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em foco ANO XVI n° 78 INFORMATIVO DA FUNDAÇÃO CARLOS ALBERTO VANZOLINI - DEPARTAMENTO

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DE

ENGENHARIA

DE

JANEIRO/FEVEREIRO de 2009 P R O D U Ç Ã O - E S C O L A P O L I T É C N I C A - USP

ENTREVISTA

Crianças exigentes Executivo analisa o crescimento do mercado de brinquedos no Brasil

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DESTAQUE

Casa sustentável Protótipo em escala real dá nova dimensão a construções de alta qualidade ambiental

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SOLUÇÃO

Convênio internacional Parceria incentiva a troca de experiências no âmbito da educação contínua

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UP GRADE

Para facilitar a vida Artigo discute a ergonomia aplicada aos sistemas informatizados

VANGUARDA EM DIA LEITURA

Como projetar funções interdependentes? Convênio em benefício da saúde . Sustentabilidade na logística Meio século de vida e sucesso . Festa tecnológica Resenha: Engenharia Econômica e Finanças

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ENTRE vista

Um mercado muito especial

Executivo da Mattel detalha as especificidades do setor de brinquedos no país e explica o que é preciso fazer para agradar às crianças, exigentes consumidores de novidades

Vanzolini em Foco – O que é o Sistema de Informações do Mercado Brasileiro de Brinquedos, o projeto SimBrasil? Raul Miranda – A ideia do SimBrasil começou a amadurecer muito dentro da empresa no final de 2001. A Mattel, empresa de brinquedos, tem um público especial, a criança, com todas as suas particularidades. A criança quer o brinquedo, mas quem decide a compra são os pais ou responsáveis – o shopper. Então temos o desafio de como comunicar a esses dois públicos. Em 2001, sentimos uma grande dificuldade porque não havia qualquer informação de mercado. Na época, ninguém auditava o mercado, não sabíamos o tamanho das categorias, as suas tendências – enfim, o setor estava completamente às cegas nessa discussão, no que tange à informação. A partir daí começamos a pensar em como fazer esse trabalho. É evidente que há empresas que já realizam pesquisas em outras categorias, mas elas ficam muito limitadas a um canal de distribuição. Especificamente no mercado de brinquedos não havia uma experiência na qual pudéssemos nos basear. Por outro lado, havia a questão do custo, pois quando se está sozinho, fica inviável economicamente. E a nossa empresa em 2001 não era a empresa de hoje, era pequena ainda. Era uma multinacional com grande potencial, mas a essa altura tinha somente o potencial. Para fazer crescer esse potencial, tínhamos que conhecer o mercado. Começamos a amadurecer a ideia e, em 2002, pensei na universidade, certamente poderíamos fazer uma associação. Eu particularmente acredito muito nessa sinergia entre empresa e

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universidade. Então fomos à USP. Nosso primeiro desafio foi, portanto, convencer a academia a participar do nosso trabalho. Depois, tivemos de convencer os nossos clientes a darem as informações. Uns quatro ou cinco clientes líderes deram início a todo o projeto. Os primeiros resultados vieram em 2004. Hoje a amostra representa entre 55% e 60% do mercado, o que é muito bom. Temos todas as categorias do mercado de brinquedos representadas, mas não foi nada fácil no início, porque os clientes têm uma base de dados com informações diferentes umas das outras. Hoje a base de dados é gigante, há um filtro para poder juntar todas essas informações, de todo formato. VF – Não havia antes do projeto uma categorização do consumo desses brinquedos? RM – Havia. O mercado de brinquedos divide-se muito em mercado para meninas, para meninos e infantil pré-escolar. Dentro dessas grandes unidades, temos subcategorias: a de bonecas – e dentro da de bonecas há a divisão entre large dolls (as grandes), fashion dolls (como a Barbie), minidolls (como a Polly). Os meninos têm os bonecos, as figuras de ação, os carrinhos (que são um clássico). Há também os jogos e quebra-cabeças (dentro de uma categoria “família”). Essas categorizações foram muito importantes para conhecermos o mercado e suas tendências. Por exemplo, há uma categoria dentro do SimBrasil que chamamos de “eletrônicos”, que reúne aqueles pequenos videogames. Trata-se de outra característica de brinquedo. VF – Essas divisões são rígidas? Por

editoria de arte

O

diretor de Marketing da Mattel do Brasil, Raul Miranda, conhece a fundo as particularidades do mercado de brinquedos no Brasil, pois antes de assumir o cargo de diretor de marketing, atuou como diretor de vendas na mesma empresa durante 8 anos. Segundo o executivo, a característica mais importante do setor é o fato de ter como consumidor a criança. Embora não seja ela quem efetivamente compra o produto – ação reservada a pais ou responsáveis –, desempenha papel fundamental na escolha do presente. “A criança é extremamente exigente com as novidades”, diz. Miranda explica ainda que essa avidez pelo novo impõe a necessidade de renovação anual dos estoques, o que dinamiza o setor. De origem portuguesa, o entrevistado desta edição do Vanzolini em Foco também ocupou o cargo de gerente geral da Braun (uma divisão da Gillete) em Portugal e no Brasil.

exemplo, hoje a divisão entre brinquedos de menina e de menino não está mais elástica, uma parte dos brinquedos não interessa a ambos? RM – É muito mais o adulto que cria essas regras, porque a criança quer é brincar. A menina também brinca com figuras de ação, ou com carrinhos, por exemplo. As crianças têm muita imaginação, o adulto é que estabelece esses limites. VF – Foi possível conhecer as peculiaridades do mercado nacional? RM – Sim. O mercado brasileiro durante muitos anos manteve-se fechado a importações. A indústria nacional, na época, pensava de forma produtiva: eu fabrico 100 e vendo esses 100. Não se fazia um estudo sobre qual a capacidade do mercado. Com a abertura, começou a haver as importações e a indústria nacional em algumas categorias começou a ter dificuldades. Hoje, a indústria brasileira fabrica com maestria todas as bonecas grandes (large dolls), por exemplo, o que é uma produção significativa. O mesmo ocorre com os jogos e quebra-cabeças, além de triciclos. Nessas áreas a indústria nacional tem presença importante. O produto importado gira em torno de 75% a 80% das vendas ao consumidor. O cenário mudou muito nos últimos sete, oito anos. VF – O projeto SimBrasil está em que ponto? RM – Hoje ele tem uma dimensão nacional. Conseguimos extrapolar os dados para termos informação categoria a categoria e conhecer as tendências no âmbito nacional. Além disso, há empre-


ENTRE vista sas interessadas em entrar no projeto. Até pouco tempo atrás, a Mattel era a única financiadora do projeto. A ampliação é muito boa, pois o mercado vai ficar mais profissional e ganhar em credibilidade. Vai se basear em tendências reais, e não no que a empresa “A” ou “B” acha. O brinquedo é um negócio que tem algum risco, o risco do inventário, do estoque final. A criança é extremamente exigente com as novidades. A indústria do brinquedo necessita, portanto, muito de inovação. Ela tem de se renovar todos os anos. Essa tem sido a grande dinâmica que a Mattel trouxe para o mercado. Nós renovamos a nossa linha em quase 100% ano a ano. Para isso, é preciso fazer um grande investimento, até porque a nossa empresa sofre bastante com as cópias. O mercado deu o grande salto em 2005. Hoje é o dobro do que era há cinco anos. Como nós sabemos de tudo isso? Graças ao SimBrasil. Há oito anos, quando entrei nesse negócio, todo mundo dizia um número sobre o tamanho do mercado. Hoje, temos dados exatos sobre isso. Voltando à questão do estoque, se você vira o ano com muito inventário, há risco de perder muita margem. Tem de ser muito bem-feito esse gerenciamento de estoque versus giro de produtos ao consumidor. A Mattel é uma empresa que tem as vendas dinamizadas pela venda ao consumidor, por isso temos dados do inventário de nossos clientes e vamos de 15 em 15 dias ver, produto a produto, como está o comportamento de venda ao consumidor. VF – Como é feita a comunicação com os vários atores envolvidos nessa estratégia de vendas? RM – A nossa comunicação é voltada para o nosso target, que é a criança. Focamos em filmes para crianças a partir dos 3 anos veiculados em programas infantis na TV. É claro que nesse campo há várias discussões da sociedade sobre a exposição da criança a essa comunicação maciça. Os comerciais têm de ter regras. Por exemplo, nos comerciais do Max Steel, sempre há uma mão humana a manipular o brinquedo para mostrar à criança o que o boneco realmente faz. VF – Para que o boneco não pareça ganhar vida... RM – Isso mesmo. O Conar [Conselho de Autorregulamentação Publicitária] regulamenta muito bem os comerciais

para crianças. Acho muito importante haver regras para evitar abusos. Temos de nos preocupar com isso, de forma a comunicar sem ser agressivo. Nossa principal forma de comunicar é pela TV, mas temos páginas de internet da Polly, da Barbie, que chegam a receber 2 milhões de visitas/mês. Principalmente as meninas se identificam com a internet. O tempo que o menino gasta com a internet é muito mais voltado a atividades de ação. A internet proporciona a experiência com a marca e o conteúdo que colocamos nas páginas. Há várias atividades em hot sites diferentes para cada uma de nossas marcas. Não falamos apenas com crianças, há os colecionadores de Hot Wheels, por exemplo. Esse é um caso muito interessante porque o adulto nunca deixa de

“A indústria do brinquedo necessita (...) muito de inovação” ser criança. E o Hot Wheels tem uma particularidade, já que nesse brinquedo o filho e o pai são cúmplices, eles colecionam juntos. Numa pesquisa que fizemos recentemente, verificamos que o consumo do carrinho básico é de 40% de público adulto. Trata-se de uma fatia muito grande. Hoje temos um grande desafio pela frente que é falar com a criança e com o adulto. O Brasil é um dos maiores mercados do mundo de carrinhos Hot Wheels. Veja bem, temos essa informação por causa do SimBrasil. O brasileiro é apaixonado por automobilismo. Tanto é que neste ano vamos ter uma equipe de competição na Stock Car, a Hot Wheels Racing. VF – Como surgiu a ideia de patrocinar um curso para clientes e funcionários da Mattel? RM – O curso reúne pessoas da área em aulas de interesse comum. Nossa grande jornada ao longo desses anos é profissionalizar o mercado. Infelizmente a Mattel esteve sozinha, patrocinando o projeto durante muitos anos. Não basta dizer ao cliente: “Olha você tem de se profissionalizar”. “Você tem que

modernizar o seu negócio”. Nós sempre tivemos a abertura de estimular o nosso cliente para que ele investisse no negócio. Acreditamos que, se o cliente cresce, todo o mercado se vai beneficiar e a Mattel também. De três anos para cá, passamos a desenvolver o que chamamos de Programa de Desenvolvimento Estratégico do Cliente. Faz parte dele a concessão de bolsas todos os anos, pois identificamos em alguns clientes um grande potencial de crescimento, mas também percebemos que era necessário formalizar ao máximo o negócio de cada um. Ou seja, organizar o negócio, treinar suas equipes, comprar sistemas novos etc. O nosso canal de distribuição no Brasil é predominantemente familiar. Eram empresas que precisavam de investimento. Para esse programa, fizemos uma parceria com uma consultoria e começamos a fazer avaliações de negócios de alguns clientes. Foram identificadas áreas de melhoria. Os clientes desenvolveram projetos e a Mattel financiou 50% dos selecionados. E agora existe o curso que a Fundação Vanzolini está a dar para a capacitação de pessoas e de gestão. E vimos com muita gratificação hoje que há filhos dos donos do negócio – o que para nós é muito interessante porque eles vão dar continuidade ao negócio e são um fator importante de mudança. Nós também financiamos 50% desse curso para nossos clientes. Com isso, o mercado como um todo é beneficiado, cresce, e isso reflete no negócio da Mattel. O mercado vai crescer e nós, como líder do mercado, vamos obter uma grande fatia desse crescimento. É um programa muito interessante e já está a contribuir com a profissionalização desse mercado. Temos também outro programa em que financiamos o lay out das lojas. Tudo para valorizar o brinquedo. Hoje temos muito mais certeza de que fazemos muito melhor as coisas graças ao projeto iniciado em 2002. Construímos uma fórmula, que são os quatro “is” da Mattel: inovação, investimento, impacto e informação. Com o SimBrasil e outras pesquisas que realizamos, conseguimos completar a fórmula. Adotamos esses quatro “is” a partir de 2004. Isso fez com que a Mattel se tornasse uma empresa grande como é no Brasil e no mundo e também levou ao aquecimento do mercado. Para encantar a criança, você precisa desses quatro “is”.

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Em dia

PALAVRA DO PRESIDENTE

Convênio em benefício da saúde

Oportunidades visíveis

A Fundação Vanzolini e o Hospital A.C. Camargo firmaram convênio para oferecer em conjunto cursos na área da saúde. O primeiro curso oferecido será o de formação de Green Belts em metodologia Lean Seis Sigma, ainda neste semestre, destinado à melhoria da qualidade e produtividade de processos técnico-administrativos. Segundo o coordenador, professor doutor Alberto W. Ramos, este é o resultado de recente trabalho de sucesso, realizado em parceria entre as entidades, em que houve a identificação de áreas com mais oportunidades de melhoria, desenvolvimento de modelo de macroprocessos e seleção de propostas internas para a implantação da metodologia. Nesta nova fase, inicialmente, foi ministrado treinamento de capacitação aos envolvidos, no qual todos os casos e exercícios foram adaptados para situações da área de saúde. “A Vanzolini orientou diversos projetos em Centro Cirúrgico, Nutrição, Enfermagem, Glosas e outros departamentos”, afirma Ramos. “Novos cursos devem se somar a esta iniciativa pioneira.”

Sustentabilidade na logística Em 23 de março, o Anfiteatro Prof. Francisco Romeu Landi, na Poli-USP, abriu as portas para a 1ª Jornada de Logística e Supply Chain Management. Com o tema Logística e Sustentabilidade, o encontro teve por objetivo tratar de assuntos como a sustentabilidade nas operações de cadeias de suprimento; a otimização de operações logísticas com o uso de métodos avançados; e o planejamento da infraestrutura logística no Brasil e em empresas brasileiras. Segundo o professor do Departamento de Engenharia de Produção da Poli-USP Hugo Yoshizaki, coordenador de curso da Fundação Vanzolini, do Programa de Mestrado em Engenharia de Sistemas Logísticos da Poli-USP (MLog-USP) e organizador do encontro, o foco deste ano mostrou-se muito oportuno para empresas nacionais e internacionais. “A ideia é fazer eventos anuais sobre logística e para este ano escolhemos um tema quente, de interesse para docentes, profissionais, alunos de pós-graduação e pesquisadores que atuam nas áreas de Logística e Supply Chain Management”, explica. A programação, formada por um mix de teoria e prática, foi conduzida por palestrantes nacionais e internacionais. Entre os destaques, logo após a abertura dos trabalhos, Charles Corbett (Anderson Graduate School of Management – University of California at Los Angeles UCLA) tratou da questão da sustentabilidade como indutor de excelência.

Para comemorar os 50 anos do Departamento de Engenharia de Produção da Poli-USP, foi realizado, em 12 de março, um coquetel seguido de jantar para mais de 800 pessoas. Estiveram presentes no Espaço Rosa Rosarum, em Pinheiros, atuais e ex-alunos de graduação e pós-graduação, funcionários, atuais e ex-professores e chefes de Departamento, além do vice-diretor da Poli, José Roberto Cardoso, autoridades, representantes área acadêmica e D. Maria Alice Vanzolini. Durante a noite, discursaram o chefe do Departamento, professor Mario Sergio Salerno e os ex-chefes do Departamento professor Afonso Fleury e professor Samsão Woiler. Ao final do evento, os presentes receberam um exemplar do livro Construindo o Futuro: 50 Anos de Engenharia de Produção na Universidade de São Paulo, produzido pelo Departamento.

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foto: Silvio De Carli

Meio século de vida e sucesso

Festa tecnológica Em sua segunda edição no Brasil, a Campus Party, maior evento de entretenimento e tecnologia eletrônica do mundo, contou mais uma vez com a participação da Fundação Vanzolini. A equipe GTE (Gestão de Tecnologias aplicadas à Educação) contribuiu para a montagem da infraestrutura de conexão do encontro, além oferecer suporte operacional durante o evento, ocorrido entre 19 e 25 de janeiro, em

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O fechamento desta primeira década do século 21 deixará, no mínimo, duas marcas para o mundo. A primeira diz respeito aos impactos causados pela crise financeira global, que já devastou milhares de empregos e de atividades produtivas. A segunda será ainda mais relevante: a lição de quem soube identificar e trabalhar com novas oportunidades que surgiram a partir desta crise. Que a crise traz oportunidades, todos sabem. É quase um chavão. Mas identificar as oportunidades depende de conhecimento e competência para atravessar períodos como esse. Requer compreender o mercado e interpretá-lo. Identificar alternativas, avaliá-las, modelar processos, identificar as verdadeiras fontes de valor. Para isso, é preciso visão abrangente, sistêmica, para entender, ao mesmo tempo, tanto o todo como as partes. A capacidade para fazer tudo isso está nas pessoas. Sem equipes altamente capacitadas, ficaremos no chavão, com oportunidades perdidas. Disseminar conhecimentos em Engenharia de Produção e suas diversas aplicações tem sido um dos mais fortes objetivos da Fundação Vanzolini ao longo de seus 42 anos. Possuímos expertise suficiente para atuar neste momento tão crítico que o mundo, sobretudo o corporativo, vivencia. Afinal, faz parte de uma cultura socialmente responsável identificar, interpretar e atuar sobre esse mercado, e ajudar as empresas a atravessar este período, contribuindo para o seu desenvolvimento sustentável. A oferta de soluções customizadas, representadas pelo desenvolvimento de projetos para a melhoria e implementação de sistemas produtivos, planejamento de produção e treinamentos, entre muitos exemplos, é uma das grandes oportunidades que temos. Ao mesmo tempo, a Vanzolini contribuirá para que outras empresas também enfrentem a crise, despertem para as suas próprias oportunidades e cresçam neste novo contexto social e econômico. Esse é o nosso papel. Mauro Zilbovicius Presidente da Diretoria Executiva

São Paulo. A Campus Party Brasil 2009 operou com conexão de 10 Gb por segundo: capacidade 340 vezes maior do que a fornecida pelas operadoras de telecomunicação aos usuários brasileiros de internet doméstica. Durante a semana de atividades sobre novas tendências tecnológicas e entretenimentos em games, blogs, música e robótica, o local recebeu mais de 4 mil participantes cativos, além dos 300 mil visitantes e 2 milhões de visitantes virtuais. Destaque da programação do dia 21, o debate Inclusão Digital e Mobilização Social foi promovido pela GTE/Fundação Vanzolini e contou com a participação do cantor Lobão, do editor Fabio Lima, do programa Link da rádio Eldorado FM, e mediação do doutor em Semiótica Rogério da Costa, consultor da GTE/Fundação Vanzolini.


Alta qualidade ambiental

DESTAQUE

A

Fundação Vanzolini, por meio de sua diretoria de certificação, e os parceiros Inovatech Engenharia e Reed Exhibitions fizeram da Feicon Batimat 2009 um grande evento da construção sustentável. Os visitantes da feira, que ocor-

reu entre 24 e 28 de março, puderam conferir a Casa AQUA, um protótipo em escala real para a apresentação de noções de sustentabilidade na construção civil baseadas no Referencial Técnico de Certificação – Processo AQUA (Alta Qualidade Ambiental). “A casa é um conceito, um conjunto de possibilidades de realização”, explica Manuel Carlos Reis Martins, coordenador executivo do Processo AQUA. “O interior dela é composto de uma série de ambientes expondo essas soluções.” Surgido em setembro de 2008, o projeto da Casa AQUA tem por objetivos: promover a construção sustentável; divulgar soluções de sustentabilidade de alto, médio e baixo custo e sua complexidade; promover, através

da Sustainable Building Alliance, a internacionalização de práticas sustentáveis; incentivar a certificação e o reconhecimento de empreendimentos de alta qualidade ambiental. Na abertura da Feicon, no dia 24 de março, data do lançamento ao público da Casa AQUA, foi realizado um seminário, organizado pela Fundação Vanzolini e seus parceiros franceses, chamado Cidades Sustentáveis: Conceitos e Aplicações Práticas. Durante o encontro, especialistas dos dois países discutiram iniciativas de sucesso no âmbito da sustentabilidade. Realizada no ano da França no Brasil, a Casa AQUA tem apoio do governo francês para divulgação da cooperação entre os dois países na construção sustentável.

VANGUARDA Como projetar funções interdependentes?

É

extremamente comum que, numa empresa, funcionários de diferentes setores atuem juntos em forças-tarefa, equipes de projeto e assemelhados. Na indústria de processo contínuo, porém, as áreas de Engenharia, Manutenção e Operação possuem muita interdependência. Isso é verificável em refinarias, petroquímicas, químicas, indústria de cimento e todas aquelas cuja transformação é de natureza físico-química, e não de forma (como é nas indústrias de montagem, por exemplo). A Engenharia interfere diretamente na Operação quando estipula parâmetros, quando modifica procedimentos; em eventos críticos, a Engenharia “desce” à sala de operações e redefine manobras, monitora telematicamente o estado da operação, indicando mudanças de estratégia de controle. A Operação, por sua vez, pode rejeitar as propostas da Engenharia, pois ela conhece a inércia das instalações, as relações de interdependência entre os processos. A Manutenção, além de também monitorar telematicamente o estado dos processos e dos equipamentos, interfere na Operação e na Engenharia de Processos quando indica novos parâmetros de set points em função do estado dos equipamentos, e assim vai. Normalmente, Engenharia, Operação e Manutenção são projetadas isoladamente, qual seja, cada uma com um gestor, com atribuições específicas, não prevendo as inúmeras, frequentes e decisivas situações de trabalho conjunto “dentro” de outra dimensão. Muitos exemplos práticos mostram que

os limites, as fronteiras entre essas três dimensões organizacionais são móveis, interpenetrantes. Mas, tradicionalmente, as responsabilidades são predefinidas, os objetivos, indicadores e critérios de avaliação de cada dimensão, de sua gestão e de seus funcionários são diferentes entre si, o que tende a levar a conflitos de atribuição e de responsabilidades. E os custos de paradas não previstas, ou de desvios de produção, num processo caracterizado por elevado capital fixo, com elevado volume (fluxo) de produção, com pouca possibilidade de retrabalho, podem ser altíssimos. O artigo “Engenharia, Manutenção e Operação em Processos Contínuos: Elementos para o Projeto de Fronteiras Organizacionais Móveis e Interpenetrantes”, de Mario Sergio Salerno e Marcelo Crescenti Aulicino, publicado na revista Gestão & Produção (v.15, n.2), aborda exatamente essa questão, e propõe critérios de projeto organizacional para enfrentá-la. O artigo é construído a partir de análise detalhada na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), da Petrobras, em Cubatão, e de empresa multinacional de insumos para fertilizantes. Foram desenvolvidos critérios de projeto organizacional que contemplam a interpenetrabilidade das fronteiras dessas dimensões. Tais critérios estão ancorados na abordagem de sociotecnologia, uma evolução da abordagem de sistemas sociotécnicos, desenvolvida inicialmente na Holanda, e trabalhada no Departamento de Engenharia de Produção da Poli-USP. ilustração: Antonio Rodante

divulgação

Fundação Vanzolini leva à Feicon 2009 casa-conceito para apresentar soluções de sustentabilidade na construção civil

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SOLUÇÃO

I

Diálogo promissor Série de reuniões formalizam parceria na área de educação contínua interesse em cursos nas áreas de engenharia industrial, engenharia civil e alguns temas na área de sistemas. “Estamos estruturando uma estratégia para fazer programas conjuntos com o PECE [Programa de Educação Continuada da

Jorge Aldana explica que foi criado todo um mercado profissional que exige atualizações constantes. “Especificamente há uma demanda para a área de seis sigma, devido ao grande número de multinacionais no país, que requerem que seus exe-

editoria de arte

nteressados em fazer parcerias para a realização de cursos de extensão no campo da Engenharia, representantes da Pontificia Universidad Javeriana, localizada em Bogotá, Colômbia, estiveram no Brasil, no mês de fevereiro,

Gregório Bouer

para uma série de reuniões na Poli-USP. Durante a rodada de discussões, o diretor do Centro de Educación Continua, Federico García Méndez, e o diretor do Programa de Educación Continua, da Faculdad de Ingeniería, Jorge Hernán Rojas Aldana, foram acompanhados pelo presidente da Recla – Rede de Educação Contínua da Europa e América Latina e membro do Conselho Curador da Fundação Vanzolini, professor Gregório Bouer. “A ideia surgiu porque sabemos que muitas universidades têm convênios marco com a USP, como é o caso da Javeriana. Só que há dificuldades de fazêlos ir para a frente. E agora resolvemos – com apoio da Recla – botá-los para funcionar”, explica Bouer. A agenda incluiu encontros com o próreitor de cultura e extensão universitária, professor Ruy Alberto Corrêa Altafim, e com o diretor executivo de educação da Fundação Vanzolini, professor Mauro Spinola. “Como resultado das diversas reuniões feitas, estamos perfilando um projeto de trabalho que também seria assumido em parte pela Recla, com a participação da USP e da Universidade Javeriana”, diz Federico García Méndez. Entre as oportunidades detectadas, Jorge Hernán Rojas Aldana destaca o

Federico García Méndez

Poli-USP], e também há alguns temas em conjunto com a Fundação Vanzolini, como seis sigma e logística”, adianta. Quanto ao modelo do curso de extensão, estão em debate a duração e a forma de diplomar os participantes. Já no que diz respeito ao modo de ministrar as aulas, das reuniões surgiram algumas propostas. “A ideia era fazer o curso a distância. Com a Vanzolini, inicialmente o professor Alberto Ramos [que atua na área de Qualidade na Fundação] iria para lá dar um curso, para começar o relacionamento”, esclarece Bouer. “Na continuidade das conversações, estivemos com o professor Altafim. Ele deu uma visão muito interessante: a criação de polos – por exemplo, teríamos um polo lá da universidade Javeriana para dar o curso, que seria dado daqui, lá haveria monitores.” Segundo o professor, trata-se de um curso semipresencial porque no início e ao fim do programa, as aulas serão ministradas presencialmente. “Trata-se de uma proposta nova na USP, mas a universidade tem interesse nesse tipo de projeto por causa da meta de internacionalização. O professor Altafim prometeu dar todo o apoio”, continua Bouer. Sobre o mercado no campo da engenharia para esse tipo de curso na Colômbia,

Jorge Hernán Rojas Aldana

cutivos estejam familiarizados com essas metodologias”, detalha. Os próximos passos dessa iniciativa de sucesso serão a formatação desse programa semipresencial e o amadurecimento do diálogo entre os envolvidos. “O importante é que haja uma comunicação nos dois sentidos. Pois há áreas deles em que temos muito a aprender e experiências que podem ser trazidas para cá”, afirma Bouer. Uma oportunidade para entrar em contato com a experiência em educação contínua da Colômbia e de outros países será o encontro da Recla a ser realizado na USP no final de setembro e início de outubro. “O tema central do evento deste ano é Melhores Práticas em Educação Contínua, como é o caso da relação universidade/empresa”, diz García Méndez. “Desde que assumimos a gestão da Recla – o Federico também é da diretoria –, resolvemos fazê-la funcionar efetivamente como uma rede. Estamos agora fazendo a dinamização dos contatos, com cursos dados em outros países e que forneçam diploma duplo, por exemplo da Colômbia e do Brasil. Além disso, o aluno vai ganhar um certificado adicional da Recla, como um selo de qualidade desses programas”, finaliza Bouer.

Direto da Colômbia Conheça um pouco da história de uma das mais antigas universidades da América Fundada originalmente no ano de 1623, quando começava a colonização espanhola, a Universidad Javeriana é uma das mais antigas da América. Mais tarde, foi fechada durante a expulsão dos jesuítas da América, pelo rei Carlos III da Espanha. Reaberta no ano de 1930, vem crescendo ano a ano. No total são 17 faculdades, ou escolas, e vários centros de pesquisa. “Em Bogotá, temos cerca de 22 mil estudantes – 21 mil de graduação e cerca de 3.500 de pós-graduação. Na educação contínua, atendemos anualmente cerca de 32 mil pessoas”, diz o diretor do Centro de Educación Continua da universdade, Federico García Méndez.

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Sem medo de fracassar

UP grade

Artigo analisa a ergonomia aplicada aos sistemas informatizados do ponto de vista de sua utilidade e usabilidade por Julia Issy Abrahão

ilustração: Antonio Rodante

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ergonomia aplicada aos sistemas informatizados (SIs) tem por objetivo compreender a interação entre os diferentes componentes de um sistema informatizado a fim de elaborar parâmetros a serem inseridos na concepção de aplicativos que orientem os usuários e que contribuam para a execução da tarefa. Nesse sentido, espera-se dos aplicativos linguagem inteligível, sequência de ações claras e opções de entradas de dados que permitam o controle do processo e o feedback das ações. No entanto, algumas dessas condições raramente são contempladas. Seria esta uma das razões que levam um usuário a fracassar na sua tarefa? A proposta é indagar, antes de tudo, quais são as tarefas e a que faixa da população se destina o produto, para assim atingir os objetivos a que o artefato se propõe. Nesse processo, é fundamental compreender como o usuário se apropria das informações contidas no ambiente na perspectiva de incorporar essas representações (esquemas) conceitualmente no projeto. A ergonomia no estudo dos SIs analisa diferentes variáveis, tais como a utilidade e a usabilidade do sistema e, especialmente, a dimensão cognitiva envolvida nesse tipo de tarefa. Dois eixos principais norteiam a análise de sistemas informatizados: o primeiro refere-se à utilidade do sistema, ou seja, se ele possui os recursos (funcionais e de performance) necessários à realização das tarefas para as quais foi concebido. O segundo eixo enfoca a usabilidade, relacionada à análise da qualidade do sistema em facilitar o seu manuseio e sua aprendizagem pelo usuário. Apesar da importância da estética na navegação não se trata somente de tornar a interface mais atrativa ou agradável. Uma interface, dependendo da sua lógica de funcionamento, pode dificultar ou até impedir a ação dos usuários, quando é de difícil interpretação ou quando é desenhada a partir de uma compreensão distante da realidade de trabalho e/ou do usuário. É oportuno acrescentar que os sistemas são utilizados por usuários comuns e não somente por especialistas, e que os SIs tendem a se tornar cada dia mais interativos. A visão antropocêntrica, na qual o usuário passa a ter um papel fundamental, não desconsidera a visão técnica necessária à concepção dos sistemas informatizados, mas legitima que as características da população devem guiar as decisões de cunho técnico, resultando em uma interface mais adaptada aos seus usuários. Nesse sentido, pode-se avançar dizendo que a interface deve ser configurada de forma a não exigir, necessariamente, dos usuários um novo aprendizado para associar comandos e ações, tornando a navegação mais “intuitiva”. Compreende-se intuitiva no sentido de ser automática, ou processada inconscientemente, solicitando pouco esforço cognitivo – facilitando a ação e reduzindo a probabilidade de erros. Outro critério importante é a navegabilidade, que, além dos aspectos intrínsecos da usabilidade, engloba as caracte-

rísticas dos usuários, em particular as estratégias que adotam no processo de construção de problemas e da resolução que subsidia sua tomada de decisão. Ao ser confrontado com uma lógica de representação muito distinta de seu modo de funcionamento, as dificuldades para atingir um determinado objetivo assumem proporções enormes, sobretudo para pessoas cuja familiaridade tecnológica é ainda incipiente. A utilização dos preceitos da usabilidade, aliada à análise da situação real dos usuários, tal como proposta em ergonomia, permite compreender as relações estabelecidas entre o sistema informatizado e a situação, bem como seu impacto na ação dos usuários do sistema. Trata-se de uma estratégia para envolver o usuário que realiza uma tarefa específica, e, portanto, observá-lo em ação, a fim de compreender a sua lógica e, assim, incorporar ao SI elementos que facilitem a ação. Reconhecer e compreender a variabilidade inter e intraindividual nas diferentes etapas de um projeto industrial/organizacional possibilita a introdução de elementos flexíveis desde a concepção, como a valorização de um saber constituído ao longo do tempo, incorporado na experiência do trabalhador. Ao considerar a diversidade da formação, da aprendizagem e da experiência, contribui-se para a implantação de suportes que favoreçam o desenvolvimento continuado das competências. Isso possibilita atender às necessidades da reestruturação do trabalho que exigem do trabalhador de qualquer idade, em diferentes níveis de formação conhecimentos e habilidades para acompanhar essas mudanças. Assim, evita-se a exclusão de pessoas portadoras de experiências valiosas no desenvolvimento do processo de reestruturação do trabalho.

Julia Issy Abrahão é professora visitante do Departamento de Engenharia de Produção da Poli-USP.

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LeiturA Teoria e prática para o sucesso empresarial Obra reúne especialistas para tratar de forma simples assuntos como Engenharia Econômica e empreendedorismo por José Eliel da Silva Junior

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m momentos de crise, em de, demonstrativos financeiros e que o dinheiro disponível indicadores econômicos, essené mais escasso, deter o cociais para os modelos de tomada nhecimento necessário para mede decisão a serem apresentados. lhor gerir esse recurso passa a ter No capítulo 3, os professores uma importância redobrada no Armando Celestino, Guilherme âmbito empresarial e se mostra Calôba e Regis Motta discorrem um importante diferencial comsobre a Engenharia Econômica. petitivo, com o qual as organiConceitos de matemática finanzações devem se preocupar. Por ceira se adicionam aos principais isso, este trabalho é extremamenmétodos de tomada de decisão te oportuno. econômico-financeira para teoriEsta obra oferece um trabalho zar o custo de capital e o valor do didático e acessível sobre os asdinheiro no tempo. No capítulo 4, pectos econômicos e financeiros, Análise de Investimentos, os mesfornecendo subsídios à compremos professores nos dão uma visão ensão desses assuntos tanto aos sobre a avaliação de empresas, de gestores de empresas quanto aos ativos do mercado financeiro e estudantes de Engenharia de de suas relações, enfatizando os Produção, pós-graduação ou curaspectos da relação risco-retorno sos de especialização. nos investimentos. Finanças CorEngenharia Econômica e Finanças porativas são tratadas no capítulo discorre não só sobre os principais 5. Novamente o professor Cesar conceitos teóricos da Engenharia das Neves compartilha conosco O professor do Departamento de Engenharia de Econômica, mas também sobre sua experiência no campo das fiProdução da Poli-USP Reinaldo Pacheco e outros aspectos de micro e macroeconanças, tratando do papel da admiespecialistas lançam obra que reúne teoria e nomia, da utilização de demonsnistração financeira na firma, seus prática da Engenharia Econômica e Finanças trativos financeiros para análises objetivos, mercados e instrumeneconômicas, de finanças e de emtos de tomada de decisão. preendedorismo. O livro enfatiza Para fechar o livro, no capítulo a conjunção de tais conceitos no âmbito empresarial e nos 6, os professores Reinaldo Pacheco e o Marcelo Nakagawa transmite a ideia de que as atividades envolvidas em cada abordam o Empreendedorismo. Apresentam um histórico um deles estão coligadas às demais. Toda a experiência de dessa atividade e da importância da estratégia dentro dos longos anos de ensino e de pesquisa, aliada aos trabalhos novos negócios. Procuram despertar nos leitores o intede consultorias empresariais dos autores, professores das resse pelos negócios, pela capacidade de empreender e mais renomadas instituições de ensino do país, reflete-se mostram que é possível o desenvolvimento de projetos no conteúdo desta obra, composta de alguns capítulos de pessoais, ensinando-os a avaliarem seus potenciais negónatureza teórica (economia, contabilidade e finanças) e ou- cios com o ferramental visto ao longo de todo o livro. Não tros que aplicam essa teoria na prática (engenharia econô- bastasse essa sólida explanação teórica, o livro também mica, análise de investimentos e empreendedorismo). disponibiliza ao leitor atividades práticas que o levarão Já na abertura do livro, o professor Reinaldo Pacheco nos a um melhor desempenho e compreensão dos conceitos, apresenta de maneira sintética os principais pontos da eco- assim como a análise de diferentes estudos de casos. nomia que influenciam as decisões de financiamento e inPor tudo isso, podemos dizer que a obra é um compêndio vestimentos das empresas, tanto no contexto micro quanto que fundamenta e integra as áreas relacionadas à análise no aspecto macroeconômico. O professor Cesar das Neves econômica e financeira de empreendimentos. Com certeza, nos ensina no capítulo 2 as noções básicas de contabilida- um livro que todos deveriam ter em suas estantes. José Eliel da Silva Junior é engenheiro, faz parte da empresa GtPlenus – Gestão de Tecnologia.

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