a product message image
{' '} {' '}
Limited time offer
SAVE % on your upgrade

Page 1

ACISMA

Négocios de sucesso no facebook

Presidente da Câmara de Benavente aposta no turismo Pág. 12

Autarquias privilegiam a solidariedade este Natal

Pág.6

Freguesia em destaque:

Carregado

Págs. 4 e 5

Págs. 8, 9 e 10


2 Editorial

www.ACISMA.org Valor Local 2014 ano de desafios

hegados ao fim do ano e depois de nove edições, o balanço que podemos fazer do Natal e o Novo Ano sempre foram momentos de renovar esperanças e olhar em frenC O projecto “Valor Local” é certamente muito positivo. Prova disso é o reconhecimento te…! Para os agentes económicos, empresários, pequenos comerciantes… sempre que vamos recebendo de diferentes sectores da sociedade, do mundo empresarial/cofoi um tempo de recuperar algum investimento e tentar olhar o futuro com uma energia mercial, e o carinho com que fomos acolhidos pela população do concelho de Azambuja, no geral, o que apenas coloca a fasquia deste desafio ainda mais alta. Embora seja um jornal ligado a uma associação do concelho de Azambuja – ACISMA, Associação de Comércio e Indústria do Município de Azambuja, vai mais além das fronteiras deste concelho. Ao longo destes meses, apercebemo-nos da necessidade de chegar mais longe. Fizemo-lo com o alargamento da edição aos municípios vizinhos de Cartaxo, Cadaval, Alenquer, Benavente e Salvaterra de Magos, e preparamo-nos para chegar já neste número a Arruda dos Vinhos. Um crescimento sustentado graças ao apoio dos empresários que viram no Valor Local, um projecto sólido e abrangente, e sem os quais não seria possível chegar até aqui, principalmente quando os tempos não se apresentam como famosos para investimentos em publicidade. Por isso, o nosso mais profundo agradecimento. Todavia, este é um jornal que conta igualmente com uma equipa fantástica. Uma equipa para quem não há problemas, só soluções, uma equipa que quero felicitar num todo, porque só em equipa, é possível realizar este projecto. O Valor Local assume-se com um projecto generalista mas com inspiração nos temas de índole económica. É esse caminho que queremos trilhar, sem prejuízo de dar voz a outros sectores como o Desporto, Tauromaquia, Cultura, entre outros. Para 2014, continuaremos a crescer, e embora a palavra “crise” seja uma constante, tentaremos continuar a ser proactivos e a procurar soluções todos os dias para os problemas que vão aparecendo. A todos muito obrigado. Votos de um bom 2014 Miguel António Rodrigues (Director)

Ficha técnica: Valor Local, Jornal de informação regional, sede de redacção e administração: Quinta da Mina 2050-273 Azambuja; telefones: 263 418 263; 263 047 625, 96 197 13 23 correio electrónico: valorlocal@gmail.com; Site: www.valorlocal.pt • Propriedade e editor: Associação Comércio e Indústria do Município de Azambuja (ACISMA); Quinta da Mina 2050-273 Azambuja. NIPC 502 648 724 • correio electrónico: adm.valorlocal@gmail.com • Director: Miguel António Rodrigues CP 3351 • Colaboradores: Sílvia Agostinho CO-1198, Vera Galamba CP 6781, José Machado Pereira, Daniel Claro, Rui Alves Veloso, Miguel Ouro, Nuno Vicente, Cátia Carmo, Dina Patrício • Paginação, Grafismo e Montagem: Milton Almeida: valorlocal@gmail.com • Fotografia: José Júlio Cachado • Serviços administrativos e publicidade: Miguel Nabeto, correio electrónico: valorlocal.comercial@gmail.com • N.º de Registo ERC: 126362, Depósito legal: 359672/13 Impressão: Gráfica do Minho, Rua Cidade do Porto –Complexo Industrial Grunding, bloco 5, fracção D, 4710-306 Braga • Tiragem: 4000 exemplares

renovada. Hoje já não é assim… o futuro com ou sem Natal vai incerto e o novo ano ameaça ser igual ao velho. No concelho de Azambuja, tal como no resto do país, nada indica que 2014 traga, do ponto de vista empresarial e ao nível dos pequenos e médios empresários, algo de novo que altere substancialmente a situação que está criada. O constante discurso errático nas medidas económicas e financeiras, desesperante nas suas conclusões que nunca estão conforme as previsões, vão gerando um clima de desconfiança nas instituições e agentes políticos que se assume como um entrave decisivo ao planeamento do futuro. O concelho de Azambuja, tem um diagnóstico conhecido onde as supostas mais valias – localização, acessibilidades… - se transformaram, por falta de entendimento estratégico, em problemas nunca resolvidos, tem um enorme trabalho a fazer. Desde logo assumindo que paradoxalmente, num mundo globalizado como o de hoje, sobreviverão melhor aqueles que se prepararem reorganizando primeiro as suas próprias forças e potencialidades. Olhar para este concelho do ponto de vista económico, mais que procurar a miragem de um investimento externo (se vier é bem vindo… mas não é determinante) importa encontrar formas de potenciar um conceito de “economia de proximidade” que releve o investimento já instalado, nomeadamente do ponto de vista comercial e industrial. O próximo ano terá de ser decisivo nisso! A ACISMA, tem, terá de ter, um papel importante nessa definição. Por erros próprios e por dificuldades de conjuntura não o teve com a assertividade necessária nos últimos anos, mas está neste momento confrontada com essa responsabilidade e sobretudo consciente dessa imperiosa necessidade. Os contactos estão estabelecidos, as parcerias a ser efectivadas e cabe aqui realçar o renovado olhar que o executivo camarário saído das últimas eleições autárquicas tem tido sobre estas matérias e que já permitiu algumas pequenas iniciativas neste Natal, bem como o estabelecimento de protocolos para a criação de instrumentos de intervenção estratégica na economia concelhia, como o Conselho Económico, a Loja de Informação e o “Espaço Nova Empresa” (projectos há muito tempo apresentados mas que apenas agora foi possível desbloquear…). Da nossa parte será um ano de grandes mudanças, quer na estrutura da associação, quer na sua intervenção mas importa aqui destacar um factor: a participação de todos e de cada um de nós! Se é verdade que os tempos são de desânimo e desconfiança, não é menos verdade que o ciclo só pode ser invertido se nos unirmos e projectarmos o futuro em conjunto, sendo crucial que os pequenos e médios empresários do concelho vençam a inércia e do ponto de vista associativo dêem uma maior colaboração e compareçam nas iniciativas que se irão desenvolver… que o Ano Novo seja um Novo Ano no nosso concelho. A Direcção da ACISMA deseja o melhor Natal e Ano Novo possíveis a todos os seus associados, empresários, clientes, fornecedores e população em geral, como forma de renovar as forças e redimensionar o futuro de todos nós! Azambuja, 20 de Dezembro de 2013 A Direcção


Valor Local

Publicidade

3


4

Freguesia em destaque

Valor Local

Fomos até às localidades de Cadafais e Carregado que compõem a nova união de freguesias local. A população do Carregado queixa-se sobretudo do desrespeito pela sinalização nas ruas e da falta de transportes públicos. Por outro lado, os moradores nos Cadafais queixam-se das velocidades excessivas na via que atravessa a localidade. Um lar de idosos é também um dos desejos da população. Cátia Carmo com os outros. Penso que seria necessário, de facto, apostar nesta valência para a terceira idade.

O autarca responde

Maria Fernanda Almeida, 59 anos (Carregado)

José Levezinho, 71 anos (Cadafais) O estado de coisas nos Cadafais está cada vez pior. Apesar de ter dois bairros, a população nem chega a 400 pessoas. Saiu daqui muito pessoal. Outro dos problemas prende-se com a velocidade excessiva com que os automóveis circulam, colocando, naturalmente, em perigo as pessoas. Acresce, o facto de não existir policiamento adequado.

É o único sítio onde gosto de morar. Não gosto de Alenquer nem de Vila Franca de Xira, sempre morei aqui. Mas não há nada no Carregado, nem actividades de animação para as crianças, e quando há, não se pode ir porque temos sempre de pagar muito dinheiro.

Vítor Marques, 55 anos (Cadafais) A população está cada vez mais idosa, a juventude não pára aqui. Faz falta, também, um lar para os idosos, até para os ajudar a conviver uns

António da Encarnação, 75 anos (Carregado) Não se respeita as regras do trânsito. Os condutores vêem um sinal de proibição, mas não hesitam em avançar, mas mesmo a GNR parece não ligar muito a esse tipo de desobediência. Resumindo, não há civismo da parte das pessoas nem da polícia

Ricardo Costa, 33 anos (Carregado) O Carregado é bom a nível de ambiente. É pacato e calmo. Há necessidade de mais transportes, como autocarros ao fim-de-semana para Vila Franca de Xira, e melhores condições no que diz respeito ao ensino.

A área da segurança é uma das que mais preocupa os moradores da freguesia do Carregado. A população aponta a inexistência de um posto da GNR na freguesia, como um dos factores que proporciona mais insegurança e vandalismo. Essa é uma questão que continua também a preocupar José Manuel Mendes, presidente da Junta da agora União de Freguesia do Carregado e Cadafais. De acordo com o autarca, a Urbanização da Barrada, conhecida por Dallas, sofre nos últimos anos com vários actos de vandalismo “desde grafitis nas paredes, ao vandalismo de caixotes do lixo e jardins ”; todavia nega que isso esteja relacionado com o passado daquele espaço que em tempos foi ocupado de “forma indiscriminada por pessoas de etnia cigana.” “O presente é bem diferente”, refere José Manuel Mendes, que ao mesmo tempo que salienta as virtudes dos “enormes espaços verdes”, vinca a necessidade da construção de um parque infantil, que de resto é pedido pelos moradores. Todavia salienta que há outros equipamentos, dedicados aos adolescentes, como é o caso do ringue ou da plataforma do skate park. Ainda assim o autarca, lamenta que a freguesia ainda “não tenha um jardim com condições para as pessoas não terem de se deslocar a Vila Franca de Xira ou a Lisboa.” José Manuel Mendes lamenta, por outro lado, que a Barrada, dada a sua geografia, seja muitas vezes alvo de pequenos furtos, mas isso, acrescenta: “Acontece em toda a vila”. A proximidade da auto-estrada ou da linha do comboio tem levado, segundo o presidente da junta, a alguns actos criminosos. O presidente da junta lembra um assalto às bombas de combustível, mais recentemente, mas na memória estão outros actos como “um assalto a uma carrinha de valores que se dirigia para o Intermarché ou a agressão e furto a um antigo elemento da junta de freguesia local.” Ainda assim, o autarca esclarece que, na sua opinião, o facto de o Carregado poder passar a contar com um posto da GNR, “pouco contribuiria” para a segurança, uma vez “que a guarda faz patrulhas com regularidade diária”. O problema diz José Manuel Mendes, “é a falta de operacionais”, lembrando que muitos estão “à secretaria a fazer trabalho administrativo.” Por isso, o presidente da junta, desvaloriza a edificação do quartel na localidade, algo que tem vindo a ser falado há vários anos, e que teima em sair do papel. Já quanto aos Cadafais, o autarca lembra que a união das freguesias, veio trazer mais responsabilidades. José Manuel Mendes não se esquece de mencionar a ausência das transferências da Câmara Municipal de Alenquer, mas vinca que a junta sozinha já fez alguns investimentos significativos nos Cadafais, “nomeadamente nos caminhos vicinais, onde já gastou perto de dez mil euros”. O presidente da União de Freguesias destaca que a divida da Câmara para com a junta ronda os 100 mil euros, e que tem sido difícil levar a cabo todas as obras que gostaria. mas diz crer que a divida será saldada, só não sabe quando.


Valor Local

Freguesia em destaque

5

A última barbearia dos Cadafais os Cadafais, a população queixa-se do fraco rejuvenescimento da população. Praticamente não há jovens “a fazer vida por aqui”. Mas o facto de a idade dos habitantes ser avançada ajuda a que alguns locais tradicionais ainda consigam sobreviver, como é o caso da tradicional barbearia de José Levezinho. Foi ainda em criança que José Levezinho, de 71 anos, começou a aprender com o pai a cortar cabelos e a fazer barbas.

N

Sem jovens cabelos para cortar, a barbearia de José Levezinho vive dos fiéis clientes de vários anos. Vítor Marques, de 55 anos, vive a poucos metros do local, mas a sua casa já faz parte das Cachoeiras, a freguesia do lado. “Desde 1976 que a minha freguesia já não é esta [Cadafais]”, conta Vítor Marques. O cliente de José Levezinho nem sempre viveu nos Cadafais. Esteve dois anos fora, mas voltou e faz questão de vir

Com apenas 11 anos já ajudava a atender os clientes, mas não trabalhou aqui toda a vida. “Quando vim da tropa fui para a Ford. Estávamos numa época em que o dinheiro que isto dava não era suficiente”, recorda José Levezinho ao Valor Local. Apesar de trabalhar há mais de 30 anos como barbeiro e gostar da sua profissão, tem saudade dos tempos em que colaborou com a Ford. “Lá ganhava mais”, lembra-se.

Insegurança em bairro do Carregado bairro social construído há pouco mais de 20 anos no Carregado, e conhecido como Dallas, (cujo nome se inspirou na célebre série americana) continua perigoso. O Valor Local foi falar com uma das habitantes, que lá vive desde que as primeiras casas começaram a ser alugadas, e constatou que os moradores continuam a queixar-se das condições de vida. Lurdes Paiva, de 45 anos, veio morar para o bairro Dallas há 22

O

anos. O baixo preço das casas levou-a a ficar, “apesar da insegurança e pouca qualidade de vida que se respirava no local”. Hoje, mais de duas décadas depois, os problemas mantêm-se. “Está tudo na mesma, se é que não está pior”, sublinha Lurdes Paiva. O excesso de barulho e assaltos continuam a fazer parte do dia-adia de quem mora no bairro Dallas, assim conhecido pelos altos prédios que fazem lembrar a ter-

ceira maior cidade do Estado norte-americano do Texas, com o mesmo nome. Quem visitar o bairro pode reparar que são vários os pequenos jardins relvados junto aos prédios, em boas condições, mas são raras as crianças que brincam na rua. Os pais têm receio de deixar os mais pequenos saírem de casa sozinhos. “Os poucos espaços existentes primam pela falta de segurança. Temos muito medo de os deixar os miú-

dos sozinhos”, explica a moradora do bairro Dallas. A soma de todos estes problemas leva a que muitas das pessoas que moram neste bairro do Carregado queiram mudar de casa. O baixo preço das rendas, numa época de crise e graves dificuldades económicas, são as únicas razões que prendem as pessoas ao bairro. Lurdes Paiva chega mesmo a admitir que gostaria de viver num local “mais calmo” e sem “tantos problemas”.

aos Cadafais cortar o cabelo. “Já corto aqui o cabelo desde pequeno, do tempo do pai dele. São muitos anos, é muita confiança”, diz o cliente de José Levezinho. Não é só para cortar o cabelo que Vítor Marques vem à freguesia vizinha, garantindo que faz “a vida toda” nos Cadafais. No entanto, não tem preferência por nenhuma das freguesias. “São iguais, não há diferença entre viver num local ou no outro”, acrescenta.


6

Sociedade

Valor Local

Menos luzes e mais acções de solidariedade m época de Natal, as autarquias deitam contas à vida quanto aos gastos que a crise económica lhes permite fazer. No que respeita às câmaras da região, a expressão “prata da casa” nunca fez tanto sentido. Sobretudo com o apoio das colectividades, as câmaras municipais focaram-se, principalmente, em algumas iniciativas de solidariedade e em actividades de Natal para as crianças; com as iluminações próprias da quadra a ficarem arredadas das ruas das vilas mais uma vez. Em Azambuja, as iniciativas de Natal resultam de uma parceria entre a ACISMA e a Câmara Municipal. O objectivo é ajudar a fomentar a economia local. Uma das iniciativas passa pela campanha “Eu dou a Cara” pelo comércio local. No fim de semana de 14 e 15 de Dezembro, as crianças tiveram oportunidade de ver o Pai natal, e

E

de o receber em Azambuja com pinturas faciais, através do “Espaço Mãos à Solta”. Houve ainda tempo para um périplo com o grupo de cavaquinhos pelas ruas da vila de Azambuja. Em Alcoentre, teve lugar um mini concerto pelas ruas. No total, o orçamento para as actividades natalícias em Azambuja rondou os 1500 euros. Já no município de Alenquer, o vereador com o pelouro da Cultura, Rui Costa, salienta que “tendo em conta que aldeias, vilas e cidades Natal há cada vez mais por esse país fora, apenas organizando eventos e espaços numa lógica comercial, o município manteve-se fiel à sua identidade e tradições, com a montagem do presépio” Para além de um jantar de Natal a favor dos mais desfavorecidos que decorreu nos paços do concelho, de exposições alusivas à quadra, e do primeiro desfile de mini reis ma-

gos, numa acção concertada com as escolas, o Natal em Alenquer contempla no dia 21, para além de outros eventos, a primeira ceia solidária de Natal para “um conjunto significativo de famílias carenciadas” do concelho No total, o investimento no Natal por parte da Câmara foi de sete mil euros repartidos entre a autarquia e o Crédito Agrícola. O vereador da Cultura sublinha, ao Valor Local, que “actualmente no seio desta conjuntura económica, o critério seguido foi o do rigor na criação de despesa e o de pensar a longo prazo, optando apenas por um pouco de iluminação para o alto da vila”. Já no concelho do Cartaxo, o presidente da Câmara, Pedro Ribeiro, refere que “alguns eventos de animação foram promovidos e organizados em colaboração com os professores, os encarregados de edu-

cação e as crianças das escolas. Quanto ao custo de todo o programa de Natal refere que o mesmo “vai ser quase simbólico, e que tende mesmo para o custo zero”. “O momento que se vive é dramático para muitas famílias, a situação financeira do município não é a que gostaríamos, mas o concelho do Cartaxo conta com um movimento associativo forte, empenhado e muito diversificado, foi ao associativismo que pedimos ajuda e a resposta foi muito positiva, a entrega de todos a este projeto superou as nossas melhores expectativas”. No concelho de Salvaterra de Magos, a Câmara Municipal optou por apoiar o comércio local, e também os mais desfavorecidos, pelo que encetou uma série de iniciativas, entre as quais: “Natal e o comércio local”; “Concurso de montras de natal”; “Exposição de Presépios de Natal”; “Concurso de árvores de

natal recicladas”; “Festa de Natal de Idosos e Reformados” e “Campanha de recolha de alimentos Natal 2013”. Quanto aos custos, o gabinete de apoio à presidência refere que ficou abaixo dos cinco mil euros. Em Benavente, as colectividades e as escolas do concelho também

Músicos deram pequeno concerto neste Natal em Alcoentre

ACIS salienta dinâmica comercial de Arruda C

arlos Monteiro presidente da direcção da ACIS - Associação Empresarial dos Concelhos de Vila Franca de Xira e Arruda dos Vinhos, acredita que Arruda terá em breve um papel muito importante na economia regional, na área de Lisboa. Em entrevista ao Valor Local, o responsável sa-

lienta que o município apresenta uma sustentabilidade das empresas “que estão há muito em parque industrial”. Todavia, Carlos Monteiro destaca também o comércio de proximidade e os investimentos que foram realizados nomeadamente no que toca “à estética das ruas”,

“já que nos últimos anos o município foi apostando na sua melhoria.” Nesse sentido, o responsável salienta que nos últimos anos se fixaram naquele concelho muitas pessoas de Lisboa, “portanto o comércio começa agora a reagir e a oferta começa a melhorar”.

Como exemplo disso, Carlos Monteiro aponta uma campanha que foi feita no município, nomeadamente, a campanha do POS, que se trata de um novo sistema de facturação agora obrigatório, que viu uma adesão muito significativa por parte dos empresários. “Aliás até foi mais

foram chamadas a participar activamente na execução do programa natalício local, “com recurso à prata da casa”, com “ofertas envolvendo os técnicos da Câmara, e as companhias teatrais residentes”, “sem custos significativos”, deu conta o presidente do município, Carlos Coutinho.

concorrida, em termos percentuais, do que a que decorreu em Vila Franca de Xira” que em termos comparativos tem muitos mais comerciantes. Carlos Monteiro destaca que, na sua opinião, o concelho de Arruda dos Vinhos tem uma “agenda própria” e isso faz toda a diferen-

ça. Para o presidente da ACIS, as ligações à gastronomia e tradições locais estão na origem do alegado sucesso do comércio naquele concelho, vincando que essas questões leva ao fomento da utilização dos restaurantes locais “muito superior ao de Vila Franca de Xira, aos fins de semana”.


Valor Local

Ambiente

7

Aterro na Quinta da Queijeira volta à baila em Azambuja A declaração pública para a instalação de um aterro de resíduos não perigosos e de resíduos inertes foi revogada numa das últimas reuniões camarárias de Azambuja, mas o projecto deverá sair da gaveta pois tem o parecer favorável da Agência Portuguesa do Ambiente. A Câmara já em 2008 tinha dado luz verde à instalação deste equipamento com localização na Quinta da Queijeira. Nesta votação, a proposta de revogação apresentada pelo grupo de vereadores da Coligação Pelo Futuro da Nossa Terra foi aprovada com os votos a favor de Jorge Lopes, Maria João Canilho, e o vereador da CDU, David Mendes; os votos contra de Luís de Sousa e Silvino Lúcio (PS), e as abstenções de António Amaral, eleito pelo PS, e Herculano Valada, independente que vota ao lado do PS. “Tratou-se de uma estratégia política concertada com os nossos vereadores que se abstiveram, pois alegaram que não tinham muitos conhecimentos do

projecto que já vinha de mandatos anteriores”, referiu Luís de Sousa em declarações ao Valor Local, explicando que “a votação não tem quaisquer efeitos, pois todas as autoridades já deram o aval ao projecto que vai mesmo seguir para a frente”. O presidente de Câmara referiu que a revogação da utilidade pública do projecto não influenciará o andamento do mesmo. Quando se fala de prejuízos ambientais para Azambuja, Luís de Sousa declina essa possibilidade falando mesmo em benefício. “Os lixos ao invés de serem despejados nos pinhais ou nos eucaliptais poderão ali ser depositados e reciclados”. Por outro lado, a Câmara “tem possibilidade de entrar como sócia da empresa e receber cinco por cento dos lucros”. Para o presidente da Câmara, este poderá ser um “negócio interessante”. “Os senhores vereadores do PSD dizem que não, que o aterro causará muita poluição, e falam ainda da possibilidade de atraves-

samento das nossas vias de cinco camiões por dia. Pergunto eu quantos camiões não passam nas nossas estradas diariamente” Em causa, estará ainda a possibilidade de criação de “15 a 20 postos de trabalho”. Para além disso, o que está idealizado “não coloca em causa a qualidade de vida de alguns moradores limítrofes, e ao fim de 15 anos de vida, o aterro será selado e criada uma bonita zona arborizada”. De acordo com as palavras do presidente, a votação decorrida na Câmara, deixou indiferentes os responsáveis da empresa que pretende construir o aterro. No entender do vereador Jorge Lopes que apresentou a proposta de revogação, o projecto apresenta vários efeitos prejudiciais para o concelho, entre os quais, e conforme se pode ler na sua moção: “desqualifica o enquadramento ambiental e económico da Quinta de Vale de Fornos; põe em causa o bem-estar ambiental

dos moradores da urbanização da Quinta da Marquesa, que está a pouco mais de 300 metros do local; desqualifica o desenvolvimento urbanístico da vila de Azambuja, que se transformará numa amálgama sem dignidade; causará aumento da circulação, e será pouco significativo no arrecadar de receitas municipais”. Por outro lado, o vereador da coligação salienta que a declaração para aterro de resíduos industriais não perigosos foi requerida numa primeira fase pela Zubareia, em 2008, e mais tarde surge a empresa Suma, ligada à recolha de resíduos e limpeza urbana, cujos accionistas são a Mota Engil e a Urbaser, que dá entrada ao processo, sendo que a proprietária do terreno é ainda uma terceira empresa, a Leirimobil. Foram concedidas autorizações ambientais a uma das empresas quando há outras envolvidas, o que no entender do vereador torna o processo “pernicioso e duvidoso”. Já no entender do vereador da

CDU, David Mendes, “há uma enorme falta de transparência em relação a tudo isto”. “O local em causa é muito arenoso, dado a muitas infiltrações, com possíveis envenenamentos de lençóis freáticos”. E vai mais longe: “Os resíduos industriais perigosos estão sujeitos a uma quantidade enorme de padrões de segurança. Qualquer deposição em aterro obedece a normas, enquanto este tipo de resíduos de que aqui se fala não têm essas normas, para além de que pode, eventualmente, dar-se uma mistura dos dois tipos de resíduos, se não houver uma fiscalização adequada”. Por outro lado considera frágil, o argumento de que não há outra unidade deste género na zona, quando existe uma entre Aveiras de Cima e Ota. Recorde-se que em reunião de câmara decorrida em Setembro de 2012, engenheiros da Suma defenderam que este projecto “abarcou quatro anos de estudos técnicos”. Tratar-se-á de acordo

com o que foi explanado de “um aterro de resíduos não perigosos, resíduos do sector agrícola, e resultantes do processamento de produtos alimentares”. “Não entrando quaisquer resíduos tais como sólidos urbanos; hospitalares, radioactivos, óleos solventes, entre outros”. Os técnicos explicaram também que a protecção dos lençóis freáticos subterrâneos “será assegurada com recurso à realização dos estudos hidrogeológicos, não se colocando tela acima ou abaixo do nível freático”. Foi ainda dito que quanto ao plano ambiental, e tendo em conta a legislação, “a recuperação paisagística da pedreira com resíduos não perigosos “será feira com boas práticas e boas regras de exploração de terrenos”. A Assembleia Municipal de Azambuja decidirá, brevemente, passado mais de um ano sobre esta questão. O presidente do município referiu ao Valor Local que irá ver com os deputados sobre a posição a tomar.

Novas descargas na Ribeira do Sarra no Carregado problema não é novo, mas teima em perdurar. A Ribeira do Sarra que atravessa a localidade do Carregado foi, de novo, alvo de descargas, provenientes de “uma ou mais empresas” que laboram nas antigas instalações da fábrica Knorr, também no Carregado. O cheiro, nestas ocasiões, torna-se insuportável para a população que convive com aquele foco de poluição. O assunto foi, de novo, debatido em reunião do executivo camarário de Alenquer, no dia 16 de Dezembro. O vereador da Coligação Pela Nossa Terra, Nuno Coelho, apontou o dedo à empresa de cosmética Nally, “que a Câmara ajudou ao longo do seu ciclo de investimentos”, e que “deveria ser obrigada a

O

cumprir os seus deveres”, nomeadamente no que toca à ETAR que “devia estar construída”. Técnicos da autarquia informaram da deslocação ao local por parte das autoridades: SEPNA, CCDR e APA que procederam à recolha de amostras para análise em vários locais. “Estamos a pressionar para saber os resultados e será com base nisto que a Agência Portuguesa do Ambiente vai agir em conformidade”. No entanto, foi salvaguardado que o foco de poluição também poderá ter origem noutras empresas como a Europastry, pois “estamos perante um emaranhado de tubos e não se pode dizer que, apenas, a Nally está a poluir”. O presidente da junta de fregue-

sia do Carregado, José Manuel Mendes, ouvido pelo Valor Local, dá conta que encaminhou “diversos ofícios para a Câmara” ao longo dos últimos anos. “A fonte está identificada, vem das antigas instalações da Knorr, a Câmara Municipal de Alenquer tem conhecimento. Tenho-me debatido por esta questão nas assembleias municipais. Os moradores estão revoltados, e penso que tem de se agir de uma vez por todas”. Ouvimos alguns moradores que falam do transtorno que o caso lhes causa. “Toda a gente se queixa deste cheiro nauseabundo. As descargas têm-se intensificado mais nos últimos tempos; da última vez com muita espuma na água”, refere Mário Luís, que tem uma oficina no

bairro. Já no caso de outra moradora cuja residência fica colada à ribeira, refere que, nos últimos tempos, “há mais descargas”. “Num dos últimos dias da semana passada, parecia que estavam a deitar sabão na ribeira. Há quem se queixe mais do cheiro do que eu, talvez por causa da orientação do vento, de qualquer das formas isto é muito complicado”, dá conta Nazaré Rodrigues. A Câmara Municipal aguarda o parecer da Agência Portuguesa do Ambiente para agir em função dos resultados apresentados. O Valor Local contactou a empresa Nally para se pronunciar sobre este tema, mas até ao fecho de edição não recebemos resposta.

Praga de escaravelhos ameaça “avenida das palmeiras” A

lgumas palmeiras do Palácio da Rainha, em Azambuja, podem estar em risco, ao que tudo indica 6. Em causa está a praga de escaravelhos que se tem alastrado nos últimos dias de uma forma muito intensa. O Valor Local sabe que a Câmara Municipal de Azambuja está a monitorizar o estado das palmeiras no concelho, tendo detectado para já árvores doentes na avenida das palmeiras no palácio. Em todo o caso, o assunto ainda

pode ter resolução, pois segundo o vereador Silvino Lúcio, “a Câmara de Cascais conseguiu um tratamento eficaz para as árvores”. Sendo que o custo do tratamento segundo o que conseguimos apurar ronda os 500 euros. O vereador destaca que as palmeiras do palácio são as mais preocupantes, isto tendo em conta que estão muito próximas umas das outras o que possibilita uma contaminação mais rápida. Nos últimos dias, a autarquia já

abateu três árvores. Uma das palmeiras, estava no Jardim Municipal, mas outras também já foram identificadas. Só a caminho de Aveiras de Cima, existem pelo menos duas palmeiras doentes. Todavia a Câmara não pode intervir, já que estão em terrenos particulares. Esta é uma questão que tem afectado também os concelhos vizinhos. Almeirim e Alenquer já tiveram de cortar árvores, mas em Azambuja, os responsáveis querem sal-

var as palmeiras do palácio, já que são um dos ex-libris concelhios. Em reunião de Câmara, o vereador da oposição, Jorge Lopes, que tem ligações ao Governo, disponibilizou um contacto mais directo com a Agência Portuguesa do Ambiente. Uma oferta bem recebida pelo executivo socialista, que esta semana pediu à APA apoio no combate à praga de escaravelhos. Miguel António Rodrigues


8

Destaque

Valor Local

Negócios no facebook

Jovens criam negócios e vendem nas redes sociais A maioria são jovens com segundos empregos ou que fazem do comércio online dos seus produtos a sua principal actividade, De forma mais ou menos organizada, escolheram as redes sociais, sobretudo, para anunciarem as suas vendas. Bijuteria, vinhos, roupas para bebés, e até um negócio relacionado com o aluguer de uma autocaravana, assim se faz o comércio online na região. E como é Natal quisemos saber quais as expectativas destes empreendedores, ao mesmo tempo, que também demos um salto ao comércio tradicional tendo em vista a época das prendas Sílvia Agostinho

Primeiro site de descontos online em produtos gourmet F lash Gourmet é um conceito de e-commerce que se encontra online desde finais de Novembro de 2012, dirigido por Nuno Anjos e Andreia Rodrigues. A empresa é de Vila Franca de Xira, e neste primeiro ano de balanço, “a aposta foi na divulgação da plataforma junto do públicoalvo”. “Tem sido positivo, já que o crescimento tem vindo a ser sustentado de mês para mês”, afiançam os responsáveis. O site do conceito apresenta com muita regularidade a possibilidade de compra de vinhos e alguns

produtos alimentares selecionados, a preços promocionais que podem ser adquiridos num curto espaço de tempo, sendo à posteriori substituídos por outros do género. “A nossa inspiração foi em empresas norte-americanas. Em Portugal fomos pioneiros, e fomos a primeira plataforma de descontos online de produtos gourmet.” A maioria dos clientes é de grandes centros urbanos, “e não necessariamente apenas de Lisboa”, referem os responsáveis. “Temos sobretudo encomendas

do litoral do país, mas também com alguns focos interessantes em algumas cidades do interior”. Quanto ao volume de encomendas mensal, respondem que é variável, até porque se encontra sujeito a algumas condicionantes sazonais. Os descontos conseguidos pela equipa do Flash Gourmet é fruto de uma “negociação com vários produtores e fornecedores que permite apresentar grandes descontos (por vezes cerca de metade do preço)”. 80 por cento da oferta relacionase com vinhos, mas pontualmen-

te são disponibilizadas “outras categorias gourmet adjacentes tais como queijos, charcutaria, doçaria, chocolates, temperos, cervejas gourmet, acessórios relacionados com o vinho”. Este Natal, a empresa espera “aumentar o volume de encomendas” até porque existe alguma expectativa sobre como será a solicitação por parte dos consumidores, já que não há ponto de comparação, com o ano passado, uma vez que a empresa surgiu poucas semanas antes da época festiva.

Nuno Anjos e Andreia Rodrigues


Valor Local

Destaque

9

“InPulso” com “Mimices” com trinta “Dreams on Wheels” para bijuteria personalizada encomendas por semana viajar de forma económica gosto pela bijuteria e pelo artesanato nasceram consigo, e depois de alguma experiência decidiu criar a “InPulso” com site e págima no facebook. Formada em Design Gráfico e Multimédia, Ana Aniceto, de Azambuja, mantém a bijuteria como uma espécie de hobby mas com algumas ambições. Para já, não se queixa do volume de encomendas, mas salienta que também não pode exigir mais, pois não se dedica a 100 por cento à divulgação da “InPulso”, dado que mantém uma actividade profissional paralela. O conceito da “InPulso” iniciou-se em Setembro deste ano. A divulgação e a tentativa de fazer algo diferente, bem como, um atendimento mais personalizado são as técnicas que encontra para tornar-se bem-sucedida neste ramo, dada a explosão de lojas e negócios online relacionados com o mundo da bijuteria. “Tento personalizar cada peça ao máximo, com possibilidade de escolha de cores e acabamentos, por parte das clientes”. “Ao fim de semana quando tenho mais tempo livre tento criar novas peças, até porque este trabalho depende muito da criatividade”, refere. Cada pulseira ronda os quatro euros. Já recebeu algumas encomendas tendo em vista a época das prendas de Natal, e reconhece a importância, sobretudo, das redes sociais para chegar mais perto das possíveis clientes. A ambição passa também por abrir um atelier, “não apenas na área da bijuteria mas também com uma componente de artesanato”.

O

imices” é um dos projectos mais conhecidos na área que diz respeito à confecção de peças de roupa com bordados e outros apliques, sempre artesanais, sobretudo direcionadas para os mais pequenos e senhoras. Débora Teixeira, residente no Carregado, que conta já com uma apreciável carteira de clientes de todo o país e até do estrangeiro teve a ideia tendo em conta que não conseguia encontrar trabalho na sua área (Ciências da Nutrição) sem ser a recibos verdes,

“M

Em sua casa montou um verdadeiro atelier. Recorda que nunca teve gosto por aprender a costurar, embora a sua mãe seja modista. Apenas em 2010 quando recebeu uma máquina de costura se iniciou na confecção das peças. Hoje são às centenas, as pequenas peças delicadas que enchem o seu atelier. “Há muita gente a querer aprender. E cada vez mais quem se interesse por este tipo de trabalho artesanal”, dá conta. Desde Agosto, que a sua mãe também a ajuda na confecção das peças, pois já não tinha mãos a medir. Através do facebook, recebe a maioria das encomendas. Normalmente, quem procura os seus serviços escolhe um tecido, e refere como pretende a peça. Diz que consegue cerca de 30 encomendas por semana. E neste Natal, refere que muita gente já procurou a “Mimices” para dar um mimo aos amigos e familiares.

gosto pelas viagens esteve na origem da aquisição de uma autocaravana daí até à ideia da sua rentabilização através do aluguer não demorou muito. Ana Couceiro, de Azambuja, comprou a autocaravana há alguns anos atrás e procedeu à sua remodelação total. A mesma dá para seis pessoas e alguns investimentos foram efectuados no transporte, sobretudo com recurso ao seu aluguer. O conceito chama-se “Dreams on Wheels” e começou há cerca de dois anos. “Alguns amigos falavam comigo e pediam-me a caravana emprestada, através do passa-palavra chegámos à parte de começarmos a alugar a autocaravana, decidimos publicitar o negócio apenas no facebook, e com bons resultados”, dá conta. Já tem tido alguns dissabores com alguns clientes que não tomaram as devidas cautelas na passagem por alguns locais, como parques de estacionamento, mas regra geral a experiência tem-se revelado positiva. – “Esteve alugada durante todo o Verão, até já o fizemos com uma irlandesa que andou com a autocaravana pelo país”. Despedidas de solteiros e passagens de ano são também ocasiões em que o serviço é especialmente requisitado, bem como no Carnaval e Páscoa. Na época baixa, o preço de aluguer deste transporte para quem deseje partir à aventura, é de 50 euros, e na época alta (de Junho a Setembro) – 65 euros. É assinado um termo de responsabilidade, “que funciona legalmente”. A maioria dos clientes é de Azambuja, de Lisboa, e também espanhóis, já que conhece alguns cidadãos daquela nacionalidade. A nível de poupança, exemplifica que, no caso, de uma família com quatro pessoas que requisite este serviço, a mesma consegue gastar muito menos. Já pensou em adquirir mais uma caravana para expandir o negócio, mas decidiu não avançar devido a outros compromissos profissionais, mas deixa o repto – “Quem quiser avançar para uma ideia destas poderá ter sucesso. Tenho uns amigos que já têm duas do tipo pão de forma, mas que querem ir até seis, e estão a ser bem-sucedidos”.

O


10

Destaque

Charlie Catering and Sweets é sucesso no facebook á cerca de três anos que Carlota Pina, de Alverca, Vila Franca de Xira, decidiu transportar para um negócio de catering a sua paixão pela cozinha, e assim nasceu o projecto “Charlie Catering and Sweets” que explora sobretudo a mais-valia do facebook na divulgação dos seus serviços. “O resultado tem sido bastante positivo, por isso decidi intensificar a oferta e a diversidade”, conta. Os seus conhecimentos na arte do Cake Design têm-lhe valido muitas encomendas e o facto de ter escolhido uma rede social para divulgação é uma mais-valia pois, “a velocidade e o número de pessoas que se atinge é enorme!” “Por enquanto trabalho só com o facebook”, refere. Na sua página, podemos verificar que muitos são os bolos de aniversário que confecciona, sobretudo para “caterings low cost para empresas e festas familiares”. As críticas por parte dos clientes têm sido “bastante positivas”. O “passa palavra” também se tem revelado como uma “excelente ferramenta de marketing”. O objectivo poderá “eventualmente” passar por uma loja física. Este Natal espera repetir o sucesso do ano passado em que o número de pedidos se revelou como “bastante significativo”.

H

Comércio Tradicional:

Recordar bons tempos da “Aguarela” papelaria Aguarela existe desde a década de 80, no largo do Rossio, em Azambuja, e o movimento de clientes na altura do Natal, nos primeiros anos, era “incomparavelmente maior”, nas palavras de Gabriel Cardoso, proprietário. Os brinquedos eram os mais apetecidos para as prendas. “Bonecas parecidas com a Barbie e nenucos”, recorda-se. Antes da chegada dos brinquedos, havia quem os encomendasse previamente. “Naquela altura vendia-se tudo. Também vendia muitos livros, havia mais fome de leitura, quer nos adultos, quer nas crianças, especialmente os da colecção ‘Saber’”. A partir da entrada do euro, assistiu-se a uma “quebrazinha”, “mas a pior queda deu-se desde 2004; e desde aí tem vindo a piorar”, relembra. “Ainda consigo vender alguns livros, mas a nível dos brinquedos as vendas têm estado mais paradas. Embora os mais educativos ainda tenham alguma saída.” “Antigamente, os miúdos sentavam-se aqui nos banquinhos a ler livros, era muito diferente” e aponta para alguns que ainda conserva. “Por vezes, converso com algumas dessas crianças que hoje são adultos”.

A

Comprar na internet, sim ou não? R oupa, acessórios e tecnologia costumam liderar as listas de compras digitais. Os preços mais competitivos e a comodidade estão entre as razões que levam, sobretudo, os mais novos a optar pelas compras online.

David Matos, de Azambuja, tem 21 anos e fez a sua primeira compra na Internet aos 19, quando recebeu um cartão de crédito que utiliza para pagar tudo o que adquire na rede. Comprou suplementos desportivos e ainda hoje

continua a fazer o mesmo tipo de compra online, à semelhança do seu grupo de amigos. “Além dos suplementos para o ginásio compro jogos”, revela ao Valor Local. Na opinião do jovem, os produtos que se compram na

Internet “têm qualidade” e nunca se sentiu inseguro. Já Miguel Nabeto, de 31 anos, também de Azambuja, refere que nunca comprou nada através da Internet. “Coloquei essa hipótese várias vezes, mas nunca me in-

Valor Local Na “Casa do Bacalhau” não entra pescado da Noruega o mercado municipal de Alenquer, a Casa do Bacalhau é já um ponto de referência quando toca a comprar o fiel amigo para a ceia de Natal e não só. Francisco Cabido sente-se satisfeito de vender apenas o bacalhau legítimo, e não “outras imitações que proliferam no mercado, principalmente nalguns supermercados”. Isto porque os seus bacalhaus passaram por nove meses de cura, enquanto os outros, por vezes, quatro dias, o que atesta bem da qualidade do pescado que cada um vai adquirir. “Há 56 anos que vendo bacalhau verdadeiro, proveniente da Islândia, Terra Nova, e Ilhas Faroé, aqui não entra bacalhau da Noruega”. E fornece a explicação – “O bacalhau que é vendido como sendo da Noruega, vem da Rússia, onde é congelado como a pescada. A história de que andamos a comer bacalhau da Noruega dava para fazer uma festa”, ri-se, dando a entender que o consumidor português anda a ser enganado. De acordo com as suas palavras, “há bacalhau graúdo com aspecto de ter sido feito em três dias (quando deve demorar no mínimo sete semanas) a quatro euros e tal. Isto não tem explicação, porque com esse preço não se paga nem as redes para se apanhar o peixe, que regra geral, nessas superfícies está cheio de água quando demolhado. Não aumentando de volume mais do que 8/12, quando aquele que vendo aumenta até 28 por cento.” No seu caso, o graúdo Islândia, é vendido a 9 euros e 85 cêntimos – “e por isso sai mais barato do que o outro, pois aumenta mais o seu volume na água”.

N

teressou muito. Tenho um pouco de receio ao comprar na Internet, depende muito dos sites. Nunca sabemos para onde vai o nosso dinheiro exatamente”, explica. No entanto, Miguel considera que há vários produtos online

com preços mais reduzidos e encara as compras na Internet como uma alternativa de futuro, uma vez que os produtos têm qualidade e “são exatamente iguais aos que se encontram nas lojas”.


Valor Local

Solidariedade

11

Cruz Vermelha do Carregado vai alargar projecto da “Lancheira Escolar” delegação da Cruz Vermelha do Carregado vai alargar o projecto da “lancheira escolar”, um projecto que fornece lanches às crianças mais carenciadas da vila do Carregado, mas que em 2014 estender-seá às escolas de Ota, Merceana e Alenquer. Este é um projecto que segundo o responsável da Cruz Vermelha, Ramiro Rodrigues, só é possível graças a algumas empresas. “Neste caso em concreto trata-se do Intermarché do Carregado que nos tem dado uma grande ajuda. Tem ajudado igualmente a Operação Sorriso e do Banco Alimentar”. Com este alargamento, a instituição vai passar apoiar o dobro das crianças. Ao todo o número deverá ascender às 150 crianças, que serão abrangidas e identificadas pelo projecto “Lancheira Escolar”. Ramiro Rodrigues salienta que em causa está agora a necessidade de encontrar cerca de 660 litros de leite, para continuar este projecto, que para além de leite, também dá pacotes de bolachas, “uma ajuda preciosa a estas fa-

A

mílias”, segundo o responsável, que vinca igualmente que através deste projecto também já identificou algumas famílias carenciadas, às quais a Cruz Vermelha também dá apoio através da oferta de cabazes de alimentos. A instituição também celebrou acordos recentes com outras entidades para fazer um melhor trabalho na área social. Ramiro Rodrigues salienta que através de um protocolo com o Centro Social do Carregado foi possível, por exemplo, proporcionar aos voluntários que passam as noites no quartel, algumas refeições quentes, o que representa, na opinião do presidente da instituição, uma forma de reconhecimento pelo trabalho dos voluntários daquela casa. Por outro lado, foi possível também criar condições monetárias um pouco mais atractivas, com um ligeiro aumento do valor pago aos voluntários. Ramiro Rodrigues presidente da instituição que é empresário na sua vida profissional, diz que um dos objectivos da sua liderança foi o de “arrumar a casa”. O em-

presário trouxe para a instituição alguns dos princípios que aplica

na sua vida profissional, e conseguiu equilibrar as contas e, ao

mesmo tempo, acrescentar algumas mais-valias para o dia-a-

Ramiro Rodrigues preside os destinos da associação

dia dos voluntários que ajudam a causa da Cruz Vermelha.


12

Política

Valor Local

Turismo é principal aposta do novo presidente da Câmara de Benavente Depois de 16 anos como vereador de António José Ganhão, Carlos Coutinho assume agora o cargo de presidente da Câmara Municipal de Benavente. O Turismo é a sua grande aposta, e por isso conta com o apoio dos vários agentes. Quanto ao aeroporto projectado para parte do território concelhio, garante que a Câmara não pagará quaisquer ónus se tiver de existir indemnizações. O novo autarca confessa que nunca teve “chatices” com o anterior presidente, e manterá uma linha de actuação próxima da do seu antecessor Sílvia Agostinho Valor Local – Está a iniciar o seu primeiro mandato como presidente de Câmara, depois de vários mandatos como vereador. António José Ganhão foi presidente do município durante mais de três décadas, de que forma é que pretende marcar a diferença em relação a uma gestão que foi longa. Carlos Coutinho – A CDU realizou um trabalho que é reconhecido neste concelho com um dos melhores índices de desenvolvimento a nível do distrito. Temos diversos indicadores que nos colocam num patamar superior, por isso o trabalho será de continuidade. Obviamente que nem todos somos iguais. Fiz parte da equipa de António José Ganhão durante 16 anos, e sempre me identifiquei com o seu percurso. Em alguma questão vai tentar fazer diferente do anterior presidente? É muito interessante verificar que durante estes 16 anos, nunca tive nenhuma situação de qualquer tipo de chatice com António José Ganhão. Mas realço que há sempre formas de pensar diferentes. Uma das áreas que pretendo aprofundar prende-se com o Turismo. Já pediu alguns conselhos ao anterior presidente? Como sabe, António José Ganhão é presidente da Assembleia Municipal de Benavente, e temos tido ocasião de trocar algumas opiniões. Como é que vê actualmente a questão do novo aeroporto, não receia que se possa tornar num novo elefante branco, tal como aconteceu de resto na Ota? Tem sentido alguma impaciência por parte de empresas ou de quem de direito com interesse nos terrenos agora submetidos a nova servidão aeronáutica? O processo do aeroporto nunca foi determinante para o nosso desenvolvimento. Face ao clima económico do país, é muito improvável que se avance com a construção do novo aeroporto, sendo que essa é também uma necessidade absoluta. Aguardamos com tranquilidade esse processo, mas com uma grande preocupação de que não recaia sobre o município de Benavente qualquer ónus que nos prejudique, como aconteceu com os municípios relacionados com Ota. As pistas avançaram dois qui-

lómetros, o que levou a que as isófonas (controle do ruído) do projecto fossem deslocadas para norte, para a freguesia de Santo Estevão, pondo em causa alguns investimentos que se situam naquela região. Já houve desistências por parte de investidores, tendo em conta esse quadro? Ainda não houve desistências, mas estamos a falar de investimentos já realizados que devido a esta situação se encontram em causa. Estou a falar de investimentos situados na envolvente de Santo Estevão, como empreendimentos turísticos que se encontram sob alçada das medidas do aero-

guardar. Não podemos ser nós a assumir esse tipo de responsabilidades relacionado com o projecto do aeroporto, até porque isso seria o descalabro. Em 2009, foi concluído o processo de formalização da empresa Águas do Ribatejo (AR), mas, no entanto, os percalços aqui no concelho de Benavente continuaram a suceder-se com os casos da conhecida água castanha que saía das torneiras. É preciso dizer que esta empresa intermunicipal é a que apresenta valores mais baixos no tarifário relativamente a outras como a Águas de Alenquer, a Águas da Azambuja ou a Cartágua, ou as de

intermunicipal, penso que no devido tempo, as populações vão dar o devido valor à AR, mas também sou um crítico desta empresa intermunicipal. Há mérito na estruturação do sistema, construção de etar’s, condutas, entre outros. São trabalhos que não estão visíveis, e que não são reconhecidos por isso mesmo. Mas reconheço que há falhas no atendimento aos munícipes, nos pavimentos que não são repostos em tempo útil. E estas são questões que vamos procurar, agora, resolver no conselho de administração. A empresa intermunicipal tem feito alguma questão de se demarcar da possibilidade de en-

O novo presidente trabalhou dezasseis anos como vereador no município porto. A Declaração de Impacte Ambiental (DIA) foi prorrogada. Temos a decorrer um processo no tribunal fiscal e administrativo de Leiria, contestando isso mesmo. Aguardamos serenamente, mas sempre com a preocupação de que o nosso município não será prejudicado. Como tem sido o diálogo com a entidade estatal que superintende esta matéria? Não tem sido um diálogo fácil, porque temos questões muito pertinentes nesta matéria, a que acresce a revisão do Plano Director Municipal. Pretendiam que fossemos nós a verter nesse plano os diferentes ónus, que se constituiriam como uma via aberta para que no futuro fosse a Câmara de Benavente a pagar indemnizações no que respeita aos diversos projectos de investimentos turísticos, por exemplo, e tivemos de nos salva-

Santarém e de Tomar; que superam em mais de 50 por cento os nossos valores. Mas a qualidade do serviço da AR pelos vistos tem deixado a desejar… As nossas captações foram efectuadas a cerca de 70 ou 80 metros, fruto da prática de culturas intensivas, com os lençóis de água a ficarem impróprios para consumo, com elevados níveis de nitratos, de adubos que se aplicam na agricultura. Sendo que aqui na nossa zona também tínhamos um elevado nível de manganês que depositado nas condutas, e de cada vez que havia uma perturbação na rede, desprendia-se das mesmas, e daí a água castanha. A AR efectuou estações de tratamento, e neste momento não temos registo no que ao manganês diz respeito; sem os problemas verificados antes. Sou um defensor da empresa

trada de privados na mesma, como forma de, só assim, segundo o conselho de administração, se conseguir conciliar um bom serviço e um preço mais baixo no abastecimento de água, no entanto, a verticalização do sector das águas em Portugal está em cima da mesa, e em perspectiva a constituição de sistemas multimunicipais e com isso uma mudança de paradigma que afectará as diferentes empresas de vários tipos; com privados ou sem eles. Estamos conscientes da possibilidade de privatização dos sistemas de águas, embora não entenda como se possa fazer isto num sector que devia estar na alçada dos municípios. No nosso caso temos uma sustentabilidade assegurada, com plano de investimentos de 130 milhões de euros, e com princípio de solidariedade entre muni-

cípios, com apoio, em primeiro lugar, aos que estavam à partida menos providos de equipamentos e infra-estruturas. A entrada de um privado está mesmo fora de hipótese? Temos o nosso know-how, e estamos devidamente estruturados. Penso que no distrito, não haverá empresa com o nosso volume de negócios, actualmente, e com um tarifário atractivo. O privado só viria tirar os seus dividendos. O presidente da Entidade Regional de Turismo esteve no concelho, durante esta semana, na sua opinião o desenvolvimento da actividade turística nos concelhos ainda depende deste tipo de estruturas que tão depressa se localizam em Lisboa, como em Santarém, e agora no Alentejo, ou antes de uma acção concertada por parte da autarquia com possíveis investidores, sem intermediários. Os municípios do distrito de Santarém, e desta zona do Vale do Tejo têm sido muito maltratados no que respeita ao Turismo. Já estivemos em diferentes regiões de turismo, e isto diz bem da falta de visão da administração central quanto a esta matéria. Nunca sentimos apoio por parte destas estruturas no desenvolvimento de uma estruturação do turismo nesta zona. Naturalmente, que foi com muito agrado que recebemos a visita do presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, que se fez acompanhar por um vasto conjunto de técnicos. Foi a primeira vez que teve uma visita deste género. Sim. Comunicámos que estamos com grandes expectativas quanto ao trabalho que possamos articular em conjunto. A visita foi extremamente interessante, mostrando o nosso grande potencial, a nossa vasta área de charneca, a que chamamos de pulmão de Lisboa, no respeito da biodiversidade e de toda a componente paisagística. Temos no terreno um conjunto de operadores importante, nomeadamente, no golf. Em Samora Correia também estamos perante a possibilidade de um novo investimento turístico. Ainda é pouco conhecido, trata-se de algo em meio aquático, que creio que será fundamental. Está a ser acompanhado pelo turismo na-

cional. Estamos a falar de algo com componente de ski aquático, mas a ideia é recente. A partir de Janeiro, começaremos a trabalhar com a entidade de turismo, agentes de turismo, Companhia das Lezírias entre outros parceiros na promoção do turismo do município. Há pouco falávamos de alguns projectos turísticos que estão condicionados pelo novo aeroporto, tendo em conta a sua forte aposta na promoção turística do concelho, podemos desde já dizer que em parte o município está a perder por causa do aeroporto. Não posso dizer isso. Mas há uma questão fundamental que á do alojamento. Temos 3 campos de golfe no município, e esse factor das camas é determinante, alguns desses empreendimentos em Santo Estevão, relacionam-se com hotéis e temos de arranjar forma de podermos potenciar essa concretização, que será determinante. Entretanto, também em perspectiva a instalação de mais um espaço chinês, no Porto Alto, no valor de 40 milhões de euros, pelo grupo PAO. Até que ponto tem sido uma mais-valia o proliferar de pavilhões chineses, e agora mais um novo edifício. Digamos que não se dá pela comunidade chinesa. Não temos uma relação próxima, Primam pela discrição. Tratando-se de um investimento de 40 milhões de euros, é sempre importante, tendo em conta o que estamos a viver. A nível de licenças e taxas, porque não significará muitos postos de trabalho. Sim, a nível de licenças e de taxas. Haverá alguns postos de trabalho. Tudo é importante nesta altura. Mas também a sua construção envolve mão-de-obra e materiais, dinamizando por isso a economia. No entanto, naquela zona, há ali alguns pavilhões chineses que causam algum impacto visual… Sem dúvida, não só nesse sentido, mas também no que toca ao desrespeito do espaço público com deposição de cartão, junto aos contentores, e outros materiais de maior dimensão. Estamos a pensar numa campanha de sensibilização das pessoas e de actuação sobre as que prevaricam. A comunidade chinesa prima pela discrição mas nesta componente temos tido queixas.


Valor Local

Política

13

Seguro em Azambuja toma pulso às carências sociais do concelho secretário-geral do partido Socialista, António José Seguro, visitou esta quarta-feira, dia 18 de Dezembro, o concelho de Azambuja. A visita teve sobretudo um carácter social com visita a algumas instituições do concelho. Seguro foi recebido pelo presidente da câmara, Luís de Sousa, e respectivos vereadores, com quem manteve à porta fechada, uma reunião para se inteirar dos problemas socias vividos no concelho de Azambuja. Demoradamente, o líder do PS, acompanhado de Joaquim Raposo e António Galamba, perguntou pelo estado de saúde de Joaquim Ramos, mostrando alguma preocupação pela doença contra a qual, o ex-presidente da câmara lutou nos últimos meses. Durante a reunião à porta fechada aos jornalistas, o presidente da Câmara, Luís de Sousa, destacou o trabalho que a autarquia tem feito nos aspectos sociais. O autarca falou dos vários programas que a Câmara tem levado a

O

cabo junto das famílias, nomeadamente, as ajudas ao nível do “Cheque Social” (aquisição decarne e peixe) e outros apoios. O líder socialista mostrou alguma preocupação no que toca à falta de empenho da Segurança Social, junto das IPSS, referida pelos presentes. António José Seguro ouviu mais uma vez o presidente da Câmara a queixarse da falta de acordos com as instituições. Luís de Sousa referiu que, em alguns casos, “a autarquia sobrepõe-se ao Estado no apoio às famílias”. Outra das áreas abordadas foi a da Protecção Civil, e a questão da atribuição dos subsídios, “vital para o seu funcionamento”, destacou Sousa. A visita de António José Seguro seguiu depois para o Centro Social e Paroquial de Aveiras de Baixo, onde teve contacto com os responsáveis da instituição, ouvindo igualmente as suas preocupações. O líder nacional salientou em Aveiras de Baixo as suas preocupações face aos problemas

das famílias. Seguro destacou que naquela instituição “os pais de cerca de 30% das crianças deixaram de ter condições para

pagar na íntegra ou parcialmente a mensalidade”; revelando que a solução foi encontrada através da autarquia: “Se não fosse a

agora “foram entregues”. No entanto, o paradeiro dos mesmos durante quatro anos é desconhecido. António Jorge Lopes, vereador da coligação centro-direita pediu explicações ao presidente Luís de Sousa, que garantiu manter total confiança nos serviços, contudo o vereador da oposição pediu um inquérito interno para apurar onde estiveram “escondidos os processos” já que o próprio ex-vereador so-

sitar Azambuja no espaço de dez anos. O primeiro foi Sócrates, quando este concorreu à liderança do PS.

Líder do PS recebido pelo presidente da Câmara

O caso dos processos reaparecidos O

reaparecimento de 13 processos de contra-ordenação relacionados com os pelouros do anterior vereador José Manuel Pratas, mandato de 2005 a 2009, estão a geral alguma polémica junto do executivo da Câmara Municipal de Azambuja. Uma informação dos serviços dá conta de que os processos estiveram desaparecidos desde o tempo em que José Manuel Pratas deixou a vereação (2009) e

Câmara estas crianças não estavam a ser acolhidas”. António José Seguro, foi o segundo líder nacional do PS a vi-

cialista José Manuel Pratas, garante nunca os ter levado para casa. O mesmo disse ao Valor Local que já pediu para que fosse feito um rigoroso inquérito e que fizessem parte dessa investigação os vereadores da oposição David Mendes e Maria João Canilho de modo a que não restem dúvidas quanto à sua não implicação neste caso. José Manuel Pratas deixa mesmo a seguinte ques-

tão: “Estranho. Passados mais de quatro anos onde estiveram esses processos? Quem beneficiou com a prescrição dos mesmos? E quem pretendem tramar?”. António Jorge Lopes quer saber quem entregou de novo os processos e o presidente da Câmara, Luís de Sousa assegura que vai tentar apurar toda a informação. À hora de fecho desta edição, o Valor Local falou com o

presidente da Câmara que já deu instruções aos serviços para que a situação seja clarificada. Referiu que os processos respeitam ao Urbanismo (construção de casas e muros), mas não sabe a que particulares ou empresas se referem esses processos. “Já pedi tudo; com prazos de validade das contra-ordenações e todas as questões inerentes. A jurista da autarquia começa ainda esta semana a investigar o

caso”. Luís de Sousa, que à data do desaparecimento dos processos era vereador e colega de Pratas, diz ter ficado “pasmado”. O presidente confessa que já falou com alguns funcionários da Câmara que na altura do suposto desaparecimento “não deram por falta da ausência dos processos”. “Se calhar, houve, agora, algum motivo para que os mesmos reaparecessem, é isso que vamos averiguar”.

Pedro Folgado acusado de driblar valores da dívida às juntas A

Coligação Pela Nossa Terra de Alenquer acusa o executivo socialista da autarquia de “mascarar” a dívida às juntas de freguesia. Em conferência de imprensa, os vereadores Nuno Coelho e Eurico Borlido não pouparam críticas ao presidente da câmara, Pedro Folgado, que acusam de ser conivente com uma informação dada de forma incorreta aos vereadores da oposição. Em causa, está um documento, no qual a autarquia apresentava alguns valores referentes às dívidas às juntas. Ora, segundo Nuno Coelho, esse documento “não espelhava a realidade das contas”. Nuno Coelho refere que quando comparada a dívida da Câmara à junta do Carregado “chegou-se à conclusão que algo não batia certo, porque os valores segundo a Câmara, rondavam os 17 mil eu-

ros, mas na realidade, ultrapassam os 100 mil”. Segundo as contas da coligação, o valor total apresentado no primeiro documento, rondava os 500 mil euros, mas num segundo documento, depois de pedidas expilações pela coligação, os números aumentam e ascendem os 900 mil euros. Nuno Coelho diz que com esta situação “começamos mal o mandato” vincando não acreditar na incompetência dos serviços da Câmara Municipal de Alenquer “Consideramos esta actuação do executivo da Câmara, como muito grave. É uma omissão à verdade perante o executivo todo e é uma forma habilidosa de mostrar as contas da câmara”. Nuno Coelho diz que a coligação não aceita a justificação que o primeiro mapa entregue apenas espelhava a dívida que não era considerada como

tal, porque a actual lei não considera dívida quando passa os 90 dias,(a designação “dívida” passa a adquirir a terminologia “pagamento em atraso”). Numa resposta escrita ao Valor Local, o presidente da Câmara de Alenquer rejeita qualquer “manipulação ou tentativa de mascarar qualquer informação prestada aos

vereadores” garantindo que “a insinuação não é de todo adequada e coloca em causa a imparcialidade e idoneidade dos serviços técnicos desta Câmara, o que não é de todo aceitável” Por outro lado, Pedro Folgado diz que a informação que foi prestada aos vereadores “dizia respeito à posição da dívida às Juntas de

Freguesia a 30/09/2013, de acordo com o critério dos pagamentos em prazo”. Pedro Folgado garante não perceber o “aparato” causado pelo montante revelado, já que “ todos os membros desta Câmara municipal dispõem de acesso direto ao programa informático SCA – Sistema de Contabilidade Autárquica e concomitantemente a todos dados

de natureza contabilística e previsional, podendo estes ser consultados a todo o momento”. A Câmara de Alenquer também já facultou à DGAL a informação sobre as dívidas aos fornecedores. Actualmente, (trimestre de Junho a Setembro), o prazo médio de pagamento é de 128 dias, quando no trimestre anterior foi de 147 dias.


14 Apresentação do livro “Sinais de Tabelião - a Arte da Autenticação” F

oi apresentado, no passado dia 7 de Dezembro, a obra “Sinais de Tabelião – a Arte da Autenticação” de Francisco Nunes dos Reis, que ao longo de 40 anos exerceu a profissão compositor gráfico e arquivista documentalista, no município de Azambuja. Neste livro estão compilados 400 anos de “sinais de fé pública a actos privados”, referiu José Machado Pereira, historiador e museólogo, durante a apresentação. O reconhecimento da sua actividade por parte da autarquia foi realçado por parte do vereador da Cultura, António Amaral, que referiu o facto de Francisco Nunes dos Reis “muito ter trabalhado para o concelho de Azambuja”, e por isso “a edição desta obra é bastante oportuna”. Marco Leal, antigo vereador da Cultura, que também esteve envolvido na edição da obra, atribuiu a Francisco Nunes dos Reis, “o mérito de sempre ter lutado pela preservação da memória de qualquer documento”. Por último, o presidente do município, Luís de Sousa sublinhou igualmente os méritos do homenageado enquanto compositor gráfico e arquivista documentalista ao serviço da edilidade. O homenageado também compareceu no lançamento da obra, e autografou alguns livros, apesar de se encontrar doente, e não ter conseguido falar, na altura dos discursos. “Sinais de Tabelião – A Arte da Autenticação” tem como fonte os sinais usados por cerca de centena e meia de tabeliães (equivalente nos dias de hoje aos notários), compilados e copiados pelo autor em manuscritos originais, sobretudo escrituras públicas e testamentos do Arquivo Histórico Municipal de Azambuja. Com datas que vão de 1507 a 1898, ou seja do século XVI ao XIX, apresenta o trabalho de 61 tabeliães, 37 de Azambuja, 17 de Alcoentre, cinco de Aveiras de Baixo, dois de Manique do Intendente, sendo que o mais antigo se reporta e documenta a 1798, correspondente ao primeiro tabelião público no então recém-instituído concelho de Manique do Intendente, e um com origem em Vale do Paraíso. Quanto ao autor Francisco Nunes dos Reis foi o primeiro arquivista documentalista do município de Azambuja, tendo resgatado milhares de documentos que incorporou no arquivo histórico do concelho.

Cultura

Valor Local


Valor Local

Que os erros não se repitam stamos a cerca de meio ano do fim do programa de ajustamento. Estamos a cerca de meio ano do fim de um dos períodos mais negros da história recente de Portugal. Desde Maio de 2011, altura em que o país teve de estender a mão ao FMI e aos parceiros europeus, Portugal perdeu uma parte importante da soberania. Perdeu a capacidade de decidir como gerir o dinheiro. Desde logo, porque... deixou de haver dinheiro. E, já se sabe, quem paga... manda. A acumulação de défices e o consequente agravamento da dívida pública fez com que os investidores passassem a cobrar juros incomportáveis para emprestar dinheiro ao Estado. Porque passaram a desconfiar da capacidade do Estado para lhes pagar. E sem conseguir aceder ao financiamento dos mercados, Portugal não teve

E

alternativa ao resgate. Sem resgate, todo o Estado, nas suas funções mais básicas, deixaria de funcionar. Ao fim de dois anos e meio de ajustamento feito de sacrifícios há um facto indesmentível: o país está mais pobre. É certo que estão a ser cumpridas as metas orçamentais acordadas com a troika. Mas os impostos aumentaram brutalmente. Reformados e trabalhadores - do setor público e privado estão, em geral, a receber menos. Muito menos. As falências sucederam-se. O desemprego atingiu níveis outrora inimagináveis. Pelo meio, no último verão, uma crise política que só agudizou o cenário. Ao contrário da Irlanda, onde todos se uniram em torno de um objetivo - concluir rapidamente o programa de ajustamento e libertar o país das amarras da troika - em Portugal nem a gravidade da situa-

Opinião

15 Rui Alves Veloso Editor Economia RTP

ção foi suficiente para criar entendimentos duradouros (nem sequer de curto prazo...), mesmo entre os partidos que subscreveram o acordo com a troika.

mesmo que tímida. Tecnicamente a recessão chegou ao fim, graças à recuperação dos gastos das famílias, do investimento e do bom comportamento das exportações.

pelo menos, dois factos positivos. Pela primeira vez em muitos anos a balança externa portuguesa é positiva. Excluindo os encargos com juros, o Estado vai passar a

O pior parece, no entanto, já ter passado. Nos últimos meses a economia deu sinais de retoma,

O pico do desemprego parece ter sido já atingido. E do doloroso programa de ajustamento sobram,

gastar menos do que aquilo que recebe. Admitindo como pouco provável,

nesta altura, um cenário de segundo resgate, daqui a meio ano Portugal terá de voltar “a andar” pelo seu próprio pé - com ou sem “a muleta” de um programa cautelar. É por isso inquestionável que a disciplina orçamental terá de continuar, se o país quiser recuperar a confiança dos mercados e, consequentemente, a capacidade de se financiar. Tal como uma família ou uma empresa, o Estado tem de ter as contas equilibradas. É esta ideia que, custe o que custar, políticos e cidadãos têm de interiorizar, independentemente dos ciclos eleitorais e dos limites à despesa que sejam criados na lei. Não é possível gastar mais do que aquilo que se recebe. É a única maneira de evitar novos - e humilhantes resgates. E de garantir que os sacrifícios atuais sirvam, ao menos, para evitar no futuro os erros do passado.


www.valorlocal.pt

Profile for Valor  Local

Jornal Valor Local - Edição Dezembro - 2013  

Jornal Valor Local - Edição Dezembro - 2013  

Advertisement