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A estação ferroviária foi importante no panorama cultural e religioso da cidade. Uma das suas maiores e significativas manifestações religiosas, a “Procissão de Corpus Christi” em alguns anos tinha inicio nos trilhos da Estrada de Ferro Araraquara, indo da Avenida XV de novembro em direção ao centro. Neste percurso as ruas eram enfeitadas, inicialmente, com folhas de árvore para passagem da procissão. Atualmente, um dos galpões da estação é usado como deposito. Neles ficam guardados moldes de aço, tintas, dolomita, vidro entre outros os materiais utilizados na festa de Corpus Christi. Além do barracão, a Casa da Cultura concentra as reuniões e atividades realizadas para a que a festa de Corpus Christi se torne real. Com a extinção dos trens de passageiros nos anos 90 a estação ferroviária de Matão foi praticamente desativada, mantendo apenas o funcionamento do pátio de manobra dos trens cargueiros. Assim, é decretada a sua decadência. . Com o crescimento da cidade essa área criava muitos problemas, principalmente no trânsito, por isso a área passou recentemente por uma ampla reforma, com a construção de um complexo viário que liga o centro da cidade com a parte alta da cidade. No dia 21 de maio de 2003 a estação é tombada pelo PROJETO DE LEI Nº 073/2003 de autoria do Vereador Edson Corrêa (China). Apesar disso, atualmente “a estação é o retrato do abandono”, o pátio de manobra é usado apenas pelos trens cargueiros e as edificações são usadas como depósitos e como abrigos para andarilhos.

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