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Editorial Diretor Geral: Fábio Areias

Editor Chefe:

Sergio Rodrigues Mtb: 36.209SP

Design Gráfico:

Valter Kobayashi Jr.

Fotografia:

Carlos Junior Renan Odorizi

Departamento Comercial: Fabio Areias Almir Pereira

Parceiros Comerciais:

Colunistas desta Edição: Kurth Tom Eduardo Lyra

Fundado em 2 de fevereiro de 2010 Administração, Redação, Publicidade e Fotos: Telefones de contato: (11) 6425-6819 (11) 7524-4396 www.vitrinecultural.com.br _________________________ Matérias assinadas não refletem necessariamente a opnião da revista sendo de responsabilidade de seus autores. O conteúdo dos anúncios são de inteira responsabilidade dos anunciantes

Superação Fabio Areias Diretor da Revista Vitrine Cultural

Estou muito, mas muito triste. Não por qual razão acontecem tais mudanças, mas apesar de tudo, pressinto que muita gente esteja como a mim neste momento. Às vezes nos sentimos fortes para dar conselhos e até mesmo tentar amparar pessoas necessitadas, que aparecem em nosso caminho sei lá de onde. Em outras vezes somos nós que necessitamos de uma pequena centelha de luz para poder encontrar explicações que a vida não deixa exposta na nossa frente. Essa tristeza provém das coisas que leio e releio dentro desta página. Eu até tento ajudar em algumas vezes, mas em outras, eu me sinto com as mãos atadas por não poder ajudar ou tirar alguém de uma situação delicada e difícil.

suas necessidades físicas, porque dentro das próprias casas, são entendidas apenas como objeto de distração sexual dos maus  maridos ou dos maus companheiros. Eu leio histórias de pessoas descrentes e desesperadas porque perderam um amor ou pessoas que estimavam muito, e as vezes se esquecem de que ainda chegará o dia que outras pessoas próximas irão derramar suas lágrimas e lamentar suas perdas diante dos acontecimentos da vida normal. Eu leio e releio muitas histórias. Eu só não consigo entender porque ainda existem seres humanos incapazes de superar as próprias causas sem ajuda de outras pessoas. Se DEUS PAI me desse poder. Eu apenas pediria a ele que me desse asas bem forte para poder sair voando de onde eu estivesse para poder levar um conselho, um gesto de solidariedade ou uma única palavra ao enContro daqueles que se encontrassem num beco sem saída ou a beira da morte só para ver alegria e o sorriso estampado nos seus rostos.

Os desabafos e os pedidos de socorro que aqui chegam, transformam as vidas daquelas pessoas que realmente tem algum tipo de sensibilidade. Nesse caso, eu sou uma destas pessoas e me abato diante das respostas ou das críticas que poderia dar ou fazer para aquelas pessoas que não conseguem encontrar as respostas das suas Eu pediria também, que ele acabasse perguntas dentro do seu próprio ser. com todas as injustiças, por não aceitar testemunhar tantas maldades e injúria na face da terra. A minha tristeza talvez seja porque ninPorém, como sou apenas um mortal tentando deguém consegue chegar em algum lugar sem anixar uma história escrita por onde passo, eu me tes desejar... sonhar... objetivar ou executar algum limito em dizer a todos para não se abaterem planos. Eu leio histórias de enfermidades que me diante de qualquer situação que se encontrassem faz tremer de emoção por estar sendo testemunha neste momento, mesmos que os motivos das suas do desabafo de alegria de quem em DEUS confiou tritezas sejam muitos... sua doença e suas causas. Não vale a pena ficar aí triste e olhando Eu leio histórias de jovens meninas a para o horizonte, se você ainda tem forças para procura de um gesto de compreensão, pelo o tentar chegar o mais perto possível do seu próprio seu amor por alguém ter sido grande, e quanhorizonte que é a restauração do seu bonito e do desfeito, o desespero assolou suas vidas como imenso interior. Sai daí agora e tente vencer suas se fosse um grande tormento. Eu leio histórias batalhas, pois, daqui a pouco voce ainda vai ter de mulheres casadas e carentes a procura de muitas guerras para vencer e muito obstáculos um carinho, ou de uma simple palavra de outro para ultrapassar. homem para suprir o diálogo e as necessidades do seu coração na falta de um gesto de cumplicidade Não se abata. Encare o seu próprio daqueles que com elas dividem um espaço sem destino e não baixe a cabeça por causa de uma vida dentro de um lar. pequena derrota. Levanta e vai dar ajuda para os que mais precisam de vocês, mesmo que não Eu leio histórias de mulheres que saem esteja tendo força para superar as próprias dificulde casa a procura de um amante para suprir as dades.


Resumo Tivemos na capa da edição n° 16, a mais comentada da Vitrine Cultural até o momento. A matéria de capa, que enfocou o trabalho e a importância de vice-prefeitos do Alto Tietê, foi uma mostra de que a publicação está olhando para todas as direções na sociedade. A matéria serviu também como contribuição social e política, uma vez que na maioria das cidades o tema das eleições municipais do ano que vem já domina a pauta política. Um assunto polêmico, como a matéria das mulheres homossexuais que fundaram uma igreja neopentecostal, também chamou a atenção de muitos leitores. A maioria não concordando como a idéia. No entanto, destacamos um comentário dentre muitos, o do leitor João Cordeiro Gasparin, de São Paulo: “Embora a reportagem não foi a fundo na questão da religião ante o homossexualismo, considerei como boa a matéria. Acredito que, mais que ofender a alguém, o texto trouxe um esclarecimento sobre uma questão que está aí no dia a dia”. Razões há de todos os lados. Acreditamos que a apresentação de questões polêmicas contribuem para que se discuta melhor a sociedade e suas contradições.

Boa leitura!


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Brincando de fazer

segurança Morte da juíza Patrícia Acioli desnuda as falhas na proteção a magistrados que combatem o crime organizado O episódio do assassinato da juíza carioca Patrícia Lourival Acioli, 47 anos, põe a nu o descaso com que são tratados pessoas e assuntos essenciais no cotidiano da sociedade em todo o Brasil. Passadas duas semanas do crime, notícias de juízes sofrendo ameaças pipocam em todos os estados do país. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) presidido pela ministra Eliana Calmon, divulgou que existem atualmente 134 magistrados em todo o país sob ameaças de morte. Terão o mesmo destino de Patrícia?

Não é de se duvidar. A morte da juíza carioca é mais uma sucessão de erros e descasos tão típicos deste país. Ela foi assassinada por nada menos que 21 tiros, no último dia 12, quando chegava em sua casa, num condomínio em Niterói, por homens que estavam em dois carros em duas motos, segundo testemunhas. Ela também estava sem nenhuma escolta. Tamanha brutalidade contra uma mulher é difícil de aceitar, mas o ato brutal justificaria o cuidado com o tipo de atuação da magistrada. Ela julgava ações

do crime organizado, nas quais figuravam inúmeros policiais. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, designou, para a vara onde a juíza dava expediente, no Fórum de Nova Iguaçu, três novos juízes, todos com a devida segurança. O que quer dizer, no lugar onde trabalhava uma única mulher, desprotegida, trabalham agora três homens, seguros até o pescoço. O estado do Rio de Janeiro merece ser processado pela morte de Patrícia Lourival Acioli. Por


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displicência, por desmazelo, por um crime contra o patrimônio público. Senão por corrupção passiva contra si próprio. As declarações do presidente do Tribunal de Justiça daquele estado, teve proteção intensa de 2002 a 2007, com três policiais fazendo a sua segurança 24 horas por dia. A informação é do presidente do TJ, Manoel Alberto Rebêlo dos Santos. Segundo ele, em 2007, o Departamento de Segurança Institucional do TJ avaliou o caso e verificou que não havia mais necessidade de segurança intensa. O TJ colocou, então, apenas um policial à disposição da juíza. Foi quando, segundo ele, Patrícia optou por dispensar a proteção do Tribunal. O presidente disse ainda que é muito comum os juízes pediram para serem liberados da segurança porque ela interfere na liberdade dos magistrados. Rebelo contou ainda que no último dia 29 de julho esteve no Fórum de Nova Iguaçu, numa visita de rotina, conversando com juízes. Ele disse que a reunião foi numa sala de audiências e Patrícia sentou-se no banco dos jurados. Ao fim da conversa, ela brincou com ele dizendo: “O senhor foi absolvido”. “Ela

estava alegre e feliz, tanto que brincou comigo. Não parecia estar sob pressão ou sofrendo ameaças”, disse ele, chamando Patrícia de “uma juíza trabalhadora, corajosa e vigorosa”. Ele informou também, pasmem, que não sabia se a juíza, ultimamente, sofria algum tipo de ameaça. No passado recente, dois casos semelhantes e exemplares ocorreram em São Paulo, com o assassinato do juizcorregedor Antonio Carlos - e no Espírito Santo, a morte de Alexandre Martins, de 32 anos, conhecido como um duro combatente do crime organizado. Em ambos os estados, a segurança de homens da lei que lidam com essa estirpe de criminosos foi reforçada. Por que o Rio de Janeiro, estado que mais sofre com a ação de quadrilhas profissionais não protege seus juízes? Qualquer criança de oito anos neste país sabe os riscos inerentes. Mas no Brasil, historicamente, se brinca de fazer segurança. Não estamos mais na era romântica dos bicheiros como Castor de Andrade e companhia. O crime organizado hoje tem setores de inteligência, armamento sofisticado e pesado,

enquanto policiais portam o velho “três oitão”. Além do mais o crime organizado penetrou no poder público e enraizou-se nele. Razão pela qual há muita leniência em combatê-lo. Muita gente lucra com ele. Familiares de Patrícia, que tinha várias decisões judiciais contra policiais militares, disseram que ela já havia sofrido quatro ameaças de morte. Ao que consta ela própria havia se descuidado de sua segurança. Há pelo menos 5 anos vinha sendo ameaçada. Ela era considerada uma juíza linha dura, martelo pesado que chama, com condenação sempre na pena máxima. “Ela estava assim tão despreocupada que o carro dela não é blindado, (a casa) também não tem portão eletrônico, quer dizer, ela iria sair do carro de qualquer maneira para abrir. Então já era uma coisa encomendada, foi coisa de profissional”, disse o primo da vítima, Humberto Nascimento. Patrícia Acioli foi vítima de sua determinação e uma combinação de erros e desleixos. Doravante, o Estado brasileiro tenha mais seriedade ao lidar com o crime organizado, que está à espreita e não se descuida de seus alvos.


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“terra

A nova

prometida” Governo de Moçambique oferece terras de graça a brasileiros para desenvolver agricultura no país

O senador Blairo Maggi (PMDB), ex-governador de Mato Grosso (2003-2010), é um dos expoentes de uma nova safra de brasileiros desbravadores. Nos anos 1980, milhares de famílias gaúchas, catarinenses, paranaenses e paulistas deixaram seus estados para aventurar-se pelo centro-norte do Brasil em busca de terras agricultáveis e oportunidades de trabalho. Estes brasileiros foram os responsáveis pelo rápido desenvolvimento das regiões do pantanal matogrossense e de alguns estados do norte. Muitos fizeram fama e fortuna como Maggi, considerado talvez o maior pecuarista do Brasil. Em 2011, uma nova chance se estende a famílias brasileiras. Porém, desta vez no além-mar. O governo de Moçambique, país de língua portuguesa no leste africano, está oferecendo uma área de 6 milhões de hectares (do tamanho de três estados de Sergipe) para que agricultores brasileiros plantem milho, soja e algodão no norte do país. As terras estão sendo oferecidas em regime de concessão. Os brasileiros poderão utilizá-las por 50 anos, renováveis por mais 50 anos, pagando um imposto de 37,50 meticais (a moeda moçambicana – que equivale a R$ 21) por ano. Vinte e um reais por ano! “Moçambique é um Mato Grosso no meio da África, com terra de graça, sem tanto impedimento ambiental e frete muito mais barato para a China”, disse o presidente da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA), Carlos Ernesto Augustin. Como há um ditado pelo qual “não existe almoço grátis”, toda esta bondade tem a intenção, pelo governo local, de produzir em Moçambique o chamado “milagre agrário brasileiro”. Como bem atesta o ministro da Agricultura moçambicana, José Pacheco: “os agricultores brasileiros têm experiência acumulada que é muito bem-vinda. Queremos repetir em Moçambique o que eles fizeram no cerrado 30 anos atrás”, declarou ele.

Tanto melhor que o ministro da Agricultura de lá não pense como o de cá que, pelo visto nas inúmeras reportagens na imprensa nos últimos dias, só se preocupa com o “nilagre” da multiplicação de seus milhões. Há condicionantes justas. “A grande condição para os agricultores é ter disposição de investir em terras moçambicanas”, disse Pacheco. Ah, e ainda se obrigam a contratar 90% de mão de obra moçambicana. Justo, muito justo. Uma outra contribuição/lição de Moçambique para o Brasil: lá não haverá brasileiros latifundiários com terras improdutivas. Ponto para eles. A primeira leva de agricultores brazucas parte de Mato Grosso no mês que vem. Augustin enviou um consultor da AMPA à Moçambique para preparar a viagem desses primeiros que irão para lá. Ele está pensando à frente. “Quem vai tomar conta da África? Chinês, europeu ou americano? O brasileiro, que tem conhecimento do cerrado!”, disse Augustin.


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O diferencial

agradavel O mercado de águas minerais tornou-se muito competitivo graças às inúmeras marcas que surgiram. Porém, quantidade não é exatamente sinônimo de qualidade. A Água Mineral Natural D’Extrema tem se destacado no gosto dos clientes por apresentar propriedades físicoquímicas mais saudáveis ao organismo, distintas das marcas comumente vendidas. Segundo a consultora Ana avier Vera Dantas, o principal diferencial do produto é a concentração de duas substâncias químicas que na composição da água D’Extrema levam inegáveis benefícios a quem a bebe: o lítio e o vanádio. O lítio atua no sistema nervoso, é um mineral recomendado para pessoas com depressão, ansiedade – o mineral ideal para combater o stress. Já o vanádio, muito encontrado também em águas termais, auxilia no controle dos níveis de insulina no sangue. Outro benefício enumera Ana Xavier, é que a D’Extrema se trata de uma água

Qualidade em

lugar www.dextremaferraz.no.comunidades.net

levemente alcalina, com Ph 7,20; isto quer dizer que agride o estômago. Quem bebe a água não fica com aquela sensação de “peso” porque ela neutraliza a acidez estomacal. “Fungos e bactérias se reproduzem em ambientes ácidos. Se o pH for baixo, maior a propensão de propriedades alcalinas, prolíficas em bactérias”, explica a profissional. “Nossa água também possui mais concentração de algumas substâncias como cálcio, sódio e bicarbonato na composição química. Isso ajuda a repor os minerais que se perdem ao longo do dia. Não é exatamente um isotônico, mas atua perto disso”, explicou Ana Xavier. Além de saciar a sede a Água Mineral Natural D’Extrema é ideal para a saúde dos consumidores porque em sua formulação carrega propriedades essenciais à boa forma física e mental.


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O vício

de se endividar Os americanos ainda não se recuperaram do baque causado pelo rebaixamento das notas de crédito dos títulos do país pela agência de avaliação de risco Standard & Poor’s. E o governo da China não deixou por menos, fazendo uma crítica inusual nas relações entre os dois gigantes da economia mundial. Segundo divulgou a agência Xinhua, oficial do Partido Comunista Chinês, os chineses deram um “pito” nos americanos. “O governo americano deve curar seu vício em dívidas”, começou o anúncio da Xinhua. “Os EUA precisam aprender a conviver com o fato doloroso de que chegaram ao fim os velhos bons tempos em que podiam pegar dinheiro emprestado para se livrar da própria bagunça”, foi o duro recado do governo chinês. Como se sabe, a China é o maior detentor externo dos papéis da dívida

Crise econômica dos Estados Unidos faz governo da China dar “bronca inédita”

do tesouro americano. Ela detém um trilhão e duzentos milhões de dólares em títulos da dividas dos EUA e teme que seu investimento se desvalorize com a perda do grau máximo de classificação de segurança dos papéis, pela agência der avaliação de riscos Standard & Poor’s. As duas outras grandes agências, Moody’s e Fitch, por ora deceidiram manter a avaliação do país em grau máximo (vide quadro anexo). Os chineses também defenderam a “supervisão internacional” do dólar e a opção de uma nova e estável moeda global, para que se evite catástrofes causados por um único país.

Entendendo a crise O drama sem precedentes pela qual passa a economia da maior potência mundial tem origens que remontam ao governo de Ronald Reagan, três décadas atrás.


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O homem

mais pobre do

mundo

“A investigação policial deu origem a uma descoberta sensacional. Não a do assassino, que não tardou, mas a uma descoberta de outro interesse, profundamente humana. O vendedor de hortaliça tinha sucumbido, ao que parece, sob a pressão fortíssima de um pânico em terracota que lhe atirou à cabeça, da janela do seu pardieiro, Radwan Aly, o homem mais pobre do mundo. A profunda humanidade do acontecimento residia no seguinte: o penico com que Radwan Aly tinha atingido o vendedor era o único bem, o único móvel da sua casa, e não hesitou em sacrificá-lo para salvaguardar o sono todo da rua. Perante um tal sentido de sacrifício, até os próprios policiais ficaram confusos”. O trecho acima faz parte do livro “Os Homens Esquecidos de Deus”, de Albert Crossery, um escritor egípcio quase desconhecido no Brasil. Ele nasceu no Cairo, 1913 e morreu em Paris, França, em 2008, aos 94 anos. Em toda a sua longa carreira de sessenta anos de literatura, Crossery escreveu apenas oito livro, o que lhe rendeu piadas dizendo que ele escrevia uma linha por dia. Ele foi na vida isso mesmo, um preguiçoso. Considerado um mestre do escárnio, Crossery foi também o profeta do prazer e da preguiça. O que havia de peculiar em sua obra é que ele fazia da literatura a mais fiel tradução do seu modo de vida. Por sua visão irônica e cética do mundo, ficou conhecido como o “Voltaire do Nilo”. Nasceu em uma família modesta de “Tradição cristã” tradição cristã copta. O pai proprietário de terras, nunca acumulou nenhum tipo de riqueza material, influenciando assim os filhos a desenvolverem uma rejeição ao trabalho e ao acumulo de bens. Sua mãe analfabeta costumava levá-lo as sessões de cinema para que ele lesse para ela as legendas dos filmes. Estudou em escolas francesas do Cairo, o amor a literatura teve a influências dos irmãos que eram leitores de Nietzsche, Baudelaire e Dostoiéviski, assim, aos dez anos de idade já tinha feito sua grande escolha, ser escritor. Sempre rejeitou o culto ao consumo a ambição desenfreada. Ganhador de muitos prêmios alcançou o respeito e a admiração internacional por fazer de sua literatura a mais fiel tradução de seu modo de vida. A obra de Cossery é permeada por suas recordações do Egito, de onde nunca saiu em seu íntimo, de suas memórias e da cultura árabe. As primeiras histórias publicadas primeiramente em revistas deram origem ao romance “Os Homens Esquecidos de Deus”. Abandona o primeiro sucesso literário e busca emprego em um navio da Marinha Mercante, na linha Porto–Said- Nova York, sendo que este foi seu único emprego durante

toda sua vida. Depois de algumas viagens, em 1945, muda-se para Paris, e vai viver em um quarto de hotel, onde tinha a intenção de dar continuidade aos estudos, o que não aconteceu passando a dedicar-se a boêmia e a literatura. Logo que chegou a França fez grandes amigos, entre eles, Albert Camus, Jean Genet, Giacometti, Juliette Greco e Roger Nimier. Em 1990 recebe da Academia Francesa o Grande Prêmio de Francofonia, aos setenta e sete anos. Com o livro “As Cores da Infâmia”, recebeu o Prêmio Mediterrâneo em 2000. Morreu aos 94 anos em 22 de junho de 2008 no mesmo quarto de hotel no bairro boêmio de Saint Germain-des-Prés, em Paris, na França onde vivia desde 1945.

Frases de Albert Crossery: “Nunca desejei ter um belo carro ou qualquer outra coisa a não ser eu mesmo. Posso ir para a rua com as mãos nos bolsos e sinto-me um príncipe”. “Não fazer nada é uma atividade interior; não é preguiça, é reflexão”. “Se um determinado livro não tiver sobre o leitor um tal impacto que no dia seguinte ele deixe de ir ao emprego, esse livro nada vale”. “Dei-me sempre com pessoas que têm uma concepção original da vida, que não se deixam levar pelo que lêem nos jornais, sabendo muito bem ler nas entrelinhas. Tais pessoas são felizes. Eu fui sempre feliz. Comigo só trago o bilhete de identidade, ou melhor, o cartão de residente. É o único cartão que trago na carteira, não tenho cartão de crédito nem livro de cheques, a vida é maravilhosa, mas é preciso uma pessoa saber desprender-se de tudo isso que desgraçadamente dá felicidade aos imbecis”.

distribuidor:

Tudo para   CONSTRUIR         sua casa Vitrine Cultural - 15º Edição - Junho / 2011

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Estrada Santa Isabel, 550 Jd. Nova Itaqua - Itaquaquecetuba - SP Tel.: 11 4645-2050 / Fax.: 11 4645-2304 email: jorge_comercial@terra.com.br


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A PM está computadorizada Apenas um clique e uma ficha completa aparece em segundos. Uma nova tecnologia para identificar suspeitos. A Equipe Computadorizada da Polícia Militar de São Paulo já faz uso de tablets para patrulhar as ruas da cidade. Hoje, com apenas cinco segundos, as viaturas estão aptas a levantar placas de carros e eventuais infrações cometidas e multas devidas. Também facilita a ação policial em caso de veículos roubados. Um software desenvolvido pela própria PM paulista, para ser utilizado em tablets já conecta 3 mil viaturas com internet, fazendo com que o trabalho do policial aumente bastante em eficácia. Por exemplo, uma viatura pode em movimento

checar uma placa de moto, por exemplo, sem que o piloto perceber e interceptá-la se for o caso. Um equipamento deste nível à disposição dos policiais é um aliado insuperável na identificação de suspeitos. Com o sistema, o COPOM (Centro de Operações da PM) e o comando da corporação podem acompanhar o desenvolvimento das ocorrências nas ruas em tempo real, com visualização e tudo. Reconhecer criminosos, por exemplo, é uma vantagem para o policiamento ostensivo – tendo em mento que o serviço também deve ser disponibilizado à Polícia Civil.

Atualmente são três mil as viaturas que já contam com os equipamentos e o sistema. A intenção é que em pouco espaço de tempo todas as 16 mil viaturas em todos os estado de São Paulo estejam equipados com os pequenos computadores. O governo estadual está investindo R$ 23 milhões para que a polícia inteira logo esteja atuando de maneira computadorizada. Um incremento e tanto para segurança pública.


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A Sandy e o

sexo anal A polêmica em cima da declaração da cantora Sandy sobre o prazer anal (na verdade, uma frase colocada fora de contexto em uma revista, que virou até papo de botequim) deixou em evidência uma questão que era íntima a muitas mulheres. A própria cantora, que construiu na carreira a imagem de “boa moça”, tem se esforçado para mostrar –se “liberal”, “atualizada”, tipo “gente como a gente”. Uma pesquisa recente divulgada na internet trouxe mais luz ao debate, revelando o que as mulheres mais gostam (e do que não gostam) na cama.

O núcleo de Pesquisa e Inteligência de Mercado do Grupo Abril, que edita a revista VIP, consultou 1 193 mulheres entre 18 e 35 anos do país todo. O resultado está aqui: um completo estudo cheio de surpresas, como esta: oito em cada dez mulheres gostam que o homem use algum tipo de força na hora da transa, sabia?. A pesquisa descobriu o que elas querem na cama (e no banho, na sala, na escada…) – e que muitas já experimentaram o sexo anal. Faz algum tempo que sexo anal deixou de ser tabu. A porta dos fundos é apreciada por uma parcela considerável da população feminina. Entre as entrevistadas, 65% disseram que já fizeram anal. E 57% delas gostaram e repetiram, enquanto 13%

curtiram, mas não fizeram de novo. E só 30% das moças acharam a experiência ruim. Só que, entre as 35% que nunca fizeram, 1/3 tem vontade de experimentar! Só está faltando o incentivo… A pesquisa do Núcleo de Inteligência, muito mais abrangente, serve para diminuir uma série de tabus sobre o sexo. As declarações de Sandy, manipuladas ou não, certamente iriam gerar o barulho que gerou porque a artista tinha uma imagem pública que pendia maisd para a castidade. Sandy começou a se “descontruir” no último carnaval, como garota-propaganda da marca de cerveja Devassa. Dizem que suas declarações na mídia sobre o prazer anal gerou desconforto em sua família. Se houve isso, foi com motivo – pois nesta fase de “liberação” Sandy tem forçado um pouco a barra. O que também é problema dela.


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couvert Contra o abuso do

Uma lei aprovada esta semana na Assembleia Legislativa pegou de surpresa a maioria dos proprietário de bares e restaurantes, cujo sindicato da categoria, a Fhoresp (Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares no Estado de São Paulo), promete fazer romaria até o Palácio dos Bandeirantes para pressionar o governador Geraldo Alcimin (PSDB) a dar o veto.

sobre quais produtos são servidos. Itens como pães, manteigas e patês deverão estar explícitos no cardápio”, emendou o deputado.

De autoria do deputado estadual André Soares (DEM), a lei obriga a que todos os estabelecimentos no estado passem a servir o couvert (pronuncia-se cuvér) em porções individuais, cobrando apenas dos clientes que se servirem do aperitivo. Para quem não está familiarizado, o couvert é aquela porção de pãezinhos, azeitonas, vinagrete etc, que os restaurantes colocam à mesa logo na chegada dos clientes. No caso de um grupo de pessoas, mesmo que alguém não consuma a taxa cobrada leva em consideração o grupo.

“A lei, além de desnecessária, vai inviabilizar o serviço de couvert”, disse o presidente da Fhoresp, Edson Pinto. Ele alega que quando um pessoa vai só ao restaurante é colocada uma porção; se vão cinco, são cinco porções de couvert. “A diferença é que todas são levadas no mesmo recipiente”, explica. É um assunto que vai dar pano para manga. Ainda mais quando houver o envolvimento de consumidores.

A lei do deputado Soares quer acabar com esta cobrança, que já é considerada indevida pelo Código do Consumidor. “Se a cobrança é individual, o serviço prestado também deverá sê-lo”, disse ele. A nova lei também obrigas a descrição dos itens do couvert no menu. Isso também é exigência do Código, embora ninguém cumpra. “Há dúvidas

Pinto afirma que faltou debate com o setor. “Os clientes já conhecem seu direito de recusar o couvert e a cobrança”, alegou. “A lei parte do princípio de que o abuso existe, o que está errado. Para um restaurante, o que sai caro é o cliente dizer que foi mal atendido. Vamos pedir o veto do governador”, disse

Foto: Ilustrativa


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Mentalidade

de curto prazo O técnico Mano Menezes completou um ano à frente da seleção brasileira. E já há milhares de torcedores pedindo a sua cabeça. A discussão, como tudo o que envolve o futebol, evidencia mais uma vez a cultura do curto prazo que caracteriza a ideologia nacional. Um técnico de futebol no Brasil vive de vitória, apenas. Poucos, como Luiz Felipe Scolari, Vanderlei Luxemburgo e o próprio Mano (dirigindo times), recebem o beneplácito da paciência das torcidas dos times que dirigem. Em treze partidas dirigindo o escrete nacional, Mano conseguiu nove vitórias, 2 empates e três derrotas – aqui o nó górdio de sua carreira na seleção. Contra França, Inglaterra e Alemanha, as únicas equipes no mesmo nível que enfrentou (somando-se o empate com a Holanda), o Brasil perdeu. E com as melhores estrelas disponíveis em campo. Da mesma forma que disputou a Copa América, primeiro torneio oficial do treinador, e ficou no caminho com Neymar, Ganso, Robinho, Júlio Cesar e companhia bela. Em qualquer grande país futebolista europeu isso não seria um bicho de sete cabeças. Mas no Brasil é, por conta de

uma mentalidade deturpada que a nação foi adquirindo ao longo das décadas de bom futebol arte praticado pelas plagas em todo o território nacional. As cinco copas do mundo conquistadas pela seleção (principalmente as de 1958 na Suécia, 1962 no Chile e 1970 no México) gerou na mente da maioria dos brasileiros a idéia de que o país é imbatível. Então, não se aceita outro resultado que não seja a vitória em qualquer circunstância. Se o Brasil ganha é mérito; se perde, perdeu para ele mesmo. Não se reconhecem os méritos dos adversários. Esse pensamento de curto prazo tem feito carreiras promissoras se evaporarem – o mesmo tipo de visão que agora quer extirpar Mano Menezes. E parte da imprensa acaba colocando lenha na fogueira. Não existe mais bobo no futebol, máxima já decantada há 15 anos, mas que só agora parece que a ficha está caindo para a torcida brasileira. Os dois empates com o Paraguai na última Copa América – e a conseqüente perda nos pênaltis – deixaram evidentes que as seleções médias cada vez mais

se nivelam com as de ponta. Faltam três anos para a Copa do Mundo no Brasil. Até lá, é bom que haja uma preparação adequada. Senão, a nação viverá um novo “Maracanazo”. Mas é preciso dar tempo ao técnico da seleção.


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Viajar pelo mundo...

de mochila Jornal inglês dá dicas de como viajar a diversos lugares a baixo custo O diário inglês “The Guardian” publicou matéria interessante para as pessoas que gostam de fazer turismo, mas com roteiros interessantes, daqueles inesquecíveis, que se levam para a vida. Seja para uma escapada de um ou dois meses ou uma viagem de um ano inteiro, é possível viajar por vários países, levando pouca bagagem e pouco dinheiro. Roteiros interessantes e diversos como México, Índia e Albânia. Começando por Cancún, famosa cidade balneária mexicana e passando por regiões como Chiapas, Campeche, Oaxaca e a península de Yucatlán, você conhecerá cidades coloniais, ruínas do período asteca e a gastronomia típica do país. E pode ir para a Índia. No país de Mahatma Ghandi, após alguns dias se embebendo da atmosfera de Mumbai (ex-Bombaim), tome um trem até o sul de Goa, onde dá para ir a uma festa na praia ou a um local mais quieto e “hippie”, como Arambol. Um mês como mochileiro na Albânia te dará a excitação de descobrir um território fora do mapa.

A cidade praiana de Durresi, no Mar Adriático Foto: Lalzitbay

Um dos mais pobres países da Europa, a Albânia é um dos poucos lugares no qual você pode viajar com um orçamento de mochileiro. Vá de trem até Montenegro (na antiga Iugoslávia), de lá pegue ou ônibus ou táxi e cruze a fronteiro com a Albânia (custará em torno de R$ 400,00). Passe uns dias em Tirana, a capital, aproveitando a vista e a vida noturna na área de Blloku, e então vá ao norte para as montanhas, ou para o sul até as praias que escaparam do turismo de massas. As cidades costeiras de Dhermi e Drymades possuem, hotéis baratos e concentram muitos mochileiros. Durresi é uma cidade muito procurada por turistas. Ou, se quiser emoções fortes pode ir praticar rafting no cânion Osumi.


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Um cidade

socialmente

melhor

Embora Itaquaquecetuba tenha obtido considerável crescimento, as carências da população ainda trazem enormes desafios, tanto para o poder público quanto para as pessoas que exercem atuação no terceiro setor, que prestam assistência aos necessitados para contribuir com o desenvolvimento da cidade e da sociedade. Para a professora Marilei Cromatec, vicediretora da Escola Municipal “Professora Maria Emília de Moraes Nascimento”, no Jardim São Paulo, embora haja ações sendo realizadas, falta muito para que o guardachuva social abranja um percentual considerável dentro da parcela populacional carente, para que a cidade consiga dar conta de sua massa desfavorecida.

No dia 18 de agosto último, ela presidiu uma reunião do Rotary, a inédita ocasião em que uma mulher recebeu tal honraria na história rotariana local. Como agente pública e rotariana, Marilei Cromatec conhece de perto as carências da cidade e da população, bem como algumas soluções. Contudo, ela vê melhoras no horizonte – avalia que a administração municipal vai realizando um bom trabalho, o que certamente levará a uma melhora na condição geral do povo. Ativista social dedicada, ela vai fazendo sua parte.

Sem imputar culpa a ninguém especificamente, ela reputa o crescimento desordenado da cidade – que tem hoje cerca de 400 mil habitantes – a fatores demográficos. O crescimento rápido e desordenado dos últimos 20 anos atraiu milhares de famílias, ajudado pelo próprio território, que concentra muitas áreas de mananciais Segundo explicou, Itaqua é uma cidade genuinamente urbana, onde não existem áreas rurais. A lei de zoneamento obriga que novos proprietários construam seus imóveis deixando uma área para a preservação ambiental (APP). As empresas que venderam loteamento na cidade o fizeram deixando as áreas para preservação, que com o tempo foram sendo ocupadas de forma irregular. Assim surgiram muitos dos hoje grandes bairros de periferia, com suas demandas por água, luz, telefone, transporte, escolas, postos de saúde, policiamento e aquelas que são comuns em cidades brasileiras.

Marilei Cromatec


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Brasil vive

“americanização”

da saúde, segundo ex-ministro O ex-ministro da Saúde de Lula, José Gomes Temporão, acaba de ser empossado diretor de um instituto internacional que tem como objetivo buscar soluções para a saúde pública dos 12 países da Unasul (União de Nações SulAmericanas). E de saída, ele declarou que vê em curso um processo de “americanização” do setor no Brasil. Para ele, a falta de uma fonte estável de recursos faz com que as famílias e as empresas assumam cada vez mais um papel que deveria ser do Estado. Sanitarista de formação, Temporão, 59, avalia que seu maior mérito nos três anos e dez meses como ministro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi colocar a saúde numa “dimensão política”. Filiado ao PMDB, ele cogita ir para o PSB e não descarta ser candidato no futuro. Atualmente, além de comandar o Isags (Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde), que recebeu investimentos federais de cerca de R$ 1 milhão, mantém vínculos com a Fiocruz (onde ingressou há 31 anos) e integra uma equipe internacional de avaliação do sistema de saúde da China, que estuda reformas para o setor. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Temporão falou de suas principais linhas de pensamento. O ISAGS, segundo

ele, foi criado no bojo da preocupação com a cooperação das nações em programas de saúde pública – sendo muita coisa, inclusive, no sucesso que o Brasil vem atingindo nesta área, na qual já contribui com formulação de políticas públicas bem sucedidas em diversos países. “O Isags expressa uma vitória importante: colocamos a saúde como tema prioritário na agenda política do continente. Queremos que funcione como catalisador de iniciativas, como potencializador de tecnologias, colocando esse conhecimento à disposição dos ministérios da saúde do continente”, disse Temporão. A OMS (Organização Mundial de Saúde) divulgou que doenças tropicais que afetam o continente, como a dengue, atingem um bilhão de pessoas no mundo, mas são negligenciadas pela indústria farmacêutica. O ex-ministro disse bque o Isags e a Unasul vão fazer um trabalho político para avançar nessa área. Não apenas no caso das doenças ditas negligenciadas, mas também no das doenças que, no momento, são as que mais matam em nossos países: diabetes, hipertensão arterial, acidente vascular cerebral, infarto agudo do miocárdio e câncer. “Vamos entrar forte na gestão de tecnologias de saúde. Um exemplo: há uma necessidade de colocar equipamentos de radioterapia, para tratamento de

câncer, no continente. Por que não fazer uma integração entre os países para uma aquisição continental, negociando com os fornecedores e reduzindo custos? Por que não fazer parcerias no campo da inovação, da pesquisa e do desenvolvimento? Sobre o SUS, Temporão avalia que a saúde é sempre uma das áreas mais mal avaliadas dos governos porque são múltiplos os aspectos. “Um é a especificidade da saúde, que não pode esperar. Uma pessoa, em situação de sofrimento, precisa ser acolhida, e nem sempre isso é possível na escala em que as pessoas demandam. O segundo aspecto é financeiro. O sistema de saúde brasileiro sofre de um problema crônico que já dura 15 anos, que é o subfinanciamento, que nos empurra gradualmente para uma espécie de americanização do sistema de saúde e leva à degradação dos serviços”. Por quê? O Brasil gasta aproximadamente 8% do PIB em saúde. Mas o gasto privado no setor é maior que o gasto público (62%, contra 38% do governo). Para o ex-ministro, quem está financiando a saúde no Brasil são as famílias, principalmente, e as empresas. O governo tem a obrigação de corrigir essa distorção.


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Uma moça caminhava em direção à estação de trem em Ferraz. Vestida com muito bom gosto, foi difícil resistir à tentação em interpelá-la. De onde vem tanta elegância? – perguntou a reportagem. Maria Angélica, secretária em São Paulo, respondeu que sempre gostou de se vestir bem. Mas que ao assistir na TV ao programa “Esquadrão da Moda”, melhorara o seu guarda-roupa. O Esquadrão da Moda é desses tantos reality shows que estão pululando na televisão – e que vão angariando multidões de telespectadores. O programa ensina ao telespectador a entender o que vestir e, principalmente, o que ele não deve usar. A top model e consultora Isabella Fiorentino e o stylist Arlindo Grund formam o casal de especialistas em moda que tem a dura missão de ensinar às “vítimas” como se vestir bem e com estilo. A exemplo do que acontece em suas outras versões fora do Brasil - originalmente da BBC, chamado “What not to Wear” -, no Esquadrão da Moda do SBT, mulheres consideradas sem estilo ou que simplesmente se vestem de forma inadequada são indicadas por amigos e familiares para participar do programa. Sem que as participantes saibam, elas são filmadas com câmeras escondidas durante duas semanas em cenas do seu cotidiano, trajando seus “modelitos incríveis”. O próximo passo é a

A popularização do

bom gosto abordagem à vítima, sempre feita de forma inusitada pelos apresentadores. Nela, as mulheres são informadas que estão no programa. Assim, vítima, amigos, familiares e o Brasil assistem aos flagras, acompanhados dos comentários implacáveis de Arlindo e Isabella. No espelho 360°, a vítima confronta seus piores pesadelos, mas aprende a se enxergar sob um novo olhar, além de descobrir, por meio de regras fáceis, como ter estilo e ser elegante. Após essa traumática experiência, a vítima enfrenta a maior aventura de sua vida: gastar 10 mil reais em roupas! Claro que sempre de acordo com as dicas de moda dos nossos especialistas. Ao final de dois dias de compras, a participante ganha uma mudança radical em seu visual sob a responsabilidade do cabeleireiro renomado Rodrigo Cintra e da maquiadora Andrea Ulsenheimer, que dão um toque final na transformação. Com a autoestima recuperada, um guarda-roupas repleto

de trajes lindos, novos e muito elegantes, a participante reencontra familiares e amigos em uma comemoração na qual todos aguardam ansiosos para conhecer seu novo estilo. Além de fazer a cabeça de muita gente o programa tem inspirados bons exemplos


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Geração Y: como lidar com este tipo de profissional Por: Kurth Tonn Para o artigo dessa edição escolhi o tema “Geração Y”. Após consulta a vários especialistas, cheguei à conclusão de que não há acordo entre estudiosos e empresários sobre quando começa e quando termina a classificação desta geração. Alguns arriscam e dizem que ela começa nos anos 70. Outros afirmam que ela segue até 2010. Mas todos concordam que as características fundamentais são a forma de obtenção de informação e comunicação instantânea. A “Millennials” e “Geração do Troféu”, também são nomenclaturas dadas à Geração Y. A definição foi criada em 1993 pela Advertising Age, revista de publicidade e propaganda que circula nos Estados Unidos, ao definir os hábitos de consumo dos adolescentes. Por serem filhos de pessoas da Geração X, achou-se evidente que esta geração fosse chamada pela próxima letra do Alfabeto. Ao se tratar de profissionalismo a Geração Y é impulsiva, desobediente, distraída e (de acordo com algumas definições) sem compromisso com a empresa, é cada vez mais o foco de desenvolvimento de soluções para departamentos de recursos humanos e consultorias de gestão. A Geração Y é formada de jovens que nasceram na década de 1980, uma época onde o mundo estava se transformando em uma grande rede global. Internet, e-mails, redes de relacionamento e recursos digitais proporcionaram que as pessoas desta geração fizesse milhares de “amigos” ao redor do mundo, sem ao menos terem saído de suas casas, ou seja, da frente dos computadores. Ouvindo as empresas, não são poucas as que reclamam da impulsividade desses jovens. Muitas enfrentam a alta

rotatividade, discussões e impaciência que às vezes terminam na internet, aos olhos de todos. Como cresceu no boom da internet, os “Y” são tecnologicamente avançados, não vivem desplugados e conseguem fazer várias coisas ao mesmo tempo. Especialistas apontam que o mais importante para lidar bem com os “jovens Y”, é não limitar seu conhecimento, elogiar quando for merecido e mostrar como podem crescer no trabalho que executam, afinal, o profissional dessa geração, quando não vê a perspectiva de crescimento, muda de emprego. A geração Y precisa acreditar no que está fazendo para dar o seu melhor. Eu sou da geração Y e não acho difícil lidar com as pessoas dessa geração. Dizem que somos pessoas difíceis de lidar porque temos opinião, porque queremos ser ouvidos, queremos espaço para colocar nossas idéias. A grande questão é que todo processo de mudança é rejeitado pelo ser humano, quando o profissional entra e se adapta à empresa, é normal, mas quando os diretores ou donos precisam se adaptar a quem está entrando, temos problema. Sendo esta uma geração de pessoas que pensam diferente, possuem velocidade e aprendizado diferente, isso pode ser visto como algo positivo se usado corretamente.


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O socorro

imediato

Acidentes de trânsito ou acidentes domésticos na cidade de São Paulo estão recebendo atendimento em tempo muito mais curto depois que o Corpo de Bombeiros incorporou à sua estrutura o sistema de socorro através de motocicletas. O serviço, que recebeu a rubrica de “motossocorrismo”, tanto na capital quanto em outras grandes cidades do estado, contribuiu para a diminuição do tempo de atenção às ocorrências em cerca de 2º% menos.

Presença de motossocorristas diminuiu em 20% o tempo de atendimento nas urgências

O socorro através de motocicletas tem vantagens enormes em uma cidade com grande volume de trânsito. O motossocorrismo comprova viabilidade e economia. É uma ferramenta essencial para a redução do tempo de resposta no atendimento, os gastos são muito menores e a estrutura fácil de manter. A manutenção das motos é bem menos onerosa aos cofres públicos que os veículos de quatro rodas. Adicione-se a economia com combustíveis.

Em cidades como Ferraz ou Poá, com menos de 30 quilômetros quadrados, por exemplo, um serviço desta natureza teria um tempo de resposta abaixo de cinco minutos. Em SP, este tempo está entre cinco e dez minutos dependendo da região. As equipes de bombeiros levam mochilas contendo desfibriladores, equipamentos para respiração artificial e kits para emergências como cortes profundos, mulheres gestantes, queimaduras e outros acidentes.

Nas ocorrências, as motos são sempre as primeiras a chegar. Os policiais socorristas checam as condições das vítimas e podem acionar estruturas maiores quando for o caso. Em outra medida isso evita que sejam deslocados das bases veículos de grande porte sem necessidade. Pelos dados dos Bombeiros, 30% das ocorrências envolve problemas de residências, como vazamento de gás, ou pessoas que tiveram mal súbito, socorro de animais etc.

A maioria dos atendimentos (cerca de 70%) envolvem acidentes de trânsito, com as motos em primeiríssimo lugar nas ocorrências. Os socorristas atuam sempre em duplas, um bombeiro leva material para emergência clínica e outro para emergência traumática. Equipados, portanto, para quaisquer eventualidades. Doravante, quando você vir uma dupla de bombeiros passando apressada na rua, tenha certeza que mais um bom atendimento vai ser prestado ali em algum lugar.


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Rompendo

limites Um jantar

edificante

O Rotary de Itaquaquecetuba está te convidando para um jantar. E você certamente irá depois de saber o motivo. O evento será um jantar dançante, no dia 23 de setembro, a partir das 20h30, no salão principal do Arufest, recinto de festas amplamente conhecido no Alto Tietê. O convite sai a R$ 80 reais por pessoas e já está sendo vendido na Papelaria e Copiadora Santelo, ao lado do cartório. A promoção é do Rotary e do Rotaract, programa focado na formação de líderes entre jovens de 18 a 30 anos. O parágrafo inicial desta matéria inicia em ritmo de propaganda pela simples razão de que a propaganda envolve um motivo para lá de nobre. A entidade pretende ajudar a uma família a conseguir R$ 120 mil, para que um menino com problema de paralisia cerebral para buscar tratamento na China, por conta do atraso brasileiro em legislar sobre o tratamento com célulastronco. A criança Arthur Victor Venâncio da Silva, 7 anos, sofre com paralisia cerebral desde o primeiro mês de vida. Segundo os seus pais, o promotor de vendas Edvaldo Venâncio da Silva e a dona de casa Adriana Maria da Silva, ele tinha bronquite e sofreu uma crise de bronquiolite. “Ele estava com dificuldade de respirar, corremos para o hospital. Teve de fazer aspiração e aí sofreu uma parada cardio-respiratória”, explicou a mãe, Adriana. Segundo ela as paradas ocorreram por sete minutos, o que ocasionou falta de oxigenação no cérebro e causou a paralisia. De lá para cá eles buscaram atendimento tanto quanto foi possível, recebendo dos médicos o diagnóstico de “irreversível”. Em princípio, eles consideraram que o drama de Arthur fora conseqüência de erro médico e pensaram em processar o hospital que o atendeu.

Rotary Club de Itaquaquecetuba luta para enviar criança da cidade para realizar operação na China


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Com o tempo, foram convencidos por diversos profissionais que buscaram, inclusive advogados, de que tudo não passou mesmo de fatalidade. Todavia, em sua busca para ao menos minorar o sofrimento da criança – e, conseqüentemente, o próprio sofrimento de toda a família (eles tem outra filha, ..., ... anos) – receberam a informação de que no Brasil não seria possível o tratamento de Victor, que só pode ser viável através de tratamento com terapia celular, método de cura que utiliza células-tronco do cordão umbilical. No país é proibida a utilização de células-tronco. A legislação brasileira não avançou ao ponto de permitir à medicina chegar a este nível. Células-tronco são células encontradas em embriões, no cordão umbilical e em tecidos adultos, como o sangue, a medula óssea e o trato intestinal, por exemplo. Ao contrário das demais células do organismo, as célulastronco possuem grande capacidade de transformação celular, e por isso podem dar origem a diferentes tecidos no organismo. Além disso, as células-tronco têm a capacidade de auto-replicação, ou seja, de gerar cópias idênticas de si mesmas. Como estas células se regeneram com facilidade, elas são capazes de reconstituir neurônios responsáveis por certas funções, como a coordenação motora. Os pais de Arthur sabem que seu problema é muito complexo, que ele nunca será uma criança normal, mas esperam que ele ganhe a capacidade de ao menos recuperar a deglutição, que ele coma

normalmente. A solução, ou melhor, a esperança de um tratamento que ao menos permita a Arthur recuperar algumas funções motoras, como a capacidade de boa deglutição, foi encontrada do outro lado do mundo, na China. Na cidade de Guangdong (Cantão), um hospital universitário, em parceria com o laboratório Beik-Biotec, tem realizado este tipo de procedimento com consideráveis êxitos. “Ele não consegue mastigar alimentos. Foi uma luta fazer com que ele conseguisse ingerir certas comidas leves”, revela a mãe. “Em razão disso, temos esperança de que lá eles consigam tornálo capaz de fazer algumas coisas por si só”, resume o pai, Edvaldo. A conta, no entanto, é salgada. Será necessário levantar R$ 120 mil para a empreitada, dinheiro para despesas com passagens (os pais deverão ir junto), estadia, alimentação, tradutor e, claro, o tratamento em si. Como se trata de uma família pobre que não dispõe desses recursos, eles correram para obter ajuda em tudo s os lugares possíveis. Tentaram também ajuda junto ao governo que, pelo fato de a legislação não permitir o uso de células-tronco, nada pode fazer legalmente em seu caso. Eles então criaram um blog (www. arthurrompendolimites.blogspot.com) para divulgar seu drama e conseguir levantar fundos para a empreitada. Um membro do Rotary em Itaqua tomou conhecimento do caso e levou-o como tema de discussão numa reunião habitual do clube. Os

rotarianos passaram então a promover ações para ajudar a família. Daí, chegamos ao convite para jantar. O jantar do dia 23 de setembro terá toda a renda revertida para a causa de Arthur. Segundo Juliana Fernandes Pereira da Silva, presidente do Rotaract (braço do Rotary que congrega jovens de 18 a 30 anos, focado na formação de líderes), durante o jantar serão realizadas outras ações, como leilões, para conseguir mais fundos à família de Arthur. O jantar terá open bar, música ao vivo, tudo para atrair um grande número de pessoas. Os convites já estão à venda na Papelaria e Copiadora Santelo, que fica ao lado do cartório. O presidente do Distrito 4430, o Rotary de Itaqua, Gilson Pereira dos Santos, informou que o Rotary se dispõe a ajudar a família Silva até que todo o dinheiro necessário à viagem seja conseguido. Se não der no jantar, ou seja, caso não se consiga com o evento, levantar a quantia necessária para completar os R$ 120 mil (a maior parte do valor, cerca de R$ 80 mil já foi conseguida, segundo Edvaldo, pai do menino), a sua diretoria já está estudando ou eventos. A entidade está buscando patrocínios junto a empresas, entre outras ações para que a viagem à China e o tratamento sejam possíveis.


Similaridade Em 2009, uma menina pernambucana acometida de paralisia cerebral desde o nascimento, Clara Pereira foi à China em busca do mesmo tratamento. Possivelmente foi a primeira criança brasileira com paralisia cerebral a se tratar na China. Clara ficou um mês na cidade de Cantão. A menina, de um ano e nove meses de idade recebeu uma série de seis injeções com células-tronco e apresentou melhoras. A família de Clara fez o mesmo que a de Arthur pretende fazer, ir à China após não encontrar terapia semelhante no Brasil. “No Brasil os médicos acham que tudo é muito novo e preferem esperar. Tudo bem esperar enquanto não é o filho deles, mas eu tenho que fazer alguma coisa por Clarinha”, dissera à época à BBC Brasil Carlos Pereira, pai da menina. A paralisia cerebral de Clara foi causada pela falta de oxigenação das células cerebrais durante o nascimento. Embora tenha uma inteligência normal, ela perdeu boa parte do seus neurônios responsáveis pela coordenação motora, por isso não caminhava, engolia e nem falava. Algumas dificuldades em razão da paralisia cerebral tipo Atetóide, a que Clara tem, são músculos flácidos e por vezes rígidos, por exemplo, ela não conseguia manter a cabeça ereta por muito tempo. Os olhinhos possuem estrabismo e a fala prejudicada.
 Após o tratamento na China, Clara consegue controlar a cabeça e virar para ver algum objeto sem deixá-la cair. Outro ponto perceptível foi o equilíbrio, hoje ela consegue sentar sem apoio para as costinhas por um pequeno tempo, antes isso era impossível, já que quando a colocavam sentada, ela caia para os lados e para frente. No blog de Clara, a família afirma que em apenas um mês o tratamento com células tronco trouxe melhorias que buscavam por toda a vida dela. E a recuperação está agora concentrada em fisioterapias. O mesmo tipo de esperança move Adriana e Edvaldo, os pais de Arthur. Pena que eles tenham de ir tão longe e numa viagem dispendiosa para obter o que se poderia ter com facilidade aqui, pois a medicina brasileira é bastante avançada. No entanto, a solução de cura para milhares de crianças como as duas citadas nesta reportagem, e milhares de adultos, está patinando em dogmas religiosos ou na leniência da classe política, que não toma uma atitude para decidir sobre uma questão fundamental para a saúde pública.


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Deputados discutem criação

do Bilhete Único Frente Parlamentar vem à cidade discutir a criação do Bilhete Único Metropolitano No próximo dia 16, prefeitos das 39 cidades da região metropolitana de São Paulo estarão discutindo um tema de fundamental importância para os trabalhadores, a criação do Bilhete Único Metropolitano. Pelos, menos, é o que espera um grupo de deputados estaduais liderados por Luiz Moura (PT). Coordenador para o Alto Tietê nesta temática, ele disse que “a ideia é fazermos com que a sociedade civil crie musculatura e sensibilize o governador do estado a implantar o Bilhete Único integrando todas as cidades.

escolhida, segundo o deputado, por situar-se numa condição estratégica. Mais da metade da população economicamente ativa da cidade sai diariamente para trabalhar em outros municípios – e para isso utiliza trem, ônibus e até metrô. Um bilhete que permitisse a integração entre esses sistemas, com a significativa economia que o Bilhete Único proporciona, seria um ganho e tanto para a população.

Bilhete único é assunto sério, pois se trata de importante instrumento de economia e qualidade de vida para milhões de trabalhadores que viajam intercidades para trabalhar. E Ferraz de Vasconcelos foi

Além do prefeito municipal, Jorge Abissamra (PSB) e dos 38 prefeitos das demais cidades da RMSP, e de Luiz Moura, participarão dos debates os deputados Jilmar Tatto, Carlos Zarattini, Hiroilma Tavares, João

Antonio, Gerson Bittencourt e Donizetti Braga. Com os prefeitos irão secretários municipais e técnicos ligados à área de que trata o tema.

Suzano gasta 19%

com saúde este ano

A Prefeitura de Suzano empenhou nos primeiros seis meses deste ano quase R$ 69,7 milhões na área da saúde. Do total, pouco mais de R$ 30,3 milhões já foram liquidados até o final do segundo trimestre. As informações foram fornecidas pela secretaria municipal de Finanças, em audiência pública de prestação de contas, na câmara municipal. Os números indicam que o município aplicou, entre janeiro e junho deste ano, 18,54% de suas receitas, superando no período avaliado em mais de 3,5% o mínimo estabelecido pela Constituição Federal – que é de 15%. Em recursos próprios, foram mais de R$ 34,7 milhões do total de receitas municipais, a União participou com pouco mais de R$ 13,2 milhões e o Estado com menos de R$ 397 mil.

Os gastos envolveram 35,44% (R$ 24,7 milhões) com administração geral, folha de pagamento, encargos, manutenção de máquinas e equipamentos; 34,93% (R$ 24,3 milhões) em assistência hospitalar e ambulatorial, 24,27% (R$ 16,9 milhões) em atenção básica; 4,21% (R$ 2.9 milhões) em assistência farmacêutica e suporte profilático, entre outros programas. Mais de 150 mil consultas médicas e atendimentos na atenção básica e nos serviços de urgência e emergência, foram realizados no período de abril a junho. Em especialidades foram 14.839 consultas médicas e 10.026 exames. Sem contar os 169.780 exames realizados no laboratório municipal. O Departamento de Vigilância em Saúde, que por meio de 7.774 inspeções rotineiras em pontos estratégicos,

armadilhas e visitas casa a casa, garantiram que a cidade permaneça sem nenhum caso autóctone. Sobre a prevenção às doenças, as campanhas de imunização contra a influenza, poliomielite e sarampo, fizeram com que o município superasse todas as metas recomendadas.


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Cidade discute

Rodoanel

Os visitantes ouviram do prefeito que o poder executivo municipal vai facilitar o início das obras, previsto para 2012 O prefeito Armando Tavares Filho, o Armando da Farmácia recebeu a visita de representantes do consórcio SPMar para tratar de assuntos relacionados ao “Rodoanel”. Antes de chegar à Itaquaquecetuba, o trecho leste do Rodoanel deverá passar por: Ribeirão Pires e divisa dos municípios de Suzano e Poá. Segundo os especialistas “ao interligar as dez rodovias que chegam a São Paulo - Régis Bittencourt, Raposo Tavares, Castello Branco, Anhangüera e Bandeirantes, Anhanguera, Fernão Dias, Dutra, Ayrton Senna, Imigrantes e Anchieta – o Rodoanel eliminará o tráfego de passagem, o que torna o trânsito da cidade mais ágil para os transportes coletivo e individual possibilitando o desenvolvimento para as regiões mais carentes e diminuindo distâncias sociais”.

Dentre os assuntos tratados no encontro mereceram destaque questões relacionadas à apresentação do projeto, possíveis desapropriações, remoções, criação de vias alternativas de tráfego, entre outros. Segundo o secretário municipal de Planejamento, João Antônio Soares Campos, o encontro representou um primeiro contato direto entre a concessionária e o poder executivo municipal para tratar de assuntos relacionados à obra. Além dele, também fizeram parte da reunião os representantes das secretarias municipais diretamente envolvidas no processo de construção da rodovia; Rogério Pereira Maia Tarento (Habitação), Wander Rodrigues Fernandes (Transportes), Tiago

Machado (Meio Ambiente), Cristiano Soares Tavares (Obras) e Rubens Braga Amaral (Assuntos Internos e Jurídicos). Durante a reunião, os representantes do Consórcio SPMar , Marcelo Silva, diretor-executivo e José C. Neto, assessor técnico, ouviram do prefeito Armando da Farmácia que o poder executivo municipal coloca-se à disposição para os trâmites que se fizerem necessários à obra. Vale lembrar que os trabalhos em Itaquaquecetuba deverão ser iniciados em 2012. A conclusão do “Rodoanel” está prevista para 2014.

ExPoá trará internet

Wi-fi gratuita A prefeitura de Poá está se preparando para a maior exposição do ano na cidade, a ExPoá, com uma novidade que vai certamente atrair muitos visitantes e curiosos. O novo Cntro de Convenções da cidade, que está sendo construído para abrigar a 39ª edição da feira, terá sinal liberado para internet gratuita, via rede Wi-fi. De design arrojado, o novo espaço de convenções terá capacidade para receber eventos de grande porte. “Tratase de um prédio espaçoso e que servirá para receber diversos eventos de grande porte em nosso município”, disse o diretor da Secretaria de Obras, Ivan Machado. A instalação do sistema de internet livre tem como objetivo proporcionar facilidade de comunicação para a população,

os expositores e a imprensa. “Pensamos em proporcionar aos visitantes toda comodidade possível, desde uma infraestrutura adequada como também a comunicação”, acrescentou o diretor. A ExPóa 2011 contará também com uma área de alimentação e um restaurante da Secretaria de Promoção Social. Ao mesmo tempo, acontecerá também a 2ª Feira da Indústria, além de um espaço onde serão comercializadas plantas.


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Casal de

Ferro

  Recentemente a primeira-dama de Ferraz de Vasconcelos, Elaine Abissamra (PSB), foi empossada deputada federal. Após meses de campanha política, a então candidata que concorria pela primeira vez a um assento em Brasília, recebeu perto de 60 mil votos, numa marcha eleitoral, que percorreu diversas cidades de São Paulo. O feito, porém, sinaliza o intenso trabalho de um casal, que ao longo dos anos tem somado esforços para levar Ferraz de Vasconcelos a um estado de vida mais digno. Jorge Abissamra e Elaine Abissamra se conheceram numa fase áurea da vida, ainda jovens, quando os ideais de transformação estão aflorados, porém

Fotos: Renan Odorizi

O prefeito de Ferraz Jorge Abissamra (PSB) e a deputada federal Elaine Abissamra (PSB) superam-se a cada etapa da vida e mantém vivo o desejo de transformação da realidade     Por: Eduardo Lyra

o desejo de mudança resistiu ao tempo, sobretudo agora, quando ambos percorreram cinco décadas de vida.   Na caminhada, diversos sustos despontaram, como o câncer de mama da deputada federal, que teve de submeter à cirurgia e delicados tratamentos. Surgia ali o grande teste de fogo. Resistir à morte, às duvidas e persistir firme na união, e convictos de que dias melhores viriam. Passada a dor, boas-vindas à cura. Com Elaine estabelecida, nascia um sonho: fazer com que as mulheres ferrazenses tivessem direito a atendimento especializado e pudessem receber assistência médica honrosa. Daí a criação do Centro Especializado da Mulher (CEM), que oferece tratamento gratuito as mulheres ferrazenses, como resultado de promessa feita por Jorge à esposa, caso vencesse a campanha eleitoral para prefeito.   Eleito, enquanto Jorge despachava no gabinete, elaborava projetos, articulava convênios com o governo federal e estadual, administrava a cidade, Elaine no Fundo Social de Solidariedade de Ferraz oferecia generosidade por

meio de ações sociais a famílias de baixa renda. Bingo! Mas aguarde. Isso ainda não é tudo. Elaine e Jorge sonharam um pouco mais. Aumentar o lastro de abrangência da transformação para todas as mulheres do Alto Tietê. Mas como? Alcançando um assento na Câmara dos Deputados em Brasília. Era chegada outro grande momento. Convencer uma mãe de família apaixonada pelos filhos, a dedicar-se a uma exaustiva campanha eleitoral. Afinal, para tudo que se ganha, se perde. E para tudo que se perde, se ganha. Ganhos aqui e percas ali, Elaine, embora não tenha ingressado de primeira, ficando como suplente, agora, portanto, assumi uma cadeira e o casal ganha representatividade nacional. Qual a nova meta do casal de ferro? Construir um Centro Especializado da Mulher (CEM) em cada cidade do Alto Tietê. Impossível?  Demanda milhões? Também era impossível ser vereador, prefeito, reeleito. Mas foi. Também era impossível curar-se do câncer, construir o primeiro CEM, ser eleita deputada federal. Mas foi. Há algo realmente impossível para este casal?    


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Dra.Elaine Abissamra Deputada Federal

conheça a tragetória da primeira deputada de Ferraz de Vasconcelos Os seus projetos e planos que inovarão o alto tiête Toda sua história na próxima edição!


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Três décadas

de ensino

No mês de novembro de 1981,

Evangélica de Confissão Luterana no

membros da Igreja Luterana fundaram o

Brasil – IECLB , requereu sua filiação ao

Cntro Social e Recreativo Talita Cumi, com o

departamento de  Educação desta

objetivo de prestar atendimento a famílias

Instituição religiosa, passando a

carentes na cidade. A ação logo ganhou

integrar sua rede de escolas,

o reconhecimento da comunidade e deu

denominada

origem ao Jardim de Infância Peixinho

de

Dourado – cuja característica era a de pré-

reúne mais de 60 escolas

escola particular (“jardim de infância” era

evangélicas

o nome que se dava às creches naquele

localizadas nos Estados do

tempo).

Rio Grande do Sul, Santa

Rede

Educação.

Esta

Sinodal rede

luteranas

Catarina, Paraná, São Paulo,

O lucro da Peixinho Dourado dava

Rio de Janeiro e Mato Grosso.

O Colégio Luterano em Ferraz completará 30 anos em novembro

suporte financeiro às ações do centro social.

Essas escolas tem  por objetivo

A escola expandiu e em 1994 se transformou

comum

no Instituto Educacional Luterano que, com

senso crítico nos educandos; incentivar a

uma turma de primeira série, o instituto

criatividade e promover a ética nas relações

atingiu o ensino fundamental indo até a

pessoais, de solidariedade e justiça.



oitava série. Em 2002, adotou o ensino

Instituto Educacional Luterano busca ser

médio
 


necessidade

uma escola dinâmica, alegre, atraente, com

de expansão, a partir de 1994 criou-se

visão ética, onde seus integrantes possam

o  Instituto Educacional Luterano, dando

se sentir orgulhosos de pertencer ou ter

inicio ao Ensino Fundamental com uma

pertencido. Uma escola que estimule,

turma de 1a série. Gradativamente a escola

desenvolva e valorize atitudes de amor,

foi se desenvolvendo até a 8a série e em

respeito e responsabilidade. Uma escola

2002, iniciou o  Ensino Médio. Atualmente,

que considere os aspectos cognitivos

o Instituto Educacional Luterano mantém o

respeitando os processos individuais de

Centro Recreativo Talita Cumi e o Jardim de

cada educando.

 O Instituto Educacional

Infância está integrado na educação infantil

Luterano tem como meta projetar-se na

que é oferecida no IEL.



Pela

Em

16

o

desenvolvimento

do

O

de

sociedade em que está inserida, como

fevereiro de 2001 o Instituto Educacional

instituição que possui identidade clara e

Luterano, por ser uma entidade que

definida, pautada em princípios éticos e

reconhece sua vinculação com a Igreja

religiosos. Visa fazer a diferença na vida

atual e futura dos alunos que nele estudam por meio de valores e posturas de respeito, justiça e solidariedade.  

Neste ano, lembramos como

comunidade escolar e religiosa, os 30 anos de investimento em educação em Ferraz de Vasconcelos.  O momento marcante destes festejos será em 29 de outubro, quando teremos um culto de ação de graças onde esta data especial será celebrada. Sinta-se motivado desde já a participar.


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Parceiros

do governo Ao vencer as eleições internas ao Partido dos Trabalhadores em Ferraz de Vasxconcelos, o vereador Aparecido Marabraz marcou uma “cesta de três pontos”, isto é, eliminou as desconfianças sobre sua acapcidade de liderança nutridas por alguns correligionários, livrou o diretório da incômoda intervenção que se mantinha desde o pleito de 2009 – determinada pela direção estadual – e manteve o apoio do partido ao governo do prefeito Jorge Abissamra (PSB). O PED (Processo de Eleição Direta), através do qual os membros do partido escolhem seus dirigentes, é um processo democrático de escrutínio – e também por esta razão difícil de ser vencido por conta das várias correntes que existem nas fileiras da legenda. Essas correntes ou tendências, funcionam como se fossem micro partidos dentro do PT – cada quais com suas bandeiras partidárias e teses políticas para a proposição do ideal de sociedade e de consolidação partidária. Vencer um PED tem uma significância enorme, ratifica a condição de liderança dentro de uma correlação de forças muitas vezes antagônicas, embora orgânicas (obedientes às decisões de colegiado). Marabraz já havia vencido o processo em 2009, mas houve necessidade de intervenção da direção estadual


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porque não ocorrera o necessário entendimento entre as correntes partidárias que permitissem ao novo diretório operar dentro da normalidade e costurar alianças. O PED deste ano, realizado extraordinariamente, colocou as coisas nos eixos, pois as urnas determinaram tanto uma comissão Executiva (com 12 membros) quanto um diretório (21 membros) onde prevalecerá o equilíbrio de forças. A prova do equilíbrio se verificou na disputa entre o vereador e a adversária Cristina Dias, com uma diferença de apenas 123 votos. O próprio Marabraz sinalizou isso ao enaltecer o trabalho de Cristina do PT, como é conhecida, considerando-a uma “fortíssima candidata e sempre muito guerreira e grande companheira”. Para a vitória de Marabraz concorreram também as lideranças de outras tendências, entre eles, candidatos como Índio Bernardo, Cabelo e Cláudio Ramos. “O partido saiu mais unido e todos são responsáveis por este fortalecimento”, pontuou o novo presidente. Findo o processo eleitoral começa o planejamento para o futuro – pois as eleições municipais já estão horizonte. Para seu mandato de dois anos, Marabraz estabeleceu como meta inicial tornar o diretório forte, onde haja mais debates sobre políticas para o município. Organizar as contas partidárias é outro desejo do vereador. Outro assunto que renderá pautas e mais pautas será a questão da participação do partido nas eleições de 2012, onde além de formar uma chapa forte de candidatos ao parlamento deverá haver muita discussão sobre ter ou não candidatura própria. “Temos a recomendação da Executiva Estadual de lançar candidato próprio. Porém, Dr. Jorge é um parceiro muito forte. Vamos conversar internamente para chegarmos a um consenso, mas existe a possibilidade de formarmos uma chapa com o PSB, seja para lançar um candidato majoritário ou compor a base com um vice. O fato é que somos parceiros do governo”, declarou Marabraz. A discussão sobre a sucessão de Dr. Jorge deverá tomar boa parte da

agenda do PT ferrazense. Pelo ponto de vista do vereador, o prefeito é um dos responsáveis pelo fortalecimento do PT no município. “Ferraz de Vasconcelos é um canteiro de obras e um exemplo de administração com foco na questão social. Dr. Jorge fez com que o município desse um salto de qualidade e é neste ponto que ele ajuda ao PT, porque trabalhamos ao lado dele seja na discussão de ações para a cidade ou na liberação de recursos federais concedidos pelos governos Lula-Dilma”, salientou. Seja como for, o novo presidente já delineou a linha de conduta do PT de Ferraz. Doravante, promete ele, será uma legenda onde será dada voz a todos os segmentos e o critério de decisões será consensual. Sempre na certeza de que o PT seguirá sendo um fiel membro da base de apoio do prefeito Abissamra.


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Uma profissão

pouco conhecida No Congresso Nacional, há anos tramita o projeto de lei que regulamentará a profissão de médico no país. O chamado Ato Médico visa por ordem em um setor em que não há uma regulação para as diversas modalidades que abrangem o atendimento pela medicina. Há mais de um ano, o PL está parado no gabinete do senador Carlos Valadares (PSB-ES), verificando as reivindicações de diversas classes profissionais que podem ser prejudicadas. Uma das profissões mais ameaçadas é a de optometrista. Desconhecida da maioria da população, a optometria faz parte do que se chama medicina preventiva. Ela é um ramo que atua ligado à oftalmologia – razão pela qual os médicos oftalmologistas tem uma pendenga “secular” com os optometristas. São duas áreas que se complementam nos cuidados com a visão. O tratamento

optométrico, por uma simples questão de corporativismo foi relegado ao ostracismo no Brasil, enquanto que em países europeus, nos Estados Unidos e Canadá é um tratamento largamente utilizado. A diferença é básica entre oftalmologista – profissional médico que lida com a saúde dos olhos – e optometrista, profissional técnico que trata especificamente da “saúde da visão”. São, portanto, dois ramos diferentes do mesmo segmento. Esta prática remonta ao século 19 e existe nos países mais desenvolvidos, chegou com força no Brasil nos anos 1920, mas sucumbiu ao lobby dos oftalmos.

a profissão caiu em desuso. Uma das explicações históricas é que a Segunda Guerra Mundial obnubilou de vez a função, porque os primeiros profissionais da área eram, sobretudo, italianos e alemães, considerados inimigos durante a guerra.

O atendimento relativo ao olho e visão ficou restrito aos oftalmologistas, que são médicos de formação. A Constituição de 1988 permitiu aos profissionais da área retomar a prática, e há a emenda a ser regulamentada no Congresso. No entanto, o exercício da profissão volta a ser ameaçado pelo projeto de lei do Ato Médico. Na Câmara de Ferraz houve uma Algumas escolas brasileiras, como tentativa de regularização da profissão, a Universidade de Mogi das Cruzes no Alto mas o projeto foi arquivado. Em cidades Tietê, formam profissionais em optometria como Poá, Jacareí e São José dos Campos o trabalho desses profissionais já é (em nível de tecnologia). O curso no reconhecido. país foi reconhecido em 1932. Porém, durante o governo de Getúlio Vargas, por injunção política dos oftalmologistas,


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O benefício certo ajuda sua empresa crescer

Conheça as vantagens de ser um associado à Acifv

A Associação Comercial e Industrial de Ferraz de Vasconcelos – Acifv, foi fundada em 1970 por um grupo de comerciantes que naquela época, já buscava o desenvolvimento econômico do município. Com profissionais qualificados, a Acifv busca a excelência no atendimento aos seus associados, que têm à disposição serviços como plano de saúde, consulta ao SCPC, Junta Comercial, além de convênios, cursos e palestras.

SCPC – Acesso fácil ao banco de dados de todo Brasil

Plano de Saúde

Dando total apoio às empresas que trabalham com o sistema de crédito para pessoa física e jurídica, o departamento possibilita acesso às informações de banco de dados de todo Brasil. As empresas associadas ainda podem consultar por meio da internet, URA, fax modem e telefone.

O departamento oferece atendimento com profissionais e laboratórios por meio do convênio Maimell, que mantém equipe com médicos na área de clinica geral, pediatria, ginecologia, entre outras especialidades.

Cursos e Palestras A Acifv oferece cursos e palestras direcionadas para os setores comercial, de serviço e industrial de Ferraz de Vasconcelos. As aulas são de reciclagem e qualificação em diferentes setores. Mensalmente, são desenvolvidos temas de interesse de pessoas diversas áreas, tanto para funcionários quanto para proprietários de empresas. Todos os assuntos abordados visam ao crescimento do ramo no município e os facilitadores são criteriosamente selecionados, para que suas experiências possam servir de exemplo para o desenvolvimento pessoal e profissional dos participantes. Associado tem desconto.

Projeto Empreender A Associação Comercial de Ferraz de Vasconcelos – Acifv possui núcleo setorial formado pelo Programa empreender, que consiste na união dos empreendedores para o crescimento dos negócios. A parceria tem o apoio da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo – Facesp e SEBRAE-SP. As ações de cada núcleo fortalecem o associativismo, organizam as necessidades empresariais e melhoram o resultado no mercado.

Junta Comercial A entidade conta com o departamento da Junta Comercial, que oferece serviços como constituição, alteração ou baixa de sociedades limitadas, cooperativas e empresárias, com qualidade e eficiência, num prazo de 24 horas, por meio do processo expresso.

ACCredito Convênio A Acifv oferece o ACCredito Convênio, um cartão de benefícios focados no funcionários das empresas associadas às entidades pertencentes à Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo- Facesp. Com ele, os colaboradores podem fazer suas compras em rede credenciada local.

Para mais informações acesse www.acifv.org.br telefone 11 4678-2697 ou e-mail: acifv@acifv.org.br


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A vitória da persistência Um sonho realizado depois de perseguido por 14 anos. Um talento inato que se revela ao Brasil entre os verdadeiros tesouros de voz e interpretação que a música gospel tem legado ao país nas últimas duas décadas. No mês de outubro vai estourar nas lojas do segmento o primeiro CD da cantora Francelise . Além de um inegável talento ela traz consigo uma história de resiliência, de tenacidade em busca de seu objetivo e a crença inarredável em Deus. Francelise Cristina Ramalho descobriu seus dotes musicais na adolescência. A vontade de tornar-se profissional surgiu depois de diversas participações em corais de igrejas que freqüentou. A luta para gravar o primeiro CD começou em 1997. De lá para cá, após bater em inúmeras portas de gravadoras e passar

muitas agruras, sempre ao lado do marido, ela finalmente realizou o sonho, pelas mãos do produtor Ronny Barboza, bastante reconhecido no meio gospel. “Quando estava no estúdio eu disse, ‘amor, estou gravando’. Meu marido não é de chorar, mas naquele momento ele chorou, porque lembrou tudo o que havíamos passado para chegar ali”, revelou Francelise. “Eu sou uma prova de que Deus faz as coisas no tempo certo”, diz ela, que em cada frase exalta a grandeza do Criador. “Nesses anos todos em que lutamos nunca deixamos de acreditar, porque para Deus nada é impossível”, concluiu. Até que chegou 2011. “Ele (Deus) causou um grande reboliço nas nossas vidas em 2011. Mudamos para um novo apartamento, compramos o nosso carro e gravamos o primeiro CD. Tem sido demais”,

comemorou., exultante e emocionada. O disco foi gravado na cidade de Itu, interior do estado, nos estúdios de Ronny Barboza, produtor por cujas mãos passaram estrelas do cenário gospel como Cassiane Eliane de Jesus, Fernando Filho e outros. Foram dois dias árduos de trabalho. “Entramos no estúdio às 14h00 de uma quinta-feira e saímos às 2h45 do sábado. Só a primeira música, ‘Meu Desejo’, levamos mais de três horas para acertar”, disse. E pelo jeito, valeu a pena. As dez faixas do disco “Chegou a Hora”, revelam mais um grande talento para a música brasileira. Além das lojas especializadas no mercado gospel, o CD será vendido nas igrejas, a um preço em torno de R$ 15. Vale a pena esperar até outubro.


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O futuro de seu filho

por R$ 25

O segmento de previdência para jovens cresceu neste ano 20%

Uma modalidade de investimento cresce no Brasil. Os planos de previdência para jovens atingiram, apenas no primeiro semestre o volume de R$ 805 milhões em parcelas pagas. Isto significa um aumento de 21,40% em relação ao seis meses iniciais de 2010. Se você quer fazer um “pé de meia” para seus filhos, é uma ótima idéia aderir à previdência privada. Para se ter uma base, o avanço nesta área foi maior que o da atividade industrial no país (21,21%). O custo para garantir o futuro de seu filho é a partir de R$ 25. Esse dinheiro pode ser usado no futuro para compra de bens, imóvel ou para sustentar os estudos. Há dois tipos de planos no mercado: o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) e o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre). Especialistas explicam que há vantagens nas duas modalidades. No PGBL, é possível abater até 12% do Imposto de Renda – e no VGBL o imposto incide somente sobre o ganho no momento de fazer o resgate. Eles recomendam também que quanto mais cedo os pais começarem a investir melhor. Na hora de escolher o plano os pais podem optar por aplicações em renda fixa ou renda variável, de acordo com as taxas e vantagens oferecidas pelas administradoras dos planos. Dentro das possibilidades, é sempre bom começar o quanto antes a garantir o futuro de sua prole, a mensalidades que partem de R$ 25. Conheça as opções de investimento existentes atualmente no mercado:

- Prev Jovem PGBL – Bradesco: Composição: 70% de renda fixa e 30% de renda variável; taxa de administração de 3%; taxa de carregamento de 0% a 4,5% – a partir de R$ 50 por mês (um beneficiado) - First Flexprev – Itaú Unibanco: taxa adm.: 2,8% a.a. (planos balanceados); taxa de taxa de carregamento de 3,5% (decrescente, conforme o saldo do plano, podendo chegar a 0,75%) – a partir de R$ 50 por mês - Plano Jovem – HSBC: taxa de carregamento – decrescente, de 4% a 2|%, de acordo com o valor da contribuição e o tempo de permanência no plano. Preço: a partir de R$ 30 - Junior VGBL – Brasilprev: Taxa de administração de 0,8% a.a. a 3% a.a. (definida em função do aporte inicial); taxa de carregamento de 0% a 4% (antecipada, conforme o valor das contribuições e reservas acumuladas) e 3% a 0% (postecipada. Conforme o tempo de permanência no plano) – a prtir de R$ 25.

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Armindo e Carlos da Lauren automoveis juntos com suas esposas.

a Number Nine

Paulo Camargo e a Band

Marcos da Lima M ix concreto, um de nossos patrocinadores no seu camarote com parentes e amigos.


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O triunfo

da nova fórmula A Liga é um programa de televisão brasileiro criado pela produtora argentina Eyeworks. Seu formato é baseado no programa argentino La Liga, e conta em seu elenco com Rafinha Bastos, Thaíde, Débora Vilalba e Sophia Reis. O sucesso do programa reside em justamente apresentar-se em um formato diferente do habitual na TV brasileira. Para contar uma história sob a perspectiva de quem a vive só há um jeito, ir ao encontro dela. Comum seria não interferir e normal, nada sentir, não vivenciar. Mas não é isso que querem os apresentadores do programa. Eles tocam na realidade, olham de perto. Ao Participarem de um mundo do

qual nunca fizeram parte, a indiferença vai embora. A cada passo, o envolvimento do repórter - assim como a do telespectador - aumenta. Entram em cena a surpresa, a indignação, a reflexão e a opinião. Isso mexe com o telespectador, que após décadas de passividade em frente à telinha, tem ansiado por uma programação mais “viva”, mais real, algo que seja palpável, em que ele possa opinar e ser ouvido. A Liga mostra esse novo caminho.

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Uma questão de

Foto: uma das sedes da Google

soberania Em meados de agosto o mercado de smartphones acordou sobressaltado com a notícia da compra da Motorola, pela Google, por doze bilhões e quinhentos milhões. Com a aquisição, a gigante de internet pretende competir no cobiçado mercado de tablets com a Apple. A Motorola é a fabricante do Android, sistema de navegação mais utilizado em celulares, smartphones e também em tablets. Este produto concorre com o Ipad, da empresa da maçã prateada. A Apple vive momento emblemático pelo afastamento definitivo de seu fundador, gênio e executivo-chefe, Steve Jobs, por seriíssimos problemas de saúde. A notícia foi recebida com certa preocupação.

É uma briga de gigantes por uma fatia de mercado que rende bilhões de dólares anualmente. Com a aquisição da Motorola a Google pode concorrer com a Apple, que domina o mercado – vendendo seu sistema mundialmente. Nesta disputa há uma lição que o Brasil deveria aprender. A absorção da Motorola tem também a ver com soberania, e não a norte-americana. Na Coréia do Sul estão a segunda e a terceira maiores fabricantes de celulares do mundo: a Samsung e a LG, respectivamente. Prevendo um monopólio para o sistema Android, o governo coreano convocou as duas empresas a juntarem esforças em pesquisa para que seja desenvolvido um sistema coreano

concorrente do Android e do Ipad. Um tarefa sem dúvida custosa e que pode demandar longo tempo, mas um gesto de defesa de sua indústria, o que se traduz por milhares de empregos . O Brasil deveria adotar semelhante atitude sempre que ver ameaçado algum setor industrial que seja estratégico ao país. Ao contrário do desperdício de dinheiro público que se verifica em muitos atos protecionistas, esta seria uma intervenção estatal bem vinda.


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As Ferroadas do

Régis Tadeu (Yahoo)

O colunista Régis Tadeu, do Yahoo, é um crítico de música sem papas na língua. Ácido e implacável, Tadeu dá, mensalmente no portal Yahoo, as dicas das apresentações do mês. Aqui destacamos as de agosto – e que não deve passar bem perto

1118 23 27 1319 31 ERASURE

11 - Pepsi On Stage - Porto Alegre A dupla formada pelo vocalista Andy Bell e pelo tecladista Vince Clarke está muito longe do seu auge criativo, mas ainda consegue se apresentar por conta de um repertório com algumas ótimas canções, como “Stop” e “A Little Respect”. É uma pena que o show não traga uma banda de apoio, o que certamente tira todo o charme de um evento que poderia ser muito legal. Com tudo pré-gravado, a impressão que se tem é a de estar em frente a um karaokê gay muito do cafona. Vá por sua conta e risco...

TUFF

13 - Inferno Club - São Paulo O que leva alguém a trazer ao Brasil, em pleno ano de 2011, uma das bandas mais ridículas da outrora patética “cena glam rock” de Los Angeles é um mistério que poucos ousam — ou têm paciência e tempo livre — para decifrar. Com músicas constrangedoras de tão ruins e uma presença de palco tão animada quanto uma corrida de jabutis, o quarteto sequer manteve o visual afrescalhado, ou seja, nem mesmo quem tem miolo mole e ainda se veste como um “poser” desfilando pelas Sunsets Boulevards da vida vai curtir esta papagaiada.

SERTANEJO POP FESTIVAL

13/14 13 e 14 - Chácara do Jockey - São Paulo O quêeeeeeeeeeeeee? Um festival inteiro com Jorge & Mateus, Victor & Leo, Michel Teló, Gusttavo Lima e outros menos votados? E ainda por cima no pior lugar da cidade para se assistir a um show? E reunindo uma platéia boçal que nunca viu um boi na vida, mas que adora se fantasiar do “cowboy” e “cowgirl”? Deus me livre! Caia fora desta “roubada”...

FRANCIS BRINGELL

DISTURBED

REVELAÇÃO

NEVER SHOUT NEVER + HEY MONDAY

18 - HSBC Brasil - São Paulo Se você nunca teve a oportunidade de conferir o que é um “cantor de churrascaria”, o momento é este, já que este sujeito é um dos mais inacreditáveis canastrões da história do show business brasileiro. Perto dele, o Elymar Santos é o Ronnie James Dio. Brega até a medula, Bringell mostra um show tão absurdamente ruim que chega a ser hilário, principalmente porque ele leva o que faz a sério, principalmente no que se refere ao repertório, cheio de canções do Roberto Carlos e de troços inomináveis como “Volare”, “Diana”, “Fogo e Paixão” e outras atrocidades. É forte candidato ao prêmio “Melhor Show de Humor Involuntário do Ano”.

19 - Credicard Hall - São Paulo Este grupo tinha tudo para fazer um trabalho digno dentro do samba, já que todos são bons instrumentistas, sabem fazer arranjos de qualidade... Infelizmente decidiram enveredar pelo “pagode mela-calcinha”, recheando suas composições com letras abomináveis em termos de romantismo e poesia, envergonhando um gênero que já propiciou canções admiráveis da parte de Paulinho da Viola e Cartola, por exemplo. Ah, se eu fosse produtor destes caras... RESTART

23 - Espaço Lux - São Bernardo do Campo (SP) Nem a banda vai admitir, muito menos os fãs, mas o som do Disturbed nada mais é que um “nu metal” travestido de uma certa presunção artística, algo que enterrou a carreira de grupos como o Queensryche, por exemplo. É como se o Tool e o Linkin Park fossem uma banda só. Em cima do palco, a banda é muito competente em termos instrumentais, mas o vocalista David Draiman tem o carisma de uma geladeira enferrujada. Se esta for a sua “praia”, vá fundo, mas não tente convencer seus amigos de que isto aqui é um “sonzão”, porque não é...

27 - Via Funchal - São Paulo O primeiro é um Restar sem cores berrantes nas roupas. O segundo é uma mistura de Hannah Montana com Avril Lavigne. O resultado? Lixo puro endereçado a adolescentes debilóides. Passe longe!

JULIETA VENEGAS

31 - Teatro do Bourbon Country - Porto Alegre Esta cantora mexicana tem um dos sons mais chatos dos últimos tempos e seu show reflete exatamente isto. O que mais você poderia dizer de uma versão “Guadalajara” da Alanis Morissette? Não dá, né? É a típica atração que vai atrair enxames de fãs de Maria Gadú que estão a fim de sacudir os quadris e arrumar uns “gatos”. Caia fora desta presepada!

21

RESTART

21 - HSBC Brasil - São Paulo O que posso comentar a respeito de um show destes moleques sem sentir vontade de vomitar? Que será um festival de meninas gritalhonas e histéricas? Que tentar encontrar algum tipo de genuína qualidade no som do grupo é o mesmo que vender cortadores de grama para beduínos no Saara? Deus me livre!


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Super 8 “Suspense, comédia e história humana”

Empatia emocional. Esta é justamente

Cartaz do Filme

a primeira sensação quando se assiste a “Super 8”, em cartaz nos cinemas brasileiros. Um dos grandes segredos para a boa aceitação, de parte do público, para filmes tipo “cabeça” é o fato de que as pessoas embarcam nas fantasias porpostas pelos diretores se elas se importarem com a realidade das pessoas envolvidas na confecção do filme. É o caso de Jeffrey Jacob Abrams (o diretor JJ Abrams), na película “Super 8”. O filme retrata a adolescência, não a de hoje, reclusa em condomínios e shopping centers, ou enredada na dura realidade das favelas brasileiras. Mas a adolescências dos anos 60 até os 80, onde meninas bricavam de professora e boneca e garotos quebravam vidraças, punham fogo em rabos de gatos e explodiam coisas. É uma história sobre garotos querendo fazer filmes. Um mergulho na própria adolescência do autor, cujo pai tinha uma câmera Super 8 mm, através da qual ele começou a fazer pequenos curtas metragens. E num festival desses filmetes acabou conhecendo o cineasta Steven Spielberg. A partir daí, com o apoio do mestre e “padrinho”, sua carreira deslanchou. Speilberg, aliás, é o produtor de “Super 8”. O filme em si é uma agradável trama de suspense, com comédia e humanismo. O personagem principal, Joe (o a tor mirim Joel Courtney) é um adolescente que perde a mãe, tem dificuldades de relacionamento com o pai, um policial, e descobre o amor por uma Cenas do Filme

colega, em uma cidadezinha de interior, nos anos 1970. Ao fazerem um filme em super 8, ele e um grupo de amigos presenciam a colisão de um carro com um trem e percebem que ela não foi acidental. Em pouco tempo a cidade começa a presenciar estranhos acontecimentos e Joe e seus amigos são os únicos a ter as chaves para solucionar o mistério. Um filme que lembra os melhores tempos de Spielberg, mas com a marca pessoal do autor J. J. Abrams. Uma história que remonta a um tempo um tanto romântico, mas plenamente capaz de envolver o público jovem de hoje, tão afeito a banalidades como elozes e Furiosos” e coisas do gênero.


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A carroça

antes dos burros

Com uma visão de conjuntura apurada, como poucos na cidade, Squizato explica e convence, sobre os motivos de sua mudança de posição. Ele raciocina, com bastante propriedade, que estão antecipando uma disputa que deveria atingir seu ponto de acirramento lá pelas alturas de maio do ano que vem. De sua parte, explicou, havia uma predisposição de dialogar com todas as forças políticas até formar a própria base partidária adequando-a para disputar principalmente as vagas de vereador. “O projeto foi interrompido porque houve uma diretriz da liderança nacional em atrelar-se ao PSDB. Por questões de semântica municipal, penso que ainda é muito cedo para isso. As pessoas (alguns candidatos) estão correndo fora de hora. O momento é o de ‘ficar’ e não namorar firme. Alianças sólidas devem vir em uma outra etapa”, argumenta Squizato. Para ele, a partir de 2004 a sociedade ferrazense (eleitores e políticos) adquiriu uma nova convicção política. Houve uma evolução, que ele reputa em parte ao advento de Dr. Jorge como prefeito. “A classe média cresceu. O governo Lula impulsionou melhor desenvolvimento ao país – e às cidades com o dinheiro do PAC, naturalmente. As pessoas estão olhando melhor os candidatos. Vejo com certa apreensão que há candidatos querendo mostrar força desde já. O momento, a meu ver, é totalmente inadequado”, diz ele. Squizato está em processo de reaproximação com Dr. Jorge, por razões pragmáticas, ele reconhece. Frustrado o

seu desejo de levar o DEM a um papel de protagonismo na campanha eleitoral, ele se afastou do partido com o seu grupo. Na sua visão, o PSB é hoje o partido mais organizado e melhor definido, portanto, com chances de repetir o número de cadeiras conquistadas em 2008, ou até ampliar (o prefeito aposta em seis cadeiras). Há uma razão pragmática na sua aproximação com a legenda. E ele só tem uma certeza no momento – será candidato a vereador e, portanto, quer disputar o pleito nas melhores condições para si e seu grupo- francamente. Vitrine: Por que o PSB? Não é um “campo minado”, do ponto de vista de candidaturas fortes? Claudio Squizato: Matematicamente falando, é um estrato em que a maioria dos quadros já foi testada. Além dos quatro vereadores que fez em 2008 obteve um número considerável de votos com seus suplentes. É um partido forte, sem dúvida, e competitivo. Mas prefiro nadar entre tubarões porque sei onde estou nadando. E como fica sua ligação com deputado Estevam Galvão, após a sua saída do DEM? Squizato: Fiz a coordenadoria de suas campanhas de 2006 e 2010 em Ferraz. Tenho o Estevam como meu líder na região, um conselheiro. Um homem com 40 anos de vida pública tem sempre muito a ensinar. Na sua visão, que influência o deputado Galvão terá nas eleições ferrazenses? Squizato: por conta de sua imagem, a influência é inegável porque ele é um deputado que está trazendo muitos recursos para cá. Agora, acredito que seus

Cláudio Squizato

O cenário político em direção ao processo sucessório de Dr. Jorge (PSB), nas eleições municipais de 2012, está franco e aberto. Alguns desenhos que surgiram vão sendo reconfigurados. O líder político Cláudio Squizato parecia caminhar com o DEM até às eleições, mas deu uma guinada radical, deixando o DEM e a virtual aliança (dele, como liderança) com o PSDB de Acir Filló.

olhos estarão mais voltados para Suzano – até porque a eleição lá com ele é uma e sem ele é outra. Mas não se pode desconsiderar que ele é um grande parceiro de Ferraz. E quanto a seu projeto pessoal? Squizato: Para mim um novo projeto se inicia. Quero dar impulso a meu escritório de consultoria, estamos de olho no crescimento empresarial de Ferraz. Ela ainda é uma cidade dormitório, cerca de 30 mil pessoas saem diariamente para trabalhar em outros municípios. Seja quem for o próximo prefeito, terá de dar impulso à política de expansão industrial criada por Dr. Jorge. Então, várias empresas deverão vir para cá. Soube que há 136 empresas aguardando área na cidade. Quando elas vierem, queremos oferecer assessoria. É um mercado potencial. E quanto à política, vai mesmo para o PSB? Squizato: Estou estudando. As condições são as melhores que vi até o momento. É um novo projeto que inicio a partir de agora. Meu grupo inteiro seguirá comigo na pré candidatura a vereador. Essa, por ora, é a única certeza que temos.



Revista Vitrine Cultural 17