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Ano 3

№ 28

Novembro de 2010

Quanto mais gente, mais bonito fica o grito...

A

i, Ai, acordei hoje pensando em uma coisa: no grito! (risos). É que ontem estávamos em uma assembléia e me dei conta que o grito, quando é de uma pessoa só, é alto e chama atenção, mas quando é de muitas, além de ficar alto e chamar a atenção, ele também fica bonito... Quer dizer alguma coisa...

das brincadeiras também era bem coletivo... de 400 crianças! Quem não estava participando do encontro, talvez não entendesse muito bem do que se tratava, mas até estes momentos de brincadeira eram muito organizados.

É assim nas palavras de ordem, foi assim na assembléia ontem... E foi assim no encontro Sem Terrinha que participei no mês passado...

Aliás, em nossa marcha e na frente da Secretaria de Educação, gritamos o que precisamos em nosso dia a dia no assentamento. “Se por acaso” o governo não sabia, naquele dia ficou sabendo! O grito foi bem forte: Queremos escola, melhoramento das estradas, biblioteca, laboratório de informática!

Aliás, falando do encontro, o que não faltou foram as palavras de ordem que fazíamos em todos os momentos que estávamos reunidos em plenária.

Falando nisso, nesta edição do jornal vamos ver o que aconteceu no mês de outubro em nossos estados!

Nós crianças também gritamos quando estamos brincando e no encontro Sem Terrinha o grito

E agora mais um grito: Viva os Sem Terrinha de Todo o Brasil!

Gritamos quando queremos algo, gritamos quando a dor é imensa. E quando a alegria é maior do que podemos suportar. E quando misturamos as duas coisas, dor e alegria.


ha em Terrin S o r t n o o enc omemora c “Eu acho e t n e g al. A as não só muito leg m , s a ç n cria as o dia das rianças, m c s a d ia que aod comemor as terras a r o m e ais. com nossos p também s o m o c cupa ação a gente o fazer uma mobiliz os do nos Hoje, vam que estão faltan olas entos. pelas esc ntos e assentam e os estão acampam t n e m a p .” Os acam la pública sem esco os únior, Euclides J

Distrito Federal

12 an

“Foi legal na hora que nós fomos fazer a caminhada, e na hora que o padre falou também foi legal. Na hora que a gente estava comendo o bolo também foi legal. Brincar na escada também, mas na hora que a gente foi embora... eu fiquei chata.” Silvana de Castro da Silva, 9 anos

“Agora estamos na escola mais longe, porque a escola do assentamento foi fechada. Lá na escola falta: uma quadra de esportes, uma sala adequada, materiais, um pátio fechado, e para os alunos da tarde um parquinho, e uma estrutura boa.”

a crianç a m u é errinha anhar sua t m e S “ para g escola, a t u l e qu por por terra, a i r ópria, p r ó p pr a s ua ca são só s o r ã e n t a err para ultos. Sem T d a s O m . é e b saúd as tam encontros m , s a s ç crian ipar do de a fazer c i t r a p en É bom te apr prende n e g a a porque a e também c i míst MST.” s o e r b o so , 10 an a Silva

oa d Liane R

Rio de Janeir o

Encontro Sem Terrinha RS

“Eu gosto muito de vir no encontro Sem Terrinha, porque estudo, brinco, conheço outros Sem Terrinha... e é legal, tem muitos brinquedos no dia das crianças. Não pode acabar os encontros, pois ajuda na informações dos militantes Sem Terrinha. Quando eu vier de novo eu tenho muitos amigos, daí posso brincar com meus amigos.” Claudineia Moreira dos Santos, 9 anos

O

, Sem Terrinha o d u o s o ã n “Eu ro aqui na moro no mor tro legal o encon i e h c A . e d a cid e i gente nova c e h n o c e u rq po ue . Imaginava q o t n e im v o M o eiros, que só eram bagunc . gar as coisas ra t s e m a h in v e s são legais Mas não, ele .” organizados

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a Allisson Mach

foi elaborado coletivamente pelos Setores de Educação, Comunicação e Cultura. Os desenhos foram feitos por crianças Sem Terrinha de todo o Brasil. Agradecemos também a todas as pessoas que de alguma forma contribuíram para este trabalho, especialmente aos estados: Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba, Minas Gerais, Maranhão, Santa Catarina e ao Distrito Federal. Esta edição faz parte do Jornal Sem Terra nº 308 Correio eletrônico: semterrinha@mst.org.br Página na internet: www.mst.org.br

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O espaço também é seu!

Escreva você também para o Jornal das Crianças Sem Terrinha. Mande suas críticas, elogios, sugestões, poesias e desenhos. Anote aí o nosso endereço: Alameda Barão de Limeira, 1232, Campos Elíseos, São Paulo, SP CEP 01202 - 002 Correio eletrônico: semterrinha@mst.org.br

Jornal SEM TERRINHA • Novembro 2010


Paraná

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“O que é Sem Terrinha, você não sabe? Eu sei, é lutar pelos seus direitos, direitos da criança, moradia digna e uma vida melhor. Existem muitas crianças na rua passando fome, sem estudo e moradia, sem pai e sem mãe. Precisamos acabar com a miséria, por isso nunca podemos desistir de lutar, não só pela terra, mas por escola, dignidade. Muitas crianças trabalham de escravos catando papelão nas ruas, sendo humilhados pelos outros. Por isso temos que enfrentar tudo o que vier, no acampamento e assentamento, plantando orgânico e sem agrotóxico para não prejudicar nossa saúde. Saímos para várias marchas e encontros. Lá aprendemos brincadeiras e coisas diferentes.”

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va ine Schultz Ta Stefane Carol

“O Encontro Sem Terrinha serve para mostrar que nós somos iguais e não desiguais e que nós também temos direitos a reivindicar direitos como saúde, educação, moradia, saneamento básico, alimentos livres de veneno e prá nós Sem Terrinhas estar dentro de uma organização como MST, para que juntos possamos fazer a transformação da sociedade. Tem gente que pensa que para viver no campo não precisamos estudar e nos preparar para uma determinada profissão. Mas o MST pensa diferente, pois para viver no campo é necessário estudar para termos nossos profissionais preparados para nossa realidade, a realidade do campo.” Alexander Duarte Fernandes, 14 anos

Caciane Dluznielwski Gluszcrak, 10 anos

Terrinha “Sou Sem ci, ando nas u q e d s e d nos e é tenho 9 a s al viraano muito leg s do Sem encontro Terrinha.”

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São P aulo

Jornal SEM TERRINHA • Novembro 2010

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3


Vamos mandar nosso recado? Você viu as mensagens que os Sem Terrinha do Brasil mandaram para o nosso jornal? Que tal usar o espaço ao lado para fazer a sua também? Vale escrever, desenhar e/ou pintar!

Dica de Leitura: REVISTA SEM TERRINHA Nº- 3 Chegou a 3ª edição da nossa Revista Sem Terrinha! Consulte seu estado para pedir exemplares. Ela está repleta de desenhos, poesia, literatura, e tem um novo jogo para montar e brincar com os/as Sem Terrinha. O texto inicial traz a história de Sofia, uma Sem Terrinha que conta o seu cotidiano na vida do assentamento. Ela está alfabetizando o seu avô e vai descobrindo com ele a Reforma Agrária Popular. A narrativa está recheada de elementos para atividades de estudo e de produção artística. Também tratamos de um tema que merece ser trabalhado sempre com as crianças: as relações de poder. O que será o poder?

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De quem é o poder? Esse será um dos nossos desafios na Revista: conhecer o conceito e as relações de poder, discutindo com os núcleos de crianças nos assentamentos e acampamentos, nas cirandas, nas escolas e com nossas famílias, a partir de nossas vidas na comunidade.

Jornal SEM TERRINHA • Novembro 2010


Jornal Sem Terrinha janeiro de 2010