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Só é possível ensinar uma criança a amar,

amando-a. Johann Goethe


Johann Goethe


Coordenação Vanessa Dias

Redacção Isabel Almeida, Muriel Mendes, Rafael Leandro, Ricardo Fonseca, Vanessa Dias

Foto de capa Muriel Mendes

Escreva para a Revista eOPTIMISMO! Envie-nos os seus textos, opiniões ou comentários para eoptimismo@gmail.com

Design Vanessa Dias

Contacto eoptimismo@gmail.com

Faça parte da nossa equipa e partilhe conhecimento!


MENSAGEM EDITORIAL Há um ano que nos dedicamos a partilhar optimismo e conhecimento, por forma a contribuirmos para um desenvolvimento positivo, não só das pessoas, mas também das comunidades e das organizações. Em 2012, lançámos três edições, as quais transcenderam todos os objectivos inicialmente pensados para a nossa humilde publicação. Foi óptimo ver uma ideia a ganhar vida, a transformar-se num ponto de encontro e a conquistar corações. No fundo, tem sido um enorme prazer ver este projecto crescer! Foram muitas as aprendizagens e trocas, muitas as noites e dias a pensar em formas de ir mais além. Pois bem – chegou o momento da nossa revista ganhar novos contornos e, para tal, é com muita alegria e confiança que confio o meu lugar de coordenação deste projecto a Ricardo Fonseca, que agarrou desde sempre este embrião e ajudou-o a dar os primeiros passos, e a André Vicente, cujas ideias, criatividade e sugestões muito trarão às nossas futuras edições! Quero aproveitar também a oportunidade para agradecer a cada um de vós, todo o vosso apoio e entusiasmo ao longo deste primeiro ano da Revista eOPTIMISMO – tem sido, e continuará a ser, uma aventura fantástica! Espero continuar a ver e a sentir a vossa presença, por muito tempo! Quanto a nós, cá nos encontraremos, na próxima edição, certamente com muitas novidades e com a nossa melhor característica: OPTIMISMO! Até lá, desfrutemos de um grande regresso à infância, pois a nossa edição de Abril é toda ela dedicada às crianças e à nossa criança interior! Boa leituras, Até sempre,

Vanessa Dias


princípios

 A eOPTIMISMO é um magazine digital, de acesso gratuito.  A eOPTIMISMO tem na base dos seus princípios uma orientação filosófica humanista, isto é, dá primazia à dignidade, aspirações e potencialidades do ser humano.  A eOPTIMISMO tem como objectivos (1) valorizar as experiências subjectivas dos leitores e dos seus colaboradores; (2) promover traços de personalidade e de carácter; e (3) fomentar virtudes que permitam mudar e tornar a nossa sociedade melhor, mais activa e eficiente.  A eOPTIMISMO tem como máxima preocupação ajudar as pessoas a identificar e a desenvolver as suas melhores qualidades e talentos em diversas áreas, bem como divulgar iniciativas e promover ambientes onde estas qualidades e talentos possam prosperar.  A eOPTIMISMO aposta sobretudo nas áreas de desenvolvimento humano, ao nível pessoal, social, relacional e organizacional.  A eOPTIMISMO conta com publicações e informações assentes no rigor, isenção e honestidade, e reserva-se no direito de não publicar qualquer tipo de informação que não respeite os princípios e objectivos da mesma.


Criança Interior 14

10

Crianças: pequenos heróis!

A Vida na Menor Probabilidade

18

Regressar à Infância

24

RUBRICA OS LIVROS NOSSOS Pág. 22

CAIXINHA DE SUGESTÕES Pág. 26


Quero tornar-me aquilo que sou: uma crianรงa cheia de LUZ. Katherine Mansfield


Sobre Blogue literário criado em 02 de Março de 2012 por Isabel Alexandra Almeida, contando com colaboradores e parcerias editoriais. O nosso intuito é divulgar os livros e a leitura, promover as actividades editoriais, servir de ponte entre leitores e livreiros, divulgar os valores da cultura, arte e amizade. Temos também como propósito motivar as gerações mais jovens para a leitura e divulgar tanto as novas edições, como recuperar perante o público a lembrança de obras mais antigas que se encontrem mais esquecidas, mas que integram por direito próprio a memória literária colectiva.

Links https://www.facebook.com/livrosnossos http://www.oslivrosnossos.blogspot.com/


Criança Interior

a sua verdadeira essência. Na realidade, aceder a este nível de existência só é possível quando nos predispomos à experiência de lidarmos com a dor das vivências que nos marcaram desde a infância. Cada ser humano possui uma criança interior que intenciona manifestar-se, vir de lá do fundo do inconsciente e fazer-se presente. Vivenciar a sua criança interior é permitir-se a uma nova vida, livre de um passado traumático que o condiciona, é readquirir a capacidade de Ser o que na realidade já É. A criança interior não é apenas uma parte do Homem, é também uma forma codificada da vivência colectiva que a própria humanidade tem em relação ao conceito de infância. Quando o individuo permite-se à interacção com a sua criança interior, liberta as memórias das experiências de infância que o transformaram naquilo que ele é hoje. Esta capacidade de ligação interna traz à consciência a reflexão, a integração e a possibilidade de transmutação de receios, medos ou padrões de comportamento que condicionam a livre acção do Ser. Em cada ser humano, existe uma possibilidade infinita de superação através da relação com o Eu superior, com

É um processo de trabalho interior que não só modificanos, como também ilumina o lado sombrio que reside nas profundezas do nosso Ser. A capacidade de assumirmos a nossa criança interior, permite-nos interagir com os registos que marcaram e/ou marcam a nossa vida, mesmo os mais inconscientes que se manifestam através do que ela representa e do que esteve sempre no nosso interior, nas nossas origens e até mesmo nos nossos anseios. A materialização divina da nossa criança interior pode oferecer-nos ferramentas tão importantes como o processo de autocura. A criança interior é divinamente inspirada, porque ela conecta com o nosso Eu Superior e irradia luz para todo aquele que a procura, clarificando tudo aquilo que o homem não aceita ou não entende ou que, por vezes, nem gostaria de ter percepção. Independentemente dos registos vivenciais de cada um, é importante compreender que o processo de consciencialização promove, desde logo, o autoconhecimento e a verdadeira procura do nosso Eu.


Desta forma, podemos resolver o nosso passado de memórias destrutivas ou desarmoniosas e que nos impediram de sermos seres equilibrados e felizes. Ao tratar as feridas que estiveram tanto tempo por cuidar, libertamo-nos e assumimos integralmente quem somos; damos a possibilidade a nós mesmos da nossa criança interior manifestar-se livremente e sem qualquer tipo de máscaras ou complexos. O poder de resgatar esta autenticidade promove o nosso reencontro com a capacidade de sonhar e a possibilidade de uma vida mais feliz e ausente de apegos e necessidades exteriores. A criança interior quando curada, e devidamente integrada, ajuda-nos a ver as situações e os desafios de vida de forma mais leve e confiante. Qualquer um de nós é um Ser de Luz único e com imenso potencial para deixar a sua marca no seu meio e influenciar a vida dos seus, dando o devido exemplo transformador. Em suma, no dia-a-dia, devemos ser capazes de enfrentar os desafios da vida com mais autoconfiança e determinação, crendo essencialmente que parte da solução traduz-se num passado integrado e resolvido e no pensamento positivo de que o futuro pode ser sempre melhor.

Rafael Leandro

Celebration of the Inner Child (2009), de Danielle Helen Ray Dickson


Blue Sea, de numpueng


O que se faz agora com as crianças é o que elas farão depois com a SOCIEDADE. Karl Mannheim


Crianças: pequenos heróis!

Esta edição é dedicada às Crianças! As crianças são para mim uma fonte de alegria, de motivação, sonhos, sorrisos, ternura, crença e esperança! As crianças são, usando uma frase cliché, o nosso futuro! Neste meu artigo decidi escrever sobre as crianças com quem me relaciono no dia-a-dia no âmbito profissional

como enfermeiro de pediatria, sendo na sua maioria crianças com doença crónica. Contextualizando um pouco o meu artigo, a doença crónica é definida como uma doença que persiste no tempo num período superior a 3 meses, sendo incurável, alterando a qualidade de vida do doente, porém não é considerada uma emergência médica, pois não coloca a vida em risco num curto prazo. As doenças crónicas abrangem todos os contextos do ser humano aos níveis físico, psicológico, social, familiar, económico, espiritual acarretando grandes transformações na sua vida e na de todos aqueles que com ele se relacionam. Existe atualmente um grande número de crianças com doença crónica prolongada que necessitam de internamentos hospitalares prolongados e posteriormente da continuidade de cuidados no seu domicílio. São crianças que apresentam alterações no seu desenvolvimento psicomotor e social comparativamente com as crianças saudáveis, porém é necessário reforçar que continuam a ser Crianças! Como tal, estes pequenos seres além dos cuidados de saúde inerentes à sua condição continuam a necessitar de amor, ternura, educação e família para que cresçam num ambiente favorável e propiciador de qualidade de vida.

Inner Child Healing (n.d.)

No título deste artigo classifiquei as crianças como pequenos heróis e espero que estas palavras que escrevo se transformem na minha simples homenagem a todas aquelas crianças que cuidei, cuido e a todas as


outras cuja vida foi assolada por uma doença crónica, porque é também necessário realçar os grandes feitos da humanidade, agradecer as aprendizagens constantes, enaltecer os sentimentos partilhados e fortalecer os elos das relações humanas que estabelecemos e que vão muito além das ligações profissionais. Todos os dias convivo com heróis, seres com poderes especiais e que desvalorizam todas aquelas convenções que guardamos da nossa infância de quando assistíamos às séries infantis e sonhávamos alcançar grandes feitos. Estes lutadores não usam capas, nem fatos especiais, nem possuem quaisquer poderes fantásticos e não querem ser vangloriados, apesar de sem se aperceberam serem merecedores de grandes prémios nesta batalha que é a Vida.

Recordo com emoção algumas crianças com que me relacionei e, permitam-me, num modo intimista, partilhar convosco, caros leitores, os simples pormenores que marcaram grandiosamente a minha Vida e contribuíram para o meu crescimento e desenvolvimento como Ser Humano. Um dos superpoderes que vi num destes pequenos heróis, foi a capacidade de Sorrir no meio de momentos da dor física, da incapacidade de se movimentar, de interagir com quem o rodeava. Foi um sorriso que iluminou uma sala e criou uma onda de amor em todos aqueles que rodeavam aquele pequeno ser.

Foi mágico assistir à estabilização dos sinais vitais de uma criança ao ser Angel Whisperer - Angel Heart, envolvida num colo, ao de Dr. Kelli aninhar-se num regaço As Crianças, com o seu jeito especial de ser, provam protetor. Esta magia prolongou-se durante algum todos os dias que a Vida é um bem que deve ser tempo em cada prova de que a doença não carateriza preservado e motivo de agradecimento constante. É na um ser, é apenas uma condicionante da sua vida. partilha da dor, do sofrimento marcado por lágrimas e Assisti ao desgaste das energias vitais e num impulso angústia, no reconhecimento das pequenas vitórias mágico ao revitalizar de todo um organismo que parecia diárias que residem os verdadeiros poderes destes querer desistir. Nestes momentos de tudo ou nada creio pequenos seres muito especiais. que foi a força do amor que fez com que tudo o resto


fosse ínfimo perante esse poder universal contido numa pequena criança tão frágil e tão suprema. Houve também heroísmo quando a Vida atingiu o seu fim, quando na despedida envolta em sofrimento criaram-se aprendizagens que jamais se apagarão ao longo de toda uma Vida. Este momento criou gratidão! Agradeceu-se a Vida do pequeno Ser e tudo aquilo que nos ensinou por mais curta que fosse a sua existência. As crianças, podem não ser condecoradas, mas são os Heróis do nosso Tempo! Podem vir batalhas, adversidades sem fim, que lutarão com toda a força que os apela ao melhor que há nesta Vida: Sorrir e viver com e por Amor! As crianças, pequenos heróis, são mestres de vida, elos unificadores e transformadores de relações humanas, são um exemplo para que cada um de nós reflita sobre a sua existência e agradeça a dádiva de viver. As crianças são o espelho do nosso Ser. São a recordação constante de quem um dia fomos e são o incentivo para o voltarmos a Ser! As crianças clamam pelo reconhecimento do seu similar que existe no nosso interior!

Ricardo Fonseca


A Vida na Menor Probabilidade

Já alguma vez tentaram perceber a teoria da criação do Universo? Pois... Isso mesmo. Confesso que sou amante das explicações científicas, mas parece-me que o facto de a vida existir, o planeta terra, indo até ao universo, é em termos estatísticos, aquilo que muitos determinam de milagre (retirando o divino da equação) e ponto final! Relembrando o dilema do ovo e da galinha, a verdade é que nem sempre a ciência consegue explicar os acontecimentos. Baseando-se a formação do universo em dois pressupostos, temos aqui uma janela de oportunidade, para chamar a vida, disso mesmo: um milagre. Mesmo que teoricamente faça sentido, todas as variáveis que deram origem à vida estarem alinhadas no tempo, espaço, temperatura, entre outros factores... são, sem dúvida, uma circunstâncias do acaso ou da menor probabilidade calculada para que tal sucedesse. E ontem, ao ver o meu filho dar os seus primeiros passos, foi isso mesmo que realizei. Pela ciência da física e pela influência da força da gravidade, aquele pequeno ser teria mais probabilidade de cair do que manter-se de pé e

caminhar. Mas ele lá quis saber da ciência e das suas probabilidades. Lá quis saber se iria com certeza cair ou se o acaso, o vento, a iluminação, o atrito ou o peso das suas pernas rechonchudas o iriam ajudar a mover-se. Milagre ou não, ele andou e apenas isso lhe interessou. As crianças são assim mesmo, simplesmente perseveram. Caem e voltam a erguer-se. Sonham. Imaginam sem limites e têm uma determinação inabalável. Têm uma genuinidade de sentimentos extraordinária. Uma inocência inspiradora. Insistem em quebrar barreiras por onde passam. Vivem no limbo como quem tem os pés assentes na terra. As crianças fazem-nos, de uma forma magnífica, voltar a ver a beleza na simplicidade. E como tal, crescer e manter essa capacidade é o milagre que dá sentido a nossa existência. As crianças representam assim, a esperança num amanhã melhor. Mas por vezes, demasiadas vezes, elas crescem e tornam-se adultos sem expectativas, sem alegria e sem vida. Perdem a pureza com que vêem a vida e a sua liberdade em ser autênticos. Elas crescem e, num determinado momento, tornam-se conscientes da sua realidade, aquela que se identifica pela


estatística, que insistem em ensinar-lhes de tenrinhos. É aí que tudo parece demasiado perigoso e o esforço parece não valer mais a pena. Por isso é preciso ter sorte. Ter sorte de ser criança e cruzarem-se, no seu caminho, adultos sonhadores. Adultos que mantêm a sua capacidade de se maravilhar, quer sejam pais, educadores ou intervenientes na sua vida, mesmo que por meros momentos, que não tenham perdido a sua paixão. Adultos que, quando tomaram consciência da sua existência, transformaram o medo em gratidão. Adultos que depositam, dia após dia, a sua fé nos 99% de probabilidade de falhar e apostam no restante 1% a sua decisão de seguir em frente. É preciso ter sorte de ser criança e cruzar com adultos que tenham o propósito de educar para a esperança ou

até mesmo de se cruzar com crianças que se tornaram adultos que não tenham perdido a sua grandiosa capacidade de simplesmente saber amar. Adultos que acreditam que o impossível está a um passo de se tornar alcançável. Adultos que sabem transmitir confiança e convicção, pois apesar da incerteza que a liberdade nos traz, este é o único caminho que nos permite levar a felicidade ao nosso lado. E apesar da felicidade residir na menor probabilidade, viver também reside em escolher o lado da menor probabilidade. Vencer será igualmente a menor das probabilidades. O que as crianças estrondosamente nos relembram é que todos nascemos na menor probabilidade e que para andar foi preciso levantar-se, mesmo que inicialmente, cair tenha sido a maior das probabilidades.

Muriel Mendes


Rubrica de OS LIVROS NOSSOS

Sinopse: “Branca de Neve” é o primeiro livro do talentoso ilustrador francês Benjamin Lacombe a ser publicado em Portugal. Tem a chancela da editora Paleta de Letras e chega às livrarias como uma forte aposta de natal para o público infanto-juvenil. Bem ao seu estilo, Lacombe apresenta-nos uma Branca de Nece envolta em mistério e nostalgia, com imagens a transportarem-nos para o reconto surrealista da obra. O ilustrador recria os personagens tradicionais da versão do conto dos irmãos Grimm.


Ao pegarmos nesta obra é, desde logo, impossível ficarmos indiferentes ao seu grafismo irrepreensível, em capa dura, numa edição de luxo, as ilustrações parecem saltar do livro até junto de nós e mostram-se impressas num papel rugoso e brilhante, de elevadíssima qualidade.

As ilustrações transmitem claramente as emoções das personagens [inveja, beleza, medo, ternura, tristeza e felicidade] e permitem levar os jovens leitores a visualizar a dinâmica da história narrada, associando as personagens a uma clara imagem mental das mesmas, levando-as até ao mundo mágico dos contos de fadas.

A Editora Paleta de Letras apostou numa obra de excelência, direccionada para o público infanto-juvenil, dando uma nova cara ao clássico conto dos Irmãos Grimm, mas dando também a oportunidade aos coleccionadores de adquirir um livro que é, também, um objecto de culto e de elevado rigor estético.

E nós adultos, apreciadores de livros, não ficamos também indiferentes a este livro, aliás, somos levados de volta à infância, revivendo com nostalgia este clássico revisitado, numa edição que bem merece ir passando de geração em geração, pela sua extrema qualidade a todos os níveis.

Aliás o livro é uma verdadeira obra de arte, e esta edição acaba por fazer transparecer o cunho pessoal que o Ilustrador Francês Benjamin Lecombe adora conferir aos seus trabalhos. Maravilhosamente ilustrado, o livro transmite aos leitores uma dupla mensagem, combinando sabiamente os códigos visuais e os linguísticos.

Uma boa sugestão para oferecer neste Natal, um claro convite para ler um livro ao deitar na noite de consoada.

A história surge narrada em termos bastante clássicos, assumindo a Madrasta o papel de Vilã, Branca de Neve como uma jovem beleza em perigo devido à inveja causada à pérfida Madrasta [que encomenda a morte da menina a um caçador, porém sem sucesso, uma vez que o mesmo poupa a vida da princesa]. Perdida na Floresta encontra abrigo em casa dos trabalhadores sete anões. Até encontrar o esperado final feliz nos braços de um belo príncipe, Branca de Neve terá ainda de superar algumas adversidades colocadas no seu caminho pela rainha má que casara com o seu pai. O texto surge-nos apresentando em tom bastante elaborado e de elevada qualidade literária, sem que tal impeça o claro entendimento da obra pelos jovens leitores, que aliás podem ir questionando os adultos que lhe dêem o livro a conhecer [estimulando-se assim ainda mais a natural curiosidade das crianças por novas descobertas, e incentivando a leitura desde tenra idade].

Em suma, Branca de Neve é pura magia em forma de livro!

Isabel Almeida


Regressar à Infância

“Quando era puto, ficava todo contente assim que via o mar!”, partilhou ele, enquanto chegávamos à Ericeira. Automaticamente, ressoou na minha cabeça mais um momento “eureka” – era isso mesmo! O quê, pergunta o leitor? Pois na minha cabeça surgiume o óbvio e algo que tantas vezes nos escapa nos meandros do quotidiano atarefado e submerso em correrias, quase de alta competição (ou, pelo menos, o gasto energético parece ser semelhante a tal!). Veio-me então à mente parte de uma explicação do facto de em adultos nos deixarmos de deslumbrar, de ter curiosidade pela mais mínima existência de vida e de dinamismo ao nosso redor. Tomamos por garantido o mar, a areia, o sol, as pessoas, as refeições, os banhos… e, por norma, só nos voltamos a aperceber da sua verdadeira importância e significado quando os perdemos por algum motivo. E se tal condição não for a única forma de voltarmos a apreciar as “pequenas coisas” da vida? E se for possível voltar a deslumbrarmo-nos com aquilo que na infância fazia cócegas aos nossos sentidos e nos deixava entusiasmados? E se…? Não precisamos de perder algo para reaprender a dar valor àquilo que temos. Podemos simplesmente enfrentar a nossa tendência natural para o hábito e de

Foto de rua na Ericeira - um motivo e momento de deslumbramento pessoal, através da concentração no momento Presente e uso dos sentidos.


só nos darmos conta das excepções às regras – porque basicamente o ser humano tem essa tendência, a de acomodar-se aos padrões mais ou menos constantes, o que também não é negativo de todo, tendo as suas vantagens e utilidade de sobrevivência. No entanto, a nossa vida também ganha significado graças a uma necessidade igualmente humana e natural – a curiosidade e a sede de conhecimento, duas motivações que nos permitem desenvolver e progredir. O equilíbrio ideal será portanto conviver com regras, aprendendo sobre as nossas tendências naturais, admitindo-as e aceitando-as, e ao mesmo tempo desafiando-as, através da nossa curiosidade aguçada, tal como fazíamos quando éramos crianças! É, portanto, possível voltarmos a olhar para o mar, para a areia, para as flores e para tudo com os mesmos olhos curiosos de antes – como? Deixo-lhe algumas propostas: 1. Aprenda a utilizar mais do que um sentido: não olhe só para o que o rodeia – sinta, cheire, saboreie, ouça! 2. Concentre-se no momento Presente: a única forma de viver plenamente e desfrutar de um Futuro risonho é manter-se “aqui e agora”, aproveitando cada situação e oportunidade para viver! 3. Conecte-se: quando estiver em contacto com pessoas, faça-o genuinamente – dê-lhes toda a

sua atenção e procure ficar absorvido no momento! 4. Tenha tempo para sentir: quantas vezes “as coisas nos passam ao lado”? Quantas vezes nos sentimos culpados por não ter sabido aproveitar melhor o momento? Dê a si mesmo permissão para ter tempo de sentir e estar em contacto com as suas próprias emoções, momento a momento! Pronto para regressar à infância?

Vanessa Dias


Caixinha de Sugestões

Michael Newman (Adam Sandler) é casado com Donna (Kate Beckinsale), com que tem Ben (Joseph Castanon) e Samantha (Tatum McCann) como filhos. Michael tem tido dificuldades em ver os filhos, já que tem feito serão no escritório de arquitetura em que trabalha no intuito de chamar a atenção de seu chefe (David Hasselhoff). Um dia, exausto devido ao trabalho, Michael tem dificuldades em encontrar qual dos controles remotos de sua casa liga a televisão. Decidido a acabar com o problema, ele resolve comprar um controle remoto que seja universal, ou seja, que funcione para todos os aparelhos eletrônicos que sua casa possui. Ao chegar à loja Cama, Banho & Além ele encontra um funcionário excêntrico chamado Morty (Christopher Walken), que lhe dá um controle remoto experimental o qual garante que irá mudar suaa vida. Michael aceita a oferta e logo descobre que ela realmente é bastante prática, já que coordena todos os aparelhos. Porém Michael logo descobre que o controle tem ainda outras funções, como abafar o som dos latidos de seu cachorro e também adiantar os fatos de sua própria vida.

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Um pai é mais do que um amigo, um herói, ele é nosso mentor, metaforicamente falando, é o piloto de nossa vida, o comandante que nos coloca no caminho e nos dá a oportunidade de seguirmos adiante, passo a passo, mas sempre debaixo de sua asa protetora. Luis Alves

Profile for Vanessa Dias

Revista eOPTIMISMO - 4ª Edição (Abril, 2013)  

Pronto para voltar a ser criança e celebrar a vida?

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