bizarros e toda aquela violência caricata. Inconscientemente, ele sabia algo

sobre o impulso assassino súbito e sem sentido. Suas histórias e poemas não são declaradamente de oposição ou protestos cifrados, mas sua escrita lembra mais ervas crescidas nas rachaduras das calçadas – ali, apesar de tudo, surgindo do peso do tráfego humano. Suas histórias são curtas, muitas vezes meros parágrafos, e o que acontece nelas pode ser uma sucessão repetida de nonsense. Tudo nelas dá a impressão de improvisação, de aleatoriedade, de instabilidade: frágeis como a própria vida. Estas obras não são necessariamente retratos do indivíduo deformado pelo governo totalitário. Elas não são Kafka; não têm o interesse dele nos sistemas. Em vez disso, elas falam do desamparo de se estar vivo, das propriedades da consciência, de como a mente continua a pensar, a desejar e a viver, mesmo em meio ao pesadelo. DARRYL PINCKNEY


© Hsu Ping

Descrito pelo The New York Times como “uma imponente figura no mundo do teatro experimental e um explorador nos usos do tempo/ espaço no palco”. Nascido em 1941, em Waco, no Texas, Wilson está entre os principais artistas teatrais e visuais do mundo. Seu trabalho no palco integra, de forma não convencional, uma grande variedade de linguagens artísticas, incluindo dança, movimento, luz, escultura, música e texto. Suas imagens são esteticamente marcantes e emocionalmente carregadas, e suas produções têm sido consagradas por plateias e críticos no mundo inteiro. Depois de ter frequentado a Universidade do Texas e o Brooklyn’s Pratt Institute, Wilson fundou em Nova York o grupo de teatro “The Byrd Hoffman School of Byrds” na metade dos anos 60, e desenvolveu os primeiros trabalhos que o caracterizariam, incluindo Deafman Glance (1970) e A Letter for Queen Victoria (1974-1975). Com o compositor Philip Glass, criou a sua famosa ópera Einstein on the Beach (1976). Os colaboradores e parceiros de Wilson incluem diversos escritores e músicos como Heiner Müller, Tom Waits, Susan Sontag, Laurie Anderson, William Burroughs, Lou Reed e Jessye Norman. Wilson também deixou a sua assinatura em obras-primas como A Ultima Gravação de Krapp de Beckett, e em óperas como Madame Butterfly (Puccini), Pelléas et Mélisande (Debussy), A Ópera de Três Vinténs de Brecht/Weill, Woyzeck de Büchner, As Fábulas de la Fontaine e a Odisseia de Homero. Os desenhos, pinturas e esculturas de Wilson foram apresentados em muitos países em centenas de exposições individuais e coletivas, e suas obras são conservadas em coleções privadas e museus de todo o mundo. Wilson recebeu numerosos prêmios, incluindo uma nomenação ao Prêmio Pulitzer, dois prêmios Ubu, o Leão de Ouro na Bienal de Veneza e um Olivier Award. Ele foi eleito para a American Academy of Arts and Letters e a França lhe deu o título de Commandeur des Arts et des Lettres. Wilson é o fundador e diretor artístico do Watermill Center, um laboratório para as artes performáticas, em Watermill, Nova York.


© Mark Seliger

Nascido em Riga, Letônia, em 1948, começou a estudar balé aos nove anos de idade. Já adolescente, mudou-se para Leningrado, onde ingressou na Vaganova Choreographic School, e tornou-se primeiro bailarino do Kirov Ballet em 1969. Em 1974, deixou a União Soviética para dançar com importantes companhias internacionais, como a New York City Ballet, onde trabalhou com George Balanchine e Jerome Robbins. Foi diretor artístico do American Ballet Theatre entre 1980 e 1990, treinando uma nova geração de dançarinos e coreógrafos. De 1990 a 2002, Baryshnikov foi diretor e primeiro bailarino do White Oak Dance Project, que cofundou com o coreógrafo Mark Morris, companhia que se apresentou no BAM (Brooklyn Academy of Music) em 1997, 2000 e 2001. White Oak nasceu do desejo de Baryshnikov de “ser uma força propulsora na produção artística”, e, de fato, White Oak expandiu o repertório e a visibilidade da dança moderna americana. No teatro, atuou na Broadway e off-Broadway em Metamorphosis (indicação ao Tony, Drama Desk Award), Forbidden Christmas or The Doctor and the Patient (Lincoln Center Festival), Beckett Shorts (New York Theatre Workshop), In Paris (The Broad Stage, Berkeley Repertory Theatre, Spoleto Festival, Lincoln Center Festival, e turnê internacional), e Man in a Case (Hartford Stage Company e turnê nacional). Seu trabalho em filme e televisão inclui Momento de Decisão, indicado ao Oscar, O Sol da Meia-Noite e vários espetáculos para televisão, dos quais três vencedores do Emmy. Em 2005, fundou o Baryshnikov Arts Center (BAC), espaço de criação dedicado a apresentar e estimular artistas multidisciplinares de todo o mundo. Sob sua liderança como diretor artístico, os programas do BAC atendem aproximadamente 700 artistas e têm um público de mais de 22.000 pessoas a cada ano. Entre seus muitos prêmios estão o Kennedy Center Honors, o National Medal of Honor, o Commonwealth Award, o Chubb Fellowship, o Jerome Robbins Award e, em 2012, o Vilcek Award. Em 2010 recebeu a ordem de Officier de la Legión d’Honneur Française.


© Mark Abrahams

Em 1979, Willem Dafoe recebeu um pequeno papel em O Portal do Paraíso, de Michael Cimino, do qual foi demitido. Seu primeiro papel de fato veio logo depois em The Loveless, de Kathryn Bigelow. Desde então, ele atuou em mais de 80 filmes ­em Hollywood (A Culpa é das Estrelas, John Carter, Homem-Aranha, O Paciente Inglês, Procurando Nemo, Era uma vez no México, Perigo Real e Imediato, Areias Brancas, Mississippi em Chamas, Ruas de Fogo, Tudo pela Fama) e no cinema independente nos EUA (Refém de uma Vida, Fábrica de Animais, Santos Justiceiros, Psicopata Americano) e no exterior (A Poeira do Tempo, de Theo Angelopoulos, Pavilhão de Mulheres, de Yim Ho, Os Anjos da Guerra, de Yurek Bogayevicz, Tão Longe, Tão Perto, de Wim Wenders, o segmento de Nobuhiro Suwa em Paris Je t'aime, Tom & Viv, de Brian Gilbert, O Caso Farewell, de Christian Carion, As Férias do Mr. Bean e 2019 – O Ano da Extinção, dos irmãos Spierig, e O Caçador, de Daniel Nettheim. Ele escolheu projetos pela diversidade de papéis e pela oportunidade de trabalhar com importantes diretores. Trabalhou em filmes de Wes Anderson (O Grande Hotel Budapeste, A Vida Marinha com Steve Zissou, O Fantástico Sr. Raposo), de Martin Scorsese (O Aviador, A Última Tentação de Cristo), de Spike Lee (O Plano Perfeito), de Julian Schnabel (Miral, Basquiat), de Paul Schrader (Auto Focus, Temporada de Caça, O Dono da Noite, O Acompanhante, Adam – Memórias de uma Guerra), de David Cronenberg (Existenz), de Abel Ferrara (4:44 – O Fim do Mundo, Go Go Tales, Enigma do Poder), de David Lynch (Coração Selvagem), de William Friedkin (Viver e Morrer em Los Angeles), de Werner Herzog (My Son My Son What Have Ye Done), de Oliver Stone (Nascido em Quatro de Julho, Platoon), de Scott Cooper (Tudo por Justiça), de Giada Colagrande (A Woman e Before it Had a Name) e de Lars von Trier (Ninfomaníaca, Anticristo e Manderlay). Foi indicado duas vezes ao Oscar (Platoon e A Sombra do Vampiro) e uma ao Golden Globe. Entre outras indicações e prêmios, recebeu o LA Film Critics Award e o Independent Spirit Award. Próximos filmes incluem A Most Wanted Man, de Anton Corbjin, John Wick, de David Leitch e Chad Stahelski, e Pasolini, de Abel Ferrara. Dafoe é um dos integrantes originais de The Wooster Group, o coletivo de teatro experimental nova-iorquino. Ele criou e atuou em todas as obras do grupo entre 1977 e 2005, nos EUA e internacionalmente. Desde então, trabalhou com Richard Foreman em Idiot Savant no The Public Theatre (Nova York) e mais recentemente em duas montagem internacionais de Robert Wilson: The Life and Death of Marina Abramovic, e The Old Woman, com Mikhail Baryshnikov.


DARRYL PINCKNEY (ESCRITOR) Darryl Pinckney é o autor do romance High Cotton, publicado em 1992, e, na Alain Locke Lecture Series, da coletânea de ensaios Out There: Mavericks of Black Literature, de 2002. Colaborador frequente do The New York Review of Books, escreveu os textos para as produções de Robert Wilson: The Forest (1988) e Time Rocker (1995), e fez a adaptação de Orlando, de Virginia Woolf (1989). Em 1994, recebeu o Harold D. Vursell Award da American Academy of Arts and Letters, por distinção em prosa e, em 2013, um outro prêmio em literatura da mesma academia. Atualmente trabalha em uma história da literatura afro-americana do século XX.

HAL WILLNER (MÚSICA) Hal Willner é produtor musical e trabalha com gravações, filmes, televisão, teatro e eventos ao vivo. Concebeu e produziu muitos álbuns conceituais e, por mais de três décadas elaborou adaptações musicais para o Saturday Night Live. The Old Woman é a sua sexta colaboração com Robert Wilson na adaptação musical/produção. Nos últimos anos de 1970 foi produtor associado na gravação de quatro álbuns de Leon Redbone e em um álbum dos Neville Brothers. Willner desde então produziu álbuns para Marianne Faithfull, Lou Reed, Bill Frisell, William S. Burroughs, Macy Gray, Lucinda William, Laurie Anderson, Allen Ginsberg, David Sanborn, entre outros. Editou e compilou álbuns de tributo ao trabalho de Lenny Bruce, Charles Mingus e Carl Stalling. O trabalho de Willner no cinema como produtor musical, supervisor, e/ou compositor inclui Candy Mountain, Short Cuts – Cenas da Vida, Kansas City, Night of the Living Duck, Encontrando Forrester, O Hotel de um Milhão de Dólares, Chelsea Hotel, Gangues de Nova York, Casa de Mi Padre, Ricky Bobby – A Toda Velocidade e Os Infratores. Willner foi produtor musical da legendária série Night Music, apresentada por David Sanborn, e que teve Lorne Michaels como produtor executivo. Produziu os seus próprios espetáculos conceituais na Sydney Opera House, no Royal Festival Hall, na Inglaterra, Arts em St. Ann e Celebrate Brooklyn (Brooklyn), Central Park Summerstage, Barbican Centre (Inglaterra), e em Nova York, no Carnegie Hall, Lincoln Center, e outros. Produziu também seu próprio álbum, Whoops, I’m an Indian (Pussyfoot Records), com amostras musicais de discos em 78 rotações da primeira metade do século XX. Willner apresentou New York Shuffle com Lou Reed, um programa semanal na Sirius Radio/XM.

JACQUES REYNAUD (FIGURINOS) Jacques é um figurinista franco-italiano. Desde sua graduação na New York University, trabalhou na Europa e nos EUA, no Teatro alla Scala em Milão, no Salzburg Festival, na Lyric Opera de Chicago, no Lincoln Center em Nova York, Thalia Theatre em Hamburgo, La Monnaie Opéra em Bruxelas, com o Berliner Ensemble, e muitos outros. Sua estreia como figurinista foi em 1993 no Peer Gynt, dirigido por Luca Ronconi, com quem ele também colaborou em 2001 no Piccolo Teatro Giorgio Strehler em Milão. Jacques colaborou com Robert Wilson em várias produções, que incluem Leonce and Lena, Winter’s Tale, Os Sonetos de Shakespeare, Lulu, Peter Pan com o Berliner Ensemble, L’Orfeo e Il Ritorno di Ulisse in Patria no Teatro alla Scala, The Life and Death of Marina Abramovic no Manchester International Festival em 2011.

A.J. WEISSBARD (DESENHO DE LUZ) Designer de luz e artista americano, A.J. Weissbard trabalhou em diversos países com desenho de luz para teatro, vídeos, exposições, instalações arquitetônicas permanentes, eventos especiais e moda. Entre os artistas com os quais colaborou estão Robert Wilson, Peter Stein, Luca Ronconi, Daniele Abbado, Marina Abramovic, Bernard Sobel, Andriy Zholdak, Peter Greenaway, William Kentridge, David Cronenberg, Shrin Neshat, Gae Aulenti, Fabio Novembre, Pierluigi Cerri, Richard Gluckman, Matteo Thun, Giorgio Armani, Hugo Boss e a Martha Graham Dance Company. Os seus trabalhos foram vistos nos mais importantes teatros de ópera do mundo, em festivais, teatros e espaços para exposições em mais de 40 países, incluindo o Lincoln Center de New York, Los Angeles Opera, Brooklyn Academy of Musica, Teatro alla Scala em Milão, Paris Opera Garnier, Opera La Monnaie em Bruxelas, Teatro Real Madrid, o Teatro Antigo de Epidauro, Deutsch Opera em Berlin, Esplanade Academy em Londres, Petit Palais em


Paris, Vitra Design Museum, Triennale de Milão, Quirinale em Roma, Kunstindustrimuseum em Copenhagen, Shanghai Art Museum; Aichi World Expo 2005, Salão do Móvel de Milão, Bienal de Veneza, e no Louvre. Trabalhou em consagrados teatros, festivais e museus ao redor do mundo, incluindo Théâtre du Châtelet, Teatro alla Scala, Lincoln Center, Brooklyn Academy of Music, Guggenheim NY/Bilbao e a Bienal de Veneza. Recebeu recentemente o prêmio Golden Mask como melhor iluminação para teatro musical (2014) e o primeiro prêmio IFSArts por design de luz. AJ Weissbard vive na Itália e ensina design em universidades de vários países.

ANNICK LAVALLÉE-BENNY (COLABORAÇÃO EM CENÁRIO) Annick nasceu em Québec, onde inicialmente estudou design de cenários e figurinos. Após alguns anos de prática em Montreal, dedicou-se à criação de performances contemporâneas na Norwegian Theatre Academy, onde recebeu um diploma em cenografia. Recebeu a Medalha de Ouro como Talento Promissor na Quadrienal de Praga de 2011, em reconhecimento a um projeto de instalação site specific em larga escala. Atualmente vive entre Montreal e Berlim, onde trabalha como freelancer na intersecção entre arquitetura, artes visuais e teatro. Nos últimos anos, colaborou em algumas produções de Robert Wilson, incluindo o ciclo de óperas de Monteverdi no Teatro alla Scala e na Opéra National de Paris, Macbeth de Verdi, coprodução São Paulo e Bologna, e Life and Death of Marina Abramovic, criada para o Manchester International Festival e também apresentada no Park Avenue Armory, em Nova York.

MARCO OLIVIERI (DESENHO DE SOM) Designer de som e compositor, colaborou com vários músicos e artistas tanto para apresentações ao vivo como para gravações em estúdio. Trabalhou com Patty Smith, Lou Reed, Goran Bregovic, Modena City Ramblers, Noa, Eugenio Finardi, Elio e le Storie Tese. No teatro, participou de variados projetos multimídias com artistas como Societàs Raffaello Sanzio, Eimuntas Nekrosius, Pippo Del Bono, Alvis Hermanis, Cesare Lievi, Roberto Andò e Elio De Capitani.

CHANGE PERFORMING ARTS é uma companhia de produção

independente de Milão e ativa desde 1989 nas áreas de teatro, dança, ópera, artes cênicas tradicionais, música clássica e contemporânea, e artes visuais. Dedicando esforços para criar novas relações com artistas estabelecidos e com jovens artistas, a companhia explora e encoraja o modo pelo qual várias formas artísticas podem ser combinadas para criar novos e originais meios de expressão, e realizar eventos provocantes de alta qualidade.

BARYSHNIKOV PRODUCTIONS (BPI)

tem como finalidade apresentar as diferentes vozes de diretores inovadores, coreógrafos e artistas nos mais respeitados palcos do mundo. Com esse propósito, BPI produziu e fez turnês com White Oak Dance Project (1990-2002), Forbidden Christmas or The Doctor and Patient (2004-2006), Beckett Shorts (2007), e In Paris (2010-2012). Suas produções atuais incluem Man in a Case e The Old Woman.

THE WATERMILL CENTER

é um laboratório para performance fundado por Robert Wilson como um ambiente único para artistas jovens e emergentes de todo o mundo explorarem novas ideias. Sua inspiração vem de todas as artes e culturas, assim como das ciências sociais, humanas e naturais. Watermill é uma comunidade global de artistas, onde viver e trabalhar em conjunto, entre uma extensa coleção de arte e artefatos, está no centro da experiência artística. O Watermill Center propõe-se a ser um refúgio para uma nova geração de artistas enquanto apoia seu trabalho junto a uma rede internacional de instituições que encorajam novas abordagens interdisciplinares.


Robert Wilson

Mikhail Baryshnikov Willem Dafoe

A VELHA Direção, cenário, conceito de luz Robert Wilson com Mikhail Baryshnikov e Willem Dafoe de Daniil Kharms Adaptado por Darryl Pinckney Música Hal Willner Figurinos Jacques Reynaud Desenho de luz A.J. Weissbard Colaboração em cenário Annick Lavallée-Benny Desenho de som Marco Olivieri Assistente de direção Charlie Otte Dramaturgista Tilman Hecker Direção de palco Jane Rosenbaum Direção técnica Reinhard Bichsel Supervisão de luz Marcello Lumaca Técnico de palco Chris McKee Operadores de canhão seguidor Roberto Gelmetti / Elisa Bortolussi Assistente de figurino Micol Notarianni Assistente de direção de palco Louise Martin Maquiagem Marielle Loubet / Natalia Leniartek Coordenação de produção Simona Fremder Tradução da peça Leila Guenther Fotos © Lucie Jansch Relações Públicas e comunicação Maristela Gaudio Produção executiva Change Performing Arts diretores Franco Laera / Elisabetta di Mambro em colaboração com Baryshnikov Productions e CRT Centro Ricerche Teatrali Um projeto de Baryshnikov Productions, Change Performing Arts e The Watermill Center Comissionado e coproduzido por Manchester International Festival,
Spoleto Festival dei 2Mondi, Théatre de la Ville-Paris/Festival d’Automne à Paris e DeSingel Antwerp

Espetáculo em russo e em inglês com legendas em português Duração: 1h40


SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO Administração Regional no Estado de São Paulo Presidente do Conselho Regional Abram Szajman Diretor do Departamento Regional Danilo Santos de Miranda Superintendentes Técnico Social Joel Naimayer Padula Comunicação Social Ivan Paulo Giannini Administração Luiz Deoclécio Massaro Galina Assessor Técnico de Planejamento Sergio Battistelli Gerentes Ação Cultural Rosana Paulo da Cunha Adjunta Kelly Adriano de Oliveira Assistentes Armando Fernandes e Emerson Pirola Artes Gráficas Hélcio Magalhães Adjunta Karina Musumeci Difusão e Promoção Marcos Carvalho Adjunto Fernando Fialho Estudos e Desenvolvimento Marta Raquel Colabone Adjunto Iã Paulo Ribeiro Relações com o Público Milton Soares de Souza Adjunto Carlos Rodolpho T. Cabral Sesc Pinheiros Flávia Carvalho Adjunto Ricardo de Oliveira Silva

Realização Sesc – Serviço Social do Comércio Produção no Brasil prod.art.br Direção de produção Ricardo Muniz Fernandes Administração de produção Matthias Pees Coordenação de comunicação Carminha Gongora Produção executiva Daniel Cordova Direção técnica Júlio Cesarini Coordenação de luz Ana Cristina Irias Coordenação de som Rodrigo Gava Técnicos de iluminação Rodrigo Campos e Patrícia Savoy Cenotécnicos Wanderley Wagner, Willian Zimolo, Enrique Casas, Lara Bordin e Roberto Rodrigues Maquinista Paulo Ricardo Assessoria de imprensa Pool de Comunicação Design gráfico Érico Peretta e Isabela Sanches


Sesc Pinheiros Rua Paes Leme, 195 Faria Lima CEP 05424-150 S達o Paulo - SP Tel.: +55 11 3095 9400 email@pinheiros.sescsp.org.br sescsp.org.br /sescpinheiros

The Old Woman (BRA)  

Robert Wilson

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